Prévia do material em texto
FACULDADE MAURÍCIO DE NASSAU UNINASSAU - UNIDADE MACEIÓ MEDICINA VETERINÁRIA ANESTESIOLOGIA VETERINÁRIA DOCENTE: M. V. ANDRÉ SAMPAIO CALHEIROS ANESTESIA DISSOCIATIVA Vídeo - Fixação Prof. Adriano (UNESP – PIRASSUNUNGA) IMPORTÂNCIA DA ANALGESIA •Essa modalidade anestésica é uma das mais versáteis da Anestesiologia Veterinária; Isso porque ela pode ser administrada por via intramuscular; (IV, SC, VO); Anestesia Dissociativa - Definição •Promove analgesia e tem ampla margem de segurança. •Os representantes desse grupo são a cetamina, a cetamina S(+) e a tiletamina. Anestesia Dissociativa - Definição Anestesia Dissociativa Anestesia Dissociativa AÇÃO ANALGÉSICA AÇÃO DISSOCIATIVA •Atuam principalmente no bloqueio dos receptores NMDA, gerando depressão da região neocortical do cérebro, inibindo o SNC. •Bloqueiam a recaptação de catecolaminas, propiciando a recaptação de serotonina estimulando o sistema límbico. Isso faz com que o animal esteja em anestesia, mas não em hipnose; Anestesia Dissociativa - Ação •Outros dois mecanismos de ação dos dissociativos são o bloqueio nos receptores opioides e dos receptores muscarínicos. •A atuação nos receptores NMDA e opioides promovem analgesia, principalmente somática. Anestesia Dissociativa - Ação Anestesia Dissociativa •Os anestésicos dissociativos podem ser utilizados como base da anestesia. •Essa modalidade permite procedimentos ambulatoriais e superficiais, mas NÃO viabiliza cirurgias cavitárias ou ortopédicas. Anestesia Dissociativa - Ação •Eles também podem ser utilizados como agentes de indução, •Por fim, doses menores que as anestésicas são utilizadas para contenção química. Anestesia Dissociativa - Ação Anestesia Dissociativa Anestesia Dissociativa MIORRELAXANTES ANALGÉSICOS ANESTÉSICOS DISSOCIATIVOS • Os Benzodiazepínicos são medicamentos capazes de promover ação ansiolítica, convulsivante e miorrelaxante. Além disso, eles podem causar uma amnésia temporária sem depressão acentuada do SNC (Sistema Nervoso Central) e aumentam a atividade dos interneurônios e gera um “atraso” do impulso nervoso. Miorrelaxantes - Benzodiazepínicos • Farmacodinâmica • Diminuição da ansiedade; • Ação anticonvulsivante; • Miorrelaxamento; • A atuação destes fármacos sobre os parâmetros fisiológicos é discreta; • Após administrações crônicas seus efeitos são reduzidos. Miorrelaxantes - Benzodiazepínicos • Farmacocinética • Pode ser administrado por qualquer uma dessas vias: intravenosa, intramuscular, subcutânea, ou oral. Seu período de latência é de 5 a 10 minutos. O período de ação dura de 2 horas a 6 horas e a biotransformação desses fármacos ocorre no fígado. Miorrelaxantes - Benzodiazepínicos Fármacos • Diazepam 0,5% • Dose: 0,1-0,5 mg/kg IV, IM • Por via IM: irritante e absorção variável • Duração: 1 a 2 horas • Midazolam 0,1% e 0,5% • Dose: 0,1-0,5 mg/kg IV, IM • Duração: 1 a 2 horas • Alprazolam; Bromazepam; Clonazepam; Lorazepam; Nitrazepam Antagonismo Flumazenil Miorrelaxantes - Benzodiazepínicos • Agonistas α2 adrenérgicos atuam diretamente nos receptores α do sistema simpático promovendo sedação, miorrelaxamento e uma leve analgesia. Miorrelaxantes - Agonistas α2 adrenérgicos • Dessa maneira, sua atuação é tanto central quanto periférica. Vale destacar que a administração por via intramuscular diminui consideravelmente esses efeitos. Miorrelaxantes - Agonistas α2 adrenérgicos • Farmacodinâmica • Vasoconstrição fugaz (5 a 10 minutos); Bradicardia reflexa; Efeito arritmogênico; Hipotensão secundária e prolongada; Queda no débito cardíaco; Hipoventilação; Emese; Retardo no trânsito intestinal; Inibição do ADH; Queda na temperatura – Hipotermia; Diminuição da pressão intraocular; Miorrelaxantes - Agonistas α2 adrenérgicos •Farmacocinética •Estes fármacos podem ser administrados por duas vias, sendo elas intravenosa e intramuscular. Seu período de latência dura cerca de 2 a 5 minutos. A ação geralmente dura de 20 a 30 minutos. É um fármaco de biotransformação hepática. Miorrelaxantes - Agonistas α2 adrenérgicos Fármacos • Xilazina 2% e 10% • Dose em cães/gatos/equinos: 0,5-1,0 mg/kg IV, IM (isolada) • Associada a opioide: 0,2 a 0,5 mg/kg IV, IM • Detomidina e romifidina • Dose equinos: 10 a 20 µg/kg IV Antagonismo Ioimbina Miorrelaxantes - Agonistas α2 adrenérgicos Fármacos • Medetomidina 1 mg/mL • Dose Cães: 10-20 µg/kg IM / Gatos: 20-40 µg/kg IM (isolada) • Associada a opioide Cães: 5-10 µg/kg IM / Gatos: 10-20 µg/kg IM • Dexmedetomidina 0,1 ou 0,5 mg/mL • Características similares à medetomidina • Dose em cães e gatos: metade da medetomidina Antagonismo Atipamezol Miorrelaxantes - Agonistas α2 adrenérgicos • Opioides naturais são encontrados em plantas (morfina) ou produzidos pelo corpo humano (opioides endógenos), onde são amplamente distribuídos por todo SNC. Esses opioides endógenos são peptídeos que apresentam diferentes potências e afinidades com cada grupo de receptores opioides. Suas ações incluem a modulação da dor e controle do sistema cardiovascular, principalmente em situações críticas. Analgésicos - Opioides • Embora a compreensão de sua farmacologia seja importante, os opioides endógenos não possuem destaque clínico. • Opioides sintéticos e semissintéticos são amplamente utilizados na prática clínica, especialmente pela sua ação analgésica. Analgésicos - Opioides • Os opioides atuam a nível celular ligando-se aos receptores opioides presentes em todo sistema nervoso central (SNC), especialmente no núcleo do trato solitário, área cinzenta periaquedutal, córtex cerebral, tálamo e substância gelatinosa da medula espinhal. Receptores opioides podem também estar presentes em terminações nervosas aferentes periféricas e em diversos outros órgãos. Analgésicos - Opioides • Agonistas opioides puros (morfina, diamorfina, petidina, fentanil) apresentam alta afinidade com os receptores opioides e elevada atividade intrínseca a nível celular. Agonistas parciais (buprenorfina, pentazocina) ao ligarem-se aos receptores opioides produzem efeito submáximo quando comparados aos agonistas puros. Analgésicos - Opioides • Classificação quanto à duração do efeito Ultra-curta Curta Intermediária Longa Fentanil Meperidina Morfina Tramadol Remifentanil Metadona Buprenorfina Alfentanil Butorfanol Sufentanil Analgésicos - Opioides Fármacos • Morfina 1% • Cão: 0,1-0,5 mg/kg (IV); 0,3-1,0 mg/kg (IM, SC); 0,1 mg/kg (Epidural) • Gato: 0,05-0,2 mg/kg (IM, SC) • Metadona 1% • Cão: 0,1-0,5 mg/kg (IM, SC) • Gato: 0,1-0,3 mg/kg (IM, SC) • Meperidina 5% (petidina) • Cão/gato: 2-5 mg/kg (IM, SC) Analgésicos - Opioides Fármacos • Fentanil 0,05 mg/mL • Cão: 2-10 µg/kg (IV) • Gato: 1-5 µg/kg (IV) • Butorfanol 1% • Cão/gato: 0,1-0,4 mg/kg (IV, IM, SC) • Equino/Ruminante: 0,01-0,04 mg/kg (IV) - MPA • Tramadol 50 mg/mL • Cão/gato: 2-5 mg/kg (IV, IM, SC, Oral) Antagonismo Naloxona Analgésicos - Opioides O p io id e Benzodiazepínicos Agonistas Alfa-2 Anestesia Dissociativa Obrigado! andrescalheiros Slide 1 Slide 2: Vídeo - Fixação Slide 3: IMPORTÂNCIA DA ANALGESIA Slide 4: Anestesia Dissociativa - Definição Slide 5: Anestesia Dissociativa - Definição Slide 6: Anestesia Dissociativa Slide 7: Anestesia Dissociativa Slide 8: Anestesia Dissociativa - Ação Slide 9: Anestesia Dissociativa - Ação Slide 10: Anestesia Dissociativa Slide 11: Anestesia Dissociativa - Ação Slide 12: Anestesia Dissociativa - Ação Slide 13: Anestesia Dissociativa Slide 14: Anestesia Dissociativa Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33: Obrigado!