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MÓDULO 4 - Princípios Constitucionais do Processo. 1 Na prestação jurisdicional há um interesse público maior do que o privado defendido pelas partes. É a garantia de paz e harmonia social, procurada através da manutenção da ordem jurídica. Todos, e não apenas os litigantes, têm direito de conhecer e acompanhar tudo que se passa durante o processo. Esta frase reflete o principio: R. B da publicidade. 2 É a imposição legal de audiência bilateral, ou seja, a necessidade de o juiz, caso tenha ouvido uma das partes, também ouvir a outra, traduzindo-se na imposição legal de dar conhecimento da ação (ao réu) e de todos os atos processuais às partes, e de assegurar-lhes a possibilidade de reagir juridicamente aos atos que lhes forem desfavoráveis (ciência bilateral dos atos contrariáveis). Esse princípio não deve, todavia, ser interpretado como uma exigência de que os litigantes se manifestem, efetivamente, acerca dos atos e termos do processo, mas sim lhes seja concedida a oportunidade para essa manifestação. Fala-se aqui do principio: R. A do contraditório e da ampla defesa. 3 O princípio que fala da possibilidade de as partes submeterem a matéria decidida por um juízo à reapreciação de outro, em regra, hierarquicamente superior, trata-se: R. C do duplo grau de jurisdição. 4 Proíbe a existência dos Tribunais de Exceção, que são juízos criados para julgar fatos já ocorridos, com parcialidade, para prejudicar ou beneficiar alguém. Toda origem, expressa ou implícita, do poder jurisdicional só pode emanar da Constituição, de modo que não é dado ao legislador ordinário criar juízes e tribunais. Esta ideia reflete o princípio: R. D do juiz natural. 5 O princípio constitucional do juiz natural identifica o juiz competente para o julgamento da causa com base em regras estabelecidas previamente à ocorrência do fato em questão. Esse princípio garante a imparcialidade da própria pessoa do juiz. Nesse sentido, o nosso ordenamento jurídico: R. A proíbe a instituição de juízo ou tribunal de exceção; 6 Complete a lacuna inserta na frase a seguir, referindo-se a um dos princípios constitucionais do processo civil. O __________ apresenta dois sentidos, significando “o conjunto de garantias de ordem constitucional, que de um lado asseguram às partes o exercício de suas faculdades poderes de natureza processual e, de outro, legitimam a própria função jurisdicional". R. B princípio do devido processo legal. 7 Sobre o princípio do juiz natural, é correto afir R. E está ligado à competência jurisdicional, imparcialidade do órgão julgador e vedação aos tribunais de exceçao 8 O princípio constitucional da inafastabilidade do controle jurisdicional: R. d aplica-se ao processo civil e significa que a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário qualquer lesão ou ameaça a direito. 9 É princípio constitucional aplicado ao processo civil: R. D Juiz Natural. 10 Quanto ao direito ao contraditório no processo civil, é correto afirmar que: R. d é o direito de ser informado, de reagir e de influenciar, tendo como titulares as partes e como destinatário o juiz no processo. 11Antônio, famoso cantor da região de Milagrópolis, mata um desafeto ao término de um show, gerando grande repercussão local. Em razão de sua popularidade, Antônio tem seu processo distribuído para o TJCM (Tribunal para Julgamento de Cantores de Milagrópolis), criado após a ocorrência dos fatos esquivando-se, assim, do julgamento pelo Tribunal do Juri. A dinâmica dos fatos revela inequívoca violação a um fundamental princípio do Direito Processual brasileiro. Assinale a alternativa que revela o princípio que, de forma direta e específica, foi violado pelos fatos acima narrados. R. c Princípio do Juiz Natural. 12 Qual das alternativas abaixo explica corretamente o princípio da tutela constitucional do processo também conhecido como a supremacia da Constituição: R. C Art. 1º O processo civil será ordenado, disciplinado e interpretado conforme os valores e as normas fundamentais estebelecidos na Constituição da República Federativa do Brasil, observando-se as disposições deste Código. (CPC15). 13 Existem momentos em que as normas colidem onde chamamos antinomias. No entanto, a norma é o gênero do onde brotam as espécies regras e princípios. Além de outros critérios, um dos mais claros para separar o que é uma regra e o que é um princípio vem da interpretação dessa colisão de regras e colisão de princípios. Qual(is) do(s) exemplo(s) abaixo traduz corretamente ao método de colisão entre princípios: R. E Na colisão de princípios deve-se ponderar a aplicação de ambos os princípios afastando-se temporariamente determinado princípio com vistas a aplicar o que melhor se enquadrar ao caso concreto 14 O Art. 98, do Código de Processo Civil permite que as partes que não tenham condições de arcar com os encargos econômicos do processo sem afetar sua própria existência digna sejam favorecidas pela isenção de custas e encargos, fixando que "A pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios tem direito à gratuidade da justiça". Essa norma visa proteger princípios esculpidos na própria Constituição Federal como o art. 5º, LXXIV, da CF88, além, evidentemente, do próprio princípio da Tutela Constitucional do Processo. Excluindo, portanto, o princípio da Tutela Constitucional do Processo, o art. 98, do CPC15 protege ainda qual(is) outro(s) Princípio(s): R. A O Princípio da Inafastabilidade da Jurisdição e da Isonomia; 15 Quais dos artigos legais abaixo traduzem e visam atender o princípio constitucional da razoável duração do processo e celeridade esculpidos no art. 5º, LXXVIII, da CF88: E TODAS R. A Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação do réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar: I - enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça; II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos; III - entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência; IV - enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local. B Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando: I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório da parte; II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante; III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado, sob cominação de multa; IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável. Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente. C- Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, quando: I - não houver necessidade de produção de outras provas; II - o réu for revel, ocorrer o efeito previsto no art. 344 e não houver requerimento de prova, na forma do art. 349 . Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou parcela deles: I - mostrar-se incontroverso; II - estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355 . D Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. 16 Dentro os exemplos abaixo, qual(is) dele(s) retrata(m) um princípio: R. C Art. 5º Aquele que de qualquer forma participa do processo deve comportar-sede acordo com a boa-fé. (CPC15). 17 Não existe um padrão absoluto para princípios. Igualmente, nenhum princípio é absoluto e sempre se verá confrontado por outros princípios que podem, naquela ocasião, levar a afastar temporariamente sua incidência. Todavia, existe um princípio que é o ponto de partida de todo o Processo Civil brasileiro e que determina a forma de ver todo o ordenamento jurídico responsabilizando-se pela coerência do ordenamento jurídico e, acima de tudo, pela preservação dos Direitos e Garantias Fundamentais. Dos exemplos abaixo, qual deles retrata corretamente esse princípio: R. D O Princípio da Tutela Constitucional do Processo (Supremacia da Constituição); 18 Chega ao seu escritório Joãozinho. Ele lhe mostra um extrato da conta bancária em que apresenta a existência de uma penhora online (BACENJUD), ou seja, por ordem de um Juiz de Direito todos os valores existentes em sua conta foram penhorados para pagar uma dívida. Joãozinho, porém, explica que jamais contraira dívida alguma e que nunca fora citado, intimado ou comunicado sobre a existência de qualquer processo. Você, na consulta, descobre que existia um processo contra ele, mas que em momento algum o Juiz ordenou a citação de Joãozinho, sentenciando, condenando e executando todo o processo sem ouvir uma única vez o Joãozinho. Nesse cenário, quais princípios foram violados pelo Juiz: R. O Princípio da Ampla Defesa e do Contraditório; O Princípio da Isonomia; O Princípio do Devido Processo Legal; D Todas as anteriores estão corretas; 19 O Art. 5º. [...] LVI estabelece que "são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos;". Trata-se do princípio da vedação da utilização das provas ilícitas que, por muito tempo, foi entendida como absoluta, ou seja, que em nenhuma ocasião poderá prevalecer o uso de provas ilícitas. No entanto, vem ganhando força uma corrente interemediária que se levanta com o contraponto da proporcionalidade. Essa corrente entende que existem justificativas - inerentes à inexistência de força absoluta dos princípios - que permitam o uso da prova ilícita para preservar outro direito fundamental que sem aquela prova ilícita seria ofendido. Qual é a exceção utilizada como exemplo pela corrente acima: R. B A prova obtida ilicitamente que sirva para inocentar uma pessoa de uma condenação penal.