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Acolhimento com classificação de risco Profa. Dra. Rita Neuma Dantas Cavalcante de Abreu Docente da Universidade de Fortaleza (UNIFOR) Servidora Pública da Prefeitura de Fortaleza (IJF) Doutora em Biotecnologia em Saúde (UFC) Especialista e mestre em cuidados Clínicos (UECE) O que entendemos por acolhimento? Imagens do Ministério da Saúde https://www.fortaleza.ce.gov.br/noticias/prefeitura-inaugura-acolhimento-e-classificacao-de- risco-em-obstetricia-no https://redehumanizasus.net/6503-oficinas-de-implantacao-dos-protocolos-de-acolhimento-com-classificacao-de- risco-pediatria-e-adulto-em-fortaleza/ Fonte: Rev Rene. 2012; 13(1):211-9. O que entendemos por acolhimento? O que entendemos por acolhimento? Fonte: BRASIL, 2009, p.18 Fonte: BRASIL, 2009, p.21 Artigo publicado em: https://periodicos.unifor.br/RBPS/article/view/9786/pdf Deveres e proibições que se inter- relacionam com o ato de acolher Resolução COFEN Nº 0564/2017 (DEVERES): "Art. 41 Prestar assistência de Enfermagem sem discriminação de qualquer natureza. [...]” “Art. 43 Respeitar o pudor, a privacidade e a intimidade da pessoa, em todo seu ciclo vital e nas situações de morte e pós-morte. [...]” “Art. 52 Manter sigilo sobre fato de que tenha conhecimento em razão da atividade profissional, exceto nos casos previstos na legislação ou por determinação judicial, ou com o consentimento escrito da pessoa envolvida ou de seu representante ou responsável legal. [...]” Resolução COFEN Nº 0564/2017 (PROIBIÇÕES): “Art. 67 Receber vantagens de instituição, empresa, pessoa, família e coletividade, além do que lhe é devido, como forma de garantir assistência de Enfermagem diferenciada ou benefícios de qualquer natureza para si ou para outrem. [...]” “Art. 87 Registrar informações incompletas, imprecisas ou inverídicas sobre a assistência de Enfermagem prestada à pessoa, família ou coletividade.” “Art. 88 Registrar e assinar as ações de Enfermagem que não executou, bem como permitir que suas ações sejam assinadas por outro profissional.” (COFEN, 2017). https://www.youtube.com/watch?v=rQ_x21h8DLM Fonte: http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-5642017_59145.html https://www.youtube.com/watch?v=rQ_x21h8DLM Fonte: BRASIL, 2011 O que a história de A. nos indica? (BRASIL, 2004) • Vejamos a história de A. de 15 anos: ela chega a uma unidade de saúde andando, trajando uniforme escolar, sozinha, e dirige-se à recepção, onde o processo de acolhimento se faz à maneira tradicional − por meio de triagem burocrática, sem sistematização de um processo de Classificação de Risco com protocolo estabelecido −, visivelmente angustiada e diz estar com muita dor na barriga. A profissional da Recepção avalia que ela pode ficar na fila e, depois de 35 minutos esperando, A. volta à recepção dizendo que a dor está aumentando, mas é reconduzida a esperar a sua vez na fila. Depois de 15 minutos A. cai no chão, é levada para o atendimento e morre por ter ingerido veneno de rato para interromper uma gravidez indesejada. Fonte: BRASIL, 2004, p.23 Equipe de Enfermagem e Classificação de Risco • RESOLUÇÃO COFEN Nº 661/2021 • “Atualiza e normatiza, no âmbito do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem, a participação da Equipe de Enfermagem na atividade de Classificação de Risco.” http://redehumanizasus.net/94797-acolhimento-com-classificacao-de-risco/ http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-661-2021_85839.html http://redehumanizasus.net/94797-acolhimento-com-classificacao-de-risco/ Fonte: COFEN, 2021 • RESOLVE: • “Art. 1º No âmbito da Equipe de Enfermagem, a classificação de Risco e priorização da assistência é privativa do Enfermeiro, observadas as disposições legais da profissão.” • “§ 1º Para executar a Classificação de Risco e Priorização da Assistência, o Enfermeiro deverá ter curso de capacitação específico para o Protocolo adotado pela instituição, além de consultório em adequadas condições de ambiente e equipamentos para desenvolvimento da classificação.” • “§ 2º Para garantir a segurança do paciente e do profissional responsável pela classificação, deverá ser observado o tempo médio de 04 (quatro) minutos por classificação de risco, com limite de até 15 (quinze) classificações por hora.” • “Art. 2º O Enfermeiro durante a atividade de Classificação de Risco não deverá exercer outras atividades concomitantemente.” • “Art. 3º O procedimento a que se refere esta Resolução deve ser executado no contexto do Processo de Enfermagem, atendendo-se as determinações da Resolução Cofen nº 358/2009 e aos princípios da Política Nacional de Humanização do SUS.” • “Art. 4º Cabe aos Conselhos Regionais de Enfermagem adotar as medidas necessárias para acompanhar a realização do procedimento de que trata esta norma, visando a segurança do paciente e dos profissionais envolvidos.” • “Art. 5º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogada a Resolução Cofen nº 423/2012.” http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-661-2021_85839.html Quais os objetivos da Classificação de Risco? • Avaliar o paciente logo na sua chegada, humanizando o atendimento. • Descongestionar o Pronto-Socorro. • Reduzir o tempo para o atendimento médico, fazendo com que o paciente seja visto precocemente de acordo com a sua gravidade. • Determinar a área de atendimento primário, devendo o paciente ser encaminhado diretamente às especialidades conforme protocolo. • Informar os tempos de espera. • Promover ampla informação sobre o serviço aos usuários. • Retornar informações a familiares. Fonte: BRASIL, 2004 PERGUNTAS E RESPOSTAS FREQUENTES SOBRE O TEMA Coren-MG, 2020 Modelos de classificação de risco mais conhecidos internacionalmente e validados cientificamente Coren-MG, 2020 Classificação de risco é feita baseada nos seguintes dados (BRASIL, 2004): • Situação/Queixa/ Duração • Breve histórico: relatado pelo próprio paciente, familiar ou testemunhas • medicações • sinais vitais • Exame físico sumário - buscando sinais objetivos • glicemia, eletrocardiograma se necessário. Fonte: BRASIL, 2004 Imagem de: BRASIL, 2004 Classificação Vermelho : Pacientes que deverão ser encaminhados diretamente à Sala Vermelha (emergência) devido à necessidade de atendimento imediato: Perfurações no peito, abdome e cabeça; Intoxicações exógenas ou tentativas de suicídio com Glasgow abaixo de 12; Parada cardiorrespiratória; Hemorragias não controláveis (BRASIL, 2004). BRASIL, 2004http://4.bp.blogspot.com/- SWnwwjJaoNg/Trg8EX6nJCI/AAAAAAAABE8/hZB3XXpbERs/s1600/plano+vis%25C3%25A3o+fique+ de+olho.png https://www.dlojavirtual.com/wp-content/uploads/2015/09/loja-virtual-de-livros.jpg BRASIL, 2017 https://enfermagemnovidade.wordpress.com/2018/03/10/escala-de-manchester/ https://joaquimdepaula.com.br/index.php/2017/03/sistema-manchester-pa-adota-protocolo-de-classificacao-de-risco-para-atendimento/ https://enfermagemnovidade.wordpress.com/2018/03/10/escala-de-manchester/ https://joaquimdepaula.com.br/index.php/2017/03/sistema-manchester-pa-adota-protocolo-de-classificacao-de-risco-para-atendimento/ Referências • BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Acolhimento e classificação de risco nos serviços de urgência / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. – Brasília : Ministério da Saúde, 2009. 56 p. : il. color. – (Série B. Textos Básicos de Saúde) ISBN 978-85-334-1583-6 1. Humanização do atendimento. 2. Saúde Pública. 3. Gestão do SUS. I. Título. II. Série • http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-5642017_59145.html • BRASIL. Ministério da Saúde. Carta dos direitos dos usuários da saúde / Ministério da Saúde. – 3. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2011. • BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. HumanizaSUS: acolhimento com avaliação e classificaçãode risco: um paradigma ético-estético no fazer em saúde / Ministério da Saúde, Secretaria-Executiva, Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. – Brasília: Ministério da Saúde, 2004. • http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-661-2021_85839.html • Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais. Acolhimento, triagem e classificação de risco: manual de competência técnico-científica, ética e legal dos profissionais de enfermagem [texto] / Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais. – Belo Horizonte: Coren-MG, 2020. 77 p. • Ana Augusta Pires Coutinho, Luiz Carlos de Oliveira Cecilio, Joaquim Antonio Cesar Mota. Classificação de risco em serviços de emergência: uma discussão da literatura sobre o Sistema de Triagem de ManchesterRev Med Minas Gerais 2012; 22(2): 188-198 • Mackway-Jones K, Marsden J, Windle J. Sistema Manchester de Classificação de Risco. 3. Ed. Oxford, UK: Blackwell Publishing. http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-661-2021_85839.html Slide 1: Acolhimento com classificação de risco Slide 2: O que entendemos por acolhimento? Slide 3 Slide 4 Slide 5: O que entendemos por acolhimento? Slide 6: O que entendemos por acolhimento? Slide 7 Slide 8: Deveres e proibições que se inter-relacionam com o ato de acolher Slide 9 Slide 10: O que a história de A. nos indica? (BRASIL, 2004) Slide 11: Equipe de Enfermagem e Classificação de Risco Slide 12: Fonte: COFEN, 2021 Slide 13: Quais os objetivos da Classificação de Risco? Slide 14 Slide 15: Modelos de classificação de risco mais conhecidos internacionalmente e validados cientificamente Slide 16: Classificação de risco é feita baseada nos seguintes dados (BRASIL, 2004): Slide 17 Slide 18: Classificação Slide 19 Slide 20 Slide 21: Referências