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ANÁLISE FUNCIONAL OU DINÂMICA Um dos objetivos da análise financeira é o de predizer necessidades futuras com base em informações presentes para determinar o desempenho econômico das empresas. Por muito tempo, gestores e analistas utilizaram índices financeiros para medir o desempenho da empresa, método conhecido como análise tradicional. Ao longo da década de 1970, o professor Michel Fleuriet trouxe ao Brasil uma metodologia de análise econômico-financeira mais dinâmica, conhecida posteriormente como análise dinâmica ou método Fleuriet, que utiliza o capital de giro (CDG), a necessidade de capital de giro (NCG) e o saldo de tesouraria (T), além de remontar o demonstrativo de resultado do exercício (DRE), de forma a evidenciar a liquidez das empresas por meio de fluxos de caixa e a perceber a necessidade permanente de financiamento do capital de giro. Entre os indicadores de análise existem a análise da liquidez tradicional, realizada por meio dos indicadores mais usualmente utilizados (por exemplo, liquidez imediata, geral, corrente e seca), e a análise dinâmica, que propicia uma visão mais abrangente e que, além de trazer as mesmas informações da análise tradicional, traz subsídios que permitem a escolha de ações que irão melhorar os resultados encontrados. Ou seja, identifica o que fazer para tornar boa uma situação ruim, e também o que fazer para tornar ótima uma situação boa. Para chegar a tais informações, é necessário avaliar, conjuntamente, a necessidade de capital de giro (NCG), o saldo de tesouraria (T) e o capital de giro (CDG). Veja a fórmula de cada um deles: • Necessidade de capital de giro: ativo cíclico — passivo cíclico • Saldo de tesouraria: ativo errático — passivo errático • Capital de giro: passivo permanente — ativo permanente Observe que as fórmulas de NCG e T subtraem o PASSIVO do ATIVO. Então, quando o resultado da conta for positivo, ambas serão aplicações de recursos; quando o resultado da conta for negativo, ambas são fontes de recursos. Já o CDG funciona subtraindo o ATIVO do PASSIVO. Portanto, quando o resultado for positivo, ela será fonte de recursos; e quando for negativo, significa que ela será aplicação de recursos. Com base nessas informações, imagine-se como o gestor responsável pelo planejamento financeiro de uma grande empresa. Você deve analisar o cenário atual com base nas informações sobre necessidade de capital de giro (NCG), o saldo de tesouraria (T) e o capital de giro (CDG). Assim, comente cada uma das situações a seguir: a) NCG > 0, CDG 0 d) NCG > 0, CDG > 0, T 0, CDG > 0, T > 0 f) NCG 0, T > 0 Muito conhecido entre economistas, contadores e demais profissionais da área de finanças, o modelo Fleuriet representa uma nova forma de análise do capital de giro. O referido modelo, além de fazer uma análise econômico-financeira do desempenho da organização, também evidencia uma forma inteligente de gerir essa empresa baseada na sustentabilidade financeira e econômica de curto e longo prazos. Neste Infográfico, veja de que forma o modelo Fleuriet reclassifica as contas do ativo e passivo circulantes no balanço patrimonial. A análise dinâmica (modelo Fleuriet) traz uma forma singular de classificação de contas patrimoniais. Além disso, oferece um novo olhar sobre o capital de giro e sua influência no cenário financeiro da empresa. As empresas devem buscar o equilíbrio harmônico dos três elementos que compõem o modelo de análise dinâmica: necessidade de capital de giro (NCG), saldo de tesouraria (T) e capital de giro (CDG). Contudo, no dia a dia existem situações que obrigam os gestores a considerar os impactos negativos de um desses elementos nas decisões de financiamento das operações.