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1. A Constituição Federal estabelece a livre iniciativa como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. Não obstante, a própria Constituição admite a atuação do Estado no domínio econômico. A propósito disso, marque a alternativa correta: A. Não existem restrições legais à atuação do Estado na ordem econômica, de modo que o Estado pode atuar tanto direta quanto indiretamente na economia. B. Existem algumas restrições legais à atuação do Estado na ordem econômica, de modo que o Estado pode atuar apenas indiretamente na economia. C. Existem algumas restrições à atuação do Estado na ordem econômica, de modo que o Estado pode atuar apenas diretamente na economia. D. Existem algumas restrições à atuação do Estado na ordem econômica e este pode atuar tanto direta quanto indiretamente na ordem econômica. E. Em função da atuação direta do Estado na ordem econômica, admite-se que o Estado atue de modo vertical na ordem econômica. 2. Existem diversos meios pelos quais o Estado atua na ordem econômica, para garantir sua higidez e evitar abusos. Com relação aos modos de atuação do Estado na ordem econômica, marque a alternativa correta: A. Embora seja admitido que o Estado reprima abusos do poder econômico, não se admite que atue em regime de monopólio em alguns setores específicos da economia. B. Não existem restrições legais à possibilidade de atuação em regime de monopólio por parte do Estado, estando tal atuação condicionada a um juízo de conveniência e oportunidade da administração pública. C. Admite-se que o Estado atue em regime de monopólio em alguns setores para prevenir abusos no poder econômico. D. Admite-se que o Estado reprima abusos no poder econômico, bem como atue em regime de monopólio em alguns setores estratégicos. E. Embora seja admitido que o Estado atue na ordem econômica reprimindo abusos, ele não pode instituir empresas estatais. 3. As chamadas agências reguladoras são relativamente recentes em nosso ordenamento jurídico, tendo surgido apenas após 1996, com o advento da implantação de um novo sistema de administração pública. Com relação a elas, marque a alternativa correta: A. Com o advento da implantação do sistema burocrático e com vistas à transparência, pretendeu-se diminuir a atuação direta do Estado em diversos setores da economia. Em função disso, criaram-se as chamadas agências reguladoras. B. As agências reguladoras foram criadas com o advento da implantação do sistema burocrático e com vistas à eficiência, diminuindo a atuação indireta do Estado em diversos setores da economia. C. As agências reguladoras foram criadas com o advento da implantação do sistema burocrático e com vistas à eficiência, diminuindo a atuação direta do Estado em diversos setores da economia. D. As agências reguladoras foram criadas com o advento da implantação do sistema gerencial e com vistas à eficiência, diminuindo a atuação direta do Estado em diversos setores da economia. E. As agências reguladoras foram criadas com o advento da implantação do sistema gerencial e com vistas à eficiência, diminuindo a atuação indireta do Estado em diversos setores da economia. 4. As agências reguladoras são entidades geralmente criadas como autarquias sob regime especial. Com relação a elas, marque a alternativa correta: A. As agências reguladoras não podem atuar em casos envolvendo litígio, mas podem editar leis ordinárias na sua área de atuação. B. As agências reguladoras não podem atuar em casos envolvendo litígio nem podem editar leis ordinárias na sua área de atuação. C. As agências reguladoras podem atuar em casos envolvendo litígio e podem editar leis ordinárias na sua área de atuação. D. As agências reguladoras podem atuar em casos envolvendo litígio, mas não podem editar leis ordinárias na sua área de atuação. E. As agências reguladoras podem atuar em casos envolvendo litígio, a despeito de sua área de atuação. 5. Existem muitos mecanismos desenvolvidos pelo legislador para prevenir abusos na ordem econômica. Entre eles, o chamado Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) tem papel destacado. Com relação a ele, marque a alternativa correta: A. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica é uma autarquia federal, com atuação vinculada ao Ministério da Justiça e com jurisdição em todo o território nacional, cuja função é prevenir e apurar abusos no domínio econômico. B. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica é uma agência reguladora, com atuação vinculada ao Ministério da Fazenda e com jurisdição em todo o território nacional, cuja função é prevenir e apurar abusos no domínio econômico. C. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica é uma autarquia federal, com atuação vinculada ao Ministério da Fazenda e com jurisdição em todo o território nacional, cuja função é prevenir e apurar abusos no domínio econômico. D. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica é uma agência reguladora, com atuação vinculada ao Ministério da Justiça e com jurisdição em todo o território nacional, cuja função é prevenir e apurar abusos no domínio econômico. E. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica é um órgão vinculado ao Ministério da Fazenda e com jurisdição em todo o território nacional, cuja função é prevenir e apurar abusos no domínio econômico. Desafio 3 A Constituição Federal estabelece diversas condições em que o Estado está autorizado a intervir na ordem econômica. Dentre elas, cita-se a possibilidade de que o Estado previna e reprima abusos do poder econômico. Nesse contexto, se alguma ação maléfica da iniciativa privada acabar ensejando a dominação dos mercados, a eliminação da concorrência ou o aumento arbitrário dos lucros, o Estado poderá se valer de uma série de mecanismos para restaurar a ordem econômica. De acordo com o contexto apresentado e a legislação vigente, como você explicaria para José o que justifica a atuação do Estado na economia, bem como em que consiste a prática do tabelamento de preços? Escreva sua resposta no campo abaixo: O Estado pode intervir na economia quando há abuso do poder econômico, como dominação de mercados, eliminação da concorrência ou aumento arbitrário dos lucros. Essa atuação está prevista na Constituição e tem como finalidade proteger o bem-estar coletivo e garantir equilíbrio no mercado. O tabelamento de preços é um desses mecanismos: consiste em fixar valores máximos ou médios para determinados produtos ou serviços, especialmente em momentos de crise, evitando que produtores ou empresas elevem preços de forma abusiva. Assim, busca-se impedir o aumento arbitrário dos lucros e assegurar que os consumidores tenham acesso justo aos bens essenciais. Em resumo: a intervenção do Estado se justifica para corrigir abusos e proteger a coletividade, e o tabelamento de preços é um instrumento legítimo para garantir estabilidade e justiça social. Padrão de resposta esperado Mesmo que a lei preveja a livre iniciativa como um dos fundamentos da República, isso não significa que não haja casos nos quais o Estado possa intervir na ordem econômica. O caso concreto é justamente um deles, pois, levando em consideração a crise do trigo e a possibilidade de lucro de José em função de um infortúnio, o Estado resolveu valer-se do tabelamento dos preços do trigo. Dessa forma, com relação à origem do preço dos bens, é possível distinguir três, a saber: i. os privados; ii. os semiprivados; iii. os públicos. O preço privado é aquele determinado pela atuação do mercado em regime de livre concorrência. Já o preço semiprivado é oriundo da atuação da iniciativa privada vinculada à atuação do poder público. Por fim, o preço público é aquele estabelecido direta e exclusivamente pelo Estado, a despeito de questões ligadas à oferta e à procura. Dito isso, salienta-se que o tabelamento de preços é prática privativa da União e incide sobre os preços que costumeiramente são de ordem privada. Nesse contexto, em casos como o da crise do trigo, o Estado está autorizado a intervir na ordem econômica do setor para garantir que não ocorram abusosno mercado, como, justamente, no caso de José. image1.jpeg