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Introdução Fisiopatologia 
Principais referências desta aula
GUYTON, AC. Tratado de Fisiologia Médica. 12 ed., Rio de Janeiro: Elsevier Editora, 2011
PORTH CM; MATFIN G. Fisiopatologia (2 Volumes). 8a edição, Guanabara Koogan, 2011
Fisiopatologia
A fisiopatologia é o campo da ciência que se dedica a estudar os processos fisiológicos anormais
que levam ao desenvolvimento de doenças ou lesões no organismo.
Ela se concentra em compreender como as funções normais do corpo são alteradas, resultando
em disfunções que causam ou são consequência de condições patológicas.
O termo “fisiopatologia” tem origem no grego, onde “pathos” significa sofrimento,
“physis” refere-se à natureza ou origem,
“logos” significa estudo.
Isso indica que a fisiopatologia se preocupa em desvendar a natureza das doenças, investigando
como as alterações no funcionamento normal do corpo contribuem para o aparecimento de
sintomas e complicações.
A fisiopatologia é fundamental identificar os mecanismos causadores de uma
doença, facilitando o desenvolvimento de estratégias diagnósticas e
terapêuticas. Assim, ela é uma ferramenta indispensável para compreender
como as alterações nos processos fisiológicos normais resultam em desordens
que comprometem a saúde e o bem-estar.
Ela estuda as mudanças funcionais, estruturais e bioquímicas que ocorrem em
diferentes níveis, desde as células até os órgãos e sistemas, quando o
organismo está em um estado patológico. Esses estudos envolvem a análise de
processos fisiológicos desordenados que surgem devido a condições
patológicas, como inflamação, infecção, degeneração ou lesão.
Um dos principais objetivos da fisiopatologia é identificar os marcadores biológicos e
os mecanismos subjacentes que explicam essas mudanças. Isso inclui a investigação
das interações entre diferentes sistemas do corpo, como o cardiovascular,
respiratório, endócrino e imunológico, para entender como essas interações podem
contribuir para o desenvolvimento e a progressão de uma doença.
Além disso, a fisiopatologia permite a análise detalhada da evolução de uma doença.
Ela auxilia na compreensão das causas iniciais do distúrbio, dos fatores que
influenciam sua progressão e das manifestações clínicas que surgem como resultado
dessas mudanças.
Fisiopatologia
Fisiologia Patologia
• Trata do estudo das funções do 
corpo humano
• Funcionamento dos órgãos e 
sistemas
• Do grego pathos, que significa
"doença“
• Trata do estudo das alterações 
estruturais e funcionais em 
células, tecidos e órgãos do 
corpo que causam ou que são 
causadas por doença.
Organização dos seres vivos: átomos,
moléculas, macromoléculas, organelas,
células, tecidos, órgãos, sistemas e
organismo.
https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/niveis-organizacao-biologia.htm
FLUIDO EXTRACELULAR- O “MEIO INTERNO”
60% CORPO HUMANO ADULTO FLUIDO
Fluido extracelular = 1/3 DO TOTAL
Sangue e fluídos teciduais
As células podem viver, crescer e desempenhar suas 
funções enquanto as concentrações adequadas de O2, 
glicose, íons, lipídios, aminoácidos e outros estiverem 
disponíveis neste meio interno.
*Meio intracelular difere por 
apresentar altas concentrações 
de potássio, magnésio e íons 
fosfato
Definição: Manutenção de condições quase constantes no meio interno.
Equilíbrio de pH, açúcares, pressão, água, íons, etc
Todos os órgãos e tecidos do corpo realizam funções que contribuem para a 
manutenção da homeostasia.
Compartimentos Biológicos
Compartimentos celulares
Membranas celulares
Doença
Uma doença é definida como a interrupção, a cessação ou o distúrbio de um
sistema ou estrutura de órgão corporal, caracterizada em geral por agente ou
agentes etiológicos reconhecidos, um grupo de sinais e sintomas
identificáveis ou alterações anatômicas consistentes.
O Ministério da Saúde traz um simplificado conceito de doença, colocando-a 
como uma alteração ou desvio do estado de equilíbrio de um indivíduo com 
o meio ambiente (MS, 1987).
Etiologia
Etiologia – é o estudo das causas da doença. A partir daqui temos o conceito de agente 
etiológico, que é quem causa a doença. Esse agente etiológico pode então se dividir em :
Agente químico – um ácido, um veneno, etc.
Agente físico – calor, frio, radiação, etc.
Agente biológico – uma bactéria, um vírus, um fungo, etc
• Outros conceitos:
• Patogenia: São os mecanismos de desenvolvimento da doença
• Anatomia Patológica: alterações morfológicas 
• Fisiopatologia: alterações funcionais
Diabetes Mellitus Tipo I
Etiologia: auto-imune ou idiopática (causa desconhecida);
Patogenia: Anti-corpos destroem as células beta do pâncreas (auto-imune);
Alterações Histo-patológicas: Diminuição das células beta, alterações na microcirculação, etc.;
Fisiopatologia: Aumento da glicemia, cetose, poliúria, glicoúria, etc. 
Hipertensão Arterial
 Etiologia: Estenose (estreitamento) da artéria renal ou Essencial;
 Patogenia: depende de cada caso. Muitas vezes há distúrbios na secreção humoral 
(desequilíbrios na produção de hormônios, resultando em quantidades excessivas ou 
insuficientes que impactam funções corporais) e deficiência na excreção de eletrólitos e água;
 Alterações Histo-patológicas: Lesão endotelial, hipertrofia cardíaca, etc.;
 Fisiopatologia: Aumento do volume sanguíneo e aumento da resistência periférica;
https://efdeportes.com/efd60/repouso.htm
	Slide 1: Introdução Fisiopatologia 
	Slide 2: Principais referências desta aula
	Slide 3: Fisiopatologia 
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	Slide 19: Doença
	Slide 20: Etiologia
	Slide 21: Diabetes Mellitus Tipo I
	Slide 22: Hipertensão Arterial
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