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Relatório_Sociologia docx

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE 
BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO 
DISCIPLINA: SOCIOLOGIA DAS ORGANIZAÇÕES 
DOCENTE: PAULO SÉRGIO MELO DOS SANTOS 
DISCENTE: MARCIO ROQUE DOS SANTOS DA SILVA 
 
RELATÓRIO DA PALESTRA: INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO LOCAL 
 
A palestra ocorreu na última quinta-feira, 12 de novembro, no Auditório do Centro de 
Ciências Sociais Aplicadas II (CCSA II) e foi ministrada por Marcos Eduardo 
Zambanini, professor do Departamento de Administração. 
Zambanini trouxe um tema de importante relevância não só para o cenário empresarial, 
como também para outros âmbitos da sociedade. Explanou, dentre outras coisas, sobre a 
importância de se aplicar métodos diferenciados para produzir de maneira eficiente e 
eficaz, como caminho para a Inovação, e o impacto que isso provoca no entorno. 
Inicialmente ele levantou os seguintes questionamentos que são o ponto de partida para 
esse entendimento: “O que é inovação?”, “Quem pode fazer inovação?”, “Inovação é 
técnica ou estratégia? Ou ambos?”. Para responder esses questionamentos ele trouxe um 
case que foi um trabalho de pesquisa em que o mesmo fez parte com o tema “Inovação, 
cooperação e relações entre empresas: um estudo sobre o projeto APL Metalmecânico 
na região do Grande ABC”, onde se identificou a cooperação entre as empresas como 
método para estimular a sinergia entre as empresas locais e a inovação, estabelecendo 
um papel fundamental no estímulo do ambiente de negócios e desenvolvimento regional 
ao trazer diferenciais para o mercado. Isto é, as chamadas APL consistem em conjuntos 
de empresas que se ajudam mutuamente. Por exemplo, num conjunto como este pode 
haver uma empresa especializada em montagem de refrigeradores, outra especializada 
em pinturas, e outra em peças de montagem. No entanto um cliente contata a primeira 
empresa para solicitar alguns refrigeradores em uma cor específica que a mesma não 
produz. Para que o cliente tenha suas expectativas satisfeitas, a primeira empresa produz 
o produto junto a terceira e deixa a pintura por conta da segunda. Com esse método de 
produção, todas as três empresas saem ganhando, pois elas zelam pela cooperação e 
desenvolvimento conjunto, como também pelo interesse do cliente. Analisando este 
cenário é possível perceber a importância que as três empresas ganham juntas e as 
possibilidades de alcance de mercado e visibilidade, porque as melhores características 
de cada empresa serão exaltadas, produzindo um conjunto com potencial de 
desenvolvimento grande, o que contribui para o desenvolvimento da economia local ao 
apresentar resultados altamente positivos – Isto é inovação! 
Então, nesses aspectos, é possível associar a Inovação como sendo um processo 
dinâmico capaz de transformar uma ideia em um serviço/produto novo. Mas não apenas 
isso, Inovação significa produzir mais com o mesmo ou o mesmo com menos, isso 
implica no aperfeiçoamento de determinada técnica de produção, bem como o 
desenvolvimento de novos modelos de negócio, como o exemplo da APL citado 
anteriormente, pois a parceria, também, provoca inovação. Comumente, imagina-se que 
a inovação esteja ligada ao desenvolvimento tecnológico (mais precisamente Tecnologia 
da Informação e Telecomunicações), o que não está errado, no entanto esse conceito é 
muito mais abrangente e toda e qualquer pessoa pode desenvolver inovação, seja com 
uma simples ideia ou uma técnica mais sistemática nos mais variados setores. 
Desse modo, conclui-se que a inovação muito mais que uma simples técnica é também 
um meio estratégico de estabelecer impactos positivos em determinado setor. O criar, o 
propor um meio positivo de intervenção na economia local, o estabelecer novas 
diretrizes de produção, a articulação de novas ligações entre cidades vizinhas, tudo isso 
é inovação. E todos aqueles agentes envolvidos nesta prática sejam indiretos ou diretos, 
irão se beneficiar, em grande escala, desse desenvolvimento local. 
Zambanini, por fim, encerrou fazendo uma crítica à prática de Inovação no Brasil, que é 
desestimulante. O Brasil pouco produz inovação, seu trabalho tem sido desenvolver o 
que já foi criado e não conceber o processo desde uma ideia nova. Como mostrou na 
passagem abaixo: 
– “O Brasil precisa quebrar o círculo vicioso de tratar a nacionalização da tecnologia já 
desenvolvida como ápice da inovação. Os institutos de pesquisa nacionais, juntamente 
com as universidades, devem procurar parcerias com os grandes institutos mundiais e se 
inserirem como colaboradores no desenvolvimento de tecnologias de ponta, que ainda 
estão em desenvolvimento. Daí o país se colocará na ‘crista da onda’, e não mais correrá 
atrás de desenvolver o que já foi criado”.

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