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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE 
BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SOBRE AS DEFINIÇÕES DE TURISMO DA OMT: UMA CONTRIBUIÇÃO À 
HISTÓRIA DO PENSAMENTO TURÍSTICO. 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 
 
 
 
 
 
 
São Cristóvão, Sergipe. 
Agosto de 2016 
 
 
 
 
 
 
 
 
SOBRE AS DEFINIÇÕES DE TURISMO DA OMT: UMA CONTRIBUIÇÃO À 
HISTÓRIA DO PENSAMENTO TURÍSTICO. 
 
 
 
 
 
Trabalho solicitado pela Professora 
Maraiza Santana dos Santos como 
atividade avaliativa para compor a nota da 
Iª unidade da disciplina Teoria Geral do 
Turismo I. 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 
 
 
 
 
 
 
São Cristóvão, Sergipe. 
Agosto de 2016 
O presente artigo do autor Elbio Troccoli Pakman traz uma abordagem e discussão 
sobre as conceituações do turismo e a necessidade da sociedade acadêmica e 
científica em buscar uma definição única para tal ciência, tomando como 
verdade/referencial, segundo argumento de autoridade, a definição segundo a 
Organização Mundial do Turismo (OMT) para sanar suas necessidades de definição. 
Defendendo que a OMT trabalha em cima do seu conceito próprio com seus 
objetivos próprios de produzir estatísticas (estatístico-operacional) diferente da 
necessidade que os acadêmicos têm de uma definição teórico-conceitual, cabendo a 
estes últimos a construção da definição da ciência do turismo e não à OMT. 
A dificuldade em apresentar um entendimento das conceituações do Turismo para 
os seus alunos, levou ao autor dirimir suas ideias a respeito. Onde o mesmo inicia 
as discussões declarando que toda ciência necessita de um objeto de estudo bem 
delimitado e essa multidisciplinaridade do turismo, como ciência em formação, 
dificulta o entendimento do seguinte questionamento “O que é o turismo?”, em que 
defender a conceituação do turismo enquanto dependente de determinada área, 
com seus objetivos e metodologias peculiares, não esclarece, de fato, o 
questionamento. Deste modo, embora as áreas mais próximas deem subsídios pra o 
entendimento do conceito particular atrelado a uma destas áreas, isso não é 
suficiente para desmistificar a essência do turismo. Sendo esse o desafio primordial 
do pesquisador, entender e esclarecer para toda a comunidade, a conceituação, 
objetivos e metodologia do turismo como ciência própria. 
Há uma nítida necessidade e/ou reivindicação em ter uma definição de aplicação 
geral para abordar o turismo com suas peculiaridades e especificidades, 
independente de outras áreas. Nesse momento, o autor faz um contraponto entre a 
definição da OMT e a ilusão da existência de uma definição teórico-conceitual que 
represente essa ciência. Isso porque, essa falta de definição levou a recorrer e 
tomar como referência o que é chamado de argumento de autoridade - referenciar 
uma instituição oficial e legalmente reconhecida -, neste caso a OMT, presumindo 
que esta teria como papel apresentar, também, uma definição teórico-conceitual. O 
que constitui um equívoco usar a sua definição de modo geral como se fosse uma 
definição oficial, visto que a OMT deixa claro que não lhe compete essa atividade, 
tendo como objetivo outros fins como produção e padronização entre os diferentes 
países, e as suas definições atendem a essas questões. 
Nesse contexto, é importante abordar o sentido das definições 
estatístico-operacionais e as definições teórico-conceituais, onde essas últimas 
apresentam um caráter mais distante do primeiro, levando em consideração seus 
objetivos, já que enquanto o primeiro se debruça e dá subsídio à prática do turismo 
em termos de levantamento de dados e afins, o segundo tem um caráter mais de 
pesquisa e investigação acadêmica do sentido conceitual do turismo. Deste modo, 
bem como cada área e setor, as instituições oficiais definem o turismo de acordo 
com seus objetivos e interesses que são de caráter prático e operacional, não lhes 
sendo de interesse natural essa discussão da busca teórica, como é mostrado na 
trajetória das definições da OMT sobre o turismo apresentada no texto. 
Nesse ponto, o autor traz em evidência as origens e histórico da OMT para 
fundamentar e endossar a discussão até aqui proposta. 
A OMT é considerada, hoje, uma instituição especializada das Organizações das 
Nações Unidas (ONU), sendo fundada em 1970. Teve seu marco inicial no Primeiro 
Congresso Internacional de Associações Oficiais de Tráfego Turístico (ICOTT), onde 
se abordou os desafios no desenvolvimento turístico. Outros eventos se sucederam 
e conforme essa passagem o nome da instituição foi se modificando, sendo 
formalizada como Organização Mundial do Turismo em 1975 e tendo um caráter 
intergovernamental vinculada a ONU. 
A Organização Mundial do Turismo é considerada a fonte mais fidedigna de dados e 
previsões estatísticos sobre as atividades turísticas mundiais. E durante sua 
trajetória de desenvolvimento histórico buscou formular suas definições próprias, 
oficiais dentro do seu âmbito institucional e filiados, que também sofreram 
modificações ao logo do tempo, para embasar e orientar suas atividades de 
pesquisa estatística, colaborando para o fornecimento de informações unificadas a 
nível mundial e o desenvolvimento do turismo em conformidade com a ONU, 
abrangendo os diversos setores turísticos do mundo. Essas definições, por muitos, 
são tratadas como “oficiais” e de uso e aplicação em outros meios principalmente o 
acadêmico, porém como já foi dito, isso é um equívoco, pois segundo os objetivos 
da OMT, não lhe cabe essa atribuição. 
A partir desse ponto, o autor apresenta a evolução do posicionamento da OMT com 
relação à definição do turismo, importantes nas discussões abordadas no presente 
artigo. 
O ponto inicial partiu da definição de turista internacional, e não do turismo em si, 
como base para o entendimento do turismo e como requisito fundamental para 
contribuir para as atividades estatísticas, permitindo uma melhor compreensão e 
mensuração do turismo mundial, definindo-o como sendo uma pessoa que viaja para 
um país diferente do seu de origem e por um período acima de 24 horas. Anos 
depois, a definição já incluía estudantes em viagens de estudos como turistas, bem 
como excursionistas internacionais e viageiros em trânsito, sendo mais tarde 
acrescentando a estadia máxima de seis meses, e o conceito de visitante 
internacional pela ONU. Tendo essas definições, mais tarde, consolidadas, onde a 
definição de turismo, segundo a UIOTT/ONU (1963), citada por Troccoli (2014, p. 9), 
também tomou a seguinte forma: “Atividade desenvolvida por uma pessoa que visita 
um país diferente daquele de sua residência habitual, com fins distintos do de 
exercer uma ocupação remunerada, e por um período de tempo de pelo menos 24 
horas.”. 
Durante as décadas de 70 e 80 poucos foram os avanços com relação aos 
desenvolvimentos dos dados estatísticos bem como as conceituações e 
características do turismo, não acompanhando o desenvolvimento do cenário ao 
qual se estava inserido, bem como os avanços e potenciais de crescimento futuro. 
Neste sentido a ONU em conjunto com a OMT começou a definir novos parâmetros 
e a planejar os próximos passos nessa direção, visto que para contexto que se 
encontravam as conceituações já estavam incompatíveis com outras estatísticas e 
era necessária a tomada de decisões corretivas. Passaram a avaliar também o 
sistema da Conta Satélite do Turismo. 
Na década de 90 prosseguia os trabalhos em buscar a uniformização terminológica 
e as definições de turismo. Isso porque a UIOOT não deixava claro, o turismo, em 
suas definições e muito menos alinhava esse conhecimento a nível internacional. 
Deste modo, a partir dos anos 90 a OMT começou a desencadear iniciativas para 
tornar a linguagem do turismo de entendimento internacional. Foi então que a OMT 
organizou a Conferência Internacional sobre Estatísticas de Viagens e Turismo 
(Conferência de Ottawa/1991) para estudar a elaboraçãode estatísticas turísticas 
fidedignas e melhorar os métodos que estavam sendo usados para a realização das 
pesquisas, bem como recomendações sobre conceitos, definições e classificações. 
Submetidas a ONU, através de criação de normas referentes à aplicação dessas 
recomendações que envolviam também aspectos sobre os visitantes como as 
chegadas, receitas e despesas, pernoites, tipos de transporte, duração de estadia e 
afins, possibilitando uma linguagem comum a todas as nações. 
Nessa conferência foi recomendado como amplo e flexível, o seguinte conceito de 
turismo, segundo a OMT (1991), citada por Troccoli (2014, p. 10), tendo em vista a 
relação de oferta e demanda local e não como uma atividade econômica produtiva: 
“O turismo compreende as atividades realizadas pelas pessoas 
durante suas viagens a e estadias em lugares diferentes de seu 
entorno habitual, por um período de tempo consecutivo inferior a um 
ano, tendo em vista lazer, negócios ou outros motivos. (OMT, 1995b, 
p. 1)”. 
Em relação ao conceito anterior houve algumas alterações, abordando a partir desse 
momento a atividade envolvendo tanto a estadia quanto a vigem em si, tendo um 
limite máximo de um ano, incluindo o turista do mesmo dia ao limitar minimamente o 
tempo de 24 horas, além de incluir, também, o doméstico. 
Estas recomendações foram registradas em manuais técnicos e diretrizes para 
orientar a prática das ações que, entre outras coisas, apresenta métodos de 
aplicabilidade mundial, com ênfase na clareza e restringindo para fins unicamente 
estatísticos. 
No fim da década de 90 foi atualizado mais uma vez a conceituação do Turismo 
dando fim a essa busca do entendimento internacional da “definição oficial”, 
delimitando a atividade como uma viagem de lazer, negócios ou outros motivos que 
não relacionados a atividades remuneradas, como mostra a definição abaixo da 
OMT (1999), citada por Troccoli (2014, p. 13): 
“O turismo compreende as atividades realizadas pelas pessoas 
durante suas viagens a e estadias em lugares diferentes de seu 
entorno habitual, por um período de tempo consecutivo inferior a um 
ano, tendo em vista lazer, negócios ou outros motivos não 
relacionados ao exercício de uma atividade remunerada no lugar 
visitado.” 
Ainda sobre o histórico de definições e a busca pela unificação do sentido e dos 
objetivos do turismo, o autor presenta que houve uma impulsão terminológica ainda 
nessa década com o intuito de elaborar um novo sistema internacional de 
estatísticas padronizado. Neste processo a OMT teve apoio da Direção de Turismo 
da França para em conjunto elaborar um tesauro plurilíngue do turismo e lazer com 
o intuito de servir como guia terminológico do turismo, bem como para que fosse um 
documento que aplicasse uma normatização de uma linguagem uniforme para 
embasar a pesquisa estatística de modo internacional. Inicialmente o Tesauro do 
Turismo e Lazer era trilíngue (inglês, espanhol e francês). 
Ao longo deste percurso, nos anos 2000, as instituições de dados estatísticos 
avançaram em seus conceitos abrangendo diversas modalidades e conceitos mais 
gerais. No sentido inverso os cientistas sociais tentam cada vez mais adaptar os 
conceitos as suas áreas e necessidades. 
A OMT sempre seguiu com um conceito no intuito de atender ao aspecto de 
comparabilidade internacional contribuindo para atender as suas finalidades e 
elaborando normas como as novas Recomendações Internacionais para Estatísticas 
Turísticas. 
Tendo entre seus objetivos estabelecer definições mundiais para o turismo no âmbito 
econômico avaliando a contribuição do turismo em termo de percentual do PIB e 
outros dados advindos dessa área. 
Foi então que se criou a conta Satélite do Turismo que permitia avaliar a oferta e 
demanda do setor em cada país, junto ao Sistema de Contas Nacionais. Tendo sua 
aprovação oficializada na Conferência Mundial Enzo Paci, 1999, sobre avaliação de 
Incidência Econômica Turística. Dando seguimento nos próximos anos. 
Nesse contexto, vários manuais foram registrados com o intuito de compor um 
conjunto de documentos com conteúdo e entendimento alinhado mundialmente, e 
com um aspecto técnico operacional e econômico mais representativo, incluindo 
indicadores de gastos turísticos, importância da medição do emprego, dentre outras 
perspectivas. Além da inclusão de terminações como viagem e visita em suas 
definições, antes não esclarecidas. 
Após várias conceituações chega-se, em 2008 pela ONU/OMT, na definição 
conceitual de turismo, citada por Troccoli (2014, p. 18), com seus aspectos mais 
complexos, ressaltando, finalmente, o lazer/prazer como motivação principal. Sendo 
descrito da seguinte forma: “O turismo é um fenômeno social, cultural e econômico, 
que envolve o movimento de pessoas para lugares fora do seu local de residência 
habitual, geralmente por prazer.” 
Por fim, o autor conclui dizendo que a OMT tem como objetivo principal a elaboração 
de definições normativas aplicáveis para a obtenção de dados estatísticos que 
subsidiem o turismo nos diversos países. Partindo desse pressuposto, ele defende 
como indevido o uso dessa definição para conceituar o turismo a nível 
teórico-conceitual, para a comunidade. Ressaltando a diferença entre as definições 
conceituais e as operacionais, onde essas últimas se referem a aplicação pontual 
com o intuito de levantamentos estatísticos, enquanto as primeiras se aplicam mais 
a busca do conhecimento em campos acadêmicos. 
Assim, para Elbio Troccoli, o turismo, pode ser abordado a partir de diversas áreas e 
perspectivas, conceitualmente falando. Como dito inicialmente, o turismo apresenta 
uma multiplicidade e ele se adapta de acordo com o cenário disciplinar que é 
inserido. Deste modo não há problema algum em ter diferentes definições, visto que 
há abordagens, focos e objetivos distintos dentro de cada área. Seria um equívoco 
generalizar, de modo a unificar dando um só sentido a uma ciência com essas 
perspectivas de adaptabilidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referência 
 
PAKMAN, Elbio Troccoli. Sobre as definições de turismo da OMT: uma contribuição à 
História do Pensamento Turístico. XI Seminário da Associação Nacional Pesquisa e 
Pós-Graduação em Turismo – Universidade Federal do Ceará, 2014.

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