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Fisioterapia dermatofuncional aplicada
à estética facial e corporal
Abordagem fisioterapêutica nas principais disfunções estéticas faciais e corporais e os métodos e técnicas
de avaliação facial e corporal utilizados.
Prof.ª Rosane Silva
1. Itens iniciais
Propósito
É importante que o estudante tenha a capacidade de avaliar, elaborar e executar programas de tratamento
aplicados à estética facial e corporal, por meio de recursos eletrotermofototerápicos, manuais e
cosmetológicos, para atuar na prevenção e recuperação dos danos a funcionalidades do sistema tegumentar.
Objetivos
Analisar região facial para construção de um planejamento de tratamento fisioterápico adequado às
práticas de estética facial.
Analisar região corporal para construção de um plano fisioterápico de tratamento ou preventivo
adequado às práticas de estética corporal.
Empregar procedimentos de tratamento fisioterápico dermatofuncional aplicado à estética facial.
Empregar procedimentos de tratamento fisioterápico dermatofuncional aplicados à estética corporal.
Introdução
A especialidade de Fisioterapia dermatofuncional nasceu no Brasil. Antigamente era chamada de Fisioterapia
estética. Historicamente, há relatos de que fisioterapeutas atuavam nestas áreas desde meados dos anos
1970; no entanto, apenas no início dos anos 1990 surgiram as primeiras publicações nacionais de cunho
científico. 
Em 1997 a área passou a chamar-se Fisioterapia dermatofuncional, pois este nome abrange o conceito de
funcionalidade, objetivo geral de todas as áreas da fisioterapia. 
A especialização em Fisioterapia dermatofuncional tem por finalidade atuar na prevenção, promoção e
recuperação de distúrbios relacionados à integração de diversos sistemas, como: tegumentar, endócrino,
linfático, sanguíneo, neurológico, gástrico e osteomioarticular. 
• 
• 
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1. Métodos e técnicas de avaliação facial
Anatomofisiologia do Sistema Tegumentar
A cútis, também conhecida como pele, é o maior órgão do corpo humano, representando cerca de 15% a 20%
de todo o peso corporal. A pele é a capa protetora do organismo, promovendo a proteção física por meio do
manto hidrolipídico, impedindo a entrada de agentes agressores.
Ela também é a proteção química, exercida pelo pH, que
afasta os microrganismos. Por mais que uma pele pareça
viçosa, o que temos na superfície são células mortas. Elas
morrem porque todo seu espaço interno foi preenchido por
uma proteína impermeável, a queratina. Graças a ela, a
água, que compõe 70% do nosso organismo, não é perdida.
Perdemos cerca de 15 gramas por dia dessas células
córneas, sem vida, que logo dão lugar a outras. Em uma
visão geral da pele, num único centímetro quadrado,
existem:
6 milhões de células;
2 mil melanócitos;
15 glândulas sebáceas;
5 folículos pilosos;
1 metro de vasos sanguíneos;
100 glândulas sudoríparas;
5 metros de nervos;
12 pontos criossensíveis;
2 pontos termossensíveis;
200 pontos algiossensíveis;
Alguns germes saprófitos.
O nosso sistema tegumentar tem funções muito importantes para os seres humanos, pois ele intermedia
informações do meio externo e interno. É composto pela pele e os anexos cutâneos. A cútis divide-se em três
camadas: a epiderme, a derme e a hipoderme, considerada por alguns autores também como tela subcutânea.
Os anexos cutâneos são:
Glândulas sebâceas.
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Pelos.
Unhas.
Glândulas sudoriparas.
Reeptores sensoriais.
Essas estruturas mantêm a homeostasia do organismo por meio da interação das informações e reações
desencadeadas pela intermediação e interpretação de estímulos advindos dos meios interno e externo.Graças
à estrutura da pele, ela pode realizar funções variadas, como: 
Barreira física e química;
Sintetização de vitamina D;
Absorção de substâncias;
Excreção de 3% das toxinas;
1. 
2. 
3. 
4. 
Controle hídrico e de temperatura;
Sensações táteis, térmicas e dolorosas;
Embelezamento e estética.
Entre as funções estéticas e sensoriais, podemos considerar a aparência, o toque, a maciez, a exalação de
odores, a coloração e a sensibilidade da pele, responsáveis pela atração física e social do indivíduo. A
aceitação instintiva das características de sua pele é dependente dos demais componentes do grupo social.
Além da aparência externa, ela é importante para a saúde psicossocial.
Epiderme
A epiderme é a camada mais superficial da pele, formada por tecido epitelial estratificado pavimentoso.
Composta em sua maior parte pelos queratinócitos, contudo, também apresenta outras células, como os
melanócitos, células de Merkel e células de Langerhans. 
A espessura da epiderme varia de acordo com
a região, tendo 0,03mm nas pálpebras e 1,5mm
nas plantas dos pés. É composta de cinco
camadas, também denominadas de estratos. A
primeira está totalmente aderida à lâmina basal;
depois temos a camada de intercessão entre
epiderme e derme, que é o estrato basal ou
germinativo; e, após ela, vêm as camadas
espinhosa, granulosa, lúcida e córnea.
O estrato lúcido é uma camada composta de
células claras, e por este motivo recebe o nome
de camada clara ou lúcida, sendo encontrada apenas nas palmas das mãos e plantas dos pés. A epiderme é
avascularizada, ou seja, não possui vasos sanguíneos. Seus nutrientes e oxigênio chegam por difusão, a partir
dos vasos sanguíneos presentes na camada papilar da derme. O queratinócito é uma célula que tem alto
potencial germinativo, e também produz uma proteína fibrosa chamada de queratina.
Os melanócitos são responsáveis por produzir a melanina,
pigmento responsável por dar coloração à pele e pelos. As
células de Merkel são receptores sensoriais especializados
na captação de informações táteis. Já as células de
Langerhans apresentam origem imunológica, responsáveis
pela defesa e identificação de agentes agressores.
Derme
A derme é composta por tecido conjuntivo. É uma camada
intermediária da pele, sendo a mais espessa. Sobre ela, está
repousando a nossa epiderme.
É composta por fibroblastos, células ativas que produzem a maior parte dos componentes da derme, como as
fibras colágenas e elásticas, bem como o ácido hialurônico e as glicoproteínas que formam a substância
fundamental amorfa. Esta camada da pele possui espessura variada de acordo com a região, podendo
alcançar no máximo 4mm, e está subdividida em duas camadas:
Papilar
É a camada mais superficial e em contato direto
com a epiderme. É composta de tecido
conjuntivo frouxo.
Reticular
É a camada mais profunda e resistente da
derme. É composta de tecido conjuntivo denso
não modelado. Possui mais fibras colágenas, o
que lhe dá maior resistência e firmeza.
Hipoderme
5. 
6. 
7. 
Formada por tecido celular subcutâneo. É rica em tecido adiposo, que representa a reserva calórica para o
organismo. Possui também um extenso plexo venoso, com grandes quantidades de sangue, capaz de aquecer
a superfície da pele, ricamente servido por nervos. O tecido adiposo está envolvido na regulação de
temperatura e termoisolamento, provisão de energia, proteção e suporte, funcionando também como depósito
nutricional.
Biotipo cutâneo, pH da pele e manto hidrolipídico
Biotipo cutâneo
A pele interage com o meio ambiente ao seu redor, constituindo-se de formas distintas, podendo ser
classificada referente à quantidade de oleosidade (sebo) sobre a pele e ao teor de hidratação segundo esses
especificações: 
Pelo oleosa
Oleosidade localizada em toda face.
Pele Mista
Oleosidade presente apenas na zona “T” (testa,
nariz e queixo).
Pele seca
Oleosidade e hidratação ausentes.
Pele normal
Oleosidade e hidratação equilibrados.
Manto hidrolipídico
No estrato córneo, as células chamadas de córneas são aplanadas e anucleadas, constituídas em quase sua
totalidade de queratina, uma proteína fibrosa e resistente. A associação destas células do estrato córneo e as
substâncias umectantes produzidas pelas glândulas sudoríparas e sebáceas formam uma estrutura conhecida
como manto hidrolipídico.
Esta estrutura forma uma película resistente que faza proteção física da pele, impedindo que agentes
agressores penetrem nela. O manto hidrolipídico tem também como função manter o teor hídrico da pele, pois
impede a perda de água para o meio ambiente, dificultando que ela evapore na superfície cutânea.
Por conseguinte, também recebe a denominação de Fator de Hidratação Natural (FHN), porque apresenta
notável importância para a manutenção da hidratação cutânea. O tipo de pele vai depender do equilíbrio de
gordura e água que estão nesta camada.
Pele oleosa
A pele lipídica tem um manto hidrolipídico desequilibrado, em que encontramos muita gordura, sendo
mais grossa. As glândulas sebáceas na camada da derme têm excesso de atividade (gordura em
excesso), o que pode causar acnes. Tendem a ter menos rugas. Devido às alterações hormonais,
muitos adolescentes têm este tipo de pele. É também típico dos homens, por terem pele mais
resistente.
Pele mista
Conhecida também como "pele combinada", apresenta áreas secas, oleosas e normais. A área mais
oleosa na pele mista localiza-se na chamada zona T, que compreende testa, nariz e queixo.
Pele seca
A pele alípica também tem um manto hidrolipídico desequilibrado, no qual segrega pouca gordura. É
uma pele sensível, possuindo uma epiderme mais fina, poros invisíveis e é mais propensa a rugas. 
Pele normal
A pele eudérmica tem um manto hidrolipídico equilibrado, não sofre de excesso de gordura, é macia e
aveludada.
Potencial de hidrogênio
As secreções sebáceas e sudoríparas devem permanecer sempre em equilíbrio. Quando há um desequilíbrio
do pH, a pele poderá se tornar alcalina demais (excesso de sebo) ou ácida demais (excesso de secreção
sudorípara). O pH neutro é igual a 7, porém o pH da pele nunca permanece no grau 7, geralmente oscilando
entre 6,6 e 7,2. A pele normal deve tender ligeiramente para o ácido.
Escala do pH.
Fototipo cutâneo
O esquema Fitzpatrick foi criado por um médico norte-americano de mesmo nome e classifica a pele de
acordo com a sua cor em seis fototipos cutâneos, que variam de acordo com a quantidade de melanina e com
a capacidade que essa pele tem de bronzear quando se expõe ao sol (KEDE; SABATOVICH, 2004). A
classificação, segundo Kede e Sabatovich (2004), é feita da seguinte forma: 
Fototipo I – pele branca, sempre queima, nunca bronzeia.
Fototipo II – pele branca, sempre queima, bronzeia muito pouco.
Fototipo III – pele morena clara, queima moderadamente, bronzeia moderadamente.
Fototipo IV – pele morena moderada, queima pouco, bronzeia sempre.
Fototipo V – pele morena escura, queima raramente, sempre bronzeia.
Fototipo VI – pele negra, nunca queima, totalmente pigmentada.
Avaliação Estética Facial
Ficha de anamnese
Antes de iniciar qualquer tratamento, é importantíssimo que se realize a avaliação, com o devido
preenchimento da anamnese do paciente. É com base nesta ficha de anamnese que serão traçados os
objetivos e a proposta de tratamento, verificando as melhores indicações e as possíveis contraindicações.
Um detalhe importante é que, sempre que o paciente retornar ao atendimento, deve-se realizar uma
reavaliação, confirmando se teve ou não alguma alteração das questões abordadas no processo avaliativo. Na
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coleta da história do paciente, ele pode se referir a alguma alteração cutânea ao longo de sua vida. Analisam-
se condições normais da pele como:
Cor;
Aparência;
Umidade;
Textura e integridade;
Se teve aparecimento de problemas e quais foram os locais e se o paciente pode associar este
aparecimento a algum evento recente, como, por exemplo, uso de cosmético, medicamento, exposição
exagerada ao sol, entre outras possíveis causas.
A pele poderá ser analisada por inspeção, ou seja, por observação direta sem equipamentos, somente
associada a uma boa iluminação ambiente. A palpação também é usada na obtenção de dados sobre alguns
tipos de lesões, principalmente nas que modificam o relevo e a espessura da pele.
Pode-se identificar inúmeros distúrbios cutâneos por este simples exame. Porém, pode-se confirmar estas
suspeitas com o uso de certos equipamentos que auxiliam neste processo diagnóstico.
Lupa
É uma lente de aumento, que pode ou não possuir fonte luminosa.
Possibilita a ampliação e melhor percepção de detalhes no exame físico.
Dermatoscópio
É um instrumento que permite melhor diagnóstico das lesões,
principalmente as pigmentares, pois seu sistema óptico, incorporado a
uma fonte de luz, funciona como uma lente de aumento da imagem de,
no mínimo, até dez vezes.
Lâmpada de Wood
É a lâmpada que emite onda de longa radiação ultravioleta. Quando a luz
ultravioleta é emitida, ocorre uma fluorescência visível. Pode ser utilizada
para analisar distúrbios de pigmentação, oleosidade, hidratação e em
manchas de pele. As cores podem auxiliar no diagnóstico: Azul – pontos
normais e saudáveis; Branco – camada grossa de células epidermais
mortas; Roxo fluorescente – desidratação; Marrom - pigmentação;
Laranja – oleosidade e Amarelo claro/laranja claro – acne ou comedões.
Distúrbios da pele
Dentre as alterações cutâneas, algumas levam um certo tempo para se desenvolverem, com exceção da acne
vulgar, que costuma acometer adolescentes. As alterações de pele mais comuns são: 
1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
Desidratação
É a falta de teor de hidratação (água e umectação) nas diversas camadas
da pele. A pele desidratada tem aparência seca, escamosa e
descamativa. Esta condição é de difícil diagnóstico e facilmente
confundida com a falta de oleosidade. Poderá afetar qualquer biotipo
cutâneo, porém os fatores desencadeantes são: genética, aspectos
ambientais, estresse, idade, fatores hormonais, doenças de pele, entre
outros.
Couperouse
É uma vermelhidão temporária ou crônica da pele, aparecendo na face
alguns vasos sanguíneos vermelhos e dilatados, localizados comumente
ao redor do nariz e do queixo. Apresenta caráter genético; entretanto, é
agravada por fatores atmosféricos (calor e frio), transtornos nervosos,
ingestão de bebida alcóolica ou muito quente.
Hipersensibilidade
É uma condição que tem forte influência genética, caracterizada por uma
pele facilmente irritada, com aparência fina, inconstante e hiperêmica. Tal
estrutura cutânea necessita de cuidados especiais com produtos suaves
e não alergênicos. 
Mancha da pele
É o desequilíbrio na produção e/ou distribuição da melanina, que pode
ser para aumento, causando manchas mais escuras (hipercromias), ou
para redução ou ausência total de melanina, com manchas mais claras ou
sem coloração (hipocromias e acromias).
Envelhecimento
É um processo pelo qual toda a pele sofre com o passar dos anos, cujo
declínio de suas funções surge a partir dos 30 anos de idade, com perda
progressiva das propriedades viscoelásticas e manutenção do teor
hídrico, e consequente aparecimento de linhas e rugas de expressão,
segundo Harris (2009). Ocorre perda de espessura da epiderme, devido
ao achatamento das papilas dermais.
Acne vulgar
É uma doença cutânea multifatorial bastante comum, na qual os óstios da
glândula sebácea se tornam obstruídos, acarretando a formação de
comedões (cravos) e pústulas (espinhas). A acne tende a afetar os
adolescentes devido à interação dos hormônios, oleosidade cutânea e
bactérias da superfície da pele e pelos. 
Rosácea
É uma condição inflamatória da pele de longa duração que ocorre na
face. Sua causa ainda é desconhecida, porém apresenta-se com vasos
que se dilatam com muita facilidade, tornando a pele avermelhada e
ruborizada, associada a processos inflamatórios que se manifestam na
forma de pápulas e pústulas (espinhas).
Essas alterações se desenvolvem por reações variadas, incluindo: baixa quantidade de água, excesso na
produção de células córneas, metabolismo precário, desequilíbrio da produção de melanina, exposição
excessiva ao sol e agressão do meio ambiente.
Avaliação para a estética facial
Neste vídeo, são explanados os pontos principais sobre avaliação em estética facial, no contexto da atuação
fisioterapêutica nos distúrbios de pele da face.
Conteúdo interativoAcesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Manto hidrolipídico
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Principais distúrbios da pele
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Na análise de um fragmento de pele, foi observada a presença de tecido epitelial. A qual camada pertence
esse fragmento?
A
Derme
B
Papilar
C
Hipoderme
D
Reticular
E
Epiderme
A alternativa E está correta.
A epiderme é a camada mais superficial da pele, constituída de tecido epitelial pavimentoso estratificado.
Questão 2
Distinguir os diferentes tipos de pele (desde seca a oleosa) envolve os valores do pH juntamente com as
características do manto hidrolipídico. Sabe-se que uma pele alcalina demais apresentará excesso de sebo,
enquanto uma pele ácida demais apresentará excesso de secreção sudorípara. O desequilíbrio do manto
hidrolipídico culmina em desequilíbrio do pH. A partir dessas informações, assinale a alternativa que
corresponde a uma pele lipídica:
A
Manto hidrolipídico equilibrado e pH neutro.
B
Manto hidrolipídico e pH reduzidos.
C
Manto hidrolipídico equilibrado e pH levemente ácido.
D
Manto hidrolipídico aumentado e pH reduzido.
E
Manto hidrolipídico e pH aumentados.
A alternativa E está correta.
Quando uma pele é lipídica (oleosa), o manto hidrolipídico está acentuado, ou seja, a pele tem mais
gordura, e o pH está alcalino, isto é, aumentado.
2. Métodos e técnicas de avaliação corporal 
Anatomofisiologia da hipoderme e do tecido muscular
esquelético
Hipoderme
É a camada mais intrínseca da pele, composta de tecido celular subcutâneo. É rica em tecido adiposo, que
representa a reserva calórica para o organismo.
Possui também um extenso plexo venoso, com
grandes quantidades de sangue, capaz de
aquecer a superfície da pele. Os adipócitos têm
origem nos lipoblastos, podendo apresentar-se
em grupos ou isolados, e têm núcleo periférico,
permitindo que a maior parte do citoplasma
seja utilizado como reservatório de gordura na
forma de triglicerídeos.
Os adipócitos são provenientes de células
mesenquimatosas pluripotentes, que podem se
diferenciar em:
Adipócito (tecido gorduroso);
Condrócito (tecido conectivo),
Osteoblastos (tecido ósseo);
Miócitos (tecido muscular).
Nascemos com um número determinado de adipócitos, porém, eles não são amadurecidos; o amadurecimento
acontece somente quando há necessidade de iniciar o processo de armazenamento de triglicerídeos.
Os adipócitos maduros são células que compõem a hipoderme, responsáveis pelo armazenamento de gordura
no corpo humano até atingir dez vezes o seu tamanho de origem. Quando é ultrapassado esse limite de
armazenamento, um novo adipócito maduro é formado (diferenciação adipocitária).
No adipócito, há presença em sua membrana citoplasmática de receptores alfa adrenérgicos e beta
adrenérgicos. Os receptores alfa adrenérgicos inibem a lipólise. Já o beta adrenérgico estimula a lipólise.
Tecido muscular esquelético
O tecido muscular é um tecido que tem como origem o mesênquima embrionário, caracterizado pela presença
de células alongadas, chamadas de fibras musculares ou miócitos, que são ricos em fibras proteicas que lhes
conferem a capacidade de contração. Portanto, o tecido muscular é responsável pelos movimentos que
ocorrem no organismo. Existem três classes de tecido muscular e tal caraterização baseia-se na presença de
estriações transversais nas células musculares. São denominadas como: 
• 
• 
• 
• 
Tecido muscular liso ou não estriado.
Tecido muscular estriado cardiáco.
Tecido muscular estriado esquelético.
O nosso sistema muscular é composto por um conjunto de músculos, correspondendo a 50% do peso
corporal. A contração destes músculos é responsável pela movimentação das peças do esqueleto, por isso
este tecido é chamado de muscular estriado esquelético. O sistema muscular tem como principais funções:
Movimentação do corpo;
Estabilidade das posições corporais;
Realização de movimentos respiratórios;
Produção de calor, pois quando um músculo esquelético se contrai para realizar um trabalho produz
calor;
• 
• 
• 
• 
Movimentação do bolo alimentar devido ao peristaltismo;
Movimentação do fluxo sanguíneo.
Um músculo esquelético estriado de contração voluntária apresenta como unidade estrutural a fibra muscular.
As fibras musculares estão organizadas em feixes, que estão envolvidos por tecido conjuntivo. Essas fibras
são constituídas por uma membrana (sarcolema) e um citoplasma (sarcoplasma), que contém várias
miofibrilas.
As proteínas miosina, actina, tropomiosina e troponina são os principais componentes das miofibrilas. Essas
proteínas são responsáveis pela capacidade de contração e distensão dos músculos esqueléticos.
Um dos principais fatores determinantes da bioquímica muscular é exatamente a composição desses tipos de
fibras, que possuem características fisiológicas e bioquímicas distintas, podendo ser caracterizadas como:
Fásicas
São as fibras de agilidade.
Tônicas
São as fibras de resistência.
Intermediárias
São as fibras com características entre as
fásicas e tônicas.
Foi comprovado que as primeiras fibras a serem recrutadas para executar o movimento são as fibras tônicas, e
as fibras fásicas só se ativam se for necessária força suplementar. As unidades motoras fásicas podem ser
ativadas antes das unidades motoras tônicas, em movimentos rápidos.
Cada músculo humano contém uma mistura dos três tipos de fibras musculares. Os dois mecanismos que
determinam a proporção de tipos de fibras no músculo são a hereditariedade e o uso (GUYTON; HALL, 1996).
Biotipo corporal e estruturas corporais
Anamnese
A anamnese é uma palavra que vem do grego, cujo significado é recordar. Constitui uma série de perguntas
que são feitas ao paciente no primeiro momento, sendo as respostas registradas em ficha de avaliação. A
anamnese levanta o histórico do paciente: dados cadastrais, hábitos de vida, histórico de possíveis doenças,
episódios orgânicos e dados clínicos.
Sua finalidade é servir de ponto de partida para concluir se
o tratamento compete ao fisioterapeuta ou se são
necessários avaliação e tratamento médico. Em caso de
dúvida, o paciente deverá ser encaminhado para o médico
competente, para depois retornar aos cuidados do
profissional de Fisioterapia.
Inclui-se também como objetivo analisar se o paciente
apresenta alguma contraindicação para os recursos
utilizados no tratamento. Caso ele tenha algum
impedimento a um recurso necessário, o profissional deverá
solicitar ao paciente uma autorização do médico, por escrito, que deverá ser anexada à sua ficha de
anamnese.
Biotipo corporal
• 
• 
Uso do adipômetro para medir dobras cutâneas.
Este termo foi criado para definir o modelo corporal, ou seja, forma corporal, parâmetros morfológicos
relacionados à estatura e diâmetro corporal. Eles estão diretamente relacionados com a constituição óssea,
metabolismo, massa muscular e quantidade de gordura. Os parâmetros demonstrados pelos biotipos
corporais nos auxiliam a direcionar as prioridades dos tratamentos, bem como seus resultados. Assim sendo,
a partir dessas características, é possível classificar o biotipo corporal em:
Ectomorfo
Corresponde a pessoas mais magras, com baixo percentual de gordura, podendo possuir um
metabolismo mais acelerado, caracterizando-se por estruturas físicas mais alongadas, com membros
mais finos e mais longos, cintura e quadris estreitos, não tendo tendência a engordar.
Mesomorfo
Corresponde a um padrão corporal com porte atlético e definido, desenvolvendo mais músculos que
outros biotipos corporais, caracterizando-se por ombros mais largos e uma melhor distribuição
muscular. São indivíduos que demonstram uma facilidade de ganho de massa magra, isto é, massa
muscular, o que facilita perda de peso mais rápida, com menor índice de gordura corporal.Desta
forma, é considerado o melhor biotipo corporal.
Endomorfo
Corresponde a pessoas de baixa estatura, possuindo um corpo com formato mais arredondado e
largo, apresentando maior percentual de gordura, principalmente na região abdominal. São pessoas
com membros curtos e maior dificuldade de perder peso. 
Exame físico
Após a anamnese, o profissional inicia o exame físico do paciente, no qual realiza análise corporal, composta
por adipometria, biometria e pesagem. A técnica da adipometria baseia-se na mensuração da espessura da
prega cutânea, que deverá ser destacada por pinçamento com os dedos indicador e polegar, realizado em
pontos padronizados, como bíceps, tríceps, abdome e femoral. Após a realização da prega, utiliza-se um
aparelho chamado de adipômetro, com a aparência de uma pinça, que tem medidas marcadas em milímetros,
realizando a leitura dos ponteiros para mensuração das pregas
A biometria é o ramo que estuda a mensuração
dos seres humanos. Para que essas medidas
sejam realizadas adequadamente, é necessário
medir o paciente sempre na mesma posição
(em pé, com pés afastados e paralelos na
distância do quadril), utilizando uma fita
biométrica. É importante que sempre seja
utilizada a mesma fita, pois existem diferenças
entre uma fita e outra.
Para realização da biometria, é necessário ter
um referencial de medida para que todas elas
sejam feitas da mesma maneira. Em estética
corporal, tomamos como referência o chão: a
fita é colocada na altura do chão e, em seguida, é esticada até o ponto final de onde se quer medir.
Nestes pontos, marca-se com uma caneta dermográfica o corpo do paciente. Em seguida, passa-se a fita
transversalmente sobre o ponto marcado, obtendo a medida do diâmetro. Não se pode esquecer de marcar na
ficha o referencial utilizado.
Balança de bioimpedância corporal.
A pesagem corporal é o termo coloquial utilizado para medir o peso ou a massa corporal de um organismo. O
peso é composto por massa magra ou massa muscular, massa gorda ou massa gordurosa, água, proteínas,
minerais e lipídios.
Para medir o peso, é utilizada uma balança comum, que
dará apenas o peso absoluto. Já uma balança de
bioimpedância disponibiliza mais informações sobre a
composição corporal dentro daquele peso em: massa livre
de gordura ou massa magra, que inclui músculos, ossos e
pele; e a massa gorda, que é o total subtraído do valor da
massa magra.
Esses valores são conseguidos com o exame de
bioimpedância, em que uma pequena corrente elétrica
percorre os tecidos, e será medida a impedância (oposição
à passagem da corrente elétrica ao longo dos tecidos do
corpo).
A partir deste princípio, é possível determinar a quantidade de água corporal e os tecidos que contêm mais
água e íons na sua composição, como músculos e sangue. O tecido adiposo não contém água, tendo maior
impedância, e podendo ser diferenciado.
Avaliação estética corporal
Antes de qualquer tratamento, é primordial a realização de uma avaliação composta de histórico do paciente,
inspeção, palpação, exame físico e classificação do biotipo corporal. Tudo isso acrescido de análise postural,
avaliação e diferenciação dos aspectos inestéticos corporais.
Análise postural
O arranjo e a organização das partes corporais são denominados de postura, em que o equilíbrio muscular e
esquelético é responsável por uma boa postura e eficiência da ação muscular. Entretanto, uma postura
incorreta entre as peças componentes do corpo provoca um equilíbrio menos eficiente, caracterizando uma
má postura, cuja continuidade poderá causar alterações biomecânicas relacionadas a ela, principalmente
sobre as principais articulações.
Quando as alterações biomecânicas ocorrem na coluna, podemos encontrar escolioses,
hiperlordoses e hipercifoses; nos joelhos, encontramos as rotações internas ou externas; nos pés,
observamos os pés planos, cavos, entre outros.
Esses dados dão parâmetros em relação aos resultados, pois existem gorduras localizadas e flacidez que se
desenvolvem em função da postura corporal do indivíduo. Assim sendo, poderemos analisar até que ponto o
tratamento estético terá o resultado esperado.
Análise e diferenciação dos aspectos inestéticos
Geralmente, por meio de inspeção, palpação e exames físicos detalhados, é possível realizar a diferenciação
dos aspectos inestéticos corporais:
Estrias
Refere-se a uma atrofia tegumentar adquirida que surge quando as fibras colágenas e elásticas da
derme se rompem e formam cicatrizes. As estrias ocorrem em maior proporção nas mulheres, apesar
de poderem acometer ambos os sexos. As causas ainda não foram muito bem elucidadas, existindo
teorias como: teoria mecânica (tração mecânica), teoria bioquímica (substâncias bioquímicas
liberadas no processo inflamatório), predisposição genética, doenças ou estados fisiológicos
associados. As estrias podem ser avermelhadas, na fase inicial do processo inflamatório; arroxeadas,
na fase intermediária, ocorrendo a angiogênese; e, na fase final, completamente esbranquiçadas, se
impregnada por tecido fibroso. Podem ocorrer após período gestacional no abdômen, nas costas e
joelhos; devido ao estirão do crescimento, em adolescentes, na região dos glúteos e quadris; e por
causa do desenvolvimento corporal feminino na puberdade.
Flacidez Dérmica e Muscular
Refere-se ao estado mobilizado, frouxo, lânguido do tecido. É a hipotrofia da pele e/ou muscular,
levando a uma redução da funcionalidade e prática motora. Quando atinge a pele, é chamada de
flacidez dérmica, pois o déficit de substâncias está localizado na derme. Já quando ocorre no
músculo é denominada de hipotonia muscular, ou seja, redução do estado de semicontração a que um
músculo permanece, mesmo quando em repouso. O sedentarismo e a falta de atividade muscular são
considerados os fatores mais frequentes para o surgimento da hipotonia muscular, além do processo
de envelhecimento fisiológico. Já a flacidez dérmica é causada por envelhecimento, gravidez e perda
de peso brusca, quando a pele ultrapassa sua capacidade viscoelástica e não consegue retornar ao
seu estado de origem, apresentando excesso.
Lipodistrofia Localizada
Refere-se ao aumento da deposição de adipócitos nas diferentes regiões do corpo humano, por
motivos sociais, ambientais, emocionais, hormonais, genéticos, entre outros. A gordura total e o
acúmulo regional dependem do número e volume dos adipócitos (as células gordurosas são maiores
na região femoral do que na região abdominal). Na mulher, a deposição de gordura é, principalmente,
a nível glúteo e femoral. Os hormônios sexuais estimulam a deposição de gordura em quadril e coxas,
e protegem contra o acúmulo de adiposidade na região abdominal. Esta localização de gordura
recebe o nome de ginoide, e é uma característica feminina. Essa proteção não ocorre na menopausa.
No homem, a deposição da gordura é principalmente na região abdominal. Esta gordura localizada
chama-se androide ou troncular. No jovem, o hormônio sexual masculino (testosterona) é produzido
em maior quantidade, protegendo-o contra este acúmulo de gordura abdominal.
Fibroedema Geloide (FEG)
Refere-se ao fibroedema geloide, que é conhecido vulgarmente por “celulite”, termo inadequado para
descrever esta alteração, pois não há processo inflamatório, conforme o termo pressupõe. A
hidrolipodistrofia ginoide, outro termo que caracteriza este distúrbio estético, caracteriza-se por
acometimento do panículo adiposo, com alteração circulatória e consequente interferência na
funcionalidade e estrutura da substância fundamental amorfa e fibras colágenas. Esta paniculose
inicia-se por estase venosa, com infiltração edematosa do tecido conjuntivo subcutâneo,
acompanhado da polimerização da substância fundamental amorfa, associada à fibroplasia e
queratose folicular, demonstrando-se na superfície cutânea, com aspecto de “casca de laranja”. Com
o acúmulo de toxinas locais devido à estase venosa, há aumento da esclerose das traves conjuntivas
que envolvem a hipoderme, iniciando o aparecimento de nódulos fibróticos facilmente palpáveis.Avaliação para a estética corporal
Neste vídeo, são explanados os pontos principais sobre avaliação em estética corporal, no contexto da
atuação fisioterapêutica nos distúrbios de pele do corpo.
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Biotipos corporais
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A bioimpedância corporal
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Verificando o aprendizado
Questão 1
A paciente A.M.L., sexo feminino, 43 anos, divorciada, com um filho, farmacêutica, não realiza atividades
físicas, sendo completamente sedentária. Declarou tomar medicação para reposição hormonal devido à
retirada de ovários e para hipertensão arterial. Procurou serviços estéticos com a queixa de barriga grande e
flácida. Em avaliação, apresenta na inspeção aparência protuberante do abdome, pele lisa e hidratada,
acúmulo de adiposidade na região infra umbilical, cuja textura na palpação foi de uma gordura flácida. Qual
distúrbio inestético esta paciente apresenta?
A
Lipodistrofia Localizada
B
Fibroedema Geloide
C
Flacidez Dérmica
D
Flacidez Muscular
E
Obesidade
A alternativa A está correta.
Trata-se de uma lipodistrofia localizada, um acúmulo regional de gordura que tem como causa primordial a
hereditariedade, mas também pode ocorrer por problemas hormonais.
Questão 2
Nosso corpo substitui bilhões de células diariamente. No entanto, a elastina e o colágeno são de difíceis
substituições. Com isso, a pele não retorna naturalmente ao normal após ser esticada ou lesionada em
excesso. Caracterizam-se por rompimentos das fibras colágenas e elásticas da derme:
A
Hipotonia Muscular e Hipotonia Tissular
B
Flacidez Muscular
C
Estrias e Obesidade
D
Estrias
E
Obesidade e Celulite
A alternativa D está correta.
O distúrbio inestético que apresenta rompimento das fibras colágenas e elásticas da derme é a estria.
3. Abordagem fisioterapêutica nas principais disfunções estéticas faciais
Limpeza de pele, controle de oleosidade e tratamento de
acne
Limpeza profunda da pele
A limpeza de pele é início básico de qualquer tratamento estético facial. Com objetivo da higienização
profunda da pele, é caracterizada por retirada do sebo contaminado dos comedões abertos e fechados.
Liberando poros e óstios, facilita-se a permeação transanexal.
A frequência da limpeza de pele depende do biotipo cutâneo. Para a pele combinada e lipídica, indica-se
realizar-se todos os meses. A pele eudérmica pode ser feita de três em três meses. Já para a pele alípica,
indica-se também o mesmo intervalo ou até um espaço de tempo maior. Ela é realizada pelos seguintes
processos:
Higienizar
Utilizar o sabonete, realizando assim a saponificação, uma limpeza superficial da pele. Aplica-se o
sabonete com as polpas digitais, em movimentos circulares, retirando com algodão umedecido.
Tonificar
Retirar os últimos vestígios de impurezas da pele, pois ao tonificar complementa-se a limpeza.
Fazer a anamnese
Analisar a pele, preencher a ficha de anamnese. Utilizar lupa, luva, máscara e luz apropriada para a
avaliação.
Esfoliar
Realizar uma descamação superficial da pele, utilizando um gel ou creme associado a uma sílica. Mais
exatamente da camada córnea ou manto hidrolipídico, apresentando dano limitado à epiderme.
Desincrustar
Provocar processo de eletrólise dos ácidos graxos, facilitando a retirada de gordura da pele através
da técnica que usa a corrente contínua. Pode ser associado a substâncias tensoativas, quebrando as
moléculas de gordura, cujo objetivo é emulsionar a gordura da pele, transformando em sabão, sendo
facilmente removível com água.
Emoliente
Aplicar na face o creme amolecedor de comedões ou umedecer algodões com loção emoliente.
Vaporizador
Utilizar a técnica que faz uso do princípio do calor por meio do vapor quente; o vapor, em contato com
a cútis, provoca emoliência da superfície cutânea, facilitando a extração de comedões abertos e
fechados, devido à elevação da temperatura local e à vasodilatação dos óstios. O conjunto desses
efeitos facilita extrações de millium e, principalmente, de comedões.
Extrações
Proceder à retirada do creme amolecedor de comedões ou dos algodões embebidos em loção
amolecedora. O profissional, com dois chumaços de algodão umedecidos com água e envolvidos nos
dedos indicadores, trabalhará para a retirada do comedão, exercendo sempre leve pressão para que o
local não fique traumatizado. Não exceder 15 minutos no procedimento de extração, pois poderá
sensibilizar demais a pele, causando alguma lesão.
Loção calmante
Acalmar a pele. Deve-se utilizar uma loção calmante e antisséptica em toda área na qual foi realizada
a extração.
Alta Frequência
Aplica-se a alta frequência por 2 a 5 minutos no tratamento de limpeza de pele. Deve-se levar em
conta a sensibilidade do paciente e a intensidade da aplicação.
Máscara
Aplicar a máscara apropriada ao tipo de pele do paciente. Deixar agir por 15 minutos.
Protetor solar
Aplicar o protetor solar adequado para o biotipo cutâneo e fototipo cutâneo.
Procedimento de controle de oleosidade e tratamento de acne
A patologia acne pode ser tratada em cabines de estética. Os procedimentos atuais incluem um tratamento
minucioso do profissional e, principalmente, a assiduidade do paciente. Na realização, devemos ser rigorosos
quanto ao uso de todas as técnicas de biossegurança e de tratamento da acne para eliminação da
comedogênese e da acnegênese.
Para tratar a acne, deve-se extrair comedões,
fazer rupturas de pústulas e cauterizá-las. No
esquema terapêutico do profissional de
estética para o tratamento da acne, o objetivo
primordial é tratar as lesões presentes, focando
na prevenção contra a inflamação. Ao focar na
extração de comedões, previnem-se as lesões
acneicas inflamatórias e obtém-se sucesso no
tratamento sem recorrer ao uso de
medicamentos.
Por isso, deve-se realizar a extração de comedões fechados e abertos a fim de prevenir o processo
inflamatório. Lembre-se de que o comedão já é um tipo de acne não inflamatória. A frequência do tratamento
de pele acneica é de, inicialmente, uma ou duas sessões por semana, e depois uma vez ao mês, para prevenir
a inflamação, com os seguintes procedimentos: higienização; emoliência; extração das lesões mais
inflamadas; aplicação de loção calmante; cauterizar com alta frequência pápulas e pústulas, e faiscamento no
restante da pele; aplicar máscara calmante, cicatrizante ou controladora da oleosidade; realizar iontoforese
com ativos secativos e cicatrizantes; e finalizar com o filtro solar.
Tratamento de hidratação e revitalização
Devido às trocas com o meio ambiente, a pele perde água por evaporação. O processo de hidratação cutânea
é a capacidade não só de as células absorverem água, mas também de sua retenção, no estrato córneo, de
forma que a perda de água seja equilibrada.
Além de fazer a correta manutenção da água, a hidratação e a revitalização da pele têm a função de equilibrá-
la, para que cumpra seu papel como primeira barreira de defesa do organismo contra a invasão de agentes
externos.
A hidratação natural é um dos mecanismos dessa proteção
que age contra a perda de água para o meio ambiente. Se
houver falta de óleo ou qualquer material graxo na
superfície cutânea, haverá, consequentemente, maior
facilidade em perder água, pois o manto hidrolipídico forma
uma película protetora que impede a perda de água e a
entrada de agentes agressores.
Com a perda de água, a pele desidrata, diminuindo sua
capacidade de barreira. Portanto, quando a barreira de
proteção está equilibrada, reflete-se a boa nutrição,
hidratação e revitalização da pele. Existem várias medidas que favorecem a hidratação da pele: ingestão de
bastante água, evitar banhos quentes e demorados, evitar uso de sabonetes em excesso, evitar exposição
excessiva ao sol e fazer uma boa dieta alimentar, ricaem frutas, verduras e cereais. A hidratação de superfície
pode ocorrer de duas formas:
Oclusão
Utiliza os princípios ativos dos cosméticos que
reduzem a evaporação, favorecendo a retenção
hídrica no estrato córneo. São substâncias
lipídicas e emolientes, que formam película na
superfície da pele.
Umectação
Utiliza produtos cosméticos com propriedades
higroscópicas, isto é, captam umidade do ar
para utilizá-la na hidratação da pele.
Nenhuma das formas de hidratação descritas anteriormente são tidas como hidratação verdadeira, pois não
há absorção de água, mas evita-se sua perda para o meio ambiente. A única forma de hidratação ativa
conhecida é através das aquaporinas, que são canais de proteínas existentes na pele que fazem o transporte
de água através da membrana plasmática. Essa hidratação é chamada de “verdadeira” devido ao mecanismo
intracelular de captação e absorção verdadeira de água.
A hidratação pode ser um processo contínuo de prevenção do envelhecimento, no qual as condições
necessárias para a recuperação de suas propriedades naturais são potencializadas. Veja, a seguir, a ordem
dos procedimentos realizados na hidratação e na revitalização:
Hidratação
Higienização; esfoliação; tonificação; massagem facial ou drenagem linfática manual; tonificação;
máscara hidratante; iontoforese ou eletroporação com ativos hidratantes e por último, filtro solar.
Revitalização
Higienização; esfoliação; tonificação; massagem facial com creme, revitalização; tonificação; máscara
revitalizante ou firmante; iontoforese ou eletroporação com ativos revitalizantes ou radiofrequência ou
microcorrente pura, ou galvanopuntura nas linhas e sulcos e por último, filtro solar.
Peeling e clareamento de manchas
O termo peeling deriva do verbo em inglês “to peel”, que significa descamar, descascar. Trata-se de um
procedimento que estimula, por meios químicos, físicos, mecânicos, biológicos, entre outros, a descamação
da pele e aceleração do processo de renovação celular, sendo tipos de peelings:
Químico;
Físico;
Biológico;
Vegetal;
Laser;
Luz intensa pulsada.
O peeling pode atingir diversas camadas da pele, desde sua camada mais superficial, o estrato córneo da
epiderme, até a camada mais profunda, a derme reticular. Este procedimento é muitas vezes utilizado em prol
da melhora da superfície cutânea, clareando e revitalizando-a.
O objetivo da utilização do peeling é promover uma alteração na pele que acelere o processo de renovação
celular da camada mais profunda à superfície, combatendo assim o envelhecimento, rugas, manchas,
cicatrizes e flacidez.
Atenção
O peeling é um dos procedimentos que mais geram dúvidas e insegurança dentre os profissionais
fisioterapeutas, pois há riscos de prejudicar ou piorar a pele do paciente, devido a reações ou mal uso. 
Para realizar esta técnica, é necessário ter conhecimento dos ativos, concentração, pH, técnicas de aplicação,
neutralização, integridade e sensibilidade da pele. Ainda, para ser seguro e eficaz, deve-se realizar teste de
sensibilidade e orientar o paciente na manutenção do procedimento. Por fim, cabe ao profissional muito
estudo e prática.
Sendo realizado com eficácia e segurança, o peeling estimula o processo de renovação celular, reduzindo
rugas, linhas de expressão, cicatrizes e manchas; facilita a permeabilidade cutânea, pela remoção das células
mortas da capa córnea, auxiliando na permeação de cosméticos; aumenta a hidratação; reduz a
hiperqueratinização, responsável pela obstrução total ou parcial do folículo, causado pela bactéria,
aprisionando a secreção sebácea e provocando o aparecimento de acne; trata a pele lipídica, asfíctica,
desvitalizada e envelhecida.
Os peelings podem promover a descamação da pele em diferentes níveis, e classificam-se quanto à
profundidade em:
• 
• 
• 
• 
• 
• 
Peeling muito superficial
Atua apenas no estrato córneo.
Peeling superficial
Atua na epiderme, até próximo do estrato basal ou germinativo, provocando leve descamação. Por ser
epidérmico, não apresenta riscos de complicação, causando leve descamação, deixando a pele um
pouco vermelha. Também é realizado por esteticistas.
Peeling médio
Atua na derme papilar, promove uma descamação intensa, necessitando de 7 a 14 dias para
recuperação. Só deve ser realizado por médico, ou sob supervisão médica.
Peeling profundo
Atua na camada da derme reticular, levando à formação de crostas, as quais demoram até 21 dias
para cair. São os peelings mais agressivos, necessitando em alguns casos de anestesia para sua
realização. Atingem as camadas mais profundas da pele, propiciando melhores resultados; contudo,
há maiores chances de complicações. Também só devem ser realizados por médicos ou sob sua
supervisão.
Mecanismo de ação
O peeling utiliza um recurso que pode ser químico, físico ou mecânico, agredindo a pele e alterando a coesão
das células, causando seu desprendimento e estimulando o processo de regeneração da pele, promovendo o
aparecimento de uma nova superfície cutânea.
A epiderme se renova e a derme se recupera com a formação de colágeno, o que deixa esta camada mais
resistente e consistente, apresentando uma aparência mais viçosa, brilho e firmeza, ausente de manchas,
rugas e linhas de expressão. Para alcançar esses resultados, são utilizados os seguintes principais ácidos
cosmecêuticos:
Glicólico: age na renovação celular e na redução da espessura da camada córnea;
Mandélico: tem ação anti-inflamatória, antisséptica, regeneradora e ceratolítica;
Salicílico: ação ceratolítica, antisséptica, bactericida e fungicida;
Fítico: age como antioxidante e despigmentante;
Kójico: atua como renovador celular e clareador;
Ascórbico: tem ação regeneradora.
A Fisioterapia na estética facial
Neste vídeo, serão explanados os pontos principais sobre a terapêutica em estética facial, no contexto da
atuação fisioterapêutica nos distúrbios de pele da face.
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Procedimentos de hidratação e revitalização da pele
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Peeling
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Trata-se de um procedimento realizado para controle de oleosidade, geralmente utilizado como uma etapa da
limpeza de pele profunda:
A
Ionização
B
Hidratação
C
Desinfecção
D
Desincrustação
E
Revitalização
A alternativa D está correta.
O desincruste é uma técnica geralmente utilizada na limpeza de pele profunda que tem como objetivo
controlar a oleosidade, utilizando uma corrente contínua para estimular o processo de eletrólise dos ácidos
graxos, facilitando a retirada de gordura da pele.
Questão 2
O envelhecimento da pele ocorre de forma lenta e gradual, com aparecimento de rugas e linhas de expressão
suavemente. Como estratégia de tratamento e processo contínuo para sua prevenção, a _________ promove
condições necessárias para a recuperação e potencialização das propriedades naturais da pele.
Assinale a alternativa que completa corretamente o enunciado.
A
radiação ultravioleta
B
ionização
C
desincrustação
D
hidratação
E
desinfecção
A alternativa D está correta.
A hidratação pode ser utilizada como estratégia para um processo contínuo de prevenção do
envelhecimento da pele, pois promove condições necessárias para a recuperação e potencialização de
suas propriedades naturais.
4. Abordagem fisioterapêutica nas principais disfunções estéticas corporais
Desintoxicação metabólica
A desintoxicação metabólica é um procedimento de preparação para o corpo receber os demais tratamentos,
referindo-se às vias pelas quais o corpo processa e remove do organismo compostos nocivos e indesejáveis.
É um procedimento de estética corporal que utiliza a argiloterapia, a fangoterapia e/ou a talassoterapia,
recursos cosmetológicos que auxiliamna eliminação de toxinas do organismo, auxiliando também na redução
de líquidos intersticiais.
Argiloterapia ou geoterapia
É o uso de recursos minerais empregados com a finalidade de promover efeitos terapêuticos desde a
Antiguidade. Atualmente, utilizam-se as argilas com a finalidade de melhorar a pele em tratamentos estéticos,
pois são ricas em minerais como enxofre, selênio, magnésio, silício, ferro, entre outros.
A escolha da argila está relacionada com sua cor, e tem finalidades de cicatrizar, absorver,
regenerar, revitalizar, descongestionar e ativar o metabolismo.
Fangoterapia
O fango termal é um produto natural ativo, constituído de forma vulcânica e águas termais, que contém sais
minerais e oligoelementos indispensáveis para o metabolismo cutâneo.
Oligoelementos são substâncias de origem mineral, presentes no organismo humano, no estado de traços
ínfimos e em quantidades muito pequenas. Sua quantidade é inferior a 100mg de peso corporal de um adulto,
mas é indispensável ao bom funcionamento do organismo. Os essenciais são aqueles cuja falta no organismo
desencadeia problemas para saúde. São eles:
Ferro;
Iodo;
Selênio;
Cromo;
Cobre;
Molibdênio;
Zinco;
Flúor.
Os não essenciais respondem à definição de oligoelementos, mas o risco de carência não está provado. São
eles:
Cobalto;
Estanho;
Mangânes;
Níquel;
Vanádio;
Silício.
Os oligoelementos apresentam-se em nosso organismo em forma de íons em dois modos:
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
 
Agem interagindo nas reações bioquímicas por meio dos fenômenos de ionização (os íons de carga
oposta se agregam mutuamente).
Agem como parte de uma estrutura química que lhes confere sua atividade no organismo, como, por
exemplo, fazendo parte das vitaminas, hormônios e enzimas.
Os oligoelementos também podem ser classificados como catalizadores. Quando aplicados na forma
cosmetológica, potencializam o efeito de quaisquer outros ativos presentes em uma formulação para diversos
tipos de tratamento. Este produto absorve as toxinas e os detritos, estimulando a circulação sanguínea e
linfática, normalmente a umectação natural da pele. A fangoterapia abrange os seguintes procedimentos:
Higienização corporal.
Esfoliação.
Iniciar com a desobstrução dos gânglios linfáticos.
1. 
2. 
Colocar o paciente na manta térmica e aplicar o fango em todo o corpo.
Deixar 30 minutos e remover com água.
Para finalizar, continar carreando com a drenagem.
Talassoterapia
A palavra “talasso” é de origem grega e significa “vindo do mar”, ou seja, utiliza a água marinha ou estruturas
advindas do mar, como é o caso das algas. Por conseguinte, a definição de talassoterapia é terapia realizada
com princípios ativos oriundos do mar, possuindo minerais como: cálcio, enxofre, iodo, magnésio, entre outros,
agindo na remineralização da pele.
O tratamento por talassoterapia tem por objetivo: controlar edema, acelerar o metabolismo e eliminar toxinas.
A talassoterapia abrange os seguintes procedimentos:
Preparar a maca com lençol térmico previamente ligado, forrar com plástico.
Molhar as bandagens em água quente e depois embebedar nos sais diluídos.
Tirar o excesso delíquido antes de colocar no (a) paciente.
Enfaixar o (a) paciente em pé. Depois, deite-o(a) sobre a maca forrada. Envolver
com o plástico, colocar uma toalha por cima e manta térmica. A temperatura deverá
estar em torno de 37º C.
Deicar por 25 minutos. Aos 20 minutos, 5 minutos antes do fim, desligar a manta
para não haver um choque térmico ao retirar o (a) paciente da maca. Retirar as
bandagens. Este tratamento pode ser feito em dias alternados a ser acomplado a
outros tratamentos.
Tratamento de estrias, flacidez dérmica e hipotonia
muscular
Estrias
Conhecidas como atrofias cutâneas adquiridas, de aspecto linear, seguindo as linhas de força da pele, as
estrias são normalmente consideradas pela dermatologia como sequelas irreversíveis. Elas são evidências de
que as células de sustentação, formadas por colágeno e elastina, não conseguiram manter-se durante a fase
de crescimento ou aumento de peso.
Atualmente, os métodos de tratamento podem melhorar a aparência das estrias em 90%, principalmente se
em sua fase inicial, com o objetivo de estimular o processo regenerativo da pele. No entanto, é bom lembrar
que as estrias não desaparecem totalmente. Para o tratamento, pode-se realizar um dos seguintes
procedimentos:
Procedimento 1
Higienizar; esfoliar; aplicar gel peeling 10%, deixar agir por 10 minutos e remover com água; passar
solução dessensibilizante e massagear o local com melange de vitamina C ou fatores de crescimento.
Procedimento 2
Higienize com sabonete líquido de erva doce; esfoliar com peeling de laranja e mel; aplicar
ventosaterapia, com o eletrodo de vidro ponteira (usado para extração de comedões) de forma linear,
acompanhando a estria, por 10 minutos; galvanopuntura, método de punturação em toda a estria por
10 minutos; massagear com sérum de fatores de crescimento e finalizar com complexo vitamina C.
É importante observar que os cosméticos utilizados no procedimento de tratamento das estrias são na maioria
das vezes regeneradores, como é o caso da vitamina C e dos fatores de crescimento.
Flacidez dérmica
É um processo natural da pele, decorrente do processo de envelhecimento fisiológico ao longo dos anos. Este
distúrbio é caracterizado por redução da produção e qualidade das fibras colágenas e elásticas. O processo
de flacidez e envelhecimento pode ser potencializado por diversos fatores, entre eles:
Excesso de exposição solar;
Gestações repetidas;
Perda de peso brusca;
Efeito sanfona.
O tratamento tem por objetivo estimular o aumento da produção e da qualidade das fibras colágenas e
elásticas, promovendo uma melhora da firmeza da pele. Poderão ser utilizados recursos
eletrotermofototerápicos que estimulem diretamente o fibroblasto a aumentar a colagênese e elastogênese.
Como exemplo, podemos citar:
Radiofrequência.
• 
• 
• 
• 
Luz intensa pulsada.
Laser.
Microcorrente.
Além destes recursos, ainda temos cosméticos com ativos que irão auxiliar na firmeza da pele, como Q10, 
dmae, raffermine, tensine, entre outros. Estes princípios ativos cosméticos poderão vir na forma de creme de
massagem, cremes hidratantes, soluções ionizáveis, melange e sérum. Esses são os passos para realizar o
procedimento:
Higienizar.
Esfoliar.
Realizar radiofrequência, luz intensa pulsada, laser ou microcorrente por
aproximadamente 20 minuts; (esse procedimenti oode ser trocado por ionização
com substância firmante ou regeneradora).
Finalizar passando sérum de dmar ou raffermine.
É importante observar que, caso essa flacidez dérmica seja em grande extensão, nenhum procedimento
estético resolverá, sendo indicado procedimento cirúrgico de dermolipectomia (retirada de excesso de pele).
Hipotonia muscular
É definida como o enfraquecimento das fibras musculares, ou seja, falta de tônus muscular. Tônus é um
estado de contração em que um músculo permanece, mesmo em estado de repouso. A hipotonia acarreta um
estado de falta de firmeza, perda de força e vigor, bem como diminuição da capacidade de realizar
movimentos.
Por isso, para tratar a hipotonia muscular, a prática de exercícios físicos é fundamental. Contudo, nem todas
as pessoas se adaptam ou têm tempo de realizar uma atividade física, apesar de esse problema não tratar
apenas de um fator estético, mas também de um fator primordial de manutenção da saúde. Na eletroterapia,
temos dois recursos que estimulam os músculos como se estivessem realizando uma atividade física.
São eles a corrente russa e a corrente Aussie (ou
australiana). Ambas estimulam a contração muscular,
podendo ainda escolher o tipo de contração que deve ser
realizada (isotônica ou isométrica), e também a fibra
muscular que será estimulada e trabalhada (tônicas, fásicas
e intermediárias).
É importante observar que o tempo de uso depende da
quantidade de músculos e fibras que se pretende trabalhar,
lembrando que, se opaciente não estiver acostumado a
realizar atividade física, não deverá exceder 30 minutos de
uso da corrente, pois poderá causar fadiga muscular.
Já se o paciente for praticante de atividade física diária ou de algum esporte, o estímulo da corrente poderá
ser utilizado por até 40 ou 50 minutos, sempre observando a resposta dos músculos. O procedimento segue
esses passos:
Higienizar.
Esfoliar.
Colocação de gel nos eletrodos e posicionamento destes nos pontos motores dos
músculos que serão trabalhados.
Programar e executar a corrente em questão, podendo ser a corrente russa ou
Aussie.
Ao terminar o tempo de aplicação, desligar o aparelho e retirar os eletrodos. Pode
ser associada uma massagem para evitar a fadiga muscular, finalizando o
procedimento.
Tratamento de lipodistrofia localizada e fibroedema
geloide
Lipodistrofia localizada
A lipodistrofia localizada é o excesso de tecido adiposo em determinada região do corpo, sendo uma alteração
na distribuição da gordura corporal que se acumula em maior quantidade em áreas específicas, podendo
trazer riscos à saúde. De acordo com Agne (2009), este acúmulo é determinado geralmente por herança
genética. Veja dois exemplos de tipo de gordura:
Manter posturas inadequadas por tempo prolongado pode acarretar alterações posturais, ocasionando
enrijecimento articular, encurtamento muscular e estimulação à impregnação de gordura na região.
Gordura androide ou troncular 
Gorduras acumuladas na região abdominal.
Apresenta maiores riscos de doenças
cardiovasculares, diabetes e outras doenças
metabólicas.
Gordura ginoide 
Gordura acumulada na região dos
quadris e coxas. Apresenta maiores
riscos de desenvolver varizes,
acarretando a edema dos membros
inferiores, com sensação de peso.
Lipodistrofia localizada.
No caso da lipodistrofia localizada, vários
fatores auxiliam no seu desenvolvimento:
sedentarismo, tabagismo, estresse, ansiedade,
distúrbios hormonais, síndromes pré-
menstruais, uso de anticoncepcional,
alterações ortopédicas e patologias venosas e
linfáticas. A fisioterapia dermatofuncional
auxilia na manutenção da integridade do
sistema tegumentar, utilizando recursos
fisioterapêuticos específicos para cada caso.
Esses recursos cosmetológicos poderão ser
utilizados com efeitos ativadores do fluxo
sanguíneo, lipolíticos, termoterápicos,
reestruturantes e drenantes, associados ou não aos recursos manuais (massagem ou drenagem linfática
manual), bem como um ou dois recursos eletrotermofototerápicos (ultrassom, endermologia, eletrolipólise,
radiofrequência, corrente russa, eletroporação, iontoforese, entre outros). Para o tratamento da lipodistrofia
localizada, pode-se usar dois tipos de procedimento, sendo eles:
Procedimento 1
Higienizar; esfoliar; passar loção hiperemiante, envolver com filme osmótico, enrolar a toalha por cima
e colocar na manta térmica por aproximadamente 20 minutos; retirar a manta e o filme osmótico,
realizar massagem modeladora por 10 minutos na região com creme lipolítico; fazer a corrente russa,
para estimular metabolismo e consumo de energia no local, por 20 minutos e por último, finalizar com
produto ativador do fluxo sanguíneo ou firmante.
Procedimento 2
Higienizar; esfoliar; passar loção hiperemiante até total absorção; realizar ultrassom, para aumentar a
maleabilidade da gordura localizada, por 15 minutos; realizar eletrolipólise com agulhas por
aproximadamente 35 minutos, para produzir lipólise; fazer drenagem linfática manual na região e por
último, finalizar com um sérum firmante.
Fibroedema geloide
É uma afecção estética caracterizada por aspecto acolchoado ou aparência de “casca de laranja” da pele.
Definida como um distúrbio metabólico localizado no tecido subcutâneo com alteração do tecido conjuntivo,
tecido adiposo e sistema circulatório, acometendo principalmente o sexo feminino. Existem vários termos
utilizados para definir este distúrbio inestético, como:
Hidrolipodistrofia ginoide (HLDG);
Paniculopatia edemato fibroesclerótica (PEFE);
Lipoesclerose nodular;
Adiposidade edematosa;
Dermatopaniculose deformante.
Contudo, o termo mais popular para definir o FEG é “celulite”. Vimos que o termo é inadequado porque não há
processo inflamatório, nem infeccioso, nesta alteração. Segundo Guirro e Guirro (2004), o fibroedema geloide
é uma afecção edematosa, degenerativa, esclerótica do tecido conjuntivo, não inflamatória, que afeta também
o líquido intersticial e vasos sanguíneos menores.
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Fibroedema geloide.
Em seguida, ocorre uma polimerização na substância
fundamental amorfa, que se infiltra nas tramas, produzindo
fibrose. A localização mais comum é na região glútea, coxas
anterior e posterior, abdome e braços. Várias etiologias têm
sido propostas para esta condição, que altera a forma do
corpo feminino e é considerada multifatorial.
O tratamento tem por objetivo corrigir as causas e fazer
desaparecer, ou minimizar, seus efeitos, atuando na lipólise
(quebra da molécula de gordura), na drenagem dos fluidos
(melhorando a circulação) e na reestruturação dos tecidos
(hidratação, firmeza e remineralização). Para atingir tais
objetivos, há diversos recursos fisioterápicos: recursos
cosmetológicos (ativos lipolíticos, drenantes, reestruturantes e incentivadores do fluxo sanguíneo); recursos
manuais (massagem e drenagem linfática manual); e recursos eletrotermofototerápicos (eletrolipólise,
ultrassom, endermologia, corrente russa, radiofrequência, eletroporação e iontoforese). Para o tratamento,
pode-se usar um dos seguintes procedimentos:
Procedimento 1
Higienizar; esfoliar; realizar ultrassom com gel neutro na forma pulsada, devido ao seu efeito
tixotrópico, que transforma substâncias sólidas em gel e gel em líquidas, por 20 minutos; realizar
endermologia para mobilização das trabéculas fibróticas, ativação da circulação e mobilização da
gordura, por aproximadamente 15 minutos; drenagem linfática manual apenas da região tratada e por
último, finalizar com sérum estimulador da circulação, como, por exemplo, erva mate ou castanha da
índia.
Procedimento 2
Higienizar; esfoliar; realizar massagem modeladora com creme de massagem ativador da circulação;
realizar radiofrequência com calor moderado, para auxiliar no amolecimento das fibroses que estão
encapsulando os adipócitos, por 15 a 20 minutos e por último, finalizar com um sérum lipolítico e
firmante.
A Fisioterapia na estética corporal
Neste vídeo, serão explanados os pontos principais sobre a terapêutica em estética corporal, no contexto da
atuação fisioterapêutica nos distúrbios de pele do corpo.
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Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Tratamento para as estrias
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Procedimentos para o tratamento do fibroedema geloide
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Verificando o aprendizado
Questão 1
As estrias são lesões que acometem a pele caracterizadas como uma atrofia de tecido, de aspecto linear, que
adquirimos devido à falta de elasticidade dos tecidos de sustentação. Assinale a alternativa que contempla
corretamente uma estratégia de tratamento para as estrias.
A
Higienizar; Esfoliar; Aplicar loção hiperemiante, envolver com filme osmótico, enrolar a toalha por cima e
colocar na manta térmica por aproximadamente 20 minutos; Retirar a manta e o filme osmótico, realizar
massagem modeladora por 10 minutos na região com creme lipolítico; Fazer a corrente russa para estimular
metabolismo e consumo de energia no local, por 20 minutos; Finalizar com produto ativador do fluxo
sanguíneo ou firmante.
B
Higienizar; Esfoliar; Realizar um dos procedimentos: radiofrequência, luz intensa pulsada, laser ou
microcorrente, por aproximadamente 20 minutos (podendo ser trocado por ionização com substância firmante
ou regeneradora); Finalizar passando sérum de dmae ou raffermine.
CHigienizar; Esfoliar; Aplicar gel peeling 10%, agindo por 10 minutos, e remover com água; aplicar solução
dessensibilizante; Massagear local com melange de vitamina C ou fatores de crescimento.
D
Realizar higienização corporal; Esfoliar; desobstruir os gânglios linfáticos; Colocar o paciente na manta térmica
e aplicar o fango em todo o corpo; Deixar 30 minutos e remover com água; Para finalizar, continuar carreando
com a drenagem.
E
Higienizar; Esfoliar; Aplicar gel ultrassônico por 10 minutos e remover com água; Passar solução
desincrustante; Massagear o local.
A alternativa C está correta.
A estria é uma cicatriz, podendo ser caracterizada por atrofia linear, e costuma ocorrer por crescimento ou
aumento de peso, pois as células de sustentação, compostas por colágeno e elastina, se rompem. Uma
estratégia de tratamento pode ser seguida da seguinte forma: Higienização; Esfoliação; Aplicação de gel 
peeling 10%, deixando agir por 10 minutos e remoção com água em seguida; aplicação de solução
dessensibilizante e posterior massagem no local com melange de vitamina C ou fatores de crescimento.
Questão 2
Paciente F.R.A., 36 anos, sexo feminino, solteira, secretária, com 1,56m de altura e pesando 68Kg, procurou
seus serviços apresentando acúmulo de adiposidade, aspecto acolchoado da pele (visível a olho nu) e edema
localizado em abdome, glúteos e coxas; a pele local com aparência desvitalizada e sem brilho, dura e sensível
à palpação; membros inferiores com varizes visíveis, sensação de peso e cansaço nas pernas. Todas essas
características englobam o quadro de Fibroedema Geloide. Assinale a alternativa que contempla corretamente
um dos procedimentos possíveis para o tratamento desse distúrbio inestético.
A
Galvanopuntura.
B
Drenagem Linfática Manual.
C
Melange de vitamina C.
D
Microcorrentes.
E
Laser.
A alternativa B está correta.
O fibroedema geloide (FEG) apresenta aspecto acolchoado, sensível à palpação, com aspecto
desvitalizado, devido à estase venosa e congestão circulatória. Um dos tratamentos que pode ser utilizado
como estratégia terapêutica é a drenagem linfática manual, que ajuda no descongestionamento circulatório
e na redução do edema.
5. Conclusão
Considerações finais
A imagem corporal, os padrões estéticos e o embelezamento (impostos pela sociedade por meio da mídia)
variam de tempos em tempos.
Atualmente, prevalece o padrão da pessoa de “boa aparência”, com pele de textura macia e oleosidade
equilibrada, sem comedões, magra, com silhueta definida, sem aspectos irregulares na pele. Isso mexe com a
autoestima das pessoas, que buscam um tratamento para esses problemas.
Um bom profissional de Fisioterapia dermatofuncional precisa ser ético e ter seriedade em suas atitudes,
tendo a certeza de que o resultado dos seus tratamentos está relacionado, em boa parte, com uma avaliação
detalhada dos distúrbios inestéticos do paciente, além de suas diferenciações.
Desta forma, ele apresentará opções mais assertivas de recursos fisioterápicos para compor o tratamento,
sem afetar o estado de saúde do paciente.
Podcast
Neste podcast será realizada uma apresentação sobre a atuação do fisioterapeuta dermatofuncional nos
distúrbios dermatológicos de face e corpo, abordando como está o mercado de trabalho nessa área.
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Leia o artigo Análise dos efeitos do ultrassom terapêutico e da eletrolipoforese nas alterações decorrentes do
fibroedema geloide, de Giselle Cunha Machado, Rossana Bertolucci Vieira, Nuno Miguel Lopes de Oliveira e
Célia Regina Lopes, publicado na Revista Fisioterapia em Movimento.
Referências
AGNE, J. E. Eletrotermoterapia: teoria e prática. Santa Maria: Orium, 2009.
 
BORGES, F. S. Dermato-Funcional: modalidade terapêutica nas disfunções estéticas. 2. ed. São Paulo: Phorte,
2010.
 
BORGES, F. S.; SCORZA, F. A. Terapêutica e estética: conceitos e técnicas. São Paulo: Phorte, 2016.
 
GARTNER, L. P; HIATT, J. L. Atlas colorido de histologia. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
 
GUIRRO, R.; GUIRRO, E. Fisioterapia dermato-funcional: fundamentos, recursos e patologias. 3. ed. revisada e
ampliada. São Paulo: Manole, 2004.
 
GUYTON, A.; HALL, J. Tratado de fisiologia médica. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996.
 
HARRIS, M. I. N. C. Pele: Estrutura, propriedades e envelhecimento. 3. ed. São Paulo: Senac, 2009.
 
JUNQUEIRA, L.C; CARNEIRO, J. Histologia Básica. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
 
KEDE, M. P. V.; SABATOVICH, O. Dermatologia Estética. 1. ed. São Paulo: Atheneu, 2004.
 
ROBERTSON, V. et al. Eletroterapia Explicada: Princípios e Prática. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. Curso
Didático de Estética Vol. 1 e 2, Yendis, 2008.
	Fisioterapia dermatofuncional aplicada à estética facial e corporal
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Métodos e técnicas de avaliação facial
	Anatomofisiologia do Sistema Tegumentar
	Epiderme
	Derme
	Papilar
	Reticular
	Hipoderme
	Biotipo cutâneo, pH da pele e manto hidrolipídico
	Biotipo cutâneo
	Pelo oleosa
	Pele Mista
	Pele seca
	Pele normal
	Manto hidrolipídico
	Pele oleosa
	Pele mista
	Pele seca
	Pele normal
	Potencial de hidrogênio
	Fototipo cutâneo
	Avaliação Estética Facial
	Ficha de anamnese
	Lupa
	Dermatoscópio
	Lâmpada de Wood
	Distúrbios da pele
	Desidratação
	Couperouse
	Hipersensibilidade
	Mancha da pele
	Envelhecimento
	Acne vulgar
	Rosácea
	Avaliação para a estética facial
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Manto hidrolipídico
	Conteúdo interativo
	Principais distúrbios da pele
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. Métodos e técnicas de avaliação corporal
	Anatomofisiologia da hipoderme e do tecido muscular esquelético
	Hipoderme
	Tecido muscular esquelético
	Fásicas
	Tônicas
	Intermediárias
	Biotipo corporal e estruturas corporais
	Anamnese
	Biotipo corporal
	Ectomorfo
	Mesomorfo
	Endomorfo
	Exame físico
	Avaliação estética corporal
	Análise postural
	Análise e diferenciação dos aspectos inestéticos
	Estrias
	Flacidez Dérmica e Muscular
	Lipodistrofia Localizada
	Fibroedema Geloide (FEG)
	Avaliação para a estética corporal
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Biotipos corporais
	Conteúdo interativo
	A bioimpedância corporal
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Abordagem fisioterapêutica nas principais disfunções estéticas faciais
	Limpeza de pele, controle de oleosidade e tratamento de acne
	Limpeza profunda da pele
	Higienizar
	Tonificar
	Fazer a anamnese
	Esfoliar
	Desincrustar
	Emoliente
	Vaporizador
	Extrações
	Loção calmante
	Alta Frequência
	Máscara
	Protetor solar
	Procedimento de controle de oleosidade e tratamento de acne
	Tratamento de hidratação e revitalização
	Oclusão
	Umectação
	Hidratação
	Revitalização
	Peeling e clareamento de manchas
	Atenção
	Peeling muito superficial
	Peeling superficial
	Peeling médio
	Peeling profundo
	Mecanismo de ação
	A Fisioterapia na estética facial
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Procedimentos de hidratação e revitalização da pele
	Conteúdo interativo
	Peeling
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	4. Abordagem fisioterapêutica nas principais disfunções estéticas corporais
	Desintoxicação metabólica
	Argiloterapia ou geoterapia
	Fangoterapia
	Talassoterapia
	Tratamento de estrias, flacidez dérmica e hipotonia muscular
	Estrias
	Procedimento 1
	Procedimento 2
	Flacidez dérmica
	Hipotonia muscular
	Tratamento de lipodistrofia localizada e fibroedema geloide
	Lipodistrofia localizada
	Procedimento 1
	Procedimento 2
	Fibroedema geloide
	Procedimento 1
	Procedimento 2
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	Considerações finais
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	Referências

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