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OBJETIVOS 
1. DEFINIR O NANISMO 
O nanismo é uma condição genética que se caracteriza pela deficiência no 
crescimento desproporcional entre os membros (pernas e braços) e o tronco, 
resultando numa pessoa com baixa estatura, se comparada com a média da 
população de mesma idade e sexo. 
“Segundo a ANAERJ existem mais de 200 tipos de nanismo, o livro Longe da 
árvore cita alguns desses tipos, são eles: displasia espondiloepifisária, que 
possuem como fenótipos os pés tortos, fenda palatina, olhos muitos separados, 
boca pequena e peito grande. Já a displasia diastrófica além de possuir os pés 
tortos e fenda palatina, também possuem o polegar mais curto e com pouca 
flexibilidade, além de ―orelhas de couve-flor‖, semelhantes a orelhas de lutadores 
profissionais, escoliose, cabeça grande e pernas deformadas, é comum que 
pessoas com esse tipo de nanismo não consigam andar.” 
Manifesta-se, principalmente, a partir dos dois anos de idade, impedindo o 
crescimento e o desenvolvimento durante a infância e a adolescência. 
Nanismo hipofisário ou pituitário: causado por distúrbios metabólicos e 
hormonais, em especial pela deficiência na produção do hormônio do crescimento 
ou por resistência do organismo à ação desse hormônio. É conhecido, também, 
por nanismo proporcional, porque o tamanho dos órgãos mantém a 
proporcionalidade entre si e com a altura do indivíduo. 
Acondroplasia: considerada uma doença rara, o tipo mais comum de nanismo 
desproporcional é uma síndrome genética que impede o crescimento normal dos 
ossos longos (fêmur e úmero, especialmente), porque acelera o processo de 
ossificação das cartilagens formadoras de ossos. Isso faz com que as diferentes 
partes do corpo cresçam de maneira desigual. 
2. COMPREENDER A ACONDROPLASIA E SEU TIPO DE HERANÇA 
A acondroplasia é a principal causa de nanismo desproporcional, ou seja, um tipo 
de nanismo com algumas características específicas. Os ossos longos das pessoas 
não conseguem crescer. Isso faz com que os membros superiores e inferiores, isto 
é, braços e pernas fiquem mais curtos. As mãos são proporcionalmente menores, 
a cabeça é maior e o tórax é normal. Por isso as pessoas acondroplásicas tem uma 
estrutura corporal característica, quando comparadas às pessoas com estatura 
média. Os homens e mulheres acondroplásicos tem a estatura aproximada de 1,29 
m e 1,20 m, respectivamente. 
A chance de nascer um bebê com acondroplasia é de 1 para 25.000 nascimentos, 
portanto considerada rara, afetando aproximadamente 250.000 pessoas em todo 
o mundo. 
Importante saber que a capacidade intelectual das pessoas com acondroplasia é 
absolutamente normal. Não há nenhum limite de inteligência. 
As pessoas com acondroplasia tem um gene específico para tal, que foi herdado 
de um dos pais igualmente acondroplásicos ou de pais com estatura média, como 
consequência de uma mutação ao acaso chamada mutação “de novo” ou nova. 
A acondroplasia é condição geneticamente determinada de herança autossômica 
dominante. Desta maneira, os indivíduos com acondroplasia têm 50% de chance, 
em cada gestação, de apresentarem filho/filha com a mesma condição. 
Observamos, em 80% das ocorrências, que a acondroplasia não é herdada de 
nenhum dos genitores e ocorre de maneira isolada na família. Esta situação 
(indivíduos com acondroplasia cujos pais não apresentam a condição) é 
decorrente de mutação nova no gene FGFR3 durante a formação do gameta 
(óvulo ou espermatozoide) de um dos genitores. Neste caso, é baixo o risco de 
casal sem acondroplasia ter uma segunda criança com a condição 
Sintomas 
✓ Baixa estatura; 
✓ Pernas e braços curtos, especialmente se comparados com o tamanho normal 
do tronco; 
✓ Cabeça grande (macrocefalia), com testa proeminente e achatamento na parte 
de cima do nariz; 
✓ Dedos curtos e grossos; 
✓ Mãos pequenas; 
✓ Pés planos, pequenos e largos; 
✓ Arqueamento das pernas; 
✓ Mobilidade comprometida na articulação do cotovelo; 
✓ Cifose e lordose (problemas de curvatura na coluna vertebral) acentuadas; 
✓ Deslocamento da mandíbula para a frente; 
✓ Desalinhamento dos dentes; 
✓ Demora para começar a caminhar, o que pode ocorrer entre os 18 e os 24 
meses de idade. 
3. ENTENDER O NANISMO DE ITABAIANINHA 
Conhecida há gerações como “a cidade dos anões”, ali nasce uma quantidade 
incomum de moradores que não crescem acima de 1,45m. Nessa estatura, 
segundo os médicos, está a linha divisória entre o nanismo e o 
crescimento normal. Mas ser pequeno em Itabaianinha não é, afinal, tão estranho. 
Se no Brasil existe, em média, um anão para cada 10.000 habitantes, aqui são 25 
vezes mais. 
Muitos moradores de Itabaianinha têm corpos proporcionais, só que em escala 
menor. Sofrem outra rara alteração genética que afeta o receptor do hormônio do 
crescimento. 
Deficiência Isolada do Hormônio (DIGH), característico da cidade de Itabaianinha.’’ 
A mutação IVS1+1G->A no GHRH-R descrita em 105 indivíduos da cidade de 
Itabaianinha foi a segunda mutação descrita no gene do GHRH-R". 
Os anões de Itabaianinha, a princípio confundidos com os portadores de 
resistência ao GH, na realidade são homozigóticos para uma mutação tipo splicing 
http://www.itabaianinha.se.gov.br/index.php/27-noticias/304-cidade-dos-anoes-em-destaque-na-mida-nacional
no início do intron 1 do gene do receptor do GHRH, com uma substituição de uma 
Guanina por Adenina. Esta mutação impede a formação do RNA mensageiro do 
GHRH-R,abolindo completamente sua expressão. 
“Eles têm uma proteção parcial contra diabetes, que é mais leve. Eles têm uma 
aterosclerose mais lenta, são menos propensos a doenças do coração, infarto, 
doença vascular, têm uma proteção contra câncer de mama, contra câncer de 
intestino, contra câncer de próstata, contra câncer de pulmão, contra os cânceres 
mais prevalentes na população”, destaca Médico Manoel Hermínio, professor 
titular de Endocrinologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS). 
“Segundo o especialista, por ser uma condição recessiva – que requer gene do pai 
e gene da mãe, a prática de casamentos consanguíneos pode ter favorecido a 
quantidade elevada de casos na região.” 
4. DIFERENCIAR A ACONDROPLASIA E NANISMO DE ITABAIANINHA 
ACONDROPLASIA NANISMO DE ITABAIANINHA 
Corpos Desproporcionais Corpos Proporcionais – escala menor 
Impede o crescimento normal dos ossos 
longos 
Alteração Genética Que Afeta O Receptor Do 
Hormônio Do Crescimento 
 
Mulheres e Homens estatura aproximada de 
1,29 m e 1,20 m 
Mulheres e Homens não crescem acima de 1,45m 
Condição geneticamente Condição recessiva 
Características específicas Casamentos Consanguíneos 
 
5. EXPLICAR O MECANISMO DE AÇÃO DO HORMÔNIO DE CRESCIMENTO. 
O Hormônio de Crescimento (GH) é secretado pela hipófise, liberado na circulação 
e liga-se a receptores nos tecidos-alvo com o objetivo de crescimento de todo o 
corpo humano através da sua ação interventiva na formação proteica, 
multiplicação celular e diferenciação celular. Este hormônio é constituído por uma 
cadeia única de 198 aminoácidos com duas pontes dissulfídricas internas, sendo a 
glicina o aminoácido mais importante para a atividade biológica do GH. 
O Sistema do GH é constituído pela molécula do hormônio de crescimento (GH), 
pelo receptor para o hormônio de crescimento (GHR) e pela proteína carreadora 
do hormônio de crescimento (GHBP), correspondente à porção extracelular do 
GHR. 
Dois genes principais estão relacionados com a síntese do hormônio do 
crescimento: o gene normal do GH (GH-N ou GH-1, growth hormone-normal gene), 
expresso na hipófise, e o gene variante do GH (GH-V ou GH-2, growth 
hormonevariant gene) expresso na placenta e detectável na circulação somente 
durante a gravidez ou lactação. 
O GH é um hormônio produzido pelos somatotrofos no lobo anterior da hipófise e 
liberada de maneira pulsátil, sendo sua secreção modulada por vários fatores, tais 
como hormônio hipotalâmico liberador de GH (GHRH),hormônio hipotalâmico 
inibidor da secreção de GH (somatostatina – SM), grelina, glicocorticoides, ácidos 
graxos, glicose, insulina, hormônios esteroides, estado nutricional, composição 
corporal e idade. 
A somatostatina exerce um efeito inibitório, enquanto o GHRH e a ghrelina 
estimulam a secreção de GH por intermédio de receptores específicos distintos 
acoplados à proteína G. 
Os receptores para o hormônio de crescimento (GHRs) pertencem à família dos 
receptores de citocinas, apresentando um domínio extracelular, uma porção 
transmembranária e um domínio citoplasmático. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Após a ligação do GH ao seu receptor, ocorre dimerização do GHR, fato este 
essencial para a transdução do sinal intracelular, que se inicia a partir da 
fosforilação de um resíduo de tirosina, por meio de proteínas acopladas ao GHR, 
como a janus tirosina quinase 2 (JAK2) e de resíduos do domínio intracelular do 
GHR. 
A ligação resulta no engajamento de diversas proteínas de sinalização intracelular, 
incluindo os STAT (signal transducters and activators of transcription) -1, -3 e -5, e 
componentes da via das MAP (mitogen-activated protein) quinases. A fosforilação 
do STAT-5 é importante nas ações somatotróficas do GH, pois participa da 
regulação da secreção do IGF-I e da IGFBP-3. 
O GH tem ação anabólica, ao estimular o crescimento tecidual, e metabólica, 
alterando o fluxo, a oxidação e o metabolismo de praticamente todos os 
nutrientes na circulação. O GH exerce sua função de maneira direta, através da 
ligação aos GHrs, ou indiretamente, através síntese dos fatores de crescimento 
semelhantes à insulina (IGF) e de suas proteínas transportadoras plasmáticas 
(IGFBP). 
As ações diretas do GH são antagonistas aos efeitos provocados pela insulina. Ele 
aumenta a concentração de glicose circulante e, consequentemente, estimula a 
liberação de mais insulina para manter a glicemia adequada. São justamente esses 
efeitos que caracterizam o GH como um hormônio “diabetogênico”. 
Com isso, o GH diminui as vias catabólicas da glicose e estimula sua captação em 
vários tecidos, aumento da lipólise e da oxidação de ácidos graxos no tecido 
adiposo e na musculatura esquelética e cardíaca e estímulo para glicogenólise 
para no fígado, ou seja, aumento da produção de glicose. 
Entre os efeitos indiretos do GH, o mais importante é a modulação da síntese do 
IGF-1. O IGF-1, que antigamente era chamado de somatomedina C, é o grande 
mediador dos efeitos anabólicos durante o pico de crescimento na adolescência. 
A principal fonte de IGF-1 na circulação é o fígado. No entanto, atualmente sabe-
se que diversos tecidos são capazes de sintetizar fatores de crescimento locais, 
incluindo o IGF-1. 
Seja direta ou indiretamente, o GH age promovendo aumentos de síntese protéica, 
elevação da mobilização de lipídeos para produção de energia e redução da 
utilização da glicose. 
6. RELACIONAR ENDOGAMIA E MUTAÇÕES GENÉTICAS. 
Na endogamia, temos o cruzamento de indivíduos aparentados em virtude de um 
ancestral comum. O cruzamento entre parentes é denominado cruzamento 
consanguíneo, termo do latim que significa “do mesmo sangue”. A reprodução 
endogâmica é rara em populações humanas, e a incidência depende da cultura e 
etnia das populações. As restrições ocorrem, pois, a endogamia tende a produzir 
mais crianças doentes e debilitadas que em um casamento de indivíduos sem 
parentesco, havendo maior chance de que filhos de um casamento consanguíneo 
sejam homozigotos para um alelo recessivo prejudicial. 
Os efeitos da endogamia também são evidentes em espécies experimentais, nas 
quais é possível promover o cruzamento consanguíneo, geração após geração, 
para criar uma linhagem endogâmica. Tais linhagens são puras geneticamente, 
porém, muitas vezes são menos vigorosas, gerando o que chamamos de perda 
endogâmica. 
Quando dois organismos intimamente relacionados se acasalam, seus 
descendentes têm um nível mais alto de homozigose : em outras palavras, uma 
chance maior de que os descendentes recebam alelos idênticos de sua mãe e 
pai. Em contraste, a heterozigosidade ocorre quando a prole 
recebe alelos diferentes . As características dominantes são expressas quando 
apenas uma cópia de um alelo está presente, enquanto as características 
recessivas requerem duas cópias de um alelo para serem expressas. 
A homozigose aumenta com as gerações subsequentes, de modo que traços 
recessivos que poderiam ser mascarados podem começar a aparecer como 
resultado de endogamia repetida. Uma consequência negativa da endogamia é 
que ela torna mais provável a expressão de características recessivas 
https://www.greelane.com/link?to=homozygous-a-genetics-definition-373470&lang=pt&alt=https://www.thoughtco.com/homozygous-a-genetics-definition-373470&source=inbreeding-definition-effects-4171861
https://www.greelane.com/link?to=allele-a-genetics-definition-373460&lang=pt&alt=https://www.thoughtco.com/allele-a-genetics-definition-373460&source=inbreeding-definition-effects-4171861
https://www.greelane.com/link?to=heterozygous-definition-373468&lang=pt&alt=https://www.thoughtco.com/heterozygous-definition-373468&source=inbreeding-definition-effects-4171861
https://www.greelane.com/link?to=genetic-dominance-373443&lang=pt&alt=https://www.thoughtco.com/genetic-dominance-373443&source=inbreeding-definition-effects-4171861
indesejáveis. No entanto, o risco de manifestar uma doença genética, por exemplo, 
não é muito alto, a menos que a endogamia continue por várias gerações. 
O outro efeito negativo da endogamia é a redução da diversidade genética. A 
diversidade ajuda os organismos a sobreviverem às mudanças no ambiente e a se 
adaptarem ao longo do tempo. Organismos endogâmicos podem sofrer do que é 
chamado de aptidão biológica reduzida. 
O risco de uma criança desenvolver um distúrbio autossômico recessivo aumenta 
com a endogamia. Portadores de um distúrbio recessivo podem não saber que 
possuem um gene mutado porque são necessárias duas cópias de um alelo 
recessivo para a expressão do gene. Por outro lado, distúrbios autossômicos 
dominantes são vistos nos pais, mas podem ser eliminados por endogamia se os 
pais carregarem o gene normal. Exemplos de defeitos observados com endogamia 
incluem: 
• Fertilidade reduzida 
• Taxa de natalidade reduzida 
• Maior mortalidade infantil e infantil 
• Tamanho adulto menor 
• Função imunológica reduzida 
• Aumento do risco de doenças cardiovasculares 
• Aumento da assimetria facial 
• Aumento do risco de doenças genéticas 
Exemplos de distúrbios genéticos específicos associados à endogamia incluem 
esquizofrenia, malformação de membros, cegueira, doença cardíaca congênita e 
diabetes neonatal. 
A Casa de Habsburgo pode ser o melhor exemplo dos efeitos da endogamia em 
humanos. A dinastia espanhola dos Habsburgos durou seis séculos, em grande 
parte devido a casamentos consanguíneos . O último governante da linha, Carlos II 
da Espanha, apresentou vários problemas físicos e não conseguiu produzir um 
herdeiro. Especialistas acreditam que a consanguinidade levou à extinção da 
linhagem real . 
7. ESTUDAR O MECANISMO DE AÇÃO DO CORTISOL E DO TSH. 
O cortisol é um hormônio produzido pela zona fasciculada do córtex da glândula 
adrenal, sendo o principal glicocorticoide encontrado no organismo. 
Sinônimos: Cortisol basal; Cortisol matutino; Cortisol matinal; Cortisol das 8 horas; 
Composto F. 
Sua secreção ocorre em resposta a basicamente três estímulos: hormônio 
adrenocorticotrófico (ACTH), estresse e ritmo circadiano. 
Em situações normais, cerca de 10% do cortisol é encontrado em estado livre, 
estando os outros 90% ligados a proteínas (60% à globulina ligante do cortisol 
[CBG] e 30% à albumina), apresentando uma meia-vida de aproximadamente 80 a 
100 minutos. Acredita-se que apenas sua forma livre é biologicamente ativa. 
https://www.greelane.com/link?to=consanguinity-and-medieval-marriages-3529573&lang=pt&alt=https://www.thoughtco.com/consanguinity-and-medieval-marriages-3529573&source=inbreeding-definition-effects-4171861http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0005174
http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0005174
Sua concentração plasmática exibe um ritmo circadiano, com pico entre 4 e 8 
horas da manhã e nadir à noite, entre 23 e 00 horas. 
Ele é capaz de autorregular sua secreção, através de um efeito de 
retroalimentação negativa no eixo hipotálamo-hipófise, coibindo a liberação pela 
hipófise do ACTH. 
A secreção do hormônio adrenocorticotrófico, por sua vez, é estimulada pelo 
hormônio liberador da corticotrofina (CRH), que é produzido pelo hipotálamo. 
O cortisol está envolvido em diferentes processos metabólicos, como 
gliconeogênese, síntese e redistribuição de gordura, metabolismo de proteínas, 
efeitos celulares e teciduais, etc. 
Provas funcionais/testes de estímulo ou supressão podem ser solicitadas para 
complementação e melhor interpretação dos resultados. 
Causas de Aumento: 
✓ Hipersecreção adrenocortical; 
✓ Hiperplasia adrenal cortical; 
✓ Adenoma adrenal cortical; 
✓ Carcinoma adrenal; 
✓ Adenoma hipofisário produtor de ACTH; 
✓ Tumor ectópico produtor de ACTH; 
✓ Doença adrenocortical nodular pigmentada primária (PPNAD); 
✓ Síndrome de Cushing; 
✓ Estresse; 
✓ Depressão; 
✓ Alcoolismo; 
✓ Anorexia nervosa; 
✓ Infecção; 
✓ Trauma; 
✓ Cirurgia; 
✓ Hemorragia; 
✓ Hipoglicemia; 
✓ Gravidez; 
✓ Drogas (esteroides, anticoncepcionais orais). 
✓ Diminuição: 
✓ Falência ou destruição hipofisária; 
✓ Insuficiência hipotalâmica; 
✓ Síndromes adrenogenitais; 
✓ Insuficiência adrenal primária e secundária; 
✓ Doença de Addison; 
✓ Hiperplasia adrenal congênita; 
✓ Interrupção abrupta do uso de glicocorticoides exógenos. 
Produzido e secretado pela hipófise anterior (adenoipófise), o hormônio 
estimulador da tireoide (TSH) tem a capacidade de induzir todas as etapas da 
hormoniogênese e secreção dos hormônios tireoidianos, fundamentais para o 
adequado funcionamento de outros órgãos. 
Sinônimos: TSH ultrassensível; TSH us; TSH-us; TSH hs; TSH-hs; Hormônio 
estimulador da tireoide; Hormônio estimulante da tireoide; Hormônio 
tireoestimulante; Hormônio tireoestimulador; Tireotropina; Tireotrofina. 
O TSH é uma glicoproteína composta por 2 subunidades: a alfa e a beta. Sua 
subunidade alfa apresenta similaridade com a encontrada no hormônio 
foliculestimulante (FSH), hormônio luteinizante (LH) e na gonadatrofina coriônica 
humana (HCG). Já a beta é a subunidade que confere sua atividade biológica 
específica, distinguindo o TSH desses outros hormônios. 
Sua secreção é inibida fisiologicamente pelos aumentos das concentrações de T4 
(tiroxina) e T3 (tri-iodotironina) (feedback negativo). Por outro lado, ela é 
estimulada diretamente pelo TRH (hormônio liberador de tireotrofina), que, por 
sua vez, é produzido pelo hipotálamo. 
Suas concentrações apresentam uma variação circadiana, com pico sérico durante 
a noite e nadir no período entre as 10h00 e 16h00. Quando o eixo hipotalâmico-
hipofisário está funcionando dentro dos limites da normalidade, ocorre uma 
relação inversa entre os níveis de TSH e T4 livre. 
O TSH é considerado o teste laboratorial isolado mais importante para determinar 
e avaliar a função tireoidiana, sendo o parâmetro mais sensível para o diagnóstico 
dos distúrbios tireoidianos primários. Suas concentrações se alteram antes mesmo 
de acontecer mudanças nos níveis séricos dos hormônios livres (T3L e T4L). 
Aumento: Hipotireoidismo primário, hipotireoidismo subclínico, hipotireoidismo 
congênito, hipertireoidismo causado por tumor hipofisário produtor de TSH, 
resistência hipofisária aos hormônios da tireoide, doenças não tireoidianas (NTI), 
drogas (Lítio, Metimazol, Propiltiouracil, Valproato, Amiodarona, Clorpromazina, 
Haloperidol, Propranolol, contrastes radiológicos iodados, antagonistas da 
dopamina). 
Diminuição: Hipertireoidismo primário, hipertireoidismo subclínico, hipotireoidismo 
secundário ou terciário, administração em excesso de hormônio tireoidiano, no 
pós-operatório, radioterapia ou uso de Octreotida nos casos de tratamento de 
tumores hipofisários produtores de TSH, drogas (glicocorticoides, Levodopa, 
Dopamina, tiroxina exógena, agonistas da dopamina, Piridoxina, Amiodarona), 
estresse, doenças não tireoidianas (NTI).

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