Logo Passei Direto
Buscar

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

ANOTAÇÕES CAP. 2 – O REFLEXO APRENDIDO: CONDICIONAMENTO 
PAVLOVIANO - PCPS BÁSICOS DE ANÁLISE DO COMPORTAMENTO 
GLOSSÁRIO TERMINOLÓGICO 
Biofeedback: Instrumento ou medida utilizada em intervenções psicológicas 
clínicas para fornecer informações (feedback) aos indivíduos sobre 
alterações em suas medidas fisiológicas, como batimentos cardíacos, 
respiração, temperatura e condução elétrica da pele. 
Condicionamento de ordem superior: Processo de aprendizagem em que 
um estímulo previamente neutro passa a eliciar uma resposta condicionada 
por ter sido emparelhado a um estímulo condicionado (que já eliciava a 
resposta), e não a um estímulo incondicionado. 
Condicionamento pavloviano (clássico ou respondente): Forma de 
aprendizagem na qual um estímulo previamente neutro passa a eliciar uma 
resposta (agora chamada de condicionada) após ter sido emparelhado com 
um estímulo incondicionado. É essencialmente a aprendizagem de um novo 
reflexo. 
Contracondicionamento: Técnica de intervenção que consiste em 
emparelhar um estímulo condicionado a um novo estímulo que elicie uma 
resposta contrária à original (por exemplo, emparelhar um estímulo que 
causa ansiedade a algo que produz relaxamento). 
Dessensibilização sistemática: Técnica derivada da generalização 
respondente que divide o procedimento de extinção de um reflexo em 
pequenos passos, construindo-se uma escala ordenada (hierarquia) e 
expondo o indivíduo a variações do estímulo fóbico, da menor à maior 
magnitude de medo, até que o estímulo original não cause mais a resposta. 
Emparelhamento de estímulos: Procedimento de apresentação sequencial 
ou simultânea de dois estímulos (como a apresentação do som de uma 
sineta logo antes de se apresentar comida) com o intuito de produzir um 
condicionamento. 
Estímulo condicionado (CS): Estímulo que passou a eliciar uma resposta 
condicionada unicamente por ter um histórico de emparelhamento com um 
estímulo incondicionado durante o condicionamento respondente. 
Estímulo incondicionado (US): Estímulo que, de maneira independente de 
qualquer aprendizagem prévia, elicia uma resposta inata (incondicionada). 
Estímulo neutro (NS): Estímulo que não tem a capacidade de eliciar uma 
determinada resposta antes de ocorrer o processo de condicionamento. O 
uso deste termo é relativo sempre a uma resposta específica. 
Extinção respondente: O procedimento e processo de diminuição gradual 
da força de um reflexo condicionado pela repetida apresentação do estímulo 
condicionado (CS) sem a presença do estímulo incondicionado (US), fazendo 
com que ele perca sua função eliciadora. 
Generalização respondente: Fenômeno pelo qual estímulos diferentes, mas 
que se assemelham fisicamente (cor, tamanho, textura) ao estímulo 
condicionado original, passam a eliciar também a resposta condicionada. 
Gradiente de generalização: A regra que determina que a força e magnitude 
de uma resposta condicionada diminuem à medida que as semelhanças 
físicas do novo estímulo em relação ao estímulo original também diminuem. 
Hierarquia de ansiedade: Uma escala crescente de estímulos, construída de 
acordo com a magnitude do medo que produzem, que se inicia em estímulos 
leves e progride gradualmente até o estímulo fóbico original na aplicação da 
dessensibilização sistemática. 
Overdose contextual: Situação letal na qual o indivíduo administra uma 
droga em um ambiente diferente do habitual, impedindo que as pistas 
ambientais condicionadas eliciem respostas fisiológicas antecipatórias 
(compensatórias), o que acentua a toxicidade e diminui a tolerância ao 
composto. 
Recuperação espontânea: Fenômeno comportamental no qual a força de 
um reflexo que havia passado por extinção aumenta novamente após a 
passagem de certo tempo, sem que tenham ocorrido novos 
emparelhamentos com o estímulo incondicionado. 
Reflexo condicionado (Aprendido): A relação funcional estabelecida entre 
um estímulo condicionado (CS) e uma resposta condicionada (CR) após uma 
história de aprendizagem. 
Reflexo incondicionado (Inato): A relação funcional de eliciação imediata 
entre um estímulo incondicionado (US) e uma resposta incondicionada (UR), 
surgida na evolução da espécie e ocorrendo independentemente de 
qualquer aprendizagem. 
Resposta condicionada (CR): Resposta comportamental e/ou fisiológica 
eliciada pelo estímulo condicionado (CS); é similar à resposta 
incondicionada, embora existam variações na sua magnitude, duração ou 
latência. 
Resposta incondicionada (UR): A resposta fisiológica ou comportamental 
eliciada naturalmente pelo estímulo incondicionado (US); sua ocorrência 
não depende de uma história de aprendizagem prévia. 
Tolerância: O fenômeno biológico no qual os efeitos das substâncias 
atenuam-se em usuários frequentes, fazendo com que busquem doses 
maiores; explicada, em parte, pelo condicionamento pavloviano, através de 
respostas fisiológicas antecipatórias ao consumo provocadas pelo ambiente 
no qual a droga costuma ser administrada. 
 
 
PRINCIPAIS TÓPICOS 
1) O Reflexo Aprendido: Condicionamento Pavloviano 
Explicação Científica: O condicionamento pavloviano é uma forma de 
aprendizagem na qual um estímulo previamente neutro (NS), após sofrer um 
emparelhamento repetido com um estímulo incondicionado (US) que 
naturalmente elicia uma resposta incondicionada (UR), passa a ter a mesma 
função. Desse modo, o estímulo neutro torna-se um estímulo condicionado 
(CS), passando a eliciar sozinho uma resposta semelhante, chamada de 
resposta condicionada (CR). A descoberta desse reflexo aprendido foi feita 
pelo fisiologista Ivan Petrovich Pavlov ao estudar os reflexos inatos de 
salivação em cães. 
Tradução para o Iniciante: Basicamente, é como o nosso cérebro e corpo 
aprendem a reagir a uma coisa nova porque ela aconteceu junto com algo 
que já mexia conosco. O nosso organismo associa "algo que não significava 
nada" com "algo que causa uma forte reação". Depois de um tempo, só de 
ver aquilo que não significava nada, nosso corpo já dispara a mesma reação. 
Exemplos Didáticos: 
• O clássico do cachorro: Um cachorro saliva (UR) quando vê carne (US). 
Se você tocar um sino (NS) logo antes de dar a carne, várias vezes, o 
cão vai aprender a associação. Em pouco tempo, basta tocar o sino (CS) 
e ele vai babar (CR), mesmo sem ver comida. 
• O medo do dentista: Sentir dor na cadeira do dentista (US) causa 
desconforto e medo natural (UR). O barulho do motorzinho (NS) ocorre 
junto com essa dor. Logo, apenas ouvir o barulho do motor (CS) já fará 
você suar frio e tremer (CR). 
2) Emoções e o Condicionamento (O Caso do Pequeno Albert) 
Explicação Científica: As emoções são, em grande parte, relações entre 
estímulos e respostas (comportamentos respondentes). Se os organismos 
aprendem novos reflexos, eles também podem aprender a emitir respostas 
emocionais diante de novos estímulos. John Watson e Rosalie Rayner 
demonstraram isso experimentalmente em 1920, pegando um reflexo inato 
(barulho estridente = medo) e o emparelhando sistematicamente à presença 
de um rato albino. O bebê, que antes era neutro ao rato, desenvolveu um 
reflexo condicionado de medo em relação ao animal. 
Tradução para o Iniciante: Sabe aquele medo inexplicável ou aquela alegria 
sem sentido que você sente do nada? A psicologia explica! Muitas das nossas 
emoções (boas ou ruins) não são racionais ou "escolhidas". O corpo 
simplesmente reage por causa da nossa história de vida. Nós aprendemos a 
sentir essas coisas de forma automática. É por isso que apenas explicar para 
alguém que "não há motivos para ter medo" não costuma adiantar nada. 
Exemplos Didáticos: 
• Você teve o seu primeiro beijo ouvindo uma determinada música no 
rádio. Hoje, só de ouvir essa música, seu coração palpita e você sente 
um "friozinho na barriga". 
• Alguém bateu o carro enquanto dirigia sob chuva forte. O medo intenso 
da batida ficou associado à chuva. Hoje, sempreque chove, a pessoa 
sente pânico de entrar no carro. 
3) Generalização Respondente e Gradiente de Generalização 
Explicação Científica: A generalização respondente é um fenômeno no qual, 
após o condicionamento de um reflexo, estímulos diferentes, mas que se 
assemelham fisicamente (cor, tamanho, textura) ao estímulo condicionado 
original, passam a eliciar também a resposta condicionada. Existe, no 
entanto, um gradiente de generalização: as propriedades da resposta 
eliciada (magnitude, duração e latência) dependem do grau de semelhança. 
Quanto menos parecido o novo estímulo for com o original, menor será a 
magnitude do medo. 
Tradução para o Iniciante: Quando você desenvolve um reflexo automático 
(como um medo ou nojo) por uma coisa específica, seu cérebro "espalha" 
esse medo para tudo o que for visualmente ou fisicamente parecido com a 
coisa original, por precaução. E quanto mais parecido for, maior será sua 
reação. 
Exemplos Didáticos: 
• No experimento do bebê Albert, após aprender a ter medo do rato 
branco, ele passou a chorar de medo também quando via um coelho 
branco, cachorros brancos e até uma máscara de Papai Noel com barba 
branca. 
• Se você foi atacado por um pastor alemão e criou fobia, um pastor 
alemão vai gerar 100% de terror em você. Um poodle pode gerar 30% 
de terror, e um cãozinho de pelúcia na estante pode gerar só um leve 
desconforto. Isso é o gradiente de generalização. 
4) Extinção Respondente e Recuperação Espontânea 
Explicação Científica: A extinção respondente é o processo de diminuição 
gradual da força de um reflexo condicionado através da repetida 
apresentação do estímulo condicionado (CS) sem a presença do estímulo 
incondicionado (US), até que ele perca sua função eliciadora. Já a 
recuperação espontânea é o fenômeno em que a força desse reflexo, após 
ter sido extinto, aumenta novamente sem que tenham ocorrido novos 
emparelhamentos, simplesmente pela passagem de tempo. 
Tradução para o Iniciante: Extinção é o "desaprender". É quando você 
encara algo que te causa medo repetidas vezes e percebe que nada de ruim 
acontece; logo, o medo vai sumindo. Mas o cérebro gosta de pregar peças. 
Às vezes, muito tempo depois de você achar que curou aquele trauma, ao 
entrar em contato com a situação de novo, o medo ressurge "do nada" — 
isso é a recuperação espontânea. 
Exemplos Didáticos: 
• Se um personagem (como Sheldon Cooper) foge constantemente do 
pássaro que teme, o medo não se extingue. Mas se ele precisa ficar 
horas interagindo no mesmo ambiente com o pássaro, sem ser bicado 
(US), o medo deixará de ocorrer (extinção). 
• Você fez o cão parar de babar pelo sino (extinção). Semanas depois, 
você toca o sino uma vez e ele baba fracamente. O reflexo tentou 
"voltar à vida" sozinho (recuperação espontânea). 
5) Contracondicionamento e Dessensibilização Sistemática 
Explicação Científica: São técnicas clínicas para atenuar as reações aos 
estímulos aversivos sem forçar uma extinção brutal. O 
contracondicionamento consiste em condicionar uma resposta contrária 
àquela produzida pelo CS (por exemplo, emparelhar um CS que gera 
ansiedade a um novo estímulo que elicie relaxamento). A dessensibilização 
sistemática, derivada da generalização respondente, divide o procedimento 
de extinção em pequenos passos. Constrói-se uma "hierarquia de 
ansiedade" (escala crescente de estímulos) e o indivíduo é exposto a 
variações do estímulo fóbico, do mais fraco ao mais forte, extinguindo 
gradativamente as respostas. 
Tradução para o Iniciante: Se alguém tem fobia de aranha, não podemos 
trancar essa pessoa em um quarto cheio delas. O susto pode ser tão grande 
que o trauma piora! Em vez disso, nós misturamos a aranha com algo muito 
gostoso e relaxante (contracondicionamento) ou vamos muito devagar: 
primeiro mostramos o desenho de uma aranha feliz, depois a foto de uma 
teia, depois uma aranha de longe... um passo de cada vez (dessensibilização). 
Exemplos Didáticos: 
Contracondicionamento: A criança chora ao ver um rato de laboratório. O 
psicólogo toca uma canção de ninar que acalma a criança toda vez que o rato 
aparece. A criança passa a sentir o relaxamento no lugar da ansiedade. 
Dessensibilização: Para perder o medo de cães, a escala seria: 
 1) ver foto de cachorro 
2) tocar num urso de pelúcia em formato de cachorro 
3) observar um cão calmo de longe, até chegar a 
4) interagir normalmente com um cão 
6) Condicionamento Pavloviano de Ordem Superior 
Explicação Científica: É o processo em que um estímulo previamente neutro 
(NS) passa a eliciar uma resposta condicionada como resultado de seu 
emparelhamento a um CS que já elicia a resposta em questão, e não 
diretamente a um estímulo incondicionado (US). Tais processos criam 
reflexos de segunda, terceira ordem, etc. É importante ressaltar que quanto 
mais alta for a ordem do condicionamento, menor será a força (magnitude) 
do reflexo. 
Tradução para o Iniciante: É um reflexo que funciona "por tabela". Você 
emparelha uma coisa nova a outra coisa que VOCÊ JÁ TINHA APRENDIDO a 
reagir antes. É como se a associação perdesse a força original aos 
pouquinhos a cada novo elo dessa corrente, mas ainda funciona! 
Exemplos Didáticos: 
• Imagine que um cachorro aprendeu a babar com o som do sino (CS de 
1ª ordem). O professor então pega uma placa preta (neutra) e mostra 
antes de tocar o sino, sem comida nenhuma. O cão vai aprender que 
placa preta -> sino -> babar. Logo, ele babará só para a placa preta. A 
placa é o CS de 2ª ordem. 
• Você conheceu seu amor e os beijos e carinhos (US) geraram extremo 
prazer (UR). A música que tocava ficou gravada no seu cérebro 
causando as mesmas emoções positivas (CS 1ª ordem). Meses depois, 
a foto da capa do álbum daquela banda é associada à música, gerando 
sensações gostosas sem a música (CS 2ª ordem). 
7) Fatores que influenciam a Aprendizagem Condicionada 
Explicação Científica: Apenas colocar dois estímulos juntos não garante o 
condicionamento. Alguns fatores aumentam as chances e a magnitude do 
reflexo aprendido: 
Tipo de emparelhamento: Respostas mais fortes surgem quando o neutro 
(NS) precede e permanece durante o estímulo incondicionado (US). Inverter 
a ordem enfraquece o condicionamento. 
Intensidade do estímulo incondicionado: Um US mais potente (forte) leva a 
um condicionamento mais veloz, embora não ocorra de maneira ilimitada. 
Grau de predição: O NS deve sinalizar concretamente que o US irá ocorrer 
(preditividade). Se o NS falha frequentemente em prever o US, a força do 
condicionamento é baixíssima. 
Tradução para o Iniciante: Aprender um reflexo não é mágica, precisa de 
regrinhas para o cérebro entender: a pista (aviso) tem que vir antes do 
evento, e não depois; eventos mais extremos (um choque forte) ensinam o 
cérebro muito mais rápido do que algo sem graça; e o aviso nunca pode 
mentir (se o aviso tocar e nada acontecer várias vezes, o cérebro desiste de 
aprender). 
Exemplos Didáticos: 
• Se um sino toca sempre 1 segundo antes da ração cair no pote, o cão 
aprende muito rápido. Se você tocar o sino meia hora depois dele 
comer, ele nunca fará a conexão. 
• Se o aviso luminoso diz que você vai tomar uma agulhada pesada (alta 
intensidade), na primeira vez você já vai ter medo da luz. Se o aviso 
luminoso diz que você vai tomar só uma brisa fraquinha no olho, vai 
demorar dias para o seu cão ou você ligar uma coisa à outra. 
• Um barulho é a garantia de comida (100% de predição). O animal 
aprende a salivar na hora. Outro barulho só vem seguido de comida às 
vezes sim, às vezes não (50%). O animal mal vai ligar para esse segundo 
som. 
8) Tolerância e Overdose Contextual 
Explicação Científica: O condicionamento se estende aos efeitos sistêmicos. 
Quando uma droga é consumida repetidamente no mesmo ambiente, as 
pistas ambientais tornam-se CS e eliciam respostas fisiológicas 
antecipatórias/compensatórias da drogano organismo do dependente. 
Como o corpo "combate" os efeitos antecipadamente, o usuário desenvolve 
Tolerância, precisando de doses maiores. A Overdose Contextual ocorre 
quando esse indivíduo altamente tolerante injeta a droga em um ambiente 
desconhecido. Por não ter as pistas ambientais condicionadas para ativar a 
compensação, o organismo sofre o impacto pleno da droga, resultando em 
mortes sem que a dose usual tenha sido aumentada. 
Tradução para o Iniciante: Esse é um assunto seríssimo em biologia. Nosso 
corpo é inteligente e luta contra os entorpecentes. Quando um viciado 
sempre usa a droga no mesmo quarto escuro, o simples fato de entrar no 
quarto faz o cérebro se preparar e diminuir o efeito da droga (isso faz a 
pessoa ter que aumentar a dose). Mas, se um dia o viciado for usar essa dose 
monstruosa na rua ou num hotel novo, o cérebro não recebe o "aviso" do 
quarto escuro, não se prepara e a pessoa sofre uma overdose fulminante. 
Exemplos Didáticos: 
Experimento letal com ratos (Siegel e cols., 1982): Ratos eram acostumados 
com heroína no biotério. Quando receberam uma dose enorme no mesmo 
local onde sempre se drogavam, a taxa de morte foi de apenas 32,4%. 
Quando pegaram os ratos que tinham o mesmo costume e aplicaram no 
meio de um ambiente novo (uma sala com chiado), a mortalidade subiu 
assustadoramente para 64,3%, provando que o ambiente "salvava" parte 
deles ao causar reações antecipatórias à química letal.

Mais conteúdos dessa disciplina