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07/05/2021 Versão para impressão 1/15 Segurança do Trabalho Classes de incêndio A classificação de incêndio tem como objetivo avaliar a periculosidade dos materiais envolvidos em possíveis ocorrências de incêndios e suas propriedades, para desta maneira ser utilizado o agente extintor adequado ao seu combate, levando em consideração as particularidades de cada sinistro. Essa classificação foi elaborada pela NFPA (National Fire Protection Association) e é aceita internacionalmente pelos corpos de bombeiros, inclusive nas corporações do Brasil e nas instruções vigentes no país. As classes de incêndio, de acordo com a NFPA, são: 07/05/2021 Versão para impressão 2/15 Classe A – Sólidos combustíveis Figura 1 – Simbologia para classe de incêndio é representada na cor verde Fonte: Acesso em: 2 set. 2020. São os incêndios que ocorrem em materiais fibrosos ou combustíveis sólidos. Esses materiais apresentam duas propriedades: queimam em razão do seu volume, ou seja, em superfície e profundidade, e deixam resíduos (cinzas ou brasas). Portanto, o método mais indicado para a extinção deste tipo de incêndio é o resfriamento. Alguns exemplos deste tipo de materiais: madeira, papel, borracha, tecidos, algodão, estopa, entre outros. 07/05/2021 Versão para impressão 3/15 Classe B – Líquidos e gases combustíveis Figura 2 – Simbologia para classe de incêndio é representada na cor vermelha Fonte: Acesso em: 2 set. 2020. São os incêndios que ocorrem em combustíveis líquidos ou gases combustíveis. Esses materiais apresentam duas propriedades: a queima é feita pela sua superfície e não deixa resíduos. Assim, geralmente o incêndio neste tipo de material é apagado por abafamento. Alguns exemplos deste tipo de materiais: GLP, óleos, gasolina, butano, entre outros. 07/05/2021 Versão para impressão 4/15 Classe C – Materiais energizados Figura 3 – Simbologia para classe de incêndio é representada na cor azul Fonte: Acesso em: 2 set. 2020. São os incêndios que ocorrem em materiais energizados, e são caracterizados pelo risco de vida que oferecem, pela presença de eletricidade. Para combater este tipo de incêndio deve-se utilizar agentes extintores que não conduzam eletricidade, sendo proibido o uso de água, pois água é uma boa condutora de eletricidade. Alguns exemplos de materiais em que ocorre este tipo de incêndio: transformadores, motores, interruptores etc. Quando um incêndio dessa classe ocorre, um dos primeiros passos é desligar o quadro de força da máquina ou equipamento em questão. Quando desconectado de sua fonte de energia, e se não houver baterias internas ou dispositivos que mantenham o equipamento energizado, o incêndio poderá ser tratado como classe A ou B. 07/05/2021 Versão para impressão 5/15 Classe D – Metais pirofóricos Figura 4 – Simbologia para classe de incêndio é representada na cor amarela Fonte: Acesso em: 2 set. 2020. São os incêndios em metais que inflamam facilmente, como, por exemplo, magnésio, selênio, zinco, entre outros, que são caracterizados pela queima em altas temperaturas e por reagirem com agentes extintores comuns, principalmente os que contêm água – assim, não se deve jogar água ou espuma. Para extinção desse tipo de incêndio é necessário o uso de pós especiais que atuarão por abafamento, quebrando a reação em cadeia. 07/05/2021 Versão para impressão 6/15 Quando ocorre um incêndio, é fundamental saber como extingui-lo. Como são necessários quatro elementos para que a combustão exista, consequentemente terão de existir métodos que irão atuar sobre um ou mais destes elementos para que se atue sobre o fogo para que ele seja extinto. Desta forma, acompanhe a seguir os métodos de extinção do incêndio. Classe K – Óleos e gorduras Figura 5 – Simbologia para classe de incêndio é representada na cor preta Fonte: Acesso em: 2 set. 2020. São os incêndios envolvendo banha, gordura e óleos, como, por exemplo, os que acontecem em ambientes de cozinhas industriais. Neste tipo de incêndio, não se deve usar água como método de extinção, pois pode-se gerar explosões e ferir quem estiver próximo. O método mais indicado para combater o incêndio nessa classe é o abafamento. Como se trata de um incêndio que envolve líquidos inflamáveis, o combate deve ser feito da mesma forma que nos incêndios de classe B. 07/05/2021 Versão para impressão 7/15 Métodos de extinção Levando em consideração o tetraedro do fogo e seus componentes, os métodos de extinção levam em consideração a eliminação de um ou mais dos elementos que compõem o fogo. De maneira didática, se um dos lados do tetraedro for quebrado, a combustão será extinta. Conheça os métodos de extinção. 07/05/2021 Versão para impressão 8/15 Classe A – Resfriamento No resfriamento, conforme ilustrado na figura 6, é utilizado o agente extintor (normalmente água em forma de jatos) de forma que ele absorva mais calor do que o incêndio é capaz de produzir. Figura 6 – Resfriamento. Fonte: . Este método é o mais utilizado no combate a incêndio, porque o principal agente extintor é a água. Nesse método, a temperatura do combustível que queima é reduzida, diminuindo consequentemente o calor e a liberação dos gases inflamáveis. A figura 7 a seguir demonstra a eliminação do calor do tetraedro do fogo. 07/05/2021 Versão para impressão 9/15 Figura 7 – Retirada do calor. Fonte: adaptado de: . 07/05/2021 Versão para impressão 10/15 Abafamento O abafamento, conforme mostra a figura 8, é a interrupção do comburente da reação. Podem ser utilizados inúmeros agentes extintores com esta finalidade, como, por exemplo, areia, terra, cobertor antichama, vapor d’água, espumas, pós, gases especiais etc. Figura 8 – Abafamento Fonte: . Assim, quando não há comburente (ex.: o oxigênio), não há combustão, conforme é possível perceber na figura 9. Mas existe uma exceção à esta regra, que são os elementos que apresentam oxigênio em sua composição e que o liberam durante a queima, isto é, que independem de comburente externo, como, por exemplo, os peróxidos orgânicos e o fósforo branco. 07/05/2021 Versão para impressão 11/15 Figura 9 – Retirada do comburente. Fonte: . 07/05/2021 Versão para impressão 12/15 Isolamento É a retirada do material combustível que ainda não queimou ou, ainda, a separação do combustível que ainda queima. Desta forma, sem a presença do combustível, a combustão se encerrará por falta do que consumir. Como exemplos, podemos citar o fechamento de válvula ou interrupção de vazamento de combustível líquido ou gasoso; a retirada de materiais combustíveis do ambiente em chamas; a realização de aceiros (faixa de terra aberta em volta da área que está sendo queimada ou que se deseja proteger, mantida livre de vegetação, com capina ou poda, que impede a invasão do fogo); entre outros. As figuras 10 e 11 representam esse método de extinção. Figura 10 – Aceiro. Fonte: PLANTIER, R. D. Aceiro: Características gerais. Disponível em: . 07/05/2021 Versão para impressão 13/15 Figura 11 – Retirada do material combustível. Fonte:content/uploads/2017/02/Cartilha_de_Orientacao.pdf>. 07/05/2021 Versão para impressão 14/15 De acordo com a NR-23, é responsabilidade do empregador a adoção de medidas de prevenção de incêndio, de acordo com a legislação estadual e com as normas técnicas aplicáveis a seu empreendimento. Assim, o conhecimento das classes de incêndio facilita a seleção da estratégia mais adequada para a extinção de determinado incêndio. Ou seja, cada classe requer um método de extinção apropriado. Extinção química Este processo tem como objetivo a combinação de um agente químico específico com a mistura inflamável (vapores liberados do combustível e comburente), cujo objetivo é tornar essa mistura não inflamável. Assim, este método não atua diretamente em um determinado elemento do fogo, mas na reação em cadeia como um todo, conforme ilustrado na figura 12. Figura 12 – Quebra da reação em cadeia. Fonte: adaptado de: . 07/05/2021 Versão para impressão 15/15 Cabe citar que em uma empresa estas informações referentes às classes e aos métodos de extinção de incêndio, ao uso de equipamentos de combate a incêndio, aos conhecimentos básicos em primeiros socorros e aos principais procedimentos de emergência podem ser fornecidas a todos os trabalhadores pela equipe do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT. Especificamente, com relação ao profissional técnico em segurança do trabalho, suas responsabilidades são de grande escala. Como este profissional normalmente detém informações precisas sobre os riscos presentes em todos os setores da empresa e sobre o equipamento de combate a incêndio, ele se torna responsável por realizar a estruturação do grupo, conforme a necessidade de cada emergência. Outro fator de extrema importância que pode ser desempenhado pelo técnico em segurança do trabalho é manter uma comunicação com o Corpo de Bombeiros e a Policia Militar, além do contato com entidades externas para auxiliar em caso de sinistro.