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Instabilidade e Quedas em Idosos - Resumo

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Instabilidade e Quedas em Idosos
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## Resumo sobre Instabilidade Postural, Quedas, Imobilidade, Osteoporose e Violência contra o IdosoEste material aborda aspectos fundamentais relacionados à saúde do idoso, focando em cinco grandes objetivos: instabilidade postural e alterações do equilíbrio e da marcha; quedas; imobilidade e síndrome da imobilidade; osteoporose; e violência contra o idoso. Cada tema é explorado detalhadamente, destacando causas, consequências, avaliações clínicas, tratamentos e estratégias preventivas.### Instabilidade Postural, Alterações do Equilíbrio e da MarchaA instabilidade postural é um problema comum e grave na população idosa, pois compromete a autonomia e a mobilidade, aumentando a dependência para as atividades diárias. Ela é frequentemente resultado da interação de múltiplas doenças e pode ser definida como uma tendência aumentada a quedas. O equilíbrio, um processo automático e inconsciente, depende da integração funcional do sistema vestibular, da visão e do sistema proprioceptivo. Com o envelhecimento, há declínio dessas funções, como a redução do reflexo vestíbulo-ocular e da acuidade visual, o que aumenta a suscetibilidade à tontura e ao desequilíbrio.A marcha também sofre alterações com a idade, pois depende da integridade dos sistemas neurológico, musculoesquelético e cardiovascular. Características típicas da marcha do idoso incluem perda do balanço normal dos braços, diminuição da rotação pélvica e do joelho, passos mais curtos, postura com a pelve rodada anteriormente e a bacia ligeiramente fletida. O ciclo normal da marcha compreende duas fases: a fase de apoio, que inicia com o contato do calcanhar no solo e termina com a impulsão pelos dedos, e a fase de oscilação, que corresponde ao movimento da perna livre. Na marcha normal, o corpo permanece ereto, a cabeça centrada e os braços balançam livremente. No idoso, as alterações sensoriais e motoras aumentam a vulnerabilidade a quedas e desequilíbrios.### Quedas: Definição, Causas, Avaliação e ConsequênciasQueda é definida como o evento em que a pessoa inadvertidamente vai ao solo ou a um nível inferior, podendo estar consciente ou inconsciente, com ou sem lesão. A incidência de quedas aumenta com a idade e está relacionada ao estado funcional do indivíduo. Pessoas mais saudáveis caem menos, enquanto aquelas com histórico de quedas têm maior risco de novos episódios. As quedas podem ser explicáveis, como escorregões ou síncopes, ou inexplicáveis, sem causa aparente. Elas também podem ser acidentais ou não, e causar ou não lesões.As complicações das quedas são graves e incluem:- **Morte**, principalmente em idosos acima de 65 anos, frequentemente associada a fraturas de colo femoral.- **Lesões**, com alta incidência em pacientes institucionalizados, destacando-se as fraturas de colo femoral.- **Medo de quedas**, conhecido como “síndrome de ansiedade pós-quedas”, que pode levar à restrição de atividades, isolamento social, ansiedade e depressão.- **Permanência prolongada no solo após a queda**, aumentando o risco de desidratação, pneumonia, úlceras de decúbito e morte.As causas das quedas são multifatoriais, incluindo fatores associados ao envelhecimento (lentidão, diminuição da capacidade de dividir atenção), doenças específicas (epilepsia, Parkinson, neuropatias, síncope cardiogênica, demências), déficits sensoriais múltiplos, uso de medicamentos (especialmente benzodiazepínicos) e doenças cerebrovasculares.A avaliação clínica das quedas deve considerar as circunstâncias do evento, história clínica detalhada, exame físico focado nos sistemas cardiovascular, neurológico e musculoesquelético, além de testes específicos para avaliar o equilíbrio e a mobilidade, como o teste de Romberg, teste do alcance funcional e o “get-up and go test”. A pressão arterial deve ser aferida em diferentes posições para detectar hipotensão postural, comum em idosos.O manejo das quedas envolve tratamento das lesões, avaliação das causas e intervenções individualizadas. A prevenção inclui modificação ambiental, ajuste ou suspensão de medicamentos psicotrópicos, controle da hipotensão postural, cuidados com os pés e calçados, exercícios de equilíbrio, força e marcha, suplementação de vitamina D, correção cirúrgica de catarata e uso de protetores de quadril em instituições.### Imobilidade e Síndrome da ImobilidadeA imobilidade é a supressão dos movimentos articulares, resultando na incapacidade de mudar de posição ou se locomover. A síndrome da imobilidade (SI) é um conjunto de sinais e sintomas decorrentes da imobilização, que prejudica a independência, leva à incapacidade, fragilidade e pode culminar em morte. O diagnóstico da SI baseia-se em critérios maiores (déficit cognitivo médio a grave e múltiplas contraturas) e menores (sofrimento cutâneo, úlceras de decúbito, disfagia, incontinência dupla e afasia).As causas da imobilidade são variadas, mas todas levam a um ciclo vicioso de equilíbrio precário, quedas, limitação da marcha, perda da independência e complicações graves. A imobilidade, mesmo por períodos curtos, provoca alterações negativas nos sistemas cardiovascular, osteomuscular, respiratório e metabólico, além de afetar o estado psíquico, com depressão, apatia e ansiedade.As complicações tegumentares incluem micoses, xerose, lacerações, dermatite amoniacal e úlceras de decúbito, que surgem devido à pressão prolongada sobre tecidos, causando isquemia e necrose. No sistema esquelético, a falta de mobilidade reduz a nutrição da cartilagem, levando a contraturas articulares e osteoporose. No sistema muscular, ocorre atrofia, perda de força e encurtamento das fibras musculares.No sistema cardiovascular, a imobilidade predispõe à trombose venosa profunda (TVP), embolia pulmonar, isquemia arterial aguda dos membros inferiores e hipotensão postural. No sistema urinário, a incontinência e infecções urinárias são comuns. No sistema digestório, destacam-se a desnutrição, constipação e disfagia, que agravam o estado geral do paciente. No sistema respiratório, a pneumonia hipostática é a principal causa de morte em pacientes acamados, devido à diminuição da capacidade respiratória e acúmulo de secreções. O metabolismo sofre alterações com aumento da eliminação urinária de nitrogênio, hipoalbuminemia, desidratação e resistência à insulina.### Osteoporose no IdosoA osteoporose (OP) é uma doença que afeta principalmente idosos, com maior prevalência em mulheres, embora também acometa homens, nos quais é frequentemente negligenciada até a ocorrência da primeira fratura. A fisiopatologia envolve o declínio dos esteroides sexuais, especialmente abrupto nas mulheres na menopausa e gradual nos homens com o envelhecimento, associado à deficiência de vitamina D e hiperparatireoidismo secundário.O diagnóstico baseia-se no histórico de fraturas por fragilidade e na densitometria óssea (DXA), que classifica a densidade mineral óssea (DMO) em normal, osteopenia e osteoporose, com base no T-score. Outros métodos complementares incluem o trabecular bone score (TBS) e tomografias computadorizadas quantitativas que avaliam a microarquitetura óssea.O tratamento da OP envolve:- **Dieta rica em proteínas e cálcio**, com suplementação quando necessário.- **Suplementação de vitamina D**, mantendo níveis adequados para prevenir hiperparatireoidismo, quedas e melhorar a DMO.- **Atividade física regular**, para prevenir sarcopenia e quedas.- **Uso de medicamentos específicos**, como bisfosfonatos (inibidores da reabsorção óssea), denosumabe (anticorpo anti-RANKL) e teriparatida (anabólico ósseo para casos graves).- A reposição de testosterona é indicada apenas para hipogonadismo, não como tratamento específico para OP.### Violência contra o IdosoA violência contra o idoso é definida pelo Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) como qualquer ação ou omissão que cause dano físico, psicológico ou morte ao idoso, em qualquer ambiente. Os tipos mais comuns são:- **Negligência**, quando os cuidados básicos são omitidos.- **Abandono**, forma extrema de negligência, com ausência de socorro.- **Violência
física**, uso da força causando dor ou incapacidade.- **Violência sexual**, envolvendo atos sexuais forçados ou ameaças.- **Violência psicológica ou emocional**, que prejudica a autoestima e o bem-estar, incluindo xingamentos, constrangimentos e isolamento.- **Violência financeira ou material**, exploração indevida dos recursos do idoso.A maioria dos agressores são familiares próximos, especialmente filhos, o que dificulta a denúncia devido a vínculos afetivos, medo ou dependência. A detecção da violência é complexa e requer atenção dos profissionais de saúde, que devem notificar os casos suspeitos ou confirmados e colaborar com estratégias de intervenção.---### Destaques- A instabilidade postural no idoso resulta da interação de múltiplos sistemas sensoriais e motores, aumentando o risco de quedas e dependência.- Quedas em idosos são multifatoriais, com graves consequências físicas e psicológicas, exigindo avaliação detalhada e intervenções personalizadas.- A imobilidade prolongada desencadeia a síndrome da imobilidade, com múltiplas complicações sistêmicas e deterioração funcional.- Osteoporose é prevalente em idosos, especialmente mulheres, e seu manejo inclui dieta, suplementação, exercícios e medicamentos específicos.- A violência contra o idoso é um problema social grave, frequentemente praticada por familiares, e requer vigilância e notificação pelos profissionais de saúde.

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