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2 CENTRO UNIVERSITÁRIO ANHANGUERA SUPERIOR BACHARELADO EM ENGENHARIA CIVIL TOPOGRAFIA E GEORREFERENCIAMENTO ROTEIRO DE AULAS PRÁTICAS TOPOGRAFIA E GEORREFERENCIAMENTO CESAR ALVES GALDINO DA SILVA RA: 3616240007 ASSÚ/RN 2026 SUMÁRIO 1. TEODOLITO E MIRA ESTADIMETRICA 3 1.1. Introdução 3 1.2. Objetivos 3 1.3. Metodologia Experimental 3 1.4. Conclusão 5 2. ALTIMETRIA 7 2.1. Introdução 7 2.2. Metodologia Experimental 8 2.3. Avaliação dos Resultados 10 3. GEOPROCESSAMENTO: MONTAGEM DE EQUIPAMENTO 15 3.1. Introdução 15 3.2. Desenvolvimento 15 3.3. Conclusão 18 4. SISTEMA DE POSICIONAMENTO GLOBAL POR SATÉLITE 19 4.1. Introdução 19 4.2. Desenvolvimento Experimental 19 4.3. Resultados e Discussão 21 4.4. Conclusão 22 TEODOLITO E MIRA ESTADIMETRICA 1.1. Introdução O uso de equipamentos de medição precisa, como o teodolito eletrônico, é fundamental para realizar levantamentos planimétricos e garantir a precisão em projetos de engenharia. A instalação e os ajustes adequados do teodolito eletrônico são etapas essenciais para o sucesso desses levantamentos. O objetivo desta atividade prática foi simular a instalação e o ajuste do teodolito eletrônico utilizando o simulador ALGETEC - Laboratórios Virtuais, que replica com fidelidade os procedimentos realizados em campo. O exercício permitiu ao estudante compreender as etapas envolvidas na montagem do equipamento, desde o posicionamento do tripé até a realização de testes para verificar seu funcionamento adequado. 1.2. Objetivos · Compreender os equipamentos e acessórios necessários à realização da atividade. · Verificar as etapas necessárias para a instalação de um teodolito eletrônico. · Analisar a ordem correta de montagem e instalação do equipamento. · Simular o ajuste e o teste do teodolito eletrônico utilizando o simulador ALGETEC. 1.3. Metodologia Experimental A atividade foi realizada no simulador ALGETEC, seguindo o roteiro detalhado com as etapas indicadas. Abaixo, descrevo as etapas realizadas durante o experimento: Iniciei a simulação acessando o simulador ALGETEC através do meu computador. A primeira etapa foi visualizar a mesa de trabalho, acessando a câmera com o nome "Mesa" localizada no painel superior esquerdo ou utilizando o atalho “Alt+3”. Isso me permitiu ter uma visão geral da área onde o equipamento seria montado. Segui o procedimento para posicionar a sapata fotográfica no lugar adequado, utilizando a opção "Posicionar sapata". Após isso, posicionei o tripé corretamente, clicando na opção "Posicionar tripé", garantindo a estabilidade necessária para a instalação do teodolito eletrônico. Figura 1 - Centralização do Tripé Fonte: Autor, 2026. Ajustei a altura do tripé, clicando com o botão direito sobre ele e selecionando a opção "Ajustar altura do tripé". Esse ajuste foi essencial para garantir que o teodolito ficasse na altura adequada para as medições precisas. Figura 2 - Ajuste de Foco Fonte: Autor, 2026. Depois de ajustar o tripé, posicionei o teodolito corretamente sobre o tripé, utilizando a opção "Posicionar Teodolito". Essa etapa foi crucial para garantir que o teodolito estivesse alinhado e pronto para os ajustes posteriores. Com o teodolito posicionado, ajustei a centragem do equipamento clicando nas setas indicadas, garantindo que ele estivesse alinhado na vertical e horizontal. O foco do teodolito também foi ajustado para garantir a nitidez nas medições. Figura 3 -Ajuste de Centragem do Teodolito Fonte: Autor, 2026. Realizei o ajuste horizontal do teodolito utilizando os reguladores laterais e o ajuste vertical com os reguladores frontais. Essas etapas foram essenciais para garantir que o teodolito estivesse perfeitamente alinhado para realizar medições precisas. Após realizar os ajustes, iniciei o teste do teodolito para verificar seu funcionamento correto. Utilizei a opção "Teste o teodolito" no simulador, que me permitiu avaliar se o equipamento estava pronto para ser utilizado em campo. Ao concluir as etapas da instalação e ajustes no simulador ALGETEC, pude avaliar a correta instalação e funcionamento do teodolito eletrônico. Durante o processo, todos os ajustes foram realizados conforme o roteiro, e a simulação permitiu que eu verificasse a precisão dos procedimentos. 1.4. Conclusão A atividade prática realizada no simulador ALGETEC permitiu compreender de forma clara as etapas necessárias para a correta instalação e ajuste do teodolito eletrônico, destacando a importância da centralização, nivelamento e regulagem do equipamento para garantir medições confiáveis em levantamentos topográficos. Durante a atividade, também foi possível compreender a função da mira topográfica (mira estadimétrica), que é servir como referência visual para a realização de medições de distância e desnível entre pontos do terreno, auxiliando na obtenção de dados necessários para levantamentos planimétricos e altimétricos com maior precisão. Além disso, verificou-se que o ajuste do nível do teodolito é fundamental para garantir que o equipamento fique perfeitamente horizontal em relação ao plano de referência. Esse procedimento evita erros nas medições angulares e lineares, assegurando maior exatidão nos resultados obtidos durante o levantamento topográfico. Dessa forma, a atividade contribuiu para o entendimento da importância da correta instalação do teodolito eletrônico e do uso adequado da mira estadimétrica, reforçando conhecimentos essenciais para futuras práticas na área de topografia aplicada à engenharia. ALTIMETRIA 1.5. Introdução O levantamento altimétrico é uma atividade fundamental para a realização de projetos topográficos, especialmente quando é necessário determinar as diferenças de elevação entre os pontos de um terreno. O objetivo principal desta prática foi explorar o terreno e executar o levantamento de curvas de nível utilizando o simulador ALGETEC. A atividade foi projetada para capacitar os estudantes no processo de instalação e ajuste de equipamentos, como o nível ótico, e na realização de medições precisas. A compreensão das etapas de ajuste, centragem e focagem é essencial para garantir a confiabilidade dos dados obtidos. O levantamento de curvas de nível constitui um procedimento muito importante dentro da topografia, pois possibilita representar, de forma gráfica, as variações de altitude existentes em uma área. Por esse motivo, compreender como ocorre esse processo de medição, bem como conhecer os equipamentos utilizados, é indispensável para assegurar precisão e confiabilidade aos resultados obtidos. Nesta atividade prática, foi realizada uma simulação de levantamento altimétrico por meio do software ALGETEC. Durante a prática, foi possível explorar o terreno, reconhecer os materiais e instrumentos necessários e executar as medições a partir das orientações fornecidas pela plataforma. A experiência contribuiu para ampliar a compreensão sobre os fundamentos do levantamento de curvas de nível, aproximando o conhecimento teórico da aplicação prática. O principal propósito da atividade foi desenvolver competências técnicas relacionadas à execução de medições topográficas com exatidão, garantindo que os procedimentos adotados estivessem de acordo com práticas adequadas da engenharia. Ao final, buscou-se consolidar conhecimentos sobre nivelamento, determinação de altitudes e representação do relevo. O levantamento de curvas de nível é uma técnica essencial para descrever o terreno em seus desníveis, permitindo visualizar as diferenças altimétricas por meio de linhas que unem pontos de mesma cota. Esse tipo de procedimento é amplamente aplicado em áreas como engenharia civil, agricultura e planejamento urbano, pois fornece informações importantes para a análise e a tomada de decisões sobre o uso do espaço. Para a realização desse levantamento, utilizam-se instrumentos como níveis ópticos e teodolitos, que tornam possível medir, com segurança, a altura relativa entre diferentes pontos do terreno. A qualidade das medições depende diretamente do corretoposicionamento e ajuste desses equipamentos, além da definição adequada dos pontos de referência. A simulação no ALGETEC também permitiu perceber a relevância do alinhamento correto dos instrumentos e da escolha criteriosa dos materiais empregados. Além disso, ficou evidente que a análise dos dados levantados durante a atividade é uma etapa essencial para a elaboração do mapa topográfico. Com base nas medições efetuadas, torna-se possível traçar curvas de nível capazes de representar com fidelidade a configuração do terreno. Dessa forma, a interpretação correta dessas informações é indispensável para reduzir falhas e contribuir para a execução adequada de projetos que dependem de uma leitura precisa do relevo. 1.6. Metodologia Experimental A atividade teve início com o acesso ao simulador ALGETEC, onde foi realizada a navegação pelas opções disponíveis para o desenvolvimento da prática. Inicialmente, explorei o ambiente virtual com o auxílio do mouse, observando o terreno e identificando as áreas destinadas às medições. Em seguida, selecionei os instrumentos necessários para a execução da atividade, como o nível óptico, a mira topográfica e a trena, confirmando cada item no sistema. Após essa etapa, realizei o ajuste do nível óptico e posicionei corretamente a mira topográfica, de modo a garantir a visualização adequada dos pontos que seriam analisados durante a medição. Durante a prática, também respondi às perguntas apresentadas pelo simulador a respeito da quadrícula imaginária e do posicionamento correto do nível óptico, efetuando as correções necessárias sempre que solicitado. Posteriormente, executei a medição dos pontos indicados e registrei os valores obtidos ao longo da atividade. Na etapa final, realizei o download do arquivo de dados gerado pelo simulador para avaliar as medições coletadas com maior atenção. Por fim, concluí a atividade registrando as informações obtidas e analisando a precisão dos resultados apresentados. A seguir, são apresentadas as perguntas e respostas realizadas durante o procedimento, com base nas instruções fornecidas pelo simulador ALGETEC: Pergunta: Onde deve ser posicionado o nível ótico? · Resposta: O nível ótico deve ser posicionado em um ponto que tenha visibilidade clara de todos os pontos que serão medidos, garantindo a precisão da leitura de altitudes. Pergunta: Qual a ordem correta para realizar as medições no terreno? · Resposta: A sequência correta deve ser de um ponto mais distante para os pontos mais próximos, garantindo que o nível seja ajustado de forma a refletir a elevação precisa dos pontos medidos. Pergunta: Como deve ser feita a seleção da quadrícula imaginária no terreno? · Resposta: A quadrícula imaginária deve ser posicionada de forma a cobrir toda a área do levantamento, com espaçamento adequado entre os pontos a serem medidos, para garantir a representação fiel do relevo do terreno. Pergunta: Qual ponto deve ser escolhido para iniciar as medições? · Resposta: O ponto mais afastado deve ser escolhido para iniciar as medições, permitindo que o nível seja ajustado de maneira eficiente à medida que as medições progridem para pontos mais próximos. Pergunta: Como ajustar o nível ótico durante o levantamento? · Resposta: O ajuste do nível ótico deve ser feito cuidadosamente, utilizando a centralização e o foco adequados. Isso garante que as medições de elevação sejam realizadas com precisão. Pergunta: Quais os materiais necessários para a realização da prática? · Resposta: Os materiais necessários incluem o nível ótico, o tripé, a mira e os equipamentos de segurança. Todos esses itens devem ser selecionados antes do início do levantamento. Durante a execução do levantamento altimétrico, foi possível observar que o simulador ALGETEC oferece uma experiência de aprendizagem interativa, permitindo que os estudantes pratiquem e compreendam o processo de levantamento de curvas de nível de forma segura e eficiente. O uso do simulador possibilitou a compreensão de como realizar medições em campo, respeitando a ordem de execução e os ajustes necessários no nível ótico. A prática também destacou a importância da escolha correta dos pontos de medição e do posicionamento adequado da quadrícula imaginária para garantir a precisão dos resultados. 1.7. Avaliação dos Resultados A prática desenvolvida no laboratório virtual da ALGETEC teve como finalidade aprimorar habilidades relacionadas à obtenção de dados altimétricos e à representação das curvas de nível de um terreno. Esse tipo de levantamento possui grande relevância para áreas como engenharia e arquitetura, pois possibilita compreender a configuração topográfica do local e, a partir disso, contribuir para o planejamento de obras de infraestrutura, drenagem e terraplenagem de forma mais segura e eficiente. Ao longo da atividade, foram utilizados instrumentos virtuais que simulam os equipamentos empregados em campo, como a mira topográfica, o tripé e o nível. Essa simulação proporcionou uma experiência prática detalhada, permitindo entender melhor cada etapa do procedimento. O levantamento envolveu a leitura dos fios superior, médio e inferior, além da determinação das cotas altimétricas dos pontos observados. Esses dados são essenciais para a construção das curvas de nível, uma vez que representam as diferenças de altitude do terreno em relação a um referencial adotado. O memorial de cálculo elaborado ao longo da atividade evidenciou a aplicação adequada dos conceitos de nivelamento. A altura do instrumento foi determinada e empregada no cálculo das cotas dos pontos visados, permitindo analisar de forma mais precisa as variações da topografia da área estudada. Os resultados indicaram que o levantamento foi conduzido de maneira organizada, mantendo coerência entre as medições realizadas nas diferentes estações. Os dados analisados correspondem a um levantamento altimétrico executado com o auxílio de nível e mira topográfica, no qual foram registradas leituras de ré e de vante em diversos pontos. A partir dessas informações, foi possível calcular as cotas altimétricas de cada local observado. Na primeira estação, a altura do instrumento foi fixada em 101.582 metros, servindo de base para os cálculos posteriores. As cotas dos pontos foram obtidas subtraindo-se a leitura de vante da altura do instrumento, conforme o procedimento adotado no nivelamento. Já as leituras de ré foram importantes para determinar o desnível entre pontos consecutivos, contribuindo para a precisão do levantamento. O memorial de cálculo também demonstrou a utilização do fio médio como referência principal para as medições efetuadas. A cota máxima é 100,033 m no ponto A2.A cota mínima é 98,061 m no ponto F1. A variação altimétrica total é 1,972 m. Também se constatou que o uso de múltiplas estações, como P1, P2 e P3, foi necessário para garantir leituras mais precisas ao longo do terreno, exigindo o reposicionamento do equipamento durante o processo. A proximidade entre os valores obtidos em pontos adjacentes reforça a confiabilidade das medições, ao mesmo tempo em que pequenas diferenças observadas podem estar relacionadas a fatores como alinhamento da mira, pequenas vibrações no solo ou inclinação da base do equipamento. Os resultados obtidos nesse levantamento possuem aplicação direta em diferentes áreas da engenharia e da arquitetura, pois fornecem informações importantes para o planejamento de obras, para a análise de escoamento hídrico e para a representação gráfica do relevo por meio das curvas de nível. Assim, a atividade contribuiu para a compreensão prática da importância do nivelamento altimétrico e da correta interpretação dos dados topográficos. Figura – Realização da atividade Fonte: Autor, 2026. Tabela 1 – Levantamento Altimétrico Estação Ponto Ré Vante Altura do Instrumento Cota P1 A1 1,382 — 101,382 100,000 A2 — 1,349 — 100,033 A3 — 1,712 — 99,670 A4 — 1,831 — 99,551 A5 — 1,934 — 99,448 A6 — 1,998 — 99,384 A7 — 1,809 —99,573 P1 B1 1,382 1,854 — 99,528 B2 — 1,797 — 99,585 B3 — 1,851 — 99,531 B4 — 1,897 — 99,485 B5 — 1,991 — 99,391 B6 — 2,060 — 99,322 B7 — 2,031 — 99,351 P1 C1 1,382 2,156 — 99,226 C2 — 2,092 — 99,290 C3 — 2,229 — 99,153 C4 — 2,228 — 99,154 C5 — 2,211 — 99,171 C6 — 2,113 — 99,269 C7 — 1,776 — 99,606 P1 D1 1,382 2,611 — 98,771 D2 — 2,417 — 98,965 D3 — 2,411 — 98,971 D4 — 2,404 — 98,978 D5 — 2,393 — 98,989 D6 — 2,321 — 99,061 D7 — 2,194 — 99,188 P1 E1 1,382 3,077 — 98,305 E2 — 2,710 — 98,672 E3 — 2,779 — 98,603 E4 — 2,691 — 98,691 E5 — 2,675 — 98,707 E6 — 2,621 — 98,761 E7 — 2,654 — 98,728 P1 F1 1,382 3,321 — 98,061 F2 — 3,201 — 98,181 F3 — 3,135 — 98,247 F4 — 3,076 — 98,306 F5 — 2,989 — 98,393 F6 — 2,871 — 98,511 F7 — 2,894 — 98,488 Fonte: Elaborado pelo autor, 2026. O memorial de cálculo do levantamento altimétrico foi elaborado a partir das leituras realizadas com a mira topográfica, utilizando como referência o fio médio. Conforme indicado na atividade, o desnível foi determinado pela diferença entre a leitura de ré e a leitura de vante, seguindo a expressão: Desnível = FM ré − FM vante. Para iniciar os cálculos, adotou-se a cota arbitrária de 100,000 m para o ponto A1. A partir desse valor e da leitura de ré igual a 1,382 m, foi determinada a altura do instrumento, obtida pela soma entre a cota conhecida e a leitura de ré, resultando em 101,382 m. Com a altura do instrumento definida, as cotas dos demais pontos visados foram calculadas subtraindo-se a leitura de vante da altura do instrumento. Assim, para o ponto A2, por exemplo, a leitura de vante foi de 1,349 m, resultando na cota 100,033 m. No ponto A3, com leitura de vante de 1,712 m, obteve-se a cota 99,670 m. Esse mesmo procedimento foi repetido sucessivamente para todos os demais pontos observados no terreno. Os dados mostram que a altura do instrumento permaneceu constante em 101,382 m durante toda a série de medições apresentada, enquanto as leituras de vante variaram conforme a posição e a diferença de nível entre os pontos analisados. Dessa forma, foi possível identificar a variação altimétrica da área levantada, representada pelas cotas calculadas ao longo dos pontos A, B, C, D, E e F. A análise dos resultados permite observar que o ponto mais elevado do levantamento foi o A2, com cota de 100,033 m, enquanto o ponto de menor cota foi o F1, com 98,061 m. Isso indica uma diferença altimétrica total de 1,972 m entre a parte mais alta e a parte mais baixa da área analisada, evidenciando um desnível gradual no terreno. Portanto, o memorial de cálculo demonstra a aplicação correta dos princípios do nivelamento geométrico, permitindo determinar as cotas altimétricas dos pontos medidos e servindo de base para a construção das curvas de nível e para a interpretação da topografia do terreno. A análise dos resultados obtidos demonstra que a atividade foi desenvolvida de maneira satisfatória, seguindo adequadamente os critérios estabelecidos no checklist de verificação. Os materiais e equipamentos virtuais disponibilizados no laboratório foram utilizados conforme as orientações propostas, o que contribuiu para a realização correta das medições e para a confiabilidade dos dados coletados. Ao longo da prática, todas as etapas previstas foram executadas de forma organizada, desde a observação inicial do terreno até a escolha dos instrumentos mais adequados, a realização das medições e o cálculo das cotas altimétricas. A preparação e o tratamento dos dados ocorreram de forma cuidadosa, favorecendo a seleção apropriada dos pontos de medição e reduzindo a possibilidade de erros, o que aumentou a precisão do levantamento realizado. Além disso, a disposição e o uso dos recursos do laboratório virtual seguiram as orientações definidas para a atividade, permitindo um desenvolvimento contínuo e eficiente do experimento. As rotinas propostas foram compreendidas e aplicadas corretamente, garantindo que os registros e as medições fossem efetuados de maneira consistente. Assim, pode-se concluir que todas as fases da atividade foram cumpridas de forma estruturada, contribuindo para a qualidade do levantamento topográfico e para a consolidação dos conhecimentos sobre representação altimétrica, fundamentais para o planejamento e a execução de projetos nas áreas de engenharia e arquitetura. GEOPROCESSAMENTO: MONTAGEM DE EQUIPAMENTO 1.8. Introdução O sensoramento remoto, realizado através de tecnologias como o GNSS (Global Navigation Satellite System), é uma ferramenta crucial no campo da geotecnologia, pois permite a determinação precisa de coordenadas geográficas. A correta montagem e nivelamento do equipamento GNSS são essenciais para garantir a precisão dos dados coletados. Esta prática teve como objetivo ensinar o aluno a montar e nivelar corretamente o equipamento GNSS, utilizando o simulador ALGETEC - Laboratórios Virtuais, que replica de maneira fiel as etapas do processo de montagem no laboratório físico. 1.9. Desenvolvimento Durante a atividade prática no simulador ALGETEC, foram seguidas as etapas de montagem do tripé, nivelamento do equipamento, e conexão dos componentes, tais como o bastão e o receptor. Abaixo estão descritas as etapas realizadas, com as imagens correspondentes (Figura 1, 2, e 3) para ilustrar o processo: 1. Montagem do Tripé e Ajuste das Pernas: · O processo começou com o posicionamento do tripé para medição. Ao clicar na perna 1, as borboletas foram soltas para ajustar a altura da perna. Esse mesmo processo foi repetido para as pernas 2 e 3, garantindo a altura adequada. · Após o ajuste das três pernas, elas foram fixadas no solo e alinhadas com a plaqueta. Figura 1 - Ajuste e Fixação do Tripé Fonte: Autor, 2026. Figura 2 - Abrir tripe Fonte: Autor, 2026. 2. Fixação e Nivelamento da Base Nivelante: A base nivelante foi posicionada corretamente no tripé. O parafuso central foi utilizado para fixar a base no tripé. Em seguida, as baterias foram colocadas no receptor GNSS, e o bastão foi conectado à base nivelante. A conexão do receptor ao bastão foi feita de forma cuidadosa. Figura 3 - Conexão do Bastão à Base Nivelante Fonte: Autor, 2026. 3. Nivelamento do Equipamento: O nível bolha foi centralizado utilizando os controles deslizantes (caixa verde) no simulador, ajustando as setas até que a bolha ficasse no centro. Este processo garantiu que o equipamento estivesse devidamente nivelado, o que é fundamental para a precisão dos dados coletados. 4. Conectar o Bastão e Finalização da Prática: Após o nivelamento, a base foi ajustada e fixada corretamente. O receptor foi conectado ao bastão e a base nivelante foi firmemente ajustada para garantir a estabilidade do equipamento durante o levantamento. Figura 3 - Equipamento Conectado e Prática Finalizada Fonte: Autor, 2026. 1.10. Conclusão Ao final da prática, foi possível compreender que a montagem correta do equipamento de geoprocessamento é indispensável para a obtenção de dados confiáveis em levantamentos topográficos com GNSS. No experimento, os principais componentes utilizados foram o tripé, a base nivelante, o parafuso central, o bastão, o receptor GNSS e as baterias do receptor. Cada um desses elementos desempenha uma função importante na montagem, sustentação, alimentação e estabilização do sistema durante a coleta de dados. Também foi possível entender que o parâmetro para determinar a altura da mesa do tripé deve ser a necessidade de manter o equipamento em uma posição estável, nivelada e adequada ao operador, permitindo fácil ajuste da base nivelante e correto posicionamento do receptor sobre o ponto de referência. Assim, a altura do tripé deve ser regulada de modo que favoreça a centralização, o nivelamento e a segurança do conjunto, evitando inclinações ou dificuldadesoperacionais durante o levantamento. Outro aspecto fundamental observado na prática foi a importância do nivelamento do equipamento. O correto nivelamento garante que o receptor GNSS permaneça em posição adequada para a obtenção de medições mais precisas, reduzindo erros associados a inclinações da estrutura. Da mesma forma, o ajuste correto da base nivelante sobre o ponto de referência é essencial para assegurar que o equipamento esteja devidamente centrado e alinhado com o local exato da medição. Já o ajuste do tripé é indispensável para proporcionar firmeza e estabilidade ao sistema, pois qualquer irregularidade nas pernas, na fixação ao solo ou na abertura do tripé pode comprometer a qualidade dos dados obtidos. Dessa forma, a atividade no simulador ALGETEC permitiu compreender, de maneira prática e didática, todas as etapas envolvidas na montagem e no ajuste do equipamento GNSS. A experiência reforçou a importância da preparação adequada do conjunto para garantir precisão, confiabilidade e qualidade nos levantamentos geoespaciais. SISTEMA DE POSICIONAMENTO GLOBAL POR SATÉLITE 1.11. Introdução O Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS) é uma tecnologia amplamente utilizada para a determinação de coordenadas geográficas e altitudes com elevado nível de precisão. No campo da geodesia, uma das técnicas de maior destaque é o Posicionamento por Ponto Preciso (PPP), que permite obter coordenadas confiáveis a partir do rastreio de sinais de satélites, sem a necessidade de uma estação base próxima. Essa técnica é muito importante em aplicações que exigem alta precisão, como levantamentos topográficos, monitoramento geodésico e geoprocessamento. Nesta prática, o objetivo foi realizar o rastreio orbital de um ponto GNSS por meio da técnica PPP, corrigir o posicionamento com o serviço PPP do IBGE, obter coordenadas precisas e compreender que as posições dos pontos terrestres podem apresentar variações conforme a época de referência orbital adotada. A atividade foi desenvolvida no simulador ALGETEC, que possibilitou executar virtualmente todas as etapas do levantamento e do processamento dos dados, aproximando o aluno de uma situação prática real. 1.12. Desenvolvimento Experimental A atividade foi iniciada com a visualização da mesa de equipamentos no simulador ALGETEC. Em seguida, utilizou-se a trena para medir a altura do equipamento GNSS, sendo registrado o valor de 1,71 m. Essa etapa foi fundamental, pois a altura do receptor deve ser corretamente informada no momento do processamento para garantir a precisão dos resultados. Após a medição, a trena foi devolvida à mesa e iniciou-se a etapa de coleta de dados. O receptor GNSS foi ligado e configurado para realizar o rastreio dos sinais dos satélites durante 4 horas, permanecendo em modo estático durante todo o período de observação. Finalizada a coleta, o receptor foi desligado corretamente para evitar interferências e preservar os arquivos gerados. Na sequência, teve início a fase de análise dos dados. O receptor foi conectado ao computador por meio de cabo USB, permitindo o acesso ao arquivo gerado com extensão .tps. Esse arquivo foi selecionado e convertido para o formato Rinex, etapa necessária para o processamento dos dados em ambiente compatível com o serviço PPP. Após a conversão, os três arquivos gerados foram selecionados e compactados em um único arquivo zip, que foi anexado ao sistema para análise. Antes do processamento, foi conferido se a altura do equipamento informada no sistema permanecia em 1,71 m, exatamente como medida em campo. Figura 1 – coleta de dados de 4 horas Fonte: Autor, 2026. Após a coleta, os dados foram transferidos para um computador. O arquivo de extensão ".tps" foi localizado e convertido para o formato Rinex, necessário para o processamento adequado dos dados GNSS. A conversão dos arquivos e sua compactação foram feitas para garantir a integridade dos dados antes da análise. Com os arquivos compactados e preparados, os dados foram anexados para análise e o processamento foi iniciado. A altura do equipamento foi verificada antes do processamento, garantindo que estivesse correta (1,71 metros). Após o processamento, os resultados foram gerados, e os relatórios com as coordenadas corrigidas foram avaliados. O relatório final revelou as coordenadas precisas do ponto levantado, comparando as coordenadas no sistema SIRGAS com a data de levantamento. As diferenças de latitude e longitude entre os dois momentos foram observadas, destacando a precisão do levantamento realizado utilizando a técnica PPP. Figura 2 e 3 - Coordenadas SIRGAS e Resultados do Levantamento Fonte: Autor, 2026. 1.13. Resultados e Discussão O processamento dos dados mostrou que o objetivo do pós-processamento por PPP foi alcançado com sucesso. O principal propósito dessa técnica é corrigir erros sistemáticos presentes nos sinais GNSS, como aqueles provocados pela ionosfera, troposfera, órbitas dos satélites e relógios, permitindo a obtenção de coordenadas mais precisas. Como todas as etapas de coleta, conversão e processamento foram executadas corretamente, foi possível gerar um resultado confiável para o ponto analisado. De acordo com o relatório obtido, na época 2000.4 as coordenadas do ponto foram: Latitude: -27° 10' 37,2770" Longitude: -48° 31' 58,9731" Altitude geométrica: 5,83 m UTM N: 6991553,464 m UTM E: 744417,998 m MC: -51 Já na data do levantamento, as coordenadas apresentadas foram: Latitude: -27° 10' 37,2723" Longitude: -48° 31' 58,9737" Altitude geométrica: 5,83 m UTM N: 6991553,609 m UTM E: 744418,985 m MC: -51 Com base nesses valores, foram observadas diferenças entre as coordenadas da época de referência do sistema e aquelas da data do levantamento. A diferença na latitude foi de 0,0047", enquanto na longitude foi de 0,0006". Em relação às coordenadas UTM, a componente Norte apresentou diferença de 0,145 m, e a componente Este apresentou diferença de 0,987 m. A altitude geométrica permaneceu constante em 5,83 m. Essas variações demonstram que as coordenadas de um ponto podem sofrer alterações ao longo do tempo em função da dinâmica da crosta terrestre e da atualização dos referenciais geodésicos. Por isso, o pós-processamento PPP é essencial, pois considera essas diferenças temporais e corrige os dados para que os resultados estejam compatíveis com a época do levantamento, assegurando maior precisão e confiabilidade. 1.14. Conclusão A prática permitiu compreender, de forma aplicada, o funcionamento do levantamento GNSS pela técnica de Posicionamento por Ponto Preciso. Foi possível entender que o objetivo do pós-processamento PPP é refinar as coordenadas obtidas em campo por meio da correção de erros sistemáticos, garantindo resultados mais precisos e adequados ao referencial geodésico adotado. No experimento, esse objetivo foi atingido, uma vez que o processamento dos dados ocorreu corretamente e gerou coordenadas confiáveis para o ponto observado. Também foi possível verificar que existem diferenças entre as coordenadas referidas à época 2000.4 e aquelas correspondentes à data do levantamento. Essa observação reforça a importância de considerar a variação temporal das coordenadas em levantamentos geodésicos e topográficos, principalmente quando se busca alta precisão. Além disso, a atividade contribuiu para consolidar o entendimento das etapas práticas do procedimento, desde a medição da altura do equipamento, configuração do receptor e coleta dos sinais, até a transferência, conversão, compactação e processamento dos dados. Dessa forma, o simulador ALGETEC mostrou-se uma ferramenta eficaz para o aprendizado da técnica PPP e para a compreensão da importância do GNSS no geoprocessamento, na geodesia e em aplicações de engenharia. image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image1.jpeg image2.png