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A introdução de espécies vegetais fora de sua área de ocorrência natural é uma prática histórica associada à agricultura, paisagismo, reflore (3)

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MAPA - EAMB - FUNDAMENTOS DE BOTÂNICA - 51_2026 
 
Instruções para realização da atividade: 
 
1. Todos os campos acima deverão ser devidamente preenchidos. 
2. É obrigatória a utilização deste formulário para realização do MAPA. 
3. Esta é uma atividade individual. Caso identificado cópia de colegas, o 
trabalho de ambos sofrerá decréscimo de nota. 
4. Utilizando este formulário, realize sua atividade, salve em seu computador, 
renomeie e envie em forma de anexo no campo de resposta da atividade 
MAPA. 
5. Formatação exigida para esta atividade: documento Word, Fonte Arial ou 
Times New Roman tamanho 12, espaçamento entre linhas 1,5 e texto 
justificado. 
6. Ao utilizar quaisquer materiais de pesquisa, referencie conforme as normas 
da ABNT; 
7. Critérios de avaliação: utilização do templete; atendimento ao Tema; 
constituição dos argumentos e organização das ideias; correção gramatical e 
Atendimento as normas da ABNT. 
8. Procure argumentar de forma clara e objetiva, de acordo com o conteúdo da 
disciplina. 
 
Em caso de dúvidas, entre em contato com seu Professor Mediador. 
 
Bons Estudos! 
 
Contextualização 
 
A introdução de espécies vegetais fora de sua área de ocorrência natural é uma 
prática histórica associada à agricultura, paisagismo, reflorestamento e controle de 
erosão. No entanto, parte dessas espécies exóticas encontra condições ambientais 
favoráveis, ausência de predadores naturais e alta capacidade reprodutiva, 
passando a se comportar como espécies invasoras. As plantas invasoras podem 
alterar profundamente a estrutura e o funcionamento dos ecossistemas, competindo 
com espécies nativas por luz, água e nutrientes, modificando o solo, interferindo nos 
ciclos biogeoquímicos e reduzindo a biodiversidade local. Em ambientes naturais e 
seminaturais, sua presença representa um dos principais fatores de degradação 
ambiental, sendo um desafio constante para a gestão ambiental e a conservação da 
vegetação nativa. Nesse contexto, o engenheiro ambiental atua diretamente na 
identificação, avaliação de impactos e proposição de estratégias de manejo dessas 
espécies, considerando aspectos botânicos, ecológicos, fitogeográficos e legais. 
 
Situação-problema (hipotética) 
 
Considere que você atue como um engenheiro ambiental com uma equipe técnica 
multidisciplinar em uma empresa de consultoria ambiental, ao qual foi contratada 
para a elaboração de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), 
uma área de transição entre Mata Atlântica e Cerrado, localizada no estado do Mato 
Grosso do Sul. A área total da propriedade possuí com aproximadamente 325 
hectares e foi utilizada por muitos anos como pastagem para criação de gados e 
atualmente a área apresenta trechos da área abandonados com a presença de 
processos erosivos e solo exposto, baixa diversidade vegetal e poucos fragmentos 
de vegetação nativa. Parte da área inclui matas ciliares ao longo de um rio de 
pequeno/médio porte que cruza a propriedade. A área total a ser recuperada possui 
aproximadamente 30 hectares. Durante uma visita de campo para a realização do 
diagnóstico ambiental preliminar, você identificou a presença dominante de uma 
espécie vegetal exótica invasora: Leucaena leucocephala (leucena), especialmente 
nas áreas de borda de fragmentos florestais e ao longo da mata ciliar. 
 
Características do local 
 
Para a uma melhor avaliação das possíveis estratégias para a recuperação da área 
degradada, apresenta-se a seguir dois mapas de localização com imagens de 
satélite da área total da propriedade, bem como, a área a ser recuperada, assim 
como as informações técnicas da região. 
 
INFORMAÇÕES TÉCNICAS: 
* Bioma: Área de transição entre Mata Atlântica e Cerrado. 
* Clima: Tropical, com estação seca definida. 
* Solo: Latossolo vermelho-amarelo, com sinais de compactação e erosão em 
áreas de pastagem antiga. 
* Área com alta infestação de leucena: cerca de 15 hectares. 
 
O mapa de localização a seguir oferece uma visão ampliada da região de 
implantação do projeto e destaca suas respectivas áreas de influência. A imagem 
permite uma análise mais detalhada dos elementos vizinhos ao local a ser 
recuperado, possibilitando observar com maior clareza as características do entorno 
imediato, tais como: 
* Presença de áreas de proteção ambiental (APP) e pequenos fragmentos 
vegetais. 
* Trechos com solo exposto. 
* Trechos com processos erosivos. 
* Áreas agrícolas (principalmente, áreas de pastagem e monocultura). 
* Área de solo úmido. 
* Pouca regeneração natural de espécies nativas. 
* Predomínio da leucena em áreas abertas e bordas de mata. 
* Redução da diversidade vegetal nas áreas invadidas. 
* Proximidade com cursos d’água e áreas de preservação permanente (APP). 
 
 
Figura 1 - Área de localização da propriedade com demarcação da área a ser 
recuperada. 
Fonte: o autor, 2026. 
 
Leitura: 
 
— Livro da disciplina (Unidades 6, 7, 8 e 9). 
— Leucena (Leucaena leucocephala): leguminosa de uso múltiplo para o 
semiárido brasileiro (LINK: 
https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/880169/leucena-leucaen
a-leucocephala-leguminosa-de-uso-multiplo-para-o-semiarido-brasileiro). 
— Pesquisas/Bibliotecas on-line 
 
Vamos praticar! 
 
Responda, de forma dissertativa, às questões a seguir, tentando relacionar aos 
diversos dados e informações disponibilizadas na questão, bem como o 
conhecimento adquirido em nossas aulas e no livro da disciplina. 
 
1. Explique por que a Leucaena leucocephala pode ser considerada uma planta 
invasora nessa área. 
2. Por que as áreas degradadas e as regiões de transição entre biomas tendem a 
ser mais vulneráveis à invasão por espécies exóticas? 
3. Como engenheiro ambiental, observe as características botânicas da Leucena, 
bem como as características do local e indique duas ações práticas que poderiam 
ser adotadas no PRAD para controlar a leucena e favorecer a recuperação da 
vegetação nativa. 
 
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