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Celso Lisboa
Graduação
Data inicio: 19/02/2026
Data final: 04/07/2026
Rodrigo Silva Gomes
Disciplina
Discromias Cutâneas
Projeto
Analisar e tratar os distúrbios pigmentares da pele.
Professor
Rodrigo Silva Gomes
Coordenador
Rita de Cassia Borges Lima
https://app.ligaeducacional.com.br/projeto/44031 20/04/2026, 16:41
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Discromias Cutâneas
Analisar e tratar os distúrbios pigmentares da pele.
Fase 1
Atividades
Conheça as atividades avaliativas 1
Apresentação da fase 1 2
Pigmentos não melânicos: carotenoides 3
Pigmentos não melânicos: hemoglobina 4
Pigmentos melânicos: eumelanina e feomelanina 5
Orientações para as atividades práticas 6
Roteiro de Atividade Prática 1 7
Roteiro de Atividade Prática 2 8
Definição de discromias 9
Discromias centralizadas x discromias generalizadas 10
Hipocromias x Hipercromias 11
Roteiro de Atividade Prática 1 12
Roteiro de Atividade Prática 2 13
Discromias elementares 14
Discromias vasculossanguíneas 15
Coletando informações sobre as discromias durante a anamnese 16
Roteiro de Atividade Prática 1 17
Roteiro de Atividade Prática 2 18
Estudo de Caso 19
Orientações para a entrega da fase 20
Atividade de Extensão 21
Referências 22
Aula ao vivo 23
Calendário de Práticas - 2026.1 24
Fase 2
Atividades
Apresentação da fase 2 1
Hipocromias melânicas 2
Hipercromias melânicas 3
Hipercromias melânicas: o caso do melasma 4
Orientações para as atividades práticas 5
Roteiro de Atividade Prática 1 6
Roteiro de Atividade Prática 2 7
Hipercromias vasculares: angioma e telangiectasia 8
Hipercromias vasculares: rosácea 9
Hipercromias vasculares: hiperpigmentação periorbital vascular e 10
Roteiro de Atividade Prática 1 11
Roteiro de Atividade Prática 2 12
Fatores intrínsecos envolvidos nas discromias 13
Fatores intrínsecos: eixo intestino - cérebro- pele 14
Outros fatores envolvidos nas discromias 15
Índice
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Outros fatores envolvidos nas discromias 15
Roteiro de Atividade Prática 1 16
Roteiro de Atividade Prática 2 17
Estudo de caso 18
Orientações para a entrega da fase 19
Atividade de Extensão 20
Referências 21
Aula ao vivo 22
Fase 3
Atividades
Apresentação da Fase 3 1
Construindo hipóteses para traçar o plano de tratamento 2
Entendendo sobre os recursos disponíveis 3
Entendendo sobre processo inflamatório nas hipocromias e hipercro 4
Orientações para as atividades práticas 5
Roteiro de Atividade Prática 1 6
Roteiro de Atividade Prática 2 7
Cosmetologia no tratamento de discromias: home care 8
Procedimento estéticos no tratamento de discromias: atendimento p 9
Aplicação de recursos eletroterápicos no tratamento de discromias 10
Roteiro de Atividade Prática 1 11
Roteiro de Atividade Prática 2 12
Associação entre os recursos disponíveis 13
Segurança dos recursos aplicados 14
Eficácia dos recursos aplicados 15
Roteiro de Atividade Prática 1 16
Roteiro de Atividade Prática 2 17
Estudo de caso 18
Orientações para a entrega da fase 19
Orientações para a Entrega Final 20
Atividade de Extensão 21
Referências 22
Aula ao vivo 23
Fase 1 Dia da entrega: 19/02/2026
Atividades
Conhecer os pigmentos melânicos e não melânicos envolvidos na coloração cutânea.
Discromias Cutâneas
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1. Conheça as atividades avaliativas
2. Apresentação da fase 1
3. Pigmentos não melânicos: carotenoides 
4. Pigmentos não melânicos: hemoglobina
5. Pigmentos melânicos: eumelanina e feomelanina 
6. Orientações para as atividades práticas
7. Roteiro de Atividade Prática 1
8. Roteiro de Atividade Prática 2
Ilustrar discromias centralizadas, discromias generalizadas, hipercromias e hipocromias.
1. Definição de discromias
2. Discromias centralizadas x discromias generalizadas
3. Hipocromias x Hipercromias
4. Roteiro de Atividade Prática 1
5. Roteiro de Atividade Prática 2
Conceituar discromias elementares e discromias vasculossanguíneas.
1. Discromias elementares 
2. Discromias vasculossanguíneas
3. Coletando informações sobre as discromias durante a anamnese
4. Roteiro de Atividade Prática 1
5. Roteiro de Atividade Prática 2
6. Estudo de Caso
7. Orientações para a entrega da fase
8. Atividade de Extensão
9. Referências
10. Aula ao vivo
11. Calendário de Práticas - 2026.1
1 Conheça as atividades avaliativas
Olá, estudante! Seja bem-vindo(a)!
Atividade do Projeto
Você deve estar se perguntando como é o processo avaliativo na Celso, não é mesmo? Vamos, então, entendê-lo?
Cada um dos projetos em que você está matriculado(a) é dividido em três fases. Em cada uma dessas fases você fará a entrega de uma atividade na data prevista no
calendário acadêmico. As atividades do projeto são conectadas, como você pode perceber na figura a seguir:
Você receberá a nota e o feedback da atividade postada em cada projeto na data prevista no calendário para cada fase. 
 
Quiz
Haverá outras entregas, além dessas? Além da entrega em forma de arquivo, em cada fase você realizará questões de múltipla escolha, contidas no quiz. Você terá
duas chances para realizá-lo.
 
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Extensão
Uma parte do projeto deverá ser desenvolvida em interação com o meio social. Isso mesmo! Você fará uma atividade chamada extensão, que será desenvolvida ao
longo das fases, com a entrega do seu relatório apenas na fase 3.
 
Prática 
E sobre as práticas? Haverá alguma entrega? Assim como a extensão, as práticas serão desenvolvidas ao longo das fases, mas a entrega do seu relatório se dará na
fase 3.
Obs.: Há projetos que não possuem prática.
 
Entrega Final 
O que é a entrega final? Caso você não tenha alcançado a média até a fase 3, você poderá realizar essa atividade extra opcional, valendo 2 pontos. A nota obtida
será somada ao valor alcançado anteriormente, conforme o exemplo abaixo:
 
Síntese das atividades avaliativas
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Síntese das atividades avaliativas
No quadro abaixo você poderá visualizar a organização das atividades avaliativas por fase, bem como a distribuição da pontuação.
Para a realização dessas atividades avaliativas é imprescindível que você estude todo o conteúdo do projeto, realize as atividades propostas, acesse as aulas ao vivo,
compareça às práticas presenciais e tire suas dúvidas com o(a) professor(a) tutor(a).
Vamos lá?
2 Apresentação da fase 1
Olá! Nesta fase vamos conhecer os pigmentos melânicos e não melânicos envolvidos na coloração cutânea, ilustrar discromias centralizadas, discromias
generalizadas, hipercromias e hipocromias e conceituar discromias elementares e discromias vasculossanguíneas.
Vamos lá?
Vídeo
3 Pigmentos não melânicos: carotenoides 
A coloração da nossa pele pode ser definida pela presença de, pelo menos, três tipos de pigmentos: carotenoides, hemoglobina e melanina. Os carotenoides e a
hemoglobina são definidos como pigmentos não melânicos. Já as melaninas, eumelanina e feomelanina, são conhecidas como pigmentos melânicos (Monteira,
2010).
Os carotenoides formam um grupo de pigmentos naturais, com diversos representantes, que apresentam coloração amarela, laranja ou vermelha. Ao contrário da
hemoglobina e das melaninas, que podem ser sintetizadas por células humanas, os carotenoides são acumulados no organismo humano por meio da alimentação.
São exemplos de carotenoides: luteína, zeaxantina, β-caroteno e astaxantina. Esses podem ser encontrados em diversos micro-organismos, como microalgas e
leveduras, e diversos alimentos, como abóbora, cenoura, acerola e milho verde (Mesquita et al., 2017).
Entre as propriedades dos carotenoides no organismo, são importantes precursores de vitamina A e atuam na defesa antioxidante. São moléculas de interesse para a
indústria alimentícia, farmacêutica e cosmecêutica. Não só pela capacidade de pigmentar de forma natural alimentos e cosméticos,cutâneo pode ser classificado em 6 tipos, desde a pele branca (fototipo baixo), passando pela pele morena (fototipo
intermediário) até a pele negra (fototipo alto). Nesse sentido, existem discromias mais propensas em fototipos baixos e outras mais usuais em fototipos altos
(Ribeiro et al., 2022). 
O envelhecimento celular é um processo natural e dinâmico, com alterações moleculares e celulares, resultando na diminuição da atividade celular e nos meios de
controle homeostáticos. Como consequência do processo de envelhecimento celular, estão os radicais livres: espécies químicas produzidas pelo metabolismo
mitocondrial, sendo estas responsáveis por causar lesões moleculares e celulares chamadas de estresse oxidativo. Sabendo que quanto maior a taxa de respiração
mitocondrial, maior é a taxa de formação dos radicais livres, o organismo detém alguns sistemas antioxidantes para neutralizar o excesso de radicais livres. Nesse
sentido, o uso de ativos antioxidantes tem sido um importante aliado no tratamento de discromias (Kaim & Backes, 2019). 
 
Saiba Mais
Para entender um pouco mais sobre os aspectos envolvidos no envelhecimento celular, assista ao vídeo Teorias do Envelhecimento do canal
Liga Acadêmica de Geriatria e Gerontologia.
 
O metabolismo também participa ativamente como aspecto determinante no surgimento de discromias. São algumas condições metabólicas importantes: a síntese
de alguns hormônios e neurotransmissores; a liberação de certos mediadores inflamatórios, a expressão de alguns fatores de crescimento, a composição da
microbiota e a resposta imunológica. Para todos esses fatores, na atualidade, tem-se observado a atividade intestinal, pois o intestino tem sido tratado com
“segundo cérebro”. 
 
Saiba Mais
Para aprofundar seus estudos sobre discromias e envelhecimento celular, assista ao vídeo Alterações Fisiológicas na Pele da Idoso, do canal
Afya Dermatopapers.
 
Vídeo
 
14 Fatores intrínsecos: eixo intestino - cérebro- pele
Sabendo que o sistema nervoso funciona como mecanismo de integração entre o meio interno e o meio externo, este sistema pode ser setorizado em Sistema
Nervoso Central (SNC), Sistema Nervoso Periférico (SNP) e Sistema Nervoso Entérico (SNE), estando este último associado ou independente ao SNC. O SNE é
capaz de funcionar de forma independente devido aos numerosos neurônios que revestem a cavidade gastrointestinal. Cerca de 80 a 90% da serotonina,
neurotransmissor responsável pelo peristaltismo, humor e sensações como ansiedade e felicidade, é produzida no intestino. Além da síntese de alguns hormônios e
neurotransmissores, cerca de 70% das células do sistema imunológico habitam o epitélio intestinal, modulando a resposta inflamatória. A microbiota intestinal,
responsável por regular o trânsito intestinal, também contribui para o importante papel do intestino.
Assim, quando a população bacteriana intestinal está equilibrada, a imunidade e o metabolismo estão regulados, podemos dizer que o intestino se encontra em
eubiose e funcional. Por outro lado, na disbiose, ocorre perda da diversidade microbiana intestinal, multiplicação de espécies patogênicas e alteração da capacidade
metabólica intestinal. São causas comuns da disbiose: uso de antibióticos, antiácidos e anti-inflamatórios; alimentação desequilibrada; excesso de açúcar e gordura;
baixa ingestão de fibras e água; deficiência de vitaminas e minerais. A Escala de Bristrol categoriza as fezes de acordo com a textura e o tamanho, comunicando
indiretamente se ocorre eubiose ou disbiose intestinal.
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A literatura científica atualmente tem evidenciado relações entre o metabolismo intestinal e as condições cutâneas, incluindo as discromias. Isto porque a pele é um
órgão externo, funcionando como primeira barreira contra o ambiente externo. O trato gastrointestinal, por sua vez, também apresenta grande interface com o meio
externo, sofrendo influência deste. Ambos, a pele e o intestino, estão imersos em um sistema nervoso capaz de integrar o meio interno e o meio externo, bem como
sofrendo o impacto desses fatores na homeostasia. 
Para consolidar o tema, ouça o episódio de Podcast #10: conexão pele-intestinos. Rosácea, psoríase, eczemas, alopecia e suas ligações com a digestão
CANCER DE PELE #22 do canal Medicina Descomplicada, e fixe seus conhecimentos sobre o eixo intestino-pele. 
Vídeo
 
Saiba Mais
Para aprofundar seus estudos leia o artigo Relação microbiota intestinal e pele saudável: uma revisão sistemática concisa, escrito por Isabela
Frigério Guerra de Andrade e Luciana Gurevich.
 
Relação microbiota
intestinal  
Titulo
0.46MB
 
 
15 Outros fatores envolvidos nas discromias 
Entre os fatores ambientais, a exposição solar, bem como a exposição às variações de temperatura, têm sido consideradas aspectos primordiais. Isto poque a
radiação ultravioleta (UV) do sol não só induz a expressão de Melanocyte Stimulating Hormone (α-MSH), a proliferação de melanócitos, o estímulo da
melanogênese e o aumento no transporte dos melanossomas; como também induz a produção de radicais livres, a liberação de mediadores pró-inflamatórios no
endotélio e a expressão de fatores de crescimento pelos fibroblastos.
É importante salientar que a radiação UV pode alcançar diferentes camadas da pele, provocando queimaduras, displasias e/ou dados às fibras de colágeno e
elastina. Isto ocorre porque a radiação UV consiste em ondas eletromagnéticas que percorrem um caminho a uma certa velocidade. O caminho (distância)
percorrido por uma onda é medido em nanômetros (nm). Em outras palavras, o nanômetro é uma medida de comprimento de onda. A radiação UV é formada por
diferentes ondas (UVA, UVB e UVC), as quais apresentam diferentes comprimentos de onda, podendo percorrer longas distâncias e alcançar a epiderme e a derme.
Enquanto a radiação UVC (100 a 280 nm) não incide na superfície terrestre, sendo completamente absorvida pela camada de ozônio, a radiação UVB (280 a 320
nm) é absorvida apenas parcialmente pela camada de ozônio, conseguindo alcançar a epiderme e provocar discromias. Já a radiação UVA (320 a 400 nm) não é
absorvida pela camada de ozônio, podendo alcançar a epiderme e a derme, provocando inclusive o fotoenvelhecimento. Também vale ressaltar que a radiação UVB
apresenta maior incidência no verão, enquanto a radiação UVA apresenta incidência constante, independente da estação do ano e das condições climáticas. Sendo
assim, a radiação UV está presente tanto em dias ensolarados quanto nublados.
Na atualidade, também é sabido o papel da luz visível (400 a 700 nm), em especial a luz percebida pelo olho humano como a cor azul, no desenvolvimento de
discromias. A luz azul (450 a 495 nm) é principalmente produzida artificialmente por dispositivos eletrônicos, como smartphones, tablets, computadores e
lâmpadas LED. Além das discromias, a luz azul emitida por telas de dispositivos eletrônicos pode causar efeitos negativos na saúde ocular e no ciclo circadiano
devido à fadiga ocular e à influência na produção do hormônio melatonina, respectivamente. Isso se dá pelo fato de a luz azul ativar receptores OPN3 na
membrana do melanócito, os quais interagem com os receptores MCR1 também presentes na membrana celular dos melanócitos (Olinski et al., 2020).
 
Saiba Mais
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Para entender um pouco mais sobre a luz azul, assista ao vídeo Entenda Como a Luz Azul Emitida pela Tela do Seu Celular Afeta sua Vida, do
canal Olhar digital.
 
Vídeo
 
Por fim, mas não menos importante, está o fator calor ocupacional, definido como a exposição às condições de elevadas temperaturas e calor excessivo devido às
atividades laborais. Exemplos de calor ocupacional incluem entrar em ambientes quentes, como saunas, banhos quentes, cozinhas e carros estacionados ao sol;
além do uso de técnicas estéticas que geram aquecimento do tecido, como vapor de ozônio e radiofrequência.Saiba Mais
Assista ao vídeo A Luz Azul Prejudica a Pele? do canal Lucas Portilho, e veja o papel dos protetores de luz azul na pele.
 
Vídeo
 
16 Roteiro de Atividade Prática 1
Após a prática 1 dos objetivos 1 e 2, os grupos já identificaram possíveis discromias melânicas e vasculares presentes na pele do rosto e do corpo de seus colegas.
Agora, seguindo a anamnese, os alunos deverão elencar possíveis aspectos anatômicos e fisiológicos, incluindo hábitos de vida, responsáveis por causar as
discromias identificadas.
17 Roteiro de Atividade Prática 2
Os alunos deverão ser divididos em grupos e praticar a identificação de aspectos anatômicos e fisiológicos relacionados às discromias. A cada rodada o professor
irá apresentar uma ficha com a imagem de uma discromia, podendo ser tanto melânica como vascular, de pessoas públicas como de pessoas desconhecidas.
Sugere-se utilizar a fichas já aplicadas na prática 2 dos objetivos 1 e 2. Após a apresentação de uma ficha, cada grupo deverá citar um fator anatômico e/ou
fisiológico envolvido em tal discromia.
18 Estudo de caso
Imagine-se atendendo a paciente com o seguinte histórico:
Simone; 45 anos; sexo feminino; histórico médico sem doenças crônicas significativas, não fumante, consumo moderado de álcool.
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Simone apresentou o seguinte quadro clínico há cerca de seis meses:
Vermelhidão persistente no rosto, especialmente nas bochechas, nariz, queixo e testa.
Sensação de queimação e calor na pele.
Surgimento de pequenas pápulas e pústulas, sem a presença de comedões.
Episódios de agravamento dos sintomas após exposição ao sol, consumo de álcool e situações de estresse emocional.
Diante do exposto, levante uma hipótese de discromia para o quadro apresentado.
 
Veja abaixo a resolução do caso apresentado:
 
Resolução do EC
Titulo
0.19MB
 
19 Orientações para a entrega da fase
Aqui, você irá relacionar as características elencadas na fase 1 com os respectivos nomes das discromias. Por exemplo, uma discromia causada pelo pigmento
melanina, em tonalidade de hipercromia, com bordas irregulares, localizada no rosto, plana em relação à pele e assintomática, pode caracterizar um Melasma. 
Para desenvolver sua habilidade em identificar discromias cutâneas, você deverá criar um mapa mental com os nomes das discromias melânicas mais usuais na
população. 
Use a sua criatividade! Lembre-se de que quanto mais colorido, ilustrativo e dinâmico for o mapa mental, mais ele te ajudará na assimilação e fixação das
informações.
 
Modelo de Entrega -
Fase 2
Titulo
0.17MB
 
20 Atividade de Extensão
Desenvolvimento
Agora, entraremos na fase de desenvolvimento do seu projeto, que deve ser apresentado com uma linguagem clara e organizada.
Nesta etapa, você deverá descrever o desenvolvimento da atividade de extensão.
Quais as ações realizadas para promover e realizar a aplicação da atividade de extensão dentro do projeto?
Como o público-alvo foi envolvido?
Lembre-se de que essa atividade deverá ser enviada apenas na fase 3. 
21 Referências
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Cassiano, D.P.; Espósito, A.C.C.; Silva, C.N.; Lima, P.B.; Dias, J.A.F.; Hassun, K.; Miot, L.D.B.; Miot, H.A.; Bagatin, E. Update on Melasma - Part II:
Pathogenesis. Dermatol Ther (Heidelb) 12:1989-2012, 2022.
Dos Santos, L.S.A. Rosácea: uma revisão dos novos tratamentos. BWS Journal, 3, 20070066: 1-9, 2020.
Espósito, A.C.C.; Cassiano, D.P.; Silva, C.N.; Lima, P.B.; Dias, J.A.F.; Hassun, K.; Bagatin, E.; Miot, L.D.B.; Miot, H.A. Update on Melasma - Part I:
Pathogenesis. Dermatol Ther (Heidelb) 12:1967-1988, 2022.
Fu, C.; Chen, J.; Lu, J.; Yi, L.; Tong, X.; Kang, L.; Pei, S.; Ouyang, Y.; Jiang, L.; Ding, Y.; Zhao, X.; Li, S.; Yang, Y.; Huang, J.; Zeng, Q. Roles of inflammation
factors in melanogenesis (Review). Molecular Medicine Reports 21: 1421-1430, 2020.
Gaón, N.Q.; Romero, W. Dermatoscopia na hiperpigmentação periorbital: uma ajuda no diagnóstico do tipo clínico. Surg Cosmet Dermatol 6(2):1712, 2014.
Goldman, M.P. Optimal Management of Facial Telangiectasia. Am J Clin Dermatol 5, 423–434 (2004).
Kaim, M.; Backes, L.T.H. Envelhecimento celular: teorias e mecanismos. Revista Saúde Integrada, v.12, n.23, 2019.
Katoulis, A.C.; Sgouros, D.; Bozi, E.; Pappa, G.; Theotokoglou, S.; Konstantinou, M.P.; Voudouri, A.; Voudouri, M.; Theofili, M.; Tzima, K.; Hofmann-Wellenhof,
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Olinski, L.E.; Lin, E.M.; Oancea, E. Illuminating insights into opsin 3 function in the skin. Advances in Biological Regulation 75, 100668, 2020.
Petri, V. Guia de bolso de dermatologia. 1 ed., Atheneu, Rio de Janeiro, 2017.
Praetorius, C.; Sturm, R.A.; Steingrimsson, E. Sun-induced freckling: ephelides and solar lentigines. Pigment Cell Melanoma Res. 27; 339-350, 2014.
Ribas, J.; Schettini, A.P.M.; Cavalcante, M.S.M. Ocronose exógena induzida por hidroquinona: relato de quatro casos. Anais Brasileiros de Dermatologia
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Ribeiro, D.; Micillo, G.P.; Junior, N.M. Peelings e Discromias. 1 ed., Difusão editora, Santo André - SP, 2022.
Souza, D.M.; Ludtke, C.; Souza, E.R.M.; Scandura, K.M.P.; Weber, M.B. Hiperpigmentação periorbital. Surg Cosmet Dermatol 3(3):233-9, 2011.
22 Aula ao vivo
Para acessar a sua agenda de aulas ao vivo, os links para ingressar nas aulas e as gravações, siga os seguintes passos:
Acesse o Teams (Microsoft Teams)
Faça o login com o seu e-mail institucional (seunomeesobrenome@celsoonline.com.br) e a sua senha
Clique no calendário e confira a sua agenda com os dias e horários das suas aulas, conforme print abaixo:
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Você também pode clicar em “Equipes” para ver as equipes dos seus projetos e as gravações das aulas, na pasta “recordings”
 
Qualquer dúvida, clique aqui e entre em contato pelo Whatsapp (2ª a 6ª de 8 às 20h)
 
Fase 3 Dia da entrega: 19/02/2026
Atividades
Construir hipóteses sobre fatores individuais envolvidos nas discromias a serem tratadas.
1. Apresentação da Fase 3
2. Construindo hipóteses para traçar o plano de tratamento
3. Entendendo sobre os recursos disponíveis
4. Entendendo sobre processo inflamatório nas hipocromias e hipercromias 
5. Orientações para as atividades práticas
6. Roteiro de Atividade Prática 1
7. Roteiro de Atividade Prática 2
Apontar possíveis recursos estéticos, tanto cosméticos como eletroterápicos, no tratamento das discromias.
1. Cosmetologia no tratamento de discromias: home care
2. Procedimento estéticos no tratamento de discromias: atendimento profissional
3. Aplicação de recursos eletroterápicos no tratamento de discromias
4. Roteiro de Atividade Prática 1
5. Roteiro de Atividade Prática 2
Debater a associação entre os recursos estéticos disponíveis, segurança e eficácia no tratamento das discromias.
1. Associação entre os recursos disponíveis
2. Segurança dos recursos aplicados3. Eficácia dos recursos aplicados 
4. Roteiro de Atividade Prática 1
5. Roteiro de Atividade Prática 2
6. Estudo de caso
7. Orientações para a entrega da fase
8. Orientações para a Entrega Final
9. Atividade de Extensão
10. Referências
11. Aula ao vivo
1
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1 Apresentação da Fase 3
Olá! Nesta fase vamos construir hipóteses sobre fatores individuais envolvidos nas discromias a serem tratadas, apontar possíveis recursos estéticos, tanto
cosméticos como eletroterápicos, no tratamento das discromias e debater a associação entre os recursos estéticos disponíveis, segurança e eficácia no tratamento
das discromias.
Vamos lá?
Vídeo
2 Construindo hipóteses para traçar o plano de tratamento
Você já conhece alguns aspectos anatômicos e fisiológicos que podem estar relacionados às discromias discutidas. O desafio agora é associar esses aspectos e
identificar os fatores intrínsecos e extrínsecos envolvidos nas discromias dos seus pacientes. A partir da construção dessas hipóteses, você irá traçar seu plano de
tratamento, que pode incluir o uso de cosméticos, procedimentos estéticos, eletroterapia ou, ainda, a associação de diferentes recursos estéticos disponíveis no
mercado atual.
De maneira geral, juntamente com a história médica, pessoal e social, algumas perguntas durante a anamnese podem auxiliar na construção das hipóteses sobre os
fatores individuais envolvidos no caso de cada paciente. Exemplos de perguntas importantes incluem:
I. quando esse quadro de discromia começou;
II. como esse quadro se desenvolveu;
III. quais são os sintomas associados;
IV. quais são as situações que agravam e/ou atenuam o quadro;
V. já realizou algum tratamento estético para tratar essa discromia.
A partir das respostas coletadas, você pode construir hipóteses sobre as condições metabólicas e os fatores ambientais envolvidos.
Levando em consideração os possíveis gatilhos envolvidos nas discromias e conhecendo os hábitos de vida dos seus pacientes, você estará apto(a) a desenvolver
planos de tratamento seguros e eficazes. É importante ter em mente que muitos quadros de discromias estão associados também a quadros inflamatórios. No caso
de hipocromias, algumas técnicas de tratamento se baseiam no processo inflamatório controlado a fim de aumentar a melanogênese e restaurar a pigmentação
original da pele. Já nos casos de hipercromias, as técnicas de tratamento se baseiam em gerenciar todo e qualquer processo inflamatório presente no organismo, na
tentativa de conter a melanogênese em excesso.
 
Saiba Mais
Para ambas as situações, de hipocromia e hipercromia, existem diferentes recursos cosmetológicos, procedimentos estéticos e recursos
eletroterápicos. Leia a revisão de literatura Tratamento do melasma: revisão sistemática, escrita por Denise Steiner et al.   e entenda melhor
sobre os diferentes recursos aplicados no tratamento de melasma, por exemplo.
 
Tratamento do
melasma
Titulo
0.22MB
 
 
A escolha de qual recurso utilizar ou qual associação aplicar pode ser feita com base no conhecimento técnico do profissional, na disponibilidade de investimento
financeiro por parte do paciente e nas indicações e contraindicações específicas de cada paciente. Dentro de tudo que é seguro e eficaz, não existe um recurso pior,
mas sim um recurso melhor empregado com base em raciocínio clínico e científico.
 
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3 Entendendo sobre os recursos disponíveis
Conforme citado anteriormente, os recursos disponíveis para o tratamento de discromias podem incluir o uso de cosméticos, procedimentos estéticos e
eletroterapia. Em relação aos cosméticos, estes podem ser definidos como substâncias que auxiliam nos processos bioquímicos que ocorrem na pele, sendo, nesse
caso, o processo bioquímico de interesse a melanogênese na epiderme. Vale ressaltar que os cosméticos não apresentam finalidade terapêutica (cura), mas sim de
preservação e/ou correção. Esses produtos são fiscalizados por órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o Instituto Nacional de
Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO). Seguem legislações sobre requisitos básicos de fabricação, lista de substâncias permitidas e proibidas, e
regularização, por exemplo (Pereira et al., 2013).
Diferentes tipos de cosméticos podem ser aplicados no tratamento de discromias, dependendo da substância presente na formulação, concentração e mecanismo de
ação dela. Entre os principais cosméticos utilizados, destacam-se os esfoliantes, clareadores, antioxidantes, fotoprotetores, anti-inflamatórios, hidratantes e
cicatrizantes. As substâncias presentes nesses cosméticos e o seu mecanismo de ação serão discutidos mais adiante.
A cosmetologia pode ser adotada tanto pelo profissional durante o atendimento, como pelo paciente durante o home care, lembrando que as orientações do home
care também são de responsabilidade do profissional de estética. De modo geral, quando em atendimento profissional, os ativos são aplicados através de
procedimentos como microagulhamento, peeling e intradermoterapia, por exemplo. Cada procedimento requer sua técnica de aplicação e as preparações de ativos
empregadas nos mesmos devem ser apropriadas para procedimento, respectivamente.
Descrevendo agora a eletroterapia, esta pode ser definida como um conjunto de técnicas que utiliza o conceito de potencial bioelétrico ou bioeletricidade
(transporte de íons e moléculas energizadas pela membrana celular gerando um potencial elétrico e, consequentemente, um efeito fisiológico) para gerar uma
eletricidade intrínseca por meio do uso de equipamentos específicos. No caso das discromias, essa eletricidade intrínseca pode ser gerada por uma fonte de luz por
meio do equipamento laser (Pereira, 2022). São os parâmetros físicos do laser que determinam o tipo de tecnologia aplicada. Entre esses parâmetros físicos estão:
I. comprimento de onda - distância que o fóton percorre durante um ciclo completo de oscilação, expresso em nanômetros (nm);
II. potência - é a relação entre energia (trabalho) liberada por segundo (tempo), expressa em watt (w). Quanto maior a potência, maior é o trabalho em menos
tempo. 
 
 
A radiação emitida pelo laser é caracterizada por ser monocromática (todos os fótons apresentam o mesmo comprimento de onda), coerente (um fóton estimula
outro em concordância) e colimado (os fótons não divergem ou convergem, mas são liberados em feixes paralelos). Entre 93% e 96% da luz emitida pelo laser será
absorvida, transmitida e/ou dispensa no tecido celular. Outra parte (4% a 7%) será refletida no meio ambiente, por isso a necessidade de o profissional e o paciente
utilizarem óculos escuros com fotoproteção. Entre outros alvos possíveis, a utilização de laser no tratamento de discromias terá como alvo a destruição de
hemoglobina e melanina depositadas na pele. É importante destacar que um recurso eletroterápico pode ter efeito térmico e que, no caso das hipercromias, a
geração de calor pode aumentar ainda mais a biossíntese de melanina.
 
Fique por dentro
Para começar a aprofundar seus estudos sobre cosmetologia e discromias, leia o capítulo 10 do livro Cosmetologia, escrito por Maria de
Fátima Lima Pereira et al.  
Fique por dentro
Ouça o episódio de Podcast Laserterapia do canal BEM ESTAR, e entenda sobre diferentes aplicações do laser.
Vídeo
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Saiba Mais
Para aprofundar seus conhecimentos sobre aplicação do laser na estética e nas discromias, leia o livro Laser a serviço da estética, escrito por
Maria de Fátima Lima Pereira.
 
4 Entendendo sobre processo inflamatório nas hipocromias e hipercromias 
Dentro da imunologia, a inflamação é definida como uma resposta fisiológica a uma lesão, tendo por objetivo reparar (regenerar ou cicatrizar) um dano tecidual. A
cinética celular em processos inflamatórios envolve:
I. adesãofraca dos leucócitos (células do sistema imunológico, também chamadas de glóbulos brancos) ao endotélio vascular;
II. marginação e adesão forte dos leucócitos ao endotélio vascular;
III. transporte dos leucócitos para fora do vaso sanguíneo em direção ao tecido lesionado (diapedese);
IV. migração dos leucócitos pela matriz extracelular até outros locais específicos.
Essa cinética celular é mediada por quimiotaxia (substâncias solúveis capazes de regular o processo inflamatório). Entre alguns mediadores pró-inflamatórios
estão: Prostaglandina E2 (PGE2), Interleucina-1 (IL-1), Interleucina-6 (IL-6), Interleucina-8 (IL-8), Fator de Necrose Tumoral Alfa (TNF-α), Leucotrieno B4
(LTB4), Proteína C-reativa (CRP), Histamina e Fatores do Complemento (C3a e C5a) (Zuccolotto, 2021).
É devido à diapedese que ocorrem a vasodilatação, causando o eritema, o edema (exsudato) e o calor local, característicos de um processo inflamatório. Nem todo
edema está relacionado a um processo inflamatório. O transudato é um inchaço de natureza não inflamatória, podendo ter como causas medicamentos, hormônios,
clima, gravidez, entre outros fatores. Além desses três sinais (eritema/ edema/ calor), pode estar presente a dor devido à presença de mediadores químicos atuando
sobre a permeabilidade vascular e as terminações nervosas. Por fim, um processo inflamatório avançado também pode gerar a perda de função do tecido lesionado
(Zuccolotto, 2021).
 
 
A grande questão é que um processo inflamatório pode regular positivamente a via da melanogênese. Isso ocorre porque, conforme explorado na fase 2 deste
projeto, a atividade dos melanócitos pode ser influenciada pelos mediadores químicos à luz do endotélio. Sabendo disso, é importante citar que muitos tratamentos
estéticos estão associados a processos inflamatórios controlados, como é o caso do microagulhamento e do peeling. No caso das hipocromias, algumas técnicas
podem adotar o processo inflamatório controlado para estimular positivamente a melanogênese. Em relação às hipercromias, as técnicas de tratamento visam
conter os processos inflamatórios, regulando negativamente a melanogênese.
Embora o microagulhamento e o peeling também possam ser adotados como plano de tratamento em hipercromias, essas técnicas devem apresentar baixo caráter
inflamatório. Para o microagulhamento, pode ser adotada a técnica de drug delivery; já para o peeling, podem ser utilizados ativos que atuam em nível mais
superficial ou superficial.
 
Fique por dentro
Para entender um pouco mais sobre o processo inflamatório, assista ao vídeo Inflamação, É Boa ou Ruim para a sua Saúde?, do canal
Amato - Instituto de Medicina Avançada.
 
Vídeo
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Saiba Mais
Para aprofundar seus conhecimentos sobre processo inflamatório, leia os capítulos 3, 4 e 5 do livro Ensino de infecção, inflamação, imunidade
e distúrbios do sistema hematopoético, escrito por Tatiana Zuccolotto.
 
5 Orientações para as atividades práticas
Olá, estudante! Esse projeto possui carga horária de prática, que é desenvolvida nas fases 1, 2 e 3. Você deverá elaborar um relatório referente à cada prática
desenvolvida ao longo das fases, mas a postagem do arquivo contendo todos os relatórios deverá ser feita em um único arquivo na fase 3.
 
 
Obs: Utilize o modelo disponibilizado na fase 1 e complemente o seu relatório com as práticas desta fase! 
6 Roteiro de Atividade Prática 1
Os alunos deverão ser divididos em grupos e praticar a construção de hipóteses para traçar o plano de tratamento de quatro supostos pacientes portadores de:
lentigo solar;
poiquilodermia de Civatte;
hiperpigmentação pós-inflamatória associada ao uso de cera depilatória quente;
rosácea.
7 Roteiro de Atividade Prática 2
Os alunos deverão ser divididos em grupos para discutir o caráter inflamatório de dois recursos eletroterápicos:
radiofrequência;
laser Lavieen.
8 Cosmetologia no tratamento de discromias: home care
Em um cosmético, o princípio ativo é o componente químico com ação específica e comprovada sobre uma célula ou tecido. Entre os principais ativos utilizados
no tratamento de discromias, destacam-se os esfoliantes, clareadores, antioxidantes, fotoprotetores, anti-inflamatórios, hidratantes e cicatrizantes.
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A esfoliação promove o desprendimento dos queratinócitos mortos (recentemente, também chamados de corneócitos) presentes no estrato córneo da epiderme. Isso
porque, ao promover o desprendimento dessas células, estimula-se o processo de queratinização (também chamado de reepitelização ou turnover celular), levando
à renovação celular. A esfoliação é bastante eficiente em pacientes que necessitam de afinamento do estrato córneo (pele queratinizada ou espessa), renovação
celular, clareamento de manchas e revitalização. Pode ser feita por meio de métodos manuais, mecânicos, enzimáticos ou químicos.
Entre importantes ativos esfoliantes estão:
I. microesferas de semente de apricot (damasco);
II. enzimas como bromelina (obtida do talo de abacaxi), papaína (obtida de mamão verde), Renew zyme® (ativos naturais de romã combinados com enzimas
chaperonas) e Pumpkin enzyme (obtida da semente de abóbora);
III. ácidos como glicólico, lático, mandélico, salicílico, pirúvico, retinol (derivado de vitamina A) e ácido retinóico. Não só os ácidos, mas principalmente estes
ativos, apresentam ação esfoliante relacionada ao peso molecular, à concentração e ao pH presente na fórmula, ao tempo de exposição e ao veículo da
formulação. É interessante destacar que dependendo da abrasão realizada durante a esfoliação, esta pode caracterizar o procedimento de peeling.
No tratamento das hipercromias, além dos esfoliantes para dispersar a mancha depositada na pele, fazem-se necessários os ativos clareadores (também chamados
de antimelanogênicos), que irão regular a biossíntese de melanina. Esses agentes clareadores podem inibir a melanogênese por diferentes vias, como a inibição das
enzimas tirosinase (enzimas-chave na melanogênese) e o sequestro de cofatores importantes para o funcionamento dessas enzimas. Entre os importantes ativos
clareadores estão: vitamina C, ácido azelaico, ácido cafeico, ácido cinâmico, ácido cumárico, ácido elágico, ácido ferúlico, ácido fítico, ácido kójico, ácido
tranexâmico, α-arbutin, niacinamida e belides.
Os antioxidantes, já apresentados na fase 2 deste projeto, incluem os ativos: α-tocoferol (vitamina E), compostos fenólicos, resveratrol, picnogenol, Oli-Ola™, β-
carotenos, flavonoides, coenzima Q10 (ubiquinona) e glutationa. Muitos ativos clareadores e antioxidantes também acumulam a função de fotoprotetores. Já os
anti-inflamatórios podem incluir: α-bisabolol e ácido glicirrízico.
Hidratantes são importantes para manter o teor de água na pele, influenciando não só os processos bioquímicos, mas também facilitando a permeação de outros
ativos já citados. São exemplos de ativos hidratantes: ácido hialurônico, glicerol, óleos vegetais, ureia, sais minerais, vitaminas, entre outros. Já os cicatrizantes
podem ser aplicados, por exemplo, após determinados procedimentos estéticos como o peeling. Os cicatrizantes podem incluir: óleo da rosa-mosqueta e D-
pantenol. 
 
 
Saiba Mais
Para aprofundar seus estudos sobre cosméticos, cosmecêuticos, nutracêuticos e nutricosméticos, leia a revisão Nutracêuticos: possibilidades
de uso no tratamento do melasma, escrita por Jane da Silva Camilo, Franciele Cruz Rocker Santos e Talita de Oliveira da Silva.
 
Nutracêuticos
Titulo
0.63MB
 
Fique por dentro
Leia a revisão de literatura Avaliação dos agentes despigmentantes mais comercializados em uma farmácia de manipulação da cidade
de Curvelo/MG, escrita por Janaína Corrêa de Oliveira e Camila Filizzola de Andrade Sena, e entenda mais sobre os ativos de
cosméticos.
 
Avaliação dos
agentes
despigmentantes  
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0.55MB
 
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9 Procedimento estéticos no tratamento de discromias: atendimento profissional
Pensando nos procedimentos realizados em cabine pelo profissional de estética, algumas possibilidades para o tratamento de discromias incluem
microagulhamento, peeling e intradermoterapia. O microagulhamento é uma técnica que utiliza microagulhas (com profundidade média entre 0,5 e 1,5 mm),
associadas a certos dispositivos (como rollers, canetas elétricas ou microinfusores) para gerar perfurações contínuas e mecânicas na pele. Tem como objetivo tanto
induzir a síntese de novo colágeno como aumentar a permeação de ativos, sendo neste último caso também chamado de drug delivery. As microagulhas utilizadas
são simétricas, constituídas de titânio e descartáveis após o uso.
O microagulhamento tem sido uma alternativa para o tratamento de discromias melânicas, tanto hipocromias como hipercromias. No caso das hipercromias, a
proposta é realizar drug delivery (utilizando microagulhas com profundidade média de até 0,5 mm) com ativos clareadores. Tais ativos devem ser próprios para
essa via de aplicação. A figura 1 apresenta alguns dispositivos utilizados para microagulhar, bem como alguns ativos próprios para essa via.
Figura 1. Representação de (a) roller, (b) caneta elétrica e (c) ativos próprios para microagulhamento. As imagens acima representam apenas um
modelo de cada, existindo outras marcas de rollers, canetas elétricas e ativos para microagulhamento. Para todos é importante apresentar
registro na ANVISA. Fonte: Google imagens, 2024.
 
Tecnicamente, peeling (descamação, em português) pode ser definido como um procedimento que promove a descamação da pele, estimulando a renovação
celular. Conforme citado anteriormente, dependendo da esfoliação, esta pode ser considerada um peeling. A descamação da pele pode ser feita por métodos
mecânicos, enzimáticos ou químicos (sendo esses dois últimos já descritos na seção anterior). Outra característica dessa descamação (perceptível visualmente ou
não) é que pode alcançar diferentes níveis de profundidade (desde o estrato córneo na epiderme até a derme reticular).
Enquanto o peeling enzimático utiliza enzimas e o peeling químico utiliza ácidos, o peeling mecânico utiliza equipamentos de microdermoabrasão, como o peeling
ultrassônico, peeling de diamante e peeling de cristal. Assim como o peeling enzimático, o peeling mecânico não gera inflamação, não interfere na rotina do
paciente e pode ser compatível com outros procedimentos estéticos e/ou médicos. Suas principais contraindicações incluem pacientes portadores de dispositivos
eletrônicos implantados, quadros de epilepsia, rosácea e telangiectasia.
O peeling enzimático apresenta condições mais brandas e suaves, com menor risco de irritação e reações de hipersensibilidade. Já o peeling químico pode ter
caráter inflamatório, interferir na rotina do paciente e apresentar maiores contraindicações, como fototipo cutâneo, uso de anticoagulantes, alergia à aspirina,
anemia, doenças renais, gravidez, lactação e tratamento com isotretinoína em intervalo menor que 12 meses.
Em relação aos níveis de profundidade do peeling, este pode atingir apenas o estrato córneo (classificado como muito superficial), atingir os demais estratos da
epiderme (classificado como superficial), atingir a derme papilar (classificado como intermediário) ou ainda atingir a derme reticular (classificado como profundo).
Quanto maior a profundidade do peeling, maior é a agressão e a inflamação. Para que o nível de inflamação seja controlado, é usual tratar discromias com peelings
que atuam em nível mais superficial ou superficial. A figura 2 ilustra alguns peelings mecânicos, enzimáticos e químicos.
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Figura 2. Representação de (a) peeling ultrassônico, (b) peeling de diamante, (c) peeling de cristal, (d) peeling enzimático associado com peeling
químico e (e) peeling químico. Para todos é importante apresentar registro na ANVISA. Fonte: Google imagens, 2024.
 
 
Outra possibilidade de tratamento em cabine é a intradermoterapia, aplicação direta de ativos altamente diluídos entre a epiderme e a derme. Enquanto o
microagulhamento gera canais para a entrega desses ativos (drug delivery), a intradermoterapia entrega os ativos por meio de injeções com agulhas ou de maneira
pressurizada, utilizando canetas pressurizadas (figura 3). A aplicação direta na região permite que o tecido se torne um reservatório desses ativos, ativando
receptores locais e processos fisiológicos.
Múltiplas entregas (seja por agulha ou pressão) com pequenos volumes permitem que os ativos permaneçam por mais tempo na microcirculação. A combinação de
ativos entregues via intradermoterapia chama-se mescla. A mescla deve ser estéril, própria para essa via de administração, livre de óleo, corante, essência,
conservante e álcool. As principais mesclas para melasma incluem os ativos TGP2 peptídeo, α-arbutin, ácido tranexâmico, vitamina C, ácido mandélico e ácido
kójico.
Figura 3. Representação de (a) canais, gerados por microagulhamento, para permeação de ativos, (b) intradermoterapia com agulha e (c)
intradermoterapia com caneta pressurizada. Fonte nas imagens.
 
Fique por dentro
Leia a revisão de literatura Peelings químicos: revisão e aplicação prática, escrita por Vania Marta Figueiredo Yokomizo et al., e entenda
melhor sobre os ácidos e seus mecanismos de ação.
 
Peelings químicos
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1.42MB
 
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Saiba Mais
Para aprofundar e fixar as informações sobre microagulhamento, assista ao vídeo Como Tratar Melasma com Microagulhamento do canal
Heitor Cruz & Thais Serdan.
 
Vídeo
 
10 Aplicação de recursos eletroterápicos no tratamento de discromias
Em relação aos recursos eletroterápicos no tratamento de discromias, destaca-se a laserterapia (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation), a qual
tem por objetivo destruir os cromóforos de melanina e/ou hemoglobina, atuando no tratamento de melasma, efélides, angiomas e microvasos. Sendo assim, o uso
de lasers não térmicos no tratamento de hipercromias atua como despigmentante, envolve alta tecnologia para degradação de feomelanina e aplicação semanal. O
laser Nd:Yag na modalidade Q-Switched (532 nm) é amplamente considerado seguro para o tratamento de hipercromias, por exemplo. O tratamento, nesse caso, é
indolor, não provoca edema nem eritema. As principais contraindicações incluem pacientes com sensibilidade à luz, pele ferida ou lesionada na área a ser tratada.
O laser de baixa potência, conhecido como LED (Light Emitting Diode), pode ser utilizado antes de peeling, microagulhamento ou intradermoterapia,
complementando os procedimentos estéticos. O LED vermelho (~645 a 660 nm), por exemplo, é descrito por ser efeitos positivos na síntese de colágeno, absorção
de cosméticos, bioestimulação, cicatrização e combate aos radicais livres. Já o LED azul (~430 a 470 nm), por exemplo, pode apresentar efeito bactericida e clarear
discromias cutâneas. No caso do LED azul, deve-se atentar a pequena porção de calor gerada; sendo assim, recomenda-se aplicar em movimentos cutâneos. Por
sua atuação no núcleo celular, a ledterapia é indolor, segura em diferentes fototipos e idades, podendo ser aplicada semanalmente por dez minutos. Suas principais
contraindicações incluem pacientes que fazem uso de isotretinoína e portadores de glaucoma e neoplasias.
Já o ILIB (Intravascular Laser Irradiation of Blood) consiste na utilização do laser vermelho na circulação arterial. Complementando o tratamento de discromias,
possui ação analgésica, anti-inflamatória, modula sistema imune e combate radicais livres, podendo ser aplicado diariamente. Alguns protocolos incluem: 10
aplicações de 30 minutos durante 10 dias consecutivos, 5 aplicações de 60 minutos a cada 2 dias, ou ainda, 1 série de 10 aplicações a cada 4 meses. 
 
 
Saiba Mais
Para entenderum pouco mais sobre o laser Nd-Yag Q-Switched, assista ao vídeo Laser Vektra Para Melasma (Nd-Yag Q-Switched) , do canal
Dr. Alexandre Lima.
 
Fique por dentro
Ouça o episódio de Podcast #8 ILIB e Laserterapia Sistêmica do canal Allaser, e entenda melhor os aspectos envolvidos na técnica de
ILIB.
Vídeo
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Vídeo
 
11 Roteiro de Atividade Prática 1
Os alunos deverão ser divididos em grupos para elencar possíveis recursos cosméticos possíveis para tratar quatro supostos pacientes portadores de:
lentigo solar;
poiquilodermia de Civatte;
hiperpigmentação pós-inflamatória associada ao uso de cera depilatória quente;
rosácea.
12 Roteiro de Atividade Prática 2
Os alunos deverão ser divididos em grupos e listar os principais recursos eletroterápicos dentro da laserterapia para tratamento de discromias cutâneas. Na lista, os
tipos de lasers deverão ser diferenciados conforme seus parâmetros físicos (comprimento de onda, potência, tipo de pulso etc.).
13 Associação entre os recursos disponíveis
Agora que você conhece um pouco mais sobre os recursos possíveis e aplicáveis ao tratamento de discromias cutâneas, faz-se necessário discutir a associação entre
esses recursos. Isso porque a combinação deles pode tanto potencializar os resultados quanto gerar efeitos indesejáveis. A combinação entre o home care e os
procedimentos em cabine e/ou a combinação entre diferentes procedimentos deve sempre levar em consideração os aspectos bioquímicos e fisiológicos envolvidos.
Os princípios ativos e procedimentos podem apresentar diferentes mecanismos de ação, mas todos devem estar ligados à interferência na melanogênese e
renovação celular, de modo a terem ação sinérgica e reduzirem os efeitos indesejáveis.
Kalil e colaboradores, em 2016, descreveram sobre o drug delivery assistido por lasers. A penetração de ativos através da epiderme intacta ocorre por difusão e, em
menor grau, através dos anexos cutâneos. Moléculas lipofílicas e inferiores a 500 Dalton (Da) conseguem penetrar a epiderme com mais facilidade. Os lasers
promovem drug delivery por meio de três formas:
I. ablação tecidual, que remove o estrato córneo e as camadas mais superficiais da epiderme;
II. ondas fotomecânicas, resultantes da conversão da energia luminosa em energia mecânica;
III. resurfacing não ablativo, em que as injúrias térmica e física ocasionam rupturas na barreira cutânea promovendo a entrega dos medicamentos.
Os lasers ablativos e Q-Switched devem ser preferidos quando são utilizados veículos hidrofílicos, enquanto os lasers não ablativos e com luz intensa pulsada
(LIP) são preferencialmente utilizados para permeação de ativos lipofílicos.
Em 2018, Silva & Pinheiro relataram sobre a terapia combinada entre ácido ascórbico (vitamina C) e eletroterapia, no tratamento de melasma. A vitamina C tópica
é facilmente absorvida e acumulada na pele. A pele absorve até 15% da vitamina C em até 48 horas. Entre os benefícios da utilização de recursos eletroterápicos
associados à vitamina C estão: ativação da circulação sanguínea local, ação despigmentante e antioxidante, reepitelização da epiderme.
Oliveira e colaboradores (2021) descreveram a terapia combinada como modo de tratamento preferido para o quadro de melasma. Após análise de 16 estudos, os
autores descreveram a hidroquinona como tratamento tópico mais prescrito. Diante das contraindicações e possíveis reações indesejáveis da hidroquinona, os
autores citam outros agentes tópicos que podem ser combinados, gerando resultados seguros e eficazes como: ácido azelaico a 20% em creme ou 15% em gel e
ácido glicólico de 5 a 10%.
 
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Para aprofundar seus estudos sobre terapia combinada, leia a revisão Drug delivery assistido por lasers: revisão, escrita por Célia Kalil et al.
 
Drug delivery
assistido por lasers
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0.33MB
 
 
14 Segurança dos recursos aplicados
Dentro de tudo que foi apresentado e discutido, não só a eficácia dos recursos é importante na obtenção de resultados satisfatórios quanto ao tratamento de
discromias cutâneas, mas também a segurança dos recursos aplicados, garantindo baixos riscos de danos e complicações estéticas. Nesse sentido, é válido discutir
sobre a segurança dos principais recursos aqui apresentados, seja de modo individualizado ou em terapia combinada.
Conforme já citado anteriormente, os cosméticos seguem legislações e fiscalizações de órgãos competentes como ANVISA e INMETRO. O controle de qualidade
envolve tanto testes de segurança quanto testes de toxicologia. Os testes de segurança verificam a possibilidade de causar irritação e sensibilidade em condições de
uso previsíveis. Produtos classificados pela ANVISA como grau de risco 2 devem apresentar comprovação de segurança e/ou eficácia, informações e cuidados,
modo e restrições de uso.
De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), em 2020 foram realizados 24.529.875 procedimentos estéticos cirúrgicos e não
cirúrgicos. Destes, 19% foram realizados nos Estados Unidos, que lideram o ranking como o país com o maior número de procedimentos, seguido pelo Brasil com
7,9%. Entre os principais procedimentos estéticos não cirúrgicos realizados no Brasil, entre 2010 e 2020, estão o peeling químico e a microdermoabrasão
(Trindade, 2022).
Levando em consideração o quantitativo de procedimentos estéticos não cirúrgicos, é visível a disparidade entre a quantidade de procedimentos realizados e as
complicações descritas na literatura. Segundo Di Santis et al. (2022), relatos da literatura sugerem que apenas 0,007% dos procedimentos resultam em
complicações ou efeitos adversos. Isso indica a existência de subnotificações, decorrentes de publicações apenas de complicações mais sérias, incomuns ou graves.
Como consequência dessa disparidade, é possível citar a ilusão do paciente e, muitas vezes, do profissional que realiza os procedimentos sem a devida noção de
perigo, acreditando serem de baixo risco, pequena complexidade e isentos de efeitos adversos.
Entre os principais danos que podem ser causados durante o tratamento de discromias cutâneas estão: hiperpigmentação e hipopigmentação transitória ou
permanente, cicatrizes, infecções, queimaduras de primeiro e segundo graus, alteração no perfil de crescimento de pelos na periferia das áreas tratadas, foliculite,
pseudofoliculite e acne temporária (Di Santis et al., 2022). 
 
Fique por dentro
Leia a revisão de literatura O uso de ácidos e ativos clareadores associados ao microagulhamento no tratamento de manchas
hipercrômicas: estudo de caso, escrita por Maria Cristiana de Moura et al., e entenda mais sobre os ativos combinados ao
microagulhamento.
 
O uso de ácidos e
ativos clareadores
associados
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Para refletir sobre a entrega de resultados (com segurança) no tratamento de discromias, assista ao vídeo Microagulhamento no clareamento
do melasma: como aplicar com segurança, do canal Prof. Márcia Reus.
 
Vídeo
 
 
15 Eficácia dos recursos aplicados 
Tecnicamente, a eficácia de um recurso pode ser mensurada por parâmetros qualitativos e quantitativos (Hammerschmidt et al., 2012). Nesse sentido, o índice de
avaliação da severidade e área do melasma (Melasma Area and Severity Index - MASI) é um parâmetro quantitativo que pode avaliar a eficácia dos tratamentos.
Em uma escala de 0 a 24, sendo o valor 0 a avaliação de menor severidade/área do melasma e o valor 24 a avaliação de maior severidade/área do melasma, o índice
MASI pode ser calculado segundo esquema ilustrado na figura 4.
Ainda de forma subjetiva, a eficácia de tratamentos também pode ser avaliada por parâmetros qualitativos, como o índice de avaliação global (Physician’s Global
Assessment - PGA) e o questionário MELASQoL. Em uma escala de 0 a5, sendo o valor 0 “muito insatisfeito” e o valor 5 “muito satisfeito”, o índice PGA (figura
5) avalia a percepção e satisfação do paciente em relação ao tratamento desenvolvido. Já o questionário MELASQoL consiste em questões que abordam aspectos
como aparência da pele, frustração, constrangimento, depressão, relacionamento com outras pessoas, desejo de estar com outras pessoas, sentir-se atraente, sentir-
se menos importante e alteração do senso de liberdade.
Fique por dentro
A junção entre falta de conhecimento/habilidade técnica, formação inadequada e negligência em relação à noção de perigo pode
comprometer a segurança de um procedimento. Não à toa, a mídia eventualmente apresenta casos, muitas vezes fatais, de
procedimentos realizados sem segurança. Assista ao vídeo Domingo Espetacular fala com esteticista que aplicou peeling de fenol em
empresário - reportagem sobre um caso relacionado à falta de segurança nos procedimentos.
 
Vídeo
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Figura 4. Avaliação subjetiva de hipercromias, levando em consideração a área de envolvimento, a pigmentação e a homogeneidade. A face é
dividida em quatro áreas (frontal, malar direita, malar esquerda e mentoniana), correspondendo a 30%, 30%, 30% e 10% da área total da face
para realizar a avaliação do cálculo MAIS. Fonte: Google imagens, 2024.
 
Figura 5. Avaliação subjetiva da satisfação do paciente frente ao tratamento aplicado - Fonte: Google imagens, 2024.
 
Diferentes autores têm avaliado a eficácia de diversos protocolos aplicados ao tratamento de discromias. Martins et al. (2023), por exemplo, descrevem a eficácia
do peeling de ácido glicólico no tratamento do melasma. Outro agente bastante descrito na literatura é o ácido tranexâmico (Ariembi et al., 2020). Em 2024,
Gomes e colaboradores relatam a eficácia de diferentes peelings químicos. Já o trabalho de Santos (2023) cita a eficácia do laser no tratamento do melasma através
de uma revisão integrativa.
 
Saiba Mais
Após discutir a segurança do peeling de fenol no Saiba Mais anterior, aqui vamos comentar sobre a real eficácia do fenol na “cura do melasma”.
Assista ao vídeo Pesquisa revela tratamento eficaz para melasma após 17 anos de estudo – Canal Fala Brasil.
 
Fique por dentro
Para entender melhor sobre os índices que avaliam a eficácia dos procedimentos, leia a revisão de literatura   Avaliação dos métodos de
classificação do melasma de acordo com a resposta ao tratamento, escrita por Mariana Hammerschmidt et al.
 
Avaliação dos
métodos de
classificação
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Vídeo
 
16 Roteiro de Atividade Prática 1
Os alunos deverão ser divididos em grupos para elencar possíveis terapias combinadas que podem ser adotadas para tratar quatro supostos pacientes portadores de:
lentigo solar;
poiquilodermia de Civatte;
hiperpigmentação pós-inflamatória associada ao uso de cera depilatória quente;
rosácea.
17 Roteiro de Atividade Prática 2
Os alunos deverão ser divididos em grupos para discutir segurança e eficácia dos principais recursos eletroterápicos listados no roteiro da prática 2 do objetivo de
aprendizagem 2. 
18 Estudo de caso
Maria, a jovem de 35 anos, citada no estudo de caso da fase 1, foi devidamente diagnosticada com cloasma. Após o nascimento do seu bebê e término da
amamentação, Maria procura um profissional da área estética para tratamento da sua hiperpigmentação.
Imaginando que você seja esse profissional solicitado, elabore um plano de tratamento para essa paciente.
 
Veja a resolução do estudo de caso:
 
Resolução do EC
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19 Orientações para a entrega da fase
Por fim, você está chegando na etapa de tratamento da discromia cutânea já identificada. Para as diferentes discromias ilustradas na fase 2, você pode apontar
ativos cosméticos, procedimentos estéticos e/ou recursos eletroterápicos para seus respectivos tratamentos.
Nessa fase, você irá criar um infográfico listando os principais ativos, procedimentos estéticos e recursos eletroterápicos descritos na literatura para o
tratamento de manchas melânicas hipercrômicas.
É importante que o seu infográfico, além de enumerar os principais recursos estéticos, também traga informações sobre esses recursos. Lembre-se de que, para
direcionar o tratamento, você deve ter em mente possíveis fatores intrínsecos e extrínsecos envolvidos como causa dessa discromia.
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direcionar o tratamento, você deve ter em mente possíveis fatores intrínsecos e extrínsecos envolvidos como causa dessa discromia.
 
Modelo de Entrega -
Fase 3
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20 Orientações para a Entrega Final
Olá! Com certeza você já percebeu algum amigo ou familiar com alguma mancha na pele, certo? E você já reparou que essas manchas podem variar bastante em
suas características? Por exemplo, algumas são mais claras que a cor normal da pele, enquanto outras são mais escuras. Algumas têm bordas bem definidas,
enquanto outras têm bordas irregulares. Tudo isso acontece porque essas manchas na pele, conhecidas como discromias cutâneas, estão relacionadas a diferentes
fatores, como predisposição genética, exposição solar e envelhecimento. 
Embora algumas discromias cutâneas possam ser sintomas de condições médicas subjacentes, muitas outras discromias são benignas e causam insatisfação pessoal.
Um exemplo clássico de discromia cutânea é o Melasma. Os índices de publicação científica sobre essa disfunção aumentam a cada ano. A literatura já descreve o
Melasma como uma disfunção estética multifatorial. E, mais recentemente, estudos têm mostrado a influência do Melasma no contexto de vida social, uma vez que
pode gerar baixa autoestima e doenças emocionais na população.
A boa notícia é que, enquanto profissional da área de estética, você pode auxiliar no gerenciamento dessas discromias, ajudando a promover mais satisfação e
qualidade de vida à população. Esse projeto teve como objetivo desenvolver algumas competências e habilidades para capacitá-lo a tratar discromias cutâneas.
Assim, na fase 1 desse projeto, você conheceu os pigmentos responsáveis pela coloração da pele e identificou as principais características das discromias cutâneas.
Em seguida, na fase 2, você relacionou as características com os nomes das principais discromias cutâneas. Também compreendeu alguns fatores envolvidos, como
causas e possivelmente consequências, das discromias identificadas. Já na fase 3, seu objetivo foi apontar ativos cosméticos, procedimentos estéticos ou recursos
eletroterápicos para o tratamento das discromias discutidas. 
Agora que você concluiu sua trilha de aprendizagem, passando pela identificação, análise e tratamento das discromia cutâneas, está apto a entregar sua avaliação
final.
Para finalizar esse projeto, você irá escolher uma discromia cutânea e desenvolver um protocolo seguro e eficaz para o tratamento dela. Nesse momento, é
importante lembrar que cada discromia pode apresentar indicações e contraindicações para os tratamentos disponíveis. Portanto, sua escolha de
tratamento deve ser pautada em um raciocínio clínico integrado, visando não apenas o tratamento, mas também a prevenção de novas discromias
cutâneas. Seu protocolo pode ser baseado em cosméticos para home care, procedimentos estéticos diversos ou ainda em eletroterapia. Pode abordar um
procedimento específico ou a associação de diferentes técnicas. Nesse último caso, é importante entender sobre o intervalo entre as sessões e os
procedimentos. 
A seguir é fornecido um modelo para auxiliar no desenvolvimento do plano de tratamento solicitado. 
 
Modelo para
Entrega Final
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21 Atividade de Extensão
Aplicação
Chegamos ao momento de descrever a aplicação da sua atividade de extensão. Indique o local onde seu projeto foi aplicado, qual foi o público-alvo e a quantidade
de pessoas.
Evidencie as açõesrealizadas através de descrições, links, áudios, vídeos, fotos etc. E o principal: Qual impacto seu projeto teve e o resultado atingido? 
Nesta etapa do seu projeto, você deverá incluir o modelo disponibilizado na Fase 1, com a descrição da extensão vinculada à aplicação real do seu projeto. 
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22 Referências
ARIEMBI, D.; WIDAYATI, R.I.; MALIK, D.A. Eficácia do creme com ácido tranexâmico a 4% e laser QS Nd: YAG 1064 nm de baixa fluência no melasma: um
estudo duplo-cego, randomizado e controlado. Surgical & Cosmetic Dermatology, v. 12, n. 3, p. 215-221, 2020.
DI SANTIS, E.P.; YARAKA, S.; MARTINS, M.R.; HIRATA, S.H. Notificação compulsória de agravos nos procedimentos estéticos. Impacto na segurança do
paciente. Na Bras Dermatol., 97:491-7, 2022.
GOMES, G.O.V.; SILVA, A.J.; POL-FACHIN, L. Estratégias avançadas no tratamento do melasma: uma revisão sobre a eficácia dos peelings químicos. Brazilian
Journal of Health Review, v. 7, n. 2, p. 01-18, 2024.
HAMMERSCHMIDT, M.; MATTOS, S.M.L.; SUZUKI, H.S.; FREITAS, C.F.N.P.; MUKAI, M.M. Avaliação dos métodos de classificação do melasma de acordo
com a resposta ao tratamento. Surg Cosmet Dermatol, 4(2):155-8, 2012.
KALIL, C.; CAMPOS, V.; REINEHR, C.P.H.; CHAVES, C.R.P. Drug delivery assistido por lasers: revisão. Surg Cosmet Dermatol, 8(3):193-204, 2016.
MARTINS, C.D.; SILVA, N.S.; PIRES, V.C.M.C.; SOARES, W.V.; RUIZ, A.C.; RIZZI, A.C. A eficácia do peeling de ácido glicólico no tratamento de melasma:
relato de caso. Rev. Saúde Mult., 14(1): 69-71, 2023.
OLIVEIRA, A.R.; BARBOSA, D.B.M.; PEREIRA, E.M.T.; HERRERA, S.D.S.C. Tratamentos tópicos de melasma. Revista Amazônia Science & Health, Vol. 9,
Nº 2, 2021.
PEREIRA, M.F.L.; ANTUNES JUNIOR, D.; MASTRANDÉA, H. Cosmetologia. 1. ed., Difusão, São Caetano do Sul, 2013.
PEREIRA, M.F.L. Laser a serviço da estética. 1. ed., Difusão, São Caetano do Sul, 2022.
SANTOS, M.E. A eficácia do laser no tratamento do melasma: uma revisão integrativa. Estética em movimento, v. 2, n. 2, p. 34-49, 2023.
SILVA, A.; PINHEIRO, L.M.G. Ácido Ascórbico e Eletroterapia – Terapia Combinada no Tratamento do Melasma: Uma Revisão da Literatura. Id on Line Rev.
Mult. Psic., v. 12, n. 40, ISSN 1981-1179, 2018.
TRINDADE, P.R.C.M. Procedimentos estéticos não cirúrgicos realizados no Brasil entre 2010 e 2020. Revista Multidisciplinar em Saúde, v. 3, n. 4, ISSN: 2675-
8008, 2022.
ZUCCOLOTTO, T. Ensino de infecção, inflamação, imunidade e distúrbios do sistema hematopoético. 1. ed., Contentus, São Paulo, 2021.
23 Aula ao vivo
Para acessar a sua agenda de aulas ao vivo, os links para ingressar nas aulas e as gravações, siga os seguintes passos:
Acesse o Teams (Microsoft Teams)
Faça o login com o seu e-mail institucional (seunomeesobrenome@celsoonline.com.br) e a sua senha
Clique no calendário e confira a sua agenda com os dias e horários das suas aulas, conforme print abaixo:
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Você também pode clicar em “Equipes” para ver as equipes dos seus projetos e as gravações das aulas, na pasta “recordings”
 
Qualquer dúvida, clique aqui e entre em contato pelo Whatsapp (2ª a 6ª de 8 às 20h)
 
Entrega Final Dia da entrega: 29/06/2026
Avaliação
Tipo de avaliação: Arquivo
Número de tentativas: 1
Entrega Final - Opcional
Arquivo Entregue por:
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Página 53 de 53mas também pela possibilidade
de tratar doenças, uma vez que ajudam na contenção de radicais livres e espécies reativas de oxigênio (Mesquita et al., 2017).
A depender do aumento no consumo dos carotenoides, pode ocorrer a carotenodermia. Essa condição é caracterizada aumento desses pigmentos no organismo,
acarretando a coloração amarelada ou alaranjada da pele. O acúmulo, principalmente, de β-carotenos na epiderme é uma condição benigna e não causa danos à
saúde humana. Uma vez que a epiderme está sob constante processo de renovação celular (também denominado de tunover celular), a carotenodermia é reversível
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saúde humana. Uma vez que a epiderme está sob constante processo de renovação celular (também denominado de tunover celular), a carotenodermia é reversível
e geralmente reduzida após a diminuição na ingestão de carotenoides e reepitelização da epiderme (Costa & Lopes, 2020). 
 
 
Nesse sentido, cosméticos e nutricosméticos com função de bronzeadores têm utilizado extratos naturais de carotenos para efeito intensificador e prolongador de
bronzeamento da pele. São exemplos de extratos utilizados: extrato seco de beterraba, extrato seco de cenoura e urucum. A utilização desses bronzeadores ditos
“naturais” tem sido uma alternativa ao uso de equipamentos de bronzeamento artificial, os quais são proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(ANVISA). 
 
Saiba Mais
Para aprofundar seus estudos, leia o artigo Carotenoides: Propriedades, Aplicações e Mercado - escrito por Sabrina da S. Mesquita, Cláudia M.
L. L. Teixeira e Eliana F. C. Servulo.
 
Carotenoides
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4 Pigmentos não melânicos: hemoglobina
Em relação à hemoglobina, trata-se de uma proteína com função de transporte de gases. Principal constituinte dos eritrócitos (também conhecidos como hemácias),
a hemoglobina (figura 1) é uma metaloproteína globular que apresenta 4 cadeias de globina com 1 grupo HEME em cada cadeia. Esse grupo HEME é formado de
ferro, gases e pigmento biliverdina. A cor vermelha da hemoglobina se dá pela presença do grupo HEME. Dessa forma, os eritrócitos também podem ser chamados
de glóbulos vermelhos. Pela grande presença de eritrócitos no sangue, esse fluido corporal adquire uma cor vermelha (Guynton & Hall, 2011; Zago et al., 2013). 
 
Fique por dentro
Leia o estudo de caso Quando os vegetais são demais: um caso de carotenodermia, escrito por Raquel Xavier Martins Costa e Hugo
Manuel de Azevedo Lourenço Lopes, e entenda melhor sobre o assunto.
 
Quando os vegetais
são demais
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Figura 1: Ilustração de uma célula eritrocitária. Fonte: Google imagens, 2024.
 
O pigmento liberado na degradação de eritrócitos velhos ou defeituosos é metabolizado no fígado e excretado na bile, na urina e nas fezes. Por isso, esses fluidos
corporais também apresentam suas colorações características e situações de lesão nos hepatócitos (células especializadas do fígado) podem gerar uma coloração
amarelada na pele e mucosas, caracterizando um quadro de icterícia (Guynton & Hall, 2011; Júnior et al., 2019). 
Sabendo da coloração vermelha do sangue e entendendo que o corpo humano pode apresentar cerca de 5 a 7 litros de sangue, a depender do volume corporal, a
circulação de sangue por meio dos vasos sanguíneos pode influenciar a colocação da pele e das mucosas. Na prática, muitas vezes é possível observar esse feito em
pessoas com quadro de anemia (deficiência na produção de eritrócitos ou hemoglobinas), as quais frequentemente podem apresentar certa palidez nas mucosas
(Guynton & Hall, 2011).
 
Saiba Mais
Para auxiliar na compreensão sobre eritrócitos e hemoglobina, ouça o episódio de Podcast ferro, hemoglobina e anemia do canal ALÔ
NUTRIÇÃO.  
Vídeo
 
Outra situação em que se pode observar a influência da hemoglobina na coloração cutânea é no quadro de hiperemia. A hiperemia é caracterizada pelo aumento do
fluxo sanguíneo (“rubor”) e vasodilatação em determinada região do corpo, acarretando vermelhidão e calor localizados. Diversos fatores podem gerar hiperemia,
como exercício físico; inflamações; reações alérgicas; estresse emocional, como situações de constrangimento ou excitação. Quando essa hiperemia ocorre nos
capilares da derme (sendo visível na pele), pode também ser chamado de eritema. Embora o eritema esteja associado a uma hiperemia, nem toda hiperemia será
visível na pele e poderá ser nomeada de eritema. A figura 2 ilustra algumas alterações na coloração cutânea em função da hemoglobina. 
 
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Figura 2: Imagens representativas de indivíduos com (a) quadro icterícia, (b) anemia e (c) eritema.   Fonte: Google imagens, 2024.
 
 
5 Pigmentos melânicos: eumelanina e feomelanina 
Embora os carotenoides e a hemoglobina possam contribuir para a coloração cutânea, o principal pigmento responsável pela cor da pele é a melanina. Trata-se de
uma proteína com função de proteção contra a radiação ultravioleta do sol. Essa proteína é sintetizada através de células especializadas chamadas de melanócitos.
Os melanócitos são células com projeções citoplasmáticas localizadas na camada basal da epiderme (figura 3) (Guynton & Hall, 2011; Beny, 2013).
 
Figura 3: Ilustração das camadas e das células presentes na epiderme.   Fonte: Google imagens, 2024.
 
Mais especificamente, a síntese de melanina ocorre nos melanossomas, organelas especializadas dos melanócitos. Os melanossomas são derivados do retículo
endoplasmático rugoso e do complexo de Golgi, funcionando como vesículas de melanina. Distribuídos ao longo das projeções citoplasmáticas dos melanócitos, os
melanossomas realizam exocitose dos grânulos de melanina sintetizados (figura 4) (Guynton & Hall, 2011; Beny, 2013). 
 
Fique por dentro
Para aprofundar seus estudos, leia o capítulo 25 do livro Tratado de hematologia, escrito por Marco A. Zago, Roberto P. Falcão e
Ricardo Pasquini.
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Figura 4: Representação dos melanócitos.   Fonte: Google imagens, 2024.
 
Os grânulos de melanina, por sua vez, são transportados dentro (intracelularmente) e fora (extracelularmente) dos queratinócitos adjacentes, protegendo o núcleo
dos queratinócitos contra a radiação solar. Isso porque a melanina atua difratando e/ou refletindo a energia luminosa (Guynton & Hall, 2011; Beny, 2013).
O processo de síntese de melanina é nomeado de melanogênese. Sabendo que diversos genes regulam a diferenciação dos melanócitos, a síntese dos melanossomas
e o processo de melanogênese, a alteração desses genes pode influenciar na pigmentação da pele. É evidente que os melanócitos apresentam um contato íntimo
com os queratinócitos na epiderme. Em média, 1 melanócito se comunica com cerca de 36 queratinócitos, gerando a proteção para essas células. Considerando que
a melanina é um pigmento com coloração variando entre vermelho, amarelo, marrom e preto, dependendo se é eumelanina e feomelanina, a presença desse
pigmento na epiderme conferirá uma tonalidade de cor característica à pele (Guynton & Hall, 2011; Beny, 2013). 
 
Saiba Mais
Considerando que algumas doenças podem afetar a melanogênese, para compreender melhor sobre as alterações cutâneas causadas pela
doença autoimune vitiligo leia o livro Tenho vitiligo, e agora?, escrito por Daniela Antelo e Leonardo Alves.
 
Conforme já mencionado, características genéticas, bem como outros fatores intrínsecos e extrínsecos, podem influenciar na síntese de melanina, resultando em
diferenças significativas na coloração cutânea (Guynton & Hall, 2011; Beny, 2013). 
 
 
Fique por dentro
Assista ao vídeo Veja como Michael Jackson ficou branco!, do canal Você Sabia? Vale ressaltar que esta foi uma condição de saúde do
cantor Michael Jackson, o que, de certa forma, podejustificar as alterações na coloração de sua pele.
 
Vídeo
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6 Orientações para as atividades práticas
Olá, estudante! Esse projeto possui carga horária de prática, que é desenvolvida nas fases 1, 2 e 3. Você deverá elaborar um relatório referente à cada prática
desenvolvida ao longo das fases, mas a postagem do arquivo contendo todos os relatórios deverá ser feita em um único arquivo na fase 3. 
Envie o arquivo conforme o modelo abaixo:
 
Modelo - Relatório
de Prática
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7 Roteiro de Atividade Prática 1
Os alunos deverão ser divididos em grupos para identificar situações em que é possível observar depósito de pigmentos.
Nesse primeiro momento, serão identificadas situações em que é possível observar depósito de carotenoides. Para isso, os grupos deverão pesquisar e apresentar
diferentes cosméticos e/ou suplementos alimentares que apresentem em sua formulação extratos ou combinações de carotenoides visando ao bronzeamento
“natural” da pele.
8 Roteiro de Atividade Prática 2
Em um segundo momento, serão identificadas situações em que é possível observar depósito de hemoglobina e/ou melanina sobre a pele. Para tal atividade, os
grupos elegerão um aluno-modelo para inspeção física em sua pele do rosto e corpo. Essa inspeção física terá por objetivo identificar e isolar, com uma caneta
hidrocor, eventuais depósitos de hemoglobina e melanina.
9 Definição de discromias
Uma vez compreendidos os pigmentos responsáveis pela coloração da pele, faz-se necessário definir o termo discromia. Discromia é qualquer alteração na
coloração da pele, anexos e mucosas, incluindo manchas mais claras (hipocromias) ou mais escuras (hipercromias) do que a tonalidade normal da pele. Os
sintomas e sinais das discromias podem variar, embora, em sua maioria, sejam assintomáticos; quadros específicos podem estar associados a prurido, calor local
e/ou sensibilidade. Visualmente, podem variar em relação (1) ao local de surgimento na pele e (2) ao tamanho da mancha. Outros aspectos variáveis, por exemplo,
são: (3) manchas com formato regular ou irregular na pele; (4) contorno da mancha regular ou irregular; (5) quando hipercrômica, a cor da mancha é acastanhada
ou avermelhada; (6) a mancha apresenta descamação ou espessamento da pele. 
É verdade que algumas discromias cutâneas podem ser sintomas e sinais de condições médicas subjacentes. Manchas com mudança na cor, tamanho e forma ao
longo do tempo, bem como a presença de prurido e/ou sensibilidade, devem sempre buscar orientação médica. Apesar das manchas associadas a quadros médicos,
muitas outras discromias não representam ameaça à saúde, mas causam desconforto na imagem pessoal. Como consequência, as discromias estéticas podem
impactar no bem-estar emocional, causando ansiedade, baixa autoestima e até mesmo depressão. Diante do exposto, torna-se de grande relevância tratar as
discromias cutâneas (Silva & Santos, 2021). 
Estudos mostram que a quantidade dos melanócitos é constante em diferentes etnias (~ 2.000 melanócitos/ mm² de pele). Mas o que determina as discromias são o
tamanho dos melanócitos, sua morfologia, distribuição na epiderme e grau de melanogênese nos melanossomas (Beny, 2013). 
Vale ressaltar sobre a importância do filtro solar nas discromias. Isto se deve à função protetora da melanina, que, em pessoas com alterações na melanogênese e
consequentemente na pigmentação da pele, as torna mais propensas a queimaduras solares. Nesse sentido, os efeitos da radiação solar podem ser minimizados pelo
uso de protetores solares. É importante destacar ainda que o uso do protetor solar é crucial para todos os fototipos cutâneos, e não apenas no caso das discromias
(Harris, 2016). 
 
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Saiba Mais
Para aprofundar e fixar as informações sobre proteção solar, ouça agora o episódio de Podcast “PROTEÇÃO SOLAR #23” do canal PALAVRA
DE DERMATO, uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
 
Vídeo
 
10 Discromias centralizadas x discromias generalizadas
Levando em consideração a definição de discromias, as mudanças na pigmentação da pele podem ser centralizadas ou generalizadas. As discromias centralizadas,
também intituladas discromias focais, ocorrem de forma localizada em uma área específica da pele. Isso significa que a mudança na cor da pele está concentrada
em uma determinada área central, enquanto o restante da pele pode manter sua tonalidade normal. Essa condição é causada por fatores que afetam especificamente
esta área da pele. 
Por outro lado, as discromias generalizadas, ou discromias difusas, ocorrem de forma dispersa em uma ampla área do corpo. Isso significa que a mudança na cor da
pele afeta uma grande área ou até mesmo toda a pele corporal. Geralmente, essa condição está relacionada com fatores sistêmicos como causas nutricionais,
distúrbios metabólicos, condições genéticas ou efeitos colaterais de medicamentos. 
Outra classificação das discromias é quanto ao seu surgimento, as quais podem ser congênitas ou adquiridas. As discromias congênitas, ou genéticas, são alterações
pigmentares presentes desde o nascimento. É comum que as discromias congênitas ocorram devido a uma alteração genética herdada, por exemplo. Já as
discromias adquiridas são alterações pigmentares que ocorrem ao longo da vida. A idade de surgimento das lesões é muito variável, podendo ocorrer em função do
aparecimento de causas intrínsecas e extrínsecas, por exemplo. É importante ressaltar, inclusive, que fatores endógenos e exógenos também podem contribuir para
o surgimento de alterações genéticas adquiridas (Ribeiro et al., 2022). 
O diagnóstico das discromias, em grande maioria das vezes, pode ser realizado clinicamente por meio de inspeção, palpação e utilização da luz de Wood. A
investigação histopatológica da pele (biópsia) é reservada em casos duvidosos. Exames adicionais de análises clínicas são realizados para descartar associação com
Fique por dentro
A indústria de cosméticos dispõe de alguns simuladores os quais auxiliam a determinar o fator de proteção de determinado ingrediente
na formulação (proteção UVA, proteção UVB, fotoestabilidade), bem como efetua cálculos de proteção contra a luz azul e geração de
radicais livres.
Para conhecer um desses simuladores, o Sunscreen Simulator 4.0 da BASF, assista ao vídeo Aprenda como usar o Sunscreen Simulator
da BASF.
 
Vídeo
 
Agora que você já aprendeu a usar o simulador, entre no site da BASF e   explore essa importante ferramenta.
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investigação histopatológica da pele (biópsia) é reservada em casos duvidosos. Exames adicionais de análises clínicas são realizados para descartar associação com
outras doenças. A luz de Wood, também conhecida como luz negra, emite fótons com comprimentos de onda na faixa de 365 nanômetros. Na pele, essa luz é
absorvida pela melanina, podendo fluorescer e revelar características da pele que não seriam visíveis sob luz normal, como pigmentação, desidratação, oleosidade e
espessamento. Como instrumento de diagnóstico, a luz de Wood apresenta baixo custo, segurança e fácil manuseio (Castro, 2015; Ribeiro et al., 2022). 
 
 
Saiba Mais
Para aprofundar seus estudos, leia o capítulo 3 do livro Peelings e Discromias, escrito por Denise Ribeiro, Gláucia P. Micillo e Nelson M. Junior.
 
11 Hipocromias x Hipercromias
Ainda em relação à classificação das discromias, conforme citado anteriormente, as alterações na coloração da pele incluem manchas mais claras que a tonalidade
normal da pele, chamadas de hipocromias, ou manchas mais escuras, conhecidas como hipercromias. Antes de discorrer sobre a redução ou o aumento da
pigmentação cutânea, é importante explanar sobre a situação em que não ocorre síntese do pigmento melanina. Nesse caso, a ausência total ou parcial desse
pigmento na pele é definidade acromia. Pessoas portadoras de acromia congênita, o albinismo, apresentam um grupo de alterações genéticas no sistema pigmentar
da melanina. É, portanto, uma doença heterogênica autossômica recessiva com cerca de 11 genes envolvidos (Castillo et al., 2013). Sabendo que a melanina
também constitui a pigmentação dos olhos e dos cabelos, pessoas com albinismo também podem apresentar alterações na pigmentação de folículos pilosos e da íris
ocular. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia e a Organização Latino Americana de Albinismo, as principais complicações do albinismo são o câncer de
pele e a cegueira. Para isso, é importante evitar a exposição solar direta ou indireta; usar óculos escuros com proteção para os raios solares; usar acessórios como
chapéus com abas, e roupas de tecido com trama bem fechada; usar produtos com protetor solar FPS ≥ 20, para raios UVA e UVB, aplicando-os 30 minutos antes
de sair de casa e reaplicar a cada 2 horas, se necessário.
 
Saiba Mais
Para entender fatos e curiosidades sobre albinismo, ouça o episódio de Podcast Vida de albino: sobre e como é ter albinismo? do canal VISUAL
MODO PODCAST.  
 
Fique por dentro
Para ampliar o tema abordado faça a leitura do artigo Luz de Wood na determinação das bordas cirúrgicas de lentigo maligno
melanoma hipomelanótico, escrito por Breno Augusto Campos de Castro et al., e entenda melhor sobre a luz de wood.
 
Luz de Wood  
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Vídeo
 
As hipocromias podem estar relacionadas à diminuição do número de melanócitos (melanocitopênicas), devido à morte celular, ou à diminuição na síntese de
melanina (melanopênicas), causada pela redução da melanogênese. No vitiligo, exemplo de melanocitopenia, a morte dos melanócitos é induzida por uma resposta
imune humoral, decorrente da liberação de antígenos intracelulares. Embora a exposição solar, inicialmente, possa estimular a melanogênese e aumentar a
transferência dos melanossomas, exposições intensas e contínuas à radiação também podem levar à morte dos melanócitos (Atelo et al., 2008).
Por outro lado, as hipercromias estão relacionadas ao aumento da melanogênese e/ou à elevada transferência dos melanossomas. No lentigo solar, por exemplo, a
radiação solar funciona como um importante estímulo aos melanócitos. Estudos recentes revelam outros importantes fatores relacionados às hipercromias, como
alguns hormônios, produção de radicais livres, liberação de alguns mediadores pró-inflamatórios no endotélio, expressão de certos fatores de crescimento e níveis
de Ca²⁺ nos melanócitos. A tabela a seguir categoriza algumas discromias em relação às classificações apresentadas (Le et al., 2021). 
 
Tabela 1: Classificação das discromias. Fonte: próprio autor, 2024.
 
 
12 Roteiro de Atividade Prática 1
Os alunos deverão fazer uso da Luz de Wood para a observação das discromias. Para essa prática, cada aluno deverá higienizar a pele do seu rosto, utilizando
algodão, demaquilante, sabonete facial, gel de limpeza facial e água, conforme a necessidade e disponibilidade. Em seguida, a pele do rosto higienizada será
analisada sob a Luz de Wood para visualização dos depósitos de pigmentos. Um aluno poderá fotografar o rosto de seu colega sob a Luz de Wood. Para fins
comparativos, as fotos sob luz visível e Luz de Wood podem ser analisadas concomitantemente.
13 Roteiro de Atividade Prática 2
Após a análise das discromias sob a Luz de Wood, os alunos deverão observar o papel protetor de um filtro solar. Novamente, a pele do rosto deverá ser
Fique por dentro
Assista ao vídeo Hipercromia e Hipocromia, do canal @profmarcioguidoni, e compreenda as diferenças entre hipercromia e
hipocromia.
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Após a análise das discromias sob a Luz de Wood, os alunos deverão observar o papel protetor de um filtro solar. Novamente, a pele do rosto deverá ser
higienizada com algodão, demaquilante, sabonete facial, gel de limpeza facial e água, conforme a necessidade e disponibilidade. Em um lado da face, o aluno
deverá aplicar uma camada de protetor solar, podendo variar quanto à marca e ao Fator de Proteção Solar. O outro lado da face, deverá permanecer sem protetor
solar. Novamente, a pele do rosto, tanto a face com protetor quanto a face sem protetor, será analisada sob a Luz de Wood. Os alunos observarão que a face com
protetor solar terá um fundo mais escuro de proteção em relação à face sem protetor. Também poderão perceber diferenças entre protetores de diferentes marcas, de
acordo com seus ingredientes.
14 Discromias elementares 
O termo “discromias elementares” refere-se às alterações básicas e primárias na pigmentação cutânea, como distúrbios na síntese de melanina, enquanto as
“discromias vásculossanguíneas” fazem menção às alterações pigmentares relacionadas à hemoglobina (fluxo sanguíneo), como inflamação e vasodilatação.
Inicialmente, abordaremos as discromias elementares.
O processo de melanogênese, dentro dos melanossomas dos melanócitos, inicia-se com a sinalização celular. Hormônios como o Melanocyte Stimulating Hormone
(α-MSH), expressos na presença de radiação solar, ligam-se ao receptor MCR1 presente na membrana celular dos melanócitos. O receptor MCR1, por sua vez,
propaga a sinalização no citoplasma celular. No citoplasma, a enzima adenilato ciclase (mensageiro primário) estimula a molécula de AMPc (mensageiro
secundário), que através da proteína kinase A (PKA), permitirá a transcrição nuclear e expressão de enzimas necessárias para a síntese de melanina no
melanossoma. Entre as principais enzimas envolvidas na síntese de melanina estão: tirosinase (enzima chave), tirosinase-related protein 1 (TRP-1) e tirosinase-
related protein 2 (TRP-2) (Videira et al., 2013; Le et al., 2021).
Após a expressão das enzimas necessárias, agora já no melanossoma, inicia-se o processo de melanogênese. Para que a síntese de melanina ocorra, é necessário
que a enzima tirosinase catalise a oxidação do aminoácido natural tirosina. A oxidação da tirosina catalisada pela tirosinase, gera então a molécula de DOPA-
quinona, sendo essa etapa essencial na via de síntese de melanina. Na sequência, a DOPA-quinona é convertida em eumelanina (pigmento marrom escuro a negro).
Quando na presença da molécula de cistina (transportada ativamente no interior dos melanossomas), a DOPA-quinona é convertida em feomelanina (pigmento
avermelhado ou amarelado). Sendo assim, a síntese de feomelanina é uma ramificação (variação) da formação de eumelanina que ocorre na presença de cisteína,
sendo por isso um pigmento mais claro (Videira et al., 2013; Le et al., 2021). 
 
 
Entender a bioquímica envolvida na melanogênese é crucial para assimilar como a exposição solar e outros fatores, que serão discutidos mais adiante, podem
aumentar a síntese de melaninas, gerando as discromias elementares. De igual modo, durante o tratamento das discromias elementares, deve-se ter em mente quais
ativos cosméticos ou quais procedimentos estéticos podem, por exemplo, diminuir a atividade da enzima tirosinase. Vale citar que os tratamentos mais recentes das
discromias elementares, envolvem não apenas a inibição da enzima-chave, mais sim o gerenciamento (controle) de vários outros fatores envolvidos. 
 
Saiba Mais
Assista ao vídeo Alterações da pele: hipercromia, do canal Adcos Pro e fixe informações sobre a melanogênese.
 
Fique por dentro
Assista ao vídeo Sistema Tegumentar - Melanócitos e síntese de melanina, do canal @vitormarinho, e compreenda melhor o processo
de melanogênese.
 
Vídeo
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Vídeo
 
15 Discromias vasculossanguíneas
Abordando agora as discromias relacionadas à hemoglobina, essas alterações pigmentares geralmente estão associadas a fatores vasculares (circulação sanguínea).
Sabendo que a circulação sanguínea humana é fechada, isto é, o sangue circulaem vasos sanguíneos, os quais podem estar associados à macrocirculação (veias e
artérias) ou à microcirculação (capilares, vênulas e arteríolas). No caso, os vasos pertences à microcirculação são ramificações dos vasos maiores.
Embora diversos fatores estejam envolvidos na hemostasia do endotélio vascular, como regulação do tônus vascular, permeabilidade vascular e angiogênese, por
vezes, determinadas alterações fisiológicas podem alterar o fluxo sanguíneo, influenciando na pigmentação da pele. A saber, algumas discromias
vasculossanguíneas são: eritema, hematoma, angioma, rosácea, telangiectasia, hiperpigmentação periorbital vascular e eczema. Vale citar que a hiperpigmentação
periorbital pode ter diferentes causas, inclusive por depósito de melanina, sendo chamada de hiperpigmentação periorbital melânica (Criado et al., 2016).
Uma pele com eritema, isto é, uma pele hiperêmica, apresenta coloração local avermelhada devido ao aumento do fluxo sanguíneo. Esse aumento do fluxo
sanguíneo, decorrente de vasodilatação, pode ser ocorre devido a fatores como inflamação, exposição solar ou irritação, por exemplo. Em função da vasodilatação
e do aumento do fluxo sanguíneo, é comum que é pele hiperêmica também apresente calor local e edema. Determinados procedimentos estéticos, capazes de causar
uma inflamação tecidual pela obtenção de uma resposta fisiológica desejada, podem causar um eritema local. Entendendo sobre as discromias cutâneas, a fisiologia
humana e o procedimento estético realizado, muitas vezes conclui-se que esse eritema local é esperado. Por outro lado, a persistência do eritema após a etapa de
inflamação pode ser considerada, em alguns casos, uma intercorrência estética. 
Outra discromia vasculossanguínea bastante comum é o hematoma. Esse quadro é caracterizado pelo rompimento vascular e extravasamento do sangue na matriz
extracelular tecidual. Lesões traumáticas mecânicas, como quedas, batidas e apertões, são causas comuns de hematomas. Os hematomas podem variar em tamanho
e coloração, desde pontos pequenos até manchas grandes roxas ou azuladas. Em função da sua dimensão, um hematoma pode ser do tipo petéquia, púrpura ou
equimose. Ao contrário do eritema, o hematoma não desaparece com a dígito compressão. Na fase dois deste projeto, serão discutidas outras discromias, tanto
elementares como vasculossanguíneas. Junto à discussão serão abordados mecanismos de diferenciação para correta identificação das discromias (Criado et al.,
2016). 
 
 
Saiba Mais
Para aprofundar seus estudos, leia o Cap. 1 do livro Doenças dos vasos e hipercoagulabilidade na pele, escrito por Paulo R. Criado, Walter B.
Junior r Nilton D. Chiacchio.
Fique por dentro
Para entender um pouco mais sobre a presença de eritemas e hematomas em intercorrências estéticas, leia o artigo Relatos de
profissionais sobre intercorrências em tratamentos estéticos corporais, escrito por Thais Noable França Ribas e Juliana Braga
Facchinetti Moura.
 
Relatos de
profissionais
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16 Coletando informações sobre as discromias durante a anamnese
É necessário mencionar que as discromias, bem como todas as suas características, devem ser inicialmente observadas durante a anamnese estética. Nesse sentido,
quanto mais informações forem coletadas, mais fácil será a identificação da discromia. A anamnese estética é definida como a consulta, entrevista, ou ainda
avaliação inicial realizada entre o profissional de estética e o paciente para a coleta de dados como sintomas e sinais das disfunções estéticas, sendo necessário
conhecimentos de anatomia e fisiologia, além de inspeção, palpação e uso de utensílios como a luz de Wood. Uma anamnese abrangente é fundamental para uma
prática clínica eficaz e de alta qualidade.
Em relação às discromias, deve-se, por exemplo, observar características como: (1) qual o pigmento envolvido, não melânico ou melânico; (2) quando iniciou,
congênita ou adquirida; (3) como desenvolveu, centralizada, generalizada, hipercrômica ou hipocrômica; (4) sintomas associados; (5) situações que agravam o
quadro; (6) situações que atenuam o quadro; (7) já realizou ou não algum tratamento estético anteriormente; (8) faz uso contínuo de alguma medicação; (9)
apresenta alguma doença crônica ou infecciosa; (10) qual a qualidade da alimentação; (11) faz uso frequente de exposição solar.
Sendo o mais completa e detalhada possível, durante a anamnese, deve-se também observar a história médica pregressa, a história médica atual, a história pessoal e
social, a história familiar e a história psicossocial. Na atividade avaliativa desta fase, você terá a chance de exercitar esses importantes parâmetros envolvidos nas
discromias. Todas as informações coletadas nesta fase 1 auxiliarão no diagnóstico correto da discromia na fase 2. Seguindo na trilha de aprendizagem, na próxima
fase, associaremos as características observadas como os respectivos nomes das alterações pigmentares, levantando algumas hipóteses fisiológicas envolvidas.
Exploraremos, mais profundamente, os fatores intrínsecos e extrínsecos envolvidos na melanogênese, o que conduzirá melhor o tratamento, gerenciamento ou
controle da discromia. 
 
Saiba Mais
Para aprofundar e fixar as informações sobre anamnese para tratamento das discromias, ouça agora o episódio de Podcast papo de estética
com riqueza de detalhes – anamnese facial #episódio4, do canal Papo de Estética com Riqueza de Detalhes.
 
Vídeo
 
Fique por dentro
Para finalizar esse tópico, leia o artigo O papel do profissional da área de estética na saúde: Uma revisão narrativa, escrito por Sofia
Domingos de Castro, Ana Clara Arantes Santos e Juliana Martins Machado, e entenda melhor sobre o papel da anamnese na área de
estética.
 
O papel do
profissional da área
de estética na saúde
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17 Roteiro de Atividade Prática 1
Com base na importância da anamnese para o tratamento de discromias, deverá ser proposto aos alunos a elaboração de uma ficha de anamnese o mais completa
possível para a identificação de discromias e a aplicação de um futuro plano de tratamento.
18 Roteiro de Atividade Prática 2
Após cada aluno elaborar sua anamnese para a coleta de informações, essas fichas de anamnese deverão ser trocadas entre os alunos. Um colega utilizará a ficha de
anamnese produzida por outro colega, identificando pontos importantes e pontos a serem melhorados.
19 Estudo de Caso
Maria, uma jovem de 35 anos, procura um profissional de estética devido a uma alteração na cor da pele em seu rosto. Ela relata que notou uma mancha
acastanhada e irregular na região da testa há aproximadamente um mês. Relata também está gestante de 20 semanas. Assim como sua mãe, Maria tem histórico de
dermatite de contato e dermografismo. Seu pai possui quadro autoimune de psoríase. A mancha de Maria não apresenta nenhum outro quadro clínico além do
escurecimento local. Com base no exame físico e na história clínica, quais seriam as suspeitas dessa discromia apresentada por Maria?
 
Resolução EC
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20 Orientações para a entrega da fase
Você deverá criar uma tabela listando as principais características das discromias cutâneas que devem ser observadas durante a anamnese. O cabeçalho da tabela
deve apresentar as características observadas, tanto sinais como eventuais sintomas. As células da tabela devem apresentar as possíveis variações para as
características observadas (conforme o modelo a seguir). Lembre-se de que quanto mais informações coletadas, mais dados você terá, facilitando a identificação da
discromia.
 
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Modelo de entrega
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21 Atividade de Extensão
Vamos falar sobre as Atividades de Extensão?
Assista ao vídeo abaixo para saber um pouco mais:
 
Vídeo
 
A Atividade de Extensão é um componentecurricular obrigatório, que faz parte da sua formação, integra a carga horária do seu curso e compõe projetos que
promovem a sociabilização e a troca com a comunidade.
Com uma atividade que trabalhe a sua autonomia e a construção de conhecimento através de questões reais, envolvendo a comunidade, a cada fase você será
orientado a dar um novo passo para construir o relatório que deverá ser concluído para a Entrega Final. Essa entrega será realizada em um documento modelo, com
as evidências das atividades desenvolvidas, como uma garantia de que foi realizado com a comunidade externa.
 
Como deve ser feita a entrega?
É muito simples! Na fase 3 do seu projeto, você deverá enviar o relatório com base no modelo abaixo. Não se esqueça de que a atividade de extensão deve estar
vinculada a uma aplicação real do seu projeto. 
A atividade de extensão é dividida em três etapas, correspondentes a
Planejamento (fase 1);
Desenvolvimento (fase 2);
Aplicação (fase 3).
 
Aqui, na Fase 1, você deverá elaborar o Planejamento, que é idealizar a aplicação do projeto em uma situação real e cotidiana, com envolvimento da comunidade
ou dos funcionários de uma empresa. É importante organizar para o que, para quem, quando, onde e como será aplicado o projeto. Você pode definir o público-
alvo e quais ações serão desenvolvidas.
Utilize o modelo abaixo para a elaboração da sua atividade ao longo do Projeto. 
 
Modelo do Projeto
de Extensão
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22 Referências
- ATELO, D.P.; FILGUEIRA, A.L.; CUNHA, J.M.T. Aspectos imunopatológicos do vitiligo. Med Cutan Iber Lat Am 36(3):125-13, 2008.
- BENY, M. Histologia e fisiologia da pele. Cosmetics & Toiletries (Brasil), v. 35, 2013.
- CASTRO, B.A.C.; FRAGA, J.C.S.; PEDROSA, M.S.; MARQUES, D.R.A.; GONÇALVES, V.P.; PEREIRA, J.M.M. Luz de Wood na determinação das
bordas cirúrgicas de lentigo maligno melanoma hipomelanótico. Surg Cosmet Dermatol 7(1):65-7, 2015.
- CASTILLO, M.M.M.; DOMÉNECHA, I.E.; GUEROLA, J.V.S. Albinismo. Rev. Clín. Med. Fam 6 (2): 112-114, 2013.
- COSTA, R.X.M.; Lopes, H.M.A.L. Quando os vegetais são demais: um caso de carotenodermia. Rev Port Med Geral Fam 36:72-6, 2020.
- CRIADO, P.R.; JUNIOR, W.B.; CHIACCHIO, N.D. Doenças dos vasos e hipercoagulabilidade na pele. Série de dermatologia v. 3, 1 ed. Atheneu, São Paula,
2016.
- GUYNTON, A.C.; HALL, J.E. Tratado de fisiologia médica. 11 ed., Elsevier, Rio de Janeiro, 2011.
- HARRIS, M.I. Pele: do nascimento à maturidade. 1 ed., Senac São Paulo, São Paulo, 2016.
- JÚNIOR, G.S.N.; VIEIRA, W.L.; JÚNIOR, J.A.A.G. Icterícia: uma doença comum entre os recém-nascidos. Braz. J. Hea. Rev., Curitiba, v. 2, n. 4, 2343-2350,
2019.
- LE, L.; SIRÉS-CAMPOS, J.; RAPOSO, G.; DELEVOYE, C.; MARKS, M.S. Melanosome Biogenesis in the Pigmentation of Mammalian Skin. Integrative and
Comparative Biology 61, 4, 1517-1545, 2021.
- MESQUITA, S.S.; TEIXEIRA, C.M.L.L.; SERVULO, E.F.C. Carotenoides: Propriedades, Aplicações e Mercado. Rev. Virtual Quim. V. 9, No. 2, 672-688,
2017.
- MONTEIRO, E.O. Cor da pele e pigmentos. RBM rev. bras. Med 67(supl.9), 2010.
- RIBEIRO, D.; MICILLO, G.P.; JUNIOR, N.M. Peelings e Discromias. 1 ed., Difusão editora, Santo André - SP, 2022.
- SILVA, D.A.M.; SANTOS, J.R. O impacto da terapêutica estética na qualidade de vida de mulheres portadoras do Melasma. Research, Society and
Development, v. 10, n. 17, e130101724664, 2021.
- VIDEIRA, I.F.S.; MOURA, D.F.L.; MAGINA, S. Mechanisms regulating melanogenesis. Anais Brasileiros de Dermatologia 88(1):76-83, 2013.
- ZAGO, M.A.; FALCÃO, R.P.; PASQUINI, R. Tratado de hematologia. 1 ed., Atheneu, São Paulo, 2013.
23 Aula ao vivo
Para acessar a sua agenda de aulas ao vivo, os links para ingressar nas aulas e as gravações, siga os seguintes passos:
Acesse o Teams (Microsoft Teams)
Faça o login com o seu e-mail institucional (seunomeesobrenome@celsoonline.com.br) e a sua senha
Clique no calendário e confira a sua agenda com os dias e horários das suas aulas, conforme print abaixo:
      Atenção!
    A Extensão é obrigatória e faz parte da carga horária da sua matriz curricular.
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Você também pode clicar em “Equipes” para ver as equipes dos seus projetos e as gravações das aulas, na pasta “recordings”
 
Qualquer dúvida, clique aqui e entre em contato pelo Whatsapp (2ª a 6ª de 8 às 20h)
 
24 Calendário de Práticas - 2026.1
 
GS177.pdf
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Fase 2 Dia da entrega: 19/02/2026
Atividades
Indicar as principais hipercromias relacionadas à alteração na produção de melanina.
1. Apresentação da fase 2
2. Hipocromias melânicas
3. Hipercromias melânicas
4. Hipercromias melânicas: o caso do melasma 
5. Orientações para as atividades práticas
6. Roteiro de Atividade Prática 1
7. Roteiro de Atividade Prática 2
Inferir as principais hipercromias relacionadas à alteração no sistema vascular.
1. Hipercromias vasculares: angioma e telangiectasia
2. Hipercromias vasculares: rosácea
3. Hipercromias vasculares: hiperpigmentação periorbital vascular e eczema
4. Roteiro de Atividade Prática 1
5. Roteiro de Atividade Prática 2
Categorizar aspectos anatômicos e fisiológicos relacionados às discromias discutidas.
1. Fatores intrínsecos envolvidos nas discromias 
2. Fatores intrínsecos: eixo intestino - cérebro- pele
3. Outros fatores envolvidos nas discromias 
4. Roteiro de Atividade Prática 1
5. Roteiro de Atividade Prática 2
6. Estudo de caso
7. Orientações para a entrega da fase
8. Atividade de Extensão
9. Referências
10. Aula ao vivo
1 Apresentação da fase 2
Olá! Nesta fase vamos indicar as principais hipercromias relacionadas à alteração na produção de melanina, inferir as principais hipercromias relacionadas à
alteração no sistema vascular e categorizar aspectos anatômicos e fisiológicos relacionados às discromias discutidas.
Vamos lá?
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2 Hipocromias melânicas
Na fase 1 deste projeto você compreendeu que as discromias podem ser causadas pelos carotenoides, pela hemoglobina e, principalmente, pela melanina. Você
também entendeu que as discromias podem ser centralizadas, generalizadas, congênitas, adquiridas, hipocromias ou hipercromias. 
Agora, na fase 2, você irá relacionar as características de uma discromia com o seu respectivo nome. Vale citar que aqui serão abordadas as discromias mais
recorrentes na área da estética e passíveis de tratamento via ativos cosméticos, procedimentos estéticos ou recursos eletroterápicos.
Entre as hipocromias melânicas, podemos citar o nevo acrômico, a leucodermia gutata e a hipomelanose macular progressiva do tronco. No caso, o nevo acrômico
é uma pequena mancha mais clara que a tonalidade normal da pele, centralizada e congênita (sinal de nascença). Geralmente, seu formato é circular, podendo
apresentar bordas irregulares, porém bem definidas. Pode ser causado tanto pela redução de melanócitos como pela redução de melanogênese. É uma condição
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apresentar bordas irregulares, porém bem definidas. Pode ser causado tanto pela redução de melanócitos como pela redução de melanogênese. É uma condição
benigna, não evolui ao longo do tempo, nem se espalha para outra região do corpo (Petri, 2017).
Já a leucodermia gutata pode ser adquirida em diferentes fases da vida devido à exposição intensa e contínua à radiação solar e/ou devido a fatores envolvidos no
envelhecimento celular. Geralmente, seu formato é arrredondado ou poligonal (de 1 a 5 mm de tamanho), ocorre em grupos (popularmente chamada de “sarda
branca”), pode atingir várias partes do corpo, especialmente áreas mais fotoenvelhecidas como rosto, braços e pernas (Petri, 2017). 
Quanto à hipomelanose macular progressiva do tronco (HMPT), ela se caracteriza como máculasadquiridas e assintomáticas, sem contorno definido, localizadas
na região do tronco/dorso. Geralmente, afeta jovens mulheres com idade média em torno de 20 anos, podendo desaparecer espontaneamente dentro de alguns anos
ou regredir na meia-idade. Ainda que a etiologia dessa condição não tenha sido totalmente esclarecida, dados indicam possível relação dessa hipocromia com a
presença da bactéria Cutibacterium acnes na unidade pilossebácea, frequentemente encontrada em biopsias de tecido com HMPT. Junto aos achados histológicos, a
análise das máculas utilizando luz de Wood revela uma fluorescência folicular vermelha, não presente em outras hiperpigmentações e decorrente da produção de
porfirinas pela C. acnes (Magri, 2023).
 
Saiba Mais
Leia a revisão de literatura Hipomelanose macular progressiva, escrita por Lorena Viana Magri, e entenda melhor sobre o assunto.
 
Hipomelanose
macular
progressiva
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A figura 1 a seguir ilustra o nevo acrômico, a leucodermia gutata e a hipomelanose macular progressiva do tronco, diferenciando-os do quadro de vitiligo.
Figura 1. Representação de (a) nevo acrômico, (b) leucodermia gutata e (c) hipomelanose macular progressiva do tronco.   Sendo também uma
hipocromia melânica, o (d) vitiligo se diferencia por ser uma dermatose adquirida, idiopática, geralmente bilateral e simétrica que tende a
aumentar centrifugamente. Fonte: Google imagens, 2024.
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Saiba Mais
Para aprofundar seus estudos sobre discromias e diagnóstico diferencial de doenças crônicas e infecciosas, leia o capítulo 12 do livro Guia de
bolso de dermatologia, escrito por Valeria Petri.
 
3 Hipercromias melânicas
Entre as hipercromias melânicas, podemos destacar o nevo melanocítico, as efélides, o lentigo, a poiquilodermia de Civatte, a hiperpigmentação periorbital
melânica e a hiperpigmentação pós inflamatória. Assim como o nervo acrômico está entre as hipocromias, temos o nevo melanocítico (popularmente chamado de
“sinal” ou “pinta”) entre as hipercromias. Desse modo, o nevo melanocítico (figura 2) é uma pequena mancha marrom ou preta, plana ou com espessura
aumentada, centralizada, presente desde o nascimento ou com surgimento na infância. Sabendo que um nevo melanocítico pode estar relacionado a um quadro de
displasia, quando visualizamos um nevo melanocítico, cinco aspectos devem ser verificados:
(A) assimetria: dividindo a lesão em quatro partes, existe ou não simetria. O nevo displásico é assimétrico. Pessoas com nevo displásico são mais propensas a
desenvolver o melanoma, tipo mais agressivo de câncer da pele;
(B) bordas: as bordas são irregulares e abruptas;
(C) coloração: a coloração é variada entre tons castanho, azul, preto, branco, cinza e vermelho;
(D) diâmetro: o diâmetro é maior que 6 mm;
(E) evolução: a lesão apresenta evolução como aumento de tamanho, prurido, sangramento e/ou dor.
 
Saiba Mais
Ouça o episódio de Podcast Câncer de pele #22 do canal Palavra de Dermato, e entenda melhor os aspectos envolvidos em quadro de displasia
cutânea.
Vídeo
 
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Figura 2. Paciente apresentando (a) nevo melanocítico, (b) imagem de um nevo displásico e (c) regra ABCDE para auxiliar na identificação do
melanoma. Fonte: Google imagens, 2024.
 
Diferente do nevo melanocítico, encontrado em qualquer parte do corpo, as efélides (popularmente chamadas de “sardas”) são comumente observadas na área
convexa do rosto. Caracterizadas como pequenas manchas planas de coloração castanha, que ocorrem em grupos, as efélides estão relacionadas a fatores genéticos,
sendo bastante comuns em fototipos baixos, surgindo especialmente em pessoas loiras e ruivas durante a infância. É comum as efélides aumentarem em número e
tamanho durante os meses de verão e, de igual modo, diminuírem nos meses de inverno devido à menor exposição solar (Praetorius et al., 2014).
Já o lentigo (também conhecido como melanose) é definido como uma mancha isolada ou múltipla, plana, acastanhada, de bordas regulares ou não. Pode
apresentar como principais causas a exposição solar (lentigo solar) e/ou o envelhecimento cutâneo (lentigo senil). Entre os fatores que podem diferenciar as
efélides dos lentigos estão o tamanho e a quantidade das hiperpigmentações, bem como o aspecto das bordas (Praetorius et al., 2014). 
Em relação à poiquilodermia de Civatte, esta é uma condição crônica causada por uma combinação de hiperpigmentação melânica (depósito de melanina) e não
melânica (depósito de hemossiderina, derivada do metabolismo da hemoglobina), juntamente com um quadro de telangiectasia (dilatação de capilares sanguíneos)
e atrofia da pele (afinamento das camadas da pele). Sendo assim, são observadas manchas vermelhas e marrons, principalmente na região do pescoço e do colo, em
mulheres de meia-idade. Além da discromia, a poiquilodermia de Civatte pode caracterizar um quadro de pele sensível (Katoulis et al., 2023). 
A hiperpigmentação periorbital melânica (HPM), conhecida como um tipo de “olheira”, destaca-se em sua etiopatologia pela presença de melanina e
hemossiderina na região das pálpebras. Vale citar que outras causas podem estar envolvidas na hiperpigmentação da região periorbital, como as alterações
vasculares de herança familiar autossômica dominante, o etilismo, o tabagismo e a estrutura anatômica. Ao contrário da hiperpigmentação periorbital vascular, a
HPM é mais frequente em pessoas adultas e morenas. Junto à produção de melanina ocorre o afinamento das camadas da pele e a dilatação dos vasos sanguíneos.
Nesse caso, é comum que os vasos das pálpebras inferiores se encontrem mais dilatados em situações de privação de sono, respiração oral e choro. Como
consequência, ocorre o extravasamento sanguíneo dérmico, com liberação de íons férricos e formação de radicais livres, que acabam aumentando a melanogênese
por parte dos melanócitos (Souza et al., 2011).
A hiperpigmentação pós-inflamatória (HPI) aparece na forma de manchas achatadas, variando do rosa ao vermelho, castanhas ou pretas, dependendo da tonalidade
original da pele (embora seja mais comum em pessoas de fototipo elevado) e da profundidade de inflamação causada. Frequentemente, a HPI é desencadeada por
quadros de acnes ou após intervenções estéticas, como uso de cera quente, peeling químico, microagulhamento, jato de plasma e laserterapia. Isso ocorre porque a
atividade dos melanócitos pode ser estimulada pelos mediadores inflamatórios (i.e., prostaglandinas, interleucinas, fator de necrose tumoral, fator de crescimento
epidérmico etc.) bem como as espécies reativas de oxigênio (EROs) liberadas no processo inflamatório (Kaufman et al., 2018). A figura 3 exemplifica as
diferenças entre as principais hipercromias tratadas nesta seção.
Figura 3. Representação de (a) efélides, (b) lentigo solar, (c) hiperpigmentação periorbital melânica, (d) poiquilodermia de Civatte e (e)
hiperpigmentação pós-inflamatória associada ao quadro de acne. Fonte: Google imagens, 2024.
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Saiba Mais
Assista ao vídeo O que é hiperpigmentação da pele? do canal @profmarcioguidoni, e reveja os fatores envolvidos no depósito de melanina na
pele.
 
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4 Hipercromias melânicas: o caso do melasma 
De forma bastante recorrente nos atendimentos estéticos está o melasma. Tal discromia pode ser definida como uma hiperpigmentação adquirida crônica
assintomática, comumente encontrada em áreas fotoexpostas. As máculas acastanhadas apresentam limites nítidos, porém muitas vezes com bordas irregulares.
Acomete ambos os sexos, sendo mais frequente em mulheres de fototipos intermediários e idade fértil (Cassiano et al., 2022; Espósito et al., 2022). 
Sabendo que o melasma é uma condição crônica, seu gerenciamento envolve a remissão da mancha e a prevenção de novas ocorrências. Por se tratar de uma
disfunção multifatorial,diversos pontos de controle podem ser adotados, tais como tratamentos em cabine, adoção de home care e fotoproteção. Quando
apontamos os tratamentos em cabine, que podem ser utilizados no gerenciamento do melasma, é importante destacar que estes não devem ser inflamatórios. Isto
porque, como já citado anteriormente, a melanogênese pode ser ainda mais estimulada por mediadores inflamatórios liberados durante tais procedimentos. Quanto
aos cuidados em home care, estes envolvem, principalmente, o uso de vitaminas antioxidantes, além de ativos esfoliantes e antimetanogênicos. Exatamente pelo
motivo dos mediadores inflamatórios estimularem a melanogênese, atualmente, tem sido indicado também o uso de ativos imunomoduladores (Fu et al., 2020). 
De forma clara e objetiva, os fatores atuais relacionados ao melasma têm sido: (a) genética; (b) radiação solar; (c) estresse oxidativo; (d) queratinócitos - devido à
ativação de proteína p53 e catecolaminas; (e) fibroblastos - devido à secreção de fatores de crescimento; (f) mastócitos - devido à liberação de histamina; (g)
endotélio - devido à liberação de endotelina; (h) hormônios - Melanocyte Stimulating Hormone (α-MSH), Adrenocorticotropic Hormone (ACTH) - melatonina -
estrógeno - progesterona.
Ainda dentro do contexto do melasma, vale citar que a hidroquinona é um potente despigmentante amplamente utilizada devido à sua capacidade de degradar os
melanossomas e inibir a síntese de melanina. Contudo, a hidroquinona também é capaz de inibir a atividade da enzima oxidase do ácido homogentísico. Como
consequência, o ácido homogentísico, um intermediário do metabolismo dos aminoácidos fenilalanina e tirosina, é acumulado no tecido conjuntivo, gerando uma
hiperpigmentação preto-azulada ou castanho-acinzentada chamada de ocronose (Ribas et al., 2010). Assim, estudos têm demonstrados que o uso de hidroquinona
na concentração de 2 a 6% durante 6 meses para o gerenciamento de melasma pode gerar como intercorrência outra hiperpigmentação que é a ocronose.
Atualmente, como substitutos da hidroquinona, têm sido empregados ativos como o α-arbutin e a cisteamina (Nguyen et al., 2021). 
Para ampliar seu conhecimento sobre ocronose, assista ao vídeo Por Que a Hidroquinona Causa Ocronose Exógena, do canal @profmarcioguidoni.
 
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Saiba Mais
Para aprofundar e fixar as informações sobre melasma, ouça agora o episódio de Podcast EP13-Tudo Sobre MELASMA do canal
Descomplicando a Estética.
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5 Orientações para as atividades práticas
Olá, estudante! Esse projeto possui carga horária de prática, que é desenvolvida nas fases 1, 2 e 3. Você deverá elaborar um relatório referente à cada prática
desenvolvida ao longo das fases, mas a postagem do arquivo contendo todos os relatórios deverá ser feita em um único arquivo na fase 3.
 
 
Obs: Utilize o modelo disponibilizado na fase 1 e complemente o seu relatório com as práticas desta fase! 
6 Roteiro de Atividade Prática 1
Os alunos deverão ser divididos em grupos e praticar a identificação de hipocromias e hipercromias melânicas. A cada rodada, um aluno do grupo servirá de
modelo para que os demais alunos possam identificar corretamente as discromias na região da face e, eventualmente, nas demais regiões do corpo deste aluno
modelo. Os alunos deverão identificar as discromias por suas características e por seus respectivos nomes. Para a prática, a pele analisada deverá ser corretamente
higienizada e poderá ser inspecionada com ajuda de lupa e luz de Wood.
7 Roteiro de Atividade Prática 2
Os alunos deverão ser divididos em grupos e praticar a identificação invertida de hipocromias e hipercromias melânicas. Desta vez, o professor irá disponibilizar
fichas com os nomes e a imagens de diferentes pessoas públicas. Na sequência, o professor irá mencionar uma discromia e os alunos deverão identificar em suas
fichas qual figura pública apresenta tal discromia.
8 Hipercromias vasculares: angioma e telangiectasia
Conforme vimos na fase 1 deste projeto, as discromias vasculossanguíneas podem incluir eritema, hematoma, angioma, rosácea, telangiectasia, hiperpigmentação
periorbital vascular e eczema. Lembrando que o eritema e o hematoma já foram discorridos na fase 1 deste projeto, aqui começaremos abordando o angioma e a
telangiectasia. 
Tanto o angioma como a telangiectasia são discromias benignas decorrentes das alterações vasculares. Enquanto o angioma (ou nevo rubi - figura 4) é um ponto
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Tanto o angioma como a telangiectasia são discromias benignas decorrentes das alterações vasculares. Enquanto o angioma (ou nevo rubi - figura 4) é um ponto
oval vermelho ou roxo de aproximadamente 5 mm, que pode surgir em diferentes regiões do corpo, geralmente em pessoas com mais de 30 anos, a telangiectasia
(figura 4) tem o aspecto de aranha (com projeções avermelhadas ou azuladas de 1 a 10 mm de comprimento) presente, principalmente, na face tanto de crianças
como de adultos.
Em relação ao angioma de pele, este está associado ao crescimento excessivo e agrupamento de pequenos vasos dérmicos, podendo apresentar uma pequena
protuberância fazendo menção a um nódulo. Embora não apresentem sintomas, em alguns casos pode sangrar devido a traumas mecânicos como o simples atrito
com a roupa (Marchuk, 2001). Já a telangiectasia é a dilatação de pequenos vasos dérmicos. Enquanto o angioma não apresenta causa totalmente esclarecida,
podendo estar relacionado a quadros de diabetes descompensado, a telangiectasia pode estar associada a questões genéticas, a quadros de rosácea, a situações de
gravidez e exposição solar. Sabe-se também que o estrogênio pode contribuir para o desenvolvimento de telangiectasias, razão pela qual a condição é mais comum
em mulheres. Ao contrário dos adultos, em crianças e grávidas essas dilatações capilares tendem a desaparecer por conta própria (Goldman, 2004). 
No contexto das telangiectasias, vale citar que quando a dilatação desses pequenos vasos ocorre no tecido subcutâneo, gerando vasos tortuosos, principalmente nos
membros inferiores, é nomeada de microvasos (figura 4). Assim como as telangiectasias (dilatações até 1 mm de calibre), os microvasos (dilatações de 1 a 3 mm
de calibre) são assintomáticos, gerando, contudo, efeito antiestético. É comum que os microvasos sejam nutridos pelas varizes (dilatações superiores a 3 mm de
calibre - figura 4), as quais são veias dilatadas e tortuosas que se desenvolvem abaixo da pele. 
 
  Figura 4. Representação de (a) angioma de pele, (b) telangiectasia, (c) microvasos e (d) varizes. Fonte: Google imagens, 2024.
 
Vamos entender um pouco mais telangiectasias, microvasos e varizes? Assista ao vídeo Varizes, Microvarizes e Telangiectasias - Vasinhos Indesejados |
Falando sobre Saúde Ep. 8 do canal @vivianepederiva.
 
Vídeo
 
Saiba Mais
Para aprofundar seus estudos sobre lesões vasculares cutâneas, veja o capítulo 55.14 Tratamento de Lesões Vasculares com Lasers e Luz
Portátil, do livro Cirurgia Dermatológica, de Alcidarta dos Reis Gadelha e Izelda Maria Carvalho Costa. Este livro aborda diversos aspectos da
dermatologia, incluindo diagnóstico e tratamento.  
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9 Hipercromias vasculares: rosácea
A rosácea é uma condição cutânea crônica, comum em pele alíptica e sensível, que afeta a região centrofacial e que se manifesta através da dilatação de vasos
sanguíneos (telangiectasia visível ou não) e persistente eritema facial, podendo também surgir edemas, pápulas, pústulas, nódulos e mudança na textura da pele
como o espessamento. Frequentemente, no quadro de rosácea também surgem sintomas oculares de olho seco, irritado e com inflamação nas bordas palpebrais
(blefarite). Diferente das demais discromias vasculossanguíneas, o diagnóstico diferencial de rosácea inclui o flushing facial, uma sensaçãode calor (onda quente)
na região onde se observa o eritema (Malachoski & Ribas, 2021). 
Sendo assim, o quadro de rosácea pode ser classificado em cinco subtipos (figura 5):
1. Eritemato-telangiectásica - presença de eritema e telangiectasia;
2. Pápulo-pustular - presença de eritema, pápula e pústula, semelhante ao quadro de acne;
3. Fimatosa (ou Rinofima) - espessamento irregular e lobulado da pele do nariz com dilatação folicular, levando ao aumento e deformação do nariz;
4. Ocular - presença de irritação, ressecamento, blefarite, conjuntivite e ceratite. Pode acompanhar qualquer outro subtipo ou se apresentar isolado. Ocorre em
50% dos casos de rosácea;
5. Granulomatosa - presença de nódulos granulomatosos.
Embora seja um quadro crônico, a rosácea apresenta períodos de remissão e exacerbação, os quais podem ser influenciados por aspectos como fatores emocionais;
consumo de álcool e condimentos; distúrbios gastrointestinais; dermatite seborreica; exercício físico intenso; exposição às variações de temperatura; exposição
solar; exposição a microrganismos. Atualmente, tem sido investigada a relação entre a presença do ácaro Demodex folliculorum na microbiota transitória da pele e
o quadro de rosácea. Outros possíveis microrganismos associados ao quadro de rosácea são as bactérias Staphylococcus epidermidis, Bacillus oleronius e
Cutibacterium acnes (Dos Santos, 2020; Malachoski & Ribas, 2021). Vale citar que não apenas a microbiota cutânea, mas também a microbiota gastrointestinal
também deve ser considerada. Espécies bacterianas intestinais como Lactobacillus rhamnosus, Escherichia coli, Bifidobacterium bifidum e Streptococcus
thermophilus ajudam a manter a saúde humana, enquanto outras têm maior probabilidade de causar doenças como Clostridium difficile, Campylobacter jejuni,
Enterococcus faecalis e Helicobacter pylori.
Múltiplos tipos celulares têm sido envolvidos na promoção da rosácea, incluindo queratinócitos, mastócitos, células endoteliais, macrófagos e fibroblastos. A
expressão de certos peptídeos antimicrobianos como a catelicidina, influenciando na atividade de mastócitos, sugere a presença de um estado inflamatório com
dilatação vascular, telangiectasias e eritema (Dos Santos, 2020).
Figura 5. Representação dos subtipos de rosácea: (a) eritemato-telangiectásica, (b) pápulo-pustular, (c) fimatosa ou rinofima, (d) ocular e (e)
granulomatosa. Fonte: Google imagens, 2024.
 
Para finalizar esse tópico, leia a revisão de literatura Consenso sobre tratamento da rosácea − Sociedade Brasileira de Dermatologia, escrita por Clivia Maria
Moraes de Oliveira et al., e entenda melhor sobre o assunto.
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Consenso sobre
tratamento da
rosácea
Titulo
2.02MB
 
Saiba Mais
Para aprofundar e fixar as informações sobre rosácea, ouça agora o episódio de Podcast ROSÁCEA: ATUALIDADES do canal RICARDO VILLA,
dermatologista. Embora o Podcast discuta opções farmacológicas para o tratamento, é válido ouvir para entender a fisiopatologia relacionada
ao quadro em questão.
Vídeo
 
10 Hipercromias vasculares: hiperpigmentação periorbital vascular e eczema
Enquanto a hiperpigmentação periorbital melânica destaca-se pelo depósito de melanina e hemossiderina na região das pálpebras, a hiperpigmentação periorbital
vascular, determinada geneticamente, portanto, com manifestação mais precoce por vezes ainda na infância, destaca-se pelo escurecimento na região das pálpebras
devido à presença de uma pele delgada de aspecto translúcido, favorecendo a visualização dos vasos sanguíneos. Presente em ambos os sexos, comumente, é
possível identificar tanto a presença de pigmentos melânicos (coloração entre marrom e vermelho) como observar a visualização dos vasos sanguíneos (coloração
entre roxo e azul). Sendo assim, a hiperpigmentação periorbital também pode ser classificada como mista (Souza et al., 2011).
Embora essa classificação seja útil para a abordagem estética, muitas vezes o seu reconhecimento apenas pela tração da pálpebra inferior para melhor visualização,
por transparência, dos vasos sanguíneos pode não ser o suficiente. Nesse sentido, o dermatoscópio, instrumento valioso na prática de tricologia, porém pouco usado
na cosmiatria, pode ser primordial para o diagnóstico diferencial (Gaón & Romero, 2014). Na figura 6 a seguir é possível observar a diferença entre
hiperpigmentação melânica e vascular através do uso do dermatoscópio. 
Por fim, mas não menos importante, temos o eczema, uma dermatite com sintomas de prurido, eritema, descamação e mudança de textura da pele com aspereza e
fissuras. Pode apresentar diferentes causas, estar presente tanto em crianças como em adultos, e apresentar quadro clínico tanto agudo como crônico. Entre algumas
causas relacionadas ao eczema estão: efeito colateral de alguma medicação; doenças respiratórias; contato constante com água, produtos de limpeza, produtos de
beleza e/ou tecidos sintéticos; ressecamento excessivo da pele; excesso de suor e presença de micose. Em geral, o eczema pode ser agudo, quando manifestado em
um curto período de tempo, ou crônico, quando não é possível observar cura total dessa inflamação na pele. 
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Figura 6. Observação (A, C, E) e avaliação via dermatoscópio (B, D, F). Hiperpigmentação Periorbital Vascular (A e B), hiperpigmentação
periorbital melânica (C e D) e hiperpigmentação mista (E e F). Fonte: Gaón & Romero, 2014.
 
Saiba Mais
Para aprofundar seus estudos leia o artigo Dermatoscopia na hiperpigmentação periorbital: uma ajuda no diagnóstico do tipo clínico, escrito
por Natacha Quezada Gaón e Williams Romero.
 
Dermatoscopia na
hiperpigmentação
Titulo
0.15MB
 
 
11 Roteiro de Atividade Prática 1
Os alunos deverão ser divididos em grupos e praticar a identificação de hipocromias e hipercromias vasculares. A cada rodada, um aluno do grupo servirá de
modelo para que os demais alunos possam identificar corretamente as discromias na região da face e, eventualmente, nas demais regiões do corpo deste aluno
modelo. Os alunos deverão identificar as discromias por suas características e por seus respectivos nomes. Para a prática, a pele analisada deverá ser corretamente
higienizada e poderá ser inspecionada com ajuda de lupa e luz de Wood.
12 Roteiro de Atividade Prática 2
Os alunos deverão ser divididos em grupos e praticar a identificação invertida de hipocromias e hipercromias vasculares. Desta vez, o professor irá disponibilizar
fichas com os nomes e a imagens de diferentes pessoas. Na sequência, o professor irá mencionar uma discromia e os alunos deverão identificar em suas fichas
qual indivíduo apresenta tal discromia. Conforme a atividade "Roteiro de Atividade Prática 2" do objetivo 1.
13 Fatores intrínsecos envolvidos nas discromias 
Agora que você já conhece os nomes e as características das discromias melânicas e vasculossanguíneas mais recorrentes na área da estética, faz-se necessário
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Agora que você já conhece os nomes e as características das discromias melânicas e vasculossanguíneas mais recorrentes na área da estética, faz-se necessário
compreender importantes aspectos envolvidos em tais disfunções. Isto se deve ao fato de que gerenciar corretamente os fatores e gatilhos envolvidos está
diretamente relacionado ao sucesso do tratamento. Esses fatores envolvidos podem ser classificados em intrínsecos, quando decorrem do organismo do próprio
indivíduo, ou extrínsecos, quando decorrem de fatores ambientais.
Entre os importantes aspectos intrínsecos, podemos destacar a genética, o envelhecimento celular, o estresse oxidativo e as condições metabólicas gerais. Como
abordado na fase 1 deste projeto, a síntese de eumelanina e feomelanina, ou seja, a tonalidade de cor característica da pele (fototipo) é determinada geneticamente.
Segundo a Escala de Fitzpatrick, o fototipo

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