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RAFAELLA MARINELI
GESTÃO DA SEGURANÇA 
PÚBLICA
Sumário
INTRODUÇÃO ������������������������������������������������� 3
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 
APLICADO À SEGURANÇA PÚBLICA ������������� 4
MODELOS DE GESTÃO E POLÍTICA DE 
SEGURANÇA PÚBLICA ���������������������������������� 9
LEI DE EXECUÇÃO PENAL E DIRETRIZES 
DA POLÍTICA PENITENCIÁRIA NACIONAL � 12
CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA 
CRIMINAL E PENITENCIÁRIA – CNPCP ����� 27
DEPARTAMENTO PENITENCIÁRIO 
NACIONAL (DEPEN) �������������������������������������30
CONSIDERAÇÕES FINAIS ����������������������������38
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS & 
CONSULTADAS ��������������������������������������������40
2
INTRODUÇÃO
Neste e-book, analisaremos o Planejamento 
Estratégico aplicado à segurança pública e às 
principais ações estabelecidas no Plano Nacional 
de Segurança Pública para o decênio 2021-2030, 
os modelos de gestão e as principais políticas de 
segurança pública, a Lei de Execuções Penais, 
as diretrizes da política penitenciária, os órgãos 
responsáveis pela aplicação e fiscalização das 
leis de segurança pública e política penitenciária 
nacional, a exemplo do Conselho Nacional de Se-
gurança Pública e Penitenciária e o Departamento 
Penitenciário Nacional (Depen).
Os problemas de segurança pública no Brasil são 
inúmeros e a falta de investimentos e de políticas 
públicas na área, ocasiona uma enorme e prejudicial 
inefetividade dos órgãos de segurança. O sistema 
penitenciário nacional é um exemplo de problema 
estrutural relacionado à falta de investimentos em 
segurança pública, o qual discutiremos no decorrer 
deste e-book, a exemplo da superlotação carcerária, 
dos poderes paralelos das facções criminosas e 
das rebeliões violentas vivenciadas nos últimos 
anos no interior dos presídios de todo país.
3
PLANEJAMENTO 
ESTRATÉGICO APLICADO À 
SEGURANÇA PÚBLICA
No contexto mundial, o Brasil encara atualmente 
o desafio de fazer cumprir os Objetivos do Desen-
volvimento Sustentável (ODS) da Organização das 
Nações Unidas (ONU), dentre eles está o Objetivo 
16 que prevê a paz, a justiça e as instituições efi-
cazes. Nesse sentido, o desafio mundial exige do 
Brasil a criação e implementação de estratégias 
de prevenção e redução da criminalidade, instru-
mentos eficazes de acesso à justiça e uma atuação 
conjunta e coordenada entre os diversos setores 
públicos e sociais para a efetiva implementação 
de propostas que cumpram com o objetivo em 
questão.
No contexto nacional, o desafio da segurança pú-
blica brasileira compreende uma série de variáveis 
a serem enfrentadas para além da redução dos 
altos índices de criminalidade, combate ao crime 
e o superencarceramento. O IPEA (Instituto de 
Pesquisa Econômica Aplicada) já apontou gastos 
em torno de 258 bilhões de reais anuais para o 
combate à violência no Brasil. A Administração 
Pública enfrenta variáveis multisetoriais que devem 
ser levadas em consideração quando se trata de 
4
segurança pública, implicando a necessidade do 
desenvolvimento de políticas públicas educacionais, 
de saúde e de trabalho, que tragam a melhoria das 
condições econômico-sociais para alavancar os 
índices de sucesso no setor da segurança.
Em 2018, o Brasil instituiu o Sistema Único de 
Segurança Pública (SUSP) e criou as bases para 
a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa 
Social (PNSPDS), por meio da Lei 13.675/2018. 
Essa lei estabeleceu competências, princípios, 
objetivos, meios e instrumentos para a atuação 
efetiva do Estado no âmbito da segurança pública. 
Dentre os instrumentos centrais previstos pela 
referida lei estão: o Conselho de Segurança Públi-
ca e Defesa Social, que é o órgão para discutir e 
legitimar as políticas e os planos de segurança a 
serem criados pelos Estados, do Distrito Federal 
e dos Municípios e os mecanismos de controle, 
transparência, capacitação e valorização dos 
profissionais de segurança pública.
O Sistema Único de Segurança Pública, gerido pelo 
Ministério da Segurança Pública, estabeleceu a esse 
órgão a competência para elaborar e implementar 
o Plano Nacional de Segurança Pública com dura-
ção de dez anos e com a finalidade de articular as 
ações do Poder Público. Assim, essa medida durará 
entre 2021-2030 e tem como principais objetivos:
5
 y Apresentar ações estratégicas alinhadas aos 
objetivos da Política Nacional de Segurança Pública;
 y Definir metas estratégicas e indicadores de 
segurança pública;
 y Estabelecer ciclos de implementação, moni-
toramento e avaliação das políticas públicas em 
segurança pública;
 y Orientar os entes federativos quanto às pro-
postas do Plano Nacional de Segurança Pública 
e do Sistema Único de Segurança Pública.
O Plano Nacional de Segurança Pública deve ser 
considerado em um planejamento de desenvolvi-
mento contínuo, voltado à completa mudança da 
forma de gerir políticas de segurança pública no 
Brasil com o fim da preservação da ordem pública, 
da incolumidade das pessoas, do patrimônio e do 
meio ambiente, superando o quadro de violência 
observado no país.
O Relatório Mundial sobre Homicídios das Nações Unidas 
sobre Crimes e Drogas (UNODC) apontou o Brasil como 
um dos países mais violentos do mundo. Concentrando 
2,8% da população mundial, o Brasil conta com 11% de 
todos os homicídios do planeta. A taxa de 11,7 homicí-
dios por 100 mil habitantes em 1980, saltou para 30,8 
mortes violentas em 2017, segundo dados do Fórum 
Brasileiro de Segurança Pública, que apontou como as 
REFLITA
6
macrocausas da violência letal: conflitos entre facções 
e tráfico de drogas; violência patrimonial; violência 
doméstica; conflitos decorrentes da intervenção de 
agentes do Estado.
As ações estratégicas do Plano Nacional de Segu-
rança Pública para o decênio 2021-2030 podem 
ser verificadas na tabela a seguir:
Tabela 1: Ações estratégias do Plano Nacional de Segu-
rança Pública
Ação 
Estratégica 1
Promover ações de governança e gestão da 
segurança pública e defesa social do País.
Ação 
Estratégica 2
Desenvolver programas e projetos que favo-
reçam a execução de ações preventivas e 
repressivas articuladas com outros setores, 
públicos e privados, para a redução de crimes 
e conflitos sociais.
Ação 
Estratégica 3
Aperfeiçoar a atuação estratégica dos órgãos 
de segurança pública e defesa social para o 
enfrentamento de delitos transfronteiriços e 
transnacionais.
Ação 
Estratégica 4
Aperfeiçoar a gestão de ativos provenientes 
da persecução penal da
prática e financiamento de crimes, de atos de 
improbidade administrativa e de ilícitos, além 
de promover a sua destinação
Ação 
Estratégica 5
Qualificar o combate à corrupção, à oferta 
de drogas ilícitas, ao crime organizado e à 
lavagem de dinheiro, com a implementação 
de ações de prevenção e repressão de delitos 
dessas naturezas.
Ação 
Estratégica 6
Qualificar e fortalecer a atividade de investiga-
ção e perícia criminal.
7
Ação 
Estratégica 7
Padronizar tecnologicamente e integrar as 
bases de dados sobre segurança pública entre 
União, Estados, Distrito Federal e Municípios, 
por meio da implementação do Sistema Na-
cional de Informações de Segurança Pública.
Ação 
Estratégica 8
Fortalecer a atividade de inteligência das insti-
tuições de segurança pública e defesa social.
Ação 
Estratégica 9
Promover o aparelhamento e a modernização 
da infraestrutura dos órgãos de segurança 
pública e defesa social.
Ação 
Estratégica 10
Aperfeiçoar as atividades de segurança 
pública e defesa social, por meio da me-
lhoria da capacitação e da valorização dos 
profissionais
Ação 
Estratégica 11
Aperfeiçoar as condições de cumprimento 
de medidas restritivas de direitos, de penas 
alternativas à prisão e de penas privativas 
de liberdade, com vistas à humanização do 
processo e redução dos índices gerais de 
reincidência.
Ação 
Estratégica 12
Desenvolver ações articuladas com outros 
setores, públicos e privados, destinadas à 
prevenção e à repressão à violência e à crimi-
nalidade relacionadas às mulheres, aosjovens 
e aos grupos vulneráveis. 
Fonte: Adaptado de https://www.gov.br/mj/pt-br/centrais-
-de-conteudo/publicacoes/planos/plano_nac-_de_segu-
ranca_publica_e_def-_soc-_2021___2030.pdf. 
8
https://www.gov.br/mj/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/planos/plano_nac-_de_seguranca_publica_e_def-_soc-_2021___2030.pdf
https://www.gov.br/mj/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/planos/plano_nac-_de_seguranca_publica_e_def-_soc-_2021___2030.pdf
https://www.gov.br/mj/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/planos/plano_nac-_de_seguranca_publica_e_def-_soc-_2021___2030.pdf
MODELOS DE GESTÃO E 
POLÍTICA DE SEGURANÇA 
PÚBLICA
A segurança pública é um dever do Estado, um direi-
to e uma responsabilidade de todos, exercida com 
a finalidade de preservação da ordem pública, da 
incolumidade das pessoas e do patrimônio. Nesse 
sentido, será implementada pelos três níveis de 
governo de forma integrada e coordenada, visando 
à prevenção da criminalidade e da violência, por 
meio de boas práticas que envolvam a participação 
da sociedade e a transparência da ação pública.
A lei sobre a Política Nacional de Segurança Pública 
(Lei 13.675/2018) elenca a competência da União 
para estabelecer o Plano Nacional de Segurança 
Pública, além da competência dos Estados, do Dis-
trito Federal e dos Municípios para estabelecer as 
suas respectivas políticas, desde que observadas 
as diretrizes da política nacional. Nesse sentido, 
a nível nacional são estabelecidas as seguintes 
estratégias para a segurança pública:
 y Integração, coordenação e cooperação federativa;
 y Modernização da gestão das instituições de 
segurança pública;
 y Interoperabilidade e liderança situacional;
 y Valorização e proteção dos profissionais;
 y Diagnóstico dos problemas a serem enfrentados;
 y Excelência técnica;
9
 y Avaliação continuada dos resultados;
 y Garantia da regularidade orçamentária para 
execução dos planos e programas de segurança 
pública.
A lei sobre a Política Nacional de Segurança Pública 
também trouxe alguns princípios norteadores. A 
seguir, elencamos alguns deles:
 y Respeito ao ordenamento jurídico e aos direitos 
e garantias individuais e coletivos;
 y Proteção, valorização e reconhecimento dos 
profissionais de segurança pública;
 y Proteção dos direitos humanos e fundamentais;
 y Prevenção, controle e repressão eficientes das 
infrações penais;
 y Proteção da vida, do patrimônio e do meio 
ambiente;
 y Transparência, responsabilização e prestação 
de contas.
Além disso, a seguir, seguem alguns dos principais 
objetivos da Política Nacional de Segurança Pública:
 y Fomentar a integração das ações estratégicas 
e operacionais em atividades de inteligência de 
segurança pública;
 y Incentivar medidas para modernização dos 
equipamentos tecnológicos em segurança pública;
 y Integrar e compartilhar informações de segu-
rança pública, prisionais e sobre drogas;
 y Fomentar ações permanentes para combate 
ao crime organizado e à corrupção;
10
 y Priorizar políticas de redução de letalidade 
violenta.
Considerando que os Estados, o Distrito Federal e 
os Municípios estabelecem suas respectivas polí-
ticas, observemos na figura a seguir como ocorre 
tais em cada um dos âmbitos indicados: 
Figura 1: Sistema Nacional de Segurança Pública.
1 - Ministério da Justiça e Segurança Pública
2 - Ministério da Defesa
3 - Ministério dos Direitos Humanos
4 - Ministério do Desenvolvimento Social
5 - Ministérios das Relações Exteriores
6 - Ministério do Meio Ambiente
7 - Ministério da Fazenda - Receita Federal do Brasil
Âmbito
Nacional
1 - Secretarias de Segurança Pública 
2 - Polícias Militares;
3 - Polícias Civis;
4 - Corpos de Bombeiros Militares;
5 - Instituições de perícia oficial;
6 - Sistema Penitenciário;
7 - Secretarias de desenvolvimento social ou correspondentes
Âmbito
Estadual 
1 – Secretaria de Segurança Pública 
2 – Guarda Municipal
Âmbito
Municipal 
Fonte: Elaborado pela autora.
Em suma, a Lei que instituiu a Política Nacional 
de Segurança Pública estabeleceu sua estratégia, 
seus objetivos e princípios norteadores, além da 
estrutura do sistema de segurança, voltada ao 
regime de colaboração entre os entes federativos 
para assegurar a efetividade da segurança nacional.
11
LEI DE EXECUÇÃO PENAL 
E DIRETRIZES DA POLÍTICA 
PENITENCIÁRIA NACIONAL
A Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210, de 11 de 
julho de 1984) tem como objetivo fazer cumprir a 
sentença penal condenatória ou a decisão crimi-
nal e proporcionar as condições da reintegração 
social do condenado. As previsões da LEP estão 
direcionadas, principalmente, ao cumprimento da 
pena privativa de liberdade nos estabelecimentos 
penais. Além disso, a LEP está dividida em 8 títulos, 
conforme descritos na figura a seguir:
Figura 2: Estrutura da Lei de Execução Penal (LEP).
Título 1 – Do objeto e da aplicação da LEP
Título 2 – Do condenado e do internado 
Título 3 – Dos órgãos da execução penal 
Título 4 – Dos estabelecimentos penais 
Título 5 – Da execução das penas em espécie
Título 6 – Da execução das medidas de segurança 
Título 7 – Dos incidentes de execução 
Título 8 – Do procedimento judicial
ESTRUTURA
DA LEP 
Fonte: Elaborado pela autora
Ainda sobre a LEP, imaginemos a seguinte situa-
ção: um condenado, que é o sujeito que sofreu um 
processo criminal, foi julgado, sentenciado com 
trânsito em julgado (ou seja, recebeu uma senten-
ça da qual não cabe mais recurso) e recebeu uma 
12
sanção penal para cumprimento. O condenado 
deverá ter a execução da sua pena individualizada 
de acordo com os seus antecedentes criminais e 
a sua personalidade, e quando condenado à pena 
privativa de liberdade em regime fechado a indivi-
dualização da pena ocorrerá por meio do exame 
criminológico.
Em regra, a individualização da pena do condenado 
é realizada pela Comissão Técnica de Classifica-
ção, presidida pelo diretor e composto por um psi-
quiatra, um psicólogo, um assistente social e dois 
chefes de serviço. Caso não exista tal comissão, 
a individualização é realizada pela administração 
prisional com base no exame criminológico.
O condenado por crime doloso praticado com violência 
de natureza grave contra a pessoa será submetido ao 
exame criminológico e, obrigatoriamente, à identificação 
do perfil genético com extração de DNA.
Já o preso provisório, é o indivíduo que sofre a 
prisão durante o curso do processo para assegurar 
o normal percurso do processo penal. Segundo a 
Lei de Execução Penal, o preso provisório também 
estará sujeito à prisão devendo, contudo, ficar 
FIQUE ATENTO
13
separado dos presos definitivos (indivíduos que 
cumprem pena por sentença transitada em julgado).
Nesse sentido, trata-se de é uma prisão processual 
com a função de assegurar o regular trâmite do 
processo penal e poderá ser decretada como ga-
rantia da ordem pública e da ordem econômica, por 
conveniência da instrução criminal, para assegurar 
a aplicação da lei penal, quando houver prova da 
existência do crime e indício suficiente de autoria. 
O Estado deverá prestar assistência ao preso e ao 
internado. A assistência será:
 y Material: fornecimento de alimentação, vestuário 
e instalações higiênicas. O estabelecimento penal 
deverá atender o indivíduo em suas necessidades 
e fornecer local com produtos permitidos;
 y Saúde: é direito do preso e do internado receber 
atendimento médico, farmacêutico e odontológico. 
No caso de não haver o aparato de saúde necessário 
no local, o preso ou o internado serão atendidos 
no local onde houver, mediante autorização do 
estabelecimento penal. No caso da presa gestan-
te, ela terá o direito ao acompanhamento médico 
pré-natal e pós-parto, bem como, o recém-nascido;
 y Educacional: instrução escolar (o ensino fun-
damental é obrigatório) e formação profissional 
do preso e do internado. O ensino médio, regular 
ou supletivo, com formação profissional será 
implementado nos presídios e custeado pelos 
14
recursos destinados à educação e pelos recursos 
doSistema Estadual de Justiça e Administração 
Penitenciária. Poderão ser oferecidos cursos su-
pletivos e programas de educação à distância. As 
atividades educacionais podem ser desenvolvidas 
por entidades públicas ou convênios com entida-
des particulares. Deve haver o censo penitenciário 
para apurar o grau de formação de seus presos, em 
cada unidade. A educação é forma de remição da 
pena, por isso, a importância da sua possibilidade 
para pessoas em situação de cárcere;
 y Jurídica: aos presos e internados que não tem 
condições financeiras de constituir advogado é 
assegurada a defesa pela Defensoria Pública;
 y Social: o serviço do assistente social deve 
acompanhar a situação do preso ou do internado 
de modo a prepará-lo para o retorno em sociedade. 
Tal trabalho compreende: relatar às autoridades as 
dificuldades e os problemas do infrator, acompanhar 
os resultados de permissões de saída, promover 
a recreação, promover a orientação do liberando 
na fase final do cumprimento da pena, providen-
ciar a obtenção de documentos dos benefícios 
de previdência social e do seguro por acidente de 
trabalho, orientar e amparar a família do preso, do 
internado e da vítima;
 y Religiosa: será prestada aos presos e aos in-
ternados, permitindo a participação nos serviços 
organizados no estabelecimento penal e a posse 
15
de livros religiosos, devendo haver na prisão local 
apropriado para a realização de cultos. O exercício 
religioso é uma faculdade do preso, sendo vedada 
a sua imposição;
 y Ao egresso: o egresso é o liberado definitivo, 
assim considerado pelo prazo de um ano após a sua 
saída do estabelecimento prisional, ou o liberado 
condicional, assim considerado durante o período 
de prova. A assistência consiste na orientação e 
no apoio para reintegrá-lo à vida em liberdade, na 
concessão, quando necessário, de alojamento e 
alimentação em estabelecimento adequado pelo 
prazo de dois meses, podendo ser prorrogado 
para mais dois meses, caso haja necessidade 
comprovada e declarada pelo assistente social, 
desde que esteja procurando emprego. O serviço 
de assistência social colaborará com o egresso 
para a obtenção de trabalho.
O trabalho é um dever do condenado, segundo 
já pacificado o entendimento pelos Tribunais Su-
periores, e detém finalidade educativa, produtiva 
e ressocializadora. Entretanto, existem algumas 
peculiaridades relacionadas ao trabalho do preso 
importantes de serem ressaltadas:
 y Não é regido pelo regime da Consolidação das 
Leis do Trabalho (CLT);
 y Serve para fins de contagem de tempo para a 
previdência social;
16
 y Será remunerado;
 y Não pode ser inferior a três quartos do 
salário-mínimo;
 y O produto da remuneração do trabalho serve 
para: indenizar os danos causados pelo crime 
conforme a determinação da sentença judicial, 
assistência à família do preso, pequenas despesas 
pessoais; ressarcimento ao Estado;
 y A parte restante do salário (pecúlio) será de-
positada em poupança e entregue ao condenado 
quando posto em liberdade;
 y Trabalho interno: é obrigatório (exceto para o 
preso provisório e para o preso político), realizado 
dentro do estabelecimento prisional com jornada 
mínima de seis horas e máxima de oito horas, 
com descanso aos domingos e feriados. Pode 
ser serviço de conservação e manutenção do 
estabelecimento prisional ou trabalho gerenciado 
por fundação, empresa pública ou convênio com 
empresa privada. Os produtos do trabalho dos 
presos serão vendidos a particulares ou, quando 
não recomendável a venda, serão adquiridos pela 
administração pública;
 y Trabalho externo: só pode ser realizado pelo 
preso em regime fechado. Ocorre em obras públicas 
ou serviços realizados pela administração pública 
ou por entidades privadas. Deve ser cauteloso, ob-
servando regras para evitar fugas. O limite máximo 
de presos em cada obra será de 10%. Precisa da 
17
autorização da direção do estabelecimento e do 
cumprimento de, no mínimo, um sexto da pena. 
Pode ser revogada a autorização de trabalho ex-
terno ao preso que praticar crime, for punido com 
falta grave ou indisciplina.
O trabalho do preso deve ser adequado às suas 
aptidões e capacidades. O preso com deficiência 
física, doente ou maior de 60 anos deverá exercer 
ocupações adequadas à sua condição. O preso 
provisório não é obrigado a trabalhar e, caso opte 
pelo trabalho, só poderá realizá-lo no interior do 
estabelecimento penal.
O preso é sujeito de direitos e deveres no cárcere. 
Nesse sentido, a tabela a seguir nos apresenta a 
previsão legal sobre os direitos e os deveres do 
preso. Observemos:
Tabela 2: Direitos e deveres no cárcere
Direitos Deveres
Alimentação e vestuário Comportamento e disciplina
Trabalho e remuneração Obediência, urbanidade e 
respeito 
Previdência social Conduta oposta aos movi-
mentos de fuga e indisciplina 
Pecúlio Execução do trabalho, das 
ordens e das tarefas 
Descanso e recreação Submissão à sanção 
disciplinar
18
Atividades profissionais, artís-
ticas, intelectuais e desporti-
vas compatíveis com a pena
Indenização ao Estado 
Proteção contra o 
sensacionalismo 
Higiene pessoal e asseio da 
cela 
Entrevista pessoal e reservada 
com o advogado 
Conservação dos objetos de 
uso pessoal 
Visita do cônjuge, do compa-
nheiro, de parentes e amigos
Chamamento pelo nome
Igualdade de tratamento, sal-
vo quanto às peculiaridades 
da pena
Representação e petição a 
qualquer autoridade para 
defesa de direito 
Correspondência escrita
Atestado de pena anual 
Fonte: Elaborado pela autora.
A disciplina do preso é detalhada na Lei de Execu-
ção Penal (LEP), sendo seu dever colaborar com a 
ordem e obedecer às determinações das autorida-
des. O preso sujeito à disciplina é o preso definitivo 
à pena privativa de liberdade, o preso provisório é 
o condenado à pena restritiva de direitos.
A autoridade administrativa é a responsável pela 
aplicação do poder disciplinar, que não pode colocar 
em perigo a integridade física e moral do condenado, 
nem emprego de cela escura ou sanção coletiva.
A Lei de Execução Penal traz a previsão das faltas 
consideradas graves. São elas:
19
 y Incitar ou participar de movimento subversivo 
à ordem ou à disciplina;
 y Fuga;
 y Possuir instrumento capaz de ofender a inte-
gridade física;
 y Provocar acidente de trabalho;
 y Descumprir as condições impostas no regime 
aberto ou na pena restritiva de direitos;
 y Inobservar os deveres impostos pela LEP;
 y Posse de telefone, rádio ou aparelho similar;
 y Prática de crime doloso.
O Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) é a sanção 
disciplinar ou a medida cautelar imposto ao preso pro-
visório ou ao condenado que praticar crime doloso, ou 
quando praticar ato subversivo, que implique alto risco 
para a ordem e segurança do estabelecimento prisional 
ou houver fundada suspeita de envolvimento ou participa-
ção em organização criminosa ou quadrilha. O indivíduo 
será recolhido em cela individual por, no máximo, 360 
dias. O RDD só pode ser aplicado por meio de prévio e 
fundamentado despacho do juiz competente, precedida 
de manifestação do Ministério Público.
No caso de faltas que não impliquem a aplicação 
do Regime Disciplinar Diferenciado, poderão ser 
impostas as seguintes sanções disciplinares: 
FIQUE ATENTO
20
advertência verbal, repreensão, suspensão ou 
restrição de direito e isolamento. Após a prática 
da falta disciplinar, deverá ser instaurado o pro-
cedimento de apuração e assegurado o direito de 
defesa técnica, pelo advogado ou defensor público 
do acusado.
Em relação à execução penal, ela será realizada 
e fiscalizada pelos seguintes órgãos: Juízo da 
Execução; Ministério Público; Defensoria Pública; 
Departamentos Penitenciários; Patronato; Conselho 
Penitenciário; Conselho da Comunidade; Conselho 
Nacional de Política Criminal e Penitenciária.
O juiz da Execução Penal, o membro do Ministério 
Público, o Defensor Público e o advogado são os 
atores responsáveis pela correta aplicação da pena 
e pela fiscalização doseu cumprimento dentro das 
determinações legais.
Após a condenação criminal, por meio de uma 
sentença judicial, inicia-se o processo de execução 
penal. É expedida a guia de recolhimento onde 
consta todas as informações e os principais dados 
da ação penal, que é elaborada pela vara criminal 
em que tramitou o processo e gerou a condenação. 
Essa guia será enviada para uma novo setor, deno-
minado de Vara de Execução Penal, onde um novo 
processo será iniciado para administrar e fiscalizar 
o cumprimento da pena. Essa é chefiada pelo juiz 
21
da Execução Penal, encarregado de administrar e 
fiscalizar o cumprimento da pena da pessoa con-
denada e para quem devem ser realizados todos 
os pedidos relacionados ao preso.
O Ministério Público ficará responsável pela fis-
calização da execução da pena e por oficiar nos 
processos de execução. Assim, o Promotor de 
Justiça deve fiscalizar as guias de recolhimento do 
preso e requerer todas as providências necessárias 
ao processo de execução. Cabe a ele converter as 
penas, regredir ou progredir os regimes dos ape-
nados e visitar mensalmente os estabelecimentos 
penais, devendo tomar as medidas necessárias e 
informar os demais órgãos de fiscalização quan-
do averiguar qualquer situação de calamidade ou 
desumanidade com relação aos presidiários nos 
estabelecimentos prisionais.
A Defensoria Pública, órgão essencial à função 
jurisdicional do Estado, deve atuar pela defesa dos 
necessitados. No caso da execução penal, velará 
pela sua regularidade e atuará nos processos 
dos presos que pela situação de vulnerabilidade 
econômica não contenham nos autos advogado 
constituído. Cabe ao Defensor Público requerer 
todas as providências do processo que estiverem 
de acordo com a lei e puderem beneficiar o pre-
so, tais como pedidos de progressão de regime, 
detração e remição de pena, conversão de pena, 
22
suspensão da pena, livramento condicional, indulto, 
e saída temporária. 
O membro da Defensoria Pública, assim como o 
Promotor de Justiça, deve visitar os estabelecimen-
tos penais, tomando as devidas providências para 
o seu funcionamento ideal, e requerer à autoridade 
judicial ou ao órgão fiscalizatório a apuração de 
responsabilidade dentro do estabelecimento penal, 
bem como, os pedidos de interdição do estabele-
cimento penal quando os direitos fundamentais 
dos presos estiverem sendo violados.
Nesse processo todo, o advogado é indispensável 
para a administração da justiça, conforme precei-
tuado pela Constituição Federal de 1988. Quando 
no exercício de sua profissão, o advogado é invio-
lável pelos seus atos e manifestações, dentro dos 
limites da lei. Nas execuções penais, cabe a ele 
exercer a defesa do preso, intervir em todos os atos 
processuais, direcionar os pedidos referentes ao 
cumprimento da pena ao juízo competente e auxiliar 
na fiscalização do descumprimento dos direitos 
fundamentais dos encarcerados, denunciando 
possíveis violações aos órgãos fiscalizatórios.
Cabe ao juiz da execução penal a condução do 
processo e a fiscalização do cumprimento da 
pena. Já o Promotor de Justiça além dessas atri-
buições, a ele competirá também as providências 
23
necessárias às intervenções e pedidos dentro do 
processo. E ao Defensor Público e ao advogado 
cumprem defender o preso realizando os pedidos 
necessários e, igualmente, auxiliando na fiscalização 
do ambiente carcerário nas possíveis violações 
dos direitos fundamentais dos presos.
Os estabelecimentos penais são destinados ao 
condenado que cumpre pena em definitivo, ao 
preso provisório, ao indivíduo cumprindo medida 
de segurança e ao egresso. São cinco espécies 
de estabelecimentos penais: as Penitenciárias, 
as Colônias Agrícola ou Industriais, as Casas do 
Albergado, os Hospitais de Custódia e Tratamento 
Psiquiátrico; e as Cadeias Públicas. Analisemos 
cada um deles a seguir:
 y Penitenciárias: direcionadas ao condenado à 
pena de reclusão em regime fechado;
 y Colônias agrícolas ou industriais: destinadas 
ao cumprimento da pena em regime semiaberto;
 y Casas do Albergado: direcionada ao cumprimen-
to da pena em regime aberto e pena de limitação 
de final de semana;
 y Cadeias Públicas: destinam-se ao recolhimento 
do preso provisório, prevendo a Lei de Execução 
Penal a existência de uma Cadeia Pública em cada 
Comarca para atender ao direito do preso ficar em 
local próximo ao seu meio social e familiar; 
24
 y Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico: 
destinam-se aos inimputáveis e semi-imputáveis.
A Constituição Federal estabelece também que a 
pessoa condenada pela prática de crime poderá 
receber as seguintes penas: privação ou restrição 
de liberdade; perda de bens; multa; prestação social 
alternativa e suspensão ou interdição de direitos. 
E proíbe expressamente as seguintes penas: de 
morte, salvo em caso de guerra declarada; de 
caráter perpétuo; de trabalhos forçados; de bani-
mento e cruéis. 
A pena, segundo o princípio da individualização da 
pena, será cumprida em estabelecimentos distintos 
de acordo com a natureza do delito, a idade e o 
sexo do apenado, sendo assegurado aos presos o 
respeito à integridade física e moral. Observemos 
a seguir os tipos mais comuns: 
 y Da pena privativa de liberdade: pode ser de três 
espécies: reclusão, detenção ou prisão simples. A 
reclusão, mais severa, imposta a crimes mais gra-
ves, e pode ser cumprida sob três regimes: aberto, 
semiaberto e fechado. A detenção, aplicada aos 
crimes de menor gravidade e pode ser cumprida 
apenas sob dois regimes, aberto ou semiaberto. 
Com relação ao regime de cumprimento da pena 
privativa de liberdade, pode ser o regime fechado, o 
regime semiaberto ou o regime aberto. O apenado 
25
por reclusão pode cumprir a sua pena em regime 
inicial aberto, quando for condenado pela prática 
de crime cuja previsão legal for igual ou menor a 
quatro anos. O apenado por reclusão com uma 
pena maior do que quatro anos e igual ou menor 
a oito anos a cumprirá em regime inicial semia-
berto. O apenado por reclusão com pena maior do 
que oito anos iniciará o cumprimento em regime 
inicial fechado. A prisão simples é a pena prevista 
na Lei de Contravenções Penais, aplicada apenas 
aos crimes de pequena gravidade, e só pode ser 
cumprida sob os regimes aberto e semiaberto;
 y Da pena restritiva de direitos: são autônomas 
e substituem as privativas de liberdade no caso de 
crime culposo ou doloso, quando a pena não for 
superior a quatro anos e o crime não for cometido 
com violência ou grave ameaça. A aplicação ain-
da exige o requisito da não reincidência penal do 
réu e os seu bons antecedentes. São espécies de 
pena restritiva de direitos: prestação pecuniária, 
perda de bens e valores, prestação de serviços à 
comunidade, interdição temporária de direitos e 
limitação de final de semana;
 y Da pena de multa: consiste no pagamento ao 
Fundo Penitenciário da quantia fixada na sentença, 
sendo no mínimo 10 e no máximo 360 dias-multa. 
O valor do dia-multa não pode ser inferior a um 
trigésimo do salário-mínimo.
26
CONSELHO NACIONAL 
DE POLÍTICA CRIMINAL E 
PENITENCIÁRIA – CNPCP 
O Conselho Nacional de Política Criminal e Pe-
nitenciária, previsto na Lei de Execução Penal, 
subordinado ao Ministério da Justiça e com sede 
no Distrito Federal, é um dos órgãos responsáveis 
pela execução penal ao lado do Juízo das Execu-
ções, do Ministério Público, da Defensoria Pública, 
do Conselho Penitenciário, dos Departamentos 
Penitenciários, do Conselho da Comunidade e do 
Patronato. Esse rol, descrito no artigo 61 da Lei de 
Execução Penal (LEP), é taxativo.
A Polícia (Federal, Rodoviária Federal, Ferroviária Federal, 
Civil e Militar) não é órgão da execução penal, mas sim 
órgãos de segurança pública, conforme a previsão do 
artigo 144 da Constituição Federal de 1988�
A sua atuação ocorre tanto no nível estadual quanto 
no nível federal e está dentre as suas atribuições: 
a propositura de diretrizes para a prevenção do 
delito, para a administração da justiçacriminal e 
para a execução de penas e medidas de segurança; 
a contribuição na elaboração de planos nacionais 
de desenvolvimento; a promoção na avaliação 
periódica do sistema prisional; o estímulo e pro-
moção da pesquisa criminológica; a elaboração 
FIQUE ATENTO
27
do programa nacional penitenciário de formação 
do servidor; o estabelecimento de regras sobre a 
arquitetura e a construção de estabelecimentos 
penais; a definição de critérios para elaboração 
de estatística criminal; a inspeção e fiscalização 
dos estabelecimentos penais; a representação ao 
juiz da execução ou à autoridade administrativa; 
a instauração de sindicância ou procedimento 
administrativo em caso de violações da execução 
ou para a interdição do estabelecimento penal.
O Conselho também detém função consultiva, 
podendo emitir opinião sobre matéria penal, pro-
cessual penal e de execução penal que estejam 
submetidos à sua apreciação; responder às consul-
tas sobre matéria de sua atribuição, desde que não 
envolvam fatos concretos, e sim matéria de direito, 
e realizar audiências públicas para discussão de 
temas concernentes à sua atividade. O Conselho 
também tem competência para estabelecer crité-
rios e prioridades para a aplicação dos recursos 
do Fundo Penitenciário Nacional (FUNPEN).
Quanto à composição do Conselho Nacional de 
Política Criminal e Penitenciária, ele é integrado 
por treze membros designados através de ato do 
Ministério da Justiça, podendo ser professores e 
profissionais da área do Direito Penal, Processual 
Penal e Penitenciário ou ciências correlatas, repre-
sentantes da comunidade e dos Ministérios da área 
social. O mandato dos membros tem duração de 
dois anos sendo permitida uma recondução. Além 
disso, um terço do corpo de membros é renovado 
a cada ano.
28
O Conselho tem o presidente como seu represen-
tante maior, designado pelo Ministro da Justiça, 
e dois vice-Presidentes, designados pelo próprio 
presidente do Conselho. Na falta do presidente, o 
Conselho é representado pelo primeiro vice-presi-
dente e, na falta deste, pelo segundo, sendo que na 
falta de ambos, o conselheiro mais antigo assume 
a representação. Já o Plenário é composto por 
todos os membros titulares e suplentes.
As reuniões do Conselho são públicas, tornando-se 
reservadas no caso da necessidade da preservação 
do assunto ou no caso de ordem advinda do presi-
dente ou da deliberação do plenário. São realizadas 
uma vez por mês ou, extraordinariamente, quando 
ocorrer a convocação pelo presidente ou por um 
terço dos seus membros, e só ocorrerão diante 
da presença da maioria absoluta dos membros, 
titulares e suplentes. 
Poderá ocorrer o desligamento do membro do 
Conselho no caso de três faltas consecutivas injus-
tificadas das reuniões ou cinco faltas intercaladas 
no período de um ano, fato que será comunicado 
ao Ministro da Justiça.
O Conselho recebe o apoio técnico, administrativo e 
financeiro do DEPEN – Departamento Penitenciário 
Nacional, motivo pelo qual o seu Diretor-Geral tem o 
direito de voz nas reuniões realizadas pelo Conselho.
FIQUE ATENTO
29
DEPARTAMENTO 
PENITENCIÁRIO NACIONAL 
(DEPEN)
O Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) 
foi criado no século XIX e era o órgão responsável 
pela gestão da segurança pública e da Guarda 
Nacional, da justiça criminal, do tráfico negreiro e 
da inspeção das prisões da antiga Secretaria de 
Estado dos Negócios de Justiça, transformada 
posteriormente em Ministério da Justiça. 
Atualmente, o DEPEN possui o status de Secretaria 
Nacional e está vinculado ao Ministério da Justi-
ça, tendo como missão a garantia da segurança 
pública por meio do aprimoramento da gestão 
do sistema penitenciário, o apoio aos entes fede-
rados e o isolamento das lideranças criminosas, 
além de assegurar a promoção da dignidade da 
pessoa humana no sistema carcerário nacional. 
Seu objetivo principal é o reconhecimento como 
órgão essencial à segurança pública, tendo criado, 
a partir de 2006, o Sistema Penitenciário Federal 
e instituído, em 2021, o Planejamento Estratégico 
para o decênio 2022-2032.
O Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) 
é o órgão executivo responsável pelo Sistema 
Penitenciário Federal e pelo acompanhamento e 
30
fiscalização da aplicação e cumprimento da Lei 
de Execução Penal e das Diretrizes da Política 
Penitenciária Nacional, exercendo a função de 
apoio administrativo e financeiro e aderindo ao 
cumprimento de ordens advindas do Conselho 
Nacional de Política Criminal e Penitenciária. O 
órgão é subordinado ao Ministério da Justiça e 
Segurança Pública e, segundo a previsão do artigo 
72 da Lei de Execução Penal, detém as seguintes 
atribuições:
 y Gestão do Sistema Penitenciário Federal e o 
isolamento das lideranças de crime organizado;
 y Acompanhamento rigoroso do cumprimento 
da Lei de Execução Penal, em todo território na-
cional, dos presos de alta periculosidade (líderes 
de facções criminosas, presos responsáveis pela 
prática reiterada de crimes violentos, presos de alta 
periculosidade que podem comprometer a ordem 
e a segurança pública, presos responsáveis por 
fugas ou grave indisciplina no sistema prisional, 
presos colaboradores ou delatores, presos sujeitos 
ao regime disciplinar diferenciado);
 y Inspeção e fiscalização periódica dos estabe-
lecimentos e dos serviços penais;
 y Prestação de assistência às unidades federa-
tivas mediante convênios para implementação de 
estabelecimentos e serviços penais;
 y Gestão do Fundo Penitenciário Nacional 
(FUNPEN);
31
 y Consolidação e divulgação dos dados e infor-
mações relacionadas ao sistema penitenciário bra-
sileiro, necessários para a elaboração de políticas 
públicas de saúde, educação, trabalho, assistência 
social e acesso à justiça.
A partir disso, destacamos aqui uma das funções 
primordiais elencadas ao DEPEN: a gestão do Fundo 
Penitenciário Nacional (FUNPEN). Criado pela Lei 
Complementar nº 79 de 1994, é responsável pelo 
financiamento de atividades de aprimoramento do 
Sistema Penitenciário Brasileiro, sendo composto 
de recursos advindos de bens perdidos em favor da 
União Federal, multas decorrentes das sentenças 
penais condenatórias com trânsito em julgado, 
fianças quebradas ou perdidas e rendimentos 
decorrentes de aplicação do seu patrimônio. 
Os recursos do fundo são aplicados em construção, 
reforma e ampliação dos estabelecimentos penais, 
formação, aperfeiçoamento e especialização do 
serviço penitenciário, aquisição de material per-
manente, equipamentos e veículos especializados 
imprescindíveis ao funcionamento dos estabele-
cimentos penais, formação educacional e cultural 
do preso e do internado, programas de assistência 
jurídica aos presos e internados carentes, e demais 
ações que visam o aprimoramento do sistema pe-
nitenciário em âmbito nacional. Além disso, outra 
32
destinação legal dos recursos do Fundo é custear 
seu próprio funcionamento.
 
A legislação estadual pode criar o Departamento Pe-
nitenciário local ou órgão similar com a finalidade de 
supervisionar e coordenar os estabelecimentos penais 
locais da unidade federativa a que pertencer. 
O DEPEN é o órgão responsável pela atuação no 
Sistema Penitenciário Federal, onde ficam isolados 
os presos considerados de alta periculosidade 
à ordem social e à segurança nacional. As pe-
nitenciárias federais tem aparatos tecnológicos 
modernos e corpo funcional composto de agentes 
federais de execução penal, especialistas federais 
em assistência penitenciária e técnicos de apoio. 
Desde a criação do Sistema Penitenciário Federal, 
em 2006, resultados significativos em termos de 
segurança nacional foram obtidos, tais como a 
diminuição de fugas, rebeliões, motins, entrada 
de celulares, instalação de protocolos rigorosos 
de segurança e de serviços de inteligência, treina-
mentos periódicos dos servidores e equipamentos, 
armamentos e tecnologias avançadas. 
Para assegurar o bom cumprimento da pena e a 
dignidade da pessoa humana, as PenitenciáriasSAIBA MAIS
33
Federais contam com o apoio de equipes biop-
sicossociais (médicos, enfermeiros, psicólogos, 
dentistas, assistentes sociais e professores), que 
prestam assistência material, educacional e reli-
giosa aos presos.
Em todo território nacional existem cinco Penitenciárias 
Federais: Catanduvas (Paraná), Campo Grande (Mato 
Grosso do Sul), Mossoró (Rio Grande do Norte), Porto 
Velho (Roraima) e a Penitenciária Federal de Brasília 
(Distrito Federal), criada no ano de 2018. A sexta Peni-
tenciária Federal será construída em Charqueadas, no 
Rio Grande do Sul.
O DEPEN, a partir do Plano Nacional de Segurança 
Pública criado em 2017, passou a promover a política 
de execução direta no Estado, quando recebeu a 
atribuição de apoiar os Estados nas intervenções 
prisionais para sanar crises do sistema penitenci-
ário brasileiro, dado diversas rebeliões ocorridas 
em presídios do norte e nordeste brasileiro nos 
anos anteriores. O apoio do DEPEN aos Estados 
se dá de diversas maneiras. Observemos a seguir: 
 y Ações de aparelhamento do sistema prisional, 
como doações, repasses, orientações, pesquisa 
de novas tecnologias, modernização do sistema 
prisional;
FIQUE ATENTO
34
 y Análise e aprovação dos projetos de arquitetura 
e engenharia referente à transferência de recursos 
do Fundo Penitenciário Nacional (FUNPEN) aos 
entes federativos;
 y Monitoramento e execução de obras de uni-
dades prisionais, e análise técnica sobre projetos 
com foco em construção, ampliação e reforma de 
estabelecimentos prisionais;
 y Promoção de políticas de alternativas penais e 
implantação de Centrais Integradas de Alternativas 
Penais, compostas por equipes multidisciplinares 
(psicologia, assistência social e direito);
 y Implementação de Políticas Alternativas às 
Penas e Monitoração Eletrônica;
 y Promoção de estratégias de inclusão dos 
egressos do sistema prisional em programas de 
educação, cultura, lazer, esporte, geração de renda, 
assistência social.
O objetivo central do DEPEN é a promoção do 
sistema penal justo, que viabiliza a reinserção e 
reintegração social do apenado. Nesse sentido, 
o foco é a promoção e execução de políticas pú-
blicas voltadas à implementação de um sistema 
prisional reeducador que permite a reinserção do 
preso em sociedade e no mercado de trabalho. 
Nesse sentido, o órgão detém como estratégias 
prioritárias para implementação e execução das 
políticas públicas penitenciárias:
35
 y A modernização e aparelhamento do sistema 
prisional para a melhoria da gestão de serviços 
penais;
 y O desenvolvimento de alternativas ao encar-
ceramento, com o objetivo de redução da super-
lotação carcerária;
 y A promoção de direitos no sistema prisional 
que garantam a execução da pena com o respeito 
à dignidade humana;
 y A implementação e o fortalecimento de políticas 
de assistência pessoal, diversidade social, prote-
ção dos direitos do egresso do sistema prisional;
 y A oferta de atividades educacionais para 
encarcerados;
 y A ampliação de equipes de saúde no sistema 
prisional;
 y A ampliação do número de vagas de trabalho a 
pessoas privadas de liberdade e o desenvolvimento 
de projetos de qualificação profissional;
 y A implementação de melhorias das condições 
das unidades prisionais em termos de estrutura e 
de oferta de serviços penais;
 y A implantação do SIS DEPEN nas unidades 
prisionais para unificar a base de cadastro de 
pessoas encarceradas e dos dados estatísticos 
do sistema prisional, visando o mapeamento da 
realidade prisional.
36
Em resumo, o objetivo dessa instituição é ser 
reconhecida como órgão de segurança nacional 
essencial à segurança pública e a sua missão é 
aprimorar a gestão do sistema penitenciário nacional, 
apoiando os entes federados, isolando as lideranças 
criminosas e promovendo o encarceramento de 
modo a assegurar o respeito à dignidade humana.
Para alcançar o seu objetivo, busca a desestig-
matização do sistema penitenciário, a prevenção 
e enfrentamento ao crime organizado, apoiando 
os demais entes federativos, o isolamento de li-
deranças criminosas, a produção normativa para 
apoio de gestão penitenciária, o fomento à políti-
cas públicas penitenciárias, inclusive ao egresso 
do sistema prisional, a implementação de ações 
de governança no sistema penitenciário e a fisca-
lização dos estabelecimentos e serviços penais 
para evitar violações aos direitos dos presos no 
sistema carcerário.
37
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste e-book, analisamos a estrutura da segurança 
pública brasileira e penitenciária. Os seus pontos 
focais estão contidos na Constituição Federal de 
1988, na Lei sobre a Política Nacional de Segurança 
Pública e Sistema Único de Segurança Pública (Lei 
nº 13.675/2018) e na Lei de Execuções Penais (Lei 
nº 7.210/1984).
A Constituição Federal, de 1988, estabelece a 
segurança pública como um dever do Estado, 
um direito e uma responsabilidade de todos, que 
deve ser exercida com a finalidade de preservar 
a ordem pública e a incolumidade das pessoas 
e do patrimônio, através dos órgãos de polícia, 
a quem compete, exclusivamente, o exercício de 
segurança pública.
A lei sobre a Política Nacional de Segurança Pública 
e Defesa Social instituiu o Sistema Único de Segu-
rança Pública (SUSP) e estabeleceu os princípios, 
diretrizes, objetivos, meios e instrumentos para 
implementação de políticas públicas relacionadas 
ao tema. Após essa lei, foi lançado o Plano Nacio-
nal de Segurança Pública como um complemento 
legal, com a finalidade de estabelecer as metas e 
os objetivos para a segurança pública no decênio 
2021-2030.
38
Dentre as inovações trazidas por essa medida 
encontram-se os objetivos de modernização do 
aparato estatal e dos equipamentos de seguran-
ça pública, com a implementação da inteligência 
artificial, de machine learning e a modernização do 
sistema de segurança nacional para os processos 
de fiscalização e combate à corrupção. A inovação 
está na busca de acompanhar as novas tendências 
modernizadora da sociedade e a necessidade de 
um esforço coordenado entre os entes para atingir, 
com efetividade, a segurança pública.
No mais, notamos ser indispensável a integração 
desse conjunto normativo com a Lei de Execução 
Penal, a principal norma do ordenamento sobre 
segurança pública e sistema penitenciário. A sua 
análise permite a compreensão dos sujeitos da lei 
(o condenado e o preso provisório) e sobre o papel 
do Estado em prestar todos os tipos de assistência 
ao preso, buscando com efetividade cumprir com 
o papel reintegrador e ressocializador da pena.
Em resumo, entendemos que a integração de todas 
as normativas em estudo permite um entendimento 
inicial sobre os princípios e sobre o funcionamento 
da segurança pública nacional, de modo que essa 
só se torna possível e efetiva com a participação 
coordenada dos entes federativos em regime de 
colaboração e com a participação social cada vez 
mais abrangente e participativa da sociedade.
39
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	Introdução
	Planejamento estratégico aplicado à segurança pública
	Modelos de gestão e política de segurança pública
	Lei de Execução Penal e diretrizes da Política Penitenciária Nacional
	Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária – CNPCP 
	Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN)
	Considerações finais
	Referências Bibliográficas & Consultadas

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