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Revista PPC – Políticas Públicas e Cidades 
ISSN: 2359-1552 
 
 
 
Pag. 1 
Revista PPC – Políticas Públicas e Cidades, Curitiba, v.15, n.1, p. 01-15, 2026. 
Artigo 
 
OS IMPACTOS SOCIAIS E DESAFIOS DOS SERVIÇOS DE SAÚDE NO 
CONTROLE DE CASOS DE LEISHMANIOSE TEGUMENTAR E VISCERAL 
 
THE SOCIAL IMPACTS AND CHALLENGES OF HEALTH SERVICES IN THE 
CONTROL OF CASES OF CUTANEOUS AND VISCERAL LEISHMANIASIS 
 
LOS IMPACTOS SOCIALES Y DESAFÍOS DE LOS SERVICIOS DE SALUD 
EN EL CONTROL DE CASOS DE LEISHMANIOSIS TEGUMENTARIA Y 
VISCERAL 
 
Henriana Soares Serra 
Residência Médica em Infectologia, Hospital Universitário João de Barros 
Barreto (UFPA), Belém, Pará, Brasil. E-mail: henriana.serra@gmail.com 
 
Arthur Henrique Almeida de Lima 
Mestre em Gestão e Serviços em Saúde, Fundação Santa Casa de 
Misericórdia do Pará. Belém, Pará, Brasil. 
E-mail: arthur_enfermagem@hotmail.com 
 
Gabriel Albuquerque Serrão 
Graduando em Medicina Veterinária, Universidade da Amazônia (UNAMA), 
Belém, Pará, Brasil. E-mail: gabrielalbvet@gmail.com 
 
Luciana Vilhena dos Santos de Oliveira 
Mestre em Gestão e Saúde na Amazônia, Fundação Santa Casa de 
Misericórdia do Pará, Belém, Pará, Brasil. 
E-mail: lucianavilhenasat@gmail.com 
 
Claudia Pires de Macedo Rodrigues de Vasconcelos 
Graduada em Medicina, Universidade do Estado do Pará, Belém, Pará, Brasil. 
E-mail: claudia.pmrv1@gmail.com 
 
Moriane Gomes da Mata 
Graduada em Enfermagem, Universidade do Estado do Pará, Tucuruí, Pará, 
Brasil. E-mail: morigomesmt@gmail.com 
 
Sâmia Michelline Menezes Louzada 
Especialista em Enfermagem na Atenção Primária área de concentração em 
Estratégia Saúde da Família, Faculdade Holística (FAHOL), Tucuruí, Pará, 
Brasil. E-mail: enf.samialouzada@gmail.com 
 
Ana do Socorro Bandeira do Carmo 
MBA em Gestão Pública, Escola Nacional de Administração Pública. Belém, 
Pará, Brasil. E-mail: anabandeira74@gmial.com 
 
DOI: https://doi.org/10.23900/2359-1552v15n1-48-2026 
Submitted on: 7.1.2025 | Accepted on: 7.8.2025 | Published on: 1.19.2026 
mailto:gabrielalbvet@gmail.com
mailto:lucianavilhenasat@gmail.com
mailto:claudia.pmrv1@gmail.com
 
 
Revista PPC – Políticas Públicas e Cidades 
ISSN: 2359-1552 
 
 
 
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Revista PPC – Políticas Públicas e Cidades, Curitiba, v.15, n.1, p. 01-15, 2026. 
Maria Silva da Rocha 
Graduada em Enfermagem, Universidade do Estado do Pará, Tucuruí, Pará, 
Brasil. E-mail: maria_silvarocha@gmail.com 
 
Meiriane Araújo Carneiro 
Graduada em Enfermagem, Universidade do Estado do Pará, Tucuruí, Pará, 
Brasil. E-mail: meiriane.araujoc@gmail.com 
 
Larissa Neves Lima Soares 
Pós-Graduada em Intervenção em Neuropedriatria, Faculdade Unyleya, 
Tucuruí, Pará, Brasil. E-mail: ll.soares@hotmail.com 
 
Liliane do Socorro Costa Vieira 
Pós-Graduada em Enfermagem Obstétrica Ginecológica, Escola Superior da 
Amazônia. Tucuruí, Pará, Brasil. E-mail: vieiraliliane1201@yahoo.com 
 
RESUMO 
A leishmaniose se trata de um grupo de doenças infecciosas causadas por 
protozoários do gênero Leishmania transmitidas ao ser humano pela picada de 
flebotomíneos, popularmente conhecidos como mosquitos-palha ou biriguis. 
Esse estudo teve como objetivo identificar quais os desafios dos serviços de 
saúde no controle de casos e os impactos sociais da leishmaniose tegumentar e 
visceral. Este trabalho se trata de uma Revisão Integrativa da Literatura, que 
buscou e analisou artigos científicos utilizando as bases de dados Public Medical 
Database (PubMed); Scientific Electronic Library Online (SciElo) e Periódicos 
CAPES, totalizando 07 artigos selecionados. A partir da conclusão dessa 
pesquisa, pode-se apontar que as leish-maniose afetam de forma mais 
significativa populações carentes em especial na região amazônica brasileira, 
sendo essa uma doença que recebe menos atenção e financiamento em 
comparação com outras enfermidades, sendo evidente que as leishmanioses 
podem estar relacionadas com fatores sociais, gerar uma série de prejuízos para 
a sociedade e impactar os serviços de saúde ainda pouco capacitados para o 
diagnóstico eficaz e tratamento, sendo o controle do numero de casos dificultado 
pela interação entre o homem e o meio ambiente no quer tange o desmatamento 
e urbanização dessa patologia. 
 
Palavras-chave: Leishmaniose. Saúde Coletiva. Impactos Sociais. Serviços de 
Saúde. 
 
ABSTRACT 
Leishmaniasis is a group of infectious diseases caused by protozoa of the genus 
Leishmania transmitted to humans by the bite of phlebotomine sandflies, 
popularly known as sandflies or biriguis. This study aimed to identify the 
challenges of health services in case control and the social impacts of cutaneous 
and visceral leishmaniasis. This work is an Integrative Literature Review, which 
searched for and analyzed scientific articles using the Public Medical Database 
(PubMed); Scientific Electronic Library Online (SciElo) and CAPES Periodicals 
databases, totaling 07 selected articles. Based on the conclusion of this research, 
 
 
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it can be pointed out that leishmaniasis affects more significantly underprivileged 
populations, especially in the Brazilian Amazon region, and that this is a disease 
that receives less attention and funding compared to other diseases. It is clear 
that leishmaniasis may be related to social factors, generating a series of losses 
for society and impacting health services that are still poorly equipped for effective 
diagnosis and treatment, with control of the number of cases being made difficult 
by the interaction between man and the environment regarding deforestation and 
urbanization of this pathology. 
 
Keywords: Leishmaniasis. Public Health. Social Impacts. Health Services. 
 
RESUMEN 
La leishmaniasis es un grupo de enfermedades infecciosas causadas por 
protozoos del género Leishmania, transmitidas al ser humano por la picadura de 
flebótomos, conocidos popularmente como flebótomos o biriguis. Este estudio 
tuvo como objetivo identificar los desafíos de los servicios de salud en el control 
de casos y los impactos sociales de la leishmaniasis cutánea y visceral. Este 
trabajo es una Revisión Integrativa de la Literatura, que buscó y analizó artículos 
científicos utilizando las bases de datos Public Medical Database (PubMed); 
Scientific Electronic Library Online (SciElo) y CAPES Periodicals, totalizando 07 
artículos seleccionados. Con base en la conclusión de esta investigación, se 
puede señalar que la leishmaniasis afecta de manera más significativa a las 
poblaciones desfavorecidas, especialmente en la región amazónica brasileña, y 
que esta es una enfermedad que recibe menos atención y financiación en 
comparación con otras enfermedades. Es evidente que la leishmaniasis puede 
estar relacionada con factores sociales, generando una serie de pérdidas para 
la sociedad e impactando en los servicios de salud, que aún están mal equipados 
para un diagnóstico y tratamiento eficaces. El control del número de casos se ve 
dificultado por la interacción entre el ser humano y el medio ambiente, en relación 
con la deforestación y la urbanización de esta patología. 
 
Palabras clave: Leishmaniasis. Salud Pública. Impactos Sociales. Servicios de 
Salud. 
 
 
INTRODUÇÃO 
A leishmaniose se trata de um grupo de doenças infecciosas causadas 
por protozoários do gênero Leishmania transmitidas ao ser humano pela picada 
de flebotomíneos, popularmente conhecidos como mosquitos-palha ou biriguis. 
Embora ambas as formas, leishmaniose tegumentar e leishmaniose visceral, 
sejam causadas pelo mesmo tipo de parasita, elas se manifestam de maneiras 
distintas, afetando diferentes partes do corpo e apresentando quadros clínicos, 
diagnósticos e prognósticos variados (Dias et al., 2024). 
 
 
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Estudos epidemiológicos mostram que no período de 2007 a 2020, foram 
notificados 48.705 casos novos de leishmaniose visceral no Brasil, 
correspondendo a uma incidência de 25,53 casos/100.000 habitantes. O 
percentual de casos excluídos por não apresentarem informação do município 
de residência foi inferior a 0,01% do total, ademais os autores observaram que 
a menor incidência ocorreu em 2020 (1,04/100 000 habitantes) e a maior, em 
2017 (2,15/100 000 habitantes) (Nina et al., 2023). 
Por sua vez, os impactos sociais e desafios dos serviços de saúde no 
controle de casos de leishmaniose representam uma trama complexa de fatores 
que se entrelaçam, refletindo a intrínseca relação entre saúde, ambiente e 
condições de vida. A leishmaniose, em suas diversas formas, manifesta-se 
predominantemente em populações de baixa renda, em áreas com saneamento 
básico precário e acesso limitado a recursos (Lopes et al., 2025). 
A literatura aponta que são vários os desafios para os serviços de saúde 
no controle da leishmaniose podendo ter como exemplo a dificuldade diagnóstica 
como um obstáculo considerável. As manifestações clínicas da doença podem 
ser variadas e inespecíficas, o que pode levar a atrasos no diagnóstico e no início 
do tratamento e em áreas remotas, o acesso a exames laboratoriais sofisticados 
é muitas vezes limitado, e os profissionais de saúde nem sempre estão treinados 
para reconhecer os sinais e sintomas da doença, refletindo assim diretamente 
na qualidade dos serviços prestados a população (Pinheiro; Granzoto, 2023). 
Sendo assim, esse estudo justifica-se diante a imperiosa necessidade de 
realizar pesquisas que tratem sobre os impactos e os desafios relacionados a 
casos de leishmaniose e os serviços de saúde, tendo em vista que a presença 
dessa zoonose em meio a população brasileira, em especial na região norte e 
nordeste, pode estar atrelada a uma série de fatores sociodemográficos. Desse 
modo, esse artigo discute a seguinte questão problema: quais os impactos 
sociais e desafios dos serviços de saúde no controle de casos de leishmaniose 
tegumentar e visceral? 
Por consequinte, esse estudo teve como objetivo identificar quais os 
desafios dos serviços de saúde no controle de casos e os impactos sociais da 
leishmaniose tegumentar e visceral. 
 
 
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REFERENCIAL TEÓRICO 
A leishmaniose se trata de um grupo de doenças que atinge 
principalmente as pegiões norte e nordeste do Brasil, em especial a Amazônia 
brasileira, com sua biodiversidade rica, é um ecossistema repleto de 
peculiaridades e diversidades, mas também um cenário complexo para a saúde 
pública. Em meio a essa riqueza natural a leishmaniose manifesta-se em 
diferentes formas clínicas, cada uma com suas particularidades e impactos 
devastadores na vida das comunidades amazônicas (Fialho et al., 2022). 
Para além disso, a presença de uma ampla gama de reservatórios 
silvestres, como roedores, marsupiais e canídeos selvagens, contribui para a 
manutenção do ciclo de transmissão da doença na natureza. Por sua vez, as 
formas mais comuns de leishmaniose na Amazônia são a leishmaniose cutânea 
(LC) e a leishmaniose visceral (LV), sendo a LC, caracterizada por lesões na 
pele que podem ser úlceras únicas ou múltiplas, causa desfiguração, dor e, em 
casos mais graves, pode levar a complicações secundárias e estigmatização 
social, enquanto a LV, a forma mais grave da doença, afeta órgãos internos 
como baço, fígado e medula óssea, e, se não tratada, é fatal em praticamente 
100% dos casos (Godinho et al., 2023; Neto et al., 2025). 
O diagnóstico da leishmaniose tegumentar baseia-se na avaliação clínica 
das lesões e na confirmação laboratorial, logo os métodos diagnósticos incluem 
a pesquisa direta do parasita em raspados das lesões, biópsias da pele ou 
mucosas, cultura do parasita em meios específicos e reações imunológicas, 
como a intradermorreação de Montenegro, que indica contato prévio com o 
parasita, mas não necessariamente uma infecção ativa (Ximenes; Chaves, 
2024). 
A literatura aponta que o enfrentamento da leishmaniose na Amazônia vai 
além das medidas individuais e exige um compromisso governamental e social 
mais amplo, sendo necessários investimentos em saneamento básico, habitação 
digna e desenvolvimento socioeconômico sustentável são essenciais para 
reduzir a vulnerabilidade das comunidades (Buzanovsky, 2020). 
Em crianças, a LV pode ser particularmente grave, evoluindo rapidamente 
para um quadro de desnutrição, anemia severa e infecções bacterianas 
 
 
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oportunistas, que são as principais causas de óbito, enquanto em adultos, 
especialmente em pacientes imunocomprometidos (como aqueles com 
HIV/AIDS), a doença pode ter um curso mais agressivo e atípico, com menor 
resposta ao tratamento e maior risco de recaídas (Sousa et al., 2023). 
O diagnóstico da leishmaniose visceral é complexo e requer a 
combinação de dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais. A pesquisa de 
anticorpos contra Leishmania no sangue (sorologia) é frequentemente utilizada, 
com destaque para o teste rápido imunocromatográfico, que oferece resultados 
em poucos minutos. No entanto, o diagnóstico definitivo é feito pela identificação 
do parasita em amostras de medula óssea, baço ou linfonodos, por meio de 
exame microscópico direto, cultura ou PCR (Ximenes; Chaves, 2024). 
 
METODOLOGIA 
Este trabalho se trata de uma Revisão Integrativa da Literatura, que 
buscou e analisou artigos científicos em diversas bases de dados tendo como 
objetivo aprofundar a compreensão sobre os desafios dos serviços de saúde no 
controle de casos e os impactos sociais da leishmaniose tegumentar e visceral. 
A investigação bibliográfica é um processo no qual o pesquisador coleta 
informações de publicações importantes para entender e analisar seu assunto 
de estudo. Essa etapa é crucial desde o início, pois permite verificar se já existem 
pesquisas sobre o tema, auxiliando na definição do problema e na escolha do 
método mais adequado. A investigação bibliográfica é fundamental para a 
construção de uma pesquisa científica, pois proporciona uma compreensão mais 
aprofundada. As fontes utilizadas podem incluir livros, artigos científicos, teses, 
dissertações, revistas, leis e outros materiais escritos já publicados (Dantas et 
al., 2022). 
Desse modo, a Revisão Integrativa de Literatura em qustão seguiu as 
seguintes seis etapas principais: Identificação do tema e formulação da questão 
de pesquisa; definição dos critérios de inclusão e exclusão dos estudos; 
identificação dos estudos pré-selecionados e seleção final; categorização dos 
estudos selecionados; análise e interpretação dos resultados; e apresentação da 
revisão e síntese do conhecimento. 
 
 
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A amostra para este estudo foi composta por artigos seguindo os 
seguintes critérios de inclusão: artigos publicados entre 2020 e 2025, disponíveis 
na íntegra em português e acessíveis gratuitamente nas bases de dados 
relacionadas ao tema. Por sua vez, os critérios de exclusão foram: estudos 
duplicados, incompletos, resumos simples, anais de congresso, editoriais, 
monografias, dissertações e teses. 
Por se tratar de uma pesquisa cujo foco não abrange diretamente seres 
humanos, não foi necessário submeter o estudo ao Comitê de Ética em 
Pesquisa, em conformidade com a Resolução CNS nº 466/2012.A coleta de dados ocorreu em 2 etapas, sendo: 
1) Levantamento e Identificação dos estudos: essa etapa ocorreu a 
realização da busca de estudos através dos mecanismos de busca 
organizados pelos descritores selecionados no DECS/Mesh, sendo eles: 
“Leishmanioses”, “Saúde coletiva”, “Impactos sociais” e “Serviços de 
saúde”, sendo esses combinados com o uso do operador boobleano 
“AND”. Ademais, as bases de dados selecionadas para a busca dos 
artigos foram: Public Medical Database (PubMed); Scientific Electronic 
Library Online (SciElo) e Periódicos CAPES. Desse modo, o quadro 1 
organiza os mecanismos de busca e resultados das consultas nas bases 
de dados. 
 
Quadro 1 – Mecanismos de busca 
DESCRITORES PUBMED SCIELO CAPES 
“Leishmanioses” AND “Saúde coletiva” 4 1 2.564 
“Leishmanioses” AND “Serviços de 
saúde” 
0 2 128 
“Leishmanioses” AND “Impactos sociais” 0 0 6 
Total 4 3 2.698 
Fonte: Elaborado pelos autores (2025) 
 
2) Seleção do Conteúdo: a partiir da identificação dos estudos como ilustrado 
no Quadro 1, a segunda fase foi realizada a partir da aplicação dos 
critérios de inclusão e exclusão, e seguinte seleção das pesquisas. Desse 
modo, foram identificados 2.705 pesquisas, em seguida 2.529 pesquisas 
foram excluídas pelos critérios de exclusão, seguindo para 176 estudos 
analisados pelo título, resultando no proceguimento da análise de 49 
 
 
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estudos na íntegra, resultando no total de 07 artigos selecionados. 
Por fim, os artigos selecionados foram submetidos ao processo de análise 
dos dados, culminando na apresentação dos resultados, onde os seguintes 
dados foram extraídos das publicações: autores, ano, bases de dados, objetivo, 
métodos e principais achados, e estes dados foram organizados em formato de 
quadro, a fim de facilitar a visualização e compreensão das informações 
registradas na pesquisa. 
 
RESULTADOS E DISCUSSÃO 
A partir dos procedimentos metodológicos supramencionados, foi possivel 
produzir o Quadro 2, contendo dados sobre os 07 artigos selecionados, contecno 
dados sobre autor, data de publicação, título, objetivo e principais achados. 
 
Quadro 2 – Resultados (estudos selecionados) 
AUTOR/DATA TÍTULO OBJETIVO PRINCIPAIS 
ACHADOS 
Silva et al., 2020 Avaliação das dimensões 
da qualidade de vida de 
pessoas com 
leishmaniose visceral: 
estudo exploratório 
Avaliar a qualidade de 
vida de pacientes 
acometidos pela 
leishmaniose visceral 
segundo aspectos sociais, 
clínicos e epidemiológicos 
Há impacto negativo 
em todos os domínios 
da qualidade de vida, 
com menores scores 
no papel emocional, 
função física e função 
social. 
Peixoto, 2020 Saúde, ciência e 
desenvolvimento: a 
emergência da 
leishmaniose tegumentar 
americana como desafio 
médico-sanitário no 
Amazonas 
Analisar a emergência da 
leishmaniose tegumentar 
americana como objeto do 
conhecimento e desafio 
médico-sanitário no 
Amazonas desde a 
década de 1970. 
Os resultados da 
pesquisa mostram que 
a doença surgiu no 
Amazonas associando 
o grande problema de 
saúde com mudanças 
político-econômicas e 
alterações 
socioambientais. 
Costa et al., 2024 Impacto da Leishmaniose 
Visceral na saúde pública: 
desafios e estratégias de 
intervenção 
Analisar a incidência de 
internações hospitalares 
atribuídas à LV no 
território brasileiro durante 
o período de janeiro de 
2014 a março de 2024, 
com um enfoque 
detalhado na distribuição 
demográfica da doença, 
contemplando diferentes 
faixas etárias, gêneros e 
distribuições geográficas. 
A adoção de uma 
abordagem integrada 
e fundamentada em 
evidências é 
indispensável para 
enfrentar os desafios 
impostos pela 
Leishmaniose 
Visceral. Essa 
estratégia deve ser 
capaz de oferecer uma 
resposta mais eficaz, 
eficiente e 
humanizada à gestão 
dessa doença 
endêmica, reduzindo 
 
 
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suas repercussões 
sobre a população 
afetada e sobre o 
sistema de saúde 
como um todo. 
Assis et al., 2020 Desafios da implantação 
de testes rápidos para o 
diagnóstico da 
leishmaniose visceral em 
serviços de saúde de 
município endêmico para 
a doença 
Descrever e discutir 
fatores facilitadores e 
desafios enfrentados 
durante o processo de 
incorporação de um teste 
rápido para o diagnóstico 
da leishmaniose visceral 
(LV) humana em serviços 
de saúde de município 
endêmico para a doença 
no Brasil. 
O estudo aponta para 
desarticulação interna 
envolvendo os 
serviços de saúde do 
município, seja no 
acolhimento e na 
identificação dos 
suspeitos de LV, seja 
na efetiva utilização 
dos recursos 
disponíveis. Ademais, 
foram identificados 
dois aspectos 
determinantes para a 
realização da 
implantação: o 
engajamento de 
profissionais lotados 
em setores 
estratégicos da gestão 
municipal e a 
existência de 
financiamento. 
Rego et al., 2023 Leishmaniose tegumentar 
americana: características 
epidemiológicas dos 
últimos 10 anos de 
notificação 
Descrever a distribuição 
da LTA no Brasil no 
período de 2013 a 2022, 
incluindo fatores como 
notificações, faixa etária, 
sexo, tipo de entrada e 
evolução do caso. 
A revisão dos dados 
ressalta a necessidade 
de abordagens 
integradas, incluindo 
medidas de proteção 
individual, controle de 
vetores e a busca por 
uma vacina eficaz. 
Souza et al., 2024 Evolução clínica dos 
casos de leishmaniose 
tegumentar no Brasil: Um 
recorte temporal 
Analisar a evolução dos 
casos de Leishmaniose 
Tegumentar Americana 
(LTA) no Brasil entre 2018 
e 2022, destacando as 
diferenças regionais e a 
eficácia das intervenções 
de saúde pública 
Houve variações 
significativas nos 
números anuais e 
regionais, refletindo a 
complexidade da 
doença e a 
necessidade de 
vigilância contínua. A 
taxa de cura foi 
elevada, mas os casos 
de abandono, 
transferências e óbitos 
indicam desafios 
persistentes no 
controle da doença. A 
LTA continua a ser um 
problema de saúde 
pública significativo no 
Brasil, especialmente 
nas regiões Norte e 
Nordeste. Melhorias 
nas estratégias de 
 
 
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diagnóstico, 
tratamento e vigilância 
são essenciais para 
reduzir a 
morbimortalidade 
associada à doença. 
Ribeiro et al., 2020 Panorama clínico, 
epidemiológico e espacial 
da ocorrência de 
leishmaniose visceral no 
estado do pará, amazônia 
brasileira 
Determinar o perfil clínico, 
epidemiológico e espacial 
da Leishmaniose Visceral, 
bem como, sua 
associação com o 
desmatamento nos 
municípios pertencentes 
ao 12º centro regional de 
saúde no Sudeste do 
Estado do Pará, Brasil de 
2016 a 2020. 
O estudo aponta a 
necessidade de 
ampliação das 
medidas de controle e 
vigilância da LV, com 
foco na notificação de 
casos, a fim de 
realizar a obtenção do 
panorama fidedigno da 
LV e elaborar 
estratégias mais 
assertivas para seu 
controle e mitigação. 
Fonte: Elaborado pelos autores 
 
Partindo das analyses dos estudos selecionados, pode-se apontar que o 
estudo de Silva e colaboradores (2020) aponta que quando a leishmaniose vis-
ceral afeta indivíduos, percebe-se que baixa renda e pouca escolaridade estão 
ligadas a moradias precárias, o que favorece a proliferação do vetor da doença 
e essa situação dificulta as iniciativas de educação em saúde e prevenção da 
transmissão da leishmaniose visceral. 
Por sua vez, Peixoto (2020) discute que a proliferação da leishmaniose 
está diretamente relacionada à expansão de novas residências na Amazônia. 
Essa doença parasitária que é transmitida pela picada e proliferação do mos-
quito-palha,o avanço das áreas urbanas e rurais sobre a floresta, o des-
matamento e a modificação do habitat natural, logo a exposição de indivíduos 
nesse cenário favorece o aumento da população do vetor e a consequente in-
teração com seres humanos. 
Ademais, o autor destaca que antes confinados à floresta, os mosquitos-
palha agora encontram em residências precárias e seus arredores, como galin-
heiros e abrigos de animais, novos lugares para se reproduzir e se alimentar. 
Isso aumenta a probabilidade de transmissão do parasita para humanos. A 
ausência de saneamento básico e a construção de casas sem proteções ade-
quadas, como telas em janelas e portas, também facilitam a entrada desses mos-
quitos nas moradias, tornando os residentes mais suscetíveis à doença. 
 
 
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Nesse contexto, segundo a pesquisa selecionada de Costa e colabora-
dores (2024), é crucial fortalecer os sistemas de saúde locais, sendo que o es-
tudo propõe uma colaboração integrada entre governos, organizações não gov-
ernamentais e comunidades para combater a leishmaniose visceral de forma 
mais eficaz e duradoura. Além disso, fica evidente a relevância de futuras 
pesquisas a investigar as diferenças regionais e demográficas, bem como a 
eficácia das intervenções existentes, com o objetivo de controlar a doença de 
maneira mais abrangente no Brasil. 
Em sua pesquisa, Souza e colaboradores (2024) analisaram dados da 
Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) no Brasil, de 2018 a 2022. Os mes-
mos cnstataram que a doença persiste e é complexa, com alta incidência nas 
regiões Norte e Nordeste. Apesar de a taxa de cura ser considerável (69,1%), o 
grande número de casos não registrados, de abandonos de tratamento e de óbi-
tos ressalta a necessidade urgente de melhorar a continuidade do tratamento e 
o acesso aos serviços de saúde. 
Ribeiro e colaboradores (2020) abordam como a urbanização, muitas 
vezes impulsionada pelo desmatamento, impacta significativamente a epidemi-
ologia da leishmaniose. Esse processo altera paisagens e expõe populações hu-
manas aos vetores e reservatórios da doença, desse modo a medida que as 
florestas são desmatadas para a criação de cidades e áreas agrícolas, os 
hospedeiros naturais da Leishmania, como roedores e marsupiais, perdem seus 
habitats e são obrigados a se aproximar dos centros urbanos e esse context leva 
a um aumento na interação entre esses animais, os vetores (flebotomíneos) e os 
seres humanos, facilitando a transmissão da doença. 
Para além disso, a degradação ambiental causada pelo desmatamento 
pode modificar as condições climáticas e ecológicas, criando novos ambientes 
favoráveis à proliferação dos mosquitos-palha em áreas urbanas e próximas a 
elas. Essa situação complexa exige uma abordagem de saúde pública que con-
sidere a relação entre o desenvolvimento das cidades, a conservação do meio 
ambiente e o controle de doenças, a fim de diminuir os riscos e proteger a saúde 
das comunidades. 
 
 
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A literature aponta que certas atividades de trabalho são um dos principais 
fatores para a ocorrência da leishmaniose cutânea (LC), tornando o risco ocu-
pacional um determinante frequente. Ocupações ligadas a atividades florestais, 
como extração de látex, coleta de castanha-do-pará e açaí, e treinamento militar, 
são as mais citadas. Por exigirem trabalho manual e incursões em florestas trop-
icais, elas aumentam significativamente a exposição dos trabalhadores à in-
fecção, e além disso, práticas como pesca, caça, coleta de lenha e hábitos de 
incursão florestal também facilitam a exposição à LC, explicando a relevância de 
hábitos culturais como um determinante importante, conforme apontado por 
Buzanovsky (2020). 
Partindo desse achados supramencionados, Rego e colaboradores 
(2023) apontam que para controlar e reduzir a incidência da Leishmaniose Teg-
umentar Americana (LTA) no Brasil, é crucial compreender seus aspectos epi-
demiológicos, como a distribuição geográfica, as faixas etárias mais afetadas e 
a evolução dos casos, tendo em vista que essa compreensão permite direcionar 
recursos e esforços de forma mais eficiente, sendo que o ambiente e atividades 
das populações podem influenciar na condição em pauta. 
Segundo Assis e colaboradores (2020), a adoção de novas tecnologias 
em saúde é um processo desafiador e isso se enquandra no contexto das leish-
manioses, logo os achados dos autores indicam que é fundamental uma atuação 
conjunta para assegurar o acesso e diminuir a mortalidade por doenças como a 
leishmaniose visceral. Isso implica que tecnologia, paciente, profissional de 
saúde, sistema de saúde e governo devem ser vistos em conjunto. A mera ex-
istência de testes rápidos para leishmaniose visceral, por exemplo, não basta 
sem essa perspectiva abrangente. 
 
CONCLUSÃO 
A partir da conclusão dessa pesquisa, pode-se apontar que as leishmani-
ose afetam de forma mais significativa populações carentes em especial na 
região amazônica brasileira, sendo essa uma doença que recebe menos atenção 
e financiamento em comparação com outras enfermidades. 
 
 
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Ademais, a intervenção do governo é necessária tendo em vista as con-
dições sociodemográficas envolvidas, logo o incentive a pesquisas, a busca por 
vacinas eficazes, tanto para humanos quanto para animais, e o desenvolvimento 
de novas estratégias de controle vetorial, como inseticidas mais seguros e dura-
douros, são cruciais para reverter o cenário atual. 
Superar esses desafios exige uma abordagem integrada que envolva pol-
íticas públicas intersetoriais, investimentos em infraestrutura de saúde, edu-
cação em saúde e engajamento comunitário, reconhecendo que a saúde não é 
apenas a ausência de doença, mas um direito humano fundamental e um pilar 
para o desenvolvimento social. 
Por fim, fica evidente que as leishmanioses podem estar relacionadas 
com fatores sociais, gerar uma série de prejuízos para a sociedade e impactar 
os serviços de saúde ainda pouco capacitados para o diagnóstico eficaz e trata-
mento, sendo o controle do numero de casos dificultado pela interação entre o 
homem e o meio ambiente no quer tange o desmatamento e urbanização dessa 
patologia. 
 
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