Prévia do material em texto
DIREITO CIVIL COISAS Profa. Maisa Rodrigues de Moraes Innella Advogada com 25 anos de atuação em Direito Civil com ênfase em Direito Imobiliário além de Família e Sucessões. Especialista em Direito Processual Civil e Direito Público. Ex Secretária Adjunta da 23ª. Subseção da OAB/SC - Jaraguá do Sul. (2013/2015) (2016/2018) Ex Integrante da 2ª. Turma do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/SC (2013/2015) (2016/2018) Atualmente Conselheira da OAB/SC Subsecção de Jaraguá do Sul. Professora na instituição há 13 (treze) anos. Assuntos Administrativos Horário de aula e provas Provas Correção de provas e sistema de avaliação. Formato de questões. Notas. Formas de contato entre professora e alunos. Uso de celular e conversas paralelas Material de consulta – livros e autores. Metodologia de ensino Controle de Frequência 75% CURSO PRESENCIAL. Aulas Estruturadas e textos jurídicos Assuntos diversos. Horário de aula: iniciando 18:50 e finalizando as 21:50 Provas: AV1 – Prova com 10 questões. AV2 – Prova com 10 questões. AV3 - Prova com 20 questões. Forma de contato com a Profa. Maisa Wattsapp (47) 99687-6827 email: adv.maisa1@gmail.com Preferencialmente através do Lider da sala. Aula estruturada A aula estruturada será lançada com 2 dias de antecedência e contemplará a maioria dos assuntos a serem tratados em sala. Entretanto, é indispensável a presença na sala DE AULA, vez que nosso curso é PRESENCIAL. Além disso, a matéria exige uma riqueza de explicações, exemplos e experiências profissionais importantíssimas que serão sempre utilizadas na aula. Ementa CONCEITO, CLASSIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS DO DIREITO DAS COISAS. OBRIGAÇÕES. POSSE, PROPRIEDADE. USUCAPIÃO. REFORMA AGRÁRIA E POLITICA FUNDIÁRIA. CONDOMÍNIO E SUAS ESPÉCIES. DIREITO DE VIZINHANÇA. DIREITOS REAIS DE GOZO E FRUIÇÃO. DIREITOS REAIS E AQUISIÇÃO. DIREITOS REAIS E GARANTIA. PROPRIEDADE INTELECTUAL. REGISTRO DE IMÓVEIS. A importância da linguagem jurídica A linguagem jurídica é a ferramenta fundamental do operador do direito, essencial para a construção de teses, interpretação de normas e garantia da segurança jurídica. O domínio técnico desse vocabulário preciso evita ambiguidades em petições, contestações e sentenças, sendo crucial para a persuasão e o êxito nas demandas judiciais. A Importância da Linguagem Jurídica: Instrumento de Trabalho: A linguagem é a principal ferramenta, pois é por meio dela que o Direito é criado, aplicado e interpretado. Precisão Técnica: O uso correto de termos jurídicos (ex: posse vs propriedade, prescrição vs decadência) evita interpretações errôneas e garante a clareza. Persuasão e Eficácia: Fundamental na elaboração de petições e oratória, a linguagem adequada permite estruturar argumentos lógicos e convencer magistrados, influenciando o desfecho do processo. Comunicação e Acesso à Justiça: Embora técnica, a linguagem jurídica moderna busca a clareza para facilitar o entendimento das partes envolvidas, promovendo a justiça. Argumentação: Essencial para a formulação de petições, recursos e a defesa de interesses. CONCEITO DE DIREITO DAS COISAS Segundo a definição clássica de CLÓVIS BEVILÁQUA, direito das coisas “é o complexo de normas reguladoras das relações jurídicas referentes às coisas suscetíveis de apropriação pelo homem. Tais coisas são, ordinariamente, do mundo físico, porque sobre elas é que é possível exercer o poder de domínio”. Caio Mário da Silva Pereira Para Caio Mário, o Direito das Coisas é o ramo do Direito Civil que regula os direitos reais, caracterizados pelo poder jurídico direto e imediato exercido sobre a coisa, com eficácia erga omnes, distinguindo-se dos direitos obrigacionais por não dependerem de uma prestação de outrem. Maria Helena Diniz define o Direito das Coisas como o conjunto de normas que disciplinam os direitos reais, ou seja, aqueles que conferem a seu titular um poder imediato sobre um bem, permitindo-lhe usá-lo, fruí-lo, dispor dele e reivindicá-lo de quem injustamente o detenha, dentro dos limites legais e sociais. “O direito das coisas é o complexo de normas que regulam as relações jurídicas referentes às coisas suscetíveis de apropriação pelo homem, sejam elas móveis ou imóveis.” O direito das coisas não está regulado apenas no Código Civil, mas também em inúmeras leis especiais, como as que disciplinam, por exemplo, a alienação fiduciária, a propriedade horizontal, os loteamentos, o penhor agrícola, pecuário e industrial, o financiamento para aquisição da casa própria, Lei de Incorporação Imobiliária, além dos Códigos especiais já citados, concernentes às minas, águas, caça e pesca e florestas, e da própria Constituição Federal. (Clóvis Beviláqua). Coisa é o gênero do qual bem é espécie. É tudo o que existe objetivamente, com exclusão do homem. Bens são coisas que, por serem úteis e raras, são suscetíveis de apropriação e contêm valor econômico. Somente interessam ao direito coisas suscetíveis de apropriação exclusiva pelo homem, sobre as quais possa existir um vínculo jurídico, que é o domínio. Direito das Coisas é portanto, o ramo do Direito Civil que tem como conteúdo relações jurídicas estabelecidas entre pessoas e coisas determinadas ou determináveis. CÓDIGO CIVIL Artigos 1196 e seguintes No Direito Civil, coisas são objetos físicos ou materiais (corpóreos) ou direitos (incorpóreos) que, por possuírem valor econômico e utilidade, podem ser objeto de relações jurídicas, apropriação e negociação entre pessoas. Coisa é o gênero, enquanto bem é a espécie com valor econômico. Coisa x Bem: Todo bem é uma coisa, mas nem toda coisa é um bem (ex: o ar atmosférico é coisa, mas não é um bem jurídico porque não é apropriável). Bens são coisas úteis e raras. O que é DOMÍNIO Domínio é o vínculo direto e imediato de uma pessoa com um bem, permitindo o exercício de faculdades como usar, gozar, dispor e reaver a coisa. Não é propriedade (porque não há documento) Não é posse (porque não é mera detenção). No Direito Civil, domínio refere-se ao poder mais amplo sobre um bem, englobando os atributos de usar, gozar, dispor e reivindicar, sendo um conceito fundamental ligado à propriedade, mas que pode existir sem o título formal (registro), diferenciando-se da propriedade, que é o domínio acompanhado do título e registro, e da posse, que é o exercício fático de um ou mais desses poderes. O domínio é essencial para as relações de bens, regulando direitos e deveres dos proprietários, e pode ser transferido por atos jurídicos como a tradição ou o registro Linha do tempo da evolução histórica de Direito das Coisas I - Antiguidade/Sociedade Primitiva: Predominava a posse coletiva, com a terra pertencendo à comunidade, surgindo a propriedade individual com o sedentarismo e o Direito Romano, que distinguiu posse (controle físico) de propriedade (direito legal). II - Direito Romano: Consolidou a propriedade individual e absoluta, com forte poder do pater familias, estabelecendo as bases dos direitos reais (usar, fruir, dispor). III - Idade Média (Feudalismo): A propriedade tornou-se fragmentada, com múltiplos titulares (senhor feudal e vassalo) sobre a mesma terra, diminuindo o caráter individualista. IV - Idade Moderna/Revolução Francesa (Séc. XVIII-XIX): Reafirmação da propriedade privada como um direito individual, sagrado e quase absoluto, base para o capitalismo e o Código Civil de 1916. V - Direito Contemporâneo (Sécs. XX-XXI): Consolidação da função social da propriedade (Constituição de 1988 e CC/2002), limitando o uso individual em prol do coletivo e ambiental, evoluindo para novas formas como o Direito Real de Laje. DIREITOS REAIS Real, deriva de res, rei., que significa coisa. É o poder jurídico, direto e imediato, do titular sobre a coisa, cm exclusividade e contra todos. No polo passivo, a coletividade, pois ninguém pode violar o direito real de alguém. Se alguém viola o direito real, então o sujeito passivo que era indeterminado (coletivo) passa a ser determinado (oviolador do direito). Contraponto com direito pessoal Direito pessoal, diferente do direito real, é o direito de uma pessoa contra a outra. É quando uma pessoa pode exigir o direito em relação a outra pessoa. Direito real: sujeito, coisa, direito do sujeito sobre a coisa. Direito pessoal: sujeito ativo, sujeito passivo e a prestação. Direito real O direito real é um direito absoluto, de conteúdo patrimonial, cujas normas de ordem pública estabelecem entre uma pessoa (sujeito) e uma coisa determinada (objeto) uma relação imediata, que prévia publicidade obriga a sociedade (sujeito passivo) a respeitar ou deixar de praticar qualquer ato que desrespeite. Normas que regulam o direito real Normas que regulam o direito real, são normas cogentes, obrigatórias, de ordem pública. Já em relação a obrigações as normas são estabelecidas pelas partes através da autonomia da vontade, negociadas.