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Anatomia e Morfologia Dental

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1 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
CURSO DE EXTENSÃO: ENDODONTIA 
G@thaistudandoodonto e @emilio.endodontiaG 
 
Aula 1 
 
Anatomia e Morfologia Dental 
 
► Anatomia interna do sistema de canais 
radiculares 
 
O conhecimento da morfologia dos canais 
radiculares é um dos requisitos básicos para 
se atingir os objetivos do preparo químico 
mecânico: 
 
- Remoção do tecido pulpar; 
- Microrganismos; 
- Dentina infectada. 
 
Finalidade: Adequada modelagem, 
selamento da cavidade pulpar e reparo dos 
tecidos perirradiculares. 
 
► Anatomia dental interna 
 
Compreender aspectos anatômicos 
internos de interesse à endodontia de cada 
grupo dental: 
- Incisivos; - Caninos; - Pré-molares; - 
Molares. 
 
► Endodontia 
 
Envolve a etiologia, prevenção, diagnóstico 
e tratamento das alterações patológica da 
polpa dentária e suas repercussões na 
região periapical. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.nevendodontia.com.br/endodontia-o-que-e/ 
 
► Terapia endodôntica 
Preparo químico-cirúrgico: 
instrumentos endodônticos 
(limas) associados as 
substâncias químicas 
(solução irrigadora). 
► Anatomia geral 
 
Endodonto: 
1 – Dentina; 
2 – Câmara pulpar; 
3 – Polpa; 
4 – Canal radicular. 
 
Região apical: 
5 – Cemento; 
6 – Forame apical; 
7 – Membrana periodontal; 
8 – Osso alveolar. 
 
Cavidade pulpar 
1 – Câmara pulpar (porção 
coronária); 
2 – Parede oclusal ou teto; 
3 – Parede cervical ou 
assoalho; 
4 – Paredes proximais, 
vestibular e lingual; 
5 – Corno pulpar; 
6 – Embocadura. 
 
 
Rostrum canali: zona convexa do assoalho 
onde se iniciam as linhas demarcatórias que 
interligam as entradas dos canais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Istmo: pode ser definido como uma área 
estreita que conecta dois ou mais canais, 
contendo tecido pulpar ou derivados 
necróticos, podendo estar presente em 
qualquer raiz 
com dois ou 
mais canais. 
 
Villagra, 2018 
Istmo Villagra, 2018 
 
2 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
Câmara pulpar: 
Em dentes unirradiculares, o 
assoalho é virtual, ou seja, 
câmara pulpar e canal 
radicular continuam sem 
limite nítido. 
 
Canal 
Limite câmara-canal 
 
Canal radicular (didaticamente): 
Aloja a polpa radicular, apresenta forma 
externa da raiz. Inicia-se no nível do 
assoalho e termina no forame. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Versiani, 2014 
 
Terço cervical, terço médio e terço apical. 
 
Canal radicular (biologicamente): 
 
Canal dentinário: 
- Tecido conjuntivo frouxo; 
- Rico em odontoblastos; 
- Revestido por dentina. 
 
Canal cementário: 
- Tecido conjuntivo maduro; 
- Sem odontoblastos; 
- Revestido por cemento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Forame radicular 
1 – Canal dentinário: campo de ação; 
2 – Limite CDC (Cemento-dentina-canal); 
3 – Canal cementário: aloja o “coto pulpar”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Siqueira e Júnior, 2010 
Jovens: 0,5mm 
Adultos: 1,0mm 
Idoso: 1,5mm 
 
Ramificações 
1 – Principal; 
2 – Colateral; 
3 – Lateral; 
4 – Secundário; 
5 – Acessório; 
6 – Interconduto; 
7 – Recorrente; 
8 – Reticulado; 
9 – Cavo inter-radicular; 
10 – Delta apical. 
 
Manual de endodontia pré-clínica – Unesp Araçatuba, 201 
 
► Aspectos morfológicos 
 
Considerando que os dentes estão em: - - ---
- Grupos diferenciados 
- Funções distintas; 
- Morfologias variáveis 
 
Importante serem examinados de forma particularizada. 
 
Além das representações tridimensionais 
dos CR e suas secções transversais, também 
devem ser analisados fatores para auxiliar 
na prática clínica, tais como: 
- Comprimento dos dentes; 
- Número de canais radiculares; 
- Frequência dos canais acessórios; 
- Direção e ângulo de inclinação do arco 
dentário; 
- Direção apical da curvatura radicular; 
- Anomalias frequentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Siqueira e Júnior, 2010 
Polpa 
 
3 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
► Anatomia dental – Características 
gerais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
► Modificações na cavidade pulpar 
 
- Dentina secundária: fisiológica; 
- Dentina terciária 
- Nódulos pulpares; 
- Calcificações; 
- Reabsorção interna. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Cônico (menor diâmetro apical); 
- Formado por paredes de dentina. 
 
- Canal dentincementário; 
- União entre canal dentinário e cementário; 
- Maior constrição; 
- Término da polpa, início do periodonto. 
- Do limite CDC até o forame apical; 
- Cônico (maior diâmetro apical); 
- Aumenta com a idade (deposição de 
cemento). 
 
► Características específicas – Dentes 
superiores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Incisivo central superior 
 
- Raiz única; 
- Canal reto e amplo (75% dos casos); 
- Ombro palatino; 
- Comprimento médio 23,7mm (21,5mm – 
27,3mm). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Canal 
dentinário 
Limite CDC 
Canal 
cementário 
 
4 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
Incisivo lateral superior 
 
- Raiz única; 
- Canal amplo, curvatura distopalatina (50% 
dos casos); 
- Ombro palatino; 
- Comprimento médio 23,1mm (19,2mm – 
26,0mm). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Alta incidência de 
variação anatômica 
(Dens invaginatus, 
conóide, agenesia). 
 
Dens in dente (Leve, 
moderado e sério) 
 
Dente conóide 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://oralestetica.com.br/dentes-conoides/ 
 
Agenesia 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.ortoblog.com/controversia-agenesia-de-lateral-
superior-fechar-ou-abrir-espacos-com-video/ 
Canino superior 
 
- Raiz única; 
- Canal amplo, reto / distovestibular (31% dos 
casos); 
- Ombro palatino; 
- Maior dente da arcada / Comprimento 
médio 27,3mm (22,3mm – 33,3mm). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Primeiro pré-molar superior 
 
 
- Uma raiz (35,3% 
dos casos) / Duas 
raízes (61% dos 
casos) / Três raízes 
(3,5% dos casos); 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
- Um canal (8,3% dos 
casos) / Dois canais (84,2% 
dos casos) / 3 canais (7,5% 
dos casos). 
- Comprimento médio 
22,3mm (18,8mm – 
25,8mm). 
 
Segundo pré-molar superior 
 
- Uma raiz 
(94,6% dos 
casos) / Duas 
raízes (5,4% 
dos casos); 
- Um canal 
(53,7% dos 
casos) / 2 
canais (46,3% dos casos); 
- Comprimento médio 22,3mm (16,7mm – 
26,4mm). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Primeiro molar superior 
 
- Três raízes 
(MV / DV / 
P); 
- 4 canais 
(>90% dos 
casos / 3 
canais; 
- Comprimento médio 22,3mm (19,6mm – 
25,0mm). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Segundo molar superior 
 
- Três raízes (MV / DV / 
P); 
- 4 canais (50% dos 
casos) / 3 canais (50% 
dos casos); 
- Comprimento médio 
22,2mm (20,1 mm– 25,0mm). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
► Características específicas - Dentes 
inferiores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Incisivo central inferior 
 
- Raiz única e achatada; 
- 1 canal (73,4% dos casos) / 2 canais (26,6% 
dos casos) ----> 5% dos casos dois forames; 
- Comprimento médio 21,8mm (19,4mm – 
25,1mm). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Incisivo lateral inferior 
 
- Raiz única 
e achatada; 
- 1 canal 
(84,3% dos 
casos) / 2 
canais 
(15,7% dos 
casos); 
- Comprimento médio 23,3 (21,0 – 25,0). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Canino inferior 
 
- Raiz única 
(94% dos 
casos) / Duas 
raízes (6% dos 
casos); 
- 1 canal 
(88,2% dos 
casos) / 2 
canais (11,2% dos casos) ----> 2,7% dois 
forames; 
- Comprimento médio 26,0mm (24,0mm – 
27,4mm). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Primeiro pré-molar inferior 
 
- Raiz única 
(82% dos 
casos); 
- 1 canal 
(66,6% dos 
casos) / 2 
canais (31,3% 
dos casos) / 3 canais (2,1% dos casos); 
 
7 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
- Comprimento médio 22,9mm (21,2mm – 
24,2mm). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Segundo pré-molar inferior 
 
- Raiz única (92% dos 
casos); 
- 1 canal (89% dos casos) / 
2 canais (9,6% dos casos) / 
3 canais (1,4% dos casos); 
- Comprimento médio 
22,3mm (19,3mm – 
25mm). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Primeiromolar inferior 
 
- Duas raízes (97,5% dos casos) / Três raízes 
(2,5% dos casos); 
- 2 canais (8% dos 
casos) / 3 canais 
(56% dos casos) / 4 
canais (36% dos 
casos); 
- Comprimento 
médio 22,3mm 
(19,3mm – 25mm). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Primeiro molar inferior – 4 canais 
 
 
 
 
 
 
 
Radix 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Segundo molar inferior 
 
 
- Duas raízes 
(98,5% dos 
casos) / Três 
raízes (1,5% dos 
casos); 
- 2 canais (16,2%) 
/ 3 canais (72,5%) 
/ 4 canais (11,3%); 
- Comprimento médio 21,7mm (19,0mm – 
25,8mm). 
 
8 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Segundo molar inferior em forma de “C” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 2 
 
Diagnóstico e pulpotias em Endodontia 
 
“A arte de identificar uma doença a partir 
dos seus sinais e sintomas.” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- A importância do 
diagnóstico precoce da 
doença endodôntica é 
ilustrada para melhorar 
um resultado favorável 
ao tratamento. Assim, 
dentes com polpa 
normal tiveram um resultado melhor dos 
que tinham necrose pulpar. 
 
► Diagnóstico 
 
- Síntese do conhecimento científico; 
- Experiência clínica; 
- Intuição; 
- Bom senso; 
- Histórico médico do paciente; 
- Anamnese detalhada (subjetivo); 
- Exame físico / clínico (objetivo). 
 
“A anamnese é o procedimento clínico mais 
sofisticado da Medicina. É uma técnica de 
investigação extraordinária: em 
pouquíssimas outras formas de pesquisa 
científica o objeto observado fala.” 
 
► Fases do Diagnóstico 
 
1 – O paciente; 
2 – O histórico clínico; 
3 – Testes clínicos; 
4 – Correlação clínica x Exame subjetivo. 
5 – Diagnóstico e Plano de tratamento. 
 
9 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
► Exame extraoral 
 
- Assimetria facial; 
- Edema: 
 . Localizado / Difuso / Flutuante. 
 
► Recursos semiotécnicos intraoral 
 
Palpação apical 
- Utiliza-se o 
indicador; 
- Apalpar a região 
apical do elemento 
examinado; 
- Verificar dor; 
- Presença de alterações patológicas. 
 
Percussão Horizontal / Vertical 
- Percussão vertical +, inflamação de origem 
endodôntica; 
- Percussão horizontal +, alterações 
periodontais. 
 
 
 
 
 
 
 
Mobilidade dentária 
 
A mobilidade patológica ocorre com mais 
frequência no sentido vestibulolingual. 
 
Grau 1: Ligeiramente maior que a normal; 
Grau 2: Moderadamente maior que a 
normal; 
Grau 3: Mobilidade grave vestibulolingual e 
mesiodistal, combinada com deslocamento 
vertical. 
 
Fistulografia 
 
Consiste na 
introdução de um 
cone de guta percha, 
delicadamente 
através do trajeto 
fistuloso, desde a sua saída (parúlide), até 
onde se encontra resistência. 
 
► Sensibilidade x Vitalidade 
 
- Grau de desconforto; 
- Código de resposta; 
- Tranquilizar. 
Teste do frio 
 
Materiais utilizados: 
- Endo-Ice; 
- Cotonete ou algodão. 
 
Consiste em colocar o 
cotonete/algodão com o 
endo-ice no dente 
suspeito de lesão. Não 
deve exceder 5 segundos e não é 
recomendada a realização desse teste em 
crianças. Se caso houver a necessidade de 
repetição do exame, deve-se aguardar 5 
minutos. 
 
Respostas: 
- Sem resposta -----> Suspeita de necrose 
pulpar; 
- Dor leve a moderada por 1-2 segundos ----> 
Limites normais; 
- Dor forte por 1-2 segundos -----> Pulpites 
reversíveis; 
- Dor moderada à forte por mais de 2 
segundos -----> Pulpites irreversíveis. 
 
Teste do calor 
 
Materiais utilizados: 
- Guta-percha; 
- Lamparina (para aquecer 
o bastão de guta-percha); 
- Vaselina (para lubrificar a superfície 
dentária). 
 
Consiste em colocar o cotonete/algodão 
com aquecido no dente suspeito de lesão. 
Não deve exceder 5 segundos e não é 
recomendada a realização desse teste em 
crianças. Se caso houver a necessidade de 
repetição do exame, deve-se aguardar 5 
minutos. 
 
Respostas: 
- Sem resposta -----> Suspeita de necrose 
pulpar; 
- Dor leve a moderada por 1-2 segundos ----> 
Limites normais; 
- Dor forte por 1-2 segundos -----> Pulpites 
reversíveis; 
- Dor moderada à forte por mais de 2 
segundos -----> Pulpites irreversíveis. 
 
10 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
Teste da anestesia 
 
- Dor difusa ou 
reflexa; 
- Não se sabe qual 
dente está lesionado. 
 
O teste consiste em anestesiar a região 
próxima ao dente suspeito. Se a dor de 
dente do paciente for aliviada, conseguimos 
identificar a origem da lesão. 
 
- Dente algógeno: dente que gera a dor; 
- Dente sinálgico: dente que reflete a dor. 
 
Teste da cavidade 
 
- Teste realizado 
como último recurso; 
- Dente suspeito de 
necrose; 
- Sem uso de 
anestesia prévia; 
- Em uma minoria de casos, o paciente 
ainda referirá desconforto. 
 
Teste de fraturas 
 
- Trincas e fraturas na raiz são identificadas 
através de exame radiográfico ou 
microscópico; 
- O microscópio operatório pode ser 
utilizado para determinação da linha de 
fratura, pois permite aumentar o campo de 
visualização; 
- A aplicação de corantes e transiluminação 
são úteis para a visualização das fraturas 
radiculares; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.angelofreireendodontia.com.br/ 
tratamentos/fraturas-fissuras-e-fendas.html 
 
- O corante azul de metileno, quando 
aplicado na superfície do dente irá penetrar 
nas áreas trincadas e indicará a possível 
localização da fratura. 
1 – Remoção de cáries ou restaurações 
antigas; 
2 – Acesso à área suspeita; 
3 – Irrigar com NaOCL a 2,5% + secagem; 
4 – Aplicar azul de metileno; 
5 – Remoção com ácido fosfórico a 37%; 
6 – Nova irrigação e secagem; 
7 – Inspeção da fratura. 
 
► Alterações pulpares 
 
- Polpa normal; 
- Pulpite reversível; 
- Pulpite irreversível; 
- Pulpite irreversível assintomática; 
- Necrose. 
 
Polpa normal 
 
- Dentes com polpa normal não 
apresentam sintomas espontâneos; 
- Em relação a testes de sensibilidade 
respondem de forma normal, com dor 
transitória fraca ou moderada enquanto 
recebe o estímulo (frio ou quente); 
- Aspecto radiográfico normal onde não se 
evidencia nenhum tipo de espessamento 
ou presença evidente de lesão; 
- Prognóstico: favorável à polpa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.saudebemestar.pt/pt/medicina/dentaria/pulpite/ 
 
Pulpite reversível 
 
- A polpa recebe um estímulo e reage, após 
a remoção do fator de irritação por meio do 
tratamento adequado, há a reversão do 
quadro; 
- Fatores causadores: cáries, exposição 
dentinária, tratamento dental recente, 
infiltração de restaurações; 
- Remoção do irritante resolve a 
sintomatologia; 
 
11 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
- Casos de hipersensibilidade dentinária, 
que normalmente acometem o 1/3 cervical 
(tratamento conservador); 
- Tratamento: remoção do agente agressor, 
colocação de curativo de demora ou 
obturação com proteção pulpar em casos 
de cáries profundas; 
- Favorável à polpa. 
 
 Pulpite irreversível 
 
- Pode ser: aguda ou crônica; 
- Polpa infectada ou estéril; 
- Aguda – normalmente sintomática; 
- Crônica – assintomática; 
- Didaticamente dividida em: 
 . Pulpite irreversível sintomática; 
 . Pulpite irreversível assintomática. 
- Tratamento: endodontia. 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: 
https://patriciaferrariendodontia.com. 
br/pulpite-irreversivel-em-molar-inferi 
or-2/ 
 
Pulpite irreversível sintomática 
 
- Dor intermitente e espontânea; 
- Teste com frio: resposta com dor intensa e 
prolongada. 
 > dor pode ser aguda ou surda; 
 > dor localizada ou referida. 
- Aspecto radiográfico: não apresenta 
alteração, quando muito um ligeiro 
espessamento; 
- Dependendo da intensidade, pode levar à 
necrose. 
 
Pulpite irreversível assintomática 
 
- Irritação pulpar de baixa intensidade; 
- Estado latente de uma pulpite irreversível 
sintomática; 
 > História dental, radiografias e inspeção; 
 > Normalmente resultante de qualquer 
tipo de injúria por exposição de cárie ou 
traumatismo resultando em uma exposição 
indolor da polpa. 
Necrose 
- Suprimento sanguíneo 
inexistente;- Nervos pulpares não 
estão funcionais; 
- Resultante de uma 
pulpite irreversível 
sintomática ou 
assintomática não tratada ou após trauma 
dental; 
- Não responde aos testes de sensibilidade; 
- O mais importante é ter uma boa história 
dental; 
- Pode ser total ou parcial. 
 
► Pulpopatias 
 
Dentina: Tecido conjuntivo diferenciado, 
secretado pelos odontoblastos que 
revestem a porção superficial da polpa e são 
sensíveis aos irritantes físicos, químicos e 
biológicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://sgcd.foa.unesp.br/#!/departamentos/ciencias_ 
basicas/histologia/atlas-de-histologia-buco-dentaria/complexo-dentina-polpa/ 
 
- 40 a 70 mil canalículos dentinários por 
milímetro quadrado; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
- Dentina peritubular: hipermineralizada, 
exceto próximo à polpa; 
- Dentina intercanalicular: rica em matriz 
orgânica e menos calcificada. 
- Os canalículos são portas de entrada para 
bactérias. 
Os canalículos dentinários 
convergem para a polpa. 
Remoção da dentina -----> 
Dentina remanescente + 
permeável e + fina. 
 
Disponível em: 
https://www.sensodyne.com.br/sobre-a-
sensodyne.html 
 
- Fluído extracelular representa uma fração 
significante do volume total da dentina (20 
a 30%); 
- Se o fluído for 
contaminado com 
produtos 
microbianos, ele 
pode penetrar na 
polpa e causar 
inflamação. 
 
Permeabilidade dentinária 
 
- Equilíbrio entre a taxa de penetração de 
agentes agressores através da dentina e a 
taxa na qual essas substâncias são 
removidas através da circulação pulpar; 
- Desequilíbrio -----> Processo inflamatório. 
 
- A dentina exposta permite a penetração 
de substâncias tóxicas pelos canalículos e o 
contato com a polpa. 
- Equilíbrio entre o que entra e o que sai não 
desencadeia a inflamação. O desequilíbrio 
pode causar a pulpite. 
- Depois disso, a polpa vai perdendo sua 
capacidade defensiva, os odontoblastos vão 
atrofiando e rapidamente ocorrerá 
exposição pulpar. 
 
Edema e hiperemia 
 
 
 
 
 
 
Mastócitos (mediadores inflamatórios) 
provocam: 
- Vasodilatação arterial; 
- Elevação da pressão hidrostática vascular; 
- Aumento da pressão no tecido pulpar; 
- Aumento da passagem de proteínas 
plasmáticas para o interstício pulpar. 
 
Consequentemente ocorre: 
- Diminuição do fluxo sanguíneo pulpar; 
- Aumento da concentração de agentes 
agressores no líquido intersticial. 
 
A impossibilidade da polpa “inchar” devido 
às paredes rígidas de dentina, gera uma 
limitação física contra o edema. Haverá falta 
de oxigenação e nutrientes para a polpa. 
 
“A polpa, ao tentar se defender, 
mortifica-se”. 
 
Varela & Paiva 
 
Pulpite irreversível crônica 
 
Apresentam-se em duas formas: 
 
- Ulcerativa: 
 . Polpa ulcerada, granulosa e de fácil 
sangramento, pacientes idosos, 
assintomático, dor provocada. 
Tratamento: Pulpectomia. 
 
- Hiperplásica: 
 . Pólipo pulpar, molares jovens, 
assintomático, dor provocada. 
Tratamento: Pulpectomia. 
 
► Acesso coronário 
 
Abertura coronária – Acesso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.odontologistas.com.br/odontologistas 
/endodontia/abertura-coronaria/ 
 
Objetivos: 
 
- Remoção de todo conteúdo da câmara 
pulpar (esvaziamento); 
- Visualização do assoalho da câmara pulpar 
(entrada dos canais); 
 
13 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
- Acesso direto aos canais radiculares 
(retilíneo); 
- Facilitar o uso de instrumentos 
endodônticos. 
 
É muito importante: 
 
- Remover todo tecido cariado e 
restaurações deficientes; 
- A dimensão do acesso deve ser “grande” o 
suficiente para um bom trabalho e o 
“menor” possível para evitar 
enfraquecimento do dente. 
- Executar o acesso utilizando brocas 
compatíveis com o tamanho da câmara 
pulpar; 
- Observar bem o volume da câmara pulpar, 
presença de nódulos pulpares ou 
calcificações, variações anatômicas. 
 
 
 
 
 
 
 
Manual de endodontia 
pré-clínica – Unesp 
Araçatuba, 20 
 
 
 
 
 
 
Instrumental para abertura coronária: 
 
- Broca esférica Carbide #2, 4, 6 ou 8; 
- Broca Carbide #1557; 
- Broca diamantada #3080 ou 3082; 
- Broca Endo Z. 
 
 
 
 
 
 
Etapas operatórias da abertura coronária: 
 
- Ponto de eleição: 
É a fase inicial da abertura coronária onde é 
feito o desgaste da superfície de esmalte 
até atingir a dentina. 
Dentes anteriores: superfície lingual; 
Dentes posteriores: superfície oclusal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://www.endo-e.com/documentos/Uninove/Aulas/AD 
I%20CA%20UNINOVE%20Molares%20Prof%20Rodrigo.pdf 
 
- Direção de acesso (trepanação): 
 
É a angulação que se deve dar à broca para 
que esta atinja a câmara pulpar, devendo-se 
respeitar a angulagem dos dentes na 
arcada. 
Dentes unirradiculares: longo eixo dos 
dentes; 
Dentes multirradiculados: em direção ao 
canal de maior volume. 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.odontoup.com.br/protocolo-de-abertura-coronaria/ 
 
- Forma de contorno: 
 
É realizada com a remoção da câmara 
pulpar. O formato da cavidade corresponde 
à forma da câmara pulpar de cada 
elemento dental. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.odontoup.com.br/protocolo-de-abertura-coronaria/ 
 
Utiliza-se para tanto, uma broca com ponta 
inativa para evitar desgaste indesejado. 
 
14 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
- Forma de conveniência (desgaste 
compensatório): 
 
É o desgaste adicional que se realiza para 
que se consiga um acesso direto aos canais 
radiculares, sem interferência de projeções 
dentinárias. 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.odontoup.com.br/protocolo-de-abertura-coronaria/ 
 
► Acesso coronário incisivos superiores 
 
Ponto de eleição: Face 
palatal; 
- 2mm do cíngulo; 
- Direção bordo incisal. 
 
 
 
 
 
 
Penetração inicial: Ponta 
diamantada esférica #1012; 
- Ângulo 45º; 
- Perfurar até “cair no vazio” 
dentro da câmara pulpar. 
 
 
Forma de contorno: É a forma 
obtida após a remoção do teto 
da câmara pulpar. É um 
triângulo. 
 
 
Forma de conveniência: Remoção de todas 
as interferências de dentina ou esmalte que 
impeçam o acesso livre e direto ao canal 
radicular. 
 
- Triângulo de ângulos 
arredondados; 
- Base para incisal; 
- Vértice no ponto inicial. 
 
 
 
 
► Acesso coronário canino 
 
Ponto de eleição: Face palatal; 
- 2mm do cíngulo; 
- Direção bordo incisal. 
 
Penetração inicial: Ponta 
diamantada esférica #1012; 
- Ângulo 45º; 
- Broca posicionada em 
direção ao longo eixo do 
dente. 
 
Forma de contorno: 
Forma de um 
pentágono ou piriforme; 
- Remoção do teto da 
câmara pulpar. 
 
Forma de 
conveniência: 
Remoção de todas as 
interferências de 
dentina ou esmalte 
que impeçam o acesso 
livre e direto ao canal 
radicular (ombro palatino); 
- O contorno final da abertura coronária 
depende da anatomia interna da câmara 
pulpar e das curvaturas dos canais 
radiculares. 
- Forma losangular. 
 
► Acesso coronário incisivos 
superiores 
 
Localização da entrada dos 
canais. 
 
Ponto de eleição: 
Face oclusal; 
- Terço médio; 
- Sulco principal. 
Penetração inicial: Ponta 
diamantada esférica 
#1012; 
- Suave inclinação para 
palatina; 
- Movimento sentido VP. 
 
Forma de contorno: 
Elipse; 
- Longo do eixo sentido 
VP. 
 
 
15 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
Forma de conveniência: 
Broca esférica #2 e #4; 
- Ponta diamantada 3082; 
- Broca Endo-Z; 
- Movimento de tração. 
 
 
 
 
 
 
 
► Acesso coronário molares superiores 
 
Ponto de eleição: 
Face oclusal; 
- Fosseta central; 
- Preservar a ponte de 
esmalte vestíbulo 
palatino. 
 
Penetração inicial: Centro 
da superfície oclusal; 
- Em direção ao canal 
palatino; 
- Broca esférica #1013, 
#1014. 
 
Forma de contorno: 
Pela abertura de 
trepanação, com uma 
broca tronco cônica 
ponta inativa, com 
movimento em 
direção ao vértice da 
cúspide MV; 
- Em direção à cúspide 
DV, cerca de 2mm antes 
de ser vértice, entrada 
do canal está antes da 
cúspide. 
- Aponta da broca deve 
percorrer todo assoalho da câmara pulpar 
de forma intermitente; 
- Após a remoção completa do teto da 
câmara pulpar, localizar a entrada dos 
canais radiculares no assoalho. 
 
Forma de conveniência: Desgaste 
compensatório da parede mesial para 
melhorar a visualização e a localização da 
entrada do 2º canal da raiz MV; 
- Parede distal convergente para mesial 
(preservar ponte de esmalte); 
 
► Acesso coronário incisivos e caninos 
inferiores 
 
Ponto de 
eleição: Acima 
do cíngulo; 
- 1 ou 2mm. 
 
Penetração inicial: Ponta 
diamantada esférica #1012; 
- Ângulo 45º; 
- Perfurar até “cair no vazio”. 
 
 
Forma de contorno: É a 
forma obtida após a 
remoção do teto da câmara 
pulpar; 
- Segue a anatomia 
coronária. 
 
Forma de conveniência: 
Remoção de todas as 
interferências de dentina ou 
esmalte que impeçam o 
acesso livre e direto ao canal 
radicular. 
- Triângulo de ângulos 
arredondados; 
- Base para incisal; 
- Vértice no ponto inicial. 
 
► Acesso coronário pré-
molares inferiores 
 
Ponto de eleição: Face 
oclusal; 
- No centro; 
- Broca perpendicular à superfície oclusal 
do dente. 
 
Penetração inicial: Ponta 
diamantada esférica #1012; 
- Broca paralela ao longo eixo 
do dente; 
- A coroa está voltada para a 
 
16 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
lingual. 
 
Forma de contorno e conveniência: 
Ovalada. 
 
 
 
 
 
 
 
► Acesso coronário molares inferiores 
 
Ponto de eleição: Centro da face oclusal; 
 
 
 
 
 
 
 
Penetração inicial: 
Ponta diamantada 
esférica #1012; 
2- Paralela ao longo eixo. 
 
Forma de contorno: 
Triangular com base 
voltado para mesial; 
- Quadrangular (4 canais). 
 
 
 
 
 
 
 
Forma de 
conveniência: 
Desgaste 
compensatório. 
 
Apenas com a realização bem sucedida 
deste primeiro passo é que se pode chegar 
aos completos procedimentos de limpeza e 
modelagem. 
 
► Relembrando: Técnicas anestésicas 
mandibulares 
 
“O tipo de anestésico que você vai usar deve 
ser minuciosamente avaliado e 
individualizado para cada paciente e suas 
particularidades”. 
 
- Podemos observar que os ossos da maxila 
são mais esponjosos e os ossos da 
mandíbula são mais densos. Ou seja, na 
mandíbula os anestésicos encontram mais 
dificuldade na sua área de atuação. 
- Em um tecido inflamado, o pH é mais 
ácido. Em pH ácido o anestésico possui 
mais dificuldade de fazer efeito. 
 
Ramos da divisão mandibular 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 – Nervo alveolar superior posterior (ramos 
gengivais); 
2 – Nervo bucal; 
3 – Nervo infraorbitário; 
4 – Nervo mentoniano; 
5 – Nervo alveolar inferior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manoel D. Sousa Neto R. B. O. 53(6):36-37 NOV/DEZ 1996. 
 
Na endodontia, devemos apenas anestesiar 
a polpa por completo. Não temos interesse 
em anestesiar tecidos moles. 
 
► Isolamento absoluto na endodontia 
 
O isolamento absoluto é um conjunto de 
procedimentos realizados para isolar os 
 
17 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
dentes na cavidade bucal. A saliva não deve 
interferir no tratamento endodôntico, pois 
possui bactérias. 
 
- O isolamento absoluto é obrigatório na 
endodontia. 
- Devemos fazer o isolamento absoluto para 
proteger o paciente da ingestão e aspiração 
de instrumentos, fragmentos dentários, 
solução irrigadora ou substâncias irritantes. 
- Devemos obturar em um campo cirúrgico 
limpo; 
- Além disso, o isolamento absoluto auxilia 
no afastamento e proteção de tecidos 
moles. Também evita embaçamento de 
espelhos e efetua a proteção 
microbiológica. 
 
“A cavidade oral é uma das áreas do corpo 
com flora bacteriana (microbiota) mais 
variada, sendo que 1ml de saliva de um 
indivíduo normal em bom estado de saúde, 
contém aproximadamente 750 milhões de 
microrganismos. Algumas espécies de 
bactérias produzem quase 100 gerações em 
um período de 24 horas.” 
 
Instrumentos utilizados: 
 
Lençol de borracha: 
- Função de isolar o 
dente na cavidade 
bucal; 
- Cores variadas; 
- Espessura: fina, 
média e grossa; 
- Tamanhos: 
 . 5x5 polegadas = 13x13cm; 
 . 6x6 polegadas = 15x15cm. 
 
Disponível em: https://www.dentalmaster.com.br/lencol 
-de-borracha-sanctuary-k-dent/p 
 
Alicates perfuradores: 
- Função de perfurar o lençol para que os 
dentes ultrapassem a borracha. 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.dentalspeed.com/modelo/alic 
ate-ainsworth-perfurador-3824 
- Possuem uma plataforma giratória com 
diversos furos com tamanhos variados 
contendo uma pequena lança perfuradora. 
 
Tipos: 
- Pinça perfuradora Ainsworth; 
- Pinça perfuradora Ivory; 
- Metálica ou Teflon. 
 
Arco de Young: 
- Na endodontia não 
utilizamos arco de metal, 
pois ele pode interferir 
na radiografia. 
- Os arcos de plástico 
indicados para 
endodontia são os arcos de Ostby 
(dobrável). 
 
Grampos: 
- Têm a função de 
manter o lençol de 
borracha em posição 
estável junto aos dentes; 
- Estão disponíveis em 
vários formatos. 
 
Partes constituintes do grampo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Asas: São projeções laterais presentes em 
alguns grampos. Possuem a função de 
prender o lençol durante a inserção. 
 
Alça: Presente em todos os grampos. 
Alguns possuem 2 alças. São responsáveis 
pela memória elástica do grampo (abertura 
e fechamento). 
 
Garras: Presentes em todos os grampos. 
Prendem o grampo ao dente e ajudam a 
impedir que o lençol escape. 
 
 
18 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
Classificação 
 
De modo geral, a série de grampos é 
dividida conforme presença ou ausência da 
asa. 
200 a 205 – Grampos para molares (1 alça); 
206 a 209 – Grampos para pré-molares e 
caninos (1 alça); 
210 e 211 – Grampos para anteriores (2 alças). 
 
Pinça porta-grampo: Tem a função de levar 
o grampo o dente. 
 
 
 
 
 
 
 
► Sequência técnica 
(Grampo com asa) 
 
- Posicionar o arco no 
lençol de forma 
centralizada; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs: Nessa exemplo, o fio 
dental não está 
posicionado 
corretamente. Ele deve ser 
passado pelo “furinho” 
que existe no grampo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
19 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
► Sequência técnica (Grampo sem asa) 
 
- Processo inicial é o mesmo. 
- Colocamos o grampo antes de colocar o 
lençol. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
► Sequência técnica (Isolamento à 
distância) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Polimeriza e inicia o 
tratamento. 
 
 
► Raio X e o isolamento absoluto 
 
- Existe um posicionador específico para 
endodontia, que é mais longo e evita erros. 
 
 
 
 
 
 
 
► Erros no isolamento absoluto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 3 
 
Irrigação em Endodontia 
 
► Sequência do tratamento 
 
Diagnóstico preciso ----> “Controle do 
paciente”. 
- Anestesia ----> Acesso ----> Preparo 
químico cirúrgico (Preparo mecânico) ----> 
Substâncias químicas ----> Obturação dos 
canais -----> Selamento coronário. 
 
► Conceitos 
 
Biofilme: 
Organização 
microbiológica 
coberta por 
camada de 
exopolissacarídeos 
que protege 
contra agentes 
microbianos. 
Disponível em: file:///C:/Users/thais/Downloads/3670- 
Texto%20do%20artigo-12278-1-10-20160613.pdf 
 
- Proximidade das células facilitam a troca 
de genes de resistência; 
- Em caso de escassez de nutrientes, a EPS 
(Substância polimérica extracelular) pode 
degradar-se parcialmente para suprir as 
necessidades metabólicas dos membros. 
 
Cleaning and Shaping the 
Root Canal 
 
“A limpeza e modelagem 
dos canais radiculares são 
a base para o sucesso da 
terapia endodôntica”. 
 
Herbert Schilder, DDS. Referência 
em Irrigação e Instrumentação. 
 
21 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
► Preparo Biomecânico 
 
“O mais importante na terapêuticaendodôntica dos canais radiculares é o que 
se retira do seu interior e não o que nele se 
coloca”. 
SACHS, 1961; LOPES & SIQUEIRA, JR, 2010 
 
- Instrumentos endodônticos e substâncias 
químicas. 
 
► Substâncias químicas auxiliares 
 
Funções: 
- Promover a dissolução 
de tecidos orgânicos vivos e 
necrosados; 
- Eliminação ou máxima 
redução possível de 
microorganismos; 
- Quelação de íons 
cálcio; 
- Suspensão de detritos oriundos da 
instrumentação; 
- Ação química e física. 
 
► Objetivos da irrigação 
 
- Movimentar, solubilizar e remover 
partículas teciduais ou estranhas liberadas 
pela instrumentação; 
- Conservar úmidos os tecidos; 
- Reduzir número de microrganismos da 
cavidade pulpar; 
- Facilitar o contato de fármacos aplicados 
no canal; 
- Facilitar a instrumentação; 
 
► Objetivos da aspiração 
 
- Facilitar a renovação das soluções 
irrigadoras; 
- Aliviar a pressão da região apical; 
- Ajudar inicialmente no processo de 
secagem do canal. 
 
- Irrigar e aspirar: Antes, 
durante e depois da 
instrumentação. 
 
► Dificuldade de remoção 
dos microrganismos 
 
Pr eparo biomecânico + 
Solução irrigadora + Irrigação / Aspiração 
Inundação. 
 
- Curativo de demora. 
 
Sinergismo de limpeza químico-mecânica 
do sistema do canal radicular 
 
 
Meios físicos + Meios 
mecânicos + Meios químicos 
 
 
► Qual solução utilizar no canal radicular? 
 
As soluções irrigadoras utilizadas no interior 
do canal radicular devem ser 
biologicamente compatíveis com o caso a 
ser tratado. 
 
Solução irrigadora ideal: 
- Possuir amplo espectro antimicrobiano; 
- Ter alta efetividade contra microrganismos 
anaeróbios e facultativos; 
- Dissolver remanescentes pulpares 
necróticos; 
- Inativar endotoxinas; 
- Prevenir a formação de smear layer 
durante a instrumentação ou dissolve-la 
uma vez formada; 
- Não ser tóxica para os tecidos periapicais; 
- Não caustica aos tecidos periapicais; 
- Não causar reação alérgica. 
 
Soluções irrigadoras: 
- Compostos halogenados; 
- Tensoativos; 
- Quelantes; 
- Ácidos; 
- Peróxidos; 
- Detergentes sintéticos; 
- Associações; 
- Outras soluções irrigadoras. 
 
Compostos halogenados: 
- Dakin; 
- Milton; 
- Labarraque; 
- Clorexidina. 
 
Quelantes: 
- EDTA; 
 
22 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
- Largal ultra; 
- REDTA; 
- Salvizol. 
 
► Compostos halogenados 
 
Propriedades: 
- Ação detergente; 
- Baixa tensão superficial; 
- Neutraliza parcialmente os produtos 
tóxicos; 
- Bactericida; 
- Favorece a instrumentação; 
- pH alcalino; 
- Quimicamente instáveis; 
- Armazenados em frasco de cor de âmbar; 
- Ação solvente; 
- Desidrata e solubiliza as substâncias 
proteicas; 
- Ação rápida; 
- Dupla ação detergente; 
- Não irritante quando empregada a 
necrose pulpar e lesão periapical crônica. 
 
_ Solução de Hipoclorito de Sódio a 0,5% 
(Líquido de Dakin); 
_ Solução de Hipoclorito de Sódio a 1,0% 
(Solução de Milton); 
_ Solução de Hipoclorito de Sódio a 2,5% 
(Licor de Labarraque); 
_ Solução de Hipoclorito de Sódio a 4-6% 
(Soda clorada dupla e concentrada); 
_ Solução de Clorexidina. 
 
Biocompatibilidade: 
- Dakin; 
- Solução de Milton; 
- Licor de Labarraque; 
- Soda clorada. 
 
Hipoclorito de sódio 
 
 
 
 
- Hidróxido de sódio: Solvente 
orgânico e de gorduras; 
Alcalinidade do NaOCL; 
 
- Ácido hipocloroso: Potente 
antimicrobiano. 
 
- Atividade antibacteriana: Principal 
responsável é o ácido hipocloroso (HOCL); 
- Atividade solvente: Potencializa a limpeza 
dos canais; 
- Quanto mais alto o pH e a concentração 
da solução de hipoclorito de sódio, maior a 
sua capacidade solvente. 
 
Propriedade bactericida: 
- Concentração: Quanto maior a [ ] maior a 
atividade antibacteriana; 
- Aquecimento: Uma elevação de 10º na 
temperatura da solução reduz de 50 a 60% 
do tempo necessário para destruir 
microrganismos. 
- Matéria orgânica: Quanto maior a 
quantidade de matéria orgânica, menor o 
efeito antibacteriano do hipoclorito -----> 
Polpa necrosada e infectada. 
 
Devemos tomar muito cuidado, pois o 
hipoclorito de sódio é irritante aos tecidos 
periapicais em altas concentrações. 
 
Desvantagens: 
- Inatividade em baixas concentrações; 
- Ausência de substantividade; 
- Corrosão dos instrumentos endodônticos; 
- Odor e sabor desagradáveis; 
- Descoloração das roupas; 
- Alergia; 
- Não remove smear layer. 
 
Devemos tomar cuidado também para não 
deixar o hipoclorito de sódio extravasar, pois 
pode causar dor intensa e aguda, edema, 
necrose, parestesia, reações alérgicas... 
 
Protocolo de tratamento recomendado se 
caso houver extravasamento: 
- Interrupção imediata do tratamento 
endodôntico; 
- Aspiração com ponta tipo Capillary Tip; 
- Compressas geladas nas primeiras 24 
horas e mornas nos dias subsequentes; 
- Controle da dor com antiinflamatórios 
esteroidais; 
- Prevenir infecções secundárias com 
antibiótico. 
 
Terapêutica medicamentosa indicada (Bueno e 
Pelegrine, 2017): 
 
23 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Irrigação com soro fisiológico; 
- Antiinflamatório esteroidal: 
 . Betametasona (injetável) ou 
Dexametasona (via oral); 
- Antibiótico: 
 . Amoxicilina – 500mg a cada 8 horas 
durante 7 dias. 
 
Solução de Clorexidina 
 
Vem sendo usada em 
diferentes concentrações 
na forma: 
- Bochechos; 
- Irrigação sub-gengival; 
- Géis; 
- Irrigação endodôntica. 
 
Vantagens: 
- Biocompatibilidade; 
- Excelente estabilidade; 
- Solução aquosa 2% ou gel; 
- Efetivo em Gram – e +. 
 
Principais indicações em periodontia: 
- Pré-operatório; 
- Controle químico do biofilme bacteriano 
supra gengival; 
- Após cirurgias periodontais. 
 
Ação: 
- Ampla: Leveduras e fungos, anaeróbios e 
aeróbios, facultativos, gram negativos e 
gram positivos. 
 
Mecanismo de Ação: 
 
 
 
 
 
 
- Ampla: Leveduras e fungos, anaeróbios e 
aeróbios 
Interação eletrostática --→ Maior 
permeabilidade na parede da 
membrana ----> Penetração da 
Chx no citoplasma do microrganismo 
----> Morte. 
 
Propriedades: 
- Adsorção: Capacidade Chx de se fixar em 
outra superfície carregada negativamente. 
Substantividade: Capacidade da substância 
em se manter nos tecidos durante 
determinado espaço de tempo, 
conservando sua atividade. 
 
Atividade antibacteriana: 
- Atua sobre um grande número de 
bactérias, tanto gram positivas quanto 
gram negativas. 
 
Em baixas [ ] = Bacteriostática; 
Em altas [ ] = Bactericida. 
 
Digluconato de Clorexidina -----> 
Preconizada para uso clínico nas 
[ ] 0,12 a 2%. 
 
Utilização em Endodontia: 
- Medicação intracanal; 
- Preparo biomecânico; 
- Perfurações; 
- Retratamento; 
- Relato de alergia ao hipoclorito; 
- No tratamento de dentes com polpa 
necrosada associado a rizogênese 
incompleta. 
 
Solução de Clorexidina - Vantagens: 
- Ação bacteriostática / bactericida; 
- Ação sobre G+ e G-; 
- Ação sobre “Enterococtus faecalis”; 
- Não citotóxico; 
- Apresenta substantividade. 
 
Solução de Clorexidina – Desvantagens: 
- Pigmentação da língua, dentes e 
restaurações; 
- Descamação da mucosa bucal; 
- Sensação de queimadura; 
- Interferência na sensação gustativa; 
- Não dissolve tecido orgânico. 
 
 
24 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
► Quelantes: 
 
- EDTA: Ácido etileno diamino tetracético; 
- EGTA: Ácido etileno glicol tetracético; 
Ácido cítrico. 
 
“São substâncias orgânicas que removem 
íons cálcio da dentina fixando-os 
quimicamente”. 
Efeito Descalcificante -----> Diminui a 
resistência dentinária à ação de corte dos 
instrumentos durante o preparo de canais 
atresiados. 
 
EDTA 
Ácido etileno diamino 
tetracético 
- Tem ação autolimitante; 
- Não atua imediatamente, é 
necessário esperar alguns 
minutos para obtenção do 
efeito quelante; 
- Renovações constantes; 
- Smear Layer (raspas de 
dentina destacadas pela instrumentação); 
- Interfere na permeabilidade dentinária; 
- Adesividade do cimento; 
- Selamento da obturação. 
 
Obs: Recomendamos o uso de soluções de 
EDTA combinada comsoluções de NaOCl, 
ou Clorexidia na remoção da “Smear Layer”, 
após o preparo químico-mecânico dos 
canais radiculares. 
 
O uso combinado de EDTA e NaOCl 
apresenta atividade antimicrobiana mais 
eficaz do que quando se utiliza apenas a 
solução de NaOCl. Além disso, propicia 
melhor selamento através da penetração do 
cimento obturador nos túbulos dentinários. 
 
Smear Layer: 
Lama 
endodôntica, 
magma, barro 
dentinário, 
camada 
residual. 
Representa a 
formação de qualquer resíduo produzido 
pela ação de corte sobre a dentina, esmalte 
ou cemento. 
Disponível em: https://pocketdentistry.com/bonding- 
to-dentin-smear-layer-and-the-process-of-hybridization/ 
 
Porção orgânica: tecido pulpar vivo ou 
necrótico, proteínas, saliva, bactérias e seus 
subprodutos; 
Porção inorgânica: raspas de dentina e 
material inorgânico. 
 
Porção orgânica: NaOCl; 
Porção inorgânica: EDTA. 
 
Obs: Irrigar não é injetar! 
 
► Irrigação e aspiração 
 
Aspiração: Ação de atrair por sucção fluídos 
e partículas sólidas de uma cavidade; 
Irrigação: Corrente líquida no interior da 
cavidade pulpar. 
 
Princípios da irrigação: 
- A agulha deve ser levada até encontrar 
resistência no canal radicular; 
- A agulha não deve obstruir a luz do canal 
radicular, para permitir o refluxo da solução 
irrigadora; 
- A solução deve fluir suavemente, sob leve 
pressão o êmbolo; 
- Durante a irrigação. Deve-se efetuar 
movimentos seguidos de vaivém que 
aumentam a agitação mecânica da solução. 
 
Finalidades: 
- Eliminar restos pulpares, sangue, raspas de 
dentina e restos necróticos; 
- Diminuir a microbiota bacteriana; 
- Umedecer ou lubrificar as paredes 
dentinárias; 
- Remover o “Smear Layer”; 
- Promover uma limpeza dos túbulos 
dentinários, permitindo a penetração dos 
medicamentos como “curativo de demora” 
e melhorando a adesão dos cimentos 
obturadores. 
 
Aspectos físicos da irrigação: 
 
Calibre: 
- É o diâmetro da cânula de irrigação que 
pode ser o externo e o interno; 
 
25 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
- Quanto menor o calibre maior 
profundidade. 
 
Turbilhonamento: 
- É o movimento do líquido 
injetado no canal; 
Obs: Depende do calibre 
da cânula, da pressão de 
irrigação e espaço de 
refluxo. 
 
Pressão apical: É a pressão 
exercida pelo líquido 
irrigador na região apical. 
Obs: Depende do 
aprofundamento da 
cânula no canal, da 
pressão de irrigação e do 
espaço de refluxo. 
 
Ações físicas: 
 
- Suspensão dos fragmentos. 
- Lubrificante. 
 
Suspensão dos fragmentos: 
manter os fragmentos 
orgânicos e inorgânicos 
liberados durante a 
instrumentação em 
suspensão. 
Objetivo: Impedir a 
sedimentação; 
- Evitar a obstrução do canal. 
 
Material utilizado: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Dispositivos geradores de pressão; 
- Agulhas injetoras; 
- Soluções irrigadoras. 
 
Agulhas hipodérmicas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
► Medicação intracanal 
 
“A medicação intracanal consiste no 
emprego de medicamentos no interior do 
canal radicular, onde deverão permanecer 
ativos durante todo o período entre sessões 
necessárias à conclusão do tratamento 
endodôntico.” 
Siqueira Jr, 2002 
 
Objetivos: 
 
- Eliminar microrganismos que 
sobreviveram ao PQM e impedir a sua 
proliferação; 
- Solubilizar matéria orgânica; 
- Neutralizar produtos tóxicos; 
- Controlar exsudação persistente; 
- Reduzir a inflamação perirradicular e 
sintomatologia; 
- Atuar como barreira físico-química contra 
a infeção ou reinfecção por bactérias da 
saliva; 
- Controlar reabsorção dentária externa 
inflamatória; 
- Estimular a reparação por tecido 
mineralizado. 
Lopes & Siqueira Jr, 2015 
 
Obs: Medicação intracanal não substitui a 
instrumentação / irrigação. Ela auxilia a 
desinfecção do SCR. 
 
 
26 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
Polpa viva 
 
O tratamento endodôntico da polpa viva 
não necessita de medicação intracanal. 
 
Haapasalo etal, 2006 
 
Uma vez que não haja complicações, o 
tratamento endodôntico da polpa viva deve 
ser executado em sessão única. 
 
Obs: Alguns fatores influenciam, como: 
 
- Habilidade do operador; 
- Pacientes complicados; 
- Anatomia radicular complexa; 
- Tempo de consulta; 
- Disponibilidade e disposição do paciente e 
operador; 
- Manutenção da antissepsia; 
- Remoção de todo tecido pulpar; 
- Regularização do espaço pulpar para 
receber o material obturador. 
 
Polpa morta 
 
Localização das bactérias: 
1/3 cervical: 75% 
1/3 médio: 25% 
1/3 apical: 5% 
 
Periodontite apical - 
Infecção microrganismos 
 
- Anaeróbios estritos; 
- Anaeróbios facultativos. 
- MO não inativados pelo 
PQM; 
- Inativados através da medicação 
intracanal (tentativa). 
 
Endotoxinas (LPS): 
 
- Dor; 
- Reabsorção óssea; 
- Perpetua nova infecção. 
 
Bactéria: Enterococcus 
faecalis 
 
É frequentemente 
associada aos dentes, 
cujo tratamento 
endodôntico fracassou: 
- Fatores de virulência; 
- Capacidade de sobreviver durante a 
terapia e persistir posteriormente no canal. 
 
Desinfecção: Preparo do ambiente 
 
Medicação intracanal 
 
Histórico: 
- Hidróxido de cálcio. 
 
Características químicas: 
- Pó branco; 
- Alcalino – base forte (pH 
12,6); 
- Inodoro; 
- Pouco solúvel em água; 
- Dissociação iônica em 
íons cálcio e hidroxila. 
 
Mecanismo de ação do hidróxido de 
cálcio (Ca(OH)2): 
 
- Atividade antimicrobiana; 
- Capacidade de dissolução de tecidos; 
- Inibe reabsorção dental; 
- Indução de formação de tecido de 
reparação; 
- Eleva pH local; 
- Dissociação iônica com diferentes veículos; 
- Age por contato; 
- Características higroscópicas; 
- Barreira física. 
 
Desvantagens: 
 
- Difícil inserção e remoção; 
- Efeito a longo prazo; 
- Age por contato direto; 
- Difusão nos túbulos dentinários; 
- Capacidade tampão da dentina. 
 
Hidróxido de Cálcio e seus veículos: 
 
Hidrossolúveis: Aquosos e viscosos 
 
Água destilada, soro fisiológico, anestésico: 
Rápida dissociação iônica; 
 
Polietilenoglicol, Propilenoglicol, Glicerina: 
Dissociação iônica lenta. 
 
Oleosos: 
Óleo de oliva, silicone, cânfora: Dissociação 
iônica muito lenta – pouca solubilidade e 
difusão nos tecidos – difícil remoção. 
 
27 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
Com associação de fármacos: 
- PMC e PMCC; 
- Clorexidina; 
- Iodofórmio. 
 
- Clorexidina: 
- Antimicrobiana e 
antifúngica; 
- pH 5,5 A 7; 
- Biocompatibilidade; 
- Amplo espectro 
antimicrobiano; 
- Substantividade; 
- Reduzida atividade antimicrobiana na 
presença de mat éria orgânica; 
- Não inibe endotoxina. 
 
PMCC: 
- pH ácido; 
- Antimicrobiano; 
- Citotóxico; 
- Amplo espectro 
antimicrobiano; 
- Boa difusão 
intratubular; 
- Não inibe endotoxina. 
 
Iodofórmio: 
- Radiopaco; 
- Antisséptico; 
- Biocompatível; 
- Manchamento dental. 
 
Métodos de inserção: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Situações em que o uso do hidróxido de 
cálcio é indicado: 
 
 
- Controle de reabsorções 
radiculares; 
 
 
 
- Rizogênese incompleta; 
 
 
 
 
- Trauma 
 
 
 
 
- Lesões extensas; 
 
 
 
 
 
- Infecções persistentes; 
 
 
 
 
 
- Lesão endo-pério 
 
 
 
Conclusões: 
 
- O Ca(OH)2 é a medicação intracanal mais 
utilizada na endodontia devido ao seu efeito 
antimicrobiano e biológico; 
- É a medicação intracanal que apresenta 
um maior número de propriedades ideais; 
- Seguir corretamente o protocolo para 
obtenção de êxito; 
- Este fármaco é auxiliar, não substituindo 
de forma alguma outros procedimentos 
endodônticos; 
- Não dá a oportunidade de novo PQM nos 
canais radiculares. 
 
 
28 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
Aula 4 
 
Instrumentos endodônticos 
 
 
Instrumentos endodônticos são 
ferramentas metálicas empregadas como 
agentes mecânicos na instrumentação do 
SCR. 
Lopes & Siqueira Jr, 2010 
 
- Manuais x Mecanizados; 
- Farpados, tipo K, Hedstrom, Especiais; 
- Limas X Alargadores; 
- Aço inoxidável X Ni-Ti; 
- Torção x Usinagem. 
 
Manuais X Mecanizados 
 
- Manuais ---> Cabo; 
 
 
- Mecanizados ----> 
Haste.Limas X Alargadores; 
 
- Limas ----> Ferramenta metálica, 
multicortante, com arestas ou fios cortantes 
em seu longo eixo ----> Limagem. 
 
- Alargadores ----> Ferramenta metálica de 
haste cônica, com certo número de arestas 
cortantes em seu longo eixo ----> Giro 
contínuo ou parcial. 
 
Farpados, tipo K, Hedstrom, Especiais; 
 
Especificações ----> ISSO 3630-1 (1992); 
ANSI/ADA no 58 (1997) 
 
Aço inoxidável X Ni-Ti; 
 
Aço inoxidável ----> Ligas de ferro que 
contém teores de cromo (caráter protetor à 
liga) acima de 12%. 
 
Ni-Ti -----> Desenvolvida por Buehler (1993) 
– Naval Ordinance Laboratory (NiTiNOL). 
 
Superelasticidade: Capacidade de retornar 
para um tamanho ou forma previamente 
definido quando retirado o estímulo ou 
tensão a que foi submetido. 
Diferencial da liga Ni-Ti. 
 
► Propriedades mecânicas dos 
instrumentos 
 
- Elasticidade: Propriedade que indica a 
capacidade do material em sofrer 
deformações elásticas. Depende da força de 
ligação entre os átomos; 
- Resistência mecânica; 
- Deformação: Quando uma força é aplicada 
a um corpo, e é incapaz de movê-lo, ele 
promove uma deformação, que pode ser 
elástica ou plástica; 
- Força: Um corpo, deforma-o ou tende a 
mudar; 
- Tensão/pressão; 
- Tenacidade à fratura: Resistência aos 
carregamentos e sofrer grandes 
deformidades; 
- Plasticidade; 
- Dureza: Capacidade de resistência à 
penetração; 
- Rigidez; 
- Limite de escoamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
► Partes dos instrumentos / Dimensões 
dos instrumentos / Normatizações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ponta Roane (R) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Haste de corte 
 
 
Fonte: Lopes & Siqueira, 2010 
 
 
 
 
- Comprimento: 
Norma ISSO 
3630-1 (1992) 
 
21mm, 25mm, 
28mm, 31mm, 
16mm. 
 
- Especificação 
28 ANSI/ADA (1988) 
 
24 instrumentos – 4 séries 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
► Tipos de 
instrumentos 
 
Extirpa-polpas 
- Haste metálica 
com conicidade 
variável; 
- Cabo de 10mm e 
diâmetro de 
3mm; 
- 36 farpas; 
- Conicidade 0,007 a 0,010mm; 
- Comprimento mínimo: 20mm; 
- Remoção da polpa. 
 
Lima K 
 
Desenvolvida pela Kerr 
Company (USA) – 1915 
 
- Lima / Alargador; 
- Aço inoxidável / NiTi; 
- Torção / Usinagem; 
- Parte ativa: 16mm; 
- Conicidade: 0,02mm; 
- Intermediário com ranhuras: 18, 19, 20 e 
22mm; 
- Secção reta transversal quadrangular. 
 
Lima K-Flexofile (Canais curvos) 
 
- Maior 
flexibilidade; 
- 1ª, série – 15 a 40; 
- Secção reta 
transversal 
triangular. 
 
 
30 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lima Hedstrom 
 
- Fabricadas por 
usinagem; 
- Secção reta 
transversal: vírgula; 
- Nº 8ª 140; 
-Excelente 
capacidade de 
corte; 
- Conicidade 0,02mm. 
 
Lima C+ 
 
- Usinagem de fio 
circular; 
- Secção 
transversal 
quadrangular; 
- Comprimentos 
de 18, 21 e 25mm; 
- Nº 6 a 15; 
- Conicidade variáv el 0,04mm a 0,02mm ---
-> Grande resistência à flambagem -----> 
Cateterismo de canais atresiados. 
 
Lima C Pilot 
 
- Torção de haste 
piramidal de aço 
inox; 
- Secção 
transversal 
quadrangular; 
- Comprimentos 
de 19, 21 e 25mm; 
- Nº 6, 8, 10, 12,5 e 15; 
- Conicidade 0,02mm ----> Grande 
resistência à flambagem ----> Cateterismo 
de canais atresiados. 
Lima Nitiflex 
 
- Níquel-titânio; 
- Secção reta 
transversal circular; 
- Possui grande 
flexibili dade; 
- Números 15 a 60; 
- Conicidade 
0,02mm -----> Instrumentação de canais 
com curvaturas muito acentuadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
► Instrumentação mecanizada 
 
Histórico: 
- Instrumentação 
mecanizada ----> 
1º motor -----> 
Endocursor 
(W&H 
- Combinado 
movimentos 
horizontal e 
vertical (bicada) / 1925. 
 
- Giromatic (Micro Mega, França) ----> 
Movimento de 90º (oscilatório). 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Limas de aço carbono 
- Fratura dos instrumentos; 
- Falsas vias; 
 
31 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
- Perfurações. 
- 1958 – Ingle; 
- 1961 – Substituição do aço carbono por 
inox; 
- 1965 – American Association of 
Endodontics. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Instrumentação manual X 
Instrumentação mecanizada 
 
Perda de CT: 
- Degrau/desvios; 
- Perfuração; 
- Fratura de instrumento; 
- Compactação de raspas de dentina. 
- Baixa flexibilidade. 
 
Liga de nitinol 
1960 – Buehler (investigador programa 
espacial EUA); 
- Memória de forma; 
- Superelasticidade; 
- Resistência e baixo módulo de 
elasticidade. 
 
Ni: Níquel; 
Ti: Titânio; 
Nol: Naval Ordenance Laboratory 
 
Semaan FS et al. 2009 
 
Níquel Titânio na endodontia 
Walia et al 1988 
 
- Fio ortodôntico de NiTi – microusinagem; 
- Limas tipo K NiTi X Aço inox; 
- 2 a 3x > flexíveis; 
- > Resistência à fratura; 
- Memória elástica. 
 
Obs: Não utilizar para exploração! (não 
permite pré-curvatura) 
 
- Menor poder de desgaste / Conserva 
anatomia original. 
- Ideia de instrumentação rotatória em 
canais curvos ganhou força; 
- Não era mais necessário limitar a 
cinemática dos instrumentais manuais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Instrumentação manual vai desaparecer? 
 
Não, pois necessitamos dela para: 
- Localização dos canais; 
- Exploração; 
- Odontometria; 
- Degraus; 
- Instrumentos fraturados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Por que o uso do motor 
elétrico? 
 
- Controle de velocidade; 
- Controle de TORQUE; 
- Menos estresse para a 
lima; 
- Menos chance de fratura; 
- Menos estresse para o operador. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
Características dos instrumentos 
rotatórios manuais 
 
- Conceitos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Taper e conicidade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cinemática 
 
Manual: ¼ de volta 
dir/esq (horizontal); 
Limagem (vertical). 
 
 
Rotatório: Contínuo (360º); 
Pincelamento (vertical); 
Bicadas. 
 
Atenção: 
- Não manter ativado no mesmo comprim. 
- Movimento de entrada e saída; 
- Pincelamento no retorno da lima 
(conformação das espiras); 
- Liberar para avançar; 
- Cinemática incorreta: Degrau, perfuração, 
fratura. 
 
Fratura de instrumento 
 
- Deformação plástica; 
- Técnica utilizada; 
- Fator humano. 
Reciprocantes: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Have one gold (Dentsply) 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Tratamento térmico CM; 
- Uso único; 
- Secção transversal em paralelogramo; 
- Maior espaço para 
acúmulo de debris; 
- Melhor centralização do 
instrumento no canal; 
- Reciprocante; 
- 150º esquerda e 30º direita. 
 
Reciproc Blue (VDW) 
 
 
 
 
 
 
 
- Tratamento térmico CM; 
- Uso único; 
- Secção transversal em dupla hélice; 
- Maior espaço para acúmulo de debris; 
- Maior poder de corte; 
 
 
 
 
 
- Alta resistência a fratura; 
 
33 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
- Reciprocante; 
- 170º esquerda e 50º direita. 
 
Prodesign R (Easy) 
 
- Tratamento térmico 
CM Secção transversal 
em dupla hélice; 
- Múltiplos usos; 
 
 
- #25.06 e #35.05; 
- Reciprocante; 
- 330º esquerda e 30º 
direita; 
- Alta resistência à 
fratura cíclica; 
- Alta flexibilidade. 
 
Tratamento térmico 
Fase: 
Austenítica 
 
Fase: 
Martensítica 
 
Associação 
Mecânica: 
Instrumentação 
Química: Soluções irrigantes 
Física: Agitação das soluções irrigantes 
 
► Obturação do sistema de canais 
radiculares 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Definição: A obturação do canal radicular é 
o preenchimento, em toda a sua extensão, 
com um material que possibilite o 
selamento hermético e, de preferência, 
estimule o processo de reparo apical e 
periapical, que deve ocorrer após o 
tratamento endodôntico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Finalidades da obturação: 
1 – Seladora antimicrobiana: Uma das mais 
importantes finalidades da obturação é 
selar os túbulos dentinários, ramificações do 
canal principal e região apical. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Selamento hermético: A obturação 
impediria a passagem de microrganismos 
para a região periapical, impedindo a sua 
proliferação e a consequente injúria à 
região periapical. 
 
Por mais 
perfeito o 
preparo 
químico-
mecânico e a 
ação da 
medicação 
intracanal, 
sempre existe a possibilidadede 
permanência de microrganismos nos 
túbulos dentinários e ramificações do canal 
principal. 
 
 
 
34 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
2 – Evitar a permanência de espaços vazios 
no canal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 – Finalidade biológica: A obturação não 
deve interferir, e se possível, estimular o 
reparo apical e periapical que deve ocorrer 
após o tratamento endodôntico. 
 
 
 
 
 
 
Polpa viva: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Necrose pulpar: 
 
 
 
 
 
1 
 
 
 
 
“A principal causa de insucesso 
endodôntico é a 
persistência de 
microrganismos 
no sistema de 
canais 
radiculares.” 
Sundqvist G, Figdor D, Persson S, et al 1998 
Quando obturar? 
- Limpeza e modelagem; 
- Tempo operatório adequado; 
- Sessão única ou múltipla? 
- Ausência de exsudação; 
- Bom senso do operador. 
 
► Smear Layer 
 
É o nome dado ao material depositado nas 
paredes dentinárias, toda vez que a dentina 
é cortada por brocas ou limas endodônticas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
► EDTA 
 
Protocolo: 
- Irrigação 
final com 
combinaçã
o entre 
EDTA e 
NaOCL (ou CHX); 
- 1 a 5 minutos; 
- Lavagem final com hipoclorito; 
- Agitação mecânica / Sônica ou 
ultrassônica. 
 
Momento ideal para obturação: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
35 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
Limite apical da obturação: 
Polpa viva: Indica-se que o limite 
de obturação esteja de: 1 a 2mm 
aquém do vértice radiográfico. 
 
 
Necrose: Indica-se que o limite 
de obturação esteja de: 0 a 1mm 
aquém do vértice radiográfico. 
 
 
Limite 
além do ápice: 
Sobreobturação 
 
 
 
 
 
 
Sobreobturação: 
Reabsorção do material; 
- Processo de reparo. 
 
 
 
Sobrextensão: 
Encapsulado por tecido 
fibroso; 
- Indesejável. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
► Tipos de materiais obturadores 
 
 
 
 
 
 
 
 
Composição: Guta Percha 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tipos de Cones de Guta Percha 
Estandardizados 
 
Cones principais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tipos de Cones de Guta Percha Não 
Estandardizados 
 
Cones secundários 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
36 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
Tipos de Cones de Guta Percha 
Estandardizados 
 
Para Instrumentação mecanizada 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para Instrumentação mecanizada 
independente do sistema 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cimentos 
endodônticos 
 
Sucesso no 
tratamento 
endodôntico: 
Eliminação das bactérias e selamento com 
material obturador. 
 
Estudos mostram a sobrevivência de 
algumas bactérias -----> Periodontite apical. 
 
Portanto, é desejável que os cimentos 
endodônticos tenham biocompatibilidade, 
efeito antibacteriano e potencial 
osteogênico. 
 
Cimento a base de Óxido de 
Zinco e Eugenol 
 
Grossman: Não contém prata; 
Rickert: Contém prata. 
 
Propriedades físico químicas 
satisfatórias e citotoxicidade. 
 
Cimento a base de Resina 
Epóxica 
 
Índices de força de união à 
dentina superiores aos 
cimentos à base de óxido de zinco eugenol, 
hidróxido de cálcio e ionoméricos. 
 
Padrão ouro! 
 
Sistema Pasta-
pasta / Resina 
Epóxica / Amina 
 
 
 
 
 
 
 
Cimento 
Biocerâmico 
 
É composto por 
silicato tricálcio, 
silicato bicálcio, 
fosfatos de 
cálcio, sílica coloidal, hidróxido de cálcio e 
óxido de zircônia como radiopacificador. 
 
► Técnicas de obturação 
 
1 – Condensação lateral; 
2 – Técnica de Schilder (Condensação 
Vertical Aquecida); 
3 – Técnica de Buchanan (Onda contínua de 
Condensação); 
4 – Técnica McSpadden; 
5 – Técnica Híbrida de Tagger; 
6 – Sistema GuttaCore (Evolução do Sistema 
Thermafill). 
 
Condensação 
Lateral 
 
- Surgiu em 1914, 
idealizada por 
Callahans; 
- Uma das técnicas 
mais utilizadas e consagradas; 
- Simplicidade na execução; 
- Bons resultados clínicos; 
- Baixo custo. 
 
Técnica de Schilder – Condensação 
vertical aquecida 
 
37 @thaistudandoodonto - @emilioendodontia 
- Surgiu em 1967, 
idealizada por Schilder; 
- Técnica superior a 
Condensação lateral; 
- Quantidade mínima de 
cimento; 
- Guta-percha plastificada às paredes do 
canal; 
- Requer mais tempo; 
- Alto grau de complexidade; 
- Obturação no sentido coroa – ápice (fase 
Downpack); 
- Selar os 4 – 5mm apicais; 
- Inserção de novos cones de guta-percha 
previamente aquecidos; 
- Sentido ápice – coroa (Fase Backfilling). 
 
Técnica de Buchanan (Onda contínua de 
Condensação) 
 
A técnica de Onda Contínua de 
Condensação desenvolvida por Buchanan 
em 1996, segue o princípio da técnica de 
condensação vertical da guta-percha 
aquecida, ou seja, é um método de 
termoplastificação da guta-percha. 
Entretanto, ao contrário da técnica da 
condensação vertical da guta-percha 
aquecida, a técnica de Buchanan permite 
que seja controlada a quantidade de calor 
levada ao interior do canal, com a finalidade 
de plastificar a guta-percha e permitir a 
obturação tridimensional do canal radicular. 
Para a sua execução é necessária a 
utilização de um equipamento chamado 
System B, um aparelho gerador de calor 
que, através de um cabo, aquece um 
condensador lateral denominado de 
“pluggers” de Buchanan que, ao ser 
colocado no interior do canal radicular 
plastificada e condensa a gutapercha 
simultaneamente (LIMA; PORTO; SANTOS, 
2004). 
 
Técnica McSpadden 
 
- Idealizada por 
McSpadden na 
década de 1970; 
- Instrumento de aço 
semelhante a uma lima Hedstrõen; 
- Atrito funcional entre as paredes do canal 
e a guta-percha; 
- Contra-ângulo em baixa rotação – Sentido 
horário; 
- Treinamento prévio. 
 
Técnica Híbrida de 
Tagger 
 
- Idealizada por 
Tagger; 
- Associa benefícios 
da técnica de 
condensação lateral e técnica de 
McSpedden; 
- Fácil execução e baixo custo; 
- Contra-ângulo em baixa rotação – Sentido 
horário. 
 
Referências: 
 
https://dentalshopdiscount.com/tienda/especiali
dades-odontologicas/endodoncia/l-protaper-
manual-f1-25mm-6u-a0417-1/ 
 
http://www.nuepe.ufpr.br/portal/?page_id=4524 
 
https://d3eaq9o21rgr1g.cloudfront.net/aula-
temp/915043/0/curso-126749-aula-00-
v1.pdf?Expires=1623458833&Signature=X1d6dLfg
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Id=APKAIMR3QKSK2UDRJITQ 
 
https://www.fenelonendodontia.com.br/exames-
procedimentos/diagnostico-de-fratura/ 
 
https://www.suzukiodontologia.com.br/atuacao/
endodontia 
 
 
 
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