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Operações Unitárias em Farmácia Responsável pelo Conteúdo: Prof. Dr. Paulo Cezar Frangiosa Revisão Textual: Esp. Aline Gonçalves da Silva Operações Unitárias Específi cas: Destilação, Evaporação, Cristalização, Secagem, Agitação e Mistura Operações Unitárias Específicas: Destilação, Evaporação, Cristalização, Secagem, Agitação e Mistura • Abordar o processo de destilação, bem como sua classi�cação quanto ao processo de produ- ção e os métodos mais utilizados; • Compreender as operações de destilação simples, sob pressão reduzida, fracionada, por ar- raste de vapor e azeotrópica, envolvendo misturas sólido-gás, sólido-líquido e sólido-sólido; • Discutir as operações unitárias de evaporação, cristalização e secagem, suas particularida- des e seus equipamentos; • Estudar os sistemas de agitação, os tipos de agitadores e seu dimensionamento. OBJETIVOS DE APRENDIZADO • Operações Unitárias: Destilação; • Operações Unitárias: Evaporação; • Operações Unitárias: Cristalização; • Operações Unitárias: Secagem; • Operações Unitárias: Agitação e Mistura. UNIDADE Operações Unitárias Especí�cas: Destilação, Evaporação, Cristalização, Secagem, Agitação e Mistura Operações Unitárias: Destilação As operações unitárias englobam métodos de preparação e processamento de deter- minada matéria-prima, com o objetivo de modificá-la para a obtenção de um produto final útil. Nesse contexto, a compreensão dos processos de separação e purificação, envolvendo transferência de calor, utilizados pelas indústrias química e petroquímica, é de fundamental importância. A destilação é uma importante operação unitária das indústrias petrolíferas e quími- cas, e visa à separação e/ou purificação de substâncias a partir do aquecimento de uma mistura de substâncias, até se atingir a temperatura de ebulição de um dos constituintes. Assim, a separação só é possível se os componentes apresentarem pontos de ebulição distintos. Barbosa (2015) nos ensina que: A diferença de composição química entre as substâncias em equilíbrio, nas fases líquida e vapor, constitui a base do processo de destilação. Se o processo de produção for contínuo, a coluna de destilação é alimentada continu- amente, sendo utilizada para grandes vazões; no processo descontínuo (ou à batelada), por outro lado, a coluna de destilação é alimentada de modo intermitente, sendo utiliza- da quando se deseja separar pequenas quantidades. Destilação Simples à Pressão Normal É empregada somente para misturas cujos componentes apresentam pontos de ebu- lição com temperaturas bem distintas, ou para misturas contendo apenas um compo- nente volátil. A Figura 1 mostra um equipamento de laboratório químico onde a mistura é aquecida gradualmente, com bico de Bunsen, até atingir o ponto de ebulição da subs- tância a ser separada que, após sofrer condensação (condensador resfriado com água), é recolhida no Erlenmeyer coletor. Figura 1 – Aparelhagem de laboratório para destilação simples Fonte: educacao.massaranduba.org 8 9 As partes de um alambique (Figura 2) são muito parecidas, tanto na ordem quanto na funcionalidade, àquelas que acabamos de estudar para uma destilação simples feita em laboratório químico: a fornalha equivale ao bico de Bunsen; o tacho de aquecimento, ao balão de fundo redondo; a serpentina de resfriamento, ao condensador; e o recipiente coletor da cachaça, ao Erlenmeyer. O processo de produção da cachaça artesanal é uma verdadeira obra de arte: ciência, arte, paixão e sabedoria unem-se para que o alambiqueiro produza sua cachaça com características exclusivas, cujas fórmulas são secretas, transmitidas de pai para filho. Cinco espécies de cana-de-açúcar (com variação de teores de açúcar) são utilizadas como matéria-prima e, após moagem, são separados o caldo do bagaço (que será usado para aquecer as fornalhas do alambique). O caldo da cana é decantado, filtrado, adicio- nado com nutrientes e levado às dornas de fermentação. O mosto fermentado (vinho) é então destilado, dando origem à cachaça. Figura 2 – Cachaça Artesanal. (a) Esquema de Produção; (b) Alambique Fontes: Adaptada de Getty Images e pirhua.udep.edu.pe O vinho é aquecido dentro de um alambique de cobre, produzindo vapores que, após condensação, apresentam quantidade de álcool etílico: a primeira fração da destilação (cachaça de cabeça), que corresponde a 5% a 10% do total destilado, é descartada; a se- gunda fração (cachaça do coração) é a que será consumida e corresponde a 75% a 85% do total do produto destilado; o resíduo (cachaça de cauda, ou “água fraca”) também é descartado. Após filtração, a cachaça é envelhecida em barris de madeira, onde ainda acontecem reações químicas. Você Sabia? A cachaça artesanal não permite o uso de aditivos químicos. Assim, água potável, fubá de milho e farelo de arroz são os ingredientes adicionados ao caldo da cana para transformá-lo em vinho, com graduação alcoólica, por meio da ação das leveduras. O envelhecimento da cachaça é feito em barris de madeiras neutras, como o jequitibá e o amendoim, que não alteram a cor nem o aroma da cachaça. Os destilados com tom amarelado e aromas diferenciados são resultado dos barris de carvalho, umburana, ce- dro ou bálsamo, originam cachaças mais ou menos suaves, adocicadas e/ou perfumadas, a depender, também, do tempo de envelhecimento. 9 UNIDADE Operações Unitárias Especí�cas: Destilação, Evaporação, Cristalização, Secagem, Agitação e Mistura Destilação Simples à Pressão Reduzida Quando o objetivo é facilitar a evaporação dos componentes da mistura, emprega-se a destilação simples à pressão reduzida: na aparelhagem, acrescenta-se uma bomba a vácuo ligada ao sistema. Essa técnica é adequada tanto para purificar substâncias que se decompõem em temperaturas abaixo de seu ponto de ebulição quanto para aquelas com ponto de ebulição muito elevado. Destilação Fracionada Utilizada quando os componentes da mistura apresentam pontos de ebulição pró- ximos, a destilação fracionada assegura a pureza da fração que se deseja separar, ao criar condições para que apenas a substância de interesse continue na fase de vapor que entrará no condensador. Uma coluna de fracionamento, como mostrada no sistema da Figura 3, garante que as demais substâncias – que seriam arrastadas na destilação sim- ples – retornem para a fase líquida. Figura 3 – Aparelhagem de destilação fracionada de laboratório Fonte: Getty Images As “pontas” (ou reentrâncias) presentes no interior da coluna de destilação fraciona- da são as responsáveis pelo trabalho de separação das substâncias presentes, atuando como “barreiras” à passagem dos materiais menos voláteis: o vapor do líquido menos volátil condensa-se com maior facilidade em contato com as paredes frias da coluna, re- tornando ao balão redondo. O resultado dessas evaporações e condensações sucessivas é que o líquido mais volátil é completamente destilado (Figura 4). 10 11 Figura 4 – Frações: evaporações e condensações sucessivas Fonte: Wikimedia Commons Você sabia? A destilação fracionada é uma operação comum nas refinarias de petróleo. O ponto de partida para o processo de refino de petróleo é uma coluna de destilação fracionada. Nas refinarias de petróleo, há a produção de GLP, gasolina, querosene, diesel, óleo combus- tível, entre outros. Figura 5 – Torres industriais de destilação fracionada Fonte: Wikimedia Commons 11 UNIDADE Operações Unitárias Especí�cas: Destilação, Evaporação, Cristalização, Secagem, Agitação e Mistura Destilação por Arraste de Vapor O processo de destilação a vapor, em nível de laboratório, está ilustrado na Figura 6: a matéria-prima é colocada em um recipiente com um pouco de água (etapa 1); o balão de destilação recebe uma porção de água aquecida até que se forme vapor (etapa 2); esse vapor circula através do material a ser extraído, liberando o produto de interesse (o óleo essencial, por exemplo) (etapa 3); o material volátil extraído evapora juntamente com a águae, nesse estado de pouca densidade, segue para uma coluna conhecida como cabeça de Claisen (parte superior do destilador, etapa 4); o vapor segue, então, para um condensador, onde ocorre o processo de resfriamento (etapa 5); o produto condensado segue para um recipiente coletor, que repousa em água fria (etapa 6). Por serem insolúveis em água, os óleos essenciais são facilmente separados do hidrolato. Figura 6 – Destilação por arraste de vapor em escala de laboratório Fonte: vidadequalidade.org Se o objetivo for a obtenção de um óleo ainda mais puro, repete-se todo o processo de destilação, colocando-se no destilador apenas o óleo essencial obtido inicialmente. Figura 7 – Destilação por arraste de vapor em escala industrial Fonte: Reprodução 12 13 Esse processo de extração foi criado pelo químico persa Ibn Sina, conhecido como Avicena (980-1037). Ele extraiu o óleo essencial de rosas e elaborou a água-de-rosas, feita com Rosa centifolia, na época da Europa das Cruzadas. O método da destilação por arraste a vapor possibilita a obtenção do óleo essencial de diversas partes da planta: folhas, sementes, ra- mos, caule, rizoma etc. Esses óleos essenciais possuem como constituintes ésteres, éteres, álcoois, fenóis, aldeídos, cetonas e hidrocarbonetos aromáticos. Destilação Azeotrópica Como o próprio nome sugere, a destilação azeotrópica é empregada quando se de- seja separar componentes de uma mistura azeotrópica, cuja característica é a de possuir ponto de ebulição fixo (ainda que seja formada por substâncias com diferentes pontos de ebulição). Mais complexa, essa destilação envolve uma sequência de etapas, devendo ser adicionado à mistura original (A + B) um componente de arraste (C), obtendo-se uma nova mistura azeotrópica com duas fases liquidas (mistura heterogênea). A Figura 8 ilustra o que foi dito. Na saída da coluna de destilação “1”, a mistura azeotrópica com o menor ponto de ebulição (A + C) e o componente (B) são obtidos; na coluna “2” ocorre a remoção do componente de arraste (C). B C A A+C A+B A+B+C 1 2 Figura 8 – Esquema de destilação azeotrópica Fonte: Adaptada de BARBOSA, 2015, p. 82 Importante Mistura azeotrópica é uma mistura homogênea que se comporta como se fosse pura. Como exemplo clássico temos a mistura de álcool etílico (95,5%) com 4,5% de água. A temperatura de ebulição se mantém igual à do álcool etílico puro, ou seja, 78,1 °C. 13 UNIDADE Operações Unitárias Especí�cas: Destilação, Evaporação, Cristalização, Secagem, Agitação e Mistura Figura 9 – Destilação azeotrópica piloto Fonte: Wikimedia Commons Indústria do Petróleo De acordo com a American Society for Testing and Materials (ASTM): O petróleo é uma mistura de ocorrência natural, consistindo predominantemente de hidrocarbonetos e derivados orgânicos sulfurados, nitrogenados e/ou oxigenados, o qual é, ou pode ser removido da terra no estado líquido. Mistura inflamável de coloração entre amarela e preta, o petróleo é encontrado nas rochas de bacias sedimentares, sendo originado da decomposição da matéria orgânica depositada no fundo de mares e lagos, que vêm sofrendo transformações químicas ao longo do tempo, influenciadas pela temperatura, pressão, pouca oxigenação e presença de bactérias. Composição do Petróleo O petróleo bruto apresenta uma composição centesimal quase invariável, sendo que os hidrocarbonetos correspondem a cerca de 80% de sua composição. A composição elementar média do petróleo é apresentada no Quadro 1: Quadro 1 – Composição elementar do petróleo Carbono 83,9 a 86,8 Hidrogênio 11,4 a 14,0 Enxofre 0,06 a 9,00 Nitrogênio 0,11 a 1,70 14 15 Oxigênio 0,50 Metais (Fe, Ni, V etc.) 0,30 Fonte: Adaptado de BARBOSA, 2015, p. 85 Os hidrocarbonetos podem conter desde um até sessenta átomos de carbono na estrutura, saturados ou insaturados, lineares ou ramificados, alifáticos, cíclicos ou aro- máticos. As olefinas (hidrocarbonetos com ligações duplas em cadeias abertas) não são encontradas no petróleo bruto, originando-se nos processos físico-químicos de refino (como o craqueamento). As estruturas naftê nicas que predominam no petróleo corres- pondem aos derivados do ciclopentano e do cicloexano. As frações de petróleo referentes à nafta apresentam uma pequena proporção de compostos aromáticos de baixo peso molecular (benzeno, tolueno e xileno). Os deriva- dos intermediários (querosene e gasóleo) contêm compostos aromáticos com ramifica- ções na forma de cadeias parafínicas substituintes. Exploração do Petróleo O petróleo é encontrado em equilíbrio com excesso de gás natural, água e impurezas, contendo gás dissolvido e água emulsionada. Após comprovação da existência de petró- leo, o poço é perfurado e preparado para produção, sendo levados em consideração os fatores de maximização da produção e valor econômico (lucro). Na exploração do mar, o petróleo é extraído da rocha matriz de um campo subma- rino, por meio de poços perfurados no solo; em reservas terrestres, dependendo das condições físicas do poço, a produção é feita por meio de bombeamento mecânico, in- jeção de gás ou injeção de água. Uma vez extraído, o petróleo bruto é transportado em embarcações, caminhões, vagões, navios-tanque ou tubulações (oleodutos ou gasodutos) até os terminais e refinarias de óleo ou gás. O refino do petróleo compreende uma série de operações físicas e químicas interliga- das, garantindo a separação de suas frações, que, após processamento, transformam-se em produtos comerciais, utilizados no dia a dia. Destilação Fracionada do Petróleo A destilação atmosférica consiste na etapa inicial (processo básico) de transfor- mação feita em uma refinaria de petróleo, após dessalinização e preaquecimento da mistura. A Figura 10 mostra as frações obtidas após a vaporização e posterior con- densação dos componentes do óleo cru (hidrocarbonetos e impurezas) pela ação de temperatura e pressão. O processo se baseia nos diferentes pontos de ebulição dos constituintes do petróleo, sendo os rendimentos de cada fração dependente da quali- dade do óleo bruto processado. 15 UNIDADE Operações Unitárias Especí�cas: Destilação, Evaporação, Cristalização, Secagem, Agitação e Mistura Figura 10 – Esquema de destilação atmosférica: frações Fonte: Adaptada de BARBOSA, 2015, p. 88 Muitos projetos de unidades de refino de petróleo contemplam seções de pré-fracio- namento, destilação atmosférica, destilação a vácuo e estabilização, podendo conter um, dois ou três estágios de operação. A unidade completa de três estágios é o tipo mais co- mum, sendo concebida para grandes capacidades de refino, ou quando há necessidade da instalação de unidades de craqueamento. Uma unidade de três estágios é concebida com torres de pré-flash, destilação atmos- férica e destilação a vácuo, como mostrado no fluxograma da Figura 11. Figura 11 – Esquema de uma destilação atmosférica de três estágios Fonte: Adaptada de BARBOSA, 2015, p. 91 16 17 a) Seção de pré-aquecimento e dessalinização A matéria-prima fria atravessa uma bateria de trocadores de calor, onde o óleo é aquecido gradualmente, como resultado do resfriamento de produtos acabados que dei- xam a unidade – gerando grande economia operacional. A seção de fracionamento é antecedida pela operação de dessalinização do óleo e consiste na extração das impure- zas por meio da adição de uma corrente de água de processo, que se mistura com sais, sólidos e água residual contidos no petróleo. O objetivo dessa operação unitária é a remoção de sais, água e suspensões de partículas sólidas, que podem provocar corrosão nos equipamentos e linhas da unidade, redução na eficiência de troca térmica e supera- quecimentos nas tubulações. b) Seção de destilação atmosférica Com a finalidade de evitar a formação indesejável de produtos de craqueamento térmico, a destilação atmosférica ocorre a uma temperatura máxima de 400 °C, sendo a carga introduzida na torre pela zona de vaporização (zona de flash). Dependendo da temperaturamáxima de destilação, cada uma das frações é retirada da coluna à pressão atmosférica: óleo diesel, querosene nafta pesada, nafta leve, GLP etc. As correntes de vapor d’água são retiradas pelo topo, juntamente aos hidrocarbonetos leves. c) Seção de destilação a vácuo A carga aquecida é direcionada à zona de vácuo (a pressão é de cerca de 100 mmHg), provocando vaporização de boa parte da carga. As torres de vácuo são desenhadas com grande diâmetro, visando acomodar o maior volume de vapor gerado a pressões reduzidas. O produto de fundo da destilação a vácuo é composto por hidrocarbonetos de elevado peso molecular e impurezas – normalmente comercializados como óleo com- bustível ou asfalto. Em Síntese A destilação é um método de purificação onde ocorre o aquecimento de uma mistura de substâncias até a ebulição de um dos constituintes. Assim, para que ocorra a separação, a premissa básica é a de que os componentes devem apresentar pontos de ebulição dis- tintos. Os processos de produção podem ser classificados em contínuo e descontínuo (ou à batelada). Os tipos de destilação são: destilação simples a pressão normal; destilação simples a pressão reduzida; destilação fracionada; destilação por arraste de vapor e des- tilação azeotrópica. O petróleo cru tem uma composição centesimal com pouca variação, à base de hidrocarbonetos homólogos (cerca de 80%), sendo suas frações separadas em refinarias, por meio de grandes colunas de fracionamento. 17 UNIDADE Operações Unitárias Especí�cas: Destilação, Evaporação, Cristalização, Secagem, Agitação e Mistura Operações Unitárias: Evaporação Barbosa (2015) destaca que: A evaporação é a operação unitária que tem por objetivo a concentração de uma solução, pela retirada de solvente, fazendo a solução entrar em ebulição. O interesse concentra-se na fase sólida, e como nem sempre é possível (ou viável) es- perar que o calor solar evapore o solvente, equipamentos de evaporação são requeridos. Existe uma grande variedade de evaporadores disponíveis, sendo a escolha feita com base nas condições e características da solução a concentrar, bem como nas caracterís- ticas que se deseja para o produto final. De modo geral, como fonte de aquecimento é utilizado o vapor d’água, que, ao passar pelo trocador, vai ao estado líquido, cedendo o seu calor de condensação para a solução, que então entra em ebulição. Para determinados líquidos sensíveis ao calor, é necessário trabalhar a baixas temperaturas – o que é conseguido por evaporação sob vácuo. Evaporadores de Efeitos Múltiplos Existem evaporadores nos quais o vapor produzido por uma unidade pode ser re- aproveitado em outra, desde que seja reduzida a temperatura de ebulição do segundo evaporador, mantendo-se uma diferença de temperatura adequada à transferência de calor. A Figura 12 esquematiza um evaporador de efeito triplo. Figura 12 – Esquema de evaporador de efeito triplo Fonte: BARBOSA, 2015, p. 101 18 19 Evaporadores com Aquecimento Direto Empregado na produção de sal de cozinha, o evaporador solar emprega aquecimento direto. A profundidade de imersão do queimador é determinada pelo tempo necessário à absorção do calor, que, por sua vez, tem sua eficiência medida pela diferença entre a temperatura do líquido e a dos gases que saem da superfície. Evaporadores Aquecidos a Vapor D’água Muito utilizados na indústria química, os evaporadores aquecidos a vapor d’água são classificados de acordo com o método de agitação e a natureza da circulação do licor sobre a superfície de aquecimento, podendo ser com circulação natural ou forcada. Evaporadores com Circulação Natural Entre os evaporadores com circulação natural, temos um amplamente utilizado nas indústrias açucareiras, indústrias do sal e na química pesada (nitrato de amônio, soda cáustica etc.): o evaporador de tubos verticais (Figura 13), que apresenta um conduto interno para descida de líquido, facilitando a circulação do licor para o fundo. Figura 13 – Evaporador com tubos verticais e conduto descendente Fonte: BARBOSA, 2015, p. 102 Você Sabia? Licor, em operações unitárias e processos químicos, é uma solução concentrada de certos produtos, contendo um ou mais compostos químicos, podendo facilitar o processo pro- dutivo, dependendo da operação unitária empregada: evaporação, filtração, destilação, entre tantas outras. 19 UNIDADE Operações Unitárias Especí�cas: Destilação, Evaporação, Cristalização, Secagem, Agitação e Mistura Evaporadores com Circulação Forçada Nesse tipo de evaporador uma bomba é responsável pela circulação do líquido para o exterior do evaporador, permitindo atingir graus de concentração mais elevados (como licores que tendem a formar incrustações). Justamente por isso, podem operar com ma- teriais como: extrato de carne, sal, soda cáustica, cola, álcoois e materiais que espumam. Figura 14 – Evaporador de circulação forçada com bomba externa Fonte: BARBOSA, 2015, p. 103 Operações Unitárias: Cristalização Barbosa (2015) nos ensina que: A cristalização é uma operação unitária com o objetivo de separar. Partindo de uma mistura líquida, obtém-se cristais de um dos componentes da mistura, com alta pureza. A cristalização se processa em duas fases simultâneas, com certo grau de controle in- dependente: a nucleação e o crescimento do cristal. Na fase da nucleação, os solutos formam agregados desordenados que, a seguir, convertem-se em estruturas ordenadas capazes de crescer, originando cristais (partículas muito pequenas), como os mostrados na Figura 15, para cristais de insulina obtidos por cristalização no espaço exterior, em condições de microgravidade. 20 21 Figura 15 – Cristais de Insulina. (A imagem derivada, que representa um arranjo cristalino, é meramente ilustrativa) Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons A importância da operação unitária da cristalização na indústria química deve-se ao seu emprego tanto como método de purificação quanto na obtenção de materiais sólidos cristalizados. Um cristal é um sólido no qual os constituintes – sejam átomos, moléculas ou íons – encontram-se organizados segundo um padrão tridimensional bem definido, repetindo-se espacialmente, gerando uma estrutura com geometria específica. Assim, a forma do cristal é independente do tamanho, já que cada uma das faces desenvolve-se de maneira regular, durante seu crescimento. Devemos destacar que impurezas presen- tes no meio normalmente ocasionam a formação de cristais irregulares. a) Nucleação Sob condições adequadas, os núcleos são formados espontaneamente (de difícil ocor- rência, haja vista depender da existência de variações na concentração ou na tempera- tura à escala molecular). Outra possibilidade é a adição de pequenos cristais que atuam como “germens”, induzindo a cristalização. Um resfriamento lento possibilita a obtenção de cristais relativamente grandes, porém em pequena quantidade; por outro lado, um resfriamento rápido produz uma grande quantidade de pequenos cristais. b) Crescimento e Velocidade de Cristalização A velocidade de crescimento de um cristal em uma solução é fortemente dependente da temperatura e concentração do líquido na face do cristal. Conclui-se, assim, que a cristalização envolve transferência de calor e transferência de massa. Na cristalização de um fundido, importa apenas a transferência de calor, de modo que a velocidade de crescimento do cristal aumenta com a velocidade relativa entre o sólido e o líquido, ou seja, agitação. A velocidade de cristalização é função do grau de supersaturação: se os cristais são formados a partir de um banho fundido, o processo é função da velocidade de trans- ferência de calor entre a face do cristal e o meio externo; se os cristais são formados a partir de uma solução, o grau de super-resfriamento possível é muito menor, implicando transferência de massa, mais do que transferência de calor. 21 UNIDADE Operações Unitárias Especí�cas: Destilação, Evaporação, Cristalização, Secagem,Agitação e Mistura Importante Se as impurezas solúveis permanecerem na fase líquida, não impedirão a formação de cristais puros. Entretanto, há casos em que tanto a velocidade de nucleação quanto a de crescimento dos cristais é afetada pelas impurezas. O resultado mais comum é o retar- damento da cristalização, atribuído à adsorção das impurezas à superfície dos núcleos ou dos cristais. Cristalizadores Em relação ao seu funcionamento, os cristalizadores podem ser classificados em contínuos ou descontínuos; se a referência for o método pelo qual se consegue a super- saturação, podem ser por evaporação ou por resfriamento. No cristalizador por evaporação, as condições são aproximadamente isotérmicas, sendo atingida a supersaturação como resultado da remoção do solvente. Em um cris- talizador por resfriamento, a supersaturação resulta do abaixamento da temperatura, ocorrendo uma pequena perda de solvente. Cristalizadores de Tanque Tipo descontínuo de cristalizador industrial, consiste em um tanque aberto, podendo ser empregado como cristalizador de evaporação ou de resfriamento: no primeiro caso, o líquido do cristalizador é aquecido por meio de serpentinas de vapor via camisa de aquecimento; no segundo caso, o solvente é evaporado até que a concentração atinja o valor desejado. Cristalizadores Contínuos Podem ser lineares ou do tipo agitado: nos cristalizadores contínuos do tipo linear a solução corre ao longo de uma calha ou tubo com pouca mistura longitudinal (Figura 16); nos cristalizadores do tipo agitado, as condições são mantidas uniformes, de modo que o controle da formação dos cristais é mais fácil de ser obtido do que nos cristaliza- dores do tipo linear. . Figura 16 – Cristalizador contínuo de Wul�-Bock Fonte: beyonddiscovery.org 22 23 Operações Unitárias: Secagem Para Barbosa (2015): A desidratação ou secagem de um sólido ou líquido é a operação de remoção de água, ou de qualquer outro líquido na forma de vapor, para uma fase gasosa in- saturada, por meio de um mecanismo de vaporização térmica, numa temperatura inferior à de ebulição. Essa secagem é realizada por meio de calor produzido artificialmente em condições de temperatura, umidade e corrente de ar meticulosamente controladas. Do ponto de vista fenomenológico, pode-se afirmar que ocorre transferência simultânea de calor e massa. A escolha da técnica de secagem mais adequada é feita em função das carac- terísticas físicas, químicas e biológicas do produto e da matéria-prima, bem como de avaliação econômica, volume de produção etc., sendo normalmente a última operação unitária no processo de fabricação. Dois princípios gerais importantes envolvem a operação de secagem de materiais: • umidade ligada: corresponde à água retida na substância que exerce uma pressão de vapor inferior à da água livre na mesma temperatura; e • umidade livre: refere-se à água que está em excesso em relação ao teor de umida- de de equilíbrio, normalmente expresso como porcentagem de material seco. Na secagem de um material, devem ser removidas a umidade livre da superfície, bem como aquela proveniente do interior. Pode-se construir curvas da variação do teor de umidade em função do tempo para qualquer material, a partir das quais se obtém a velocidade de secagem para qualquer teor de umidade dado. A forma de curva de velocidade de secagem varia com a estrutura e o tipo de material. Secagem de Gases A secagem de gases é importante para reduzir a sua tendência a causar corrosão, ou ainda na preparação de um gás seco para uso em uma reação química específica. Esse processo pode ser feito por resfriamento (quando a corrente gasosa é colocada em con- tato com um líquido frio ou com uma superfície sólida fria), por compressão, ou ainda por adsorventes sólidos e absorventes (como a sí lica-gel ou o cloreto de cálcio sólido). Equipamentos de Secagem Convencional Esse tipo de secador pode ter funcionamento contínuo ou descontínuo, sendo o aquecimento feito por passagem direta de ar (ou outros gases) ou indiretamente, tanto à pressão atmosférica quanto sob vácuo. 23 UNIDADE Operações Unitárias Especí�cas: Destilação, Evaporação, Cristalização, Secagem, Agitação e Mistura Secadores de Tabuleiros ou Prateleiras Esses secadores são utilizados para substâncias granulares ou para pecas separadas. O material é colocado numa série de prateleiras, as quais podem ser aquecidas interior- mente por serpentinas de vapor d’água, de modo que a secagem ocorre pela circulação de ar sobre o material. Na maioria dos secadores, ocorre uma recirculação de ar, sendo o ar reaquecido antes de passar sobre cada prateleira, como mostra a Figura 17a. Figura 17– Secador de tabuleiro. (a) Esquema; (b) Secador Industrial Fonte: Reprodução Secadores de Túnel Nesse tipo de secador, uma série de tabuleiros move-se lentamente por meio de um túnel (aquecido ou não) e a secagem ocorre por meio de uma corrente de ar quente. Sua utilização mira produções em grande escala, ou nos casos em que o uso dos secadores de prateleiras é inviável, devido à grande mão de obra que emprega. Secadores Rotativos Desenhado como um recipiente cilíndrico, relativamente longo, montado sobre rolos que giram a baixa velocidade, são utilizados para secagens contínuas e em grande escala. O material é introduzido na extremidade superior, deslocando-se através do secador por ação da gravidade. Secadores de Tambor No secador de tambor, uma solução (ou uma pasta) corre por um tambor que roda len- tamente. O aquecimento com vapor d’água provoca evaporação, obtendo-se sólidos secos. Secadores por Aspersão e Atomizadores Uma solução prática de evaporar água de uma solução (ou de uma suspensão de partículas sólidas) consiste em aspergir a mistura para um recipiente por meio do qual se faz passar uma corrente de gases quentes. O resultado é a obtenção de uma grande interface e, consequentemente, uma elevada velocidade de evaporação. Na operação 24 25 unitária de secagem por aspersão, deve-se atomizar e distribuir, controladamente, líqui- dos de natureza variada, tornando-se obrigatório o conhecimento do tipo de atomizador adequado para cada caso. Atomizador é um dispositivo que provoca a desintegração de líquidos em gotas muito pe- quenas (menores de 30 mesh), com elevada relação de superfície por unidade de volume. O princípio fundamental da desintegração de um líquido consiste em aumentar a sua área superficial até que ela se torne instável e se desintegre! Muitos outros tipos de secadores industriais podem ser utilizados, dependendo das características do material que se deseja secar, volume de produção e aspectos econô- micos: secadores pneumáticos, secadores em leito fluidizado, secadores “Turbo-Shelf”, para citar apenas alguns. Operações Unitárias: Agitação e Mistura Por agitação entende-se o movimento induzido de um material em forma determinada, geralmente circulatória, no interior de um recipiente. Mistura, por outro lado, remete a um movimento aleatório de duas ou mais fases inicialmente separadas. Trata-se de uma operação unitária usualmente empregada na indústria química, bioquímica, farmacêutica, petroquímica, alimentícia, entre tantas outras. São vários os resultados que se buscam com essas operações unitárias, destacando-se: • mistura de líquidos miscíveis; • dispersão de líquidos imiscíveis; • mistura de dois ou mais sólidos (pós secos); • mistura de sólidos e líquidos (pastas e suspensões); • dispersão de gases em líquidos (aeração); • favorecer as transferências de massa e calor (convecção); • reduzir aglomerados de partículas; • acelerar reações químicas; e • obter produtos com propriedades distintas das matérias-primas originais. Mistura de Sólidos Uma eficiente mistura de sólidos (ou pós secos) é obtida pelo emprego do princípio da elevação e queda das partículas, que, ao caírem, se distribuem aleatoriamente. Para tal, utilizam-se equipamentos com eixos helicoidais ou simplesmentea operação de rotação de vasilhas, como ilustrado na Figura 18. 25 UNIDADE Operações Unitárias Especí�cas: Destilação, Evaporação, Cristalização, Secagem, Agitação e Mistura Figura 18 – Misturadores de sólidos. (a) Duplo cone; (b) tipo V-Y Fonte: Reprodução Os misturadores V-Y podem ser usados para misturar pós em geral, assim como gra- nulados, fertilizantes e achocolatados. Os misturadores de duplo cone são utilizados no fabrico destinado às indústrias sanitária, alimentícia, química, cosmética, de detergentes, adubos e de plásticos. Existem, no mercado, muitos outros misturadores, cada um com suas especificida- des, como os misturadores de cintas (ribbon blender), cônicos de parafuso (ou fita) e os do tipo estáticos. Trocando Ideias... Uma operação industrial muito usual é a mistura de pastas. Os equipamentos empre- gados para essa operação utilizam dois eixos dotados com pás (girando em sentidos opostos), arrastando porções de massa para a região entre eles, onde ocorre a mistura. Como exemplo, temos os misturadores planetários! Impulsionadores de Líquidos Esses equipamentos transferem energia mecânica aos líquidos por meio de pás, tur- binas e hélices (impulsores). São dispositivos conectados a um eixo central, posicionado no interior do misturador, e que geram correntes que atingem todos os pontos do reser- vatório (com turbulência). O tipo de fluxo criado pelo impulsor depende da sua geometria, características do fluido, tamanho e proporções do tanque, bem como da presença ou não de chicanas (placas defletoras). Os componentes da velocidade de agitação de líquidos estão sinteti- zados na Figura 19, podendo ser decompostos em: • Fluxo radial: são normalmente turbinas (de pás retas, inclinadas ou de disco), que produzem linhas de fluxo perpendicularmente ao eixo do impulsor, fazendo com que a grande massa líquida seja impulsionada contra as paredes do tanque. Con- sequentemente, gera grande capacidade dispersiva, sendo empregados quando se deseja dispersar gases, transferir massa ou dissolver materiais sólidos; 26 27 • Fluxo tangencial ou rotacional: são hélices ou turbinas de pás inclinadas, que geram linhas de fluxo paralelas ao eixo do agitador, fazendo com que grande massa seja impulsionada contra o fundo do tanque. Consequentemente, distribui geome- tricamente o fluxo dentro do tanque, sendo empregados para misturar produtos líquidos, sólidos em suspensão ou para transferência de calor; • Fluxo longitudinal: produzem linhas de fluxo circulares (em regime de fluxo lami- nar), impulsionando a grande massa líquida ao redor da parede do tanque. Esses equipamentos são destinados à homogeneização de resinas, mistura de fluidos de elevada viscosidade (acima de 50.000 cP), dissolução de materiais sólidos em meios viscosos ou que formem subprodutos altamente viscosos. Longitudinal Rotacional Radial Figura 19 – Tipos de � uxos gerados pelo impulsor Tipos de Agitadores ou Impulsionadores Hélices Frequentemente utilizadas para agitar fluidos de baixa viscosidade (abaixo de 50cP), como em suspensão de sólidos, mistura de fluidos miscíveis e transferência de calor. Não fornece tensão de cisalhamento ao sistema. Figura 20 – Hélice marinha Fonte: Getty Images Turbinas Geram alta tensão de cisalhamento nas pontas do impulsor, sendo úteis para sus- pensão de sólidos (pás inclinadas) ou para agitação de fluidos viscosos, pouco viscosos, 27 UNIDADE Operações Unitárias Especí�cas: Destilação, Evaporação, Cristalização, Secagem, Agitação e Mistura dispersão de gases em líquidos, mistura de fluidos imiscíveis, dispersão de gases e trans- ferência de calor (pás planas). Figura 21 – Turbina de pás e disco: Turbina Rushton Fonte: Wikimedia Commons Pás Apresentam baixa velocidade de rotação, sendo utilizadas para misturar líquidos de elevada viscosidade. Podem ser de fita dupla helicoidal, tipo âncora, tipo parafuso ou ainda modelos combinados. Figura 22 – Pás tipo âncora Dimensionamento de um Sistema de Agitação. Disponível em: https://bit.ly/3AdHU2X 28 29 Material Complementar Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Livros Agitação e Mistura na Indústria JUNIOR, C. F. J. et al. Agitação e mistura na indústria. 1. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2007. Engenharia de Processos de Separação AZEVEDO, E. G.; ALVES, A. M. Engenharia de processos de separação. 2. ed. Lisboa: IST Press, 2013. Internos de Torres, Pratos e Recheios. CALDAS, J. N. et al. Internos de torres, pratos e recheios. 2. ed. Rio de Janeiro: Inter- ciência, 2007. Vídeos Utilização do Petróleo – Destilação Fracionada https://youtu.be/VQ-x5LOsE6Y Video 3D: derivados del petróleo https://youtu.be/8RHToUaBfw4 Refinaria de Petróleo – Felgueiras https://youtu.be/WIjYK4xTEKo Como Funciona o Refino do Petróleo https://youtu.be/7fh68hjKk4E Cristalização https://youtu.be/kaWu0euAdJE Evaporação e Cristalização – Salinas https://youtu.be/agLVWFxGvVY Animation Ointment Manufacturing Vessel https://youtu.be/hHPuT1ch-9U Tanque Polipropileno com Agitador Industrial Motor Pneumático https://youtu.be/gC5f-KwiC5E Leitura Uso de Destilação Fracionada (Df) para Obtenção de Produtos Diferenciados em Perfumaria a Partir de Óleos Essenciais de Cítricos https://bit.ly/3jqaKGF Projeto de uma Unidade de Destilação Fracionada https://bit.ly/2WY603A Influência da Destilação Sobre a Composição e a Qualidade Sensorial da Aguardente de Cana-de-açúcar https://bit.ly/3fzjg4Y 29 UNIDADE Operações Unitárias Especí�cas: Destilação, Evaporação, Cristalização, Secagem, Agitação e Mistura Estratégias avançadas de modelização e controlo para processos industriais não lineares e descontínuos. Aplicação a cristalizadores industriais de açúcar https://bit.ly/3joqvOh 30 31 Referências BARBOSA, G. P. Operações da indústria química: princípios, processos e aplicações. São Paulo: Erica, 2015. (e-book) BRUNETTI, F. Mecânica dos fluidos. 2. ed. rev. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008. GOMIDE, R. Manual de operações unitárias. 2. ed. São Paulo: R. Gomide, 1991. HIMMELBLAU, D. M. Engenharia química, princípios e cálculos. 8. ed. Rio de Janeiro: Prentice-Hall, 2014. HOLTZAPPLE, M. T.; REECE, W. D. Introdução à Engenharia. Rio de Janeiro: LTC, 2006-2013. ISENMANN, A. F. Operações unitárias na indústria química. 3. ed. Timóteo, MG: Edi- ção do Autor, 2016. ( e-book). Disponível em: . Acesso em: 15/06/2020. SCHMIDT, F. W.; HENDERSON, R. E.; WOLGEMUTH, C. H. Introdução às ciências térmicas: termodinâmica, mecânica dos fluídos e transferência de calor. 2. ed. São Paulo: Edgard Blücher, 1996-2004. TERRON, L. R. Operações unitárias para químicos, farmacêuticos e engenheiros: fundamentos e operações unitárias do escoamento de fluidos. Rio de Janeiro: LTC, 2012. 31