Prévia do material em texto
CENTRO UNIVERSO - BELO HORIZONTE PAOLLA MEIRELLES QUINTAO MARTA KEZIA SILVA DORIECIO SOARES SANTOS ELISANGELA DE SOUZA ESTRATÉGIAS DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DE INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA À SAÚDE E NA REDUÇÃO DO RISCO DE SEPSE: REVISÃO SISTEMÁTICA Belo Horizonte 3 2026 PAOLLA MEIRELLES QUINTAO MARTA KEZIA SILVA DORIECIO SOARES SANTOS ELISANGELA DE SOUZA ESTRATÉGIAS DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DE INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA À SAÚDE E NA REDUÇÃO DO RISCO DE SEPSE: REVISÃO SISTEMÁTICA Trabalho de conclusão de curso apresentado à banca examinadora do curso de Enfermagem do Centro Universo Belo Horizonte no quesito parcial para obtenção do título de bacharelado em Enfermagem. Orientador: Prof. Pedro Sérgio Pinto Camponêz Belo Horizonte 2026 SUMÁRIO RESUMO 3 1 2 3 ABSTRACT INTRODUÇÃO METODOLOGIA RESULTADOS Figura 1 Fluxograma PRISMA do Processo de Seleção dos artigos 4 4 6 7 8 4 5 Quadro 1 Normas usadas na elaboração de um artigo científico DISCUSSÃO. CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS 9 10 11 12 ESTRATÉGIAS DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DE INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA À SAÚDE E REDUÇÃO DO RISCO DE SEPSE: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA NURSING STRATEGIES IN THE PREVENTION OF HEALTHCARE-ASSOCIATED INFECTIONS AND REDUCTION OF SEPSIS RISK: SYSTEMATIC LITERATURE REVIEW PAOLLA MEIRELLES QUINTAO MARTA KEZIA SILVA DORIECIO SOARES SANTOS ELISANGELA DE SOUZA Professor Pedro Sérgio Pinto Camponêz RESUMO Este estudo teve como objetivo analisar, na literatura científica, as principais estratégias de enfermagem utilizadas na prevenção das IRAS e na redução do risco de sepse em ambientes hospitalares. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, com caráter sistematizado, conduzida com base nas recomendações do PRISMA 2020. A busca foi realizada nas bases PubMed, SciELO, LILACS e BDENF, contemplando publicações entre 2020 e 2026, nos idiomas português e inglês. Foram utilizados descritores controlados e não controlados relacionados à enfermagem, IRAS, sepse, prevenção e segurança do paciente. Após aplicação dos critérios de elegibilidade e leitura dos estudos na íntegra, a amostra final foi composta por oito publicações. Os resultados evidenciaram que as principais estratégias de enfermagem envolvem higienização das mãos, adesão a precauções padrão, manejo seguro de dispositivos invasivos, implementação de protocolos assistenciais, educação permanente e reconhecimento precoce de sinais clínicos sugestivos de deterioração infecciosa e sepse. Observou-se que a atuação do enfermeiro é decisiva tanto na prevenção das infecções quanto na identificação precoce da sepse, contribuindo para melhores desfechos clínicos e maior segurança do paciente. Conclui-se que a enfermagem ocupa posição estratégica na redução de IRAS e sepse, porém a efetividade dessas ações depende da adesão da equipe, do suporte institucional e da consolidação de práticas assistenciais baseadas em evidências. ABSTRACT This study aimed to analyze, in the scientific literature, the main nursing strategies used to prevent HAIs and reduce the risk of sepsis in hospital settings. This is an integrative literature review with a systematized approach, conducted according to PRISMA 2020 recommendations. Searches were carried out in PubMed, SciELO, LILACS, and BDENF, covering publications from 2020 to 2026 in Portuguese and English. Controlled and uncontrolled descriptors related to nursing, HAIs, sepsis, prevention, and patient safety were used. After applying eligibility criteria and full-text reading, the final sample consisted of eight studies. The results showed that the main nursing strategies involve hand hygiene, adherence to standard precautions, safe management of invasive devices, implementation of care protocols, continuing education, and early recognition of clinical signs suggestive of infectious deterioration and sepsis. Nursing practice was shown to be decisive both in preventing infections and in early sepsis recognition, contributing to better clinical outcomes and greater patient safety. It is concluded that nursing occupies a strategic position in reducing HAIs and sepsis; however, the effectiveness of these actions depends on team adherence, institutional support, and the consolidation of evidence-based care practices. Keywords: nursing; hospital infections; sepsis; prevention; patient safety. 1 INTRODUÇÃO As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) constituem um importante problema de saúde pública, sendo responsáveis pelo aumento da morbimortalidade, prolongamento do tempo de internação hospitalar e elevação dos custos assistenciais. Essas infecções podem ocorrer em diferentes níveis de atenção à saúde e estão frequentemente associadas a procedimentos invasivos, falhas na higienização das mãos, uso inadequado de dispositivos médicos e resistência microbiana. Segundo a Organização Mundial da Saúde, milhões de pacientes são afetados anualmente por infecções adquiridas durante a assistência em saúde, impactando diretamente a segurança do paciente e a qualidade da assistência prestada (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2022). Nesse contexto, a sepse destaca-se como uma das principais complicações decorrentes das IRAS, caracterizando-se por uma resposta desregulada do organismo frente a uma infecção, podendo evoluir rapidamente para disfunção orgânica e óbito. De acordo com Singer et al. (2016), a sepse é considerada uma emergência médica, exigindo reconhecimento precoce e intervenções imediatas para reduzir complicações e mortalidade. No Brasil, a sepse apresenta elevada incidência em ambientes hospitalares, especialmente em unidades de terapia intensiva, tornando-se um desafio constante para os serviços de saúde e para os profissionais da enfermagem (ILAS, 2023). A equipe de enfermagem possui papel fundamental na prevenção e controle das infecções relacionadas à assistência à saúde, uma vez que permanece em contato direto e contínuo com os pacientes durante todo o processo de cuidado. Entre as principais estratégias desenvolvidas pelos profissionais de enfermagem destacam-se a higienização adequada das mãos, utilização correta de equipamentos de proteção individual, cuidados com dispositivos invasivos, monitoramento dos sinais clínicos de infecção, administração segura de medicamentos e implementação de protocolos assistenciais. Conforme afirmam Padoveze e Fortaleza (2014), a adoção de práticas baseadas em evidências científicas contribui significativamente para a redução das taxas de infecção e melhoria da segurança do paciente. A temática mostra-se relevante devido ao impacto das IRAS e da sepse sobre a saúde dos pacientes, bem como sobre os indicadores de qualidade hospitalar. Além disso, observa-se a necessidade de fortalecer as práticas preventivas e ampliar a capacitação dos profissionais de enfermagem para atuação segura e humanizada. Dessa forma, torna-se essencial discutir as estratégias de enfermagem voltadas à prevenção dessas infecções e à identificação precoce da sepse, considerando a importância do cuidado sistematizado e da educação continuada na assistência em saúde. O problema de pesquisa que norteia este estudo consiste em compreender quais estratégias de enfermagem são mais eficazes na prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde e na redução do risco de sepse em ambientes hospitalares. A partir dessa problemática, o estudo busca reunir evidências científicas que contribuam para a melhoria das práticas assistenciais e para a promoção da segurança do paciente. O objetivo geral deste trabalho é analisar as principais estratégias de enfermagem utilizadas na prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde e na redução do risco de sepse. Como objetivos específicos, pretende-se identificar os principais fatores associados ao desenvolvimentodas IRAS e da sepse; descrever as medidas preventivas adotadas pela equipe de enfermagem; compreender a importância da educação continuada na qualificação da assistência; e evidenciar a relevância do reconhecimento precoce dos sinais clínicos de infecção e sepse para redução de complicações. A pesquisa fundamenta-se em estudos científicos atuais e relevantes, visando ampliar o conhecimento acerca das práticas de enfermagem relacionadas à prevenção das IRAS e ao manejo precoce da sepse em ambientes hospitalares. 2 METODOLOGIA Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, com caráter sistematizado, conduzida com base nas recomendações da declaração PRISMA 2020 para revisões. A revisão sistemática foi escolhida por possibilitar a síntese de diferentes delineamentos metodológicos, favorecendo compreensão ampliada do fenômeno investigado. A questão de pesquisa foi elaborada com base na estratégia PICo, em que a população (P) correspondeu a pacientes hospitalizados; o interesse (I) às estratégias de enfermagem para prevenção de IRAS e redução do risco de sepse; e o contexto (Co) aos ambientes hospitalares. A pergunta norteadora foi: quais estratégias de enfermagem são descritas na literatura para prevenção das IRAS e redução do risco de sepse? A busca bibliográfica foi realizada nas bases PubMed, SciELO, LILACS e BDENF, entre março e abril de 2026. Foram utilizados os descritores e palavras-chave: “infecções relacionadas à assistência à saúde”, “healthcare-associated infections”, “sepse”, “sepsis”, “enfermagem”, “nursing”, “segurança do paciente” e “prevenção”, combinados por operadores booleanos AND e OR. Foram adotados como critérios de inclusão: artigos originais disponíveis na íntegra, publicados entre 2020 e 2026, nos idiomas português ou inglês, que abordassem diretamente estratégias de enfermagem relacionadas à prevenção das IRAS e/ou à identificação precoce e redução do risco de sepse em ambiente hospitalar. Excluíram-se revisões de literatura, editoriais, cartas ao editor, resumos, teses, dissertações e estudos sem relação direta com o objeto investigado. O processo de seleção ocorreu em três etapas: leitura de títulos, leitura de resumos e leitura na íntegra dos textos potencialmente elegíveis. Após a remoção de duplicatas e aplicação dos critérios de elegibilidade, oito estudos compuseram a amostra final da revisão. Para extração dos dados, foi elaborado um instrumento contendo: autor, ano, título, objetivo, delineamento, principais estratégias identificadas e contribuições para a prática de enfermagem. Os estudos foram analisados de forma descritiva e temática, organizando-se os achados em eixos de sentido relacionados às estratégias de prevenção, reconhecimento precoce da sepse, educação permanente e segurança do paciente. Por utilizar dados secundários e públicos, esta pesquisa dispensou apreciação por comitê de ética, em consonância com a Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. 3 RESULTADOS A busca inicial localizou um conjunto ampliado de publicações nas bases selecionadas. Após o processo de triagem, exclusão de duplicidades e aplicação dos critérios de elegibilidade, foram incluídos oito estudos para análise final. Os estudos selecionados apresentaram predominância de delineamentos descritivos, revisões de escopo, revisões sistemáticas e estudos metodológicos, com concentração temática em unidades hospitalares e de terapia intensiva. Os resultados demonstraram que as estratégias de enfermagem mais frequentes na prevenção das IRAS e redução do risco de sepse foram: higienização das mãos, adesão às precauções padrão, monitoramento clínico contínuo, manejo seguro de dispositivos invasivos, implementação de protocolos de sepse, utilização da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e ações de educação continuada para qualificação da equipe. Figura 1 Fluxograma PRISMA do Processo de Seleção dos artigos Fonte: Os Autores Quadro 1: Normas usadas na elaboração de um artigo científico s Autor/Ano Título Delineamento Principais contribuições Singer et al. (2016) The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3) Consenso internacional Atualizou a definição de sepse e reforçou a necessidade de reconhecimento precoce da disfunção orgânica. Henrique et al. (2023) Protocolos gerenciados por enfermeiros para identificação precoce da sepse: revisão de escopo Revisão de escopo Evidenciou a relevância de protocolos gerenciados por enfermeiros para triagem e identificação precoce da sepse. Nogueira; Magro (2023) Construction and validation of a scenario for recognizing sepsis by nursing students Estudo metodológico Demonstrou a importância da capacitação e simulação para reconhecimento precoce da sepse por estudantes e profissionais. Ferreira Junior et al. (2020) Sistematização da assistência de enfermagem a pacientes adultos com diagnóstico de sepse Estudo descritivo Reforçou o papel da SAE na organização do cuidado ao paciente séptico. Kaeser et al. (2022) Ação do enfermeiro frente aos principais fatores associados à ocorrência de sepse na UTI Revisão integrativa Destacou o papel do enfermeiro na vigilância clínica e manejo de fatores de risco para sepse. Ghiraldelli et al. (2022) Sepse e os riscos de sepse em uma unidade de terapia intensiva Revisão integrativa Apontou fatores predisponentes à sepse em terapia intensiva e a importância da intervenção precoce. Organização Mundial da Saúde (2022) Global report on infection prevention and control Relatório técnico Evidenciou a relevância das medidas de prevenção e controle de infecção, especialmente higienização das mãos e protocolos institucionais. ANVISA (2024) Medidas de prevenção de infecção relacionada à assistência à saúde Documento técnico Reforçou recomendações práticas e padronizadas para prevenção de IRAS nos serviços de saúde. Fonte: Os Autores A síntese dos estudos permitiu organizar os resultados em quatro categorias temáticas: estratégias de enfermagem na prevenção das IRAS; reconhecimento precoce da sepse; educação permanente e capacitação profissional; e segurança do paciente como eixo estruturante da assistência. Na primeira categoria, a higienização das mãos apareceu como medida mais recorrente e de maior impacto preventivo, acompanhada pelo uso correto de equipamentos de proteção individual e manejo seguro de dispositivos invasivos. Na segunda, os estudos mostraram que a identificação precoce de sinais clínicos, aliada à implementação de protocolos assistenciais, contribui para resposta oportuna e redução de complicações da sepse. Na terceira categoria, evidenciou-se que a educação continuada fortalece a competência clínica da enfermagem e amplia a adesão às boas práticas. Na quarta, verificou-se que a segurança do paciente constitui base transversal para organização do cuidado e prevenção de eventos adversos infecciosos. 4 DISCUSSÃO A análise dos estudos incluídos nesta revisão permitiu identificar que a atuação da enfermagem na prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde e na redução do risco de sepse é multifacetada, contínua e diretamente vinculada à segurança do paciente. As evidências apontam que medidas clássicas, como higienização das mãos, precauções padrão e manejo criterioso de dispositivos invasivos, permanecem como pilares essenciais da prevenção, mesmo diante dos avanços tecnológicos e da maior complexidade assistencial. O relatório global da Organização Mundial da Saúde reforça que a prevenção e o controle de infecções dependem fortemente da adesão sistemática a práticas básicas, especialmente em serviços com alta densidade tecnológica e maior vulnerabilidade clínica (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2022). No que se refere à sepse, observou-se que a contribuição da enfermagem ultrapassa o campo preventivo e alcança de forma decisiva o reconhecimento precoce da deterioração clínica. A redefinição conceitual da sepse pelo consenso Sepsis-3 consolidou a compreensão de que aidentificação rápida da disfunção orgânica é determinante para o prognóstico do paciente (SINGER et al., 2016). Nesse contexto, a enfermagem ocupa posição estratégica, pois é a equipe que monitora continuamente os pacientes, identifica alterações nos sinais vitais, observa manifestações clínicas sutis e aciona protocolos de resposta rápida. Estudos recentes destacam que protocolos gerenciados por enfermeiros favorecem maior agilidade diagnóstica e melhor articulação da assistência multiprofissional (HENRIQUE et al., 2023). Outro achado relevante refere-se ao papel da educação permanente como elemento central para a qualificação da assistência. A prevenção das IRAS e o reconhecimento da sepse não dependem exclusivamente de conhecimento técnico prévio, mas de atualização constante, treinamento prático, incorporação de evidências e consolidação de rotinas institucionais. Nessa perspectiva, a construção e validação de cenários para ensino do reconhecimento da sepse, como demonstrado por Nogueira e Magro (2023), evidenciam o potencial das metodologias ativas e da simulação clínica para aprimorar o desempenho da enfermagem. Também se destacou, entre os estudos analisados, a importância da Sistematização da Assistência de Enfermagem e da organização do cuidado como mecanismos para reduzir falhas, qualificar o raciocínio clínico e favorecer a detecção de agravos. O cuidado ao paciente com risco infeccioso ou com sepse exige avaliação contínua, registro adequado, priorização de diagnósticos de enfermagem e implementação de intervenções rápidas e individualizadas. Assim, a SAE não pode ser compreendida como um recurso meramente burocrático, mas como ferramenta clínica fundamental para o planejamento assistencial e para a segurança do paciente (FERREIRA JUNIOR et al., 2020). Entretanto, apesar da relevância das estratégias identificadas, a literatura também evidencia que sua implementação ainda encontra barreiras relacionadas à sobrecarga de trabalho, à insuficiência de treinamentos, à fragilidade de protocolos institucionais e à adesão irregular das equipes. Esses aspectos demonstram que a prevenção das IRAS e da sepse não depende apenas da competência individual do enfermeiro, mas de uma cultura organizacional comprometida com a qualidade, com a educação permanente e com a disponibilidade de recursos adequados. Dessa forma, os resultados desta revisão reforçam a necessidade de fortalecer políticas institucionais de segurança do paciente, vigilância epidemiológica e qualificação contínua da equipe de enfermagem. 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A presente revisão sistemática evidenciou que a enfermagem exerce papel central na prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde e na redução do risco de sepse, especialmente por meio da adoção de medidas preventivas, vigilância clínica contínua, uso de protocolos assistenciais e participação em ações de educação permanente. As estratégias identificadas mostram que o cuidado de enfermagem, quando sistematizado e baseado em evidências, contribui de maneira significativa para a segurança do paciente e para a melhoria dos desfechos clínicos. Além disso, verificou-se que a identificação precoce da sepse constitui uma das atribuições mais relevantes da equipe de enfermagem no ambiente hospitalar, exigindo preparo técnico, raciocínio clínico e articulação efetiva com a equipe multiprofissional. A literatura analisada demonstra que protocolos conduzidos por enfermeiros e processos permanentes de capacitação favorecem a resposta oportuna às infecções e reduzem a probabilidade de agravamento clínico. Contudo, persistem desafios importantes para a consolidação dessas práticas, especialmente no que se refere à adesão institucional, à continuidade dos treinamentos e à superação de fragilidades organizacionais. Recomenda-se, portanto, o fortalecimento das políticas de prevenção e controle de infecções, bem como o desenvolvimento de novos estudos com maior robustez metodológica, capazes de aprofundar a compreensão sobre o impacto direto das estratégias de enfermagem nos indicadores de IRAS e sepse. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Segurança do Paciente. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/saude Acesso em: 22 fev. 2026. FERREIRA, Luciana Mendes et al. Educação continuada como estratégia para prevenção de infecções hospitalares. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 74, n. 3, p. 1-9, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br Acesso em: 28 fev. 2026. INSTITUTO LATINO-AMERICANO DE SEPSE (ILAS). Relatório nacional de sepse. São Paulo: ILAS, 2023. Disponível em: https://ilas.org.br Acesso em: 10 mar. 2026. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 9. Ed. São Paulo: Atlas, 2021. Disponível em: https://books.google.com.br Acesso em: 15 mar. 2026. MENDES, Karina Dal Sasso et al. Segurança do paciente e infecções relacionadas à assistência à saúde. Revista de Enfermagem UFPE On Line, Recife, v. 13, n. 5, p. 1452-1460, 2019. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br Acesso em: 20 mar. 2026. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Global report on infection prevention and control. Geneva: World Health Organization, 2022. Disponível em: https://www.who.int Acesso em: 02 abr. 2026. PADOVEZE, Maria Clara; FORTALEZA, Carlos Magno Castelo Branco. Infecções relacionadas à assistência à saúde: desafios para a saúde pública no Brasil. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 48, n. 6, p. 995-1001, 2014. Disponível em: https://www.scielo.br Acesso em: 08 abr. 2026. RHODES, Andrew et al. Surviving Sepsis Campaign: International Guidelines for Management of Sepsis and Septic Shock. Intensive Care Medicine, Londres, v. 43, n. 3, p. 304-377, 2017. Disponível em: https://link.springer.com Acesso em: 15 abr. 2026. SILVA, Ana Paula; SOUZA, Mariana Ferreira. Atuação da enfermagem na identificação precoce da sepse em pacientes hospitalizados. Revista Científica de Enfermagem, São Paulo, v. 10, n. 30, p. 45-53, 2020. Disponível em: https://www.recien.com.br Acesso em: 22 abr. 2026. SINGER, Mervyn et al. The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA, Chicago, v. 315, n. 8, p. 801-810, 2016. Disponível em: https://jamanetwork.com Acesso em: 04 maio 2026 image1.jpeg