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1 de 35 LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS: 2026 Prof.: Fernando Costa Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 2 de 35 Amniota: - Pele espessa com mecanismo de proteção contra a perda de água (não é impermeável); - Mecanismo: presença de lipídeos e estruturas queratinizadas (escamas: nome Squamata); - Impermeabilização relacionada à independência da pele com relação à respiração; - Cobertura queratinizada (escamas) é uma estrutura morta, trocada periodicamente (muda) para o crescimento; - Nas formas com 4 patas a cobertura córnea solta-se em tiras e nas formas ápodas é perdida frequentemente inteira; Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 3 de 35 Amniota: pele Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 4 de 35 Amniota: pele Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 5 de 35 Amniota: pele Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 6 de 35 Amniota: pele Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 7 de 35 Amniota: pele Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 8 de 35 Amniota: pele Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 9 de 35 Amniota: pele Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 10 de 35 Amniota: pele Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 11 de 35 Amniota: pulmões - Estrutura mais complexa, com mais subdivisões; - Com mais superfície para trocas gasosas; - Respiração portanto é mais eficiente; - Possibilidade de evolução de espécies maiores e mais ativas; - Cágados e tartarugas com respiração cloacal (dobras epiteliais); - Serpentes aquáticas com respiração oral (epitélio); - Serpentes marinhas com respiração cutânea acessória. Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 12 de 35 Amniota: pulmões Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo Anura Réptil 13 de 35 Amniota: respiração - Ventilação costal, através de costelas articuladas, aumentando o volume interno da cavidade do corpo; - A movimentação das costelas gera uma diferença de pressão entre a cavidade interna e o ambiente externo; - O ar é sugado através da traqueia ao longo do pescoço; - Pescoço: possibilita sistema de nervos mais elaborado para inervação das patas anteriores; - Desenvolvimento independente de palato secundário em Crocodilianos e Quelônios, possibilitando alimentação submersa. Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 14 de 35 Amniota: respiração Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo Diferentes ossos formam o palato nos dois grupos. 15 de 35 Amniota: circulação - Sistema circulatório (tetrápodes) composto por um circuito sistêmico e um pulmonar; - Ambos funcionam concomitantemente, com o sangue fluindo do coração para o pulmão, voltando ao coração e depois sendo bombeado para o resto do corpo; - A presença de um septo, separando ventrículo direito e esquerdo torna o fluxo sequencial nos circuitos; - Este septo é completo em crocodilianos, aves e mamíferos e parcial em Chelonia, Lepidosauria e Amphibia; - O septo completo separa as pressões sanguíneas nos circuitos. Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 16 de 35 Amniota: circulação - coração Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo não septado (Lepidosauria e Amphibia) septado (crocodilianos, aves e mamíferos) 17 de 35 Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo Amniota: temperatura - ecologia - Realizam a termoregulação (muito precisa em Squamata); - Ambientes térmicos são características importantes de sua ecologia; - Há correlação entre ecologia térmica, habitat e forma e tamanho do corpo (exemplos: Anolis e Ameiva); - Espécies que vivem sob dossel tropical podem ser termicamente passivas, enquanto as de áreas abertas termoregulam; - As espécies podem modificar o balanço ganho/perda de calor através do comportamento (+ fácil para predadores de espreita e + difícil para predadores ativos); 18 de 35 Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo Amniota: temperatura - ecologia Anolis lucius Ameiva festiva 19 de 35 Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo Amniota: temperatura - ecologia Anolis lucius 20 de 35 Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo Amniota: temperatura - ecologia Ameiva festiva 21 de 35 Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo Amniota: temperatura - ecologia - Em Ameiva, por exemplo, o tamanho maior do corpo permite que a espécie forrageie em habitas sombreados (resfria lentamente), ao passo que limita a mesma atividade em habitat ensolarado (superaquecimento); - Nesse contexto, o ambiente físico determina a repartição de habitat e a competição interespecífica (consomem os mesmos recursos) é fator secundário; - As diferenças morfológicas e fisiológicas entre ectotermos e endotermos possui reflexos ecológicos importantes. 22 de 35 Amniota: excreção - Excreção de nitrogênio na forma insolúvel de ácido úrico, menos tóxico, economizando água, porém com maior custo energético; - O ácido úrico é eliminado junto com as fezes, sendo a fração esbranquiçada dos dejetos; - Aves retiveram o mesmo processo de excreção; - Répteis aquáticos ou que vivem em habitats úmidos excretam proporções maiores de amônia e uréia; - Rins do tipo mesonéfrico no embrião e metanéfrico nos adultos. Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 23 de 35 Amniota: reprodução - Modos de reprodução variados, com corte, acasalamentos elaborados e lutas entre machos territoriais; - Fecundação interna, com exceção de tuataras (sem órgão copulatório); - Machos com órgão copulatório, com desenvolvimento independente nos diversos grupos; - Chelonia e Crocodilia com pênis único; - Squamata apresenta hemipênis, sendo sua morfologia um importante caráter taxonômico. Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 24 de 35 Amniota: reprodução Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 25 de 35 Amniota: reprodução Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 26 de 35 Amniota: reprodução Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 27 de 35 Amniota: reprodução Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 28 de 35 Amniota: reprodução Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 29 de 35 Amniota: reprodução Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 30 de 35 Amniota: reprodução Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 31 de 35 Amniota: reprodução Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 32 de 35 Amniota: reprodução - Chelonia, Crocodylia, Rinchocephalia e parte de Squamata são ovíparos; - Viviparidade é comum em Squamata (20% das espécies modernas), tendo surgido diversas vezes independentemente; - Entre os lagartos: Scincidae; - Nãohá casos entre Teiidae; - Entre serpentes: Viperidae; - Não há casos entre Elapidae; - Dois tipos de viviparidade: lecitotrofia e matrotrofia. Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 33 de 35 Amniota: reprodução - Na viviparidade os eventos reprodutivos são mais espaçados, com menor número total de filhotes gerados; - As duas estratégias (oviparidade e viviparidade) podem ser eficientes e suficientes dependendo do ambiente; - Há espécies de lagartos que realizam partenogênese, com fêmeas produzindo ovos diplóides (todos fêmeas). Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 34 de 35 Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo 35 de 35 Disciplina: Biologia de Cordados II: Aula 6: Répteis modernos: anatomia e metabolismo