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CONHECER CÓD DE ÉTICA MÉCICA: CAP. 1, 2, 3 E 9 
CAP. 1 - PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 
 Medicina a serviço da saúde – Deve servir ao ser humano e à coletividade sem qualquer 
discriminação. 
 Paciente como prioridade – A saúde do paciente é o foco principal da atuação médica. 
 Condições dignas de trabalho – O médico precisa de boas condições de trabalho e 
remuneração justa. 
 Zelo pela ética e prestígio da profissão – O médico deve manter o respeito e a 
credibilidade da medicina. 
 Atualização constante – Deve buscar aprimoramento científico contínuo. 
 Respeito absoluto ao ser humano – Nunca usar conhecimentos médicos para causar 
sofrimento ou ferir a dignidade humana. 
 Autonomia profissional – O médico pode recusar atendimento que vá contra sua 
consciência, exceto em urgência ou emergência. 
 Liberdade profissional – Não pode aceitar restrições que prejudiquem sua atuação 
médica correta. 
 Medicina não é comércio – A prática médica não deve ter finalidade mercantil. 
 Proibição de exploração do trabalho médico – Não pode ser usado por terceiros para 
lucro, política ou religião. 
 Sigilo médico – Informações do paciente devem ser mantidas em segredo, salvo 
exceções legais. 
 Saúde do trabalhador – O médico deve prevenir e controlar riscos no ambiente de 
trabalho. 
 Proteção ambiental – Deve denunciar problemas ambientais que afetem a saúde. 
 Responsabilidade com saúde pública – Contribuir para melhoria dos serviços de 
saúde e educação sanitária. 
 Solidariedade profissional – Apoiar movimentos por remuneração justa e boas 
condições de trabalho. 
 Liberdade de escolha terapêutica – O médico escolhe os meios diagnósticos e 
terapêuticos cientificamente reconhecidos. 
 Respeito entre profissionais da saúde – Relação baseada em respeito e colaboração. 
 Respeito entre colegas – Solidariedade, mas com denúncia de atos antiéticos quando 
necessário. 
 Responsabilidade pessoal pelos atos médicos – O médico responde diretamente por 
suas ações profissionais. 
 Relação médico-paciente não é consumo – A prática médica não se reduz a uma 
relação comercial. 
 Autonomia do paciente – O médico deve respeitar as decisões do paciente, se forem 
adequadas e científicas. 
 Cuidados em pacientes terminais – Evitar procedimentos inúteis e priorizar cuidados 
paliativos. 
 Ética na pesquisa científica – Atuar com honestidade, independência e veracidade. 
 Proteção em pesquisas – Respeitar normas éticas e proteger participantes 
vulneráveis. 
 Uso responsável das novas tecnologias – Evitar discriminação genética e proteger a 
dignidade humana. 
 Uso da melhor ciência disponível – Utilizar recursos técnicos e científicos para obter 
os melhores resultados. 
 Resumo geral: 
 Os princípios destacam humanidade, ética, autonomia profissional, respeito ao paciente, 
responsabilidade científica e social do médico . 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 
 Medicina não pode ser exercida como comércio 
 Sigilo médico é regra 
 Autonomia do médico e do paciente 
 Cuidados paliativos em pacientes terminais 
CAP. 2 - DIREITOS DOS MÉDICOS 
 Resumo geral: 
 Esses princípios garantem autonomia profissional, dignidade no trabalho, segurança para o 
médico e proteção ao paciente. 
• Discriminação – exercer medicina sem discriminação. 
• Procedimento – indicar o melhor tratamento ao paciente. 
• Denúncia – denunciar falhas da instituição. 
• Recusa – recusar trabalhar sem condições dignas. 
• Suspensão – suspender atividades sem condições ou pagamento justo. 
• Internar – internar e acompanhar pacientes em hospitais. 
• Desagravo – pedir desagravo público ao CRM. 
• Tempo – decidir o tempo dedicado ao paciente. 
• Consciência – recusar ato médico contra sua consciência. 
• Honorários – definir honorários justos. 
• Inclusão – médico com deficiência pode exercer a profissão. 
 
CAP. 3 - RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL 
• Médico não pode causar dano ao paciente (imperícia, imprudência ou negligência). 
• Responsabilidade é pessoal. 
• Não pode delegar atos exclusivos do médico. 
• Deve assumir responsabilidade pelos atos que realizou. 
• Não pode assumir ato que não fez. 
• Não pode culpar terceiros sem prova. 
• Não pode recusar atendimento em urgência ou emergência. 
• Não pode abandonar paciente grave ou internado. 
• Não pode faltar ou abandonar plantão sem substituto. 
• Não pode apoiar exercício ilegal da medicina. 
• Não pode fazer receitas, laudos ou atestados ilegíveis, sem CRM ou em branco . 
• Deve informar riscos no trabalho ao trabalhador. 
• Deve explicar fatores sociais, ambientais ou profissionais da doença. 
• Não pode realizar procedimentos desnecessários ou proibidos. 
• Deve respeitar leis sobre transplantes, reprodução assistida e aborto. 
• Não pode modificar geneticamente o ser humano, salvo terapia permitida. 
• Deve obedecer normas dos Conselhos de Medicina. 
• Não pode desrespeitar decisões do CFM/CRM. 
• Gestores devem garantir condições éticas de trabalho. 
• Interesses financeiros, políticos ou religiosos não podem interferir na conduta 
médica. 
• Deve colaborar com autoridades sanitárias. 
 
 Frase-chave para memorizar: 
 Responsabilidade – Atendimento – Legalidade – Informação – Respeito às normas. 
 
CAP. 9 - SIGILO PROFISSIONAL 
É vedado ao médico: 
• Art. 73: Médico não pode revelar segredo do paciente, salvo por dever legal, motivo 
justo ou autorização escrita. Vale mesmo após morte ou se o caso for público. 
• Art. 74: Sigilo de criança/adolescente com discernimento deve ser respeitado, 
inclusive diante dos pais, salvo risco ao paciente. 
• Art. 75: Proibido divulgar casos clínicos ou imagens identificáveis de pacientes em 
mídia ou anúncios. 
• Art. 76: Não revelar informações de exames de trabalhadores, exceto se houver risco 
à saúde coletiva. 
• Art. 77: Não informar seguradoras sobre detalhes da morte além da declaração de 
óbito sem autorização legal. 
• Art. 78: Médico deve orientar auxiliares e alunos a manter o sigilo. 
• Art. 79: Sigilo não pode ser quebrado nem para cobrança de honorários. 
 Resumo geral: 
 O médico tem o dever de proteger a confidencialidade das informações do paciente em 
qualquer situação, permitindo exceções apenas quando houver risco, obrigação legal ou 
autorização adequada. 
 
CONHECER CÓD DE ÉTICA ESTUDANTE DE MEDICINA 
• Respeitar a vida, dignidade e direitos do paciente. 
• Manter sigilo sobre informações do paciente. 
• Não realizar atos médicos sem supervisão. 
• Identificar-se sempre como estudante, não como médico. 
• Ter honestidade, responsabilidade e respeito com pacientes, professores e colegas. 
• Seguir as normas da instituição e princípios éticos da medicina. 
 Resumo: O estudante de medicina deve agir com responsabilidade, respeito ao paciente, 
sigilo, honestidade acadêmica e sempre sob supervisão médica, preparando-se eticamente 
para o exercício da medicina. 
 
CONHECER OS PRINCIPIOS DA BIOÉTICA 
• Autonomia: respeitar a decisão e a vontade do paciente. 
• Beneficência: agir sempre visando o melhor para o paciente. 
• Não-maleficência: evitar causar danos ou sofrimento. 
• Justiça: garantir tratamento igualitário e justo. 
Esses princípios garantem dignidade, direitos do paciente e responsabilidade ética do médico, 
além de orientar a atuação do médico assistente e a existência de comissões de ética nas 
instituições de saúde. 
 
CONHECER DIRETRIZES E PRINCIPIOS DA POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO 
A Política Nacional de Humanização (PNH) do Ministério da Saúde, também conhecida como 
HumanizaSUS, é uma estratégia transversal que busca reestruturar o cuidado desde a 
recepção até a gestão. 
Protagonismo: usuários e trabalhadores são sujeitos ativos e possuem direitos. 
Corresponsabilidade: todos (gestores, equipes e usuários) compartilham a responsabilidade 
pela produção da saúde. 
Autonomia: direitode fazer escolhas informadas sobre a própria vida e saúde. 
Esses princípios buscam humanizar o sistema de saúde, fortalecendo relações mais dignas, 
participativas e eficazes, garantindo cuidado integral à população. 
 
SITE GOV 
 
ÉTICA MÉDICA ATENDIMENTOS: 
Adolescente: Capítulo IX - Art. 74. Revelar sigilo profissional relacionado a paciente criança 
ou adolescente, desde que estes tenham capacidade de discernimento, inclusive a seus pais 
ou representantes legais, salvo quando a não revelação possa acarretar dano ao paciente. 
Segundo o Código de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina, o médico deve manter 
sigilo das informações de pacientes menores de idade. A revelação aos pais ou responsáveis 
só pode ocorrer quando o menor não tiver capacidade de discernimento ou quando a não 
revelação puder causar prejuízo ao paciente. Assim, a regra é manter o sigilo médico, 
garantindo que as informações fiquem protegidas e acessíveis apenas ao profissional de 
saúde ou instituição autorizada. SITE JUSBRASIL 
Criança com maus tratos: O sigilo médico protege as informações do paciente, mas pode ser 
quebrado em casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra crianças e 
adolescentes. Nessas situações, o profissional deve comunicar ao Conselho Tutelar, conforme 
o Estatuto da Criança e do Adolescente. Mesmo assim, o atendimento deve respeitar a 
privacidade e a intimidade do adolescente. 
Testemunha de Jeová: Segundo o Conselho Federal de Medicina, o atendimento a pacientes 
Testemunhas de Jeová deve respeitar: 
• Consentimento informado: explicar diagnóstico, prognóstico e opções de tratamento. 
• Autonomia do paciente: respeitar a recusa de transfusão de sangue quando houver 
decisão consciente. 
• Protocolo de atendimento: seguir orientações que garantam segurança ética e jurídica 
ao médico. 
O atendimento deve ter segurança médica, autonomia do paciente e respeito às crenças 
religiosas. 
Aborto: 
• O aborto é permitido por lei em casos como estupro, risco de vida para a gestante e 
anencefalia fetal. 
• O médico deve realizar acolhimento, orientação e consentimento informado da 
paciente. 
• O CFM proíbe a assistolia fetal após 22 semanas em casos de gravidez por estupro. 
• A decisão do CFM se baseia em documentos como a Declaração Universal dos Direitos 
Humanos, a Convenção Americana de Direitos Humanos, a Declaração de Genebra, a 
Constituição Federal do Brasil e o Código de Ética Médica. 
O objetivo é garantir atendimento ético, seguro e dentro da legislação vigente.

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