Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

BIOMECÂNICA EM 
FISIOTERAPIA
UNIDADE VI
Biomecânica 
da Marcha 
Lucimara Ferreira Magalhães
Biomecânica da Marcha 
3
Introdução
A marcha é uma das funções corporais mais importantes, visto que sua integridade 
garante ao indivíduo a independência e a sociabilidade. Nesse sentido, os fatores 
que podem interferir no bom desempenho da marcha podem ser limitantes, sendo 
que muitas vezes há necessidade de análise biomecânica para compreender a 
fisiopatologia e as alterações advindas dela. Nesta unidade, estudaremos os principais 
aspectos relacionados à biomecânica da marcha e suas possíveis alterações. 
Objetivos da Aprendizagem
Ao final do conteúdo, esperamos que você seja capaz de:
• Compreender a biomecânica da marcha.
• Relacionar os aspectos da biomecânica da marcha e suas possíveis 
alterações.
4
Definição e Conceitos Gerais da Marcha
Os membros inferiores são conhecidos por sua capacidade de manutenção da postura 
ortostática e pelo deslocamento do corpo no espaço. Essa região acolhe os segmentos 
e músculos que também possuem outras funções importantes. Além disso, a força e 
a integridade deles representam a vitalidade do indivíduo, sendo que, quanto maior a 
força e a resistência muscular dessa região, maior tende a ser a vitalidade do indivíduo 
(Hall, 2016). 
Descrição Biomecânica: Variáveis da Marcha
De acordo com Hall (2016), os músculos dos membros inferiores são mais avantajados 
do que os de membros superiores, sendo mais especializados em suportar a 
carga. Esses músculos são, em geral, efetores, sendo somente os mais profundos 
considerados como estabilizadores. Acompanhe, na figura seguinte, os principais 
músculos do membro inferior.
Músculos do membro inferior
Anatomia dos músculos da perna (vista anterior)
Espinha ilíaca anterior
Tensor da fáscia lata
Reto femoral
Vasto lateral
Fibular longo
Fibular curto
Sartório
Adutor longo
Patela
Gastrocnêmio
Sóleo
Tibial anterior
Fonte: © brgfx, Freepik (2023).
#pratodosverem: na imagem, são apresentados os músculos do membro 
inferior: tensor da fáscia lata, sartório, quadríceps, adutor longo, gastrocnêmio, 
fibular longo, tibial anterior, sóleo, fibular curto.
5
Hoppenfeld (1980) menciona que os músculos que fazem parte do quadril também 
realizam movimentos no joelho. Por motivos didáticos, trataremos aqui dos músculos 
que possuem ação apenas no quadril e, depois, será exposta à ação dos demais 
músculos em comum para quadril e joelho.
O iliopsoas, por exemplo, realiza movimento de flexão do quadril e fica localizado na 
região da fossa ilíaca e em extensão para as vértebras lombares e últimas torácicas. 
O pectíneo realiza movimentos de flexão, adução e rotação medial do fêmur, estando 
localizado na crista pectínea do ramo púbico e porção proximal medial do fêmur. O 
tensor da fáscia lata auxilia a flexão, abdução e rotação medial, estando localizado 
na lateral da coxa entre a espinha ilíaca anteroinferior e o trato iliotibial (Kendall; 
McCreary; Provance, 2007). 
Ainda conforme Kendall, McCreary e Provance (2007), o glúteo máximo se localiza 
entre a crista ilíaca, sacro, cóccix, a tuberosidade glútea e trato iliotibial, onde realiza 
movimentos de extensão e rotação lateral. O glúteo médio realiza a abdução e rotação 
medial, estando localizado entre linhas glúteas do ílio e trocânter maior. Já o glúteo 
mínimo realiza a abdução e rotação medial, inserido também nas linhas glúteas do ílio 
e face anterior do trocânter maior.
Já os adutores são um conjunto de músculos que realizam a adução do quadril. O 
adutor magno, por exemplo, realiza também a rotação lateral e está localizado entre o 
ramo inferior do púbis e ísquio e a linha áspera do fêmur. Já o adutor longo fica entre 
púbis e linhas áspera medial, realizando também a assistência na flexão. Por sua vez, 
o adutor curto realiza a rotação lateral e está localizado entre o ramo inferior do púbis 
e a linha áspera superior (Kendall; McCreary; Provance, 2007).
Os músculos relacionados ao joelho transpassam a articulação e realizam seus 
movimentos, que são basicamente a flexão e a extensão. Porém, são vários os 
músculos que cruzam a articulação em sentido transversal e vertical, propriamente dito 
(Kendall; McCreary; Provance, 2007). Acompanhe, no quadro seguinte, os músculos 
que realizam ações no joelho e a sua localização. Perceba que muitos também estão 
relacionados às funções do quadril.
6
Músculos: origem, inserção e ação
Músculo Fixação proximal Fixação distal Ação
Reto femoral Espinha ilíaca 
anteroinferior
Patela Extensão do joelho e 
flexão do quadril
Vasto lateral Trocânter maior e linha 
áspera lateral
Patela Extensão do joelho
Vasto intermédio Fêmur, face anterior Patela Extensão
Vasto medial Linha áspera medial Patela Extensão
Semitendíneo Tuberosidade isquiática, 
parte medial
Porção proximal medial 
da tíbia na pata de 
ganso
Extensão do quadril e 
flexão, rotação medial 
do joelho
Semimembranáceo Tuberosidade isquiática, 
parte lateral
Porção proximal medial 
da tíbia
Extensão do quadril e 
flexão, rotação medial
Bíceps femoral Cabeça longa: 
tuberosidade isquiática
Cabeça curta: linha 
áspera lateral
Côndilo lateral da 
tíbia, face posterior da 
cabeça da fíbula
Extensão do quadril e 
flexão, rotação lateral
Sartório Espinha ilíaca 
anterossuperior
Porção proximal medial 
da tíbia na pata de 
ganso
Auxílio na flexão e na 
rotação lateral da coxa
Grácil Porção anteroinferior da 
sínfise púbica
Porção proximal medial 
da tíbia na pata de 
ganso
Adução da coxa, flexão 
da perna
Poplíteo Côndilo lateral do fêmur Porção posteromedial 
da tíbia
Rotação medial, flexão
Gastrocnêmio Côndilos femorais 
medial e lateral, parte 
posterior
Tuberosidade do 
calcâneo pelo tendão 
do calcâneo 
Flexão do joelho
Plantar Porção distal posterior 
do fêmur 
Tuberosidade do 
calcâneo 
Flexão do joelho 
Fonte: adaptado de Hall (2016, p. 175-176).
#pratodosverem: no quadr,o são apresentadas a origem, a inserção e a ação 
dos músculos reto femoral, vasto lateral, vasto intermédio, vasto medial, 
semitendíneo, semimembranáceo, bíceps femoral, sartório, grácil, poplíteo, 
gastrocnêmio e plantar.
Espaço-temporais
Conforme destaca Brunnstrom (1997), as variáveis espaço-temporais da marcha 
consistem no conhecimento da largura, comprimento e duração do passo e também a 
7
cadência e a velocidade. A largura do passo consiste na distância entre um pé e outro 
lateralmente. Em algumas patologias, os indivíduos podem desenvolver o aumento 
dessa distância como forma de aumentar a base de apoio e, assim, facilitar o equilíbrio. 
Essa condição também pode ser vista em bebês que estão iniciando os passos. 
O comprimento do passo está relacionado à distância entre um pé e o outro quando 
tocam o solo, sendo que o ideal é ter uma forma de marcar essa distância, evitando-
se que o paciente realize apenas um passo ou que o realize de forma anormal. Para 
isso, podem ser utilizadas estratégias de marcação, como as telas sensíveis ao toque, 
em que o paciente passa por elas no meio da caminhada, ou mesmo tinta para que o 
paciente suje os pés e caminhe sobre um rolo de papel (Brunnstrom, 1997).
A duração do passo, consoante Brunnstrom (1997), Dufour e Pillu (2018), pode variar 
de acordo com a velocidade em que o indivíduo o realiza. Dessa forma, passos mais 
longos tendem a acontecer em velocidades menores, e vice-versa. Esse tempo deve 
ser cronometrado em segundos e também pode ser calculado para todo o tempo de 
teste, calculando-se a distância total, o número de passos dados e a cadência.
Além disso, a cadência relaciona o número de passos e o tempo que o indivíduo 
gastou para realizá-los. É, portanto, o resultado da divisão do total de número de 
passos pelo tempo durante o percurso. A velocidade é medida a partir da distância e 
o tempo gastos. Assim, quanto maior a velocidade, maior será a distância percorrida 
em passos durante a marcha (Brunnstrom, 1997; Dufour; Pillu, 2018). 
Cinemáticas e CinéticasHall (2016) fala que a análise cinemática da marcha avalia as angulações do 
tornozelo, joelho e quadril com relação à inclinação da pelve e às demais variáveis 
espaço-temporais da marcha. Essa análise pode ser realizada por meio de vídeos com 
marcadores nas regiões maleolares do tornozelo, face média lateral do joelho, asa 
do ílio, espinha ilíaca anterossuperior e espinha ilíaca posterossuperior. Ainda podem 
ser colocados pontos para observar a inclinação anteroposterior do tronco durante a 
marcha. 
Em softwares que permitem essa análise é possível calcular a angulação de movimento 
de cada uma das articulações para validar com um valor médio de uma população ou 
mesmo comparar o indivíduo antes e após alguma intervenção (Dufour; Pillu, 2018; 
Hall, 2016). 
8
Basicamente, a análise cinemática está relacionada à relação 
entre ângulos articulares e ao posicionamento uns em relação aos 
outros.
Atenção
Acerca das variáveis cinéticas, deve-se considerar no tempo de filmagem o 
deslocamento, isto é, a distância percorrida durante a análise, a velocidade (em que 
a distância é dividida pelo tempo) e a aceleração (que consiste na relação entre a 
variação de velocidade com o tempo). Observe o quão complexa uma avaliação da 
marcha pode se tornar e quantos dados são passíveis de comparação com essas 
análises. É possível também estabelecer relações entre tamanho dos segmentos, 
peso, altura, gênero, entre outros aspectos (Dufour; Pillu, 2018; Hall, 2016).
Eletromiográficas
Brunnstrom (1997) informa que a eletromiografia é mais um método que pode auxiliar 
na análise biomecânica. Consiste na aplicação de eletrodos que captam sinais 
elétricos do músculo e os enviam para um software. Assim, a eletromiografia não é 
uma ferramenta que mensura a força ou contração muscular, e sim o sinal elétrico 
passado enquanto há o processo de contração muscular.
Os eletrodos devem ser posicionados de acordo com os pontos motores de cada um 
dos músculos que se quer avaliar, e o sinal de cada um deles pode ser analisado 
isoladamente ou em conjunto. Sabe-se que também é possível a análise desse sinal 
elétrico junto ao movimento, isto é, às variáveis cinéticas e cinemáticas, o que faz com 
que a análise se torne ainda mais completa (Brunnstrom, 1997).
Marcha Normal
A marcha normal consiste no tipo de marcha considerando os tempos de fase de 
apoio e de balanço ao longo do deslocamento do corpo no espaço. Assim, marchas 
que tenham essas fases muito alteradas deverão ser consideradas anormais (Dufour; 
Pillu, 2018). 
9
Um exemplo é a marcha do paciente com Parkinson. Ele tende a 
desenvolver a fase de apoio maior e a oscilação cada vez menor. 
Também se adapta, devido ao maior desequilíbrio, com uma base 
mais alargada. 
Curiosidade
As alterações da marcha podem ser consideradas tanto com relação ao período de 
apoio simples, isto é, quando um pé está em contato com o solo, quanto aos períodos 
de apoio duplo, como no exemplo citado anteriormente. Chamamos de períodos 
simples as fases em que um dos pés está em contato com o solo e o outro no ar. Já 
o período de duplo apoio é quando os dois pés estão apoiados no chão (Dufour; Pillu, 
2018).
Apoio duplo
Fonte: © kirisa99, Freepik (2023).
#pratodosverem: na imagem, está representado o apoio duplo, em que os dois 
pés estão apoiados no solo, por completo.
10
Fases da Marcha
Hall (2016) explica que a marcha pode ser dividida em fases, isto é, como se 
dividíssemos em partes. Dessa forma, a marcha por completo é denominada ciclo, 
sendo que um ciclo é contado a partir do primeiro toque do pé de um dos membros 
inferiores no chão até o toque do mesmo pé, na sequência. Assim, entre esse ciclo, 
há os movimentos desse pé em direção ao solo e também na fase de balanço; em 
seguida, há o mesmo movimento do pé oposto, até que o primeiro pé atinja o chão 
novamente.
Basicamente, as fases da marcha são divididas em: fase de apoio e fases de balanço. 
Essas duas fases ainda podem ser subdivididas em: apoio inicial, apoio médio e apoio 
final, assim como as fases de balanço. A fase de apoio consiste em cerca de 60% do 
ciclo de marcha e a de balanço é cerca de 40% (Hall, 2016). 
Na corrida, essas porcentagens mudam, visto que os pés passarão 
mais tempo em balanço, em relação ao apoio. Quanto maior for a 
velocidade, menor também será o tempo de toque dos pés no solo.
Atenção
De acordo com Hall (2016), a fase de apoio é o tempo em que o pé está em contato 
com o solo, isto é, mantendo o apoio de seu peso. O apoio inicial acontece com a 
sustentação do calcanhar e, em seguida, da região média e antepé. Na sequência 
apresentada, ocorrem o apoio médio e o apoio final, em que o pé se desloca para 
frente com o apoio final do antepé. 
Na fase de balanço, o pé se desloca no ar, enquanto o pé do lado oposto mantém 
o peso do corpo. O balanço, por sua vez, também pode ser dividido em três fases: 
balanço inicial, médio e final. O balanço inicial (conhecido como aceleração) é a fase 
em que o pé sai da posição posterior e acelera avançando para frente. No balanço 
médio o pé inicia a desaceleração, mas só a finaliza no balanço final, que é quando o 
pé desacelera para entrar em contato com o solo (Hall, 2016). 
11
Fases da marcha
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: na imagem, são apresentadas as fases da marcha, em que 
o pé direito se encontra em apoio final, preparando-se para o balanço, e o pé 
esquerdo se encontra em apoio médio.
Comprimento e Frequência da Passada
O comprimento da passada consiste na distância em que o pé toca o solo até o 
local em que esse mesmo pé toca o solo novamente. Assim, para o comprimento da 
passada, considera-se o mesmo pé, isto é, o pé de um único lado (Hoppenfeld, 1980).
Comprimento da passada
Passo
Passada
Fonte: elaborada pela autora (2023).
#pratodosverem: na imagem, estão representados o passo e a passada em 
relação ao posicionamento dos pés. A distância entre um pé e o outro no toque 
do solo é o passo, enquanto a passada é o toque do mesmo pé após o avanço.
12
A frequência da passada consiste na contagem de quantas passadas são dados por 
minuto. Para fazer essa contagem, é necessário que se escolha um pé e se conte 
sempre que este tocar o solo. Essa frequência pode ser utilizada para calcular 
a velocidade da marcha e também para comparar a distância percorrida com a 
quantidade de passadas dadas. Diversas relações podem ser feitas, inclusive o cálculo 
da distância entre a passada em diferentes velocidades, o que normalmente tende a 
ser proporcionalmente maior (Hoppenfeld, 1980).
Variações Angulares
A marcha depende dos movimentos de membros inferiores e, secundariamente, 
dos movimentos do restante do corpo em si. São considerados como primários os 
movimentos das articulações do quadril, joelho, tornozelo e pé. Vale ressaltar que, 
para todos os movimentos, cada uma das articulações deverá estar realizando um 
movimento diferente (Dufour; Pillu, 2018; Hall, 2016).
Variáveis angulares
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: na imagem, são apresentados os movimentos articulares das 
articulações do tornozelo e joelho de ambos os membros inferiores durante 
uma corrida.
Conforme Dufour e Pillu (2018) e Hall (2016), durante a primeira fase de apoio inicial 
do pé, por exemplo, o quadril se encontra em pouca flexão, o joelho em extensão e o 
tornozelo em dorsiflexão para que o calcanhar toque o solo primeiramente. Durante 
o apoio médio, o quadril deve estar em posição neutra, o joelho em extensão, e o 
13
tornozelo também em posição neutra. Para realizar o apoio final o quadril se estende, 
o joelho flete e o tornozelo realiza a flexão plantar, empurrando o solo para trás.
Na fase de balanço, consideram-se maiores os movimentos de 
quadril, sendo que pacientes com limitação de movimentos dessa 
articulação tenderão a compensar com a região lombar, o que 
pode ocasionar tensão no músculo quadrado lombar e eretores da 
coluna de forma unilateral, visto que a marcha se torna parecidacom a de um pato. 
Atenção
Nessa fase, o balanço inicial conta com uma flexão de quadril, acompanhada de 
flexão de joelho e flexão plantar. No balanço médio o quadril e o joelho são ainda 
mais fletidos, e o pé começa a realizar a dorsiflexão. Para o balanço final, o quadril se 
mantém em flexão, o joelho começa a ser estendido e o pé em dorsiflexão se prepara 
para o toque no solo (Hall, 2016).
Variações angulares na corrida
Fonte: © kjpargeter, Freepik (2023).
#pratodosverem: na imagem, são apresentados os movimentos articulares das 
articulações do quadril, joelho e tornozelo de ambos os membros inferiores 
durante uma corrida, em fase de aceleração, em que o comprimento do passo 
é menor.
14
 
Para saber mais sobre esse tema, acesse o link e leia o artigo Relação 
entre comprometimento motor de membro inferior e estratégias 
biomecânicas utilizadas durante atividades de mobilidade em 
indivíduos pós-acidente vascular encefálico.
Saiba mais
https://www.scielo.br/j/fp/a/bwcR8qKsXfJjKSGDDw6dkKw/?lang=pt#
15
Conclusão
A análise biomecânica da marcha auxilia o profissional no estudo da fisiopatologia em 
cada tipo de caso clínico. Nesse sentido, é importante o estudo da marcha e a análise 
de cada um de seus componentes para que seja possível traçar um diagnóstico de 
cada situação na prática clínica. A análise biomecânica permite analisar os requisitos 
funcionais para cada um dos segmentos do corpo, sendo que na marcha esses 
requisitos podem ser relacionados, visto que todo o corpo está em movimento para 
que ela aconteça.
Referências
BRUNNSTROM, S. Cinesiologia clínica de Brunnstrom. Barueri: Manole, 1997. 
DUFOUR, M.; PILLU, M. (ed.). Biomecânica funcional. Membros, cabeça, tronco. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2018.
HALL, S. J. Biomecânica básica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
HAMILL, J. Bases biomecânicas do movimento humano. 3. ed. Barueri: Manole, 2012. 
HOPPENFELD, S. Propedêutica ortopédica: coluna e extremidades. Rio de Janeiro: 
Atheneu, 1980. 
KENDALL, F. P.; MCCREARY, E. K.; PROVANCE, P. G. Músculos: provas e funções. 5. ed. 
Barueri: Manole, 2007. 
LIMA, L. A. A.; AGUIAR, L. T.; FARIA, C. D. C. M. Relação entre comprometimento motor 
de membro inferior e estratégias biomecânicas utilizadas durante atividades de 
mobilidade em indivíduos pós-acidente vascular encefálico. Fisioterapia e Pesquisa, 
São Paulo, v. 30, 2023.