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FARMACOLOGIA, 
FITOTERÁPICOS E 
NUTRACÊUTICOS
Profa. Ma. Lorena dos Santos Castro
Fitoterápicos
Historicamente, a produção de medicamentos e o tratamento farmacológico das
doenças iniciaram com o uso das plantas medicinais.
Os tratamentos eram baseados na patologia humoral, determinadas pelos 4
humores corporais: sangue, fleuma, bílis negra e bílis amarela, procedentes,
respectivamente, do coração, sistema respiratório, fígado e baço.
Os humores estavam associados com os princípios elementares da
Antiguidade: ar, água, terra e fogo.
Hipócrates “Semelhante cura semelhante”
Fitoterápicos
Destas leis nasceram dois sistemas terapêuticos: Homeopatia e Alopatia.
Homeopatia: a homeopatia reconhece os sintomas como uma reação contra a
doença. A doença seria uma perturbação da energia vital e a homeopatia
provocaria o restabelecimento do equilíbrio.
Alopatia: alopatia é outro sistema da medicina que combate as doenças por
meios contrários a elas, procurando combater as causas, como a fitoterapia.
A FITOTERAPIA pode ser considerada um ramo da ciência médica
alopata, que utiliza plantas, drogas vegetais e preparados delas obtidos,
para o tratamento das enfermidades.
METABÓLITOS PRIMÁRIOS: 
- Produtos do metabolismo geral do organismo;
característica amplamente distribuída no grupo.
METABÓLITOS SECUNDÁRIOS:
- Produtos do metabolismo especial; é uma característica
restrita a determinados grupos.
Fitoterápicos
COMPOSTOS NATURAIS BIOATIVOS:
Os fitoterápicos são medicamentos obtidos de matérias-primas vegetais que
possuem princípio ativo, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de
diagnóstico.
Sua formulação pode ser simples, possuindo apenas uma única matéria-prima de
origem vegetal, ou complexos (compostos), quando se encontra, na sua
formulação, mais de uma matéria-prima de origem vegetal.
• Adaptativas – proteção contra perda excessiva de água e irradiação UV;
• Defesa – predadores e microrganismos;
• Atração – insetos, aves (reprodução).
Fitoterápicos
Principais funções dos metabólitos secundários nos vegetais:
Grande parte dos princípios ativos encontrados nos fitoterápicos origina-se do 
metabolismo secundário das plantas e vegetais.
Terpenos;
Fenóis; 
Alcaloides. 
Fitoterápicos
Os terpenos correspondem ao maior grupo de compostos secundários que ocorre
nos vegetais.
Os terpenos podem ser definidos como “alcenos naturais”, isto é, apresentam uma
dupla ligação carbono-carbono, sendo caracterizado como um hidrocarboneto
insaturado.
Se um terpeno contém oxigênio,
ele é denominado terpenoide,
podendo apresentar diferentes
funções químicas, entre as
quais: ácidos, álcoois, aldeídos,
cetonas, éteres, fenóis ou
epóxidos terpênicos.
Possuem várias utilizações, sendo
reguladores de crescimento,
componentes do aroma e da
pigmentação de flores e repelentes
de isentos.
Fitoterápicos
Os fenóis são substâncias que possuem pelo menos um
grupo hidroxila ou derivado ligado a um anel aromático.
O número e a variedade dos fenóis os tornam um importante
grupo de substâncias secundárias das plantas.
Apresentam importante função estrutural e de proteção contra microrganismos.
Nas flores, os fenóis contribuem para as cores laranja, vermelho e azul.
Fitoterápicos
Os alcaloides são substâncias que contêm em sua fórmula,
basicamente, nitrogênio, oxigênio, hidrogênio e carbono.
Funcionam como produtos de excreção, agem como reserva de nitrogênio, são
reguladores de crescimento e importantíssimos na defesa vegetal.
Alguns alcaloides bastante conhecidos são: morfina, nicotina, cafeína, cocaína,
efedrina, atropina, entre outros.
Principais classes de moléculas presentes no metabolismo vegetal secundário
Compostos secundários
Ácidos orgânicos
Alcaloides
Compostos fenólicos
Compostos inorgânicos
Cumarinas
Flavonoides
Glicosídeos cardiotônicos
Antraquinonas
Mucilagens
Óleos essenciais
Saponinas
Taninos
Substâncias amargas
Compostos sulfurados
Ligninas
Gomas
Na maioria dos casos, as plantas
medicinais possuem apenas uma
substância química responsável por sua
atividade terapêutica.
Mas, em alguns casos, essa atividade
terapêutica é resultante da combinação
de vários compostos presentes.
Conceitos e Definições 
Droga vegetal: corresponde à planta medicinal ou suas partes que contenham
substâncias ou classes de substâncias responsáveis pela ação terapêutica.
Chá medicinal: droga vegetal preparada sob infusão, decocção ou maceração.
Cápsulas: correspondem ao princípio ativo e aos excipientes contidos em uma
forma farmacêutica sólida; com invólucro solúvel sólido ou mole, apresentando
tamanho e formatos variados.
Comprimido: dose única de um ou mais princípios ativos presentes em uma forma
farmacêutica sólida, obtida pela compressão de volumes uniformes de partículas.
Drágeas: comprimidos revestidos com camadas compostas por misturas de
substâncias, como gomas, gelatinas, resinas, açúcares, ceras, corantes,
aromatizantes e princípios ativos.
Conceitos e Definições 
Glóbulo: possui forma farmacêutica sólida sob a forma de esferas constituídas de
sacarose ou mistura de sacarose e lactose.
Infusão: trata-se da adição de água fervente sobre a droga vegetal, com
abafamento do recipiente por tempo determinado.
Decocção: popularmente conhecido como chá, corresponde à ebulição da droga
vegetal em água por um tempo determinado.
Conceitos e Definições 
Maceração: trata-se da droga vegetal em contato com a água em temperatura
ambiente em um tempo determinado.
Tintura: é a extração de drogas vegetais resultante de preparações alcoólicas ou
hidroalcoólicas, normalmente a tintura é preparada a 10%.
Alcoolatura: semelhante à tintura, embora seja preparada a 20%.
Extrato: pode possuir consistência líquida, sólida ou semissólida de uma matéria-
prima animal ou vegetal.
Solução: corresponde à forma farmacêutica líquida que contém os princípios
ativos dissolvidos em solventes.
Conceitos e Definições 
Pó: é a forma farmacêutica sólida, podendo conter vários princípios ativos secos.
Elixir: corresponde à preparação farmacêutica líquida, límpida, hidroalcoólica,
apresentando teor alcoólico entre 20 e 50%.
Creme: consiste de uma emulsão com um ou mais princípios ativos visando à
aplicação externa na pele ou nas mucosas.
Sabonete: apresenta forma farmacêutica sólida à base de glicerina, contendo um
ou mais princípios ativos, sendo utilizado na parte externa da pele.
Pomada: apresenta forma farmacêutica semissólida, aplicada na pele ou nas
mucosas, composta por uma solução ou dispersão de um ou mais princípios ativos.
Conceitos e Definições 
Pasta: atende as especificações estabelecidas para pomadas, entretanto contém
grande quantidade de sólidos em dispersão.
Emulsão: forma farmacêutica líquida com um ou mais princípios ativos, que
consiste de um sistema de duas fases que envolvem pelo menos 2 líquidos
imiscíveis e na qual um líquido é disperso na forma de pequenas gotas ou através
de outro líquido; estabilizada por agentes emulsificantes.
Emplasto: é a forma farmacêutica semissólida para aplicação externa. Composta
por uma base adesiva contendo um ou mais princípios ativos distribuídos em uma
camada uniforme, destina-se a manter o princípio ativo em contato com a pele.
Conceitos e Definições 
Gel: forma farmacêutica semissólida de um ou mais princípios ativos que contém um
gel gelificante para fornecer firmeza a uma solução ou dispersão.
Loção: corresponde a uma preparação líquida aquosa ou hidroalcoólica, com
viscosidade variável, para aplicação sob a pele. Pode ser solução, emulsão ou
suspensão contendo um ou mais princípios ativos.
Supositório: possui forma farmacêutica sólida de vários tamanhos e formatos para
ser introduzido no orifício retal, vaginal ou uretral do corpo; contém um ou mais
princípios ativos que se fundem ou dissolvem na temperatura corporal.
Xarope: preparações viscosas para o uso interno que contêm pelo menos 50% de
sacarose.

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