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21 ESTRATÉGIAS PRÁTICAS PARA
ESTUDAR E APRENDER MELHOR
Descubra como Manter o Interesse nos estudos,
Aumentar a retenção do conteúdo,
Ler Melhor e Memorizar Rapidamente
© ISMAR SOUZA
Todos os Direitos Reservados
São Paulo - Brasil - 2019
AVISO LEGAL
21 Estratégias Práticas para
Estudar e Aprender Melhor
Copyright © Ismar Souza. Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei
9.610/98 do Brasil, bem como demais leis sobre direitos autorais dos países
em que esta obra for adquirida.
Nenhuma parte do conteúdo deste livro poderá ser utilizada ou reproduzida
em qualquer meio ou forma, seja ele impresso, digital, áudio ou visual sem a
expressa autorização por escrito do autor. A não observância destas
condições pode incorrer em penas criminais e ações civis.
Para solicitar permissões de reprodução, escreva para
ebooks@academiaideia.com
mailto:ebooks@academiaideia.com
INTRODUÇÃO
Para ter sucesso em praticamente qualquer coisa, você tem que ser
intencional, deliberado e organizado. Planejamento é a chave. E quando se
trata de aprender, quanto mais intencional você for, mais eficientemente você
consegue aprender.
Isso é especialmente verdadeiro para o aprendizado atribuído - para a escola,
treinamento profissional, cursos de atualização, unidades necessárias para
manter o licenciamento e assim por diante. Infelizmente, às vezes há uma
tendência para adiar a aprendizagem quando o conteúdo não parece muito
interessante.
Para ajudar a diminuir essa tendência negativa, veremos algumas práticas que
facilitarão e agilizarão seu aprendizado. Talvez você pode pensar que existem
muitas regras excessivamente específicas e chatas para se aprender melhor. E
com certeza isso é um dos principais motivos que leva as pessoas a estudarem
sem nenhum planejamento ou estratégia, esperando que vão aprender alguma
coisa na base da força bruta, apenas forçando o cérebro a guardar
informações.
O ponto de virada aqui, o ponto que faz toda a diferença e a partir do qual
você vai começar a notar uma diferença significativa nos seus resultados é
que, assim como acontece com uma máquina qualquer do nosso dia a dia, o
cérebro também tem uma forma específica de trabalhar. Uma maneira pela
qual, obter bons resultados é muito mais fácil.
Então o que faremos aqui, essencialmente, será identificar, entender e aplicar
estratégias específicas que vão aproveitar o “modelo de trabalho” dos nossos
cérebros e potencializar a capacidade de estudar, entender, compreender e
armazenar informações, transformando-as em conhecimento.
Não se preocupe se você não puder aplicar todas as estratégias ou se não
conseguir realizá-las exatamente da maneira como veremos aqui. Aliás, se
você achar que uma variação de alguma estratégia vai funcionar melhor para
você do que a versão “original”, sinta-se à vontade para usar essa variação
(no entanto, descubra com certeza o que funciona melhor; não apenas assuma
que fazer diferente é melhor).
O “grande segredo” do sucesso em qualquer atividade é que não existe
nenhum segredo, nem nenhum método milagroso e que funcione 100% das
vezes para todas as pessoas. A propósito, é importante deixar registrado que
nem todas as estratégias apresentadas aqui podem ser úteis ou mesmo
adequadas para você.
A melhor estratégia de estudo que você pode utilizar é aquela que se encaixa
com seu perfil, que atenda suas necessidades e ofereça os resultados que você
deseja, independentemente se é uma estratégia básica, avançada, apresentada
por um especialista ou criada por você mesmo. Então grave isso, o melhor
método que existe, é aquele que funciona para você.
Portanto, avalie de mente aberta as estratégias que veremos aqui. Adapte o
que for necessário e acrescente o que achar melhor até que os seus resultados
sejam o que você espera.
SUMÁRIO
PREPARAÇÃO PARA OS ESTUDOS
CICLOS DE ESTUDO
MANUTENÇÃO DO INTERESSE
DORMIR E DESCANSAR
ESTRATÉGIA #1: PLANEJE SEU TEMPO DE LEITURA
ESTRATÉGIA #2: COMO USAR UM LIVRO
ESTRATÉGIA #3: O MÉTODO DE LEITURA SQ3R
ESTRATÉGIA #4: LEITURA ATIVA
ESTRATÉGIA #5: FAZENDO PERGUNTAS
ESTRATÉGIA #6: FAÇA ANOTAÇÕES
ESTRATÉGIA #7: RESUMO
ESTRATÉGIA #8: PARAFRASEAR
ESTRATÉGIA #9: AUTOEXPLIAÇÃO
ESTRATÉGIA #10: AUTOAVALIAÇÃO
ESTRATÉGIA #11: CONEXÃO DE IDEIAS
ESTRATÉGIA #12: MAPEAMENTO DE IDEIAS
ESTRATÉGIA #13: DESENHANDO IMAGENS
ESTRATÉGIA #14: CONVERSAÇÃO
ESTRATÉGIA #15: ENSAIO MENTAL
ESTRATÉGIA #16: O SISTEMA LEITNER
ESTRATÉGIA #17: INTERAÇÃO EM GRUPO
ESTRATÉGIA #18: AUDIÇÃO ATIVA
ESTRATÉGIA #19: FLUÊNCIA/AUTOMATICIDADE
ESTRATÉGIA #20: MEMORIZAÇÃO
ESTRATÉGIA #21: AUTOMONITORAMENTO
CONCLUSÃO
SOBRE O AUTOR
OUTROS LIVROS QUE PODEM TE INTERESSAR
JÁ PENSOU EM ESCREVER SEU PRÓPRIO
EBOOK?
Antes de começarmos a conversar sobre as estratégias para estudar e aprender
melhor, quero fazer um convite especial a você.
Uma das maneiras mais eficazes de transformar conhecimento, experiência e
interesse em negócios e gerar receita com suas habilidades é criando eBooks.
Todo mundo tem alguma experiência, interesse ou conhecimento que podem
servir como base para criar eBooks. E não tenha dúvida, existem muitas
pessoas por aí que valorizam o seu conhecimento e querem aprender mais,
assim como você está fazendo agora lendo esse meu livro :)
Criar seu próprio eBook e começar a gerar renda com royalties na internet é
muito mais simples do que você imagina. Se você já pensou em criar algum
negócio digital, mas não faz ideia de por onde começar, quero te convidar a
conhecer o eBook Experts Clube.
Nesse Clube online eu compartilho métodos que qualquer pessoa pode usar
para escrever seus próprios eBooks profissionais, seguindo um processo
passo a passo simples e rápido.
Além disso, eu mostro as estratégias que utilizei para vender mais de 37 mil
eBooks, ter mais de 1 milhão de páginas lidas no Kindle Unlimited, além de
conseguir posicionar vários dos meus eBooks como BestSellers em diversas
categorias na Amazon.
No eBook Experts Clube você não vai apenas aprender a escrever eBooks de
um jeito mais rápido e inteligente. Você também vai descobrir como criar um
legítimo negócio de eBooks e criar uma renda passiva compartilhando o que
você sabe.
Se você deseja ver suas ideias publicadas em eBooks, quer aprender como
criar um negócio de livros digitais e ganhar dinheiro com seu conhecimento
(mesmo que não tenha experiência em escrita e nunca tenha publicado um
eBook antes), você vai adorar o eBook Experts Clube.
https://ismarsouza.com/ebook-experts-clube/
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PREPARAÇÃO PARA OS ESTUDOS
Para ativar sua concentração, o indicado é que você estabeleça um local de
estudo tranquilo, onde você possa ficar sossegado e que ofereça certo
conforto. Mas atenção, conforto não significa estudar deitado na sua cama ou
no sofá, pois esse nível de relaxamento pode ser um convite para um cochilo.
Escolha um local para estudar onde você possa ler sem interrupções.
Certifique-se que a iluminação esteja em um nível em que não precise forçar
os olhos para ler. A temperatura deve estar agradável, mesa e cadeira
confortáveis e com altura adequada.
Existem pessoas que têm maior facilidade para se concentrar em ambientes
mais bagunçados. Mesmo que você seja uma dessas pessoas, tente seguir
essas orientações e vai perceber um aumento da sua concentração e do seu
rendimento.
DISTRAÇÕES
Afaste de você todas as possíveis distrações. E hoje elas são muitas: Celular,
e-mail, redes sociais, sites de vídeos, jogos entre outros.
Por mais que pareçam simples, esses detalhes são capazes de diminuir
drasticamente sua concentração. Sempre que for estudar, procure se colocar
em uma posição em que não possa ver a movimentação de corredores, janelas
ou outras salas. Evite também interromper a leitura para ficar olhando as
mensagens do celular, de preferência deixe-o fora do alcance dos seus olhos,
e no modo silencioso.
Não existe ainda um consenso sobre os benefícios ou malefícios de se estudar
ouvindo música. Algumas pessoas afirmam que a música as ajuda a se
concentrarem enquanto outras dizem que isso atrapalha. Então,mais uma
vez, o que vale é o teste. Experimente estudar com e sem música e avalie seus
resultados.
FORMA FÍSICA
É difícil se concentrar quando se está com fome, preocupado, cansado ou
nervoso. Nesses casos a falta de concentração é considerada uma autodefesa
do cérebro.
Certifique que sua mente está em condições para estudar. Alimente-se bem
antes de iniciar os estudos (isso não significa comer muito).
Não prossiga com os estudos caso algum problema persista em sua mente.
Procure resolver suas pendências ou esquecê-las antes de estudar.
O cansaço físico é outro grande inimigo da concentração. Não tente estudar
caso esteja se sentindo cansado, procure relaxar, se for o caso até dormir e
descansar um pouco.
INTERESSE
É desnecessário dizer que mesmo que você tenha uma dieta apropriada,
encontre um ambiente tranquilo, elimine todas as distrações e esteja em
forma para estudar, se não tiver o mínimo interesse para isso, de nada adianta
todo esse trabalho.
Vamos fazer um teste rápido?
Pegue uma folha de papel e faça uma linha no meio, criando duas colunas.
Na coluna da esquerda você deve colocar as atividades em que consegue se
concentrar com maior facilidade, e na coluna da direita coloque as atividades
em que você tem maior dificuldade de concentração.
Seja específico, não adianta colocar na coluna da direita que tem dificuldade
em estudar, pois sabemos que isso não é verdade. Coloque o nome da matéria
ou tema que tem dificuldade de se concentrar.
Bom, agora que você já preencheu, tenho quase certeza de que praticamente
todas as atividades da coluna da esquerda, nas quais se concentra facilmente,
são atividades que você gosta de fazer, atividades que despertam um interesse
em você, ou matérias que você acha legal. Já as atividades da direita devem
ser atividades das quais você não gosta.
Mas calma isso é perfeitamente compreensível, nós realmente tendemos a nos
concentrar mais nas coisas que mais gostamos. Mas como sabemos, muitas
vezes temos que estudar alguma matéria ou assunto que não nos agrada, e
isso gera um desconforto e falta de concentração.
E como resolver isso?
Você precisa gerar interesse.
Para gerar interesse pele estudo de uma maneira bem rápida e direta, faça o
seguinte: pegue uma outra folha de papel, e faça o mesmo esquema, mas
agora você vai preencher de forma diferente, de um lado coloque o que você
vai conseguir quando concluir seus estudos, e do outro o que você vai perder
ou o que vai deixar de ganhar caso não estude.
Agora olhe o que você escreveu. Quando fizer isso, você vai fixar em sua
mente o objetivo de concluir o estudo pela motivação da conquista ou para
evitar a dor da perda ou do fracasso.
Além disso, você precisa perceber que muitas vezes nossa dificuldade de
concentração em determinado assunto é decorrente da falta de objetivo. O
interesse e a motivação, para estudar ou para qualquer outra tarefa em nossa
vida, depende diretamente do valor que damos ao resultado que a tarefa nos
dará.
Por isso, quando estiver enfrentando essa falta de interesse, tente se imaginar
como se já tivesse concluído a leitura. Tente se imaginar como se sentirá
quando já tiver tudo pronto, e você já estiver tranquilo. Isso dará ao seu
cérebro uma grande motivação em busca da conclusão da tarefa de estudar.
CICLOS DE ESTUDO
O aprendizado mais profundo é o aprendizado que inclui não apenas lembrar-
se por algum tempo, mas também lembrar e entender a longo prazo. Para
alcançar profundidade de compreensão e conhecimento duradouro, é
necessário mais do que apenas estudar para um teste que será às 8 da manhã
na madrugada da noite anterior. Uma dica importante para a aprendizagem
profunda e permanente é o estudo e a prática repetidos ao longo do tempo. A
estratégia de ciclos de estudo incorpora isso.
Planeje seu estudo de modo que seja metódico e regular, até mesmo ao ponto
de estudar no mesmo local (mesma sala, mesa e condições) nos mesmos
horários todos os dias, sempre que possível.
O primeiro passo no desenvolvimento de um ciclo de estudos é descobrir
seus próprios fatores de potencial pessoal. 
Você está mais acordado, alerta e capaz de se concentrar durante a parte
da manhã, no meio do dia ou durante a noite?
Todos nós temos momentos de maior disposição no dia. Quando possível,
experimente estudar em momentos e horários diferentes e se atente aos seus
resultados para descobrir qual o período do dia em que você tem um maior
potencial de concentração e aprendizagem.
Quanto tempo você consegue se concentrar antes de perder a atenção e
precisar de uma pausa?
Geralmente o tempo médio de atenção ininterrupta de uma pessoa gira em
torno de 15 a 40 minutos. Inicie seus estudo em blocos de 10 minutos com 5
minutos de pausa. A princípio essas pausa podem atrapalhar sua
concentração, mas você não precisa parar se sentir que ainda está
concentrado. Essa sugestão serve para você ir aumentando gradualmente seu
bloco de estudo até descobrir o tempo máximo que consegue manter sua
concentração sem começar a se distrair.
Quais práticas ajudam você a se concentrar melhor?
É possível que você consiga se concentrar melhor após acordar pela manhã,
depois de tirar um cochilo a tarde, depois chegar do trabalho ou antes de ir
para a academia (veja o capítulo sobre Manutenção do Interesse, para mais
informações).
✓ Estude materiais difíceis em momentos de pico de atenção e menos
difíceis em outros momentos.
Por exemplo, se o seu pico de alerta for no meio da manhã, estude fórmulas
de química às terças e quintas, das 9 às 11 horas. Aproveite para usar seu
“melhor tempo” para as tarefas, assuntos ou atividades que requerem mais
empenho. Isso vai garantir que o esforço mental seja menor, já que
naturalmente sua mente estará no momento de alerta.
✓ Divida seu assunto de estudo em intervalos de atenção (ou blocos de
tempo).
Se você consegue ficar focado por 60 minutos, deixe esse ser o seu tempo
estudando sobre o assunto todos os dias. Se você conseguir se concentrar por
apenas 45 minutos ou 30 minutos, planeje seu estudo para duas sessões de 45
minutos ou três sessões de 30 minutos, com pausas e outros assuntos entre
essas sessões.
✓ No final de cada sessão de estudo, faça uma breve revisão (recitando em
voz alta) do que você acabou de abordar.
Após o intervalo, revise brevemente o que você estudou antes do intervalo.
Essa revisão dupla ajudará a consolidar o material em sua mente e fornecerá
um contexto para o próximo tópico.
Duas das dicas-chave para aprender são:
✓ Trabalhe com/ou aplique o que você está aprendendo no seu dia: pratique
aquilo de alguma forma, quando ou se possível
✓ Repita as informações várias vezes: recite-as em voz alta, resuma-as para
um amigo, discuta-as com um parceiro de estudo ou explique-as para alguém.
Esta segunda chave é o foco no agora. A memória é consolidada pela
repetição. Quanto mais você se deparar com uma afirmação, mais fácil,
profunda e duradouramente você se lembrará dela. (Ela também será
recuperada mais rapidamente - consulte a Estratégia de Fluência /
automaticidade).
A melhor maneira de estudar material repetidamente é planejar seus ciclos de
estudo para que o mesmo material seja revisado ao longo do tempo, como
uma ou duas vezes por semana durante o período. Estudar até a madrugada
para uma prova tem pouco valor no longo prazo. A pouca informação é logo
esquecida. A lembrança não vem da simples releitura ou memorização, mas
da prática, aplicação e compreensão da informação.
✱ Dica extra
Você pode introduzir variedade em seu ciclo de estudo usando as etapas da
Estratégia SQ3R, que veremos mais adiante.
▪ Para sua primeira sessão de estudo, examine o material e faça perguntas
sobre o assunto - o que esperar, como o material se encaixa na área de
assunto e assim por diante;
▪ Para sua segunda sessão, leia o material com atenção;
▪ Para a terceira, recite (diga em voz alta o que você pode lembrar sobre a
leitura);
▪ E para a próxima sessão, revise a leitura e compare sua memória com o
texto.
MANUTENÇÃO DO INTERESSE
Se você não estiver prestando atenção naaula, no seu livro ou em uma
videoaula online, você não aprenderá nada. Isso é óbvio.
Se você está prestando atenção - ou tentando - mas simplesmente não
consegue se manter interessado ou focado, você aprenderá muito menos do
que se conseguisse manter o interesse. Isso também é óbvio, mas
infelizmente, muitas pessoas não levam em consideração esse ponto sobre o
interesse.
Geralmente os estudantes acreditam que o interesse no estudo surge por si só.
Eles acreditam que a obrigação por si só funciona como motivação para o
interesse. Mas não é bem assim que isso funciona.
A falta de interesse flerta com o tédio e o tédio produz perda de atenção.
Agora, todos nós ocasionalmente experimentamos uma mente distraída, que
divaga e se perde em pensamentos paralelos, especialmente se o instrutor ou
apresentação não for muito atraente por si só.
A boa notícia é que existem muitas técnicas para ajudá-lo a manter o foco no
tema, tanto em sala de aula quanto quando você está lendo ou estudando. E
mais do que apenas manter o foco, você pode realmente aumentar o seu
interesse no material com essas técnicas.
MANTENDO O INTERESSE DURANTE AS AULAS
Use algumas dessas técnicas para se manter interessado e motivado enquanto
estiver na aula:
✓ Ouça ativamente. Ouvir, ler e estudar ativamente na realidade significa
questionar as informações que chegam até você. Encare o estudo ativo como
a base para todo e qualquer processo de aprendizagem.
Dê maior atenção aos comentários que precedem ideias-chave como por
exemplo "e esta é a principal razão", "mas o problema fundamental foi", “o
ponto principal/chave de todo esse processo é”.
A partir dessas informações e ideias-chave crie seus próprios exemplos
adicionais, conectando as ideias umas às outras ao mesmo tempo em que as
explica de uma forma diferente do que você ouviu (veremos mais sobre isso
na estratégia de parafrasear).
Pense em possíveis desafios para as conclusões ou desenvolva exemplos
contrários, nos quais você pode transformar as informações positivas em
negativas e vice-versa. Por exemplo, quando explicar como algo ocorreu,
como funciona, ou como se chegou a determinada conclusão, faça o caminho
inverso e pense também no que deixou de acontecer, no que poderia
interromper o funcionamento ou como essa informação poderia ser refutada.
Tenha certeza de que além de saber o que algo significa, você também saiba
o que ela não é, ou com o que ela poderia ser confundida.
✓ Faça anotações. Mesmo que você nunca as revise, o processo de fazer
anotações faz com que você preste atenção e processe o que está
acontecendo. E se você revisar essas anotações mais tarde, aprenderá ainda
mais. Anotar é, em parte, um processo intelectual (usa sua mente) e
parcialmente físico (você escreve ou digita). Esta atividade de duas partes
ajuda a mantê-lo alerta, muito mais do que simplesmente tentar ouvir. Veja a
Estratégia de Aprendizagem 9: Anotações, para mais informações.
✓ Faça paráfrases. Se você faz anotações ou não, parafraseie o conteúdo
conforme ele chega. Reescrever as informações com suas próprias palavras
torna as ideias mais claras e familiares e mais memoráveis (nós veremos
como fazer isso mais a frente).
✓ Faça resumos. Não espere até o final da palestra, leitura, vídeo ou o que
seja para começar a resumir o que está sendo apresentado. Crie resumos
seccionais conforme as coisas acontecem. Por exemplo, se estiver lendo um
livro, não espere concluir a leitura para fazer seu resumo. Crie o resumo
depois de ler cada capítulo ou subcapítulo, e no final some todos os resumos
criando uma material mais completo e detalhado.
✓ Faça assimilações. Pense em como o material se encaixa com o que você
já conhece. Fazer algumas conexões fortalecerá a memória geral do novo
material.
✓ Dê uma aplicação à informação. Se você conseguir pensar em como o
que você está aprendendo se aplica à sua própria vida, você aprenderá com
muito mais facilidade e seu interesse por aquilo será mais forte. Se não
conseguir encontrar uma aplicação real e imediata, imagine possíveis
aplicações (reais ou não).
✓ Faça perguntas. Perguntas são os melhores estimuladores da curiosidade
e fornecem uma estrutura natural para o aprendizado. Faça uma pergunta,
obtenha uma resposta e tenha uma pequena (mas eficaz) unidade de
aprendizado. Ao fazer perguntas, você passa da posição de um destinatário
passivo de informações para um participante ativo no conteúdo e na entrega.
Agora você está estimulando sua própria curiosidade e a dos outros na turma.
Bom, um dos pontos mais importantes para manter o interesse em sua mente
é trazer o seu corpo para ajudá-lo. Quanto mais alerta seu corpo estiver, mais
alerta sua mente estará. Você provavelmente já percebeu que é difícil se
concentrar quando se está se sentindo sonolento em uma sala quentinha logo
após o almoço. Esse é o seu corpo afetando sua mente. Então, faça seu corpo
ficar ao seu lado com algumas dessas técnicas:
✓ Faça contato visual frequente com o apresentador ou o instrutor, mesmo
se você estiver na parte de trás da sala de aula ou assistindo a um vídeo.
✓ Use sua cabeça e seu rosto. Afirme com a cabeça, sorria, diga “sim”, ou
“uh huh” em voz baixa. Se você estiver assistindo a um vídeo ou seminário
online, faça expressões faciais, - dúvida, surpresa, em choque, rindo - ou pelo
menos erga as sobrancelhas ou franza a testa. Você pode se surpreender com
o quão alerta essa prática pode torná-lo. Esse comportamento vai “ativar” seu
cérebro para se concentrar como se estivesse em uma conversa real.
✓ Incline-se para frente e para trás. Quando estiver sendo abordado algo
menos importante, incline-se para trás em sua cadeira. Quando a parte
importante chegar, incline-se para frente. Seu cérebro automaticamente ficará
mais atento nas partes importantes pois ele ficará condicionado a se
concentrar ao se aproximar do assunto de estudo.
✓ Respire. Tome respirações longas, lentas e profundas para oxigenar seu
cérebro. Um método bastante simples e eficaz de respiração é conhecido
como “Técnica 4-7-8”. Ela funciona assim:
▪ Esvazie os pulmões do ar;
▪ Respire calmamente pelo nariz por 4 segundos;
▪ Segure a respiração por uma contagem de 7 segundos;
▪ Exale vigorosamente pela boca, afunilando os lábios e fazendo um som de
"whoosh", por 8 segundos;
▪ Repita o ciclo até 4 vezes.
Se quiser saber mais sobre essa técnica de respiração, confira esse vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=gz4G31LGyog
✓ Beba água. Beber água, especialmente água gelada, ajuda a mantê-lo
acordado e alerta. Quando seu cérebro fica desidratado ele diminui a
capacidade de raciocínio e de pensamento crítico.
✓ Alongue seus músculos
https://www.youtube.com/watch?v=gz4G31LGyog
▪ Estique seus braços, pernas e costas;
▪ Estique seu braço, e puxe os dedos para trás com a outra mão;
▪ Levante os ombros e, segure por 2 segundos, em seguida, abaixe-os. Faça
de 10 a 20 repetições;
▪ Coloque a mão no topo da sua cabeça e a puxe, alongando o pescoço para
frente, para trás e para os lados. Gire o pescoço sobre os ombros de forma
lenta e o mais acentuado possível, invertendo os sentidos;
▪ Fique em pé e levante seu corpo com a ponta dos pés;
▪ Agache e estique os braços à frente do corpo. Faça de 5 a 10 repetições.
MANTENDO O INTERESSE AO ESTUDAR
Ao ler, estudar ou revisar suas anotações, experimente algumas dessas
técnicas para manter-se alerta e interessado.
✓ Evite o excesso de informação. Tentar empurrar muita informação em
sua memória de longo prazo muito rápido não funciona. O acréscimo apenas
empurra as informações anteriores à medida que as novas informações
chegam (temporariamente). É por isso que estudar a noite inteira para uma
prova também não funciona. Em vez de tentar aprender tudo de uma vez,
tente o seguinte:
▪ Divida seu tempo de estudo em blocos de 20 ou 30 minutos cada, com um
intervalo de cinco minutos entre cada bloco;
▪ Antes de cada intervalo, reserve alguns minutos para resumir ou pensar
sobre o que você acabou de abordar;
▪ Durante cada intervalo de cinco minutos, feche os olhose deixe a mente
relaxar. Aproveite para se alongar e praticar a respiração 4-7-8;
▪ Após cada intervalo, se estiver com dificuldade para se concentrar, mude o
assunto e estude outro tema.
✓ Use variações. Existem muitas maneiras de manter o aprendizado
interessante variando as atividades de aprendizado.
▪ Faça marcações no seu material;
▪ Leia o material em voz alta;
▪ Reorganize o conteúdo de uma forma diferente da original, de forma que o
sentido geral seja mantido;
▪ Sublinhe ou destaque palavras, frases e sentenças importantes;
▪ Coloque o material em forma de um FAQ (perguntas frequentes)
escrevendo uma série de perguntas e respostas baseadas no material que
estiver estudando.
✓ Torne o estudo visual. Desenhos e imagens são processados pelo cérebro
imediatamente enquanto palavras escritas precisam ser decodificadas
primeiro. Portanto, usar recursos visuais fará o estudo ser mais fácil e mais
interessante.
▪ Desenhe um diagrama ou esquema que consiga representar o material;
▪ Crie um fluxograma mostrando o processo, a lógica do argumento, a
organização do todo ou de parte do conteúdo;
▪ Desenhe um mapa do conteúdo;
▪ Represente graficamente os dados (se aplicável);
▪ Marque a leitura com símbolos como asteriscos, além de sinais, marcas de
seleção, rostos felizes ou tristes, pontos de exclamação.
APRENDIZAGEM DE ALTA PERFORMANCE
Você realmente pode "se animar" e aumentar o seu interesse em um tópico
que, em outros momentos, você não ficaria muito animado. Aqui estão duas
maneiras de fazer isso.
✓ Diga a si mesmo o quão interessante o assunto é. Em uma sala de aula,
faça isso silenciosamente, mas quando estiver sozinho, diga estas coisas em
voz alta:
▪ Isso é realmente interessante;
▪ Estou aprendendo muitas coisas valiosas e úteis neste (livro, capítulo, aula);
▪ Este assunto é realmente importante para a minha carreia, graduação etc;
▪ Estou gostando desse assunto por que...
✓ Recompense a si mesmo por estudar. Depois de cada uma hora e meia
mais ou menos, dê uma recompensa a si mesmo. Experimente algo como:
▪ Tomar uma xícara de café, chá, suco ou copo de refrigerante (não exagere
no refrigerante);
▪ Uma música, ou um vídeo para relaxar (não se esqueça que isso é apenas
uma recompensa breve, se for difícil para você se controlar quando acessa
sites de vídeo como o YouTube, o melhor é evitar fazer isso durante os
períodos de estudo, mesmo que durante as pausas);
▪ Um jogo rápido no celular ou videogame (aqui cabe a mesma observação da
dica anterior sobre o problema da falta de controle, na dúvida, tente outra
coisa).
O importante é fazer o que funciona melhor para você. Se ouvir uma música
ou um jogo de cartas quebra sua concentração, então não faça essas coisas.
Encontre outra prática motivadora e que de alguma forma sirva para que você
“recarregue” sua energia e possa continuar o estudo.
DORMIR E DESCANSAR
Quando dormimos menos do que o necessário ou temos uma noite agitada,
ficamos mais propensos a erros, com menor capacidade de concentração,
mais frágeis emocionalmente e até mesmo mais vulneráveis a acidentes,
doenças e infecções.
Dormir um sono de qualidade e com um mínimo de horas é fundamental para
que você tenha condições de atuar no seu dia a dia. Isso vale para os seus
estudos, o seu trabalho ou qualquer outra atividade que você deva
desempenhar.
Pesquisas mostram que o sono é responsável por alguns aspectos da
consolidação dos conteúdos na nossa memória. Por isso, todo nosso esforço
de estudar ao longo do dia deve ser concluído com uma boa dose de sono. Se
você estudar muitas horas, mas não dormir adequadamente, grande parte do
conteúdo estudado será descartada pelo seu cérebro.
A neurociência diz que temos cinco ciclos de sono ao longo de uma noite.
Cada um desses ciclos dura cerca de 90 minutos. Daí o tempo recomendado
de sono ser de 7 a 8 horas diárias, pois esse período compreende 5 ciclos de
90 minutos.
O tempo de sono diário impacta diretamente na capacidade de compreensão
do cérebro. O percentual de memorização de quem dorme cerca de quatro
horas é de 25% a 30%, já para quem dorme de sete a oito horas, esse
percentual sobe para algo em torno de 60% a 65%. Por esse motivo, é muito
melhor estudar oito horas e dormir outras oito do que estudar doze horas e
dormir só quatro horas.
O sono tem uma dupla função:
✓ Dar suporte para que o cérebro possa armazenar as informações
estudadas, na memória de longo prazo.
✓ Preparar o cérebro para receber novas informações no dia seguinte.
Pense sobre o sono como se fosse a hora da faxina no cérebro. Quando tudo é
organizado, limpo e colocado no seu devido lugar. Além do sono regular,
outra maneira interessante de aumentar a retenção dos estudos e melhorar sua
disposição física e mental são os cochilos.
Alguns estudos demonstraram que, para boa parte das pessoas, pode ser
estimulante para a memória tirar um cochilo de menos de uma hora, após o
almoço (ao que parece, 20 minutos é o tempo ideal). Pode também acontecer
de, mesmo tendo dormido o tempo adequado, bater um sono no meio dos
estudos. Nesse caso, não tenha medo de dar um pequeno cochilo de quinze
minutos!
Essas pequenas paradas ajudam a diminuir o cansaço e melhoram o
desempenho cognitivo. Você deve experimentar como funciona em você,
pois há pessoas que se sentem mais cansadas e demoram mais tempo para
engrenar nos estudos depois de um cochilo.
Faça o teste por uma semana e avalie os resultados. Caso precise alterar um
pouco a sua rotina, veja a que melhor gera rendimento. Apenas não deixe de
dormir de sete a horas diárias!
Pode ser também que você tenha algum distúrbio do sono. Nesse caso, seria
interessante procurar ajuda especializada.
O Instituto do Sono da Unifesp fez uma pesquisa que demonstrou que mais
de 70% dos moradores da cidade de São Paulo possuem algum problema
relacionado ao sono, sendo que 15% sofrem de insônia crônica e tomam
remédio para dormir. É um problema cada vez mais comum, especialmente
nas grandes cidades.
Enfim, para conseguir desfrutar de uma noite de sono que seja realmente
revigorante, considere aplicar os 10 Mandamentos do Bom Sono.
1. Criar uma rotina diária de sono e um ambiente adequado.
2. Não ir dormir com fome.
3. Fazer refeições leves à noite, evitando alimentos pesados e gordurosos
muito próximos da hora de dormir.
4. Desligar a TV, o som, o computador e o celular uma hora antes de dormir.
5. Não assistir a filmes de ação ou violentos à noite.
6. Não ingerir café, chocolate, refrigerantes ou energéticos à noite.
7. Ouvir apenas música leve.
8. Não fazer exercícios físicos intensos antes de dormir.
9. Não comer e/ou trabalhar na cama.
10. Fazer um pequeno relaxamento, oração ou meditação antes de dormir.
Aproveite o seu período de sono para realmente relaxar e permitir que seu
cérebro coloque todas as informações em ordem. A privação do sono não
apenas deixa seu corpo cansado, mas também deixa seu cérebro cansado e
difícil de controlar.
A maioria dos cérebros dos estudantes não descansa nem dorme o suficiente.
E sim, você precisa dormir e descansar. Por mais que isso passa parecer
óbvio para alguns, para outros é uma necessidade difícil de ser atendida e que
com certeza implica maus resultados.
A privação extrema do sono causa psicose, fritura cerebral e grave falta de
aprendizado e lembrança. Cansaço por causa de pouco sono diminui sua
velocidade de aprendizado e diminui sua capacidade. Se você não quiser ter
que ler cada parágrafo três vezes antes de entender, durma o suficiente.
ESTRATÉGIA #1: PLANEJE SEU TEMPO DE
LEITURA
Muitas pessoas não compreendem, e outras sequer imaginam, que ter um
planejamento de leitura é algo que pode transformar a forma como estudamos
e aprendemos.
Ter um plano não é útil apenas quando queremos viajar, comprar uma casa
ou fazer uma faculdade. O planejamento também é importante para
atividades como a leitura.
Pense comigo: Se você planeja comprar uma casa, comprar um carro, ter
mais liberdade financeira, com certeza uma parte do seu plano deve incluir se
especializar em alguma área que vaiajudar você a conseguir melhores cargos
e empregos. Correto?
Para isso você precisa estudar. E então você planeja seu curso técnico,
faculdade ou especialização. Mas já percebeu que normalmente o
planejamento para nesse nível?
Geralmente não planejamos as coisas que parecem ser mais simples. Apenas
as executamos sem darmos a elas a devida a atenção. O que é o caso da
leitura.
Então, sendo a leitura a base do estudo e o estudo sendo a base do seu
crescimento pessoal e profissional, podemos assumir sem erro que a atividade
mais importante dessa cadeia é a leitura. E por esse motivo ela merece
atenção e merece também ser bem planejada.
Mas como planejar sua leitura?
Bem, para isso você precisa saber de duas coisas: O tempo necessário para
ler, e o tempo disponível para ler.
A primeira informação é a mais simples de se conseguir.
Vamos lá: o que você precisa fazer é baixar a PLANILHA DE CÁLCULO
DE TEMPO DE LEITURA ⇩ (para Excel) que está disponível para
download na área de recursos dessa aula.
Na planilha existem dois campos que você deve preencher. No primeiro
campo, Tempo de leitura, você deve inserir o tempo que leva para ler uma
página modelo do livro que está planejando ler.
Página modelo é uma página que é toda escrita, que não seja nem início nem
fim de capítulo e que também não possua nenhum quadro, nenhuma
https://drive.google.com/file/d/0B1TeAm7tJPbuTlFrUnpEd29udVk/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/0B1TeAm7tJPbuTlFrUnpEd29udVk/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/0B1TeAm7tJPbuTlFrUnpEd29udVk/view?usp=sharing
ilustração ou recuo.
Leia essa página como você lê normalmente e marque o seu tempo em
segundos. Use o cronômetro do seu celular ou acesse
http://cronometronline.com.br/ para marcar o tempo de leitura.
Assim que você terminar de ler a página modelo veja quantas páginas possui
o livro. Tente contar apenas as páginas que realmente serão lidas. Exclua as
páginas iniciais do livro e as finais que não serão lidas, assim como as
páginas que iniciam os capítulos e que não possuem nenhum texto, as páginas
dos anexos, glossário, bibliografia ou outros elementos que não são
necessários.
Nessa etapa você não precisa ter um número exato de páginas, um número
aproximado já é suficiente. Não estamos buscando um número exato, mas um
número preciso o suficiente para podermos planejar a leitura.
Agora que já tem o tempo de leitura e a quantidade de páginas é só inserir
esses dados nos campos correspondentes e você terá uma estimativa do
tempo necessário para concluir a leitura do seu livro.
Por exemplo, vamos supor que você leu a página modelo em 90 segundos, e
depois de eliminar as páginas que não serão lidas, restaram 100 páginas. O
tempo estimado para leitura desse livro no ritmo que você lê hoje é de 2:30
horas.
Dessa forma, se você reservar 30 minutos por dia vai conseguir finalizar a
leitura em 5 dias. Simples não é mesmo?
Sem dúvida saber o tempo necessário para concluir a leitura de um livro é
muito útil, principalmente quando você tem pouco tempo disponível para
estudar e precisar ser detalhista com o planejamento do seu tempo.
ESTRATÉGIA #2: COMO USAR UM LIVRO
Espere - o título não deveria ser: Como ler um livro?
Sim e não.
Sim porque veremos algumas dicas sobre leitura. Não porque, na verdade,
veremos como manusear um livro antes de efetivamente começar a sua
leitura.
Antes de começar, é importante que você saiba que a leitura possui níveis
diferentes de acordo com o propósito que você tem para o livro.
Você já deve ter notado que a maneira como você lê um livro de romance é
totalmente diferente de como você lê um livro sobre ciências, história ou
matemática. A ideia aqui é ter uma visão geral dos pontos mais importantes
na leitura de um livro.
Entretanto, se você quiser entender melhor sobre os níveis de leitura e quando
cada um deles é mais indicado e como são realizados, sugiro que conheça
meu curso “Estratégias de Leitura: Como Ler e Compreender Melhor”.
Nele eu apresento com detalhes os 4 níveis de leitura (elementar, inspecional,
analítico e sintópico), além de dar várias dica para que sua leitura seja muito
mais proveitosa e você consiga extrair o máximo possível de um texto ou
livro, identificar os principais argumentos do texto, relacionar os principais
conceitos e ideias, e como conseguir comparar o conteúdo de diferentes
livros para um projeto de pesquisa.
Se você quer aumentar seu desempenho na leitura de forma inteligente,
usando estratégias práticas e eficazes, esse é o curso certo para você. Para
conhecer o curso acesse https://ismarsouza.com/leitura
Mas voltando ao assunto, veremos agora algumas dicas gerais de como ler
um livro e extrair as informações mais importantes do conteúdo.
FAÇA UMA LEITURA INSPECIONAL
Obtenha uma visão geral do material de leitura ou do livro em si. Leia partes
e trechos específicos do livro afim de entender a ideia geral do livro.
✓ Leia o título e o subtítulo. O subtítulo muitas vezes diz mais sobre o
conteúdo do livro do que o título principal.
✓ Leia a contracapa. Quem escreveu e quem endossa o livro? Por que e
como o livro foi escrito? Leia também as abas da capa. A aba esquerda
geralmente descreve o propósito do livro, e a de trás tem uma biografia do
https://ismarsouza.com/leitura
autor, apresentando suas credenciais.
✓ Examine o índice do livro (se existir um). Isso lhe dará uma ideia sobre
os temas de discussão e o que o autor considera importante. Veja também as
pessoas mencionadas no índice para ver com quem o autor discute ou se
alinha.
✓ Leia os destaques. Leia os títulos e subtítulos de cada capítulo. Leia
também as partes em negrito, itálicos, sublinhados, citações, caixas de textos,
ilustrações, títulos de tabelas, itens de lista e quaisquer outras partes que
tenham sido realçadas ou recebido alguma ênfase.
✓ Verifique a bibliografia. Quais são as fontes que o autor usou? Quais as
referências utilizadas que você pode consultar posteriormente para ampliar
sua pesquisa?
SE O LIVRO FOR SEU, FAÇA ANOTAÇÕES
✓ Destaques. Sublinhe palavras e frases importantes. Coloque uma
marcação positiva ao lado de frases especialmente importantes e um asterisco
ao lado de citações.
✓ Anotações. Faça comentários, faça perguntas, parafraseie, resuma ou
responda de outra forma à leitura enquanto lê, enquanto a informação ainda
está fresca em sua mente.
✓ Resumos. Faça anotações de final de capítulo. Resuma brevemente o
capítulo com suas próprias palavras.
✓ Contornos. Contorne os parágrafos significativos que você deseja revisar
mais tarde.
✓ Código de cores. Use cores diferentes de marcadores para indicar coisas
diferentes. Amarelo para afirmações, laranja para evidências, verde para
citações ou argumentos, ou o que for mais adequado à sua necessidade.
✓ Índice caseiro. Crie seu próprio índice, personalizado para o uso do livro.
Anote onde você pode encontrar as informações mais relevantes para a sua
pesquisa.
CRIE UM SUPER LIVRO
Corte folhas de papel sulfite no tamanho da página do livro e cole ou apenas
insira entre páginas do livro. Essas folhas adicionais devem conter:
▪ Comentários, refutações, evidências adicionais, exemplos;
▪ Desenhos, gráficos, fotografias, recortes ou outras ilustrações;
▪ Definições, explicações;
▪ Referências cruzadas com outros livros/textos;
▪ Páginas em branco para você adicionar o que vier à mente enquanto você lê.
OBTENHA METAINFORMAÇÕES SOBRE O LIVRO
Metainformação é simplesmente uma informação sobre outra informação. No
caso de um livro, isso seria informações adicionais sobre o próprio livro.
Consulte por exemplo:
▪ Resenhas e resumos do livro que deseja ler (pesquise no Google pelo título
do livro seguido da palavra “resenha”);
▪ Revisões/análises/avaliações/comentários feitos por leitores (como as
revisões na Amazon.com);
▪ Busque por resumos animados e/ou análises do livro no Youtube
A metainformação revela o status cultural do livro, que frequentemente se
alinha com sua qualidade. Ou seja, uma quantidade alta de resenhas positivas
pode significar que o livro é realmentebom e compensa ser lido.
Entretanto, se o assunto ou a posição do autor é controversa, então a
metainformação do livro provavelmente será muito distorcida, apresentando
opiniões extremamente opostas sobre sua relevância, veracidade ou qualidade
argumentativa. Se atenha à parcialidade das avaliações. Nos casos em que
análise é feita por um leitor que defende ideias contrárias às do livro, existe
uma grande chance de a crítica ser negativa, ignorando os pontos positivos do
livro.
A metainformação geralmente inclui os nomes de outros livros sobre o
assunto ou refutações aos argumentos do livro. Se o livro que você vai ler
discute assuntos controversos, então pesquise também os livros/autores que
se colocam como contraponto.
▪ Procure no Google o termo do assunto, título do livro ou nome do autor
seguidos da palavra controvérsia ou oposição... Se você não encontrar muitos
resultados com esses termos, tente refutação, refutada(o), argumentos
contra, é falso, não funciona, pontos negativos;
▪ Pesquise também usando termos como evidência, prova, apoio, motivos,
argumentos, referências.
✱ Dica extra
Lembre-se de que, enquanto estiver lendo, você não precisa acreditar em tudo
que ler e nem rejeitar. Basta arquivar as alegações (as declarações que o autor
afirma como verdade) em sua mente como "isso é o que se afirma ser
verdade".
À medida que você ganhar mais conhecimento, provavelmente, em algum
momento, você poderá mover a declaração de Alegação para Verdadeiro ou
Falso.
ESTRATÉGIA #3: O MÉTODO DE LEITURA SQ3R
O método SQ3R é uma técnica de estudo muito utilizada no meio acadêmico
americano e sugerida aos alunos que estão começando na universidade para
ser um método de estudo para textos, livros e artigos. Foi desenvolvida pelo
psicólogo Francis Robinson, em 1946.
Esse método é uma estratégia de aprendizagem projetada para melhorar sua
absorção do conteúdo que você lê, através de um processo de repetição e
envolvimento variado com o material. Repetição é uma das chaves para a
memória - quanto mais vezes nos deparamos com algo, mais profundamente
ele se instala em nossa memória de longo prazo.
SQ3R é uma abreviação em inglês das cinco etapas da estratégia, Survey
(inspecionar), Question (questionar), Read (ler), Recite (recitar/reproduzir),
Review (revisar).
Cada uma das cinco etapas do método requer compromissos ativos com a
atribuição de leitura, exigindo que o leitor faça alguma coisa com a leitura.
Interagir com o material de leitura cria uma experiência de aprendizado muito
mais forte que simplesmente lê-lo passivamente.
SURVEY - INSPECIONE
Esta é a primeira etapa para se conseguir uma leitura eficaz. Nesta etapa,
você examina toda a tarefa para obter uma visão geral. Nossos cérebros
gostam de conhecer o contexto geral das coisas, a fim de encaixá-las, de
modo que uma inspeção de todo o livro ou artigo ajuda a entender para onde
o autor está indo.
Durante a inspeção você está preparando o seu cérebro para receber um novo
conteúdo. Isso cria um ambiente favorável para a matéria ser armazenada por
muito mais tempo. Atente para todas as palavras ou frases sublinhadas, em
itálico, negrito e para os destaques do texto como citações e frases entre
aspas.
A introspecção na estrutura, no arranjo e na sequência da leitura permite que
você forme uma estrutura mental para ela. Por exemplo, saber que o autor
estará desenvolvendo um argumento de causa e efeito permite que você saiba
que uma ou mais causas serão discutidas primeiro e, em seguida, haverá um
detalhamento dos efeitos.
Para trabalhos longos, como um livro inteiro ou monografia, extrair uma
representação visual da escrita ajuda bastante. Um mapa mental, fluxograma
ou outro diagrama permitirá que você acompanhe onde você está no
argumento ou na discussão.
E se você precisar retornar ao livro mais tarde (estudando para uma prova,
escrevendo um artigo de pesquisa ou apenas precisando consultá-lo), o
diagrama o ajudará a localizar o que você precisa muito mais rápido e a
recuperar o contexto da discussão.
Para inspecionar livros:
1. Leia as sinopses na sobrecapa do livro (capa traseira para brochuras);
2. Veja o índice para ver quais são os tópicos e como o livro está organizado;
3. Se presente, leia os objetivos, a visão geral ou os resumos dos capítulos;
4. Percorra o livro, olhando brevemente para os principais títulos;
5. Leia os principais títulos e subtítulos do primeiro capítulo;
6. Leia as perguntas de discussão no final do primeiro capítulo.
Para inspecionar artigos, e textos na internet:
1. Leia o resumo ou visão geral;
2. Leia todos os títulos e subtítulos;
3. Vá até o final da leitura e leia qualquer seção chamada "Resumo",
"Conclusão", "Aplicação" ou algo semelhante.
QUESTION - QUESTIONE
Esta etapa da técnica consiste em se questionar sobre o que vai ser aprendido.
Criar algumas perguntas sobre a leitura aumenta o interesse, a curiosidade e a
atenção a ela, já você precisa ler cuidadosamente para conseguir respondê-
las. Perguntas podem ser criadas a partir de sua visão dos capítulos, imagens,
gráficos ou do mapa que você desenhou.
Ok! Mas como é que vou fazer perguntas sobre algo que eu ainda não
conheço?!
Ao fazer perguntas sobre um determinado assunto a si mesmo, você desperta
o interesse necessário para que o seu cérebro considere as respostas como
importantes quando as encontrar.
Pergunte a si mesmo, ou escreva em um caderno perguntas como:
▪ Qual o ponto principal deste assunto?
▪ O que este capítulo quer explicar?
▪ Como esta informação pode me ajudar?
▪ O que vou aprender com essa leitura?
▪ Quais os processos que são mostrados aqui?
▪ Quais dados são os mais relevantes?
Uma outra maneira muito interessante de se questionar durante a leitura é
transformar o título, cabeçalhos e subtítulos em perguntas.
Se você estiver lendo um livro didático, é muito provável que ele tenha
perguntas ou questionários no final de cada capítulo. Leia essas perguntas
também.
Quando você for ler o texto para valer, terá uma intenção para a leitura, pois
sua mente estará procurando as respostas. Aqui está mais um ponto
interessante e que vai contra o modo que aprendemos na escola.
Você se lembra que quando tínhamos que fazer a interpretação de textos,
primeiro liamos o texto para depois lermos as perguntas, e aí voltávamos para
o texto procurando as respostas?
Pois é, usando esse método, você já vai saber o que precisa encontrar no
texto, isso deixa a leitura mais interessante, pois você terá um motivo e
interesse maiores para ler. Você terá um propósito para a leitura.
READ - LEIA
Durante a primeira etapa, a inspeção, você já leu bastante coisa. Você já leu
alguns parágrafos, as figuras, os quadros ilustrativos. E na etapa de
questionar já formulou e leu as algumas perguntas.
Então agora você vai fazer a leitura propriamente dita, que deve ser completa
e de preferência, ativa.
Você deve ler todo o conteúdo, caso haja alguma dúvida em algum tópico,
não pare nele, siga adiante. Continue a leitura até o final do capítulo. “Como
assim? Continuar a ler o resto do capítulo mesmo se eu estiver com dúvida?!”
Isso mesmo. Muitas vezes, para se entender determinado ponto, você precisa
ter o conhecimento do todo. Portanto, ao continuar a leitura, mesmo pulando
alguma dúvida, possivelmente você conseguirá respondê-la ao terminar o
capítulo.
Tudo tende a ficar mais claro, mesmo porque, enquanto você está lendo o
restante da matéria, o seu cérebro continua trabalhando buscando a chave
para a solução da sua dúvida que ficou lá atrás.
▪ Sublinhe frases e sentenças importantes usando uma caneta marca texto.
Releia as frases que você marcou ao marcá-las, para que elas sejam
lembradas melhor;
▪ Escreva notas nas margens com resumos, paráfrases, afirmações, objeções,
exemplos adicionais, contraexemplos, referências cruzadas;
▪ Desenhe diagramas ou tabelas nas áreas com espaço em branco da leitura,
para representar graficamente o conteúdo (por exemplo, uma escala para
mostrar um equilíbrio ou compensação entre duas coisas);
Se você não possui o trabalho ou estálendo a partir de uma tela;
▪ Anote as ideias principais;
▪ Copie frases importantes (não se esqueça de colocar aspas entre elas e citar
o número da página);
▪ Crie diagramas para mostrar a estrutura do argumento (mapa de ideias,
fluxograma, diagrama, matriz).
Procure pelas respostas para as questões que você levantou anteriormente.
Leia cada capítulo inteiro de uma vez. Evite dividir o assunto que precisa ler,
pois você pode perder a ideia do conjunto.
RECITE - REPRODUZA
Neste 4º passo, você deve fazer a análise crítica do que você entendeu.
Consultar suas anotações e referências, criar o seu resumo e retirar as dúvidas
que restaram da etapa anterior.
Podemos encaixar aqui um conceito interessante sobre o aprendizado. O
Aprendizado Ativo, que ocorre quando você vê, fala, ouve e escreve sobre
aquilo que estudou.
▪ Recite em voz alta os principais conceitos que você lembra;
▪ Explique a um amigo, colega de estudo ou grupo de estudo quais são as
alegações e provas, qual é sua avaliação, o que é importante na leitura ou
apresente um pequeno resumo dela;
▪ Resuma o material, no todo ou por seção ou capítulo;
▪ Parafraseie argumentos, ideias ou definições importantes;
▪ Reproduza o conteúdo em um papel ou documento de computador criando
um esboço, resumo;
▪ Faça comentários, objeções, afirmações e exemplos adicionais;
▪ Crie um FAQ (perguntas frequentes com respostas), um mapa mental ou
outro método de reprodução que exija que você reescreva o material de forma
diferente e utilizando suas próprias palavras.
Recitar é uma poderosa ferramenta de memória porque faz com que você se
engaje com o material novamente (a repetição é a chave para o aprendizado),
requer que você trabalhe e processe as ideias, não apenas as leia.
Transformar o material de leitura de alguma forma (criando resumos, mapas
mentais, ou explicando para outras pessoas) aprimora o aprendizado, e se
você recitar em voz alta, lendo suas anotações, você obtém o benefício da
codificação dupla - ativando os canais visual e auditivo (olhos e ouvidos).
REVIEW - REVISE
E por fim, você revisa os resumos que fez na etapa anterior. Este resumo
pode ser as partes que você destacou no texto ou livro, ou um mapa mental. A
revisão é indispensável para que você não caia na curva do esquecimento.
▪ Folheie o material novamente, releia os títulos e subtítulos, e também as
frases sublinhadas ou destacadas, junto com suas anotações na margem (ou
bloco de anotações ou arquivo de texto);
▪ Veja novamente a visão geral ou o resumo do material, juntamente com os
resumos que você criou. Verifique se as anotações que você fez estão de
acordo com o material impresso;
▪ Revise as perguntas e respostas que você criou;
▪ Apresente um resumo verbal e comentário sobre a tarefa de leitura. Você
pode fingir que está fazendo um discurso sobre isso para um grupo de
pessoas interessadas.
O método SQ3R é uma técnica bem estruturada que vale muito à pena ser
colocada em prática.
Apesar de serem 5 fases, elas não são e nem precisam ser demoradas. A fase
de inspeção dura em média 15 minutos. A fase para questionar, mais 15
minutos. A etapa de leitura, juntamente com a etapa de reprodução costumam
consumir a maior parte do tempo do processo tempo, e dependem do seu
ritmo normal de leitura. Por último, a revisão não deve demorar mais do que
10 minutos.
Apesar de parecer complicado e de tomar mais tempo, Com o método SQ3R
o tempo usado não é maior do que o que você já gastaria em um estudo
normal.
ESTRATÉGIA #4: LEITURA ATIVA
A Leitura ativa é uma estratégia de aprendizado que ajuda você a não só
aproveitar ao máximo a leitura, mas também ajuda a ler com mais precisão e
prudência.
A leitura ativa concentra-se no próprio texto, é claro, mas também inclui o
aprendizado de informações relevantes como autor, contexto, propósito e
assim por diante. Essas diretrizes se aplicam tanto à escrita de ficção quanto à
não-ficção.
A estratégia básica da leitura ativa consiste no uso das perguntas de
orientação: quem, o que, quando, onde, por que e como.
✓ Quem
Quem é o Autor ou Escritor
Saber algo sobre o autor pode ajudá-lo a entender o que você está lendo
porque os autores escrevem de um ponto de vista (ou visão de mundo) que
incorpora seus valores e atitudes e, portanto, molda sua escrita.
Valores políticos, sociais, religiosos, ideológicos, econômicos, estéticos e
outros influenciam o assunto, o tom, a ênfase do escritor e assim por diante.
Quem está falando?
Os personagens de um romance ou de uma peça geralmente refletem atitudes
e valores que estão em conflito com o verdadeiro eu do escritor, e, em muitos
casos, o ponto de vista de um romance envolve um narrador em primeira
pessoa, que não é como o escritor real do romance.
Em não-ficções, os autores às vezes escrevem sob a forma de uma pessoa
cujos valores diferem de seus próprios valores, muitas vezes para satirizar as
crenças ou argumentos da pessoa que eles estão fingindo ser. Nesses casos, o
autor atual está adotando uma persona, e é um erro atribuir ao autor real as
ideias e opiniões apresentadas pela persona.
Então, uma consideração importante no início é: quem está falando? É o
autor ou uma persona adotada, posando como alguém que não compartilha as
ideias do autor? Quando é que o autor fala por si próprio e quando é
apresentada uma fonte com a qual o autor pode ou não concordar?
Você provavelmente não poderá responder totalmente à pergunta Quem antes
de ler o material. Estudar o texto é uma maneira poderosa de aprender sobre o
autor, embora ele ou ela possa estar disfarçado.
✓ O Quê
O que você está lendo?
Um excelente ponto de partida para a consideração do “O Que” quanto à sua
interpretação é praticar as duas primeiras etapas do método de leitura SQ3R:
Inspecionar e Questionar.
Que tipo de escrita é essa? Ficção? Então espere mais metáforas,
pressupostos, sentimentos. Não-ficção? Espere um estilo informativo ou
argumentativo. Se a escrita é argumentativa, espere evidências, motivos,
respostas contrárias respondidas e assim por diante.
✓ Quando
A data faz diferença?
Muitas vezes, como forma de complementar nossa pesquisa, podemos usar
como referência livros, artigos e textos escritos há um certo tempo. Portanto é
válido perguntar “quando esse conteúdo foi escrito?”
Houve algo importante que pudesse interferir na visão ou opinião do autor no
período em que esse material foi criado?
Saber quando o conteúdo foi criado pode evidenciar pontos de vista
específicos de uma determinada época. Então tenha certeza de que sabe
exatamente em qual época, ano ou período o material foi criado.
✓ Onde
O local faz diferença?
Assim como a data ou período no qual o material foi escrito pode influenciá-
lo, o mesmo ocorre com a localização.
De qual país, nacionalidade, classe social ou etnia é o autor? Onde ele
nasceu? Onde ele cresceu/foi educado? Quais os locais que ele frequenta? Ele
conhece muitas outras realidades? Como suas experiências de vida
influenciaram/influenciam suas ideias e opiniões?
No caso de um autor crítico, ele tem conhecimento de causa que embase seus
argumentos (já esteve do outro lado)? O autor é alguém que argumenta com
base em evidencias empíricas ou apenas defende ideias, dogmas e conceitos
baseados em pura e simples preferência pessoal?
✓ Por quê
Qual é o propósito da escrita?
Ele está escrevendo para informar, persuadir, corromper, melhorar ou entretê-
lo?
A melhor maneira de fazer uma leitura ativa é descobrir os detalhes que
compõem a impressão geral do trabalho. Assim, levando em conta a
composição como um todo, preste atenção especial a alguns parágrafos
representativos que podem ser estudados para linguagem e retórica.
Como o primeiro parágrafo é crítico para qualquer composição, sempre dê
atenção a ele. Procure primeiro o significado e depois o método.
A qual assunto, problema ou ideia o autor está se referindo? O que ele está
dizendo sobre isso? O que é possível extrair das entrelinhas? Ou seja, existem
implicações ocultas, duplos significados ou insinuações?
Existe uma diferença entre sua denotação(sentido próprio/literal) e conotação
(sentido figurado)? O autor está se dirigindo a você com suas próprias
palavras ou está usando uma persona? O que ele subestima? As conclusões
ou a moral são definidas ou deixadas para você definir? Por quê?
Por que ele está escrevendo? Ele dá ou implica quaisquer motivos? Parece
haver uma diferença entre seu propósito declarado e o que parece ser seu
verdadeiro propósito? Você acredita nele? Se ele está mentindo sobre
qualquer coisa, por que ele está? Ele espera que você perceba?
✓ Como
Como o autor expressou suas ideias?
Por que ele disse dessa maneira ao invés de outro jeito? Por que ele usou essa
palavra, essa frase, essa sentença, essa sintaxe, qualificador ou modificador?
Como o estilo dele contribui, afeta ou diminui seu significado geral?
(simples, complexo, preciso, fluido, irônico, direto, bonito, enérgico,
ambíguo, incoerente, mecânico, pesado, calculado, enfático, ativo ou passivo)
Como o tom dele contribui, afeta ou diminui seu significado geral? (zangado,
irritado, tranquilizador, seguro de si, calmo, simpático, pensativo,
imprudente, intelectual, juvenil, sofisticado, narrativa simples, desapegado,
científico, desinteressado)
Como o humor dele contribui, afeta ou diminui seu significado geral? (triste,
feliz, deprimido, otimista, pessimista, descuidado, intensamente preocupado,
neutro, "por que tentar?")
Que tipos de palavras o autor usa? Linguagem exata, geral, específica, vaga,
concreta, técnica, jargão, prolixa, matemática, emotiva (positiva ou negativa).
Se ele usa jargão, de que setor ou área? Aonde se passam suas metáforas e
analogias? Quão persuasivas são suas analogias? Alguma é falsa? Quão
óbvios são seus dispositivos retóricos e suas manobras? Quão eficazes? Quão
significativos são seus trocadilhos? Quaisquer ambiguidades ou anfibologias
ou equívocos? Qual é o efeito de tudo isso na composição? Que tipos de
razões e apelações são usadas?
Como o autor parece ser? Qual é a sua impressão sobre ele? Ele (ou sua
personalidade) parece inteligente, instruído, fanático, lógico, ilógico,
razoável, confiável, persuasivo? Ele tira conclusões precipitadas ou parece
distorcer as evidências? Como ele se sai em assuntos sobre os quais você tem
conhecimento? Certo, errado, confiável, distorcido, escondendo ou inflando
certos fatos? Ele segue uma "linha" identificável? Ele fala em clichês?
Ele se importa com o que está dizendo (ou seja, uso de metáforas, palavras
erradas, contradições, jargão vazio)? Ele comete alguma falácia lógica? Ele é
ingênuo?
Ao serem feitas durante o processo de leitura, essas questões permitem que
você extraia e compreenda muito mais do que simplesmente está escrito. As
perguntas de orientação e a leitura ativa permitirá a você uma compreensão
muito maior, mas aprofundada e ampla do material.
ESTRATÉGIA #5: FAZENDO PERGUNTAS
Fazer perguntas, sobre si mesmo, sobre o que você leu, e especialmente de
um orador ou apresentador (conferencista, professor, mestre) fornece uma
série de benefícios.
✓ Faça perguntas para estimular a curiosidade. Mesmo que você não
seja curioso, fazer algumas perguntas sobre um tópico pode levar sua mente a
um estado em que você realmente deseja saber as respostas. Perguntas
ajudam especialmente se você achar o material chato.
✓ Faça perguntas para esclarecimentos. Alguns livros e alguns
apresentadores permanecem abstratos demais para serem compreendidos
facilmente. Pedir exemplos, detalhes ou coisas específicas pode ajudar muito
a esclarecer o ponto e permitir que você o compreenda. No caso de livros ou
vídeos, você não pode perguntar diretamente à fonte, mas pode tirar sua
dúvida e pesquisar na internet ou em fóruns especializados. Ou você pode
perguntar a um amigo, colega de turma ou outra fonte.
✓ Faça perguntas para contextualizar. Um dos reforços de aprendizado
que mais ajudam vem da adequação do aprendizado imediato ao contexto
geral, o "quadro geral". É muito mais fácil lembrar de algo que você entende
como parte de um todo maior e coerente, do que simplesmente tentar
memorizar os fatos como não-relacionados uns aos outros. Quanto mais
conectadas e relacionadas forem as informações, mais facilmente você as
reterá.
Aqui estão alguns tipos de perguntas que você pode usar.
✓ As perguntas de orientação. Quando você lê ou ouve alguma coisa, as
respostas para algumas das seis perguntas jornalísticas são respondidas como
parte da apresentação. No entanto, outras geralmente são deixadas de fora.
Pergunte sobre o que foi deixado de fora. Lembre-se que as perguntas de
orientação são: quem, o que, quando, onde, por que e como.
✓ E aí o quê? Essa é uma pergunta poderosa que pergunta o que acontecerá
depois que a solução apresentada for colocada em prática. A pergunta
encoraja as pessoas a pensarem além da situação imediata para explorar
consequências não intencionais da ideia. Por exemplo “e aí, o que acontece
depois que eu aplicar essa técnica no processo de pesquisa?”
✓ E se? Essa pergunta pode ser usada para iniciar um experimento mental,
no qual a ideia em discussão é levada a um resultado imaginário, melhor do
que era ou pior. Por exemplo, "E se isso não funcionar? Qual é o nosso plano
B?" "E se aumentarmos o número de queimadores no forno?" "E se o projeto
tiver custos inesperados?
Exemplos de Perguntas
Aqui estão alguns exemplos de perguntas.
Perguntas Gerais
▪ Qual é o ponto principal da informação (livro, artigo, discurso, vídeo etc)?
▪ Que evidência o autor fornece para apoiar sua conclusão?
▪ Quais informações estão faltando?
▪ Qual é a visão de mundo do autor e como isso afeta o argumento e as
conclusões?
As Sete Perguntas Principais de Análise de Conhecimento
✓ Qual é o motivo? Por que essa afirmação deve ser acreditada? Você
acredita nisso porque... (apresente uma justificativa)
✓ Como eles sabem disso? A alegação é apoiada por experimentos, razões,
autoridade, evidência, opinião de especialistas? A alegação é realmente
válida?
✓ Você consegue esclarecer isso? O que isto significa? Você pode dar um
exemplo, um não-exemplo, uma analogia, comparação, contraste, metáfora,
explicação, definição?
✓ O que está faltando? Alguma coisa foi deixada de fora? Existem
qualificadores omitidos, exceções, limitações, pré-requisitos, fatores
necessários? Quais são?
✓ Isso é realmente verdade? É toda a verdade? Alguma das alegações foi
exagerada ou omitida? Quais comparações você pode fazer a fim de
validar/invalidar o s argumentos apresentados? Existe uma verdade parcial ou
parte do conteúdo pode ser desconsiderado? Por quê?
✓ E então o que? O que acontece depois? O que está implícito? Existem
consequências não intencionais? Quais?
✓ Como isso se encaixa? Como essa afirmação se integra com outros
conhecimentos? Quais relações/conexões/comparações você pode fazer com
as informações e conhecimentos que você possui?
Entendendo uma Apresentação
Após uma apresentação, palestra, workshop, vídeo ou aula, pergunte-se:
▪ O que você aprendeu com isso?
▪ Como você pode usar isso?
▪ Qual foi o ponto principal da apresentação?
▪ Como isso vai mudar a maneira de fazer o seu trabalho a partir de agora?
▪ A mensagem ou o objetivo da apresentação foi claro?
Quais eram suas expectativas antes de ouvir a apresentação?
▪ Suas expectativas foram atendidas?
▪ Qual foi a parte mais interessante da apresentação?
▪ Qual parte você achou mais útil?
▪ O que você ainda quer saber?
▪ Sobre o que isso te deixou curioso?
▪ O que você ainda precisa aprender?
ESTRATÉGIA #6: FAÇA ANOTAÇÕES
Um fato interessante sobre fazer anotações - durante palestras, vídeos ou
leituras - é que isso aumenta a aprendizagem, mesmo que as anotações nunca
sejam revisadas depois de feitas. Isso porque fazer anotações é um processo
ativo que envolve:
▪ Ouvir (ou assistir e ouvir) com cuidado para entender o que está sendo
apresentado;
▪ Concentrar a atenção no assunto;
▪ Identificar o que é importante e filtrar os pontos menos importantes;
▪ Resumir e parafrasear o material, exigindo uma interação cuidadosa com
ele;
▪ Engajar múltiploscanais cognitivos (auditivo enquanto você ouve e visual
enquanto escreve, anota ou destaca);
▪ Usar esforço cinestésico (escrever ou digitar).
É claro que o aprendizado é aprimorado ainda mais se você revisar suas
anotações e, ainda mais, se resumi-las.
Dicas para anotações
A anotação é uma espécie de arte, quer você esteja ouvindo uma palestra,
assistindo a um vídeo, observando uma demonstração ao vivo ou
reproduzindo um arquivo de áudio. A chave é fazer anotações suficientes
para capturar os pontos importantes, incluindo detalhes suficientes para que
você possa lembrar e entendê-los posteriormente.
Se as anotações forem muito pequenas, elas não significarão muito na hora de
revisá-las. Se tudo o que você fizer for anotar os tópicos de uma apresentação
do PowerPoint ou apenas as palavras e frases escritas pelo instrutor no
quadro, provavelmente você quebrará o cérebro mais tarde tentando decifrá-
las. Afinal, você terá apenas copiado os destaques que foram apresentados a
você.
Por exemplo, o que você consegue extrair dessas anotações?
- Problema de emergência
- atraso de conceitualização
- entender o ponto chave
- não pode agir de outra forma - atordoado
No extremo oposto, se você tentar anotar tudo, você não conseguirá entender
o que está acontecendo, se tornando um copiador, e você não entenderá a
essência ou os detalhes certos.
Fazer anotações é um jogo onde o objetivo é manter o equilíbrio entre fazer
anotações de menos (como nos exemplos anteriores) e fazer uma cópia exata
do que você viu, ouviu ou leu.
Então aqui estão algumas dicas prática para tornar suas anotações mais úteis e
eficazes:
✓ Inclua detalhes importantes, como ideias centrais, conclusões, ideias-
chave. Evite apenas copiar os destaques. Só faça uma anotação literal de um
tópico específico se aquilo for um termo, conceito ou ideia básica do
conteúdo, caso contrário, sempre anote o que você entendeu.
✓ Anote o que o apresentador diz quando for prefixado por um
comentário de ênfase: "E o mais importante," "E observe isso", "O que
realmente importa é" e assim por diante.
✓ Não inclua mais do que dois ou três exemplos (um é geralmente
suficiente), comentários fora do tópico, devaneios, piadas, detalhes que você
pode facilmente procurar (datas de eventos importantes, por exemplo). Foque
sua atenção em delinear a estrutura geral do conteúdo. Os detalhes que
podem ser anotados posteriormente devem ser deixados para um segundo
momento quedo você fizer uma revisão para complementar suas anotações.
✓ Inclua etapas do processo, causa e efeito, antes e depois, ou outros
conjuntos de ideias que devem ser combinados para serem significativos.
Anotações soltas ou isoladas não vão te ajudar. O relacionamento entre
informações e as conexões que que elas têm é que realmente importa.
Use símbolos nas suas anotações. Os símbolos permitem a notação rápida no
momento enquanto faz as anotações ou quando as revisa. Aqui vão apenas
algumas ideias:
▪ Um asterisco * indica um pensamento importante;
▪ Um ponto de exclamação “!” indica algo provocativo ou controverso que
você pode discordar ou queira pesquisar posteriormente;
▪ Uma adição ou sinal de mais “+” indica que duas ou mais ideias funcionam
juntas;
▪ Uma seta “->” indica uma relação de causa e efeito ou uma sequência de
tempo (anterior e posterior).
Também pode ser útil (se houver disponibilidade para isso) criar um código
de cores usando canetas de cores diferentes (como o que vimos para fazer
anotações nos livros).
Uma outra forma de anotação bastante útil é sublinhar.
✓ Leia ao menos uma vez o texto antes de começar a sublinhar. Observe
todo o conteúdo para que você tenha uma ideia geral do assunto, isso vai
evitar que você sublinhe trechos desnecessários.
✓ Sublinhe somente as palavras necessárias para a compreensão do
conteúdo do parágrafo, sublinhe as palavras técnicas ou específicas do tema,
assim como qualquer dado relevante que contribua para uma melhor
compreensão, como datas, nomes, lugares, etc. O ideal é não sublinhar mais
que 10% de uma página.
✓ Resista à tentação de grifar parágrafos inteiros, em vez disso, ao lado
do parágrafo escreva uma palavra ou uma pequena frase que possa transmitir
a ideia central do parágrafo. Aqui podemos notar uma semelhança entre
sublinhar e criar mapas mentais no sentido de procurar trabalhar apenas com
palavras ou frases curtas.
Repita a prática com os demais parágrafos até o final do texto.
▪ Faça uma lista com as palavras ou frases que você escreveu ao lado de cada
parágrafo, e terá um roteiro do texto rapidamente;
▪ Por fim, desenvolva cada ideia conforme o conteúdo do parágrafo
correspondente. Junte seus sublinhados formando um novo texto a partir
deles, que vi resultar no seu resumo. Fácil, não é?
Sublinhar é uma técnica de análise que permite chegar rapidamente à
compreensão da estrutura e da organização de um texto. Ajuda a manter a
atenção, evitando as distrações e a perda de tempo.
Além disso, fortalece o estudo e a leitura ativa e o interesse em captar o
essencial de cada parágrafo, e isso favorece a assimilação e desenvolve a
capacidade de análise e de síntese.
Para saber se você está sublinhando corretamente um texto, basta fazer
perguntas sobre o conteúdo (use as perguntas de orientação), e se as respostas
estiverem nas palavras que foram sublinhadas, é sinal de que o trabalho está
correto.
Sublinhar, assim como qualquer outra técnica de estudo tem seus prós e
contras, o que vale realmente é o quanto cada técnica vai te ajudar.
Não deixe de usar um método com o qual você obtém bons resultados apenas
porque alguém disse que ela não é boa. Todos nós temos características
diferentes e isso faz com que nenhuma técnica seja 100% eficaz, ou que seja
100% inútil.
Suas particularidades devem ser respeitadas, e a técnica que decidir usar deve
se adequar às suas necessidades. No final, seus resultados pessoais e sua
preferência é que devem ser usados como base para decidir por um método
ou outro.
ESTRATÉGIA #7: RESUMO
O que é um Resumo?
Enquanto uma paráfrase (veja a próxima estratégia) muda uma sentença ou
duas para uma com o mesmo tamanho, mas com suas próprias palavras, um
resumo condensa o material de origem em menos palavras. Um resumo pode
condensar um parágrafo a uma sentença, reduzir dez páginas a um parágrafo
ou até mesmo resumir um livro em poucas frases - ou até mesmo ema penas
uma. Portanto, você pode perceber que um resumo dá muita flexibilidade no
grau de condensação. Tudo depende do seu propósito.
Por que você deve resumir?
De modo geral, resumir é valioso porque requer que você 
▪ gaste tempo com as informações que você condensará;
▪ pense sobre a informação e quais partes são mais importantes e quais são
menos importantes;
▪ reescreva em suas próprias palavras os pontos ou ideias que você
identificou para incluir em seu resumo.
Todas essas atividades aumentam o aprendizado: gastar tempo com um livro,
artigo ou assunto tem o maior impacto; pensar sobre a importância relativa de
parte da informação melhora suas habilidades críticas de pensamento e
análise; e reescrever em suas próprias palavras aumenta a compreensão e a
retenção.
Mais especificamente, resumir - reescrever as informações do seu jeito, com
menos palavras - é útil para o aprendizado porque faz com que você
▪ simplifique o material, facilitando a compreensão;
▪ foque no que é mais importante;
▪ condense a informação, omitindo detalhes e exemplos menos importantes;
▪ compreenda o material para que consiga resumi-lo;
▪ releia o material ou partes dele para atualizar sua compreensão dos pontos
principais;
▪ distinga quais são as ideias principais que devem ser incluídas no resumo e
quais ideias podem ser omitidas;
▪ reescreva as ideias em suas próprias palavras.
Certamente, você está ciente de que existe uma enorme quantidade de
informações no mundo e essa situação não vai ficar melhor com o tempo.
Muita informação pode realmente ser prejudicial para a aprendizagem.
Nossos cérebros simplesmente não têm capacidade - potência mental - para
processare reter tudo isso. Então, a condensação ajuda na retenção. "Menos é
mais" como alguns dizem.
COMO RESUMIR
Para resumir e tornar o resultado mais curto que o original
▪ retenha as ideias mais importantes ou ideias-chave;
▪ omita as ideias menos importantes;
▪ condense ou omita exemplos, detalhes, descrições e narrativas menos
importantes.
Resumos variam no grau de condensação utilizado. O grau depende das
informações e de qual é o uso do resumo (guia de estudo, informações
abstratas para um trabalho de pesquisa, condensação para referência futura
muito tempo depois de ter lido o trabalho inteiro ou simplesmente exercícios
para ajudar você a lembrar o que leu). 
Alguns resumos reduzem o material a um quarto do original (25%), enquanto
outros podem condensar até um décimo (10%) ou mesmo um vigésimo (5%)
do original.
Geralmente, quanto maior for o original, mais condensado é o resumo. Por
exemplo, você não gostaria de resumir um livro de 400 páginas a um
tamanho de 25% (100 páginas), porque o esforço seria muito grande e 100
páginas é muito material para ser lido como resumo.
Os resumos devem ser ferramentas curtas e acessíveis para destacar os
aspectos cruciais de um livro ou artigo ou outro conjunto de informações.
Algumas perguntas a serem feitas ao planejar seu resumo são:
▪ Qual é o propósito ou uso deste resumo? Guia de estudo, ferramenta de
aprendizagem, arquivo de pontos importantes para que eu não tenha que ler o
trabalho de novo?
▪ Quais são as ideias principais?
▪ Qual é o ponto principal?
▪ Quais ideias menores podem ser omitidas?
▪ Quais exemplos, detalhes, tangentes e assim por diante precisam ser
mantidos, mas condensados, e quais podem ser omitidos?
Trabalhar com qualquer material de perto o ajudará a entender e a lembrar. E
você também vai melhorar suas habilidades de análise e triagem de
informações.
Existem basicamente três técnicas que podem ser usadas para criar um
resumo, ou síntese. São elas as técnicas de eliminação, generalização e
construção.
ELIMINAÇÃO
Como o próprio nome já sugere, a técnica de resumo por eliminação consiste
em remover as partes que são desnecessárias. Geralmente essas partes são os
adjetivos e os advérbios, ou frases equivalentes a eles. Vamos ver um
exemplo.
O velho jardineiro trabalhava muito bem. Ele arrumava muitos jardins todos
os dias.
Para resumir essa frase por eliminação poderíamos deixá-la assim:
O jardineiro trabalhava bem.
Perceba que retiramos o adjetivo “velho” e o advérbio “muito” na primeira
frase e eliminamos completamente a segunda. Ora, se o jardineiro trabalhava
bem, é obvio que era porque arrumava jardins; a segunda informação é
redundante, pois trata apenas de uma confirmação da primeira frase.
Vale dizer que antes de iniciar um resumo pelo método da eliminação, é
importante que você saiba exatamente o quais são os objetivos do texto. Por
exemplo, eliminamos o adjetivo velho por julgar que essa informação não era
relevante para nosso trabalho. Pode ser que no seu caso o mais importante
seria saber que o jardineiro era um velho senhor e não um jovem.
Tenha claro o objetivo do texto, assim será mais fácil reconhecer as
informações relevantes.
GENERALIZAÇÃO
A generalização é uma estratégia que consiste em reduzir os elementos da
frase através do critério semântico, ou seja, pelos seus significados. Exemplo:
Pedro comeu picanha, costela, alcatra, fígado e filé no almoço.
Tudo o que Pedro comeu era carne. Então, o resumo da frase poderia ser:
Pedro almoçou carne.
Mais uma vez, é importante que antes de resumir você tenha conhecimento
do objetivo do texto, e saiba em que contexto ele será usado. Nesse caso,
dependendo do contexto ou do objetivo, seria importante por exemplo citar a
carne mais nobre, mais cara ou o tipo de corte por exemplo.
CONSTRUÇÃO
A técnica da construção consiste em substituir uma longa sequência de fatos
ou proposições por uma que seja menor e que possa ser presumida a partir
dessa sequência maior se baseando no seu significado. Exemplo:
Maria comprou farinha, ovos e leite. Foi para casa, ligou a batedeira,
misturou os ingredientes e colocou-os no forno.
O que você deduz que Maria fez? Todas essas ações nos remetem a uma
síntese:
Maria fez um bolo.
Como você pode perceber, resumir um texto é algo relativamente simples,
mas é necessário ter em mente o objetivo do texto e se atentar aos detalhes.
Por exemplo: Se o texto for do tipo narrativo, devemos prestar atenção aos
elementos de causa e a sequência dos acontecimentos.
Se for descritivo, os detalhes de funcionamento, características espaciais e
técnicas devem ser mantidas. E caso o texto seja dissertativo, é bom cuidar da
organização e construção das ideias, não deixando para trás argumentos
chave e justificativas.
Existe simplesmente informação demais no mundo para qualquer pessoa
tentar processar até mesmo uma pequena fração dela. Para reduzir a
quantidade de informações com as quais você precisa lidar - e em muitos
casos lembrar - use algumas dessas estratégias para facilitar a retenção de
todo o conhecimento:
✓ Leia resumos ou resenhas de livros antes de ler o livro. Você pode
descobrir que o resumo é tudo que você precisa. Você pode até resumir o
resumo em alguns casos. Apenas tome cuidado com os resumos prontos na
internet, pois você não teve um contato mais profundo com aquele material, e
isso pode prejudicar seu entendimento, além disso, se você não tiver garantias
da qualidade do resumo, é melhor não o utilizar.
✓ Divida e conquiste. Se você tiver três livros para ler e resumir, encontre
duas pessoas capazes com a mesma tarefa e faça com que cada pessoa resuma
um livro e compartilhe. O resumidor se torna o instrutor do livro e seu
conteúdo e responde a quaisquer perguntas que os outros membros do grupo
possam ter sobre esse livro.
✓ Use atalhos de resumo. Muitos escritores de livros didáticos (e muitos
outros autores) usam uma estrutura de parágrafos simples, em que a primeira
sentença de cada parágrafo é a sentença de tópico e as sentenças restantes
fornecem detalhes, exemplos, motivos e assim por diante. Você pode criar
um resumo rápido lendo apenas a primeira sentença de cada parágrafo. Às
vezes, esse método lhe dará uma visão geral bastante clara do capítulo ou
livro que você pode escrever um resumo (quando você ler o trabalho inteiro)
mais facilmente. Tendo em mente o contexto e o senso de desenvolvimento,
você pode distinguir o importante do não-importante.
ESTRATÉGIA #8: PARAFRASEAR
Uma paráfrase é uma reafirmação de uma ideia em suas próprias palavras.
Você transforma uma frase que leu ou ouviu em uma que tenha basicamente
o mesmo tamanho, mas com suas próprias palavras. Use palavras diferentes,
mas mantenha o significado. Por exemplo:
Frase original: "Reservar alguns minutos de nossas vidas muito ocupadas
todos os dias pode fornecer o alívio mental que precisamos para recarregar e
seguir em frente” - 
Paráfrase: Devemos interromper nossa agenda super ocupada todos os dias,
para reservar alguns minutos e suprir a restauração mental necessária para
reabastecer nossa energia e continuar nossa produtividade.
Aqui temos 24 palavras parafraseadas em 32 palavras, que é um número
similar. A ideia central de uma paráfrase é que ela preserva todos os
significados e detalhes (enquanto um resumo omite detalhes e preserva
apenas as ideias principais).
Parafrasear é uma estratégia de aprendizagem valiosa pelas seguintes razões:
✓ Engajamento ativo com o material. O ato de transformar uma
declaração em suas próprias palavras e anotá-las (ou digitá-las) engaja a
mente e o corpo com o conteúdo. Escrever ou digitar sentenças envolve
interação cinestésica (movimento físico) com o material, bem como mental.
Parafrasear faz com que você pense sobre as ideias, em vez de simplesmente
jogá-las no cérebro sem serem examinadas.
✓ Memória aprimorada. O engajamento ativo melhora sua memória das
ideias. Até mesmo escrever a ideia palavra por palavra aumenta a retenção,
independentemente de você revisar ou não suas anotações. Mas parafrasear é
ainda mais poderosopara ajudar a memória.
✓ Melhor compreensão. Para converter uma ideia para suas próprias
palavras, você precisa pensar sobre ela e entender o que o escritor ou
palestrante quis dizer. Você pode copiar as palavras exatas roboticamente
sem pensar e, portanto, com menos compreensão. E sem compreensão, é
provável que você esqueça as informações mais cedo porque seu cérebro não
as conectou a nada.
✓ Faça a ideia ser sua. Usando seu próprio estilo de escrita, seu próprio
vocabulário e seu próprio pensamento adicionam a ideia ao seu inventário
mental. Quando alguém pergunta: "Qual foi o objetivo do livro?" é mais
provável que você responda em seu estilo natural, em vez de no
possivelmente elaborado e fraseado vocabulário do livro.
Parafrasear permite que você organize as ideias, e você pode utilizá-la para:
✓ Organizar as ideias em uma ordem diferente. Se o escritor discute as
coisas em uma ordem diferente da que você considera mais útil para o seu
estudo, reorganize-as em sua paráfrase para enfatizar o que é importante.
✓ Simplificar a linguagem. Esse talvez seja o benefício mais útil da
paráfrase. Alguns escritores usam estruturas de frases excessivamente
elaboradas ou muito jargão ou vocabulário desnecessariamente abstrato.
✓ Esclarecer as ideias. Algumas frases são simplesmente difíceis de
entender. Muitos grandes pensadores não têm a capacidade de se expressar
tão claramente quanto esperamos. Parafrasear é a sua oportunidade de
traduzir uma escrita difícil para uma escrita mais clara.
Como Parafrasear
A fórmula para parafrasear é:
▪ Leia a frase ou passagem mais de uma vez até que você realmente entenda;
▪ Escreva o significado, seja em forma de esboço ou estilo de conversa;
▪ Localize as ideias principais e organize-as na ordem que deseja ;
▪ Escreva a paráfrase a partir do seu esboço rearranjado;
▪ Certifique-se de preservar o significado e incluir todas as ideias;
▪ Edite conforme necessário;
▪ Adicione uma citação para dar o crédito à fonte. (Você não pode fazer uma
ideia ser sua simplesmente mudando-a para suas próprias palavras. Você
ainda precisa citar a fonte da ideia)
Exemplos de Paráfrases
Frase Original: "Acontece que é muito difícil, por exemplo, desaprender ou
ignorar informações ruins - mesmo quando sabemos que são erradas ou
deveriam ser ignoradas". - Joseph T. Hallinan, Why We Make Mistakes 
Paráfrase: Mesmo quando nos dizem que alguma informação está errada e
deve ser desconsiderada, ainda achamos difícil esquecê-la ou evitá-la. -
Adaptado de Joseph T. Hallinan, Why We Make Mistakes
Frase Original: "Líderes capacitam os funcionários por meio de
compartilhamento consistente de informações e maior responsabilidade e
autonomia na tomada de decisões". - Paul Marciano, Carrots and Sticks Don't
Work
Paráfrase: Quando os líderes compartilham informações regularmente, dão
autoridade para tomar decisões e permitem autonomia, eles capacitam seus
funcionários. - Adaptado de Paul Marciano, Carrots and Sticks Don't Work
Frase Original: "O aprendizado ocorre melhor quando novas informações são
incorporadas gradualmente ao armazenamento da memória, em vez de
quando são comprimidas de uma só vez. - John Medina, Brain Rules
Paráfrase: A melhor maneira de aprender algo é estudar um pouco de cada
vez, em vez de tentar memorizar tudo ao mesmo tempo. - Adaptado de John
Medina, Brain Rules
ESTRATÉGIA #9: AUTOEXPLIAÇÃO
Autoexplicação é a prática de pensar em voz alta. Você fala consigo mesmo
enquanto trabalha em um problema, a fim de forçar uma percepção
consciente do processo pelo qual sua mente está passando.
Você faz perguntas, trabalha em respostas específicas, tenta caminhos de
solução diferentes, comenta erros, identifica mudanças na abordagem e assim
por diante. Como o nome indica, você está explicando a si mesmo o que está
fazendo e pensando.
Assim como o automonitoramento (que veremos mais adiante), a
autoexplicação é uma técnica que consiste em fazer perguntas com o objetivo
de promover sua compreensão sobre o que seu cérebro está fazendo. Talvez
uma maneira de descrever as duas técnicas é que sua mente está observando
(monitorando) seu cérebro.
Considerando que o automonitoramento fica de olho em quão bem você está
aprendendo alguma coisa, a autoexplicação fica de olho no processo de
elaboração de uma solução para um problema.
Para ficar bem claro a diferença entre essas duas, a autoexplicação trata de
desenvolver pontualmente seu processo de estudo de um determinado
assunto, enquanto o automonitoramento trata de acompanhar o progresso
geral do seu estudo.
PERGUNTAS DE AUTOEXPLICAÇÃO
Perguntas como essas são úteis para acompanhar o processo de solução de
problemas:
1. Quais informações eu preciso saber para resolver esse problema?
2. Onde posso encontrar essa informação necessária?
3. Isso já foi resolvido ou respondido antes?
4. Eu tenho todas as partes ou informações de que preciso?
5. O que eu devo fazer a seguir?
6. Qual seria outro exemplo disso?
7. Isso soa correto?
Afirmações de Autoexplicação
Enquanto você trabalha com um problema, você pode não só fazer perguntas
para guiar seu pensamento, mas também fazer afirmações que dizem a si
mesmo o que você está pensando. Eis alguns exemplos:
▪ Eu preciso ser mais claro sobre isso;
▪ Eu não entendo isso;
▪ Agora eu entendi;
▪ Espera aí, acho que estou fazendo isso errado;
▪ Aposto que posso usar esses exemplos para me ajudar a entender o princípio
geral;
▪ Isso não funcionou. Por que não?
▪ Eu fiz isso direito;
▪ Ah, esse é o problema;
▪ Ei, isso pode funcionar.
A autoexplicação traz o seu pensamento para a superfície da consciência,
onde você pode observá-lo e examiná-lo enquanto o acompanha. Nesse
processo interativo, você presta atenção às:
▪ propostas de definições, soluções e respostas, seguidas de avaliação e
comentário de cada afirmação, modificação ou rejeição de etapas, soluções e
respostas;
▪ mudanças de um rumo para outro, à medida que você abandona becos sem
saída ou percebe caminhos novos e promissores;
▪ interações com perguntas e etapas anteriores à medida que novas ideias
chegam.
Para pessoas que gostam de conversar ou que estão acostumadas a explorar
ideias, a autoexplicação geralmente é facilmente aprendida. Para aqueles que
são normalmente quietos e um pouco introvertidos, essa técnica leva algum
tempo para se acostumar. Mas a prática aprimora o desempenho, e o
resultado é um melhor aprendizado e melhor entendimento de seus próprios
processos de pensamento.
Para levar a autoexplicação para o próximo nível, tente uma destas coisas:
✓ Use um gravador para gravar sua autoconversa e transcreva-a para
que você tenha uma cópia escrita para revisão. Dê uma olhada nessa
transcrição e adicione outros pensamentos, soluções e ideias ao documento.
✓ Junte-se a um colega e resolva um problema juntos, compartilhando
ideias, marcando os pensamentos um do outro, ajudando um ao outro. Avalie
a qualidade do processo e a solução para determinar o quão bem funcionou.
ESTRATÉGIA #10: AUTOAVALIAÇÃO
Como o próprio nome indica, a autoavaliação é a prática de se testar para
entender o quão bem você está aprendendo o material que está estudando ou
sendo ensinado. Você provavelmente já usou um ou mais tipos de
autoavaliação no passado.
A autoavaliação ajuda você a aprender de duas maneiras. Primeiro, o simples
ato de examinar os materiais e criar perguntas ou outras avaliações para eles
ajuda a aprender o conteúdo. Você presta atenção, avalia o que é importante,
seleciona um método de teste, determina a resposta correta. Todos esses
esforços proporcionam experiências de aprendizado. Segundo, é claro, você
aprende fazendo a avaliação e obtendo feedback imediato sobre seu
desempenho. Quanto mais rápido o feedback, mais eficaz é para aprender.
REÚNA SUAS FERRAMENTAS DE ESTUDO
A primeira etapa do processo de autoavaliação é reunir os materiais e as
ferramentas de estudo para os quais você deseja criar testes. Esses materiais
podem ser colocados em duas categorias gerais.
Materiais Primários. Estas são as fontes completas de informaçãocom as
quais você está trabalhando:
▪ livros;
▪ artigos;
▪ sites ou páginas;
▪ palestras gravadas;
▪ apresentações (como decks do PowerPoint);
▪ vídeos;
▪ gravações de áudio;
▪ glossários.
Materiais Processados. Esses são os materiais que você criou, que reduzem
ou alteram os materiais primários para torná-los mais úteis para você.
▪ resumos;
▪ paráfrases;
▪ notas de aula;
▪ guias de estudo;
▪ mapas de ideias.
CRIE UMA VARIEDADE DE AVALIAÇÕES
Testar a si mesmo usando vários métodos diferentes irá ajudá-lo a aprender e
entender melhor o material do que se você usar apenas um método. Aqui
estão algumas ideias:
✓ Cartões de memória de vocabulário. Estes cartões podem conter
quaisquer dois termos associados entre si, com o termo de um lado e o item
associado do outro: palavra e definição, nome da marca e nome genérico,
termo e categoria (tomate / vegetal), sintoma e diagnóstico, veneno e
antídoto, e assim por diante.
Uma coisa útil para lembrar sobre cartões como estes é que eles devem ser
executados tanto para frente quanto para trás. Isto é, comece lendo, digamos,
a palavra e recitando a definição. Em seguida, após algumas rodadas, inverta,
leia a definição e recite a palavra do vocabulário correspondente (para uma
maneira poderosa e eficiente de usar cartões, consulte a Estratégia #16: O
sistema Leitner).
✓ Cartões de Perguntas e Respostas. Coloque uma pergunta em um lado
do cartão e a resposta no outro lado. As respostas podem ser uma única
palavra ou data ou número ou podem ser mais extensas, dependendo do
tópico.
✓ Cartões de Problemas. Esses cartões apresentam um problema para você
trabalhar de um lado e a resposta do outro. Por exemplo, um lado pode dizer
"Converter 75 graus Fahrenheit em Celsius", e o outro lado terá a resposta.
✓ Teste de Lacunas. Esse tipo de avaliação usa um parágrafo de resumo do
seu texto ou página da internet, e substitui da quinta palavra em diante por
um espaço em branco. Você deve então, com base na leitura do parágrafo em
sua forma original, preencher os espaços em branco com as palavras que
faltam. Então você verifica se acertou. O melhor uso deste tipo de avaliação é
reunir-se com outra pessoa e criar testes de lacunas um para o outro.
✓ Teste de correspondência. Crie seu próprio teste de correspondência.
Isso pode parecer fútil, já que você estará tão familiarizado com as respostas
que você sempre acertará 100%. Mas releia a última frase: você estará tão
familiarizado com as respostas que sempre acertará 100%. O valor está na
criação do teste. É aí que ocorre o aprendizado.
✓ Cartões de correspondência. Com esse método de avaliação, você tem
cartões com o termo, pergunta ou acrônimo e cartões com a definição,
resposta ou explicação presentes, com a face para cima ao mesmo tempo. Sua
tarefa é fazer pares com os cartões apropriados.
USE AVALIAÇÕES PRONTAS
A maioria dos livros didáticos e dos cursos têm vários materiais de auxílio ao
estudo disponíveis para ajudar a melhorar o aprendizado dos alunos. Então
aproveite
▪ Exercícios práticos;
▪ Perguntas ao final do capítulo;
▪ Testes de perguntas.
FAÇA AVALIAÇÕES E AVALIE OS RESULTADOS
Avalie-se em intervalos regulares, como diariamente ou semanalmente, para
poder acompanhar o progresso de seu aprendizado. Faça estas perguntas a si
mesmo:
▪ O que eu perdi?
▪ Qual minha pontuação (em relação a acertos de questões práticas e testes)?
▪ Meu desempenho é melhor, o mesmo ou pior que da última vez?
▪ Qual a tendência da minha pontuação?
Participe de alguma atividade de automonitoramento (veja a Estratégia 21:
Automonitoramento), fazendo algumas destas perguntas:
▪ Quão bem estou aprendendo esse material?
▪ Quais mudanças ou ajustes eu preciso fazer para melhorar minhas
pontuações e meu aprendizado?
▪ Os resultados do teste mostram algum padrão consistente?
▪ Onde eu estou especialmente forte ou fraco?
▪ O aprendizado está se tornando mais fácil e/ou mais rápido, ou continua o
mesmo?
✱ Dica extra
Encontrar um colega de estudo para testar você, avaliar seu aprendizado,
elogiá-lo por respostas corretas e compartilhar conhecimento com você traz
muitos benefícios. Você descobrirá que pode estudar mais e com mais
interesse e motivação do que quando está sozinho. Você também reunirá
dicas e outras ideias sobre o assunto que está estudando.
ESTRATÉGIA #11: CONEXÃO DE IDEIAS
A conexão de ideias é uma estratégia de aprendizagem que pega um conjunto
de anotações (de alguma leitura, visualização de vídeo) e organiza-as para
revelar categorias, semelhanças, contrastes - qualquer tipo de relacionamento
que facilitará a compreensão do todo. Em outras palavras, a ligação de ideias
tem como objetivo encontrar a “grande figura” na “massa” de detalhes.
A conexão de ideias tem algumas semelhanças com a análise de conteúdo,
que combina a repetição de palavras ou conceitos e procura sinônimos para
determinar a frequência de ocorrência de ideias iguais ou semelhantes. Mas a
conexão de ideias vai além disso na construção de um esquema ou esboço
organizacional, às vezes criando um tipo de mapa de ideias a partir das
anotações "cruas".
A conexão de ideias também permite que você crie ligações não-lineares e
cruzadas de ideias de uma forma que um resumo comum não fará. Nós
veremos com mais detalhes sobre como conectar e informações de forma não
linear na estratégia de mapeamento de ideias.
COMO CONECTAR IDEIAS
O método é conectar conceitos similares e tópicos de informação em uma
estrutura temática maior e coerente. Isto é, olhe para as anotações ou ideias e
veja se você consegue encontrar vários temas relacionados ou inter-
relacionados que podem ser usados para organizar as ideias. A ideia aqui é
que é mais fácil lembrar três temas principais de uma palestra de horas do que
lembrar, digamos, 20 itens individuais.
▪ Procure por palavras ou conceitos semelhante (literal e figuradamente);
▪ Pegue seus resumos e anotações e tente separar as informações em grupos;
▪ Busque pontos em comum entre as informações, ideias ou argumentos que
você tiver destacado e tente relacioná-los entre si.
Idealmente, as anotações devem ser reorganizadas e reescritas em uma folha
de papel, refletindo o arranjo e as conclusões que você conseguir identificar.
A estratégia Desenhando Imagens sugere o uso de desenhos como
ferramentas poderosas para a memória por causa do quão mais eficientemente
o cérebro processa imagens do que textos. Como um esquema organizacional
para um projeto de ligações de ideias, ligue as ideias sob imagens ou ícones
ou símbolos que fornecerão um estímulo visual à memória. Em seguida,
discuta suas ligações de ideias com um amigo ou colega de turma.
ESTRATÉGIA #12: MAPEAMENTO DE IDEIAS
De uma forma geral, os mapas mentais são diagramas estruturados e
simplificados de um determinado conceito ou ideia. São formas gráficas
utilizadas para organizar, hierarquizar e apresentar informações de uma forma
mais resumida e fácil para nosso cérebro processar e memorizar.
Os mapas mentais também são utilizados:
▪ na compreensão de problemas, em que os detalhes são relacionados e
analisados em busca de uma solução;
▪ na estruturação de textos, organizando as ideias os tópicos e os conceitos
que serão desenvolvidos;
▪ no desenvolvimento de palestras, seminários, cursos, aulas e qualquer outra
forma de exposição de uma informação.
Ao contrário do que se acreditava até pouco tempo atrás, o cérebro não
guarda as informações de forma linear, uma seguida da outra como se fosse
um livro. Na verdade, as informações são guardadas em pontos diferentes no
cérebro, organizadas em grupos relacionados e conectadas por um complexo
sistema neural.
O mapa mental tenta reproduzir esse funcionamento do cérebro de três
formas:
1. ligando as ideias e conceitos de um conhecimento com linhas que
chamamos de ramos;
2. criando gatilhos ativadores com as imagens e agrupando conceitos
semelhantes em ramos com a mesma cor;
3. organizando as informações de acordo com a relevância e proximidade
com a ideia central.
Os mapas mentais são interessantes por nos incentivarema buscar o que é
realmente importante em uma informação. Ele nos ajuda a focar em ideias e
conceitos e não apenas em palavras isoladas como é o caso de anotações
lineares.
O mapa mental também ajuda no aprendizado por proporcionar uma revisão
mais objetiva e rápida. Sua estrutura mostra todas as ideias simultaneamente,
oferecendo uma visão geral, mais ampla do tema, estimulando as ligações do
cérebro a reforçarem as relações entre as informações.
Os mapas mentais facilitam a memorização do conteúdo por serem mais
organizados, agruparem as ideias de forma dinâmica e ter um visual mais
atraente e chamativo para o cérebro por usarem várias cores, formas e
imagens.
AS REGRAS DOS MAPAS MENTAIS
Os mapas mentais podem ser usados em diversas situações e com propósitos
diferentes, no entanto todos os mapas mentais têm um ponto em comum: a
estrutura, a sua forma básica.
Para que você possa extrair o máximo potencial dos mapas mentais, é
importante que você entenda e aplique as regras que veremos agora.
✓ Primeira regra: todo mapa mental deve partir de uma ideia central
A ideia central deve sempre ser inserida no centro do mapa e apresentada na
forma de uma palavra-chave que indique o tema do mapa. Encare a ideia
central como o título do seu mapa. Quanto mais claro e objetivo for a
descrição, melhor, e isso funciona para todo o mapa. Use o mínimo possível
de palavras na ideia central.
Por exemplo, ao invés de usar "As Regras básicas para desenvolvimento de
mapas mentais" como ideia central, escreva apenas "Mapas mentais - regras",
ou utilize uma imagem que represente uma mapa mental e escreva "regras".
Não precisa se preocupar em apresentar muitos detalhes neste ponto. Parte da
eficácia do mapa mental está justamente em forçar o raciocínio a buscar
extrair o essencial das ideias.
✓ Segunda regra: aprofunde o assunto utilizando níveis
O mapa mental segue uma hierarquia partindo do centro para as bordas e que
avança em níveis, e sempre seguindo em sentido horário.
Em volta da ideia central coloque os principais temas ligados ao tema central.
Estes temas podem ser comparados aos títulos dos capítulos de um livro, que
são justamente subdivisões do assunto principal do livro. A ideia aqui no
mapa mental é a mesma. São as ideias ordenadoras que definem os subtemas
do mapa.
Essas ideias ligadas diretamente ao tema central são chamadas de ideias de
primeiro nível. As divisões dessas ideias são as informações de segundo
nível. E assim por diante.
✓ Terceira regra: use imagens
É importante usar imagens que façam sentido e que sejam facilmente
entendidas por você.
Isso não quer dizer que você precisa se preocupar em encontrar uma imagem
perfeita, use a primeira imagem que vier à cabeça quando você pensar sobre o
assunto. Geralmente a primeira imagem que vem à nossa mente quando
pensamos em alguma coisa é a mais relevante para nós, a que tem maior
significado.
Por exemplo, um mapa mental sobre o descobrimento do Brasil poderia ter
muitas imagens diferentes como ideia central dependendo de quem estivesse
criando o mapa. Imagens de caravelas, índios, portugueses em trajes típicos,
um mapa do Brasil... enfim, você precisa se concentrar em usar a imagem que
melhor represente o assunto para você.
✓ Quarta regra: use cores
O uso de cores estimula o nosso canal visual, facilitando o processo de
fixação das informações e aumentando a capacidade criativa.
O uso de cores facilita a compreensão do mapa mental e auxilia na
memorização ao utilizarmos cores diferentes para cada ramo a partir do tema
central. Isso também deixa o mapa mais agradável e organizado,
possibilitando encontrar e reconhecer informações com muito mais rapidez.
✓ Quinta regra: utilize palavras-chaves
As palavras-chave devem funcionar como gatilhos que ativem sua memória,
criando interesse do cérebro em fazer a interpretação e conexão das
informações de um mapa.
O ideal seria que em cada linha (ou ramo) do mapa mental fosse colocada
apenas uma palavra ou uma imagem. Mas na prática isso pode não ser tão
simples assim, principalmente nos primeiros mapas.
Quando começamos a criar um mapa mental, a tendência natural é de utilizar
mais de uma palavra para definir uma ideia. Isso acontece porque estamos
acostumados com a forma linear de aprendizado e com uma grande
quantidade de palavras. E isso pode acabar nos desmotivando, pois isso acaba
tomando muito tempo.
A forma mais simples de superar essa dificuldade é através da eliminação.
COMO LER UM MAPA MENTAL
Basicamente existem duas formas de se ler um mapa mental, e a forma de
leitura vai depender do seu tempo disponível e a necessidade de
aprofundamento no tema.
✓ Na leitura de reconhecimento são lidos apenas as ideias do primeiro
nível, ou seja, são lidas apenas as informações dos ramos que derivam
diretamente da ideia principal, e é feita quando é necessário apenas uma
revisão rápida do tema do mapa mental para relembrar os pontos chaves. É
uma leitura mais rápida.
✓ Já a leitura de aprofundamento avança nos vários níveis de informação
do mapa. É uma leitura completa do mapa mental em conjunto com a
consulta do original caso seja necessário, e é feita quando se faz necessário
uma revisão mais detalhada do assunto.
A lógica por trás da estrutura de um mapa mental pode variar um pouco
dependendo da pessoa que o criou e do propósito do mapa mental. Mas
podemos afirmar que 99% dos mapas mentais seguem um padrão bem
simples de compreender, no qual o mapa mental começa pelo centro, onde
podemos encontrar a ideia principal, em seguida temos o primeiro ramo na
parte superior à direita. A leitura do mapa mental sempre acontece em sentido
horário.
Ao fazer uma leitura de reconhecimento, lemos todas as informações de
primeiro nível no sentido horário. Essa sequência nos ajuda a visualizar
rapidamente a ordem ou importância dos fatos. A primeira informação é a
que fica no canto superior direito, enquanto a última fica no canto superior
esquerdo.
É importante dizer que essa disposição no sentido horário serve tanto para
organizar as informações pela ordem de acontecimentos (ordem cronológica)
quanto para organizar por sua relevância, valor, tamanho, peso ou qualquer
outra importância.
Na leitura de aprofundamento, da ideia de primeiro nível, passamos para as
informações de segundo nível e seguimos até os últimos ramos da ideia.
ESTRATÉGIA #13: DESENHANDO IMAGENS
Nossos cérebros são projetados como processadores de imagens, para pegar o
que vemos (a informação visual transmitida por nossos olhos) e realizar
processos como reconhecimento, identificação e comparação. Nossos
cérebros fazem isso muito bem. O desafio vem quando começamos a ler.
Parece que, ao ler textos, nossos cérebros ainda funcionam como
processadores de imagens, vendo as palavras na página ou na tela como
pequenas imagens que devem ser decodificadas - reconhecidas, identificadas
e comparadas. Além disso, quando a pequena figura da palavra descreve uma
imagem real ("Ele estava em pé sobre um galho de árvore tentando alcançar
os figos") deve haver uma tradução da figura da palavra para uma imagem
armazenada relevante para a descrição. 
Ok, e daí? A questão é que as imagens reais são mais fáceis de processar do
que o texto, então quando você quer aprender algo mais facilmente, use
imagens: desenhos, gráficos, símbolos, esboços e até fotos. Você pode usar
algo tão simples quanto uma escada para representar etapas em um processo
ou pode incluir muitos símbolos para representar o processo de pensamento
visual.
Uma maneira simples, mas eficaz, de começar é usar diagramas que
representem as relações entre as ideias. Para etapas e sequências, você pode
desenhar degraus de escada, uma escada, um conjunto de caixas de
organogramas com um em cima do outro, tijolos empilhados em uma parede
de blocos ou qualquer outra metáfora útil que você quiser. 
O uso de uma representação gráfica o ajuda a lembrar não só o conteúdo, mas
a relação entre eles (a sequência correta) e a percepção de quão longo é o
processo de um determinado acontecimento.
Para uma situaçãoem que você tem várias causas e um efeito, como as
causas da 2ª Guerra Mundial, o efeito fica no meio do diagrama e as causas
ficam ao redor. Você pode desenhar quantas ramificações precisar.
Por outro lado, se você tem uma situação em que há muitos efeitos de uma
causa, como os efeitos de uma epidemia de gripe, a causa entra no centro e os
efeitos ficam ao redor.
Mais uma vez, o poder reside na representação visual e pictórica das ideias,
para que você se lembre automaticamente de que existem três, quatro ou seis
causas (ou efeitos) conectadas ao conceito que você está estudando. 
ESTRATÉGIA #14: CONVERSAÇÃO
Em suma, esta estratégia de aprendizagem envolve aprender conversando
sobre o que estamos estudando e ouvindo a opinião dos outros.
Pesquisadores perceberam há muito tempo que realmente descobrimos o que
sabemos e o que estamos pensando apenas quando transformamos nossas
ideias em palavras - falamos sobre nossas ideias com alguém. Além disso,
também perceberam que a melhor maneira de aprender alguma coisa é
ensiná-la a outra pessoa. É esse processo de verbalização, de articulação de
seu conhecimento e compreensão que está no cerne da primeira parte da
estratégia de aprendizado de Conversação.
De fato, diz-se que realmente não sabemos de verdade o que sabemos ou o
que pensamos até expressarmos nossos pensamentos em voz alta.
Simplesmente falar - até para si mesmo (em voz alta) ou para um objeto
inanimado ajuda a esclarecer e consolidar seu pensamento. E, embora você
possa não querer praticar essa estratégia de "conversar com um pedra" em um
local público, você pode se sentir à vontade para fazê-lo em seu próprio
quarto ou casa.
Conversar com outras pessoas sobre o seu aprendizado pode ser realizado
através de uma reunião individual (em duplas), pequenos grupos (três ou
quatro estudantes em um grupo) ou em formato de apresentação (uma
palestra preparada para toda a turma ou comunidade online) por exemplo.
Aqui estão algumas técnicas para usar quando você está na aula ou em um
grupo online:
✓ Resuma o conteúdo. O público pode então (1) repetir para o
apresentador o que eles entendem que foi apresentado, (2) realizar seu
próprio resumo do conteúdo e (3) comparar os resumos para determinar
quanta concordância ou diferença existe e então (4) ) trabalhar como um
grupo para produzir um resumo completo e preciso do conteúdo.
✓ Parafraseie o conteúdo importante. Siga os passos para resumir
ensinados acima. Mais uma vez, o público pode comparar anotações e buscar
esclarecimentos.
✓ Faça perguntas. Durante a apresentação, o apresentador pode fazer
perguntas para o público pensar durante a palestra. Lembre-se de que as
perguntas de criam uma curiosidade na mente do ouvinte, de modo que a
chegada de uma resposta é altamente antecipada. Esse interesse ajuda na
formação da memória. Após a apresentação, ter vários membros do grupo ou
da turma respondendo à mesma pergunta pode ser especialmente esclarecedor
para todo o grupo.
✓ Responder a perguntas. O apresentador pode responder a perguntas
sobre a apresentação. Perguntas e respostas são uma excelente maneira de
esclarecer fatos, teorias e opiniões. As perguntas e respostas podem ser
escritas e transformadas em FAQ (perguntas frequentes) para fins de estudo.
Com toda a participação do grupo, o FAQ pode ser montado rapidamente.
Outra maneira de usar a estratégia de conversação é conversar com pessoas
de fora da turma, como um amigo ou parente. Explicar uma teoria ou
apresentar conhecimento a alguém que não sabe nada sobre isso é um desafio
ideal. E, claro, quanto mais você tiver que explicar, melhor será a sua
memória e compreensão.
SIGA O ESQUEMA ERR
✓ Explique. Para produzir uma explicação clara do seu aprendizado, você
precisará tornar as ideias mais simples e concretas, mantendo-as claras e
precisas. Explicar ideias em termos mais simples melhora sua própria
compreensão.
✓ Responda. Quando você explica os conceitos ao seu ouvinte não
conhecedor, você recebe muitas perguntas, e elas o ajudarão a entender o que
uma pessoa sem contexto precisa construir para conhecer ou entender. Essa
introspecção ajudará você a organizar seu próprio quadro mental.
✓ Reflita. Faça perguntas ao seu público (1) para ver quão corretamente
eles conseguem responder o que você acabou de dizer e (2) para determinar
quão bons seus materiais são.
✱ Dica extra
Crie para si mesmo uma excelente ferramenta de estudo que pode resgatar o
tempo perdido em seu carro quando estiver preso no trânsito.
▪ Grave uma conversa interativa com um colega, em que cada um de vocês
apresenta o material a ser estudado, mudando de um para o outro no estilo
das notícias transmitidas pela TV. Use detalhes e seja preciso;
▪ Salve a interação e carregue no seu computador ou celular;
▪ Ouça a gravação quando estiver em seu carro, em uma caminhada, na
esteira da academia ou simplesmente andando por aí.
ESTRATÉGIA #15: ENSAIO MENTAL
Em contraste com um ensaio físico real, como tocar piano, chutar uma bola
de futebol ou pilotar um avião, o ensaio mental é a prática imaginativa de
alguma habilidade. Isto é, você passa por sua mente os passos envolvidos em
alguma tarefa, preparando-se para a tarefa ou desempenho reais.
Uma vantagem do ensaio mental é que você pode fazê-lo em qualquer lugar -
esperando na fila do banco, aguardando sua vez em um consultório médico
ou dirigindo um carro.
COMO PRATICAR O ENSAIO MENTAL
O ensaio mental deve ser realizado depois de você ter aprendido o processo
ou as etapas com precisão. Caso contrário, você pode acabar ensaiando os
passos, sequências ou comportamentos errados, tornando o desaprendizado e
o reaprendizado muito difíceis.
Depois de ter os passos, você pode ensaiá-los
▪ em sua mente, visualize-se passando por cada passo em sequência;
▪ imagine-se realizando a atividade completa sem cometer erros;
▪ pense na sequência de etapas e preste atenção nas conexões e transições
entre as etapas.
Quando você ensaiar uma tarefa, siga estes passos:
▪ Mantenha os olhos fechados para evitar distrações;
▪ Certifique-se de incluir todas as etapas e executar todo o processo ou tarefa;
▪ Use tanto tempo no ensaio quanto na tarefa real. (Para realizar uma ação de
5 minutos, faça um ensaio mental de três a cinco minutos);
▪ Acessórios e gestos são aceitáveis. Se segurar um pedaço de papel (para
representar um teste ou tarefa escrita) ajuda na sua imaginação, tudo bem. Se
mexer seus braços para imitar a manutenção de seu equilíbrio em uma corda
bamba ajuda o seu pensamento, faça isso.
Variação
Alguns artistas querem praticar e usar o ensaio mental não apenas para se
tornarem fluentes, mas porque não têm confiança em si mesmos e em sua
capacidade de atuação. Eles têm medo de gaguejar ou ter um “branco”. Para
ajudar pessoas assim, existem duas variações do ensaio mental. 
✓ Encontre um especialista, um artista famoso da tarefa ou uma pessoa
experiente que saiba fazer aquilo bem e finja que você é essa pessoa. Imagine
ser essa pessoa realizando a tarefa ou habilidade de forma excelente e faça o
que essa pessoa faria.
✓ Observe ou imagine observar alguém passando por todas as etapas do
processo ou executando a habilidade que você está praticando. 
Propósito
O objetivo do ensaio mental é alcançar a fluência, também conhecida como
automaticidade, em seu desempenho (veja a Estratégia
Fluência/Automaticidade). O que você está fazendo é programando seu
cérebro para estar tão familiarizado com o processo, a prática ou as etapas
que você consegue fazer até "enquanto dorme", como dizem.
Você pode fazer isso sem pensar. Quando você é fluente (termo derivado da
mesma palavra que fluído, ou seja, aquilo que flui), suas ações são
automáticas (daí, o outro termo, automaticidade).
Por exemplo, pense sobre dirigir um carro. Quais são os passos necessários
para iniciar?
Para a maioria das pessoas, essa sequência se tornou automática. Elas não
precisam pensar sobre isso. Então, eles vão dizer algo como: "Você coloca a
chave, gira e, em seguida, coloca o carro na marcha e dirija". Para a maioriadas pessoas, pisar na embreagem para permitir a troca de marcha é um passo
que eles deixam de fora, embora sempre façam isso quando dirigem.
Em uma descrição curta, o ensaio mental é uma maneira valiosa de aprender
uma habilidade, para os propósitos de
▪ tornar a habilidade mais fácil de executar, com menos atenção e esforço
conscientes;
▪ desempenhar as coisas com mais precisão;
▪ criar uma memória mais permanente e duradoura da habilidade.
Quanto mais você praticar uma habilidade, mais profundo será o aprendizado
dela. É como memorizar um vocabulário ou fórmulas ou datas. Se você
continuar a estudar o material mesmo depois de ter aprendido, você passa
para o superaprendizado, um estado que leva à fluência e à capacidade de
executar uma tarefa sem pensar.
APRENDIZAGEM DE ALTA PERFORMANCE
Um aspecto da fluência que às vezes é negligenciado é a velocidade. Isso
inclui
▪ velocidade de recordação;
▪ velocidade de desempenho;
▪ velocidade de seleção (por exemplo, com que rapidez você decide qual
ferramenta ou opção usar).
Tente acelerar seus ensaios. Siga os passos mais e mais rapidamente,
mantendo a precisão. Isso vai te ajudar a melhorar seu desempenho e torná-lo
cada vez mais rápido e natural. 
ESTRATÉGIA #16: O SISTEMA LEITNER
O estudo repetido de vocabulário, conceitos, eventos ou outros itens ainda é a
maneira mais eficiente para aprendê-los. Por um tempo, a memorização
mecânica (como é chamado o método de memorização baseado em repetição)
foi descartada dos meios acadêmicos como um meio de estudo, até que se
percebeu que ela realmente funciona.
Por esse motivo, os cartões de memória continuam sendo um auxílio popular
no estudo por serem flexíveis e bastante simples de serem criados e
utilizados.
Entre os benefícios dos cartões de memória, estão:
✓ Fácil de usar. Você pode carregar um pilha de até 100 cartões facilmente
e estudá-los a qualquer hora que tiver um momento livre. Se você usa
dispositivos online, os cartões estão tão próximos quanto o seu celular.
✓ Retorno imediato. Você recebe um retorno imediato se a resposta está
correta ou não, permitindo que você saiba imediatamente qual é a resposta
correta, reforçando, assim, uma resposta correta ou tendo uma oportunidade
para corrigir uma resposta errada.
✓ Separar em grupos. Os cartões de memória dividem sua tarefa de
aprendizado em pequenos pedaços ou partes, facilitando o aprendizado.
O sistema Leitner
Na década de 1970, Sebastian Leitner, um divulgador científico alemão,
desenvolveu um método de estudo utilizando cartões de memória que torna o
aprendizado do material muito mais eficiente e eficaz. Neste método, você
usa várias caixas ou pilhas para seus cartões. A ilustração abaixo mostra
quatro caixas, mas você pode usar três ou cinco (duas caixas é pouco, mais
do que cinco é demais).
COMO APRENDER UTILIZANDO CARTÕES
Todos os cartões começam na caixa (ou pilha) 1.
▪ Enquanto você revisa os cartões, cada cartão que você responde
corretamente vai para a caixa 2. Se você der a resposta errada, estude o cartão
e depois guarde-o na caixa 1;
▪ Quando você revisar os cartões na caixa 2, se você ainda tiver acertado a
resposta, o cartão é promovido para a caixa 3, e assim por diante, até que
todas as cartas estejam na caixa de maior número;
▪ Se você der uma resposta errada a um cartão na caixa 2, 3, 4 ou acima, o
cartão será rebaixado até a caixa 1.
A chave para a eficiência e eficácia do sistema Leitner é que os cartões nas
caixas inferiores - os que você conhece menos - são revisados com mais
frequência do que os cartões nas caixas mais altas.
Por exemplo, em uma configuração de quatro caixas, os cartões na Caixa 1
podem ser revisados quatro vezes mais do que os da Caixa 4. Cabe a você
escolher a frequência de revisão para cada caixa. Aqui estão alguns exemplos
de cronogramas de revisão para uma configuração de quatro caixas (cada
linha corresponde a um cronograma de revisão):
✱ Dica extra
1. Uma vez que todos os seus cartões foram promovidos para a caixa mais
alta, vire-os e aprenda-os de trás para frente. Inicie todos eles na caixa 1 e leia
a resposta, a definição, a fórmula ou o que quer que seja e veja se você
consegue dar a pergunta ou o termo. Continue até que mais uma vez todas os
cartões estejam na caixa mais alta.
2. Depois que todos os cartões estiverem na caixa mais alta, rebaixe-os para a
caixa 1 e revise-os novamente. Agora você está revisando para aumentar a
velocidade, para atingir a fluência (também chamada de automaticidade). A
aprendizagem profunda não é apenas muito mais duradoura, mas permite
uma recuperação mais rápida. 
ESTRATÉGIA #17: INTERAÇÃO EM GRUPO
A interação em grupo é uma versão mais formal da conversação. Na
conversação, a pessoa com um novo aprendizado faz a maior parte da
conversa, apresentando a uma ou mais outras pessoas, que podem fazer
perguntas. Na Interação em grupo, as perguntas e interações são quase
roteirizadas, para garantir que certas perguntas e certos caminhos de
pensamento sejam incluídos.
Se o grupo é apenas uma díade (duas pessoas) ou um pequeno grupo de
quatro ou cinco, é uma boa ideia incluir esses recursos:
✓ Esclarecimento. O apresentador precisa ser capaz de comunicar seus
conhecimentos de maneira clara e compreensível e apoiar as afirmações com
evidências, argumentos e motivos apropriados. No decorrer da apresentação,
então, em vários intervalos, o(s) ouvinte(s) deve(m)
▪ parafrasear os pontos importantes do apresentador;
▪ explicar a estrutura do argumento do apresentador: tese (ideia central) e
razões;
▪ gerar uma lista de argumentos de confirmação e de refutação aplicáveis à
tese do apresentador;
▪ listar ou desenhar a sequência de etapas do processo, os pontos apresentados
ou as razões que sustentam o argumento;
▪ delinear a apresentação e discutir o esboço com o apresentador para ver
como o esquema captura a intenção do apresentador.
✓ Explorando dentro na caixa. Os ouvintes da apresentação devem fazer
as seguintes perguntas em uma conversa no estilo de entrevista quando o
apresentador tiver concluído:
▪ Por que isso é importante? Isto é, agora que você e nós sabemos disso, e
daí?
▪ Por favor, você poderia explicar este aspecto mais detalhadamente ou
esclarecer esta ideia?
▪ O que seria um outro exemplo?
✓ Explorando fora da caixa. Essas perguntas levam o apresentador e o
público para além da informação imediata que acabaram de aprender no
contexto em torno dele. É importante ser capaz de inserir novos
conhecimentos no conhecimento atual. Este é um processo conhecido como
integração.
▪ Você pode nos dar um não-exemplo? (algo que poderia ser confundido com
esse conceito/ideia/tópico, mas que na realidade se trata de algo diferente)
▪ Qual seria um exemplo de evidência negativa? (evidência que argumentaria
contra a informação do apresentador ou a ideia central)
▪ Quem não concorda com suas conclusões e o que elas dizem?
▪ Quais são os pontos fracos em suas conclusões?
▪ Como esse novo conhecimento se encaixa no seu conhecimento atual?
✓ Resposta pessoal. É muito mais fácil conseguir lembrar de algo que
acabamos de aprender e que nos afeta pessoalmente do que algo baseado
apenas em argumentos lógicos. A emoção é um dos fatores de maior
facilitação da memória. Aqui estão algumas perguntas de personalização.
▪ O que mais te surpreendeu sobre aprender isso?
▪ Que coisa (ou duas ou três coisas) que você aprendeu o impactou mais em
um nível pessoal?
▪ O que você ainda está curioso sobre?
▪ Você fará pesquisas adicionais nesta área? Por quê? Por que não? Quais?
✱ Dica extra
Quando a informação é complexa ou tem mais de uma posição, dois
apresentadores podem fornecer aspectos da mesma ideia ou argumentos para
posições opostas. Neste último caso, o formato é um debate. A audiência (os
outros membros do pequeno grupo ou classe) pode questionar cada
apresentador, por sua vez, usando algumas das perguntas que acabamos de
ver.
ESTRATÉGIA #18: AUDIÇÃO ATIVA
A audição ativa envolve um conjunto de comportamentos que o ajudam a
lembrar as palavras do emissor (seja umapalestra, aula ou uma conversa
pessoal). Pratique essas técnicas e aprenda de maneira mais eficaz.
✓ Foco: Preste atenção no emissor
▪ Pare de falar, pare de olhar para o seu celular, sites, anotações;
▪ Olhe para o falante com uma expressão de interesse e antecipação;
▪ Dê ao falante tempo para falar. Seja paciente;
▪ Faça anotações com moderação. Escrever demais pode impedi-lo de ouvir a
palestra.
✓ Ofereça apoio não-verbal
Mostre que você está interessado no que o emissor está dizendo e que você
está pensando sobre o conteúdo. Sua atitude física expressa muito e
influencia sua própria eficácia auditiva.
Exemplos de apoio não-verbal incluem:
▪ Contato visual
▪ Linguagem corporal
- braços descruzados
- inclina-se para frente em direção ao emissor
▪ Expressões faciais
- interesse
- curiosidade
- contemplação
▪ Afirmar com a cabeça
Compare isso com alguém cujos braços estão cruzados, que está olhando para
o chão (como se os pisos fossem mais importantes ou interessantes que a
mensagem) e cuja expressão facial faz com que outros ouvintes se sentem a
alguns assentos de distância. Isso não só é indelicado para com o
apresentador, mas significa que pouco conhecimento será transferido para o
ouvinte.
✓ Ofereça Apoio Verbal
Uma das formas mais interativas de demonstrar apoio durante uma conversa
ou apresentação é fazer comentários verbais apropriados quando o
emissor/orador faz uma pausa (não o interrompa).
▪ “Mm hmm.”
▪ “Sim, sim.”
▪ “Entendi.”
▪ “Continue.”
▪ “Isso é ótimo!”
▪ “Saquei.”
▪ “Eu entendo.”
O apoio verbal é melhor em uma situação um-a-um. Também pode ser eficaz
em um grupo muito pequeno (três ou quatro no total) para manter o foco no
emissor (especialmente se outro membro estiver interrompendo sem motivo).
Enquanto você ouve, processe o que o emissor está dizendo. Só ouvir será
menos eficaz do que se você interagir mentalmente com o que é dito.
Conforme for possível, você pode aplicar essas interações ao ambiente de
aprendizado, declarando-as em voz alta.
✓ Demonstre compreensão da mensagem do emissor
No processo de responder a um palestrante ou emissor, prefixe sua
declaração ou objeção mostrando que você entende o ponto que está
respondendo:
▪ Parafraseie o ponto que você deseja referenciar. (Parafrasear transforma
a afirmação do emissor em uma afirmação aproximadamente do mesmo
tamanho, mas com suas próprias palavras)
▪ Resuma. Resumir transforma uma passagem mais longa ou um conjunto
maior de palavras em menos palavras, sem perder o significado.
▪ Identifique os pontos principais. Procure citar os pontos mais importantes
ou específicos que você quer discutir. Isso vai permitir uma conversa mais
focada, objetiva e proveitosa.
✓ Demonstre a análise da mensagem do falante
▪ Faça uma pergunta relacionada. Fazer uma pergunta mostra que você
está prestando atenção, pensou sobre o material em um contexto mais amplo
e agora quer esclarecimentos adicionais.
▪ Peça uma resposta para seus comentários ou paráfrase (“Eu entendi
corretamente?” “Pelo termo que você usa, você pretende incluir…?”
“Corrija-me se tiver entendido errado, mas o que você quis dizer foi...?”)
▪ Reformule um problema. “Parece que você está dizendo que se trata de
um grande negócio versus um pequeno proprietário. Mas não é mais
precisamente um caso de custos e licenças iniciais?"
▪ Esclareça suposições. "Então, o que você está dizendo é..." ou "Eu entendi
corretamente que você se opõe a..."
▪ Faça perguntas para complementar o que você está aprendendo se for
apropriado (um pequeno grupo ou conversa pessoal). Se não for apropriado
ou viável fazer perguntas ao orador, anote todas as perguntas que lhe
ocorrerem.
▪ como o assunto se relaciona com outra coisa?
▪ o falante pode esclarecer esse último ponto?
▪ juntamente com o “O Que” o orador está falando, existe um “Como”,
“Quando”, “Onde”, “Quem”, “Por Quê?”
✓ Conecte os pontos
▪ Qual é a mensagem geral?
▪ O que é importante para você lembrar?
▪ Como a mensagem se encaixa ou desafia o que você já conhece ou acredita?
ESTRATÉGIA #19:
FLUÊNCIA/AUTOMATICIDADE
A fluência, também conhecida como automaticidade, é a capacidade de
recuperar informações, resolver um tipo de problema ou executar uma tarefa
rapidamente e sem pensar. É o resultado do superaprendizado - continuar
estudando o assunto ou o material mesmo depois de ter aprendido. Por
exemplo, a maioria das pessoas pode recitar o alfabeto ou os meses do ano
muito rapidamente. Essas listas foram aprendidas até o ponto de fluência.
✱ Teste
1. Diga os dias da semana o mais rápido que puder, começando com o
domingo. (Meu melhor tempo, pronunciando os dias claramente, é de 2,13
segundos)
2. Agora diga os dias da semana ao contrário, começando com o sábado.
(Depois de algumas rodadas de prática, meu tempo é de 3,37 segundos.)
Se você for como eu, você é mais fluente na direção para frente do que na
direção inversa. Isso é porque você praticou a vida toda a direção para frente
e agora é fluente nisso. Para uma diferença de tempo mais dramática, diga o
alfabeto para frente e depois ao contrário.
O método de fluência é simples. Se você está aprendendo o vocabulário por
cartões de memória, praticando uma rotina de ginástica, aprendendo um
instrumento ou aprendendo cálculo, é importante continuar estudando e
praticando mesmo depois de ter aprendido o material ou habilidade.
Continue praticando sempre, e o conhecimento ou a habilidade continuarão a
ser aprimorados e aperfeiçoados e estarão acessíveis cada vez mais rápido.
Pense na experiência de decorar a tabuada no período escolar por exemplo.
Se você continuou a estudá-la mesmo depois de a ter aprendido, com certeza
ao ser perguntado quanto é 5x8 ou 9x7 você é capaz de responder
rapidamente.
Se você deseja fluência em uma área como fórmulas (como conversões de
Fahrenheit para Celsius, milhas para quilômetros, polegadas para
centímetros, pratique resolvendo muitos exercícios (e no caso de conversões,
em ambas as direções).
✱ Dica extra
A maioria das áreas de conhecimento tem certas "ferramentas de informação"
fundamentais que são úteis e usadas com frequência. Listas de preposições,
conjunções e verbos de ligação em inglês, fórmulas básicas em geometria,
datas de figuras ou eventos históricos importantes, e assim por diante, podem
servir bem se você as memorizar até a fluência.
O mesmo vale para as etapas de solução de problemas ou análise de sistemas,
e assim por diante. O que quer que você use com frequência e queira parar de
pesquisar - tamanhos de tela, códigos de cores RGB, você pode se tornar
fluente e alcançar a automaticidade se continuar a estudar mesmo quando “já
souber”.
Continue praticando e sua velocidade aumentará.
✱ (mais uma) Dica extra
Para conversões e equivalentes, desenvolva uma tabela de referência que
mostre os valores relativos ou produtos de uma conversão para vários
conjuntos de itens. Memorize esta tabela e você terá na ponta da língua os
resultados que você precisa saber com mais frequência.
Por exemplo, digamos que você precisa estar familiarizado com a relação
entre milhas e quilômetros. Pode ser um desafio multiplicar 50 por 1.60934
em sua cabeça para descobrir quantos quilômetros são 50 milhas, mas se você
tiver um cartão de referência, adivinhar será muito mais fácil.
Por trabalhar criando diversas imagens para meus cursos e eBooks, eu fiz
uma tabela assim para os formatos e tamanhos (em pixels e pontos) de posts
de redes sociais, formatos de telas, tamanhos de banners, das imagens dos
cursos e das capas para eBooks. Isso facilitava muito meu trabalho, já que
precisava consultar e converter esses tamanhos várias vezes ao dia.
Hoje eu sei “de cor” a relação dos tamanhos mais comuns no meu trabalho,
mas minha tabela ainda existe, e sempre que preciso criar uma imagem com
tamanho diferente, trato logo de acrescentar o formato à minha tabela de
referência.
ESTRATÉGIA #20: MEMORIZAÇÃO
Algumas pessoas se assustam com a quantidade de conceitos, dados e datas
que encontram durante os estudos. Então, vamos descobrir como é possível
armazenara maior quantidade de informações de forma simples.
Primeiramente, saiba que não existe pessoa com memória ruim. O que existe
na realidade são pessoas com memórias destreinadas, que não entendem
como sua memória funciona, portanto, não conseguem extrair o melhor que
suas mentes podem oferecer.
Mas vamos lá. Para começar precisamos entender que memorizar é diferente
de decorar (aqui estamos falando da diferença entre assimilação e memória
mecânica, que já vimos anteriormente).
Quando você decora algo, você faz uso da repetição e reforço das ligações
entre os neurônios para “carimbar” uma informação na sua memória. Já a
memorização passa pelo entendimento. Por isso, antes de memorizar algo,
você deve procurar entender o conteúdo estudado. Esse é um ponto
fundamental. Sem entendimento e compreensão não existe boa memorização.
Porém, há dados e informações que por conta da sua natureza abstrata, não
oferecem a possibilidade de assimilação. Por esse motivo, precisam ser
simplesmente decoradas. São datas, nomes, números, locais etc.
Então, vamos conhecer técnicas de memorização simples, mas muito práticas
e uteis que podem nos ajudar. Lembrando que toda e qualquer técnica na
verdade é apenas um artifício para gravar uma informação de forma mais
rápida. E como já conversamos, nem sempre essa é a melhor opção. O
objetivo de estudar deve sempre ser aprender para sempre, absorver o
conteúdo e relacioná-lo com sua base de conhecimento.
ACRÓSTICOS
O acróstico é uma frase formada pelas primeiras letras ou sílabas das palavras
a serem memorizadas. São muito utilizadas por professores de cursinho pré-
vestibular, por exemplo.
Essa técnica funciona com base na facilidade que o cérebro tem de fazer
associações com informações familiares. Ou seja, é mais fácil o cérebro se
lembrar de algo novo, se usarmos ganchos que já conhecemos. Além disso,
ao utilizar frases que tenham um sentido mais concreto, o cérebro consegue
processar as informações mais claramente do que se apenas listarmos termos
abstratos.
Em Biologia, por exemplo, há um acróstico clássico, usado para memorizar
as fases da Mitose, que é o processo de divisão celular. São 4 fases: Prófase,
Metáfase, Anáfase e Telófase. Para memorizar esses nomes complicados,
usamos a frase ProMeto Ana Telefonar.
Em Geografia e Astronomia, podemos usar um acróstico meio obsceno, mas
bem engraçado para memorizar a sequência dos oito planetas do sistema solar
em relação à sua proximidade do Sol.
Minha Vó Tem Muitas Joias e Só Usa Nua.
Com essa frase gravamos a sequência dos planetas: Mercúrio, Vênus, Terra,
Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
Para não confundir Mercúrio e Marte, que começam com a mesma letra, você
pode pensar que Marte é o planeta mais próximo da Terra, ou então que há
um marciano no quarto da sua avó (quarto planeta).
Você pode criar acrósticos para memorizar listas de nomes mais complexos e
até sequências de leis e documentos. Um detalhe importante para que essa
técnica funcione corretamente, é que a frase criada seja relevante e faça
sentido para você. Melhor ainda se você puder criar uma cena engraçada ou
interessante com a frase.
O PALÁCIO DA MEMÓRIA
Também conhecida como método de loci (do latim, lugar), essa é uma das
técnicas mais antigas de memorização de que se tem notícia. Essa técnica
consiste em criar um palácio imaginário e visualizar o seu interior,
associando nomes a cada um dos cômodos do palácio ou dos elementos
presentes em cada cômodo.
Vamos supor que você precise decorar uma lista qualquer com 10 itens.
Então vamos relacionar 10 itens aleatórios totalmente fora de contexto para
usar no nosso exemplo:
1. Agulha
2. Teclado
3. Maçã
4. Telhado
5. Microfone
6. Aranha
7. Buraco
8. Régua
9. Sorvete
10. Alemão
O primeiro passo para criar seu palácio da memória é escolher um local que
você conheça bem, e então estabelecer um número de pontos igual à
quantidade de itens que você precisa gravar. Vamos usar a imagem de uma
sala como exemplo.
Você deve utilizar o cômodo que for mais familiar para você. Pode ser a sala,
o quarto ou a cozinha da sua casa ou apartamento. Você também pode usar
sua oficina, escritório, ou qualquer outro ambiente. O importante é que seja
um local com o qual você esteja acostumado e que conheça bem.
O próximo passo é percorrer o local e estabelecer os pontos do seu palácio.
Um ponto pode ser um pequeno espaço dentro do seu ambiente como uma
porta, janela, escada ou um objeto.
Ao utilizar objetos é importante que eles sejam permanentes nesse ambiente.
Não use por exemplo as flores que foram colocadas em um vazo
recentemente. No entanto, se essas flores são frequentemente trocadas, elas
podem ser utilizadas como pontos do seu palácio. Na nossa sala de exemplo
os pontos são:
1. A porta de entrada
2. Os quadros da parede
3. O sofá
4. A mesinha de apoio
5. As poltronas
6. A mesa de centro
7. O carpete
8. Os vasos
9. A TV
10. O armário
Agora você precisa percorrer algumas vezes o caminho do seu palácio
sempre seguindo a mesma ordem até memorizar a posição e a sequência dos
pontos. Por esse motivo que a sugestão é de usar um local que seja familiar,
pois assim essa etapa de memorização dos pontos se torna muito mais fácil,
uma vez que você já está acostumado com o seu ambiente.
Agora vem a parte divertida, que é fazer a associação dos itens que você
precisa lembrar com os pontos do seu palácio. É importante que o seu palácio
tenha uma quantidade de pontos igual ou maior a de itens que você precisa
memorizar. Isso porque o indicado é que você associe apenas um item por
ponto.
Então vamos lá: Imagine que você está chegando na sua casa e você abre a
porta da entrada com uma AGULHA, e assim que você entra em casa,
percebe que alguém trocou os quadros da parede e pendurou um TECLADO
no lugar. No sofá você percebe que tem uma MAÇÃ enorme e bem
vermelha, nesse momento você ouve um estrondo e percebe que parte do
TELHADO cai em cima da mesinha de apoio que fica do lado do sofá. Com
o impacto você acaba caindo para trás e se senta em um MICROFONE que
estava escondido em uma das poltronas. Você olha para a mesa de centro e
ela começa a se mexer, então sai uma ARANHA enorme debaixo dela. Você
não pensa duas vezes e chuta a aranha, que acaba caindo em um BURACO
no carpete. Você se levanta, e ao olhar para os vasos da sala percebe que as
flores se transformaram em RÉGUAS enormes que quase tocam o teto. Você
olha para a TV e vê que está escorrendo SORVETE pela tela, nesse
momento sai um cara enorme do armário gritando alguma coisa em
ALEMÃO que você não consegue entender.
Para essa técnica funcionar bem, é preciso que você tenha uma imagem muito
clara do ambiente que você escolheu para usar como seu palácio. Além disso,
quanto mais engraçadas, exageradas ou absurdas forem as associações que
você fizer entre os itens e os pontos, mais fácil será memorizar tudo.
CARTÕES DE PERGUNTAS
Essa técnica de cartões de perguntas é baseada no Sistema Leitner que vimos
anteriormente e consiste em escrever num cartão colorido uma pergunta e, no
outro lado do cartão, a sua resposta.
Os cartões são colocados em duas caixas diferentes. Na primeira, ficarão os
cartões cujas respostas você já memorizou e na outra ficarão os cartões cujas
respostas você ainda não tem segurança para responder.
Além de uma técnica de memorização é também uma ajuda na revisão dos
conteúdos, pois utiliza a repetição de forma sistematizada, consolidando os
conhecimentos em seu cérebro. Você pode aproveitar os momentos ociosos
para revisar os cartões.
Essas são algumas técnicas de apoio. E por mais que pareçam simples, saiba
que elas podem ser extremamente poderosas se forem corretamente aplicadas
e treinadas.
Só para você ter uma ideia, o bicampeão mundial de memorização, Boris
Nikolai Konrad, detém dois títulos mundiais do Livro Guinness dos
Recordes. Ele memorizou 201 nomes e rostos em apenas 15 minutos, e 21
nomes e datas de nascimento em dois minutos. E acredite se quiser, uma das
principais técnicas que Konrad utiliza é a do Palácio da memória. Exatamente
umadas técnicas que acabamos de aprender. Fonte.
✱ Dica extra
Proteção de Senha
Você sabia que "senha" e "123456" são as duas senhas mais usadas no
mundo? Não é muito difícil de adivinhar, não é? Mas por que as pessoas
fazem isso?
Simplesmente porque cada site quer uma senha (e em muitos deles é
necessário alterar a senha periodicamente), e quem consegue se lembrar de
todas aquelas senhas complicadas? Então, se você quer uma senha difícil que
você possa se lembrar facilmente, mas que outras pessoas não conseguirão
adivinhar, apenas crie um acróstico. Encontre uma frase, provérbio, versículo
bíblico ou outro ditado que você goste e use as primeiras letras para sua
senha. Exemplos:
▪ Meu melhor amigo é o Lucas, de São Paulo. Senha: MmaeoLdSP
▪ Quando dois professores se encontram, você tem três opiniões. Senha:
https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-36563964
Q2psevt3o
▪ Efésios 3:20 é um verso que eu amo. Senha: E320euvqea
▪ Meu gato Pepeu e meu cachorro Marlon não se dão bem: MgPemcMnsdb
ESTRATÉGIA #21: AUTOMONITORAMENTO
Estudos sobre a maneira que as pessoas aprendem mostraram que, quando
você presta atenção ao que está estudando e ao quão bem você está
aprendendo, sua aprendizagem melhora. Lembrar e aplicar novos
conhecimentos e habilidades se torna mais fácil quando você fica de olho no
seu progresso enquanto aprende alguma coisa.
Pode parecer estranho dizer que você deve "prestar atenção" enquanto estiver
aprendendo, mas o que isso significa em termos práticos é que você pense
sobre o que aprendeu até agora, o que precisa aprender e como está
aprendendo o material.
O que acontece no cérebro é que você está enviando um sinal de que o
material é importante e que você pretende se lembrar dele. Então, como isso é
feito?
✓ Perguntas de Automonitoramento
Monitorar seu aprendizado sozinho pode ser feito perguntando a si mesmo
algumas questões relacionadas ao seu progresso de aprendizado. Aqui estão
alguns exemplos de perguntas para conseguir isso.
▪ Qual nível de compreensão eu tenho sobre isso?
▪ Posso resumir isso com precisão?
▪ Como eu posso parafrasear isso?
▪ Quão meticulosamente eu poderia falar sobre isso?
▪ Sobre o que exatamente eu ainda não tenho certeza?
▪ O que eu ainda preciso aprender sobre isso?
▪ Quão confiante estou com este material?
▪ Estou aprendendo e lembrando o que é mais importante?
É importante analisar também os estados de "falha". De fato, diz-se que
aqueles que analisam suas respostas erradas aprendem muito mais do que
aqueles que se concentram nas respostas que acertaram. Então, inclua
perguntas como estas no seu processo de estudo:
▪ Por que eu não entendi isso no começo?
▪ O que me fez finalmente entender?
▪ O que me causou a resposta errada?
▪ Existe um padrão para minhas respostas erradas?
▪ Como posso evitar um erro semelhante no futuro?
Você pode adicionar perguntas próprias mais específicas ao assunto:
▪ Eu entendo completamente a diferença entre indução e dedução?
▪ Estou aprendendo o vocabulário bem o suficiente?
▪ Estou melhorando em entender o conteúdo uniformemente?
✓ Perguntas de ação de automonitoramento
Depois de responder às suas perguntas de automonitoramento, você pode ter
uma boa ideia sobre o que precisa ser melhorado (pelo menos deveria ter uma
boa ideia disso). Mas você também precisa de um plano de ação específico.
Para ajudá-lo a desenvolver um plano de melhoria, faça estas perguntas:
▪ Como posso esclarecer essa incerteza?
▪ Deveria reler este capítulo, fazendo anotações enquanto leio?
▪ Que mudanças preciso fazer na maneira de estudar para este material?
▪ Eu preciso aumentar meu tempo de estudo?
▪ Devo fazer parceria com um amigo de estudo ou um grupo?
▪ Cartões de resumos me ajudariam a aprender este material?
▪ Preciso de uma aula ou de algum tutor para me ajudar a ter sucesso?
▪ Que tipo de ferramenta, técnica ou esquema poderia utilizar para melhorar
minha compreensão desse assunto?
▪ Existe algum maneira diferente de melhorar o desempenho da minha
aprendizagem?
▪ Eu conheço alguém que já tenha estuda esse mesmo assunto e que o
domine? (se sim, pergunte a essa pessoa o que ela fez que a ajudou a estudar
e aprender melhor).
✓ Aplicação
Você pode criar suas próprias perguntas e escolher um conjunto para
trabalhar, adicionar, alterar ou excluir para se adequar ao curso ou à situação
de aprendizado específica. Perguntar e responder essas perguntas em voz alta
é uma boa opção. Em outras palavras, conversar consigo mesmo é, na
verdade, uma excelente maneira de aprender alguma coisa.
Não tenha medo de parecer maluco quando estiver conversando com você
mesmo sobre um assunto que estiver estudando. Na verdade, o que você
precisa ter medo é de investir várias horas da sua vida estudando um assunto
sobre o qual não conseguiu entender por receio de aplicar técnicas diferentes.
Para resumir, o automonitoramento envolve (1) pensar e fazer perguntas
sobre o quão bem você está aprendendo alguma coisa e (2) fazer quaisquer
mudanças necessárias em suas práticas de aprendizado para otimizar seu
aprendizado.
✱ Dica extra
Para o automonitoramento, a técnica de aprendizagem de alta performance
mais espetacular é criar um gráfico, uma lista de verificação ou outro
documento de acompanhamento que mostre visualmente onde você está no
caminho para o domínio.
Por exemplo, se você quiser aprender 100 palavras do vocabulário em inglês,
poderá criar uma lista de verificação com quatro caixas ao lado de cada
palavra. A primeira caixa pode ser identificada como "sabe de inglês para
português", a segunda "sabe de português para inglês" e as duas últimas,
"fluente de inglês para português" e "fluente de português para inglês". Outra
possibilidade seria usar um gráfico com o eixo X (horizontal) representando o
tempo e o eixo Y (vertical) representando o número de palavras do
vocabulário que você dominou. Gráficos e folhas de verificação podem ser
altamente motivadores, e também promovem o objetivo de pensar sobre o
que você está aprendendo.
CONCLUSÃO
Chegamos ao final.
Foi muito bacana esse tempo que passamos juntos, espero que você também
tenha curtido. Mas principalmente, espero que o conteúdo tenha sido útil a
você, e que a partir de agora você consiga aproveitar melhor suas leituras.
Gostaria de agradecer por ter me acompanhado até aqui. Desejo que você
obtenha ótimos resultados aplicando as estratégias e dicas que compartilhei
com você neste livro.
Se você gostou do conteúdo, se ficou com alguma dúvida, ou se tem alguma
sugestão a fazer, não esqueça de que você pode enviar sua mensagem
diretamente para mim pelo email ebooks@academiaideia.com.
A propósito, gostaria de deixar registrado que, por mais que este livro tenha
passado por revisão, ele não está livre de erros. Portanto, caso encontre algum
erro (seja de gramática, ortografia ou erros de digitação) por favor me avise.
Você pode usar os recursos do seu aplicativo ou Leitor Kindle para indicar os
erros ou entrar em contato através do meu email.
Ah, mais uma coisa. Gostaria de pedir que assim que terminar a leitura deste
ebook, que você deixe sua avaliação no site da Amazon. Sua opinião é
extremamente importante para mim.
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SOBRE O AUTOR
Olá, aqui é o Ismar!
Sou apaixonado por desenvolvimento pessoal e grande entusiasta do ensino e
aprendizado online. Um “aprendedor” que adora compartilhar o que aprende.
Durante muito tempo me vi sem um propósito definido. Na verdade, era
bastante frustrante não saber o que fazer da vida.
Foi então que comecei a buscar nos livros algo que não sabia exatamente o
que era, mas acreditava que saberia quando encontrasse. E tenholido muito
desde então. É fantástico o conhecimento que você pode encontrar entre as
páginas dos livros.
O interessante é que não encontrei o que estava procurando, e ainda tenho
esse sentimento de que falta alguma coisa. Mas quer saber de uma coisa?
Esse é o melhor sentimento que eu poderia ter. Afinal, é esse sentimento que
me mantém de pé, buscando e crescendo. Eu acabei encarando isso como um
fator motivador, ao invés de me deixar paralisar por ele.
Todas as pessoas que se destacam em alguma área de suas vidas sabem de
coisas que não aprendemos da forma convencional. O conhecimento prático,
como gosto de chamar, é um tipo de conhecimento que nos leva além da
mediocridade.
E é justamente esse tipo de conhecimento que estou disposto a compartilhar
com pessoas como você, que desejam descobrir e desenvolver suas
habilidades, tornando-se pessoas e profissionais melhores.
Minha filosofia de vida está baseada no conceito de Atalhos de
Conhecimento. Os atalhos estão por todos os lados em nossas vidas. O que
acontece é que simplesmente não os enxergamos assim na maioria das vezes.
Quer exemplos? Quando você compra um livro para aprender biologia, física,
matemática, desenvolvimento pessoal, produtividade ou técnicas de
apresentação, quando você pesquisa dicas sobre algum assunto na internet, ou
quando você se matricula em um curso online, o que você está fazendo é
simplesmente tomando atalhos de conhecimento.
Com esses atalhos você adquire o conhecimento acumulado por todas as
pessoas que vieram antes de você e de mim, e que já descobriram,
experimentaram, cometeram erros e obtiveram acertos. Então, para pular toda
essa enorme etapa de aprendizado, tomamos atalhos de conhecimento.
Livros, cursos, vídeos da internet, conselhos de um mentor, sessões de
coaching, workshops, palestras... tudo isso são atalhos de conhecimento.
A ideia é simples: Eu procuro oferecer aos outros o conhecimento que
gostaria de ter adquirido antes, seja através de eBooks como este ou cursos
online como os que você pode encontrar no meu Perfil de Instrutor.
Um abraço,
Ismar Souza.
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	PREPARAÇÃO PARA OS ESTUDOS
	CICLOS DE ESTUDO
	MANUTENÇÃO DO INTERESSE
	DORMIR E DESCANSAR
	ESTRATÉGIA #1: PLANEJE SEU TEMPO DE LEITURA
	ESTRATÉGIA #2: COMO USAR UM LIVRO
	ESTRATÉGIA #3: O MÉTODO DE LEITURA SQ3R
	ESTRATÉGIA #4: LEITURA ATIVA
	ESTRATÉGIA #5: FAZENDO PERGUNTAS
	ESTRATÉGIA #6: FAÇA ANOTAÇÕES
	ESTRATÉGIA #7: RESUMO
	ESTRATÉGIA #8: PARAFRASEAR
	ESTRATÉGIA #9: AUTOEXPLIAÇÃO
	ESTRATÉGIA #10: AUTOAVALIAÇÃO
	ESTRATÉGIA #11: CONEXÃO DE IDEIAS
	ESTRATÉGIA #12: MAPEAMENTO DE IDEIAS
	ESTRATÉGIA #13: DESENHANDO IMAGENS
	ESTRATÉGIA #14: CONVERSAÇÃO
	ESTRATÉGIA #15: ENSAIO MENTAL
	ESTRATÉGIA #16: O SISTEMA LEITNER
	ESTRATÉGIA #17: INTERAÇÃO EM GRUPO
	ESTRATÉGIA #18: AUDIÇÃO ATIVA
	ESTRATÉGIA #19: FLUÊNCIA/AUTOMATICIDADE
	ESTRATÉGIA #20: MEMORIZAÇÃO
	ESTRATÉGIA #21: AUTOMONITORAMENTO
	CONCLUSÃO
	SOBRE O AUTOR
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