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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 
ESCOLA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA 
DISCIPLINA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL 
 
 
PROFESSORA: FABIOLA MEAZZA MENEGHINI DE MORAES 
 
 
 
ACADÊMICA: KAROLINE DALMOLIN 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
19 de fevereiro de 2026 
M1 - Relato Palestra Professora Claudia 
 
Na noite da última quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, tive uma 
experiência que realmente me marcou na disciplina de Orientação Profissional da 
graduação em Psicologia. Confesso que, no início, eu não esperava que fosse algo 
tão impactante. Mas a professora Fabiola sempre consegue trazer um olhar para 
além do conteúdo, e dessa vez ela convidou a psicóloga Cláudia, uma profissional 
com 28 anos de carreira, que claramente foi escolhida pelo próprio mercado de 
trabalho ao longo da sua trajetória. 
Foi uma palestra que me tocou profundamente. Ela falou muito sobre a 
importância de estarmos com o coração aberto durante a formação em 
Psicologia, porque a profissão nos permite atuar em muitos espaços e transformar 
vidas de formas que às vezes nem imaginamos no início do curso. Eu já tinha essa 
noção da Psicologia como uma área com grande capacidade de transformação, 
mas ontem eu consegui visualizar o quanto isso é real na prática. 
Um dos pontos que mais me chamou atenção foi quando ela falou que, 
antes de tudo, precisamos ser psicólogos. Todo conhecimento importa e 
precisamos olhar para diferentes estratégias profissionais, trabalhar em rede e ter 
uma visão abrangente e integrativa. Antigamente a atuação era muito mais 
limitada e engessada dentro de especialidades. Hoje, o profissional precisa ter 
uma mente aberta e dialogar com diferentes áreas e contextos. 
Ela contou como a Orientação Profissional foi ganhando novos espaços ao 
longo do tempo. Antigamente era muito baseada apenas em aplicação de testes, 
mas hoje é algo muito mais amplo e humano. Trabalha-se com pessoas de todas 
as idades, em diferentes momentos da vida e contextos sociais. Algo que ela 
destacou e que me marcou muito foi a importância de falar sobre orientação 
profissional já com crianças, porque isso funciona como uma forma de prevenção 
para a ansiedade generalizada que muitos adolescentes apresentam mais tarde 
quando precisam fazer escolhas sobre o futuro. 
Também foi muito interessante quando ela explicou sobre o cuidado com a 
forma de conduzir os processos. Ela reforçou que não é adequado trabalhar com 
grupos muito grandes e que, antes de iniciar um processo grupal, é fundamental 
realizar entrevistas individuais com cada participante. Essa parada individual é 
importante para compreender a história de cada sujeito, suas demandas e 
expectativas, garantindo um processo mais ético, sensível e realmente efetivo. 
E cada ano traz novas histórias e desafios. Ela relatou casos muito 
marcantes, como o de adolescentes que estavam sem perspectiva de vida, alguns 
até vindos de abrigos e que chegaram a viver em situação de rua. Através da 
orientação profissional, conseguiram reconstruir seus projetos de vida. Um deles 
hoje está empregado e iniciando uma graduação. Foi impossível não se emocionar 
ouvindo isso. 
Ela também explicou que a Orientação Profissional envolve três grandes 
etapas: autoconhecimento, habilidades e talentos e a busca por profissões. E o 
processo começa olhando para o tempo do sujeito — passado, presente e futuro. 
Primeiro se compreende a história da pessoa, inclusive os adoecimentos e 
dificuldades para fazer escolhas. Depois, quando ela começa a se sentir melhor, 
passa a conseguir olhar para o futuro e tomar decisões. 
Algo que me marcou muito foi perceber que, às vezes, a dúvida é saudável 
e faz parte da condição humana. Nem sempre a solução é trocar de curso ou 
escolher algo imediatamente, mas sim se entender primeiro e cuidar da saúde 
mental. Ela trouxe o exemplo de um jovem que desistiu de medicina no último ano 
porque percebeu que aquilo não fazia sentido para ele. Foi um ato de coragem, 
resultado de autoconhecimento. 
Outro caso que me impactou foi de um menino de 13 anos que sonhava em 
ser jogador de futebol, e a família queria uma resposta definitiva sobre o futuro 
dele, porque isso influenciaria até uma mudança de país. Durante o processo, ele 
fez um desenho de como se via: ele se desenhou grande, como coroinha, e a bola 
de futebol bem pequena ao lado. Aquilo mostrou muito sobre o que realmente 
estava acontecendo dentro dele. 
Também achei incrível quando ela contou como ajudou a criar iniciativas 
dentro da universidade, como o projeto que acabou originando o OPA na Univali, 
trazendo estudantes do ensino médio para conhecer as profissões. Não importa a 
quantidade de participantes, mas sim a experiência que eles vivenciam, porque 
isso ajuda a construir o processo de escolha. 
Hoje ela também participa do Univali Carreiras e criou projetos como o 
Bora Estagiar, ajudando estudantes a pensarem suas carreiras desde o início da 
graduação. Além da Orientação Profissional, ela atua com planejamento de 
carreira e mentoria, especialmente com adultos, trabalhando autoconhecimento, 
habilidades, talentos e conectando isso com oportunidades do mercado. 
Uma coisa que achei muito interessante foi quando ela disse que não 
existe uma única base teórica da Orientação Profissional, porque ela depende da 
abordagem do psicólogo. Ou seja, o que muda é o olhar que o profissional tem 
sobre o mundo. Isso amplia muito as possibilidades de atuação, e mostra que a 
orientação pode acontecer em qualquer espaço, de forma prática, dinâmica, 
sistêmica e criativa. 
Ela também trouxe algo que considero muito importante: a orientação 
profissional não é só para adolescentes escolhendo faculdade. Ela pode ser feita 
com adultos, pessoas em transição de carreira e até idosos que estão se 
aposentando. Inclusive, muitos homens adoecem nesse momento porque não se 
prepararam para essa fase da vida. Trabalhar o autoconhecimento e novas 
possibilidades após a aposentadoria é algo muito necessário. 
Outro ponto forte da palestra foi a importância de levar a orientação 
profissional para espaços onde as pessoas não têm perspectiva de vida. Mostrar 
que elas podem sonhar, construir projetos e resgatar autoestima. Isso me fez 
refletir muito, principalmente pensando no quanto a Psicologia pode alcançar 
pessoas em contextos diversos. 
Saí dessa palestra com a sensação de que a carreira do psicólogo 
realmente não é linear e que vivemos em um momento da sociedade cheio de 
incertezas. Por isso, o profissional precisa estar atento ao novo e às possibilidades 
de atuação. E foi muito bonito perceber o quanto a dedicação e o olhar humano 
dela impactaram tantas vidas ao longo desses 28 anos. 
Para mim, que quero trabalhar com mulheres no período perinatal, essa 
palestra também abriu um novo horizonte. Muitas mulheres, depois que se tornam 
mães, passam por um processo de ressignificação de quem eram, quem são e 
quem desejam se tornar. A Orientação Profissional pode ser um espaço muito 
potente nesse momento, justamente porque começa pelo autoconhecimento e 
pela reconstrução do projeto de vida. 
Saí de lá realmente tocada e com a mente mais aberta. Quando estamos 
disponíveis para aprender, muitas coisas começam a fazer sentido e clarear 
dentro de nós. Ontem foi um daqueles momentos que marcam a trajetória na 
formação. E me fez lembrar, mais uma vez, do porquê escolhi a Psicologia. Porque, 
no final das contas, ela é sobre pessoas, histórias e transformação.

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