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Professor Me. Matheus Henrique Delmonaco.
MERCADO
DE CAPITAIS
2025 by Editora Edufatecie. Copyright do Texto C 2025. Os autores. Copyright C Edição 2025 Editora Edufatecie.
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva
dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permitido o download da 
obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la 
de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
 REITORIA Prof. Me. Gilmar de Oliveira
 DIREÇÃO ADMINISTRATIVA Prof. Me. Renato Valença 
 DIREÇÃO DE ENSINO PRESENCIAL Prof. Me. Daniel de Lima
 DIREÇÃO DE ENSINO EAD Profa. Dra. Giani Andrea Linde Colauto 
 DIREÇÃO FINANCEIRA Eduardo Luiz Campano Santini
 DIREÇÃO FINANCEIRA EAD Guilherme Esquivel
 DIREÇÃO DE INOVAÇÃO Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal
 DIREÇÃO DE PLANEJAMENTO E PROCESSOS Prof. Me. Arthur Rosisnski
 NÚCLEO DE APOIO PSICOLÓGICO E PSICOPEDAGÓGICO Bruna Tavares Fernandes
 BIBLIOTECÁRIA Tatiane Viturino Oliveira
 PESQUISADOR INSTITUCIONAL Tiago Pereira da Silva
 COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO (CONPEx) – MODALIDADE PRESENCIAL Profa. Dra. Luciana Moraes
 COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO (CONPEx) – MODALIDADE EaD Prof. Me. Bruno Eckert Bertuol
 COORDENAÇÃO DO DEPTO. DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS Luiz Fernando Freitas
 REVISÃO ORTOGRÁFICA E NORMATIVA Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante
 Isabelly Oliveira Fernandes de Souza
 Jéssica Eugênio Azevedo
 Louise Ribeiro 
 Marcelino Fernando Rodrigues Santos
 Maria Clara da Silva Costa
 Milena Pereira do Espirito Santo
 Stephanie Rodrigues da Mota Vieira
 Vinicius Rovedo Bratfisch
 PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Bruna de Lima Ramos
 Carlos Firmino de Oliveira
 Lucas Patrick Rodrigues Ferreira Estevão 
 Vitor Amaral Poltronieri
 ESTÚDIO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO André Oliveira Vaz 
 DE VÍDEO Guilherme Carrenho
 Pedro de Lima
 Roberto Garcia
 Maria Beatriz Paula da Silva
 Thassiane da Silva Jacinto
 FICHA CATALOGRÁFICA
 
 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP
 D359m Delmonaco, Matheus Henrique
 Mercado de capitais / Matheus Henrique Delmonaco.
 Paranavaí: EduFatecie, 2025.
 97 p.: il. Color.
 1. Bolsa de valores. 2. Finanças. 3. Investimentos -
 Análise. 4. Mercado de capitais. 5. Taxas de juros. I. Centro
 Universitário UniFatecie. II. Núcleo de Educação a Distância.
 III. Título. 
 
.
 CDD: 23. ed. 658.152
 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577
As imagens utilizadas neste material didático 
são oriundas do banco de imagens 
Shutterstock .
3
 AUTOR
Doutorando em Controladoria e Contabilidade pelo Programa de Controladoria e 
Contabilidade (PPGCC/FEA-RP) pela Universidade de São Paulo (USP). Mestre pelo Pro-
grama de Pós-Graduação em Ciências Contábeis da Universidade Estadual de Maringá 
(PCO/UEM) - Linha de pesquisa: contabilidade para usuários externos. Graduado em Ciên-
cias Contábeis pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Participou como bolsista 
em projeto de pesquisa voltado à Iniciação Científica para Ensino Médio (PIBIC-EM), na 
Universidade Estadual de Maringá (UEM). Atualmente atua como Supervisor de Operações 
– EAD do Centro Universitário Cidade Verde - UNIFCV.
Informações e contato:
 Currículo Plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/2569885539130860
 
Professor Me. Matheus Henrique Delmonaco
http://lattes.cnpq.br/2569885539130860
4
APRESENTAÇÃO
Seja muito bem-vindo(a)!
Prezado(a) aluno(a), se você se interessou pelo assunto desta disciplina, isso já é 
o início de uma grande jornada que vamos trilhar juntos a partir de agora. Proponho, junto 
com você, construir nosso conhecimento sobre os conceitos fundamentais de Mercado de 
Capitais. Além de conhecer seus principais conceitos e definições, vamos explorar como é 
organizado e como analisar o mercado para poder investir. 
Na unidade I, explicaremos como é o funcionamento do Mercado Financeiro 
brasileiro. Discorreremos sobre o Sistema Financeiro Nacional, sua estrutura, regras 
e definições. E abordaremos sobre diferentes tipos de investimentos, formas de 
remuneração, impostos.
Já na unidade II, discorreremos sobre os tipos de títulos financeiros públicos e 
privados. Abordaremos sobre os tipos de ações: ordinárias, preferenciais, BRD, ETF, 
Unit. E no final da unidade, exemplificaremos os fundos de investimentos e outros 
investimentos.
Depois, na unidade III, abordaremos sobre o funcionamento da B3 - Brasil, Bolsa, 
Balcão. Sendo a principal instituição brasileira de intermediação para operações do 
mercado de capitais, desenvolve, implanta e provê sistemas para a negociação de ações, 
derivativos de ações, títulos de renda fixa, títulos públicos federais, derivativos financeiros, 
moedas à vista e commodities agropecuárias.
Na unidade IV, será abordado sobre os dois tipos de análises de investimentos 
mais conhecidos no mercado de capitais. Primeiramente, conceituaremos a análise 
fundamentalista, na qual é considerada uma grande ferramenta para o investidor. E 
compreenderemos a análise técnica, na qual difere da análise fundamentalista, uma vez 
que não considera os fatores externos e utiliza o gráfico como ferramenta principal da 
análise técnica. 
Aproveito para reforçar o convite a você, para junto conosco percorrer esta 
jornada de conhecimento e multiplicar seus conhecimentos. Esperamos contribuir para 
seu crescimento pessoal e profissional. 
Muito obrigado e bom estudo!
5
SUMÁRIO
Análise de Investimentos
Bolsa de Valores no Brasil - B3
Ativos Financeiros
Mercado Financeiro e o Sistema Financeiro 
Nacional
1 Mercado 
Financeiro 
e o Sistema 
Financeiro 
Nacional
UNIDADEUNIDADE
7
PLANO DE ENSINO
Tópicos de Estudos
• Mercado Financeiro.
• Sistema Financeiro Nacional: estrutura, regras e definições.
• Tipos de investimentos, formas de remuneração, impostos.
Objetivos da Aprendizagem
• Compreender o funcionamento do Mercado Financeiro.
• Identificar a importância do Sistema Financeiro Nacional: estrutura, regras e 
definições.
• Diferenciar os tipos de investimentos, formas de remuneração e impostos.
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
8
INTRODUÇÃO
Caro(a) aluno(a), na Unidade I do livro da disciplina Mercado de Capitais, 
explicaremos como é o funcionamento do Mercado Financeiro brasileiro. O mercado 
financeiro, através de instituições públicas, privadas e das entidades governamentais, 
tem como objetivos a aplicação e a captação de recursos financeiros, a distribuição e a 
circulação de títulos e valores mobiliários e a regulamentação desse processo. O mercado 
financeiro pode ser segmentado em quatro mercados específicos: cambial, monetário, 
crédito e de capitais. 
Discorreremos sobre o Sistema Financeiro Nacional, sua estrutura, regras e 
definições. O Sistema Financeiro Nacional tem como objetivo promover o desenvolvimentode forma 
a manter a composição do índice de referência. Assim, para que o investidor 
possa negociar, basta comprar um ETF que reproduz um índice de mercado. 
Os índices mais conhecidos do mercado são IBrX-50 e IBrX-100. O objetivo do 
IBrX 50 é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos 50 ativos de 
maior negociabilidade e representatividade do mercado de ações brasileiro. O 
objetivo do IBrX 100 é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos 
100 ativos de maior negociabilidade e representatividade do mercado de ações 
brasileiro (Assaf Neto, 2014).
• Units: essas ações são negociadas em conjunto (ações preferenciais e ações 
ordinárias) sobre um mesmo código de bolsa, dessa maneira o investidor pode 
diversificar sua carteira sem precisar pagar duas vezes para adquirir ações 
ordinárias e preferenciais da mesma companhia. Ao comprar uma Unit da 
Sanepar, um investidor poderá adquirir 1 ação ON e 4 ações PN. Os investidores 
das Units, tem seus direitos e deveres proporcionais à sua respectiva partição 
em ativos (CVM, 2019).
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) disponibiliza em seu site uma lista das companhias 
que estão registradas para negociar as ações. Quanto aos códigos de negociação das 
ações, é importante lembrar que as ações ordinárias terão o dígito 3 após as letras que 
correspondem à empresa, as ações preferenciais terão o dígito 4 até o 8 e as Units terão 
o dígito 11.
ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
43
IMAGEM 3: CÓDIGOS, TIPO E SETOR DAS AÇÕES.
Fonte: Reis (2017).
O Imposto de Renda (IR) sobre as ações ocorrem sobre os ganhos mensais, 
sempre que realizar movimentações de ações, opções ou outros produtos negociados na 
B3 em montante superior a R$ 20 mil e sobre as operações do day trade (compra e venda 
no mesmo dia) não contam com isenção, independentemente do valor. As operações 
comuns estão sujeitas à retenção de 15% de Imposto de Renda, enquanto as operações 
day trade pagam 20% de imposto sobre o lucro obtido.
SAIBA
MAIS
Os setores de uma empresa variam de acordo com o tamanho e o 
tipo de atividade que ela executa. A Brasil, Bolsa e Balcão (B3) faz uma 
listagem das companhias de sociedade anônima por setor de atuação, 
subsetor, segmento e códigos das ações.
Fonte: Brasil, Bolsa e Balcão (2020). Saiba mais acessando o link: 
https://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/negociacao/renda-
variavel/acoes/consultas/classificacao-setorial/ 
ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
https://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/negociacao/renda-variavel/acoes/consultas/classificacao-setorial/
https://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/negociacao/renda-variavel/acoes/consultas/classificacao-setorial/
44
Os Fundos de Investimento são compreendidos como condomínios constituídos 
buscando promover a aplicação coletiva dos recursos de seus investidores, tendo por 
objetivo captar os recursos e investir no mercado financeiro, transformando-se numa forma 
coletiva de investimento, com vantagens, sobretudo, para o pequeno investidor individual 
(CVM, 2019).
De acordo com Assaf Neto (2014), por meio da emissão de cotas, reúnem 
aplicações de vários indivíduos para investimento em carteiras de ativos financeiros 
disponíveis nos mercados financeiro e de capitais. As cotas dos fundos são valores 
mobiliários, conforme a lei 6.385/76. Em virtude dos diversos tipos de ativos financeiros 
existentes, os fundos de investimento são divididos em categorias, conforme os tipos 
de ativos que poderão compor sua carteira, o que facilita a identificação do perfil de 
investimento do fundo. Os fundos são regidos por um regulamento e têm na assembleia-
geral seu principal fórum de decisões. 
Para Assaf Neto (2014), os fundos funcionam como uma importante alternativa de 
investimento para pessoas que querem participar do mercado de capitais, beneficiando 
principalmente o pequeno investidor. Os fundos são estruturados pelas Instituições 
Financeiras, pelas determinações da CVM, como a quantidade máxima de composição da 
carteira de cada tipo de fundo, determinando assim o perfil da liquidez, e pelas escolhas da 
composição risco/rentabilidade desejada pelo gestor, criando desta forma a personalidade 
de cada fundo, que atrairá o perfil de investidor de acordo com cada fundo (Fortuna, 2008).
Fundos de 
Investimentos3
TÓPICO
ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
45ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
De acordo com Rambo (2014), os fundos podem ser classificados em função 
do prazo de resgate ou remuneração, do segmento de atuação, ativos que compõe o 
seu patrimônio e os riscos inerentes. Os gestores de fundos podem investir procurando 
rentabilidade similar à rentabilidade de um índice ou indexador que funcione como 
referência, como o IbrX-100, ou os gestores podem buscar maximizar os resultados, 
ocorrendo em um maior custo operacional, investindo em melhores oportunidades de 
aplicação entre as alternativas de aplicações do mercado financeiro, porém que ocorram 
em maior risco. A oscilação dos ativos impacta diretamente na remuneração do fundo, 
uma vez que depende do rendimento dos ativos financeiros que fazem parte do fundo 
(Fortuna, 2008).
De acordo com Assaf Neto (2014), os fundos costumam cobrar taxa de 
administração, cobrada pela instituição financeira a fim de remunerar os serviços prestados 
de administração do fundo e da gestão da carteira. A taxa é definida pela administração e 
varia de acordo com o interesse da instituição, se a forma de investimento tem alto risco. 
Os fundos de investimentos podem ser classificados como renda fixa ou renda 
variável. Os fundos de renda fixa são os compostos por aplicações em títulos que têm taxa 
de retorno fixa na maioria das vezes. Outra parte pode ser aplicada em ações ou títulos com 
taxa de retorno variável. Já os fundos de renda variável são compostos principalmente por 
aplicações em ações e títulos com taxa de retorno variável, dependendo exclusivamente 
do desempenho das ações (Fortuna, 2008).
De acordo com a Anbima (2015), os fundos de investimento são classificados a 
curto prazo, referenciados DI, renda fixa, multimercados, dívida externa (investimento no 
exterior), ações, cambial, previdência, off shore. Alguns fundos podem ser definidos como:
Fundos de curto prazo: são recursos aplicados exclusivamente em títulos 
públicos federais ou privados prefixados, ou indexados pela taxa Selic ou 
outra taxa de juros. 
Fundos referenciados: devem ser denominados de acordo com seu indicador 
de desempenho. Composto por 80% no mínimo de títulos de emissão do 
Tesouro Nacional e/ou Banco Central e títulos e valores mobiliários de renda 
fixa.
Fundos de renda fixa: devem possuir 80% dos ativos em ativos de renda 
fixa, tendo como principal fator de risco a variação da taxa de juros doméstica 
e/ou variação do índice de preços. 
Fundos cambiais: necessitam possuir 80% dos ativos vinculados à taxa de 
câmbio, cujo fator de risco da carteira deve ser a variação da taxa de câmbio 
de moeda estrangeira ou cupom cambial. Dentre os fundos existem os fundos 
cambiais dólar, que seguem a cotação da moeda americana. 
Fundos de ações: precisam possuir no mínimo 67% da carteira em ações 
negociadas na bolsa. Podem ser constituídas por vários tipos de carteiras de 
46ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
ações, desde as que seguem os índices da Bolsa até as que investem em 
empresas com características específicas. Esses fundos variam de acordo 
com as oscilações de preços das ações que compõem a sua carteira. Alguns 
fundos acompanham também a variação de um índice do mercado acionário, 
como IbrX-100).
Fundos de dívida externa: devem conter no mínimo 80% do patrimônio em 
títulos da dívida externa de responsabilidade da União e no máximo 20% do 
patrimônio em outros títulos de créditos do mercado internacional. 
Fundos multimercados: envolvem vários fatores de risco, sem 
necessariamente concentrar algum fator em especial (como câmbio, ações, 
derivativos e renda fixa), tendo como principais vantagensa flexibilidade para 
aplicação em vários tipos de ativos e diversos estilos de estratégia de gestão. 
É um fundo que apresenta maior risco ao investidor pela oscilação (Fortuna, 
2008; Rambo et al., 2014).
Segundo Assaf Neto (2014), os fundos de investimento, quanto maior o retorno 
normalmente, maior o risco será. Os riscos podem ser de crédito, de mercado, liquidez e 
sistêmico. O risco de crédito deve-se à possibilidade da instituição que compõe a carteira 
do fundo não ser paga ou ser liquidada em atraso, ocorrendo isso, a rentabilidade é 
reduzida. O risco de mercado está ligado à variação de mercado, como taxa de juros da 
economia, inflação, variação cambial, que podem interferir no valor dos títulos da carteira. 
O risco de liquidez corresponde à dificuldade de venda dos títulos da carteira, devido à 
baixa liquidez de recursos do mercado ou falta de atratividade. E o risco sistêmico é dado 
pelo comportamento da economia nacional e internacional que interfere diretamente nas 
taxas de juros do mercado, preços, câmbio.
47
Caro(a) aluno(a), nesta Unidade do Livro da disciplina Mercado de Capitais, 
vimos os diferentes tipos de títulos financeiros públicos e privados. Os títulos podem ser 
definidos como papéis vendidos pelos governos ou empresas ao mercado financeiro para 
obter recursos financeiros. Podem ser comparados aos contratos de empréstimo, no qual 
o tomador do recurso faz uma promessa de pagamento de uma determinada importância, 
acrescida de juros. Será abordada as funções das debêntures, que são consideradas 
títulos de emissão de dívida de médio e longo prazo emitidos por Sociedades Anônimas 
(S.A.) não financeiras e adquiridas por investidores, assim, esse será um financiador direto 
da companhia tomadora dessa dívida. 
Abordamos sobre os tipos de ações e as opções, as quais podem ser entendidas 
como quase sempre a menor parcela do capital social de uma sociedade por ações, 
sendo valores mobiliários negociáveis e distribuídos aos acionistas de acordo com a 
sua participação monetária efetivada. As ações são divididas em vários tipos: Ações 
Ordinárias permite que o seu titular tenha direito a voto nas assembleias de acionistas; 
Ações Preferenciais normalmente não permite o direito de voto, porém, concede outras 
vantagens, tais como prioridade na distribuição de dividendos ou no reembolso de capital; 
Brazilian Depositary Receipt (BDR) permite a investidores brasileiros comprarem ações de 
empresas estrangeiras; Exchange Traded Funds (ETFs) buscam obter o retorno com base 
em determinado índice de ações, com suas cotas negociadas em bolsa; e as Units são um 
grupo de ações negociadas em conjunto (ações ordinárias e ações preferenciais) sobre 
um código de bolsa. 
Por fim, estudamos sobre os fundos de investimentos, que, por meio da emissão 
de cotas, reúnem aplicações de vários indivíduos para investimento em carteiras de ativos 
financeiros disponíveis nos mercados financeiro e de capitais.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
48
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME
• Título: Margin Call: O Dia Antes do Fim.
• Ano: 2011.
• Sinopse: Numa corretora de valores de Wall Street, em meio 
ao abalo financeiro que afetou as bolsas de valores nos Estados 
Unidos em 2008, os cortes começam e, entre os demitidos, está 
Eric Dale (Stanley Tucci). Ao sair da empresa, ele deixa com 
seu subordinado, Peter Sullivan (Zachary Quinto), um pendrive 
carregado de informações confidenciais. Sullivan abre o arquivo, 
descobre que a companhia está à beira de um colapso e chama 
seu chefe (Paul Bettany) para pôr a situação em pratos limpos. A 
partir daí, os poderosos executivos começam a ser informados e, 
entre reuniões, o futuro de todos será decidido.
LIVRO
• Título: “40 Anos Cvm - A História da Cvm Pelo Olhar de Seus 
Ex-presidentes”.
• Autor: 2016.
• Sinopse: O livro “40 anos CVM - A história da CVM pelo olhar 
de seus ex-presidentes” é uma iniciativa comemorativa dos 
40 anos da Comissão de Valores Mobiliários - CVM e retrata a 
história da autarquia pela narrativa do jornalista George Vidor 
através do olhar de seus ex-presidentes. O livro relata as fases de 
implantação, afirmação, consolidação e evolução da CVM, bem 
como do Mercado de Capitais no Brasil, além das transformações 
pelas quais o país passou nos campos político, institucional e 
econômico.
ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
49
VÍDEO
• Título: Sonhe Grande, Comece Pequeno.
• Ano: 2015.
• Sinopse: Tatiane recomenda a quem quiser empreender sonhar 
grande e começar pequeno. Ela abriu a primeira lavanderia da 
região onde mora e hoje é dona de uma rede de lavanderias na 
periferia de São Paulo. Tatiana Lobato estudou empreendedorismo 
no programa 10000 mulheres da FGV/Goldman Sachs. Ela é 
fundadora, sócia proprietária e diretora comercial da rede de 
lavanderias Magic Clean, pioneira em oferecer serviços de 
lavanderia na periferia de São Paulo. Em 2014, venceu o Desafio 
Pequenas Gigantes, uma iniciativa da Aliança Empreendedora e 
do Instituto Walmart.
• Link: https://www.youtube.com/watch?v=a9qsp7l5C3o
ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
https://www.youtube.com/watch?v=a9qsp7l5C3o
50
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Amador Paes de. Teoria e prática dos títulos de crédito. 30. ed. São Paulo: 
Saraiva, 2018.
ASSAF NETO, A. Mercado Financeiro. São Paulo: Atlas, 2014.
BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por 
Ações. Brasília, DF: Presidência da República, 1976. Disponível em: https://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm. Acesso em: 28 maio 2025.
BERGER, Paulo Lamosa. Mercado de renda fixa no Brasil: ênfase em títulos públicos. 
Rio de Janeiro: Nova Razão Cultural, 2012.
BRUNI, Adriano Leal. Mercados financeiros: para a certificação profissional ANBID 10. 
São Paulo: Atlas, 2005.
CERBASI, Gustavo. Investimentos inteligentes: para conquistar e multiplicar seu 
primeiro milhão. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2008.
Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Mercado de valores mobiliários brasileiro. 4. 
ed. Rio de Janeiro: Comissão de Valores Mobiliários, 2019.
COSTA, Vívian Oliveira. O papel e a importância dos títulos públicos federais para a 
economia brasileira. Tese de Doutorado. Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1995-
2018.
FORTUNA, Eduardo. Mercado Financeiro: produtos e serviços. 16ª ed. Rio de Janeiro: 
Qualitymark, 2008.
KERR, Roberto Borges. Mercado Financeiro e de Capitais. 1ª Ed. São Paulo: Pearson 
Prentice, 2011.
ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
51
LIMA, Siqueira Iran; GALARDI, Ney; NEUBAUER, Ingrid. Fundamentos dos 
Investimentos Financeiros. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2006.
MACEDO JUNIOR, Jurandir Sell. A árvore do dinheiro: guia para cultivar a sua 
independência financeira. 1ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.
MARTINS, Fran. Curso de direito comercial: títulos de crédito. 18. ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 2019.
PIMENTEL, Bárbara Costa et al. Títulos públicos: uma alternativa de investimento com 
ganhos reais e seguros. Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia, 2015.
RAMBO, Andrea Carneiro et al. O perfil do investidor e melhores investimentos: 
da teoria à prática do mercado brasileiro. 2014. 86 F. Trabalho de conclusão de curso. 
Universidade Federal de Santa Catarina, Santa Catarina, 2014.
RASSIER, Leandro Hirt. Análise de retorno de fundos de renda fixa brasileiros através 
de indicadores de mercado. Dissertação (Mestrado em Administração) – Programa de 
Pós-Graduação em Administração da UFRS, 2004.
SECURATO, José Roberto et al. Mercado financeiro e análise de investimento. 1° ed. 
São Paulo: Saint Paul, 2009.
TESOURO DIRETO. Conheça o tesouro direto. Tesouro Direto. [s.l]: Tesouro Nacional, 
2020. Disponível em: https://www.tesourodireto.com.br/conheca/conheca-o-tesouro-direto.
htm. Acesso em: 02 abr. 2025. 
ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
https://www.tesourodireto.com.br/conheca/conheca-o-tesouro-direto.htm
https://www.tesourodireto.com.br/conheca/conheca-o-tesouro-direto.htm
3 Bolsade 
Valores no 
Brasil– B3
UNIDADEUNIDADE
53
PLANO DE ENSINO
Tópicos de Estudos
• Bolsa de Valores do Brasil e sua funcionalidade - (Brasil, Bolsa, Balcão – B3).
• Segmentos de listagem.
• Índices de Mercado. 
• Participantes do Mercado.
Objetivos da Aprendizagem
• Conceituar e compreender o funcionamento da bolsa de valores do Brasil – 
(Brasil, Bolsa, Balcão – B3).
• Apresentar os segmentos de listagem.
• Entender os Índices de Mercado.
• Abordar sobre os participantes do mercado.
BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
54
Caro(a) aluno(a), na Unidade 3 do livro da disciplina de Mercado de Capitais, 
será abordado sobre o funcionamento da bolsa de valores do Brasil – (Brasil, Bolsa, 
Balcão – B3). Sendo a principal instituição brasileira de intermediação para operações do 
mercado de capitais, desenvolve, implanta e provê sistemas para a negociação de ações, 
derivativos de ações, títulos de renda fixa, títulos públicos federais, derivativos financeiros, 
moedas à vista e commodities agropecuárias. A B3 exerce a função de depositária central 
dos ativos negociados em seus ambientes, compensando como central garantidora de 
boa parte das negociações realizadas em seus mercados, atuando como licenciadora de 
softwares e índices. Compreenderemos o funcionamento da Bolsa de Valores (B3), os 
tipos de mercado, prazos e regulações da bolsa. 
Apresentaremos os segmentos de listagem da B3, que são destinados ao modo 
de negociação das companhias que se comprometeram, voluntariamente, a adotar as 
boas práticas de governança corporativa e divulgações adicionais em relação ao exigido 
pela legislação brasileira. Os segmentos de listagem são divididos ao nível 1 e 2, Novo 
Mercado, e Bovespa Mais 1 e 2. Iremos entender os índices de mercado, que funcionam 
como indicadores que medem o desempenho médio dos preços das ações. 
Segundo Pinheiro (2008), os índices são considerados uma poderosa ferramenta 
para a avaliação comparada de performance de desempenho para gestores e investidores 
do mercado de capitais. E por fim, abordaremos os principais participantes da bolsa 
de valores, que segundo a CVM (2019) são as corretoras e distribuidoras, os agentes 
autônomos, os administradores de carteiras de valores mobiliários, os analistas de valores 
mobiliários e os consultores de valores mobiliários. 
Bons estudos!
INTRODUÇÃO
BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
55
O principal objetivo da bolsa de valores é proporcionar um ambiente transparente 
e adequado para realização e movimentação dos negócios com valores mobiliários. 
Somente por meio das corretoras, os investidores têm acesso aos sistemas de negociação 
para efetuar suas transações de compra e venda desses valores (Cavalcante; Misumi; 
Rudge, 2009). Durante muitos anos a Central de Custódia e Liquidação Financeira de 
Títulos Privados - CETIP, Bolsa de São Paulo - Bovespa e Bolsa de Mercadorias e Futuros 
- BM&F foram, respectivamente, os principais mercados de balcão organizado e bolsas 
de valores do país, cada uma com ampla atuação e notável destaque em segmentos 
específicos. A CETIP era o principal destino dos produtos de renda fixa, a Bovespa a 
principal bolsa de ações e a BM & F a principal bolsa de mercadorias e futuros (CVM, 
2019).
Com a contínua profissionalização e crescimento dos mercados fez-se necessário 
que as três empresas se adaptassem às melhores práticas internacionais de qualidade 
e governança, fazendo com que no final da década de 2000 se tornassem sociedades 
anônimas de capital aberto e suas ações fossem disponibilizadas para negociação na 
Bovespa. Como consequência da sinergia e complementaridade das três companhias, 
nos anos seguintes aconteceram duas fusões. BM&F e Bovespa se fundiram em 2008, 
dando origem à BM&FBOVESPA e, em 2017, BM&FBOVESPA e CETIP se fundiram para 
criar a B3 – Brasil, Bolsa e Balcão, sendo considerada uma das maiores bolsas do mundo 
(CVM, 2019).
Bolsa de Valores do Brasil - 
(Brasil, Bolsa, Balcão – B3)1
TÓPICO
BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
56BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
De acordo com a CVM (2019) a B3 como principal instituição brasileira de 
intermediação para operações do mercado de capitais, desenvolve, implanta e provê 
sistemas para a negociação de ações, derivativos de ações, títulos de renda fixa, títulos 
públicos federais, derivativos financeiros, moedas à vista e commodities agropecuárias. A 
partir de suas plataformas de negociação, realiza o registro, a compensação e a liquidação 
de ativos e valores mobiliários transacionados e a listagem de ações e de outros ativos, 
bem como divulga informação de suporte ao mercado. Essa companhia exerce a função 
de depositária central dos ativos negociados em seus ambientes, compensando como 
central garantidora de boa parte das negociações realizadas em seus mercados, atuando 
como licenciadora de softwares e índices. 
A Bolsa brasileira desempenha atividades de gerenciamento de riscos das 
operações realizadas por meio de seus sistemas. Para tanto, possui uma estrutura 
de clearing de ações, derivativos, câmbio e ativos, que atua de forma integrada com 
o Banco B3, de maneira a assegurar o funcionamento eficiente de seus mercados e a 
consolidação adequada das operações. Principal registradora, operadora dos mercados 
de balcão organizado e bolsa de títulos, valores, mercadorias e futuros em operação no 
Brasil, a B3 ainda exerce o papel de fomentar o mercado de capitais brasileiro, além de 
ser responsável pelo registro de gravames e contratos de financiamento de veículos, e 
gerenciar investimentos sociais, com foco no desenvolvimento de comunidades que se 
relacionam com seu universo (CVM, 2019).
De acordo com a CVM (2019), a regulação e supervisão da B3 cabem aos 
órgãos CVM e ao Banco Central do Brasil. Sendo estabelecido sob a Instrução 461/07 
da CVM, que a B3 tem o dever de estabelecer mecanismos e procedimentos eficazes 
para que a BSM – Supervisão de Mercados fiscalize o cumprimento das regras e normas 
de conduta da Bolsa, bem como da regulamentação vigente. Dessa maneira, é possível 
identificar infrações de negociação ou atividades que coloquem em risco a regularidade de 
funcionamento, a transparência e a credibilidade do mercado. 
Segundo Pinheiro (2008), o processo que envolve a compra e a venda, tanto no 
mercado primário como no secundário, pode ser dividido em três fases: pré-negociação, 
negociação e pós-negociação. O mercado primário é o primeiro passo dos papéis 
dentro da bolsa. Todos os recursos obtidos com os papéis no mercado primário vão 
para a empresa emitente. É o local onde as novas ações são colocadas à disposição do 
público. Após esse lançamento no mercado primário, as ações passam para o mercado 
secundário. No mercado secundário, é o local onde são realizadas as negociações na 
57BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
bolsa de valores e no mercado de balcão. As ações passam a ser negociadas entre os 
investidores, fazendo com que os recursos financeiros não mais sejam direcionados para 
a empresa, mas passem a ir direto para os investidores que detém os papéis.
De acordo com a CVM (2019), a B3 fornece serviços que abrangem etapas 
completas das operações que ocorrem na bolsa de valores:
• Pré-negociação: momento prévio para análise de risco, parametrização dos 
contratos e ativos que serão listados e, ainda, a prestação de informações como 
os sinais de cotação. 
• Negociação: momento onde os investidores, representados pelas Corretoras 
ou Distribuidoras, podem enviar ordens de compra e venda para o pregão 
eletrônico. Para que a efetivação desse negócio seja concluída, é necessária 
uma terceira fase, conhecida como pós-negociação. 
• Pós-negociação: ocorre com as seguintes etapas: compensação, liquidação 
e custódia (guarda dos ativos).
A mediação das operações com valores mobiliários em mercados regulamentados 
é exclusiva pelas instituições habilitadas a atuar comointegrantes do sistema de 
distribuição, como as corretoras ou as distribuidoras de títulos e valores mobiliários. Assim, 
o acesso direto pelos investidores aos sistemas de negociação na B3 não é possível 
sem que sejam realizados por intermédio de instituições habilitadas. Assim, é necessária 
uma ferramenta para que os investidores tenham acesso aos mercados da bolsa. Essa 
ferramenta é o home broker, oferecida por quase todas as corretoras. Os investidores 
podem negociar diretamente pela internet, enviando ordens de compra e venda. A partir 
do home broker, os investidores podem também verificar a execução das ordens e ter 
acesso às cotações dos ativos negociados. As ofertas enviadas pelo cliente trafegam pela 
infraestrutura tecnológica da corretora antes de alcançarem as plataformas de negociação 
da bolsa. Ou seja, nas operações via home broker, o cliente conecta o sistema da 
corretora, que recebe as informações e faz a conexão com os sistemas da bolsa (CVM, 
2019; Assaf Neto, 2014).
De acordo com Assaf Neto (2014) quando um investidor deseja realizar a compra 
ou a venda de um valor mobiliário, ele deve enviar uma ordem ao intermediário contratado, 
a ordem é a um comando dado pelo investidor à corretora para a executar compra ou 
venda de um ativo, todas as ordens devem ser registradas, identificando o horário do 
recebimento, o cliente que as tenha emitido e as condições de execução. 
58BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
Os ativos financeiros somente são repassados ao investidor após o pagamento 
pela sociedade corretora de todos os valores envolvidos na operação e seu recebimento 
pelo vendedor.
Segundo Assaf Neto (2014), nos mercados de bolsa e balcão organizados no 
Brasil são negociados títulos e derivativos de renda fixa e variável, em mercados à vista 
ou futuro. As negociações de ações no mercado podem ser realizadas de duas formas: 
à vista e a prazo. São consideradas operações à vista aquelas em que os negócios são 
realizados e liquidados à vista. 
No mercado à vista, a entrega dos títulos vendidos (liquidação física) ocorre no 
terceiro dia útil (D + 3) após a realização do negócio em bolsa. A Corretora adquirente 
recebe os títulos transacionados e repassa-os ao investidor, formalizando-se a liquidação 
física da operação. O pagamento e recebimento respectivos do valor da operação 
(liquidação financeira) são processados também no terceiro dia útil posterior à negociação. 
Na prática, a liquidação financeira é realizada somente após a entrega física efetiva dos 
papéis, sendo efetuada pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). 
Nesse mercado, os preços são formados em pregão em negociações realizadas no 
sistema eletrônico de negociação PUMA Trading System (CVM, 2019; Assaf Neto, 2014).
Enquanto as operações a prazo são aquelas realizadas para liquidação em data 
futura. As operações a prazo podem ser realizadas em três diferentes mercados: mercado 
a termo, futuro e de opções, conforme características específicas de cada um deles.
Segundo Assaf Neto (2014), no mercado a termo, as operações são estabelecidas 
por meio de contrato firmado entre comprador e vendedor, onde é estipulada a quantidade 
determinada de ações, o prazo para liquidar o negócio em determinada data futura, a um 
preço acordado entre as partes. Normalmente, os prazos dos contratos a termo variam 
entre 16 e 999 dias corridos. 
Nesse mercado, o mercado à vista estabelece os preços do ativo e da taxa de 
juros esperada para o período do contrato. Para realizar operações no mercado a termo, 
exige um depósito de garantia, funcionando como uma cobertura ou margem. A cobertura 
é o depósito, pelo vendedor a termo, do ativo objeto da operação como garantia. Margem 
é um valor depositado, conforme regras do sistema de compensação, que procura reduzir 
os riscos de liquidação da operação. Apesar da operação a termo ter um prazo limitado a 
esses períodos, a liquidação pode ser realizada a qualquer momento antes do vencimento, 
porém somente o comprador do contrato pode decidir pela liquidação antecipada (CVM, 
2019).
59BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
Segundo a CVM (2019), o mercado futuro é semelhante ao mercado de termo, 
uma vez que são negociados contratos para liquidação em data futura, com preço fixado, 
e estabelecido no mercado à vista e da taxa de juros esperada para o período. Apesar da 
semelhança, o mercado futuro difere em questões operacionais, especialmente no que diz 
respeito à garantia e à liquidação.
No mercado futuro, os contratos são ajustados diariamente com ganhos ou perdas, 
dessa maneira todas as posições em aberto são avaliadas diariamente em relação a um 
preço de referência. O preço de ajuste diário é o utilizado para tal ajuste, para isso, deve-
se calcular o preço médio dos negócios realizados com o papel no mercado futuro no 
período da tarde, a diferença entre os preços de ajuste diário de dois pregões consecutivos 
ou entre o preço de ajuste e o preço do contrato fechado no dia, será paga ou recebida 
pelos investidores com posição em aberto. 
De acordo com a CVM (2019):
A liquidação dos contratos futuros é calculada pelo preço médio dos negócios 
realizados com o ativo objeto no mercado à vista na data de vencimento. 
Entretanto, o investidor que desejar pode sair de sua posição por meio de uma 
operação oposta envolvendo o mesmo ativo, objeto e mês de vencimento. Com 
isso, o investidor “zera” a sua posição e não precisa ir para a liquidação física. 
Assim, a data de vencimento é a última data em que os negócios podem ser 
encerrados por meio da realização dessa operação inversa. Do contrário, a 
liquidação deverá ser obrigatoriamente física. Os contratos têm vencimentos 
todos os meses, sempre na terceira segunda-feira. Contratos futuros são 
instrumentos muito versáteis e procurados pelos investidores, que podem 
negociar futuros de ações, índices, moedas, taxas de juros, commodities 
agrícolas, dentre outros. Para propiciar ainda maior versatilidade e torná-los 
acessíveis a mais investidores, a B3 oferece versões mini e micro de alguns 
contratos futuros. Por exemplo: O contrato futuro de índice Ibovespa pode ser 
negociado em versões padrão ou mini, o contrato futuro do índice S & P 500 
pode ser negociado em versões padrão ou micro. Contratos padrão, mini ou 
micro diferem apenas nos lotes mínimos negociáveis ou no valor dos pontos 
em reais, ou dólar (CVM, 2019).
No mercado de opções, as operações envolvem contratos que garantem o direito 
de compra ou de venda de um determinado ativo dentro de um prazo estipulado, e um 
preço prefixado. Esse valor preestabelecido é denominado como preço de exercício (strike 
price). O investidor de opções adquire, a partir de um prêmio, o direito de comprar ou 
vender determinada quantidade de ativos ao preço estipulado em contrato, durante um 
certo período de tempo ou em uma data específica. Os compradores dos contratos de 
opção são conhecidos como titulares da opção. Em uma opção de compra, ele adquire o 
direito de comprar e, em uma opção de venda, ele tem o direito de vender, conforme as 
demais características do contrato e, para isso, pagam o prêmio. 
60
SAIBA
MAIS
A Comissão de Valores Mobiliários lista todas as corretoras certificadas autorizadas que podem operar 
na B3. 
Fonte: Brasil, Bolsa, Balcão (2020).
BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
Por outro lado, os vendedores dos contratos recebem este prêmio e assumem 
a obrigação de, caso o comprador exerça o seu direito, vender ou comprar o ativo nas 
condições previamente estipuladas. Caso o investidor de uma opção de compra ou venda 
não exerça o seu direito, ele perde o prêmio pago (CVM, 2019).
61
A B3, a partir do alinhamento das companhias brasileiras aos princípios e boas 
práticas da governança corporativa, necessitou desenvolver distinções entre as empresas. 
Dessa maneira, foram criados os segmentos de listagem destinados ao modo de 
negociaçãodas companhias que se comprometessem, voluntariamente, a adotar as boas 
práticas de governança corporativa e divulgações adicionais em relação ao exigido pela 
legislação brasileira (CVM, 2019).
Segundo Procianoy e Verdi (2009), as companhias listadas nos diferentes níveis 
cumprem práticas que visam atender os direitos societários amplos aos acionistas 
minoritários, aumentam a transparência das companhias, uma vez que realizam uma 
prestação de contas com qualidade. De acordo com Bridger (2006), as exigências para a 
listagem nos segmentos são regras de governança corporativa, que visam a resolução dos 
conflitos de forma ágil e especializada por meio de uma câmara de arbitragem, oferecendo 
aos investidores maior segurança jurídica. Assim, esses segmentos podem influenciar 
positivamente os investidores em seus retornos esperados.
Segmentos
de Listagem2
TÓPICO
BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
62BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
FIGURA 1: SEGMENTOS DE LISTAGEM B3
Fonte: CVM (2019).
As companhias listadas no segmento Nível 1 comprometem-se a adotar práticas 
que favoreçam a transparência e o acesso às informações pelos investidores. De acordo 
com Assaf Neto (2014) e CVM (2019):
• Manutenção de ações em circulação no mercado em quantidade equivalente 
a, pelo menos, 25% de todo o capital social da sociedade, a empresa se 
compromete a manter no mínimo 25% das ações em circulação no mercado;
• Realização de ofertas públicas de colocação de ações usando mecanismos 
que facilitem a dispersão do capital; 
• Melhor qualidade e transparência das informações prestadas, divulgação de 
balanços trimestrais e do demonstrativo do fluxo de caixa, divulgar informações 
adicionais às exigidas em lei, como, por exemplo, um calendário anual de 
eventos corporativos.
• Divulgar todos os acordos de acionistas existentes e programas de opções de 
compras. 
Segundo Assaf Neto (2014) e CVM (2019), é necessário que as companhias 
sejam classificadas no Nível 2, o qual é similar ao Novo Mercado, porém com algumas 
exceções. Além de seguirem as exigências do Nível 1, necessitam adotar um conjunto 
maior de compromissos:
• Mandato unificado de um ano para os membros do Conselho de Administração;
• As companhias listadas neste segmento têm o direito de manter ações 
preferenciais (PN). 
• As ações preferenciais ainda dão o direito de voto aos acionistas em situações 
críticas, como a aprovação de fusões e incorporações da empresa e contratos 
entre o acionista controlador e a empresa, sempre que essas decisões estiverem 
sujeitas à aprovação na assembleia de acionistas.
63BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
• No caso de venda de controle da empresa, é assegurado aos detentores de 
ações ordinárias e preferenciais o mesmo tratamento concedido ao acionista 
controlador, prevendo, portanto, o direito de tag along de 100% do preço pago 
pelas ações ordinárias do acionista controlador.
De acordo com a B3 (2020), para que uma companhia se enquadre no Novo 
Mercado é necessário seguir alguns preceitos:
O capital deve ser composto exclusivamente por ações ordinárias com direito 
a voto, não podendo emitir em momento algum ações preferenciais;
No caso de alienação do controle, todos os acionistas têm direito a vender 
suas ações pelo mesmo preço (tag along de 100%) atribuído às ações detidas 
pelo controlador; 
Instalação de área de Auditoria Interna, função de Compliance e Comitê de 
Auditoria;
Em caso de saída da empresa do Novo Mercado, realização de oferta pública 
de aquisição de ações (OPA) por valor justo, sendo que, no mínimo, 1/3 dos 
titulares das ações em circulação devem aceitar a OPA ou concordar com a 
saída do segmento; 
O conselho de administração deve contemplar, no mínimo, 2 ou 20% de 
conselheiros independentes, o que for maior, com mandato unificado de, no 
máximo, dois anos;
A empresa se compromete a manter, no mínimo, 25% das ações em circulação 
(free float), ou 15%, em caso de ADTV (average daily trading volume) superior 
a R$ 25 milhões;
Estruturação e divulgação de processo de avaliação do conselho de 
administração, de seus comitês e da diretoria;
Elaboração e divulgação de políticas de (I) remuneração; (II) indicação de 
membros do conselho de administração, seus comitês de assessoramento e 
diretoria estatutária; (III) gerenciamento de riscos; (IV) transação com partes 
relacionadas; e (V) negociação de valores mobiliários, com conteúdo mínimo 
(exceto para a política de remuneração); 
Divulgação simultânea, em inglês e português, de fatos relevantes, 
informações sobre proventos e press releases de resultados; 
Divulgação mensal das negociações com valores mobiliários de emissão da 
empresa pelos acionistas controladores. 
Com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do mercado de ações 
brasileiro, a B3 criou o Bovespa Mais, segmento voltado para pequenas e médias 
empresas que desejam acessar o mercado de capitais de forma gradual, atendendo à 
realidade de cada empresa. O objetivo principal desse segmento é o de tornar o mercado 
de ações mais acessível a um número maior de empresas, visando principalmente as 
de menor porte. A estratégia de acesso gradual permite que a sua empresa se prepare 
de forma adequada, implementando elevados padrões de governança corporativa e 
transparência com o mercado, e, ao mesmo tempo, a coloca na “vitrine” do mercado, 
aumentando sua visibilidade para os investidores. 
64
O Bovespa Mais possibilita a realização de captações menores se comparadas ao 
Novo Mercado, mas suficientes para financiar o seu projeto de crescimento. As empresas 
listadas no Bovespa Mais tendem a atrair investidores que visualizem um potencial de 
desenvolvimento mais acentuado no negócio. As ofertas de ações podem ser destinadas 
a poucos investidores e geralmente possuem perspectivas de retorno de médio e longo 
prazo (Cavalcante; Misumi; Rudge, 2009; Assaf Neto, 2014; CVM, 2019). 
Outro segmento de listagem para empresas de pequeno e médio porte, que 
tenham intenção de fazer parte do mercado de capitais, é a Bovespa Mais Nível 2, similar 
à Bovespa Mais, porém com algumas exceções. As companhias listadas nesse segmento 
podem optar por manter ações preferenciais (PN), na qual dão o direito de voto aos 
acionistas em situações críticas, como a aprovação de fusões e incorporações da empresa 
e contratos entre o acionista controlador e a empresa, sempre que essas decisões 
estiverem sujeitas à aprovação na assembleia de acionistas. No caso de venda de controle 
da empresa, é assegurado aos detentores de ações ordinárias e preferenciais o mesmo 
tratamento concedido ao acionista controlador, prevendo, portanto, o direito de tag along de 
100% do preço pago pelas ações ordinárias do acionista controlador (B3, 2020)
Os índices de bolsa de valores funcionam como indicadores que procuram medir 
o desempenho médio dos preços. Representam uma visão global do mercado de capitais, 
refletindo as variações dos principais papéis negociados nas bolsas de valores. Segundo 
Pinheiro (2008), os índices são considerados uma poderosa ferramenta para a avaliação 
comparada de performance de desempenho para gestores e investidores do mercado de 
capitais. De acordo com a CVM (2019), a bolsa de valores reúne uma carteira de ações 
(o volume dessas ações varia de país para país) que expressam, de forma mais próxima 
possível, o comportamento registrado pelo mercado, mostrando-se sensível às oscilações 
Índices de 
Mercado3
TÓPICO
BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
65BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
nos preços de negociação. Dessa forma, o índice da carteira expressa o valor de mercado 
da carteira de ações negociadas na bolsa de valores, sendo as variações verificadas de 
um período para outro entendidas como alta ou baixa das ações.
A composição de índices de carteira de ações dá uma bolsa de valores, deve 
priorizar as ações que tenham grande representatividade nos negócios realizados na bolsa. 
Assim, o índicedo mercado acionário é extremamente útil, pois reflete o comportamento 
dos investimentos em ações e, consequentemente, as tendências gerais da economia. 
Isso ocorre através das variações periódicas, que denotam ciclos da economia, formando 
expectativas dos investidores com relação a seu comportamento esperado. Assim, esses 
indicadores devem seguir primeiramente alguns passos, como a formulação da expressão 
matemática do índice, quais características dos papéis que comporão o índice e definição 
dos papéis que representarão o índice (CVM, 2019). Na figura abaixo estão listados os 
principais índices negociados da B3:
FIGURA 2: PRINCIPAIS ÍNDICES NEGOCIADOS B3
Fonte: CVM (2019).
66BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
O índice Bovespa é o indicador mais importante para verificar o desempenho das 
cotações das ações negociadas no mercado brasileiro. O Ibovespa representa o valor 
atual em moeda do país de uma carteira teórica de ações, a partir de uma aplicação 
hipotética, pressupondo que o investidor não realizou investimentos adicionais (Assaf 
Neto, 2014).
Segundo a CVM (2019), o Ibovespa é composto a partir de regras: ser reavaliado 
quadrimestralmente, com base nos 12 meses anteriores, atribuindo-se então novos 
pesos de ponderação às diferentes ações que o compõem. As ações do índice alcançam 
80% de participação acumulada em termos de número de negócios e volume financeiro 
nos 12 meses anteriores e nenhuma ação pode pertencer ao índice se sua negociação 
foi inferior a 0,1% do volume total de negócios. E durante os dias de pregão, ele é 
calculado instantaneamente, em tempo real, e retransmitido internacionalmente. 
Hoje são muitos os índices mundiais considerados importantes, podemos citar 
os índices americanos (Dow Jones; NYSE; NASDAQ) e o índice CSI300, que reúne as 
maiores companhias listadas na China. 
Segundo Assaf Neto (2014) o índice Dow Jones Industrial é considerado o 
primeiro índice de ações do mundo, na qual se trata de um dos índices mais tradicionais 
e importantes do mercado acionário da economia norte-americana, apresentando 
grande influência sobre o comportamento das ações de outros países. Ele é constituído 
por uma carteira representativa das ações de maior importância na bolsa de valores de 
New York (indústrias, empresas de serviços, etc.), e seu cálculo é efetuado pela média 
aritmética das cotações dessas ações. As alterações na composição da carteira Dow 
Jones seguem normalmente critérios subjetivos de seus responsáveis. 
De acordo com Fonseca (2009) o índice New York Stock Exchange (NYSE) é um 
dos mais principais e tradicionais índices da bolsa de valores do mundo, com a inclusão 
de todas as ações registradas, não havendo critério de seleção de ações para participar 
do índice e nem está sujeito à decisão de um comitê. Isso significa que, quando se inclui 
uma nova empresa na carteira, o valor de mercado das ações registradas se ajusta 
automaticamente. 
O Índice NASDAQ quer dizer National Association for Security Automated 
Quotations System (Sistema Automatizado de Cotações da Associação Nacional de 
Corretoras de Valores dos EUA). São incluídas nesse sistema diversas ações negociadas 
da NYSE, assim como aquelas não registradas em bolsa e transacionadas no mercado 
de balcão (Fonseca, 2009; Assaf Neto, 2014).
67
REFLITA
Eugene Fama, um importante economista e cientista, desenvolveu uma tese na qual propõe que os 
preços do mercado sempre reflitam todas as informações existentes. Assim, não existem ações baratas ou 
caras, ou seja, não existe maneira de conseguir retornos acima da média do mercado no longo prazo, não 
é possível. Nem com análise técnica, nem mesmo com análise fundamentalista. Você acredita que com 
qualquer tipo de informação é possível modificar os preços das ações?
Fonte: elaborado pelo autor (2020).
BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
O índice CSI 300 é um índice do mercado de ações, ele é constituído por 
uma carteira representativa das ações de maior importância na bolsa para replicar o 
desempenho das 300 principais ações negociadas na Bolsa de Xangai e na Bolsa de 
Shenzhen.
68
Os principais participantes do mercado financeiro, de acordo com a CVM (2019), 
são: corretoras e distribuidoras, agentes autônomos, administradores de carteiras de 
valores mobiliários, analistas de valores mobiliários, consultores de valores mobiliários. 
As corretoras são instituições financeiras com múltiplas funções, têm como 
principal atividade a execução de ordens de compra e de venda de ativos para seus 
clientes. Algumas corretoras auxiliam o investidor por meio da disponibilização de 
informações de análise de investimentos, e também realizam a administração de Fundos 
de Investimentos.
Os agentes autônomos de investimento são pessoas físicas que atuam como 
prepostos dos integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários, especialmente 
as corretoras. Exercem atividades eminentemente comerciais: para atrair novos clientes 
e na captação desses novos investidores. Esses agentes recebem e registram as 
ordens dos clientes e prestam informações acerca dos produtos e serviços oferecidos 
pelas corretoras. O agente é tido como um papel fundamental para o crescimento da 
base de investidores no mercado de capitais, pois constitui um elo entre os investidores 
e os produtos e serviços disponíveis. Vale ressaltar que esses agentes não possuem 
autorização para administrar a carteira dos investidores.
A administração de carteiras de valores mobiliários é uma atividade que só 
pode ser exercida por pessoa natural ou jurídica autorizada pela CVM. O registro de 
administrador de carteiras pode ser requerido em duas categorias: administrador fiduciário 
ou gestor de recursos, sendo que é possível o registro para ambas. 
Participantes 
do Mercado4
TÓPICO
BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
69BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
A obtenção do registro depende da comprovação de certos requisitos dispostos 
na regulamentação. Esses profissionais se responsabilizam pela gestão dos recursos de 
seus clientes e podem assumir, por exemplo, a gestão da carteira de fundos ou clubes de 
investimentos. Sendo responsáveis pelas decisões sobre os tipos de ativos financeiros 
que farão parte da carteira que administram, e em que proporção, considerando, entre 
outros fatores, os riscos e as políticas de investimentos pré-definidas (CVM, 2019).
De acordo com a CVM (2019) os analistas de valores mobiliários são profissionais 
que elaboram relatórios de análise destinados à publicação, divulgação ou distribuição 
a terceiros, ainda que restrita a clientes, que possam auxiliar ou influenciar investidores 
no processo de tomada de decisão de investimento. Tais relatórios podem ser quaisquer 
textos, relatórios de acompanhamento, estudos ou análises sobre valores mobiliários 
específicos, ou funcionamento do Mercado sobre emissores determinados. Exposições 
públicas, apresentações, vídeos, reuniões, conferências telefônicas e quaisquer outras 
manifestações não escritas, cujo conteúdo seja típico de relatório de análise, também 
são equiparadas aos relatórios de análise. A análise de valores mobiliários envolve um 
aprofundamento técnico e o exercício da atividade, pela sua importância, é objeto de 
regulação pela CVM e, desde 2010, de autorregulação pela Associação dos Analistas e 
Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (APIMEC). O Analista, além de ser 
aprovado em exame de qualificação técnica, deve aderir ao código de conduta profissional 
da entidade que o credenciou, ter reputação ilibada, entre outros requisitos. 
O consultor de valores mobiliários é a pessoa física ou jurídica que executa 
serviços de orientação, recomendação e aconselhamento, de forma profissional, 
independente e individualizada, sobre investimentos no mercado de valores mobiliários, 
cuja adoção e implementação sejam exclusivas do cliente. A consultoria de valoresmobiliários só pode ser exercida por profissionais registrados na CVM, que para isso 
precisam atender aos critérios exigidos na regulamentação (CVM, 2019).
70
Caro(a) aluno(a), na Unidade 3 do livro da disciplina de Mercado de Capitais, 
abordamos sobre o funcionamento, regulação, tipos de mercados, segmentos, principais 
índices e participantes da bolsa de valores do Brasil – (Brasil, Bolsa, Balcão – B3). 
A B3 é a principal instituição brasileira de intermediação para operações do 
mercado de capitais, na qual desenvolve, implanta e provê sistemas para a negociação 
de ações, derivativos de ações, títulos de renda fixa, títulos públicos federais, derivativos 
financeiros, moedas à vista e commodities agropecuárias. 
Essa companhia exerce a função de depositária central dos ativos negociados em 
seus ambientes, compensando como central garantidora de boa parte das negociações 
realizadas em seus mercados, atuando como licenciadora de softwares e índices. 
Compreenderemos os mercados à vista, a termo, futuro e de opções, bem como os prazos 
e regulações da bolsa. Apresentamos os segmentos de listagem da B3, que são destinados 
ao modo de negociação das companhias que se comprometessem, voluntariamente, a 
adotar as boas práticas de governança corporativa e divulgações adicionais em relação ao 
exigido pela legislação brasileira. Os segmentos de listagem são divididos em Nível 1 e 2, 
Novo Mercado, e Bovespa Mais 1 e 2. 
Entendemos a funcionalidade e a importância dos índices de mercado, que 
funcionam como uma poderosa ferramenta para a avaliação comparada de performance 
de desempenho para gestores e investidores do mercado de capitais. E por fim, 
abordamos os principais participantes da bolsa de valores, que segundo a CVM (2019) 
são as corretoras e distribuidoras, os agentes autônomos, os administradores de carteiras 
de valores mobiliários, os analistas de valores mobiliários e os consultores de valores 
mobiliários. 
Na unidade 4, abordaremos alguns tipos de análises, teorias, risco e retorno.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
71
MATERIAL COMPLEMENTAR
VÍDEO
• Título: Carreira: Como se preparar diante das novas demandas 
do mercado?
• Ano: 2018.
• Sinopse: Neste vídeo, Celson Plácido, Sócio e Estrategista-
chefe da XP Investimentos, conta com muito bom humor que o 
mundo das finanças e investimentos pode ser muito interessante. 
Celson é sócio e estrategista-chefe da XP Investimentos. Atuando 
há mais de 20 anos no mercado financeiro, foi analista de ações no 
Banco Icatu, Banco BBA, Santander, Petros e GP Investimentos, 
além de sócio e gestor de fundos de ações na Opus, gestora 
de recursos. Desde 2009, na XP Investimentos, iniciou na área 
comercial voltada para clientes institucionais e, desde 2013, é o 
responsável pela área de análise. Formou-se em Administração 
de Empresas pela UFF (Universidade Federal Fluminense) e fez 
pós-graduação em Direito Societário na FGV-RJ.
• Link: https://www.youtube.com/watch?v=bnbncoSz1QE
LIVRO
• Título: Pai Rico Pai Pobre.
• Autor: Robert T. Kyiosaki e Sharon Lechter.
• Editora: Elsevier.
• Sinopse: Seu conceito é muito simples: com maior inteligência 
financeira, muitos problemas comuns da vida cotidiana podem ser 
resolvidos. Saiba o que os ricos tratam como ativos geradores de 
renda, e como se livrar de pagar impostos demais. A cada dia, a 
cada nota, você escolhe ser rico, pobre ou classe média. A melhor 
maneira de preparar seus filhos para o mundo é dividir esse 
conhecimento com eles. Se você não fizer isso, ninguém mais 
fará.
BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
https://www.youtube.com/watch?v=bnbncoSz1QE
72
FILME
• Título: A Grande Virada.
• Ano: 2010.
• Sinopse: Jovem executivo rumo ao sucesso, perde o 
emprego quando sua empresa faz uma demissão em massa. 
Desempregados, ele e seus amigos Phill e Gene tentam redefinir 
suas vidas enquanto lutam para sobreviver em um momento de 
crise.
BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
73
REFERÊNCIAS
ASSAF NETO, Alexandre. Mercado financeiro. São Paulo: Atlas, 2014.
B3 – BRASIL, BOLSA, BALCÃO. Segmentos de listagem. Disponível em: http://www.
b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/solucoes-para-emissores/segmentos-de-listagem/. 
Acesso em: 01 abr. 2020.
BRIDGER, G. V. Governança corporativa: os efeitos da adesão a níveis diferenciados 
de governança sobre o valor no mercado de capitais brasileiro. EFG–EPGE, jul. 2006.
CAVALCANTE, Francisco; MISUMI, Jorge Y.; RUDGE, Luiz F. Mercado de capitais: o 
que é, como funciona. Rio de Janeiro: [s.n.], 2009.
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS (CVM). Mercado de valores mobiliários 
brasileiro. 4. ed. Rio de Janeiro: Comissão de Valores Mobiliários, 2019.
FONSECA, José Wladimir Freitas da. Mercado de capitais. Curitiba: Iesde Brasil, 2009.
PINHEIRO, Juliano Lima. Mercado de capitais: fundamentos e técnicas. São Paulo: 
Atlas, 2008.
PROCIANOY, Jairo Laser; VERDI, Rodrigo S. Adesão aos novos mercados da BOVESPA: 
Novo Mercado, Nível 1 e Nível 2 determinantes e consequências. Revista Brasileira de 
Finanças, v. 7, n. 1, p. 107-136, 2009.
BOLSA DE VALORES NO BRASIL– B3UNIDADE 3
http://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/solucoes-para-emissores/segmentos-de-listagem/
Análise de 
Investimentos4 UNIDADEUNIDADE
75
PLANO DE ENSINO
Tópicos de Estudos
• Análise fundamentalista.
• Análise técnica.
Objetivos da Aprendizagem
• Conceituar a análise fundamentalista.
• Compreender a análise técnica.
ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
76
Caro(a) aluno(a), na Unidade 4 do livro da disciplina de Mercado de Capitais, será 
abordado sobre os dois tipos de análises de investimentos mais conhecidos no mercado 
de capitais. 
Primeiramente, conceituaremos a análise fundamentalista, na qual é considerada 
uma grande ferramenta para o investidor que espera obter retornos satisfatórios, isto 
porque ela é eficiente em determinar o valor justo a se pagar por uma ação. Essa análise 
consiste no processamento de informações econômicas e políticas, além de variáveis que 
possam determinar o valor futuro de um ativo. 
O estudo deve resultar em uma estimativa numérica do valor do título ou em uma 
modificação desse valor em uma taxa de retorno esperada. É uma análise muito utilizada 
por investidores e bancos para buscar uma redução de riscos quanto ao retorno de seus 
investimentos em ativos. Para determinar o valor de uma ação, é preciso analisar todas as 
variáveis de nível macro e micro. 
Diante da decorrente análise, podem-se constatar problemas de sub ou 
superavaliação. Veremos os indicadores fundamentalistas mais utilizados no mercado. 
Após isso, compreenderemos a análise técnica, na qual difere da análise 
fundamentalista, uma vez que não considera os fatores externos, como informações 
contábeis e gerenciais, projeções de lucro das empresas, índices de lucratividade ou de 
atividade. 
Apenas as informações dos pregões, como a oscilação dos preços dos ativos 
financeiros na bolsa de valores. Essa análise funciona como uma ferramenta com intenção 
de prever os movimentos dos mercados, se baseando em estudar os movimentos 
passados, utilizando a probabilidade. 
A análise técnica estuda os movimentos do mercado, com o objetivo de prever 
futuras tendências de preços. Os gráficos são os objetos da análise técnica, sendo os 
mais usados na análise técnica: os gráficos de barras, de linhas, de ponto-figura e os 
candlestick.
Bons estudos!
INTRODUÇÃO
ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
77
O objetivo de uma empresa é maximizar seu valor econômico e gerar retorno aos 
proprietários. Com a pretensão de crescimento, as empresas buscam executar a melhor 
estratégia para sobreviverem e se manterem em desenvolvimento no mercado, para que 
seus retornos superem o valor do capital investido. Decorrente disso, para a avaliação 
de empresas é fundamental que o analista tenha uma visão abrangente da dinâmica do 
mercado empresarial, que está relacionado a diversosfatores internos e externos que 
possuem influência sobre o valor econômico da organização (Avelar; Hayashi, 2015).
De acordo com Avelar e Hayashi (2015), o desempenho de uma organização 
apresenta relação às variáveis macroeconômicas, taxa de juros, oferta de crédito, preço 
de commodities, dentre outros. A análise fundamentalista estuda todas as informações 
disponíveis que afetam ou têm relação direta com a empresa e têm por objetivo 
recomendar uma ação com base na imagem atual da empresa e fazer a previsão dos 
possíveis riscos e oportunidades de mercado inerentes a ela.
A análise fundamentalista ganha nova importância a partir da década de 90, com 
a envolver a análise quantitativa e modelos econométricos, com o objetivo de apresentar 
revisões de resultados futuros de um valor, com base em variáveis explicativas dele 
mesmo. Acrescentaram-se conceitos a partir de estudos das ações e sua análise setorial 
em conjunto ao mercado de capitais. Fatores econômicos e financeiros são elementos 
fundamentais para se determinar o valor da empresa. A análise fundamentalista é o 
estudo de todas as informações econômicas e financeiras possíveis sobre a empresa no 
mercado, com o intuito de se chegar ao seu real valor de mercado, assim determinando o 
melhor momento para compra ou venda de uma ação (Pinheiro, 2008; Lagioia, 2011).
Análise 
Fundamentalista1
TÓPICO
ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
78ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
Diante disso, Souza Junior, Viana e Terra (2015) complementam que a análise 
fundamentalista é uma grande ferramenta para o investidor que espera obter retornos 
satisfatórios, isto porque ela é eficiente em determinar o valor justo a se pagar por uma 
ação. 
O histórico das demonstrações financeiras é utilizado para auxiliar nos cálculos 
dos indicadores que serão analisados pelo investidor. A situação da economia e da 
política atuais influenciam no valor corrente da ação. Assim, o investidor tem que estudar 
a empresa que deseja investir e o macroambiente que a cerca (Pinheiro, 2008; Fortuna. 
2014). Segundo Lagioia (2011), os indicadores construídos com base nos demonstrativos 
financeiros são de grande importância, pois dão solidez na decisão do investidor. Podem 
ser divididos em quatro grandes grupos: indicadores de mercado, indicadores de liquidez, 
indicadores de endividamento e indicadores de rentabilidade. Destaca que todo indicador 
é importante estudar sua série histórica para saber suas mutações ao longo do tempo.
De acordo com Sanvicente e Mellagi Filho (2008), essa análise consiste no 
processamento de informações econômicas e políticas, além de variáveis que possam 
determinar o valor futuro de um ativo. O estudo deve resultar em uma estimativa numérica 
do valor do título ou em uma modificação desse valor em uma taxa de retorno esperada. É 
uma análise muito utilizada por investidores e bancos para buscar uma redução de riscos 
quanto ao retorno de seus investimentos em ativos. Para determinar o valor de uma ação, 
é preciso analisar todas as variáveis de nível macro e micro. Diante da decorrente análise, 
podem-se constatar problemas de sub ou superavaliação. O ideal é a compra do ativo 
quando está subavaliado, ou seja, comprar um ativo que vale mais do que o mercado 
pensa traz a expectativa de bons retornos.
Conforme Elder (2005), para a avaliação de empresas, o mercado financeiro 
disponibiliza milhares de informações através de demonstrações, índices, relatórios, 
gráficos, etc. Diante dessa dimensão de dados, a análise fundamentalista se torna um 
trabalho árduo devido à mudança dos ciclos econômicos. Desse modo, para viabilizar a 
conciliação das informações, há a necessidade de diferentes focos de análise decorrentes 
da mudança da economia: quando está em expansão, os analistas devem focar nas 
taxas de crescimento; em épocas de recessão, o foco se desloca para a segurança dos 
dividendos.
Com relação à análise fundamentalista, é comum a comparação de dados entre 
empresas do mesmo setor, mas devem ser trabalhadas algumas informações antes de 
compará-las. Por exemplo, o valor de mercado de uma empresa varia de acordo com 
79ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
o valor da ação e o número de ações que cada empresa possui. Sendo assim, para 
comparar os valores de empresas similares é necessária a padronização de informações 
utilizando uma variável comum.
Villaschi et al. (2011) afirmam que o método fundamentalista é utilizado a fim de se 
maximizar o percentual de acertos dos investidores para se estabelecer o valor do ativo. É 
um método que permite a compra e venda com base na subvalorização.
A Análise Fundamentalista é uma ferramenta necessária utilizada pelos 
investidores interessados em entender e investir em ações. Seu objetivo é baseado na 
avaliação financeira, econômica, mercado e setor de uma empresa, bem como suas 
expectativas e projeções para o futuro, passando pelo estudo de seus balanços e 
demonstrações financeiras (Martins, 2008). 
A principal finalidade desta análise é comparar o preço da ação ao real valor de 
negócio da empresa e o objetivo de sua apresentação neste trabalho é o de selecionar 
empresas fundamentalmente lucrativas. Segundo Deschatre e Majer (2006), o 
interessante da análise fundamentalista é formar uma análise robusta com maior número 
de informações, a partir da análise de balanço, do número de ações disponíveis e do 
montante de dividendos pagos aos acionistas, e comparação de mercado. Os indicadores 
fundamentalistas mais utilizados no mercado são:
• P/L: preço da ação dividido pelo lucro por ação; 
• VPA: valor do patrimônio líquido dividido pelo número total de ações e P/VPA: 
preço da ação dividido pelo valor patrimonial da ação;
• DIVIDEND YIELD = dividendo pago por ação dividido pelo preço da ação;
• IMOBILIZADO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO: ativo permanente dividido pelo 
patrimônio líquido;
• PARTICIPAÇÃO DE CAPITAIS DE TERCEIROS: passivo circulante e passivo 
nominal dividido pelo patrimônio líquido;
• ROE (RETORNO SOBRE PL): lucro líquido dividido pelo patrimônio líquido;
De acordo com Lyra (2008), o índice preço da ação dividido pelo lucro por 
ação (P/L) é muito utilizado no mercado de ações, pois permite a comparação do preço 
relativo de qual ação teria o maior e menor preço. Para realizar o cálculo desse índice, é 
necessário dividir o preço atual da ação pelo lucro da mesma ação. Em síntese, apresenta 
o valor que o investidor pagará por cada R$ 1,00 que a empresa tiver de lucro. Segundo 
Mota e Tavares (2015) esse índice é eficaz para realizar a comparação entre empresas de 
80ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
um mesmo setor, porém quando utilizado para comprar empresas de diferentes setores 
de atuação, o índice não se torna viável por não considerar outras informações, como 
o potencial de crescimento das companhias analisadas, o percentual de crescimento do 
lucro em tempos futuros, do setor em que estão inseridas.
Tomemos a Petrobrás (PETR4) em 2020 como exemplo:
Número de ações: 13.044.500.000
Lucro nos últimos 12 meses: R$ 40.137.000.000
Lucro por ação: R$ 3,08
Preço da ação (PETR4): 26/03/2020: R$ 14,39
De acordo com Basu (1977), partindo do que ele chama de Hipótese do Preço/
Lucro, segundo a qual o índice P/L é um indicador de desempenho futuro de uma ação 
e que ações com baixo P/L tendem a ter melhor desempenho do que aquelas com P/L 
elevado.
O preço de uma ação pode sofrer alteração em questão de minutos, assim 
muitos investidores controlam seus investimentos por meio de robôs, automatizando os 
comandos, determinando o nível de compra e venda das ações embasados no indicador 
de lucro. Esse índice, mesmo que seja amplamente utilizado, sua eficiência é limitada 
(Mota e Tavares, 2015). 
O valor do patrimônio líquido dividido pelo número total de ações (VPA) e o preço 
da ação dividido pelo VPA (P/VPA), apresentam o valor pago pelos investidores a cada real 
dos ativos da empresa. SegundoMota e Tavares (2015), o cálculo é realizado pela divisão 
do patrimônio líquido pelo número total de ações. É um indicador considerado como 
conservador, já que não considera os ativos intangíveis e aqueles de difícil valoração, 
como, por exemplo, prêmios de aquisição e patentes, dentre outros. 
Tomemos a Petrobrás (PETR4) em 2020 como exemplo:
Número de ações: 13.044.500.000
Patrimônio Líquido: R$ 295.541.000.000
Preço da ação (PETR4): 26/03/2020: R$ 14,39
81ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
Segundo Lyra (2008) quando o indicado P/VPA é igual a 1, é sinal de que a ação 
está sendo vendida ao valor equivalente do patrimônio líquido; quando o P/VPA apresenta 
resultado inferior a 1, quer dizer que o valor pago pelas ações é inferior ao do seu 
patrimônio líquido, podendo ser um indicador de que há algo errado com a empresa. Por 
sua vez, com o P/VPA superior a 1, é um sinal de que o mercado está pagando valores 
superiores ao valor do patrimônio líquido.
De acordo com Antunes et al. (2012), o Dividend Yield (DY) pode ser caracterizado 
como a rentabilidade da companhia no que diz respeito ao valor da ação. Quando 
comparado o montante que foi pago em dividendos relacionados ao preço da ação, pode-
se perceber que o índice DY possibilita a comparação da distribuição dos lucros entre 
companhias.
Tomemos a Itaú (ITUB4) em 2020 como exemplo:
Dividend Yield: R$ 18.777.000.000
Número de ações: 9.804.140.000
Preço da ação (ITUB4): 26/03/2020: R$ 24,25
Pode-se notar que o Itaú pagou R$1,92 de dividendos para os investidores por 
cada ação que esse detinha.
No que tange aos dividendos de um papel, este pode ser expresso pela 
porcentagem resultante do cálculo com base em dividendos por ação dividido pelo preço 
real da ação. 
Esse percentual mostra que, nesse exemplo, cada ação retornou 8% em 
dividendos Itaú neste período. Encontrar o valor do DY possibilita a comparação do 
rendimento dos dividendos entre empresas que um investidor esteja interessado em 
investir. Se busca por aquelas que pagam bons proventos, atente-se às empresas que 
possuam os maiores valores de Dividend Yield. Para isso, ao escolher ações para receber 
dividendos, é importante se basear em análises completas.
82ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
De acordo com Mota e Tavares (2015), o índice de imobilização do patrimônio 
líquido tem como objetivo mensurar o quanto de recursos do patrimônio líquido está 
investido no ativo permanente (Investimentos, Imobilizado e Intangível). 
Tomemos a Petrobrás (PETR4) em 2019 como exemplo:
Investimentos: 22.166.000.000
Imobilizado: 641.949.000.000
Intangível: 78.489.000.000
Patrimônio Líquido: 299.137.000.000
Isso mostra que, para cada R$ 100,00 de Patrimônio Líquido, a Petrobrás aplicou 
R$ 248,25 no ativo permanente. Segundo Assaf Neto (2014), neste indicador, quanto 
menor o valor mensurado para o índice de imobilização do patrimônio líquido, melhor será, 
uma vez que a organização estará financiando seus ativos permanentes com recursos 
próprios. Caso o índice encontrado seja inferior a 100%, indicará sobra de recursos do 
patrimônio líquido para serem investidos nos outros ativos, reduzindo o endividamento. 
Porém, no caso em que o índice encontrado é superior a 100%, tem-se uma situação 
em que a empresa utilizou recursos emprestados de terceiros para financiar seus 
investimentos em ativos permanentes.
O índice de participação de capital de terceiros mensura a representatividade do 
capital que foi tomado emprestado de terceiros para investimentos na organização em 
relação ao capital próprio (Patrimônio Líquido) investido. Dessa maneira, Matarazzo (2010) 
explicam que caso o resultado obtido seja maior do que 100%, a participação do capital de 
terceiros indica que a organização possui mais capital de terceiros do que capital próprio, 
caso seja inferior a 100%, indica que a empresa possui menos capital de terceiros do que 
capital próprio. 
Pode-se dizer que quanto menor for o índice obtido, melhor para a organização, 
pois assim ela terá um endividamento menor com terceiros, como instituições financeiras 
e fornecedores. 
83ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
Este índice pode indicar o risco ou a dependência em capitais de terceiros. Do 
ponto de vista estritamente financeiro, quanto maior a relação entre Capitais de Terceiros 
e Patrimônio Líquido, menor a liberdade de decisões financeiras da empresa, uma vez 
que demonstra a dependência de capital de terceiros e não do capital aplicado pelos 
investidores. Assim sendo, quanto menor for o valor encontrado para este índice, melhor 
para a tomada de decisões para a administração da organização.
A fórmula de cálculo para a participação do capital de terceiros é:
Tomemos a Petrobras (PETR4) em 2019 como exemplo:
Passivo Circulante: 116.147.000.000
Passivo Não Circulante: 626.874.000.000
Patrimônio Líquido: 299.137.000.000
Isso significa que, para cada R$ 100,00 de capital próprio, a Petrobras tem R$ 
248,39 de capital de terceiros. Isso mostra que a empresa tem mais capital de terceiros do 
que capital próprio aplicado em seus ativos.
O índice de rentabilidade do patrimônio líquido mensura a proporção entre o lucro 
que determinada empresa obteve e o valor do seu capital próprio (patrimônio líquido). 
Dessa maneira, quando se calcula esse índice, tem-se que para cada R$100,00 investidos 
pelos sócios na empresa, poderá ser observado o lucro obtido como um percentual 
deste valor. Para os investidores, o índice de rentabilidade do patrimônio líquido é uma 
excelente maneira para analisar seus investimentos, por facilitar a visualização do retorno 
e comparar essa rentabilidade com outras opções de investimento no mercado. (Assaf 
Neto, 2014)
Quanto maior for o percentual encontrado para o índice de rentabilidade do 
Patrimônio Líquido, melhor será para a empresa e para seus acionistas. De acordo com 
Marion (2010), o índice de rentabilidade do patrimônio líquido vem do termo em inglês 
Return On Equity (ROE). O ROE é a principal ferramenta para um investidor fazer 
84
“Não temos, nunca tivemos e jamais teremos uma opinião sobre como estará o mercado de ações, a taxa 
de juros ou a atividade econômica daqui a um ano”. (Warren Buffett).
REFLITA
ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
comparativos de rentabilidades entre empresas do mesmo setor e avaliar qual possui a 
melhor taxa de retorno. 
Fórmula do cálculo da Rentabilidade do Patrimônio Líquido:
Tomemos a Petrobras (PETR4) em 2019 como exemplo:
Lucro Líquido: 40.137.000.000 
Patrimônio Líquido: 299.137.000.000
Através do exemplo, é possível observar que para cada R$ 100,00 de capital 
próprio investido, a empresa teve R$ 13,41 de lucro. Para identificar se seria interessante 
investir na Petrobrás, seria importante comparar o retorno dessa empresa a um valor da 
Taxa SELIC, Poupança, Tesouro Direto, ou outras companhias.
Segundo Mota e Tavares (2015), deve-se ter atenção no ROE quando novas 
ações são emitidas, é preciso realizar a média ponderada relativa ao número de ações 
para o ano. Quando o ROE de uma companhia é alto, é possível que estejam em alto 
crescimento.
85
A análise técnica difere da análise fundamentalista, uma vez que não considera 
os fatores externos, como informações contábeis e gerenciais, projeções de lucro das 
empresas, índices de lucratividade ou de atividade. Apenas as informações dos pregões, 
como a oscilação dos preços dos ativos financeiros na bolsa de valores. 
Segundo Murphy (1986), a análise técnica funciona como uma ferramenta com 
intenção de prever os movimentos dos mercados, se baseando em estudar os movimentos 
passados, utilizando a probabilidade. A análise técnica estuda os movimentos do mercado, 
com o objetivo de prever futuras tendências de preços. O termo movimento do mercado, 
mediante o uso de gráficos, se baseia em três principais fontes de informação, para o 
investidor que toma decisões pela análise técnica, que são o preço,volume e contratos 
em aberto. O último só é utilizado unicamente nos mercados de futuros e opções.
Segundo Nobre (2003) a análise técnica se baseia em dados produzidos pelo 
mercado de ações, não sendo necessário entender as motivações pelas quais uma ação 
valoriza ou desvaloriza, sendo o mais importante analisar o começo destes movimentos, 
com o objetivo de tomar uma decisão de compra ou venda, de acordo com a indicação do 
momento dada pelo mercado, sendo utilizada para especulação no curto prazo.
As informações divulgadas pela companhia, como demonstrações financeiras, 
datas de assembleias ordinárias e extraordinárias, contratos e rescisões, informações 
sobre o segmento, são necessárias para definição do preço de um ativo financeiro. 
A Teoria de Dow pode ser considerada o âmago da análise técnica que utilizamos hoje 
em dia. Para entender o funcionamento dessa teoria, é necessário obter os registros dos 
preços dos índices financeiros ou das ações a serem analisadas e o volume de transações 
diárias. A teoria de Dow tem três preceitos básicos:
Análise Técnica2
TÓPICO
ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
86
Os preços descontam tudo, assumindo que no processo de formação de preços 
desconta tudo aquilo que é conhecido e previsível que afeta a relação de oferta e demanda 
dos ativos.
Os mercados têm três tipos de movimentos ou tendências, considerando 
tempo de permanência da tendência de preços, podem ser: primárias que duram anos, 
secundárias que duram meses e os terciários que duram semanas. Segundo Nobre 
(2003), grandes tendências possuem três fases, sendo que no momento de acumulação 
os investidores mais arriscados estão se posicionando na ação, seja comprando ou 
vendendo, provocando pouco impacto no preço da ação. Na participação pública, a maior 
parte dos técnicos seguidores da tendência começa a participar, elevando as quantidades 
negociadas e alterando sensivelmente os preços. Por fim, é observado o início da fase 
de distribuição, na qual os preços se lateralizam. Na teoria de Dow deve-se considerar o 
princípio de confirmação, sendo que uma tendência de preços deve ser confirmada por 
pelo menos dois índices de mercado, um exemplo no Brasil, uma tendência do mercado 
deveria ser confirmada por pelo menos os dois principais índices do mercado acionário 
local, o Ibovespa e o IbrX100. 
De acordo com Nobre (2003), uma tendência é ponderada como efetiva até que 
sejam dados sinais definitivos quanto à sua reversão. O mercado deve utilizar o volume 
para confirmar a tendência, uma vez que é uma confirmação dos sinais dos preços. O 
volume deve aumentar no sentido da tendência e diminuir na direção das correções da 
mesma.
A teoria de Dow tem como objetivo identificar variações nos movimentos 
primários do mercado, obtendo a porção média dos importantes movimentos do mercado. 
A essência está em identificar a direção da tendência sem preocupação com previsões e 
duração dos movimentos. Hoje em dia, a análise técnica clássica atual é um refinamento 
da teoria de Dow explorando grande parte dos seus conceitos, com o objetivo de prever a 
duração mínima das tendências. Segundo Noronha (2003), os gráficos são os objetos da 
análise técnica, a prova disso é que, na maioria, se não na totalidade dos casos, a própria 
análise técnica é chamada simplesmente de análise gráfica. Os gráficos mais usados na 
análise técnica são os de barras, de linhas, de ponto-figura e os candlestick, sendo o 
mais utilizado o gráfico de barras. 
O gráfico é a ferramenta principal da análise técnica. Ao longo do tempo, eles 
foram desenvolvendo diferentes formas e estilos para representar os preços e diferentes 
indicadores. Podem ser encontrados em qualquer escala de tempo: intraday (durante o 
dia), diária, mensal, semanal. A partir dos gráficos, foram desenvolvidas várias outras 
ferramentas, como as linhas de suporte e resistência, as linhas de tendência, os padrões 
gráficos, os canais, as formações e os gaps.
ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
87
Nos gráficos de linha são considerados somente os preços de fechamento do 
ativo, uma vez que este é o principal preço.
IMAGEM 1: GRÁFICO DE LINHAS
Fonte: elaborado pelo autor (2020).
Assim, no final de cada pregão, o preço da ação é representado no gráfico de 
linhas, podendo o investidor analisar o período que interessar.
Segundo Murphy (1986), o gráfico de barras é constituído por uma sequência 
de barras, pois as informações dos preços dos ativos são representadas por uma barra 
vertical. Na barra são representados os preços de abertura, fechamento, mínimo e máximo 
do ativo, indicando a negociação ocorrida em um certo período de tempo, que pode ser 
um dia, uma semana, mês. A barra poderia indicar também o número de pontos do índice.
IMAGEM 2: GRÁFICO DE BARRAS
Fonte: elaborado pelo autor (2020).
ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
88
O preço máximo (max) indica o maior valor alcançado pela cotação da ação 
no dia. O preço mínimo (mín.) indica o menor valor atingido no dia, não implicando 
necessariamente que a cotação tenha passado por todos os valores entre o mínimo e o 
máximo, ao longo da barra, de forma contínua. A abertura do pregão é representada pelo 
traço à esquerda, ou seja, o valor do primeiro negócio do dia, o preço de abertura não é 
necessariamente o preço de fechamento do dia anterior. O fechamento é representado 
pelo traço à direita, ou seja, o valor do último negócio do dia. Na grande maioria das 
vezes, o gráfico de barras é acompanhado de um outro gráfico representando o volume 
de títulos negociados.
O gráfico de velas (candlestick), o mais usado atualmente, difere do gráfico de 
barras apenas por suas características de design, pois contém as mesmas informações, 
mas de uma forma mais visual. 
FIGURA 3: GRÁFICO CANDLESTICK 
Fonte: elaborado pelo autor (2020).
O candle pode ser representado por duas figuras, onde o nível da abertura é 
relacionado ao fechamento: caso o preço de fechamento seja abaixo da abertura, teremos 
um candle vermelho. Caso o valor de fechamento seja acima da abertura, teremos um 
candle verde.
Ao observar os gráficos de linha, barras e candlestick o investidor poderá identificar 
as tendências, que podem ser de alta, baixa e lateral. Segundo Achelis (2001), a tendência 
é representada por uma mudança consistente nos preços, refletida pela expectativa dos 
investidores.
ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
89
FIGURA 4: LINHAS DE TENDÊNCIAS
Fonte: Noronha (2003).
Segundo Murphy (1986), a tendência de alta é definida por uma reta traçada a 
partir do momento em que o ativo começa a fazer topos e fundos ascendentes ao longo do 
tempo, além disso, apresenta momentos definidos. Na acumulação, o ativo normalmente 
fica um período em uma congestão, logo após um grande período de queda. Momento de 
alta: o ativo rompe esta congestão e começa uma forte escalada de alta. 
E o momento de euforia acontece após um forte movimento de alta, ocorrendo 
uma alta ainda mais acentuada e rápida. 
A tendência de baixa é definida por uma reta traçada, onde o ativo tem máximos 
e fundos descendentes no tempo, ou seja, o seguinte inferior ao anterior. A tendência 
de baixa também apresenta momentos definidos, como: a distribuição que ocorre 
normalmente após longo período de alta, e se constitui por um movimento lateral, onde 
o ativo fica estagnado em um limite de baixa e alta. A queda ocorre quando o ativo perde 
o nível inferior da lateralidade, iniciando um processo de queda, fazendo topos e fundos 
descendentes. E por fim, o momento de pânico, após longo período de queda, há um 
movimento de queda mais acentuado ainda, quase que um movimento vertical, onde 
muitos investidores vendem seus ativos num instinto de pânico (Noronha, 2003).
De acordo com Noronha (2003), a tendência lateral ou indefinida corresponde 
quando o ativo tem topos e fundos numa mesma faixa horizontal de preços. A tendência 
lateral ou congestão configura-se através de uma zona de flutuação bemequilibrado do país e servir aos interesses da coletividade, e que o mesmo será regulado 
por leis complementares, as quais irão dispor, inclusive, acerca da participação do capital 
estrangeiro nas instituições. Dentro desta composição, o Sistema Financeiro Nacional 
pode ser estruturado em: órgãos normativos, que são aqueles que determinam as normas 
gerais, propondo políticas públicas estratégicas; entidades supervisoras, as quais são 
responsáveis pela fiscalização do cumprimento das regras estabelecidas pelos órgãos 
normativos; e os operadores, que são os intermediários financeiros e atuam com o público.
E por fim iremos diferenciar os tipos de investimentos, nas quais podem se dar de 
diversas maneiras, além das tradicionais que são no mercado financeiro e em companhias, 
existem outros instrumentos que são utilizados pelos investidores, sendo mais popular os 
investimentos em imóveis que consistem na compra, venda e valorização de residências 
e terrenos, moedas digitais, etc. Os investidores possuem à sua disposição uma ampla 
gama de possibilidades de investimento dentro do mercado financeiro, na qual, a partir de 
suas análises e suas pretensões, podem fazer suas escolhas. Os investimentos podem 
ser classificados em diversos tipos, sendo os mais conhecidos os de renda fixa e renda 
variável.
Bons estudos!
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
9
Quando estudamos o mercado financeiro, é fundamental compreender as suas 
principais características e as operações que podem ser realizadas. Se faz necessário 
conhecer os agentes econômicos envolvidos nas operações, que são os intermediários, 
quais tipos dos ativos e produtos financeiros que podem ser negociados, quais os meios 
que são utilizados para a captação dos recursos financeiros, a finalidade da aplicação 
desses recursos, tempo (prazo) da operação, a formalização, entre outros aspectos. Ao 
estudar essas características, é o que permite a divisão dos mercados financeiros, sendo 
classificados em diferentes segmentos, embora possa haver diferentes classificações, 
dependendo da natureza do que se está estudando. Dessa maneira, é possível classificar 
os mercados financeiros quanto ao prazo da operação, quanto aos ativos e produtos 
financeiros utilizados ou quanto à finalidade da aplicação (CVM, 2019; Assaf Neto, 2014).
O mercado financeiro tem como objetivos a aplicação e a captação de 
recursos financeiros, a distribuição e a circulação de títulos e valores mobiliários e a 
regulamentação desse processo, a partir das instituições privadas e públicas e das 
entidades governamentais. Assim, o mercado financeiro pode ser dividido em quatro 
mercados específicos: Cambial, Monetário, Crédito e de Capitais. 
Mercado 
Financeiro1
TÓPICO
1
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
10
QUADRO 1: ESTRUTURA DO MERCADO FINANCEIRO
Estrutura do Mercado Financeiro
Mercados Atuação Tempo
Monetário
Controle dos meios de pagamentos da 
economia.
Curtíssimo e curto prazo.
Crédito
Créditos para consumo e capital de giro 
das empresas.
Curto e médio prazo.
Capitais
Investimentos, financiamentos e outras 
operações.
Médio e longo prazo.
Cambial Conversão de moedas. A vista e a curto prazo.
Fonte: Assaf Neto (2014).
1.1. Mercado de Crédito
O mercado de crédito tem como objetivo fundamental fornecer e suprir as 
necessidades de caixa de curto e médio prazos dos agentes econômicos, seja concedendo 
créditos para as pessoas físicas ou por empréstimos e financiamentos às companhias. 
As operações desse mercado são realizadas por instituições financeiras bancárias, 
tendo como base uma política de especialização do Sistema Financeiro Nacional. 
Assim, cada vez mais as atividades dos bancos, que visam principalmente reforçar o 
volume de captação de recursos, é possível observar uma evolução para um processo 
de diversificação de produtos financeiros e também na área de serviços prestados (Assaf 
Neto, 2014; Rossetti, 2016).
1.2. Mercado de Capitais
O mercado de capitais tem como finalidade o atendimento das necessidades de 
financiamento de médio e longo prazos das sociedades anônimas (SA) de capital aberto. A 
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é o órgão fiscalizador deste mercado. O mercado 
de capitais é tido como um dos papéis mais relevantes no processo de desenvolvimento 
econômico nacional, uma vez que é o grande catalisador de recursos permanentes 
para a economia, pois realiza uma ligação entre os que têm capacidade de poupar, ou 
seja, os investidores, e aqueles necessitam de recursos de longo prazo, ou seja, que 
apresentam déficit de investimento, na maioria das vezes as companhias. O mercado 
de capitais tem uma estrutura que busca suprir as necessidades de investimentos dos 
agentes econômicos, por meio de diversas modalidades de financiamentos a médio e 
longo prazos para capital de giro e capital fixo. É constituído pelas instituições financeiras 
não bancárias, instituições componentes do sistema de empréstimos e poupança e entre 
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
11
outras instituições auxiliares. O mercado de capitais oferece também financiamentos 
com prazo indeterminado, como é o caso de operações que envolvem as ações das 
companhias listadas na B3 (Menezes; Mariano, 2011).
1.3. Mercado Monetário
Segundo Assaf Neto (2014), o mercado monetário está estruturado de uma 
maneira para manter o controle da liquidez monetária da economia, bem como as taxas 
de juros fixadas pelas autoridades monetárias. Neste mercado, os papéis são negociados 
a partir de um parâmetro de referência, a taxa de juros, a qual se constitui em sua mais 
importante moeda de transação. O mercado monetário é caracterizado pelo curto e 
curtíssimo prazo, esse mercado é responsável pela formação das taxas de juros da 
economia, como as taxas Selic e DI. Os papéis são negociados, principalmente os emitidos 
pelo Tesouro Nacional, com o objetivo de financiar o orçamento público, juntamente com 
diversos títulos públicos emitidos pelos Estados e Municípios. 
Os certificados de depósitos interfinanceiros (CDI), exclusivamente entre 
instituições financeiras, e títulos de emissão privada, como o certificado de depósito 
bancário (CDB) e debêntures são tipos de papéis negociados no mercado monetário O 
mercado monetário é essencial para o estabelecimento do nível de liquidez da economia, 
controlando e regulando o fluxo de moeda convencional (papel-moeda) e de moeda 
escritural (depósitos a vista nos bancos comerciais). Para adequar o volume de moeda 
com o objetivo de manutenção de liquidez da economia, a autoridade monetária (Banco 
Central) atua no mercado financeiro disponibilizando ou retirando recursos da economia 
(Assaf Neto, 2014)
1.4. Mercado de Câmbio
De acordo com Eiteman, Stonehill e Moffet (2013), por meio do mercado de câmbio 
é feita a troca de moeda de um país pelo outro, a chamada conversão de câmbio. A taxa de 
câmbio é definida pelo valor da moeda nacional perante a moeda estrangeira. O mercado 
de câmbio pode ser dividido em dois segmentos, o mercado interbancário e o mercado 
de clientes. As transações individuais no mercado interbancário são, normalmente, para 
grandes volumes de valores equivalentes em outras moedas. Enquanto que contratos 
entre um banco e seu cliente são, geralmente, pequenas quantias. Neste mercado, os 
participantes podem ser divididos em categorias: negociadores bancários e não bancários 
de câmbio, indivíduos e empresas conduzindo. 
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
12
Segundo Eiteman, Stonehill e Moffet (2013), o mercado de câmbio é o mecanismo 
pelo qual os participantes transferem poderes de compra entre países, obtém ou 
fornecem crédito para transações de negócios internacionais e minimizam a exposição 
aos riscos das mudanças nas taxas de câmbio. Essa transferência de poder de compra 
é fundamental para os negóciosdefinida, onde 
não há formação de novos topos e fundos.
Segundo Noronha (2003), nos gráficos observam-se as resistências de preços e os 
suportes de preço, assim é possível traçar entre os topos, que são zonas de resistência, e 
fundos, que são as zonas de suporte. Em outras palavras, um suporte é o nível de pontos 
abaixo do qual uma cotação não cai em tendências de queda ou em deslocamentos 
laterais. A resistência é considerada um nível de pontos que não é ultrapassado em 
tendências de alta ou em deslocamentos laterais.
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Tendência de Alta Tendência de Baixa Tendência Indefinida e em Linha
ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
90
FIGURA 5: SUPORTE E RESISTÊNCIA
Fonte: elaborado pelo autor (2020).
A existência dos suportes e resistências se dá porque as pessoas se lembram 
dos níveis de comprar e vender a certos níveis. As compras e vendas por parte do 
universo de investidores criam suportes e resistências. Se os investidores se lembram 
de que recentemente os preços pararam de cair e, a partir daí, subiram até um certo 
nível, provavelmente uma volta a esses níveis os induzirá a comprar novamente. Se os 
investidores se lembram de que uma subida recente reverteu após atingir um certo topo, 
tenderão a vender quando os preços voltarem a esse nível (Noronha, 2003).
A Lei Sarbanes-Oxley – Sox, que surgiu como resposta a uma série de escândalos financeiros de 
empresas na bolsa de valores, antes dessa lei comumente encontravam-se erros nas escriturações contábeis 
e práticas fraudulentas. E os investidores confiavam nas informações que eram divulgados pelas empresas. 
Fonte: elaborado pelo autor (2020).
Para saber mais, acesse https://reiva.unifaj.edu.br/reiva/article/view/86/68
SAIBA
MAIS
ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
https://reiva.unifaj.edu.br/reiva/article/view/86/68
91
Caro(a) aluno(a), na Unidade 4 do livro da disciplina de Mercado de Capitais, 
estudamos os dois tipos de análises de investimentos mais conhecidos no mercado de 
capitais. Primeiramente, conceituamos a análise fundamentalista, na qual é classificada 
como uma grande ferramenta para o investidor que espera obter retornos satisfatórios, 
isto porque ela é eficiente em determinar o valor justo a se pagar por uma ação. Vimos 
que essa análise consiste no processamento de informações econômicas e políticas, além 
de variáveis que possam determinar o valor futuro de um ativo. 
O estudo deve resultar em uma estimativa numérica do valor do título ou em uma 
modificação desse valor em uma taxa de retorno esperada. É uma análise muito utilizada 
por investidores e bancos para buscar uma redução de riscos quanto ao retorno de seus 
investimentos em ativos. Para determinar o valor de uma ação, é preciso analisar todas 
as variáveis de nível macro e micro. Diante da decorrente análise, podem-se constatar 
problemas de sub ou superavaliação, e vimos os indicadores fundamentalistas mais 
utilizados no mercado. 
Após isso, entendemos o funcionamento da análise técnica, na qual difere 
da análise fundamentalista, uma vez que não considera os fatores externos, como 
informações contábeis e gerenciais, projeções de lucro das empresas, índices de 
lucratividade ou de atividade. Apenas as informações dos pregões, como a oscilação 
dos preços dos ativos financeiros na bolsa de valores. Essa análise funciona como uma 
ferramenta com intenção de prever os movimentos dos mercados, se baseando em 
estudar os movimentos passados, utilizando a probabilidade. 
A análise técnica estuda os movimentos do mercado, com o objetivo de prever 
futuras tendências de preços. E por fim, estudamos alguns gráficos que são os objetos da 
análise técnica, sobre tendência, resistência e suporte.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
92
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME
• Título: Trabalho Interno.
• Ano: 2010.
• Sinopse: Em 2008, uma crise econômica de proporções 
globais fez com que milhões de pessoas perdessem suas casas 
e empregos. Ao todo, foram gastos mais de US$ 20 trilhões 
para combater a situação. Através de uma extensa pesquisa e 
entrevistas com pessoas ligadas ao mundo financeiro, políticos 
e jornalistas, é desvendado o relacionamento corrosivo que 
envolveu representantes da política, da justiça e do mundo 
acadêmico.
LIVRO
• Título: Análise Avançada das Demonstrações Contábeis: Uma 
Abordagem Crítica.
• Autor: Eliseu Martins, Josedilton Alves Diniz, Gilberto José 
Miranda.
• Editora: Atlas.
• Sinopse: Este livro destaca-se pela abordagem diferenciada 
do conteúdo. Mostrar a real potencialidade de cada indicador de 
desempenho econômico e financeiro e evidenciar suas limitações 
à luz de diversos fatores são seus principais objetivos.
ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
93
VÍDEO
• Título: O Patrimônio Líquido é Passivo ou Não?
• Ano: 2018.
• Sinopse: neste vídeo é comentado sobre um assunto polêmico 
no mundo contábil, qual seja, o patrimônio líquido. É explicado se 
o Patrimônio Líquido é um grupo contábil (juntamente com Ativos 
e Passivos) ou se é subgrupo do Passivo.
• Link: https://www.youtube.com/watch?v=WfrHwDJy6PM&t=9s.
ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
https://www.youtube.com/watch?v=WfrHwDJy6PM&t=9s
https://www.youtube.com/watch?v=WfrHwDJy6PM&t=9s
https://www.youtube.com/watch?v=WfrHwDJy6PM&t=9s
94
REFERÊNCIAS
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Economia e Relações Internacionais, v. 10, n. 20, p. 5–19, 2012.
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BASU, S. Investment performance of common stocks in relation to their price-earnings 
ratios: a test of the efficient market hypothesis. Journal of Finance, v. 32, n. 3, 1977.
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capitais: um estudo sobre os indicadores P/L e P/VP. Memorial TCC Caderno da 
Graduação, v. 1, n. 1, p. 27-41, 2015.
SOUZA JUNIOR, Marco Antonio Alves; VIANA, Gustavo Salomão; TERRA, Leonardo 
Augusto Amaral. Um estudo da relação entre os comportamentos de indicadores de 
desempenho empresarial e dos preços de ações de empresas do setor de energia 
elétrica. Fapa: Gestão Contemporânea, Porto Alegre, p. 160-185, 2015.
DESCHATRE, Gil Ari; MAJER, Arnaldo. Aprenda a investir com sucesso em ações: 
análise técnica e fundamentalista. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2006.
ELDER, Alexander. Aprenda a operar no mercado de ações. Rio de Janeiro: Elsevier 
Brasil, 2005.
FORTUNA, Eduardo. Mercado financeiro: produtos e serviços. 13. ed. Rio de Janeiro: 
Qualitymark, 2014.
LAGIOIA, U. C. T. Fundamentos do mercado de capitais. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
LYRA, R. L. W. C. D. Análise hierárquica dos indicadores contábeis sob a óptica do 
desempenho empresarial. 2008. Tese (Doutorado) - Universidade de São Paulo, São 
Paulo, 2008.
ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
95
MARION, José Carlos. Análise das demonstrações contábeis: contabilidade empresarial. 
6. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
MARTINS, L. Aprenda a investir: saiba onde e como aplicar o seu dinheiro. São Paulo: 
Atlas, 2008.
MATARAZZO, Dante Carmine. Análise financeira de balanços: abordagem básica e 
gerencial. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
MOTA, R. H. G.; DE LIMA TAVARES, A. Classificação entre empresas vencedoras e 
perdedoras após a adoção das IFRS: um estudo em empresas não financeiras do 
setor regulado brasileiro com ações listadas na BM&FBovespa. Enfoque: Reflexão 
Contábil, v. 34, n. 2, p. 91-107, 2015.
MURPHY, John J. Technical analysis of the futures markets. New York: New York 
Institute of Finance, 1986.
NORONHA, Marcio. Análise técnica: teorias, ferramentas, estratégias. São Paulo: Editec, 
2003.
OLIVEIRA, Marisa; CINTRA, Denise. Os impactos da Lei Sarbanes-Oxley no mercadode capitais e na auditoria externa. Revista de Estudos Interdisciplinares do Vale do 
Araguaia (REIVA), v. 3, n. 1, p. 17-17, 2019.
PINHEIRO, Juliano Lima. Mercado de capitais: fundamentos e técnicas. São Paulo: 
Atlas, 2008.
SANVICENTE, Antonio Z.; MELLAGI FILHO, Armando. Mercado de capitais e 
estratégias de investimento. São Paulo: Atlas, 2008.
VILLASCHI, Augusto Wanderley; GALDI, Fernando Caio; NOSSA, Silvania Neris. Análise 
fundamentalista para seleção de uma carteira de investimento em ações com baixa razão 
book-to-market. Revista Base (Administração e Contabilidade) da UNISINOS, v. 8, n. 4, 
p. 325-337, 2011.
ANÁLISE DE INVESTIMENTOSUNIDADE 4
96
CONCLUSÃO GERAL
Prezado(a) aluno(a),
Neste material, buscamos trazer para você os principais conceitos a respeito 
do Mercado de Capitais. Para tanto, abordamos as definições teóricas, práticas e 
organizacionais do mercado e, neste aspecto, acreditamos que tenha ficado claro para 
você o importante do investidor conhecer o mercado e as formas de análises para realizar 
seus investimentos. 
Na unidade I, explicamos como é o funcionamento do Mercado Financeiro 
brasileiro, discorremos sobre o Sistema Financeiro Nacional, sua estrutura, regras e 
definições. E sobre diferentes tipos de investimentos, formas de remuneração, impostos.
Na unidade II, discorreremos sobre os tipos de títulos financeiros públicos e 
privados. Abordaremos sobre os tipos de ações: ordinárias, preferenciais, BRD, ETF, 
Unit. E no final da unidade, exemplificaremos os fundos de investimentos e outros 
investimentos.
Na unidade III, abordamos sobre o funcionamento da B3 - Brasil, Bolsa, Balcão. 
E na unidade IV, discorremos sobre os dois tipos de análises de investimentos mais 
conhecidos no mercado de capitais, análise fundamentalista e análise técnica.
A partir de agora, acreditamos que você já está preparado para seguir em frente, 
desenvolvendo ainda mais suas habilidades para analisar o mercado de capitais.
Até uma próxima oportunidade. Muito Obrigado!
ENDEREÇO MEGAPOLO SEDE
 Praça Brasil , 250 - Centro
 CEP 87702 - 320
 Paranavaí - PR - Brasil 
TELEFONE (44) 3045 - 9898
	Unidade 1 - 2024
	Unidade 2 - 2024
	Unidade 3 - 2024
	Unidade 4 - 2024
	Site UniFatecie 3: 
	Botão 19: 
	Botão 18: 
	Botão 17: 
	Botão 16:internacionais e transações de capitais, pois usualmente 
envolvem partes que residem em países com moedas nacionais diferentes. Cada parte 
nesta relação, geralmente, quer negociar na sua própria moeda, mas a negociação ou 
transação de capitais pode ser realizada apenas em uma única moeda. Assim, um dos 
negociadores terá que utilizar uma moeda estrangeira.
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
13
As instituições financeiras são consideradas intermediários financeiros, 
pois auxiliam na realização das transferências dos fundos disponíveis dos agentes 
superavitários para aqueles que pretendem realizar um investimento, necessitando de 
recursos para tanto. A intermediação prestada pelas instituições financeiras pode se dar 
de forma direta ou indireta. Na intermediação direta, segundo Pinheiro e Saddi (2005), 
este contato existe, tendo em vista que o fluxo de recursos ocorre de maneira direta entre 
os agentes, ainda que haja participação de instituições que facilitem o processo, como 
bolsas e corretoras. A intermediação direta ocorre normalmente por meio do mercado de 
capitais. Já na forma indireta, há uma instituição financeira, como um banco ou alguma 
cooperativa de crédito, que está entre o agente poupador e o tomador de recursos, não 
existindo o contato ou obrigação mútua entre os agentes, mas apenas entre cada um 
deles e a instituição (Bacha, 2018). 
De acordo com Eizirik (2008), o intermediário financeiro remunera o recurso dos 
superavitários com juros, na medida em que ao repassar estes recursos aos agentes que 
deles necessitam para realizar seus investimentos, ele cobra juros em um valor maior. 
A diferença é considerada o spread bancário, que consiste na remuneração obtida pela 
instituição financeira. 
Para que a transferência de recursos ocorra de maneira satisfatória, é necessário 
que o país tenha um mercado financeiro organizado, que forneça diversas alternativas 
de investimentos. Segundo Eizirik (2008), o mercado financeiro conceitua-se como um 
conjunto de mecanismos voltados para a transferência de recursos entre os agentes 
Sistema Financeiro 
Nacional: Estrutura, 
Regras e Definições2
TÓPICO
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
14
econômicos. Quantitativamente, o mercado financeiro funciona de forma a adequar a 
estrutura de produção à estrutura de apropriação. A partir do ponto de vista qualitativo, 
é criado, mediante a intermediação financeira, melhores condições de liquidez, prazo, 
risco, rentabilidade e outras, entre poupadores e tomadores. Dessa maneira, quanto mais 
organizado for o mercado financeiro, maior será o número de alternativas de investimento 
oferecidas, permitindo a transferência de recursos entre tomadores e poupadores em 
condições que satisfaçam a ambos. 
Um mercado bem organizado, além de proporcionar melhores condições aos 
agentes na realização de suas negociações, permite otimização do tempo e espaço, 
centralizando a demanda e a oferta de recursos. De acordo com Pinheiro e Saddi (2005), 
no mercado financeiro, os agentes (poupadores e investidores) que estão envolvidos nas 
transações realizadas raramente se conhecem. Junto a isso, envolve-se o tempo entre 
as transações, uma vez que os recursos são tomados hoje para serem pagos apenas 
no futuro. Segundo Pinheiro e Saddi (2005), todo país desenvolvido é estruturado 
fundamentalmente com um bom sistema financeiro, o que implica que também não há 
país nessa situação sem um bom sistema legal e judicial, pois a intermediação financeira 
não pode se desenvolver sem uma base jurídica adequada. 
De acordo com Assaf Neto (2014) o Sistema Financeiro Nacional foi estruturado 
e regulado pela Lei 4.595 da Reforma Bancária em 1964, seguida da Lei 4.728 de 14 
de julho de 1965, que disciplina o Mercado de Capitais e determina medidas para o seu 
desenvolvimento, já em 21 de setembro de 1988 ocorreu o estabelecimento dos bancos 
múltiplos, consolidando diversas atividades financeiras sob uma única entidade jurídica, 
por meio da Resolução 1.524/88, e finalmente em 22 de abril de 2002 se dá o início do 
novo sistema de pagamento brasileiro, trazendo benefícios como a redução no risco de 
liquidação financeira das transações bancárias e transferindo para o setor privado o risco 
de crédito do Banco Central, com instituições financeiras que apresentavam saldo negativo 
na conta de reserva bancária. A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 192, 
que o Sistema Financeiro Nacional deve promover o desenvolvimento equilibrado do país 
e servir aos interesses da coletividade. Expõe, ainda, que o mesmo será regulado por 
leis complementares, as quais irão dispor, inclusive, acerca da participação do capital 
estrangeiro nas instituições (Brasil, 1988). 
A Lei n. 4.595 de 31 de dezembro de 1964 criou o Conselho Monetário 
Nacional, órgão superior do Sistema Financeiro Nacional, e dispôs acerca da política e 
das instituições monetárias, bancárias e creditícias. Referida legislação apresenta em 
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
15
seu artigo 1º a composição do Sistema Financeiro, o qual é constituído pelo Conselho 
Monetário Nacional, Banco Central do Brasil, Banco do Brasil S.A., Banco Nacional de 
Desenvolvimento Econômico e demais instituições financeiras públicas e privadas (Brasil, 
1964). Dentro desta composição, o Sistema Financeiro Nacional pode ser estruturado em: 
órgãos normativos, que são aqueles que determinam as normas gerais, propondo políticas 
públicas estratégicas; entidades supervisoras, as quais são responsáveis pela fiscalização 
do cumprimento das regras estabelecidas pelos órgãos normativos; e os operadores, que 
são os intermediários financeiros e atuam com o público (BACEN, 2018). A estrutura e os 
segmentos do Sistema Financeiro Nacional podem ser visualizados na figura 1, extraída 
do site do Banco Central do Brasil:
FIGURA 1: ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL.
Fonte: Banco Central do Brasil (2020).
Op
er
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 N
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ivo
s
Moeda, crédito, capitais e câmbio
CMN
BC CMV Susep Previc
CNSP CNPC
Conselho Monetário
Nacional
Banco Central
do Brasil
Bancos e caixas
econômicas
Cooperativas de 
crédito
Corretoras e 
Distribuidoras
Bolsa de mercadorias 
e futuros
Entidades abertas de 
previdências
Instituições Demais instituições 
não bancárias
Sociedade de 
capitalização
Administradores de 
consórcios Bolsa de Valores Seguradoras e 
Resseguradores
Entidades fechadas de 
previdência complementar 
(fundos de pensão)
Comissão de Valores
Mobiliários
Superintendência
de Seguros Privados
Superintendência
Nacional de Previdencia 
Complementar
Conselho Nacional
de Seguros Privados
Conselho Nacional 
de Previdencia 
Complementar
Seguros Privados Previdência Fechada
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
16
De acordo com Assaf Neto (2014), o Conselho Monetário Nacional (CMN) 
é responsável por expedir diretrizes gerais para o bom funcionamento do Sistema 
Financeiro Nacional. Este conselho visa se adaptar o volume dos meios de pagamento 
às necessidades da economia, regular o valor interno e externo da moeda e o equilíbrio 
do balanço de pagamentos, orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras, 
propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros, zelar pela 
liquidez e solvência das instituições financeiras, e coordenar as políticas monetária, 
creditícia, orçamentária e da dívida pública interna e externa. O principal executor das 
orientações do Conselho Monetário Nacional é o Banco Central do Brasil, uma autarquia 
vinculada ao Ministério da Fazenda, sendo também responsável por garantir o poder de 
compra da moeda nacional. 
Os principais objetivos do Banco Central, são os de zelar pela adequada liquidez 
da economia, manter as reservas internacionais ao nível adequado, estimular a formaçãode poupança e zelar pela estabilidade e promover o contínuo aperfeiçoamento do sistema 
financeiro suas principais atribuições, sendo elas a de emitir papel-moeda e moeda 
metálica, executar os serviços do meio circulante, receber recolhimentos compulsórios e 
voluntários das instituições financeiras e bancárias, realizar as operações de redesconto e 
empréstimo às instituições financeiras, regular a execução dos serviços de compensação 
de cheques e outros papéis, exercer a fiscalização de instituições financeiras, autorizar 
o funcionamento das instituições financeiras, estabelecer as condições para o exercício 
de quaisquer cargos de direção nas instituições financeiras, vigiar a interferência de 
outras empresas nos mercados financeiros e de capitais e controlar o fluxo de capitais 
estrangeiros no país (Wernke, 2008).
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é responsável por regulamentar, 
desenvolver, controlar e fiscalizar o mercado de valores mobiliários no Brasil. De acordo 
com Wernke (2008) as funções da CVM são as de assegurar o funcionamento eficiente 
e regular dos mercados de bolsa de valores e de balcão, proteger os titulares de valores 
mobiliários, evitar ou coibir modalidades de fraude, ou manipulação no mercado, assegurar 
o acesso ao público a informações sobre valores mobiliários negociados e sobre as 
companhias que os tenham emitido, assegurar a observância de práticas comerciais 
equitativas no mercado de valores mobiliários, estimular a formação de poupança e sua 
aplicação em valores mobiliários, promover a expansão e o funcionamento eficiente e 
regular do mercado de ações, estimular as aplicações permanentes em ações do capital 
social das companhias abertas.
A Superintendência de Seguros Privados é uma autarquia vinculada ao Ministério 
da Fazenda responsável pelo controle e fiscalização do mercado de seguro, previdência 
privada aberta e capitalização. Dentre suas atribuições estão: 
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
17
• Fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das 
Sociedades Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdência Privada 
Aberta e Resseguradores, na qualidade de executora da política traçada pelo 
Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP;
• Atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua 
através das operações de seguro, previdência privada aberta, de capitalização e 
resseguro;
• Defender os interesses dos consumidores dos mercados supervisionados; 
• Promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos operacionais 
a elas vinculados, promover a estabilidade dos mercados sob sua jurisdição; 
• Cuidar pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado, 
disciplinar e acompanhar os investimentos daquelas entidades, em especial os 
efetuados em bens garantidores de provisões técnicas, cumprir e fazer cumprir 
as deliberações do CNSP; 
• Exercer as atividades que por este forem delegadas e prover os serviços de 
Secretaria Executiva do CNSP. 
A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) é uma 
autarquia vinculada ao Ministério da Previdência Social, responsável por fiscalizar as 
atividades das entidades fechadas de previdência complementar (fundos de pensão). 
A Previc atua como entidade de fiscalização e de supervisão das atividades das 
entidades fechadas de previdência complementar e de execução das políticas para o 
regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas de previdência 
complementar, observando, inclusive, as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário 
Nacional e pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar (BACEN, 2020).
O Banco Central do Brasil tem mais de 50 anos. A realização de entrevistas 
orais com personalidades que contribuíram para a sua construção faz parte 
da memória dessa Instituição, que tão intimamente se vincula à trajetória 
econômica do país. Acesse o site do Banco Central do Brasil e entenda mais 
a história do tão importante banco para o país. 
Para saber mais, acesse: https://www.bcb.gov.br/historiacontada/index.
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SAIBA
MAIS
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
https://www.bcb.gov.br/historiacontada/index.html
https://www.bcb.gov.br/historiacontada/index.html
18
Os investimentos são instrumentos utilizados para se obter um desenvolvimento ou 
uma multiplicação das finanças, recursos ou fatores onde é aplicado, seja um investimento 
empresarial, governamental ou financeiro. Segundo Assaf Neto (2014), o investimento tem 
como objetivo o crescimento de capital em opções que requerem o aumento efetivo da 
capacidade produtiva de um país, determinando maior capacidade futura, podendo gerar 
riqueza.
O intuito de obter ganhos futuros, sempre superiores aos valores aplicados, 
relacionado a um nível de viabilidade e atratividade, faz do investimento uma maneira 
de maximizar as riquezas e alcançar os retornos desejados de uma aplicação. Segundo 
Gitman e Joehnk (2005), o investimento é considerado qualquer instrumento no qual 
os fundos disponíveis são colocados com expectativa de render positivamente. Esses 
retornos positivos dos investimentos recebidos são divididos em duas formas básicas: 
rendimento corrente e o valor agregado.
Fazem parte do processo de investimentos: as empresas, indivíduos e o governo, 
sendo considerados os três elementos essenciais. Para Gitman e Joehnk (2005), cada 
um pode agir como fornecedor e demandante de fundos. A economia necessita, para 
seu crescimento, de que os fundos devem estar disponíveis a indivíduos qualificados, 
empresas e ao governo. 
Os investimentos podem se dar de diversas maneiras, além das tradicionais 
que são no mercado financeiro e em companhias, existem outros instrumentos que são 
utilizados pelos investidores, sendo mais populares os investimentos em imóveis, que 
consistem na compra, venda e valorização de residências e terrenos, moedas digitais, etc.
Tipos de Investimentos, 
Formas de Remuneração, 
Impostos3
TÓPICO
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
19
Os investidores possuem à sua disposição uma grande quantidade de 
possibilidades de investimento dentro do mercado financeiro, na qual, a partir de suas 
análises e de suas pretensões, podem fazer suas escolhas. Os investimentos podem 
ser classificados em diversos tipos, sendo os mais conhecidos os de renda fixa e renda 
variável.
3.1 Instrumentos Financeiros de Renda Fixa 
No mercado de renda fixa, como o próprio nome sugere, encontram-se os produtos 
de terra firme, ou seja, os que possuem rentabilidade quase que garantida. De acordo com 
Lima et al. (2006), o termo renda fixa é utilizado para as aplicações que definem a taxa de 
juros pré-estabelecida para ser aplicada ou, ainda, indicam um índice que será aplicado 
para corrigir o principal. Nos instrumentos financeiro de renda fixa, o tomador e o aplicador, 
sabe do valor que é investido, qual será a rentabilidade da operação, uma vez que a taxa 
é divulgada, ou através de um índice, mesmo que embora não tenha sido definido para a 
data do resgate, indicando assim qual será a correção aplicada ao principal. No mercado 
financeiro brasileiro, dispõem-se de distintos tipos de investimentos, cada um com seu 
grau de risco, retorno e liquidez.
Segundo Lima et al. (2006), os ativos de renda fixa são considerados mais 
seguros, por isso normalmente são procurados pelas classes de renda mais baixas, 
por terem uma menor complexidade para se entenderem e aceitarem quantias iniciais 
menores. Porém, por conta dessas garantias, estes produtos apresentam menor risco de 
perdas, logo, sua rentabilidade é menor que os instrumentos de renda variável. 
3.1.1 Caderneta de Poupança
A poupança é uma aplicação muito difundida no Brasil e contempla especialmente 
o aplicador e investidores que não desejem correr risco e que têm pouco capital para 
investimento (Frankenberg, 1999). Para Fortuna (2005), essa aplicação é a mais simplese tradicional, sendo uma das poucas, senão a única, em que se podem aplicar pequenas 
somas e ter liquidez diária, apesar de se perder a rentabilidade para saques fora da data 
de aniversário. A caderneta de poupança é remunerada mensalmente, por uma taxa de 
juros estabelecida em 0,5% ao mês mais a variação da TR (Taxa referencial) na data de 
aniversário da aplicação, assim, deduz-se que a rentabilidade do ativo dá-se de acordo 
com a quantia de dias úteis no mês e a variação da TR no período. 
Segundo Fortuna (2005), esse tipo de investimento pode ser realizado tanto 
por pessoas físicas quanto pelas jurídicas. Para o investidor que deseja aplicar em uma 
caderneta de poupança, a mesma poderá ser aberta em qualquer dia do mês. Quanto à 
remuneração da mesma, para pessoas físicas e pessoas jurídicas sem fins lucrativos, dá-
se mensalmente, sem a cobrança de tributação (imposto de renda), já para as empresas, a 
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
20
rentabilidade passa a ser trimestral, tributadas pelo imposto de renda conforme legislação 
específica. 
3.1.2 Certificados de Depósitos Bancários – CDB
Os Certificados de depósitos bancários são títulos de renda fixa, oficialmente 
conhecidos como depósitos a prazo, que somente podem ser emitidos por bancos 
comerciais, bancos múltiplos e bancos de investimento. Conforme Brito (2005), o objetivo 
principal do CDB é captar recursos para serem repassados, geralmente, em operações de 
crédito. Em alguns casos, os recursos captados por meio desses produtos são utilizados 
na constituição de posição própria da instituição, mediante a aplicação em outros produtos 
no mercado financeiro. 
Estes títulos podem ser pré ou pós-fixados. Os pré-fixados têm sua remuneração 
definida no ato da aplicação. Já os pós-fixados têm a forma de cálculo definida no 
momento da aplicação. Não existe prazo máximo para manter os recursos aplicados em 
CDB, já o prazo mínimo é de 30 dias, porém o impacto do imposto de renda sobre este 
tipo de instrumento está diretamente ligado ao prazo de aplicação. 
Para o CDB e CDI as alíquotas do Imposto de Renda seguem as seguintes regras:
• Aplicações de até 180 dias: 22,5%
• Aplicações entre 181 e 360 dias: 20%
• Aplicações entre 361 e 720 dias: 17,5%
• Aplicações maiores do que 721 dias: 15%.
3.1.3 Certificado de Depósito Interbancário – CDI
Os certificados de depósito interbancário são os títulos de emissão das 
instituições financeiras monetárias e não-monetárias que lastreiam as operações do 
mercado interbancário. As características deste instrumento financeiro são idênticas ao 
CDB, porém, a diferença entre eles é que a negociação do CDI fica restrita ao mercado 
interbancário. A função do CDI é a de transferir recursos de uma instituição financeira a 
outra, ou seja, quando uma instituição está sem liquidez monetária, realiza um empréstimo 
de outra que possui esta disponibilidade, pagando uma taxa por este empréstimo. O CDI 
é utilizado como um indexador de várias aplicações financeiras, como, por exemplo, o 
CDB. A vinculação da rentabilidade de um CDB à variação do CDI insere um indexador 
ao primeiro título, tornando-o um título com rendimento pós-fixado (Filho; Ishikawa, 2000; 
Fortuna, 2005).
3.1.4 Debêntures 
De acordo com Fortuna (2005) a debênture é um título emitido apenas por 
sociedades anônimas não financeiras de capital aberto, com garantia de seu ativo e 
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
21
com ou sem garantia subsidiária da instituição financeira, que as lança no mercado para 
obter recursos de médio e longo prazos, destinados normalmente ao financiamento de 
projetos de investimentos ou alongamento do perfil do passivo. Uma empresa, seja ela 
pública ou privada, ao desejar financiar iniciativas de médio e longo prazos, por exemplo: 
ampliação do parque fabril ou renovação da frota de veículos, esta irá necessitar de 
recursos financeiros. Assim, uma maneira que torna esses investimentos menos onerosos 
para a empresa é a emissão de títulos da dívida da mesma, as chamadas debêntures. 
A debênture pode ser considerada um empréstimo que o tomador (comprador) do título 
faz à empresa que a emitiu. Os tomadores destes títulos os adquirem com a expectativa 
de receber juros periódicos e o reembolso específico do valor principal (valor nominal da 
debênture) quando do seu vencimento.
TABELA 1: OPERAÇÃO COM DEBÊNTURES
Fonte: elaborado pelo autor (2020).
3.1.5 Tesouro Nacional ou Tesouro Direto
Os títulos públicos são instrumentos financeiros de renda fixa, com o objetivo 
principal de captar recursos para o financiamento da dívida pública ou para financiar 
programas do governo federal. A captação de recursos pelos títulos públicos é feita pela 
secretaria do Tesouro Nacional. Todos os títulos de emissão do Tesouro Nacional, cujas 
características serão descritas no Decreto 3.859 de 04/07/2001 (Fortuna, 2005; Assaf 
Neto, 2014).
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
Debêntures
COMPRAR VENDER
Vencimento Taxa Indexador Alíquota IR Valor mínimo Rating Agência Liquidez Comprar
15/12/2020 4,80% IPC-A Isento 1.213,50 AA+ Moodys no vcto.
15/02/2021 9,50% IPC-A 15,00% 1.211,66 B1 Moodys no vcto.
15/02/2025 9,60% IPC-A 15,00% 1.100,37 B1 Moodys no vcto.
15/12/2021 5,70% IPC-A Isento 1.048,00 A+ Fitch no vcto.
15/01/2020 6,50% IPC-A 15,00% 12.675,63 Ba2 Moodys no vcto.
15/01/2023 6,60% IPC-A 15,00% 12.252,98 A+ S&P no vcto.
15/10/2021 5,20% IPC-A 15,00% 1.029,11 AA+ Fitch no vcto.
15/04/2024 4,80% IPC-A Isento 1.307,20 brAA- S&P no vcto.
15/06/2028 8,40% IPC-A 15,00% 1.271,70 B2 Moodys no vcto.
15/07/2024 7,90% IPC-A 15,00% 15.767,75 Ba3 Moodys no vcto.
15/12/2027 5,30% IPC-A Isento 1.425,34 AA+ Fitch no vcto.
15/10/2028 6,80% IPC-A Isento 1.066,04 AA- S&P no vcto.
15/01/2029 4,50% IPC-A Isento 1.459,43 AA3 S&P no vcto.
TCPA31 - Term. Cont. Paranaguá
VALE48 - Vale S/A
SBESC7 - Sabesp
CEMA17 - CEMAR
ECOV22 - Ecovias
RDVT11 - Rodovias do Tietê
CBAN21 - Rota das Bandeiras
FGEN13 - F. Gomes Energia
Ativo
TIET34 - AES TIETE
CMDT23 - Cemig
CMDT33 - Cemig
CLPP13 - CELPA
SBESB7 - Sabesp
22
3.2 Instrumentos Financeiros de Renda Variável 
É comum ler e assistir aos noticiários sobre o mercado de capitais, pois sempre 
que é mencionada a frase “renda variável”, logo vem à mente do investidor a bolsa de 
valores, e com a lembrança da bolsa de valores, logo se pensa em cassino. 
Observando-se os instrumentos de renda variável, percebe-se que a grande 
maioria desses instrumentos são negociados na Bolsa de Valores. Se uma pessoa deseja 
investir seu dinheiro em um fundo de investimento em ações, logo, o fundo compra 
e venda ações na bolsa de valores, caso essa pessoa decida investir em um contrato 
futuro de dólar, ou mesmo comprar e vender dólares fisicamente, os mesmos passaram 
pelas mãos de um corretor que os negociam na bolsa de valores. Porém, os instrumentos 
financeiros de renda variável, como o próprio nome já enfatiza, pode variar para ganho ou 
até inclusive para perdas, pois diferentemente da renda fixa, não se pode calcular o grau 
de rentabilidade de um produto de renda variável, estes por sua, possuem maior liquidez 
e por isso são mais especulados do que os de renda fixa (Assaf Neto, 2014; CVM, 2019).
3.2.1 Ações 
Uma ação representa a menor parcela (fração) do capital social de uma sociedade 
por ações. As ações podem ser emitidas com e sem valor nominal, de acordo com o regido 
no estatuto da companhia (Assaf Neto, 2014). As empresas que estão habilitadas a emitir 
ações no mercado devem ser constituídas sociedades anônimas de capital aberto. 
As ações são classificadas em duas espécies: as ações preferenciais e as ações 
ordinárias. As ações preferenciais podem ser de uma ou mais classes, e em sua maioria 
não asseguram direito a voto. Para o acionista preferencial, o lucro é mais importante que 
o controle, ou seja, este acionista prioriza a distribuiçãode resultados. As ações ordinárias 
são aquelas que conferem ao seu titular o direito a voto na assembleia de acionistas 
e, portanto, de determinar o destino da empresa. Logo, a diferença entre as ações 
preferenciais e ordinárias é que a primeira tem preferência na distribuição de dividendos, 
porém não lhe dá direito a voto nas assembleias de acionistas, enquanto a segunda 
também recebe dividendos, porém em menor escala e após os acionistas preferenciais, 
mas, dando direito a voto nas assembleias (Cavalcante, Misumi; Rudge, 2005).
Segundo Assaf Neto (2014), no mercado de ações a rentabilidade não é garantida, 
podendo inclusive resultar em perdas para o investidor, seja porque a empresa que ele 
comprou a ação não esteja bem financeira e economicamente, seja por crises internas ou 
externas, ou seja, por especulação. Por isso, o investidor que deseja comprar e vender 
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
23
ações deve ter estes riscos em mente. Todo investidor que deseja participar do mercado 
de ações deve procurar uma corretora ou distribuidora de valores mobiliários. 
3.2.2 Derivativos
De acordo com Assaf Neto (2014), os derivativos são instrumentos financeiros que 
se originam do valor de outro ativo, tido como ativo de referência. Um contrato derivativo 
não apresenta valor próprio, derivando-se do valor de um bem básico (commodities, 
ações, taxas de juros, etc.). Esses ativos, objetos dos contratos de derivativos, devem 
ter seus preços estabelecidos pelo mercado. As transações devem ser realizadas nos 
mercados futuros, a termo, opções, swaps entre outros.
3.2.3 Commodities 
Commodities é uma palavra derivada do inglês que tem como significado 
‘mercadorias’. É utilizado para indicar produtos primários negociados entre importadores 
e exportadores. Uma commodity costuma ter características muito parecidas com as de 
outros produtores, permitindo que sejam cotadas nas Bolsas de Valores. Os produtores, 
permitindo que sejam cotados nas Bolsas de Valores. Os produtores de commodities 
são considerados “price takers”, ou seja, são tomadores de preços, não podendo 
individualmente afetar as cotações dos produtos produzidos. Café, soja, milho, trigo e 
petróleo são exemplos de commodities. No Brasil, as commodities são negociadas na B3: 
Brasil, Bolsa, Balcão (CVM, 2019).
acredita que o mercado tende a atrair o público investidor, permitindo que o mercado privado possa 
competir em condições mais favoráveis e reduzindo o custo do financiamento corporativo?
Fonte: CVM (2020). 
REFLITA
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
24
Caro(a) estudante, nesta Unidade entendemos a extrema importância do Sistema 
Financeiro Nacional, demonstramos a estrutura e o funcionamento do mesmo, expondo 
de que forma consiste sua composição e como atua cada segmento. O sistema financeiro 
nacional compreende: órgãos normativos, entidades supervisoras e operadores, o primeiro 
expedindo as diretrizes, o segundo controlando, desenvolvendo e fiscalizando o sistema 
financeiro e o terceiro responsável pela execução das concessões de crédito às empresas. 
Verificamos como o mercado financeiro é estruturado por meio das instituições 
privadas e públicas e das entidades governamentais, tendo como objetivos a aplicação 
e a captação de recursos financeiros, a distribuição e a circulação de títulos e valores 
mobiliários e a regulamentação desse processo. Identificamos que o mercado financeiro 
pode ser segmentado em mercados: Cambial, Monetário, Crédito e de Capitais, cada 
um com suas especificidades. Abordamos também sobre os tipos de investimentos, os 
quais podem se dar de diversas maneiras. Além das tradicionais que são utilizadas no 
mercado financeiro e em companhias, existem outros instrumentos que são utilizados 
pelos investidores.
Na próxima unidade, veremos mais detalhadamente os tipos de títulos financeiros 
públicos e privados, debêntures, opções de compra e venda de ações, ações ordinárias e 
preferenciais, e fundos de investimentos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
25
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME
• Título: Grande Demais Para Quebrar (Too Big To Fail).
• Ano: 2011.
• Sinopse: O banqueiro Richard Fuld, entre março e outubro 
de 2008, em meio a conversas com personalidades como Hank 
Paulson (secretário do Tesouro estadunidense), Ben Bernanke 
e Tim Geithner tenta salvar o Lehman Brothers. Durante as 
negociações, buscava-se uma solução privada envolvendo 
banqueiros de investimento e membros do Congresso para 
preservar a empresa sediada em Nova York.
LIVRO
• Título: Análise de Investimentos: Histórico, Principais 
Ferramentas e Mudanças Conceituais Para o Futuro.
• Autor: Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
• Ano: 2017.
• Editora: Associação Brasileira de Planejadores Financeiros
• Sinopse: Quando falamos em Análise de Investimentos, 
primeiramente vêm à mente perguntas como qual o ativo objeto 
de análise, qual o momento mais adequado para formação de 
posição em tal ativo e para quem estamos analisando? Visando a 
difundir os conhecimentos sobre a Análise de Investimento, desde 
suas vertentes mais tradicionais, como a Análise Técnica, até as 
metodologias mais modernas que estão no caminho da integração 
das questões ambientais, sociais e de governança ao contexto 
da análise de investimentos, dando continuidade a série TOP, a 
APIMEC lançou o livro TOP Análise de Investimentos.
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
26
VÍDEO
• Título: Os 3 PIORES Conselhos sobre Dinheiro | TEDx Thiago 
Nigro (O Primo Rico).
• Ano: 2011.
• Sinopse: O vídeo a seguir demonstra os 3 dos piores conselhos 
que nós sempre recebemos:
1) Invista na poupança porque lá é mais seguro; 
2) Compre o seu próprio imóvel porque ele é mais seguro; 
3) Tenha o seu próprio carro porque ele é SEU e você fica mais 
seguro.
• Link: https://www.youtube.com/watch?v=OXzqGuZ-DeU
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
https://www.youtube.com/watch?v=OXzqGuZ-DeU
27
REFERÊNCIAS
ASSAF NETO, A. Mercado Financeiro. São Paulo: Atlas, 2014. 
BACHA, C. J. Sistema financeiro nacional: análise dos instrumentos prudenciais, 
disciplinares e punitivos. (2018). 86f. TCC (graduação) - Universidade Federal 
de Santa Catarina. Santa Catarina. Centro Socioeconômico. Economia. 2018. 
BANCO CENTRAL DO BRASIL (BACEN). Funções do Banco Central do Brasil. 2020. Disponível 
em: https://www.bcb.gov.br/acessoinformacao/institucional. Acesso em: 03 abr. 2025. 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência 
da República, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/
constituicao.htm. Acesso em: 28 maio 2025.
BRASIL. Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964. Dispõe sobre a Política e as 
Instituições Monetárias, Bancárias e Creditícias, cria o Conselho Monetário Nacional e dá 
outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1964. Disponível em: https://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4595.htm. Acesso em: 28 maio 2025.
BRITO, Osias Santana de. Mercado financeiro: estruturas, produtos, 
serviços, riscos e controle gerencial. São Paulo: Saraiva, 2005. 
EITEMAN, D.; STONEHILL, A.; MOFFETT, M. Administração 
financeira internacional. Bookman Editora, 2013. 
EIZIRIK, Nelson et al. Mercado de capitais - Regime Jurídico. Rio de Janeiro: Renovar, 2008. 
FORTUNA, Eduardo. Mercado Financeiro: produtos e 
serviços. 16ª ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2005. 
FRANKENBERG, Louis. Seu Futuro Financeiro. Rio de Janeiro: Ed. Campus, 1999. 
GITMAN, L. J.; JOEHNK, M. D. Fundamentos de inversiones. Pearson educación. 10° ed. 2005. 
LIMA, Iran Siqueira; et al. Mercados de Investimentos Financeiros. São Paulo: Atlas, 2006. 
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
https://www.bcb.gov.br/acessoinformacao/institucional
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htmhttps://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4595.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4595.htm
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28
MENESES, Anderson; MARIANO, Fabrício. Mercado Financeiro. Elsevier, 2011. 
ROSSETTI, J. P. Introdução à Economia. São Paulo: Atlas, 2016. 
SADDI, Jairo; ARMANDO, Castelar Pinheiro. Direito, 
economia e mercados. Rio de Janeiro: Campus, 2005. 
WERNKE, R. Gestão financeira: ênfase em aplicações e casos nacionais. 1°ed. Saraiva; 
2008.
MERCADO FINANCEIRO E O SISTEMA FINANCEIRO NACIONALUNIDADE 1
2 Ativos 
Financeiros
UNIDADEUNIDADE
30
PLANO DE ENSINO
Tópicos de Estudos
• Títulos financeiros públicos e privados.
• Ações ordinárias, preferenciais, BRD, ETF, Unit.
• Fundos de investimentos.
Objetivos da Aprendizagem
• Conceituar os títulos financeiros públicos e privados.
• Definir os tipos de ações: ordinárias, preferenciais, BRD, ETF, Unit.
• Exemplificar os fundos de investimentos e outros investimentos.
ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
31
Caro(a) aluno(a), nesta Unidade do Livro da disciplina Mercado de Capitais, 
discorreremos sobre os tipos de títulos financeiros públicos e privados. Os títulos são 
papéis vendidos pelos governos ou empresas ao mercado financeiro para obter recursos 
financeiros. Os títulos podem ser comparados aos contratos de empréstimo, no qual o 
tomador do recurso faz uma promessa de pagamento de uma determinada importância, 
acrescida de juros. Será abordada as funções das debêntures, que são consideradas 
títulos de emissão de dívida de médio e longo prazo emitidos por Sociedades Anônimas 
(S.A.) não financeiras e adquiridas por investidores, assim esse será um financiador direto 
da companhia tomadora dessa dívida. 
Abordaremos sobre os tipos de ações e as opções. Ações constituem quase 
sempre a menor parcela do capital social de uma sociedade por ações, sendo valores 
mobiliários negociáveis e distribuídos aos acionistas de acordo com a sua participação 
monetária efetivada. As ações são divididas em vários tipos: Ações Ordinárias permite 
que o seu titular tenha direito a voto nas assembleias de acionistas; Ações Preferenciais 
normalmente não permite o direito de voto, porém, concede outras vantagens, tais como 
prioridade na distribuição de dividendos ou no reembolso de capital; Brazilian Depositary 
Receipt (BDR) permite a investidores brasileiros comprarem ações de empresas 
estrangeiras; Exchange Traded Funds (ETFs) buscam obter o retorno com base em 
determinado índice de ações, com suas cotas negociadas em bolsa; e as Units são um 
grupo de ações negociadas em conjunto (ações ordinárias e ações preferenciais) sobre 
um código de bolsa. 
No final desta unidade, veremos sobre os fundos de investimentos, que por meio 
da emissão de cotas, reúnem aplicações de vários indivíduos para investimento em 
carteiras de ativos financeiros disponíveis nos mercados financeiro e de capitais.
Bons estudos!
INTRODUÇÃO
ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
32
TÍTULOS PÚBLICOS
Como visto na primeira unidade deste livro, os títulos públicos são ativos de renda 
fixa. O órgão responsável pelos títulos públicos no Brasil é o Tesouro Nacional, segundo 
Securato et al. (2009), este órgão é quem garante aos agentes econômicos a liquidez 
dos papéis emitidos, esses títulos são utilizados com o objetivo de financiar o orçamento 
público. Assim, os títulos públicos são emitidos para prover o governo federal de recursos 
necessários para a cobertura de seus déficits explicitados nos orçamentos e para realizar 
operações de crédito por antecipação de receita. De acordo com Berger (2012), a 
Secretaria do Tesouro Nacional (STN) é o órgão autorizado a administrar e emitir os títulos 
da dívida pública, os quais são de responsabilidade do Tesouro Nacional. 
Os principais títulos públicos são: as Letras do Tesouro Nacional (LTN), as 
Letras Financeiras do Tesouro (LFT), nas quais são emitidas preferencialmente para o 
financiamento de curto e médio prazo, e as Notas do Tesouro Nacional (NTN), é emitida 
preferencialmente para o financiamento de médio e longo prazo (Berger, 2012).
De acordo com Pimentel et al. (2015), os títulos públicos são considerados 
o investimento mais seguro no Brasil, uma vez que são ativos garantidos pelo governo 
federal e a probabilidade de inadimplência é baixa. Segundo Berger (2012), o Tesouro 
Nacional lançou o Tesouro Direto para operações com títulos públicos, direcionadas ao 
pequeno investidor, o qual possibilita a compra e a venda desses títulos pela internet. 
O sistema permite que o pequeno investidor possa realizar essas operações com 
menores custos, atingindo assim uma melhor rentabilidade. Caso necessite, o Tesouro 
Títulos Financeiros 
Públicos e Privados1
TÓPICO
ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
33ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
Nacional garante a recompra caso o investidor precise resgatar a sua aplicação antes do 
vencimento do papel. Segundo o Tesouro Nacional (2020), hoje é possível também vender 
os títulos para o Tesouro Nacional todos os dias, possibilitando ao investidor uma liquidez 
significativamente alta e compatível com outros investimentos de renda fixa.
Para que possa investir no Tesouro Direto, é necessário que o investidor possua 
um Cadastro de Pessoa Física (CPF) e também uma conta-corrente ou conta poupança 
em uma instituição financeira nacional. Por fim, é necessário estar cadastrado em alguma 
corretora que esteja habilitada no Tesouro Direto. Essa corretora disponibilizará ao 
investidor a senha de acesso provisória para poder acessar a área restrita de investidores 
no site do Tesouro Direto. Nessa área do site do Tesouro Direto, possibilita realizar 
consultas referentes aos investimentos em títulos públicos, bem como realizar a compra 
e venda dos mesmos. Algumas dessas instituições possuem seus sistemas integrados 
ao sistema do Tesouro Direto, sendo chamados de agentes integrados. O que difere um 
agente integrado dos demais é a possibilidade de realizar as operações de compra e venda 
dos títulos públicos diretamente através do site do agente integrado e, de acordo com 
as suas regras, pode ser possível estas operações estarem restritas a serem realizadas 
somente através dele. Neste caso, a área restrita do investidor no site do Tesouro Direto 
continuará disponível para o investidor, porém apenas para consultas, não sendo possível 
realizar as operações de compra e venda (CVM, 2019).
De acordo com Pimentel et al. (2015), ao decidir investir em um título de renda 
fixa, busca-se escolher a forma como o dinheiro será remunerado, podendo ser taxa, pré 
ou pós-fixada. Com a forma de remuneração pré-fixada, ao investir o valor desejado, o 
comprador logo fica ciente do valor que irá receber se permanecer com o título até a data 
de vencimento. Desta forma é indicada para os investidores que acreditam que a taxa 
prefixada será maior que a taxa básica de juros da economia. Diferente da remuneração 
pré-fixada, a pós-fixada é corrigida pelo seu indexador. A rentabilidade do título depende 
tanto dos índices indexados, quanto da taxa contratada no momento da compra.
A nomenclatura dos títulos públicos está disponibilizada de uma maneira 
para ajudar no melhor entendimento dos investidores, auxiliando na identificação das 
principais caraterísticas de cada papel, como a descrição do tipo de rentabilidade, fluxo de 
remuneração e o ano de vencimento.
34ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
LTN - TESOURO PREFIXADO
De acordo com o Tesouro Direito (2020), o LTN é um título de rentabilidade 
definido no momento da compra, atualmente conhecido como Tesouro Prefixado, possui 
fluxo de pagamento simples, assim o investidor receberá o valor investido acrescido da 
rentabilidade na data de vencimento ou resgate do título. O pagamento ocorre de uma só 
vez, no finalda aplicação. A LTN se torna interessante para os investidores que podem 
esperar receber o seu dinheiro até o final do período, ou seja, é indicada para quem não 
necessita complementar sua a curto prazo. A rentabilidade é dada pela diferença entre 
o preço de compra do título e seu valor nominal (valor de face) no vencimento, sempre 
R$ 1.000,00. Esse título possui fluxo de pagamento simples, ou seja, o investidor faz a 
aplicação e recebe o valor de face (valor investido somado à rentabilidade) na data de 
vencimento do título. A figura abaixo ilustra o fluxo de pagamentos do Tesouro Prefixado 
(LTN):
FIGURA 1: FLUXOS DE PAGAMENTOS LTN
Fonte: Tesouro Direto (2020).
O cálculo da rentabilidade do Tesouro Prefixado (LTN) pode ser expressado da 
seguinte maneira. Suponha que o investidor tenha feito uma compra no Tesouro Direto 
nas seguintes condições:
Título: LTN Tesouro Prefixado 2015 Data de vencimento: 01/01/2015.
Data da compra: 03/01/2012 Período de aplicação: 755 dias.
Quantidade adquirida: 1 (um) título.
Preço do título na data da compra: R$ 
733,86.
35ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
Para calcular a rentabilidade bruta da aplicação, deve-se utilizar a fórmula abaixo, 
válida para todos os títulos que não fazem pagamento de cupom de juros:
LFT - TESOURO SELIC 
Segundo Macedo Junior (2010), são títulos de remuneração pós-fixada, cujo valor 
nominal é corrigido pela variação acumulada da taxa Selic entre a data da liquidação da 
compra e a data de vencimento do título. A remuneração é dada por essa variação da taxa 
Selic acrescida de uma taxa de remuneração adicional, dada por meio de um desconto 
no preço de compra do título. (Letra Financeira do Tesouro). A LFT oferece rentabilidade 
diária, e sua atualização tem por base a taxa básica da economia, a Taxa Selic.
NTN-F - TESOURO PREFIXADO COM JUROS SEMESTRAIS 
De acordo com Costa (2018), os títulos NTN-F (Nota do Tesouro Nacional Série F) 
são títulos pré-fixados os quais efetuam o pagamento de cupom de juros semestral e de 
principal no vencimento, sua rentabilidade pactuada no momento da compra por sua taxa 
interna de retorno (TIR). De acordo com o Tesouro Direto, esse título é indicado para os 
investidores que desejam utilizar seus rendimentos para complementar sua renda a partir 
do momento da aplicação, uma vez que esse título faz o pagamento de juros a cada seis 
meses. É um título escritural, nominativo e negociável. Seu valor nominal no vencimento é 
fixo e equivale a R$ 1.000,00. Caso necessite vender o título antecipadamente, o Tesouro 
Nacional restituirá o valor de mercado, podendo a rentabilidade ser maior ou menor do 
que a contratada na data da compra. É válido ressaltar que o Imposto de Renda incide em 
cada venda, com alíquota elevada nos primeiros pagamentos.
36ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
FIGURA 2: FLUXO DE PAGAMENTO NTN - F
Fonte: Tesouro Direto (2020).
NTN-B - TESOURO IPCA+ COM JUROS SEMESTRAIS 
Segundo Costa (2018), o NTN-B são títulos pós-fixados, cujo rendimento é 
combinado por duas parcelas, o IPCA, índice oficial da inflação, e uma taxa de juros 
prefixada. É mais interessante para quem deseja utilizar o rendimento para complementar 
sua renda a partir do momento da aplicação, pois faz pagamento de juros a cada semestre, 
diferentemente do Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal). Isso significa que o rendimento é 
recebido pelo investidor ao longo do período da aplicação, em vez de receber tudo no 
final. O título NTN-B é indicado para quem deseja investir de médio ou longo prazo por ter 
uma característica conservadora.
NTN-B PRINCIPAL - TESOURO IPCA+ 
Segundo Kerr (2011), esses títulos semelhantes não pagam cupom de juros, 
a remuneração é dada pelo deságio e pela atualização pelo IPCA. Por ser um título 
atualizado pelo IPCA, é procurado por quem busca ganhos equivalentes ou superiores 
à inflação. Possui fluxo de pagamento simples, isto é, você receberá o valor investido 
acrescido da rentabilidade na data de vencimento ou resgate do título. Em outras 
palavras, o pagamento ocorre de uma só vez, no final da aplicação. Sendo assim, é mais 
interessante para quem pode esperar para receber o seu dinheiro até o vencimento do 
título (ou seja, quem não necessita complementar sua renda desde já). 
Para fins de tributação dos títulos públicos, os impostos cobrados para quem 
compra um título público são: o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), quando a 
aplicação é resgatada com menos de 30 dias, e o Imposto de Renda (IR), onde o valor da 
alíquota vai variar dependendo do prazo do investimento, alíquota regressiva.
37ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
QUADRO 1: ALÍQUOTA DO IMPOSTO DE RENDA
Tempo de aplicação Alíquota do IR (%)
Até 180 dias 22,5
De 180 a 364 dias 20,0
Entre 364 e 720 dias 17,5
Acima de 720 dias 15
Fonte: Receita Federal (2020).
TÍTULOS PRIVADOS
De acordo com Rassier (2004), os principais tipos de títulos emitidos pelas 
instituições financeiras são: Certificado de Depósito Bancário (CDB); Certificado de 
Depósito Interbancário (CDI); Letra Imobiliária (LI).
Certificado de Depósito Bancário: segundo Cerbasi (2008), um CDB 
caracteriza-se como sendo um empréstimo concedido a uma instituição financeira por 
seus clientes. Assim, é considerado um título emitido por bancos comerciais tendo como 
contrapartida a realização de um depósito, com prazo certo, feito por um cliente, ou seja, 
é o documento emitido pelo banco que reconhece o empréstimo, ou a aplicação feita pelo 
cliente. Pode ser tanto a taxa pré ou pós-fixada. É possível sua negociação em mercado 
secundário. O CDB pré-fixado, adequado para quem se satisfaz ao garantir uma taxa 
fixa para seus rendimentos, sabemos já na contratação qual taxa de juros irá remunerar 
nosso investimento até o vencimento do papel. O CDB pós-fixado se adequa para quem 
teme o aumento da inflação, costumam ter sua rentabilidade está vinculada a dois tipos 
de indicadores: a taxa de mercado (CDI) ou a inflação. Na contratação, o investidor deve 
optar por um dos indicadores. De qualquer maneira, ele só saberá ao certo o resultado de 
seu investimento ao final do período. 
Exemplo: se você investisse R$15.000, por exemplo, com a taxa definida de 13% 
ao ano e prazo de vencimento para 2 anos:
A rentabilidade bruta seria de R$ 4.153,50 ou 27,7%.
38ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
Porém, como vimos na Unidade 1, sobre o rendimento do CDB deve-se calcular o 
Imposto de Renda. Assim, a rentabilidade líquida do investimento seria:
A rentabilidade líquida seria de R$ 3.530,48 ou 23,5%
Certificado de Depósito Interbancário - CDI: título emitido por instituições 
financeiras, lastreado nas operações do mercado de empréstimo entre instituições 
financeiras. Esse tipo de investimento é muito similar ao CDB, porém ele está restrito a 
instituições financeiras, ou seja, somente instituições financeiras podem utilizar este tipo 
de investimento, no qual um banco utiliza de outro banco para fazer seus investimentos. 
Letra de Crédito Imobiliária: esse tipo de título é emitido por sociedades de crédito 
imobiliário para a captação de recursos no intuito de financiar construtores e adquirentes 
de imóveis. Normalmente, são de prazos superiores a um ano e rendem uma taxa de juros 
pós-fixadas, ou uma taxa indexada à inflação, ou índices da construção civil, são títulos de 
renda fixa emitidos por instituições financeiras, que conferem aos seus titulares direito de 
crédito pelo valor nominal, juros e, se for o caso, atualização monetária. As LCIs devem 
ser lastreadas por créditos imobiliários garantidos por hipoteca ou alienação fiduciária 
de coisa imóvel e só podem ser emitidos por Bancos Comerciais, Sociedades de Crédito 
Imobiliário, Bancos Múltiplos com carteira de crédito imobiliário, Companhias Hipotecárias, 
Caixa Econômica Federal, Associações de Poupança e Empréstimo e demais espécies 
de instituições financeiras que venham a ser autorizadas pelo Banco Central do Brasil a 
realizar operaçõesde crédito imobiliário.
Rassier (2004) explicita detalhadamente os principais tipos de títulos emitidos 
pelas instituições não financeiras, sendo eles: 
Duplicatas: são originadas nas vendas a prazo ou na prestação de serviço, 
ocorrendo um acordo entre o comprador de bens ou o adquirente dos serviços que se 
compromete ao pagamento da obrigação após a entrega da coisa pelo vendedor ou a 
realização do serviço contratado. Assim, originando um crédito, no entanto, muitos 
compradores não cumprem com a sua parte na obrigação comercial. Para originar 
a duplicata, é necessário elaborar uma fatura na qual conste na nota do vendedor, a 
descrição da mercadoria, discriminando a sua qualidade e quantidade, e o preço. A fatura é 
um documento que é confeccionado no ato da compra e venda mercantil ou da prestação 
39ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
de serviço, que apresentará todas as informações necessárias para a elaboração da 
duplicata, portanto, constitui-se uma prova do contrato de compra e venda mercantil 
(Almeida, 2018; Martins, 2019).
Nota Promissória: esses títulos são emitidos em busca de recursos para 
capital de giro, tendo o prazo máximo da emissão de 180 dias para as empresas de 
capital fechado e de 360 dias para as empresas de capital aberto. Normalmente, a nota 
promissória tem uma rentabilidade acima do CDI, e remunera mais que os investimentos 
tradicionais do mercado. As companhias que emitem notas promissórias se beneficiam 
uma vez que conseguem um grande volume de dinheiro, a juros abaixo dos valores de 
mercado. Normalmente, as empresas lançam tais títulos através de corretoras de valores 
ou de instituições financeiras, que são responsáveis por intermediar as negociações entre 
os investidores, podendo ser com taxas pré-fixadas ou pós-fixadas (Neubauer; Lima; 
Galardi; Neubauer, 2006; Cerbasi, 2008).
Debêntures: é um título de crédito de longo prazo na qual é emitido por 
sociedades anônimas para captar recursos, visando o investimento ou o financiamento de 
capital de giro. Os debenturistas não possuem pedaços da empresa, como os acionistas, 
assim só recebem juros durante um determinado horizonte temporal. O seu rendimento 
depende das condições particulares de cada emissão. Como vimos na Unidade 1, esse 
título é muito utilizado pelas companhias de capital aberto que estão no mercado de 
capitais.
40
O mercado de ações é uma das fontes de rendimento da maioria dos investidores. 
As ações são títulos negociáveis nominativos, elas representam uma fração do capital 
social de uma empresa. Podemos entender a ação como a menor parcela do capital social 
das companhias ou sociedades por ações. É, portanto, um título patrimonial e, como tal, 
concede aos seus titulares, os acionistas, todos os direitos e deveres de um sócio, no 
limite das ações possuídas (Bruni, 2005; Macedo Junior, 2010). 
Uma ação é um valor mobiliário, expressamente previsto em lei, no entanto, apesar 
de todas as companhias ou sociedades por ações terem o seu capital dividido em ações, 
somente as ações emitidas por companhias registradas na CVM, chamadas companhias 
abertas, podem ser negociadas publicamente no mercado de valores mobiliários. As ações 
são predominantemente escriturais, não necessitam de emissão de certificado físico, 
mantidas em contas de depósito, em nome dos titulares e em instituição contratada pela 
companhia para a prestação desse serviço, em que a propriedade é comprovada através de 
extrato de posição acionária. As ações devem ser exclusivamente nominativas (CVM, 2019).
A principal forma de participação dos acionistas nos resultados da companhia é 
a partir dos dividendos, juros sobre o capital próprio e as bonificações distribuídas pelas 
companhias. Esses pagamentos são realizados conforme o desempenho financeiro da 
empresa, uma vez que a companhia apresentou lucro, geralmente ocorre a distribuição 
de parte desses ganhos para os sócios. Assim parte desse lucro e o valor final que será 
direcionado aos acionistas varia conforme uma série de fatores, incluindo, entre outros, 
a necessidade de investimentos para cumprir o plano de crescimento da empresa, o 
caixa disponível para a realização desse desembolso financeiro e os valores mínimos 
determinados pelo Estatuto Social da companhia (CVM, 2019).
Ações Ordinárias, 
Preferenciais, BRD, 
ETF, Unit2
TÓPICO
ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
41
 Outra maneira de remuneração dos acionistas é o direito de subscrição de 
capital, assim, no momento de emissão de novas ações por parte da companhia, os atuais 
acionistas recebem o direito de subscrever prioritariamente essas ações, pelo preço de 
emissão e na proporção das ações já possuídas. Caso não tenha interesse em realizar a 
subscrição, é possível vender esse direito no mercado. 
Os investidores utilizam as ações principalmente pela possível valorização 
do preço das ações, porém não existe garantia de valorização. Ao contrário, o preço 
está sujeito a uma série de fatores internos e externos, não dependendo somente dos 
resultados da própria companhia, mas também das perspectivas para o setor em que 
ela atua e para a economia de uma forma geral. Em casos extremos, as ações podem, 
inclusive, perder totalmente seu valor, como é o caso, por exemplo, da liquidação de 
uma companhia (falência), em que todo o patrimônio seja usado para quitar as dívidas 
existentes (CVM, 2019).
Como pode ser observado, o resultado de um investimento em ações depende 
fundamentalmente da gestão da companhia e das condições gerais da economia. 
Portanto, o investimento em ações é considerado como de renda variável, estando sujeito 
a um alto risco, seja de mercado, inerente aos negócios empresariais e à economia. 
A legislação brasileira, Lei 6.404/1976, admite a existência de diferentes espécies 
e classes de ações e, por isso, alguns direitos, especialmente os relacionados aos 
dividendos e direitos de voto, podem não ser iguais para todos os acionistas. O Estatuto 
Social das companhias define as características de cada espécie de ações, podendo ser:
• Ação Ordinária (ON): sua principal característica é conferir ao seu titular 
direito a voto nas assembleias de acionistas. Vale lembrar que a diferença que 
essa participação faz na administração da empresa depende da quantidade 
de ações ordinárias que um investidor possui. Ou seja, quanto mais ações 
ordinárias, mais poder de voto um investidor tem. Assim sendo, os grandes 
acionistas conseguem influenciar mais os rumos do negócio do que os pequenos 
investidores.
• Ação Preferencial (PN): normalmente, o Estatuto retira dessa espécie de 
ação o direito de voto. Em contrapartida, concede outras vantagens, tais como 
prioridade na distribuição de dividendos ou no reembolso de capital. As ações 
preferenciais podem ser divididas em classes, tais como, classe “A”, “B”, etc. Os 
direitos de cada classe constam do Estatuto Social.
• Brazilian Depositary Receipt (BDR): são ações de empresas estrangeiras 
que os investidores brasileiros podem, através de certificados emitidos por 
instituições depositárias brasileiras, negociar no Brasil, Bolsa, Balcão (B3), a 
ATIVOS FINANCEIROSUNIDADE 2
42
partir de recibos de ações que estão atrelados às ações originais sob custódia 
no país de origem e podem ser comercializados nos mercados de ações do 
Brasil. 
• ETF (Exchange Traded Funds): são considerados fundos de índice que 
buscam obter retorno baseado em índice de ações, podendo ser negociados 
em bolsa. Esses índices representam uma fração da carteira, que representa 
um grupo de ações que fazem parte da carteira teórica do índice usado como 
referência. Assim, possibilita que o investidor tenha acesso a uma carteira 
diversificada sem a necessidade de aplicar individualmente em todos os 
papéis que compõem esta carteira. Os ETFs se tornam um investimento 
prático, pois a partir deles o investidor não precisa administrar todas as ações 
individualmente nem arcar com o custo para comprá-las e vendê-las

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