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Interação SESMT e Áreas

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Max Müller

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...............................................................................................................................
NOME DO CURSO
MAX MÜLLER LOPES PEREIRA - RA: __________
ESTUDO DE CASO: ANÁLISE DA INTERAÇÃO ENTRE O SESMT E AS 
ÁREAS DA EMPRESA
...............................................................................................................................
Paranhos - MS
2026
MAX MÜLLER LOPES PEREIRA - RA: __________
ESTUDO DE CASO: ANÁLISE DA INTERAÇÃO ENTRE O SESMT E AS 
ÁREAS DA EMPRESA
Estudo de caso apresentado ao Curso 
(Nome do curso) da Faculdade ENIAC 
para a disciplina (Nome da disciplina).
Prof. (Nome do Professor)
Paranhos - MS
2026
Respostas
.............................................................................................................
A empresa escolhida para este estudo de caso foi a MRV Engenharia, por ser 
uma organização real, de grande presença no setor da construção civil e com 
atividades que envolvem riscos bastante comuns nos canteiros de obras. Para 
realizar a análise, considerei como referência um canteiro de construção de 
edifícios residenciais, com aproximadamente 180 trabalhadores atuando de 
forma direta e indireta, incluindo funcionários próprios e terceirizados que 
permanecem na rotina da obra. A atividade principal se enquadra no CNAE 
41.20-4, referente à construção de edifícios, classificada como grau de risco 3 
para fins de dimensionamento do SESMT, conforme a Norma Regulamentadora 
nº 4 (BRASIL, 2022). A escolha dessa empresa faz sentido porque a construção 
civil exige uma administração muito próxima da segurança do trabalho, já que 
envolve trabalho em altura, movimentação de cargas, uso de ferramentas 
elétricas, escavações, concretagem, armação, carpintaria, alvenaria e 
instalações diversas. Além disso, a própria empresa apresenta publicamente 
ações ligadas à saúde, segurança, qualidade de vida, capacitação e 
sustentabilidade no ambiente de trabalho, o que reforça que a segurança não 
deve ser vista como uma atividade isolada, mas como parte da gestão da 
organização (MRV, 2024). Na prática, a administração tem papel essencial 
porque organiza pessoas, recursos, prazos e responsabilidades, buscando 
atingir objetivos definidos com eficiência e controle, o que também se aplica à 
prevenção de acidentes e doenças ocupacionais (CHIAVENATO, 2014). Dessa 
forma, o SESMT precisa participar da rotina administrativa e operacional da 
empresa, pois não basta existir um técnico ou uma equipe de segurança se as 
demais áreas não colaborarem. Em uma obra, se o setor de compras atrasa a 
entrega de EPI, se a produção executa atividade sem planejamento ou se o RH 
libera trabalhador sem integração, o risco aumenta. Por isso, a gestão da 
segurança depende da soma entre norma, planejamento, fiscalização e 
envolvimento dos setores.
Na análise da interação entre o SESMT e as demais áreas da empresa, 
percebe-se que existe uma ligação direta com praticamente todos os setores do 
canteiro. Com o Recursos Humanos, o SESMT atua na integração de novos 
trabalhadores, conferência de treinamentos obrigatórios, controle de 
documentos, exames ocupacionais e acompanhamento de afastamentos. Com a 
produção e a engenharia da obra, a relação acontece no planejamento das 
atividades, principalmente antes de serviços de maior risco, como trabalho em 
altura, montagem de andaimes, escavações, concretagem, operação de 
máquinas e atividades com eletricidade. Com o setor de compras e financeiro, a 
interação aparece na solicitação e liberação de Equipamentos de Proteção 
Individual, Equipamentos de Proteção Coletiva, placas de sinalização, 
treinamentos, exames médicos e demais recursos necessários para manter a 
obra em conformidade. Também há contato com a medicina do trabalho, 
especialmente por meio do PCMSO, exames admissionais, periódicos e 
demissionais, além da avaliação de trabalhadores com restrições ou 
necessidades específicas. Essa interação confirma que o SESMT não consegue 
cumprir bem sua finalidade se trabalhar sozinho, pois a NR-4 estabelece que 
esse serviço tem como objetivo promover a saúde e proteger a integridade do 
trabalhador no local de trabalho (BRASIL, 2022). Mesmo havendo estrutura e 
políticas internas, o maior desafio observado é fazer com que a segurança seja 
entendida como parte da produtividade, e não como um obstáculo ao andamento 
da obra. Muitas vezes, a pressão por prazo, custo e entrega faz com que 
algumas lideranças enxerguem a atuação do SESMT como uma exigência 
burocrática. Porém, quando ocorre um acidente, a empresa sofre prejuízos 
humanos, financeiros, jurídicos e de imagem. Portanto, a interação existe, mas 
precisa ser constante e fortalecida todos os dias. A segurança só funciona de 
maneira efetiva quando encarregados, engenheiros, RH, compras, financeiro e 
trabalhadores entendem que a prevenção também faz parte do resultado da 
empresa.
Quanto ao dimensionamento do SESMT, a verificação foi feita com base no 
Quadro II da NR-4, considerando a atividade econômica, o grau de risco e o 
número de empregados do estabelecimento analisado. Como a atividade 
considerada foi construção de edifícios, CNAE 41.20-4, o grau de risco utilizado 
foi 3 (BRASIL, 2022). Para um canteiro com aproximadamente 180 
trabalhadores, a faixa aplicável no Quadro II é de 101 a 250 empregados. Nessa 
situação, o dimensionamento mínimo exige a presença de 1 Técnico de 
Segurança do Trabalho. Assim, conclui-se que, no cenário estudado, se a 
empresa mantiver pelo menos um técnico de segurança do trabalho atuando 
nesse canteiro, estará atendendo ao requisito mínimo da NR-4. Porém, é 
importante destacar que o mínimo legal nem sempre representa a melhor 
condição prática. Em uma obra com várias frentes simultâneas, terceirizados, 
serviços de risco e pressão por produtividade, apenas um profissional pode 
enfrentar dificuldades para acompanhar tudo com a atenção necessária. Por 
isso, mesmo quando o dimensionamento está correto no papel, a empresa 
precisa avaliar se a rotina real permite uma atuação preventiva eficiente. Na 
minha visão, o principal desafio no desenvolvimento deste estudo foi perceber 
que a segurança do trabalho depende muito da administração. Não adianta 
existir norma, técnico, procedimento e treinamento se a empresa não criar uma 
cultura de participação entre todos os setores. A MRV, por ser uma construtora 
de grande porte, tende a possuir processos mais estruturados, mas qualquer 
empresa da construção civil precisa cuidar para que a segurança não fique 
apenas nos documentos. Concluo que existe interação entre o SESMT e as 
demais áreas, principalmente porque essa interação é necessária para o 
funcionamento da obra. Também concluo que o dimensionamento, considerando 
o cenário adotado de 180 trabalhadores e grau de risco 3, está adequado ao 
Quadro II da NR-4 quando há 1 Técnico de Segurança do Trabalho. Mesmo 
assim, a melhoria mais importante seria fortalecer a comunicação entre 
segurança, produção, compras, RH e liderança, pois a prevenção só se torna 
real quando todos assumem responsabilidade pelo ambiente de trabalho 
(BRASIL, 2022; MRV, 2024).
Referências
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora nº 4 - 
Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT. 
Brasília: MTE, 2022.
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2014.
MRV. Sustentabilidade: saúde, segurança, qualidade de vida e capacitação no 
ambiente de trabalho. Belo Horizonte: MRV&CO, 2024.

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