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para crianças e adolescentes
ODONTOPEDIATRIA
McDonald e Avery
TRADUÇÃO DA 9ª EDIÇÃO
D
DEAN AVERY McDONALDO
9a edição
Jeffrey A. Dean, DDS, MSD
Ralph E. McDonald Professor of Pediatric Dentistry and Professor of Orthodontics
Indiana University School of Dentistry
James Whitcomb Riley Hospital for Children
Indianapolis, Indiana
David R. Avery, DDS, MSD
Ralph E. McDonald Professor Emeritus of Pediatric Dentistry
Indiana University School of Dentistry
James Whitcomb Riley Hospital for Children
Indianapolis, Indiana
Ralph E. McDonald, DDS, MS, LLD
Dean Emeritus and Professor Emeritus of Pediatric Dentistry 
Indiana University School of Dentistry
Indianapolis, Indiana
9a edição
© 2011 Elsevier Editora Ltda. 
Tradução autorizada do idioma inglês da edição publicada por Mosby – um selo editorial Elsevier Inc.
Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998.
Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou transmitida 
sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográfi cos, gravação ou quaisquer outros.
ISBN: 978-85-352-4435-9 
Copyright © 2011, 2004, 2000, 1998, 1994, 1983, 1983, 1978, 1974, 1969 by Mosby, Inc., an affi liate of Elsevier Inc.
2011 Dentistry for the Child and Adolescent, 9th ed. Published by Elsevier Inc.
This edition of Dentistry for the Child and Adolescent, 9th edition, by Jeffrey A. Dean, 
David R. Avery and Ralph E. McDonald is published by arrangement with Elsevier Inc.
ISBN: 978-0-323-05724-0 
Capa 
Studio Creamcrackers 
Editoração Eletrônica
Rosane Guedes
Elsevier Editora Ltda.
Conhecimento sem Fronteiras
 
Rua Sete de Setembro, nº 111 – 16º andar
20050-006 – Centro – Rio de Janeiro – RJ
 
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NOTA
O conhecimento médico está em permanente mudança. Os cuidados normais de segurança devem ser seguidos, mas, como as 
novas pesquisas e a experiência clínica ampliam nosso conhecimento, alterações no tratamento e terapia à base de fármacos 
podem ser necessárias ou apropriadas. Os leitores são aconselhados a checar informações mais atuais dos produtos, fornecidas 
pelos fabricantes de cada fármaco a ser administrado, para verifi car a dose recomendada, o método e a duração da administração 
e as contraindicações. É responsabilidade do médico, com base na experiência e contando com o conhecimento do paciente, 
determinar as dosagens e o melhor tratamento para cada um individualmente. Nem o editor nem o autor assumem qualquer 
responsabilidade por eventual dano ou perda a pessoas ou a propriedade originada por esta publicação.
O Editor
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ 
D324m
Dean, Jeffrey A. 
 
McDonald e Avery : odontologia para crianças e adolescentes / Jeffrey A. Dean, David R. Avery, 
Ralph E. McDonald ; [Cristiane Duque ... et al.]. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2011. 
 720p. : il. ; 28 cm
 
 Tradução de: McDonald’s and Avery’s dentistry for the child and adolescent 9th ed
 Inclui bibliografi a
 Índice
 ISBN 978-85-352-4435-9
 
 1. Odontologia pediátrica. 2. Adolescentes - Cuidados dentários. I. Avery, David R. II. 
McDonald, Ralph E., 1920-. III. Título. 
11-4663. CDD: 617.645
 CDU: 616.314-053.2
 
27.07.11 02.08.11 028384 
Revisão Científi ca e Tradução
v
Revisão Científi ca
Leonardo dos Santos Antunes (Caps. 6, 8, 19, 23, 24, 28, 29, 30 e 31)
Professor Assistente da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal Fluminense – Polo Universitário 
de Nova Friburgo (UFF/PUNF)
Especialista em Endodontia pela UFF
Mestre em Clínica Odontológica pela UFF
Doutorando em Ciências Médicas pela UFF
Livia Azeredo Alves Antunes (Caps. 1 a 5, 7, 9 a 18, 20 a 22, 25 a 27 e Índice)
Professora Assistente da Faculdade de Odontologia da UFF/PUNF
Especialista, Mestre e Doutoranda em Odontopediatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Ademar Takahama Junior (Cap. 28)
Mestre e Doutor em Estomatopatologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Professor Adjunto de Estomatologia da Faculdade de Odontologia da UFF/PUNF
Ana Carolina Valinoti da Costa (Cap. 3)
Cirurgiã-Dentista Odontopediatria
Especialista e Mestre em Odontopediatria pela UFRJ
Andreza Maria Fabio Aranha (Cap. 21)
Professora Adjunto do Departamento de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade de Cuiabá (UNIC)
Angela Scarparo Caldo Teixeira (Caps. 11 [parte], 16 a 18 e 19 [parte])
Mestre em Materiais Dentários (FOP/UNICAMP)
Doutora em Odontopediatria pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Professora Adjunto II da Faculdade de 
Odontologia da UFF/PUNF
Apoena de Aguiar Ribeiro (Caps. 4 e 15)
Mestre em Odontopediatria e Doutora em Microbiologia e Imunologia pela UFRJ
Professora Adjunto da Faculdade de Odontologia da UFF/PUNF
Coordenadora das Disciplinas de Odontopediatria e Unidade de Adequação Clínica (Cariologia) da Faculdade de Odontologia 
da UFF/PUNF 
Cinthya Cristina Gomes (Cap. 29)
Doutora em Endodontia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Professora Adjunto de Endodontia da Faculdade de Odontologia da UFF/PUNF 
Professora do Curso de Especialização em Endodontia da UFF
Cíntia Tereza Lima Ferraro (Cap. 13)
Cirurgiã-dentista pela UFRJ
Mestre em Patologia Bucodental pela UFF 
Tradução
vi Tradução
Cristiane Duque (Caps. 19 [parte] e 20 [parte])
Especialista e Doutora em Odontopediatria (HRAC/USP e FOAR/UNESP)
Pós-doutora em Microbiologia e Imunologia (FOP/UNICAMP)
Professora Adjunto da Faculdade de Odontologia da UFF/PUNF
Daniel Cohen Goldemberg (Cap. 7)
Doutorando em Patologia Oral pelo Departamento de Medicina Oral do Eastman Dental Institute UCL – Universidade de 
Londres – Inglaterra 
Daniela Amorim Marco Peres (Cap. 5 [parte])
Especialista em Radiologia Oral pela Faculdade de Odontologia da UFRJ
Professora Substituta da Disciplina de Radiologia Oral da Faculdade de Odontologia da UFRJ
Mestranda em Diagnóstico Bucal – Área de Concentração em Radiologia pela Faculdade de Odontologia da Universidade de 
São Paulo (USP)
Danielle Resende Camisasca Barroso (Cap. 6)
Professora Adjunto da Faculdade de Odontologia da UFF/PUNF 
Especialista em Estomatologia pela UFRJ
Mestre e Doutora em Patologia (Bucodental) pela UFF
Eduardo Esberard Favilla (Cap. 31)
Fellow em Dor Orofacial pela University of Maryland, Baltimore
Professor do Curso de Especialização em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial da Associação Brasileira de Oftalmologia 
(ABO) e Faculdade de Medicina de Petrópolis
Cirurgião Bucomaxilofacial do Hospital Estadual Getúlio Vargas, Rio de Janeiro
Erika Calvano Kuchler (Caps. 24 e 25)
Especialização/Mestrado em Odontopediatria pela UFRJ 
Doutorado em Ciências Médicas pela UFF 
Fernanda Volpe de Abreu (Cap. 2)
Mestre e Doutora em Odontopediatria pela Faculdade de Odontologia da UFRJ
Professora Adjunto II da Faculdade de Odontologia da UFF/PUNF 
Coordenadora da Disciplina de Clínica Infantil da Faculdade de Odontologia da UFF/PUNF
Flávia Maia Silveira (Cap. 23)
Professora Adjunto da Faculdade de Odontologia da UFF/PUNF
Gabriela Alessandra da Cruz Galhardo Camargo (Cap. 20 [parte])
Mestre e Doutora em Periodontia (FOP-UNICAMP)
Mestre em Radiologia (FO-UNESP)
Professora Adjunto de Periodontia da Faculdade de Odontologia da UFF/PUNF
Jonas de Almeida Rodrigues (Caps. 10 e 11 [parte])
Mestre e Doutor em Odontopediatria pela Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP 
Doutor em Medicina Dentária e Pós-Doutorser indicado para áreas cuidadosamente selecionadas, que 
não são submetidas à pressão mastigatória, para minimizar o 
desgaste da superfície anatômica do esmalte. 
Superfícies oclusais, frequentemente, apresentam peque-
nas lesões de cárie. Nesses casos, as restaurações não devem ser 
submetidas a grandes esforços, que promovam o desgaste de 
materiais resinosos. A Figura 17-2 apresenta um diagrama que 
ilustra os princípios da combinação selante-restauração. Nesse 
caso, uma pequena lesão de cárie é observada em dentina, e pode 
ser confi rmada através de uma radiografi a interproximal.
Uma sequência clínica é apresentada para demonstrar o 
preparo conservador, bem como a técnica restauradora na 
Figura 17-3. A lesão de cárie é identifi cada através de cuida-
doso exame visual da superfície oclusal, seca, com o auxílio 
de sonda exploradora, espelho clínico e campo iluminado 
(Fig. 17-3A). O papel carbono marca no dente os pontos que 
indicam contato oclusal.
O dente é anestesiado se necessário, isolado e reexami-
nado para determinar a extensão da lesão cariosa. Uma broca 
no 329, sistema de abrasão a ar com óxido de alumínio ou 
laser para tecidos duros, podem ser utilizados para se obter o 
acesso à profundidade da lesão e para completar a remoção 
completa da cárie (Fig. 17-3B). Em seguida, lave, seque e exa-
mine o preparo, que não deve se estender às marcas do con-
tato oclusal. 
A cavidade e o esmalte do lado dos sulcos são condicio-
nados (Fig. 17-3C). Normalmente, utiliza-se ácido fosfórico a 
37%, na forma gel ou líquido, por 20 segundos. O preparo da 
superfície com abrasão a ar ou utilização de laser não elimina 
a necessidade de condicionamento ácido. Se esses métodos 
forem utilizados, o condicionamento ácido precisa ser reali-
zado para promover um adequado preparo da superfície a ser 
selada e restaurada. Além disso, as superfícies lingual e vesti-
bular normalmente são condicionadas e seladas. O dente 
Selante
Resina 
composta ou 
cimento de 
ionômero de 
vidro 
modificado 
por resina
Selante
Resina 
composta
A
B
C
Figura 17-2 Diagramas ilustrando a combinação de 
restauração em resina composta e selamento da superfície. 
A, Corte longitudinal demonstrando a extensão da lesão de 
cárie em dentina. B, Corte longitudinal após preparo 
cavitário com cimento de ionômero de vidro ou resina 
composta e selante. C, Vista oclusal do contorno de uma 
pequena restauração onde o selante de fóssula e fi ssura 
promove o princípio cavitário de extensão para prevenção. 
Capítulo 17 ■ Selantes de Fóssulas e Fissuras e Restaurações Preventivas em Resina 315
A B
C D
E F
G H
Figura 17-3 A, Cárie oclusal identifi cada com fóssulas e sulcos suscetíveis. B, Remoção da lesão cariosa até dentina. 
C, Condicionamento ácido dental. D, Aplicação do agente de união. E, Inserção da resina composta. F, Aplicação do selante 
sobre a resina composta. G, Restauração preventiva em resina composta polimerizada. H, Ajuste oclusal.
483
CAPÍTULO 24
Manejo do Paciente Sistemicamente 
Comprometido: Desordens 
Hematológicas, Câncer, Hepatite e AIDS
▲ Brian J. Sanders, Amy D. Shapiro, Randy A. Hock, James A. Weddell e 
Christopher Edward Belcher
HEMOFILIA
Distúrbios da Hemostasia
Classifi cação do Pró-coagulante 
Tratamento
Mulheres com Distúrbios de 
Sangramento
Complicações
Risco para a Equipe Odontológica
Desenvolvimento de um Plano de 
Tratamento
Uso de Agentes Antifi brinolíticos
Controle da Dor
Manejo Odontológico
HEPATITE VIRAL
Anemia Falciforme
SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA 
ADQUIRIDA
Manifestações Bucais da Infecção 
pelo HIV
LEUCEMIA
Manifestações Bucais da Leucemia
Manejo Odontológico de Pacientes 
com Leucemia
TRANSPLANTE DE CÉLULAS-TRONCO 
HEMATOPOÉTICAS
Complicações Bucais do Transplante 
de Medula Óssea
Doença do Enxerto-Contra-
Hospedeiro
Preparo Pré-transplante
Intervenções de Admissão e 
Internação
Fase de Remissão
TUMORES SÓLIDOS
SUMÁRIO DO CAP ÍTULO
P ara se alcançar uma saúde bucal ideal para o pa- 
 ciente sistemicamente comprometido, o cirurgião-
 dentista e o médico devem estabelecer uma estreita 
relação de trabalho. Devido à complexidade de muitas dessas 
condições médicas, pode ser necessário tempo adicional de 
tratamento para que sejam oferecidos esses serviços. Para 
minimizar os riscos de possíveis complicações, que podem 
afetar a saúde física dos pacientes clinicamente comprometi-
dos, é necessário um intenso programa de prevenção orien-
tada. Cada paciente apresenta uma série de desafi os para o 
cirurgião-dentista, mas obter um resultado positivo pode ser 
uma experiência gratifi cante. Este capítulo discute as princi-
pais condições médicas e o seu manejo odontológico.
HEMOFILIA
DISTÚRBIOS DA HEMOSTASIA
As hemofi lias são distúrbios da hemostasia decorrentes de 
uma defi ciência de fatores da coagulação. A hemofi lia é um 
distúrbio de sangramento herdado que afeta aproximada-
mente um em cada 7.500 homens.1 A hemofi lia A, ou a he-
mofi lia clássica, é uma defi ciência do fator VIII, também co-
nhecido como fator anti-hemofílico. A defi ciência do fator VIII 
é a mais comum das hemofi lias e é herdada como um traço 
recessivo ligado ao X. Portanto, os homens são os afetados, as 
mulheres são as portadoras e não há transmissão de pai para 
fi lho. Se um homem normal tem fi lhos com uma portadora 
de hemofi lia, há uma chance de 50% de ocorrer a hemofi lia 
em cada prole do sexo masculino e 50% de chance de que 
cada fi lha seja uma portadora. Se um hemofílico tem fi lhos do 
sexo masculino com uma mulher normal, todos os descen-
dentes do sexo masculino serão normais, e todos do sexo fe-
minino serão portadores. A hemofi lia B, ou a doença de 
Christmas, é causada por uma defi ciência do fator IX (compo-
nente da tromboplastina plasmática) e também é herdada 
como um traço recessivo ligado ao X. A defi ciência do fator 
IX é um quarto da prevalência da defi ciência do fator VIII.2,3
A defi ciência de fator XI (antecedente da tromboplastina 
plasmática), também conhecida como hemofi lia C ou doença 
de Rosenthal, é herdada como traço autossômico recessivo, 
com as proles masculina e feminina igualmente afetadas. 
Esse distúrbio é mais frequentemente observado nos descen-
dentes do grupo de judeus asquenazi. Outras defi ciências de 
fatores, tais como os fatores II, V e XIII (um caso em 1 milhão 
de habitantes) e fator VII (um caso em 500.000 habitantes), 
são raras e são herdadas de forma autossômica recessiva.4,5
A doença de Von Willebrand (DVW) é uma condição 
hemorrágica hereditária resultante de uma anormalidade do 
fator de Von Willebrand (FVW) encontrada no plasma, pla-
quetas, megacariócitos e células endoteliais. O FVW circula 
em conjunto com o fator VIII e é importante na adesão das 
Capítulo 24 ■ Manejo do Paciente Sistemicamente Comprometido: Desordens Hematológicas, Câncer, Hepatite e AIDS484
plaquetas ao subendotélio via colágeno e, consequentemen-
 te, na formação do tampão plaquetário primário. Na doença 
de Von Willebrand, o FVW pode apresentar uma anormali-
dade quantitativa ou qualitativa. O FVW é composto de su-
bunidades chamadas multímeros. A doença de Von Wille-
brand é dividida em subtipos baseados na plaqueta e na 
estrutura multimérica do FVW plasmático. O tratamento 
adequado dessa desordem é dependente do subtipo.6
Uma vez prejudicada a agregação plaquetária, pode resul-
tar em sangramento da pele e mucosa, equimoses, epistaxe, 
sangramento prolongado após procedimentos cirúrgicos e me-
 norragia (Fig. 24-1). Esses sintomas contrastam com a hemo-
fi lia por defi ciências envolvendo os fatores VIII e IX, em que 
os eventos marcantes de sangramento envolvem os músculos 
e as articulações (Fig. 24-2).
CLASSIFICAÇÃO DO PRÓ-COAGULANTE
A hemofi lia A (defi ciência do fator VIII) e a hemofi lia B (de-
fi ciência do fator IX) são classifi cadas com base no nível de 
pró-coagulantes presentes com níveis normais que variam de 
55% a 100%:
• Defi ciência grave: níveis inferiores a 1%
• Defi ciência moderada: níveisque variam entre 1% e 5%
• Defi ciência leve: níveis iguais ou superiores a 5% e infe-
riores a 50%
Os pacientes com defi ciência grave podem apresentar 
episódios frequentes de sangramento, ocorrendo geralmente 
de duas a quatro vezes por mês. Os episódios de sangramento 
podem ser espontâneos, sem uma história específi ca de lesão 
ou trauma. Articulações, músculos e pele são regiões comuns 
de sangramento. Hemartroses (hemorragias nas articulações) 
são comuns, e os sintomas incluem dor, anquilose e limita-
ção de movimento. Episódios repetidos de hemartrose ou 
hemorragia muscular resulta na doença musculoesquelética 
crônica e no aparecimento de dolorosas e debilitantes artrites. 
As articulações afetadas, comumente incluem joelhos, coto-
velos, tornozelos, quadris e ombros. Pseudotumores (pseudo-
cistos hemorrágicos) podem ocorrer em vários locais, in-
cluindo a mandíbula, onde é indicada a curetagem.7,8
Pacientes com defi ciência moderada enfrentam, com me-
nor frequência, episódios de sangramento (cerca de quatro a 
seis vezes por ano). No entanto, se um paciente com defi ciên-
cia moderada desenvolver uma articulação alvo (articulação 
com episódios repetidos de sangramento) é possível que 
ocorra o aparecimento de sangramento espontâneo. Os pa-
cientes com defi ciência leve raramente sangram, porém pode 
ocorre em associação a cirurgias ou lesões. O diagnóstico de 
uma defi ciência leve pode ser encontrado quando alguma 
anormalidade for reconhecida durante a avaliação pré-cirúr-
gica ou quando ocorrer sangramento em associação a cirurgia 
ou trauma. A identifi cação de um paciente com defi ciência 
leve pode, portanto, ser alcançada previamente pelo cirurgião-
dentista durante o tratamento de lesões da cavidade bucal, 
revelando, assim, um indivíduo ainda não diagnosticado. 
Lacerações na boca são uma causa comum de sangra-
mento em crianças, em todas as gravidades da hemofi lia. 
Sonis e Musselman avaliaram 132 pacientes com hemofi lia 
por defi ciência do fator VIII e observaram que “o persistente 
sangramento bucal resultou no diagnóstico de 13,6% dos 
casos de hemofi lia”.9 Cerca de 29% dos casos observados de 
hemofi lia leve foram obtidos como resultado de sangra-
mento na cavidade bucal. Dos casos diagnosticados secundá-
rios ao sangramento bucal, 78% foram resultado do sangra-
mento do freio maxilar, e 22% resultaram de sangramentos 
Após lesão vascular:
Célula endotelial
FVW liga com a matriz subendotelial
Aderência plaquetária na barreira do FVW Coágulo de fibrina formado é catalisado
pela superfície plaquetária
Multímeros
FVW 
FVIII Plaqueta Coágulo
de fibrina
Figura 24-1 Resposta hemostática primária à lesão vascular com a evolução em hemostasia secundária. Esta fi gura demonstra 
a resposta hemostática primária à lesão vascular envolvendo as células endoteliais e as plaquetas; a hemostasia primária 
conduz e é parte integral da hemostasia secundária, envolvendo fatores de coagulação, incluindo o fator de Von Willebrand 
(FVW), fator VIII (FVIII), culminando na geração de fi brina. (Com a permissão de CSL Behring e Robert Montgomery.)
521
CAPÍTULO 26
Cefalometria e Estética Facial: A Chave 
para o Planejamento do Tratamento 
Completo
▲ John T. Krull, George E. Krull, Thomas H. Lapp e David A. Bussard
TÉCNICA RADIOGRÁFICA
Radiografi a Lateral da Cabeça
Radiografi a Frontal (Posteroanterior)
TÉCNICA DO TRAÇADO 
CEFALOMÉTRICO
PONTOS DE REFERÊNCIA PARA O 
TRAÇADO LATERAL
LINHAS, ÂNGULOS E PLANOS DE 
REFERÊNCIA
INTERPRETAÇÃO DAS MEDIDAS
AVALIAÇÃO CEFALOMÉTRICA 
LATERAL
Esquelética Maxilar
Dentária Maxilar
Esquelética Mandibular
Dentária Mandibular
Vertical
Tecido Mole
AVALIAÇÃO CEFALOMÉTRICA 
FRONTAL (POSTEROANTERIOR)
DIREÇÕES DE CRESCIMENTO
DIAGNÓSTICO CEFALOMÉTRICO 
COMPUTADORIZADO E 
PLANEJAMENTO DO TRATAMENTO
Imagem Digital
DISCREPÂNCIAS 
ANTEROPOSTERIORES ENTRE AS 
ARCADAS
Classe I
Classe II Divisão I
Classe II Divisão II
Classe III
TIPOS FACIAIS
Padrão Mesofacial
Padrão Dolicofacial
Padrão Braquifacial
DISCREPÂNCIAS DO ARCO VERTICAL
Mordida Aberta
Mordida Profunda
CLASSIFICAÇÃO DA OCLUSÃO 
SEGUNDO ANGLE
Avaliação Descritiva Esquelética e 
Dentária
AVALIAÇÃO DA ESTÉTICA FACIAL
Vista Frontal
Visão de Perfi l
SUMÁRIO DO CAP ÍTULO
A cefalometria, a avaliação das dimensões craniofa-
ciais, particularmente a determinação etnográfi ca 
da morfologia craniana, é uma ciência antiga prati- 
 cada há séculos pelos antropólogos.
A beleza e a harmonia são os parâmetros tradicionais 
usados para avaliar as proporções faciais, ainda que a defi ni-
ção de beleza possa mudar à medida que as civilizações mu-
dam. Uma escultura grega, durante a era dourada da arte 
(século IV a.C) mostra proporções faciais muito semelhantes 
às que hoje são consideradas desejáveis. As feições faciais das 
fi guras gregas masculinas e femininas parecem ser retratadas 
de forma idêntica, com a maior parte dos ângulos das escultu-
ras dentro de 5 graus dos padrões contemporâneos; as exce-
ções são um sulco mentolabial e um ângulo nasofacial mais 
agudos para o ideal grego antigo.
No começo do século XX, a odontologia começou a in-
cluir os conceitos de harmonia e equilíbrio facial na teoria e 
prática da cefalometria. Em 1922, Simon apresentou a era 
moderna o desenvolvimento gnatostático, uma técnica foto-
gráfi ca que relacionava os dentes e suas respectivas bases ós-
seas entre si, bem como as estruturas crâniofaciais específi cas. 
Apesar de Racini e Carrera terem obtido as primeiras radio-
grafi as do crânio pela técnica padrão de tomada lateral em 
1926, foi somente após a introdução do cefalostato por Bro-
adbent, em 1931, que a ciência da cefalometria se tornou 
padronizada. Esta forma sofi sticada de radiografi a permitiu 
ao profi ssional identifi car áreas problemáticas específi cas de 
desproporção craniofacial e planejar intervenções terapêuti-
cas detalhadas. Por meio das contribuições de investigadores 
como Brodie, Downs, Reidel, Steiner, Tweed e Ricketts, a 
aplicação clínica da cefalometria desenvolveu as técnicas que 
permitem a observação de discrepâncias na mandíbula, ma-
xila, dentes e tecido mole do perfi l facial.
O objetivo primário da análise cefalométrica é localizar a 
maloclusão a partir do traçado das estruturas ósseas e do te-
cido mole facial. A análise é realizada pelo uso de marcas 
cefalométricas padronizadas para construir linhas, ângulos e 
planos imaginários, que permitem as avaliações lineares e 
No estudo de um caso de maloclusão, não pense nos métodos de tratamento ou aparelhos até que o caso tenha sido classifi cado e 
todas as peculiaridades e variações do normal quanto ao tipo, oclusão e linhas faciais tenham sido plenamente compreendidas. 
Então, os requisitos e o planejamento adequado fi carão evidentes. 
—Edward H. Angle
Capítulo 26 ■ Cefalometria e Estética Facial: A Chave para o Planejamento do Tratamento Completo 525
que demonstrem deslocamento mandibular, assimetria fa-
cial, mordida cruzada posterior severa ou outros tipos de 
displasia óssea. A análise cefalométrica e um exame clínico 
abrangente e sistemático destes pacientes muitas vezes reve-
lam maloclusões acompanhadas por desvios mandibulares 
quando o paciente está em oclusão máxima.
A radiografi a PA é traçada da mesma forma que na radio-
grafi a lateral. A Figura 26-7 ilustra as importantes estruturas 
esqueléticas e dentárias que devem ser traçadas para uma 
análise precisa e completa.
PONTOS DE REFERÊNCIA PARA O 
TRAÇADO LATERAL
O valor do diagnóstico fi nal da análise cefalométrica de-
pende inicialmente da localização precisa dos pontos anatô-
micos e antropológicos (Fig. 26-8). Estes pontos são usados 
para construir as linhas, ângulos e planos adotados para fazer 
uma avaliação bidimensional das relações craniofaciais e 
dentárias do paciente. Ainda que cada análise seja concluída 
em duas dimensões, quando a análise lateral e a análise PA são 
consideradas ao mesmo tempo, uma simulação tridimensio-
nal emerge, para contribuir com o diagnósticogeral e para o 
plano de tratamento. Os pontos de referência a seguir são 
usados neste capítulo (Fig. 26-8):
Sela Túrcica (S ou Sela). O ponto médio da fossa hipofi -
sária. Esta é a área ovoide do osso esfenoide que contém 
a glândula pituitária.
Násio (N). Corresponde à junção externa da sutura fronto-
nasal no plano mediano. Se a sutura não for visível, este 
ponto será localizado na concavidade mais profunda dos 
dois ossos.
Orbitário (O). O ponto mais inferior na borda externa da 
órbita.
Ponto Condilar (Cd). O ponto mais superior da cabeça do 
processo condilar da mandíbula.
Espinha nasal anterior (ENA). O ponto situado na pro-
jeção mais anterior da extremidade da espinha nasal an-
terior no plano mediano.
Ponto A (subespinhal ou A). O ponto mais profundo do 
contorno da pré-maxila entre a ENA e a crista alveolar. 
Embora o ponto A possa mudar com o tratamento, ele 
representa o ponto mais anterior da maxila.
Ponto B (supramental ou B). O ponto mais profundo do 
contorno externo do processo alveolar da mandíbula 
entre a crista alveolar e o queixo. O ponto B delineia o 
ponto mais anterior da mandíbula no plano mediano.
Pogônio (Pg). O ponto mais anterior do contorno da sín-
fi se mandibular.
Mento (Me). O ponto mais inferior do contorno da sínfi se 
mandibular.
Gnátio (Gn). Ponto determinado pela bissetriz do ângulo 
formado pelos planos facial e mandibular.
Gônio (Go). Outro ponto determinado pela bissetriz do ân-
gulo formado por interseção de linhas tangentes à margem 
posterior do ramo ascendente e plano da mandíbula.
Articular (Ar). Ponto de interseção da margem posterior 
do ramo ascendente da margem mais externa da base do 
crânio.
Pório (Po). O ponto localizado na porção mais superior do 
meato acústico externo ou o ponto médio da margem 
superior da projeção radiográfi ca dos posicionadores au-
riculares (anel metálico) do cefalostato.
Básio (Ba). O ponto mais inferior e posterior no osso occipi-
tal que corresponde à margem anterior do forame magno.
Fissura pterigomaxilar (Ptm). Uma fi ssura em formato 
de lágrima da qual a parede posterior é criada pelas bor-
das anteriores dos processos pterigóideos do osso esfe-
noide e a parede anterior representa a borda posterior da 
maxila (tuberosidade maxilar). A ponta desta fi ssura in-
dica a extensão posterior da maxila.
Espinha nasal posterior (ENP). O ponto situado na ex-
tremidade posterior do osso palatino. Este ponto não é 
normalmente visível, mesmo em radiografi as laterais da 
cabeça bem expostas; portanto, ele é um ponto determi-
ZFE
I
I
ZFD
AGE
JE
AGD
ENA
JD
Me
Gn
Pg
1
1
6
6
A
O
N
S
Po
Ba
Cd Pt
CF
ENP
Ptm
Go
ENA
Me
Ar
B
Figura 26-7 Traçado cefalométrico frontal (posteroanterior) 
(ver também a Fig. 26-10). ENA, Espinha nasal anterior; I, 
Ponto I (incisivo); AGE, incisura antigoniana esquerda; JE, 
processo jugal da tuberosidade maxilar esquerdo; ZFE, 
sutura zigomaticofrontal esquerda; Me, mento; AGD, 
incisura antigoniana direita; JD, processo jugal da 
tuberosidade maxilar direito; ZFD, sutura zigomaticofrontal 
direita.
Figura 26-8 Traçado lateral com pontos de referência 
cefalométrica. (Adaptado do Dr. William W. Merow.)
Capítulo 26 ■ Cefalometria e Estética Facial: A Chave para o Planejamento do Tratamento Completo526
nado pela interseção da extensão da fossa ptérigopalatina 
e o assoalho nasal. Ela também indica o limite posterior 
da maxila.
Ponto Pt (Pt). É a interseção da borda inferior do forame 
redondo com a parede posterior da Ptm. 
Ponto CF (centro da face). É o ponto cefalométrico for-
mado pela interseção do plano horizontal de Frankfurt e 
uma linha perpendicular que passa pelo ponto Pt.
LINHAS, ÂNGULOS E PLANOS DE 
REFERÊNCIA
A avaliação linear é obtida quando dois pontos de referência 
são conectados. Medições angulares são possíveis quando 
três pontos são usados. Os planos (e algumas linhas) são na 
verdade imaginários, quando o traçado cefalométrico é visto, 
porque os planos estão em ângulos retos em relação ao tra-
çado e podem ser vistos apenas como uma linha do traçado 
bidimensional (Fig. 26-9). Na análise cefalométrica, o den-
tista deve acostumar-se a pensar em três dimensões enquanto 
observa uma representação bidimensional. Portanto, um 
ponto no traçado pode não ser apenas um ponto, mas tam-
bém representar uma linha (ou eixo). Uma linha no traçado 
pode, na verdade, ser uma linha (ou eixo), ou ela pode repre-
sentar um plano.
Diversas linhas ou planos são usados nas diferentes análi-
ses cefalométricas, ainda que uma linha ou plano geralmente 
sirva como referência principal sobre a qual a análise inteira 
se baseia. Duas referências comuns são o plano sela-násio 
(base anterior do crânio) e o plano horizontal de Frankfurt.
As unidades básicas da análise cefalométrica são os ângulos 
e as distâncias (linhas). As medidas podem ser tratadas como 
valores absolutos ou podem estar relacionadas entre si e ex-
pressas como proporções relativas. Estas medidas e inter-rela-
ções fornecem a estrutura básica para a descrição das anorma-
lidades craniofaciais. As defi nições a seguir ajudam a explicar 
os planos de referência usados neste capítulo (Fig. 26-9).
Plano horizontal de Frankfurt (HF). Este plano é ob-
tido pela união do ponto pório (Po) ao ponto orbitário 
(O) e representa o plano horizontal básico da cabeça.
Plano Sela-násio (SN). Este plano é representado por uma 
linha que liga o ponto sela (S) e o ponto násio (N). Ele 
representa a extensão AP da base craniana anterior. Este 
plano de referência é de valor diagnóstico questionável 
no prognatismo mandibular verdadeiro.
Plano oclusal (PO). Este plano separa os molares superiores 
e inferiores permanentes (ou os segundos molares decí-
duos em pacientes mais jovens) e passa através do contato 
entre os incisivos superiores e inferiores mais anteriores. 
Se os incisivos não estiverem em contato, a linha passa 
pelo meio, entre as bordas incisais. Idealmente, o PO é 
quase paralelo ao plano palatal (PP) e ao HF.
Plano facial (PF). Este plano é representado pela linha cons-
truída através do ponto násio (N), perpendicular ao HF.
Plano mandibular (PM). O plano mandibular é constru-
ído por uma tangente à borda inferior da mandíbula.
Plano pterigoide vertical (PTV). Este plano é represen-
tado por uma linha perpendicular ao HF, através do 
ponto Pt. Estudos mostraram que a interseção do HF e do 
PTV é extremamente estável, porque o crescimento tem 
pouco efeito neste ponto. Uma visão geral do cresci-
mento do paciente pode ser alcançada pela avaliação de 
radiografi as cefalométricas seriadas nas quais o HF e o 
PTV são superpostos. O PTV representa um plano básico 
de referência vertical.
Plano básio-násio (BN). Este plano passa através do ponto 
básio (Ba) e do ponto násio (N). Ele representa a base cra-
niana, sendo o plano divisório entre o crânio e a face.
Eixo facial (EF). Esta linha é construída a partir do ponto 
Pt, através do ponto gnátio. O EF cruza, idealmente, o BN 
em ângulo reto.
Plano palatal (PP). Este plano estende-se através da espi-
nha nasal anterior (ENA) e da espinha nasal posterior 
(ENP). A relação deste plano com o HF é útil ao se avaliar 
mudanças no tratamento que ocorram na maxila.
INTERPRETAÇÃO DAS MEDIDAS
Os objetivos da interpretação cefalométrica são resumidos 
desta forma:
1. Defi nir os tipos esqueléticos e faciais.
2. Avaliar a relação entre as bases ósseas maxilar e mandi-
bular.
3. Avaliar as relações dentárias (relação espacial entre os 
dentes, maxila, mandíbula e a base craniana).
4. Localizar a maloclusão dentro do complexo dentofacial e 
analisar sua origem (esquelética ou dentoalveolar).
5. Estudar o contorno facial do tecido mole, no que diz res-
peito à causa da maloclusão.
6. Considerar o impacto das diversas opções para correção 
da maloclusão no contorno facial, assim como nos com-
ponentes esqueléticos e dentários.
7. Facilitar a escolha de um plano de tratamento.
8. Avaliar os resultados dos diversos procedimentos cirúrgi-cos para o tecido mole.
AVALIAÇÃO CEFALOMÉTRICA LATERAL
ESQUELÉTICA MAXILAR
SNA: O ângulo entre o plano SN e a linha formada pelos 
pontos N-A
Norma clínica: 82 graus
PO
N
S
SN
HF
PP
PF
BN
Po
Ba
EF
ENP
PTV
PM
ENA
Figura 26-9 Linhas e planos de referência cefalométrica. 
(Adaptada do Dr. William W. Merow.)
p
ç
M
9
www.elsevier.com.br
Classificação de Arquivo Recomendada
ODONTOPEDIATRIA
McDonald e Avery
ODONTOPEDIATRIA 
para crianças e adolescentes 
9ª Edição
 
Aperfeiçoe os cuidados na Odontopediatria com as últimas 
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Com um texto pioneiro na Odontopediatria, esta obra de referência oferece 
excelente cobertura do cuidado bucal para bebês, crianças e adolescentes. 
Ele contém as mais recentes recomendações de diagnóstico e de tratamento. 
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Odontologia restauradora, manejo da fissura labial e palatina e prótese estética.
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infecções da cabeça e do pescoço e condições médicas no paciente pediátrico.
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comprometidos ajuda você a oferecer um cuidado mais efetivo.
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todos os principais tratamentos pediátricos em prótese, Odontologia restauradora, 
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rios, selantes de fóssulas e fissuras e manejo da fissura labial e palatina.
 Discussões práticas incluem manejo e como lidar com o abuso e a negligência infantil.pela Universidade de Berna, Suíça
Professor Adjunto da Disciplina de Odontopediatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
José de Albuquerque Calasans Maia (Cap. 26)
Mestre e Doutor em Odontologia (Ortodontia) pela UFRJ
Professor Adjunto de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da UFF/PUNF 
José de Assis Silva Júnior (Cap. 1)
Especialista em Estomatologia (UFRJ)
Mestre e Doutorando em Patologia (UFF)
Luciana Pomarico (Cap. 12)
Especialista, Mestre e Doutora em Odontopediatria pela Faculdade de Odontologia da UFRJ
Pós-Doutorado pela UFRJ
Professora Adjunto da Faculdade de Odontologia da UFF/PUNF
viiTradução
Marcia de Mello Provenzano (Cap. 5 [parte])
Especialista em Radiologia Oral pela Faculdade de Odontologia da UERJ
Mestre e Doutoranda em Diagnóstico Bucal – Área de Concentração em Radiologia pela Faculdade de Odontologia da USP
Marlus Roberto Rodrigues Cajazeira (Cap. 22)
Professor Assistente da Disciplina de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da UFF/PUNF
Especialista em Odontopediatria pela UFF
Mestre em Odontopediatria pela UERJ
Michelle Mikhael Ammari (Cap. 30)
Cirurgiã-dentista Odontopediatria
Mônica Simões Israel (Cap. 8 e Índice)
Especialista em Estomatologia (UFRJ)
Mestre e Doutora em Patologia (UFF)
Professora de Estomatologia da UERJ
Patricia Nivoloni Tannure (Cap. 27)
Especialista em Odontopediatria pela UERJ
Mestre e Doutoranda em Odontopediatria pela UFRJ
Professora da Disciplina de Odontopediatria da Universidade Veiga de Almeida (UVA)
Rafael de Lima Pedro (Cap. 14)
Especialista em Odontopediatria pela UFRJ
Mestre e Doutorando em Odontologia (Odontopediatria) pela UFRJ
Professor Convidado do Programa de Treinamento Teórico e Prático em Odontopediatria pela UFRJ 
Roberta Barcelos (Cap. 9)
Especialista, Mestre e Doutora em Odontopediatria pela Faculdade de Odontologia da UFRJ
Professora Adjunto da Faculdade de Odontologia da UFF/PUNF 
Christopher Edward Belcher, MD
Director
Pediatric Infectious Diseases
Infectious Diseases of Indiana
Indianapolis, Indiana
Ronald A. Bell, DDS, Med
Professor of Pediatric Dentistry and Orthodontics
College of Dental Medicine
Medical University of South Carolina
Charleston, South Carolina
Jeffrey D. Bennett, DMD
Professor and Chair
Department of Oral Surgery and Hospital Dentistry
Indiana University School of Dentistry
Indianapolis, Indiana
Diplomate, American Board of Oral and Maxillofacial
 Surgeons (ABOMS)
Diplomate, National Dental Board of Anesthesiology
Fellow, American Association of Oral and Maxillofacial
Surgeons (AAOMS)
Fellow, American Dental Society of Anesthesiology
 (ADSA)
David T. Brown, DDS, MS
Chair and Professor
Department of Restorative Dentistry
Indiana University School of Dentistry
Indianapolis, Indiana
David A. Bussard, DDS, MS
Associate Clinical Professor
Department of Oral and Maxillofacial Surgery
Indiana University School of Dentistry
Indiana Oral and Maxillofacial Surgery Associates
Indianapolis, Indiana
Judith R. Chin, DDS, MS
Associate Professor
Department of Pediatric Dentistry
Indiana University School of Dentistry
Indianapolis, Indiana
Robert J. Cronin, Jr., DDS, MS
Professor and Director, Graduate Division
Department of Prosthodontics
The University of Texas Health Science Center at
San Antonio Dental School
San Antonio, Texas
Murray Dock, DDS, MSD, RPh
Associate Professor of Clinical Pediatrics
University of Cincinnati, School of Medicine
Division of Pediatric Dentistry
Cincinnati Children’s Hospital Medical Center
Cincinnati, Ohio
Burton L. Edelstein, DDS, MPH
Professor of Dentistry and Health Policy Management
Department of Community Health
College of Dental Medicine
Columbia University Medical Center
New York, New York
Robert J. Feigal, DDS, PhD*
Professor and Chair, Department of Preventive
 Sciences
School of Dentistry, University of Minnesota
Minneapolis, Minnesota
Donald J. Ferguson, DMD, MSD
Dean and Professor of Orthodontics
Nicolas and Asp College of Postgraduate Dentistry
Dubai Healthcare City
Dubai, United Arab Emirates
Elie M. Ferneini, DMD, MD, MHS
Oral and Maxillofacial Surgeon
Clinical Instructor, University of Connecticut
Private Practice
Greater Waterbury OMS
Waterbury, Connecticut
Charles J. Goodacre, DDS, MSD
Professor and Dean
School of Dentistry
Loma Linda University
Loma Linda, California
Ann Page Griffi n, BA
Clinical Associate Professor
Department of Family Medicine
East Carolina University School of Medicine
Co-Chairman, Board
Practicon, Inc.
Greenville, North Carolina
*Falecido
Colaboradores
ix
x Colaboradores
James K. Hartsfi eld, Jr., DMD, MS, MMSc,
PhD, FACMG
Professor and E. Preston Hicks Endowed Chair in
Orthodontics and Oral Research
University of Kentucky College of Dentistry
Lexington, Kentucky
Roberta A. Hibbard, MD
Professor of Pediatrics
Indiana of University School of Medicine
Indianapolis, Indiana
Randy A. Hock, MD, PhD, MMM
Presbyterian Blume Pediatric Hematology & Oncology
 Clinic
Presbyterian Novant Medical Group
Charlotte, North Carolina
Donald V. Huebener, DDS, MS, MAEd
Professor, Plastic and Reconstructive Surgery
Department of Surgery, School of Medicine
Washington University, St. Louis, Missouri
Professor, Pediatric Dentistry
School of Dental Medicine
Southern Illinois University
Alton, Illinois
Christopher V. Hughes, DMD, PhD
Associate Professor and Chair
Department of Pediatric Dentistry
Henry M. Goldman School of Dental Medicine
Boston University
Boston, Massachusetts
Charles E. Hutton, DDS
Emeritus Professor of Oral and Maxillofacial Surgery
Indiana University School of Dentistry
Indianapolis, Indiana
Vanchit John, DDS, MSD, MDS, BDS
Chairperson, Associate Professor and Director
Department of Predoctoral Periodontics
Indiana University School of Dentistry
Indianapolis, Indiana
James E. Jones, DMD, MSD, EdD, PhD
Professor and Chair
Department of Pediatric Dentistry
Indiana University School of Dentistry
James Whitcomb Riley Hospital for Children
Indianapolis, Indiana
Joan E. Kowolik, BDS, LDS, RCS
Associate Professor of Pediatric Dentistry
Department of Pediatric Dentistry
Indiana University School of Dentistry
Indianapolis, Indiana
John T. Krull, DDS
Assistant Professor
Department of Pediatric Dentistry
Indiana University School of Dentistry
Private Practice of Orthodontics
Indianapolis, Indiana
George E. Krull, DDS
Private Practice of Pediatric Dentistry
Clarkston, Michigan
Thomas H. Lapp, DDS, MS
Clinical Assistant Professor of Oral and Maxillofacial
 Surgery
Indiana University School of Dentistry
Oral and Maxillofacial Surgeon
Private Practice
Indianapolis, Indiana
Jasper L. Lewis, DDS, MS
Clinical Assistant Professor
Department of Pediatric Dentistry
University of Tennessee College of Dentistry
Memphis, Tennessee
Clinical Professor, Department of Surgery
Chief of the Division of Dentistry
Clinical Assistant Professor
Department of Family Medicine
School of Medicine, East Carolina University
Private Practice of Pediatric Dentistry
Greenville, North Carolina
James L. McDonald, Jr., PhD
Emeritus Professor of Oral Biology
Indiana University School of Dentistry
Indianapolis, Indiana
John S. McDonald, DDS, MS, FACD
Volunteer Professor
Departments of Surgery and Anesthesia
Volunteer Associate Professor
Department of Pediatrics
Division of Pediatric Dentistry
College of Medicine, University of Cincinnati
Cincinnati, Ohio
Private Practice of Oral and Maxillofacial
 Pathology/Head and Neck Pain
Cincinnati, Ohio
Dale A. Miles, BA, DDS, MS, FRCD(C), Dip.
ABOM, Dip. ABOMR
Adjunct Professor
University of Texas Health Science Center at San
 Antonio
San Antonio, Texas
Adjunct Professor
Arizona School of Dentistry and Oral Health
Mesa, Arizona
CEO, Digital Radiographic Solutions
Fountain Hills, Arizona
B. Keith Moore, PhD
Professor Emeritus
Indiana University School of Dentistry
Division of Dental Materials
Department of Restorative Dentistry
Indianapolis, Indiana
xiColaboradores
Edwin T. Parks, DMD, MS
Professor of Diagnostic Sciences
Indiana University School of Dentistry
Indianapolis, IndianaLaura Romito, DDS, MS
Associate Professor of Oral Biology
Indiana University School of Dentistry
Indianapolis, Indiana
Alan Michael Sadove, MD
Private Practice of Esthetic Surgery
Meridian Plastic Surgeons and Medical Skin Care
Indianapolis, Indiana
Brian J. Sanders, DDS, MS
Professor of Pediatric Dentistry
Director, Riley Dental Clinic
Director, Advanced Education Program in Pediatric
 Dentistry
Indianapolis, Indiana
Amy D. Shapiro, MD
Co-Medical Director and Pediatric Hematologist
Indiana Hemophilia and Thrombosis Center
Indianapolis, Indiana
Jenny I. Stigers, DMD
Associate Professor
University of Kentucky College of Dentistry
Lexington, Kentucky
George K. Stookey, MSD, PhD
Distinguished Professor Emeritus of Preventive
 and Community Dentistry
Indiana University School of Dentistry
Indianapolis, Indiana
James A. Weddell, DDS, MSD
Associate Professor of Pediatric Dentistry
Indiana University School of Dentistry
James Whitcomb Riley Hospital for Children
Indianapolis, Indiana
Gerald Z. Wright, DDS, MSD, FRCD(C),
Dip. Amer. Brd
Professor Emeritus
University of Western Ontario
London, Ontario, Canada
Secretary General
International Association of Paediatric Dentistry
Karen M. Yoder, MSD, PhD
Professor and Director
Division of Community Dentistry
Department of Preventative and Community Dentistry
Indiana University School of Dentistry
Indianapolis, Indiana
Agradecimentos
xiii
Um livro-texto pode ser planejado e escrito somente com o 
interessado apoio, estímulo e concretas contribuições de vá-
rias pessoas. Por isso, é um privilégio agradecer à assistência 
de outros na preparação deste texto. Em primeiro lugar, gos-
taríamos de agradecer aos muitos autores e coautores que 
tornaram possível esta 9ª edição. Donna Bumgardner cuidou 
da preparação do manuscrito e da valiosa assistência edito-
rial. Mark Dirlam, Kyla Jones, Terry Wilson e Tim Centers 
prestaram assistência às novas ilustrações. Nossa excelente 
equipe da biblioteca foi incansável em nos ajudar em tudo o 
que era possível, e a ajuda de Janice Cox, Barbara Gushro-
wski, Keli Schmidt, Mike Delporte e Sue Hutchinson foi 
muito apreciada. Somos gratos também à equipe da Elsevier 
que nos forneceu valiosa assistência e orientação na publica-
ção desta 9ª edição; especiais agradecimentos a John Dolan, 
Editor Executivo; Joslyn Dumas, Editor Associado de Desen-
volvimento; e Andrea Campbell, Gerente Sênior de Projetos.
As faculdades de Odontopediatria e outras disciplinas da 
Indiana University contribuíram substancialmente com este 
trabalho de diversas maneiras. Nós apreciamos verdadeira-
mente a vontade de compartilhar informações relevantes para 
a precisão científi ca dos manuscritos. Em particular, agrade-
cemos aos Drs. Michael Baumgartner, John Emhardt, Mar-
gherita Fontana, Gopal Krishna, Dongmei Liu, Charles Pale-
nik, Phillip Pate, Jeffrey Platt, Paul Walker e Susan Zunt. 
Muitos estudantes de pós-graduação em Odontopediatria e 
equipes auxiliares nos ajudaram de diversas formas. O estí-
mulo e o apoio de todos os membros de nossas famílias ga-
rantiram nossa decisão de concluir esta tarefa quando parecia 
que não seria possível. Estendemos nossos sinceros agradeci-
mentos a todos que contribuíram para que conseguíssemos 
levar este projeto a sua bem-sucedida conclusão.
Sumárioxiv
Apresentação
xiv
A 9ª edição de McDonald e Avery – Odontopediatria para 
Crianças e Adolescentes apresenta as atuais recomendações 
de diagnósticos e de tratamento baseadas em pesquisas, ex-
periência clínica e literatura atualizada. Esta nova edição se-
gue a mesma estrutura básica e formato das edições anterio-
res. Os colaboradores que se juntaram a nós na preparação 
desta última revisão expressam uma mesma fi losofi a e a abor-
dagem dos mais modernos conceitos da Odontologia para 
criança e adolescente. As informações contidas aqui são rele-
vantes à ciência e à prática contemporânea da Odontopedia-
tria. Este livro-texto foi concebido para ajudar os estudantes 
da graduação em Odontologia e pós-graduação em Odonto-
pediatria, oferecendo informação efi ciente e completa a res-
peito dos cuidados de saúde bucal para bebês, crianças, ado-
lescentes e os pacientes clinicamente comprometidos. Este 
livro também oferece aos cirurgiões-dentistas experientes 
informações de referência relativas aos novos desenvolvi-
mentos e técnicas.
Esta 9ª edição representa uma importante revisão, com 
acréscimos em três campos principais. Talvez o mais notável 
seja a adição de ilustrações coloridas ao longo de todo o livro, 
que enriquece a qualidade estética do material. Por fi m, dife-
rentes campos importantes foram melhorados em cada capí-
tulo durante esta revisão. Os mais notáveis melhoramentos 
nos capítulos incluem:
• O Capítulo 3 foi submetido a uma signifi cativa revisão 
com o acréscimo de um novo autor e oferece nosso atual 
conhecimento sobre abordagem não farmacológica do 
comportamento do paciente pediátrico.
• O Capítulo 5 foi enriquecido com uma seção de radiogra-
fi as digitais com material relativo à tomografi a computa-
dorizada de feixe cônico tridimensional, um segmento 
novo e interessante no diagnóstico odontológico.
• O Capítulo 6, em adição à discussão sobre a crescente li-
gação entre doenças bucais e genéticas, inclui uma dis-
cussão interessante sobre a conexão entre agenesia dentá-
ria e o diagnóstico do câncer.
• O Capítulo 8 contém novas informações importantes 
sobre patologias bucais na infância.
• Dois novos autores contribuíram na reescrita do Capítulo 
10, o mais importante capítulo relativo à cárie dentária, e 
do Capítulo 12, sobre considerações nutricionais para o 
paciente odontopediátrico.
• Os Capítulos 13, 20 e 21 tiveram a inclusão de novos 
autores à lista de colaboradores, o que possibilitou uma 
visão aprimorada dos seus tópicos.
• O Capítulo 20, em particular, teve o acréscimo de vários 
novos casos relativos ao traumatismo à dentição.
• O Capítulo 27, sobre a supervisão do desenvolvimento da 
oclusão, foi signifi cativamente reescrito, com muitos ca-
sos acrescentados para ilustrar os princípios básicos en-
volvidos.
• Os Capítulos 29 e 30, ambos sobre prática de manejo e 
saúde bucal na comunidade, foram bastante revisados. 
Além disso, um novo autor foi acrescentado ao Capítulo 
30, possibilitando grande revisão e mais informação so-
bre acesso ao cuidado odontológico para as crianças.
• Por fi m, o Capítulo 31 é uma revisão do capítulo sobre 
cirurgia bucal pediátrica de algumas edições anteriores, 
que retornou a pedido dos leitores.
Novamente, agradecemos aos nossos autores colaboradores 
por toda sua dedicação e trabalho nesta 9ª edição.
Ralph E. McDonald
David R. Avery
Jeffrey A. Dean
Sumário xv
Sumário
xv
1. Exame da Boca e Outras Estruturas 
Relevantes, 1
Ralph E. McDonald, David R. Avery e 
Jeffrey A. Dean
2. Abuso e Negligência à Criança, 19
Roberta A. Hibbard e Brian J. Sanders
3. Controle não Farmacológico do 
Comportamento de Crianças, 27
Gerald Z. Wright e Jenny I. Stigers
4. Desenvolvimento e Morfologia dos 
Dentes Decíduos, 41
Ralph E. McDonald, David R. Avery
5. Técnicas Radiográfi cas, 47
Dale A. Miles e Edwin T. Parks
6. Genética Clínica para o Profi ssional da 
Odontologia, 64
James K. Hartsfi eld, Jr. e David Bixler
7. Alterações Adquiridas e de 
Desenvolvimento dos Dentes e 
Estruturas Bucais Associadas, 85
Ralph E. McDonald, David R. Avery e 
James K. Hartsfi eld, Jr.
8. Tumores dos Tecidos Moles Orais e 
Cistos e Tumores Ósseos, 125
John S. McDonald
9. Erupção dos Dentes: Fatores Locais, 
Sistêmicos e Congênitos que 
Infl uenciam o Processo, 148
Ralph E. McDonald, David R. Avery e 
Jeffrey A. Dean
10. Cárie Dentária na Criança e no 
Adolescente, 174
Ralph E. McDonald, David R. Avery, 
George K. Stookey, Judith R. Chin e 
Joan E. Kowolik
11. Métodos Mecânicos e 
Quimioterapêuticos de Higiene Bucal 
Domiciliar, 201
Jeffrey A. Dean e Christopher V. Hughes
12. Considerações Nutricionais para o 
Paciente Odontopediátrico, 219
Laura Romitoe James L. McDonald, Jr.
13. Anestesia Local e Controle da Dor 
para a Criança e o Adolescente, 237
Ralph E. McDonald, David R. Avery, 
Jeffrey A. Dean e James E. Jones
14. Abordagem Farmacológica do 
Comportamento do Paciente, 249
Murray Dock
15. Serviços Dentários Hospitalares e o 
Uso da Anestesia Geral para 
Crianças, 273
James A. Weddell e James E. Jones
16. Materiais Dentários, 292
B. Keith Moore
17. Selantes de Fóssulas e Fissuras e 
Restaurações Preventivas em Resina, 
309
Brian J. Sanders, Robert J. Feigal* e 
David R. Avery
*Falecido
Sumárioxvi
18. Dentística Restauradora, 318
Ralph E. McDonald, David R. Avery e 
Jeffrey A. Dean
19. Tratamento de Lesão Cariosa 
Profunda, Exposição Pulpar Vital e 
Dentes Desvitalizados, 340
Ralph E. McDonald, David R. Avery e 
Jeffrey A. Dean
20. Gengivite e Doença Periodontal, 363
Ralph E. McDonald, David R. Avery, 
James A. Weddell, Vanchit John
21. Manejo de Trauma nos Dentes e nos 
Tecidos de Sustentação, 399
Ralph E. McDonald, David R. Avery, 
Jeffrey A. Dean e James E. Jones
22. Tratamento Protético do Paciente 
Adolescente, 439
Robert J. Cronin, Jr., David T. Brown e 
Charles J. Goodacre
23. Problemas Odontológicos em 
Crianças com Necessidades 
Especiais, 456
James A. Weddell, Brian J. Sanders e 
James E. Jones
24. Manejo do Paciente Sistemicamente 
Comprometido: Desordens 
Hematológicas, Câncer, Hepatite e 
Aids, 483
Brian J. Sanders, Amy D. Shapiro, 
Randy A. Hock, James A. Weddell e 
Christopher Edward Belcher
25. Crescimento da Face e dos Arcos 
Dentários, 506
Donald J. Ferguson
26. Cefalometria e Estética Facial: A 
Chave para o Planejamento do 
Tratamento Completo, 521
John T. Krull, George E. Krull, Thomas H. Lapp e 
David A. Bussard
27. Supervisionando o Desenvolvimento 
da Oclusão, 545
Ronald A. Bell, Jeffrey A. Dean, 
Ralph E. McDonald e David R. Avery
28. A Abordagem da Equipe 
Multidisciplinar no Manejo do 
Paciente com Fissuras Labial e 
Palatina, 610
James E. Jones, Alan Michael Sadove, 
Jeffrey A. Dean e Donald V. Huebener
29. Administração da Clínica, 634
Ann Page Griffi n e Jasper L. Lewis, Jr.
30. A Criança no Contexto da Família, 
da Comunidade e da Sociedade, 659
Karen M. Yoder e Burton L. Edelstein
31. Cirurgia Bucal para o Paciente 
Pediátrico, 668
Elie M. Ferneini, Charles E. Hutton e 
Jeffrey D. Bennett
41
CAPÍTULO 4
Desenvolvimento e Morfologia dos 
Dentes Decíduos
▲ Ralph E. McDonald e David R. Avery
CICLO VITAL DO DENTE
Iniciação (Estágio de Botão)
Proliferação (Estágio de Capuz)
Histodiferenciação e 
Morfodiferenciação (Estágio de 
Campânula)
Aposição
Calcifi cação
INÍCIO DO DESENVOLVIMENTO E 
MINERALIZAÇÃO DOS DENTES 
DECÍDUOS ANTERIORES
INÍCIO DO DESENVOLVIMENTO E DA 
MINERALIZAÇÃO DOS DENTES 
DECÍDUOS POSTERIORES E DO 
PRIMEIRO MOLAR PERMANENTE
MORFOLOGIA INDIVIDUAL DOS 
DENTES DECÍDUOS 
Incisivo Central Superior
Incisivo Lateral Superior
Canino Superior
Incisivo Central Inferior
Incisivo Lateral Inferior
Canino Inferior
Primeiro Molar Superior
Segundo Molar Superior
Primeiro Molar Inferior
Segundo Molar Inferior
DIFERENÇAS MORFOLÓGICAS ENTRE 
DENTES DECÍDUOS E 
PERMANENTES
TAMANHO E MORFOLOGIA DA 
CÂMARA PULPAR DO DENTE 
DECÍDUO
SUMÁRIO DO CAP ÍTULO
E ste capítulo apresenta uma pequena revisão do desen-
 volvimento dos dentes. Uma cronologia acurada da 
 calcifi cação do dente decíduo é de signifi cância clínica 
para o cirurgião-dentista. Frequentemente é necessário expli-
car aos pais a sequência de tempo da calcifi cação no útero e 
durante a infância. A observação comum da pigmentação por 
tetraciclina, defeitos de desenvolvimento do esmalte e anoma-
lias hereditárias generalizadas podem ser explicadas se as eta-
pas da calcifi cação forem conhecidas. Uma breve discussão da 
morfologia dos dentes decíduos também é apropriada antes de 
se considerar procedimentos restauradores para crianças.
Uma revisão completa está disponível nos textos de refe-
rência em histologia oral, anatomia dental e anatomia do 
desenvolvimento listados no fi nal do capítulo. Ademais, cien-
 tistas contemporâneos estão rapidamente adquirindo conhe-
cimento do desenvolvimento dentário em nível molecular. 
Sugerimos que leitores com interesse especial nos eventos 
moleculares do desenvolvimento do dente estudem as refe-
rências listadas por Smith1 e por Miletich e Sharpe.2
CICLO VITAL DO DENTE
INICIAÇÃO (ESTÁGIO DE BOTÃO)
Evidência de desenvolvimento do dente humano pode ser 
observada logo na sexta semana de vida embrionária. Células 
na camada basal do epitélio bucal proliferam em uma taxa 
mais rápida que as células vizinhas. O resultado é um espessa-
mento epitelial na região das futuras arcadas dentárias que se 
estende ao longo de toda a margem livre das arcadas. Esse 
espessamento é chamado primórdio da porção ectodérmica 
dos dentes, e o que resulta é chamada lâmina dentária. Ao 
mesmo tempo, surgem 10 tumefações esféricas ou ovoides em 
cada arcada na posição a ser ocupada pelos dentes decíduos.
Determinadas células da camada basal começam a proli-
ferar em um ritmo mais rápido que as células vizinhas (Fig. 
4-1A). Essas células em proliferação contêm todo o potencial 
de crescimento dos dentes. Os molares permanentes, assim 
como os dentes decíduos, surgem da lâmina dentária. Os 
incisivos permanentes, caninos e pré-molares se desenvol-
vem a partir dos botões de seus antecessores decíduos. A au-
sência congênita de um dente é o resultado de uma falta de 
iniciação ou interrupção na proliferação das células. A pre-
sença de dentes supranumerários é o resultado de um brota-
mento continuado do órgão do esmalte.
PROLIFERAÇÃO (ESTÁGIO DE CAPUZ) 
A proliferação das células continua durante a fase de capuz. 
Como resultado de um crescimento desigual nas diferentes 
partes do botão, forma-se um capuz (Fig. 4-1B). Surge uma 
invaginação rasa na superfície profunda do botão. As células 
periféricas do capuz mais tarde formam os epitélios externo 
e interno do esmalte.
Como ocorre quando há uma defi ciência na iniciação, 
uma defi ciência na proliferação resulta no fracasso de desen-
volvimento do germe dentário e em um número menor de 
dentes que o normal. A proliferação excessiva de células pode 
resultar na presença de restos epiteliais. Esses restos podem 
permanecer inativos ou se tornar ativos em consequência de 
uma irritação ou estímulo. Se as células se tornarem parcial-
mente diferenciadas ou destacadas do órgão do esmalte em 
seu estágio de diferenciação parcial, assumem as funções se-
Capítulo 4 ■ Desenvolvimento e Morfologia dos Dentes Decíduos 43
ram que logo com 15½ semanas, o vértice da cúspide mesio-
vestibular pode sofrer calcifi cação. Em aproximadamente 34 
semanas, toda a superfície oclusal está recoberta por tecido 
calcifi cado. Ao nascimento, a calcifi cação inclui três quartos 
da altura oclusocervical da coroa. 
O segundo molar decíduo superior também aparece ma-
croscopicamente por volta das 12½ semanas de vida no útero. 
Há evidência de calcifi cação da cúspide mesiovestibular já 
com 19 semanas. Ao nascimento, a calcifi cação se estende até 
cerca de um quarto da altura oclusocervical da coroa.
O primeiro molar decíduo inferior inicialmente se torna 
evidente macroscopicamente em torno de 12 semanas no 
útero. A calcifi cação pode ser observada logo com 15½ sema-
nas, no vértice da cúspide mesiovestibular. Ao nascimento, um 
capuz completamente calcifi cado cobre a superfície oclusal.
O segundo molar decíduo inferior também se torna evi-
dente macroscopicamente em 12½ semanas no útero. De 
acordo com Kraus e Jordan, a calcifi cação pode ter início em 
18 semanas.3 Na ocasião do nascimento, os cinco centros 
coalesceram e apenas uma pequena área de tecido não calci-
fi cado permanece no meio da superfície oclusal. Há cúspides 
cônicas afi adas, cristas angulares e uma superfície oclusal lisa, 
tudo isso indicando que a mineralização dessas áreas está 
incompleta ao nascimento. Assim, há uma sequência de mi-
neralização do incisivo central, primeiro molar,incisivo late-
ral, canino e segundo molar.
O trabalho de Kraus e Jordan indica que os segundos 
molares decíduos e os primeiros molares permanentes vizi-
nhos passam por padrões idênticos de morfodiferenciação, 
porém em períodos de tempo diferentes, e que o desenvolvi-
mento inicial do primeiro molar permanente ocorre ligeira-
mente mais tarde. Sua pesquisa também mostrou que os 
primeiros molares permanentes não estão calcifi cados antes 
de 28 semanas de idade; a qualquer momento, daí em diante, 
a mineralização pode começar. Algum grau de calcifi cação 
está sempre presente ao nascimento.
MORFOLOGIA INDIVIDUAL DOS 
DENTES DECÍDUOS 
INCISIVO CENTRAL SUPERIOR
A largura mesiodistal da coroa do incisivo central superior é 
maior que o comprimento cervicoincisal. As linhas em de-
senvolvimento geralmente não são evidentes na coroa; dessa 
forma, a superfície vestibular é lisa. A borda incisal é quase 
reta antes mesmo da abrasão se tornar evidente. Há cristas 
marginais bem desenvolvidas na superfície lingual e um cín-
gulo nitidamente desenvolvido (Figs. 4-2 e 4-3). A raiz do 
incisivo é cônica com lados estreitos.
INCISIVO LATERAL SUPERIOR
O contorno do incisivo lateral superior é semelhante ao do 
incisivo central, porém a coroa é menor em todas as dimen-
sões. O comprimento cervicoincisal da coroa é maior do que a 
largura mesiodistal. O contorno da raiz é semelhante à do in-
cisivo central, porém é mais comprida em proporção à coroa. 
CANINO SUPERIOR
A coroa do canino superior é mais constrita na região cervical 
que na dos incisivos, e as superfícies incisal e distal são mais 
convexas. Há uma cúspide afi ada bem desenvolvida em lugar 
de uma borda incisal relativamente reta. O canino possui 
uma raiz longa, delgada, afi lada, que possui o dobro do com-
primento da coroa. A raiz em geral é inclinada distalmente, a 
partir do terço médio para o terço apical.
INCISIVO CENTRAL INFERIOR
O incisivo central inferior é menor que o incisivo central 
superior, porém sua medida vestibulolingual é geralmente 
apenas 1 mm menor. O aspecto vestibular apresenta uma 
superfície achatada sem sulcos de desenvolvimento. A super-
fície lingual apresenta cristas marginais e um cíngulo. Os 
terços médio e incisal da superfície lingual podem ter um 
nível de superfície achatado com as cristas marginais, ou 
pode haver uma ligeira concavidade. A borda incisal é reta e 
divide a coroa no sentido vestibulolingual. A raiz tem apro-
ximadamente o dobro do comprimento da coroa.
INCISIVO LATERAL INFERIOR
O contorno do incisivo lateral inferior é semelhante ao do 
incisivo central, porém é um pouco maior em todas as dimen-
sões, exceto no sentido vestibulolingual. A superfície lingual 
pode ter maior concavidade entre as cristas marginais. A 
borda incisal inclina-se para o aspecto distal do dente.
CANINO INFERIOR
A forma do canino inferior é semelhante à do canino supe-
rior, com poucas exceções. A coroa é ligeiramente menor e a 
raiz pode ser até 2 mm mais curta do que a do canino supe-
C B A
F E D
Figura 4-2 Dentes decíduos anteriores, lado direito, face 
vestibular. A, Incisivo central superior. B, Incisivo lateral 
superior. C, Canino superior. D, Incisivo central inferior. 
E, Incisivo lateral inferior. F, Canino inferior. (De Nelson SJ: 
Wheeler’s dental anatomy, physicology, and occlusion, ed 9, 
Philadelphia, 2010, WB Saunders.)
Capítulo 4 ■ Desenvolvimento e Morfologia dos Dentes Decíduos44
rior. O canino inferior não é tão largo no sentido vestibulo-
lingual quanto seu oponente superior.
PRIMEIRO MOLAR SUPERIOR
A maior dimensão da coroa do primeiro molar superior está 
nas áreas de contato mesiodistais e, destas áreas, a coroa con-
verge em direção à região cervical (Figs. 4-4 a 4-6).
A cúspide mesiolingual é a maior e mais pontiaguda. A 
cúspide distolingual é pobremente defi nida, pequena e arre-
dondada. A superfície vestibular é lisa, com pouca evidência 
de sulcos de desenvolvimento. As três raízes são alongadas, 
delgadas e bem separadas.
SEGUNDO MOLAR SUPERIOR
Há uma considerável semelhança entre o segundo molar su-
perior decíduo e o primeiro molar superior permanente. Há 
duas cúspides vestibulares bem defi nidas, com um sulco de 
desenvolvimento entre eles. A coroa do segundo molar é 
consideravelmente maior do que a do primeiro molar.
A bifurcação entre as raízes vestibulares fi ca próxima à 
região cervical. As raízes são mais longas e grossas do que as 
do primeiro molar decíduo, e a raiz palatina é maior e mais 
grossa comparada às outras raízes (Figs. 4-4 e 4-5).
A superfície lingual possui três cúspides: a cúspide mesio-
lingual, que é grande e bem desenvolvida; a cúspide distolin-
gual, e uma terceira e menor cúspide suplementar (tubérculo 
de Carabelli). Um sulco bem defi nido separa a cúspide mesio-
lingual da cúspide distolingual. Na superfície oclusal, uma 
CBA
FED
AB
CD
BA
DC
Figura 4-3 Dentes decíduos anteriores, lado direito, face 
lingual. A, Incisivo central superior. B, Incisivo lateral 
superior. C, Canino superior. D, Incisivo central inferior. 
E, Incisivo lateral inferior. F, Canino inferior. (De Nelson SJ: 
Wheeler’s dental anatomy, physicology, and occlusion, ed 9, 
Philadelphia, 2010, WB Saunders.)
Figura 4-4 Molares decíduos, lado direito, face vestibular. 
A, Primeiro molar superior. B, Segundo molar superior. 
C, Primeiro molar inferior. D, Segundo molar inferior. 
(De Nelson SJ: Wheeler’s dental anatomy, physicology, and 
occlusion, ed 9, Philadelphia, 2010, WB Saunders.)
Figura 4-5 Molares decíduos, lado direito, face lingual. 
A, Primeiro molar superior. B, Segundo molar superior. 
C, Primeiro molar inferior. D, Segundo molar inferior. 
(De Nelson SJ: Wheeler’s dental anatomy, physicology, and 
occlusion, ed 9, Philadelphia, 2010, WB Saunders.)
Capítulo 4 ■ Desenvolvimento e Morfologia dos Dentes Decíduos 45
crista oblíqua proeminente conecta a cúspide mesiolingual 
com a cúspide distovestibular (Fig. 4-7).
PRIMEIRO MOLAR INFERIOR
Diferentemente dos demais dentes decíduos, o primeiro mo-
lar decíduo não se assemelha a nenhum dos dentes perma-
nentes. O contorno mesial do dente, quando visto do aspecto 
vestibular, é quase reto da área de contato à região cervical. 
A área distal do dente é menor do que a área mesial.
As duas cúspides vestibulares distintas não apresentam 
evidência de um sulco de desenvolvimento entre elas; a cús-
pide mesial é a maior das duas. 
Há uma convergência lingual pronunciada da coroa na 
face mesial, com um contorno romboide presente na face 
distal. A cúspide mesiolingual é longa e afi ada na ponta; um 
sulco de desenvolvimento separa essa cúspide da cúspide 
distolingual, que é arredondada e bem desenvolvida. A crista 
marginal mesial é bem desenvolvida, a ponto de parecer com 
outra pequena cúspide lingual. Quando o dente é visto pela 
face mesial, há uma curvatura muito pronunciada na vesti-
bular, no terço cervical. O comprimento da coroa é maior na 
área mesiovestibular do que na área mesiolingual; assim, a 
linha cervical inclina-se para cima, da superfície vestibular 
para a lingual.
As raízes afi ladas e mais longas se afastam consideravel-
mente a partir do terço apical, estendendo-se para além do 
contorno da coroa. A raiz mesial, quando vista pela face me-
sial, não se assemelha a nenhuma outra raiz de dente decí-
duo. Os contornos vestibular e lingual da raiz descem em li-
nha reta a partir da coroa, sendo praticamente paralelos por 
mais da metade de seus comprimentos. O fi nal da raiz é acha-
tado e quase quadrado.
A B
C D
SC
CDV CMV
A
C D
B
FC
CDV
SC
FD
FC
CD
FTM
FM
FC
SD
FTD
SV
CDL
CML
FM
CMV
SV
FC
CDV
SC
CDL
CML
CDL
SL
SD
CDL
SV
CO
SV
CMV
SV
SC
CML
QC
CDLCML
FM
SMV
CMV
CDV
SDV
Figura 4-6 Primeiros molares, lado direito, face mesial. 
A, Primeiro molar superior. B, Segundo molar superior. 
C, Primeiro molar inferior. D, Segundo molar inferior. 
(De Nelson SJ: Wheeler’s dental anatomy, physicology, and 
occlusion, ed 9, Philadelphia, 2010, WB Saunders.)Figura 4-7 Molares decíduos, lado direito, face oclusal. A, Primeiro molar superior. B, Segundo molar superior. C, Primeiro 
molar inferior. D, Segundo molar inferior. SV, sulco vestibular; SC, sulco central; FC, fossa central; CDV, cúspide 
distovestibular; SDV, sulco distovestibular; CD, cúspide distal; SD, sulco distal; CDL, cúspide distolingual; FD, fossa distal; FTD, 
fossa triangular distal; QC, quinta cúspide; SL, sulco lingual; CMV, cúspide mesiovestibular; SMV, sulco mesiovestibular; CML, 
cúspide mesiolingual; FM, fossa mesial; FTM, fossa triangular mesial; CO, crista oblíqua. (De Nelson SJ: Wheeler’s dental 
anatomy, physicology, and occlusion, ed 9, Philadelphia, 2010, WB Saunders.)
219
CAPÍTULO 12
Considerações Nutricionais para o 
Paciente Odontopediátrico
▲ Laura Romito e James L. McDonald, Jr.
SISTEMA DE ORIENTAÇÃO 
ALIMENTAR — MINHA PIRÂMIDE
PADRÕES DE DIETA
MÁ NUTRIÇÃO E INSEGURANÇA 
ALIMENTAR
SUBNUTRIÇÃO PEDIÁTRICA
Ferro
Zinco
Cálcio
Vitamina D
Vitamina B12
SUPERNUTRIÇÃO PEDIÁTRICA
Sobrepeso e Obesidade
TRANSTORNOS ALIMENTARES
Anorexia Nervosa
Bulimia
Transtorno do Comer Compulsivo
CONSIDERAÇÕES NUTRICIONAIS 
DA INFÂNCIA ATÉ A 
ADOLESCÊNCIA
Bebês e Crianças 
(0 a 3 Anos de Idade)
Crianças em Idade Pré-escolar 
(3 a 6 Anos de Idade)
Crianças em Idade Escolar 
(6 a 12 Anos de Idade)
Adolescência 
(12 a 18 Anos de Idade)
Gravidez na Adolescência
USO DE TABACO, ÁLCOOL E 
DROGAS ILÍCITAS NA JUVENTUDE
SUMÁRIO DO CAP ÍTULO
Q uando as principais causas de morte nos Estados 
Unidos são tabuladas (Tabela 12-1), a lista é enca-
beçada pela doença cardíaca e pelo câncer, com o 
acidente vascular cerebral (AVC) em um distante 
terceiro lugar. Porém, quando se avaliam as causas subjacen-
tes dessas doenças, três importantes fatores de estilos de vida 
podem ser identifi cados: uso do tabaco, vida sedentária e es-
colhas alimentares inadequadas. Tem fi cado cada vez mais 
claro que aquilo que comemos (e não comemos) é um impor-
tante fator que infl uencia tanto a longevidade como a quali-
dade de nossas vidas. A base de nossas escolhas alimentares 
e, portanto, de nossa condição nutricional é estabelecida 
logo no início da vida. Segue-se que as escolhas alimentares 
e os padrões de dieta iniciados na infância podem afetar 
nossa saúde e bem-estar em cada estágio da vida. Existem 
várias maneiras pelas quais os profi ssionais de saúde podem 
promover a saúde de seus pacientes. Uma importante ma-
neira é educar os pacientes acerca da importância de seguir 
princípios nutricionais saudáveis. Este capítulo concentra-se 
naqueles fatores nutricionais que têm o maior potencial de 
infl uenciar a saúde sistêmica e bucal do paciente odontope-
diátrico.
Há várias décadas já se sabia que nossa saúde é profunda-
mente afetada pelas nossas escolhas alimentares; desde en-
tão, tem ocorrido uma evolução nos esforços para promover 
escolhas alimentares saudáveis nos Estados Unidos. Em 1977, 
o Senate Select Committee on Nutrition and Human Neeed (Co-
mitê do Senado para Nutrição e Necessidades Humanas) pu-
blicou pela primeira vez as Metas Alimentares para os Estados 
Unidos. Isso foi seguido pelas publicações Healthy People: The 
Surgeon General’s Report on Health Promotion and Disease em 
1979 e The Surgeon General’s Report on Nutrition em 1988. Este 
último artigo concluiu que, das 10 primeiras causas de morte 
nos Estados Unidos, metade estava relacionada a escolhas 
alimentares desfavoráveis. Em 1990, o U.S. Department of 
Health and Human Services lançou o Healthy People 2000, 
uma publicação que destacava as metas, inclusive as nutricio-
nais, para aumentar o tempo de vida, reduzir as disparidades 
de saúde e conseguir acesso aos serviços preventivos para 
todos os americanos durante a década seguinte. Em janeiro 
de 2000, foi lançado o Healthy People 2010, cujo enfoque 
nutricional geral é promover a saúde e reduzir a doença crô-
nica associada à dieta e ao peso. O Capítulo 19 desta publica-
ção aborda diversos desses objetivos, muitos dos quais estão 
relacionados à nutrição pediátrica e estão resumidos na Ta-
bela 12-2. A tabela inclui tanto o nível-alvo inicial para cada 
objetivo, como o progresso feito para alcançar cada um des-
ses alvos após uma revisão de acompanhamento na metade 
da década. Outros objetivos relacionados à nutrição para 
crianças incluem a redução no consumo de sódio, o aumento 
na ingestão de cálcio e a redução na anemia resultante da 
defi ciência em ferro. A revisão de acompanhamento obser-
vou que nenhum dos objetivos relacionados à nutrição e ao 
sobrepeso, atingiu ou ultrapassou seus alvos. No entanto, os 
objetivos relativos à segurança alimentar (19-18) e defi ciên-
cia de ferro (19-12) fi zeram progresso rumo a esses alvos. 
Nenhum progresso signifi cativo foi observado em alguns 
objetivos, enquanto outros, como a prevalência de sobrepeso 
e obesidade entre crianças e adolescentes, na verdade se afas-
taram de seus alvos.
O Healthy People 2020, que tem a intenção de encaminhar 
os objetivos e metas estabelecidos no Healthy People 2010, 
Capítulo 12 ■ Considerações Nutricionais para o Paciente Odontopediátrico220
atualmente está sendo desenvolvido. Os objetivos do Healthy 
People 2020 foram lançados em janeiro de 2010 juntamente 
com uma orientação para atingir novos alvos de 10 anos que 
refl itam avaliações dos principais riscos para saúde, priorida-
des de saúde pública e tecnologias emergentes que afetam a 
prevenção de doenças e a prontidão da saúde nos Estados 
Unidos.1
As Dietary Guidelines for Americans – ABCs (Orientações de 
Dieta para Americanos) – promulgadas pelo United States 
Department of Agriculture – USDA (Departamento Norte-
Americano de Agricultura) – sustentam os objetivos no Heal-
thy People 2010 e incluem as seguintes recomendações: 
• Vise à forma física.
• Vise a um peso saudável.
• Seja fi sicamente ativo todos os dias.
• Construa uma base saudável.
• Deixe o guia da Pirâmide Alimentar orientar suas esco-
lhas alimentares.
• Escolha uma variedade de grãos diariamente, especial-
mente grãos integrais.
• Escolha uma variedade de frutas e vegetais diariamente.
• Conserve os alimentos.
• Escolha com sensibilidade.
• Escolha uma dieta com pouca gordura saturada e coles-
terol.
• Escolha bebidas e alimentos moderando na ingestão de 
açúcar.
• Escolha e prepare alimentos com menos sal.
• Se você consome bebidas alcoólicas, faça-o moderada-
mente.
SISTEMA DE ORIENTAÇÃO ALIMENTAR — 
MINHA PIRÂMIDE
O Sistema de Orientação Alimentar Minha Pirâmide é uma 
representação ilustrada das recomendações do USDA para 
ali mentação diária e atividades físicas. Lançado em 2005, a 
Minha Pirâmide substituiu o bem conhecido instrumento de 
educação nutricional da nação, a Pirâmide de Orientação 
Alimentar (1992). Na Minha Priâmide, a atividade física diá-
ria é representada pelas escadas no lado esquerdo da pirâ-
mide. Os grupos de alimento são representados pelas bandas 
verticais, que compreendem o corpo da pirâmide. A extensão 
da banda indica o tamanho da porção; quanto mais ampla a 
banda, mais alimentos desse grupo devem ser consumidos. 
Tabela 12-1
Principais Causas de Morte nos Estados 
Unidos (Dados de 2005)
Causa Número de mortes
Doença cardíaca 652.091
Câncer 559.312
Acidente vascular cerebral (AVC) 143.579
Doença crônica do trato respiratório 
inferior
130.933
Acidentes 117.809
Diabetes 75.119
Doença de Alzheimer 71.599
Gripe/pneumonia 63.001
Nefrite, síndrome nefrótica e nefrose 43.901
Septicemia 34.136
De US Department of Health and Human Services, Centers for 
Disease Control and Prevention. Natl Vital Stat Rep 2008;56(10).
Tabela 12-2
Metas Nutricionais Selecionadas pela Healthy People 2010
Número Objetivo Atual Alvo
19-3 Reduzir a proporção de crianças e adolescentes que estão acima do peso ou são obesos 11% 5%
19-4 Reduzir restrição de crescimento entre as crianças pobres com menos de 5 anos de idade 8% 5%
19-5 Aumentar a proporção de pessoas com mais de 2 anos de idade que consomem pelomenos duas porções de frutas diariamente
28% 75%
19-6 Aumentar a proporção de pessoas com mais de 2 anos de idade que consomem pelo 
menos três porções diárias de vegetais, com pelo menos um terço de vegetais verdes e 
amarelos
3% 50%
19-7 Aumentar a proporção de pessoas com mais de 2 anos de idade que consomem pelo 
menos seis porções diárias de grãos, com pelo menos três sendo integrais
7% 50%
19-8 Aumentar a proporção de pessoas com mais de 2 anos de idade que consomem menos de 
10% de calorias a partir de gordura saturada
35% 75%
19-9 Aumentar a proporção de pessoas com mais de 2 anos de idade que consomem menos de 
30% de calorias a partir de gordura
33% 75%
19-15 Aumentar a proporção de crianças e adolescentes entre 6 e 19 anos de idade cuja ingestão 
de refeições e lanches nas escolas contribua proporcionalmente para uma boa qualidade 
alimentar
* *
*Sem metas estabelecidas.
Capítulo 12 ■ Considerações Nutricionais para o Paciente Odontopediátrico 221
Exemplos de porções são delineados mais detalhadamente 
para cada grupo de alimentos. No entanto, em muitos casos, 
o tamanho das porções usadas na Minha Pirâmide é conside-
ravelmente menor do que as exageradas porções a que mui-
tos americanos estão acostumados. Na Minha Pirâmide, os 
alimentos estão organizados em cinco principais grupos e 
uma categoria de miscelânea. Essa categoria inclui gorduras, 
óleos e doces, todos devendo ser consumidos sem exageros. 
Um plano de nutrição individualizado com base em fatores 
pessoais tais como idade, gênero e atividade física pode ser 
desenvolvido usando as ferramentas on-line, como o MyPyra-
mid Menu Planner e o MyPyramid Tracker (http://www.
MyPyramid.gov). Esse site, que contém enorme informação 
nutricional útil para o público e profi ssionais de saúde, tam-
bém oferece várias pirâmides de orientação alimentar para 
populações especiais, tais como gestantes, vegetarianos e 
crianças. A versão amigável para crianças, chamada Minha 
Pirâmide para Crianças, é projetada para educar crianças com 
idade entre 6 e 11 anos sobre nutrição e auxiliá-las a tomar 
decisões alimentares apropriadas (Fig. 12-1).
PADRÕES DE DIETA
Uma grande quantidade de levantamentos nacionais me-
dindo o estado nutricional e os padrões de dieta de crianças 
e adolescentes foi conduzida entre as décadas de 1970 e 1990. 
Esses estudos revelaram algumas tendências intrigantes acer-
 ca da ingestão calórica, consumo de bebidas, jantar fora, ta-
manho de porções, padrão e frequência das refeições e a 
participação da merenda escolar. Ao longo dos últimos 25 
anos, a ingestão calórica total das crianças americanas au-
mentou e os padrões alimentares delas, refl etem as mudanças 
vistas na dieta nos Estados Unidos.2 Ao comparar as tendên-
cias alimentares das crianças com idades entre 6 e 11 anos, 
ao longo de um período aproximado de 20 anos de 1977 até 
1998, Enns et al. relataram aumentos no consumo de refrige-
rantes, cereais, misturas (biscoitos, pipocas, roscas, salgadi-
nhos de milho), batatas fritas, sucos não cítricos e néctares, 
queijo, bombons e bebidas de frutas e Ades.3 Foi observada, 
no geral, uma diminuição na ingestão de leite, inclusive leite 
integral, vários vegetais e legumes, carne de vaca, carne de 
porco e ovos. Para qualquer grupo de pirâmide, menos da 
metade das crianças consumia o número recomendado de 
porções, cuja ingestão de gordura e açúcar era muito maior 
do que a recomendada.
Achados similares foram relatados por Cullen et al., que 
avaliaram a ingestão de refrigerantes, bebidas com sabor de 
frutas, frutas e vegetais por crianças do quarto ao sexto ano 
escolar.4 O nível educacional mais baixo dos pais esteve asso-
ciado ao maior consumo de refrigerantes e bebidas açucara-
das, e os estudantes que apresentavam um consumo elevado 
de bebidas açucaradas, relataram baixa ingestão de frutas e 
alta ingestão calórica. Troiano et al. também reportaram que 
as bebidas respondem por 20% a 24% da ingestão energética 
entre jovens de 12 a 19 anos de idade e que os refrigerantes 
fornecem 8% da ingestão energética entre os adolescentes.5
No entanto, estudos recentes foram inconsistentes em 
mostrar se o aumento no consumo de refrigerantes e outras 
bebidas açucaradas elevou o risco de obesidade nas crianças. 
Por exemplo, O’Connor et al. não encontraram correlação 
entre índice de massa corporal (IMC) de crianças pré-escola-
res e o consumo dessas bebidas. Eles também constataram 
que, embora quase 83% dos pré-escolares consumissem leite, 
o consumo desse alimento estava a níveis abaixo do reco-
mendado. Apenas 8,3% das crianças bebiam leite desnatado, 
o que é recomendado pelas Orientações Alimentares para 
Americanos para crianças com mais de 2 anos de idade.6
As tendências adicionais incluem aumento na alimenta-
ção fora de casa, assim como porções maiores de alimento no 
mercado norte-americano. Ao examinar as mudanças nos 
padrões de ingestão alimentar entre 1977 e 1996, Guthrie et 
al. reportaram que alimentação preparada fora de casa au-
mentou de 18% para 32% a quantidade total de calorias inge-
ridas.7 Tanto as refeições como os lanches preparados fora de 
casa continham mais calorias por unidade. A alimentação 
consumida fora de casa também apresentava mais gordura 
saturada e total em termos percentuais, e continha menos fi -
bras, cálcio e ferro por caloria. Em 2001, Gillis e Bar-Or com-
pararam padrões de dieta de jovens obesos e não obesos com 
idade entre 4 e 16 anos em relação a alimentações fora de 
casa. Eles encontraram uma correlação signifi cativa entre obe-
sidade e frequência elevada de refeições fora de casa.8 Compli-
cando ainda mais a situação está o fato de que muitas porções 
de alimento excedem o padrão, chegando pelo menos ao fa-
 tor 2 (p. ex., roscas doces e sodas) e algumas vezes ao fator 8 
(p. ex., biscoitos).9 As cadeias de fast-food oferecem hambúr-
gueres maiores, sodas e fritas. As atuais porções são frequente-
mente duas a cinco vezes maiores do que eram originalmente. 
Essas mudanças nos padrões de dieta correm em paralelo a um 
aumento progressivo nas taxas de obesidade vistas nos Esta-
dos Unidos. Com base nessa informação, comer fora de casa 
está associado a uma menor qualidade de ingestão nutricional 
e ao aumento do risco de doenças crônicas.
Padrões e frequência das refeições também mudaram nas 
últimas décadas. O café da manhã, que mostrou ser impor-
tante para a cognição, desempenho escolar e comparecimento, 
diminuiu signifi cativamente entre as crianças e adolescentes 
norte-americanos. Embora seja estimado que 10% a 30% dos 
jovens não tomem café da manhã, daqueles que o fazem, 
cerca do mesmo número come em casa da mesma forma que 
na escola.10,11 Mais jovens estão participando das merendas 
escolares, como o School Breakfast Program (SBP) (Programa de 
Café da Manhã na Escola – PCME) e o National School Lunch 
Program (NSLP) (Programa Nacional de Almoço na Escola – 
PNAE). Em 2006, por exemplo, mais de 30 milhões de jovens 
nos Estados Unidos participaram do PNAE diariamente. Esses 
programas fi nanciados pelo governo federal evoluíram como 
esforços para auxiliar crianças de famílias de baixa renda. 
Crianças de famílias com renda abaixo do nível de po-
breza têm acesso a refeições grátis; aquelas com renda maior 
podem ter acesso a refeições com preço reduzido.12 Como os 
programas de merenda escolar podem ter um signifi cativo 
impacto na saúde da criança, a capacidade de seguir os pa-
drões de qualidade nutricional é importante. Assim sendo, o 
Committee for Responsible Medicine (PCRM) (Comitê de 
Médicos para Medicina Responsável – CMMR) avalia refei-
ções servidas no PNAE todo ano e documenta mudanças, 
melhoras ou defi ciências nos alimentos oferecidos pelas esco-
las. Eles constataram que a adesão aos padrões nutricionais 
estabelecidos varia consideravelmente entre os distritos esco-
lares de todo o país. Muitas escolas continuam a oferecer 
opções abaixo do saudável, como, por exemplo, cachorro-
quente, cheeseburguere outros alimentos ricos em gordura e 
colesterol. No entanto, desde que o PNAE começou a publi-
car suas avaliações dos almoços escolares em 2001, no estilo 
“boletim escolar”, tem havido um esforço planejado em to-
dos os níveis para melhorar a qualidade nutricional das re-
feições fornecidas por esses programas. Um estudo de 2007 
Capítulo 12 ■ Considerações Nutricionais para o Paciente Odontopediátrico222
Fique esperto com o café da
manhã. Busque cereais com
grãos integrais.
Só porque o pão é marrom
não quer dizer que é integral. 
Veja a lista de ingredientes e
certifique-se de que existe a
palavra “integral” (p. ex.,
“trigo integral”).
Frutas
Concentre-se nas frutas
Vegetais
Varie seus vegetais
Torne seu prato colorido com
todos os tipos de vegetais
saborosos.
O que é verde e laranja e é
saboroso? Vegetais! Coma
vegetais verde-escuros, 
como brócolis e espinafre, 
ou experimente os laranja, 
como cenouras e 
batatas doces.
Frutas são o prazer da 
natureza, doces e deliciosas.
Tome sucos e garanta que
sejam 100% de frutas!
Tome seu leite para ter
cálcio. O cálcio deixa os
ossos fortes.
Olhe para a embalagem e
certifique-se de 
que seu leite,
iogurte ou 
queijo tem 
pouca ou 
nenhuma 
gordura.
Coma carnes magras ou
com pouca gordura: frango,
peru e peixe. Peça para que
sejam cozidos ou grelhados
– não fritos.
Nozes, sementes, ervilhas
e feijões são todos grandes
fontes de proteínas também!
Carnes & Feijão
Aprenda com as proteínas
Leite
Torne seu alimento
rico em cálcio
Grãos
Torne metade de
seu cereal integral 
Coma corretamente. Exercite-se. Divirta-se.
MyPyramid.gov
Para
CriançasMinha Pirâmide 
Saiba sobre gorduras e açúcares nos rótulos Fatos sobre 
Nutrição.
Restrinja gorduras sólidas assim como alimentos que as contenha.
Escolha alimentos e bebidas com pouco teor de açúcar e outros
adoçantes calóricos.
Movimente-se mais. Faça isso por pelo menos 60 minutos 
por dia, ou na maior parte da semana.
Ande, dance, pedale, patine – tudo isso vale. 
Como é bom isso!
Os óleos não são um grupo alimentar, mas você pode precisar de um pouco para uma boa saúde. Obtenha seu óleo de peixes, nozes e óleos 
líquidos, como óleo de milho, soja ou canola.Óleos 
Coma 180 g todos os dias: pelo menos
metade deve ser de grãos integrais
Coma duas xícaras e meia
todos os dias
Coma uma xícara e meia
todos os dias
Coma três xícaras todos os dias: para
crianças de 2 a 8 anos, duas xícaras Coma 150 g todos os dias
Encontre seu equilíbrio entre alimentação e diversão Gorduras e açúcares – saiba seus limites
Para cada dieta de 1.800 calorias, você precisa das seguintes quantidades abaixo em cada grupo de alimentos. Descubra a quantidade certa para você, vá para o MyPyramid.gov.
Figura 12-1 Minha Pirâmide para Crianças. (De acordo com o United States Department of Agriculture [Departamento Norte-
americano de Agricultura]; http://www.usda.org).
309
CAPÍTULO 17
Selantes de Fóssulas e Fissuras e 
Restaurações Preventivas em Resina
▲ Brian J. Sanders, Robert J. Feigal e David R. Avery
ENSAIOS CLÍNICOS
RAZÕES PARA O USO DE SELANTES
SELEÇÃO DE DENTES PARA 
SELAMENTO
TÉCNICA DE SELAMENTO
Limpeza
Isolamento
Condicionamento Ácido
Enxágue
Aplicação do Selante
Avaliação das Interferências Oclusais
Reavaliação
RESTAURAÇÃO PREVENTIVA EM 
RESINA (SELAMENTO COM 
RESTAURAÇÃO EM RESINA 
COMPOSTA)
SUMÁRIO DO CAP ÍTULO
E m 1955, Buonocore descreveu a técnica do condicio-
namento ácido como um método simples para au-
mentar a adesão de materiais resinosos autopolimeri-
záveis, à base de metil metacrilato, ao esmalte dental.1 Para 
tanto, utilizou-se o ácido fosfórico a 85%, por 30 segundos, 
para condicionar o esmalte. Através dessa técnica, obser-
vou-se a obtenção de uma superfície rugosa, em um nível 
microscópico, permitindo a união mecânica de materiais re-
sinosos de baixa viscosidade.
Os primeiros materiais utilizados experimentalmente 
como selantes, mas não disponíveis comercialmente, eram à 
base de cianoacrilato. Em 1965, Bowen desenvolveu uma 
resina bis-GMA, que é produto de uma reação química do 
bisfenol A e glicidil metacrilato.2 Para a maioria dos selantes 
comercialmente disponíveis essa é a composição básica; no 
entanto, outros componentes, como uretano dimetacrilato e 
outros dimetacrilatos, também são resinas alternativas usa-
das nos materiais selantes.
Para os selantes quimicamente polimerizáveis, um com-
ponente com uma amina terciária (ativador) é misturado a 
outro componente contendo peróxido de benzoíla, e sua rea-
ção produz radicais livres, os quais iniciam a polimerização 
do selante.
Os demais selantes são ativados por uma fonte de energia 
externa. Os primeiros selantes fotoativáveis eram polimeriza-
dos pela ação dos raios ultravioleta (os quais não são mais 
utilizados) em um éter metil benzoíla ou em éter benzoíla de 
alta alcalinidade, com o objetivo de ativar o sistema de poli-
merização do peróxido. Os selantes fotoativáveis possuem 
dicetonas e cetonas aromáticas sensíveis à luz visível em 
comprimento de onda de aproximadamente 470 nm (faixa 
azul). Alguns selantes contêm carga, usualmente micropartí-
culas de dióxido de sílica ou, até mesmo, quartzo.
Os selantes podem ser transparentes ou opacos. Os mate-
riais opacos são disponibilizados na cor do dente ou na colo-
ração branca. Já os transparentes são translúcidos, rosa ou 
âmbar. Os selantes translúcidos e aqueles com a cor do dente 
são estéticos, porém de difícil detecção na reavaliação clínica. 
Recentes avanços tecnológicos têm incluído agentes com cor, 
fotoativáveis, que permitem a alteração da cor durante e/ou 
após a polimerização. Essas alterações na composição não 
afetam o selante, mas oferecem algum benefício, discutível, 
no reconhecimento das superfícies seladas.
As propriedades cariostáticas dos selantes são atribuídas à 
obstrução física das fóssulas e fi ssuras, prevenindo a coloni-
zação com novos micro-organismos, além de prevenir a pe-
netração de carboidratos fermentáveis, de modo que o rema-
nescente bacteriano não seja capaz de produzir ácidos em 
concentrações cariogênicas.
ENSAIOS CLÍNICOS
Muitos estudos clínicos têm reportado o sucesso dos selantes 
de fóssulas e fi ssuras no que diz respeito à redução de le-
sões de cárie. Com o aumento da longevidade dos selantes, a 
taxa de retenção passou a ser um determinante para sua efe-
tividade como medida de prevenção à cárie.
Em um painel de consenso realizado pelo National Insti-
tutes of Health, em 1983, foi considerada as informações 
disponíveis sobre selantes de fóssulas e fi ssuras, tendo sido 
concluído que “a utilização de selantes é um dos meios mais 
efetivos de prevenção à lesão de cárie em fóssulas e fi ssuras.... 
Expandir o uso de selantes reduziria substancialmente a ocor-
rência de cárie dental na população que já utiliza os fl uoretos 
e outros recursos preventivos.”3 
Em 1991, Simonsen informou sobre uma amostra aleatória 
de participantes reavaliados após 15 anos em um estudo sobre 
selantes.4 De acordo com os resultados, pode-se observar que, 
no grupo com selante, 69% das superfícies estavam hígidas 
após 15 anos, depois de uma única aplicação de selante, en-
Capítulo 17 ■ Selantes de Fóssulas e Fissuras e Restaurações Preventivas em Resina 311
3. Melhor avaliação de risco é observada quando realizada 
por um profi ssional experiente utilizando como indica-
dores: morfologia dental, diagnóstico clínico, história 
pregressa de cárie e fl úor, e qualidade de higiene bucal 
atual. 
4. Risco de cárie e, portanto, potencial benefício no uso de 
selantes, pode haver em qualquer superfície oclusal, em 
qualquer idade, tanto em dentes decíduos quanto em per-
 manentes.
5. Os métodos de inserção dos selantes devem incluir profi -
laxia cuidadosa da fóssula e fi ssura sem qualquer remoção 
da estrutura de esmalte. Em algumas circunstâncias pode 
ser indicada a técnica de ameloplastia mínima.
6. A inserção de materiais adesivos de baixa viscosidade, 
hidrófi los, como parte ou sobre selantes tem demons-trado melhorias na efi cácia e retenção em longo prazo.
7. Materiais à base de ionômero de vidro têm demonstrado 
inefi cácia como selantes, mas podem ser utilizados como 
selantes temporários.
8. O profi ssional deve estar atento aos novos métodos pre-
ventivos contra lesões de cárie em fóssulas e fi ssuras. Isso 
deve incluir mudança em materiais ou tecnologia.
SELEÇÃO DE DENTES PARA 
SELAMENTO
Para que seja alcançado o máximo de benefícios com o uso 
de selantes, o profi ssional deve determinar o risco de cárie; 
deste modo, o termo tratamento baseado em risco pode ser 
utilizado. Em tratamento baseado em risco, o cirurgião-
dentista deve levar em consideração a experiência de cárie e 
o histórico sobre o uso de fl úor, a higiene bucal e a anato-
mia da fi ssura para determinar quando o selante deve ser 
indicado.
Um bom julgamento profi ssional deve ser usado na es-
colha do paciente e do dente a ser tratado. O uso de selante 
de fóssulas e fi ssuras é contraindicado em casos de cárie 
rampante ou lesões interproximais. Da mesma forma, su-
perfícies oclusais que já estavam acometidas por lesão ca-
riosa, envolvendo dentina, devem ser indicadas para trata-
mento restaurador.
Todas as superfícies suscetíveis à cárie devem ser cuidado-
samente avaliadas, visto que é improvável que ocorra a lesão 
cariosa em fóssulas e fi ssuras bem coalecidas. Nesses casos, os 
selantes podem não ser necessários ou, no mínimo, podem 
ser pouco efetivos. E, por fi m, embora a aplicação do selante 
seja simples, o meticuloso emprego da técnica requer a cola-
boração do paciente e deve ser adiado em pacientes não co-
laboradores, até que o procedimento possa ser adequada-
mente realizado. 
TÉCNICA DE SELAMENTO
Após a seleção, o dente é lavado, seco e a profundidade das 
fóssulas e fi ssuras reavaliadas (Fig. 17-1A). Se for observada 
lesão de cárie, restauração ou a combinação de restauração e 
selamento, deve ser indicado o uso de selante (veja a seguir). 
A marcação da oclusão cêntrica, com papel de articula-
ção, proporcionará a informação para que o excesso de se-
lante não interfi ra com a oclusão. Isso não é necessário 
quando o dente acabar de erupcionar, mas é essencial em 
uma oclusão bem estabelecida.
LIMPEZA
Para uma adequada retenção do selante, é necessário que 
fóssulas e fi ssuras estejam limpas e livres do excesso de umi-
dade (Fig. 17-1B, C). O condicionamento ácido remove com-
pletamente uma película do esmalte, e a profi laxia dental 
(mesmo com a utilização da sonda exploradora) não au-
menta a retenção dos selantes. Do ponto de vista prático, em 
casos de higiene bucal defi ciente, a limpeza da superfície 
oclusal com escova rotatória pode ser benéfi ca.
Pope et al. observaram, em estudos laboratoriais, que o 
uso de brocas esféricas ¼ produz maior penetração do se-
lante no esmalte condicionado.19 O uso do sistema de abra-
são a ar com óxido de alumínio permite maior penetração 
do selante do que aquela alcançada após o uso de pedra-
pomes e escovas de cerdas somente. Não se sabe se o aumen-
 to da profundidade de penetração do selante resultará em 
maior retenção. Além disso, quando se utiliza pedra-pomes 
ou óxido de alumínio, partículas desses materiais são deixa-
das nas fi ssuras, mas o impacto desse fenômeno ainda não 
foi determinado.
Hatibovic-Kofman et al. avaliaram a microinfi ltração de 
selantes utilizados em três grupos de dentes extraídos.20 Os 
tratamentos sobre as superfícies foram: condicionamento 
ácido, broca esférica ¼, ou abrasão a ar. Os dentes preparados 
com brocas exibiram o menor grau de microinfi ltração. A 
quantidade de microinfi ltração nos grupos convencional e 
abrasão a ar foram similares. Não existe nenhum estudo clí-
nico que tenha analisado o valor substancial do uso de bro-
cas para limpar as superfícies antes do selamento.
O procedimento de rotina de erradicação da fi ssura é 
provavelmente desnecessário. Na realidade, o uso inapro-
priado ou agressivo de abertura da fi ssura ou de ameloplastia 
frequentemente remove a última camada de esmalte que re-
cobre a dentina, tornando a fi ssura mais suscetível a futuras 
lesões cariosas em caso de perda do selante. Uma adequada 
técnica de inserção e quantidade correta de material é prova-
velmente mais benéfi ca do que a ameloplastia.
ISOLAMENTO
O dente (ou quadrante de dentes) a ser selado é primeira-
mente isolado. O isolamento com dique de borracha é o 
ideal, mas pode não ser passível de ser realizado em determi-
nadas circunstâncias. Dessa forma, podem-se utilizar, efi cien-
temente, roletes de algodão, papéis absorventes e sugador de 
alta potência.
Eidelman et al. reportaram comparativamente os resulta-
dos de retenção do uso de selantes após o uso de isolamento 
do dique de borracha e uso de rolos de algodão para isola-
mento de dentes a serem selados.21 Matis relatou que selantes 
realizados em jovens, após 12 meses, apresentaram 96% de 
retenção quando utilizado o isolamento com dique de borra-
cha e 91% de retenção quando os rolos de algodão foram 
empregados para isolamento.22 Esses valores não foram esta-
tisticamente diferentes, entretanto, indicaram que as taxas 
de retenção não estão relacionadas à técnica de isolamento 
quando a técnica de inserção é adequada.
CONDICIONAMENTO ÁCIDO
A técnica de condicionamento ácido produz microporosida-
des na superfície do esmalte. Isso permite que materiais de 
baixa viscosidade, quando aplicados, penetrem na superfície 
irregular e produza uma união mecânica dos prolongamen-
tos resinosos quando polimerizados.
Capítulo 17 ■ Selantes de Fóssulas e Fissuras e Restaurações Preventivas em Resina312
A B
C D
E F
G H
Figura 17-1 A, Vista oclusal de um molar com fóssulas e fi ssuras suscetíveis. B, Limpeza do dente com escova rotatória. 
C, Condicionamento ácido dental. D, Aspecto congelado do dente após condicionamento ácido, lavagem e secagem. 
E, Aplicação do agente de união. F, Aplicação do selante. G, O selante é polimerizado e avaliado quanto a bolhas e excessos. 
H, Ajuste oclusal é realizado quando necessário.
Capítulo 17 ■ Selantes de Fóssulas e Fissuras e Restaurações Preventivas em Resina314
que de borracha. Uma pequena broca esférica em baixa rota-
ção removerá efetivamente o excesso. Se o condicionamento 
ácido for bem delimitado, os excessos podem ser removidos 
com instrumento cortante sobre as áreas não condicionadas, 
sem que haja remoção do material das áreas de sulcos.
REAVALIAÇÃO
É importante lembrar que o dente selado deve ser periodica-
mente reavaliado para se determinar a efetividade do trata-
mento. Uma rechamada periódica e reaplicação dos selantes 
é necessária, uma vez que em 5% a 10% dos casos é necessá-
rio realizar o reparo ou a substituição. Se o selante for parcial 
ou completamente perdido, e for observado qualquer defei-
 to ou descoloração no esmalte, deve-se remover o restante de 
material e reavaliar o esmalte. Em seguida, uma nova aplica-
ção de selante pode ser realizada na superfície, conforme a 
técnica descrita anteriormente.
RESTAURAÇÃO PREVENTIVA EM RESINA 
(SELAMENTO COM RESTAURAÇÃO EM 
RESINA COMPOSTA)
A restauração preventiva em resina é um procedimento alter-
nativo para dentes permanentes jovens que necessitam de 
um preparo dental mínimo para a remoção de lesão cariosa, 
mas que apresentam, também, fi ssuras suscetíveis à cárie.
Simonsen e Stallard descreveram a técnica de remoção 
somente do tecido cariado em pequenas cavidades do tipo 
classe I.31 Em seguida, realiza-se a restauração em resina pro-
priamente dita, e simultaneamente realiza-se o selamento 
das áreas adjacentes.
Henderson e Setcos descreveram a sequência da restaura-
ção preventiva em resina, particularmente aplicável para pa-
cientes jovens com dentes recém-erupcionados e com lesão 
de cárie pequena em fóssulas e fi ssuras.32 Os autores afi rma-
ram que esse preparo requer uma técnica meticulosa que 
envolva mais tempo clínico, do que o preparo convencional 
para restauração em amálgama. Esse tipo de restauração deve

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