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Direitos Humanos e Adolescência

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PÁGINA 37
CAPÍTULO
5 A LUTA PELA GARANTIA 
DOS DIREITOS HUMANOS 
NAS MAIS VARIADAS FORMAS 
DE VULNERABILIDADE
Professora Valesca Passafaro.
Objetivos de Aprendizagem:
•	 Exemplificar formas sutis de violência
•	 Debater sobre a adolescência e maioridade penal
•	 Problematizar as consequências de uma sociedade voltada ao consumo 
e ao desempenho
Plano de Estudo:
•	 Complexidades da fase da adolescências e a responsabilidade do Esta-
do e da sociedade
•	 Concepções críticas a respeito da excessiva medicalização vivenciada 
na modernidade
PÁGINA 38
Introdução
Caro aluno, nesta unidade você estudará exemplos de aplicabilidade dos direi-
tos humanos na vida cotidiana, em diversas formas de vulnerabilidades psico-
lógicas e sociais. Primeiramente, temos a adolescência que é uma fase com-
plexa por si só, e demanda um olhar cativo da sociedade. Além disso, veremos 
como as exigências fundamentadas na chamada sociedade de consumo impli-
cam em uma violência subjetiva nas diversas camadas da sociedade.
Desenvolvimento
Seguindo os expostos nas ultimas unidades, adentramos de fato nos movimen-
tos latino americanos pelos direitos humanos. Desta forma nos deparamos com 
a descrição de Cunha, Sales e Canarin (2007), a respeito do grupo “MOLE-
QUE”, um movimento de mães pelos direitos dos adolescentes, no sistema so-
cioeducativo, tal união está voltada para as crianças assim como adolescentes 
partindo da premissa que ao longo da historia brasileira, existiram uma verda-
deira exclusão com relação jovens das classes mais baixas, a eles não sen-
do assegurado o mínimo existencial por décadas. Porém as soluções apresen-
tadas pelo poder estatal sempre foram ligadas ao afastamento dos jovens do 
convívio em família e social, por meio de intervenção em abrigos e internatos, 
mantendo assim uma desconexa sensação de paz e harmonia social.
O movimento em tela se faz de suma importância por deixarem claro do quão é 
relevante o debate em favor dos diretos humanos, e como tais influencias atin-
giram as camadas de nossa sociedade. E atendendo a tais debates o Estatu-
to Da Criança E Do Adolescente (ECA) promulgado em 1990, tentou modificar 
tal realidade trazendo à tona a necessidade de dividirmos as responsabilidades 
em favor da integridade da criança e do adolescente, e as preocupações se 
deram em âmbitos físicos e mentais, como tentativa de assegurar um ambiente 
equilibrado e um desenvolvimento satisfatório aos mesmos, chamado de de-
senvolvimento biopsicossocial. 
Porém trazendo tais premissas para a pratica foi constatado que não houve 
aplicação prática esperada para as normas do ECA, pois, apesar de toda re-
percussão positiva em torno de denúncias e reconhecimento das violações por 
parte da sociedade civil sobre o tema, bem como a vasta luta para que o reco-
nhecimento de tais direitos chegassem as classes economicamente desfavo-
ráveis da população, Cunha, Sales e Canarin (2007) contataram que mesmo 
passados 17 anos da entrada em vigor do (ECA) ainda temos graves violações 
aos direitos inerentes aos jovens em se tratando dos sistemas socioeducativos 
empregados em nosso pais. 
Partindo deste exposto, demonstramos que conforme o mencionado anterior-
mente, um dos pilares da promoção dos direitos humanos eram a demonstra-

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