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PERÍCIA FORENSE - CRIMINALÍSTICA Profª Daniella Diniz PERÍCIA FORENSE - CRIMINALÍSTICA . Simulado 1 – 30/09/2025 PROGRAMAÇÃO DA DISCIPLINA QUINTAS-FEIRAS 19:00h às 20:50h AULAS AO VIVO 26/02/2026 a 30/06/2026 OFERTA DA DISCIPLINA Simulado 1 – 01/10/2025 TEAMS ATENDIMENTO AVALIAÇÕES Simulado 2 – 30/10/2025 AV – Agendamento à AVS Agendamento à O que é Criminalística Você vai identificar os conceitos fundamentais da criminalística, compreender as técnicas de preservação e coleta de vestígios, e analisar os procedimentos de registro e amarração da cena do crime, com foco na cadeia de custódia. Propósito O domínio dos conceitos e técnicas abordados é essencial para a atuação de profissionais das ciências forenses, pois garante a correta coleta, preservação e documentação dos vestígios em locais de crime, assegurando a integridade da prova e contribuindo para a justiça criminal. Objetivos Relacionar os conceitos de vestígios, evidências e indícios aos princípios científicos e procedimentos de preservação do local de crime, incluindo a aplicação da cadeia de custódia. Aplicar as técnicas de isolamento, preservação, registro e coleta de vestígios em simulações de exame pericial de local de crime. Avaliar a adequação dos registros gráficos e dos recursos tecnológicos utilizados na documentação e posicionamento de vestígios em diferentes tipos de cena de crime. A conexão com outras ciências forenses, evidenciando como ela se apropria de princípios científicos inicialmente desenvolvidos em diferentes campos do saber. Os conceitos fundamentais da criminalística — como vestígios, evidências e indícios — serão explorados em sua relação com os princípios essenciais de preservação do local de crime, destacando a importância desses elementos na construção de provas confiáveis para os processos judiciais. Técnicas de coleta e preservação de vestígios, com o objetivo de evitar sua perda ou a redução de sua eficácia como evidência. Discutiremosos procedimentos específicos que garantem a idoneidade do vestígio, com destaque para a cadeia de custódia, ferramenta essencial para assegurar que a integridade da prova seja mantida do local do crime até sua apresentação em juízo. Criminalística é a análise de vestígios materiais extrínsecos relativos ao local periciado, relacionando o modus operandi com a dinâmica descritiva. Esse termo foi utilizado pela primeira vez em 1893 por Hans Gross, jurista e magistrado, alemão, professor de Direito penal da Universidade de Graz, na Áustria, que publicou sua obra intitulada Criminal Investigation: A Pratical Handbook. Criminalística, também conhecida como Ciência Forense, versa sobre a análise de vestígios materiais extrínsecos relativos ao local periciado, relacionando o modus operandi com a dinâmica descritiva, oferecendo fundamentação material à instrução penal. Tem por objetivo a interpretação dos vestígios, pela aplicação de diversas ciências, visando esclarecer tecnicamente os problemas criminais relativos à determinação da existência do delito, a sua qualificação, a identificação do criminoso, a legalização e a perpetuação das provas materiais. O objetivo da criminalística é estabelecer a dinâmica do fato delituoso e apresentar provas materiais para a instrução penal. Confira na imagem a seguir as áreas que estão incluídas dentro de criminalística. Vestígios É o elemento essencial para uma investigação objetiva, em melhor análise, são todos os elementos materiais que encontramos em um local de crime. A coleta e preservação adequada das evidências são aspectos essenciais para qualquer investigação criminal bem-sucedida. A falta de isolamento e respectiva preservação dos vestígios em um local de crime, no Brasil, é um dilema com que os peritos lidam diariamente. A dificuldade em preservar o estado das coisas em um local de infração penal pode ser atribuída a uma questão cultural, em que a população, por curiosidade, se desloca por entre os vestígios, chegando muitas vezes a coletá-los, imaginando estarem contribuindo com a investigação, comprometendo assim, a legalidade do vestígio. Com a vigência da Lei nº 8.862/94 que alterou o art. 6º, incisos I e II, bem como o art. 169, do Decreto Lei nº3.689/41 (Código de Processo Penal), a responsabilidade pelo isolamento e preservação do local de crime passou a ser obrigação da autoridade policial que for designada para atender a ocorrência, e também dos demais segmentos funcionais (socorristas, investigadores, delegados, entre outros) que interagirem no local. Evidências É o vestígio que depois de analisado sabe-se ter relação ao evento periciado. Art. 6º Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade policial deverá: Dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e a conservação das coisas, até a chegada dos peritos criminais; Apresentar os objetos que tiverem relação com o fato, após liberados pelos peritos criminais. Art. 169º Para o efeito de exame do local onde houver sido praticada a infração, a autoridade providenciará imediatamente para que não se altere o estado das coisas até a chegada dos peritos, que deverão instruir seus laudos com fotografias, desenhos ou esquemas elucidativos. Parágrafo único – Os peritos registrarão, no laudo, as alterações do estado das coisas e discutirão, no relatório, as consequências dessas alterações na dinâmica dos fatos. Essas determinações legais, que garantem nova condição para o local de crime estão previstos nos dispositivos a seguir, transcritos do Código de Processo Penal (CPP). A dificuldade em preservar o local de crime parece ainda mais grave quando a autoridade policial, agente responsável em preservar e isolar o local, não cumpre a sua obrigação prevista em Lei. No parágrafo único do art. 169 do CPP obriga ao perito registrar e refletir sobre as consequências técnicas da não preservação e isolamento do local de infração penal para a análise da cena do crime deixada pelo(s) infrator(es) e pela(s) vítima(s). Se as condições da integridade física de um local violado não forem comentadas no laudo, não importando se por motivo justificado ou não, fatalmente levarão as investigações e a justiça a erro. Exemplo: Como exemplo uma vítima que se sentiu mal, caiu sobre o passeio de pedestres, bateu a cabeça e veio a óbito, ao sofrer a intervenção de bombeiros e/ou paramédicos, teve seu corpo movimentado, os bolsos de suas vestes vasculhados à procura de documentos que o identificasse, parte de suas roupas cortadas ou removidas para localização de ferimentos. Se não for informado ao perito, que chegou posteriormente ao local, e este não comentar em seu laudo os efeitos de tal intervenção, parecerá que houve latrocínio ou algo parecido. O registro pelo perito das condições de isolamento e preservação do local quando feitos de maneira correta demonstrará a credibilidade dos vestígios materializados e consequentemente a confiabilidade da interpretação da prova. Plano de Ensino Da criminalística e seus vestígios/ Local de infração penal Documentação de Investigação Pericial/ Manchas e deposições de sangue Do Cadáver em local de Crime/ Exames em vidros em local de crime Reprodução simulada e impressão/ Papiloscópica Técnicas de levantamento de impressão/ Perícia em local de acidente de trânsito I Perícia em local de acidente de trânsito II TEMAS Conhecer os conceitos básico e metodologias empregadas em exames periciais em locais de crime OBJETIVOS Bibliografia Básica LIMA, Renato Sérgio de Lima; RATTON, José Luiz; AZEVEDO, Rodrigo Ghiringhelli. Crime,polícia e justiça no Brasil. São Paulo: Contexto, 2014 Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/6682 LIPINSKI, A.C. Perícias criminais.. Curitiba: Contentus, 2020 Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Loader/184117/pdf WENDT, E.; LOPES, F.M.(Orgs. Investigação criminal: ensaios sobre a arte de investigar crimes. Rio de Janeiro: Brasport, 2014 Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/160688/epub Bibliografia complementar CROCE, Delton; CROCE JUNIOR, Delton. Manual de medicina legal. 8. ed.. São Paulo: Saraiva, 2011 Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788502149533 FRANÇA, Genival Veloso de. Fundamentos de medicina legal. 3. ed.. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018 Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788527733373 FRANÇA, Genival Veloso de. Medicina legal. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017 Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788527732284 MENDRONI, Marcelo Batlouni. Curso de investigação criminal. 3.ed.. São Paulo: Atlas, 2013 Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788522476947 MOSSIN, Heráclito Antônio. Garantias fundamentais na área criminal.. São Paulo:: Manole, 2014 Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788520448519 Bons estudos. Até a próxima aula! Profª Ms. Daniella Diniz