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ECONOMIA E NEGÓCIOS
Unidade II
5 MICROECONOMIA E MERCADOS
Vejamos, inicialmente, do que trata a economia. Os economistas, em geral, admitem que a 
discussão sobre economia surge no mesmo período da Revolução Industrial e com o desenvolvimento 
dos mecanismos de mercado de formação de preço e alocação dos recursos de produção. Assim, a 
economia é percebida como uma ciência já no século XIX e, desde então, seus especialistas debatem 
incansavelmente sobre seu campo de atuação e seus limites.
Do ponto de vista antropológico, o ser humano vem estabelecendo relações de troca com seu 
grupo e com a natureza desde sempre, assim o fazendo, em parte, para garantir as condições materiais 
necessárias para a sua sobrevivência. Em período anterior ao século XVIII, havia atividade econômica, e 
sobre ela foram escritas obras e realizados estudos.
 Saiba mais
O filme indicado a seguir mostra os diferentes estágios do 
desenvolvimento social da espécie humana. Embora ele tenha tomado 
a liberdade de colocar todos os estágios como se tivessem ocorrido 
simultaneamente, você poderá perceber o valor e a importância de cada 
transformação e o quanto nossa sociedade e nosso modo de viver foram 
historicamente construídos ao longo do tempo.
A GUERRA do fogo. Direção: Jean‑Jacques Annaud. Canadá: Lume 
Filmes, 1981. 97 min.
No entanto, consideramos a gênese da ciência econômica como aquela relacionada à investigação 
de uma determinada forma de organização econômica, qual seja, aquela que resulta das relações 
existentes no mercado. Uma explicação possível é que, apenas a partir do nascimento da economia 
de mercado tornou‑se possível falar em atos econômicos com interesses e objetivos essencialmente 
econômicos; que apenas a partir do advento da economia de mercado as relações sociais passaram a ser 
explicadas em função de um sistema econômico organizado.
Como era organizada a produção de bens e serviços antes da economia de mercado? Naquele 
tempo, o chefe de família provia sua prole, era isso o que a sociedade esperava dele. As trocas eram 
realizadas não para o lucro, mas para a sobrevivência material. Produzia‑se comida não para vendê‑la 
e, a partir da venda, obtinha‑se lucro; produzia‑se para consumir. Após a instituição de governo, 
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Unidade II
este passou a distribuir a riqueza para os cidadãos, esse era o seu papel. É apenas com o advento 
do capitalismo que os fatores de produção (mão de obra, terra, conhecimento técnico, capacidade 
empresarial e dinheiro, entre outros) não apenas são dirigidos ao mercado, mas passam a fazer parte 
dele. Compra‑se e vende‑se mão de obra. Compra‑se e vende‑se conhecimento. O dinheiro passa a 
ter um custo, mensurado por meio dos juros que os bancos cobram para fornecê‑lo sob a forma de 
crédito. Trabalha‑se não para produzir os bens necessários, mas para obter recursos capazes de serem 
trocados pelos bens necessários. Essa é uma diferença fundamental e que marca um momento de 
transição nas formas de organização da sociedade.
Normalmente, os atos econômicos anteriores às sociedades capitalistas, ou que nelas não estejam 
inseridos, são objeto de estudo dos antropólogos econômicos. Considerando nossos objetivos, basta 
não confundirmos a economia (ciência) com o próprio sistema de mercado. Entende‑se por ciência 
econômica a ciência que investiga como fatores escassos de produção são alocados para a produção 
de bens e serviços que se destinam a saciar necessidades ilimitadas. Em contrapartida, economia de 
mercado, e aquela relacionada aos negócios, representa a forma pela qual, nas sociedades capitalistas, a 
reprodução material das sociedades passou a acontecer por meio de instituições orientadas para objetivos 
econômicos, como os mercados (CERQUEIRA, 2001, p. 399). Assim, nos mercados, as trocas produzem 
preços, sendo essas “trocas realizadas como resultado de barganha, de uma negociação, onde cada parte 
é livre para buscar sua vantagem e não tem que se submeter, por exemplo, a preços pré‑estabelecidos 
por algum agente regulador externo” (CERQUEIRA, 2001, p. 400). Portanto, compreenderemos que, na 
economia de mercado,
 
toda a organização da produção é confiada aos mercados, que compõem 
um sistema autorregulado: indivíduos perseguindo apenas seu interesse 
pessoal ofertam e demandam mercadorias, fazendo com que estes bens 
alcancem um preço determinado. As decisões sobre o que e quanto produzir 
serão tomadas com base apenas nos preços informados pelos mercados, que 
sinalizam as expectativas de ganho em cada processo produtivo. Da mesma 
maneira, a distribuição do produto depende apenas de preços, já que eles 
formam os rendimentos de cada indivíduo: aluguel e salários são os preços 
do uso da terra e da força de trabalho; o lucro é a diferença entre o preço do 
produto e os preços dos insumos necessários para sua produção. Em resumo, 
a reprodução material da sociedade depende de que tudo alcance um preço, 
ou seja, se comporte como uma mercadoria, inclusive a terra e o trabalho 
(CERQUEIRA, 2001, p. 402).
Seria possível haver economia sem economia de mercado? Os economistas não respondem de 
forma consensual e unânime à questão. Para Judensnaider e Manzalli (2011), o surgimento da economia 
ocorreu não apenas por que a estrutura econômica passou a ser a de mercado (finalmente havendo 
o que se investigar), mas porque as condições do pensamento científico daquele momento permitiram 
que ela, enquanto saber, se organizasse, enfim, de forma sistemática e autônoma. Também é importante 
ressaltar que somente naquele momento (e, de forma hegemônica, até os dias de hoje), o que se há 
para investigar são justamente as relações que se estabelecem no mercado. Considerar como seu objeto 
de análise única e simplesmente a economia de mercado significa represá‑la de forma tautológica à 
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ECONOMIA E NEGÓCIOS
imutabilidade das estruturas e relações materiais tais como as desenvolvidas no Ocidente a partir do 
século XVIII: a economia, sob essa ótica, seria tão somente o estudo das maneiras como o Ocidente se 
organizou em termos de determinada estrutura econômica.
 Saiba mais
É interessante, nos tempos atuais, a produção de uma enormidade 
de estudos relacionados a outras culturas, particularmente em relação às 
respostas dadas por elas aos problemas de produção de bens e serviços 
capazes de satisfazer as necessidades da comunidade. Nesse sentido, 
recomenda‑se acessar o site da Associação Brasileira de Antropologia (ABA).
Disponível em: http://www.portal.abant.org.br. Acesso em: 3 abr. 2023.
Embora isso acrescente dificuldade à investigação econômica, há que se considerar, portanto, que 
o sistema de mercado foi historicamente construído, não sendo “uma entidade acima do tempo e do 
espaço” (SILVEIRA, 2007, p. 8). Da mesma forma, os pressupostos comportamentais de racionalidade 
econômica (autointeresse e propensão para o lucro) não são naturais, mas socialmente construídos.
Há economia sem mercado? Apesar de a antropologia ter demonstrado a existência de outras 
racionalidades socioeconômicas, “é intrínseca à racionalidade econômica moderna, como uma espécie de 
monopólio epistemológico e moral, a desvalorização dos outros modos de vida diferentes do conduzido 
pela lei do valor” (SILVEIRA, 2007, p. 7).
Conforme Judensnaider e Manzalli (2011), os economistas ainda estão a debater possíveis respostas 
a essa pergunta e, embora esse debate seja extremamente interessante, ele extrapola os limites deste 
livro‑texto. Assim, assumiremos que, segundo os parâmetros científicos da modernidade, a economia 
nasceu na época de Adam Smith, no século XVIII, sendo Riqueza das nações um texto fundador, obra 
que marca uma mudança na natureza da reflexão sobre os temas econômicos, não tanto pela criação 
de novos conceitos, mas pelo estabelecimento de um novo arranjo dos conceitos, de um novo ponto de 
vista. Não se trata apenas do fato de que a reflexão sobre assuntos econômicos tenha deixado de ser 
tópica, fragmentada e guiada por interesses essencialmenteequilíbrio inicial. Desenhe o diagrama de oferta e demanda. Dê um 
nome ao preço e ao produto inicial de equilíbrio;
87
ECONOMIA E NEGÓCIOS
2. evento e deslocamento. Algum evento ocorre. Pergunte‑se como a 
demanda e a oferta se alterariam se o preço não mudasse de seu nível inicial. 
Desenhe a nova curva de oferta ou demanda;
3. permita que o preço mude. Ao preço antigo, uma falta ou um 
excesso do bem ocorreria. Uma falta resultará em um preço mais alto. 
Um excesso resultará em um preço mais baixo. Como uma mudança 
no preço nunca desloca as curvas, não desenhe nenhuma curva mais;
4. novo equilíbrio. O novo preço e a nova quantidade de equilíbrio estarão 
no ponto no qual as novas curvas de oferta e demanda se cruzem.
 Saiba mais
Para se aprofundar nos deslocamentos das curvas de demanda 
e de oferta, leia o livro indicado a seguir. Há um capítulo dedicado 
inteiramente ao assunto e com muitos exemplos de aplicação. Não deixe 
de consultá‑lo.
PASSOS, C. R. M.; NOGAMI, O. Princípios de economia. 7. ed. São Paulo: 
Cengage Learning, 2016.
6 ESTRUTURAS DE MERCADO: VISÃO CONCEITUAL
Esse tema aborda a forma como as empresas estão divididas nos diversos ramos de atividade 
econômica. Envolve analisar o tipo de produto que produzem, bem como o comportamento de seus 
concorrentes. Por fim, neste tópico conheceremos qual é a estratégia que as empresas utilizam para 
determinar seus lucros.
As várias formas ou estruturas de mercado que as empresas se encontram dependem, fundamentalmente, 
de três características:
• número de empresas que compõem esse mercado;
• tipo de produto;
• existência ou não de barreiras ao acesso de novas empresas.
São basicamente quatro as estruturas de mercado predominantes: o mercado de concorrência 
perfeita, o de monopólio, a concorrência monopolística e o oligopólio. Vamos conhecê‑los?
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Unidade II
6.1 Concorrência perfeita e imperfeita
Um mercado de concorrência perfeita é um tipo de mercado em que há grande número de 
vendedores e de compradores, de tal sorte que cada um deles, isoladamente, detém poder insignificante, 
não afetando os níveis de oferta e de demanda de mercado e, consequentemente, o preço de equilíbrio. 
Para que um mercado seja de concorrência perfeita, algumas características devem ser reunidas, como:
• grande quantidade de compradores para grande quantidade de vendedores;
• produto homogêneo;
• mercado transparente;
• total liberdade à entrada e saída de agentes, tanto compradores quanto vendedores;
• mercado atomizado;
• empresas seguidoras de preços de mercado.
Figura 44 – A feira livre é um exemplo de mercado em concorrência perfeita
Disponível em: https://cutt.ly/QwqR0Ycs. Acesso em: 25 maio 2023.
A feira livre é um exemplo de mercado onde se encontram aqueles que oferecem produtos e aqueles 
que têm a intenção de comprá‑los. É do encontro entre essas diferentes expectativas que se formam os 
preços. Nesse tipo de mercado, no longo prazo, não existem lucros extraordinários (quando as receitas 
superam os custos), mas apenas os chamados lucros normais, que representam a remuneração implícita 
do empresário.
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ECONOMIA E NEGÓCIOS
 Observação
Do ponto de vista da teoria microeconômica, a estrutura de mercado de 
concorrência perfeita é uma construção teórica, simplificada da realidade, 
por assumir que, a partir da construção de modelos simples, pode‑se 
explicar a realidade mais complexa.
Construção teórica ou não, o fato é que uma empresa atuando como concorrente perfeito 
também terá o objetivo de lucro. Melhor ainda: terá como objetivo a maximização de seu lucro e, 
assim, precisa decidir quais quantidades produzidas são aquelas que atingem o objetivo. Como se 
trata de um mercado em que há muitos vendedores de um mesmo produto, a margem de manobra 
quanto ao preço de venda da mercadoria fica bastante prejudicada, por isso o preço é fixado 
pelo mercado.
Nesse tipo de mercado, a curva de demanda tem a configuração de uma reta, mostrando o preço 
estabelecido pelo mercado, e todas as firmas componentes desse mercado tornam‑se tomadoras de 
preços. Nenhuma firma isoladamente tem condições de alterar o preço ou praticar preço superior ao 
fixado pelo mercado. Contudo, diante do preço dado pelo mercado, ela poderá vender quanto puder, 
limitada apenas por sua estrutura de produção e custos.
(a)
P
P*
P
E E
Q*Q*
Q
Q
D
D
O
(b)
Cmg
Figura 45 – Curvas de demanda e oferta em concorrência perfeita
Em concorrência perfeita, como a quantidade demandada e a quantidade ofertada do bem se dão 
por muitos compradores e por muitos vendedores, o preço é estabelecido a partir do encontro das 
curvas de demanda e de oferta. No gráfico (b) da figura anterior, a curva de demanda se transforma na 
própria curva do preço que foi obtida no ponto de equilíbrio, conforme ilustrado no gráfico (a). Portanto, 
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Unidade II
o preço do bem é fixado pelo mercado e, após isso, as firmas seguem o preço estipulado. Dessa forma, 
são também chamadas de seguidoras de preços ou tomadoras de preços. Cabe às empresas administrar 
sua função custo para que haja lucros normais. A função custo desse tipo de empresa é representada 
pela curva de custo marginal, Cmg, e o ponto de equilíbrio nesse mercado passa a ser determinado pela 
intersecção das curvas de demanda e custo marginal. Assim, cabe uma pergunta: onde reside o ganho da 
empresa em mercado de concorrência perfeita? Resposta: nas quantidades que consegue comercializar 
ou na oportunidade de oferecer alguma diferenciação naquilo que comercializa.
 Observação
Embora alface seja um produto homogêneo, dentro da homogeneidade 
do bem, há algumas ramificações: alface lisa, crespa, romana, americana, 
mimosa, roxa. Referem‑se ao mesmo bem, mas são diferentes.
Figura 46 – O mercado produtor de laranjas funciona 
praticamente em uma estrutura de concorrência perfeita
Disponível em: https://bit.ly/3Ks3dWG. Acesso em: 3 abr. 2023.
O mercado de monopólio apresenta condições diametralmente opostas às da concorrência perfeita. 
Nele existe, de um lado, um único empresário dominando inteiramente a oferta e, de outro, todos os 
consumidores. Não há, portanto, concorrência nem produto substituto. Nesse caso, ou os consumidores 
se submetem às condições impostas pelo vendedor, ou simplesmente deixarão de consumir o bem ou 
serviço. O fornecimento de energia elétrica nas cidades é um exemplo de empresa em monopólio.
Para existir monopólios, deve haver barreiras que impeçam a entrada de novas firmas no mercado. 
Essas barreiras podem advir de diversas formas, sendo o monopólio puro ou natural uma delas. 
Esse caso ocorre quando o mercado, por suas próprias características, exige a instalação de grandes 
plantas industriais, as quais operam normalmente com economias de escala e a custos unitários 
bastante baixos, possibilitando à empresa cobrar preços baixos por seu bem ou serviço, o que acaba 
praticamente inviabilizando a entrada de novos concorrentes.
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ECONOMIA E NEGÓCIOS
Podemos elencar ainda como barreiras:
• elevado volume de capital requerido para montar uma indústria monopolista;
• as marcas e patentes;
• o controle de matéria‑prima específica;
• as instituições.
A legislação brasileira proíbe a existência de monopólio, permitido apenas para aqueles segmentos de 
mercado em que, para o perfeito funcionamento, deveria existir apenas uma empresa. São os chamados 
monopólios institucionais ou estatais considerados estratégicos ou de segurança nacional, por exemplo, 
a energia elétrica e o petróleo.
Figura 47 – O setor de energia elétrica representa monopólio
Disponível em: https://bit.ly/40BGOf9. Acesso em: 3 abr. 2023.
Diferentemente da concorrência perfeita, como existem barreiras à entrada de novas empresas, os 
lucros extraordinários devem persistir também no longo prazo em mercados monopolizados. Vejamos a 
demanda do monopolista na figura a seguir, onde:
P = preço
Q = quantidade
Cmg = custo marginal
D = demanda
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Unidade II
Rme = receita médiaRmg = receita marginal
Om = quantidade ofertada pelo monopolista
Pm = preço cobrado pelo monopolista
Qm = quantidade demandada pelos consumidores
Pmáx = preço maximizador de lucros
Qmáx = quantidade maximizadora de lucros
P Cmg
Om
E
Pm
Pmáx
Qmáx Qm Q
D = Rme
Rmg
Figura 48 – Demanda do monopolista
Precisamos agora interpretar a leitura do gráfico para compreendê‑lo. A curva de demanda 
do  monopolista representada por D reflete o quanto o monopolista necessita atender 
à demanda de mercado, pois é a única empresa a oferecer o bem e a prestar o serviço. Assim, a 
curva de demanda também reflete a receita média do monopolista, Rme, representando a receita 
por unidade de produto vendido, e é calculada pelo emprego da seguinte expressão:
Rme = RT / Q
93
ECONOMIA E NEGÓCIOS
Onde:
Rme = receita média 
RT = receita total de vendas
Q = quantidade vendida do bem ou serviço
Nessa estrutura de mercado, a curva de demanda da empresa é a própria curva de demanda do 
mercado como um todo, D. Como a empresa é exclusiva no mercado, não está sujeita aos preços vigentes. 
Todavia, isso não significa que poderá aumentar os preços indefinidamente.
A curva de custo marginal reflete as mesmas relações daquelas acentuadas para o caso da 
concorrência perfeita. Agora aparece mais uma curva, a receita marginal, Rmg. Apresenta o acréscimo 
de receita à medida que são aumentadas as quantidades comercializadas. Ela pode ser obtida pelo 
emprego da expressão:
Rmg = ∆RT / ∆Q
Onde: 
Rmg = receita marginal
∆RT = variação da receita total
∆Q = variação da quantidade
Conforme o gráfico anterior, o monopolista não utiliza a igualdade entre oferta e demanda para 
determinar os preços e a quantidade de equilíbrio. A maximização dos lucros é obtida igualando‑se 
o custo marginal (Cmg) à receita marginal (Rmg). Essa quantidade indicada por Qmáx combina com 
o Pmáx, que significam, respectivamente, quantidade maximizadora de lucros e preço maximizador de 
lucros. Nesse ponto, o lucro econômico é normal, pois há igualdade entre Rmg e Cmg. O que se gasta a 
mais para produzir é exatamente o volume de receita auferida pela venda de unidades adicionais. Bem 
sabemos que uma situação como essa não deve perdurar em situação de monopólio puro, haja vista a 
existência de apenas uma unidade empresarial de oferta.
Assim, a empresa em monopólio exercerá seu poder de influência de mercado e adotará uma 
política de preços mais elevados do que aquele que gera o lucro normal. Procurará algum ponto 
em que o lucro extraordinário esteja presente. Tal ponto é representado no gráfico em Om, oferta 
de monopólio, em que Pm, preço cobrado pelo monopolista, combine com Qmáx. O que isso significa? 
Significa que a empresa em monopólio oferece menores quantidades do que aquelas requeridas pela 
demanda, cobrando um preço mais elevado do que o real necessário. Assim, a empresa em monopólio 
é conhecida como ditadora de preços, estabelecedora de preços.
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Unidade II
Conforme Silva e Luiz (2018, p. 186),
O monopólio puro é um tipo extremo de mercado, em que apenas uma 
empresa vende um produto para o qual não existem bons substitutos. 
A importância dessa empresa no mercado é absoluta, pois com o 
encerramento de suas atividades o mercado deixaria de existir, pelo fato de 
o bem fabricado por ela não mais ser ofertado. O produto ofertado nesse 
mercado é diferenciado, não homogêneo, não havendo possibilidade de ser 
substituído por outros satisfatoriamente. O monopólio puro também é uma 
situação de mercado dificilmente encontrada no mundo real. Na iniciativa 
privada, esse tipo de mercado não é encontrado pelo fato de ser impossível 
para qualquer empresa que esteja operando nesse regime impedir a 
entrada de outra empresa no mercado ofertando um produto similar ao 
seu. Os únicos casos de monopólio puro são encontrados no setor público, 
como o abastecimento de água de uma cidade, que está a cargo do governo 
estadual ou da prefeitura. Nesse caso, temos realmente um monopólio puro, 
pois a companhia que fornece a água é a única naquele mercado, ou seja, na 
cidade, e a água não tem nenhum substituto próximo satisfatório.
 Saiba mais
Sobre o monopólio, ou situação de monopólio, leia a matéria 
indicada a seguir, de Brian LaSorsa. O site também possui outros textos 
relacionados ao assunto.
LASORSA, B. Cinco maneiras de se criar um monopólio. Mises Brasil, 
7 nov. 2013. Disponível em: https://bit.ly/40DYOp5. Acesso em: 3 abr. 2023.
O oligopólio é um tipo de estrutura marcada por um pequeno número de empresas que dominam a 
oferta de mercado. Pode caracterizar‑se como um mercado em que há pequeno número de empresas, 
como a indústria automobilística, ou então onde há grande número de empresas, mas poucas dominam 
o mercado, a exemplo da indústria de bebidas. A aviação aérea é outro exemplo de oligopólio.
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ECONOMIA E NEGÓCIOS
Figura 49 – A aviação aérea comercial é um exemplo de oligopólio
Disponível em: https://bit.ly/3m6FIcj. Acesso em: 3 abr. 2023.
Conforme Silva e Luiz (2018, p. 186),
 
O oligopólio é um regime de mercado intermediário entre a concorrência 
pura e o monopólio puro. No oligopólio, temos um número de produtores 
pequeno o suficiente para que cada empresa seja importante, de modo que 
as ações de uma afetam as demais e os preços dos bens por elas produzidos. 
Além disso, esses bens, apesar de perfeitamente substituíveis entre si, são 
diferenciados, permitindo que o consumidor saiba exatamente qual empresa 
produziu determinado produto.
No oligopólio, tanto as quantidades ofertadas quanto os preços podem ser fixados entre as empresas 
por meio de conluios ou cartéis. Normalmente, as empresas discutem suas estruturas de custos, embora o 
mesmo não ocorra com relação a sua estratégia de produção e de marketing. Há uma empresa líder que, 
via de regra, fixa o preço, respeitando as estruturas de custos das demais, e há empresas satélites, que 
seguem as regras ditadas pelas líderes. Esse é um modelo chamado de liderança de preços. Ainda para 
Silva e Luiz (2018, p. 186, grifo nosso),
 
Esse regime de mercado [o oligopólio] talvez seja o mais comumente 
encontrado na vida real. Os exemplos que podem ser citados são vários, 
indo desde bens de consumo duráveis, como os eletrodomésticos em 
geral e os automóveis, até bens de consumo não duráveis, como sabão 
em pó e pasta de dente. O que caracteriza, à primeira vista, um caso 
concreto de oligopólio é a marca do produto. De fato, as geladeiras, 
por exemplo, são conhecidas pelo consumidor por suas marcas, que 
identificam sua origem e a empresa que as produziu. E embora todas 
as geladeiras prestem o mesmo tipo de serviço e satisfaçam às mesmas 
necessidades, cada consumidor individualmente prefere esta ou aquela 
marca. O mesmo acontece com o sabão em pó e os automóveis.
96
Unidade II
Quanto aos objetivos da empresa oligopolista de maximização de lucros, a teoria microeconômica 
apresenta duas correntes: aquela oferecida pela teoria marginalista e aquela oferecida pela organização 
industrial (PASSOS; NOGAMI, 2016).
Pela abordagem marginalista, a maximização de lucros se dá por:
LT = RT – CT
Onde: 
LT = lucro total
RT = receita total
CT = custo total
 Observação
De acordo com essa abordagem, basta então que os custos de produção 
sejam menores do que as receitas de vendas, que haverá lucros para essa 
empresa oligopolista.
A abordagem da organização industrial não enfatiza a maximização de lucros pura e simples, mas sim 
a maximização de mark‑up. A teoria do mark‑up repousa na constatação empírica de que as empresas 
não conseguem prever adequadamente a demanda por seu produto e, portanto, suas receitas, mas 
conhecem seus custos. Como tem poder oligopolista, elas podem fixar os preços com base nos custos. 
Difere da teoria marginalista, na qual a empresa, para fixar seu preço no lucro máximo, precisa prever 
também as receitas, o que envolve conhecer a demanda por seu produto, para igualar suas receitas 
marginais aos custos marginais.Para que a empresa chegue a seu preço de venda, deverá ter em mente seus custos de produção e 
qual será sua taxa de mark‑up. Dessa forma, o preço será composto de:
p = (1 + m)c
Onde: 
p = preço do produto
m = taxa de mark‑up, que é uma porcentagem sobre os custos diretos
c = custo direto unitário
97
ECONOMIA E NEGÓCIOS
Portanto, o mark‑up será dado pela diferença entre a receita de vendas e os custos diretos.
mark‑up = RT – custos diretos
 Observação
A taxa de mark‑up deve cobrir, além dos custos diretos, os custos fixos, 
e atender certa taxa de rentabilidade desejada pela empresa oligopolista.
A concorrência monopolista é uma estrutura intermediária entre a concorrência perfeita e o 
monopólio, mas que não se confunde com o oligopólio. Há número relativamente grande de empresas 
com poder concorrencial, porém com segmentos de mercados e produtos diferenciados, seja por 
características físicas, seja por embalagens, seja por prestação de serviços.
Figura 50 – Restaurantes são exemplos de concorrência monopolística
Disponível em: https://bit.ly/40DwlQa. Acesso em: 3 abr. 2023.
Essas empresas detêm alguma margem de manobra para fixação dos preços, mas não é muito 
ampla, uma vez que existem produtos substitutos no mercado. Essas características acabam 
conferindo um pequeno poder monopolista sobre o preço de seu produto, embora o mercado 
seja competitivo.
Conforme explicam Silva e Luiz (2018, p. 187),
 
A concorrência monopolística é uma situação de mercado em que há um 
número suficientemente grande de produtores, de modo que cada produtor 
individualmente não é importante. Todos eles produzem um mesmo produto, 
mas na mente dos consumidores cada um deles é diferente dos demais, de 
acordo com a empresa que o produz. Neste caso temos um elemento da 
concorrência perfeita, que é o razoável número de empresas produzindo o 
98
Unidade II
mesmo bem, de modo que a saída de uma empresa do mercado não tem 
efeito sobre as demais. Temos, também uma característica do oligopólio, que 
é o fato de cada produto ser diferente dos demais – pelo menos na mente do 
consumidor –, apesar de altamente substituíveis entre si. Como exemplos, 
temos as fábricas de roupas da moda, os produtos têxteis e a prestação de 
serviços em grandes cidades.
O quadro a seguir sumariza as principais estruturas de mercado e suas características.
Quadro 3 
Estrutura Número de 
empresas
Diferenciação 
do produto
Condições 
de entrada 
e saída
Influência 
sobre o preço Exemplos
Concorrência 
perfeita Muitas Produto 
homogêneo Fácil
Nenhuma, pois 
são tomadoras 
de preços
Alguns 
produtos 
agrícolas
Monopólio Uma
Produto único, 
sem substituto 
próximo
Difícil Forte Serviços de 
energia elétrica
Concorrência 
monopolista Muitas Produto 
diferenciado Fácil Leve
Comércio 
varejista, 
restaurantes, 
farmácias etc.
Oligopólio Poucas Homogêneo 
ou diferenciado Difícil Considerável
Homogêneo: 
alumínio
Diferenciado: 
automóveis
Adaptado de: Passos e Nogami (2016).
99
ECONOMIA E NEGÓCIOS
 Resumo
Esta unidade apresentou o estudo da teoria microeconômica. 
Iniciamos o texto descrevendo as questões centrais da teoria, e a principal 
delas é que, para analisar um mercado específico, a microeconomia 
desenvolveu um conjunto de pressupostos que garante a aplicabilidade 
dos dados analisados. Isso é permitido pelo uso da hipótese coeteris 
paribus, em que o analista microeconômico, ou microeconomista, se 
preferir, consegue direcionar seu foco exclusivamente ao mercado 
escolhido para análise. Outro pressuposto de grande importância reside 
no princípio da racionalidade, indicando que os agentes econômicos 
envolvidos no estudo buscarão sempre a maximização de sua função 
utilidade.
Depois, passamos a entender a teoria do consumidor, quando 
acentuamos a teoria da demanda. Percebemos que esta explica o 
comportamento racional do consumidor diante da grande variedade 
de bens que têm à sua disposição. Para o desenvolvimento da teoria 
da demanda, destacamos conceitos e definições do que influencia 
o consumo, bem como a função demanda com seus determinantes. 
Vimos que o preço do bem não é o único fator que determina consumo 
e que deve ser analisado ponderando‑se as condições do momento. 
Avançamos na teoria com a apresentação da curva de demanda e a lei 
geral da demanda.
Também acentuamos os ofertantes. Após apresentar a teoria da 
oferta, percebemos que ela explica o comportamento do vendedor, 
do produtor, do ofertante, portanto, que a análise deste difere 
completamente da análise do consumidor. Nesse aspecto, estudamos a 
lei geral da oferta, sobretudo, a curva de oferta.
Como os conceitos de demanda e oferta pressupõem a ideia de 
mercado, esta unidade ilustrou o funcionamento de mercado a partir 
das funções mencionadas anteriormente. Percebemos que, apesar da 
existência de conflitos entre as duas partes – demandantes e ofertantes –, 
há um ponto de satisfação entre eles. Chamamos esse ponto de ponto 
de equilíbrio. No curto prazo, o ponto de equilíbrio é estático, porém 
não permanente no longo prazo. Condições da demanda ou da oferta, 
ou seja, condições de mercado, deslocam o ponto de equilíbrio entre 
preços e quantidades para mais ou para menos, dependendo da influência 
recebida. Para tanto, deslocamentos das curvas de demanda e de oferta 
foram analisados.
100
Unidade II
Em seguida, estudamos as estruturas de mercado, notadamente, 
o reconhecimento de como são estabelecidos os preços de mercado 
por diferentes empresas em diferentes situações de produção e 
concorrência. A concorrência perfeita foi o primeiro mercado a ser 
estudado, por apresentar‑se mais simples do que os demais. Vimos que 
a principal característica desse tipo de mercado é a ausência de poder 
de decisão aos agentes individuais, mas forte em termos coletivos.
O monopólio, estrutura de mercado extremamente diferente 
da concorrência perfeita, também foi considerado. Neste, o poder de 
mercado está nas mãos do ofertante, pois é único em seu mercado 
específico. Nesse sentido, sua existência é importante para a sociedade 
quanto à oferta do bem específico. Contudo, causa ineficiência em termos 
de alocação de recursos pela geração do peso morto ao consumidor.
O oligopólio é outra estrutura de mercado em que existem poucas 
grandes empresas dominando a oferta de um bem ou serviço que pode 
ser padronizado ou diferenciado. A concorrência acirrada entre os 
participantes é forte, principalmente na oferta, o que faz que a empresa 
oligopolista tenha que administrar de forma eficiente sua estrutura 
de custos para bem poder precificar o que vende ou produz. Por fim, 
a concorrência monopolista, ou monopolística para alguns autores, 
coloca‑se entre a concorrência perfeita e o monopólio, reunindo 
características desses dois mercados.
Na teoria microeconômica, preocupamo‑nos com a abordagem de 
equilíbrio parcial, analisando determinado mercado sem considerar os 
efeitos que esse mercado pode ocasionar sobre os demais. A preocupação 
central estava em descobrir o comportamento dos preços de uma 
mercadoria, quantidades produzidas de outra ou a fixação de condições 
de lucratividade por empresas estabelecidas em diferentes mercados.
101
ECONOMIA E NEGÓCIOS
 Exercícios
Questão 1. Leia o texto a seguir.
O preço de equilíbrio é o único preço em que os planos dos consumidores e os planos dos produtores 
concordam, ou seja, nesse caso, a quantidade que os consumidores desejam comprar do produto 
(quantidade demandada) é equivalente à quantidade que os produtores desejam vender (quantidade 
ofertada). Essa quantidade em comum é chamada de quantidade de equilíbrio. Para qualquer outro 
preço, a quantidade demandada não se iguala à quantidade ofertada. Logo, o mercado não está em 
equilíbrio naquele preço.
A palavra equilíbrio significa harmonia. Se um mercado está em seu preço e em sua quantidade de 
equilíbrio, então não há motivo para afastar‑se daquele ponto. Entretanto, se um mercado não está 
em equilíbrio,as pressões econômicas surgem para movê‑lo em direção ao preço e à quantidade de 
equilíbrio. Se o preço for maior do que o preço de equilíbrio, poderá existir mais oferta do que procura. 
Se o preço for menor do que o preço de equilíbrio, poderá existir mais procura do que oferta.
Adaptado de: https://bit.ly/3zjxVKY. Acesso em: 28 mar. 2023.
Suponha que, para determinado produto, as curvas de demanda (D) e de oferta (O) sejam as 
apresentadas na figura a seguir.
Preço (R$)
Quantidade
2.500,00
2.400,00
2.300,00
2.200,00
2.100,00
2.000,00
1.900,00
1.800,00
1.700,00
1.600,00
1.500,00
1.400,00
1.300,00
1.200,00
1.100,00
1.000,00
900,00
800,00
700,00
600,00
500,00
400,00
300,00
200,00
100,00
‑
Demanda
Oferta
12011511010510095908580757065605550454035302520151050
Figura 51
102
Unidade II
Para essa situação, avalie as afirmativas a seguir.
I – O ponto de equilíbrio ocorre quando o preço for R$ 1.400,00.
II – A quantidade de equilíbrio é 65 unidades.
III – Se o preço de cada unidade for R$ 1.100,00, haverá escassez de produtos em 65 unidades.
IV – Se o preço de cada unidade for R$ 1.500,00, haverá excesso de oferta em 15 unidades.
É correto apenas o que se afirma em:
A) I.
B) II e III.
C) I, III e IV.
D) I, II e IV.
E) I e II.
Resposta correta: alternativa D.
Análise das afirmativas
I – Afirmativa correta.
Justificativa: o ponto de equilíbrio é aquele em que, para determinado preço, a quantidade 
demandada é igual à quantidade ofertada. Isso ocorre no ponto de intersecção entre as curvas de oferta 
e de demanda. A figura a seguir mostra o ponto de equilíbrio.
103
ECONOMIA E NEGÓCIOS
Preço (R$)
Quantidade
2.500,00
2.400,00
2.300,00
2.200,00
2.100,00
2.000,00
1.900,00
1.800,00
1.700,00
1.600,00
1.500,00
1.400,00
1.300,00
1.200,00
1.100,00
1.000,00
900,00
800,00
700,00
600,00
500,00
400,00
300,00
200,00
100,00
‑
12011511010510095908580757065605550454035302520151050
Oferta
Demanda
Quantidade de 
equilíbrio = 65
Preço de equilíbrio = 
R$ 1.400,00
Ponto de 
equilíbrio
Figura 52
A figura mostra que o preço de equilíbrio é R$ 1.400,00.
II – Afirmativa correta.
Justificativa: a resolução da afirmativa anterior mostra que, no preço de equilíbrio, a quantidade 
demandada e ofertada é 65 unidades.
III – Afirmativa incorreta.
Justificativa: quando marcamos no gráfico de oferta e de demanda o valor de R$ 1.100,00, obtemos 
o apresentado na figura a seguir.
Preço (R$)
Quantidade
2.500,00
2.400,00
2.300,00
2.200,00
2.100,00
2.000,00
1.900,00
1.800,00
1.700,00
1.600,00
1.500,00
1.400,00
1.300,00
1.200,00
1.100,00
1.000,00
900,00
800,00
700,00
600,00
500,00
400,00
300,00
200,00
100,00
‑
Demanda
Oferta
12011511010510095908580757065605550454035302520151050
Quantidade demandada 
95 unidades
Quantidade ofertada 
50 unidades
Ponto de 
equilíbrio
Preço = R$ 1.100,00
Figura 53
104
Unidade II
Na figura anterior, podemos observar que, quando o preço de cada unidade é R$ 1.100,00, não existe 
equilíbrio, e a demanda é maior do que a oferta. Para esse preço, a quantidade ofertada é 50 unidades e 
a quantidade demandada é 95 unidades. Isso significa que haverá escassez de 45 unidades.
IV – Afirmativa correta.
Justificativa: para o preço de R$ 1.500,00 as quantidades ofertada e demandada são as mostradas 
na figura a seguir.
Preço (R$)
Quantidade
2.500,00
2.400,00
2.300,00
2.200,00
2.100,00
2.000,00
1.900,00
1.800,00
1.700,00
1.600,00
1.500,00
1.400,00
1.300,00
1.200,00
1.100,00
1.000,00
900,00
800,00
700,00
600,00
500,00
400,00
300,00
200,00
100,00
‑
Demanda
Oferta
12011511010510095908580757065605550454035302520151050
Preço = R$ 1.500,00
Quantidade ofertada 
70 unidades
Quantidade demandada 
55 unidades
Ponto de 
equilíbrio
Figura 54
Na figura anterior, podemos observar que, para o preço de R$ 1.500,00, a quantidade ofertada é 
70 unidades, e a quantidade demandada é 55 unidades. Isso significa que haverá excesso de oferta 
em 15 unidades.
105
ECONOMIA E NEGÓCIOS
Questão 2. As quatro estruturas de mercado predominantes são a concorrência perfeita, o monopólio, 
a concorrência monopolística e o oligopólio.
Com relação ao oligopólio, avalie as afirmativas a seguir.
I – O oligopólio caracteriza‑se pela presença de poucas empresas, que consideram sua interdependência 
estratégica no momento de suas decisões.
II – No oligopólio existe uma empresa líder, que determina o preço, e as empresas satélites, que 
seguem a líder.
III – No modelo de oligopólio, a empresa líder escolhe primeiro o preço, tendo como premissa a 
maximização do lucro.
IV – No oligopólio, há grande número de vendedores e de compradores, de tal sorte que cada 
um deles, isoladamente, detém poder insignificante, não afetando os níveis de oferta e de demanda 
de mercado.
É correto o que se afirma em:
A) I, apenas.
B) II e III, apenas.
C) I, II e III, apenas.
D) I, III e IV, apenas.
E) I, II, III e IV.
Resposta correta: alternativa C.
Análise das afirmativas
I – Afirmativa correta.
Justificativa: no oligopólio, existem poucas empresas no setor, que tomam decisões estratégicas 
independentes. Um exemplo de oligopólio é a indústria automobilística.
II – Afirmativa correta.
Justificativa: no oligopólio, normalmente, as empresas discutem suas estruturas de custos, embora o 
mesmo não ocorra com relação às estratégias de produção e de marketing. Há uma empresa líder, que, 
106
Unidade II
geralmente, fixa o preço, respeitando as estruturas de custos das demais, e há empresas satélites, que 
seguem as regras ditadas pelas líderes.
III – Afirmativa correta.
Justificativa: no oligopólio, a empresa líder fixa o preço, tendo como objetivo a maximização do 
lucro. Ela faz isso com base em seus custos.
IV – Afirmativa incorreta.
Justificativa: a estrutura de mercado em que há grande número de vendedores e de compradores, de 
tal sorte que cada um deles, isoladamente, detém poder insignificante, não afetando os níveis de oferta 
e de demanda de mercado, é a estrutura de concorrência perfeita.práticos, como nos escritos mercantilistas. 
Importa, sobretudo, que ela tenha ganhado a forma de uma disciplina autônoma, desligada da ética 
e da filosofia política, no interior das quais a escolástica e as doutrinas do direito natural ainda a 
enquadravam (CERQUEIRA, 2001, p. 397).
É evidente que a compreensão do contexto histórico que vai ensejar o nascimento das ciências 
econômicas traz à tona uma questão vital: afinal, se a economia surge por meio do esforço de se 
distinguir da história, da sociologia, da ética, da filosofia moral e da política, poderíamos ser levados 
a crer na existência de uma distância entre ela e essas outras áreas, especialmente do ponto de vista 
da delimitação do seu objeto de estudo ou da determinação de sua metodologia de investigação. 
Esse é um problema que economistas da atualidade vêm buscando lidar e equacionar. Assim, debateremos 
48
Unidade II
aqui não apenas as condições necessárias para o surgimento da economia de mercado, mas também 
os desafios que esse sistema e sua investigação têm de enfrentar hoje.
5.1 Sistemas de preços e mercado de bens
A microeconomia, a mais antiga forma de produzir análise econômica, fornece um instrumental 
analítico que é empregado por praticamente todos os ramos do pensamento econômico dominante. 
O prefixo micro é derivado da palavra grega mikros, que representa “pequeno”. Assim, a microeconomia 
estuda o comportamento de unidades econômicas muito específicas, por exemplo, um consumidor, 
um trabalhador, uma empresa, uma família, uma indústria, mercados específicos etc. De acordo com 
Vasconcellos e Oliveira (2000), os princípios que caracterizam a elaboração da teoria microeconômica 
apoiam‑se em duas condições:
• Pressupõe‑se que a economia seja composta de unidades tomadoras de decisão, também 
chamadas de agentes econômicos, entendidos estes como empresas enquanto produtoras 
e vendedoras de mercadorias, e as famílias como consumidoras das mercadorias produzidas 
pelas empresas.
• Cada um desses agentes detém um único objetivo – a maximização de seu bem‑estar, ou a 
maximização de seus resultados. No caso dos agentes individuais, consumidores ou famílias, seus 
objetivos são de melhorar seu padrão de consumo diante das oportunidades de consumo que lhe 
são oferecidas e diante de sua capacidade de consumo, ou seja, de sua restrição orçamentária. 
Por sua vez, o agente econômico empresa deve cumprir seu objetivo de obtenção de lucro e 
maximizá‑lo, também diante de restrições que lhe são impostas pelo ambiente econômico.
A teoria microeconômica, ou análise de equilíbrio parcial, preocupa‑se em dar respostas às seguintes 
questões: 
• O que determina o preço dos diversos tipos de bens e serviços?
• O que define a remuneração de um trabalhador?
• O que estipula o quanto de cada mercadoria será produzida?
• O que determina a maneira pela qual um indivíduo gasta sua renda entre os mais diversos tipos 
de bens e serviços?
Em sentido mais amplo, a teoria microeconômica, ao presumir que o sistema econômico oferece 
limites para a obtenção dos objetivos a serem atingidos pelos agentes econômicos, e que esses limites 
são relativamente determinados pela escassez de recursos, procura descobrir quais são os melhores 
resultados alcançados em um sistema econômico diante das restrições que o sistema econômico impõe 
aos agentes.
49
ECONOMIA E NEGÓCIOS
Para responder tais questionamentos, construindo modelos que representam de forma simplificada 
a realidade, a teoria microeconômica lança mão de algumas técnicas empregadas na construção dos 
modelos, a exemplo da teoria do consumidor, bem como dos estudos das diferentes estruturas de 
mercado em que as mais diversas empresas estão inseridas. Passemos, então, ao conhecimento dessas 
teorias e seus desdobramentos.
5.1.1 Teoria do consumidor
Trata do estudo de como a demanda se fundamenta no comportamento dos consumidores. A teoria:
• serve de guia para a elaboração e interpretação de pesquisas de mercado, principalmente as 
relacionadas com o lançamento de novo produto;
• fornece métodos para comparar a eficácia de diferentes políticas de incentivo ao consumidor;
• fornece elementos à avaliação da eficiência dos sistemas econômicos.
A teoria do consumidor divide‑se em duas outras: a teoria da utilidade e a teoria de escolha. 
A primeira pode ser entendida como uma medida de satisfação, ao explicar a diferença entre utilidade 
total e utilidade marginal.
Para entendermos essas duas teorias, utilidade e escolha, vamos efetuar um simples raciocínio: se as 
pessoas demandam mercadorias, ou seja, se consomem determinadas mercadorias, isso ocorre porque 
as mercadorias são necessárias à manutenção da vida, portanto, o consumo deve promover algum tipo 
de prazer ou satisfação.
Como vimos em definições anteriores, precisamos efetuar escolhas para melhor alocação de nossos 
esforços. Em se tratando do consumo de mercadorias, dado que nossa renda não é o bastante para 
consumir tudo aquilo que desejamos, o agente econômico, agindo de forma racional, procurará empregar 
seus recursos limitados entre as melhores alternativas de uso possível.
Abstraindo dessa ideia para a noção de consumo, se devemos, agindo racionalmente e pensando 
na maximização de nossos bem‑estar, despender parte de nossa renda ao consumo de mercadorias 
necessárias à manutenção de nossa vida, fica estabelecido então que as mercadorias que desejamos são 
úteis e raras.
 Observação
Note que consumo de necessidade é diferente de consumo de desejo. 
Sabe diferenciar um do outro?
50
Unidade II
Imaginando que o prazer ou a satisfação percebida pelo consumidor ao adquirir uma mercadoria 
possam ser medidos, teríamos então uma medida de satisfação traduzida em utilidade.
Conforme Silva e Luiz (2018, p. 153‑154),
A utilidade de um bem ou de um serviço é sua capacidade de satisfazer às 
necessidades das pessoas. Assim, a utilidade da água é saciar a sede, de um 
automóvel é sua capacidade de transportar pessoas, objetos etc. Podemos 
dizer, então, que um consumidor, agindo racionalmente, procurará obter 
a maior utilidade possível a partir de sua renda, que recebe o nome de 
orçamento. Para obter essa utilidade, sua renda será usada na aquisição 
de bens e serviços, que chamamos de cesta de mercadorias. Assim sendo, 
é razoável pensar que, quanto maior o orçamento do consumidor, maiores 
serão suas possibilidades de obter maior quantidade de utilidade, ou seja, de 
melhor satisfazer às necessidades. Para maximizar sua utilidade, isto é, obter 
o maior grau possível de satisfação, o consumidor deve escolher quais bens 
e serviços vai adquirir e também em que quantidade, pois seu orçamento já 
apresenta, por si só, uma limitação.
Como as pessoas deveriam alocar seus recursos escassos de modo a obter o maior valor? Para um 
economista responder a tal questionamento, utilizará da análise marginal: “a análise dos benefícios e 
custos da unidade marginal de um bem” (WESSELS, 2002, p. 10).
Um exemplo bastante simples, o paradoxo da água e do diamante, usado por uma grande quantidade 
de autores, ilustra o que estamos dizendo. Por que a água, mais necessária à vida humana, é relativamente 
barata, e o diamante, supérfluo, tem preço tão elevado? Ocorre que a água tem grande utilidade total, 
mas, como é encontrada em abundância, tem baixa utilidade marginal, enquanto o diamante, por ser 
escasso, tem grande utilidade marginal. Traduzindo: o que se tem em grande quantidade, valoriza‑se 
pouco; o que se tem em pouca quantidade, valoriza‑se muito!
Outro exemplo, agora pensando em uma barra de chocolate e em uma criança que nunca havia 
experimentado tal produto. A primeira barra de chocolate apresentada a uma criança deve resultar em 
um elevado grau de satisfação quando consumida. Portanto, ela terá um elevado grau de utilidade, 
tanto total quanto marginal. Se uma segunda barra é dada à mesma criança, o grau de satisfação 
também será elevado, assim como serão as utilidades totais e marginais. Conformeformos aduzindo 
unidades crescentes de barras de chocolates à mesma criança, chegará um momento em que o grau 
de satisfação já não será mais elevado quanto o da primeira e, portanto, sua utilidade marginal será 
decrescente. Vejamos a curva de utilidade total e o que ela demonstra.
51
ECONOMIA E NEGÓCIOS
Consumo
Utilidade total
Figura 16 – Curva de utilidade total
Observando a curva de utilidade total, notamos que ela mostra que, à medida que aumentamos as 
quantidades consumidas de uma mesma mercadoria, há elevação no grau de satisfação, ou seja, em 
sua utilidade total, até um ponto em que acréscimos no consumo resultam em utilidades constantes 
e, desse ponto em diante, decrescentes. Esse fenômeno é resultado de outro conceito de satisfação: 
o conceito de utilidade marginal. Vejamos a curva.
Consumo
Utilidade marginal
Figura 17 – Curva de utilidade marginal
De acordo com a curva de utilidade marginal, percebemos que o grau de satisfação diminui à medida 
que são aumentadas as quantidades de consumo de determinada mercadoria. Isso pode refletir aquele 
exemplo das barras de chocolates e a criança. Ou seja, a última unidade de chocolate acrescida ao 
consumo traz menos satisfação, produz menor utilidade marginal, ou seja, diminui a utilidade total.
Tome como exemplo o bem H2OH: nem é refrigerante, nem é água, é um misto dos dois; assim, o 
fabricante diz não ser refrigerante por conter menor quantidade de gases em relação aos conhecidos. 
Quando o bem foi lançado, a empresa fez uma grande campanha de marketing para fazer‑se conhecida. E o 
consumidor? Insatisfeito por natureza, desejará conhecer o novo produto. Pois bem: conhece ao comprar 
e beber. E depois? Se gostou, volta a comprar, e assim por diante. Há como medir o grau de satisfação 
desse consumidor ao beber o primeiro gole do bem H2OH? E o segundo gole? É possível como medir?
Highlight
52
Unidade II
É disso que estamos tratando ao apresentar as noções de utilidade total e utilidade marginal. 
Nesse exemplo, a utilidade total surgirá quando o consumidor conseguir “matar a curiosidade”, 
quando experimentar o bem. Depois, continuando a consumir o bem, este já não será mais novidade, 
será costume. Podemos dizer, portanto, que há um decréscimo em sua utilidade marginal: a cada 
nova unidade do bem que for consumido, menos satisfação terá o consumidor. É por essa razão 
que as empresas devem sempre inovar, inventar coisas ou novas formas de fazer o consumidor 
sentir utilidade total novamente: troca de embalagem, mudança em formulação, campanhas 
publicitárias e promocionais são alguns exemplos de chamada do consumidor. Outra forma é retirar 
momentaneamente o bem de circulação para que o consumidor sinta falta dele e, ao retornar, o 
consumidor volta a adquiri‑lo, às vezes, a preços maiores.
Exemplo de aplicação
Se alguém está com sede, o que satisfaz necessidade: água ou algum outro bem que possa exercer 
a função da água? O que é consumo de necessidade e o que é consumo de desejo? Procure responder: 
por qual deles pagamos mais?
Ao entender a utilidade total e a marginal, sabemos como a ciência econômica investiga o 
comportamento do consumidor, assumido como racional. Partindo do princípio de que o consumidor 
adquira somente produtos que lhe gerem satisfação combinada com seu nível de renda, é interessante 
inserir na análise o papel desempenhado pelos preços dos produtos. Vejamos agora como se dá o 
comportamento do consumidor a partir da teoria da demanda.
5.1.1.1 Teoria da demanda
Preocupa‑se com o comportamento do consumidor em relação ao consumo de mercadorias. 
Entende‑se por demanda a procura de um indivíduo por um determinado bem ou serviço. Demanda 
refere‑se, então, à quantidade de um bem ou serviço que o consumidor está disposto e capacitado a 
comprar em determinado período.
 Observação
A expressão demanda remete a uma condição de vontade de consumo, 
o que difere do ato da compra. Está ligada à necessidade ou mesmo ao 
desejo de consumir.
A demanda, diferentemente de compra, representa uma intenção de compra, sobretudo por 
causa da restrição orçamentária e de outros determinantes da demanda. Vejamos, então, alguns 
determinantes de demanda:
53
ECONOMIA E NEGÓCIOS
• preço do bem ou serviço;
• renda ou riqueza do consumidor;
• gostos e preferências do consumidor;
• preços de bens relacionados (substitutos ou complementares) na demanda;
• demais determinantes.
Com os determinantes da demanda, podemos obter uma função demanda:
Função demanda = Qdx = ƒ (P, R, PBR, G, E)
Onde:
Qdx = quantidade demandada do bem x
P = preço do bem x
R = renda ou orçamento do consumidor
PBR = preço de bens relacionados no consumo do bem x, a exemplo dos substitutos e/ou 
complementares
G = gosto e preferência do consumidor
E = expectativa do consumidor sobre o mercado do bem x
Veja o seguinte: quando o preço dos televisores está mais baixo nas lojas de venda especializada 
desse tipo de bem durável, o que ocorre com o comportamento do consumidor? Podemos desenhar uma 
função demanda para esse caso:
Qdt = ƒ (Pt)
Onde:
Qdt = quantidade demandada de televisores
(Pt) = preço do televisor
Como sugerimos queda de preços, então a função pode ser representada da seguinte forma:
↑ Qdt = ƒ (↓Pt)
54
Unidade II
O que ela indica? Que o consumidor apresenta uma tendência de demandar mais televisores quando 
os preços desse tipo de bem estão mais baixos. Mais: que o consumidor apresenta tendência em aumentar 
as quantidades demandadas de televisores. Pode ser que já exista um na residência do consumidor e que 
ele deseje mais um. Portanto, o que influenciou a quantidade demandada de televisores foi o preço do 
bem, e não a renda do consumidor, por exemplo. E se a renda fosse a grande influenciadora da demanda 
por televisores, como seria a função?
Qdt = ƒ (R)
Onde:
Qdt = quantidade demandada de televisores
(R) = renda
Pois bem: se a renda do consumidor aumentar, o que ocorre? E se diminuir? O efeito será o mesmo? 
Não, e nem pode ser. Em caso de aumento na renda, o consumidor agora tem mais condições de adquirir 
mais televisores, portanto, a demanda por televisores aumentará.
↑ Qdt = ƒ (↑R)
Você já é capaz de entender o efeito de diminuição de renda?
Lembra‑se de como surge a renda da uma sociedade? Dos tipos de renda existentes?
Outro determinante da demanda é o PBR: preço de bens relacionados na demanda, chamados de 
complementares ou substitutos. Bens complementares são tipos de bens que o consumo de um enseja, 
necessariamente, o consumo de outro. Exemplos: pão e manteiga, dispositivos móveis e serviços de 
streaming, máquinas fotográficas e cartão de memória, impressoras e papel, impressoras e cartuchos 
de tinta. Imagine que em determinado tempo tenha aumentado muito o preço das impressoras. Como 
será a função demanda por impressoras?
Qdi = ƒ (Pi)
Onde:
Qdi = quantidade demandada de impressoras
(Pi) = preço da impressora
E o efeito? Queda de demanda de impressoras, conforme a função a seguir.
↓ Qdi = ƒ (↑ Pi)
55
ECONOMIA E NEGÓCIOS
Reflita um pouco: anteriormente, destacamos que existe um bem complementar à impressora. 
Lembra‑se qual é? Sim, muito bem: os cartuchos de tinta. Haverá influência no mercado de cartuchos 
de tinta caso haja queda de demanda por impressoras? Resposta: sim!
Qual é a função demanda de cartuchos de tintas em função do preço das impressoras?
Qdct = ƒ (Pi)
Onde:
Qdct = quantidade demandada de cartuchos de impressora
(Pi) = preço da impressora
Se haverá queda na demanda por impressoras, porque seu preço está mais elevado, menor quantidade 
de impressoras serão adquiridas. Assim, menos cartuchos de tinta serão adquiridos. O efeito, então, será:
↓ Qdct = ƒ (↑ Pi)
Figura 18 – Automóvel e combustível: bens complementares
Disponível em: https://bit.ly/3KVp0pV. Acesso em: 3 abr. 2023.
Por outro lado, bens substitutos são aqueles que o consumidor tem condições de escolher 
entre um ou outro. Exemplo: manteiga ou margarina, pão francês ou pão de forma,maçã ou pera, 
feijão‑carioca ou feijão‑preto. Os dois atendem às necessidades de consumo. Em outras palavras, o 
consumo de um pode substituir o consumo do outro. Se a ida ao supermercado mostra que os preços 
do feijão‑carioca estão exorbitantemente mais elevados em relação aos preços do feijão‑preto, qual 
adquirir? Como são substitutos, o preço de cada um deles exercerá influência sobre o consumidor. 
Lembrando que o consumidor é tratado na microeconomia como racional, comparará os preços dos dois 
56
Unidade II
bens e, entendendo estar diante de bens substitutos entre si, levará aquele que estiver com preço mais 
baixo. Demonstrando em função, teríamos:
Qdfp = ƒ (Pfc)
Nesse caso, o preço do feijão‑carioca (Pfc) influencia na demanda de feijão‑preto Qdfp.
Ou
Qdfc = ƒ (Pfp)
Em que o preço do feijão‑preto (Pfp) influencia na demanda de feijão‑carioca Qdfc.
Conforme o exemplo, haverá aumento na demanda de feijão‑preto em função da elevação no preço 
do feijão‑carioca.
↑ Qdfp = ƒ (↑ Pfc)
A) B) 
Figura 19 – Bovinos e suínos: sua carne são bens substitutos
Disponível em: A) https://bit.ly/3Kyor5h; B) https://bit.ly/3ZH0psX. Acesso em: 3 abr. 2023.
Entretanto, e se o consumidor não gostar de forma alguma de feijão‑preto? Mesmo com o preço 
mais baixo em relação ao feijão‑carioca, o consumidor não foi tocado a adquirir feijão‑preto, não gosta 
desse tipo de produto! Assim, entra em cena mais um determinante da demanda, qual seja, G, gosto e 
preferência do consumidor.
O gosto ou preferência do consumidor apresenta‑se como um elemento subjetivo que influencia a 
demanda. Como medir o gosto do consumidor por feijão‑preto em relação ao feijão‑carioca? Se seu 
consumo, digamos mensal, não inclui feijão‑preto ou pouco inclui em relação ao outro, dizemos que 
feijão‑carioca é preferível ao feijão‑preto. Por ser preferível, coloca‑se com certa subjetividade e pode 
influenciar a demanda de bens. O mesmo ocorre com outros determinantes da demanda, a exemplo das 
expectativas de mercado.
57
ECONOMIA E NEGÓCIOS
Os consumidores costumam tomar conhecimento dos preços dos bens que consomem, bem 
como ficar atentos às informações acerca dos setores que produzem tais bens. A formação de 
expectativas também influencia a demanda. Basta imaginar se por um período qualquer o Governo 
Federal anunciar que alguns bens de consumo durável, a exemplo de automóveis e eletrodomésticos 
de linha‑branca, estariam isentos de determinados impostos. O que faria boa parte da sociedade? 
Na expectativa de que o governo, findo o período de isenção, não mais adotasse a mesma medida, 
acabaria por antecipar compras, independentemente de suas formas de pagamento.
Como todos os determinantes da demanda sofrem variações simultaneamente, de consumidor 
para consumidor, e como pode haver modificação de influenciadores da demanda para um mesmo 
consumidor, a teoria microeconômica lança mão da utilização da condição coeteris paribus. O que vem 
a ser tal condição?
Imagine a seguinte situação: houve diminuição dos preços dos televisores e, ao mesmo tempo, 
elevação da renda da sociedade, diminuição do preço dos planos de TV por assinatura e serviços de 
streaming e aumento do custo da energia elétrica consumida pelos lares! Quatro coisas acontecendo ao 
mesmo tempo. Como estimar a demanda de televisores diante desse quadro?
A condição coeteris paribus significa “iguais às demais coisas” e permite à microeconomia analisar 
o que ocorre em um determinado mercado diante da modificação de alguma condição isolada, 
mantendo os demais influenciadores constantes. Exemplificando, se queremos saber o que ocorre 
com o mercado de leite diante do crescimento da renda de uma população, a teoria microeconômica 
analisa os impactos nesse mercado diante somente da modificação da renda, para, em um segundo 
momento, examinar o que ocorre com esse mercado quando houver modificação em alguma outra 
relação da demanda.
Se desejo saber o que ocorre no mercado de televisores, primeiro verificamos a influência que 
os preços exercem sobre a demanda desse tipo de bem. Depois, apura‑se a influência da renda do 
consumidor na demanda desse produto, desconsiderando‑se a influência do preço. Pela expressão 
economicamente correta, a pergunta seria: o que ocorre com o mercado de televisores diante da 
elevação da renda do consumidor, coeteris paribus? Como deve‑se ler tal pergunta: o que ocorre 
com o mercado de televisores diante da elevação da renda do consumidor, permanecendo tudo o 
mais constante?
A mesma pergunta pode ser feita desta forma: O que ocorre com o mercado de TV por assinatura 
e serviços de streaming, coeteris paribus, diante da elevação na renda do consumidor? Como ler? 
O que ocorre com o mercado de TV por assinatura e serviços de streaming, permanecendo tudo o mais 
constante, diante da elevação na renda do consumidor?
Quer outra? Vamos lá! Considerando apenas a diminuição no preço da manteiga, qual é o impacto 
na demanda por margarina? Utilizando a expressão ficaria: coeteris paribus, qual é o comportamento 
do mercado de margarina diante da diminuição no preço da manteiga?
58
Unidade II
Exemplo de aplicação
Tendo em mente o exemplo anterior, complete a frase a seguir.
Esquecendo, ou não considerando, demais fatores...
A condição coeteris paribus permite simplificar a realidade e, dessa forma, consegue dar respostas 
de comportamento de mercados no curto prazo. Essa condição significa que não há modificação de 
outras características ou circunstâncias além daquelas supostas na análise. Consiste, essencialmente, 
em compartilhar a economia de modo que os principais efeitos de uma mudança de parâmetro em 
determinado minimercado possam ser ressaltados sem considerar os efeitos colaterais em outros 
mercados, inclusive as reações, ou seu feedback.
 Saiba mais
Para conhecer melhor a aplicação inicial da condição coeteris paribus na 
análise econômica, leia a obra de Marshall indicada a seguir. A concepção 
geral dessa obra se baseia em uma visão microeconômica neoclássica do 
regime capitalista de produção, supondo‑se uma tendência natural para 
o equilíbrio, na qual as forças do mercado distribuíam os recursos da 
melhor maneira possível entre os diversos usos alternativos. Seu método 
de análise enfatiza as chamadas análises de equilíbrio parcial, com amplo 
uso da abordagem coeteris paribus, uma das mais famosas contribuições 
de Marshall.
MARSHALL, A. Princípios de economia. São Paulo: Abril Cultural, 1982. 
(Coleção Os Economistas).
Na teoria da demanda, o comportamento do consumidor representativo é demonstrado por uma 
relação entre preços dos bens que este consumidor está interessado em adquirir e suas respectivas 
quantidades. Tal relação é indicada por uma curva: a curva da demanda. Ela é formada pela combinação 
de pontos de preços de uma mercadoria (P) no eixo vertical com suas quantidades demandadas (Q) no 
eixo horizontal. Destaca uma lei geral: a lei geral da demanda. Observe a seguir essa curva.
59
ECONOMIA E NEGÓCIOS
P
D
Q
Figura 20 – Curva da demanda
A lei geral da demanda diz que as quantidades demandadas de um bem qualquer caminham em 
sentido contrário aos preços deste. De forma análoga, a curva de demanda mostra a relação inversa 
entre preços e quantidades demandadas. Quando o preço de uma mercadoria é elevado, as quantidades 
demandadas dessa mercadoria são baixas; quando são baixos, as quantidades são elevadas.
Observe com atenção a tabela a seguir.
Tabela 2 – Escala de demanda
Preço (UM$) Quantidade 
demandada Ponto
10,00 20 A
8,00 25 B
6,00 30 C
4,00 35 D
Com as informações dessa escala, podemos então construir a curva de demanda individual 
(figura a seguir).
60
Unidade II
10
8
6
4
AA
P
B
C
D
Q
20 25 30 35
Figura 21 – Curva de demanda individual
 Observação
Tanto pela escada de demanda quanto pela curva de demanda, é 
possível perceber a ocorrência da lei geral da demanda.
Analisando as informações da tabela bem como da curva de demanda, percebe‑seque, à medida que 
o preço apresenta queda, as quantidades demandadas aumentam. Quando o preço dessa mercadoria 
qualquer é UM$ 10,00, a quantidade demandada é de 20 unidades; quando o preço é de UM$ 8,00, 
25 unidades; quando o preço é de UM$ 6,00, há aumento de cinco unidades nas quantidades demandadas, 
ou seja, passam a ser 30 unidades; por fim, quando o preço é UM$ 4,00, 35 unidades.
 Observação
Note que demanda é diferente de quantidades demandadas. Demanda 
é intenção de compra, já quantidades demandadas representam, de fato, o 
quanto se consome em determinado nível de preços.
 Lembrete
Como a demanda representa relação inversa entre preços e quantidades, 
você poderia pensar no exemplo acentuado para o caso de os preços 
subirem. Nesse caso, as quantidades demandadas apresentariam queda.
61
ECONOMIA E NEGÓCIOS
Denominamos de curva de demanda individual as combinações das quantidades de uma mesma 
mercadoria que um consumidor isolado está apto a adquirir, por unidade de tempo, em relação aos 
comportamentos dos preços dessa mercadoria. Chamaremos curva de demanda de mercado quando 
uma escala de demanda apresentar as intenções de mais de um consumidor. Vejamos então uma nova 
escala de demanda.
Tabela 3 – Escala de demanda para vários consumidores
Preço (UM$) Consumidor 1 Consumidor 2 Consumidor 3 Consumo total Ponto
10,00 10 7 13 30 A
8,00 12 8 16 36 B
7,00 13 8 17 38 C
6,00 14 9 19 42 D
4,00 16 10 28 54 E
A escala ilustrada relaciona, para cada nível de preço, quantidades demandadas diferentes para 
cada um dos consumidores, demonstrando, dessa forma, a demanda total de mercado por um 
produto qualquer. Então, podemos proceder ao conhecimento da curva de demanda de mercado, 
que nada mais será do que demonstrar a relação entre os níveis de preços dessa mercadoria com 
as respectivas quantidades demandadas por todos os seus consumidores.
Exemplo de aplicação
Considerando a tabela anterior, você pode criar a curva de demanda individual para cada um dos 
consumidores. Faça a curva de demanda para o consumidor 1, relacionando o preço do bem como 
as quantidades que ele demanda. Construa a curva de demanda para o consumidor 2 relacionando, 
agora, o preço do bem com as quantidades que este consumidor demanda. Faça o mesmo com o 
consumidor 3.
A
P
B
C
D
E
Q30 36 38 42 54
10
8
7
6
4
Figura 22 – Curva de demanda de vários consumidores
62
Unidade II
Observe que a curva de demanda para vários consumidores reflete a mesma lei geral de demanda, 
e a análise pode ser por meio da queda de preços ou de sua elevação. Quando o preço do bem é de 
UM$ 10,00, preço comum para todos os consumidores, o consumidor 1 adquire 10 unidades, o 
consumidor 2 adquire sete e o consumidor 3 adquire 13. Assim, cada consumidor contribui com uma 
parcela do consumo total, que é de 30 unidades nesse nível de preços.
Quando o preço cai para UM$ 8,00, o que ocorre? O consumo total de mercado sobe para 
36 unidades. Vejamos o comportamento de cada consumidor: o consumidor 1 adquire mais duas 
unidades, o consumidor 2 adquire somente mais uma, enquanto o consumidor 3 adquire mais três. 
Mesmo que o preço seja idêntico para todos os consumidores, o comportamento de cada um deles 
é diferente. E quando o preço passa a ser de UM$ 7,00? O consumidor 1 adquire mais uma unidade; 
agora, seu consumo individual é de 13 unidades, e o consumidor 2 não adquire quantidades adicionais, 
permanecendo no mesmo nível de consumo de quando o preço era de UM$ 8,00. Ele continua 
consumindo apenas oito unidades, enquanto o consumidor 3 aumenta em mais uma unidade seu 
consumo, adquirindo agora 17 unidades. Você pode continuar o raciocínio quando os preços são de 
UM$ 6,00 e de UM$ 4,00.
O que explica comportamentos diferentes de consumo de um mesmo bem a diferentes preços? 
Várias podem ser as respostas. Podemos pensar em algumas:
• a renda do consumidor influencia no consumo;
• trata‑se de um bem de consumo saciado;
• como o produto é novo no mercado, inicialmente, os consumidores o adquiriram para conhecê‑lo; 
alguns continuam consumindo, enquanto outros se mostram indiferentes;
• pode ser um produto sazonal, a exemplo daquele consumo que acontece no período de Páscoa, 
Natal e outras datas comemorativas, por exemplo;
• o bem pode proporcionar elevado ou baixo grau de utilidade.
Exemplo de aplicação
As respostas anteriores correspondem à análise positiva ou normativa? Reflita, responda e procure 
apresentar outras hipóteses.
Da mesma forma que quantidades demandadas são influenciadas pelo preço do bem, a curva de 
demanda também sofre influência. Nesse caso, dependendo do determinante da demanda (renda do 
consumidor, preço de bens relacionados, gosto ou preferência do consumidor), a curva de demanda 
sofre deslocamentos positivos ou negativos. Aqui, precisamos efetuar uma distinção entre o que são 
movimentos da curva, também chamados de deslocamentos da curva, e movimentos ao longo da curva.
63
ECONOMIA E NEGÓCIOS
Movimentos ao longo da curva são percebidos quando o influenciador da demanda é o preço do 
bem. Pense no seguinte: coeteris paribus, o que ocorre com a quantidade demandada de carne de frango 
quando há diminuição de seus preços? Aumento ou diminuição nas quantidades demandadas? Aumento, 
muito bem. Como representar a curva de demanda por carne de frango? Mais: como representar a 
curva de demanda por carne de frango e o efeito das quantidades demandadas diante da diminuição 
de preço? Vamos lá.
Suponha que o quilo do preço da carne de frango esteja em UM$ 9,00 e que os consumidores, em 
conjunto, adquiram 1.200 kg. O preço do quilo cai para UM$ 7,20 e o consumo de mercado passa a ser 
de 2.200 kg. Temos aqui uma escala de demanda.
Tabela 4 – Escala de demanda por carne de frango
Ponto Preço (UM$) Quantidade 
demandada (kg)
A 9,00 1.200
B 7,20 2.200
Vejamos a representação da curva de demanda por carne de frango e o efeito das quantidades 
demandadas diante da diminuição de preço.
9,00
7,20
P
B
D
Qdcf
A
1.200 2.200
Figura 23 – Curva de demanda por carne de frango
Como houve diminuição no preço da carne de frango, P, e os consumidores passaram a adquirir 
maior quantidade do bem, (Qdcf), há um deslocamento de pontos ao longo da curva. O ponto inicial 
está em A, correspondendo ao preço UM$ 9,00 e a 1.200 kg. A queda de preços para UM$ 7,20 faz que 
as quantidades demandadas do bem sejam de 2.200 kg, o que é representado pelo ponto B. Assim, a 
modificação no preço provocou movimento de pontos ao longo da curva de demanda, D. Se o preço 
aumentar, o efeito será o contrário: deslocamento de ponto ao longo da curva de B para A.
64
Unidade II
 Observação
Você pode chamar deslocamento de pontos ao longo da curva ou 
simplesmente movimento ao longo da curva.
De forma diferente, deslocamentos da curva de demanda ocorrem quando a renda do consumidor, 
o preço de bens relacionados ou gosto ou preferência do consumidor apresentarem alteração individual 
ou em conjunto.
Em função da condição coeteris paribus, admite‑se que a alteração seja individual: um determinante 
de cada vez exercendo influência sobre a demanda.
 Lembrete
Da mesma forma que quantidades demandadas são influenciadas pelo 
preço do bem, a curva de demanda também sofre influência.
Voltemos ao exemplo em que a renda do consumidor influencia na demanda por televisores.
Qdt = ƒ (R)
Onde:
Qdt = quantidade demandada de televisores
(R) = Renda
Admita, coeteris paribus, crescimento da renda: o que ocorre? Você deve ter respondido que será 
elevada a demanda por televisores. E mais: deve ter imaginado rapidamente a função demanda para o 
caso proposto:
↑ Qdt = ƒ (↑R)
E qual é o impacto na curva de demanda?
65
ECONOMIA E NEGÓCIOS
P
P BA
D’
D
Q1 Q2 Qdt
Figura 24 – Demanda por televisores
Com a elevação na renda do consumidor, maior será a demanda por televisores, coeteris paribus. 
Assim, a curva de demanda original, D, combina o preço dos televisores com determinada quantidade,Q1, antes da alteração da renda, ponto A. Com a alteração da renda, a curva de demanda por televisores 
sofre deslocamento positivo, e agora é chamada D’. O ponto B demonstra novas, e maiores, quantidades 
demandadas de televisores, Q2, e o preço permanece constante.
 Observação
O fato de o preço ter permanecido constante deve‑se à alteração 
somente da função demanda influenciada pelo determinante renda. Como 
tudo o mais permaneceu constante, também permaneceu constante a 
influência da oferta e do comportamento do mercado.
Vejamos outro exemplo. Estamos agora preocupados em investigar o que acontece com o mercado 
de margarina se houver uma diminuição do preço da manteiga. Tratando‑se de bens substitutos, o 
consumidor racional tomará qual atitude? Se você está pensando que nosso agente racional demandará 
mais manteiga e menos margarina, acertou! Parabéns. Observe a seguir a representação gráfica.
66
Unidade II
B
Dmant
(a)
Demanda de manteiga
A
Q1 Q2
P1
P2
Q1
Dmarg
C
(b)
Demanda de margarina
Dmarg’
Figura 25 – Demanda de manteiga e de margarina
Em (a) temos a representação da demanda por manteiga, Dmant; em (b), da demanda por margarina, 
Dmarg. No início, a demanda por manteiga – Dmant – está no ponto A, onde P1 corresponde a Q1. A demanda 
por margarina está no ponto C. Com a queda de preço de manteiga, a nova quantidade demandada passa 
a ser B: P2,Q2. A diminuição no preço força queda de demanda por margarina, e a curva de demanda 
desse produto sofre deslocamento negativo, ou para a esquerda, e agora é representada por Dmarg’. 
No gráfico (b), a quantidade demandada de margarina permanece constante em Q1, mas, na prática, 
a quantidade demandada diminuirá. Por que isso ocorre? Porque, no momento, estamos trabalhando 
somente com a demanda.
Para que o consumidor possa exercer sua demanda por bens, alguém tem que ofertá‑los. Nesse 
sentido, passamos a considerar a teoria da oferta.
5.1.1.2 Teoria da oferta
Preocupa‑se com o comportamento dos empresários em relação à oferta de mercadorias. A oferta 
refere‑se à quantidade de um bem ou serviço que o produtor ou vendedor está disposto e capacitado a 
ofertar em determinado período de tempo.
De forma análoga à da demanda, a oferta será diferente de venda, porque representa uma 
intenção de venda, em função principalmente de alguns determinantes da oferta. Vejamos alguns 
determinantes da oferta:
• preço do bem ou serviço;
• preço dos fatores de produção;
67
ECONOMIA E NEGÓCIOS
• tecnologia;
• preço de bens relacionados (substitutos ou complementares) na oferta;
• clima;
• demais determinantes.
Com os determinantes da oferta, podemos obter uma função oferta:
Função oferta = Qox = ƒ (P, PFP, T, PBR, C, E)
Onde:
Qox = quantidade ofertada do bem x
P = preço do bem x
PFP = preço dos fatores de produção (custo dos fatores)
T = tecnologia de produção
PBR = preço de bens relacionados na produção do bem x, a exemplo dos substitutos e/ou 
complementares
C = condições climáticas e de solo
E = expectativa do ofertante sobre o mercado do bem x
Na oferta, o preço do bem impacta positivamente o crescimento de quantidades. Por qual motivo? 
Se um empresário qualquer percebe que o mercado está pagando um preço elevado pelo produto 
que vende, terá maior incentivo para aumentar a produção. Suponha um agricultor do setor de 
soja. Ao perceber que o consumo de soja mostra elevação, terá maior incentivo a continuar em tal 
produção, pois há demanda. Assim, poderá praticar uma política de crescimento de preços, uma 
vez que os consumidores se mostram favoráveis a tal produto. Se continuarem consumindo após o 
crescimento do preço, mais incentivado estará nosso agricultor a continuar com sua produção.
Por outro lado, se o mercado apresenta saturação e não valoriza o bem que se oferta, o empresário 
de qualquer setor sentir‑se‑á desmotivado e poderá procurar por outra atividade. Portanto, preços 
elevados influenciam positivamente quantidades ofertadas, e preços baixos influenciam negativamente 
quantidades ofertadas. Utilizando os termos da função oferta, temos:
68
Unidade II
↑Qo = ƒ (↑P)
E
↓Qo = ƒ (↓P)
Onde:
Qo = quantidade ofertada
P = preço do bem
Acompanhe outro exemplo: suponha que em determinado momento o preço dos tecidos tenha 
sofrido elevação em função de uma queda de produção. O que deve ocorrer com a oferta de calças?
 Observação
Estamos supondo que o tecido seja um fator de produção de calças.
Se houve diminuição na oferta de tecidos, as indústrias produtoras de calças terão menos fator de 
produção à sua disposição e, portanto, deverão produzir menor quantidade de calças. Dessa forma, 
haverá diminuição na oferta de calças. Vejamos a função que representa tal situação.
Qo = ƒ (PFP)
Onde:
Qo = quantidade ofertada
PFP = preço dos fatores de produção
Então, a função anterior seleciona apenas um determinante da oferta, qual seja, o preço dos fatores 
de produção. Aplicada ao exemplo, a função será:
↓ Qoc = ƒ (↑ Pt)
Onde:
Qoc = quantidade ofertada de calças
Pt = preço do tecido
69
ECONOMIA E NEGÓCIOS
A função representa exatamente a conclusão a que chegamos: o aumento do preço do tecido 
devido à diminuição da oferta desse fator de produção impacta negativamente o mercado de calças, 
causando a diminuição da oferta.
 Observação
Percebeu que, para os exemplos, novamente usamos um determinante 
da oferta de cada vez? É a condição coeteris paribus também presente na 
teoria da oferta.
Outro exemplo? Agora vamos utilizar a tecnologia como determinante da oferta.
Suponha uma indústria de bebidas que produza refrigerantes. Seu processo de produção é por esteira 
rolante; os recipientes são transportados pela esteira até o local em que receberão o líquido. Depois, 
o processo continua até o recebimento da tampa plástica para vedação. Estamos pensando em uma 
indústria que produza refrigerantes acondicionados em garrafas do tipo PET.
Figura 26 – Garrafas PET
Disponível em: https://cutt.ly/XwqCFtRN. Acesso em: 3 abr. 2023.
Há um mecanismo específico que fecha a garrafa após estar completada com o líquido correspondente. 
É uma máquina que coloca a tampa e fecha a garrafa. A empresa pensa em modernizar tal mecanismo 
aplicando uma nova tecnologia, que fará tal processo em menos tempo, o que resultará em mais 
agilidade no fechamento de cada garrafa, ou seja, mais garrafas estarão prontas em menos tempo.
70
Unidade II
A função que representa a situação anterior será:
Qor = ƒ (↑T)
Onde: 
Qor = quantidade ofertada de refrigerantes
T = tecnologia
 Saiba mais
Saiba mais sobre a produção de refrigerantes acessando o site da 
Afebras (Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil). Há notícias 
interessantes na plataforma.
Disponível em: http://afrebras.org.br. Acesso em: 3 abr. 2023.
Como todos os determinantes da oferta variam simultaneamente, de produtor para produtor, e 
como pode haver modificação no comportamento dos influenciadores da oferta para um mesmo 
produtor, a teoria microeconômica, assim como o faz na teoria da demanda, lança mão da utilização 
da condição coeteris paribus. Tal condição permite à microeconomia analisar o que ocorre em um 
determinado mercado diante da modificação de alguma condição isolada, mantendo os demais 
influenciadores constantes. Exemplificando: se nosso interesse é saber o que ocorre com o mercado 
de alfaces diante de um clima frio extremamente rigoroso, a teoria microeconômica analisa os 
impactos nesse mercado ponderando somente a condição do clima para, depois, analisar o que 
ocorre com esse mercado quando houver modificação em algum outro determinante da oferta.
 Observação
Considerando o exemplo anterior, e olhando para a função oferta, o 
determinante utilizado foi a condição climática.
Exemplo de aplicação
Você pode investigar como os bens relacionados na oferta, os chamados substitutos ou complementares, 
são tratados na teoria. Basta procurar livros de microeconomia para encontrar situações interessantes.71
ECONOMIA E NEGÓCIOS
Na teoria da oferta, o comportamento do produtor representativo é demonstrado por uma relação 
entre preços dos bens que esse produtor está interessado em ofertar e suas respectivas quantidades. 
Tal relação é indicada por uma curva: a curva da oferta. Ela é formada pela combinação de pontos de 
preços de uma mercadoria (P) no eixo vertical com suas quantidades ofertadas (Q) no eixo horizontal. 
Demonstra uma lei geral: a lei geral da oferta. Vejamos a curva de oferta.
O
P
Q
Figura 27 – Curva de oferta
A lei geral da oferta diz que as quantidades ofertadas de uma mercadoria qualquer caminham no 
mesmo sentido dos preços dessa mercadoria. De forma análoga, a curva de oferta mostra a relação direta 
entre preços e quantidades ofertadas. Quando o preço de uma mercadoria é elevado, as quantidades 
ofertadas dessa mercadoria são também elevadas; quando os preços são baixos, as quantidades ofertadas 
dessa mercadoria serão baixas.
Observe com atenção a tabela a seguir.
Tabela 5 – Escala de oferta
Preço (UM$) Quantidade ofertada Ponto
4,00 20 A
6,00 25 B
8,00 30 C
10,00 35 D
72
Unidade II
Com as informações dessa escala, podemos, então, construir a curva de oferta individual.
10
8
6
4
20 25 30 35
O
P
Q
Figura 28 – Curva de oferta individual
 Observação
Tanto pela escada de oferta quanto pela curva de oferta, é possível 
perceber a ocorrência da lei geral da oferta.
Analisando as informações da tabela, bem como da curva de oferta, percebe‑se que, à medida que o 
preço apresenta queda, as quantidades ofertadas aumentam. Quando o preço dessa mercadoria qualquer 
é UM$ 10,00, a quantidade ofertada é de 35 unidades; quando o preço é de UM$ 8,00, 30 unidades; 
quando o preço é de UM$ 6,00, há diminuição de cinco unidades nas quantidades ofertadas, ou seja, 
passam a ser 25; por fim, quando o preço é UM$ 4,00, 20 unidades.
 Observação
Note que oferta é diferente de quantidades ofertadas. Oferta é intenção de 
produção ou de venda, enquanto quantidades ofertadas representam, 
de fato, o quanto se oferece a determinado nível de preços.
Como a oferta representa relação direta entre preços e quantidades, você poderia pensar no exemplo 
acentuado para o caso de os preços subirem. Nesse caso, as quantidades ofertadas apresentariam elevação.
Denominamos curva de oferta individual as combinações das quantidades de uma mesma mercadoria 
que um produtor está apto a ofertar por unidade de tempo em relação aos comportamentos dos 
preços dessa mercadoria. Chamaremos de curva de oferta de mercado quando em uma escala de oferta 
estiverem demonstradas as informações de mais do que um produtor em relação a um mesmo produto. 
Vejamos então uma nova escala de oferta. Agora, a escala de oferta para vários produtores.
73
ECONOMIA E NEGÓCIOS
Tabela 6 – Escala de oferta para vários produtores
Preço (UM$) Produtor 1 Produtor 2 Produtor 3 Oferta total Ponto
4,00 10 7 13 30 A
6,00 12 8 16 36 B
7,00 13 9 16 38 C
8,00 14 9 19 42 D
10,00 16 10 28 54 E
A escala acentuada relaciona, para cada nível de preço, quantidades ofertadas diferentes para 
cada um dos produtores, demonstrando, assim, a oferta total de mercado por um produto qualquer. 
Podemos, então, proceder ao conhecimento da curva de oferta de mercado, que nada mais será do 
que demonstrar a relação entre os níveis de preços dessa mercadoria com as respectivas quantidades 
ofertadas por todos os produtores dessa mercadoria.
Exemplo de aplicação
Considerando a tabela anterior, você pode criar a curva de oferta individual para cada um dos 
produtores. Construa a curva de oferta para o produtor 1 relacionando o preço do bem como as 
quantidades que ele oferta. Faça a curva de oferta para o produtor 2 relacionando, agora, o preço do 
bem com as quantidades que esse produtor oferece. Faça o mesmo com o produtor 3.
30 36 38 42 54 Q
10
8
7
6
4
P
A
B
C
D
E
O
Figura 29 – Curva de oferta para vários produtores
Observe que a curva de oferta para vários produtores reflete a mesma lei geral de oferta, e a análise 
pode ser por meio da queda de preços ou de sua elevação. Quando o preço do bem é de UM$ 10,00, 
preço comum para todos os produtores, o produtor 1 está disposto a oferecer 16 unidades, o produtor 2 
oferece 10 unidades e o produtor 3 está apto a ofertar 28 unidades. Assim, cada produtor contribui com 
uma parcela da oferta total, que é de 54 unidades nesse nível de preços.
74
Unidade II
Quando o preço cai para UM$ 8,00, o que ocorre? A produção total de mercado cai para 42 unidades. 
Vejamos o comportamento de cada produtor: o produtor 1 oferece duas unidades a menos, o produtor 2 
diminui a oferta em uma unidade, enquanto o produtor 3 diminui em nove unidades sua oferta. Mesmo 
que o preço seja idêntico para todos os produtores, o comportamento de cada um deles é diferente. 
E quando o preço passa a ser de UM$ 7,00? O produtor 1 oferta uma unidade a menos (agora sua oferta 
individual passa a ser de 13 unidades) e o consumidor 2 não altera seu padrão de oferta, permanecendo 
no mesmo nível de oferta de quando o preço era de UM$ 8,00. Ele continua ofertando apenas nove 
unidades, enquanto o produtor 3 diminui outras três unidades de sua oferta, passando a oferecer agora 
apenas 16 unidades. Você pode continuar o raciocínio quando os preços são de UM$ 6,00 e de UM$ 4,00.
O que explica comportamentos diferentes de produção (oferta) de um mesmo bem a diferentes 
preços? Várias podem ser as respostas. Uma delas: a queda de preços não cobre os custos de produção, 
de modo que o produtor poderá incorrer em lucros menores.
Da mesma forma que quantidades ofertadas são influenciadas pelo preço do bem, a curva de oferta 
também sofre influência. Nesse caso, dependendo do determinante da oferta (preço dos fatores de produção, 
preço dos bens relacionados, tecnologia, condições climáticas), a curva de oferta sofre deslocamentos positivos 
ou negativos. Aqui vale a mesma distinção apresentada quando do tratamento da teoria da demanda: 
entre o que são movimentos da curva, também chamados de deslocamentos da curva, e movimentos ao 
longo da curva.
Movimentos ao longo da curva são percebidos quando o influenciador da oferta é o preço do bem. 
Pense no seguinte: coeteris paribus, o que ocorre com a quantidade ofertada de leite diante da diminuição 
de seus preços? Aumento ou diminuição nas quantidades ofertadas? Diminuição, pois se trata de relação 
direta entre preços e quantidades. Como representar a curva de oferta de leite? Mais: como indicar a curva 
de oferta de leite e o efeito das quantidades ofertadas diante da diminuição de preço? Vamos lá.
Figura 30 – O leite e sua fonte
Disponível em: https://cutt.ly/4wqR03K5. Acesso em: 15 maio 2023.
75
ECONOMIA E NEGÓCIOS
Suponha que o preço do litro de leite seja UM$ 3,00 e que os vendedores, em conjunto, ofertem 
12.000 litros. O preço do litro cai para UM$ 2,80 e a oferta de mercado passa a ser de 10.700 litros. Temos 
aqui uma escala de oferta.
Tabela 7 – Escala de oferta de leite
Ponto Preço (UM$) Quantidade ofertada (litros)
A 3,00 12.000
B 2,80 10.700
Vejamos a representação da curva de oferta de leite e o efeito das quantidades ofertadas diante 
da diminuição de preço.
10.700 12.000 QoI
3,00
2,80
O
A
B
P
Figura 31 – Curva de oferta de leite
Como houve diminuição no preço do leite, P, e os produtores passaram a ofertar menor 
quantidade do bem, (Qol), há um deslocamento de pontos ao longo da curva. O ponto inicial 
está em A, correspondendo ao preço UM$ 3,00 e a 12.000 litros. A queda de preços para 
UM$ 2,80 faz que as quantidades ofertadas do bem sejam de 10.700 litros, o que é representado 
pelo ponto B. Assim, a modificação no preço provocou movimento de pontos ao longo da curva 
de oferta, O. Se o preço aumentar, o efeito será o contrário: deslocamento de ponto ao longo da 
curva de B paraA.
De forma diferente, deslocamentos da curva de oferta ocorrem quando o preço dos fatores de 
produção, o preço dos bens relacionados, a tecnologia ou condições climáticas apresentarem alteração 
individual ou em conjunto.
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Unidade II
 Observação
Em função da condição coeteris paribus, admite‑se que a alteração seja 
individual: um determinante de cada vez exercendo influência sobre a oferta.
Voltemos ao exemplo da oferta de calças em função do tecido:
Qoc = ƒ (PFP)
Onde:
Qoc = quantidade ofertada de calças
(PFP) = preço de fator de produção
Figura 32 – Indústria têxtil
Disponível em: https://bit.ly/41lH95w. Acesso em: 3 abr. 2023.
Admita, coeteris paribus, diminuição da oferta de tecido e, portanto, crescimento no preço do tecido: 
o que ocorre? Você deve ter respondido que diminuirá a oferta de calças. E mais – deve ter imaginado 
rapidamente a função oferta para o caso proposto:
↓ Qoc = ƒ (↑Pt)
E qual é o impacto na curva de oferta?
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ECONOMIA E NEGÓCIOS
P
P B
A
O’
O
Q2 Q1 Qoc
Figura 33 – Oferta de calças
Com a queda na oferta de tecidos, menor será a oferta de calças, coeteris paribus. Assim, a curva 
de oferta original, O, combina o preço das calças com determinada quantidade, Q1, antes da alteração 
do preço e da queda de oferta de tecidos, ponto A. Com a alteração no mercado de tecidos, a curva de 
oferta de calças sofre deslocamento negativo, e agora é chamada de O’. O ponto B demonstra novas, 
e menores, quantidades ofertadas de calças, Q2, e o preço permanece constante.
 Observação
O fato de o preço ter permanecido constante deve‑se à alteração 
somente da função oferta influenciada pelo determinante preço 
de fatores de produção. Como tudo o mais permaneceu constante, 
também permaneceu constante a influência da demanda e do 
comportamento do mercado.
Estudemos outro exemplo. Analisando um agricultor, estamos agora preocupados em investigar o 
que acontece com o mercado de soja se houver uma diminuição do preço do milho.
78
Unidade II
Figura 34 – Milho
Disponível em: https://bit.ly/3GekRdI. Acesso em: 3 abr. 2023.
Tratando‑se de bens substitutos na produção, o produtor racional tomará qual atitude? Se você 
está pensando que nosso agente racional mudará a produção para o cultivo de soja, acertou! Parabéns. 
Por qual motivo? Simplesmente pelo fato de a queda do preço do milho desencorajar continuidade na 
produção, estimulando mudança para o cultivo de soja. Observe a seguir a representação gráfica.
Qom
(b) 
Oferta de soja
C D
Os’
Q1 Q2
Qos
Os
(a) 
Oferta de milho
P
P1
P2
BB
A
Om
Q2 Q1
P
Figura 35 – Oferta de milho e soja
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ECONOMIA E NEGÓCIOS
Em (a) temos a representação da oferta de milho, Om; em (b), a de soja, Os. No início, a oferta de 
milho, Om, está no ponto A, onde P1 corresponde a Q1. A oferta de soja está no ponto C. Com a queda do 
preço do milho, a nova quantidade ofertada passa a ser B: P2,Q2. A diminuição no preço força o aumento 
da oferta de soja, e a curva de oferta desse produto sofre deslocamento positivo, ou para a direita, e 
agora é representada por Os’. No gráfico (b), a quantidade ofertada de soja passa a ser Q2.
Figura 36 – Soja
Disponível em: https://bit.ly/3oDdBlT. Acesso em: 3 abr. 2023.
Pois bem: até o momento olhamos as duas teorias em separado: a da demanda e a da oferta, ambas 
com seus determinantes e deslocamentos. Agora vamos examinar como elas se comportam juntas.
5.2 Equilíbrio entre oferta e demanda e possibilidades de desequilíbrio
Como já estudamos a demanda e a oferta, devemos acentuar outro ponto, que é o local onde as 
relações da demanda se defrontam com as relações da oferta. Nesse local, quem quer comprar uma 
mercadoria relaciona‑se com quem quer vender determinada mercadoria e vice‑versa. Chamamos esse 
local de mercado.
No mercado, por meio da determinação de preços de mercadorias e suas respectivas quantidades, 
são realizadas todas as transações entre os agentes e, dessa forma, todas as relações da demanda são 
postas em ação, assim como acontece com as relações da oferta. Então, se em um mercado existe o 
encontro de demandantes de mercadorias com os ofertantes de mercadorias, podemos representá‑los 
da seguinte forma:
80
Unidade II
P O
D
Q
Figura 37 – Representação do funcionamento do mercado
Assim, o mercado de uma mercadoria qualquer é representado posicionando as curvas de demanda 
e de oferta em um mesmo gráfico. Aqui, a curva de demanda indicará as quantidades demandadas 
de uma mercadoria em relação aos seus preços, e a curva de oferta, por sua vez, também ilustrará as 
quantidades ofertadas de uma mercadoria em relação ao comportamento de seus preços. Mas lembre‑se: 
os determinantes da demanda e da oferta também estão representados nas curvas específicas.
Segundo a teoria da demanda, as quantidades que os consumidores estão interessados em adquirir 
reagem de forma inversa aos preços; ou seja, para preços maiores, as quantidades demandadas serão 
menores, e também vale o inverso. Já a teoria da oferta demonstra que as quantidades que os produtores 
estão interessados em oferecer reagem de forma direta aos preços; ou seja, para preços maiores, as 
quantidades ofertadas serão maiores, e para preços menores, elas também serão menores.
Então, parece haver desencontro de interesses entre os que ofertam e os que demandam 
mercadorias. Esse desencontro é resolvido quando os demandantes passam a aceitar pagar os 
preços que os ofertantes desejam receber; de forma análoga, o desencontro também passa a ser 
resolvido quando os produtores ofertam mercadorias na real quantidade em que os consumidores 
desejam adquirir. Estamos nos referindo a um ponto de equilíbrio.
No ponto de equilíbrio, que no próximo gráfico está representado pela letra E, serão harmonizados 
os interesses conflitantes de demandantes e ofertantes de mercadorias. Se os ofertantes desejarem 
cobrar preços mais elevados do que aqueles que os demandantes aceitam pagar, haverá mais 
quantidades ofertadas do que aquelas que serão consumidas. Existirá, portanto, um excesso de 
oferta. De outra forma, se os consumidores desejarem adquirir maiores quantidades do que aquelas 
ofertadas pelos produtores, existirá escassez. Representando o ponto de equilíbrio, temos:
81
ECONOMIA E NEGÓCIOS
P
E
O
D
Q
Figura 38 – Representação do equilíbrio de mercado
Vamos representar numericamente as relações do equilíbrio de mercado, recordando tanto a escala 
de demanda de mercado quanto a escala de oferta de mercado acentuadas nas teorias da demanda 
e da oferta. A escala de demanda de mercado está elencada na tabela a seguir.
Tabela 8 – Escala de demanda para vários consumidores
Preço (UM$) Consumidor 1 Consumidor 2 Consumidor 3 Consumo total Ponto
10,00 10 7 13 30 A
8,00 12 8 16 36 B
7,00 13 8 17 38 C
6,00 14 9 19 42 D
4,00 16 10 28 54 E
Quanto à escala de oferta de mercado, a apresentada foi a seguinte:
Tabela 9 – Escala de oferta para vários produtores
Preço (UM$) Produtor 1 Produtor 2 Produtor 3 Oferta total Ponto
4,00 10 7 13 30 A
6,00 12 8 16 36 B
7,00 13 9 16 38 C
8,00 14 9 19 42 D
10,00 16 10 28 54 E
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Unidade II
 Observação
Como estamos tratando do assunto equilíbrio de mercado, trouxemos 
aqui novamente as informações acerca dos participantes do mercado: 
todos demandantes e ofertantes de um mesmo bem.
A partir das duas escalas separadas, é possível construir uma escala que represente, para um mesmo 
nível de preços, as quantidades demandadas e as quantidades ofertadas de certa mercadoria. É o que 
ilustra a próxima tabela.
Tabela 10 – Escala de mercado
Preço (UM$) Quantidades demandadas Quantidades ofertadas Ponto
4,00 54 30 A
6,00 42 36 B
7,00 38 38 C
8,00 36 42 D
10,00 30 54 E
Feita a escala de mercado, que combina quantidades demandadas e quantidades ofertadas de uma 
mesma mercadoria para diferentes níveis de preços, poderemos então representar o ponto de equilíbrio 
para esse mercado. Antes disso, observeos números da tabela: ao preço de UM$ 4,00, quantidades 
demandadas e ofertadas são diferentes; ao preço de UM$ 6,00, idem. O mesmo ocorre aos preços de 
UM$ 8,00 e UM$ 10,00. Mas e ao preço de UM$ 7,00? As quantidades demandadas são idênticas às 
ofertadas. Portanto, ao preço UM$ 7,00, as quantidades demandadas e ofertadas são de 38 unidades, 
representando o ponto de equilíbrio nesse mercado.
 Observação
Note o que ocorre quando o preço é superior ao de equilíbrio bem como 
quando é inferior ao equilíbrio. Precisaremos disso adiante.
Na tabela anterior, estão representadas as leis gerais tanto da demanda quanto da oferta, cada uma 
delas com suas relações específicas: na demanda relação inversa e na oferta, direta.
O gráfico a seguir acentua numericamente o equilíbrio de mercado.
83
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P
E
O
D
38
7,00
Q
Figura 39 – Equilíbrio de mercado
Com a representação, vemos que ao preço de UM$ 7,00 as quantidades demandadas e ofertadas 
são as mesmas, ou seja, 38 unidades. Para qualquer preço superior a UM$ 7,00, as quantidades 
ofertadas serão maiores do que as demandadas, gerando excesso de oferta. De outra forma, para 
preços menores do que UM$ 7,00, as quantidades demandadas serão maiores do que as ofertadas, 
gerando excesso de demanda, chamada, portando, escassez.
Exemplo de aplicação
Procure retomar as informações da tabela 10 (escala de mercado). Estabeleça, para cada nível de 
preços, se há excesso de demanda ou excesso de oferta e quais são as quantidades de tais excessos.
Para não ocorrer nem excesso de oferta nem de demanda, o comportamento dos consumidores 
e de vendedores deverá se adaptar às condições do próprio mercado, em que um exercerá pressão 
sobre o comportamento do outro. Da mesma forma que o comportamento dos consumidores em 
relação aos preços praticados pelos vendedores modifica as relações de mercado dos vendedores, 
qualquer modificação em cada um daqueles influenciadores da demanda ou influenciadores da 
oferta também afeta o equilíbrio de mercado. Por exemplo, dada a ocorrência de elevação na renda 
dos consumidores, a tendência é a de que maiores quantidades de mercadorias sejam consumidas. 
Da mesma forma, se existir, por exemplo, uma melhoria no clima, tornando mais propícia a produção 
de bens agrícolas, a tendência é que exista maior oferta desses tipos de bens.
Assim, as quantidades demandadas e ofertadas de determinada mercadoria, bem como seus preços, 
sofrem modificações de acordo com o comportamento dos integrantes da demanda e/ou da oferta. 
Portanto, a cada modificação da demanda ou da oferta, desloca‑se o ponto de equilíbrio.
Exemplificando: vamos supor que variações na renda dos consumidores influenciem a demanda 
por automóveis. Portanto, se a renda dos consumidores aumentar, a procura por automóveis também 
deve aumentar; se a renda dos consumidores diminuir, a procura por automóveis deve caminhar na 
mesma direção.
84
Unidade II
 Observação
Note que estamos nos utilizando da condição coeteris paribus. Nesse 
caso, um único bem: automóvel; um único influenciador da demanda: 
renda do consumidor.
Representaremos, então, o deslocamento do ponto de equilíbrio diante de uma maior procura por 
automóveis. Quando esta procura é maior, a curva de demanda descola‑se para a direita, agora indicada 
por D’, mostrando que maiores quantidades dessa mercadoria são procuradas pelos consumidores. 
Mantendo‑se constante as relações de oferta, o deslocamento positivo da curva de demanda estabelece 
um novo ponto de equilíbrio, ilustrado por E’. Nesse novo ponto de equilíbrio, percebe‑se que maiores 
quantidades desse bem são transacionadas, mas a preços maiores. Vejamos a representação gráfica.
P
E
E’
D D’
Q
O
Figura 40 – Modificações do equilíbrio a partir de crescimento de demanda
Nesse caso, o preço do bem sofre elevação, pois, já que os consumidores aumentaram a demanda 
em função de suas rendas, os ofertantes deverão aumentar as quantidades de automóveis produzidos, 
cobrando mais por isso.
Vejamos outro exemplo.
Sabemos que, para uma máquina fotográfica exercer sua função, deve ser utilizada conjuntamente 
a seus componentes, a exemplo de baterias ou cartões de memória. Vamos supor, por simplificação, 
que o uso desse tipo de aparelho requeira a utilização de baterias e que os fornecedores de máquinas 
fotográficas tenham provocado uma elevação nos preços de venda desse tipo de produto. O que deve 
ocorrer com a quantidade demandada de baterias?
Como já sabemos pelo estudo da teoria da demanda, sempre que o preço de um bem aumenta, as 
quantidades demandadas desse bem tendem a diminuir. Portanto, a resposta a nossa pergunta deverá ser 
85
ECONOMIA E NEGÓCIOS
que as quantidades demandadas de máquinas fotográficas deverão diminuir. Contudo, o que isso tem de 
relação com o mercado de baterias? Se menos máquinas fotográficas são vendidas, logo, menos quantidades 
de baterias também serão utilizadas, diminuindo a demanda por baterias. Representando o que ocorre no 
mercado de baterias, teremos um deslocamento para a esquerda na curva de demanda, agora chamada D’. 
O deslocamento da curva de demanda para a esquerda exercerá pressão para queda de preços das baterias, 
e o novo ponto de equilíbrio nesse mercado está em E’.
P
E’
E
O
D’ D
Q
Figura 41 – Modificações do equilíbrio a partir de diminuição da demanda
De outra forma, os influenciadores da oferta também alteram o equilíbrio dos diversos mercados. 
Vamos verificar como operam alguns desses influenciadores.
Vamos supor que, para a produção de pneus, seja necessária a utilização da borracha enquanto fator de 
produção, que os vendedores de borracha estejam com uma produção muito elevada e que isso tenha diminuído 
o preço da borracha em seu mercado. Logo, os demandantes de borracha, que nesse caso serão os produtores de 
pneus, desejarão consumir mais borracha para poderem produzir mais pneus e assim ofertarem maiores 
quantidades de sua produção. Dessa forma, como se comporta o mercado de pneus? Vejamos graficamente 
antes de explicar.
P
E
E’
D
Q
O
O’
Figura 42 – Modificações do equilíbrio a partir do aumento da oferta
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Unidade II
Como a produção de pneus foi beneficiada pela grande quantidade de borracha, melhoraram as 
condições de oferta e, dessa forma, maiores quantidades de pneus serão ofertadas, o que é demonstrado 
pelo deslocamento positivo da curva de oferta, agora indicada por O’. Como nada ocorreu com relação à 
demanda, ela permaneceu constante, e um novo ponto de equilíbrio será estabelecido nesse mercado, 
representado agora por E’, acentuando que maiores quantidades de pneus serão transacionadas a 
preços menores.
Pensemos agora no mercado de beterrabas. Sabemos que as beterrabas são produtos da agricultura, 
a qual depende, entre outros fatores, de um clima propício para a produção. Vamos supor que uma 
geada tenha provocado dificuldade muito grande no cultivo desse tipo de produto, ocasionando perda 
de produção. Assim, os produtores de beterraba ofertarão menores quantidades. Como demonstrar esse 
evento? Vejamos.
P
E’
E
D
Q
O’
O
Figura 43 – Modificações do equilíbrio a partir de queda na oferta
Verificamos que, nesse caso, houve deslocamento negativo (para a esquerda) da curva de oferta, 
indicada agora por O’, demonstrando que menores quantidades de beterrabas estão sendo oferecidas. 
Como em nosso exemplo não houve modificação nas relações de demanda desse produto, o deslocamento 
para a esquerda da curva de oferta original, de O para O’, estabelece um novo equilíbrio para esse 
mercado, destacado pelo ponto E’, onde menores quantidades de beterrabas são transacionadas a 
preços maiores.
Nesse ponto, vale destacar o que recomenda Wessels (2002, p. 48‑49):
Lembre‑se: uma mudança no preço nunca elevará a curva de demanda 
ou de oferta. As curvas mostram todos os efeitos da mudança de preço. 
Use os procedimentos abaixo para evitar erros ao analisar como os eventos 
afetam a oferta e a demanda. [...]
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