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Trabalho de Conclusão de Curso apresentado para obtenção do título de especialista em Gestão de Projetos – 2026 
	
Ofensores de cronograma em projetos navais e plano de ação gerencial
1 Nome da Empresa ou Instituição (opcional). Titulação ou função ou departamento. Endereço completo (pessoal ou profissional) – Bairro; 00000-000 Cidade, Estado, País 
2 Nome da Empresa ou Instituição (opcional). Titulação ou função ou departamento. Endereço completo (pessoal ou profissional) – Bairro; 00000-000 Cidade, Estado, País
*autor correspondente: nome@email.com
Ofensores de cronograma em projetos navais e plano de ação gerencial
Introdução
A indústria naval reúne projetos que articulam engenharia, suprimentos, produção, montagem, testes e entrega em uma sequência de atividades que depende de coordenação entre áreas. Em projetos dessa natureza, Liu, Yin e Khan (2022) tratam a construção naval como um ambiente em que blocos, oficinas, pátios e recursos de transporte precisam ser programados de forma coordenada, pois a movimentação de produtos intermediários interfere no fluxo de execução. 
A construção naval pode ser compreendida como um sistema de produção orientado por projetos, no qual atividades de planejamento, sequenciamento e controle sustentam a execução das entregas, visto que, conforme Akan e Alkan (2023) discutem, o problema de programação da produção naval sob restrição de recursos, relacionando a construção naval ao desafio de distribuir atividades, recursos e incertezas ao longo do cronograma. Essa relação mostra que o desempenho do prazo não depende apenas da definição de datas, mas da forma como as atividades são organizadas e controladas durante a execução (Kerzner, 2022). 
No campo da Gestão de Projetos, o cronograma representa uma estrutura de organização do trabalho, assim, o Project Management Institute [PMI] (2021) apresenta o gerenciamento de projetos como um conjunto de práticas voltadas à entrega de valor por meio da integração entre escopo, prazo, custo, recursos, riscos e partes envolvidas. Nessa perspectiva, o cronograma permite traduzir o escopo em atividades, definir relações de precedência, estimar durações e acompanhar o andamento das entregas em relação à linha de base do projeto.
Kerzner (2022) trata o gerenciamento de projetos como uma abordagem de planejamento, programação e controle, na qual o cronograma atua como instrumento de coordenação entre o que foi planejado e o que ocorre na execução. Em projetos navais, essa função assume importância porque atrasos em engenharia, suprimentos ou produção podem alterar a sequência de atividades e interferir nos marcos de entrega. Assim, o cronograma funciona como base para acompanhar desvios, revisar prioridades e orientar decisões de controle.
Complementarmente, Lester (2021) relaciona o planejamento e o controle de projetos de engenharia, construção e manufatura à necessidade de decompor o trabalho, organizar atividades e acompanhar o avanço físico das entregas. Essa lógica se aplica ao contexto naval porque a execução depende da integração entre disciplinas técnicas e frentes produtivas. 
Os atrasos em projetos podem decorrer de fatores que interferem na execução do cronograma, nesse sentido, Hansen et al. (2023) analisam fatores que influenciam atividades de programação em projetos de construção e mostram que o desempenho do prazo está associado a condições de planejamento, recursos, coordenação e controle das atividades. No contexto naval, esses fatores podem aparecer como falhas de integração entre disciplinas, mudanças de escopo, atrasos em suprimentos, restrições de mão de obra, baixa produtividade e limitações de acompanhamento.
Neste estudo, esses fatores são tratados como ofensores de cronograma. O termo designa ocorrências, condições ou falhas que afetam o cumprimento dos prazos planejados e exigem ações de gestão. Karimi et al. (2024) abordam fatores de atraso em projetos de construção a partir da gestão de gargalos, indicando que a identificação e a priorização das restrições contribuem para definir estratégias de mitigação. Essa abordagem permite analisar o atraso não apenas como resultado final, mas como consequência de fatores que podem ser organizados, classificados e tratados.
A Gestão de Projetos oferece instrumentos para converter a identificação dos ofensores em ações de controle. A Estrutura Analítica do Projeto permite decompor o escopo em entregas e pacotes de trabalho; o cronograma de Gantt organiza atividades no tempo; o método do caminho crítico identifica tarefas que afetam o prazo final; e a matriz de riscos auxilia na priorização de eventos que podem comprometer a execução. Em conjunto, essas ferramentas aproximam o diagnóstico dos atrasos das práticas de planejamento e controle discutidas por Kerzner (2022), Lester (2021) e PMI (2021).
Além das ferramentas de planejamento, o tratamento dos ofensores de cronograma exige instrumentos voltados à análise de causas e à definição de ações (Kerzner, 2022). O diagrama de causa e efeito contribui para organizar fatores associados a método, mão de obra, materiais, gestão e infraestrutura; os indicadores de desempenho permitem acompanhar variações de prazo; e o plano de ação 5W2H estrutura medidas de resposta (Akan e Alkan, 2023). Karimi et al. (2024) reforçam essa lógica ao relacionar a gestão de gargalos à definição de estratégias para mitigar atrasos, enquanto Akan e Alkan (2023) associam a programação da produção naval ao tratamento de restrições de recursos. 
Diante desse contexto, este trabalho tem como objetivo analisar os principais ofensores de cronograma em projetos navais e propor um plano de ação, com base em ferramentas de Gestão de Projetos, para apoiar o controle e a mitigação de atrasos em projetos futuros.
Metodologia 
Esta pesquisa caracteriza-se como aplicada, pois busca produzir conhecimento voltado à compreensão de um problema relacionado ao gerenciamento de cronogramas em projetos navais e à proposição de ações que possam contribuir para o controle de atrasos. Gil (2019) define a pesquisa aplicada como aquela orientada para a solução de problemas específicos, enquanto Creswell e Creswell (2023) destacam sua utilização em contextos nos quais o conhecimento produzido possui finalidade prática e direcionamento para a tomada de decisão.
Quanto aos objetivos, o estudo possui caráter descritivo, pois, segundo Gil (2019), pesquisas descritivas têm como finalidade identificar, registrar, analisar e interpretar características de determinado fenômeno sem a intenção de manipulá-lo. No contexto desta pesquisa, a descrição concentra-se nos fatores associados ao desempenho do cronograma em projetos navais, buscando compreender como diferentes ocorrências podem influenciar o cumprimento dos prazos estabelecidos.
Em relação aos procedimentos técnicos, o estudo é classificado como pesquisa documental, visto que, conforme Marconi e Lakatos (2021), a pesquisa documental utiliza materiais que ainda não receberam tratamento analítico ou que podem ser reinterpretados de acordo com os objetivos da investigação. Yin (2018) também destaca que documentos constituem fontes relevantes de evidências para estudos voltados à compreensão de processos organizacionais e operacionais.
A abordagem adotada é qualitativa, uma vez que Creswell e Creswell (2023) argumentam que pesquisas qualitativas permitem compreender fenômenos a partir da interpretação de informações, documentos e registros, possibilitando identificar padrões, relações e significados presentes nos dados analisados. Dessa forma, a pesquisa busca compreender os fatores relacionados aos atrasos de cronograma a partir da análise dos registros disponíveis nos documentos selecionados.
A coleta dos dados foi realizada por meio da análise de relatórios técnicos relacionados à execução de projetos navais. Esses documentos apresentam informações referentes ao planejamento, à execução, ao desempenho dos cronogramas e aos fatores que influenciaram o andamento das atividades. 
Inicialmente,foi realizada a leitura integral dos documentos selecionados com o objetivo de identificar informações relacionadas ao desempenho dos cronogramas. Durante essa etapa foram destacados trechos que apresentavam registros de atrasos, dificuldades operacionais, limitações de recursos, problemas de planejamento, falhas de coordenação e demais ocorrências capazes de afetar a execução das atividades previstas.
Após a identificação dos registros, as informações foram organizadas em planilhas de análise. Essa etapa teve como finalidade consolidar os dados coletados e facilitar a comparação entre os diferentes fatores identificados. Segundo Miles, Huberman e Saldaña (2020), a organização sistemática dos dados constitui uma etapa necessária para reduzir a complexidade das informações e apoiar o desenvolvimento das análises qualitativas.
Em seguida, foi realizada a categorização dos fatores identificados nos documentos. Bardin (2016) destaca que a categorização consiste no agrupamento de elementos com características semelhantes, permitindo a construção de estruturas analíticas capazes de facilitar a interpretação dos dados. A partir desse procedimento, os fatores foram organizados em grupos relacionados ao planejamento, recursos humanos, suprimentos, execução, controle e gestão do projeto.
Posteriormente, os fatores categorizados foram analisados quanto à sua influência sobre o desempenho do cronograma. Essa etapa buscou compreender de que forma cada ocorrência poderia contribuir para alterações no prazo originalmente planejado, considerando seus impactos sobre atividades, recursos e sequenciamento das operações. A interpretação foi realizada a partir da recorrência dos registros e da relação apresentada entre os eventos identificados e os desvios observados nos cronogramas.
Para apoiar a análise dos fatores identificados, foram empregadas ferramentas e técnicas de gerenciamento de projetos amplamente utilizadas na literatura e na prática profissional. O Tabela 1 apresenta uma síntese dessas ferramentas e suas respectivas finalidades no contexto deste estudo.
Tabela 1. Ferramentas de gerenciamento de projetos utilizadas na pesquisa
	Ferramenta
	Finalidade
	Aplicação no estudo
	EAP
	Decompor o escopo do projeto em partes menores e gerenciáveis
	Relacionar os fatores identificados às diferentes etapas e entregas do projeto
	CPM
	Identificar atividades que impactam diretamente a duração total do projeto
	Avaliar como os fatores identificados podem afetar atividades críticas e gerar atrasos
	Matriz de Riscos
	Classificar riscos conforme probabilidade e impacto
	Priorizar os fatores com maior potencial de influência sobre o cronograma
	Diagrama de Ishikawa
	Estruturar e organizar possíveis causas de um problema
	Identificar e categorizar as causas associadas aos atrasos observados
	5W2H
	Planejar ações de forma estruturada
	Elaborar propostas de melhoria e mitigação dos fatores causadores de atrasos
Fonte: Dados originais da pesquisa
Para apoiar a análise dos fatores identificados, foi utilizada a Estrutura Analítica do Projeto [EAP], pois, de acordo com o PMI (2021), a EAP permite decompor o escopo em componentes menores e mais gerenciáveis, facilitando a identificação das entregas e das atividades necessárias para sua execução. Também foi utilizada a técnica do Caminho Crítico [CPM], que, segundo Kerzner (2022), permite identificar as atividades que exercem influência direta sobre a duração total do projeto. 
A análise contemplou ainda a utilização da matriz de riscos como ferramenta de apoio à priorização dos fatores identificados, visto que o PMI (2021) destaca que a gestão de riscos busca identificar eventos capazes de afetar os objetivos do projeto e estabelecer mecanismos para seu tratamento. 
Com o objetivo de estruturar a análise das possíveis causas associadas aos atrasos, foi empregado o Diagrama de Ishikawa, o qual, conforme Ishikawa (1985), essa ferramenta auxilia na organização de causas relacionadas a diferentes dimensões do processo analisado, permitindo visualizar relações entre problemas observados e fatores que podem contribuir para sua ocorrência.
Por fim, foi elaborado um plano de ação baseado na ferramenta 5W2H, já que, segundo Meireles (2019), essa ferramenta auxilia na definição estruturada das ações necessárias para enfrentar determinado problema, estabelecendo responsáveis, objetivos, formas de execução e prazos de implementação. 
Resultados Preliminares
Considerações Finais
Referências
4
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