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O termo democracia em vertigem indica insegurança, inconstância, desequilíbrio e perda de direção. O momento atual sugere inquietação política e social de forma globalizada, a democracia que já foi vista como modelo comprovado parece vacilar diante de crises institucionais, dividindo opiniões de forma extrema e causando dúvidas na população. O que sugere a evidência de fragilidade do sistema cuja ameaças internas e externas, propõem reflexão em suas origens, princípios e caminhos que facultam a sua preservação. A garantia de imparcialidade e equilíbrio entre os poderes sugerem desconfiança e com o crescente populismo agregado na insatisfação das massas em prol de deteriorar as bases da democracia graças a soluções rápidas e despretensiosas. Com a ignorância insinuada pelas redes sociais, o enfraquecimento da liberdade de imprensa e o desrespeito às normas constitucionais, evidencia-se o estremecimento da democracia. Ao nos amparamos na história e trazermos à tona o conceito de democracia, recordemos da Grécia antiga, mais precisamente de Atenas no século V a.C., onde a mesma permitia aos cidadãos, uma pequena parcela da população, participar de forma ativa nas decisões políticas. A democracia ateniense carregava um espírito de participação e responsabilidade cívica em contraste ao desinteresse político contemporâneo. Na atualidade, o povo elege seus representantes que deixam de agir em prol da coletividade e atendem os interesses próprios ou de uma minoria específica, onde a democracia representativa torna-se insatisfatória com a quebra de confiança que causa distanciamento entre as instituições e o cidadão comum, uma vez que essa democracia não agrega mais valor as demandas da população. Ao revisarmos os ideais gregos de participação e igualdade, entendemos a proposta que a democracia só pode se manter viva quando há participação ativa, senso coletivo e respeito às suas regras.