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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO Arquitetura e Urbanismo O Projeto de Jaime Lerner Docente: Ricardo Castor Discentes: Guilherme Saraiva, Letícia Padilha e Maria Luiza Feniman Mobilidade Urbana Sumário O projeto de Jaime Lerner 4 - A Unidade de Intervenção: Estação-Tubo 2 - Contexto Histórico e Político 3 - Aspectos Urbanísticos e Morfológicos 1 - Identificação e Conceito 6 - O Quadro Atual e Referências Plano Preliminar de Urbanismo por Jorge Wilheim A Consolidação pelo IPPUC do Plano Diretor de Curitiba A Execução Política Cidade Humana eixo linear A Pedestrianização Preservação e Revitalização Renovação Urbana O Conceito Urbanístico do Projeto Identificação do Projeto e Papel de Jaime Lerner Identificação & Conceito zoneamento.mobilidade.inovação Identificação & Conceito zoneamento.mobilidade.inovação Mobiliário Urbano Exclusivo Identidade Visual Local O Tombamento Inovador Detalhes da Materialização do Conceito CONTEXTO HISTÓRICO E POLÍTICO FONTE: https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/23.268/8601 https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/23.268/8601 1966-1970 1971-19741961-19651943-1961 O Crescimento e a Crise do Modelo Antigo 1943: O Plano de Urbanização de Curitiba, elaborado por Alfred Agache, foi um modelo radioconcêntrico que forçava todo o tráfego a passar pelo centro da cidade (SANTOS; CASTRO, 2022) 1950-1960: houve um expressivo crescimento populacional, acentuação do processo de verticalização, iniciado em 1930, aumento da demanda de infraestrutura, sistema viário e serviços, sobrecarregando o centro que já concentrava 50% dos empregos e as principais atividades da cidade. (SANTOS; CASTRO, 2022) 1961: O trânsito passa a ser visto como o grande problema de Curitiba e o modelo de crescimento passa por uma crise; FONTE: https://www.archdaily.com.br/br/995427/o- modelo-de-transporte-publico-de-curitiba-na- contramao-das-ideias-estrangeiras-adotadas-no- brasil FONTE: https://www.curitibahistorica.com.br/publicacoes/973/rua- xv-de-novembro-1972 1966-1970 1971-19741962-19651943-1961 O Nascimento da ̀ `Cidade Moderna`̀ FONTE: https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/elaboracao- do-plano-de-urbanismo-deu-origem-ao-ippuc/37313 FONTE: https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/elaboracao-do-plano- de-urbanismo-deu-origem-ao-ippuc/37313 Jorge Wilheim 1962: O engenheiro Ivo Arzua assume a prefeitura com o compromisso de revisar o Plano Agache diante da degeneração urbana. Além disso, para a elaboração do plano diretor Arzua obteve financiamento da Codepar (Companhia de Desenvolvimento do Paraná) sob a condição de algumas exigências e etapas de elaboração. (SANTOS; CASTRO, 2022) 1964-1965: Foi aberto um concurso público nacional para a elaboração do Plano Diretor, vencida pelo consorcio das empresas SERETE e Jorge Wilheim Arquitetos Associados (PREFEITURA DE CURITIBA) JUNHO DE 1965: Entrega do Plano Preliminar de Urbanismo (PPU), que propõe o fim do crescimento radial e a adoção do crescimento linear, utilizando eixos para expandir a cidade, sobre o triple Uso do Solo, Sistema Viário e Transporte Público; 1966-1970 1971-19741962-19651943-1961 O Nascimento da ̀ `Cidade Moderna`̀ “Não se tratava, naquele momento, de projetar uma cidade nova e, sim, de intervir em uma cidade existente, em acelerado crescimento, acumulando problemas não resolvidos e outros criados no futuro pelo aumento de sua população e pelas previsíveis mudanças de funções e de modos de vida”. (Jorge Wilheim) JULHO DE 1965: Foi realizado o Seminário Curitiba do Amanhã a fim de expor o Plano Preliminar de Urbanismo (PPU) para debate público DEZEMBRO DE 1965: Atendendo às diretrizes da Codepar, a assessoria técnica é transformada no IPPUC (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba), autarquia técnica responsável por blindar o planejamento contra instabilidades políticas FONTE: https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/elaboracao-do-plano-de-urbanismo-deu-origem-ao-ippuc/37313 1966-1970 1971-19741962-19651943-1961 Institucionalização e Resistência Política 1966: Ocorre a promulgação do Plano Diretor de Curitiba (Lei 2828/1966); 1967 – 1970: Estagnação politíca e criação do Sistema Trinário FONTE: https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/elaboracao-do-plano-de-urbanismo-deu-origem-ao-ippuc/37313 1966-1970 1971-19741962-19651943-1961 A Era Lerner e a Execução Prática Jaime Lerner 1971: Jaime Lerner assume a prefeitura de Curitiba e implementa efetivamente o Plano Diretor de 1966; 1971-1972: Foi introduzido o conceito de acupuntura urbana e reciclagem urbana e, um de seus principais marcos foi na Rua XV de Novembro, que em uma operação de 72 horas, no dia 19 de maio de 1972, se tornou um calçadão exclusivo para pedestres; MARÇO 1974: Em 11 de março de 1974 ocorre o tombamento da Rua XV de Novembro SETEMBRO 1974: Em 22 de setembro de 1974 é criado e implantado o BRT (Bus Rapid Transit) no eixo Norte/Sul de Curitiba FONTE: https://www.institutojaimelerner.org/jaime-lerner FONTE: https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/o-primeiro- calcadao-do-brasil/37689 1966-1970 1971-19741962-19651943-1961 A Era Lerner e a Execução Prática Teatro Paiol (1971) Transformou um antigo depósito de pólvora (paiol), no primeiro teatro de arena de Curitiba. Ópera de Arame (1992) Este projeto foi construído sobre a antiga Pedreira Paulo Leminski, transformando essa “ferida humana na paisagem”. FONTE: https://www.brasildefato.com.br/2023/01/24/atraso-na-reforma-do-teatro-paiol-prejudica-programacao-de- pecas-teatrais-do-festival-de-teatro/ FONTE: https://www.curitibapalacehotel.com.br/opera-de-arame ASPECTOS URBANÍSTICOS E MORFOLÓGICOS MAPEAMENTO: A partir do Plano Agache, a cidade crescia como que em círculos ao redor do centro, e o sistema viário obrigava que quase todos os deslocamentos de automóveis cruzassem a área central para ir de um bairro a outro. RADIOCÊNTRICO PARA LINEAR Idéias de Planejamento Diferenças dos Planos de Mobilidade. FONTE: ArchDaily Precisou-se abandonar o antigo modelo radioconcêntrico do Plano Agache, que afunilava todo o trânsito e crescimento para o centro, atualmente histórico. Jorge Wilheim veio com outro plano e rompeu com o modelo circular e propôs redirecionar o crescimento para diretrizes lineares. Lerner e sua equipe executaram e consolidaram o modelo linear na prática. Implantaram o Sistema Trinário de Vias como a espinha dorsal do transporte (BRT). MAPEAMENTO: 1974: Implantação da 1ª canaleta exclusiva (20 km) e entrada em operação do ônibus expresso no Eixo Norte-Sul. EVOLUÇÃO DA MOBILIDADE URBANA evolução morfológica Evolução da RIT. FONTE: urbs Curitiba 1977: Início da operação do Eixo Boqueirão com os Terminais Hauer e Carmo. 1991: Criação das Linhas Diretas (“ligeirinhos”) com paradas a cada 3 km em estações tubo que permitem o embarque em nível e o pagamento antecipado da tarifa. 1980: Início da operação de ônibus articulados nos eixos Norte-Sul e Boqueirão. Início da operação do Eixo Leste-Oeste. A expansão da rede guiou o mercado imobiliário e o crescimento demográfico. Enquanto os prédios altos acompanhavam a linha do ônibus, as áreas mais distantes dos eixos de transporte mantiveram características de bairros de baixa densidade (habitações unifamiliares). MAPEAMENTO: 1992: Remodelação do Eixo Boqueirão com implantação de estações tubo nas paradas (embarque em nível e pagamento antecipado da tarifa) para dar início à operação de ônibus biarticulados. EVOLUÇÃO DA MOBILIDADE URBANA evolução morfológica 1995: Remodelação do Eixo Norte-Sul para entrada de veículos biarticulados 1996: Convênio entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Curitiba, delegando à URBS o gerenciamento das linhas da Região Metropolitana de Curitiba. 1997: Implantação da Linha Interhospitais, que atende os principais hospitais e laboratórios da cidade. Segundo Jaimer Lerner, no seu livro “Acunputura Urbana”, para evitar o colapso de todo o sistema e a necessidade de construir um metrô subterrâneo caríssimo,a evolução morfológica ocorreu no próprio veículo. A cidade firmou parcerias para o desenvolvimento de um chassi inédito: o ônibus biarticulado Evolução da RIT. FONTE: urbs Curitiba MAPEAMENTO: evolução morfológica 1999: Implantação da Linha Biarticulado Circular Sul - integra sete terminais, circulando em canaletas exclusivas, ao longo de 26 km na região do Linhão do Emprego. EVOLUÇÃO DA MOBILIDADE URBANA 2014: Implantada faixa exclusiva para o transporte coletivo em2,5 kmda Rua XV de Novembro que beneficiou 13 linhas do transporte coletivo 2000: Remodelação do Eixo Leste-Oeste para entrada de veículos biarticulados 2009: Após a conclusão da 1ª etapa das obras, entra em operação a linha Pinheirinho/Carlos Gomes, trafegando em canaleta exclusiva com ônibus biarticulados que operam com 100% de biodiesel à base de soja. As novas estações, com sistema ecológico de climatização, permitem integração com as linhas alimentadoras que cruzam a avenida. Nesse período, surgem os Ligeirões, ônibus expressos e ainda maiores que, conseguem ultrapassar os veículos parados nas estações, reduzindo o tempo de viagem da população em até 20%. Semáforos atuados pelos próprios ônibus também foram implantados para garantir a prioridade total Evolução da RIT. FONTE: urbs Curitiba SISTEMA TRINÁRIO Setor Estrutural ZR 4ZR 4ZR 3ZR 2 ZR 3 ZR 2ZR1 ZR1 Via Central: Canaleta central exclusiva para a circulação das linhas expressas (transporte de massa) e duas vias lentas para acesso às atividades lindeiras. A via exclusiva confere ganhos significativos para a velocidade operacional das linhas expressas. Corte esquemático do Sistema Trinário. FONTE: urbs Curitiba Vias Estruturais: Duas vias paralelas à via central com sentido único, situadas a uma quadra de distância do eixo, destinadas às ligações centro-bairro e bairro-centro, para a circulação dos veículos privados. SISTEMA TRINÁRIO: Nos setores estruturais, bem ao lado da canaleta exclusiva do ônibus, a prefeitura autorizou o adensamento máximo. Nessas vias, o Coeficiente de Aproveitamento (CA) é igual a 6 (ou seja, pode-se construir um prédio com área 6 vezes maior que a área do terreno). (ACIOLY; DAVIDSON, 1998) Corte esquemático do Sistema Trinário. (Vias Centrais) Corte esquemático do Sistema Trinário (Vias locais) Conforme as quadras se distanciam do eixo do BRT, a densidade cai para áreas de ocupação multifamiliar (prédios menores) com cerca de 180 habitantes por hectare. (ACIOLY; DAVIDSON, 1998) densidade SISTEMA TRINÁRIO: densidade SISTEMA TRINÁRIO FONTE: ArchDaily Canaleta Exclusiva FONTE: ArchDaily Canaleta Exclusiva Terminal Tatuquara. FONTE: BandaB SISTEMA TRINÁRIO FONTE: urbs Curitiba SISTEMA TRINÁRIO FONTE: TransitoCuritibaFONTE: Paraná Urgente Via Exclusiva Faixa Exclusiva Make a History A Unidade de Intervenção: Estação-Tubo Tipologia Desenho Urbano Sistema de Operação Rede Integrada Ameaça iminente O que é ? Fonte:Ricardo Marajó/SMCS Fonte: Archdaily ● Tipologia: Infraestrutura linear com nós pontuais de conexão. Ligeirinhos) conectadas por Terminais de Transbordo. Fonte: Site da Prefeitura de Curitiba. As estações-tubo começaram enfim a ser implantadas no ano de 1991. O projeto foi de autoria do então prefeito de Curitiba, o arquiteto Jaime Lerner, em parceria com os arquitetos Abrão Assad e Carlos Eduardo Ceneviva. Ao total existem 357 estações e 30 terminais, sendo 22 em curitiba e 8 nos municípios da região metropolitana. Esses são os equipamentos urbanos que compõe o sistema de mobilidade urbana de Curitiba, tornando um sistema um tanto quanto complexo porém funcional. As estações-tubo e os terminais funcionam exatamente como os "nós pontuais" dessa grande malha linear, materializando a teoria de fluxo contínuo e em grande escala descrita no cometário da revista vitruvius. Segundo o artigo de Romullo Baratto publicado na plataforma global de arquitetura e Urbanismo- archdaily- A tipologia do equipamento urbano é de característica moderna ou pode ser considerado high- tech pelas características dos materias empregados e a década de implementação. Fonte: Site da Prefeitura de Curitiba. Desenho Urbano Segundo a descrição do TCC de WILLYAN OSTI FERNANDES das estações-tubo, descreve elas como anéis estruturais de aço calandrados que sustentam a cobertura de aço e o fechamento lateral em vidro laminado curvo esverdeado. dentre os tipos de estações temos ao total três: as estações-tubo de um acesso, as estações-tubo de acesso integrado e a prismática. Volumetria cilíndrica metálica e envidraçada. Ligeirinhos) conectadas por Terminais de Transbord Fonte: Site Prefeitura de Curitiba. Fonte:Ricardo Marajó/SMCS Fonte: Pedro Lima/Portal do Trânsito. Fonte: Jaime Lerner Associated Architects. Sistema de Operação O sistema de transporte público conta com uma estrutura eficaz no qual o pagamento das tarifas é realizado antes de entrar nas estações, um sistemas de promove a agilidade ao entrar no transporte público. Outro ponto que favorece o embarque é o nivelamento da estação com o assoalho dos onibus, garantindo um fluxo livre e contínuo dos usuários. O estudos realizados pelos projetistas contam com coquis de dimensionamnto e estudos formais e de identidade na cidade na criação das estações IDENTIDADE . FLUIDEZ . INOVAÇÃO Fonte: Blog Encontra Curitiba. Fonte: Blog Raphael Toscano. Fonte: Blog Encontra Curitiba. Rede Integrada Hierarquia de linhas (Expressas, Alimentadoras, Interbairros e Ligeirinhos) conectadas por Terminais de Transbordo. As linhas que compõe o sistema de BRTs na grande Curitiba são divididas em grandes grupos de sublinhas sendo elas as expressas que são responsáveis por atender a região central , as linhas alimentadoras são as que alimentam as linhas expressas , e as linhas interbairrodos que conectam os subcentros ao centro principal Fonte: Site da Prefeitura de Curitiba. Fonte: Blog cbd. Novo modelo de estação QUADRO ATUAL O quadro atual das estações e dos terminais apresenta algumas divergências e conflitos ao redor do assunto. Segundo o comentário apresentado por Romero na plataforma mundial de arquitetura e urbanismo (ArchDaily), a nova gestão do IPPUC planeja implantar novas estações, trazendo um visual inovador e moderno, o qual divide opiniões. Uma parte da população recusa a adoção do novo modelo de estações e reivindica a permanência das estações-tubo, enquanto outra parte apoia a adoção dos novos modelos, que representam uma nova identidade para a cidade de Curitiba. Por fim, o instituto pronunciou-se informando que as novas estações serão implantadas apenas nas novas linhas do sistema de mobilidade urbana. O órgão complementou, ainda, que essas estruturas visam demarcar a temporalidade do design sem que se perca a essência do equipamento de mobilidade urbana. Fonte: Archdaily. Fonte: Archdaily. Fonte: Archdaily. QUADRO ATUAL, E MODELOS CURITIBA À FORA QUADRO ATUAL O sistema completou 50 anos em 2024 e, para não se tornar obsoleto, precisou enfrentar os gargalos gerados pelo seu próprio sucesso e as novas demandas ambientais. A intensa conexão com cidades vizinhas exige novos modais. Estudos avaliam a implantação de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) digital ou magnético para eixos de extrema demanda. Curitiba mantém a infraestrutura de transporte da RIT à disposição do Sistema de Transporte Coletivo Metropolitano para integrações físicas tarifárias. O Estado, através da COMEC, mantém 13 municípios acessando a RIT. FONTE: urbs Curitiba O gráfico revela a difusão do modelo BRT ao longo do tempo, intensificada após sua reprodução em Bogotá (Colômbia), que aprimorou o sistema com a possibilidade de ultrapassagem entre os ônibus ao implantar, no ano 2000, o TransMilenio. Adaptado a aproximadamente 181 cidades, sendo 29 (16%) anteriores ao modelo de Bogotá e 152 (84%) a partir dele, o modelo foi amplamente reproduzido nos Estados Unidos, na França e na China, porém teve maior repercussão em países latino-americanos:61 cidades das quais 24 são brasileiras (BRT Data, 2022). Gráfico Quantitativo. FONTE: ArchDaily QUADRO ATUAL Bogotá, Colômbia FONTE: Documentário “Urbanized”FONTE: TransMilenio BRT Seul, Coreia do Sul FONTE: ArchDaily FONTE: ArchDaily Seul, Coreia do Sul FONTE: ArchDaily FONTE: ArchDaily Chengdu, China FONTE: ArchDaily FONTE: FreePik São Paulo, Brasil FONTE: Diário do Transporte FONTE: SãoPauloSecreto Recife, Brasil FONTE: Folha PE FONTE: Brasil de Fato Rio de Janeiro, Brasil FONTE: ArchDaily FONTE: ArchDaily Referências SANTOS, Maria da Graça Rodrigues dos; CASTRO, Elizabeth Amorim de. A cidade moderna nos planos de urbanismo de Curitiba (1960– 1970). Arquitextos, São Paulo, ano 23, n. 268.07, Vitruvius, set. 2022. Disponível em: https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/23.268/8601. Acesso em: 21 mai. 2026. CURITIBA. Urbanização de Curitiba S.A. Transporte. Disponível em: https://www.urbs.curitiba.pr.gov.br/transporte. Acesso em: 23 mai. 2026. ACIOLY, Claudio; DAVIDSON Forbes. Densidade Urbana. Instrumento de planejamento e gestão urbana https://www.archdaily.com.br/br/995427/o-modelo-de-transporte-publico-de-curitiba-na-contramao-das-ideias-estrangeiras-adotadas- no-brasil FERNANDES, Willyan Osti. Propostas para aplicação de estratégias sustentáveis na estação tubo padrão em Curitiba. 2012. 79 f. Monografia (Especialização em Construções Sustentáveis) – Departamento Acadêmico de Construção Civil, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2012. BARATTO, Romullo. Estações-tubo de Curitiba serão substituídas por novo modelo. ArchDaily Brasil, 12 abr. 2019. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/914947/estacoes-tubo-de-curitiba-serao-substituidas-por-novo-modelo. Acesso em: 25 maio 2026. RE-NATURALIZATION of Urban Waterways: The Case Study of Cheonggye Stream in Seoul, South Korea. ArchDaily, 12 set. 2024. Disponível em: https://www.archdaily.com/1020945/re-naturalization-of-urban-waterways-the-case-study-of-cheonggye-stream-in-seoul-south- korea. Acesso em: 26 mai. 2026. TRANSMILENIO Bus Rapid Transit System. Metropolis, [s. d.]. Disponível em: https://use.metropolis.org/case-studies/transmilenio-bus- rapid-transit-system. Acesso em: 26 mai. 2026. CURITIBA. Prefeitura Municipal. Portal da Cidade de Curitiba. Disponível em: https://www.curitiba.pr.gov.br/. Acesso em: 24 mai. 2026. LERNER, Jaime. Acupuntura urbana. 5. ed. Rio de Janeiro: Record, 2011. https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/23.268/8601 https://www.urbs.curitiba.pr.gov.br/transporte https://www.archdaily.com/1020945/re-naturalization-of-urban-waterways-the-case-study-of-cheonggye-stream-in-seoul-south-korea https://www.archdaily.com/1020945/re-naturalization-of-urban-waterways-the-case-study-of-cheonggye-stream-in-seoul-south-korea https://use.metropolis.org/case-studies/transmilenio-bus-rapid-transit-system https://use.metropolis.org/case-studies/transmilenio-bus-rapid-transit-system https://www.curitiba.pr.gov.br/ Obrigado pela atenção Mobilidade Urbana O Projeto de Jaime Lerner Docente: Ricardo Castor Discentes: Guilherme Saraiva, Letícia Padilha e Maria Luiza Feniman CONTEXTO HISTÓRICO E POLÍTICO O Crescimento e a Crise do Modelo Antigo 1943: O Plano de Urbanização de Curitiba, elaborado por Alfred Agache, foi um modelo radioconcêntrico que forçava todo o tráfego a passar pelo centro da cidade (SANTOS; CASTRO, 2022) 1950-1960: houve um expressivo crescimento populacional, acentuação do processo de verticalização, iniciado em 1930, aumento da demanda de infraestrutura, sistema viário e serviços, sobrecarregando o centro que já concentrava 50% dos empregos e as principais atividades da cidade. (SANTOS; CASTRO, 2022) 1961: O trânsito passa a ser visto como o grande problema de Curitiba e o modelo de crescimento passa por uma crise; 1943-1961 1961-1965 1966-1970 1971-1974 O Nascimento da ``Cidade Moderna`` Jorge Wilheim 1962: O engenheiro Ivo Arzua assume a prefeitura com o compromisso de revisar o Plano Agache diante da degeneração urbana. Além disso, para a elaboração do plano diretor Arzua obteve financiamento da Codepar (Companhia de Desenvolvimento do Paraná) sob a condição de algumas exigências e etapas de elaboração. (SANTOS; CASTRO, 2022) 1964-1965: Foi aberto um concurso público nacional para a elaboração do Plano Diretor, vencida pelo consorcio das empresas SERETE e Jorge Wilheim Arquitetos Associados (PREFEITURA DE CURITIBA) JUNHO DE 1965: Entrega do Plano Preliminar de Urbanismo (PPU), que propõe o fim do crescimento radial e a adoção do crescimento linear, utilizando eixos para expandir a cidade, sobre o triple Uso do Solo, Sistema Viário e Transporte Público; 1943-1961 1962-1965 1966-1970 1971-1974 O Nascimento da ``Cidade Moderna`` JULHO DE 1965: Foi realizado o Seminário Curitiba do Amanhã a fim de expor o Plano Preliminar de Urbanismo (PPU) para debate público DEZEMBRO DE 1965: Atendendo às diretrizes da Codepar, a assessoria técnica é transformada no IPPUC (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba), autarquia técnica responsável por blindar o planejamento contra instabilidades políticas “Não se tratava, naquele momento, de projetar uma cidade nova e, sim, de intervir em uma cidade existente, em acelerado crescimento, acumulando problemas não resolvidos e outros criados no futuro pelo aumento de sua população e pelas previsíveis mudanças de funções e de modos de vida”. (Jorge Wilheim) 1943-1961 1962-1965 1966-1970 1971-1974 Institucionalização e Resistência Política 1966: Ocorre a promulgação do Plano Diretor de Curitiba (Lei 2828/1966); 1967 – 1970: Estagnação politíca e criação do Sistema Trinário 1943-1961 1962-1965 1966-1970 1971-1974 A Era Lerner e a Execução Prática Jaime Lerner 1971: Jaime Lerner assume a prefeitura de Curitiba e implementa efetivamente o Plano Diretor de 1966; 1971-1972: Foi introduzido o conceito de acupuntura urbana e reciclagem urbana e, um de seus principais marcos foi na Rua XV de Novembro, que em uma operação de 72 horas, no dia 19 de maio de 1972, se tornou um calçadão exclusivo para pedestres; MARÇO 1974: Em 11 de março de 1974 ocorre o tombamento da Rua XV de Novembro SETEMBRO 1974: Em 22 de setembro de 1974 é criado e implantado o BRT (Bus Rapid Transit) no eixo Norte/Sul de Curitiba 1943-1961 1962-1965 1966-1970 1971-1974 A Era Lerner e a Execução Prática Teatro Paiol (1971) Transformou um antigo depósito de pólvora (paiol), no primeiro teatro de arena de Curitiba. Ópera de Arame (1992) Este projeto foi construído sobre a antiga Pedreira Paulo Leminski, transformando essa “ferida humana na paisagem”. 1943-1961 1962-1965 1966-1970 1971-1974 ASPECTOS URBANÍSTICOS E MORFOLÓGICOS MAPEAMENTO: Idéias de Planejamento RADIOCÊNTRICO PARA LINEAR MAPEAMENTO: evolução morfológica EVOLUÇÃO DA MOBILIDADE URBANA MAPEAMENTO: evolução morfológica EVOLUÇÃO DA MOBILIDADE URBANA MAPEAMENTO: evolução morfológica EVOLUÇÃO DA MOBILIDADE URBANA SISTEMA TRINÁRIO ZR1 ZR 2 ZR 3 ZR 4 Setor Estrutural ZR 4 ZR 3 ZR 2 ZR1 Vias Estruturais: SISTEMA TRINÁRIO: densidade SISTEMA TRINÁRIO: SISTEMA TRINÁRIO Canaleta Exclusiva Canaleta Exclusiva SISTEMA TRINÁRIO SISTEMA TRINÁRIO Via Exclusiva Faixa Exclusiva Make a History As estações-tubo começaram enfim a ser implantadas no ano de 1991. O projeto foi de autoria do então prefeito de Curitiba, o arquiteto Jaime Lerner, em parceria com os arquitetos Abrão Assad e Carlos Eduardo Ceneviva. Ao total existem 357 estações e 30 terminais, sendo 22 em curitiba e 8 nos municípios da região metropolitana. Esses são os equipamentos urbanos que compõe o sistema de mobilidade urbana de Curitiba, tornando um sistema um tanto quanto complexo porém funcional. As estações-tubo e os terminais funcionam exatamente como os "nós pontuais" dessa grande malha linear, materializando a teoria de fluxo contínuo e em grande escala descrita no cometário da revista vitruvius. Segundo oartigo de Romullo Baratto publicado na plataforma global de arquitetura e Urbanismo- archdaily- A tipologia do equipamento urbano é de característica moderna ou pode ser considerado high-tech pelas características dos materias empregados e a década de implementação. Fonte: Site da Prefeitura de Curitiba. Desenho Urbano Segundo a descrição do TCC de WILLYAN OSTI FERNANDES das estações-tubo, descreve elas como anéis estruturais de aço calandrados que sustentam a cobertura de aço e o fechamento lateral em vidro laminado curvo esverdeado. dentre os tipos de estações temos ao total três: as estações-tubo de um acesso, as estações-tubo de acesso integrado e a prismática. Fonte: Site Prefeitura de Curitiba. O sistema de transporte público conta com uma estrutura eficaz no qual o pagamento das tarifas é realizado antes de entrar nas estações, um sistemas de promove a agilidade ao entrar no transporte público. Outro ponto que favorece o embarque é o nivelamento da estação com o assoalho dos onibus, garantindo um fluxo livre e contínuo dos usuários. O estudos realizados pelos projetistas contam com coquis de dimensionamnto e estudos formais e de identidade na cidade na criação das estações Sistema de Operação As linhas que compõe o sistema de BRTs na grande Curitiba são divididas em grandes grupos de sublinhas sendo elas as expressas que são responsáveis por atender a região central , as linhas alimentadoras são as que alimentam as linhas expressas , e as linhas interbairrodos que conectam os subcentros ao centro principal Rede Integrada QUADRO ATUAL O quadro atual das estações e dos terminais apresenta algumas divergências e conflitos ao redor do assunto. Segundo o comentário apresentado por Romero na plataforma mundial de arquitetura e urbanismo (ArchDaily), a nova gestão do IPPUC planeja implantar novas estações, trazendo um visual inovador e moderno, o qual divide opiniões. Uma parte da população recusa a adoção do novo modelo de estações e reivindica a permanência das estações-tubo, enquanto outra parte apoia a adoção dos novos modelos, que representam uma nova identidade para a cidade de Curitiba. Por fim, o instituto pronunciou-se informando que as novas estações serão implantadas apenas nas novas linhas do sistema de mobilidade urbana. O órgão complementou, ainda, que essas estruturas visam demarcar a temporalidade do design sem que se perca a essência do equipamento de mobilidade urbana. Novo modelo de estação QUADRO ATUAL, E MODELOS CURITIBA À FORA QUADRO ATUAL QUADRO ATUAL Bogotá, Colômbia Seul, Coreia do Sul Seul, Coreia do Sul Chengdu, China São Paulo, Brasil Recife, Brasil Rio de Janeiro, Brasil Referências Obrigado pela atenção