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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA CURSO DE ADMINISTRAÇÃO ESTRUTURA E PROCESSOS ORGANIZACIONAIS ANÁLISE ORGANIZACIONAL E PROPOSTAS DE ESTRUTURA PARA A PREFERIDA INDÚSTRIA E COMÉRCIO S.A. LUIZ OTÁVIO RIBEIRO DA SILVA RIO DE JANEIRO 2026 RELATÓRIO DE CONSULTORIA ANÁLISE ORGANIZACIONAL E PROPOSTAS DE ESTRUTURA PARA A PREFERIDA INDÚSTRIA E COMÉRCIO S.A Consultor Organizacional: Luiz Otávio Ribeiro da Silva Cliente: Preferida Indústria e Comércio S.A Rio de Janeiro 2026 1. Introdução e Perfil da Empresa Como consultor organizacional contratado pela Preferida Indústria e Comércio S.A., apresento este relatório com análise estratégica da estrutura atual e propostas para elevar a eficácia organizacional. Fundada em 1920 por patriarcas de duas famílias, a empresa é uma sociedade anônima de capital fechado na quarta geração, atuando em fiação, tecelagem, malharia e confecção, com faturamento anual médio de R$ 900 milhões e margens adequadas ao setor têxtil brasileiro, apesar de desafios econômicos. A estrutura familiar divide cargos chave – uma família ocupa Presidente do Conselho, Assessor Jurídico, Assessor de RH e Diretor Industrial; a outra, Presidente Executivo, Diretor Comercial e Financeiro –, gerando tensões sutis por poder, processos mal delineados e baixa formalização, o que resulta em improvisos, retrabalhos e participação insignificante no Mercosul. O objetivo de expansão internacional exige repensar a organização para alinhar relações interpessoais, eficiência operacional e competitividade global. 2. Classificação Organizacional Após análise de características como hierarquia rígida, controle familiar centralizado e pouca adaptação externa, classifico a Preferida como empresa Tradicional. Essa tipologia, inspirada em modelos clássicos (Taylor, Fayol e Weber), enfatiza estabilidade, especialização vertical e burocracia para coordenação em escala, comum em familiares multigeracionais. Justificativas incluem: (i) dependência de laços familiares para decisões, sem meritocracia externa; (ii) processos informais que priorizam relações pessoais sobre padronização; (iii) rigidez hierárquica linear, limitando inovação e integração setorial; e (iv) foco em eficiência interna tradicional, inadequada para mercados dinâmicos como Mercosul. Diferencia-se de Modernas (processos flexíveis, foco em clientes e qualidade total) por ausência de descentralização e de Contemporâneas (ágil, matricial e inovadora), pois resiste à profissionalização e digitalização. Essa classificação explica os gargalos atuais, mas oferece base para transição evolutiva. 3. Diagnóstico dos Problemas Estruturais A estrutura linear familiar promove disputas por influência entre famílias, fragmentando esforços e impedindo visão integrada. Processos não formalizados geram ineficiências (ex.: retrabalhos em produção têxtil), enquanto a concentração de poder em cargos familiares limita expertise externa para exportações. No setor têxtil, onde margens dependem de agilidade logística e inovação, isso compromete competitividade. Indicadores incluem baixa internacionalização e tensões crescentes na quarta geração, risco comum em familiares sem governança. 4. Propostas de Mudanças para Maior Eficácia Proponho uma estrutura divisional híbrida com elementos matriciais e governança profissional, em fases para minimizar resistências: Fase 1: Governança e Profissionalização (3 meses): Instalar conselho independente com membros externos (40% do total), contratar CEO e diretores não familiares via headhunting, definindo políticas antinepotismo. Famílias migram para conselho estratégico. Fase 2: Reestruturação Divisional (6 meses): Criar três divisões autônomas – Fiação/Tecelagem, Malharia/Confecção e Exportações Mercosul – com gerentes responsáveis por P&L, suportadas por centros corporativos (RH, Jurídico, Financeiro). Integra especialização por produto com foco regional. Fase 3: Matricial para Projetos e OSM (12 meses): Adotar matriz balanceada para iniciativas divisionais (ex.: certificações internacionais), com BPM para mapear 80% dos processos e ERP têxtil (ex.: Totvs). Treinamentos em PMBOK e cultura ágil. Meta de Benefícios Quantitativos Projetados (baseados em benchmarks): +25% eficiência operacional, redução de 40% em retrabalhos, elevação de 15% em margens via exportações. iReferências 1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2018. 2 CHIAVENATO, I. Gestão de pessoas. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. 3MAXIMIANO, A. C. A. Teoria geral da administração. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2011. 4OLIVEIRA, D. de P. R. de. Estrutura organizacional: uma abordagem para resultados e competitividade. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2014. .