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sumário Lei Orgânica do Município de Viçosa-MG ...................................................................... 1 Resolução nº 007/2016 - Dispõe sobre o Regimento Interno da Câmara Municipal de Viçosa ............................................................................................................................. 44 Resolução 05/2023 - Altera a Resolução n° 014/2009, para dispor sobre a criação e extinção de cargos efetivos no âmbito da Câmara Municipal de Viçosa, nos termos que especifica........................................................................................................................ 100 Resolução 006/2023 - Estabelece a estrutura organizacional administrativa da Câma- ra Municipal de Viçosa, estado de Minas Gerais ........................................................... 108 Lei nº 810/1991 - Dispõe sobre o estatuto dos servidores Públicos do Município de Viçosa e dá outras providências ..................................................................................... 121 Lei Nº 1511/2002 - Dispõe sobre o Regime Próprio de Previdência Social dos Servido- res do Município de Viçosa, Minas Gerais, cria a entidade de previdência e dá outras providências ................................................................................................................... 154 Lei Nº 1512/2002 - Regulamenta o Instituto Municipal de Assistência ao Servidor, cria- do pelo artigo 175 da Lei nº 810/91 e dá outras providências ....................................... 185 Questões ........................................................................................................................ 203 Gabarito .......................................................................................................................... 208 Le gi sl aç ão M un ic ip al Câmara Municipal de Viçosa-MG Legislação Municipal 1 Lei Orgânica do Município de Viçosa-MG LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE VIÇOSA/MG PREÂMBULO Invocando a proteção de Deus, nós, Vereadores à Câmara Municipal de Viçosa, fiéis às tradições e à his- tória de um povo altaneiro e soberano que sempre esteve ao lado das causas da justiça e da liberdade, pro- mulgamos a presente Lei Orgânica do Município de Viçosa, na certeza de que ela será instrumento valioso no processo de desenvolvimento e de aprimoramento da vida política, econômica e social do Município. TÍTULO I DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS Art. 1º O Município de Viçosa, Estado de Minas Gerais, integra, com autonomia políticoadministrativa, a República Federativa do Brasil, como participante do Estado Democrático de Direito, comprometendo-se a respeitar, valorizar e promover seus fundamentos básicos: I - a soberania; II - a cidadania; III - a dignidade da pessoa humana; IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V - o pluralismo político. § 1º Todo o poder do Município emana do povo, que o exerce por mão de representantes eleitos, nos termos das Constituições Federal e Estadual e desta Lei Orgânica. § 2º A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos e, na forma da lei, mediante: I - plebiscito; II - referendo; III - iniciativa popular. Art. 2º São poderes do Município, independentes e harmoniosos entre si, o Legislativo e o Executivo. Parágrafo Único - Ressalvados os casos previstos nesta Lei, é vedado a qualquer dos poderes delegar atri- buições, e quem for investido nas funções de um deles não poderá exercer a de outro. Art. 3º Constituem, em cooperação com a União e o Estado, objetivos fundamentais do Município: I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento municipal, estadual e nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais; IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, credo, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação; V - garantir a efetivação dos diretos humanos, individuais e sociais. Parágrafo Único - O Município buscará a integração e a cooperação com a União, os Estados e os demais Municípios para a consecução de seus objetivos fundamentais. 2 TÍTULO II DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS Art. 4º A dignidade do homem é intangível. Respeitá-la e protegê-la é obrigação de todo o Poder Público. § 1º Um direito fundamental em caso algum pode ser violado. § 2º Os direitos fundamentais constituem direito de aplicação imediata e direta. Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Município a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à segurança, à proprie- dade, nos termos da Constituição Federal. Art. 6º São diretos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, a habitação, o transporte, nos termos das Constituições Federal e Estadual e desta Lei Orgânica. TÍTULO III DA ORGANIZAÇÃO DO MUNICÍPIO CAPÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA Art. 7º A organização político-administrativa do Município compreende a cidade e os distritos. § 1º A cidade de Viçosa é a sede do Município. § 2º Os distritos têm os nomes das respectivas sedes, cuja categoria é a vila. § 3º A criação, organização e supressão de distritos obedecerão à legislação estadual. Art. 8º A incorporação, a fusão e o desmembramento do Município só serão possíveis se obedecidos os requisitos da legislação estadual. Art. 9º É vedado ao Município: I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colabora- ção de interesse público; II - recusar fé aos documentos públicos. Art. 10 São símbolos do Município a bandeira, o brasão e o hino, na forma da lei. Parágrafo Único - É considerada data cívica o Dia do Município, comemorado anualmente em 30 de setem- bro. Art. 11 A lei municipal poderá instituir a administração distrital, de acordo com o princípio da descentraliza- ção administrativa. CAPÍTULO II DOS BENS DO MUNICÍPIO Art. 12 São bens do Município: I - os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos; II - os rendimentos provenientes de seus bens, execução de obras e prestação de serviços. Art. 13 Cabe ao Prefeito a administração dos bens municipais, respeitada a competência da Câmara Muni- cipal quanto àqueles utilizados em seus serviços. 3 Art. 14 A aquisição de bens imóveis, por compra ou permuta, dependerá de prévia avaliação e autorização legislativa. Art. 15 A alienação de bens municipais, subordinada à comprovação da existência de interesse público, será sempre precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas: I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa e concorrência, dispensada esta somente nos seguintes casos: a) doação, constando da lei e da escritura pública, se o donatário não for pessoa jurídica de direito público, os encargos, o prazo de seu cumprimento e a cláusula de retrocessão, tudo sob pena de nulidade do ato; b) permuta; c) dação em pagamento; d) investidura; e) venda, quando realizada para atender à finalidade de regularização fundiária, implantação de conjuntos habitacionais, urbanização específica e outros casos de interesse social. Constarão do ato de alienação condi- ções semelhantes às estabelecidas na alínea “a” deste inciso; II - quando móveis, dependerá de licitação, dispensada esta nos seguintes casos: a) doação, permitida exclusivamente para fins de interesse social; b) permuta; c) venda de ações, negociadas na bolsa ou na forma que se impuser; d) venda de títulos, na forma da legislação pertinente. § 1º O Município, preferentemente à venda ou doação de bens imóveis, concederá direito de uso, mediante concorrência. A concorrência poderá ser dispensada quandode utilidade pública, sempre a título precário, será outorgada por decreto, sendo a concessão feita com autorização legislativa, mediante contrato precedido de licitação, na forma da lei. Parágrafo Único - O Município poderá retomar, sem indenização, os serviços permitidos ou concedidos, desde que não executados em conformidade com o ato ou contrato, bem como aqueles que se revelarem insu- ficientes para o atendimento dos usuários. Art. 108 O Município poderá realizar obras e serviços de interesse comum, mediante convênio com o Esta- do, a União ou entidades particulares, bem como através de consórcio com outros Municípios. Parágrafo Único - A constituição de consórcios municipais dependerá de autorização legislativa. SEÇÃO III DOS SERVIDORES MUNICIPAIS Art. 109 O Município instituirá planos de carreira para os servidores da administração pública direta ou indi- reta, mediante lei. Art. 110 O Município instituirá regime de trabalho único para todos os servidores da administração direta ou indireta, das autarquias e das fundações públicas, assegurados os direitos já adquiridos. § 1º Aplica-se a esses servidores o disposto no art. 7, IV, VI, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII, XXIII, XXX da Constituição Federal. § 2º Ficam assegurados a esses servidores o direito de greve, mantidas as atividades essenciais pela pró- pria categoria em greve, e o direito à livre associação sindical. 24 § 3º É obrigatório o desconto em folha da contribuição dos sindicalizados, nos termos da Constituição Fe- deral. § 4º É garantida a liberação do servidor público para o exercício de mandato eletivo em diretoria de entidade sindical, sem prejuízo da remuneração e dos demais direitos e vantagens de seu cargo, na forma da lei. § 5º A revisão geral da remuneração desses servidores será feita periodicamente, com base em índice úni- co, de modo que garanta, no mínimo, a reposição de possíveis perdas e a manutenção da remuneração real. § 6º É garantida aos servidores da administração direta, no Executivo e Legislativo, a isonomia de venci- mentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhados, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho. § 7º Todos os servidores terão direito a férias-prêmio com duração de seis meses, adquiridas a cada período de dez anos de efetivo exercício de serviço público, admitida sua conversão em espécie, por opção do servidor ou, para efeito de aposentadoria, a contagem em dobro das férias não gozadas, sem prejuízo de suas funções e na forma da lei. § 8º Haverá assistência e previdência sociais, extensivas ao cônjuge ou companheiro e aos dependentes. § 9º Haverá assistência gratuita, em creche e pré-escola, aos filhos e dependentes, desde o nascimento até seis anos de idade. § 10 Será garantido adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas. Art. 111 Todo cargo ou emprego público só poderá ser ocupado e exercido por brasileiros que satisfaçam os requisitos legais e que sejam habilitados por concurso público de provas ou de provas e títulos. § 1º A investidura em cargos ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas e títulos, ressalvando as nomeações para cargos em comissão, declarado em lei de livre nomeação e exoneração, e a investidura em cargos efetivos de agentes comunitários de saúde e de agentes de combate a endemias que poderá depender de aprovação prévia em processo seletivo público de provas, ou, de provas e títulos, garantindo-se a estes o piso salarial fixado na legislação federal. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 2/2014) § 2º O Município assegurará o direito à prestação de concurso público. § 3º O prazo de validade de concurso público classificatório será de até dois anos, prorrogável, uma vez, por igual período. § 4º O preenchimento de qualquer cargo ou emprego depende, além dos requisitos estabelecidos neste artigo, de ter sido criado por lei que especifique a quantidade para cada órgão e da existência de vagas. § 5º Qualquer investidura em cargo ou emprego que não obedecer ao disposto neste artigo será conside- rada nula. § 6º Em caso de emergência ou por necessidade imperiosa do serviço, o Município poderá contratar, por tempo determinado ou por tarefa executada, os serviços de firmas ou profissionais especializados, de acordo com critérios estabelecidos por lei. Art. 112 É vedada a acumulação remunerada de cargos, empregos e funções públicas, exceto quando hou- ver compatibilidade de horário: I - a de dois cargos de professor; II - a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; III - a de dois cargos privativos de médico. Art. 113 O tempo de serviço público federal, estadual ou municipal será computado para efeitos de aposen- tadoria, disponibilidade e adicional por tempo de serviço. Art. 114 Os proventos de aposentadoria e os benefícios de pensão serão revistos na mesma proporção e na mesma data, sempre que se, modificar a remuneração dos servidores em atividade. 25 § 1º Serão estendidos aos inativos e pensionistas quaisquer benefícios ou vantagens concedidos aos servi- dores em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se dera aposentadoria. Art. 115 São estáveis, após dois anos de efetivo exercício, os servidores nomeados em virtude de concurso público. § 1º O servidor público estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em que lhe seja assegurada ampla defesa. § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado no mesmo cargo. § 3º Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade remune- rada, até seu aproveitamento em outro cargo. Art. 116 Cada período de cinco anos de efetivo exercício dá ao servidor direito de aumento de dez por cento sobre o salário básico, o qual será incorporado para efeito de aposentadoria. Art. 117 Nenhum servidor poderá ser diretor, integrar conselho de empresas fornecedoras ou que realizem qualquer modalidade de contrato com o Município, sob pena de descredenciamento da firma ou da empresa. Art. 118 A lei fixará os vencimentos dos servidores públicos, bem como a concessão de gratificação e adi- cionais. Parágrafo Único - É vedada a participação de servidores públicos municipais no produto da arrecadação de tributos, multas, inclusive os da dívida ativa, a qualquer título. Art. 119 O Município garantirá especial proteção à servidora pública gestante, adequando temporariamente suas funções aos tipos de trabalho não prejudiciais à saúde do nascituro. Art. 120 É assegurado às servidoras públicas o direito à licença maternidade de cento e vinte dias. Art. 121 O Município concederá aos servidores públicos e aos adotantes, respectivamente, licença paterni- dade e licença especial de oito dias. Art. 122 O Município assegurará ao servidor licença por motivo de doença do cônjuge e de parentes até o primeiro grau, quando verificada, em inspeção médica, ser indispensável sua assistência pessoal. Art. 123 A funcionária que estiver amamentando terá direito a uma hora por dia até o sexto mês, prazo pror- rogável por recomendação de autoridade competente. Art. 124 A administração municipal facilitará o deslocamento da nutriz, caso esta trabalhe longe de sua re- sidência. Art. 125 Os servidores-estudantes poderão deixar o local de trabalho uma hora antes do horário normal, em dias de aula, desde que tenham jornada de trabalho de oito horas. Parágrafo Único - Os servidores-estudantes comprovarão sua matrícula e sua freqüência às aulas. Art. 126 Será assegurada readaptação do servidor, se for comprovada, por junta médica do setor de saúde do Município, sua incapacidade para a função que exerce. CAPÍTULO II DOS ATOS MUNICIPAIS Art. 127 A publicação das leis e ados atos municipais far-se-á em órgãos da imprensa local ou regional, ou por afixação no quadrode avisos da sede da Prefeitura ou da Câmara, conforme o caso. § 1º Os atos não normativos, quando publicados pela imprensa, poderão ser resumidos. § 2º Os atos de natureza externa só produzirão efeitos após sua publicação. § 3º A escolha do órgão de imprensa local para divulgação das leis e atos municipais será feita por licitação, em que se levarão em conta não só as condições de preço como as de frequência, horário, tiragem e distribui- ção. 26 § 4º São considerados órgãos de Imprensa Oficial do Município de Viçosa, inclusive as versões digitais que observem as regras da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras - ICP - Brasil: I - quadro de avisos da Prefeitura ou da Câmara Municipal de Viçosa; II - órgão de imprensa local selecionado na forma do parágrafo 3º; III - Diário Oficial dos Municípios do Estado de Minas Gerais, instituído e administrado pela Associação Mi- neira dos Munícipios; IV - Diário Oficial do Estado de Minas Gerais; V - Diário Oficial da União. § 5º A publicação dos atos oficiais nos órgãos de imprensa previstos nos incisos VI e V se efetuarão em decorrência de convênios ou repasses financeiros do Estado de Minas Gerais ou da União Federal, respectiva- mente, casos em que não será necessária a publicação na forma do inciso III; ou na observância da conveniên- cia e oportunidade da Administração. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2016) Art. 127 A publicação das leis e dos atos municipais far-se-á em órgãos da imprensa Oficial do Município de Viçosa. § 1º Os atos não normativos, quando publicados pela imprensa, poderão ser resumidos. § 2º Os atos normativos serão publicados obrigatoriamente no quadro de avisos da sede da Prefeitura Mu- nicipal de Viçosa ou da Câmara municipal de Viçosa conforme o caso. § 3º Os atos de natureza externa só produzirão efeitos após sua publicação. § 4º A escolha do órgão de imprensa local para a divulgação das leis e atos municipais será feita por lici- tação, que se levarão em conta não só as condições de preço, mas como as de frequência, horário, tiragem e distribuição. § 5º Fica oportunizado às Autarquias Municipais, em acordo com a sua discricionariedade e autonomia administrativa, a utilização do (DOM) Diário Oficial do Município, mediante seção com senhas específicas de responsabilidade das mesmas. § 6º São considerados órgãos de Imprensa Oficial do Município de Viçosa, inclusive as versões digitais que observem as regras da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras - ICP - Brasil: I - Quadro de avisos da Prefeitura ou da Câmara Municipal de Viçosa; II - órgão de imprensa local selecionado na forma do parágrafo 4º; III - Diário Oficial do Município (DOM); IV - Diário Oficial dos Municípios do Estado de Minas Gerais, instituído e administrado pela Associação Mineira dos Municípios; V - Diário Oficial do Estado de Minas Gerais; VI - Diário Oficial da União. § 7º A publicação dos atos oficiais nos órgãos de imprensa previstos nos incisos V e VI se efetuarão em decorrência de convênios ou repasses financeiros do Estado de Minas Gerais ou da União Federal, respectiva- mente, casos em que não será necessária a publicação na forma do inciso III; ou na observância da conveniên- cia e oportunidade da Administração. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2023) SEÇÃO I DO REGISTRO Art. 128 O Município manterá os livros que forem necessários ao registro de seus serviços, sendo obrigató- rios os seguintes: I - termo de compromisso e posse; II - atas da Câmara Municipal; 27 III - registro de leis, decretos, resoluções, regulamentos, instruções e portarias; IV - cópia da correspondência oficial; V - protocolo, índice de papéis e livros arquivados; VI - contrato de servidores; VII - licitações e contratos para obras e serviços; VIII - contratos em geral; IX - contabilidade e finanças; X - concessões, permissões e utilizações de bens imóveis e de serviços; XI - tombamento de bens imóveis; XII - registro de loteamentos aprovados. § 1º Os livros serão abertos, rubricados e encerrados pelo Prefeito ou pelo Presidente da Câmara Municipal, conforme for o caso, ou por funcionário designado para tal fim. § 2º Os livros referidos neste artigo poderão ser substituídos por fichas ou outro sistema, convenientemente autenticados. § 3º Os livros, fichas ou quaisquer outros registros estarão abertos a consultas de qualquer cidadão, bas- tando para tanto apresentar requerimento. SEÇÃO II DA FORMA Art. 129 Os atos administrativos de competência do Prefeito serão expedidos com observância das seguin- tes normas: I - decreto numerado em ordem cronológica, nos seguintes casos: a) regulamentação de lei; b) instituição, modificação e extinção de atribuições não privativas de lei; c) abertura de créditos especiais e suplementares, até o limite autorizado por lei, assim como de créditos extraordinários; d) declaração de utilidade pública, de necessidade pública ou de interesse social, para efeito de desapro- priação ou de servidão administrativa; e) aprovação de regulamento ou de regimento; f) permissão de uso de bens e serviços municipais; g) medidas executórias do Plano Diretor; h) criação, extinção, declaração ou modificação de direitos administrativos não privativos de lei; i) normas de efeitos externos não privativos de lei; j) fixação e alteração de preços; II - portaria, nos seguintes casos: a) provimento e vacância de cargos ou empregos públicos e demais atos de efeitos individuais; b) lotação e relotação nos quadros de pessoal; c) autorização para contrato e dispensa de servidores sob regime da legislação trabalhista; d) abertura de sindicância e processos administrativos, aplicação de penalidades e demais atos individuais de efeitos internos; e) outros casos determinados em lei ou decreto. 28 III - contrato, nos seguintes casos: a) admissão de servidores para serviços de caráter temporário, na forma prevista nesta Lei; b) execução de obras e serviços municipais, na forma da lei. Parágrafo Único - Os atos constantes dos itens II e III deste artigo poderão ser delegados. SEÇÃO III DAS PROIBIÇÕES Art. 130 O Prefeito, o Vice-Prefeito, os vereadores e os servidores municipais não poderão contratar com o Município. Parágrafo Único - Não se incluem nestas proibições os contratos cujas cláusulas e condições sejam unifor- mes para todos os interessados. Art. 131 A pessoa jurídica em débito com o sistema de seguridade social, como estabelecido em lei federal, não poderá contratar com o Poder Público Municipal nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou cre- ditícios. Art. 132 As pessoas físicas ou jurídicas em débito com o Município não poderão fazer contratos com o ser- viço público municipal e nem dele receber qualquer benefício, incentivo ou serviço. SEÇÃO IV DAS CERTIDÕES Art. 133 A Prefeitura e a Câmara são obrigadas a fornecer a qualquer interessado, no prazo máximo de quinze dias, certidões de atos, contratos e decisões, desde que requeridas para fim de direito determinado, sob pena de responsabilidade da autoridade ou servidor que negar ou retardar sua expedição. No mesmo prazo deverão atender às requisições judiciais se outro não for fixado pelo Juiz. Parágrafo Único - As certidões relativas ao Poder Executivo serão fornecidas pelo Secretário ou Diretor da Administração na Prefeitura, exceto as declaratórias de efetivo exercício do Prefeito, que serão fornecidas pelo Presidente da Câmara. CAPÍTULO III DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA E FINANCEIRA SEÇÃO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 134 O Município, por intermédio de seus poderes constituídos, organizará a ordem econômica com ampla participação popular e fundamentada na valorização do trabalho humano e nos superiores interesses da coletividade. Art. 135 A intervenção do Município, no domínio econômico, terá por objetivo assegurar a todos existência digna, conciliar a liberdade de Iniciativa com os interesses do povo e, sobretudo, promover a justiça social. Art. 136 O Município consideraráo capital como meio de expansão econômica e bem-estar coletivo, redu- zindo as diferenças sociais e aprimorando a qualidade de vida. Art. 137 O Município assistirá os trabalhadores e suas organizações legais, colocando o capital a serviço da produção e do trabalho. Art. 138 O Município manterá órgãos especializados, que exerçam ampla fiscalização dos serviços públicos por ele concedidos. 29 Parágrafo Único - A fiscalização de que trata este artigo compreende as auditorias, o exame contábil e as perícias necessárias à apuração das inversões de capital e dos lucros auferidos pelas empresas concessioná- rias. Art. 139 O Município dispensará às microempresas e às empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, tratamento diferenciado, visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas, tri- butárias, ou pela redução destas, na forma da lei. Parágrafo Único - Ao dispensar incentivos às microempresas e às empresas de pequeno porte, o Município se certificará de seu cumprimento da função social e de sua relação de produção, capital e trabalho. Art. 140 O Município promoverá e incentivará a microempresa e a empresa de pequeno porte, em todos os seus aspectos, como fator de desenvolvimento social e econômico. Art. 141 O Município, por meio de lei, formará o Conselho Municipal de Desenvolvimento da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, que se incumbirá de formular políticas de desenvolvimento do segmento econômico. SEÇÃO II DOS TRIBUTOS MUNICIPAIS Art. 142 São tributos municipais os impostos, as taxas e as contribuições de melhoria, decorrentes de obras públicas, instituídos por lei municipal e atendidos os princípios estabelecidos na Constituição Federal e nas normas gerais de direito tributário. Art. 143 São de competência do Município os impostos sobre: I - propriedade predial e territorial urbana; II - transmissão “inter vivos”, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bom como cessão de direitos a sua aquisição; III - vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, exceto óleo diesel; V - serviços de qualquer natureza, não compreendidos na competência do Estado, definidos na lei comple- mentar prevista no art. 146 da Constituição Federal. § 1º O Imposto previsto no inciso I será progressivo, de forma a assegurar a função social da propriedade, tomando como parâmetros de progressividade, dentre outros, o número de imóveis por proprietário e sua real utilização. § 2º O imposto previsto no inciso II não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao pa- trimônio de pessoa jurídica em realização de capital, nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrentes de fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo se, nestes casos, a atividade do adquirente for a compra e venda desses bens e direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil. § 3º A lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos impostos previstos nos incisos III e IV. § 4º O Poder Executivo publicará, no órgão de maior circulação da cidade ou em todos eles, no último dia útil do mês subseqüente, os montantes de cada um dos tributos arrecadados, inclusive os provenientes de transferência, referentes ao mês anterior. Art. 144 As taxas só poderão ser instituídas por lei, pela utilização efetiva ou potencial de serviços públicos prestados aos contribuintes, ou postos à disposição pelo Município. Art. 145 A contribuição de melhoria poderá ser cobrada dos proprietários de imóveis beneficiados por obras públicas municipais, tendo como limite total o montante decorrente da despesa realizada e como limite indivi- dual a observância do valor venal do imóvel e da sua classificação social, obedecidos os princípios da progres- sividade. Art. 146 O Município graduará seus impostos segundo a capacidade econômica de cada contribuinte, fa- cultando a administração municipal identificar o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte, respeitados os direitos individuais, na forma da lei. 30 Parágrafo Único - As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos. Art. 147 O Município poderá instituir contribuição, cobrada de seus servidores, em beneficio destes, para custeio de sistema de previdência e assistência social. Art. 148 O Município assegurará incentivo às empresas que assumirem compromisso de manutenção de praças públicas e escolas municipais, na forma da lei. SEÇÃO III DA RECEITA E DA DESPESA Art. 149 Cabe ao Município harmonizar sua relação receita-despesa em função das prioridades comunitá- rias e do aprimoramento da justiça social. Art. 150 A receita municipal constituir-se-á das arrecadações dos tributos municipais, da participação em tributos da União e do Estado, dos recursos advindos do Fundo de Participação dos Municípios e da utilização de seus bens, serviços, atividades e outros ingressos. Art. 151 Pertencem ao Município: I - o produto da arrecadação do imposto da União sobre rendas e proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer título, pela administração direta, autarquias e fundações muni- cipais; II - cinqüenta por cento da arrecadação da União sobre a arrecadação do imposto de propriedade territorial rural, relativamente aos imóveis situados no Município; III - cinqüenta por cento do produto da arrecadação do Estado sobre a propriedade de veículos automotores licenciados no território municipal; IV - vinte e cinco por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal de comu- nicação. Art. 152 A fixação dos preços públicos, devidos pela utilização de bens, serviços e atividades municipais, será feita pelo Executivo, mediante edição de decreto. Parágrafo Único - As tarifas dos serviços públicos não poderão ser diferentes a seus custos, devendo ser reajustadas conforme suas necessidades. Art. 153 O contribuinte não estará obrigado ao pagamento de qualquer tributo lançado pelo Executivo, sem prévia notificação. § 1º Entende-se por notificação a entrega do aviso de lançamento no domicilio fiscal do contribuinte, nos termos da legislação federal. § 2º Cabe ao contribuinte recurso ao Executivo sobre tributo lançado, assegurado, para sua interposição, o prazo de quinze dias, contado da data da notificação. Art. 154 A despesa pública atenderá aos princípios estabelecidos na Constituição Federal e nas normas de direito financeiro. Art. 155 É vedada ao Executivo a ordenação de despesa que não tenha recurso disponível e crédito votado pelo Poder Legislativo, salvo a que ocorrer por conta de crédito extraordinário. Art. 156 Nenhuma lei que crie ou aumente despesa será executada sem que dela conste a alocação de recurso monetário à cobertura de seu custeio. Art. 157 As disponibilidades de caixa do Município, de suas autarquias e fundações e das empresas por ele controladas serão depositadas em instituições financeiras oficiais, salvo os casos previstos em lei. 31 SEÇÃO IV DO ORÇAMENTO Art. 158 A elaboração do orçamento anual, do plano plurianual de orçamento e das diretrizes orçamentárias é de competência do Poder Executivo, que, para tanto, poderá recorrer à participação popular. Art. 159 A elaboração e a execução da lei orçamentária anual, do plano plurianual de orçamento e das dire- trizes orçamentárias obedecerão às normas estabelecidas nas Constituições Federal e Estadual e às regras de direto financeiro, bem como aos preceitos desta Lei. Art. 160 A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, os objetivos e os incentivos fiscais, para o exercício financeiro subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual e disporá sobre as alterações na legislação tributária. Art. 160 A.É obrigatória a execução orçamentária e financeira da programação incluída por emendas indi- viduais do Legislativo Municipal em Lei Orçamentária Anual.(Redação acrescida pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2021) § 1º As emendas individuais apresentadas por vereadores ao Projeto de Lei do Orçamento Anual serão aprovadas no limite de 1,2% (um por cento e dois décimos) da receita corrente líquida prevista no projeto enca- minhado pelo Poder Executivo, sendo que 50% (cinquenta por cento) desse percentual será destinado a ações e serviços públicos de saúde.(Redação acrescida pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2021) § 2º A execução do montante destinado a ações e serviços públicos de saúde previsto no § 1º, inclusive cus- teio, será computada para fins do cumprimento do inciso I do § 2º do art. 198 da Constituição Federal, vedada a destinação para pagamento de pessoal ou encargos sociais.(Redação acrescida pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2021) § 3º É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações a que se refere o § 1º deste artigo, em montante correspondente a 0,6% (seis décimos) da receita corrente líquida realizada no exercício anterior, conforme critérios para a execução equitativa da programação definidos na lei de regência (§ 9º do art. 165 da Constituição Federal).(Redação acrescida pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2021) § 4º As programações orçamentárias previstas no § 1º artigo não serão de execução obrigatória nos casos de impedimentos estritamente de ordem técnica.(Redação acrescida pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2021) § 5º No caso de impedimento de ordem técnica, no empenho de despesa que integre a programação, na forma do § 4º deste artigo, serão adotadas as seguintes medidas:(Redação acrescida pela Emenda à Lei Or- gânica nº 1/2021) I - até 120 (cento e vinte dias) após a publicação da Lei do Orçamento Anual, o Poderes Executivo enviará ao Poder Legislativo as justificativas dos impedimentos;(Redação acrescida pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2021) II - Até 30 (trinta) dias após o término do prazo previsto no inciso I deste parágrafo, o Poder Legislativo indicará ao Poder Executivo o remanejamento da programação cujo impedimento seja insuperável;(Redação acrescida pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2021) III - Até 30 (trinta) dias após o prazo previsto no inciso II, o Poder Executivo encaminhará Projeto de Lei ao Legislativo Municipal sobre o remanejamento da programação prevista inicialmente cujo impedimento seja insuperável; e(Redação acrescida pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2021) IV - Até 30 (trinta) dias após o término previsto no inciso III, o Legislativo Municipal não deliberar sobre o Pro- jeto, o remanejamento será implementado por ato do Poder Executivo, nos termos previstos da lei orçamentária anual.(Redação acrescida pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2021) § 4º Considera-se equitativa a execução das programações em caráter obrigatório que atenda de forma igualitária e impessoal às emendas apresentadas, independentemente de autoria. (Redação acrescida pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2021) § 5º Para fins do disposto no caput deste artigo, a execução da programação orçamentária será: 32 I - demonstrada em dotações orçamentárias específicas da Lei Orçamentária Anual, preferencialmente a nível de subunidade orçamentária vinculada à Secretaria Municipal correspondente à despesa, para fins de apuração de seus respectivos custos e prestação de contas; (Redação acrescida pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2021) II - fiscalizada e avaliada, pela Câmara Municipal e pelo Vereador autor da emenda, quanto aos resultados obtidos. (Redação acrescida pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2021) § 6º A não execução da programação orçamentária das emendas parlamentares previstas neste artigo im- plicará em crime de responsabilidade do Prefeito Municipal. (Redação acrescida pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2021) (Eficácia suspensa por força de medida cautelar proferida em ADIN nº 1.0000.21.239690-7/000) Art. 160-A É obrigatória a execução orçamentária e financeira da programação incluída por emendas indivi- duais do Legislativo Municipal em Lei Orçamentária Anual. § 1º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 2% (dois por cento) da receita corrente líquida do exercício anterior ao do encaminhamento do projeto, observado que a metade desse percentual será destinada a ações e serviços públicos de saúde. § 2º A execução do montante destinado a ações e serviços públicos de saúde previsto no § 1º, inclusive cus- teio, será computada para fins do cumprimento do inciso I do § 2º do art. 198 da Constituição Federal, vedada a destinação para pagamento de pessoal ou encargos sociais. § 3º É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações oriundas de emendas individu- ais, em montante correspondente ao limite a que se refere o § 1º deste artigo, conforme os critérios para a exe- cução equitativa da programação definidos na lei complementar prevista no § 9º do art. 165 desta Constituição. § 4º As programações orçamentárias previstas no § 1º artigo não serão de execução obrigatória nos casos de impedimentos estritamente de ordem técnica. § 5º No caso de impedimento de ordem técnica, no empenho de despesa que integre a programação, na forma do § 4º deste artigo, serão adotadas as seguintes medidas: I - até 120 (cento e vinte dias) após a publicação da Lei do Orçamento Anual, o Poderes Executivo enviará ao Poder Legislativo as justificativas dos impedimentos; II - Até 30 (trinta) dias após o término do prazo previsto no inciso I deste parágrafo, o Poder Legislativo indi- cará ao Poder Executivo o remanejamento da programação cujo impedimento seja insuperável; III - Até 30 (trinta) dias após o prazo previsto no inciso II, o Poder Executivo encaminhará Projeto de Lei ao Legislativo Municipal sobre o remanejamento da programação prevista inicialmente cujo impedimento seja insuperável; e IV - Até 30 (trinta) dias após o término previsto no inciso III, o Legislativo Municipal não deliberar sobre o Projeto, o remanejamento será implementado por ato do Poder Executivo, nos termos previstos da lei orçamen- tária anual. § 4º Considera-se equitativa a execução das programações em caráter obrigatório que atenda de forma igualitária e impessoal às emendas apresentadas, independentemente de autoria. § 5º Para fins do disposto no caput deste artigo, a execução da programação orçamentária será: I - demonstrada em dotações orçamentárias específicas da Lei Orçamentária Anual, preferencialmente a nível de subunidade orçamentária vinculada à Secretaria Municipal correspondente à despesa, para fins de apuração de seus respectivos custos e prestação de contas; II - fiscalizada e avaliada, pela Câmara Municipal e pelo Vereador autor da emenda, quanto aos resultados obtidos. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2024) Art. 161 A lei de diretrizes orçamentárias será aprovada pela Câmara até junho de cada ano. Art. 162 O Poder Executivo publicará, no órgão de imprensa escolhido segundo os critérios estabelecidos no art. 127, § 3º, ou afixará em local público, no período de trinta dias subseqüentes ao encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária. 33 Art. 163 O Poder Executivo publicará, mensalmente, relatório resumido da execução orçamentária, bem como apresentará, trimestralmente, ao Poder Legislativo e ao Conselho Municipal a caracterização sobre o Município, suas finanças públicas, devendo constar do demonstrativo: I - as receitas e despesas da administração direta e indireta; II - os valores ocorridos desde o início do exercício até o último mês do trimestre objeto da análise financeira; III - a comparação mensal entre os valores do inciso II com seus correspondentes previstos no orçamento já atualizado por suas alterações; IV - as previsões atualizadas de seus valores até o final do exercício financeiro. Art. 164 A administração municipal acolherá as sugestõese as propostas do Conselho Municipal para as diretrizes orçamentárias. Art. 165 A lei orçamentária anual compreenderá: I - o orçamento fiscal referente aos poderes do Município, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder Público Municipal; II - o orçamento de investimentos das empresas em que o Município, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social, com direito a voto; III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos da administração direta e indireta a ela vinculados. Art. 166 A lei orçamentária anual será apresentada em valores mensais para todas as suas receitas e des- pesas, a nível global, para permitir seu acompanhamento orçamentário por parte do Executivo e do Legislativo. Art. 167 A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e fixação da des- pesa, não incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos complementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, na forma da lei. Art. 168 O Executivo enviará à Câmara Municipal a proposta de orçamento anual do Município para o exer- cício seguinte, até o dia 30 de setembro. § 1º Se o Prefeito deixar de enviar à Câmara o projeto de lei orçamentária no prazo estabelecido neste artigo incorrerá em infração político-administrativa punível pela Câmara, na forma da legislação federal pertinente. § 2º O descumprimento do prazo estabelecido implicará a elaboração, pela Câmara, independente do envio da proposta, da competente Lei de Meios, tomando por base a lei orçamentária em vigor. § 3º O Executivo poderá enviar mensagem ao Legislativo propondo alteração do projeto de lei orçamentária, enquanto não for iniciada a votação da parte que deseja alterar. Art. 169 As emendas ao projeto de lei orçamentária anual poderão ser aceitas caso: I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias; II - tenham a função de corrigir erros ou omissões; III - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesas, exclu- ídas as que: a) versem sobre dotações para pessoal e seus encargos; b) versem sobre o serviço da dívida; c) alterem o valor total do orçamento anual. SEÇÃO V DA VOTAÇÃO DO ORÇAMENTO E DAS LEIS DE DESPESAS Art. 170 É de competência do Poder Executivo a iniciativa das leis orçamentárias e das que abrem crédi- tos, fixam vencimentos e vantagens dos servidores públicos, concedem subvenção ou auxílio ou, de qualquer modo, autorizam, criam ou aumentam as despesas públicas. 34 § 1º Não será objeto de deliberação a emenda de que decorra aumento de despesa global ou de cada ór- gão, fundo, projeto ou programa, ou que vise a modificar-lhe o montante, a natureza ou o objetivo. § 2º Se até o dia trinta e um de dezembro a Câmara não aprovar o projeto de lei orçamentária, ou se houver vetos, os recursos previstos poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplemen- tares com prévia e específica autorização legislativa. § 3º Aplicam-se ao projeto de lei orçamentária, no que não contrariar o disposto nesta seção, as demais normas relativas à elaboração legislativa municipal. Art. 171 As entidades autárquicas do Município terão seus orçamentos aprovados por decreto executivo, salvo se disposição legal determinar a aprovação por intermédio de lei. § 1º Os orçamentos das entidades referidas neste artigo vinculam-se ao orçamento do Município, pela in- clusão: a) como receita, salvo disposição legal em contrário, do saldo positivo previsto entre os totais das receitas e das despesas; b) como subvenção econômica, na receita do orçamento da beneficiária, salvo disposição legal em contrá- rio, do saldo negativo previsto entre totais das receitas e das despesas. § 2º Os investimentos ou inversões financeiras do Município, realizados por intermédio das entidades alu- didas neste artigo, serão classificados como receita de capital destas e despesas de transferências de capital daquela; § 3º As previsões para depreciação serão computadas para efeito de apuração do saldo líquido das men- cionadas entidades. Art. 172 Os orçamentos das autarquias municipais serão publicados como complemento do orçamento do Município. Art. 173 O Tribunal de Contas do Estado é competente para decidir das argüições de inexistência ou duali- dade do orçamento municipal, bem como para declarar a ineficiência de dispositivos, rubricas ou dotações que, em lei orçamentária dos Municípios, contrariem princípios das Constituições Federal e Estadual. Art. 174 Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos especiais e suplementares destinados à Câmara Municipal, serão repassados ao Legislativo até o dia 15 de cada mês. Art. 175 Na elaboração do orçamento municipal anual, o Poder Público alocará recursos ao seu setor de pessoal, de modo a manter os salários de seus trabalhadores em níveis condignos. Art. 175 Na elaboração do orçamento municipal anual, o Poder Público alocará recursos ao seu setor de pessoal, de modo a manter os salários de seus trabalhadores em níveis condignos. TÍTULO VI DO PLANEJAMENTO DAS FINANÇAS E DO ORÇAMENTO CAPÍTULO I DO PLANEJAMENTO MUNICIPAL Art. 176 O Município organizará sua administração e exercerá suas atividades dentro de um processo de planejamento permanente, atendendo às peculiaridades locais e aos princípios técnicos convenientes ao de- senvolvimento integrado da comunidade. § 1º Considera-se processo de planejamento a definição de objetivos determinados em função da realidade local, a preparação dos meios para atingi-los, o controle de sua aplicação e a avaliação dos resultados obtidos. § 2º Para o planejamento é garantida a participação comunitária nas diversas fases de discussão e delibe- ração. 35 CAPÍTULO II DO PLANO DIRETOR SEÇÃO I DO PLANO DE DESENVOLVIMENTO Art. 177 O Município elaborará seu Plano Diretor nos limites da competência municipal, abrangendo habi- tação, trabalho, circulação e recreação, e considerando em conjunto os aspectos físico, econômico, social e administrativo, nos seguintes termos: I - no tocante ao aspecto físico-territorial, o Plano conterá disposições sobre o sistema viário urbano e rural, o zoneamento urbano, o loteamento urbano ou para fins urbanos, a edificação e os serviços públicos locais; II - no que se refere ao aspecto econômico, o Plano inscreverá disposições sobre o desenvolvimento eco- nômico e a integração da economia municipal à regional; III - no referente ao aspecto social, o Plano conterá normas de promoção social da comunidade e criação de condições de bem-estar da população; IV - no que respeita ao aspecto administrativo, o Plano consignará normas de organização institucional que possibilitem o permanente planejamento das atividades públicas municipais e sua integração nos planos esta- dual e nacional. Parágrafo Único - As normas municipais de edificação, zoneamento ou para fins urbanos atenderão às pe- culiaridades locais e à legislação federal e estadual pertinente. Art. 178 A elaboração do Plano Diretor deverá compreender as seguintes fases I - estudo preliminar, abrangendo: a) avaliação das condições de desenvolvimento; b) avaliação das condições de administração; II - diagnóstico: a) do desenvolvimento econômico e social; b) da organização territorial; c) das atividades-fim da Prefeitura; d) da organização administrativa e das atividades-meio da Prefeitura; III - definição de diretrizes, compreendendo: a) política de desenvolvimento; b) diretrizes de desenvolvimento econômico e social; c) diretrizes de organização territorial; IV - instrumentação, incluindo: a) Instrumento legal do plano; b) programas relativos às atividades-fim; c) programas relativos às atividades-meio; d) programas dependentes da cooperação de outras entidades públicas. 36 TÍTULO VII DA ORDEM ECONÔMICA E SOCIAL CAPÍTULOI DA ORDEM ECONÔMICA SEÇÃO I DA POLÍTICA URBANA Art. 179 A política urbana a ser formulada e executada pelo Poder Público terá como objetivo o pleno desen- volvimento das funções sociais da cidade e a garantia do bem-estar de sua população. Art. 180 A execução da política urbana está condicionada às funções sociais da cidade, compreendidas, como direito de todo cidadão, moradia, transporte público, saneamento, energia elétrica, gás, abastecimento, iluminação pública, comunicação, educação, saúde, lazer e segurança, assim como a preservação do patrimô- nio ambiental e cultural. § 1º O exercício de direito de propriedade atenderá a sua função social quando condicionado à função social da cidade. § 2º Para os fins previstos neste artigo, o Poder Público Municipal exigirá do proprietário medidas que visem a direcionar a propriedade para o uso produtivo, de forma a assegurar: a) acesso à propriedade e à morada de todos; b) justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do processo de urbanização; c) prevenção e correção das distorções da valorização da propriedade; d) regularização fundiária e urbanização específica para áreas ocupadas por população de baixa renda; e) adequação do direito de construir às normas urbanísticas; f) meio ambiente ecologicamente equilibrado, como um bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, preservando e restaurando os processos ecológicos essenciais e provendo o manejo ecoló- gico das espécies e ecossistemas, controlando a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, méto- dos e substâncias que comportem riscos para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente. Art. 181 Para assegurar as funções sociais da cidade e da propriedade, o Poder Público usará, principal- mente, os seguintes instrumentos: I - imposto progressivo no tempo sobre o imóvel; II - desapropriação por interesse social ou utilidade pública; III - discriminação de terras públicas, destinadas prioritariamente a assentamentos de baixa renda; IV - inventários, registros, vigilância e tombamento de imóveis; V - contribuição de melhoria; VI - taxação dos vazios urbanos. Art. 182 O direito de propriedade territorial urbana não pressupõe o direito de construir, cujo exercício deve- rá ser autorizado pelo Poder Público, segundo critérios estabelecidos em lei municipal. Art. 183 As terras públicas não utilizadas ou subutilizadas serão prioritariamente destinadas a assentamen- tos humanos de população de baixa renda. Art. 184 O estabelecimento de diretrizes e normas relativas ao desenvolvimento urbano deverá assegurar: I - a urbanização, a regularização fundiária e a titulação das áreas onde esteja situada a população de bai- xa renda, sem remoção dos moradores, salvo em áreas de risco, mediante consulta obrigatória à população envolvida; 37 II - a preservação das áreas de exploração agrícola e pecuária e o estímulo a essas atividades primárias; III - a preservação, a proteção e a recuperação do meio ambiente natural e cultural; IV - a criação de áreas de especial interesse urbanístico, social, ambiental, turístico, de utilização pública, lazer e desporto; V - a participação das entidades comunitárias no estudo, no encaminhamento e na solução dos problemas, planos, programas e projetos; VI - às pessoas portadoras de deficiência, o livre acesso a edifícios públicos e particulares de freqüência ao público, a logradouros públicos e ao transporte coletivo. Art. 185 Incumbe à administração municipal promover e executar programas de construção de moradias populares e garantir, em nível compatível com a dignidade da pessoa humana, condições habitacionais, sane- amento básico e acesso ao transporte. Art. 186 A lei municipal, de cujo processo de elaboração as entidades da comunidade participarão, disporá sobre zoneamento, parcelamento do solo, seu uso e sua ocupação, as construções e edificações, a proteção ao meio ambiente, o licenciamento e a fiscalização e os parâmetros básicos, objetos do Plano Diretor. SEÇÃO II DA POLÍTICA RURAL Art. 187 Fica instituído o fomento à agropecuária, através de programas a serem implementados por órgão competente, que deverá gerir toda a política rural do Município, ouvidos os órgãos de classe, as lideranças do setor, técnicos da área e outras instituições ligadas ao meio rural. Art. 188 O Município adotará programas de desenvolvimento rural, destinados a fomentar a produção agro- pecuária, sem agressão ao meio ambiente, organizando o abastecimento alimentar, com vistas a promover o bem-estar do homem que vive do trabalho da terra e a fixá-lo no campo. Parágrafo Único - Para consecução dos objetivos indicados neste artigo, será assegurada, no planejamento e na execução da política rural, na forma da lei, a participação dos setores de produção, envolvendo técnicos da área, produtores e trabalhadores rurais, setores de comercialização, armazenamento e abastecimento, le- vando-se em conta, especialmente: I - a assistência técnica e a extensão rural; II - o cooperativismo e o associativismo; III - a eletrificação rural e a irrigação; IV - o cumprimento da função social da terra. Art. 189 O Município formulará, em lei, a política rural, com o propósito de desenvolver e consolidar a diver- sificação e a especialização, asseguradas as seguintes medidas: I - criação e manutenção de serviços de preservação e controle da saúde animal; II - divulgação de dados técnicos relevantes concernentes à política rural; III - repressão ao uso de anabolizantes e ao uso indiscriminado de agrotóxicos; IV - estímulo à organização participativa da população rural; V - incentivo à análise de solo com o propósito de se fazer correção de acidez e adubação adequada; VI - incentivo ao uso de tecnologias adequadas ao manejo do solo; VII - programas de fornecimento de insumos básicos e de serviços de mecanização agrícola; VIII - serviços de controle à erosão, manutenção de fertilidade e recuperação de solos degradados; IX - criação e manutenção de núcleos de demonstração e experimentação de tecnologias apropriadas ao pequeno produtor; X - apoio às iniciativas de comercialização direta entre pequenos produtores e consumidores; 38 XI - incentivo à agroindústria; XII - construção de pequenos açudes e represas, visando ao controle das águas de superfície, propiciando irrigação e evitando enchentes, tanto no meio urbano quanto no meio rural; XIII - incentivo ao reflorestamento com vistas à proteção das cabeceiras dos mananciais e das encostas de acentuado declive; XIV - divulgação intensiva sobre o uso de agrotóxicos, orientando o produtor sobre seu uso correto e as conseqüências para ele e para a comunidade em geral, caso sejam desrespeitadas as especificações técnicas de cada produto; XV - incentivo à mecanização agrícola, tanto através da motomecanização quanto da tração animal, com vistas ao aumento da produtividade; XVI - instituição de programas de aproveitamento racional das áreas de várzea; XVII - combate sistemático a todo tipo de poluição no meio rural, inclusive ao manancial hídrico; XVIII - colaboração no sentido de que as instituições de crédito forneçam financiamentos compatíveis com as necessidades do setor. Art. 190 O Poder Executivo disporá de máquinas e implementos agrícolas para atender o meu rural na cons- trução de represas, bem como no preparo do solo para plantio, visando a atender prioritariamente o produtor de baixa renda, na forma da lei. SEÇÃO III DOS TRANSPORTES Art. 191 O transporte é um direito fundamental do cidadão, sendo de responsabilidade do Poder Público Municipal o planejamento, o gerenciamento e a operação dos vários modos de transporte. Parágrafo Único - A operação e a execução do sistema de transporte serão feitas de forma direta, por con- cessão ou permissão, na forma da lei. Art. 192 Fica assegurada a participação comunitária no planejamento e operação dos transportes, bem como o acesso às informações sobre o sistema de transporte. Parágrafo Único - A participaçãocomunitária será feita por intermédio da Comissão Municipal de Trânsito, na forma da lei. Art. 193 É dever do Poder Público Municipal possibilitar transporte com tarifa condizente com a qualidade dos serviços. CAPÍTULO II DA ORDEM SOCIAL SEÇÃO I DA SAÚDE Art. 194 A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universaLEIgualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Art. 195 O Município participa do Sistema Único de Saúde, ao qual compete, além de outras atribuições, na forma da lei: I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos; II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador; 39 III - ordenar a formação de recursos humanos na área da saúde; IV - participar da formação da política e da execução das ações de saneamento básico; V - incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico; VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem como bebidas e águas para consumo humano; VII - participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e pro- dutos psicoativos, tóxicos e radioativos; VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho. Parágrafo Único - O Sistema Único de Saúde será financiado, nos termos do art. 195 da Constituição Fe- deral, com recursos do orçamento da seguridade social, da União, do Estado e do Município, além de outras fontes. Art. 196 A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. § 1º As instituições privadas poderão participar, de forma complementar, do Sistema Único de Saúde, se- gundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades filan- trópicas e as sem fins lucrativos. § 2º É vedada a destinação de recursos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lu- crativos. § 3º A inspeção médica nos estabelecimentos de ensino municipal terá caráter obrigatório. § 4º É obrigatório o atendimento médico e odontológico aos estudantes da rede pública municipal. § 5º É obrigatório o atendimento, pelo setor de saúde, de todas as especialidades médicas, na forma da lei. Parágrafo Único - Constituirá exigência indispensável a apresentação, no ato da matrícula, de atestado de vacina contra moléstias infecto-contagiosas. Art. 197 O Município garantirá assistência integral à saúde, na forma da lei. § 1º As ações de saúde deverão ser integradas e de natureza pública, devendo sua execução ser feita pre- ferencialmente através de serviços próprios. § 2º O Município garantirá atendimento integral à saúde, criando condições para o pleno exercício da pro- fissão e satisfação das necessidades da população. § 3º O Município assegurará acesso à educação e informação sobre os métodos adequados ao planejamen- to familiar, respeitadas as opções individuais. SEÇÃO II DA ASSISTÊNCIA SOCIAL Art. 198 A assistência social será prestada, pelo Município, a quem dela precisar, e tem por objetivos: I - a proteção à família, à gestante, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice; II - o amparo às crianças e aos adolescentes carentes; III - a promoção da integração ao mercado de trabalho; IV - a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária. Art. 199 É facultado ao Município: I - conceder subvenções a entidades assistenciais privadas, declaradas de utilidade pública por lei munici- pal; II - firmar convênio com entidade pública ou privada para prestação de serviços de assistência social à co- munidade. 40 Art. 200 Caberá ao Município promover e executar as obras que, por sua natureza e extensão, não possam ser atendidas pelas instituições de caráter privado. Art. 201 O plano de assistência social do Município, nos termos em que a lei estabelecer, terá por objetivo a correção dos desequilíbrios do sistema social e a recuperação dos elementos desajustados, visando a um desenvolvimento social harmônico, de acordo com o previsto no art. 203 da Constituição Federal. SEÇÃO III DA EDUCAÇÃO Art. 202 A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Art. 203 O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I - igualdade de condições para acesso e permanência na escola; II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; V - valorização dos profissionais do ensino, garantindo, na forma da lei, plano de carreira para o magistério público, com piso salarial profissionaLEIngresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, asse- gurado regime jurídico único para todas as instituições mantidas pelo Município; VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei; VII - garantia de padrão de qualidade. Art. 204 O dever do Município, em comum com o Estado e a União, com a educação, será efetivado me- diante a garantia de: I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade pró- pria; II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regu- lar de ensino; IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de até seis anos de idade; V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando; VII - criação de bibliotecas; VIII - utilização de pelo menos vinte e cinco por cento do orçamento; IX - criação do Conselho Municipal de Ensino, na forma da lei; X - extensão de série conforme necessidade, na forma da lei. Art. 205 Fica assegurado aos integrantes do magistério municipal, em exercício na zona rural, direito a transporte para o local de trabalho, com o fornecimento de vale-transporte. Art. 206 Será elaborado anualmente um plano educacional, conjuntamente com os representantes das en- tidades de ensino, pais e alunos para alcançar os seguintes objetivos: I - erradicação do analfabetismo; II - universalização do atendimento escolar; 41 III - melhoria da qualidade do ensino; IV - formação para o trabalho; V - promoção humanística, científica e tecnológica do País. SEÇÃO IV DA CULTURA Art. 207 O Município garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura municipal, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. Parágrafo Único - O Município protegerá as manifestações da cultura popular. Art. 208 Constituem patrimônio cultural os bens de natureza materiaLEImaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade, nas quais se incluem: I - as formas de expressão; II - os modos de criar, fazer e viver; III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas; IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico- -culturais; V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico. § 1º O Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural,por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação e de outras formas de acautelamento e preservação. § 2º Cabem à administração pública, na forma da lei, a gestão da documentação governamental e as provi- dências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem. § 3º A lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento de bens e valores culturais. § 4º Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos, na forma da lei. Art. 209 Os bens do patrimônio natural e cultural, uma vez tombados ou declarados de Interesse cultural pe- los Poderes Públicos Municipal, Estadual e Federal, gozam de isenção de impostos e contribuição de melhoria municipal, desde que sejam preservados pelo seu titular, na forma da lei. SEÇÃO V DO DESPORTO Art. 210 É dever do Município fomentar práticas desportivas, como direito de cada um, observados: I - a destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto educacional e, em casos es- pecíficos, para a do desporto de alto rendimento; II - o tratamento diferenciado para o desporto profissional e o não-profissional; III - a proteção e o incentivo às manifestações desportivas de caráter nacional. Art. 211 O Município incentivará o lazer como forma de promoção social, especialmente mediante: I - reserva de espaços verdes ou livres, em forma de parques, bosques, jardins e assemelhados, como base física da recreação urbana; II - construção e equipamento de parques infantis, centros de juventude, edifícios de convivência comunal e praças de esportes; 42 III - aproveitamento e adaptação de rios, vales, colinas, montanhas, lagos, matas e outros recursos naturais como locais de passeio e distração. SEÇÃO VI DO MEIO AMBIENTE Art. 212 Todos têm direto ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público Municipal e à coletividade o dever de defen- dê-lo e preservá-lo para as gerações presentes e futuras. § 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público Municipal, entre outras atribui- ções: I - promover a educação ambiental multidisciplinar em todos os níveis das escolas municipais e disseminar as informações necessárias ao desenvolvimento da consciência crítica da população para a preservação do meio ambiente; II - assegurar o livre acesso às informações ambientais básicas e divulgar, sistematicamente, os níveis de poluição e de qualidade do meio ambiente no Município; III - prevenir e controlar a poluição, a erosão, o assoreamento e outras formas de degradação ambiental; IV - preservar as florestas, a fauna e a flora, inclusive controlando a extração, captura, produção, comerciali- zação, transporte que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade; V - criar parques, reservas, estações ecológicas e outras unidades de conservação, mantê-los sob especial proteção e dotá-los da infra-estrutura indispensável às suas finalidades; VI - estimular e promover o reflorestamento com espécies nativas, objetivando especialmente a proteção de encostas e dos espécimes doentes ou em processo de deterioração ou morte; VII - promover ampla arborização dos logradouros públicos da área urbana, bem como a reposição e subs- tituição dos espécimes doentes ou em processo de deterioração ou morte; VIII - estimular a pesquisa, o desenvolvimento e a utilização de fontes de energia alternativa não poluentes, bem como de tecnologias poupadoras de energia. § 2º A conduta e a atividade consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão o infrator, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções administrativas, inclusive a interdição temporária ou definitiva das atividades, sem prejuízo das cominações penais e da obrigação de reparar o dano causado. Art. 213 A concessão de Incentivos fiscais pelo Município depende de comprovação, pelo Interessado, da regularidade de sua situação face às normas de proteção ambiental no Município. SEÇÃO VII DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE, DO DEFICIENTE E DO IDOSO Art. 214 A família receberá especial atenção do Município. § 1º O Município propiciará recursos educacionais e científicos para o exercício do direito ao planejamento familiar, como livre decisão do casal. § 2º O Município assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações. Art. 215 É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta probidade, o direito à vida, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negli- gência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. 43 § 1º O Município promoverá programas de assistência integral à saúde da criança e do adolescente, admi- tida participação de entidades não-governamentais e obedecendo aos seguintes preceitos: I - aplicação de percentual dos recursos públicos destinados à saúde na assistência materno-infantil; II - criação de programas de prevenção e atendimento especializado para os portadores de deficiência física, sensorial ou mental, bem como de integração social do adolescente portador de deficiência, mediante o treinamento para o trabalho e a convivência e a facilitação de acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação de preconceitos e obstáculos arquitetônicos; III - criação do Conselho Municipal de Proteção à Criança e ao Adolescente, na forma da lei. § 2º A lei disporá sobre normas de construção de logradouros e edifícios públicos, a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência. Art. 216 A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas e as portadoras de deficiência, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantin- do-lhes o direito à vida. § 1º Os programas de amparo aos idosos e aos deficientes serão executados preferencialmente em seus lares. § 2º Aos maiores de sessenta e cinco anos e aos deficientes é garantida a gratuidade dos transportes co- letivos urbanos. § 3º A lei municipal definirá o conceito de deficiente para os fins do disposto neste artigo. SEÇÃO VIII DO SANEAMENTO BÁSICO Art. 217 O saneamento básico é uma ação de saúde pública e de desenvolvimento urbano, implicando seu direito garantia inalienável do cidadão: I - abastecimento de água em quantidade suficiente para assegurar a adequada higiene e conforto, e com qualidade compatível com os padrões de potabilidade; II - coleta, tratamento e disposição dos esgotos sanitários, dos resíduos sólidos e drenagem das águas pluviais, de forma a preservar o equilíbrio ecológico do meio ambiente e na perspectiva de prevenção de ações danosas à saúde; III - controle de vetores, sobre a ótica da proteção à saúde pública. § 1º As prioridades e a metodologia das ações de saneamento deverão nortear-se pela avaliação do quadro sanitário da área a ser beneficiada, devendo ser objetivo principal das ações a reversão e a melhoria de seu perfil epidemiológico. § 2º O Município desenvolverá mecanismos institucionais que compatibilizem as ações de saneamento básico, de habitação, de desenvolvimento urbano, de preservação do meio ambiente e de gestão dos recursos hídricos, buscando integração com outros Municípios nos casos em que exigir ações conjuntas. Art. 218 Os serviços de saneamento básico, de competência do Município, serão prestados pelo Poder Público, mediante execução direta ou delegada, através de concessão ou permissões visando ao atendimento adequado da população. § 1º A concessão ou permissão de serviços de saneamento básico, ou de partes deles, será outorgada a pessoa jurídica de direito público ou privado, devendo, neste último caso, se dar Mediante contrato de direito público. 44 SEÇÃO IXDA DEFESA SOCIAL Art. 219 A defesa social, dever do Estado e direito e responsabilidade de todos, organiza-se de forma sistê- mica visando a: I - garantir a segurança pública, mediante a manutenção da ordem pública, com a finalidade de proteger o cidadão, a sociedade e os bens públicos e privados, coibindo os ilícitos penais e as infrações administrativas; II - prestar a defesa civil, por meio de atividades de socorro e assistência, em casos de calamidade pública, sinistros e outros flagelos; III - promover a integração social, com a finalidade de prevenir a violência e a criminalidade. Art. 220 O Conselho de Defesa Social é órgão consultivo do Prefeito Municipal na definição da política de defesa social do Município, cuja composição e atribuições serão estabelecidas em lei. ATOS DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Art. 1º As professoras leigas, com mais de dez anos de efetivo exercício na data da promulgação desta Lei, terão salário básico idêntico ao de um profissional de magistério habilitado. Art. 2º Até sessenta dias após a promulgação desta Lei, será constituída uma comissão paritária com re- presentantes do Poder Executivo, do Poder Legislativo e do magistério municipal para elaboração, no prazo máximo de cento e vinte dias, do projeto do Estatuto do Magistério Municipal. Art. 3º O Poder Executivo poderá destinar área de tamanho adequado para construção de clube recreativo para os servidores da municipalidade. Viçosa, 21 de março de 1990. Resolução nº 007/2016 - Dispõe sobre o Regimento Interno da Câmara Municipal de Viçosa RESOLUÇÃO Nº 7/2016 Dispõe sobre o Regimento Interno da Câmara Municipal de Viçosa A Câmara Municipal de Viçosa aprovou e a Mesa Diretora promulga a seguinte Resolução: TÍTULO I DA CÂMARA MUNICIPAL CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º A Câmara Municipal de Viçosa tem sede na Praça Silviano Brandão, nº 05, na cidade de Viçosa, Estado de Minas Gerais. § 1º Reputam-se nulas as sessões da Câmara realizadas fora de sua sede, à exceção das sessões de pos- se, solenes ou comemorativas. § 2º Havendo motivo relevante ou de força maior, a Câmara poderá, por deliberação da Mesa Diretora, “ad referendum” da maioria absoluta dos Vereadores, reunir-se em outro edifício ou em ponto diverso no Município. § 3º Na sede da Câmara não se realizarão atos estranhos à sua função, sem previa autorização da Mesa Diretora. Art. 2º Para efeitos regimentais, a legislatura é dividida em 4 (quatro) sessões legislativas. Parágrafo único. Cada sessão legislativa ordinária será contada de 1º de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. 45 CAPÍTULO II DA INSTALAÇÃO Art. 3º A Câmara Municipal de Viçosa instalar-se-á, no primeiro ano de cada legislatura, no dia 1º de janeiro, às 18h (dezoito horas), em sessão solene, independentemente de convocação e número de presenças, sob a presidência do vereador eleito mais votado entre os presentes. § 1º Após convidar dois dos diplomados, de partidos diferentes, para compor a Mesa Diretora e secretariar os trabalhos, o Presidente, na forma do artigo 123, declarará aberta a sessão. § 2º Os Vereadores presentes serão empossados pelo Presidente dos trabalhos, após a leitura, de pé, pelo Vereador mais idoso, do seguinte compromisso: “PROMETO CUMPRIR DIGNAMENTE O MANDATO A MIM CONFIADO, GUARDAR AS CONSTITUIÇÕES FEDERAL E ESTADUAL, A LEI ORGÂNICA MUNICIPAL E AS LEIS, TRABALHANDO PELO ENGRANDECI- MENTO DESTE MUNICÍPIO”. § 3º Procedida a chamada, cada Vereador, de pé, o ratificará dizendo: “ASSIM O PROMETO”. § 4º Prestado o compromisso lavrar-se-á, em livro próprio, o respectivo termo de posse, que será assinado pelos empossados para, a seguir, o Presidente, com o Plenário de pé, proferir a seguinte afirmação: “DECLA- RO EMPOSSADOS OS SENHORES VEREADORES QUE PRESTARAM O COMPROMISSO”. Art. 4º Na mesma sessão, em sequência aos trabalhos, havendo maioria absoluta dos vereadores, pas- sar-se-á à eleição da Mesa Diretora, observando-se, no que couber, o disposto nos artigos 11, 12 e 13 deste Regimento. § 1º Não havendo número legal, o Presidente permanecerá, interinamente, à frente dos trabalhos e convo- cará sessões diárias, até que seja eleita a Mesa Diretora. § 2º Declarado eleito e empossado o Presidente, este assumirá a direção dos trabalhos, passando-se à eleição e posse dos demais membros da Mesa Diretora. § 3º Empossado os membros da Mesa Diretora, o Presidente, de forma solene e de pé, no que será acom- panhado pelos presentes, declarará instalada a Legislatura. § 4º Enquanto não for eleita a Mesa Diretora, a Câmara Municipal não deliberará sobre qualquer proposição legislativa. Art. 5º Na mesma sessão que alude o “caput” do art. 4º, após empossados os Vereadores e procedida a eleição da Mesa Diretora, mesmo que sem resultado, o Presidente designará comissão de Vereadores para receber e conduzir ao Plenário o Prefeito e o Vice-Prefeito, que tomarão acento ao lado do Presidente, para as solenidades de posse. SEÇÃO I DA POSSE DO PREFEITO E DO VICE-PREFEITO Art. 6º A Câmara, em ato solene de instalação, observado, no que for aplicável, o disposto no art. 74 e §§ da Lei Orgânica, dará posse ao Prefeito e ao Vice-Prefeito que prestarão o seguinte compromisso: “PROMETO MANTER, DEFENDER E CUMPRIR A LEI ORGÂNICA MUNICIPAL E AS DEMAIS LEIS, PRO- MOVENDO O BEM GERAL DO MUNICÍPIO”. § 1º Prestado o compromisso aplicar-se-á, no que couber, o disposto no § 4º do artigo 3º deste Regimento. § 2º Se decorrer 10 (dez) dias da data fixada para a posse, o Prefeito ou o Vice-Prefeito não tiverem assu- mido o cargo, salvo motivo de força maior, reconhecido pela Câmara Municipal, este será declarado vago pelo Presidente da Câmara. § 3º Vagando os cargos de Prefeito e Vice-Prefeito ou ocorrendo o impedimento destes, à posse de seus substitutos aplica-se, no que couber, o previsto neste artigo. 46 TÍTULO II DA MESA DIRETORA DA CÂMARA CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 7º A Mesa Diretora eleita para o mandato de 2 (dois) anos, será composta pelo o Presidente, o Vice-Pre- sidente, o Primeiro Secretário e o Segundo Secretário. § 1º Após a eleição do Presidente, serão eleitos o Vice-Presidente, o Primeiro Secretário e o Segundo Se- cretário da Mesa Diretora. § 2º A formação permanente da Mesa Diretora contará com o Presidente, com o Vice-Presidente e com o Primeiro Secretário. Art. 8º As funções dos membros da Mesa Diretora somente cessarão: I - pela morte; II - com a posse da nova Mesa Diretora; III - pela renúncia, apresentada por escrito; IV - pela destituição do cargo; V - pela perda do mandato. Art. 9º Vago qualquer cargo da Mesa Diretora, a eleição respectiva deverá realizar-se na fase do Expediente da primeira sessão subsequente à vaga ocorrida, ou em sessão extraordinária, para esse fim convocada. Art. 10 Declarado vago o cargo, em forma definitiva, da Mesa Diretora, será preenchido, em caráter interino, obedecida a seguinte ordem sucessória: I - o Presidente; II - o Vice-Presidente; III - o Secretário; IV - o Segundo Secretário; V - o Vereador com mais tempo de legislatura; VI - o Vereador mais idoso. Parágrafo único. Até que se proceda a eleição prevista no artigo anterior, o membro interino ficará investido na plenitude das funções do cargo. CAPÍTULO II DA ELEIÇÃO DA MESA DIRETORA Art. 11 Para a eleição da Mesa Diretora, a votação será feita mediante voto nominal, aberto e por cédula, cargo por cargo, com a indicação deste, obedecendo-se à ordem constante do artigo 7º, parágrafo primeiro, deste Regimento, obedecido o seguinte rito: 1. Havendo quórum regimental, o Presidente declarará aberta a sessão. 2. O Presidente abrirá as inscrições aos interessados em concorrer a cada cargo, o que deverá ser feito oralmente. 3. Os candidatos inscritos terão direito à palavra por 5 (cinco) minutos, seguida a ordem de inscrição. 4. O Presidente convidará dois vereadores, dentre os não candidatos, para secretariarem os trabalhos e servirem de escrutinadores. 5. Não havendomais oradores, passar-se-á à votação. 47 6. A Secretaria da Mesa Diretora distribuirá as cédulas de votação aos Vereadores, em seus respectivos assentos. 7. A cédula será confeccionada em papel tamanho A4 e identificará o Vereador votante com nome e assi- natura. 8. O Presidente dará 30 (trinta) segundos para que todos os Vereadores, concomitantemente, preencham as cédulas. 9. Preenchidas as cédulas, o Presidente convocará os Vereadores, nominalmente, por ordem alfabética, para as entregar aos escrutinadores. 10. Entregue todas as cédulas, o Presidente convocará os Vereadores, nominalmente, por ordem alfabética, para declararem o voto na Tribuna. 11. Em caso de divergência entre o voto constante da cédula e o declarado na Tribuna, prevalecerá o pri- meiro. Parágrafo único. O Vereador não eleito para algum cargo poderá se candidatar a outro cargo. Art. 12 Se qualquer dos candidatos não alcançar a maioria absoluta dos votos, proceder-se-á a novo escru- tínio, ao qual só concorrerão os dois candidatos mais votados no primeiro, para o cargo em votação, conside- rando-se eleito o que obtiver maioria simples. § 1º Se ocorrer empate, será considerado eleito aquele que tiver, na data da posse, o maior tempo de exer- cício como vereador na Casa; se persistir o empate, será considerado eleito aquele que tiver obtido o maior número de votos na eleição proporcional para vereador; se persistir o empate, será considerado eleito o mais idoso. § 2º Não sendo possível, por qualquer motivo, efetivar-se ou completar-se a eleição da Mesa Diretora na pri- meira sessão, para esse fim convocada, o Presidente convocará sessão para o dia seguinte e, se necessário, para os dias subsequentes, até plena consecução desse objetivo. § 3º O Presidente declarará eleitos os vencedores na forma dos parágrafos 1º e 2º deste artigo, considera- dos, automaticamente, empossados. Art. 13 A eleição para renovação da Mesa Diretora, para o segundo biênio da legislatura, será realizada entre os dias 1º (primeiro) e 15 (quinze) de dezembro, em sessão extraordinária, convocada com antecedência mínima de 7 (sete) dias, devendo ser dirigida pelos membros da Mesa Diretora em exercício e empossada, automaticamente, a partir de 1º (primeiro) de janeiro. § 1º É vedada a reeleição para o mesmo cargo, na mesma legislatura. § 2º Não se considera recondução a eleição para o mesmo cargo em legislaturas diferentes, ainda que sucessivas. § 3º O suplente de Vereador não poderá ser eleito nem assumir cargo na Mesa Diretora. CAPÍTULO III DAS ATRIBUIÇÕES DA MESA DIRETORA Art. 14 A Mesa Diretora eleita poderá fixar competência, no âmbito administrativo da Casa, para cada um de seus membros, respeitadas as atribuições já definidas por este Regimento Interno. Art. 15 À Mesa Diretora compete, dentre outras atribuições estabelecidas em Lei e neste Regimento ou deles implicitamente resultantes, a direção dos trabalhos legislativos e dos serviços administrativos da Câmara, especialmente: I - No setor legislativo: a) propor, privativamente, à Câmara: 1) projetos que disponham sobre criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços e fixação dos respectivos vencimentos; 48 2) projetos de lei que disponham sobre abertura de créditos suplementares ou especiais, através de anula- ção parcial ou total de dotação da Câmara; 3) projetos de lei que disponham sobre os subsídios do Presidente, do Vice-Presidente e do Secretário da Câmara; dos Vereadores; do Prefeito; do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais; b) tomar as providências necessárias à regularidade dos trabalhos legislativos; c) declarar a perda de mandato de Vereador, de ofício ou mediante provocação de qualquer Vereador ou de partido político representado na Câmara, assegurado o direito de ampla defesa, nos casos previstos nos incisos I, II e III do artigo 110; II - No setor administrativo: a) baixar Resoluções e expedir instruções normativas gerais ou especiais sobre matéria de sua competên- cia; b) superintender os serviços administrativos da Câmara e elaborar seu regulamento, interpretando conclu- sivamente, em grau de recurso, os seus dispositivos; c) regulamentar procedimentos internos de licitações; d) permitir sejam divulgados os trabalhos da Câmara, em curso no Plenário ou nas Comissões, observan- do-se o disposto no artigo 101 e parágrafos da Lei Orgânica do Município, sem ônus para os cofres públicos; e) promulgar e enviar à publicação a Resolução prevista no art. 37, parágrafo único, deste Regimento. Art. 16 Os membros da Mesa Diretora reunir-se-ão, pelo menos semanalmente, a fim de deliberar, por maio- ria de votos, presentes a maioria absoluta de seus membros, sobre todos os assuntos da Câmara sujeitos ao seu exame, assinando e dando à publicação os respectivos Atos e Resoluções. Parágrafo único. Em caso de matéria inadiável, poderá o Presidente, ou quem o estiver substituindo, decidir ad referendum da Mesa Diretora sobre matéria de competência desta. CAPÍTULO IV DA PRESIDÊNCIA Art. 17 O Presidente é o representante legal da Câmara, em juízo ou fora dele. Art. 18 São atribuições do Presidente, além das que estão expressas neste Regimento ou decorram da natureza de suas funções e prerrogativas: I - Quanto às sessões: a) proceder à convocação das sessões ordinárias e extraordinárias, nos termos deste Regimento; b) abrir, presidir, suspender e encerrar as sessões; c) passar a presidência a outro Vereador, bem como convidar qualquer deles para secretariá-la, na ausência de membros da Mesa Diretora; d) manter a ordem dos trabalhos, interpretar e fazer cumprir o Regimento Interno; e) mandar proceder à chamada e à leitura dos papéis e proposições; f) transmitir ao Plenário, a qualquer momento, as comunicações que julgar convenientes; g) conceder ou negar a palavra aos Vereadores, nos termos regimentais; h) interromper o orador que se desviar da questão em debate ou falar sem o devido respeito à Câmara ou a qualquer de seus membros, advertindo-o, chamando-o à ordem e, em caso de insistência, cassando-lhe a palavra, podendo, ainda, suspender a sessão, quando não atendido e as circunstâncias o exigirem; i) chamar a atenção do orador, quando se esgotar o tempo a que tem direito; j) anunciar a Ordem do Dia e submeter à discussão e votação a matéria dela constante; l) proclamar o resultado das votações; 49 m) estabelecer o ponto da questão sobre o qual deva ser feita a votação; n) determinar, nos termos regimentais, de ofício ou a requerimento de qualquer Vereador, que se proceda à verificação de presença; o) anotar, em cada documento, a decisão do Plenário, podendo delegar esta função a auxiliares da Mesa Diretora; p) resolver qualquer questão de ordem e, quando omisso o Regimento, estabelecer precedentes regimen- tais, que serão anotados para solução de casos análogos; q) organizar a Ordem do Dia, atendendo aos preceitos legais e regimentais, não permitindo proposições e ou projetos sem parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação e demais comissões; r) anunciar o término das sessões, convocando, antes, a sessão seguinte. II - Quanto às proposições: a) receber as proposições apresentadas; b) distribuir proposições, processos e documentos às Comissões; c) determinar, a requerimento do autor e independentemente de deliberação do Plenário, a retirada de pro- posições, nos termos regimentais; d) declarar prejudicada a proposição, em face da rejeição ou aprovação de outra com o mesmo objetivo; e) devolver ao autor, quando não atendidas as formalidades regimentais, proposição em que se pretenda o reexame da matéria anteriormente rejeitada ou vetada, e cujo veto tenha sido mantido; f) recusar substitutivos ou emendas que não sejam pertinentes à proposição inicial; g) determinar o desarquivamento de proposições, nos termos regimentais; h) retirar da pauta da Ordem do Dia proposições em desacordo com as exigências regimentais; i) despachar requerimentos verbais ou escritos,o uso se destinar a concessionária de serviço público, a entidades assistenciais, ou verificar-se relevante interesse público, devidamente justificado, na con- cessão direta, como no caso do inciso I, e. § 2º Entende-se por investidura a alienação aos proprietários de imóveis lindeiros, por preço nunca inferior ao da avaliação, de área remanescente ou resultante de obra pública e que se torne inaproveitável isoladamen- te. As áreas resultantes de modificações de alinhamento serão alienadas nas mesmas condições. § 3º A doação com encargo poderá ser licitada, e de seu instrumento constarão, obrigatoriamente, os encar- gos, prazo de seu cumprimento e cláusula de reversão, sob pena de nulidade do ato. Art. 16 O uso de bens e serviços municipais por terceiros poderá ser feito mediante concessão, permissão ou autorização, quando houver interesse público devidamente justificado. § 1º A concessão de bens e serviços públicos de uso especial e dominiais dependerá de lei e concorrência e far-se-á mediante contrato, sob pena de nulidade do ato. A concorrência poderá ser dispensada, mediante lei, quando o uso se destinar a concessionária de serviço público, a entidades assistenciais ou quando houver interesse público relevante, devidamente justificado. § 2º A concessão de utilização de bens e serviços públicos de uso comum somente será outorgada median- te autorização legislativa. § 3º A permissão, que poderá incidir sobre qualquer bem público, será feita a titulo precário, por decreto. § 4º A autorização, que poderá incidir sobre qualquer bem público, será feita por portaria, para atividades ou usos específicos e transitórios, pelo prazo máximo e improrrogável de noventa dias, salvo se destinada a formar canteiros de obra pública, caso em que o prazo corresponderá ao da duração da obra. Art. 17 Poderão ser cedidas a particular, para serviços transitórios, máquinas do Município, inclusive ope- radas por servidores municipais, obedecidos os critérios estabelecidos pelo Conselho Municipal de Assistên- cia Social, que avaliará a real necessidade e a carência para estabelecer prioridades e arbitrar valores petos serviços prestados, desde que não haja prejuízo para os trabalhos do Município e o interessado assine termo de responsabilidade pela conservação e devolução dos bens recebidos. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 3/2001) 4 Art. 18 Poderá ser permitido a particular, mediante autorização legislativa, a titulo oneroso ou gratuito, o uso do subsolo ou do espaço aéreo de logradouros públicos para construção de passagens destinadas à segurança ou ao conforto dos transeuntes e usuários ou para fins de interesse urbanos. CAPÍTULO III DA COMPETÊNCIA DO MUNICÍPIO Art. 19 Compete privativamente ao Município: I - emendar sua Lei Orgânica; II - legislar sobre assuntos de interesse local; III - suplementar a legislação federal e estadual no que couber; IV - instituir, fixar e arrecadar os tributos de sua competência e aplicar sua receita, sem prejuízo da obriga- toriedade de prestar contas e publicar balancetes; V - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual; VI - organizar a estrutura administrativa local; VII - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluindo o transporte coletivo, que tem caráter essencial; VIII - promover adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do parcelamento, uso e ocupação do solo, a par de outras limitações urbanísticas, observando as diretrizes do Plano Diretor; IX - organizar a política administrativa de interesse local, especialmente em matéria de saúde e higiene pú- blicas, construção, trânsito e tráfego, plantas e animais nocivos e logradouros públicos. Art. 20 Compete ao Município em comum com os demais membros da Federação: I - zelar pela guarda das Constituições Federal e Estadual, desta Lei Orgânica, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público; II - cuidar da saúde e da assistência pública, da proteção e da garantia das pessoas portadoras de defici- ência; III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico, cultural e espiritual, os mo- numentos, as paisagens notáveis e os sítios arqueológicos; IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e outros bens de valor histórico, artístico, cultural e espiritual; V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência; VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em todas as suas formas; VII - controlar a caça e a pesca, garantir a conservação da natureza e a defesa do solo e dos recursos mi- nerais e preservar as florestas, a fauna e a flora; VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar; IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de sane- amento básico; X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos; XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direito de pesquisa e exploração de recursos hídri- cos e minerais no território municipal; XII - estabelecer e implantar política de educação para segurança do trânsito. Parágrafo Único - O Município observará as normas de lei complementar federal para cooperação com a União, Estados, Distrito Federal e Municípios. 5 Art. 21 Compete ao Município, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado: I - manter programas de educação pré-escolar e de ensino fundamental; II - prestar serviços de atendimento à saúde da população; III - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observadas a legislação e a ação fiscaliza- dora federal e estadual. Art. 22 Compete ao Município, em harmonia com o Estado e a União: I - dentro da ordem econômica e financeira, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, que tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, especialmente: a) assegurar o respeito aos princípios constitucionais da ordem econômica é financeira; b) explorar diretamente atividade econômica, quando necessário ao atendimento de relevante interesse público coletivo, na forma da lei; c) fiscalizar, incentivar e planejar a atividade econômica no Município; d) apoiar e estimular o cooperativismo e outras formas de associativismo; e) favorecer a organização da atividade garimpeira em cooperativas, levando em conta a proteção do meio ambiente e a promoção econômico-social dos garimpeiros; f) dispensar às microempresas e às empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, tratamento jurídico diferenciado, visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias e credi- tícias ou pela eliminação ou redução destas, na forma da lei; g) promover e incentivar o turismo como fator de desenvolvimento social e econômico; h) executar política de desenvolvimento urbano conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tendo por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes. II - dentro da ordem social, que tem como base o primado do trabalho e como objetivo o bem-estar e a jus- tiça sociais: a) participar do conjunto integrada de ações do Poder Público e da sociedade, destinado a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social; b) promover e incentivar, com a colaboração da sociedade, a educação, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho; c) garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura municipal, apoian- do e divulgando a valorização e a difusão das manifestações culturais; d) fomentar a prática desportiva; e) promover e incentivar o desenvolvimento científico, a pesquisa e a capacitação tecnológicas;processos e demais papéis submetidos à sua apreciação; j) observar e fazer observar os prazos regimentais; l) solicitar informações e colaborações técnicas para estudo de matéria sujeita à apreciação da Câmara, quando requerido pelas Comissões; m) devolver proposições que contenham expressões antirregimentais; n) determinar a entrega obrigatória de cópias de projetos de lei a todos os Vereadores em exercício. III - Quanto às Comissões: a) designar os membros das Comissões Temporárias, nos termos regimentais; b) designar substitutos para os membros das Comissões em caso de vaga, licença ou impedimento ocasio- nal, observada a indicação partidária; c) declarar a destituição de membros das Comissões, quando deixarem de comparecer a 3 (três) reuniões ordinárias consecutivas ou a 5 (cinco) intercaladas, sem motivo justificado. IV - Quanto às reuniões da Mesa Diretora: a) convocar e presidir as reuniões da Mesa Diretora; b) tomar parte nas suas discussões e deliberações, com direito a voto e assinar os respectivos atos e deci- sões; c) distribuir as matérias que dependerem do parecer da Mesa Diretora; d) encaminhar as decisões da Mesa Diretora, cuja execução não for atribuída a outro de seus membros. V - Quanto às publicações: a) determinar a publicação de todos os atos da Câmara, da matéria de expediente, da Ordem do Dia e do inteiro teor dos debates; 50 b) revisar os debates, não permitindo a publicação de expressões e conceitos antirregimentais ou ofensi- vos ao decoro da Câmara, bem como de pronunciamentos que envolverem ofensas à instituições nacionais, propaganda de guerra, de preconceito de raça, de religião ou de classe, configurarem crime contra a honra ou contiverem incitamento à prática de crimes de qualquer natureza; c) determinar a publicação de informações, notas e documentos que digam respeito às atividades da Câ- mara e devam ser divulgados. VI - Quanto às atividades e relações externas da Câmara: a) manter, em nome da Câmara, todos os contatos de direito com o Prefeito e demais autoridades; b) agir judicialmente, em nome da Câmara, “ad referendum” ou por deliberação do Plenário; c) determinar lugar reservado aos representantes credenciados da imprensa escrita, falada e televisada; d) zelar pelo prestígio da Câmara e pelos direitos, garantias e respeito devido aos seus membros; e) suplementar, mediante ato, as dotações do orçamento da Câmara, observado o limite da autorização constante da lei orçamentária, desde que os recursos para sua cobertura sejam provenientes de anulação total ou parcial de suas dotações orçamentárias; f) elaborar e expedir, mediante ato, a discriminação analítica das dotações orçamentárias da Câmara, bem como alterá-las, quando necessário; g) comunicar a Tesouraria da Prefeitura o saldo de caixa existente na Câmara no final do exercício; h) enviar ao Tribunal de Contas do Estado, até o dia 31 (trinta e um) de março, as contas do exercício an- terior; i) nomear, promover, comissionar, conceder gratificações e licenças, pôr em disponibilidade, exonerar, de- mitir, aposentar e punir servidores da Câmara Municipal, nos termos da lei; j) expedir ordens e orientações sobre procedimentos de compras e contratações; l) permitir sejam divulgados os trabalhos da Câmara, em curso no Plenário ou nas Comissões, observan- do-se o disposto no artigo 101 e parágrafos da Lei Orgânica do Município, sem ônus para os cofres públicos; m) determinar abertura de sindicâncias e inquéritos administrativos; Art. 19 Compete, ainda, ao Presidente: I - dar posse aos Vereadores e Suplentes; II - declarar a extinção do mandato do Prefeito, do Vice-Prefeito e de Vereador; III - exercer a chefia do Executivo Municipal, nos casos previstos em lei; IV - justificar a ausência de Vereador, às sessões plenárias e às reuniões ordinárias das Comissões Perma- nentes, quando motivada pelo desempenho de suas funções em Comissões Temporárias, ou por falta e licença, na forma prevista no § 2º do artigo 101 deste Regimento; V - executar as deliberações do Plenário; VI - promulgar as resoluções e decretos legislativos, bem como as leis com sanção tácita ou nos casos previstos no artigo 294. VII - manter correspondência oficial da Câmara nos assuntos que lhe são afetos; VIII - rubricar, quando necessário, os livros destinados aos serviços da Câmara, podendo designar funcio- nário para tal fim; IX - nomear e exonerar os ocupantes de cargos comissionados; X - autorizar a despesa da Câmara e o seu pagamento, dentro dos limites do orçamento, observando as disposições legais; XI - requisitar do Poder Executivo, mensalmente, em quantia duo decimal, o numerário correspondente à dotação orçamentária pertencente à Câmara, aplicando as disponibilidades em instituições financeiras oficiais; XII - dar andamento legal aos recursos interpostos contra seus atos, de modo a garantir o direito das partes; 51 XIII - providenciar a expedição, no prazo de 20 (vinte) dias úteis, das certidões que lhe forem solicitadas, bem como atender às requisições judiciais; XIV - despachar toda matéria do expediente; XV - dar conhecimento à Câmara, na última sessão ordinária de cada ano, da resenha dos trabalhos reali- zados durante a sessão legislativa. Art. 20 Os contratos, convênios e acordos de qualquer natureza, que a Câmara Municipal firmar com tercei- ros, serão assinados, sob pena de nulidade, pelo Presidente. Art. 21 O Presidente da Mesa Diretora não poderá fazer parte de nenhuma Comissão, salvo em Comissões Temporárias, nem exercer função de Líder. Art. 22 Para ausentar-se do Município por mais de 15 (quinze) dias, o Presidente deverá, necessariamente, licenciar-se, na forma regimental. Parágrafo único. Nos períodos de recesso da Câmara, a licença do presidente se efetivará mediante comu- nicação escrita ao seu substituto legal. Art. 23 Para tomar parte em qualquer discussão, o Presidente dos trabalhos deverá afastar-se da presidên- cia. Art. 24 Será sempre computada, para efeito de quórum, a presença do presidente dos trabalhos. Art. 25 Quando o Presidente estiver com a palavra, no exercício de suas funções, durante as sessões ple- nárias, não poderá ser interrompido nem aparteado. CAPÍTULO V DA VICE-PRESIDÊNCIA Art. 26 Sempre que o Presidente não se achar no recinto à hora regimental de início das sessões, o Vice- -Presidente o substituirá no desempenho de suas funções, cedendo-lhe o lugar à sua presença. § 1º O mesmo fará o Secretário em relação ao Vice-Presidente; § 2º Quando o Presidente deixar a presidência, durante a sessão, as substituições serão processadas se- gundo as mesmas normas. Art. 27 Obedecida a ordem estabelecida no artigo anterior, o Vice-Presidente substituirá o Presidente em suas faltas, ausências, impedimentos ou licenças, ficando, nas duas últimas hipóteses, investido na plenitude das respectivas funções. CAPÍTULO VI DA SECRETARIA Art. 28 São atribuições do Secretário: I - proceder à chamada, nos casos previstos neste Regimento, assinando as respectivas folhas; II - ler, de forma resumida, todos os papéis sujeitos ao conhecimento ou à deliberação da Câmara; III - determinar o recebimento e zelar pela guarda de proposições e papéis entregues à Mesa Diretora, para conhecimento e deliberação da Câmara; IV - receber e determinar a elaboração de toda a correspondência oficial da Câmara, sujeitando-se ao co- nhecimento, apreciação e assinatura do Presidente; V - encerrar, com as necessárias anotações, as folhas de presenças ao final de cada sessão; VI - secretariar as reuniões da Mesa Diretora, determinando que se registre, sob sua supervisão, em livro próprio, as respectivas atas; VII - substituir o Presidente, na falta do Vice-Presidente. 52 Parágrafo único. O Secretário substituirá o Vice-Presidente em suas faltas, ausências, impedimentos ou licenças, ficando, nas duas últimas hipóteses, investido na plenitude das respectivas funções. Art. 29 São atribuições do Segundo Secretário: I - substituir o Secretário nas suasfaltas, ausências, impedimentos ou licenças, ficando, nas duas últimas hipóteses, investido na plenitude das respectivas funções; II - auxiliar o Secretário no exercício de suas funções; III - exercer os encargos que lhe forem atribuídos pelo Presidente. CAPÍTULO VII DAS CONTAS DA MESA DIRETORA Art. 30 As contas da Mesa Diretora, sujeitas a julgamento, na forma prevista nos artigos 302 a 304, será feita conforme procedimentos estabelecidos pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais. Art. 31 As despesas da Câmara, dentro dos limites das disponibilidades orçamentárias consignadas no Or- çamento do Município e dos créditos adicionais discriminados no orçamento analítico, devidamente aprovado pela Mesa Diretora, serão ordenadas pelo Presidente. § 1º A movimentação financeira dos recursos orçamentários da Câmara será efetuada junto ao Banco do Brasil S/A ou à Caixa Econômica Federal. § 2º O Presidente da Câmara poderá delegar a Vereador ou a servidor ocupante de cargo efetivo a função de ordenador de despesa. CAPÍTULO VIII DA RENÚNCIA E DESTITUIÇÃO DOS MEMBROS DA MESA DIRETORA Art. 32 A renúncia do Vereador ao cargo que ocupa na Mesa Diretora dar-se-á por ofício a ela dirigido e se efetivará, independentemente de deliberação do Plenário, a partir do momento que for lida em sessão. Parágrafo único. Em caso de renúncia coletiva de todos os membros da Mesa Diretora, o ofício respectivo será levado ao conhecimento do Plenário pelo Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, ao qual incumbe convocar os Vereadores para nova eleição, na forma do artigo 9º. Art. 33 Perderá o cargo na Mesa Diretora, mediante processo regulado nos artigos seguintes, o membro da Mesa Diretora que: I - faltar a 3 (três) reuniões consecutivas ou a 5 (cinco) alternadas, sem motivo justificado; II - exorbite de suas atribuições, negligencie ou delas se omita. Parágrafo único. A destituição de cargo da Mesa Diretora por determinação judicial será cumprida indepen- dentemente de processo administrativo. Art. 34 O processo de destituição terá início por representação subscrita, no mínimo, pela maioria absoluta da Câmara, necessariamente lida em Plenário, por qualquer de seus signatários, em qualquer fase da sessão, com ampla e circunstanciada fundamentação sobre as irregularidades imputadas. § 1º Oferecida a representação, nos termos do presente artigo, serão sorteados 3 (três) Vereadores, entre os desimpedidos de diferentes partidos, para constituírem a Comissão Processante, que se reunirá dentro das 48 (quarenta e oito) horas seguintes, sob a presidência do mais idoso de seus membros. § 2º Instalada a Comissão Processante, o acusado ou acusados serão notificados, mediante cópia do ins- trumento, dentro de 3 (três) dias, abrindo-se-lhes o prazo de 10 (dez) dias para apresentação, por escrito, de defesa prévia e indicação das provas. § 3º Findo o prazo estabelecido no parágrafo anterior, a Comissão Processante, de posse ou não da defesa prévia, procederá às diligências que entender necessárias, emitindo, ao final, seu parecer. § 4º O acusado ou acusados poderão acompanhar todos os atos e diligências da Comissão Processante. 53 § 5º A Comissão Processante terá prazo máximo e improrrogável de 20 (vinte) dias para emitir e dar à publicação o parecer a que alude o parágrafo 3º deste artigo, o qual deverá concluir pela improcedência das acusações, se julgá-las infundadas, ou, em caso contrário, por projeto de resolução propondo a destituição do acusado ou acusados. Art. 35 O parecer da Comissão Processante será apreciado, em discussão e votação únicas, nas fases de Expediente da primeira Sessão Ordinária subsequente à publicação. Parágrafo único. Se, por qualquer motivo, não se concluir nas fases de Expediente da primeira Sessão Or- dinária a apreciação do parecer, as sessões ordinárias subsequentes ou as sessões extraordinárias, para esse fim convocadas, serão integral e exclusivamente destinadas ao prosseguimento do exame da matéria, até a definitiva deliberação do Plenário sobre a mesma. Art. 36 O parecer da Comissão Processante que concluir pela improcedência das acusações será votado por maioria simples, procedendo-se: I - ao arquivamento do processo, se aprovado o parecer; II - à remessa do processo à Comissão de Constituição, Justiça e Redação, se rejeitado. § 1º Ocorrendo a hipótese prevista no inciso II do presente artigo, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação elaborará, dentro de 3 (três) dias da deliberação do Plenário, parecer que conclua por projeto de re- solução propondo a destituição do acusado ou acusados. § 2º O parecer mencionado no parágrafo anterior será apreciado na mesma forma prevista no artigo 35, exigindo-se, para sua aprovação, o voto favorável de, no mínimo, 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara Municipal. Art. 37 A aprovação de parecer que concluir por projeto de resolução, acarretará a destituição imediata do acusado ou acusados. Parágrafo único. A resolução respectiva será promulgada e enviada à publicação, dentro de 48 (quarenta e oito) horas da deliberação do Plenário: I - pela Mesa Diretora, se a destituição não houver atingido a maioria de seus membros; II - pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, em caso contrário, ou quando da hipótese do inciso anterior, a Mesa Diretora não o fizer dentro do prazo estabelecido. Art. 38 O membro da Mesa Diretora envolvido nas acusações não poderá presidir nem secretariar os traba- lhos, quando e enquanto estiver sendo apreciado o parecer da Comissão Processante ou o parecer da Comis- são de Constituição, Justiça e Redação, estando igualmente impedido de participar de sua votação. Art. 39 Para discutir o parecer da Comissão Processante e da Comissão de Constituição, Justiça e Reda- ção, cada Vereador disporá de 10 (dez) minutos, exceto o relator e o acusado, ou os acusados, cada um dos quais poderá falar durante 60 (sessenta) minutos, sendo vedada a cessão de tempo. Parágrafo único. Terão preferência na ordem de inscrições, respectivamente, o relator do parecer e o acu- sado ou acusados. Art. 40 Nos procedimentos deste capítulo, assegurado o direito de ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes aplicar-se-á, no que couber, as disposições regimentais previstas nos artigos 111 a 115. 54 TÍTULO III DAS COMISSÕES CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 41 As Comissões serão: I - Permanentes - as de caráter técnico-legislativo, que têm por finalidade apreciar os assuntos ou propo- sições submetidas ao seu exame, assim como exercer as demais atribuições previstas na Lei Orgânica do Município e neste Regimento. II - Temporárias - as criadas para apreciar assunto específico, que se extinguem quando atingida a sua fina- lidade ou expirado seu prazo de duração. CAPÍTULO II DAS COMISSÕES PERMANENTES SEÇÃO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 42 As Comissões Permanentes, em número de 9 (nove), têm as seguintes denominações e composi- ções: Art. 42. As Comissões Permanentes, em número de 11 (nove), têm as seguintes denominações e composi- ções: (Redação dada pela Resolução nº 5/2022) I - Constituição, Justiça e Redação, com 3 (três) membros titulares e 2 (dois) suplentes; II - Finanças e Orçamento, com 3 (três) membros titulares e 2 (dois) suplentes; III - Obras e Serviços Públicos, com 3 (três) membros titulares e 2 (dois) suplentes; IV - Cultura, Turismo, Esporte e Juventude, com 3 (três) membros titulares e 2 (dois) suplentes; V - Educação, Ciência e Tecnologia, com 3 (três) membros titulares e 2 (dois) suplentes; VI - Direitos Humanos, Cidadania, Prevenção e Segurança Pública, com 3 (três) membros titulares e 2 (dois) suplentes; VII - Agronegócio e Meio Ambiente, com 3 (três) membros titulares e 2 (dois) suplentes; VIII - Saúde e Assistência Social, com 3 (três) membros titulares e 2 (dois) suplentes; IX - Abastecimento, Indústria, Comércio e Defesa do Consumidor, com 3 (três) membros titulares e 2 (dois) suplentes. X - Trânsito e MobilidadeUrbana, com 3 (três) membros titulares e 2 (dois) suplentes. XI - Comissão Permanente dos Direitos da Mulher. (Redação acrescida pela Resolução nº 5/2022) Parágrafo único. O suplente somente será convocado para a Comissão no caso de empate de votação em que algum dos membros esteja impedido de votar ou ausente. SEÇÃO II DA COMPOSIÇÃO DAS COMISSÕES PERMANENTES Art. 43 A composição das Comissões será feita por ato do Presidente da Câmara, ouvidos, obrigatoriamen- te, os líderes de bancada, observada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos. 55 § 1º Havendo concordância entre as lideranças, poderá ocorrer a permuta de vagas para prevalecer o crité- rio da atividade profissional do Vereador com a competência da Comissão. § 2º O Presidente editará o ato de nomeação das Comissões até a primeira reunião ordinária da legislatura. Art. 44 O mandato dos membros de Comissão coincide com a integralidade do mandato da legislatura. § 1º Os Suplentes de Vereador não poderão ser eleitos e nem assumir a presidência das Comissões. § 2º Todo Vereador deverá fazer parte de 1 (uma) Comissão Permanente, como membro efetivo e de outra como membro substituto, ainda que sem legenda partidária, observados os impedimentos previstos no artigo 10. § 3º A vaga em Comissão de membro eleito para Presidente da Câmara no segundo biênio será preenchida pelo Presidente que encerrou o mandato do primeiro biênio. Art. 45 Constituídas as Comissões Permanentes, cada uma delas se reunirá para, sob a presidência do mais idoso de seus membros presentes, proceder à eleição do Presidente e do Relator, respeitando, tanto quanto possível, a proporcionalidade partidária. § 1º A reunião que alude o “caput” deste artigo será realizada em até 48 horas a contar da divulgação do ato do Presidente mencionado no artigo 43, § 2º. § 2º Ocorrendo empate a decisão será por sorteio. § 3º As modificações numéricas que venham a ocorrer nas bancadas dos partidos, que importem alterações da proporcionalidade partidária na composição das Comissões, só prevalecerão a partir da sessão legislativa subsequente. Art. 46 Os membros das Comissões Permanentes serão destituídos caso não compareçam a 5 (cinco) reu- niões ordinárias consecutivas ou a 10 (dez) intercaladas, salvo motivo justificado. § 1º A destituição dar-se-á por petição de qualquer Vereador dirigida ao Presidente da Câmara que, após comprovar a veracidade das faltas, declarará vago o cargo na Comissão. § 2º Não se aplicará o disposto neste artigo ao Vereador que comunicar ao Presidente da Comissão as razões de sua ausência para posterior justificação das faltas perante o Presidente da Câmara, nos termos do inciso IV do artigo 19, desde que deferido o pedido de justificação. § 3º O Vereador destituído nos termos do presente artigo não poderá ser designado para integrar nenhuma outra Comissão Permanente até o final da sessão legislativa. Art. 47 No caso impedimento de membro suplente, das Comissões Permanentes, caberá ao Presidente da Câmara a designação de substituto. Parágrafo único. A substituição perdurará enquanto persistir a licença ou impedimento. SEÇÃO III DA COMPETÊNCIA DAS COMISSÕES PERMANENTES Art. 48 Às Comissões Permanentes e às demais Comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe: I - estudar proposições e outras matérias submetidas ao seu exame: a) dando-lhes parecer, oferecendo-lhes substitutivos ou emendas; b) apresentando relatório conclusivo sobre as matérias submetidas à sua apreciação. II - promover estudos, pesquisas e investigações sobre assuntos de interesse público; III - tomar a iniciativa de elaboração de proposições ligadas ao estudo de tais assuntos ou decorrentes de indicação da Câmara ou de dispositivos regimentais; IV - realizar audiências públicas; 56 V - convidar os Secretários Municipais e os titulares de entidade da Administração Indireta para prestar, pessoalmente, esclarecimentos, previamente determinados, sobre matérias em debate na Comissão; VI - receber petições, reclamações e representações de qualquer pessoa, física ou jurídica, contra atos e omissões de autoridades da Administração Direta ou Indireta, ou imputados a membros da Câmara observados os artigos 267 e 268; VII - solicitar ao Prefeito, na forma do artigo 66, informações sobre assuntos inerentes à proposição sob sua análise, dentro da competência da Comissão; VIII - fiscalizar, inclusive efetuando diligências, vistorias e levantamentos “in loco”, os atos da Administração direta e indireta Municipais; IX - acompanhar, junto ao Executivo, os atos de regulamentação, velando por sua completa adequação; X - acompanhar, junto ao Executivo, a elaboração da proposta orçamentária, bem como a sua posterior execução; XI - solicitar informações ou depoimentos de autoridades ou cidadãos, referentes a assuntos sob sua aná- lise; XII - requisitar dos responsáveis a exibição de documentos e a prestação dos esclarecimentos necessários, referentes a assuntos sob sua análise. Art. 49 É da competência específica: I - Da Comissão de Constituição, Justiça e Redação: a) opinar sobre o aspecto constitucional, legal, regimental e de técnica legislativa das proposições, as quais não poderão tramitar na Câmara sem o seu parecer; b) desincumbir-se de outras atribuições que lhe confere este Regimento, em especial sobre o que dispõem o § 1º do artigo 36; o inciso II, § único do artigo 37 e os artigos 215 a 220, no que couber. II - Da Comissão de Finanças e Orçamentos: a) examinar e emitir parecer sobre projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais, além das contas apresentadas anualmente pelo Prefeito e pela Mesa Diretora da Câmara Municipal; b) examinar e emitir parecer sobre os planos e programas municipais e setoriais previstos na Lei Orgânica do Município, e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária; c) receber as emendas à proposta orçamentária do Município e sobre elas emitir parecer; d) elaborar a redação final do projeto de lei orçamentária; e) opinar sobre proposições referentes à matéria tributária, abertura de créditos, empréstimos públicos, dívida pública e outras que, direta ou indiretamente, alterem a despesa ou receita do Município e acarretem responsabilidades para o erário municipal; f) apoiar o Tribunal de Contas em sua missão institucional. III - Da Comissão de Obras e Serviços Públicos: a) emitir parecer sobre todos os projetos atinentes à realização de obras e serviços pelo Município, Autar- quias, entidades paraestatais e concessionárias de serviços públicos de âmbito municipal. IV - Da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia: a) emitir parecer sobre os projetos referentes à educação, à ciência, à tecnologia e assuntos correlaciona- dos a estes temas, como políticas públicas de ensino e de pesquisa e recursos financeiros de investimento nas referidas áreas. V - Da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania, Prevenção e Segurança Pública: 57 a) discutir, analisar e acompanhar as questões pertinentes à proteção e promoção dos direitos humanos, cidadania, prevenção e segurança pública no Município de Viçosa, com ênfase para os aspectos de violência urbana e rural, direitos da criança e do adolescente, da mulher, do idoso, dos portadores de necessidades espe- ciais, dos trabalhadores, discriminações raciais, étnicas, sociais e de orientação sexual, sistema penitenciário e de direitos dos detentos, combate à criminalidade e preservação da ordem e sossego públicos; b) opinar sobre proposições relativas às medias que direta ou indiretamente afetem a garantia dos direitos humanos e da cidadania, abrangendo os direitos individuais, econômicos e sociais; c) avaliar denúncias de violações ou ameaças aos direitos humanos e à cidadania; d) encaminhar aos órgãos competentes as denúncias recebidas e julgadas procedentes. VI - Da Comissão de Agronegócio e Meio Ambiente: a) definir diretrizes e colaborar naformulação da política agrícola do município; b) planejar, nas atribuições dos órgãos competentes, a assistência técnica e a extensão rural, fomentando programas de difusão de tecnologia; c) fomentar prática de cooperativismo e associativismo; d) fomentar práticas de comercialização direta entre pequenos produtores e os consumidores; e) elaborar políticas de educação ambiental multidisciplinar em todos os níveis das escolas municipais, vi- sando à preservação do meio ambiente; f) promover a interação dos órgãos ligados aos temas ambientais no município, visando em especial, o cumprimento da legislação ambiental do município; g) defender práticas e ações de controle da poluição, a erosão, o assoreamento e outras formas de degra- dação ambiental; h) fomentar a implantação de parques, estações ecológicas e outras unidades de conservação. VII - Da Comissão de Cultura, Turismo, Esporte e Juventude: a) emitir parecer e opinar sobre os projetos referentes à cultura, ao turismo, ao esporte e à juventude e aos assuntos correlacionados a estes temas, como políticas públicas, patrimônio, artes, infraestrutura municipal e recursos financeiros de investimento nas referidas áreas. VIII - Da Comissão de Saúde e Assistência Social: a) emitir parecer e opinar sobre os projetos referentes à saúde, assistência e ação social e aos assuntos correlacionados a estes temas, como higiene e obras assistenciais. IX - Da Comissão de Abastecimento, Indústria, Comércio e Defesa do Consumidor: a) opinar sobre proposições relativas à economia urbana, comércio e indústria, produtos serviços e quando cabível, contratos; b) emitir pareceres técnicos quando aos assuntos ligados ao consumidor e ao usuário; c) sugerir serviços técnicos de laboratórios de análise e em assuntos pertinentes ao consumidor, quando necessário. d) informar os consumidores e usuários, individualmente e através de campanhas públicas; e) manter intercâmbio e formas de ação conjunta com órgãos públicos e instituições particulares. X - Da Comissão de Trânsito e Mobilidade Urbana: a) discutir, analisar e acompanhar as questões pertinentes ao transporte, trânsito e mobilidade urbana no Município de Viçosa; b) opinar sobre proposições relativas às medias que direta ou indiretamente afetem e influenciem no trânsito e mobilidade dentro do Município; c) definir diretrizes e colaborar na formulação da políticas referentes à mobilidade urbana; d) encaminhar aos órgãos competentes as denúncias recebidas e julgadas procedentes. 58 X - Da Comissão Permanente de Defesa e dos Direitos da Mulher: a) Opinar sobre propostas pertinentes aos direitos das mulheres e propor políticas em todos os níveis da administração pública, direta ou indireta, visando combater o preconceito e os estereótipos quanto ao papel da mulher na sociedade; b) Examinar e exarar parecer sobre matérias referentes ao tema; c) Fiscalizar o cumprimento dos dispositivos constitucionais, da Lei Orgânica e da legislação em geral que assegurem os direitos da mulher; d) Estimular, apoiar e desenvolver estudos e debates sobre a condição feminina e propor medidas para realização dos objetivos propostos; e) Receber e examinar denúncias de situações de desrespeito e tratamento discriminatório à mulher, dando ciência aos órgãos competentes para providências necessárias à coibição e punição de tais práticas; f) Desenvolver e propor projetos e programas que visem combater e eliminar a discriminação; g) Desenvolver e propor projetos e programas de estímulo à participação social e política da mulher; h) Relacionar-se, respeitando a autonomia, com movimentos, organismos e instituições de apoio ao desen- volvimento de atividades inerentes aos seus objetivos. (Redação dada pela Resolução nº 5/2022) Art. 50 É vedado às Comissões Permanentes, ao apreciarem proposições ou qualquer matéria submetida ao seu exame, opinar sobre aspectos que não sejam de sua atribuição específica. SEÇÃO IV DA PRESIDÊNCIA DAS COMISSÕES PERMANENTES Art. 51 O Presidente das Comissões Permanentes será escolhido na forma do disposto no artigo 45 deste Regimento. Art. 52 Ao Presidente da Comissão Permanente compete: I - fixar, de comum acordo com os membros da Comissão, o horário das reuniões ordinárias; II - presidir as reuniões e nelas manter a ordem; III - convocar reuniões extraordinárias da própria Comissão, de ofício ou a requerimento da maioria dos membros; IV - dar conhecimento à Comissão da matéria recebida e distribuí-la ao Relator, para emitirem parecer; V - conceder vista dos processos, exceto quanto às proposituras com prazo fatal para apreciação; VI - assinar em primeiro lugar, a seu critério, os pareceres da Comissão; VII - enviar à Mesa Diretora toda a matéria da Comissão destinada ao conhecimento do Plenário; VIII - solicitar ao Presidente da Câmara providências, no sentido de indicar substitutos para membros da Comissão em caso de vaga, licença ou impedimento; IX - representar a Comissão nas suas relações com a Mesa Diretora e com outras Comissões; X - resolver, de acordo com o Regimento, todas as questões de ordem suscitadas nas reuniões da Comis- são; XI - encaminhar ao Presidente da Câmara as solicitações de justificação das faltas de membros da Comis- são às reuniões; XII - fazer observar os prazos regimentais dos processos que tramitam na Comissão. Art. 53 Dos atos e deliberações do Presidente da Comissão caberá recurso de qualquer de seus membros para o Plenário da Comissão. Art. 54 Os Presidentes das Comissões Permanentes poderão solicitar ao Presidente da Câmara, quando necessário, prorrogação dos prazos para emitir parecer sobre as matérias sob sua apreciação. 59 Art. 55 Nas ausências e impedimentos dos Presidentes das Comissões Permanentes estes serão substitu- ídos pelo Relator. Art. 56 Se, por qualquer razão, o Presidente deixar de fazer parte da Comissão, ou renunciar a Presidência, proceder-se-á nova eleição, observando o disposto no artigo 45 e seu § 2º, salvo se faltarem menos de 3 (três) meses para o término da Sessão Legislativa. SEÇÃO V DAS REUNIÕES Art. 57 As Comissões Permanentes reunir-se-ão: I - ordinariamente, uma vez por semana, em dia e hora por ela designados, após deliberação tomada nos termos do § único do artigo 61; II - extraordinariamente, sempre que necessário, mediante convocação, por escrito, quando feita de ofício pelos respectivos Presidentes ou a requerimento da maioria dos membros da Comissão, se mencionado, em ambos os casos, a matéria que deva ser apreciada. Art. 58 As Comissões Permanentes devem reunir-se nas salas destinadas a esse fim com a presença da maioria de seus membros. Parágrafo único. Quando, por qualquer motivo, a reunião tiver de realizar-se fora da sede da Câmara, é in- dispensável a comunicação, por escrito, e com antecedência de 24 (vinte e quatro) horas a todos os membros da Comissão. Art. 59 Poderão, ainda, participar das reuniões das Comissões Permanentes, como convidados, técnicos de reconhecida competência ou representantes de entidades idôneas, em condições de propiciar esclarecimentos sobre o assunto submetido à apreciação das mesmas. Art. 60 Das reuniões poderão ser lavradas atas, a critério da Comissão, com o sumário do que nelas houver ocorrido, assinadas pelos membros presentes. SEÇÃO VI DOS TRABALHOS Art. 61 Os projetos e demais proposições distribuídos às Comissões, quando exigidos por este Regimento, serão submetidos a parecer no tocante à matéria de sua competência regimental. Parágrafo único. As deliberações, conjuntas ou não, das Comissões serão tomadas por maioria dos votos dos membros de cada Comissão, sendo o caso. Art. 62 Para emitir parecer sobre qualquer matéria, cada Comissão terá o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogá- vel por igual período pelo Presidente da Comissão, a requerimento devidamente fundamentado. § 1º O prazo previsto neste artigo começa a correr a partir do primeiro dia útil subsequente ao que o proces- so for recebido no gabinete do Presidenteda Comissão. § 2º Se houver pedido de vista, este será concedido pelo prazo máximo e improrrogável de 2 (dois) dias, nunca, porém, com transgressão do limite dos prazos estabelecidos no “caput” deste artigo. § 3º Só se concederá vista do processo depois de discutido na reunião. § 4º Nos projetos em que for solicitada urgência pelo Prefeito, os prazos a que se refere o “caput” ficam reduzidos a 2 (dois) dias para cada Comissão, vedada a prorrogação. Art. 63 Decorridos os prazos previstos no artigo anterior, deverá o processo ser devolvido ao Departamento Legislativo, com ou sem parecer, sendo que, na falta deste, o Presidente da Comissão declarará o motivo. Art. 64 Dependendo o parecer de audiências públicas, na forma dos artigos 257 a 261, os prazos estabele- cidos no artigo 62 ficam sobrestados por 30 (trinta) dias úteis, para a realização das mesmas. 60 Parágrafo único. Será observado o interstício mínimo de 10 (dez) dias entre a realização das audiências públicas necessárias, podendo ser reduzido à metade com anuência do Plenário. Art. 65 Decorridos os prazos de todas as Comissões a que tenham sido enviados, poderão os processos ser incluídos na Ordem do Dia, com ou sem parecer, pelo Presidente da Câmara, de ofício, ou a requerimento de qualquer Vereador, independentemente do pronunciamento do plenário. Art. 66 As Comissões Permanentes poderão solicitar do Executivo, por intermédio do Presidente da Câma- ra, todas as informações julgadas necessárias, observado o artigo 188. Parágrafo único. O pedido de informações dirigido ao Executivo suspende os prazos previstos no artigo 64, devendo o ofício ser encaminhado, no máximo, em 2 (dois) dias úteis. Art. 67 O recesso da Câmara suspende todos os prazos consignados na presente Seção. Art. 68 Quando qualquer processo for distribuído a mais de uma Comissão, cada qual dará seu parecer separadamente, ouvida, em primeiro lugar, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação e, em segundo, a de Finanças e Orçamento, quando for o caso. Art. 69 Mediante comum acordo de seus Presidentes, em caso de urgência justificada, poderão as Comis- sões Permanentes realizar reuniões conjuntas para exame de proposições ou qualquer matéria a elas subme- tidas, facultando-se, neste caso, a apresentação de parecer conjunto. Parágrafo único. Em reunião conjunta as Comissões poderão deliberar que a decisão entre pareceres diver- gentes seja submetida ao Plenário da Câmara, observado o parágrafo único do artigo 64. Art. 70 A manifestação de uma Comissão sobre determinada matéria não exclui a possibilidade de nova manifestação, mesmo em proposição de sua autoria, se o Plenário assim deliberar. Art. 71 As disposições e prazos estabelecidos na presente Seção não se aplicam às proposituras de inicia- tiva dos cidadãos, definida no Título IX deste Regimento. SEÇÃO VII DOS PARECERES Art. 72 Parecer é o pronunciamento oficial da Comissão sobre qualquer matéria sujeita ao seu estudo. Parágrafo único. O parecer conterá a exposição da matéria e a conclusão sobre a conveniência da aprova- ção ou rejeição total ou parcial da matéria. Art. 73 Poderá o membro da Comissão exarar “voto em separado”, devidamente fundamentado, quando discordar da conclusão da maioria da Comissão. Art. 74 Para emitir parecer verbal, nos casos expressamente previstos neste Regimento, o relator ao fazê-lo indicará sempre os nomes dos membros da Comissão ouvidos e declarará quais os que se manifestaram favo- ráveis e quais os contrários à proposição. Art. 75 Concluído o parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação pela inconstitucionalidade ou ilegalidade de qualquer proposição, essa será tida como rejeitada, cabendo recurso ao Plenário pelo autor da proposição, manifestado no prazo de 15 (quinze) dias. Parágrafo único. Em caso de recurso, aprovado o parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação que concluir pela inconstitucionalidade ou ilegalidade da proposição, esta será arquivada; rejeitado o parecer, será a proposição encaminhada às demais Comissões. Art. 76 O projeto de lei que receber parecer contrário, quanto ao mérito, de, no mínimo, 3 (três) Comissões, será tido como rejeitado. 61 CAPÍTULO III DAS COMISSÕES TEMPORÁRIAS Art. 77 As Comissões Temporárias são: I - Comissão Parlamentar de Inquérito; II - Comissão de Representação; III - Comissão de Estudos. Art. 78 As Comissões Parlamentares de Inquérito são as que se destinam à apuração de fato determinado ou denúncia, em matéria de interesse do Município, sempre que essa apuração exigir, além dos poderes das Comissões Permanentes e que a elas são igualmente atribuídos, poderes de investigação próprios das autori- dades judiciais. Art. 79 As Comissões Parlamentares de Inquérito serão criadas mediante requerimento de 1/3 (um terço) dos membros da Câmara, para apuração de fato determinado, em prazo certo, adequado à consecução dos seus fins, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas na forma do disposto no artigo 83. § 1º O requerimento a que alude o presente artigo será lido no Prolongamento do Expediente da sessão subsequente. § 2º Não se criará Comissão Parlamentar de Inquérito, enquanto estiverem funcionando, concomitantemen- te, pelo menos 2 (duas) Comissões. § 3º A Comissão Parlamentar de Inquérito funcionará na sede da Câmara, sendo permitida a realização de diligência externas. Art. 80 No interesse da investigação, as Comissões Parlamentares de Inquérito poderão: I - tomar depoimento de autoridade municipal, intimar testemunhas e inquiri-las sob compromisso; II - proceder a verificações contábeis em livros, papéis e documentos de órgãos da administração direta e indireta; III - requerer a intimação judicial ao juízo competente, quando do não comparecimento do intimado pela Comissão, por duas convocações consecutivas. Art. 81 O requerimento de formação de Comissão Parlamentar de Inquérito deverá indicar, necessariamen- te: I - a finalidade, devidamente fundamentada; II - o número de membros; III - o prazo de funcionamento, que não poderá ser superior a 90 (noventa) dias. § 1º A Comissão que não se instalar e iniciar seus trabalhos dentro do prazo máximo de 15 (quinze) dias estará automaticamente extinta. § 2º A Comissão, devidamente instalada, poderá, a critério de seus membros, desenvolver seus trabalhos no período de recesso parlamentar. Art. 82 A designação dos membros das Comissões Parlamentares de Inquérito caberá ao Presidente da Câmara, assegurando-se, tanto quanto possível, a representação proporcional partidária. Parágrafo único. O Presidente da Comissão será sempre o primeiro signatário do requerimento que a pro- pôs. Art. 83 A Comissão Parlamentar de Inquérito, quando da conclusão de seus trabalhos, elaborará relatório sobre a matéria, que será publicado no prazo máximo em 15 (quinze) dias após o encerramento e enviado: I - à Mesa Diretora, para as providências de alçada desta, ou ao Plenário da Câmara, conforme o caso; II - ao Ministério Público ou à Procuradoria do Município, com cópia da documentação, para que promovam a responsabilidade civil ou criminal por infrações apuradas e adotem outras medidas decorrentes de suas fun- ções institucionais; 62 III - ao Tribunal de Contas do Estado, para as providências cabíveis. Parágrafo único. O Presidente da Comissão deverá comunicar, em Plenário, a conclusão de seus trabalhos, mencionando o encaminhamento do respectivo relatório para publicação. Art. 84 Sempre que a Comissão Parlamentar de Inquérito julgar necessário consubstanciar o resultado de seu trabalho numa proposição, ela a apresentará em separado, constituindo seu relatório a respectiva justifi- cação. Art. 85 Se a Comissão deixar de concluir seus trabalhos dentro do prazo estabelecido, ficará automatica- mente extinta, salvo se o Plenário houver aprovado, em tempo hábil, prorrogação de seu prazo de funciona- mento, a requerimento de membro da Comissão. Parágrafo único. Só será admitido um pedido de prorrogação na formado presente artigo, não podendo o prazo ser superior àquele fixado originariamente para seu funcionamento. Art. 86 As Comissões de Representação têm por finalidade representar a Câmara em atos externos, e se- rão constituídas por deliberação da Mesa Diretora, do Presidente ou à requerimento subscrito, no mínimo, pela maioria absoluta dos membros da Câmara, independentemente de deliberação do Plenário. Parágrafo único. A designação dos membros será de competência do Presidente da Câmara e, quando constituída a requerimento da maioria absoluta, será sempre presidida pelo primeiro de seus signatários, quan- do dela não faça parte o Presidente da Câmara. Art. 87 A Comissão de Estudos será constituída, mediante aprovação da maioria absoluta, para apreciação de problemas municipais cuja matéria exija que, pelo menos, duas Comissões Permanentes pronunciem-se sobre o mérito. § 1º Os Presidentes das Comissões Permanentes definirão o número de componentes, designando, para integrá-la, pelo menos, 1 (um) membro titular de sua Comissão. § 2º O prazo de seu funcionamento será de 60 (sessenta) dias, improrrogáveis. Art. 88 Só será admitida a formação de Comissões Especiais nos casos expressamente previstos neste Regimento. Parágrafo único. Aplicam-se às Comissões Temporárias, no que couber, as disposições regimentais relati- vas às Comissões Permanentes. TÍTULO IV DO PLENÁRIO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 89 Plenário é o órgão deliberativo e soberano da Câmara, constituído pela reunião dos Vereadores em exercício, em local, forma e número estabelecidos neste Regimento. CAPÍTULO II DAS ATRIBUIÇÕES Art. 90 São atribuições do Plenário: I - eleger a Mesa Diretora e destituir qualquer de seus membros, na forma regimental; II - alterar, reformar ou substituir o Regimento Interno; III - dispor sobre a organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções dos serviços da Câmara e fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; 63 IV - dar posse ao Prefeito e ao Vice-Prefeito, conhecer de sua renúncia e afastá-los, definitivamente, do exercício do cargo; V - conceder licença para afastamento ao Prefeito, ao Vice-Prefeito e aos Vereadores; VI - fixar, na forma do artigo 116, o subsídio dos Vereadores, do Presidente da Câmara, do Prefeito, do Vi- ce-Prefeito, dos Secretários Municipais e do Procurador; VII - autorizar o Prefeito a ausentar-se do Município por mais de 15 (quinze) dias consecutivos; VIII - criar Comissões Parlamentares de Inquérito; IX - convocar Secretários Municipais e titulares de entidades da Administração Indireta para prestar escla- recimentos sobre matéria de sua competência; X - solicitar informações ao Prefeito sobre assuntos referentes à Administração; XI - autorizar a convocação de referendo e plebiscito, exceto os casos previstos na Lei Orgânica do Muni- cípio; XII - tomar e julgar as contas do Prefeito e da Mesa Diretora da Câmara Municipal; XIII - zelar pela preservação de sua competência legislativa, sustando os atos normativos do Executivo que exorbitem do poder regulamentar; XIV - julgar o Prefeito, o Vice-Prefeito e os Vereadores nos casos previstos em lei e neste Regimento; XV - legislar sobre a criação, organização e funcionamento de Conselhos e Comissões da Câmara; XVI - legislar sobre tributos municipais, bem como autorizar isenções, anistias fiscais e remissão de dívidas; XVII - votar o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual, bem como autorizar a aber- tura de créditos suplementares e especiais; XVIII - deliberar sobre obtenção e concessão de empréstimos e operações de crédito, bem como sobre a forma e os meios de pagamento; XIX - autorizar a concessão de auxílios e subvenções; XX - autorizar a concessão de serviços públicos; XXI - autorizar a concessão do direito real de uso de bens municipais; XXII - autorizar a concessão administrativa de uso de bens municipais; XXIII - autorizar a alienação de bens imóveis municipais; XXIV - autorizar a aquisição de bens imóveis, salvo quando se tratar de doação sem encargos; XXV - criar, alterar e extinguir cargos, funções e empregos públicos e fixar a remuneração da Administração Direta e Indireta; XXVI - aprovar as diretrizes gerais de desenvolvimento urbano, o Plano Diretor, a legislação de controle de uso, de parcelamento e de ocupação do solo urbano; XXVII - dispor sobre convênios com entidades públicas e particulares e autorizar consórcio com outros mu- nicípios; XXVIII - autorizar a alteração de denominação de próprios, vias e logradouros públicos; XXIX - deliberar sobre a delimitação do perímetro urbano e o de expansão urbana; XXX - aprovar o Código de Obras e Edificações; XXXI - conceder títulos de cidadão honorário ou qualquer outra honraria ou homenagem; XXXII - exercer outras atribuições regimentais e legais. 64 CAPÍTULO III DAS DELIBERAÇÕES Art. 91 As deliberações do Plenário serão tomadas por: I - maioria simples; II - maioria absoluta; III - maioria qualificada. § 1º A maioria simples é a que representa o maior resultado de votação, dentre os presentes. § 2º A maioria absoluta é a que compreende mais da metade dos membros da Câmara. § 3º A maioria qualificada é a que atinge ou ultrapassa a 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara. § 4º As deliberações do Plenário, em qualquer das partes das sessões, só poderão ser tomadas com a pre- sença da maioria absoluta dos membros da Câmara. Art. 92 O Plenário deliberará: I - por maioria simples sobre: a) todas as matérias para as quais não forem exigidas maioria absoluta ou qualificada. II - por maioria absoluta sobre: a) concessão de direito real de uso; b) autorização para obtenção de empréstimo, inclusive para as autarquias, fundações e demais entidades controladas pelo poder Público; c) criação, organização e supressão de distritos, e divisão do território do Município em áreas administrati- vas; d) realização de operações de crédito com finalidade precisa; e) rejeição de veto; f) alteração, reforma ou substituição do Regimento Interno da Câmara Municipal; g) matéria tributária; h) isenções e anistias de impostos municipais; i) recursos regimentais. III - por maioria qualificada sobre: a) zoneamento urbano e leis correlatas; b) Plano Diretor e leis correlatas; c) julgamento do Prefeito, do Vice-Prefeito e de Vereadores; d) destituição dos membros da Mesa Diretora; e) rejeição do parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado; f) emendas à Lei Orgânica; g) concessão de título de cidadão honorário ou qualquer outra honraria ou homenagem; h) criação de despesa com pessoal da Câmara Municipal. Art. 93 As deliberações do Plenário dar-se-ão sempre por voto aberto. 65 TÍTULO V DOS VEREADORES CAPÍTULO I DA POSSE Art. 94 Os Vereadores serão empossados pelas suas presenças à sessão solene de instalação da Câmara Municipal, em cada legislatura, na forma dos §§ 2º, 3º e 4º, do artigo 3º deste Regimento. § 1º No ato da posse, o Vereador deverá desincompatibilizar-se e entregar declaração de seus bens ao Pre- sidente da sessão. Ao término do mandato, deverá ser atualizada a declaração, sob pena de responsabilidade e impedimento para o exercício de qualquer cargo, emprego público ou mandato eletivo municipal. § 2º O Vereador que não tomar posse na sessão prevista neste artigo, deverá fazê-lo no prazo de 15 (quin- ze) dias, ressalvados os casos de motivo justo, dispostos no artigo 101 e seguintes, aceitos pela Câmara. § 3º Findo o prazo previsto no § 2º, não tendo o Vereador justificado a sua ausência, deverá o Presidente convocar o respectivo suplente partidário, observado o disposto nos artigos 107, 108 § único. § 4º O Vereador, no caso do § 2º, bem como o suplente partidário posteriormente convocado, será empossa- do perante o Presidente, apresentando o respectivo diploma, a declaração de bens e prestando o compromisso regimental, uma única vezdurante a sessão legislativa, no decorrer da sessão ordinária ou extraordinária. § 5º O Presidente fará publicar, na forma do artigo 127 da Lei Orgânica, no dia imediato, a relação dos Ve- readores que tomaram posse. CAPÍTULO II DOS LÍDERES E VICE-LÍDERES Art. 95 Líder é o porta-voz autorizado de representações partidárias ou Blocos Parlamentares e do Governo. § 1º Cada bancada terá um Líder, que contará com o apoio da Secretaria da Câmara e material suficiente ao exercício de suas funções, podendo indicar um Vice-Líder. § 2º A escolha do Líder será comunicada à Mesa Diretora, no início de cada legislatura, ou após a criação do Bloco Parlamentar, em documento subscrito pela maioria absoluta dos integrantes da representação. § 3º Os Líderes permanecerão no exercício de suas funções até que nova indicação venha a ser feita pela respectiva representação, sendo substituídos em suas faltas, licenças ou impedimentos, pelos Vice-Líderes. § 4º As lideranças dos Partidos que se coligarem em Bloco Parlamentar perdem suas atribuições e prerro- gativas regimentais. Art. 96 O Líder, além de outras atribuições regimentais, tem as prerrogativas de falar pela ordem e dirigir à Mesa Diretora comunicações relativas à sua Bancada, Partido ou Bloco Parlamentar quando, pela sua relevân- cia e urgência, interesse ao conhecimento da Câmara. Art. 97 A liderança da Bancada Governista será exercida pelo Vereador indicado oficialmente pelo Prefeito. CAPÍTULO III DOS DIREITOS E DOS DEVERES Art. 98 Os Vereadores, no exercício do mandato e na circunscrição do Município, gozam de inviolabilidade por suas opiniões, palavras e votos, além de outros direitos previstos na legislação vigente, observados os preceitos legais, as normas regimentais e que as manifestações guardem relação com o exercício pleno do mandato. 66 Art. 99 O servidor público investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perce- berá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, desde que não sejam estes de livre nomeação e exone- ração, sem prejuízo do subsídio do mandato, sendo seu tempo de serviço contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento. Art. 100 São deveres do Vereador: I - residir no Município, ressalvado o disposto no artigo 109, inciso III; II - comparecer, à hora regimental, nos dias designados para a abertura das sessões, nelas permanecendo até o seu término; III - votar as proposições submetidas à deliberação da Câmara, salvo quando tiver, ele próprio ou parente afim ou consanguíneo até o 3º grau inclusive, interesse manifesto na deliberação, sob pena de nulidade da votação quando seu voto for decisivo; IV - desempenhar-se dos encargos que lhe forem cometidos, salvo motivo justo alegado perante o Presiden- te, à Mesa Diretora ou à Câmara, conforme o caso; V - comparecer às reuniões das Comissões Permanentes e Temporárias das quais seja integrante, prestan- do informações, emitindo pareceres nos processos a ele distribuídos, com a observância dos prazos regimen- tais; VI - propor à Câmara todas as medidas que julgar convenientes aos interesses do Município e à segurança e bem-estar dos munícipes, bem como impugnar as que lhe pareçam contrárias ao interesse público; VII - comunicar sua falta ou ausência, quando tiver motivo justo para deixar de comparecer às sessões ple- nárias ou às reuniões das Comissões; VIII - observar o disposto na Lei Orgânica do Município. CAPÍTULO IV DAS FALTAS E LICENÇAS Art. 101 Será atribuída falta ao Vereador que não comparecer às sessões plenárias ou às reuniões ordiná- rias das Comissões Permanentes, salvo motivo justo. § 1º Para efeito de justificação das faltas, consideram-se motivos justos: doença, licença-gestante ou pater- nidade, desempenho de missões oficiais da Câmara e privação temporária da liberdade, em virtude de proces- so criminal em curso. § 2º A justificação das faltas será feita por requerimento fundamentado ao Presidente da Câmara que, ouvi- da a Mesa Diretora, o julgará na forma do inciso IV do artigo 19. Art. 102 O Vereador poderá licenciar-se, somente: I - por motivo de doença devidamente comprovada; II - em face de licença gestante ou paternidade; III - para desempenhar missões temporárias de caráter cultural ou de interesse do Município; IV - para tratar de interesses particulares. § 1º Nos casos dos incisos I, II e IV, a licença far-se-á através de comunicação subscrita pelo Vereador e dirigida ao Presidente da Câmara, que dela dará conhecimento imediato ao Plenário. § 2º No caso do inciso III, a licença far-se-á através de requerimento escrito submetido à deliberação do Plenário, podendo o Vereador licenciado reassumir após cumprir a missão. § 3º Quanto às hipóteses de licenças previstas pelos incisos I, II e IV, serão observados os seguintes pre- ceitos: a) no caso do inciso I, a licença será por prazo determinado, prescrito por médico, devendo a comunicação ser previamente instruída por atestado; 67 b) no caso do inciso IV, a licença será concedida mediante requerimento escrito, submetido a deliberação do Plenário, por prazo determinado, nunca inferior a 30 (trinta) dias, nem superior a 120 (cento e vinte) dias por sessão legislativa, podendo o Vereador reassumir suas funções na Câmara antes do término da licença; c) nos casos do inciso II, a licença será concedida segundo os mesmos critérios, prazos e condições esta- belecidos para os servidores públicos. Art. 103 Encontrando-se o Vereador impossibilitado física ou mentalmente de subscrever comunicação de licença para tratamento de saúde, caberá ao Presidente da Câmara declará-lo licenciado, mediante comunica- ção escrita do Líder da Bancada, devidamente instruída por atestado médico. Art. 104 É facultado ao Vereador prorrogar o seu tempo de licença por meio de novo pedido. Art. 105 Será considerado automaticamente licenciado o Vereador: I - investido na função de Secretário Municipal ou de Procurador do Município, com opção de remuneração de apenas um dos cargos; II - temporariamente privado da liberdade, em virtude de processo criminal em curso, sem remuneração correspondente aos dias licenciados à razão de 1/30 por dia. Art. 106 Para fins de subsídio, será considerado como em exercício o Vereador licenciado nos termos dos incisos I, II e III do artigo 102, sendo direito do Vereador a complementação, pela Câmara, da diferença em relação ao valor do benefício pago pelo órgão previdenciário. Art. 107 Dar-se-á a convocação do suplente partidário no caso de vaga decorrente de extinção e perda do mandato, investidura nos casos previstos no artigo 105 ou quando o Vereador se licenciar por período superior a 30 (trinta) dias. Art. 108 Efetivada a licença, nos casos previstos no artigo anterior, o Presidente da Câmara convocará o respectivo suplente partidário, que deverá tomar posse na primeira sessão ordinária seguinte à convocação, salvo motivo justo, na forma do § 1º, do artigo 101, aceito pela Câmara. Parágrafo único. Na falta de suplente partidário, o Presidente da Câmara comunicará o fato, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, diretamente ao Juiz Eleitoral. CAPÍTULO V DA EXTINÇÃO E DA PERDA DO MANDATO Art. 109 Extingue-se ou dar-se-á a perda do mandato de Vereador, dentre outros casos, quando: I - ocorrer o falecimento ou renúncia por escrito com firma reconhecida em Cartório; II - deixar de tomar posse, sem motivo justo aceito pela Câmara, dentro do prazo de 15 (quinze) dias; III - fixar residência fora do município, sem prévia autorização da Câmara Municipal. § 1º A renúncia é irretratável e produz efeito a partir de sua leitura em Plenário na primeira sessão ordinária seguinte a que foi entregue ao Presidente da Câmara. § 2º Ocorrido e comprovado o ato ou fato que dê margem à extinção do mandato, o Presidente da Câmara, na primeira sessão seguinte, comunicará ao Plenário e fará constar da ata a declaração da extinção do manda- to, convocando imediatamente o respectivo suplente partidário. Art. 110Perderá o mandato o Vereador: I - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa anual, à terça parte das sessões ordinárias ou a 5 (cinco) sessões extraordinárias, salvo por motivo de licença ou missão autorizada pela Câmara; II - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; III - quando o decretar a Justiça Eleitoral; IV - que infringir proibição ou incorrer em incompatibilidades estabelecidas em lei ou neste Regimento; V - que sofrer condenação criminal em sentença definitiva e irrecorrível; 68 VI - que utilizar-se do mandato para a prática de atos de corrupção ou de improbidade administrativa; VII - que proceder de modo incompatível com o decoro parlamentar. § 1º A perda do mandato de Vereador, assegurada ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes, será: I - Declarada pela Mesa Diretora, de ofício, ou mediante provocação de qualquer dos Vereadores, ou de partido político representado na Câmara, nos casos previstos nos incisos I, II e III; II - Decidida pelo Plenário da Câmara, na forma dos artigos 111 a 115, por maioria qualificada, nos casos previstos nos incisos IV, V, VI e VII. § 2º É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos neste Regimento: I - o abuso das prerrogativas asseguradas aos membros da Câmara Municipal; II - a percepção de vantagens indevidas; III - a transgressão reiterada aos preceitos Regimentais; IV - a prática constante de ato que afete a dignidade da investidura; V - a prática de irregularidades graves no desempenho do mandato ou de encargos dele decorrentes; VI - O desrespeito à Mesa Diretora e a prática de atos atentatórios à dignidade de seus membros; VII - O uso, em discurso ou pareceres, de expressões ofensivas a membros do legislativo Municipal. § 3º A renúncia de Vereador submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato, nos termos deste artigo, somente produzirá seus efeitos após o julgamento do processo. CAPÍTULO VI DO PROCESSO E JULGAMENTO Art. 111 O processo e julgamento para a perda de mandato, decidida pelo Plenário da Câmara, na forma prevista neste Regimento, obedecerão aos procedimentos da legislação em vigor, assegurados, dentre outros requisitos de validade, a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes e observado o contraditório, a publicidade e o despacho ou decisão motivados. Art. 112 O processo será iniciado: I - por denúncia escrita da infração, feita por qualquer eleitor do Município, contendo a assinatura, exposição clara dos fatos e indicação das provas; II - por ato da Mesa Diretora, “ex-officio”. Art. 113 Ficará impedido de votar sobre a denúncia, integrar a Comissão Processante e presidir a Mesa Diretora nos atos do processo, o Vereador denunciante, salvo a prática de todos os atos de acusação. § 1º De posse da denúncia, o Presidente da Câmara, determinará sua leitura em Plenário, na primeira reu- nião subsequente, que decidirá sobre o seu recebimento ou rejeição. § 2º Acolhida a denúncia pela maioria absoluta de seus membros, a Câmara iniciará o processo e constituirá a Comissão Processante, formada por 3 (três) Vereadores, 2 (dois) dos quais sorteados entre os desimpedidos e pertencentes a partidos diferentes e mais 1 (um) sorteado entre os membros da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, também de partido diferente, se possível, que será o Relator. § 3º Recebida e processada na Comissão, será fornecida cópia da denúncia ao Vereador, que terá o prazo de 10 (dez) dias para oferecer defesa escrita e indicar provas. § 4º Não oferecida a defesa, o Presidente da Câmara nomeará defensor dativo para fazê-lo, em prazo igual estabelecido no parágrafo anterior. § 5º Oferecida a defesa, a Comissão, no prazo de 5 (cinco) dias, procederá ao início da instrução e pro- moverá as diligências e audiências para o depoimento do denunciado, inquirição de testemunhas e colheita de demais provas deferidas e proferirá, pelo voto da maioria de seus membros, parecer concluindo pela apre- 69 sentação de projeto de resolução de perda do mandato e solicitará ao Presidente da Câmara a convocação de reunião para julgamento, que se realizará após a publicação, a distribuição em avulso e a inclusão, em Ordem do Dia, do parecer, salvo improcedência da denúncia que, na conformidade, concluirá pelo arquivamento do processo. Art. 114 Na sessão de julgamento, o processo será lido integralmente e, a seguir, os Vereadores que o de- sejarem poderão usar da palavra pelo tempo máximo e improrrogável de 10 (dez) minutos cada um, após o que poderão aduzir suas alegações, por até 1 (uma) hora cada, o Relator da Comissão Processante e o denunciado ou seu procurador. § 1º O Presidente da Câmara submeterá à votação, por escrutínio aberto e nominal, o parecer da Comissão Processante. § 2º Concluída a votação, o Presidente proclamará o resultado e, se houver condenação pelo voto da maio- ria qualificada dos membros da Câmara, promulgará imediatamente a Resolução de perda do mandato ou, se o resultado for absolutório, determinará o arquivamento do processo, comunicando, em qualquer dos casos, o resultado à Justiça Eleitoral. § 3º O processo deverá estar concluído dentro de 90 (noventa) dias, contados da citação do denunciado, podendo ser prorrogado por mais 30 (trinta) dias, mediante autorização do Plenário, funcionando a Câmara em Sessão Extraordinária nos dias daquele prazo não destinados a período de sessão ordinária. § 4º Serão observados outros procedimentos definidos em lei e neste Regimento. § 5º Findo o prazo, sem julgamento do feito, será este arquivado, sem prejuízo de nova denúncia, ainda que sobre os mesmos fatos. Art. 115 Deliberada a perda de mandato do Vereador, a Mesa Diretora expedirá e publicará a respectiva resolução na mesma sessão de julgamento. CAPÍTULO VII DOS SUBSÍDIOS Art. 116 À Mesa Diretora da Câmara incumbe a iniciativa de resolução e lei, respectivamente destinadas a fixar os subsídios dos Vereadores, do Prefeito, do Vice-Prefeito, dos Secretários Municipais e do Procurador Geral do Município. § 1º Aos subsídios previstos no “caput” é vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória. § 2º É assegurada a revisão anual dos subsídios previstos no “caput”, na forma que dispuser a resolução ou lei fixadoras. Art. 117 Por cada reunião ordinária que o Vereador não comparecer sem motivo justo, terá descontado de seu subsídio, a razão de 15% (quinze por cento) por sessão. TÍTULO VI DAS SESSÕES CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES SEÇÃO I DAS ESPÉCIES DE SESSÃO E DE SUA ABERTURA Art. 118 As sessões da Câmara serão: I - Ordinárias; II - Extraordinárias; 70 III - Solenes. Parágrafo único. As sessões serão públicas. Art. 119 Se, à hora regimental, não estiverem presentes os membros da Mesa Diretora, assumirá a presi- dência e abrirá a sessão o Vereador com maior número de mandato entre os presentes. Parágrafo único. Havendo empate, assumirá o Vereador mais idoso. Art. 120 As sessões ordinárias e extraordinárias serão abertas após a constatação da presença de, no mí- nimo, 1/3 (um terço) dos membros da Câmara e terão duração de até 4 (quatro) horas, ressalvados os acrés- cimos regimentais. § 1º Inexistindo número legal para o início da sessão, proceder-se-á, dentro de 15 (quinze) minutos, a nova chamada, não se computando esse tempo em seu prazo de duração e caso não haja atingido o necessário quórum, não haverá sessão. § 2º Constatada a presença que dispõe este artigo, o Vereador somente poderá ausentar-se da sessão me- diante autorização do Plenário, por requerimento verbal fundado em motivo de urgência e relevância. § 3º Caso o Vereador se ausente da sessão sem autorização do Plenário, será descontado 15% (quinze por cento) de seu subsídio do mês. Art. 121 Em sessão plenária, cuja abertura e prosseguimento dependam de quórum, este poderá ser cons- tatado através de verificação de presença feita de ofício pelo Presidenteou a requerimento de qualquer Vere- ador, atendido de imediato. Parágrafo único. Ressalvada a verificação de presença determinada de ofício pelo Presidente, uma nova verificação só será deferida depois de decorridos 30 (trinta) minutos de término da verificação anterior. Art. 122 Concluída a chamada a que se refere o artigo 120, e caso não tenha sido alcançado o quórum re- gimental, proceder-se-á, ato contínuo, a mais uma e única chamada dos Vereadores cuja ausência tenha sido verificada antes de ser proclamado o número dos presentes. Art. 123 Declarada aberta a sessão, o Presidente proferirá as seguintes palavras: “Em nome do povo de Viçosa, suplicando a proteção de Deus, iniciamos nossos trabalhos”. Art. 124 Durante as sessões, poderão permanecer no recinto do Plenário: I - Vereadores, em trajes compatíveis com os usos e costumes parlamentares; II - Servidores da Câmara, em serviço de apoio; III - Autoridades, a quem a Mesa Diretora conferir distinção; IV - Cidadão inscrito para uso da Tribuna, durante sua fala; V - Fotógrafos, cinegrafistas e representantes da imprensa credenciados. SEÇÃO II DO USO DA PALAVRA Art. 125 Durante as sessões, o Vereador só poderá falar para: I - versar sobre assunto de sua livre escolha, no Pequeno Expediente; II - explicação pessoal; III - discutir matéria em debate; IV - apartear; V - declarar voto; VI - apresentar ou reiterar requerimento; VII - levantar questão de ordem. Art. 126 O uso da palavra será regulado pelas normas seguintes: 71 I - para os casos do inciso I do art. 125, o Vereador, com exceção do Presidente no exercício da Presidência, falará da Tribuna; II - para os casos do inciso III do art. 125, somente falará da Tribuna o Vereador autor da proposição em debate; III - para os casos dos incisos II, IV, V, VI e VII do art. 125, o Vereador falará de sua própria cadeira; IV - ao falar no Plenário, o Vereador deverá fazer o uso do microfone; V - a nenhum Vereador será permitido falar sem pedir a palavra e sem que o Presidente a conceda e, so- mente após a concessão, a redação e a gravação iniciará o apanhamento; VI - a não ser através de aparte, nenhum Vereador poderá interromper o orador que estiver na tribuna, assim considerado o Vereador ao qual o Presidente já tenha dado a palavra; VII - se o Vereador pretender falar sem que lhe tenha sido dada a palavra, ou permanecer na tribuna além do tempo que lhe é concedido, o Presidente adverti-lo-á, convidando-o a sentar-se; VIII - se, apesar da advertência e do convite, o Vereador insistir em falar, o Presidente dará seu discurso por terminado; IX - sempre que o Presidente der por terminado um discurso, a redação e a gravação deixarão de apanhá-lo e serão desligados os microfones; X - se o Vereador ainda insistir em falar e em perturbar a ordem ou o andamento regimental da sessão, o Presidente o convidará a retirar-se do recinto; XI - qualquer Vereador, ao falar, dirigirá a palavra ao Presidente, aos Vereadores em geral e ao público pre- sente, se assim o quiser, salvo quando responder a aparte; XII - referindo-se em discurso a outro Vereador, o orador deverá preceder seu nome do tratamento de “Se- nhor” ou de “Vereador”; XIII - dirigindo-se a qualquer de seus pares, o Vereador dar-lhe-á tratamento de “Excelência”, de “nobre Colega” ou de “nobre Vereador”; XIV - nenhum Vereador poderá referir-se a seus pares e, de modo geral, a qualquer representante do poder público, de forma descortês ou injuriosa. Art. 127 Nos expedientes destinados ao uso da palavra por Vereadores e cidadãos na Tribuna Livre, é ve- dado aos espectadores manifestarem-se sobre o que se passar em Plenário. § 1º Pela infração ao disposto no presente artigo, deverá o Presidente determinar a retirada do infrator ou infratores do edifício da Câmara. § 2º Não sendo suficientes as medidas previstas no parágrafo anterior, poderá o Presidente suspender ou encerrar a sessão. § 3º Os espectadores poderão se manifestar, de forma ordeira e respeitosa, nos expedientes destinados ao uso da palavra em sessões solenes, sessões de posse e homenagens em reuniões ordinárias. SEÇÃO III DA SUSPENSÃO E DO ENCERRAMENTO DA SESSÃO Art. 128 A sessão poderá ser suspensa: I - para preservação da ordem; II - para permitir, quando for o caso, que Comissão possa elaborar parecer verbal ou escrito; III - para recepcionar visitantes ilustres; IV - por deliberação do Plenário. Parágrafo único. O tempo de suspensão não será computado na duração da sessão. Art. 129 A sessão será encerrada, antes de encerrada pauta, nos seguintes casos: 72 I - por falta de quórum regimental para o prosseguimento dos trabalhos; II - em caráter excepcional, por motivo de luto nacional, pelo falecimento de autoridade ou alta personalida- de, ou por grande calamidade pública, em qualquer fase dos trabalhos, a requerimento de qualquer Vereador, mediante deliberação do Plenário; III - tumulto grave. SEÇÃO IV DA PRORROGAÇÃO DAS SESSÕES Art. 130 As sessões, cuja abertura exija prévia constatação de quórum, a requerimento de qualquer Vere- ador e mediante deliberação do Plenário, poderão ser prorrogadas por prazo não superior a 2 (duas) horas. Art. 131 Os requerimentos de prorrogação serão verbais e votados, não se admitindo discussão. § 1º Os requerimentos de prorrogação deverão ser apresentados à Mesa Diretora até 10 (dez) minutos antes do término da sessão. § 2º O Presidente, ao receber o requerimento, o colocará em votação dentro dos 10 (dez) últimos minutos da sessão. § 3º O requerimento de prorrogação será considerado prejudicado pela ausência de seu autor. § 4º Quando, dentro dos prazos estabelecidos nos parágrafos 1º e 2º do presente artigo, o autor do reque- rimento de prorrogação solicitar sua retirada, poderá qualquer outro Vereador, falando pela ordem, manter o pedido de prorrogação, assumindo, então, a autoria e dando-lhe plena validade regimental. Art. 132 Nenhuma sessão plenária poderá ir além das 24 (vinte e quatro) horas do dia em que foi iniciada, ressalvada a sessão solene. SEÇÃO V DAS ATAS Art. 133 A ata das sessões da Câmara, assinada pelo Presidente e Secretário, será constituída pela publi- cação, na forma do artigo 127 da Lei Orgânica. Art. 134 A ata será considerada aprovada se, após publicada na forma do artigo anterior deste Regimento Interno, não houver impugnação ou pedido de retificação na primeira sessão ordinária subsequente. § 1º Os Vereadores só poderão falar sobre a ata para pedir sua retificação ou para impugná-la, no todo ou em parte, logo após a abertura da primeira sessão ordinária subsequente à sua publicação, salvo o disposto no § 6º. § 2º Se o pedido de retificação não for contestado, a ata será considerada aprovada com a retificação; caso contrário, caberá ao Plenário deliberar a respeito. § 3º A discussão em torno da retificação ou impugnação de ata em hipótese alguma poderá exceder o tempo destinado ao Pequeno e ao Grande Expediente que, neste caso, ficarão prejudicados, depois do que se efeti- vará, necessariamente, a votação. § 4º Cada Vereador poderá falar sobre a ata apenas uma vez, por tempo nunca superior a 5 (cinco) minutos, não se permitindo apartes. § 5º Se a impugnação submetida ao Plenário for por este aceita, o Presidente determinará as necessárias retificações da publicação. § 6º Na última sessão, ao fim de cada Sessão Legislativa anual, o Presidente suspenderá os trabalhos, até que seja redigida a ata para ser discutida e aprovada na mesma sessão. Art. 135 Toda matéria contida na ata que for publicada com erros, omissões ou incorreções evidentes e gra- ves que lhe modifiquem o sentido será republicada de ofício ou a requerimento de qualquer Vereador, dentro de 3 (três) dias. 73 CAPÍTULO II DAS SESSÕES ORDINÁRIAS SEÇÃO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 136 As sessões ordinárias, que terão a duração de até 4 (quatro) horas, se realizarão às terças-feiras, com início às 18 (dezoito) horas, desde que presentes, para sua abertura, no mínimo,1/3 (um terço) dos mem- bros da Câmara. Art. 136. As sessões ordinárias, que terão a duração de até 4 (quatro) horas, se realizarão às segundas-fei- ras, com início às 18 (dezoito) horas, desde que presentes, para sua abertura, no mínimo, 1/3 (um terço) dos membros da Câmara. (Redação dada pela Resolução nº 3/2024) Art. 137 As sessões ordinárias serão compostas das seguintes partes: I - Abertura do Expediente; II - Pequeno Expediente; III - Grande Expediente; IV - Explicação Pessoal. Art. 138 Não haverá sessão legislativa ordinária entre os dias 17 e 31 do mês de julho e entre os dias 22 de dezembro a 31 de janeiro de cada ano, períodos de recesso parlamentar, salvo convocação da Câmara para a Fase Especial de Sessão Legislativa, prevista no Título X deste Regimento. § 1º A sessão legislativa ordinária não será interrompida sem a aprovação dos projetos de lei de diretrizes orçamentárias e do orçamento. § 2º Não se realizarão sessões ordinárias nos feriados, sábados, domingos e nos dias de ponto facultativo. SEÇÃO II DA ABERTURA DO EXPEDIENTE Art. 139 Havendo quórum o Presidente da Mesa Diretora declarará iniciada a reunião, passando-se à Aber- tura do Expediente. Art. 140 A Abertura do Expediente se destinará a: I - para posse de Vereador ou Suplente; II - leitura de correspondências; III - leitura de ementa de pareceres aos projetos; IV - leitura das proposições avulsas; V - uso da Tribuna pelos cidadãos inscritos, conforme disposto nos artigos 262 a 266. Art. 141 A ordem estabelecida nos incisos do artigo anterior é taxativa, não se permitindo a leitura de papéis ou proposições fora do respectivo grupo ou fora da ordem cronológica de apresentação, vedando-se, igualmen- te, qualquer pedido de preferência neste sentido. Art. 142 Todas as proposições a serem apreciadas pelo Plenário, na Abertura do Expediente, deverão ser entregues à Mesa Diretora até o início desta fase dos trabalhos, sendo numeradas por ordem cronológica de apresentação e nessa ordem apreciadas, salvo o disposto no artigo 135. Art. 143 Os requerimentos que solicitem inclusão de projeto em regime de urgência, na pauta da Ordem do Dia, deverão ser entregues à Mesa Diretora até o término do Pequeno Expediente e especificarão, necessa- riamente, o número e o assunto do projeto, a fase atual de sua tramitação e a existência ou não de pareceres. 74 § 1º Antes de iniciar o Grande Expediente, o Presidente deverá dar ciência ao Plenário de todos os requeri- mentos a que se refere o presente artigo. § 2º Os requerimentos de inclusão de projeto na pauta, em regime de urgência, serão votados sem discus- são. Art. 144 Para discutir as matérias constantes do artigo 140, IV, o Vereador poderá fazê-lo no início Grande Expediente, observadas as disposições contidas neste Regimento. SEÇÃO III DO PEQUENO EXPEDIENTE Art. 145 No Pequeno Expediente, que terá a duração máxima de 2 (duas) horas, o Presidente dará a palavra aos Vereadores, durante 5 (cinco) minutos, improrrogáveis, a fim de expor assunto de sua livre escolha, sendo permitida apartes dentro do tempo estabelecido. § 1º A chamada dos oradores será por ordem alfabética de seus nomes. Na sessão seguinte, começar-se-á a partir do primeiro Vereador após o último chamado na sessão anterior. § 2º O Vereador poderá se inscrever para falar mais de uma vez, desde que seja dada preferência ao Vere- ador que não tenha feito uso da palavra e que não ultrapasse o tempo previsto no caput deste artigo. § 3º O orador poderá requerer a remessa de notas resumidas de seu discurso a autoridades ou entidades, desde que seu pronunciamento envolva sugestão de interesse público municipal, a juízo da Mesa Diretora, pelo que deliberará dentro de até 2 (dois) dias úteis. § 4º As regras de inscrição e uso da palavra pelo Vereador previstos neste artigo aplicam-se às reuniões de audiências públicas e àquelas destinadas a ouvir o Prefeito Municipal, os Secretários, o Procurador-Geral e convidados especiais. § 5º O Pequeno Expediente não será encerrado enquanto houver orador inscrito que não tenha feito uso da palavra qualquer vez. (Redação acrescida pelo Resolução nº 2/2019) § 6º No caso do parágrafo anterior, o Pequeno Expediente será prorrogado e a reunião deverá obedecer ao tempo máximo previsto no art. 136 deste Regimento. (Redação acrescida pelo Resolução nº 2/2019) Art. 146 O Vereador chamado para falar no Pequeno Expediente poderá, se desejar, encaminhar à Mesa Diretora seu discurso para ser inserido na íntegra em ata, desde que não exceda a 2 (duas) laudas digitadas. SEÇÃO IV DO GRANDE EXPEDIENTE Art. 147 Concluído o Pequeno Expediente, após um intervalo máximo de 20 (vinte) minutos, passar-se-á ao Grande Expediente, observado o disposto no artigo 125. Art. 148 No Grande Expediente, o Presidente dará a palavra aos Vereadores, durante 5 (cinco) minutos improrrogáveis para cada orador, a fim de tratar de assunto relacionado à matéria da Ordem do Dia, sendo permitidos apartes. § 1º Terá preferência para inscrição o autor da proposição a ser discutida. § 2º No caso de proposição de autoria do Poder Executivo, a preferência da inscrição será do Vereador Líder do Prefeito. § 3º A chamada dos oradores, para discutir as proposições avulsas, será conforme a ordem numérica cres- cente das proposições, devendo serem reunidas a partir da numeração mais baixa e discutidas em bloco pelo mesmo autor. § 4º O orador poderá requerer a remessa de notas resumidas de seu discurso a autoridade ou entidades, desde que seu pronunciamento envolva sugestão de interesse público municipal, a juízo da Mesa Diretora, pelo que deliberará dentro de até 2 (dois) dias úteis, respeitado o disposto no artigo 149. 75 Art. 149 O Vereador chamado a falar no Grande Expediente poderá, se o desejar, encaminhar à Mesa Dire- tora seu discurso para ser inserido na íntegra em ata, desde que não exceda a 2 (duas) laudas digitadas. Art. 150 Se o Vereador chamado estiver ausente a Mesa Diretora dará a palavra ao próximo inscrito. SEÇÃO V DA ORDEM DO DIA Art. 151 A Ordem do Dia será organizada pelo Presidente e a matéria dela constante será assim distribuída: I - proposições avulsas; II - vetos; III - prestação de contas; IV - projetos do Executivo em regime de urgência; V - projetos em primeira votação; VI - projetos em segunda votação; VII - votação de redação final dos projetos já aprovados; VIII - votação de matérias que exijam apenas aprovação única. § 1º Dentro de cada fase de discussão, será obedecida, na elaboração da pauta, a seguinte ordem distri- butiva: I - projetos de emenda à Lei Orgânica; II - projetos de lei; III - projetos de resolução; IV - projetos de decreto legislativo. § 2º A Ordem do Dia de sessões ordinárias será organizada apenas com as proposições que se encontra- rem devidamente preparadas e instruídas até às 12h (doze horas) do dia da sessão. Art. 152 Findo o debate de cada matéria incluída na Ordem do Dia, passar-se-á, ato contínuo, à sua res- pectiva votação. Art. 153 A Ordem do Dia, estabelecida nos termos do artigo anterior, só poderá ser interrompida ou alterada: I - para comunicação de licença de Vereador; II - em caso de inclusão de projeto na pauta em regime de urgência; III - em caso de inversão de pauta; IV - em caso de retirada de proposição da pauta. Art. 154 Os projetos cuja urgência tenha sido concedida pelo Plenário figurarão na pauta da Ordem do Dia, da própria reunião, como itens preferenciais, pela ordem de votação dos respectivos requerimentos. § 1º Se o projeto incluído na pauta em regime de urgência depender de pareceres das Comissões, estes poderão ser verbais, admitindo-se, ainda, sejam as manifestações emitidas em um único instrumento escrito, exigindo-se a presença no Plenário da maioria dos membros de cada Comissão. § 2º Não se admitem a discussão e a votação de projetos sem prévia manifestação das Comissões. Art. 155 A inversão da pauta da Ordem do Dia somente se dará mediante requerimento escrito ou verbal,f) defender e preservar o meio ambiente ecologicamente equilibrado, que é bem comum do povo e essencial à qualidade de vida; g) dedicar especial proteção à família, à gestante, à maternidade, à crença, ao adolescente, ao idoso e ao deficiente. Art. 23 Ao dispor sobre assunto de interesse local, compete, entre outras atribuições, ao Município: I - elaborar o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual, prevendo a receita e fixando a despesa, com base em planejamento adequado; II - instituir regime único para os servidores da administração direta e indireta, autarquias e fundações pú- blicas, e planos de carreira; III - constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, na forma da lei; IV - estabelecer convênios com os poderes públicos para cooperação na prestação de serviços públicos e execução de obras públicas; 6 V - reunir-se a outros Municípios, mediante convênio ou constituição de consórcio, para prestação de servi- ços comuns ou execução de obras de interesse público comum; VI - participar de pessoa jurídica de direito público em conjunto com a União, o Estado ou Municípios, na ocorrência de interesse público comum; VII - dispor sobre aquisição, gratuita ou onerosa, de bens, inclusive por desapropriação, por necessidade ou utilidade pública e interesse social; VIII - dispor sobre administração, utilização e alienação de seus bens; IX - estabelecer servidões administrativas e, em caso de iminente perigo público, usar da propriedade parti- cular, assegurando ao proprietário ou possuidor indenização no caso de ocorrência de dano; X - elaborar o Plano Diretor; XI - estabelecer limitações urbanísticas e fixar as zonas urbanas e de expansão urbana; XII - regulamentar a utilização dos logradouros públicos e, especialmente, no perímetro urbano: a) prover o trânsito e o tráfego; b) prover transporte coletivo urbano, que poderá ser operado através de concessão ou permissão, fixando o itinerário, os pontos de parada e as respectivas tarifas; c) fixar e sinalizar os locais de estacionamento de veículos, os limites das zonas de silêncio e de trânsito e tráfego em condições especiais; d) prover o transporte individual de passageiros, fixando os locais de estacionamento e as tarifas do trans- porte individual público; e) disciplinar os serviços de carga e descarga e fixar tonelagem máxima permitida a veículos que circulem em vias públicas municipais; f) disciplinar a execução dos serviços e atividades neles desenvolvidos; XIII - dispor sobre melhoramentos urbanos, inclusive na área rural, consistentes no planejamento e na exe- cução, conservação e reparos de obras públicas; XIV - sinalizar as vias urbanas e as estradas municipais e regulamentar e fiscalizar sua utilização; XV - prover o saneamento básico, notadamente abastecimento de água e aterro sanitário; XVI - ordenar as atividades urbanas fixando condições e horários para o funcionamento de estabelecimen- tos industriais, comerciais e similares, observadas as normas federais; XVII - dispor sobre o serviço funerário e cemitérios, encarregando-se da administração daqueles que forem públicos e fiscalizando os pertencentes a entidades privadas; XVIII - regulamentar, autorizar e fiscalizar a fixação de cartazes e anúncios, bem como a utilização de quais- quer outros meios de publicidade e propaganda nos locais sujeitos ao poder de polícia municipal; XIX - dispor sobre depósito e destino de animas e mercadorias apreendidos em decorrência de transgres- são da legislação municipal; XX - dispor sobre registro, vacinação e captura de animais, bem como abate dos animais doentes, com a finalidade precípua de erradicação de moléstia de que possam ser portadores ou transmissores; XXI - quanto aos estabelecimentos industriais, comerciais e similares: a) conceder ou renovar licença para instalação, localização e funcionamento e promover a respectiva fisca- lização; b) revogar a licença daqueles cujas atividades se tornarem prejudiciais à saúde, à higiene, ao bem-estar, à recreação, ao meio ambiente, ao sossego público ou aos bons costumes; c) promover o fechamento daqueles que funcionarem sem licença ou em desacordo com a lei; XXII - estabelecer e impor penalidades por infração de suas leis e regulamentos. XXIII- Promover os serviços de matadoutos. (Redação acrescida pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2009) 7 TÍTULO IV DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES MUNICIPAIS CAPÍTULO I DO PODER LEGISLATIVO SEÇÃO I DA CÂMARA MUNICIPAL Art. 24 O Poder Legislativo Municipal é exercido pela Câmara Municipal, composta de 15 (quinze) Vereado- res, eleitos, pelo sistema proporcional, para uma legislatura com duração de quatro anos. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2011) § 1º O número de Vereadores à Câmara Municipal será proporcional ao número de habitantes do Município divulgado oficialmente pelo IBGE, observados os limites mínimo e máximo estabelecidos na Constituição Fe- deral. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2011) § 2º O número de Vereadores não vigorará na legislatura em que for fixado. § 3º Onúmero de vereadores somente será alterado mediante Emenda à Lei Orgânica, depois que divulga- do o Censo Oficial do IBGE. (Redação acrescida pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2011) Art. 25 Cabe à Câmara, com a sanção do Prefeito, legislar sobre todas as matérias de competência do Município, especialmente sobre: I - assuntos de interesse local; II - suplementação da legislação federal e estadual; III - sistema tributário, isenção, anistia, arrecadação e distribuição de rendas; IV - orçamento anual e plurianual de investimento, lei de diretrizes orçamentárias e abertura de créditos suplementares e especiais; V - obtenção e concessão de empréstimos e operações de créditos, bem como a forma e o meio de paga- mento; VI - concessão de auxílios e subvenções; VII - concessão de serviços públicos; VIII - concessão de direito real de uso de bens municipais; IX - concessão administrativa de uso de bens municipais; X - alienação de bens imóveis; XI - aquisição de bens imóveis, salvo quando se tratar de doação sem encargo; XII - criação, organização e supressão de distritos, observada a legislação estadual; XIII - criação, alteração e extinção de cargos públicos e fixação dos respectivos vencimentos; XIV - o Plano Diretor; XV - convênios com entidades públicas ou particulares e consórcios com outros Municípios; XVI - delimitações do perímetro urbano e estabelecimento de normas urbanísticas, especialmente as relati- vas ao uso, ocupação e parcelamento do solo; Art. 26 Compete privativamente à Câmara: I - eleger sua Mesa Diretora e destituí-la na forma regimental; II - elaborar o Regimento Interno; 8 III - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços e fixação da respectiva remuneração; IV - dar posse ao Prefeito e ao Vice-Prefeito, conhecer de suas renúncias e afastá-los definitivamente do exercício do cargo; V - conceder licença ao Prefeito, ao Vice-Prefeito e aos Vereadores para afastamento do cargo; VI - autorizar o Prefeito, por necessidade de serviço, a ausentar-se do Município por mais de quinze dias; VII - tomar e julgar as contas do Prefeito, deliberando sobre o parecer prévio do Tribunal de Contas do Esta- do no prazo máximo de sessenta dias de seu recebimento, observados os seguintes preceitos: (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/1996) a) o parecer do Tribunal somente deixará de prevalecer por decisão de, no mínimo, dois terços dos mem- bros da Câmara; b) decorrido o prazo de sessenta dias, sem deliberação da Câmara, as contas serão consideradas aprova- das ou rejeitadas, de acordo com a conclusão do parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado; c) rejeitadas as contas, serão estas, imediatamente, remetidas ao Ministério Público para os fins de direito; d)Fica a cÂmara municipal autorizada, por maioria qualificada de 2/3,que será votado sem discussão. § 1º Figurando vetos na pauta da Ordem do Dia, projetos incluídos em regime de urgência ou proposição já em regime de inversão, só serão aceitos novos pedidos de inversão para os itens subsequentes. 76 § 2º Se ocorrer o encerramento da sessão e remanescer ainda em debate projeto a que se tenha concedido inversão, figurará ele como primeiro item da Ordem do Dia da sessão ordinária seguinte, após os vetos que eventualmente sejam incluídos. SEÇÃO VI DA PREFERÊNCIA, SOBRESTAMENTO, RETIRADA DE PAUTA E VISTAS Art. 156 As proposições constantes da Ordem do Dia poderão ser objeto de: I - preferência para votação; II - sobrestamento; III - retirada da pauta; IV - vistas. Parágrafo único. O requerimento da preferência será votado sem discussão. Art. 157 O pedido de sobrestamento da proposição poderá ser formulado em qualquer fase de sua apre- ciação em Plenário, através de requerimento verbal ou escrito de qualquer Vereador, devendo especificar a finalidade. § 1º O requerimento de sobrestamento é prejudicial à continuação da discussão ou votação da matéria a que se refira, até que o Plenário sobre o mesmo delibere. § 2º O prazo do sobrestamento será de, no máximo 4 (quatro) sessões ordinárias a contar da primeira ses- são subsequente à sua aprovação, salvo se outro prazo for fixado pelo Plenário. § 3º Findo o prazo previsto no parágrafo anterior, a proposição será incluída, automaticamente, na primeira Ordem do Dia de sessão ordinária subsequente. § 4º Os requerimentos de sobrestamento comportarão discussão. § 5º Poderá ser requerido sobrestamento em bloco de proposições. Art. 158 A retirada de proposição constante na Ordem do Dia dar-se-á somente a requerimento do autor e independe de votação de requerimento pelo Plenário. § 1º Obedecido o disposto no presente artigo, as proposições de autoria da Mesa Diretora ou de Comissão Permanente só poderão ser retiradas mediante requerimento subscrito pela maioria dos respectivos membros. § 2º Não havendo requerimento de inclusão na Ordem do Dia, pelo autor, no prazo de 90 (noventa) dias, presumir-se-á pela desistência de sua tramitação, arquivando-se, automaticamente o projeto. Art. 159 O pedido de vista da proposição poderá ser formulado em qualquer fase de sua apreciação em Plenário, através de requerimento verbal ou escrito de qualquer Vereador, devendo especificar a finalidade. § 1º Deferida a vista, a proposição será retirada de pauta e incluída na Ordem do Dia da sessão ordinária subsequente. § 2º Quando mais de um Vereador, simultaneamente, pedir vista, ela será conjunta, não podendo haver atendimento a pedidos sucessivos. Art. 160 Não se concederá sobrestamento nem vista de proposição que se encontrar em regime de urgência ou objeto de convocação de sessão extraordinária. Art. 161 Esgotada a pauta da Ordem do Dia e se nenhum Vereador solicitar a palavra para explicação pes- soal, ou findo o tempo destinado à sessão, o Presidente dará por encerrados os trabalhos. 77 SEÇÃO VII DA EXPLICAÇÃO PESSOAL Art. 162 Esgotada a pauta da Ordem do Dia passar-se-á à Explicação Pessoal, se houver inscritos, não podendo ultrapassar o tempo regimental. Art. 163 A Explicação Pessoal é destinada ao esclarecimento de Vereadores sobre manifestações de pen- samento ou voto assumidos durante a sessão. Parágrafo único. Cada Vereador disporá de 5 (cinco) minutos para falar em explicação pessoal, não se permitindo apartes. Art. 164 A inscrição para explicação pessoal será solicitada pelo Vereador, no Plenário, após declarada es- gotada a pauta da Ordem do Dia. Art. 165 As sessões ordinárias não serão prorrogadas para a Explicação Pessoal. CAPÍTULO III DAS SESSÕES EXTRAORDINÁRIAS Art. 166 As sessões extraordinárias poderão ser convocadas: I - pelo Presidente ou seu substituto regimental; II - mediante requerimento subscrito por 1/3 (um terço) dos membros da Câmara; III - pelo Prefeito, para apreciação de matéria urgente. § 1º As sessões extraordinárias, que terão a mesma duração das ordinárias, poderão ser diurnas ou notur- nas, antes ou depois das ordinárias, nos próprios dias destas, ou em qualquer outro dia, inclusive aos sábados, domingos, feriados e dias de ponto facultativo. § 2º Se, eventualmente, a sessão extraordinária iniciada antes da sessão ordinária prolongar-se até a hora da abertura desta última, poderá a convocação da sessão ordinária ser considerada sem efeito, mediante re- querimento subscrito, no mínimo, pela maioria absoluta dos Vereadores, deferido de plano pelo Presidente, dando-se prosseguimento à sessão extraordinária em curso. § 3º O requerimento a que alude o parágrafo anterior deverá ser entregue à Mesa Diretora até 15 (quinze) minutos antes da hora prevista para a abertura da sessão ordinária. Art. 167 As sessões extraordinárias serão convocadas com antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas, salvo motivo de extrema urgência. Parágrafo único. Considera-se motivo de extrema urgência a apreciação de matéria cujo andamento torne inútil a deliberação posterior ou importe em qualquer dano à coletividade. Art. 168 A convocação de sessão extraordinária, tanto de ofício pela Mesa Diretora, quanto a requerimento dos Vereadores, deverá especificar o dia, a hora e a Ordem do Dia. Art. 169 Sempre que houver convocação de sessão extraordinária, o Presidente fará a devida comunicação aos Vereadores em sessão. Parágrafo único. Se ocorrem circunstâncias que não permitam a comunicação pela forma prevista neste artigo, o Presidente tomará as providências que julgar necessárias. Art. 170 As sessões extraordinárias só serão iniciadas com a presença de, no mínimo, 1/3 (um terço) dos membros da Câmara. Art. 171 Na sessão extraordinária, haverá apenas Ordem do Dia; não se tratará de matéria estranha à que houver determinado a sua convocação. Art. 172 A sessão extraordinária não será encerrada enquanto não for votada toda a matéria constante da sua convocação, salvo as hipóteses do artigo 174. Art. 173 Para a organização da pauta da Ordem do Dia de sessão extraordinária não se exige, necessaria- mente, a observância do critério estabelecido no artigo 153. 78 Art. 174 Nas sessões extraordinárias, a Ordem do Dia só poderá ser alterada ou interrompida: I - para comunicação de licença de Vereador; II - para posse de Vereador ou Suplente; III - em caso de inversão de pauta; IV - em caso de retirada de proposição de pauta. CAPÍTULO IV DAS SESSÕES SOLENES E HOMENAGENS Art. 175 As sessões solenes destinam-se à realização de solenidade e outras atividades decorrentes de Decretos Legislativos, Resoluções, Requerimentos e disposições regimentais. § 1º Somente serão homenageadas, por sessão solene prevista neste artigo, as pessoas naturais ou enti- dades sem fins lucrativos, em virtude de prestação de serviço de relevante resultado social. § 2º Mediante requerimento de, no mínimo, 1/3 (um terço) de seus membros e aprovado pelo Plenário, a Câmara Municipal poderá prestar homenagens a pessoas que tenham se destacado, publicamente, em sua área de atuação ou por mérito de grande repercussão social. § 3º Na hipótese do parágrafo anterior, a homenagem será realizada no após esgotada a Ordem do Dia, com duração máxima de 10 (dez) minutos e direito a palavra conferido a apenas um dos autores do requeri- mento de homenagem, limitada a uma homenagem a cada quatro sessões ordinárias. Art. 176 As sessões solenes previstas pelo artigo anterior serão convocadas pelo Presidente, de ofício, ou a requerimento de Vereador, mediante aprovação da maioria absoluta do Plenário. Parágrafo único. Os procedimentos da sessão solene serão definidos, a cada caso, pela Mesa Diretora e pelos vereadores autores da proposição. TÍTULO VII DAS PROPOSIÇÕES CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 177 As proposições consistirão em: I - indicações; II - requerimentos; III - representações IV - moções; V - projetos de emendas à Lei Orgânica; VI - projetos de lei; VII - projetos de decretolegislativo; VIII - projetos de resolução; IX - proposta de fiscalização; X - substitutivos e emendas. XI - pedido de informações e documentos. (Redação acrescida pela Resolução nº 4/2024) Parágrafo único. As proposições deverão ser redigidas em termos claros, concisos e, quando sujeitas à leitura, exceto as emendas, deverão conter ementa de seu objetivo. 79 Art. 178 Serão restituídas ao autor as proposições: I - manifestamente antirregimentais, ilegais ou inconstitucionais; II - quando, em se tratando de substitutivo ou emenda, não guardem direta relação com a proposição a que se refiram; III - quando, consubstanciem matéria anteriormente rejeitada ou vetada e com veto mantido, salvo as refe- ridas no artigo 181. IV - quando contiver o mesmo teor de outra já apresentada na mesma sessão legislativa e as que disponham no mesmo sentido de lei existente, sem alterá-la, verificado pela seção competente, salvo recurso ao Plenário. V - que visem denominar vias, logradouros e estabelecimentos públicos municipais com nomes de pessoas vivas. VI - que caracterizem interesse particular seu ou de seus ascendentes, descendentes ou parentes, por con- sanguinidade ou afinidade, até o terceiro grau. § 1º As razões da devolução ao autor de qualquer proposição, nos termos do presente artigo, deverão ser devidamente fundamentadas pelo Presidente, por escrito. § 2º Não se conformando o autor com a decisão do Presidente em devolvê-la, poderá recorrer do ato ao Plenário, nos termos dos artigos 252 e 253. Art. 179 Proposições subscritas pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação não poderão deixar de ser recebidas sob alegação de ilegalidade ou inconstitucionalidade. Art. 180 Considera-se autor da proposição seu primeiro signatário, que deverá fundamentá-la por escrito, salvo o disposto no § 1º do artigo 230. Parágrafo único. As assinaturas que se seguirem à do autor serão consideradas de apoio, implicando na concordância dos signatários com o mérito da proposição e não poderão ser retiradas após sua entrega à Mesa Diretora. Art. 181 A matéria constante de projeto de lei de iniciativa da Câmara, quando rejeitada, só poderá constituir objeto de novo projeto em outra sessão legislativa, salvo se reapresentado pela maioria absoluta dos Vereado- res. Art. 182 A proposição de autoria de Vereador entregue à Mesa Diretora anteriormente à ocorrência de li- cença, renúncia, extinção, perda ou suspensão de mandato, ainda que não tenha sido lida ou apreciada, terá tramitação regimental. § 1º O Suplente não poderá subscrever a proposição que se encontre nas condições previstas neste artigo, quando de autoria de Vereador que esteja substituindo. § 2º A proposição do Suplente entregue à Mesa Diretora, quando em exercício, terá tramitação regimental ainda que não tenha sido lida ou apreciada antes de o Vereador efetivo ter reassumido. § 3º O Vereador efetivo, ao reassumir, não poderá subscrever proposições de autoria de seu Suplente que se encontre nas condições do parágrafo anterior. Art. 183 As proposições deverão ser encaminhadas à Mesa Diretora no momento próprio, digitadas e acom- panhadas do necessário número de cópias. Parágrafo único. A proposição em que houver referência a uma lei, ou que seja precedida de estudos, pare- ceres, decisões ou despachos, será acompanhada do respectivo texto. CAPÍTULO II DAS INDICAÇÕES Art. 184 Indicação é a proposição em que o Vereador sugere ao Poder Executivo medidas de interesse público. 80 CAPÍTULO II-A DO PEDIDO DE INFORMAÇÕES OU DOCUMENTOS. (Redação acrescida pela Resolução nº 4/2024) Art. 184-A Pedido de Informações ou Documentos é a proposição pela qual o Vereador exerce o seu direito de fiscalização e acesso a documentos e informações previstos nos arts. 31 e 37 da Lei Orgânica Municipal. Parágrafo único. No que couber, aplicar-se ao Pedido de Informações ou Documentos o disposto na Lei Federal nº 12.527/2011. (Redação acrescida pela Resolução nº 4/2024) CAPÍTULO III DOS REQUERIMENTOS SEÇÃO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 185 Requerimento é a proposição dirigida por Vereador ou Comissão ao Presidente ou à Mesa Diretora, sobre matéria de competência da Câmara. Art. 186 Os requerimentos assim se classificam: I - quanto à maneira de formulá-los: a) verbais; b) escritos. II - quanto à competência para decidi-los: a) sujeitos a despacho de plano pelo Presidente; b) sujeitos à deliberação do Plenário. III - quanto à fase de formulação: a) específicos às fases de Expediente; b) específicos da Ordem do Dia; c) comuns a qualquer fase da sessão. SEÇÃO II DOS REQUERIMENTOS SUJEITOS A DESPACHO DE PLANO PELO PRESIDENTE Art. 187 Será despachado, de plano, pelo Presidente o requerimento que solicitar: I - retirada, pelo autor, de requerimento verbal ou escrito; II - retificação de ata; III - verificação de presença; IV - verificação nominal de votação; V - requisição de documento ou publicação existente na Câmara, para subsídio de proposição em discus- são; VI - retirada, pelo autor, de proposição de sua autoria; VII - juntada ou desentranhamento de documentos; VIII - inscrição, em ata, de voto de pesar por falecimento, ressalvado o disposto no inciso II do artigo 129; IX - convocação de sessão extraordinária, quando observados os termos regimentais; 81 X - justificação de falta do Vereador às sessões plenárias; XI - manifestação por motivo de luto nacional, de pesar por falecimento de autoridade ou personalidade ou, ainda, por calamidade pública. Art. 188 Os requerimentos de informação, para fins de esclarecimentos, versarão sobre fato relacionado com matéria legislativa em trâmite ou sobre atos ou fatos sujeitos à fiscalização da Câmara e suas Comissões. Parágrafo único. Os requerimentos de informações não poderão conter pedido de providência, consulta, sugestão, conselho ou interrogação sobre propósito de autoridade a quem se dirija. SEÇÃO III DOS REQUERIMENTOS SUJEITOS À DELIBERAÇÃO DO PLENÁRIO Art. 189 Dependerá de deliberação do Plenário, mas não sofrerá discussão, o requerimento que solicitar: I - inclusão de projeto na pauta em regime de urgência; II - adiamento de discussão ou votação de proposições; III - dispensa de publicação para redação final; IV - vistas de proposição constante da Ordem do Dia; V - preferência para votação de proposição dentro do mesmo processo ou em processos distintos; VI - votação de emendas em bloco ou em grupos definidos; VII - encerramento de discussão de proposição; VIII - prorrogação da sessão; IX - inversão da pauta; § 1º Os requerimentos mencionados no presente artigo não admitem discussão, encaminhamento de vota- ção ou declaração de voto, que comportam apenas encaminhamento de votação. § 2º Os requerimentos referidos neste artigo poderão ser verbais e constarão da ata. Art. 190 Será necessariamente escrito, dependerá de deliberação do Plenário e poderá ser discutido o re- querimento que solicitar: I - licença do Prefeito e Vice-Prefeito; II - autorização subscrita pelo Prefeito para ausentar-se do Município por mais de 15 (quinze) dias; III - convocação de Secretários Municipais e de Titulares de entidade da Administração Indireta; IV - constituição de Comissão Temporária. Art. 191 Sempre que um requerimento comporte discussão, cada Vereador disporá, para discuti-lo, de 5 (cinco) minutos CAPÍTULO IV DAS REPRESENTAÇÕES Art. 192 Representação é toda manifestação da Câmara, dirigida às autoridades Federais, Estaduais, Ór- gãos Públicos ou entidades legalmente reconhecidas e não subordinadas ao Poder Executivo Municipal, em que o Vereador sugere a formulação de denúncia ou pedido de providência em defesa de direito, contra ilega- lidade, abuso de poder ou medidas de interesse público. 82 CAPÍTULO V DAS MOÇÕES Art. 193 Moção é a proposição em que é sugerida a manifestação da Câmara sobre determinada matéria, reivindicando providências, externando pesar, solidariedade, protesto ou congratulações. CAPÍTULO VI DOS PROJETOS SEÇÃO I DISPOSIÇÕESPRELIMINARES Art. 194 A Câmara exerce sua função legislativa por meio de: I - projetos de emenda à Lei Orgânica; II - projetos de leis ordinárias, complementares e delegadas; III - projetos de decreto legislativo; IV - projetos de resolução. Art. 195 Projeto de emenda à Lei Orgânica é a proposição que objetiva alterá-la, modificando, incluindo ou suprimindo os seus dispositivos, competindo à Mesa Diretora da Câmara sua promulgação. § 1º Será necessário a subscrição de, no mínimo, 1/3 (um terço) dos membros da Câmara, quando se tratar de iniciativa de Vereador, da Mesa Diretora, ou de Comissão. § 2º Tratando-se de iniciativa de cidadãos, deverá ser obedecido o disposto nas normas regimentais previs- tas no Título IX. § 3º Proposição de iniciativa do Prefeito, seguirá tramitação ordinária, nos termos regimentais. Art. 196 Projeto de lei é a proposição que tem por fim regular toda matéria legislativa de competência da Câmara e sujeita à sanção do Prefeito. § 1º A iniciativa dos projetos de lei cabe: I - à Mesa Diretora da Câmara; II - ao Prefeito; III - ao Vereador; IV - às Comissões Permanentes; V - aos cidadãos. § 2º A iniciativa popular dar-se-á através de projetos de lei de interesse específico do Município, da cidade ou de bairros, subscrito na forma do artigo 254 e seguintes. Art. 197 Será privativa do Prefeito a iniciativa dos Projetos de Leis mencionados no artigo 57 e 158 da Lei Orgânica do Município. § 1º Não serão admitidas emendas que aumentem a despesa prevista, nem as que alterem a criação de cargos, nos Projetos de Leis de iniciativa privativa do Prefeito, salvo o disposto no § 3º do artigo 168 e no artigo 169 da Lei Orgânica Municipal. § 2º É vedada ao Vereador a iniciativa de projetos de lei mencionados nos artigos 57 e 158 da Lei Orgânica Municipal, ainda que de caráter meramente autorizativo. Art. 198 Projeto de Decreto Legislativo é a proposição destinada a regular matéria que exceda os limites da Administração interna da Câmara, não sujeita à sanção do Prefeito, sendo promulgado pela Mesa Diretora. Parágrafo único. Constitui matéria de projeto de Decreto Legislativo, entre outras: 83 I - aprovação ou rejeição das contas do Município; II - extinção e perda de mandato do Prefeito e do Vice-prefeito; III - concessão de licença ao Prefeito e ao Vice-Prefeito para afastamento do cargo ou para ausentar-se do Município por mais de 15 (quinze) dias; IV - concessão de título de cidadão honorário ou qualquer outra honraria ou homenagem. Art. 199 Projeto de Resolução é a proposição destinada a regular matéria político-administrativa da Câmara, não sujeito a sanção do Executivo. § 1º Constitui matéria de projeto de resolução da Câmara, entre outras: I - assuntos de economia interna da Câmara; II - perda de mandato de Vereador; III - destituição da Mesa Diretora ou de qualquer de seus membros; IV - Regimento Interno; V - normas a que se referem o artigo 15, inciso I, alínea “a”, item 1, deste Regimento, observado o parágrafo seguinte. § 2º Aos projetos de Resolução de que trata o inciso V, não serão admitidas emendas que aumentem as despesas previstas nem as que alterem a criação de cargos previstos, salvo, quanto a estes, quando assinadas pela maioria absoluta dos membros da Câmara. § 3º As Resoluções da Mesa Diretora, dispondo sobre matéria de sua competência administrativa, não se regem pelo processo legislativo previsto para as Resoluções do Plenário da Câmara Municipal. Art. 200 São requisitos dos projetos: I - ementa de seu objetivo; II - conter, tão somente, a enunciação da vontade legislativa; III - divisão em artigos numerados, claros e concisos; IV - menção da revogação das disposições em contrário, quando for o caso; V - assinatura do autor; VI - justificação, com a exposição circunstanciada dos motivos de mérito que fundamentam a adoção da medida proposta. SEÇÃO II DA TRAMITAÇÃO DOS PROJETOS Art. 201 Os projetos serão protocolizados na Secretaria da Câmara Municipal, em livro próprio, devidamente organizado por ano vigente, e encaminhados às Comissões Permanentes para os devidos pareceres. § 1º No livro deverá constar a ementa do projeto, o nome do autor e a data do protocolo e o mesmo ficará a disposição dos Vereadores para eventuais consultas sobre matérias protocolizadas. § 2º Uma vez protocolizado, o projeto será encaminhado, ato contínuo, ao Presidente da Câmara que o despachará às Comissões Permanentes para parecer. § 3º Os projetos serão apreciados, primeiramente, pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, quanto aos aspectos regimentais, legais e constitucionais, em segundo, pela Comissão de Finanças e Orça- mento e, na sequência, pelas demais Comissões, quando for o caso. § 5º As Comissões, em seus pareceres, poderão oferecer substitutivos ou emendas, que seguirão o rito dos artigos 221 e seguintes. § 6º As Comissões, em seus pareceres, poderão requisitar pareceres técnicos dos órgãos de assessoria da Câmara. 84 Art. 202 Os vereadores poderão apresentar versão preliminar de projeto, mediante minuta contendo a ideia detalhada da proposição, que aguardará, em Secretaria, pelo prazo máximo, de 90 (noventa) dias a partir da data do protocolo. § 1º Se o autor não apresentar a versão definitiva no prazo previsto no “caput”, o projeto será arquivado, presumindo-se pela desistência, somente podendo reapresentá-la na próxima sessão legislativa. § 2º A versão preliminar de projeto deixará de subsistir em caso de apresentação de projeto definitivo subs- crito pela maioria absoluta dos vereadores. Art. 203 Os projetos devem ser obrigatoriamente distribuídos, em cópias xerográficas ou mídia digital, aos Vereadores, antes do início da sessão ordinária ou extraordinária, inclusive os casos de regime de urgência. Art. 204 Nenhum projeto será dado por definitivamente aprovado antes de passar por duas discussões e votações, além da redação final, quando for o caso, à exceção dos projetos de Resolução e de Decreto Legis- lativo, que sofrerão apenas uma discussão e votação. Art. 205 Os projetos serão discutidos juntamente com os substitutivos e emendas eventualmente apresen- tadas. Art. 206 Os projetos rejeitados em qualquer fase de discussão serão arquivados, ressalvadas as disposi- ções regimentais previstas no artigo 181. Art. 207 O Prefeito poderá solicitar que os projetos de sua iniciativa tramitem em regime de urgência, me- diante justificativa. Parágrafo único. Se a Câmara Municipal não deliberar em até 2 (duas) sessões ordinárias sobre a pro- posição, o projeto será incluído na Ordem do Dia da sessão subsequente, sobrestando-se a deliberação das demais proposições, até que se ultime a votação. Art. 208 Aprovado ou rejeitado o projeto de autoria do Executivo, no regime de urgência, o Presidente da Câmara, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, fará o devido encaminhamento ou comunicação ao Prefeito. SEÇÃO III DA PRIMEIRA DISCUSSÃO E VOTAÇÃO Art. 209 Instruído o projeto, com os pareceres das Comissões competentes será incluído na Ordem do Dia da primeira sessão ordinária subsequente. Art. 210 A discussão do projeto observará o disposto no artigo 148 deste Regimento. Art. 211 Encerrada a discussão, passar-se-á à votação. Art. 212 Se houver substitutivos, estes serão votados com antecedência sobre o projeto original, observan- do-se o disposto no artigo 222 e §§ . Parágrafo único. Na hipótese de rejeição do(s) substitutivos(s), passar-se-á à votação do projeto original na mesma sessão. SEÇÃO IV DA SEGUNDA DISCUSSÃO E VOTAÇÃO Art. 213 Se o projeto for aprovado em primeira votação, será incluído na Ordem do Dia da sessão ordinária subsequente para segunda discussão e votação, observando-se o disposto no artigo 148 deste Regimento. Art. 214 Encerrada a discussão, passar-se-á à votação. 85 SEÇÃO V DA REDAÇÃO FINAL Art. 215 Se o projeto ou o substitutivo for aprovado sem emendas, será desde logo enviado à sanção do Prefeito ou à promulgação do Presidente, mediante prévia revisãoda Comissão de Constituição, Justiça e Re- dação quanto à redação final. Art. 216 Aprovado o projeto ou o substitutivo com emendas, será o processo despachado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação, para a elaboração da redação final, dentro do prazo de 3 (três) dias. Art. 217 A redação final, observadas as exceções regimentais, será elaborada pela Comissão de Consti- tuição, Justiça e Redação, que concluirá pelo texto definitivo do projeto, com as alterações decorrentes das emendas aprovadas. Parágrafo único. Quando, na elaboração da redação final, for constatada incorreção ou impropriedade de linguagem ou outro erro existente na matéria aprovada, poderá a Comissão corrigi-lo, desde que a correção não implique em deturpação da vontade legislativa, devendo, nesta hipótese, mencionar expressamente, em seu parecer a alteração feita, com ampla justificação. Art. 218 Cada Vereador disporá de até 5 (cinco) minutos para discutir o parecer de redação final. Art. 219 Aprovado o texto da redação final do projeto, será este enviado à sanção do Prefeito ou à promul- gação do Presidente da Câmara. Art. 220 Mediante requerimento verbal de qualquer membro da Comissão de Constituição, Justiça e Reda- ção, encerrada a segunda votação, o Plenário poderá dispensar a votação da redação final do projeto. CAPÍTULO VI DOS SUBSTITUTIVOS E DAS EMENDAS SEÇÃO I DOS SUBSTITUTIVOS Art. 221 Substitutivo é a proposição apresentada por Vereadores, por Comissão Permanente ou pela Mesa Diretora, para substituir outra já existente sobre o mesmo assunto. Parágrafo único. Não será permitido ao Vereador, à Comissão ou à Mesa Diretora apresentar mais de um substitutivo à mesma proposição, sem prévia retirada do anteriormente apresentado. Art. 222 Os substitutivos deverão ser remetidos às Comissões competentes, que terão o prazo de 48 (qua- renta e oito) horas para emitir parecer. § 1º Os substitutivos de autoria de Vereadores somente poderão ser apresentados após a leitura, em Ple- nário, do parecer referente à proposição principal. § 2º Os substitutivos serão votados com antecedência sobre a proposição inicial, na ordem inversa de sua apresentação. § 3º A aprovação de um substitutivo prejudica os demais, bem como a proposição original. SEÇÃO II DAS EMENDAS Art. 223 Emenda é a proposição apresentada por Vereador, por Comissão Permanente ou pela Mesa Dire- tora, e visa a alterar parte do projeto a que se refere. Art. 224 As emendas serão votadas uma a uma ou em bloco, antes de votado o projeto ou substitutivo, na ordem direta de sua apresentação, exceto quanto às de autoria de Comissão, que terão sempre preferência. 86 § 1º As emendas de autoria de Vereadores somente poderão ser apresentadas após a leitura, em Plenário, do parecer referente à proposição principal. § 2º A requerimento de qualquer Vereador ou mediante proposta do Presidente, com aprovação do Plenário, as emendas poderão ser votadas por grupos devidamente especificados ou em bloco. § 3º As emendas rejeitadas não poderão ser reapresentadas. Art. 225 As emendas deverão ser apresentadas até antes da segunda votação do projeto. § 1º Apresentada a emenda, a proposição principal não será votada enquanto os pareceres das Comissões não forem lidos em Plenário. § 2º O Presidente poderá fixar prazo limite para a apresentação de emendas, visando a celeridade do pro- jeto. Art. 226 Não serão aceitos substitutivos ou emendas que não tenham relação direta ou indireta com a ma- téria contida na proposição a que se refiram. Parágrafo único. O recebimento de substitutivo ou emenda impertinente não implica na obrigatoriedade de sua votação, podendo o Presidente considerá-los prejudicados antes de submetê-los a votos. TÍTULO VIII DOS DEBATES E DELIBERAÇÕES CAPÍTULO I DA DISCUSSÃO SEÇÃO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 227 Discussão é a fase dos trabalhos destinada aos debates em Plenário. Art. 228 A discussão de proposição em Ordem do Dia exigirá inscrição perante o Presidente, a partir do momento de declarada aberta a sessão, na respectiva lista de inscrição. Art. 229 A palavra será dada, entre os inscritos, na seguinte ordem: I - ao autor da proposição; II - aos relatores, respeitada a ordem de pronunciamento das respectivas Comissões; III - ao autor de voto vencido, originariamente designado relator, respeitada a ordem estabelecida no inciso anterior; IV - ao primeiro signatário de substitutivo, respeitada a ordem inversa da sua apresentação. Art. 230 O autor e os relatores dos projetos, além do tempo regimental que lhes é assegurado, poderão voltar à tribuna durante 5 (cinco) minutos para explicação. § 1º Em projeto de autoria da Mesa Diretora ou de Comissão, serão considerados autores, para efeitos deste artigo, os respectivos Presidentes. § 2º Em projetos de autoria do Executivo, será considerado autor, para efeitos do presente artigo, o Verea- dor que nos termos regimentais gozar de prerrogativa de Líder do Prefeito, como intérprete do pensamento do Executivo junto à Câmara. Art. 231 O Vereador que estiver ausente ao ser chamado para falar poderá reinscrever-se após o último inscrito. Art. 232 O Presidente dos trabalhos não interromperá o orador que estiver discutindo qualquer matéria sal- vo: 87 I - para dar conhecimento ao Plenário de requerimento de prorrogação da sessão e para colocá-lo a votos; II - para fazer comunicação importante, urgente e inadiável à Câmara; III - para recepcionar autoridade ou personalidade de excepcional relevo; IV - para suspender ou encerrar a sessão, em caso de tumulto grave no Plenário ou em outras dependên- cias da Câmara. Parágrafo único. O orador interrompido não perderá sua vez de falar, desde que presente quando chamado a continuar seu discurso. SEÇÃO II DOS APARTES Art. 233 Aparte é a interrupção consentida, breve e oportuna do orador, para indagação, esclarecimento ou contestação, não podendo ter duração superior a 2 (dois) minutos. Art. 234 Não serão permitidos apartes: I - à palavra do Presidente, quando na direção dos trabalhos; II - paralelos ou cruzados; III - quando o orador esteja declarando o voto, falando sobre a ata, em explicação pessoal e pela ordem; IV - para solicitar esclarecimentos de convidado presente na sessão. Parágrafo único. Os apartes se subordinarão às disposições relativas aos debates, em tudo o que lhes for aplicável. SEÇÃO III DO ENCERRAMENTO DA DISCUSSÃO Art. 235 O encerramento da discussão dar-se-á: I - por falta de inscrição de orador; II - por disposição legal; III - a requerimento de Vereador, mediante deliberação do Plenário. CAPÍTULO II DA VOTAÇÃO SEÇÃO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 236 Votação é o ato complementar da discussão, através do qual o Plenário manifesta sua vontade deliberativa. § 1º Considera-se qualquer matéria em fase de votação a partir do momento em que o Presidente declara encerrada a discussão. § 2º Quando, no curso de uma coleta de votos, esgotar-se o tempo destinado à sessão, esta será dada por prorrogada até que se conclua, por inteiro, a votação da matéria, ressalvada a hipótese da falta de número para deliberação, caso em que a sessão será encerrada imediatamente. § 3º Na votação dos projetos que não atingir o quórum regimental, os mesmos serão considerados penden- tes de votação e constarão da Ordem do Dia da próxima sessão. § 4º Serão considerados rejeitados os projetos que não atingirem a votação mínima para sua aprovação. 88 Art. 237 O Vereador presente à sessão poderá votar a favor, contra ou abster-se, devendo, porém, no caso previsto no inciso III do artigo 100, declarar-se impedido. Parágrafo único. O Vereador que se considerar impedido de votar, nos termos do presente artigo, fará a devida comunicação ao Presidente, computando-se, todavia, sua presença para efeito de quórum. Art. 238 O Presidente da Câmara terá voto: I - na eleição da Mesa Diretora; II - no julgamento político do Prefeito, do Vice-Prefeito ou de Vereador; III - na apreciação de veto; V - no julgamentodas contas do Prefeito; VI - quando a matéria exigir quórum superior à maioria simples; VII - quando ocorrer empate. Parágrafo único. As normas constantes do presente artigo serão aplicadas ao Vereador que substituir o Presidente na direção dos trabalhos. SEÇÃO III DOS PROCESSOS DE VOTAÇÃO Art. 239 São 2 (dois) os processos de votação: I - simbólico; II - nominal. Art. 240 O processo simbólico de votação consiste na simples contagem de votos favoráveis e contrários, apurados da forma estabelecida nos parágrafos seguintes. § 1º Quando o Presidente submeter qualquer matéria à votação pelo processo simbólico convidará os Vere- adores que estiverem de acordo a permanecerem assentados e em pé dos vereadores contrários. § 2º Não havendo pedido de verificação nominal de votação, o Presidente proclamará o resultado. Art. 241 O processo nominal de votação consiste na contagem dos votos favoráveis e contrários, com a consignação expressa do nome e do voto de cada Vereador. Parágrafo único. Proceder-se-á, obrigatoriamente, à votação nominal para: I - destituição da Mesa Diretora ou de qualquer de seus membros; II - parecer do Tribunal de Contas do Estado sobre as contas da Mesa Diretora da Câmara e do Prefeito Municipal; III - alteração do Regimento Interno; IV - Zoneamento Urbano; V - Plano Diretor; VI - Emenda à Lei Orgânica; VII - julgamento do Prefeito Municipal por ato de infração político-administrativa. Art. 242 Ao submeter qualquer matéria à votação nominal, o Presidente convidará os Vereadores a respon- derem “sim” ou “não”, conforme sejam favoráveis ou contrários. § 1º O Secretário, ao proceder à chamada, anotará as respostas na respectiva lista, repetindo em voz alta o nome e o voto de cada Vereador. § 2º Terminada a chamada a que se refere o parágrafo anterior e caso não tenha sido alcançado quórum para deliberação, o Secretário procederá, ato contínuo, a uma segunda e última chamada dos Vereadores que ainda não tenham votado. 89 § 3º Enquanto não for proclamado o resultado da votação, é facultado ao Vereador retardatário proferir seu voto. § 4º O Vereador poderá retificar seu voto antes de ser anunciado o resultado, na forma regimental. § 5º Concluída a votação, o Presidente proclamará o resultado, anunciando o número de Vereadores que votaram “sim” e o número daqueles que votaram “não”. § 6º Terminada a segunda e última chamada, caso não tenha sido alcançado quórum para deliberação, a matéria ficará pendente de votação, devendo constar da próxima sessão. Art. 243 As dúvidas quanto ao resultado proclamado só poderão ser suscitadas e esclarecidas antes de anunciada a discussão ou a votação de nova matéria, ou, se for o caso, antes de se passar à nova fase da sessão ou de encerrar-se a Ordem do Dia, sob pena de preclusão. SEÇÃO IV DA VERIFICAÇÃO NOMINAL DE VOTAÇÃO Art. 244 A verificação de votação, mediante processo nominal, será efetuada sempre que ocorrer o disposto no § 2º do artigo 240 e no artigo 241 deste Regimento. § 1º Nenhuma votação admitirá mais de uma verificação nominal. § 2º Ficará prejudicado o requerimento de verificação nominal de votação, caso não se encontre presente, no momento em que for chamado pela primeira vez, o Vereador que a requereu. § 3º Prejudicado o requerimento de verificação nominal de votação pela ausência de seu autor, ou por pe- dido de retirada, faculta-se a qualquer outro Vereador reformulá-lo. SEÇÃO V DA DECLARAÇÃO DE VOTO Art. 245 Declaração de voto é o pronunciamento do Vereador sobre os motivos que o levaram a se manifes- tar contrária ou favoravelmente à matéria votada. Art. 246 A declaração de voto a qualquer matéria se fará durante a discussão do projeto. CAPÍTULO III DO TEMPO DE USO DA PALAVRA Art. 247 O tempo de que dispõe o Vereador, sempre que ocupar a tribuna, será controlado pelo Presidente, e começará a fluir no instante em que lhe for dada a palavra, observado o disposto neste Regimento no que concerne aos debates. Parágrafo único. Quando o orador for interrompido em seu discurso, por qualquer motivo, exceto por apartes concedidos, o prazo de interrupção não será computado no tempo que lhe cabe. CAPÍTULO IV DAS QUESTÕES DE ORDEM, DO RECURSO ÀS DECISÕES DO PRESIDENTE E DOS PRECEDENTES REGIMENTAIS SEÇÃO I DAS QUESTÕES DE ORDEM Art. 248 Pela ordem, o Vereador só poderá falar, declarando o motivo, para: I - reclamar contra preterição de formalidades regimentais; 90 II - suscitar dúvidas sobre a interpretação do Regimento ou, quando este for omisso, para propor o melhor método para o andamento dos trabalhos; III - na qualidade de Líder, para dirigir comunicação à Mesa Diretora, nos termos do artigo 96; IV - solicitar a retificação de voto; V - solicitar a censura do Presidente a qualquer pronunciamento de outro Vereador que contenha expres- são, frase ou conceito que considerar injuriosos; VI - solicitar ao Presidente esclarecimentos sobre assuntos de interesse da Câmara. Art. 249 Não se admitirão questões de ordem: I - quando, na direção dos trabalhos, o Presidente estiver com a palavra; II - na fase do Pequeno Expediente; III - quando houver orador na tribuna; IV - quando se estiver procedendo a qualquer votação. Art. 250 Para falar pela ordem, cada Vereador disporá de 2 (dois) minutos, não sendo permitidos apartes. Art. 251 Se a questão de ordem comportar resposta, esta deverá ser dada imediatamente, se possível, ou, caso contrário, em fase posterior da mesma sessão, ou na sessão ordinária seguinte. SEÇÃO II DO RECURSO ÀS DECISÕES DO PRESIDENTE Art. 252 Das decisões ou omissões do Presidente, em questão de ordem, representação, proposição de qualquer Vereador ou de iniciativa popular, cabe recurso ao Plenário, nos termos da presente Seção. Parágrafo único. Até deliberação do Plenário sobre o recurso, prevalece a decisão do Presidente. Art. 253 O recurso formulado por escrito deverá ser proposto, obrigatoriamente, dentro do prazo improrro- gável de 3 (três) dias úteis da decisão do Presidente. § 1º Apresentado o recurso, o Presidente deverá, dentro do prazo improrrogável de 3 (três) dias úteis, dar- -lhe provimento ou, caso contrário, informá-lo e, em seguida, encaminhá-lo à Comissão de Constituição, Justiça e Redação. § 2º A Comissão de Constituição, Justiça e Redação terá o prazo improrrogável de 3 (três) dias úteis para emitir parecer sobre o recurso. § 3º Emitido o parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação e, independentemente de sua pu- blicação, o recurso será, obrigatoriamente, incluído na pauta da Ordem do Dia da sessão ordinária seguinte, para deliberação do Plenário. § 4º Aprovado o recurso, o Presidente deverá observar a decisão soberana do Plenário e cumpri-la, fielmen- te, sob pena de sujeitar-se a processo de destituição. § 5º Rejeitado o recurso, a decisão do Presidente será integralmente mantida. 91 TÍTULO IX DA PARTICIPAÇÃO DO CIDADÃO CAPÍTULO I DA INICIATIVA POPULAR Art. 254 Ressalvadas as competências privativas do Prefeito e exclusivas da Câmara Municipal, previstas na Lei Orgânica do Município, a iniciativa popular terá tramitação especial e pode ser exercida mediante apre- sentação à Câmara Municipal de proposição sobre qualquer matéria de interesse específico do Município, da cidade ou de bairros, incluindo: I - matéria não regulada por lei; II - matéria regulada por lei que se pretenda modificar ou revogar; III - projeto de lei em tramitação; IV - emendas à Lei Orgânica do Município; V - realização de consulta plebiscitária à população; VI - submissão a referendo popular de leis aprovadas. Art. 255 Considera-se exercida a iniciativa popular quando as proposições sobre as matérias de que trata este capítulo vierem subscritas por eleitores representando, pelo menos, 5% (cinco) por cento do eleitorado municipal. § 1º A subscrição dos eleitores será feita em lista organizada sob patrocínio e responsabilidade pela idonei- dade das subscrições de, pelo menos: I - uma entidade legalmente constituída, comsede nesta cidade; II - 30 (trinta) cidadãos com domicílio eleitoral no Município. § 2º As assinaturas ou impressões digitais dos eleitores, com número de inscrição, zona e seção eleitoral, serão apostas em formulários impressos, cada um contendo, em seu verso, o texto completo da propositura apresentada e a indicação das entidade ou cidadãos responsáveis. Art. 256 Protocolada a propositura, certificada a Secretaria da Câmara, no prazo de 30 (trinta) dias úteis, do cumprimento das exigências regimentais, terá início o processo legislativo próprio, observadas as disposições deste Regimento, no que for aplicável. Parágrafo único. O não cumprimento das exigências regimentais ensejará a devolução da propositura com- pleta aos seus promotores, que deverão recorrer, na forma dos artigos 252 e 253, garantida, em qualquer hipó- tese, a reapresentação da propositura depois de suprida a falta. CAPÍTULO II DA AUDIÊNCIA PÚBLICA E DOS CONVIDADOS SEÇÃO I DAS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS Art. 257 A Câmara Municipal, por aprovação de maioria simples de seus membros, poderá realizar audiên- cia pública, com o fim de discutir assuntos de interesse do Município. Parágrafo único. A iniciativa do requerimento de audiência pública poderá ser qualquer Vereador ou Comis- são. Art. 258 Na audiência pública com participação de organizações sociais ou entidades comunitárias será observado o seguinte: 92 I - a Câmara poderá realizar uma só audiência englobando duas ou mais proposituras ou projetos de lei relativos à mesma matéria; II - o autor do requerimento selecionará para serem ouvidas as autoridades, os especialistas e pessoas interessadas, cabendo ao Presidente da Câmara expedir os convites; § 1º Na audiência pública será garantido o direito a voz de defensores e opositores relativamente à matéria objeto de exame. § 2º No caso do inciso II deste artigo, sempre que a audiência versar sobre matéria relativa à educação; à criança e ao adolescente; à defesa social; ao transporte, meio ambiente e outras matérias de ordem social ou comunitária, deverá obrigatoriamente ser expedido convite aos Conselhos Municipais ou às Comissões Muni- cipais, quando existirem. Art. 259 Na audiência pública, convidado deverá limitar-se ao tema ou questão em debate e disporá, para tanto, de 10 (dez) minutos, prorrogáveis a juízo do Presidente da sessão, não podendo ser aparteado. § 1º Caso o expositor se desvie do assunto, ou perturbe a ordem dos trabalhos, o Presidente da sessão poderá adverti-lo, cassar-lhe a palavra ou determinar a sua retirada do recinto. § 2º Os Vereadores inscritos para interpelar o expositor poderão fazê-lo estritamente sobre o assunto da exposição, pelo prazo de 3 (três) minutos, tendo o interpelado igual tempo para responder, facultadas a réplica e a tréplica, pelo mesmo prazo, vedado ao orador interpelar qualquer dos presentes. § 3º Das reuniões de audiência serão lavradas atas, arquivando-se os pronunciamentos escritos e docu- mentos que as acompanharem. § 4º É permitido, a qualquer tempo, o translado de peças e fornecimento de cópias aos interessados. SEÇÃO II DOS CONVIDADOS Art. 260 A Câmara Municipal, por aprovação de maioria simples de seus membros, mediante requerimento de Vereador ou de Comissão, poderá convidar pessoas, com fins de apreciar relatório, parecer, instruir propo- sições ou discutir assuntos de interesse do Município. Parágrafo único. A apresentação do convidado será feita depois de esgotada a Ordem do Dia. Art. 261 O convidado deverá limitar-se ao tema ou questão em debate e disporá, para tanto, de 20 (vinte) minutos, prorrogáveis a juízo do Presidente da sessão, não podendo ser aparteado. § 1º Caso o expositor se desvie do assunto, ou perturbe a ordem dos trabalhos, o Presidente da sessão poderá adverti-lo, cassar-lhe a palavra ou determinar a sua retirada do recinto. § 2º A parte convidada poderá valer-se de assessores credenciados, se para tal fim tiver obtido consenti- mento do Presidente da sessão. § 3º Os Vereadores inscritos para interpelar o expositor poderão fazê-lo estritamente sobre o assunto da exposição, pelo prazo de 3 (três) minutos, tendo o interpelado igual tempo para responder, facultadas a réplica e a tréplica, pelo mesmo prazo, vedado ao orador interpelar qualquer dos presentes. § 4º Das reuniões serão lavradas atas, arquivando-se os pronunciamentos escritos e documentos que as acompanharem. § 5º É permitido, a qualquer tempo, o translado de peças e fornecimento de cópias aos interessados. CAPÍTULO III DA TRIBUNA POPULAR Art. 262 Qualquer eleitor do Município de Viçosa poderá usar a tribuna da Câmara Municipal, em reunião or- dinária, no máximo 3 (três) vezes por sessão legislativa, para emitir opinião sobre assunto de interesse público, desde que se inscreva na Secretaria da Câmara até as 10 horas do dia da reunião. 93 Art. 262 Qualquer cidadão poderá usar a tribuna da Câmara Municipal de Viçosa, em reunião ordinária, no máximo 3 (três) vezes por sessão legislativa, para emitir opinião sobre assunto de interesse público, desde que se inscreva na Secretaria da Câmara até às 10 horas do dia da reunião. (Redação dada pela Resolução nº 3/2018) § 1º No ato da inscrição, o interessado apresentará seu Título de Eleitor e indicará o assunto sobre o qual pretende emitir opinião. § 2º Ao fazer seu pronunciamento, o orador não poderá desviar do tema proposto, sob pena de ter a palavra cassada. § 3º É expressamente vetada discussão de temas de natureza político-partidária. (Revogado pela Resolu- ção nº 2/2018) § 4º O orador não poderá fazer ataques pessoais de qualquer natureza e quem quer que seja, sendo-lhe cassada a palavra assim que desrespeitar tal determinação. § 5º Para os Presidentes de Associações Comunitárias representativas de moradores, o número máximo de inscrições será de 6 (seis), desde que comprovem através de ata de posse devidamente registrada. § 6º As inscrições serão reservadas, preferencialmente, aos eleitores do município de Viçosa. (Redação acrescida pelo Resolução nº 3/2018) § 7º Havendo vagas remanescentes, estas serão concedidas aos eleitores de outras cidades que tiverem feito as inscrições no mesmo prazo previsto no “caput”. (Redação acrescida pelo Resolução nº 3/2018) Art. 263 Ressalvada a hipótese de expressa determinação do Plenário, concedendo ao orador, por sua soli- citação, até o dobro de tempo permitido, nenhum cidadão poderá usar a tribuna por mais de 5 (cinco) minutos, sob pena de ter a palavra cassada. Parágrafo único. Durante a alocução do orador, não será permitido qualquer tipo de intervenção, nem mes- mo dos vereadores. Art. 264 O cidadão que tiver a palavra cassada, por qualquer motivo, não poderá usar a tribuna até o final do biênio em curso em que a pena tiver sido imposta. Art. 265 O cidadão que se inscrever e não se apresentar na hora estabelecida ficará impedido de fazer nova inscrição nos 6 (seis) meses subsequentes, a menos que se apresente justificativa formal e convincente. Art. 266 Fica limitado a 5 (cinco) o número de inscrições para cada reunião, vedada a inscrição de duas pessoas para falarem sobre o mesmo tema, a não ser que suas opiniões sejam divergentes. § 1º Terá prioridade a inscrição do orador que ainda não tenha feito uso da tribuna na sessão legislativa corrente. § 2º Nas sessões em que houver convidados para discutir assunto de interesse da Câmara Municipal, o número de inscrições para a Tribuna Livre fica limitado a 3 (três). CAPÍTULO IV DAS PETIÇÕES E REPRESENTAÇÕES Art. 267 As petições, representações ou reclamações de qualquer pessoa física ou jurídica contra ato ou omissão das autoridades da Administração Direta ou Indireta, ou imputados a membros da Câmara, serão re- cebidas e examinadas pelas Comissões ou pela Mesa Diretora, respectivamente, desde que: I - encaminhadas por escrito, observado o disposto no inciso I do artigo 112, no que for aplicável, vedado o anonimato do autor ou autores; II - o assunto envolva matéria de competênciada Câmara Municipal. Parágrafo único. O membro da Comissão a que for distribuído o processo, exaurida a fase de instrução, apresentará relatório na forma regimental, do qual se dará ciência aos interessados. 94 Art. 268 A participação do cidadão poderá ser exercida, ainda, através do oferecimento de pareceres técni- cos, exposições e propostas oriundas de entidades científicas e culturais, de associações e sindicatos e demais instituições representativas. Parágrafo único. A contribuição do cidadão será examinada por Comissão cuja área de atuação tenha per- tinência com a matéria contida no documento recebido. TÍTULO X DA FASE ESPECIAL DA SESSÃO LEGISLATIVA CAPÍTULO ÚNICO DO RECESSO PARLAMENTAR Art. 269 No período de recesso, em caso de urgência ou de interesse público relevante, a Câmara poderá ser extraordinariamente convocada: I - pelo Prefeito; II - pelo Presidente ou seu substituto regimental; III - mediante requerimento subscrito por 1/3 (um terço) dos Vereadores. Art. 270 As sessões extraordinárias ocorridas durante o recesso parlamentar obedecerão às disposições do artigo 166 e seguintes e deste Regimento. Art. 271 Na sessão extraordinária, a Câmara somente deliberará sobre a matéria para a qual houver sido convocada, vedada apreciação de quaisquer proposições a ela estranhas. TÍTULO XI DA ELABORAÇÃO LEGISLATIVA ESPECIAL CAPÍTULO I DOS ORÇAMENTOS SEÇÃO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 272 Os projetos de leis do Plano Plurianual, Diretrizes Orçamentárias e Orçamento Anual, serão discu- tidos e votados pela Câmara Municipal, obedecido o rito previsto neste capítulo. Parágrafo único. Os projetos deverão ser elaborados na forma e nos prazos previstos na Lei Complementar Federal nº 101/2000 e Lei Federal nº 4.320/64. Art. 273 Recebidos do Executivo, os projetos de leis orçamentárias serão numerados, independentemente de leitura, e desde logo enviados à Comissão de Constituição, Justiça e Redação, providenciando-se, ainda, sua publicação e distribuição em avulsos aos Vereadores. Art. 274 Os projetos de lei do Executivo e os projetos de resolução do Legislativo, relativos a créditos adi- cionais também serão numerados, independentemente de leitura, e desde logo enviados à Comissão de Cons- tituição, Justiça e Redação. Art. 275 O Prefeito poderá enviar mensagem propondo modificação nos projetos a que se refere este Ca- pítulo, enquanto não concluído o parecer da Comissão de Finanças e Orçamento, da parte cuja alteração é proposta. 95 SEÇÃO II DA TRAMITAÇÃO DOS PROJETOS DE LEIS ORÇAMENTÁRIAS Art. 276 A Comissão de Finanças e Orçamento, para apreciação dos projetos de leis orçamentárias, obser- vará as mesmas normas que disciplinam os trabalhos das Comissões Permanentes, em especial as previstas pela Seção VI do Capítulo II do Título III deste Regimento. Parágrafo único. O parecer deverá apreciar o aspecto formal e o mérito do projeto. Art. 277 Lido o parecer em Plenário, será o projeto incluído na Ordem do Dia para primeira sessão subse- quente. Art. 278 Para elaborar o parecer sobre as emendas, a Comissão de Finanças e Orçamento terá os mesmos prazos previstos no artigo 62 deste Regimento. Parágrafo único. Em seu parecer, deverão ser observadas as seguintes normas: I - as emendas de mesma natureza ou objetivo serão obrigatoriamente reunidas e discutidas e votadas em bloco; II - a Comissão poderá oferecer novas emendas de caráter técnico, retificativo ou que visem a restabelecer o equilíbrio financeiro; III - tratando-se do projeto de lei de diretrizes orçamentárias e do orçamento anual deverão ser seguidas as disposições contidas nos artigos 159 e 161 da Lei Orgânica do Município. Art. 279 A votação das emendas será feita em grupos, conforme dispuser o parecer da Comissão de Finan- ças e Orçamento. Art. 280 Se aprovado, em fase de segunda discussão, sem emendas, o projeto será enviado à sanção do Prefeito; caso contrário, o processo retornará à Comissão de Finanças e Orçamento para, dentro do prazo má- ximo e improrrogável de 3 (três) dias, elaborar redação final. § 1º Sempre que se fizer necessário, a Comissão, no parecer de redação final, poderá adaptar os termos da emenda que restabelece o equilíbrio financeiro ao que foi deliberado em Plenário sobre as demais emendas, devendo, nesta hipótese, mencionar expressamente, no preâmbulo do parecer, a adaptação feita. § 2º No caso da apreciação conjunta de projetos relativos ao plano plurianual e ao orçamento anual, na redação final, a Comissão de Finanças e Orçamento procederá à sua compatibilização em função do que foi deliberado em Plenário. Art. 281 Concluída a redação final, será o projeto incluído na Ordem do Dia na próxima reunião ordinária subsequente. Art. 282 Aprovada ou dispensada a redação final, será o projeto encaminhado à sanção do Prefeito. Art. 283 Respeitada as disposições expressas neste Capítulo para discussão e votação de projetos de leis orçamentárias, serão aplicadas, no que couber, as normas estabelecidas no Regimento Interno para os demais projetos de lei. CAPÍTULO II DA CONCESSÃO DE TÍTULOS HONORÍFICOS Art. 284 A Câmara Municipal concederá, anualmente, por ocasião das comemorações do Dia da Cidade, títulos de Cidadania Honorária, Benemérita e Honra ao Mérito, a 15 (quinze) pessoas indicadas pelos Verea- dores. Parágrafo único. Cada vereador indicará uma pessoa a ser homenageada, fornecendo síntese de seu “cur- riculum vitae”, indicando também o título a ser outorgado. Art. 285 Os títulos são assim classificados: I - Cidadão Honorário: destinado a homenagear pessoa não natural de Viçosa, que tenha se destacado por prestar relevantes serviços que ajudem no desenvolvimento social local; 96 II - Cidadão Benemérito: destinado a homenagear pessoa natural ou não de Viçosa, digno de honra pelos serviços ou obras notáveis prestados à sociedade viçosense. III - Honra ao Mérito: consiste em um título de virtude dado a pessoas ou organizações que atingiram o re- conhecimento público das suas atividades. Art. 286 A entrega dos títulos será feita em sessão solene para esse fim convocada. Parágrafo único. Nesta mesma sessão solene, a Câmara Municipal poderá prestar homenagem a um de seus ex-presidentes, mediante aprovação do Plenário. TÍTULO XII DA SANÇÃO, DO VETO, DA PROMULGAÇÃO E REGISTRO DE LEIS, DECRETOS LEGISLATIVOS E RESOLUÇÕES Art. 287 O Projeto aprovado pela Câmara será enviado, dentro de 10 (dez) dias úteis contados da data de sua aprovação, ao Prefeito que, aquiescendo, o sancionará e o promulgará. Parágrafo único. Decorrido o prazo de 15 (quinze) dias úteis do recebimento, o silêncio do Prefeito importará em sanção. Art. 288 Se o Prefeito julgar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, o vetará total ou parcialmente no prazo de 15 (quinze) dias úteis, contados da data do recebimento. Parágrafo único. Sendo negada a sanção total, as razões do veto serão comunicadas, dentro de 48 (qua- renta e oito) horas, ao Presidente da Câmara Municipal. Art. 289 A Câmara Municipal deliberará sobre o veto no prazo de 30 (trinta) dias de seu recebimento e, quan- do em recesso, deverá ser obrigatoriamente lido na primeira sessão ordinária após o mesmo. § 1º Esgotado, sem deliberação, o prazo estabelecido, o veto será incluído na Ordem do Dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação final. § 2º A entrada da Câmara em recesso suspenderá o prazo para apreciação de veto anteriormente recebido. Art. 290 O veto será despachado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que terá o prazo impror- rogável de 5 (cinco) dias para emitir parecer. Parágrafo único. Esgotado o prazo da Comissão, o veto será incluído na pauta da primeira sessão ordinária que se realizar, com ou sem parecer. Art. 291 Incluído na Ordem do Dia, o veto será submetido a discussão e votação únicas, na mesma sessão, não se permitindo vistas ou sobrestamento. Parágrafo único. Na discussão de veto, cada Vereador disporáde 5 (cinco) minutos com aparte. Art. 292 No veto parcial, a votação será necessariamente em bloco, quando se tratar de matéria correlata ou idêntica. Parágrafo único. Não ocorrendo a condição prevista neste artigo, será possível a votação em separado de cada uma das disposições autônomas atingidas pelo veto, desde que assim o requeira 1/3 (um terço), no mínimo, dos Vereadores, com a aprovação do Plenário, não se admitindo para tais requerimentos discussão, encaminhamento de votação ou declaração de voto. Art. 293 A rejeição do veto dependerá do voto favorável da maioria absoluta dos membros da Câmara. § 1º Rejeitado o veto, o Presidente da Câmara enviará, em 5 (cinco) dias úteis, o projeto ao Prefeito para, em 48 (quarenta e oito) horas, promulgá-lo. § 2º Mantido o veto, o Presidente da Câmara remeterá o projeto ao arquivo, comunicando-se ao Prefeito. Art. 294 Se a lei não for promulgada pelo Prefeito, nos casos do § único do artigo 287 e § 1º do artigo 293, o Presidente da Câmara Municipal a promulgará e, se este não o fizer em igual prazo, caberá aos demais mem- bros da Mesa Diretora, nas mesmas condições, fazê-lo, observada a ordem sucessória dos cargos. 97 Art. 295 Serão promulgados e enviados à publicação, dentro do prazo máximo e improrrogável de 10 (dez) dias, contados da data de sua aprovação em Plenário, ressalvadas as exceções regimentais: I - pela Mesa Diretora, as Emendas à Lei Orgânica, com os respectivos números de ordem; II - pelo Presidente, os Decretos Legislativos e as Resoluções. Art. 296 Os originais de Emendas à Lei Orgânica, de Leis, de Decretos Legislativos e de Resoluções serão registrados em livros próprios, rubricados pelo Presidente da Câmara e arquivados na Secretaria da Câmara, enviando-se ao Prefeito, para fins legais, cópia autêntica dos autógrafos e, quando for o caso, dos Decretos Legislativos devidamente assinados pelo Presidente. TÍTULO XIII DA ADMINISTRAÇÃO DA CÂMARA Art. 297 A Câmara Municipal instituirá, mediante Resolução, Plano Diretor da Administração, dispondo sobre sua organização e gestão administrativa. Art. 298 A Consultoria Técnico-Legislativa, composta pelos órgãos técnicos da Casa, tem por finalidade subsidiar as Comissões Técnicas Permanentes ou Especiais, em todos os expedientes a serem submetidos ou não a deliberação do Plenário da Câmara. Art. 299 A Consultoria Técnico-Legislativa, quando solicitada, emitirá parecer exclusivamente técnico, quan- to aos aspectos legais, constitucionais e regimentais, limitando-se a colaborar no aprimoramento formal e téc- nico dos trabalhos das Comissões e decisões da Mesa Diretora. TÍTULO XIV DO PREFEITO, DOS SECRETÁRIOS MUNICIPAIS E DOS TITULARES DE ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA CAPÍTULO I DO COMPARECIMENTO DO PREFEITO À CÂMARA MUNICIPAL Art. 300 Poderá o Prefeito Municipal comparecer à Câmara, em dia e hora previamente estabelecidos, para prestar esclarecimentos sobre qualquer matéria, quando julgar oportuno fazê-lo. Parágrafo único. Na Sessão Ordinária ou Extraordinária para esse fim convocada, o Prefeito fará exposição inicial sobre os motivos que o levaram à Câmara, respondendo, a seguir, às interpelações pertinentes, que eventualmente lhe sejam dirigidas pelos Vereadores. Art. 301 Sempre que for convidado a comparecer à Câmara, o Prefeito terá assento à Mesa Diretora, à direita do Presidente. CAPÍTULO II DAS CONTAS Art. 302 As contas do Prefeito e da Mesa Diretora da Câmara, correspondentes a cada exercício financeiro, serão julgadas pela Câmara Municipal, mediante parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado. § 1º Recebido o parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado sobre as contas, o Presidente o despacha- rá imediatamente à Comissão de Finanças e Orçamento para apreciação e determinará a sua publicação e a impressão de avulsos para distribuição aos Vereadores. § 2º Para discutir o parecer, cada Vereador disporá de 5 (cinco) minutos com aparte. 98 § 3º Concluindo o Plenário da Câmara pela rejeição parcial do parecer prévio do Tribunal de Contas, a Comissão elaborará 2 (dois) projetos de Decreto Legislativo, de que constem, especificamente, as partes apro- vadas e rejeitadas. § 4º Somente por deliberação de 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara, deixará de ser aprovado, total ou parcialmente, o parecer prévio emitido pelo Tribunal de Contas do Estado. § 5º Em todas as etapas do processo de julgamento das contas será observada a legislação em vigor, a Lei Orgânica do Tribunal de Contas e assegurada a ampla defesa, o contraditório, a publicidade e o despacho ou decisão motivados. Art. 303 Para apreciação das contas, a Câmara terá o prazo de 120 (cento e vinte) dias, contados do rece- bimento do parecer prévio do Tribunal de Contas, sobrestando-se a deliberação quanto as demais matérias, até que se ultime a votação. Art. 304 Concluído o julgamento das contas do exercício, o Presidente da Câmara enviará ao Tribunal de Contas, no prazo de 10 (dez) dias, cópia autenticada do Decreto Legislativo, votados, promulgados e publica- dos, bem como das atas das sessões em que o pronunciamento da Câmara se tiver verificado, com relação nominal dos Vereadores presentes e o resultado numérico da votação. § 1º Não havendo manifestação da Câmara no prazo de 120 (cento e vinte) dias, após o recebimento do pa- recer prévio, comprovado por aviso de recebimento, a Câmara Municipal encaminhará o processo ao Tribunal de Contas para adoção das medidas legais aplicáveis. § 2º As contas do Município ficarão, anualmente, durante 60 (sessenta) dias, após sua chegada à Câmara, à disposição de qualquer cidadão, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhe a legitimidade, nos termos da lei. CAPÍTULO III DA RESPONSABILIDADE DO PREFEITO Art. 305 O Prefeito e o Vice-Prefeito serão processados e julgados pela Câmara Municipal nas infrações po- lítico-administrativas definidas no artigo 75 da Lei Orgânica do Município, assegurados, dentre outros requisitos de validade, o contraditório, a publicidade, ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes e a decisão motivada, que se limitará a decretar a perda do mandato do Prefeito. § 1º Será admitida a denúncia por Vereador, por partido político e por qualquer munícipe eleitor, observado o disposto no inciso I do artigo 112. § 2º A denúncia será lida na primeira sessão subsequente ao seu recebimento, e despachada para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação. § 3º A Comissão a que alude o parágrafo anterior deverá emitir parecer no prazo de 10 (dez) dias, indicando se a denúncia deverá ser recebida ou não. § 4º O parecer da Comissão será lido pelo Plenário, na primeira reunião subsequente à sua conclusão. § 5º Lido o parecer, concluindo pelo recebimento ou não da denúncia, esta será incluída na Ordem do Dia da sessão ordinária subsequente, para discussão e votação em Plenário, na mesma sessão, não se admitindo vistas ou sobrestamento. § 6º A denúncia será recebida se for aprovada por 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara Municipal, constituindo-se, na mesma sessão, a Comissão Processante, composta por 3 (três) Vereadores, indicados por sorteio. § 7º A perda do mandato do Prefeito será aprovada por, pelo menos 2/3 (dois terços) dos membros da Câ- mara Municipal. § 8º Não participará das sessão do processo de julgamento, o Vereador denunciante. § 9º No caso do parágrafo anterior, será convocado o suplente para as sessões de julgamento. § 10 Se decorridos 90 (noventa) dias da acusação e o julgamento não estiver concluído, o processo será arquivado. 99 § 11 O Prefeito, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções. § 12 Serão observados outros procedimentos definidos em lei e neste Regimento. Art. 306 O Prefeito perderá o mandato, por extinção declarada pelo Presidente da Câmara Municipal, nos casos previstos no artigo 76 da lei Orgânica Municipal. CAPÍTULO IV DA CONVOCAÇÃO DOS SECRETÁRIOS MUNICIPAISE DOS TITULARES DE ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA OU INDIRETA Art. 307 Os Secretários Municipais, ou quaisquer titulares de Entidades da Administração Direta ou Indireta poderão ser convocados, a requerimento de qualquer Vereador, para prestarem, pessoalmente, esclarecimen- tos que lhes forem solicitados sobre matéria previamente determinada. § 1º O requerimento deverá indicar explicitamente o motivo da convocação, especificando os quesitos que serão propostos ao Secretário ou ao titular de entidade da Administração Direta ou Indireta. § 2º Aprovado o requerimento de convocação, o Presidente da Câmara expedirá o respectivo ofício ao Prefeito para que sejam estabelecidos o dia e a hora do comparecimento do Secretário Municipal ou titular de entidade da Administração Direta ou Indireta. Art. 308 O Secretário Municipal ou o titular de entidade da Administração Direta ou Indireta deverá atender à convocação da Câmara dentro do prazo improrrogável de 15 (quinze) dias, contados da data do recebimento do ofício. Art. 309 A Câmara, em sessão ordinária ou extraordinária, se reunirá em dia e hora previamente estabele- cidos, com o fim específico de ouvir o Secretário Municipal ou titular de entidade da Administração Direta ou Indireta sobre os motivos da convocação. Art. 310 Não havendo mais Vereadores inscritos para indagações relativas aos quesitos do instrumento de convocação o Secretário Municipal ou titular de entidade da Administração Direta ou Indireta convocado, obe- decidos aos mesmos critérios, será interpelado sobre outros assuntos relevantes que, por dever de ofício, seja obrigado a conhecer. TÍTULO XV DA REFORMA DO REGIMENTO INTERNO Art. 311 O Regimento Interno da Câmara somente poderá ser alterado, reformado ou substituído por meio de projeto de Resolução. Parágrafo único. Nenhuma alteração, reforma ou substituição do Regimento Interno da Câmara será dada por definitivamente aprovada sem que seja discutida e votada em 2 (dois) turnos, com interstício de 10 (dez) dias, em ambos, por maioria absoluta do Plenário. Art. 312 O projeto de Resolução que vise a alterar, reformar ou substituir o Regimento Interno somente será admitido quando proposto: I - por 1/3 (um terço), no mínimo, dos membros da Câmara; II - pela Mesa Diretora; III - pela Comissão Especial para este fim constituída. Art. 313 Sempre que se proceder à reforma ou substituição do Regimento Interno, a Mesa Diretora fará a consolidação e publicação de todas as alterações introduzidas no Regimento, antes de findar o biênio. 100 TÍTULO XVI DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. 314 A Mesa Diretora, na designação da legislatura pelo número de ordem, tomará por base a que se iniciou em 1947, marco inicial da Política Municipalista no Brasil, fixada pela Constituição da República de 1946. Art. 315 Todas as proposituras apresentadas em obediência às disposições regimentais anteriores terão a tramitação prevista neste Regimento. Art. 316 É vedado dar denominação de pessoas vivas às dependências ou edifícios da Câmara Municipal. Art. 317 Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogada as disposições em contrário. Viçosa, 28 de dezembro de 2016. Resolução 05/2023 - Altera a Resolução n° 014/2009, para dispor sobre a criação e extinção de cargos efetivos no âmbito da Câmara Municipal de Viçosa, nos termos que especifica RESOLUÇÃO Nº 005/2023 Altera a Resolução nº 014/2009, para dispor sobre a criação e extinção de cargos efetivos no âmbito da Câmara Municipal de Viçosa, nos termos que especifica. A Câmara Municipal de Viçosa aprova: Art. 1º A Resolução nº 014, de 23 de dezembro de 2009, passa a vigorar com as alterações previstas na presente Resolução. Art. 2º Ficam criados os seguintes cargos de natureza efetiva, a serem providos mediante concurso público: I – Comunicador Social; II – Contador; III – Analista de Tecnologia da Informação. Art. 3º Ficam criadas mais 10 (dez) vagas para o cargo de Agente Legislativo, consolidando-se o total em 16 (dezesseis) vagas. Art. 4º As atribuições do cargo de Agente Legislativo passam a ser as constantes do Anexo II desta Reso- lução. Art. 5º Fica extinto o cargo de Assistente Legislativo. Art. 6º Em decorrência das alterações promovidas pelos artigos anteriores, o Anexo I - Quadro de Cargos Efetivos e Anexo V - Descrição de Cargos passam a vigorar nos termos dos Anexos I e II da presente Resolu- ção. Parágrafo único - Os vencimentos dos cargos previstos nesta Resolução constam do Anexo III. Art. 7º Fica revogado o art. 28 da Resolução nº 14, de 23 de dezembro de 2009. Art. 8º São partes integrantes da presente Resolução os seguintes Anexos: I – Anexo I: Quadro de Cargos Efetivos; II – Anexo II: Descrição dos cargos efetivos; III – Anexo III: Tabela de Vencimentos. Art. 9º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 10. Revogam-se as disposições em contrário. Viçosa, 06 de novembro de 2023. 101 ANEXO I QUADRO DE CARGOS EFETIVOS CARGOS CÓDIGO NÍVEL QUANTIDADE DE VAGAS Agente Legislativo CPE 02 V 16 Analista de Tecnologia da Informação CPE 03 VII 01 Assistente de Documentação e Informação CPE 03 VII 01 Comunicador Social CPE 03 VII 01 Contador CPE 03 VII 01 Motorista CPE 01 IV 02 ANEXO II DESCRIÇÃO CARGOS EFETIVOS CARGO: AGENTE LEGISLATIVO SÚMULA: Executar serviços administrativos, efetuando levantamentos, cálculos, elaborando planilhas, qua- dros e relatórios, redigindo ofícios, contratos e outros documentos, fazer lançamentos de dados em sistemas de informação, realizar atendimento e recepção de pessoas, arquivar documentos, para atender as necessidades da área de sua atuação. ATRIBUIÇÕES: 01. Redigir ofícios, cartas, despachos e demais expedientes simples, digitá-los, segundo normas e rotinas estabelecidas. 02. Redigir portarias, minutas de projetos e editais, e demais atos administrativos, digitá-los, segundo orien- tações recebidas e modelos específicos. 03. Registrar, acompanhar e controlar a tramitação de documentos e fiscalizar o cumprimento das normas referentes ao protocolo seja em meio físico ou eletrônico. 04. Executar ou conferir a digitação de documentos redigidos e aprovados, encaminhando-os para assina- tura, se for o caso. 05. Agendar entrevistas ou reuniões assisti-las e elaborar as respectivas atas, quando solicitado. 06. Transmitir e encaminhar ordens e avisos. 07. Ler, selecionar, registrar e arquivar, quando for o caso, documentos e publicações de interesse da uni- dade administrativa em que exerce suas funções, em meio físico ou eletrônico. 08. Manter atualizado o arquivo de leis, decretos e outros atos normativos de interesse da unidade adminis- trativa onde exerce suas funções, segundo orientações da chefia imediata e rotinas estabelecidas. 09. Receber, classificar, guardar e conservar processos, livros e demais documentos, segundo normas e rotinas estabelecidas, em meio físico ou eletrônico. 10. Providenciar as reposições de materiais de escritório e de formulários necessários à unidade adminis- trativa em que exerce suas funções, orientando e controlando os registros pertinentes às movimentações do estoque. 11. Receber o material dos fornecedores e conferir com os documentos de entrega, as especificações dos mesmos, bem como sua qualidade e quantidade e tomar as providências necessárias a regularizar as irregula- ridades verificadas, segundo normas e rotinas estabelecidas. 12. Fazer a escrituração dos controles de material e manter os controles de estoque e emitir relatórios sobre consumo de materiais, segundo normas e rotinas estabelecidas. 102 13. Emitir a relação de estoques para inventário de materiais, segundo normas e rotinas estabelecidas. 14. Registrar, digitar ou conferir o registro das ocorrências funcionais de servidores, segundo normas e ro- tinas estabelecidas. 15. Fazer cálculo e operações de caráter financeiro, preparando planilhas e digitando-as, de acordo com as orientações do superior imediato. 16. Auxiliar no levantamentode dados para elaboração orçamentária, segundo orientação e demanda es- pecífica. 17. Auxiliar nas tarefas relativas ao controle orçamentário. 18. Prestar auxílio logístico aos Vereadores, quando do desempenho das atividades de seus mandatos. 19. Auxiliar os trabalhos de reuniões e sessões do Plenário. 20. Executar as tarefas da rotina administrativa em quaisquer órgãos da Câmara Municipal. 21. Recepcionar pessoas e encaminhá-las aos setores competentes. 22. Receber mercadorias e correspondências e encaminhá-las aos setores competentes. 23. Auxiliar na elaboração projetos e na elaboração de pareceres e realizar pesquisas sobre um ou mais aspectos dos diversos setores da administração geral. 24. Participar ou desenvolver estudos, levantamentos, planejamentos e implantação de serviços e rotinas de trabalho. 25. Examinar a exatidão de documentos, conferindo, efetuando registros, observando prazos, datas, po- sições financeiras, informando sobre o andamento de assuntos pendentes e, quando autorizado pela chefia, adotar providências de interesse da organização. 26. Redigir, digitar ou verificar a redação de minutas de documentos legais, correspondências, relatórios e pareceres que exijam pesquisas específicas. 27. Zelar pela guarda e conservação do material de trabalho. 28. Atender às normas de segurança e higiene do trabalho. 29. Executar outras atividades similares por demanda de seu chefe imediato. CARGA HORÁRIA: 40 horas/semanais ESCOLARIDADE: Ensino Médio completo FORMA DE RECRUTAMENTO: Concurso público CARGO: ASSISTENTE DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO SÚMULA: Executar atividades de organização e conservação de toda documentação produzida pelos di- versos setores da Câmara Municipal, de forma a facilitar o acesso quando necessário, cadastrando cada docu- mento de acordo com sua origem e destinação. ATRIBUIÇÕES: 01. Realizar atividades de organização e conservação dos documentos do arquivo permanente 02. Promover a higienização dos documentos através da limpeza das folhas, uma após, outra por meio de trinchas macias, visando a retirada de toda a sujidade presente na superfície do papel e extrair todos os corpos estranhos ao documento, que aceleram o processo de degradação (clipes, grampos, etc...). 03. Planificar possíveis Dobras e orelhas constantes nos documentos. 04. Realizar diagnóstico de Conservação Preventiva, através de ficha própria que identifique o tipo de documento, características do papel, técnica de montagem, encadernação, estado de conservação principais deteriorações sofridas e recomendações Para o tratamento de conservação. 103 05. Realizar tratamento de Conservação, promovendo pequenos reparos como rasgos; em caso de neces- sidade, providenciar nova costura e reestruturação. 06. Arquivar em locais adequados e, se necessário, envolver os documentos em material alcalino. 07. Executar outras atividades similares por demanda de seu chefe imediato. 08. Recepcionar e orientar visitantes em pesquisas e projetos referentes ao acervo documental. 09. Atualizar informações na página eletrônica referente à documentação do legislativo, somente após da aprovação da Diretoria Geral. CARGA HORÁRIA: 40 horas/semanais ESCOLARIDADE: Curso Superior História ou Biblioteconomia RECRUTAMENTO: Concurso público CARGO: ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO SÚMULA: Executar atividades de planejamento, supervisão, coordenação e controle dos recursos de tec- nologia da informação relativos ao funcionamento da Câmara Municipal de Viçosa. ATRIBUIÇÕES: 01. Executar análises para desenvolvimento, implantação e suporte a sistemas de informação e a soluções tecnológicas específicas. 02. Especificar e apoiar a formulação e o acompanhamento das políticas de planejamento relativas aos recursos de tecnologia da informação. 03. Especificar, supervisionar e acompanhar as atividades de desenvolvimento, manutenção, integração e monitoramento do desempenho dos aplicativos de tecnologia da informação. 04. Gerenciar a disseminação, a integração e o controle de qualidade dos dados. 05. Organizar, manter e controlar o armazenamento, a administração e o acesso às bases de dados da informática da Câmara Municipal. 06. Desenvolver, implementar, executar e supervisionar atividades relacionadas aos processos de configu- ração, segurança, conectividade, serviços compartilhados e adequações da infraestrutura da informática da Câmara Municipal. 07. Executar ações necessárias à gestão da segurança da informação dos órgãos da Câmara Municipal. 08. Executar ações necessárias à governança de tecnologia da informação dos órgãos e setores da Câmara Municipal. 09. Elaborar Termo de Referência e Estudo Técnico Preliminar em processos de licitação para a aquisição de equipamentos de informática ou contratação de serviços de tecnologia da informação. 11. Executar a Política de Rede, Segurança da Informação, Acesso à Internet e Uso de E-mail no âmbito da Câmara Municipal. 12. Promover ações necessárias para definição da propriedade das informações, para adequação e manu- tenção da segurança das informações. 13. Definir padrões para homologação dos recursos e tratamento das informações. 14. Adotar procedimentos para prevenir e contornar incidentes de informações. 15. Controlar o acesso e a utilização da rede de computadores e banco de dados da Câmara Municipal de Viçosa. 16. Emitir parecer técnico para a aquisição de produtos e serviços relacionados à Tecnologia da Informação e à rede de dados da Câmara Municipal de Viçosa. 104 17. Garantir a padronização e a compatibilidade dos equipamentos de informática e softwares da Câmara Municipal de Viçosa. 18. Definir e atualizar as especificações técnicas padrão, para aquisição de equipamentos de informática a serem acrescentados à rede de dados da Câmara Municipal de Viçosa e de softwares a serem instalados. 19. Buscar alternativas que minimizem ou eliminem os custos de aquisição de softwares, sem prejuízo da utilidade ao usuário. 20. Emitir parecer técnico prévio sobre eventual alteração da configuração original de hardware dos equipa- mentos da Câmara Municipal de Viçosa. 21. Emitir parecer técnico prévio sobre todo software a ser instalado nos equipamentos de informática da Câmara Municipal de Viçosa. 22. Criar e gerenciar as contas de e-mail oficial dos servidores e vereadores solicitantes. 23. Coordenar a implantação e manutenção dos vários sistemas e bancos de dados de ordem administrati- va, financeira, contábil e de gestão de gabinete e departamentos. 24. Analisar soluções em infraestrutura tecnológica disponível ou a serem disponibilizadas à Câmara Muni- cipal de Viçosa, avaliando sua adequação e garantindo sua funcionalidade. 25. Planejar, avaliar e coordenar estudos sobre a utilização de novas tecnologias de informação, acompa- nhando sua implantação. 26. Promover, a execução ou o controle da execução dos serviços de processamento ou de transcrição de dados, desenvolvimento e manutenção de sistemas, redes de dados, telecomunicações, publicação de sites oficiais, equipamentos e demais instalações da rede de informática. 27. Zelar pela integridade da rede e da base de dados da Câmara Municipal de Viçosa. 28. Monitorar o desempenho e a disponibilidade da rede, tomando medidas de correção e otimização. 29. Coordenar o desenvolvimento das atividades referentes às áreas de apoio ao usuário de informática, sistemas de informação e suporte técnico em informática, estabelecendo diretrizes de trabalho. 30. Providenciar os reparos e consertos dos equipamentos e softwares. 31. Propor e coordenar cursos e treinamentos necessários ao aprimoramento dos usuários e dos sistemas. 32. Zelar pela ordem e limpeza do local de trabalho, material, ferramentas, máquinas e equipamentos utili- zados na sua atividade, solicitando a remoção, substituição e reparo de peças e equipamentos por assistência técnica especializada, se necessário. 33. Executar tratamento e descarte de resíduos de matérias provenientes de seu local dea revere se retratar, se for o caso, da decisão de rejeitar as contas de prefeito, votadas em desconformidade com a Lei. (Redaação dada pela Emen- da à Lei Orgânica nº 1/1996) e)O Prefeito será convidado pela Câmara Municipal para, se quiser, no prazo de 10 (dez) dias, apresentar, por escrito, justificativa e juntar documentos da prestação de suas contas, que por ventura tenham sido rejeita- das pelo tribunal de contras. (Redaação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/1996) VIII - fixar, em conformidade com os arts. 37, XI, 150, II, 153, lll e § 2º, I da Constituição Federal, em cada legislatura para a subseqüente, a remuneração do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores; IX - criar comissões especiais de inquérito, sobre fato determinado que se inclua na competência municipal, sempre que o requerer pelo menos um terço de seus membros; X - solicitar informações ao Prefeito sobre assuntos referentes à administração; XI - convocar o prefeito e os Secretários Municipais para prestarem informações ou esclarecimentos sobre matéria de sua competência, aprazando dia e hora para o comparecimento; XII - autorizar a realização de empréstimo, operação ou acordo externo de qualquer natureza, de interesse do Município; XIII - aprovar convênio, acordo ou qualquer outro instrumento celebrado pelo Município; XIV - autorizar referendo e plebiscito; XV - julgar o Prefeito, o Vice-Prefeito e os Vereadores, nos casos previstos era lei; XVI - Decidir sobre a perda do mandato de Vereador, por voto nominal e maioria absoluta nas hipóteses pre- vistas nos incisos I, II e VI do art. 33, mediante provocação da Mesa Diretora ou de partido político representado na Câmara. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2013) XVII - suspender, no todo ou em parte, a execução de lei ou ato normativo municipal declarado, incidental- mente, inconstitucional, por decisão definitiva do Tribunal de Justiça, quando a decisão de inconstitucionalidade for limitada ao texto da Constituição do Estado. § 1º A Câmara Municipal delibera, mediante resolução, sobre assuntos de sua economia interna e, nos de- mais casos de sua competência privativa, por meio de decreto legislativo. § 2º É fixado em quinze dias, prorrogável por igual período, desde que solicitado e devidamente justificado, o prazo para que os responsáveis pelos órgãos da administração direta e indireta prestem as informações e encaminhem os documentos requisitados pelo Poder Legislativo,na forma do disposto na presente Lei. § 3º O não-atendimento do prazo estipulado no parágrafo anterior faculta ao Presidente da Câmara solicitar, na conformidade da legislação federal, a intervenção do Poder Judiciário para fazer cumprir a legislação. 9 Art. 27 Cabe ainda à Câmara conceder títulos honorários a pessoas que, reconhecidamente, tenham pres- tado serviços ao Município, mediante decreto legislativo, aprovado pelo voto de, no mínimo, dois terços de seus membros. SEÇÃO II DOS VEREADORES Art. 28 No primeiro ano de cada legislatura, no dia 1º de janeiro, às 16 horas, no recinto da Câmara Muni- cipal, em sessão solene de instalação, independentemente do número, sob a presidência do Vereador mais votado dentre os presentes, os Vereadores prestarão compromisso e tomarão posse, proferindo o seguinte juramento: “Prometo cumprir dignamente o mandato a mim confiado, guardar as Constituições Federal e Esta- dual, a Lei Orgânica Municipal e as leis, trabalhando pelo engrandecimento deste Município”. § 1º O Vereador que não tomar posse, na sessão prevista neste artigo, deverá fazê-lo no prazo de quinze dias, sob pena de perda do mandato, salvo motivo justo aceito pela Câmara. § 2º No ato da posse, os Vereadores deverão desincompatibilizar-se e fazer declaração de seus bens, en- tregando-a ao setor competente da Câmara Municipal, no prazo máximo de trinta dias, a qual será arquivada. Ao término do mandato, deverá ser atualizada a declaração, sob pena de impedimento para o exercício de qualquer outro cargo no Município e sob pena de responsabilidade. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgâ- nica nº 1/2017) Art. 29 O mandato de Vereador será remunerado, na forma fixada pela Câmara Municipal, em cada legisla- tura para a subseqüente. § 1º A remuneração será automaticamente corrigida na mesma data e nos mesmos índices da revisão geral da remuneração dos servidores municipais. § 2º Na hipótese de a Câmara deixar de exercer a competência de que trata este artigo, ficarão mantidos, na legislatura subseqüente, os valores da remuneração vigente em dezembro do último exercício da legislatura anterior, admitida apenas a correção monetária. Art. 30 O Vereador poderá licenciar-se somente: I - por moléstia devidamente comprovada ou em licença-gestante; II - para desempenhar missões temporárias de caráter cultural ou de interesse do Município; III - para tratar de interesse particular, por prazo determinado, nunca inferior a trinta dias, nem superior a cento e vinte dias, sem remuneração, não podendo reassumir o exercício do mandato antes do término da licença. Parágrafo Único - Para fins de remuneração considerar-se-á como em exercício o Vereador licenciado nos termos dos incisos I e II. Art. 31 Os Vereadores gozam de inviolabilidade por suas opiniões, palavras e votos no exercício do manda- to, na circunscrição do Município. Art. 32 Os vereadores não poderão: I - desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com o Município, com suas autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista ou com suas empresas concessionárias de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes; b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis “ad nutum” nas entidades constantes da alínea anterior, salvo mediante aprovação em concurso público, caso em que, após a investidura, ficarão automaticamente licenciados, sem vencimentos; II - desde a posse: a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público municipal, ou nela exercer função remunerada; 10 b) ocupar cargo ou função e que sejam demissíveis “ad nutum”, nas entidades referidas no inciso I, a; c) patrocinar causas em que seja interessada qualquer das atividades a que se refere o inciso I, a; d) ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo. Art. 33 Perderá o mandato o vereador: I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior; II - cujo procedimento for declarado incompatível como decoro parlamentar ou atentatório às instituições vigentes; III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, pelo menos à terça parte das sessões ordinárias da Casa, salvo em licença ou missão por esta autorizada; IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; V - que fixar residência fora do Município; VI - que sofrer condenação criminal em sentença definitiva e irrecorrível; VII - que não tomar posse nas condições estabelecidas nesta Lei. § 1º É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no Regimento Interno, o abuso das prerrogativas asseguradas a membro da Câmara Municipal ou a percepção de vantagens indevidas. § 2º Nos casos dos incisos I, II e V, a perda do mandato será decidida pela Câmara Municipal por voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da Mesa ou de partido político representado na Câmara, as- segurada ampla defesa. § 3º Nos casos previstos nos incisos II, IV, VI e VII, a perda será declarada pela Mesa da Câmara, de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus Vereadores ou de partido político representado na Câmara, as- segurada ampla defesa. Art. 34 Não Perderá o mandato o vereador: I - investido no cargo de Secretário ou Procurador Municipal; II - licenciado para desempenhar missões temporárias de caráter cultural ou de interesse geral do Município. Parágrafo Único - Na hipótese do inciso I, o Vereadortrabalho. 34. Efetuar exames periódicos nas instalações da Câmara Municipal de Viçosa, executando as manuten- ções corretivas e preventivas. 35. Solicitar orçamento de serviços ou a compra de materiais para reposição do estoque ou novas tarefas, notificando o superior, detalhando o serviço a ser executado e aguardar aprovação. 36. Registrar o trabalho realizado e o consumo, para controle do superior. 37. Propor soluções técnicas para conclusão de casos que exijam tratamento diferenciado. 38. Zelar pela segurança individual e coletiva, utilizando equipamentos de proteção apropriados, quando da execução dos serviços. 39. Executar outras tarefas de mesma natureza e nível de complexidade associadas ao ambiente organi- zacional. CARGA HORÁRIA: 40 horas/semanais ESCOLARIDADE: Curso Superior em Tecnologia da Informação, Sistemas de informação, Ciência da Com- putação ou Engenharia da Computação, e registro no órgão de classe competente. FORMA DE RECRUTAMENTO: Concurso público 105 CARGO: COMUNICADOR SOCIAL SÚMULA: Recolher, redigir, registrar através de imagens e de sons, interpretar e organizar informações e notícias a serem difundidas, expondo, analisando e comentando os acontecimentos. Fazer seleção, revisão e preparo definitivo das matérias jornalísticas a serem divulgadas nos meios de comunicação. Desenvolver pro- paganda e promoções. Implantar ações de relações públicas, planejar e executar cerimonial e assessoria de imprensa. ATRIBUIÇÕES: 01. Coletar os assuntos a serem elaborados, escrever matérias especiais, comentários sobre os fatos e suas causas, resultados e possíveis consequências. 02. Selecionar, revisar, preparar e distribuir materiais para publicação. 03. Elaborar e fornecer, aos veículos de comunicação externos, informações e esclarecimentos sobre as- suntos relativos à Câmara Municipal de Viçosa. 04. Confeccionar expediente de comunicação interno. 05. Acompanhar diariamente a divulgação, em veículos de comunicação externos, de notícias relacionadas à Câmara Municipal. 06. Organizar e manter atualizado arquivo de matérias jornalísticas de interesse da Câmara, bem como de documentos oficiais para divulgação externa. 07. Manter atualizadas informações sobre a Câmara Municipal em página na internet. 08. Efetuar a cobertura jornalística de eventos internos e externos da Câmara Municipal. 09. Redigir, digitar e conferir expedientes diversos e executar outras atividades de mesma natureza e grau de complexidade. 10. Realizar a comunicação entre a Câmara Municipal e a população, pelos diversos meios cabíveis. 11. Produzir textos jornalísticos. 12. Fotografar e gravar imagens jornalísticas. 13. Auxiliar os Vereadores na elaboração e revisão de discursos e outros textos relacionados à atuação parlamentar. 14. Elaborar roteiros a partir de sinopse definindo o texto final a ser narrado, sugerindo imagens e ambien- tes. 15. Desempenhar tarefas administrativas inerentes à função. 16. Executar tarefas pertinentes à área de atuação, utilizando-se de equipamentos e programas de infor- mática. 17. Executar outras tarefas compatíveis com as exigências para o exercício da função ou para o exercício da sua profissão. CARGA HORÁRIA: 40 horas/semanais ESCOLARIDADE: Curso Superior em Comunicação Social ou Jornalismo com habilitação em Comunica- ção Social e registro no órgão de classe competente. RECRUTAMENTO: Concurso Público. CARGO: CONTADOR SÚMULA: Organizar e dirigir os trabalhos inerentes à contabilidade da Câmara Municipal de Viçosa, pla- nejando, supervisionando, orientando sua execução e participando dos mesmos, de acordo com as exigências legais e orçamentárias e ao controle da situação patrimonial, econômica e financeira. ATRIBUIÇÕES: 106 01. Realizar atividades relativas à área contábil da administração pública. 02. Planejar e executar os orçamentos da Câmara Municipal e demais planos estratégicos determinados em lei, além das prestações de contas ao Tribunal de Contas do Estado e à Secretaria do Tesouro Nacional, seguindo as orientações do superior hierárquico responsável. 03. Registrar atos e fatos contábeis. 04. Atualizar o plano de contas de acordo com as disposições dos órgãos de controle. 05. Definir a classificação de receitas e despesas, seguindo as orientações do superior hierárquico respon- sável. 06. Assinar, como responsável técnico, todos os documentos de natureza contábil gerados pela área de contabilidade. 07. Elaborar rotinas e normas técnicas de contabilidade. 08. Orientar e supervisionar a escrituração dos atos e fatos contábeis. 09. Elaborar balancetes, balanços e demonstrações contábeis e financeiras de forma analítica e sintética. 10. Proceder à incorporação e consolidação de balanços. 11. Realizar a avaliação contábil de balanços. 12. Auditar processos de realização de despesas em todas as suas etapas, ou seja, reserva orçamentária, empenho, liquidação e pagamento; 13. Avaliar acervos patrimoniais e verificar haveres e obrigações para quaisquer finalidades. 16. Assinar perante o Tribunal de Contas como o contador responsável pela contabilidade da Câmara Mu- nicipal. 17. Zelar pela pontualidade e cumprimento dos prazos das prestações de contas mensais, bimestrais, tri- mestrais, quadrimestrais e semestrais, quando for o caso, e fechamento dos balanços da Câmara Municipal. 18. Participar das audiências públicas referentes ao processo orçamentário e sobre o RREO e RGF. 19. Controlar os índices de gastos previstos na Constituição Federal e legislações diversas. 20. Controlar e acompanhar a execução orçamentária. 21. Participar da elaboração da proposta orçamentária. 22. Auditar as conciliações de contas contábeis; 23. Definir os parâmetros para elaboração e manutenção dos sistemas de execução orçamentária, contábil, financeira, patrimonial e de controle interno. 24. Elaborar relatórios sobre a gestão orçamentária, financeira, e patrimonial. 25. Controlar o inventário contábil dos bens permanentes e de consumo. 26. Elaborar e avaliar os relatórios e demonstrativos bimestrais, trimestrais, quadrimestrais, semestrais e anuais exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. 27. Analisar e executar a incidência de tributos, contribuições e demais retenções. 28. Organizar os serviços contábeis quanto ao planejamento, estrutura, estabelecimento de fluxogramas e cronogramas. 29. Estudar e projetar cenários orçamentários e financeiros para subsidiar tomadas de decisão. 30. Elaborar relatórios gerenciais. 31. Registrar e contabilizar as folhas de pagamento, bem como provisionar os haveres e passivos financei- ros. 32. Orientar e dar suporte técnico quanto aos aspectos orçamentários, financeiros e contábeis. 33. Executar serviços gerais de expediente ligados à área contábil, orçamentária e financeira; 107 34. Emitir parecer sobre as variações orçamentárias e patrimoniais. 35. Avaliar o cumprimento das metas fiscais. 36. Avaliar e controlar o resultado das aplicações financeiras dos recursos públicos; 37. Elaborar pareceres quanto à regularidade de prestações de contas; 38. Executar outras tarefas compatíveis com as exigências para o exercício da função ou para o exercício da sua profissão. CARGA HORÁRIA: 40 horas/semanais ESCOLARIDADE: Curso superior em Ciências Contábeis e registro no Conselho Regional de Contabilidade de Minas Gerais. RECRUTAMENTO: Concurso público. CARGO: MOTORISTA SÚMULA: Conduzir veículos automotores com segurança e eficiência, transportando passageiros e/ou car- gas, conforme as diretrizes e regulamentações estabelecidas pelo órgão competente. ATRIBUIÇÕES: 1. Conduzir veículos automotores destinados ao transporte de passageiros, respeitando o código Nacional de Trânsito. 2. Recolher o veículo na garagem ou local destinado quando concluída a jornada do dia, comunicando qual- quer defeito por ventura existente. 3. Manter o veículo em perfeitas condições de funcionamento. 4. Manter o veículo limpo e proceder a lavação e limpeza externa e interna do mesmo. 5. Fazerreparos de emergência; encarregar-se de transporte e entrega de correspondência que lhe for confiada. 6. Auxiliar no controle de quilometragem e de gasto de combustível. 7. Promover o abastecimento de combustíveis, água e óleo. 8. Verificar o funcionamento do sistema elétrico, lâmpadas, faróis, sinaleiras, buzinas e indicadores de dire- ção e de velocidade; providenciar a lubrificação quando indicada. 9. Verificar o grau de densidade e nível de água da bateria, bem como a calibração dos pneus. 10. Arcar com o pagamento das infrações de trânsito cometidas durante a condução do veículo sob sua responsabilidade. 11. Executar tarefas afins. CARGA HORÁRIA: 40 horas/semanais ESCOLARIDADE: Ensino Fundamental Completo e possuir carteira de habilitação categoria D no ato da posse. RECRUTAMENTO: Concurso Público. 108 Resolução 006/2023 - Estabelece a estrutura organizacional administrativa da Câmara Municipal de Viçosa, estado de Minas Gerais RESOLUÇÃO Nº 06/2023 Estabelece a estrutura organizacional administrativa da Câmara Municipal de Viçosa, estado de Minas Ge- rais. A Câmara Municipal de Viçosa aprova: Art. 1º Esta Resolução estabelece a estrutura organizacional administrativa da Câmara Municipal de Viçosa, estado de Minas Gerais. Art. 2º A estrutura básica e as competências dos órgãos da Câmara Municipal de Viçosa são as definidas nesta Resolução, constituindo-se de órgãos, sem personalidade jurídica, e compreende: I - Diretoria Geral Legislativa; II - Órgãos vinculados à Diretoria Geral Legislativa; III - Órgãos de assessoramento. § 1º A Diretoria Geral Legislativa é o órgão de direção das diretrizes governamentais e do Plano Plurianual de Ação Governamental - PPAG, cujo titular exerce função de confiança delegada pelo Presidente, nos termos do art. 37, V, da Constituição Federal. § 2º Os órgãos vinculados à Diretoria, que se classificam em Departamento, Seção e Setor, são órgãos de chefia das ações previstas nas diretrizes governamentais e do Plano Plurianual de Ação Governamental - PPAG, cujos titulares exercem função de confiança delegada pelo Presidente, nos termos do art. 37, V, da Constituição Federal. § 3º As Assessorias exercem função de confiança de assessoramento técnico do Presidente e dos Verea- dores na tomada de decisões, nos termos do art. 37, V, da Constituição Federal. Art. 3º O Diretor Geral Legislativo, os Chefes de Departamento, de Seção e de Setor e os Assessores exer- cem função de confiança delegada pelo Presidente e respondem civil, administrativa e criminalmente, por seu atos. Art. 4º À Diretoria Geral Legislativa corresponde um cargo de Diretor Geral Legislativo, de livre nomeação e exoneração pelo Presidente, recrutado, restritamente, entre servidores efetivos, que será o titular do órgão e responsável pela execução de suas atribuições previstas no Anexo II desta Resolução. Art. 5º A cada Departamento, Seção ou Setor previstos nesta Resolução corresponde um cargo de Chefe, que será o titular do órgão e responsável pela execução de suas atribuições previstas no Anexo II desta Reso- lução. Art. 6º A cada Assessoria prevista nesta Resolução corresponde um cargo de Assessor, que será o titular do órgão e responsável pela execução de suas atribuições previstas no Anexo II desta Resolução. Art. 7º Todos os cargos se subordinam diretamente ao Presidente e são de sua livre nomeação e exonera- ção. Parágrafo único. Os cargos de livre nomeação e exoneração poderão ser de recrutamento amplo ou de recrutamento restrito entre servidores efetivos da Câmara Municipal de Viçosa, conforme previsto no artigo 9º desta Resolução. Art. 8º A estrutura administrativa da Câmara Municipal de Viçosa é composta dos seguintes órgãos: I - Diretoria Geral Legislativa; II - Controladoria Interna Legislativa; III - Assessoria de Relações Institucionais e Ouvidoria; IV - Assessoria de Comunicação Legislativa; 109 V - Chefia de Gabinete da Presidência; VI - Departamento Legislativo; VII - Departamento de Coordenação Jurídico-Administrativa; VIII - Coordenadoria Pedagógica; IX - Seção de Materiais; X - Seção de Patrimônio; XI - Seção de Gestão de Pessoal; XII - Seção de Compras; XIII - Seção de Contabilidade; XIV - Seção de Gestão de Contratos; XV - Seção de Tesouraria; XVI - Setor de Gestão Predial; XVII - Setor de Gestão Legislativa. § 1º O organograma da estrutura organizacional administrativa da Câmara Municipal de Viçosa está previsto no Anexo I desta Resolução; § 2º As atribuições e forma de recrutamento dos cargos previstos nesta Resolução constam do Anexo II. § 3º Os vencimentos dos cargos previstos nesta Resolução constam do Anexo III. § 4º Todos os cargos previstos nesta Resolução são de jornada de 40 (quarenta) horas semanais. Art. 9º Os cargos de Diretor Geral Legislativo, Controlador Interno Legislativo, Chefe da Seção de Gestão de Pessoal e Chefe da Seção de Tesouraria são de recrutamento restrito entre os servidores efetivos da Câmara Municipal que possuam formação de nível superior, preferencialmente, nos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Direito, Economia ou afins. Art. 10. Fica instituída a Comissão de Avaliação de Pessoal e Prestadores de Serviços Técnicos - CAPPT, composta de 5 (cinco) servidores efetivos aprovados no estágio probatório e que possuam formação de nível superior, à qual compete: I - avaliar e emitir parecer prévio às nomeações e exonerações de servidores de cargos comissionados de natureza técnica, conforme previsto no art. 11 desta Resolução; II - rejeitar, mediante deliberação unânime de seus membros, a nomeação ou exoneração de cargos comis- sionados de natureza técnica, conforme previsto no art. 11 desta Resolução; III - avaliar e emitir parecer prévio às contratações diretas de prestadores de serviços de natureza técnica, bem como suas prorrogações, conforme previsto no inciso III do art. 74 da Lei nº 14.133/2021; IV - rejeitar, mediante deliberação unânime de seus membros, as contratações diretas de prestadores de serviços de natureza técnica, bem como suas prorrogações, conforme previsto no inciso III do art. 74 da Lei nº 14.133/2021; V - realizar a avaliação de desempenho dos servidores comissionados de natureza técnica e dos prestado- res de serviços de natureza técnica; VI - levar ao conhecimento do Presidente da Câmara, mediante relatório fundamentado e conclusivo, os resultados das avaliações de desempenho e indicar as providências cabíveis; VII - editar as normas com critérios objetivos da avaliação de desempenho. § 1º A Comissão de Avaliação de Pessoal e Prestadores de Serviços Técnicos - CAPPT será nomeada por ato da Mesa Diretora que deverá ter aprovação de, no mínimo, maioria simples de seus membros e terá man- dato de 3 (três) anos, podendo os seus membros serem reconduzidos sucessivamente. 110 § 2º A rejeição de indicação para nomeação ou contratação prevista nos incisos II e IV deste artigo deverá ser feita mediante parecer fundamentado que demonstre a não comprovação de qualificação técnica para o exercício das atividades previstas no parágrafo único do art. 11. § 3º Para a verificação da qualificação técnica do indicado ao cargo ou do proponente ao contrato, a CAPPT terá amplos poderes para realizar entrevistas e requisitar documentos relativos à formação acadêmica do inte- ressado. § 4º As exonerações fundamentadas em justa causa, mediante regular processo de sindicância, não ficam sujeitas à deliberação da CAPPT. Art. 11. Para fins do art. 10 desta Resolução, consideram-se cargos comissionados de natureza técnica: I - Diretoria Geral Legislativa; II - Controladoria Interna Legislativa; III - Assessoria de Relações Institucionais e Ouvidoria; IV - Assessoria de Comunicação Legislativa; V - Departamento Legislativo; VI - Departamento de Coordenação Jurídico-Administrativa; VII - Seção de Materiais; VIII - Seção de Patrimônio; IX - Seção de Gestão de Pessoal; X - Seção de Compras; XI - Seção de Contabilidade; XII - Seção deGestão de Contratos; XIII - Seção de Tesouraria; XIV - Setor de Gestão Predial. Parágrafo único. Consideram-se cargos comissionados de natureza técnica aqueles que exercem delega- ção de função que envolve responsabilidades específicas relacionadas a conhecimentos e habilidades técnicas especializadas como titulares de órgãos da estrutura administrativa da Câmara Municipal, em especial: I - competência técnica para exercer a função; II - tomada de decisões especializadas; III - liderança técnica; IV - aconselhamento ao Presidente em temas de suas respectivas áreas. Art. 12. As eventuais futuras alterações na estrutura organizacional administrativa da Câmara Municipal instituída por esta Resolução somente poderão ocorrer em estrita observância aos seguintes requisitos: I - destinar-se a cargos apenas de atribuições de direção, chefia e assessoramento, conforme previsto no art. 37, V, da Constituição Federal; II - respeitar a tese fixada pelo Supremo Tribunal Federal no Tema de Repercussão Geral nº 1010 (RE 1041210). III - estar em consonância com o Termo de Acordo de Negociação celebrado com o Ministério Público Estadual, por meio da Coordenadoria de Controle de Constitucionalidade, nos autos do processo SEI nº 19.16.2122.0074651/2022-57 / Procedimento Administrativo de Controle de Constitucionalidade nº MPMG- 0024.22.009518-6. Art. 13. Constituem Anexos desta Resolução: I - Anexo I: Organograma; II - Anexo II: Descrição de cargos comissionados; 111 III - Anexo III: Tabela de vencimentos dos cargos comissionados. Art. 14. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 15. Revogam-se as disposições em contrário, em especial a Resolução nº 13/2009 e suas alterações posteriores. Viçosa, 06 de novembro de 2023. ANEXO II DESCRIÇÃO DE CARGOS COMISSIONADOS DA CÂMARA MUNICIPAL DE VIÇOSA CARGO: ASSESSOR DE COMUNICAÇÃO SOCIAL LEGISLATIVO ATRIBUIÇÕES: I - Coordenar, planejar, promover e avaliar a política de comunicação social da Câmara Municipal; II - Assessorar o Presidente da Câmara Municipal, os Vereadores e demais unidades organizacionais, em matéria de comunicação social; III - Desenvolver e implementar o planejamento de comunicação institucional interna e externa; IV - Planejar, promover, orientar e avaliar as atividades relativas à gestão dos projetos e serviços de comu- nicação social; V - Planejar, coordenar, orientar, executar e avaliar as atividades relacionadas ao cerimonial institucional; VI - Planejar, coordenar, controlar, executar e avaliar as atividades relativas à assessoria de imprensa e à produção de conteúdos jornalísticos; VII - Planejar, coordenar, orientar, executar e avaliar as atividades de publicidade e propaganda institucio- nais no âmbito da Câmara Municipal; VIII - Promover a criação de materiais de comunicação, como artigos, discursos e posts para redes sociais, boletins informativos, vídeos institucionais e outros gêneros multimídias. IX - Coordenar a organização de eventos oficiais da Câmara Municipal, como coletivas de imprensa, audi- ências públicas e sessões legislativas; X - Monitorar a cobertura da mídia sobre a Câmara Municipal e analisar o impacto das estratégias de comu- nicação implementadas; XI - Executar tarefas afins. REQUISITOS: - Recrutamento amplo - Formação em curso de nível superior de Jornalismo ou Comunicação Social - Registro no órgão de classe competente - Carga horária de 40horas/semanais. CARGO: ASSESSOR DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS E OUVIDORIA ATRIBUIÇÕES: I - Assessorar o Presidente da Câmara no relacionamento da Câmara Municipal com instituições públicas e privadas; II - Assessorar o Presidente e demais vereadores na interlocução com outras instituições públicas e priva- das e autoridades de outras esferas de Poder, prestando-lhes informações estratégicas para as ações a serem desenvolvidas; III - Planejar as estratégias para estabelecer parcerias em programas de sustentabilidade e responsabilida- de social que envolvam a Câmara Municipal; 112 IV - Planejar e orientar a implementação de um fluxo regular de informações da rede de relacionamentos institucionais, propiciando suporte para a tomada de decisões; V - Planejar e orientar a implementação de uma rede de relacionamentos institucionais da Câmara Municipal para dar mais potência, organicidade e capilaridade às ações; VI - Promover a comunicação entre a Câmara Municipal e demais entes governamentais e os cidadãos; VII - Exercer as funções como responsável pela Ouvidoria da Câmara Municipal. REQUISITOS: - Recrutamento amplo - Formação em curso de nível superior em qualquer área - Carga horária de 40horas/semanais. CARGO: CHEFE DA SEÇÃO DE COMPRAS ATRIBUIÇÕES: I - Exercer, por delegação e confiança do Presidente da Câmara, a chefia da Seção de Compras; II - Exercer a direção dos trabalhos relacionados às compras de suprimentos, materiais, contratação de serviços e locação de bens necessários às atividades da Câmara Municipal; III - Orientar e supervisionar as atividades de compras de materiais, contratação de serviços e locação de bens da Câmara Municipal; IV - Planejar e implementar a programação das licitações nos termos da legislação vigente; V - Orientar e supervisionar a equipe responsável pelas compras e contratação de serviços na Câmara Mu- nicipal, garantindo a eficiência e a eficácia das operações; VI - Instituir normas e supervisionar políticas e procedimentos de compras para garantir transparência, ade- quação legal, e obtenção dos melhores preços e condições para a aquisição de bens e serviços em conformi- dade com as cláusulas contratuais estabelecidas em conjunto com o órgão requisitante; VII - Colaborar com os demais órgãos da Câmara Municipal para entender suas necessidades de compras e desenvolver um plano estratégico de aquisições, observando as normas legais; VIII - Supervisionar e orientar a Comissão de Licitação, conferindo os processos e anexando os documentos necessários para realização de licitações e contratos administrativos; IX - Gerenciar procedimentos de compras e serviços conforme a legislação aplicável; X - Incentivar a qualificação permanente de seus subordinados; XI - Exercer outras atividades correlatas que lhe forem determinadas. REQUISITOS: - Recrutamento amplo - Formação em curso de nível superior em qualquer área - Carga horária de 40horas/semanais. CARGO: CHEFE DA SEÇÃO DE CONTABILIDADE ATRIBUIÇÕES: I - Exercer, por delegação e confiança do Presidente da Câmara, a chefia da Seção de Contabilidade; II - Exercer a direção das atividades relacionadas à contabilidade da Câmara Municipal; III - Instituir medidas de planejamento e orientação para o cumprimento das normas de contabilidade públi- ca; IV - Supervisionar o cumprimento das ordens de rotina administrativa expedidas pela Diretoria Geral comu- nicando-lhe as irregularidades verificadas nos procedimentos administrativos e contábeis; 113 V - Coordenar o processo de elaboração do Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Orça- mento Anual da Câmara Municipal e acompanhar, monitorar e avaliar a sua execução, juntamente com a Mesa Diretora, a Diretoria Geral e a Controladoria Interna; VI - Elaborar o cronograma de desembolso e a programação financeira da Câmara Municipal e acompanhar sua realização, juntamente com a Mesa Diretora e a Diretoria Geral; VII - Providenciar a elaboração do empenho e todas as etapas relativas ao seu processamento; VIII - Efetuar a conferência e a classificação dos documentos referentes às Receitas e Despesas do Legis- lativo Municipal; IX - Efetuar a escrituração contábil, verificando sua exatidão e adequação ao preceito legal e à norma téc- nica; X - Monitorar os pagamentos devidamente autorizados e processados e demais compromissos da Câmara Municipal; XI - Planejar e emitir relatórios financeiros para apreciação da Câmara Municipal e para prestação de contas; XII - Elaborar, mensalmente as demonstrações contábeis e, bimestral, quadrimestral e anualmente,a pres- tação de contas, para apreciação da Câmara Municipal e remessa ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, a Secretaria do Tesouro Nacional e demais órgãos de controle; XIII - Planejar os aportes financeiros e propor transferências interrubricas, e se necessário, elaborar as mi- nutas dos respectivos decretos; XIV - Disponibilizar as informações inerentes às atividades administrativas da Câmara na página eletrônica do Legislativo Municipal, incluindo o portal transparência; XV - Incentivar a qualificação permanente de seus subordinados; XVI - Executar tarefas afins e demais encargos cometidos pelos órgãos superiores. REQUISITOS: - Recrutamento amplo - Formação em curso superior de Ciências Contábeis e registro no Conselho Regional de Contabilidade de Minas Gerais - Carga horária de 40horas/semanais. CARGO: CHEFE DA SEÇÃO DE GESTÃO DE CONTRATOS ATRIBUIÇÕES: I - Exercer, por delegação e confiança do Presidente da Câmara, o cargo de Chefe da Seção de Gestão de Contratações; II - Exercer a direção da gestão dos contratos celebrados pela Câmara Municipal nas diversas modalidades previstas na legislação de licitações; III - Supervisionar o armazenamento e o arquivamento correto dos documentos pelo setor competente; IV - Propor e participar do processo de planejamento do cronograma de contratações da Câmara Municipal; V - Avaliar a qualidade dos serviços contratados ou dos produtos entregues pelos fornecedores; VI - Garantir a segurança dos dados e o sigilo das informações, nos termos da Lei Federal nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados); VII - Participar, quando possível, da elaboração ou providenciar a elaboração do Estudo Técnico Preliminar, Termo de Referência/Projeto Básico e opinar na especificação, prazo e condição de entrega do material, servi- ço ou obra submetidos ao seu controle, gestão e fiscalização; VIII - Responder, quando possível, à consulta da Comissão Permanente de Licitação/Pregoeiro, quando provocado, assessorando com subsídios técnicos que auxiliem no julgamento das fases de habilitação e/ou propostas comerciais; 114 IX - Prestar assessoramento para apurar índices e taxas previstos em contrato, referentes à aferição quali- tativa ou quantitativa da prestação do serviço ou do fornecimento do bem; X - Zelar para que o início da prestação de serviços/entrega de material e de seu término estejam rigorosa- mente cobertos pela vigência do contrato; XI - Tomar providências necessárias para que a gestão de contratos cumpra os procedimentos regulamen- tados pelos órgãos de controle interno e externo; XII - Desempenhar outras atividades afins. REQUISITOS: - Recrutamento amplo -Formação em curso superior, preferencialmente, em Administração, Ciências Contábeis, Economia ou Di- reito. - Carga horária de 40horas/semanais. CARGO: CHEFE DA SEÇÃO DE GESTÃO DE PESSOAL ATRIBUIÇÕES: I - Exercer, por delegação e confiança do Presidente da Câmara, a chefia da Seção de Gestão de Pessoas; II - Exercer a direção das atividades relacionadas à política de pessoal da Câmara Municipal; III - Exercer, como autoridade delegatária do Presidente, os atos de admissão, movimentação e demissão da Câmara Municipal; IV - Instituir medidas e supervisionar o controle de frequência, folgas, férias, faltas e demais ocorrências dos servidores da Câmara; V - Estabelecer os procedimentos e padronização dos processos de folhas de pagamento e encaminhá-los devidamente instruídos para sua contabilização; VI - Planejar, juntamente com a equipe responsável, a programação de férias dos servidores, para que se- jam autorizadas pela Mesa Diretora da Câmara; VII - Monitorar o recolhimento de encargos sociais e ressarcimento de valores em consignação, alertando os responsáveis para que não ocorra atrasados; VIII - Proceder ao exame de questões relativas a direitos e deveres dos servidores da Câmara, solicitando orientação e pareceres do órgão competente; IX - Preparar os atos relativos à nomeação, exoneração e desenvolvimento nas carreiras dos servidores da Câmara Municipal; X - Emitir declaração de rendimento e contracheques para diversos fins; XI - Elaborar e zelar pelo arquivo dos processos de avaliação funcional; XII - Incentivar a qualificação permanente de seus subordinados; XIII - Determinar a instauração de procedimentos administrativos disciplinares, quando tomar conhecimento de infração praticada por servidor; XIV - Coordenar, orientar e supervisionar os lançamentos nos sistemas e-Social, SICOM e outros que forem exigidos da Seção; XVI - Exercer outras atribuições correlatas. REQUISITOS: - Recrutamento restrito entre os servidores efetivos da Câmara Municipal de Viçosa -Formação em curso superior de Administração, Ciências Contábeis, Economia, Direito ou afins - Carga horária de 40horas/semanais. 115 CARGO: CHEFE DA SEÇÃO DE MATERIAIS ATRIBUIÇÕES: I - Exercer, por delegação e confiança do Presidente da Câmara, a chefia da Seção de Material; II - Exercer a direção das atividades relacionadas ao sistema de guarda e estoque de materiais e suprimen- tos necessários às atividades da Câmara Municipal; III - Instituir medidas para o uso racional e econômico de materiais e suprimentos; IV - Planejar, juntamente com a equipe competente, a programação de compras para cada ano, visando sempre manter os estoques em níveis suficientes; V - Gerir os itens existentes no almoxarifado, tanto em quantitativo físico quanto financeiro, zelando por sua incolumidade e importância para fins de necessidade da Câmara; VI - Assegurar o ressuprimento do almoxarifado toda vez que alcançar o nível de estoque mínimo; VII - Supervisionar os recebimentos de mercadorias conforme Nota de Empenho emitida e dar quitação nos respectivos documentos fiscais; VIII - Efetuar os controles do almoxarifado para o atendimento racional às diversas unidades da Câmara Municipal, emitindo relatórios de custeio, bem como responder pela guarda e conservação dos itens estocados; IX - Receber e verificar as requisições de compra; X - Incentivar a qualificação permanente de seus subordinados; XI - Executar tarefas afins e demais encargos cometidos pelos órgãos superiores. REQUISITOS: - Recrutamento amplo - Ensino médio completo - Carga horária de 40horas/semanais. CARGO: CHEFE DA SEÇÃO DE TESOURARIA ATRIBUIÇÕES: I - Exercer, por delegação e confiança do Presidente da Câmara, a chefia da Seção de Tesouraria; II - Exercer a direção das atividades relacionadas ao sistema de pagamentos da Câmara Municipal; III - Exercer, como autoridade delegatária do Presidente, os atos de movimentação financeira e bancária da Câmara Municipal; IV - Elaborar a política de investimentos dos recursos recebidos pela Câmara Municipal; V - Supervisionar os pagamentos realizados pela Câmara Municipal; VI - Acompanhar, conferir e autorizar pagamentos em favor de credores da Câmara Municipal; VII - Acompanhar, conferir e autorizar movimentações bancárias das contas da Câmara Municipal; VIII - Controlar numerários e saldos bancários; IX - Manter controle dos recursos financeiros existentes em conta corrente controlando os depósitos e as retiradas de acordo com a documentação correspondente para acompanhamento e conciliação bancária; X - Elaborar, instruir e verificar os processos relativos a todos os numerários, adiantamentos, diárias e a conciliação bancária; XI - Incentivar a qualificação permanente de seus subordinados; XII - Exercer outras atividades correlatas às suas atribuições e que lhe forem determinadas. REQUISITOS: - Recrutamento restrito entre os servidores efetivos da Câmara Municipal de Viçosa 116 - Formação em curso superior, preferencialmente, nos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Direi- to, Economia ou afins. - Carga horária de 40horas/semanais. CARGO: CHEFE DA SEÇÃO DE PATRIMÔNIO ATRIBUIÇÕES: I - Exercer, por delegação e confiança do Presidente da Câmara, a chefia da Seção de Patrimônio; II - Exercer a direção das atividades relacionadas ao sistema decontrole de patrimônio da Câmara Munici- pal; III - Exercer, como autoridade delegatária do Presidente, os atos de conferência, controle e movimentação de bens patrimoniais da Câmara Municipal; IV - Receber e determinar o registro e cadastramento dos bens móveis e imóveis da Câmara Municipal, pro- cedendo à verificação periódica da conservação dos bens permanentes e controle da carga e a movimentação dos bens patrimoniais; V - Desenvolver os mapas de variação patrimonial decorrentes de incorporação e baixa de bens móveis e imóveis bem como doações; VI - Assegurar a recuperação dos bens danificados e realizar, quando autorizado, a alienação dos bens considerados prescindíveis ou de difícil recuperação; VII - Assegurar registro atualizado e possuir, sob sua guarda e responsabilidade, os títulos e valores relati- vos ao patrimônio; VIII - Elaborar o inventário patrimonial dos bens da Câmara Municipal; IX - Realizar periodicamente a inspeção do prédio da Câmara Municipal para fins de prevenção contra aci- dentes e conservação, comunicando à unidade competente o resultado do trabalho; X - Incentivar a qualificação permanente de seus subordinados; XI - Executar tarefas afins e demais encargos cometidos pelos órgãos superiores. REQUISITOS: - Recrutamento amplo - Ensino médio completo - Carga horária de 40horas/semanais. CARGO: CHEFE DE GABINETE DA PRESIDÊNCIA ATRIBUIÇÕES: I - Assessorar o Presidente da Câmara nas atividades de natureza político-institucional da Presidência; II - Por delegação do Presidente, quando solicitado, promover o contato com o Prefeito, Secretários, Vere- adores, membros do Poder Judiciário e Ministério Público, bem como autoridades de outras esferas de Poder, visando a interlocução institucional e cumprimento das agendas e compromissos da Câmara Municipal; III - Coordenar as atividades internas do gabinete do Presidente, cuidando de sua agenda, orientando os servidores responsáveis quanto a elaboração de documentos, respostas e mantendo organizado e em dia os expedientes da Presidência; IV - Organizar audiências do Presidente da Câmara; V - Despachar, com o Presidente da Câmara, e prestar-lhe o assessoramento para o encaminhamento de expedientes dos serviços dirigidos; VI - Manter atualizados os registros e arquivos de documentos do gabinete da Presidência, zelando por sua integridade e disponibilidade; VII - Prestar assessoramento ao Presidente mediante aconselhamento estratégico, ajudando a tomar deci- sões importantes em questões políticas e administrativas. 117 VIII - Garantir que os compromissos, reuniões e eventos sejam adequadamente programados; IX - Executar tarefas afins. REQUISITOS: - Recrutamento amplo - Ensino médio completo - Carga horária de 40horas/semanais. CARGO: CHEFE DE SETOR DE GESTÃO LEGISLATIVA ATRIBUIÇÕES: I - Exercer, por delegação e confiança do Presidente da Câmara, o cargo de Chefe de Setor de Suporte Legislativo; II - Exercer a direção das atividades de suporte logístico às ações legislativas desenvolvidas no Plenário; III - Coordenar a equipe de servidores que prestam apoio ao Plenário; IV - Assessorar a Mesa Diretora e os Vereadores quanto à organização dos papéis e proposições levados a Plenário; V - Assessorar a Mesa Diretora e os Vereadores quanto ao fluxo dos projetos de lei desde a sua apresenta- ção até a aprovação, rejeição ou arquivamento. XIII - Executar outras atribuições afins. REQUISITOS: - Recrutamento amplo - Ensino médio completo - Carga horária de 40horas/semanais. CARGO: CHEFE DE SETOR DE GESTÃO PREDIAL ATRIBUIÇÕES: I - Exercer, por delegação e confiança do Presidente da Câmara, o cargo de Chefe do Setor de Gestão Predial; II - Exercer a direção das atividades referentes à gestão, manutenção e conservação predial e infraestrutura logística da Câmara Municipal; III - Planejar, coordenar e supervisionar as atividades relacionadas à logística predial, que envolvem a gestão dos recursos materiais e de infraestrutura necessários para o funcionamento adequado da Câmara Municipal; IV - Supervisionar e orientar a equipe que trabalha na área de logística predial, garantindo o bom desempe- nho das atividades, a motivação dos colaboradores e o cumprimento das metas e prazos estabelecidos; V - Zelar pela segurança das instalações, implementando medidas de prevenção de acidentes e garantindo o cumprimento de normas de segurança ocupacional; VI - Promover ações que assegurem uma edificação acessível, eficaz e segura, que traga comodidade ao público interno e externo; VII - Promover a harmonização, a integração e a eficiência nas atividades desempenhadas pelas equipes de segurança, limpeza, copa e serviços gerais, estabelecendo diretrizes e metas de desempenho no Edifício-Sede da Câmara Municipal; VIII - Executar outras atribuições afins. REQUISITOS: - Recrutamento amplo 118 - Ensino Fundamental Completo - Carga horária de 40 horas/semanais. CARGO: CHEFE DO DEPARTAMENTO DE COORDENAÇÃO JURÍDICO-ADMINISTRATIVA ATRIBUI- ÇÕES: I - Exercer, por delegação e confiança do Presidente da Câmara, o cargo de Chefe do Departamento de Coordenação Jurídico-Administrativa; II - Exercer a coordenação das atividades administrativas da Câmara Municipal, visando: a) padronizar procedimentos; b) melhorar a eficiência da gestão de processos; c) integrar as unidades administrativas, assessorias e comissões; d) contribuir para o controle; e) assegurar a transparência e publicidades dos atos administrativos; e e) criar uma cultura organizacional voltada para a governança e integridade; III - Assessorar, juridicamente, o Presidente e o Diretor Geral na elaboração e implementação de normas de integridade e compliance; IV - Supervisionar o cumprimento das normas de integridade e compliance pelos servidores da Câmara Municipal e pelas unidades administrativas; V - Assessorar, juridicamente, o Presidente, o Diretor Geral e a Comissão de Licitações em matéria de lici- tações e contratações públicas, emitindo pareceres, quando solicitado; VI - Coordenar os trabalhos de planejamento, elaboração de padronização e uniformização de procedimen- tos administrativos; VII - Incentivar a qualificação permanente de seus subordinados; VIII - Executar tarefas afins e demais encargos cometidos pelos órgãos superiores. REQUISITOS: - Recrutamento amplo - Formação em curso superior de Direito e inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil - Seção de Minas Gerais - Carga horária de 40 horas/semanais. CARGO: CHEFE DO DEPARTAMENTO LEGISLATIVO ATRIBUIÇÕES: I - Exercer, por delegação e confiança do Presidente da Câmara, a chefia do Departamento Legislativo; II - Exercer a direção das atividades relacionadas ao processo legislativo da Câmara Municipal, incluindo o acompanhamento e a tramitação de projetos de lei e outras proposições; III - Monitorar e, como autoridade competente, fazer cumprir os prazos do processo legislativo previstos no Regimento Interno; IV - Gerir, orientar e controlar o desempenho das unidades subordinadas, bem como exercer, por delegação do Presidente, a supervisão dos demais órgãos, em especial as assessorias e os gabinetes dos vereadores, envolvidos no processo legislativo; V - Fazer a interlocução, como representante do Presidente da Câmara Municipal, perante o Poder Execu- tivo e outras instituições públicas ou privadas, referente ao processo legislativo ou outras proposições legislati- vas, tais como representações, requerimentos e indicações; 119 VI - Planejar e organizar as sessões legislativas, elaborando as pautas e garantindo que todos os procedi- mentos sejam seguidos adequadamente; VII - Preparar relatórios periódicos sobre as atividades do Departamento Legislativo, apresentando dados e resultados relevantes para a gestão da Câmara Municipal; VIII - Promover a capacitação e treinamento dos servidores do Departamento Legislativo, buscando aprimo- rar suas habilidades e conhecimentos; IX - Garantir que todos os prazos relativos ao processo legislativo sejam cumpridos,evitando atrasos e possíveis implicações legais; X - Incentivar a qualificação permanente de seus subordinados; XI - Exercer outras atividades correlatas que lhe forem determinadas. REQUISITOS: - Recrutamento amplo - Formação em curso superior de Direito, Administração ou afins. - Carga horária de 40horas/semanais. CARGO: COORDENADOR PEDAGÓGICO ATRIBUIÇÕES: I - Exercer, por delegação e confiança do Presidente da Câmara, a direção da Escola do Legislativo Profes- sor Sebastião Lopes de Carvalho; II - Participar do planejamento pedagógico da Escola do Legislativo Professor Sebastião Lopes de Carvalho e operacionalizar as ações assim como, avaliar estas atividades, para assegurar a regularidade no desenvolvi- mento do processo educacional que constitui a missão pedagógica do órgão; III - Coordenar os trabalhos de realização de estudos e pesquisas relacionadas às atividades específicas da área utilizando documentação e outras fontes de informações, analisando os resultados de métodos utilizados, para atualizar e ampliar o próprio campo de conhecimentos; IV - Participar da elaboração das políticas a serem implementadas a fim de contribuir para definição de ob- jetivos e para articulação de sua área com as demais; V - Coordenar a elaboração do planejamento estratégico e orçamentário da Escola do Legislativo Professor Sebastião Lopes de Carvalho; VI - Representar, na condição de titular da direção, a Escola do Legislativo Professor Sebastião Lopes de Carvalho em comitês, audiências e outras reuniões assim como em outras instituições assumindo responsabi- lidade inerente a este cargo para emitir ou receber pareceres em assuntos de interesse da Escola; VII - Acompanhar o desenvolvimento das atividades, buscando soluções, tomando decisões ou sugerindo estudos pertinentes; VIII - Avaliar os resultados das atividades implementadas, examinando os diversos processos envolvidos, certificando-se de prováveis falhas, para aferir a eficácia dos métodos aplicados a fim de providenciar reformu- lações adequadas; IX - Elaborar relatórios, fornecendo registros de atividades relacionadas à sua área para documentar infor- mações e dados constantes. REQUISITOS: - Recrutamento amplo - Formação em curso de nível superior de Pedagogia ou Ciências Sociais - Carga horária de 40horas/semanais. 120 CARGO: CONTROLADOR INTERNO LEGISLATIVO ATRIBUIÇÕES: I - Exercer a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da Câmara, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas; II - Fiscalizar as atividades dos órgãos e agentes responsáveis pela realização da receita e despesas; III - Elaborar parecer, laudo, e relatório das auditagens, para conhecimento e providência da Presidência da Câmara; IV - Coordenar e concluir sindicâncias e processos administrativos; V - Assistir ao Presidente da Câmara Municipal em assuntos pertinentes à sua área de atuação; VI - Dar assessoria aos demais órgãos da Câmara Municipal em assuntos de sua competência; VII - Avaliar o cumprimento de metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos da Câmara; VIII - Comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia, eficiência e economicidade da ges- tão orçamentária, financeira, e patrimonial nos órgãos da administração da Câmara. IX - Exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da Câmara; X - Fiscalizar o cumprimento das normas da Lei Complementar Federal nº 101/2000 - LRF; XI - Cientificar a (s) autoridade (s) responsável (eis) quando constatadas ilegalidades ou irregularidades na administração da Câmara; XII - Regulamentar as atividades de controle através de normas, rotinas e procedimentos a serem imple- mentados pela administração, com vistas à melhoria do sistema de controle interno, com a finalidade de esta- belecer a padronização sobre a forma de controle e esclarecer dúvidas sobre procedimentos de controle; XIII - Zelar pela eficiência e fiscalizar, por amostragem, a seu juízo, a regularidade dos atos administrativos; XIV - Zelar pela adequação da LOA ao PPA e à LDO no Poder Legislativo; XV - Executar atividades correlatas. REQUISITOS: - Recrutamento restrito entre os servidores efetivos da Câmara Municipal de Viçosa - Formação em curso superior de Administração, Ciências Contábeis, Economia ou Direito. - Carga horária de 40horas/semanais. CARGO: DIRETOR GERAL LEGISLATIVO ATRIBUIÇÕES: I - Exercer, por delegação e confiança do Presidente da Câmara, o cargo de Diretor Geral da Câmara Mu- nicipal; II - Exercer a direção das atividades da Câmara Municipal, em nível máximo de hierarquia, subordinado apenas ao Presidente; III - Planejar, coordenar, supervisionar e controlar as unidades administrativas hierarquicamente subordina- das; IV - Exercer a função de autoridade para julgamento de recursos administrativos em geral; V - Exercer a direção, supervisão e coordenação das atividades administrativas e operacionais da Câmara Municipal, garantindo e exigindo o perfeito desenvolvimento de suas atribuições institucionais; VI - Assessorar o Presidente e a Mesa Diretora na tomada de decisões e interpretação de dados atinentes às atividades administrativas da Câmara Municipal; VII - Assessorar o Presidente na realização das competências administrativas e atividades gerenciais; VIII - Exercer outros atos de gestão que lhe forem delegados pelo Presidente; 121 IX - Incentivar a qualificação permanente de seus subordinados; X - Executar tarefas afins e demais encargos cometidos pelos órgãos superiores. REQUISITOS: - Recrutamento restrito entre os servidores efetivos da Câmara Municipal de Viçosa. - Formação em curso superior, preferencialmente, em Administração, Ciências Contábeis, Economia ou Direito. - Carga horária de 40horas/semanais. Lei nº 810/1991 - Dispõe sobre o estatuto dos servidores Públicos do Município de Viçosa e dá outras providências LEI Nº 810, DE 30 DE AGOSTO DE 1991 Dispõe sobre o Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Viçosa e dá outras providências. O Povo do Município de Viçosa, por seus representantes legais aprovou e eu, em seu nome, promulgo e sanciono a seguinte Lei: TÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES. Art. 1º Esta Lei institui o regime jurídico único dos servidores públicos municipais de Viçosa, Estado de Mi- nas Gerais, de ambos os seus poderes e de suas autarquias e fundações públicas. Art. 2º Para efeitos desta Lei, servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público. Art. 3º Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional e que devem ser cometidas a um servidor. Parágrafo único. Os cargos públicos, acessíveis a todos os brasileiros, são criados por lei, com denomina- ção própria e vencimento pago pelo Município, para provimento em caráter efetivo ou em comissão. Art. 4º As carreiras serão organizadas em classe de cargos, observadas a escolaridade e a qualidade pro- fissional exigida, bem como a natureza e a complexidade das atribuições a serem exercidas, e manterão corre- lação com as finalidades do órgão ou entidades a que devem atender. § 1º Classe é a divisão básica da carreira que agrupa os cargos da mesma denominação, segundo o nível de atribuições e responsabilidades. § 2º As classes são isoladas ou se dispõem em série. § 3º A cada classe corresponde uma faixa de vencimentos. § 4º Série de classe é o conjunto de classes da mesma natureza, dispostas hierarquicamente, de acordo com o grau de dificuldade dos deveres e das responsabilidades, e constitui a linha natural de promoção do servidor. § 5º As carreiras poderão compreender séries de classes do mesmo grupo profissional, escalonadas nos níveis básico, médio e superior, observada a mesma identidade funcional. § 6º As atribuições das classes serão definidas em lei específica, vedado o desvio de função. Art. 5º Quadro é o conjunto das carreiras,englobando as classes integrantes das estruturas dos poderes do município, suas autarquias e fundações públicas. Art. 6º Função pública é o conjunto de atribuições e responsabilidades, não integrantes de carreira, provida em caráter transitório, nas hipóteses autorizadas por lei. Art. 7º É vedada a prestação de serviços gratuitos, salvo os casos previstos em lei. 122 TÍTULO II DO PROVIMENTO, VACÂNCIA, REMOÇÃO E SUBSTITUIÇÃO CAPÍTULO I DO PROVIMENTO SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 8º São requisitos básicos para ingresso no serviço público municipal: I - a nacionalidade brasileira; II - o gozo dos direitos políticos; III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais; IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo; V - idade mínima de 18 anos; VI - aptidão física e mental. § 1º As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei. § 2º Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras, reservan- do-se-lhes até cinco por cento das vagas oferecidas no concurso. Art. 9º O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da autoridade competente de cada poder, do dirigente superior de autarquia ou de fundação pública. Art. 10 A investidura no cargo público ocorrerá com a posse. Art. 11 São formas de provimento de cargo público: I - nomeação; II - promoção; III - acesso; IV - reversão; V - reintegração; VI - transformação; SEÇÃO II DA NOMEAÇÃO Art. 12 A nomeação far-se-á: I - em caráter efetivo, quando se tratar de cargo de carreira; II - em comissão, para cargos de confiança, de livre exoneração. Art. 13 A investidura em cargo público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, observados a ordem de classificação e o prazo de validade, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão, declarados em lei de livre nomeação e exoneração, e a investidura em cargos de Agente Comunitário de Saúde e de Agente de Combate às Endemias que depende de aprovação prévia em processo seletivo público de provas ou de provas e títulos. (Redação dada pela Lei nº 2112/2011) 123 SEÇÃO III DO CONCURSO PÚBLICO Art. 14 O concurso público terá validade de até dois anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período. § 1º O prazo de validade do concurso e as condições de realização serão fixados em edital, que será publi- cado no jornal de maior circulação do Município. § 2º Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior com prazo de validade não expirado. SEÇÃO IV Da Posse e do Exercício Art. 15 Posse é a aceitação expressa das atribuições, deveres e responsabilidades inerentes ao cargo pú- blico, com o compromisso de bem servir, formalizada com a assinatura do termo pela autoridade competente e pelo empossado. § 1º A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação do ato de provimento, prorrogável por mais trinta dias, a requerimento do interessado. § 2º Em se tratando de servidor em licença ou afastado por qualquer outro motivo legal, o prazo será con- tado do término do impedimento. § 3º A posse poderá dar-se mediante procuração específica. § 4º Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação, promoção e acesso. § 5º No ato da posse o servidor apresentará, obrigatoriamente, declaração de bens e valores que consti- tuem seu patrimônio e declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo, emprego ou função pública. § 6º A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial. Art. 16 A posse em cargo público dependerá do prévia inspeção médica oficial. Parágrafo único. Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto física e mentalmente para o exer- cício cargo. Art. 17 Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo. § 1º É de trinta dias o prazo para o servidor entrar em exercício, contado da data de posse. § 2º Será exonerado o servidor empossado que não entrar em exercício no prazo previsto no parágrafo anterior. § 3º À autoridade competente do órgão ou entidade para onde for designado o servidor compete dar-lhe exercício. Art. 18 O início, a suspensão, a interrupção e reinício do exercício serão registrados no assentamento indi- vidual do servidor. Parágrafo único. Ao entrar em exercício, o servidor apresentará ao órgão competente os elementos neces- sários ao assentamento individual. Art. 19 A promoção ou o acesso não interrompe o tempo de exercício, que é contado no novo posicionamen- to na carreira, a partir da data da publicação do ato que promover ou ascender o servidor. Art. 20 Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para o cargo de provimento efetivo ficará sujeito a está- gio probatório por período de vinte e quatro meses, durante o qual sua aptidão e capacidade objetos de avalia- ção para o desempenho do cargo, observado os seguintes fatores: I - assiduidade; II - disciplina; III - capacidade de iniciativa; IV - produtividade; V - responsabilidade. 124 § 1º Quatro meses antes de findo o período do estágio probatório, será, obrigatoriamente, submetida à ho- mologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor, realizada de acordo com o que dispuser a lei ou regulamento do sistema de carreira, sem prejuízo da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos I a V. § 2º O Servidor não aprovado no estágio será exonerado ou, se estável, reconduzido no cargo anteriormen- te ocupado. SEÇÃO V DA PROMOÇÃO Art. 21 Promoção é a elevação do servidor a cargo vago da classe imediatamente superior da mesma série de classes pelo critério de merecimento. § 1º Para candidatar-se à promoção, o servidor deve atender aos seguintes requisitos: a) encontrar-se em efetivo exercício de classe; b) ter no mínimo trezentos e sessenta e cinco dias de efetivo exercício no cargo, sem haver faltando a mais dez dias, não computados os afastamentos autorizados por lei; c) ter sido aprovado em seleção competitiva interna na forma do edital, sem prejuízo de atender à qualifica- ção exigida na respectiva especificação da classe a que concorrer. § 2º Não concorre à promoção o servidor em estágio probatório. Art. 22 Acesso é a passagem de servidor ocupante de cargo de classe isolada ou inicial de série de classe de integrante de mesma carreira, observada a identidade funcional. § 1º Para obter o acesso, deve o servidor: a) estar em exercício na condição de titular de cargo de provimento efetivo; b) ter cumprido os requisitos do § 1º do artigo anterior. § 2º Não concorre ao acesso o servidor em estágio probatório. § 3º Serão destinados ao acesso no máximo um terço das vagas ocorridas da classe isolada ou inicial de séries de classes. SEÇÃO VII DA REVERSÃO Art. 23 Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado por invalidez quando, por junta médica oficial, forem declarados insubsistentes os motivos determinados da aposentadoria. Art. 24 A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação. Parágrafo único. Encontrando-se provido este cargo, o servidor exercerá suas atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga. Parágrafo único. Encontrando-se provido este cargo, o servidor exercerá suas atribuições como acedente até a ocorrência de vaga. SEÇÃO VIII DA REINTEGRAÇÃO Art. 25 Reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anterior ocupado ou cargo resultante de sua transformação, quando invalidada sua demissão por decisão administrativa ou judicial. § 1º Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficará em disponibilidade, observando o disposto nos artigos 36 a 39. 125 § 2º Encontrando-se provido o cargo, seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização ou aproveitado em outro cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade remunerada, obser- vando o disposto no artigo36. SEÇÃO IX DA TRANSFORMAÇÃO Art. 26 Transformação é a alteração da denominação e das atribuições do cargo, mediante lei. Art. 27 O servidor de cargo transformação será provido no cargo novo, resultante da transformação. CAPÍTULO II DA VACÂNCIA Art. 28 A vacância do cargo público decorrerá de: I - exoneração; II - demissão; III - acesso; IV - aposentadoria; V - falecimento. Art. 29 A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor ou de ofício. Parágrafo único. A exoneração de ofício dar-se-á: I - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório; II - quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido. Art. 30 A exoneração de cargo em comissão dar-se-á: I - a juízo de autoridade competente; II - a pedido do próprio servidor. Art. 31 A vaga ocorre na data: I - falecimento; II - da publicação: a) da lei que cria o cargo; b) do ato que exonera, demite e aposenta; III - da posse, nos casos de provimento derivado. CAPÍTULO III DA REMOÇÃO Art. 32 Remoção é o deslocamento de servidor, a pedido ou de ofício, com preenchimento de claro de lota- ção, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudanças de local de trabalho. CAPÍTULO IV DA SUBSTITUIÇÃO Art. 33 Nos afastamento ou impedimentos do titular de cargo em comissão, superiores e quinze dias, será designado substituto. Parágrafo único. O substituto fará jus ao vencimento do cargo em comissão que exercer, proporcionalmente aos dias de efetiva substituição, proibida a acumulação. 126 TÍTULO III DA ESTABILIDADE E DA DISPONIBILIDADE CAPÍTULO I DA ESTABILIDADE Art. 34 O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de carreira adquira estabilidade no serviço público ao completar dois anos de efetivo exercício, desde que aprovado no estágio probatório. Art. 35 O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa. CAPÍTULO II DA DISPONIBILIDADE Art. 36 Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade remu- nerada até seu adequado aproveitamento em outro cargo. Art. 37 O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado. Parágrafo único. A Secretaria de Administração e Fazenda determinará o imediato aproveitamento de ser- vidor em disponibilidade, em vaga vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Municipal. Art. 38 O aproveitamento do servidor que se encontra em disponibilidade há mais de doze meses depende- rá de prévia comprovação de sua capacidade física e mental, por junta médica oficial. § 1º Se julgado apto, o servidor assumirá o exercício do cargo no prazo de trinta dias contados da publica- ção do ato de aproveitamento. § 2º Verificada a incapacidade definitiva, o servidor em disponibilidade será aposentado. Art. 39 Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no prazo legal, salvo doença comprovada por junta médica oficial. TÍTULO IV DOS DIREITOS E VANTAGENS CAPÍTULO I DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO Art. 40 Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado em lei. Art. 41 Remuneração é o vencimento de cargo efetivo acrescido das vantagens pecuniárias, permanentes ou temporárias, estabelecidas em lei. § 1º O vencimento do cargo efetivo acrescido das vantagens de caráter permanente e irredutível. § 2º É assegurada a isonomia de vencimentos e carga horária para cargos de atribuições iguais ou asseme- lhados, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho. Art. 42 Nenhum servidor poderá perceber, mensalmente, a título de remuneração, importância superior à soma dos valores percebidos como remuneração, em espécie, a qualquer título, pelo Prefeito Municipal. Parágrafo único. Excluem-se do teto de remuneração as vantagens previstas no artigo 62. Art. 43 O servidor perderá: I - a remuneração dos dias faltar ao serviço, na proporção de 1,25 dia por dia perdido; 127 II - a parcela de remuneração diária, proporcional ao atraso, ausência e saídas antecipadas, iguais ou su- periores a dez minutos. Art. 44 Salvo por imposição legal ou mandato judicial nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou provento. Parágrafo único. Mediante autorização do servidor poderá haver com consignação em folha de pagamento a favor de terceiros, na forma definida em regulamento. Art. 45 As reposições e as indenizações ao erário serão descontadas em parcelas mensais não excedentes à décima parte da remuneração ou provento, em valores atualizados. Parágrafo único. Independentemente do parcelamento previsto neste artigo, o recebimento de quantias in- devidas poderá implicar processo disciplinar para apuração de responsabilidades e aplicação das penalidades cabíveis. Art. 46 O servidor em débito com o erário, que for demitido, exonerado ou que tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada, terá o prazo de até sessenta dias para quitar o débito. Parágrafo único. A não-quitação do débito no prazo previsto implicará sua inscrição em dívida ativa. Art. 47 O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, sequestro ou penhora, ex- ceto nos casos de prestação de alimentos resultantes de decisão judicial. Art. 48 O servidor titular de cargo efetivo nomeado para exercer o cargo em comissão pode optar: I - pelo vencimento do cargo em comissão; II - pela continuidade de percepção de vencimento de seu cargo efetivo, acrescido de vinte por cento de gratificação. Art. 49 (Revogado pela Lei nº 2065/2010) Art. 50 O servidor efetivo tem direito à progressão de grau de vencimento, na faixa correspondente ao nível da classe de seu cargo, para cada setecentos e trinta dias de efetivo exercício no cargo. Parágrafo único. A forma e a periodicidade da concessão da progressão horizontal serão estabelecidas em regulamento. CAPÍTULO II DAS VANTAGENS Art. 51 Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens: I - indenização; II - auxílio pecuniário; III - gratificação e adicionais. § 1º As indenizações e os auxílios não se incorporam do vencimento ou provento para qualquer efeito. § 2º As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento, nos casos e condições in- dicados em lei. Art. 52 As vantagens pecuniárias não serão computadas nem acumuladas para efeito de concessão de quaisquer outros acréscimos pecuniários ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico fundamento. SEÇÃO I DA INDENIZAÇÃO Art. 53 Constitui indenização ao servidor o reembolso de despesas de transportes, ajuda de custo e diárias. § 1º O valor da indenização assim como as condições para sua concessão serão estabelecidos em regula- mento. 128 § 2º Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos, por força das atribuições próprias do cargo, con- forme regulamento. SEÇÃO II DO AUXÍLIO-TRANSPORTE Art. 54 O auxílio será devido ao servidor ativo nos deslocamentos da residência para o trabalho e do traba- lho para residência, na forma estabelecida em regulamento. § 1º O auxílio será concedido, mensalmente e por antecipação, com a utilização do sistema de transporte coletivo, sendo vedado o uso de transportes especiais. § 2º Ficam dispensados da concessão do auxílio os órgãos ou entidades que transportam seus servidores por meios próprios ou contratados. SEÇÃO III DAS GRATIFICAÇÕES E ADICIONAIS Art. 55 Além do vencimento e das vantagens previstas nesta Lei, serão deferidos aos servidores as seguin- tes gratificações e adicionais: I - décimo terceiro salário; II - adicional por tempo de serviço; III - adicional pelo exercício de atividades insalubres, perigosasou penosas; IV - adicional pela prestação de serviço extraordinário; V - adicional noturno; VI - adicional de férias; VII - gratificação de produtividades; SUBSEÇÃO I DO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO Art. 56 O décimo terceiro salário corresponde a um doze avo da remuneração a que o servidor fizer jus ao mês de dezembro por mês de exercício no respectivo ano. Parágrafo único. A fração igual ou superior a quinze dias será considerada como mês integral. Art. 57 O décimo terceiro salário de que trata o artigo anterior poderá ser pago em 02 (duas) parcelas du- rante o exercício a que se refira, hipótese em que a primeira parcela será paga no mês de julho, até o dia 30, e a segunda, no mês de dezembro, até o dia 20. Parágrafo único. Caso o décimo terceiro salário seja parcelado na forma prevista no “caput” deste artigo, a segunda parcela a ser paga em dezembro corresponderá à remuneração a que fizer jus o servidor naquele mês, deduzidos os valores efetivamente pagos ao servidor a título de primeira parcela do décimo terceiro salá- rio. (Redação dada pela Lei nº 1324/1999) Art. 58 O servidor exonerado perceberá o décimo terceiro salário. proporcionalmente aos meses de efetivo exercício, calculada, sobre a remuneração do mês da exoneração. Art. 59 O décimo terceiro salário será considerado para cálculo de qualquer vantagem pecuniária. Subseção II Do Adicional por Tempo de Serviço Art. 60 O adicional por Tempo de Serviço é devido à razão de dez por cento por cada período de cinco anos de serviço, incidente sobre o vencimento do cargo exercido. 129 § 1º O tempo de serviço prestado sob regime celetista será comprovado por certidão a ser fornecida pela Previdência Social e em regime estatutário pelo órgão público competente. § 2º O funcionário fará jus ao adicional a partir do mês em que completar o quinquênio. SUBSEÇÃO III DOS ADICIONAIS DE INSALUBRIDADE, PERICULOSIDADE OU PENOSIDADE Art. 61 Os servidores que trabalham com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com risco de vida fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo. § 1º O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e periculosidade deverá optar por um deles. § 2º O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão, não se incorporando a remuneração para nenhum efeito. Art. 62 O adicional de insalubridade corresponde a 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento), incidentes sobre o vencimento mínimo nos graus máximo, médio e mínimo. Art. 63 Haverá permanente controle da atividade de servidores em operações ou locais considerados pe- nosos, insalubres ou perigosos. Parágrafo único. A servidora gestante ou lactante será afastada, enquanto durar a gestação ou lactação, das operações que executa, e exercerá suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não perigoso. Art. 64 Na concessão dos adicionais de penosidade, insalubridade e de periculosidade serão observadas as situações estabelecidas em legislação específica. Art. 65 O adicional de penosidade será devido ao servidor em exercício em locais cujas condições de traba- lho o justifiquem nos termos, condições e limites fixados em regulamento. SUBSEÇÃO IV DO ADICIONAL POR SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO Art. 66 O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de cinquenta por cento em relação à hora normal de trabalho. Art. 67 Somente será permitido serviço extraordinário para atender situações excepcionais e temporárias, respeitando limite máximo de duas diárias, conforme se dispuser em regulamento. SUBSEÇÃO V DO TRABALHO EXECUTADO EM DIAS DESTINADOS A REPOUSO Art. 68 O trabalho executado em dias destinados a repouso será pago em dobro ou compensado na semana imediatamente posterior. SUBSEÇÃO VI DO ADICIONAL NOTURNO Art. 69 O serviço noturno, prestado em horário compreendido entre vinte e duas horas de um dia às cinco horas do dia seguinte terá o valor - hora acrescido de vinte e cinco por cento, computando-se cada hora com cinquenta e dois minutos e trinta segundos. Parágrafo único. Em se tratando de serviço extraordinário, o acréscimo de que trata este artigo incidirá so- bre a remuneração prevista no artigo 69. 130 SUBSEÇÃO VII ADICIONAL DE FÉRIAS Art. 70. Independentemente de solicitação, será pago ao servidor, por ocasião das férias, adicional corres- pondente a um terço da remuneração do período das férias. (Redação dada pela Lei nº 2861/2020) § 1º No caso de o servidor exercer a função de direção, chefia ou assessoramento, ou ocupar cargo em comissão, a respectiva vantagem será considerada no cálculo do adicional de férias. (Redação dada pela Lei nº 2861/2020) § 2º O servidor perceberá o valor integral do adicional proporcional aos dias de descanso, no caso das férias fracionadas de que trata o §2º do art. 72. (Redação dada pela Lei nº 2861/2020) SUBSEÇÃO III DA GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE Art. 71 (Revogado pelas Leis nº 2803/2020 e nº 3066/2023) CAPÍTULO III DAS FÉRIAS Art. 72. O servidor fará jus, anualmente, a trinta dias consecutivos de férias, que podem ser acumuladas até o máximo de dois períodos, no caso de necessidade de serviço. (Redação dada pela Lei nº 2861/2020) § 1º As férias serão concedidas, em um só período, nos 12 (doze) meses subsequentes à data em que o servidor tiver adquirido o direito. (Redação dada pela Lei nº 2861/2020) § 2º Desde que haja concordância do servidor, as férias poderão ser usufruídas em até dois períodos. (Re- dação dada pela Lei nº 2861/2020) § 3º A época da concessão das férias será a que melhor consulte os interesses do Município.(Redação dada pela Lei nº 2861/2020) § 4º Os membros de uma família, que trabalharem na Administração Direta ou Indireta, terão direito a gozar férias no mesmo período, se assim o desejarem e se disto não resultar prejuízo para o serviço. (Redação dada pela Lei nº 2861/2020) § 5º É vedado levar à conta de férias qualquer falta de serviço. (Redação dada pela Lei nº 2861/2020) § 6º Poderão ser concedidas férias coletivas a todos os servidores de determinados estabelecimentos ou setores da Administração Municipal. (Redação dada pela Lei nº 2861/2020) § 7º Para o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos doze meses de exercício, exceto quando concedidas férias coletivas em que os servidores em atividade há menos de 12 (doze) meses gozarão de férias proporcionais, iniciando-se, então, novo período aquisitivo. (Redação dada pela Lei nº 2861/2020) § 8º A partir do segundo período aquisitivo, o servidor poderá antecipar a fruição de suas férias desde que tenha trabalho, no mínimo, 180 (cento e oitenta) dias do referido interstício de aquisição. (Redação dada pela Lei nº 2861/2020) Art. 73. O servidor perceberá, durante as férias, a remuneração que lhe for devida na data da sua conces- são. (Redação dada pela Lei nº 2861/2020) § 1º O pagamento da remuneração das férias será efetuado até dois dias antes do início do respectivo pe- ríodo. (Redação dada pela Lei nº 2861/2020) § 2º É facultado servidor converter um terço das férias em abono pecuniário, desde que o requeira com pelo menos sessenta dias de antecedência. (Redação dada pela Lei nº 2861/2020) § 3º Os adicionais por trabalho extraordinário, noturno, insalubre ou perigoso e a gratificação de produtivi- dade serão computados no salário que servirá de base ao cálculo da remuneração das férias. (Redação dada pela Lei nº 2861/2020) 131 Art. 74. As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública, comoção interna, convocação para júri, serviço militar ou eleitoral ou por motivo de superior interesse público. (Redação dada pela Lei nº 2861/2020) CAPÍTULO IV DAS LICENÇAS SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 75 Conceder-se-á ao servidor licença: I - por motivo de doença em pessoa da família; II - por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro; III - para serviçomilitar; IV - para atividade política; V - prêmio de assiduidade; VI - Para tratar de interesse particular; VII - para desempenho de mandato classista; VIII - para exercer cargo de direção em outro órgão da administração municipal. a) A licença será concedida, caso não haja compatibilidade de horário ou se o servidor assim o desejar; b) A licença terá duração igual à do mandato, podendo ser prorrogada no caso de recondução ao cargo; c) O período da licença será considerado como de efetivo exercido no cargo de origem; d) A remuneração do servidor correrá por conta do órgão recebedor. (Redação acrescida pela Lei nº 957/1993) § 1º O servidor não poderá permanecer em licença da mesma espécie por período superior a vinte e quatro meses, salvo nos casos dos incisos II, III, IV e VII. § 2º É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período de licença prevista no inciso I deste artigo. Art. 76 A licença concedida dentro de sessenta dias do término de outra da mesma espécie será conside- rada com prorrogação. SEÇÃO II DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA DA FAMÍLIA Art. 77 Poderá ser concedida licença ao servidor, por motivo de doença do cônjuge ou companheiro, pais, filhos e enteados, padrasto ou madrasta, mediante comprovação médica. § 1º A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo, o que deverá ser apurado através de acompanhamento social. § 2º A licença será concedida sem prejuízo da remuneração do cargo efetivo, até trinta dias por ano, poden- do ser prorrogável por noventa dias sem remuneração e mediante parecer de junta médica. Art. 77-A Será concedido horário especial ao servidor que tenha cônjuge, filho ou dependente com deficiên- cia, independente de compensação de horário. Parágrafo único. O disposto no caput será regulamentado por Decreto do Prefeito Municipal. (Redação acrescida pela Lei nº 2716/2018) 132 SEÇÃO III DA LICENÇA POR MOTIVO DE AFASTAMENTO DO CÔNJUGE Art. 78 Poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que for deslo- cado para outro ponto do território nacional, para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo. Parágrafo único. A licença será por prazo indeterminado e sem remuneração. SEÇÃO IV DA LICENÇA PARA O SERVIÇO MILITAR Art. 79 Ao servidor convocado para o serviço militar será concedida licença, na forma e condições previstas na legislação específica. Parágrafo único. Concluído o serviço militar, o servidor terá até trinta dias, sem remuneração, para reassu- mir o exercício do cargo. SEÇÃO V DA LICENÇA PARA CAMPANHA POLÍTICA Art. 80 O servidor terá direito a licença, sem remuneração, durante o período que mediar entre sua escolha em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e o décimo quinto dia seguinte ao da eleição. Parágrafo único. O servidor candidato a cargo eletivo e que exerça cargo de direção, chefia, assessoramen- to, arrecadação ou fiscalização, dele será afastado, a partir do dia imediato ao do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral, até o décimo quinto dia seguinte ao do pleito. SEÇÃO VI DA LICENÇA-PRÊMIO POR ASSIDUIDADE Art. 81 Após cada decênio ininterrupto de exercício, o servidor fará jus a seis meses de licença, a título de prêmio por assiduidade, com a remuneração do cargo efetivo. Parágrafo único. É facultado ao servidor fracionar o gozo da licença de que trata este artigo em até três períodos. Art. 82 Não se concederá licença ao servidor que no período aquisitivo: I - licenciar-se para tratar de interesses particulares; II - for condenado a pena privativa de liberdade, por sentença definitiva; III - afastar-se para acompanhar cônjuge ou companheiro. § 1º Descontar-se-á do período aquisitivo o gozo de licença sem remuneração, por motivo de doença em pessoa da família. § 2º As faltas injustificadas ao serviço retardarão a concessão da licença prevista neste artigo, na proporção de um mês para cada falta. Art. 83 O número de servidores em gozo simultâneo de licença prêmio não poderá ser superior a um terço da lotação da respectiva unidade administrativa do órgão ou entidade. Art. 84 Será deferida a cada servidor a conversão em espécie de, no máximo, 2 (dois) meses de férias-prê- mio por ano, salvo no caso de aposentadoria, em que o pagamento será imediato e integral. Parágrafo único. Na hipótese de falecimentos do servidor é devido ao cônjuge sobrevivente ou aos herdei- ros o valor correspondente à conversão do período de férias-prêmio não gozado ou pago. Art. 85 Para efeito de aposentadoria será contado em dobro o tempo de licença que o servidor não houver gozado. 133 SEÇÃO VII DA LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES PARTICULARES Art. 86 A critério da administração poderá ser concedida ao servidor estável licença para tratar de assuntos particulares pelo prazo de até dois anos consecutivos, sem remuneração. § 1º A licença poderá ser interrompida a qualquer tempo, a pedido do servidor ou no interesse do serviço. § 2º Não se concederá nova licença antes de decorridos dois anos do término da anterior. SEÇÃO VIII DA LICENÇA PARA O DESEMPENHO DE MANDATO CLASSISTA Art. 87 Ë assegurado ao servidor o direito à licença para desempenho de mandato eletivo em diretoria de entidades sindical, sem prejuízo da remuneração. § 1º Somente poderão ser licenciados servidores eleitos para cargos de direção do Sindicato Único dos Tra- balhadores em Educação de Minas Gerais - Seção Viçosa e do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Viçosa, até o máximo de 2 (dois) por agremiação sindical. (Redação dada pela Lei nº 2699/2018) § 2º A licença terá duração igual à do mandato, podendo ser prorrogado no caso de reeleição. CAPÍTULO V DOS AFASTAMENTOS SEÇÃO I DO AFASTAMENTO PARA SERVIR A OUTRO ÓRGÃO OU ENTIDADE Art. 88 O servidor poderá ser cedido para ter exercício em órgão ou entidade dos Poderes da União e dos Estados, na forma da Lei. SEÇÃO II DO AFASTAMENTO PARA EXERCÍCIO DE MANDATO ELETIVO Art. 89 Ao servidor investido em mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições: I - tratando-se de mandato fiscal federal ou estadual, ficará afastado do cargo; II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar por sua remunera- ção; III - investido no mandato de Vereador: a) havendo compatibilidade de horário, perceberá as vantagens de seu cargo, sem prejuízo da remunera- ção dos cargos eletivos; b) não havendo compatibilidade do horário, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar por sua re- muneração; § 1º No caso do afastamento do cargo, o servidor contribuirá para a previdência municipal como se em exercício estivesse. § 2º Para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão determinados como se em exercício estivesse. 134 SEÇÃO III DO AFASTAMENTO PARA ESTUDO NO EXTERIOR Art. 90 O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo, sem autorização do Prefeito Municipal ou do Presidente da Câmara Municipal, caso pertença ele ao Poder Executivo ou Poder Legislativo respectivamente, ou do dirigente da autarquia ou fundação municipal. § 1º A ausência não excederá a quatro anos, e, findo o estudo, somente decorrido igual período será per- mitida nova ausência. § 2º ao servidor beneficiado pelo disposto neste artigo, cuja despesa seja custeada pelo Tesouro Municipal, não será concedida exoneração ou licença para tratar de interesse particular antes de decorrido período igual ao afastamento, ressalvada a hipótese do ressarcimento da despesa havida com seu afastamento. Art. 91 O afastamento para estudo no exterior obedecerá ao disposto em regulamento específico. CAPÍTULO VI DAS CONCESSÕES Art. 92 Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço: I - por um dia, para doação de sangue e para se alistar como eleitor; II - por oito dias consecutivos em razão de: a) casamento;considerar-se-á automaticamente licenciado e poderá optar pela remuneração do mandato. Art. 35 No caso de vaga ou de licença de Vereador, o Presidente convocará imediatamente o suplente. § 1º O suplente será convocado nos casos de vaga, de investidura em funções previstas no art. 34, I, ou de licença superior a trinta dias. § 2º O suplente convocado deverá tomar posse, dentro do prazo de quinze dias, salvo motivo justo acerto pela Câmara. § 3º Em caso de vaga, não havendo suplente, o Presidente comunicará o fato, dentro de quarenta e oito horas, diretamente ao Tribunal Regional Eleitoral. Art. 36 Os Vereadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiarem ou delas receberem informações. Art. 37 É assegurado ao vereador livre acesso, verificação e consulta a todos os documentos oficiais, em qualquer órgão do Legislativo, do Executivo, da administração direta e indireta, de fundações ou empresas de economia mista com participação majoritária da municipalidade. SEÇÃO III DA MESA DA CÂMARA Art. 38 Imediatamente depois da posse, os Vereadores reunir-se-ão sob a presidência do mais votado den- tre os presentes e, por maioria absoluta dos membros da Câmara, elegerão os componentes da Mesa Diretora, que ficarão automaticamente empossados. 11 Parágrafo Único - Não havendo número legal, o vereador mais votado dentre os presentes permanecerá na presidência e convocará sessões diárias até que seja eleita a Mesa. Art. 39 A eleição para renovação da Mesa para o segundo biênio da Legislatura será realizada entre os dias 1 e 15 de dezembro, em sessão legislativa extraordinária, convocada com antecedência mínima de 7 (sete) dias, devendo ser dirigida pelos membros da Mesa Diretora em exercício e empossada na forma regimental. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 3/1999) Parágrafo Único - O Regimento Interno disporá sobre a forma de eleição e composição da Mesa. Art. 40 O mandato dos membros da Mesa será de dois anos, vedada a recondução para o mesmo cargo no mandato imediatamente subseqüente, dentro da mesma legislatura. § 1º Se ocorrer vaga em cargo da Mesa, cujo preenchimento implique recondução de quem preencheu o mesmo cargo no período anterior, proceder-se-á à eleição, nas mesmas condições deste artigo, para o preen- chimento da vaga. § 2º Qualquer membro da Mesa poderá ser destituído, com o voto da maioria absoluta dos membros da Câmara, em votação secreta, quando faltoso, omisso ou ineficiente, no desempenho de suas atribuições regi- mentais, elegendo-se outro vereador para completar o mandato. Art. 41 À Mesa, dentre outras atribuições, compete: I - propor projetos de lei que caem ou extingam cargos dos serviços da Câmara e fixem os respectivos ven- cimentos; II - elaborar e expedir, mediante ato, a discriminação analítica das dotações orçamentárias da Câmara, bem como alterá-las, quando necessário; III - apresentar projetos de lei dispondo sobre abertura de créditos suplementares ou especiais, através de anulação parcial ou total da dotação da Câmara; IV - suplementar, mediante ato, as dotações do orçamento da Câmara, observado o limite da autorização constante da lei orçamentária, desde que os recursos para sua cobertura sejam provenientes de anulação total ou parcial de suas dotações orçamentárias; V - comunicar à Tesouraria da Prefeitura o saldo de caixa existente na Câmara ao final do exercício; VI - enviar ao Prefeito, até o primeiro dia de março, as contas do exercício anterior; VII - nomear, promover, comissionar, conceder gratificações, licenças, por em disponibilidade, exonerar, demitir, aposentar e punir servidores da Câmara Municipal, na forma da lei; VIII - declarar a perda do mandato de vereador, de ofício ou por provocação de qualquer de seus membros ou, ainda, de partido político representado na Câmara, nas hipóteses previstas nos incisos lll, IV, Vl e Vll do art. 33 desta Lei, assegurada plena defesa. Art. 42 Ao Presidente da Câmara, dentre outras atribuições, compete: I - representar a Câmara em juízo e fora dele; II - dirigir, executar e disciplinar os trabalhos legislativos; III - interpretar e fazer cumprir o Regimento Interno; IV - promulgar as resoluções e os decretos legislativos, bem como as leis com sanção tácita ou cujo veto tenha sido rejeitado pelo plenário; V - fazer publicar os atos da Mesa, bem como as resoluções, os decretos legislativos e as leis por ele pro- mulgadas; VI - declarar a perda do mandato do Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores, nos casos previstos em lei, salvo as hipóteses dos incisos III, IV, VI e VII do art. 33 desta Lei; VII - requisitar o numerário destinado às despesas da Câmara e aplicar as disponibilidades financeiras no mercado de capitais; 12 VIII - apresentar ao plenário, até o dia vinte de cada mês, o balancete relativo aos recursos recebidos e às despesas do mês anterior; IX - representar sobre a inconstitucionalidade de lei ou ato municipal; X - solicitar a intervenção no Município, nos casos admitidos pela Constituição do Estado; XI - manter a ordem no recinto da Câmara, podendo solicitar a força necessária para esse fim. Art. 43 O Presidente da Câmara ou seu substituto só terá voto: I - na eleição da Mesa Diretora; II - quando a matéria exigir, para sua aprovação, o voto favorável de pelo menos dois terços dos membros da Câmara; III - quando houver empate em qualquer votação no plenário; IV - nas votações secretas. § 1º Não poderá votar o Vereador que tiver interesse pessoal na deliberação, anulando-se a votação, se seu voto for decisivo. § 2º O voto será sempre público nas deliberações da Câmara, exceto nos seguintes casos: a) no julgamento dos vereadores, do Prefeito e do Vice-Prefeito; b) na eleição dos membros da Mesa e dos substitutos, bem como no preenchimento de qualquer vaga; c) na votação de decreto legislativo para concessão de qualquer honraria; d) na votação de veto apoiado pelo Prefeito. Seção DA SEÇÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA lv Art. 44 A Câmara Municipal reunir-se-á, anualmente, de 1º de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2006) § 1º As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia útil subseqüente, quando recaírem em sábados, domingos ou feriados. § 2º A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentá- rias. § 3º A Câmara se reunirá em sessões ordinárias, extraordinárias ou solenes, conforme dispuser o seu Re- gimento Interno, e as remunerará de acordo com o estabelecido na legislação específica. § 4º As sessões extraordinárias serão convocadas pelo Presidente da Câmara, em sessão ou fora dela, na forma regimental. Art. 45 As sessões da Câmara serão públicas, salvo deliberação em contrário, tomada pela maioria de dois terços de seus membros, quando ocorrer motivo relevante de preservação do decoro parlamentar. Parágrafo Único - É assegurado o uso da palavra a representantes populares, durante as reuniões, na for- ma e nos casos estabelecidos no Regimento Interno. Art. 46 As sessões só poderão ser abertas com a presença da maioria absoluta dos vereadores. SEÇÃO V DA SESSÃO LEGISLATIVA EXTRAORDINÁRIA Art. 47 A convocação extraordinária da Câmara Municipal, no período de recesso, far-se-á, em caso de ur- gência ou interesse público relevante: I - pelo Presidente; II - pelo Prefeito, quando este a entender necessária; 13 III - pela maioria dos membros da Câmara Municipal. Parágrafo Único - Durante a sessão legislativa extraordinária, a Câmara deliberará exclusivamente sobre a matéria para a qual foi convocada. SEÇÃO VI DAS COMISSÕES Art. 48 A Câmara terá comissões permanentes e temporárias, constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo Regimento Interno ou no ato de que resultar sua criação. § 1º Na constituição da Mesa e de cada comissão é assegurada,b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos enteados, menor sob guarda ou tutela e irmãos. III - para comparecimento a congresso ou outro evento científico, quando autorizado pela autoridade com- petente. CAPÍTULO VII DO TEMPO DE SERVIÇO Art. 93 A apuração do tempo de serviço será feita em dias, serão convertidos em anos, considerado o ano como de trezentos e sessenta e cinco dias. Parágrafo único. Feita a conversão, os dias restantes, até cento oitenta e dois dias, não serão computados, arredondando-se para um ano quando excederem este número, para efeito de aposentadoria. Art. 94 Além das ausências do servidor previstas no artigo 92, são considerados como de efetivo exercício os afastamentos em virtude de: I - férias II - exercício de cargo em órgão ou entidade dos Poderes da União e dos Estado, em caso de reembolso pela entidade cessionária; III - participação em programa de treinamento regulamentar instituído; IV - desempenho de mandato eletivo federal, estadual, municipal, exceto para promoção por merecimento; V - júri e outros serviços obrigatórios por lei; VI - estudo no exterior, quando autorizado o afastamento; VII - licença. a) à gestante, à adotante e à paternidade; b) para tratamento da própria saúde, até dois anos; c) para desempenho de mandato classista, exceto para efeito de promoção por merecimento; 135 d) por motivo de acidente em serviço ou doença profissional; e) prêmio por assiduidade; f) por convocação para serviço militar. Art. 95 Contar-se-ão para efeito de aposentadoria e disponibilidade: I - o tempo de serviço público prestado à União e aos Estados, aos demais Municípios e Distrito Federal; II - a licença para tratamento de saúde de pessoa da família do funcionário, com remuneração; III - a licença para atividade política; IV - o tempo de serviço em atividade pública ou privada, vinculada à Previdência Social, nos termos do artigo 113 da Lei Orgânica e do artigo 202 da Constituição Federal; V - o tempo relativo ao serviço militar obrigatório. § 1º O tempo de serviço a que se refere o inciso I deste artigo não poderá ser contado em dobro ou com quaisquer outros acréscimos. § 2º O tempo em que o servidor esteve aposentado por invalidez ou disponibilidade será contado apenas para nova aposentadoria ou disponibilidade. § 3º É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado concomitantemente em mais de um cargo ou função de órgão ou entidades dos Poderes da União, Estado, Distrito Federal e Município, autarquia, fundações públicas, sociedade de economia mista e empresa pública. CAPÍTULO VIII DO DIREITO DE PETIÇÃO Art. 96 É assegurado ao servidor o direito de requerer aos Poderes Públicos, em defesa de direito ou de interesse legítimo. Art. 97 O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o requerente. Art. 98 Cabe pedido de reconsideração à autoridade de houver expedido o ato ou proferido a primeira deci- são, não podendo ser renovado. Parágrafo único. O requerimento e o pedido de reconsideração, de que tratam os artigos anteriores, deve- rão ser despachados no prazo de cinco dias e decididos dentro de trinta dias. Art. 99 Caberá recurso: I - do indeferimento do pedido de reconsideração; II - das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos. § 1º O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou preferido a decisão e, sucessivamente, em escala ascendente, às demais autoridades. § 2º O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o requerente. Art. 100 O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de trinta dias, a contar da publicação ou da ciência, pelo interessado, da decisão recorrida. Art. 101 O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo, a juízo da autoridade competente. Parágrafo único. Em caso de provimento do pedido da reconsideração ou do recurso, os efeitos da decisão retroagirão a data do ato impugnado. Art. 102 O direito de requerer prescreve: I - em cinco anos, quanto aos atos de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho; 136 II - em cento e vinte dias, nos demais casos, salvo quando outro prazo por fixado em lei. Parágrafo único. O prazo de prescrição será contado da data da publicação do ato impugnado ou da data da ciência, pelo interessado, quando o ato não foi publicado. Art. 103 O pedido de reconsideração e o recurso, quando cabíveis, interrompem a prescrição. Parágrafo único. Interrompida a prescrição, o prazo recomeçará a ocorrer pelo restante no dia em que ces- sar a interrupção. Art. 104 A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada pela administração. Art. 105 Para o exercício do direito de petição, é assegurada vista do processo ou documento, na repartição, ao servidor ou a procurador por ele constituído. Art. 106 A administração deverá rever seus atos, a qualquer tempo, quando crivados de ilegalidade. Art. 107 São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste Capítulo, salvo motivo de força maior. TÍTULO V DO REGIME DISCIPLINAR CAPÍTULO I DOS DEVERES Art. 108 São deveres do servidor: I - exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo; II - ser leal às instituições a que servir; III - observar as normas legais e regulamentares; IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais; V - atender com presteza: a) ao público em geral, prestando as informações requeridas ressalvadas as protegidas por sigilo; b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse pessoal; c) à requisições para defesa da Fazenda Pública; VI - levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo; VII - zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público; VIII - guardar sigilo sobre assuntos das repartições; IX - manter conduta compatível com a moralidade administrativa; X - por assiduidade e pontual ao serviço; XI - tratar com urbanidade as pessoas; XII - representar contra ilegalidade ou abuso de poder; Parágrafo único. À representação de que trata o inciso XII será encaminhada pela via hierárquica e obriga- toriamente apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada, assegurando-se ao represen- tado o direito de defesa. 137 CAPÍTULO II DAS PROIBIÇÕES Art. 109 Ao servidor público é proibido: I - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato; II - retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da repartição; III - recusar fé a documentos públicos; IV - opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço; V - referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso às autoridades públicas ou oral, podendo, porém, cri- ticar ato do Poder Público, do ponto de vista doutrinário ou da organização de serviço, em trabalho assinado; VI - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de atribuições que sejam de sua responsabilidade ou de seu subordinado; VII - compelir ou aliciar outro funcionário no sentido de filiação e associação profissional ou sindical, ou partido político; VIII - manter sob sua chefia imediata cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil; IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em de detrimento da dignidade da função pública; X - participar de gerência ou administração de empresa privada, de sociedade civil, ou exercer o comércio e nessa qualidade, transacionar com Município; XI - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartição públicas, salvo quando se tratar de benefício previdenciários ou assistenciais detanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da Câmara. § 2º Às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe: I - emitir parecer em matérias a elas submetidas; II - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil; III - convocar Secretários Municipais, para prestar informações sobre assuntos inerentes às suas atribui- ções; IV - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra ates ou omissões das autoridades ou entidades públicas municipais; V - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão; VI - apreciar programas de obras e planos municipais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer; VII - acompanhar a elaboração da proposta orçamentária e a posterior execução do orçamento. § 3º As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autorida- des judiciais, além de outros previstos no Regimento, serão criadas pela Câmara, mediante requerimento de, no mínimo, um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. Art. 49 As comissões parlamentares de inquérito, no interesse da investigação, poderão: I - proceder a vistorias e levantamentos nas repartições públicas municipais e entidades descentralizadas, onde terão livre ingresso e permanência; II - requisitar de seus responsáveis a exibição de documentos e a prestação dos esclarecimentos necessá- rios; III - transportar-se aos lugares onde se fizer mister sua presença, ali realizando os atos que lhes competirem. § 1º No exercício de suas atribuições poderão, ainda, as comissões parlamentares de inquérito, por inter- médio de seu Presidente: I - determinar as diligências que reputarem necessárias; II - requerer a convocação de Secretário Municipal; III - tomar depoimento de qualquer servidor municipal, intimar testemunhas e inquiri-las sob compromisso; IV - proceder a verificações contábeis em livros, papéis e documentos dos órgãos da administração direta e indireta. § 2º Nos termos da legislação federal, as testemunhas serão intimadas de acordo com as prescrições esta- belecidas na legislação penal e, em caso de não comparecimento sem motivo justificado, a intimação será soli- citada ao juiz criminal na localidade onde residirem ou se encontrarem, na forma do Código de Processo Penal. § 3º Durante o recesso haverá uma comissão representativa da Câmara cuja composição reproduzirá, tanto quanto possível, a proporcionalidade da representação partidária, eleita na última reunião ordinária da sessão legislativa, com atribuições definidas no Regimento. 14 SEÇÃO VII DO PROCESSO LEGISLATIVO SUBSEÇÃO I DISPOSIÇÃO GERAL Art. 50 O processo legislativo compreende a elaboração de: I - emendas à Lei Orgânica; II - leis complementares; III - leis ordinárias; IV - leis delegadas; V - decretos legislativos; VI - resoluções. SUBSEÇÃO II DAS EMENDAS À LEI ORGÂNICA Art. 51 A Lei Orgânica poderá ser emendada mediante proposta: I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara Municipal; II - do Prefeito; III - da população, subscrita por, pelo menos, cinco por cento dos eleitores do Município. § 1º A proposta de emenda à Lei Orgânica será votada em dois turnos, com o interstício mínimo de dez dias, considerando-se aprovada quando obtiver, em ambos, o voto favorável de pelo menos dois terços dos membros da Câmara Municipal. § 2º A emenda aprovada nos termos deste artigo será promulgada pela Mesa da Câmara Municipal, com o respectivo número de ordem. § 3º A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não poderá ser objeto de nova proposta da mesma sessão legislativa. SUBSEÇÃO III DAS LEIS Art. 52 As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta. Parágrafo único. São leis complementares as concorrentes às seguintes matérias: I - Código Tributário do Município; II - autorização para obtenção de empréstimo; III - qualquer outra matéria assim exigida na Constituição Federal e na Constituição do Estado de Minas Gerais. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2014) Art. 53 As leis ordinárias exigem, para sua aprovação, o voto favorável da maioria simples dos membros da Câmara Municipal. Art. 54 As leis delegadas serão elaboradas pelo Prefeito, que deverá solicitar a delegação à Câmara Muni- cipal. § 1º Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva da Câmara Municipal, a matéria reservada à lei complementar e a legislação sobre planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos. 15 § 2º A delegação ao Prefeito terá a forma de resolução da Câmara Municipal, que especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício. § 3º Se a resolução determinar a apreciação do projeto pela Câmara, esta o fará em votação única, vedada qualquer emenda. Art. 55 A votação da matéria constante da ordem do dia só poderá ser efetuada com a presença da maioria absoluta dos vereadores. Parágrafo Único - A aprovação da matéria colocada em discussão dependerá do voeto favorável da maioria dos Vereadores presentes à reunião, ressalvados os casos previstos nesta Lei. Art. 56 A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe ao Prefeito, a qualquer membro ou comissão da Câmara e aos cidadãos, observado o disposto nesta Lei. Art. 57 São de iniciativa privativa do Prefeito as leis que disponham sobre: I - criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta, autárquica e fundacional, e fixação de remuneração dos servidores; II - servidores públicos, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria; III - organização administrativa, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da adminis- tração; IV - criação, estruturação e atribuições dos órgãos da administração pública municipal. Art. 58 Não será admitido aumento da despesa prevista: I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Prefeito, ressalvado o disposto nos § 3º do art. 168; II - nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara Municipal. Art. 59 A iniciativa popular poderá ser exercida pela apresentação, a Câmara Municipal, de projeto de lei subscrito por, no mínimo, cinco por cento dos eleitores do Município. § 1º A proposta popular deverá ser articulada, exigindo-se, para seu recebimento, a identificação dos assi- nantes, mediante indicação do número do respectivo título eleitoral. § 2º A tramitação dos projetos de lei de iniciativa popular obedecerá às normas relativas ao processo legis- lativo estabelecidas nesta Lei. Art. 60 O Prefeito poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa, os quais deverão ser apreciados no prazo de até quarenta e cinco dias. § 1º Decorrido, sem deliberação, o prazo fixado, o projeto será obrigatoriamente incluído na ordem do dia, para que se ultime sua votação, sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos, com exceção do que se refere à votação das leis orçamentárias. § 2º O prazo referido neste artigo não corre nos períodos de recesso da Câmara e não se aplica aos projetos de codificação. Art. 61 A proposição de lei, resultante de projeto aprovado pela Câmara Municipal, será, no prazo de dez dias úteis, enviada, pelo Presidente da Câmara, ao Prefeito que, concordando, a sancionará e promulgará no prazo de quinze dias úteis. § 1º Decorrido o prazo de quinze dias úteis, o silêncio do Prefeito importará em sanção. § 2º Quando a lei resultar de proposição oriunda de vereadores, seus nomes aparecerão no final do docu- mento sancionado. Art. 62 Se o Prefeito julgar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze dás úteis, contados da data do recebimento, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, aoPresidente da Câmara, os motivos do veto. § 1º O veto parcial somente abrangerá o texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea. § 2º O veto será apreciado dentro de trinta dias, a contar de seu recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos vereadores. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2013) 16 § 3º Se o veto não for mantido, será o projeto enviado, para promulgação, ao Prefeito. § 4º Esgotado, sem deliberação, o prazo estabelecido no § 2º deste artigo, o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação final, ressalvada a matéria de que trata o art. 60, § 1º. § 5º Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Prefeito, nos casos do § 3º deste artigo e § 1º do art. 61, o Presidente da Câmara a promulgará. § 6º A manutenção do veto não restaura matéria suprimida ou modificada pela Câmara. § 7º Na apreciação do veto, a Câmara não poderá introduzir qualquer modificação no texto aprovado. Art. 63 A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros da Câmara. Parágrafo Único - Suprimido. (Suprimido pela Emenda à Lei orgância nº 2/2013) SUBSEÇÃO IV DOS DECRETOS LEGISLATIVOS E DAS RESOLUÇÕES Art. 64 O decreto legislativo é destinado a regular matéria de competência exclusiva da Câmara Municipal e que produza efeitos externos. Parágrafo Único - O decreto legislativo, aprovado pelo plenário em um só turno de votação, será promulga- do pela Mesa. Art. 65 A resolução é destinada a regular matéria político-administrativa da Câmara e de sua competência exclusiva. Parágrafo Único - A resolução, aprovada pelo plenário em um só turno de votação, será promulgada pela Mesa. SUBSEÇÃO V DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA Art. 66 A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Município e das entida- des da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação de subven- ções e renúncia de receitas, será exercida pela Câmara Municipal, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder. § 1º Prestará contas qualquer pessoa física ou entidade pública que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiro, bens e valores públicos ou pelos quais o Município responda, ou que em nome deste as- suma obrigações de natureza pecuniária. § 2º A prestação de contas será feita com a necessária apresentação de cópia da documentação compro- batória. Art. 67 As contas do Município ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à disposição de qualquer cida- dão, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade, na forma da lei. Art. 68 O controle externo, a cargo da Câmara Municipal, será exercido com auxílio do Tribunal de Contas do Estado, ao qual competem as atribuições previstas no art. 76 da Constituição Estadual, observado o dispos- to no art. 31 da Constituição Federal. § 1º O Prefeito remeterá ao Tribunal de Contas do Estado, até 31 de março do exercício seguinte, suas contas e as da Câmara Municipal, apresentadas pela Mesa, as quais lhe serão entregues até o dia 1º de março. § 2º As decisões do Tribunal de que resulta imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo. 17 Art. 69 A comissão permanente de fiscalização financeira e orçamentária, diante de indícios de despesas não autorizadas, ainda que sob a forma de investimentos não programados ou de subsídios não aprovados, poderá solicitar esclarecimentos à autoridade governamental responsável, os quais deverão ser fornecidos no prazo de cinco (5) dias. Art. 70 Os Poderes Legislativo e Executivo manterão, de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade de: I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, bem como a execução dos programas de governo e dos orçamentos do Município; II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência da gestão orçamentária, fi- nanceira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração municipal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado; III - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. § 1º Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ile- galidade, dela darão ciência ao Prefeito e ao Presidente da Câmara Municipal, sob pena de responsabilidade solidária. § 2º Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei, de- nunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Prefeito, o Presidente da Câmara Municipal e a comissão permanente de fiscalização financeira e orçamentária. CAPÍTULO II DO PODER EXECUTIVO SEÇÃO I DO PREFEITO E DO VICE-PREFEITO Art. 71 O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito, auxiliado pelos Secretários. Art. 72 A eleição do Prefeito e do vice-Prefeito realizar-se-á, simultaneamente, até noventa dias antes do tér- mino do mandato de seus antecessores, dentre brasileiros com idade mínima de vinte e um anos e verificadas as demais condições de elegibilidade da Constituição Federal. § 1º A eleição do Prefeito importará a do Vice-Prefeito com ele registrado. § 2º Será considerado eleito Prefeito o candidato que, registrado por partido político, obtiver a maioria dos votos. Art. 73 Proclamado oficialmente o resultado da eleição municipal, o Prefeito eleito poderá indicar uma co- missão de transição, destinada a proceder ao levantamento das condições administrativas do Município. Parágrafo Único - O Prefeito em exercício não poderá impedir ou dificultar os trabalhos da comissão de transição. Art. 74 O Prefeito e o vice-Prefeito tomarão posse na sessão solene de instalação da Câmara Municipal, no dia 1º de janeiro do ano subseqüente ao da eleição, prestando o seguinte compromisso: “Prometo manter, defender e cumprir a Lei Orgânica Municipal, observar as demais leis e promover o bem geral do Município”. § 1º Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Prefeito ou Vice-Prefeito, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago pelo Presidente da Câmara Municipal. § 2º Enquanto não ocorrer a posse do Prefeito, assumirá o Vice-Prefeito ou, na falta ou impedimento deste, o Presidente da Câmara Municipal. § 3º O Prefeito e o Vice-Prefeito, até trinta das após a posse e o término do mandato, farão declaração públi- ca de seus bens, enviando-a à Câmara Municipal, sob pena de responsabilidade. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2017) 18 § 4º O Prefeito e o Vice-Prefeito deverão desincompatibilizar-se no ato da posse. § 5º Se o Vice-Prefeito não receber qualquer remuneração por seu cargo, não precisará desincompatibili- zar-se. Art. 75 São infrações político-administrativas do Prefeito, sujeitas ao julgamento pela Câmara Municipal e sancionadas com a cassação do mandato: I - impedir o funcionamento regular da Câmara Municipal; II - impedir o exame de livros, folhas de pagamento e demais documentos que devam constar dos arquivos da Prefeitura, bem como a verificação de obras e serviços municipais, por comissão de investigação da Câmara ou auditoria regularmente instituída; III - desatender, sem motivo justo, os pedidos de informações da Câmara, quando feitos a tempo e em forma regular; IV - retardar a publicação ou deixar de publicar as leis e atos sujeitos a essa formalidade; V - deixar de apresentar à Câmara, no devido tempo e em forma regular, a proposta orçamentária; VI - descumprir o orçamento aprovado para o exercício financeiro; VII - praticar, contra expressa disposição de lei, ato de sua competência ou omitir-se na sua prática; VIII - omitir-se ou negligenciar na defesa de bens, rendas, direitos ou interesses do Município, sujeitos à administração da Prefeitura;IX - fixar residência fora do Município; X - ausentar-se do Município, por tempo superior a quinze dias, ou afastar-se da Prefeitura, sem autorização da Câmara; XI - proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo ou atentatório às instituições vi- gentes. Parágrafo Único - A cassação do mandato será julgada pela Câmara, na forma da lei. Art. 76 Extingue-se o mandato de Prefeito e, assim, deve ser declarado pelo Presidente da Câmara, quando: I - ocorrer falecimento, renúncia por escrito, suspensão ou perda dos direitos políticos ou condenação por crime funcional ou eleitoral; II - incidir nos impedimentos para o exercício do cargo. Parágrafo Único - A extinção do mandato, no caso do item I, independe de deliberação do plenário e se tornará efetiva desde a declaração do fato ou ato extintivo pelo Presidente da Câmara e sua inserção em ata. Art. 77 O Prefeito não poderá, sob pena de perda do cargo: I - desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com o Município, com suas autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista ou com suas empresas concessionárias de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes; b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que seja demissível “ad nutum” nas entidades constantes da alínea anterior, salvo mediante aprovação em concurso público, caso em que, após investidura, ficará automaticamente licenciado, sem vencimentos; II - desde a posse: a) ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público municipal, ou nela exercer função remunerada; b) ocupar cargo ou função de que seja demissível “ad nutum”, nas entidades referidas no inciso I, a; c) patrocinar causas em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, a; d) ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo. 19 § 1º Os impedimentos referidos nas alíneas do inciso II deste artigo estendem-se ao VicePrefeito, aos Se- cretários e ao Procurador Municipal, no que forem aplicáveis. § 2º A perda do cargo será decidida pela Câmara por voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da Mesa ou de partido político representado na Câmara, assegurada ampla defesa. § 3º O Prefeito, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções. Art. 78 Será de quatro anos o mandato do Prefeito e do Vice-Prefeito, a iniciar-se no dia 1º de janeiro do ano seguinte ao da eleição. Art. 79 São inelegíveis para o mesmo cargo, no período subseqüente, o Prefeito e quem o houver sucedido ou substituído nos seis meses anteriores à eleição. Art. 80 Para concorrer a outros cargos eletivos, o Prefeito deve renunciar ao mandato até seis meses antes do pleito. Art. 81 O Vice-Prefeito substitui o Prefeito no caso de licença ou impedimento e o sucede no caso de vaga ocorrida após a diplomação. § 1º O Vice-Prefeito, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei, auxiliará o Prefeito sempre que por ele convocado para missões especiais. § 2º O Vice-Prefeito não poderá recusar-se a substituí-lo, sob pena de extinção do respectivo mandato. Art. 82 Em caso de impedimento do Prefeito e do Vice-Prefeito, assumirá o cargo o Presidente da Câmara Municipal. Parágrafo Único - O Presidente da Câmara não poderá recusar-se a assumir o cargo, sob pena de extinção do respectivo mandato. Art. 83 Vagando os cargos de Prefeito e vice-Prefeito, até o primeiro trimestre do quarto ano de mandato, far-se-á eleição para preenchimento destes cargos, observada a prescrição da lei eleitoral. Parágrafo Único - Ocorrendo a vacância posteriormente, cabe ao Presidente da Câmara complementar, em substituição, o mandato do Prefeito. Art. 84 O Prefeito poderá licenciar-se: I - quando a serviço ou em missão de representação do Município, devendo enviar à Câmara relatório cir- cunstanciado dos resultados de sua viagem; II - quando impossibilitado do exercício do cargo, por motivo de doença devidamente comprovada. Parágrafo Único - Nos casos deste artigo, o Prefeito terá direito à remuneração. Art. 85 As remunerações do Prefeito e do Vice-Prefeito serão fixadas pela Câmara Municipal, em cada le- gislatura para a subseqüente, e não poderá a do Prefeito ser inferior ao maior padrão de vencimentos estabe- lecido para o servidor do Município, estando ambas sujeitas aos impostos gerais, inclusive o de renda e outros extraordinários, sem distinção de qualquer espécie. § 1º Na fixação e correção da remuneração, observar-se-á, na forma do inciso XI do art. 38 da Constituição Federal, a relação, estabelecida por lei municipal, com a menor remuneração do servidor público municipal. § 2º Na hipótese de a Câmara deixar de exercer a competência de que trata este artigo, ficarão mantidos, na legislação subseqüente, os valores da remuneração vigente em dezembro do último exercício da legislatura anterior, admitida apenas a correção monetária. Art. 86 A extinção ou a cassação do mandato do Prefeito e do Vice-Prefeito, bem como a apuração dos crimes de responsabilidade do Prefeito ou seu substituto, ocorrerão na forma e nos casos previstos nesta Lei e na legislação federal. 20 SEÇÃO II DAS ATRIBUIÇÕES DO PREFEITO Art. 87 Ao Prefeito compete, privativamente: I - nomear e exonerar os Secretários e o Procurador Municipal; II - exercer, com auxílio dos Secretários e do Procurador Municipal, a direção superior da administração municipal; III - executar o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais do Município; IV - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Lei; V - representar o Município em juízo e fora dele; VI - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis aprovadas pela Câmara e expedir regulamentos para sua execução; VII - vetar, no todo ou em parte, projetos de lei, na forma prevista nesta Lei; VIII - decretar desapropriação e instituir servidões administrativas; IX - expedir decretos, portarias e outros atos administrativos; X - permitir ou autorizar o uso de bens municipais por terceiros; XI - permitir ou autorizar a execução de serviços públicos por terceiros; XII - dispor sobre a organização e o funcionamento da administração municipal, na forma da lei; XIII - prover e extinguir os cargos públicos municipais, na forma da lei, e expedir os demais atos referentes à situação funcional dos servidores; XIV - remeter mensagem e plano de governo à Câmara por ocasião da abertura da sessão legislativa, ex- pondo a situação do Município e solicitando as providências que julgar necessárias; XV - enviar à Câmara o projeto de lei do orçamento anual das diretrizes orçamentárias e do orçamento plu- rianual de investimentos; XVI - encaminhar à Câmara Municipal, até o dia 15 de março de cada ano, a prestação de contas relativas ao exercício anterior, remetendo cópia autenticada ao Tribunal de Contas do Estado; XVII - encaminhar aos órgãos competentes os planos de aplicação e as prestações de contas exigidas em lei; XVIII - fazer publicar os atos oficiais; XIX - prestar à Câmara as informações solicitadas por Vereadores, na forma regimental, no prazo máximo de quinze dias, a contar do recebimento do pedido; XX - superintender a arrecadação dos tributos e preços, bem como a guarda e aplicação da receita, auto- rizando as despesas e pagamentos dentro das disponibilidades orçamentárias ou dos créditos votados pela Câmara; XXI - colocar à disposição da Câmara, dentro de quinze dias de sua requisição, as quantias que devam ser despendidas de uma só vez e, até o dia vinte de cada mês, a parcela correspondente ao duodécimo de sua dotação orçamentária; XXII - aplicar multas previstas em leis e contratos, bem como relevá-las quando impostas irregularmente; XXIII - resolver sobre os requerimentos, reclamações ou representações que lhe forem dirigidos; XXIV - oficializar, obedecidasas normas urbanísticas aplicáveis, os logradouros públicos; XXV - dar denominação a próprios municipais e logradouros públicos, na forma da lei; XXVI - aprovar projetos de construção, edificação e parcelamento do solo para fins urbanos; XXVII - solicitar o auxílio da Polícia do Estado para garantia do cumprimento de seus atos, bem como fazer uso da Guarda Municipal no que couber; 21 XXVIII - decretar o estado de emergência quando for necessário preservar ou prontamente restabelecer, em locais determinados e restritos do Município, a ordem pública ou a paz social; XXIX - convocar e presidir o Conselho Municipal; XXX - elaborar o Plano Diretor; XXXI - celebrar convênios “ad referendum” da Câmara Municipal; XXXII - comparecer perante a Câmara Municipal ou qualquer de suas comissões para solicitar providências e, obrigatoriamente, quando convocado para prestar informações sobre assunto previamente determinado; XXXIII - convocar, extraordinariamente, a Câmara Municipal; XXXIV - conceder audiência pública quando da execução de projetos que envolvam aspectos ambientais, arquitetônicos, históricos, artísticos e culturais, na forma da lei; XXXV - exercer outras atribuições previstas nesta Lei. Parágrafo Único - O Prefeito poderá delegar, por decreto, aos Secretários e ao Procurador Municipal, fun- ções administrativas que não sejam de sua competência exclusiva. Art. 88 Uma vez em cada sessão legislativa, o Prefeito poderá submeter à Câmara Municipal medidas legis- lativas que considere programáticas e de relevante interesse municipal. SEÇÃO III DOS SECRETÁRIOS MUNICIPAIS Art. 89 Os Secretários Municipais serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos, residen- tes no Município, e no exercício dos direitos políticos. Art. 90 A lei disporá sobre a criação, estruturação e atribuições das Secretarias. Art. 91 Compete ao Secretário Municipal, além das atribuições que esta Lei Orgânica e outras leis estabe- lecerem: I - exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração municipal, na área de sua competência; II - referendar os atos e decretos assinados pelo Prefeito, pertinentes a sua área de competência; III - apresentar ao Prefeito relatório anual dos serviços realizados na Secretaria; IV - praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo prefeito; V - expedir instruções para execução das leis, regulamentos e decretos. Art. 92 A competência dos Secretários Municipais abrangerá todo o território do Município, nos assuntos pertinentes às respectivas Secretarias. Art. 93 Os Secretários serão sempre nomeados em comissão e farão declaração de seus bens, entregan- do-a à Controladoria Geral do Município. Quando exonerados, deverão atualizar a declaração, sob pena de impedimento para o exercício de qualquer outro cargo no Município e sob pena de responsabilidade. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 1/2017) SEÇÃO IV DO CONSELHO MUNICIPAL Art. 94 O Conselho Municipal é o órgão superior de consulta do Prefeito e dele participam: I - o Prefeito, que o preside; II - o Vice-Prefeito; III - o Presidente da Câmara Municipal; 22 IV - dois vereadores indicados pela Câmara; V - o Procurador Geral do Município; VI - seis cidadãos brasileiros, com no mínimo dezoito anos de idade, sendo três nomeados pelo prefeito e três eleitos pela Câmara Municipal, todos com mandato de dois anos, vedada a recondução; VII - membro de associação representativa de bairros indicado em reunião conjunta das associações, com mandato de dois anos, vedada a recondução. Parágrafo Único - Os membros do Conselho Municipal não receberão remuneração pela participação de reuniões. Art. 95 Compete ao Conselho Municipal pronunciar-se sobre questões de relevante interesse para o Muni- cípio. Art. 96 O Conselho Municipal será convocado pelo Prefeito, sempre que entender necessário. Parágrafo Único - O Prefeito poderá convocar Secretário Municipal para participar da reunião do Conselho, quando constar da pauta questão relacionada com a respectiva Secretaria. SEÇÃO V DA PROCURADORIA DO MUNICÍPIO Art. 97 A Procuradoria do Município é a instituição que representa o Município, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe, ainda, nos termos de lei especial, as atividades de consultora e assessoramento do Poder Execu- tivo e, privativamente, a execução da dívida ativa de natureza tributária. Art. 98 A Procuradoria do Município reger-se-á por lei própria, atendendo-se, com relação a seus integran- tes, o disposto nos artigos 37, inciso XII e 39, § 1º da Constituição Federal. Parágrafo Único - O ingresso na classe inicial da carreira de Procurador Municipal far-se-á mediante con- curso público de provas e títulos. Art. 99 A Procuradoria do Município tem por responsável o Procurador Geral do Município, de livre designa- ção do Prefeito, dentre advogado de reconhecido saber jurídico e reputação ilibada. TÍTULO V DA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA MUNICIPAL CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 100 A administração pública direta ou indireta do Município obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, razoabilidade, transparência e participação popular, bem como aos demais princí- pios constantes das Constituições Federal e Estadual. Art. 101 A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas da administração direta e indi- reta, fundações e órgãos controlados pelo Poder Público, ainda que custeada por entidades privadas, deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social e será realizada de forma a não abusar da confiança do cidadão, não explorar sua falta de experiência ou de conhecimento e não se beneficiar de sua credulidade. § 1º É vedada a utilização de nomes, símbolos, sons e imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. § 2º A publicidade a que se refere este artigo somente poderá ser realizada após aprovação pela Câmara Municipal do plano anual de publicidade, que conterá previsão de seus custos e objetivos, na forma da lei. § 3º A veiculação da publicidade a que se refere este artigo é restrita ao território do Município, exceto aque- las inseridas em órgãos de comunicação de caráter regional, estadual ou nacional. 23 § 4º O Poder Executivo publicará e enviará ao Poder Legislativo e ao Conselho Municipal, no máximo trinta dias após o encerramento de cada trimestre, relatório completo sobre os gastos publicitários da administração direta, indireta, fundações e órgãos controlados pelo Poder Público, na forma da lei. § 5º O não-cumprimento dos disposto neste artigo implicará crime de responsabilidade, sem prejuízo da suspensão e da instauração imediata de procedimento administrativo para sua apuração. SEÇÃO I DA ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL Art. 102 A administração municipal é constituída dos órgãos integrados na estrutura administrativa da Pre- feitura e de entidades dotadas de personalidade jurídica própria. Art. 103 A administração municipal instituirá órgãos de consultas, assessoramento e decisão que serão compostos por representantes comunitários dos diversos segmentos da sociedade local, os quais poderão ser constituídos por temas, áreas ou para a administração global. Art. 104 As autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações controladas pelo Município dependem de lei: I - para serem criadas, transformadas, incorporadas, privatizadas ou extintas; II - para serem criadas subsidiárias, assim como determinar sua participação em empresas públicas. SEÇÃO II DAS OBRAS E SERVIÇOS MUNICIPAIS Art. 105 A realização de obras públicas municipais deverá estar adequada ao Plano Diretor. Art. 106 Nenhum empreendimento de obras e serviços do Município poderá ter início sem prévia elaboração do plano respectivo, no qual, obrigatoriamente, constem a viabilidade do empreendimento, sua conveniência e oportunidade para o interesse comum. Art. 107 A permissão de serviço público ou