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Transações (acordos) Tributárias A transação é um negócio jurídico em que se realiza por meio de acordo de vontades e tem por objetivo extinguir a obrigação. Desse modo, a transação é um meio auto-compositivo de resolução de conflitos. Há a transação tributária, que é uma modalidade de acordo entre a Fazenda Pública Nacional (União) e o contribuinte. Apesar de a transação tributária estar presente no Código Tributário Nacional (CTN, Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966), por meio dos artigos; 156, inciso III e 171; esta modalidade de resolução de conflitos só foi regulada após mais de cinco décadas por intermédio da Lei nº 13.988, de 14 de abril de 2020. Observando os termos do CTN, a lei definiu os requisitos e as condições para que a União, suas autarquias e fundações, e os contribuintes realizassem transação resolutiva de litígio relativo à cobrança de créditos da Fazenda. Porém, a Lei nº 13.988, de 14 de abril de 2020 gerou uma série de questionamentos e dúvidas a respeito da aplicação da transação tributária. Assim, foi publicado no Diário Oficial da União a Lei nº 14.375/2022, em 22 de junho; em que definiu uma série de assuntos que não estavam regulados, o que resultou em uma complementação ao texto legal disposto na Lei nº 13.988, de 14 de abril de 2020. A Lei nº 13.988, de 14 de abril de 2020, dispõe que é aplicável aos créditos tributários sob a administração da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil do Ministério da Economia; à dívida ativa e aos tributos da União (em que a inscrição, cobrança e representação incumbam à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional - PGFN, conforme o art. 12 da Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro de 1993); e; no que couber, à dívida ativa das autarquias e das fundações públicas federais, cujas inscrição, cobrança e representação incumbam à Procuradoria-Geral Federal - PGF, e aos créditos cuja cobrança seja competência da Procuradoria-Geral da União - PGU (conforme ato do Advogado-Geral da União e sem prejuízo do disposto na Lei nº 9.469, de 10 de julho de 1997). Há a modalidade de transação por acordo individual, em que a Lei nº 13.988/2020 afirma que é na cobrança de créditos inscritos na dívida ativa da União, de suas autarquias e fundações públicas, na cobrança de créditos que seja da competência da Procuradoria-Geral da União. E a Lei nº 14.375/2022 complementa, ao incluir “ou em contencioso administrativo fiscal;”. A modalidade por adesão é possível quando: “II - por adesão, nos demais casos de contencioso judicial ou administrativo tributário; e”; “III - por adesão, no contencioso tributário de pequeno valor.”. E, também há a possibilidade da transação por adesão “... na cobrança de créditos inscritos na dívida ativa da União, de suas autarquias e fundações públicas, na cobrança de créditos que seja da competência da Procuradoria-Geral da União ou em contencioso administrativo fiscal;”. Mas, diferente da transação por acordo individual, a transação por adesão implica aceitação pelo devedor de todas as condições fixadas no edital que a propõe. Há também as modalidades de transação por meio das Portarias da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN): nº 9.924/2020, nº 14.402/2020, 18.731/2020, nº 21.561/2020, nº 2.381/2021, nº 7.917/2021, nº 214/2022, nº 6757/2022. A Portaria PGFN nº 9.924/2020 trata da transação extraordinária na cobrança da dívida ativa da União, em função dos efeitos da pandemia causada pelo coronavírus. A Portaria PGFN nº 14.402/2020 trata da transação excepcional na cobrança da dívida ativa da União, em função dos efeitos da pandemia causada pelo coronavírus. A Portaria PGFN nº 18.731/2020 trata da transação excepcional de débitos do Simples Nacional. A Portaria PGFN nº 21.561/2020 trata da transação excepcional de débitos originários de operações de crédito rural e de dívidas contraídas no âmbito fundiário. A Portaria nº 2.381/2021 Transação relativa ao FUNRURAL. A Portaria PGFN nº 7.917/2021 trata da transação relativa ao Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos/PERSE. A Portaria PGFN /ME nº 214/2022 trata do Programa de regularização fiscal de débitos do Simples Nacional inscritos em dívida ativa da União. A Portaria PGFN nº 6757/2022 trata das modalidades de transação individual para débitos acima de 10 milhões de reais e individual simplificada e modalidade de transação individual simplificada para débitos entre 1 milhão de reais e 10 milhões de reais. A Portaria nº 6757/2022 que entrou em vigor em 1º de agosto de 2022, diferente das demais Portarias da PGFN descritas acima, esta portaria não vencerá no dia 30 de Dezembro de 2022 e não possui validade. Logo, esta portaria é uma boa oportunidade para os contribuintes aderirem após 30 de dezembro de 2022. Claro, que, contribuintes que quiserem aderir neste exato momento, podem aderir. Há também o Edital nº 16/2020 PGFN que dispõe sobre a transação tributária na dívida de pequeno valor, que contempla as inscrições equivalentes a, no máximo, 60 salários-mínimos. O Edital nº 3/2021 da PGFN trata da dilação do prazo para adesão à transação na cobrança da dívida ativa do FGTS até o dia 30 de dezembro de 2022. O Edital nº 08/2022 da PGFN trata da transação no contencioso tributário de pequeno valor do Simples Nacional. E a Portaria RFB (Receita Federal do Brasil) nº 247 traz toda a regulamentação dos acordos para débitos não inscritos em dívida ativa. Desse modo há transação por adesão à proposta da RFB, transação individual proposta pela RFB e transação individual proposta pelo devedor. Mas, para adesão a qualquer modalidade de transação disposta na Portaria nº 247 da RFB, o devedor deverá desistir de impugnação, recurso e manifestação de inconformidade que verse sobre débitos transacionados. A Portaria PGFN nº 9.444/2022 alterou o prazo das transações nº 9.924/2020, nº 14.402/2020, 18.731/2020, nº 21.561/2020, nº 2.381/2021, nº 7.917/2021, nº 214/2022, nº 6757/2022, para até 30/12/2022 (diferentemente das Leis, nº 13.988/2020 e 14.375, em que não há prazo de encerramento para adesão às transações dispostas). A Portaria PGFN/ME nº 5.885/2022 que foi publicada no dia 30 de junho de 2022, dentre outras medidas, prorrogou os prazos para adesão à transação tributária até o dia 31/10/2022, às 19 horas, em relação às modalidades dispostas nos Editais: nº 16/2020, 3/2021 e 08/2022.