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ESTUDO REVERSO – LEI DE EXECUÇÃO PENAL 1 
A assinatura ESTUDO REVERSO é exclusiva e intransferível. O uso indevido ou a distribuição não autorizada do plano ou do material 
pode acarretar sanções legais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LEI DE EXECUÇÃO PENAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTUDO REVERSO – LEI DE EXECUÇÃO PENAL 2 
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pode acarretar sanções legais. 
 
 
pena restritiva de direitos. 
 LEI DE EXECUÇÃO PENAL 
DO OBJETO E DA APLICAÇÃO DA LEI DE 
EXECUÇÃO PENAL E DO CONDENADO E 
DO INTERNADO 
Art. 1º A execução penal tem por objetivo 
efetivar as disposições de sentença ou 
decisão criminal e proporcionar 
condições para a harmônica integração 
social do condenado e do internado. 
 
 
 
1. NOÇÕES INTRODUTÓRIAS: 
O Juiz irá impor uma pena que pode ser: 
 
 
Sendo assim, a prisão na esfera penal 
pode ser: 
 
Logo, são destinatários da LEP: 
• PRESO PROVISÓRIO: Trata-se do 
indivíduo preso, provisoriamente, de 
forma cautelar durante as investigações 
ou processo, por exemplo, quando se 
decreta a prisão temporária ou 
preventiva. Neste caso, não há 
condenação; 
• CONDENADOS DEFINITIVAMENTE: 
Trata-se do indivíduo que foi condenado 
com trânsito em julgado. Logo, não se 
admite mais recurso. 
• INTERNADOS: A LEP também será 
aplicada (no que couber) às hipóteses de 
sentença absolutória imprópria 
(execução das medidas de segurança). 
 
 
 
 
 
 
 
EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA: 
 
O PROFESSOR NORBERTO AVENA 
conceitua execução penal como o 
conjunto de normas e princípios que 
têm por objetivo tornar efetivo o 
comando judicial determinado na 
sentença, que impõe ao condenado uma 
pena (privativa de liberdade, restritiva de 
direitos ou multa) ou estabelece medida 
de segurança (ou medida de proteção). 
• Privativa de liberdade 
• Restritiva de direitos 
• Multa 
ESTUDO REVERSO – LEI DE EXECUÇÃO PENAL 3 
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e pode ser que se altere no futuro! 
Art. 492. Em seguida, o presidente 
proferirá sentença que: 
I – no caso de condenação: 
e) mandará o acusado recolher-se ou 
recomendá-lo-á à prisão em que se 
encontra, se presentes os requisitos da 
prisão preventiva, ou, no caso de 
condenação a uma pena igual ou 
superior a 15 (quinze) anos de reclusão, 
determinará a execução provisória das 
penas, com expedição do mandado de 
prisão, se for o caso, sem prejuízo do 
conhecimento de recursos que vierem a 
ser interpostos; 
o art. 492, inc. I, e, do CPP, passando a 
admitir a execução provisória da pena no 
júri quando a condenação for igual ou 
superior a 15 de reclusão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vale destacar que há, até o presente 
momento, uma exceção muito polemica. 
A Lei 13.964/19 (Pacote Anticrime) alterou 
2. FUNÇÕES DA PENA: A lei reforça a ideia 
que a pena, no Brasil, é POLIFUNCIONAL 
(Possui diversas funções): 
• RETRIBUTIVA: A pena busca retribuir o 
injusto causado ao ofendido; 
ATENÇÃO: 
Súmula 643-STJ: A execução da pena 
restritiva de direitos depende do trânsito 
a execução provisória de penas restritivas 
SC, Rel. para acórdão Min. Jorge Mussi, 
julgado em 14/6/2017 (Info 609) 
pena privativa de liberdade. 
É proibida a chamada execução 
provisória da pena. STF. Plenário. ADC 
43/DF, ADC 44/DF, ADC 54/DF, Rel. Min. 
cumprimento da pena somente pode ter 
início com o esgotamento de todos os 
recursos. Não existe cumprimento 
provisório da pena no Brasil porque 
ninguém pode ser considerado culpado 
da CF/88). OBS: Vale destacar que o 
indivíduo, antes do trânsito e julgado, 
pode ser preso cautelarmente, por 
exemplo, por meio de prisão preventiva e 
essa prisão se estender até o trânsito em 
julgado. Neste caso, não pode ser visto 
como uma antecipação do cumprimento 
da pena, mas foi necessária a sua prisão 
por alguma hipótese legal. O tempo em 
que essa pessoa 
provisoriamente será 
ficou presa 
abatido da 
execução de sua pena. 
ESTUDO REVERSO – LEI DE EXECUÇÃO PENAL 4 
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• Efetivar as disposições de sentença ou 
decisão criminal e 
• Proporcionar condições para a 
harmônica integração social do 
condenado e do internado. 
• PREVENTIVA: A pena busca prevenir a 
prática de novas infrações penais; 
• REEDUCATIVA: A pena busca 
ressocializar o apenado visando reinserir 
no seio da sociedade; 
 
 
3. DO OBJETO E DA APLICAÇÃO DA LEI DE 
EXECUÇÃO PENAL: 
 
 
 
1. Princípio da Legalidade 
• Base Constitucional e Legal: Art. 
5º, XXXIX, da CF/88 e Art. 1º do CP: 
"Não há crime sem lei anterior que 
o defina. Não há pena sem prévia 
cominação legal." 
• Exposição de Motivos (Item 19): A 
legalidade impede que excessos ou 
desvios na execução 
comprometam a dignidade e a 
humanidade do Direito Penal. 
• Art. 3º da LEP: Garante ao 
condenado e internado todos os 
direitos não atingidos pela 
sentença ou pela lei. 
• Retroatividade Benéfica: A pena 
será executada conforme a lei 
vigente à época do fato, salvo 
modificação por pena mais branda, 
em conformidade com a 
retroatividade benéfica da lei 
penal. 
 
2. Princípio da Anterioridade 
• Conceito: Crime e pena devem 
estar definidos em lei anterior ao 
fato praticado. 
• Decorrência: Este princípio deriva 
do princípio da legalidade. 
• Exceção: A lei penal só retroage 
para beneficiar o réu. 
 
 
3. Princípio da Pessoalidade ou 
Intranscendência da Pena 
• Base Constitucional: Art. 5º, XLV, 
da CF/88: "A pena não passará da 
pessoa do condenado." 
• Responsabilidade Penal 
Personalíssima: Ninguém pode 
ser penalizado por fato de 
terceiros. 
• Extinção da Punibilidade: A morte 
do agente extingue a punibilidade 
(Art. 107, I, do CP). 
 
 
4. Princípio da Individualização da Pena 
• Base Constitucional: Art. 5º, XLVIII, 
da CF/88: "A pena será cumprida 
em estabelecimentos distintos, de 
acordo com a natureza do delito, 
idade e sexo." 
• Classificação dos Condenados: 
Art. 5º da LEP determina que os 
condenados sejam classificados 
por antecedentes e personalidade, 
orientando a individualização da 
execução penal. 
ESTUDO REVERSO – LEI DE EXECUÇÃO PENAL 5 
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das Execuções Penais do Estado a 
execução das penas impostas a 
sentenciados pela Justiça Federal, Militar 
ou Eleitoral, quando 
estabelecimentos 
Administração Estadual. 
recolhidos a 
sujeitos a 
 
 
 
 
 
 
 
5. Princípio da Humanização 
• Fundamento: Protege a dignidade 
da pessoa humana e veda penas 
cruéis, de caráter perpétuo, 
banimento, ou regime 
integralmente fechado. 
• Objetivo: Garantir que as penas 
respeitem os direitos humanos e 
sejam compatíveis com a 
reintegração social. 
 
 
6. Princípio da Igualdade ou Isonomia 
• Determinação: Proíbe 
discriminação com base em sexo, 
raça, trabalho, credo religioso ou 
convicções políticas. 
• Garantia: Todos os condenados 
possuem os mesmos direitos. 
 
 
7. Princípio da Jurisdicionalidade na 
Execução Penal 
• Execução Jurisdicional: A 
execução penal é conduzida por 
um juiz de direito (Art. 2º da LEP), 
garantindo o controle jurisdicional. 
• Atribuições Administrativas: A 
autoridade administrativa decide 
questões secundárias relacionadas 
à execução da pena. 
 
 
 
 
 
5. COMPETÊNCIA: Em regra, todos os 
presos são recolhidos a estabelecimentos 
penais estaduais, mesmo aquelescondenados pela Justiça Federal, Militar 
ou Eleitoral. Estando o condenado preso 
em estabelecimento prisional estadual, a 
competência sempre será do juízo da 
execução penal estadual. 
 
 
 
 
2. DO CONDENADO E DO INTERNADO: 
2.1. CLASSIFICAÇÃO: 
Os condenados serão classificados: 
 
A Comissão Técnica de Classificação 
será responsável pela classificação: 
Art. 6º A classificação será feita por 
Comissão Técnica de Classificação que 
elaborará o programa individualizador da 
O QUE É 
 
 
 
 
ESTUDO REVERSO – LEI DE EXECUÇÃO PENAL 6 
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2.2. EXAME CRIMINOLÓGICO: 
Art. 8º O condenado ao cumprimento de 
pena privativa de liberdade, em regime 
fechado, será submetido a exame 
criminológico para a obtenção dos 
elementos necessários a uma adequada 
classificação e com vistas à 
individualização da execução. 
Parágrafo único. Ao exame de que trata 
este artigo poderá ser submetido o 
condenado ao cumprimento da pena 
privativa de liberdade em regime semi- 
aberto. 
2.3. IDENTIFICAÇÃO DO PERFIL 
GENÉTICO: 
 
 
 
 
pena privativa de liberdade adequada ao 
condenado ou preso provisório. 
 
 
 
 
BIZU REVERSO: Atualmente, o exame 
criminológico é facultativo, e não 
obrigatório. A Lei nº 10.792/2003 alterou 
esse art. 112 e deixou de exigir a 
submissão do reeducando ao referido 
exame criminológico. 
Súmula 439-STJ: Admite-se o exame 
criminológico pelas peculiaridades do 
caso, desde que em decisão motivada. 
ESTUDO REVERSO – LEI DE EXECUÇÃO PENAL 7 
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IDENTIFICAÇÃO DO PERFIL GENÉTICO 
(ART. 9º-A, LEP) 
Art. 9º-A. O condenado por crime doloso 
praticado com violência grave contra a 
pessoa, bem como por crime contra a 
vida, contra a liberdade sexual ou por 
crime sexual contra vulnerável, será 
submetido, obrigatoriamente, à 
identificação do perfil genético, mediante 
extração de DNA (ácido 
desoxirribonucleico), por técnica 
adequada e indolor, por ocasião do 
ingresso no estabelecimento prisional. 
SEM autorização judicial 
FINALIDADE: Alimentar banco de dados 
de modo a ser usada eventualmente em 
outros casos criminais indeterminados, 
de crimes que já foram ou que vierem a ser 
cometidos; 
ROL TAXATIVO: A coleta compulsória do 
material genético seria feita apenas em 
relação aos condenados pela prática de 
um rol taxativo de delitos. 
BANCO DE DADOS SIGILOSO: A 
identificação do perfil genético será 
armazenada em banco de dados sigiloso, 
conforme regulamento a ser expedido 
pelo Poder Executivo. 
Autoridade Policial poderá ter acesso 
COM autorização judicial: A autoridade 
policial, federal ou estadual, poderá 
requerer ao juiz competente, no caso de 
inquérito instaurado, o acesso ao banco 
de dados de identificação de perfil 
genético 
O titular de dados genéticos poderá ter 
acesso aos SEUS dados genéticos (Não 
precisa de autorização judicial): Deve 
ser viabilizado ao titular de dados 
genéticos o acesso aos seus dados 
constantes nos bancos de perfis 
genéticos, bem como a todos os 
documentos da cadeia de custódia que 
gerou esse dado, de maneira que possa 
ser contraditado pela defesa. 
Quem já cumpria pena ANTES das 
alterações do PACOTE ANTICRIME será 
submetido à identificação: O condenado 
pelos crimes previstos no caput deste 
artigo que não tiver sido submetido à 
identificação do perfil genético por 
ocasião do ingresso no estabelecimento 
prisional deverá ser submetido ao 
procedimento durante o cumprimento da 
pena. 
Não é autorizado as práticas de 
fenotipagem genética ou de busca 
familiar: A amostra biológica coletada só 
poderá ser utilizada para o único e 
exclusivo fim de permitir a identificação 
pelo perfil genético, não estando 
autorizadas as práticas de fenotipagem 
genética ou de busca familiar. 
Uma vez identificado o perfil genético, a 
amostra biológica será imediatamente 
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Art. 16. As Unidades da Federação deverão 
ter serviços de assistência jurídica, integral 
e gratuita, pela Defensoria Pública, dentro 
e fora dos estabelecimentos penais. 
Art. 18. O ensino de 1º grau será 
obrigatório, integrando-se no sistema 
escolar da Unidade Federativa. 
Art. 24 § 2º Nenhum preso ou internado 
poderá ser obrigado a participar de 
atividade religiosa 
descartada: Uma vez identificado o perfil 
genético, a amostra biológica recolhida 
nos termos do caput deste artigo deverá 
ser correta e imediatamente descartada, 
de maneira a impedir a sua utilização para 
qualquer outro fim. 
A coleta e a elaboração do laudo serão 
realizados por perito oficial: A coleta da 
amostra biológica e a elaboração do 
respectivo laudo serão realizadas por 
perito oficial. 
A recusa é falta grave: Constitui falta 
grave a recusa do condenado em 
submeter-se ao procedimento de 
identificação do perfil genético. 
 
 
2.4. ASSISTÊNCIA: 
✓ I - Material; 
✓ II - à Saúde; 
✓ III -Jurídica; 
✓ IV - Educacional; 
✓ V - Social; 
✓ VI - Religiosa. 
 
 
2.4.2. ASSISTÊNCIA À SAÚDE: 
A assistência à saúde do preso e do 
internado de caráter preventivo e 
curativo, compreenderá atendimento: 
✓ Médico, 
✓ Farmacêutico e 
✓ Odontológico 
2.4.3. ASSISTÊNCIA JURÍDICA: 
Art. 15. A assistência jurídica é destinada 
aos presos e aos internados sem recursos 
financeiros para constituir advogado. 
 
2.4.4. ASSISTÊNCIA EDUCACIONAL: 
Art. 17. A assistência educacional 
compreenderá a instrução escolar e a 
formação profissional do preso e do 
internado. 
 
2.4.5. ASSISTÊNCIA SOCIAL: 
Art. 22. A assistência social tem por 
finalidade amparar o preso e o 
internado e prepará-los para o retorno à 
liberdade. 
2.4.6. ASSISTÊNCIA RELIGIOSA: 
 
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Art. 30. As tarefas executadas como 
prestação de serviço à comunidade não 
serão remuneradas. 
3. DO TRABALHO: 
3.1. DISPOSIÇÕES GERAIS: 
Art. 29. O trabalho do preso será 
remunerado, mediante prévia tabela, não 
podendo ser inferior a 3/4 (três quartos) 
do salário mínimo. Jurisprudência: É 
constitucional o art. 29, caput, da LEP, que 
permite que o preso que trabalhar receba 
3/4 do salário-mínimo. 
STF. Plenário. ADPF 336/DF, Rel. Min. Luiz 
Fux, julgado em 27/2/2021 (Info 1007). § 1° 
O produto da remuneração pelo trabalho 
deverá atender: 
 
 
§ 1° O produto da remuneração pelo 
trabalho deverá atender: 
a) à indenização dos danos causados 
pelo crime, desde que determinados 
judicialmente e não reparados por 
outros meios; 
b) à assistência à família; 
c) a pequenas despesas pessoais; 
d) ao ressarcimento ao Estado das 
despesas realizadas com a manutenção 
do condenado, em proporção a ser 
fixada e sem prejuízo da destinação 
prevista nas letras anteriores. 
§ 2º Ressalvadas outras aplicações legais, 
será depositada a parte restante para 
constituição do pecúlio, em Caderneta de 
Poupança, que será entregue ao 
condenado quando posto em liberdade. 
 
 
 
 
Art. 32, § 1º Deverá ser limitado, tanto 
quanto possível, o artesanato sem 
expressão econômica, salvo nas regiões 
de turismo. 
§ 2º Os maiores de 60 (sessenta) anos 
poderão solicitar ocupação adequada à 
sua idade. 
§ 3º Os doentes ou deficientes físicos 
somente exercerão atividadesapropriadas ao seu estado. 
3.2.1. JORNADA DE TRABALHO: 
A jornada normal de trabalho: 
➔ Não será inferior a 6 (seis) 
➔ Nem superior a 8 (oito) horas, 
➔ Com descanso nos domingos e 
feriados 
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Parágrafo único. Poderá ser atribuído 
horário especial de trabalho aos presos 
designados para os serviços de 
conservação e manutenção do 
estabelecimento penal. 
3.3. TRABALHO EXTERNO: 
 
 
 
TRABALHO EXTERNO O trabalho externo 
será admissível para os presos em regime 
fechado Somente em serviço ou obras 
públicas realizadas por órgãos da 
Administração Direta ou Indireta, ou 
entidades privadas, desde que tomadas 
as cautelas contra a fuga e em favor da 
disciplina. 
10% (dez por cento) do total de 
empregados na obra: É limite máximo do 
número de presos 
Caberá ao órgão da administração, à 
entidade ou à empresa empreiteira a 
remuneração desse trabalho 
A prestação de trabalho à entidade 
privada depende do consentimento 
expresso do preso. 
Precisa cumprir 1/6 da pena: A prestação 
de trabalho externo, a ser autorizada pela 
direção do estabelecimento, dependerá 
de aptidão, disciplina e responsabilidade, 
além do cumprimento mínimo de 1/6 
(um sexto) da pena. 
4. DOS DEVERES, DOS DIREITOS E DA 
DISCIPLINA: 
4.1. DOS DEVERES E DOS DEVERES: 
 
 
 
 
DEVERES 
I - comportamento disciplinado e 
cumprimento fiel da sentença; II - 
obediência ao servidor e respeito a 
qualquer pessoa com quem deva 
relacionar-se; 
III - urbanidade e respeito no trato com os 
demais condenados; 
IV - conduta oposta aos movimentos 
individuais ou coletivos de fuga ou de 
subversão à ordem ou à disciplina; 
V - execução do trabalho, das tarefas e das 
ordens recebidas; 
VI - submissão à sanção disciplinar 
imposta; 
VII - indenização à vitima ou aos seus 
sucessores; 
VIII - indenização ao Estado, quando 
possível, das despesas realizadas com a 
sua manutenção, mediante desconto 
proporcional da remuneração do 
trabalho; 
IX - higiene pessoal e asseio da cela ou 
alojamento; 
X - conservação dos objetos de uso 
pessoal. 
 
 
 
 
DIREITOS 
I - alimentação suficiente e vestuário; 
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Jurisprudência: É ilegal a sanção 
administrativa que impede 
definitivamente o direito do preso de 
em 26/11/2019 (Info 661). 
Parágrafo único. Pune-se a tentativa com a 
sanção correspondente à falta 
consumada. 
II - atribuição de trabalho e sua 
remuneração; 
III - Previdência Social; 
IV - constituição de pecúlio; 
V - proporcionalidade na distribuição do 
tempo para o trabalho, o descanso e a 
recreação; 
VI - exercício das atividades profissionais, 
intelectuais, artísticas e desportivas 
anteriores, desde que compatíveis com a 
execução da pena; 
VII - assistência material, à saúde, jurídica, 
educacional, social e religiosa; 
VIII - proteção contra qualquer forma de 
sensacionalismo; 
IX - entrevista pessoal e reservada com o 
advogado; 
X - visita do cônjuge, da companheira, de 
parentes e amigos em dias determinados; 
XI - chamamento nominal; 
XII - igualdade de tratamento salvo 
quanto às exigências da indi-vidualização 
da pena; 
XIII - audiência especial com o diretor do 
estabelecimento; 
XIV - representação e petição a qualquer 
autoridade, em defesa de direito; 
XV - contato com o mundo exterior por 
meio de correspondência escrita, da 
leitura e de outros meios de informação 
que não com-prometam a moral e os bons 
costumes. 
XVI – atestado de pena a cumprir, emitido 
anualmente, sob pena da 
 
 
 
 
4.3. DA DISCIPLINA: 4.3.1. DISPOSIÇÕES 
GERAIS: 
Não haverá falta nem sanção disciplinar 
sem expressa e anterior previsão legal ou 
regulamentar. 
As sanções não poderão colocar em 
perigo a integridade física e moral do 
condenado. 
➢ É vedado o emprego de cela escura. 
➢ São vedadas as sanções coletivas. 
 
4.3.2. FALTAS DISCIPLINARES: 
Art. 49. As faltas disciplinares classificam- 
se em leves, médias e graves. A legislação 
local especificará as leves e médias, bem 
assim as respectivas sanções. 
 
 
 
 
responsabilidade da autoridade judiciária 
competente. 
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QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS 
DECORRENTES DA PRÁTICA DE FALTA 
GRAVE? 
 
 
 
 
Art. 50. Comete falta grave o condenado à 
pena privativa de liberdade que: 
• I - incitar ou participar de movimento 
para subverter a ordem ou a disciplina; 
• II - fugir; 
• III - possuir, indevidamente, instrumento 
capaz de ofender a integridade física de 
outrem; 
• IV - provocar acidente de trabalho; 
• V - descumprir, no regime aberto, as 
condições impostas; 
• VI - inobservar os deveres previstos nos 
incisos II e V, do artigo 39, desta Lei. 
• VII – tiver em sua posse, utilizar ou 
fornecer aparelho telefônico, de rádio ou 
similar, que permita a comunicação com 
outros presos ou com o ambiente externo. 
• VIII - recusar submeter-se ao 
procedimento de identificação do perfil 
genético. 
• Parágrafo único. O disposto neste artigo 
aplica-se, no que couber, ao preso 
provisório. 
 
 
 
 
 
 
Comete falta grave o condenado à 
pena restritiva de direitos que: 
I - descumprir, 
injustificadamente, a restrição 
imposta; 
II - retardar, 
injustificadamente, o 
cumprimento da obrigação 
imposta; 
III - inobservar os deveres 
previstos nos incisos II e V, do 
artigo 39, desta Lei: 
II - obediência ao servidor e 
respeito a qualquer pessoa com 
quem deva relacionar-se; 
• V - execução do trabalho, das 
tarefas e das ordens recebidas; 
4.3.3. REGIME 
ATENÇÃO: A legislação local especificará 
as leves e médias, bem assim as 
respectivas sanções. 
ESTUDO REVERSO – LEI DE EXECUÇÃO PENAL 13 
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DISCIPLINAR DIFERENCIADO 
(RDD): 
Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) 
➢ Conceito: 
O Regime Disciplinar 
Diferenciado (RDD) é uma 
sanção disciplinar aplicada 
em razão de crime doloso 
cometido por preso 
provisório ou condenado, 
que resulte em subversão 
da ordem ou disciplina 
internas. Também funciona 
como medida acautelatória 
para presos que apresentem 
alto risco à ordem e 
segurança do 
estabelecimento penal ou 
da sociedade. Está previsto 
no art. 52 da Lei de 
Execução Penal (LEP). 
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➢ Destinatários: 
1. Presos provisórios. 
2. Presos condenados, nacionais ou 
estrangeiros. 
3. Presos que apresentem alto risco à 
ordem ou segurança do 
estabelecimento penal ou da 
sociedade. 
4. Presos sob suspeita de 
participação em organizações 
criminosas, associações 
criminosas ou milícias privadas, 
independentemente de falta grave. 
 
 
Características: 
➢ Duração máxima: Até 2 anos, com 
possibilidade de repetição da 
sanção por nova falta grave de 
mesma espécie. 
➢ Cela individual: O preso deve 
permanecer isolado. 
➢ Visitas: Quinzenais, limitadas a 2 
pessoas, com monitoramento por 
áudio ou vídeo, e fiscalização por 
agente penitenciário. 
o Observação 1: Após 6 meses 
sem visitas, o preso pode 
realizar contato telefônico 
gravado comum familiar, 
duas vezes por mês, por 10 
minutos. 
➢ Banho de sol: Permitido por 2 
horas diárias, em grupos de até 4 
presos, sem contato com 
integrantes do mesmo grupo 
criminoso. 
➢ Entrevistas: Sempre monitoradas, 
exceto com defensores. Entrevistas 
em instalações que impeçam 
contato físico e troca de objetos. 
➢ Correspondência: Todo conteúdo 
é fiscalizado. 
➢ Audiências judiciais: Realizadas 
preferencialmente por 
videoconferência, garantindo a 
presença do defensor no mesmo 
ambiente do preso. 
 
 
➢ Liderança em Organização 
Criminosa: 
Presos com indícios de liderança 
em organizações criminosas, 
associações criminosas ou milícias 
privadas, ou que atuem em mais de 
dois estados da Federação, devem 
obrigatoriamente cumprir o RDD 
em estabelecimento prisional 
federal. 
 
 
➢ Prorrogação: 
A permanência no RDD pode ser 
prorrogada sucessivamente por 
períodos de 1 ano, desde que: 
1. O preso continue a representar alto 
risco para a ordem e segurança do 
estabelecimento ou da sociedade. 
2. Mantenha vínculos com 
organizações criminosas, 
associações criminosas ou milícias 
privadas. 
3. Considere-se o perfil criminal, 
função desempenhada, novos 
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A assinatura ESTUDO REVERSO é exclusiva e intransferível. O uso indevido ou a distribuição não autorizada do plano ou do material 
pode acarretar sanções legais. 
 
 
processos criminais e o resultado 
do tratamento penitenciário. 
 
 
Segurança no RDD: 
O regime exige alta segurança interna e 
externa para evitar contato do preso com 
membros da organização criminosa ou 
grupos rivais. 
 
 
 
4.3.4. DAS SANÇÕES E DAS 
RECOMPENSAS: 
DIRETOR DO ESTABELECIMENTO 
I - advertência verbal; 
II - repreensão; 
III - suspensão ou restrição de direitos 
(artigo 41, parágrafo único): Os direitos 
previstos nos incisos V, X e XV poderão ser 
suspensos ou restringidos mediante ato 
motivado do diretor do estabelecimento. 
• Proporcionalidade na distribuição do tempo 
para o trabalho, o descanso e a recreação; 
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pode acarretar sanções legais. 
 
 
OBS 01: A autorização para a inclusão do 
preso em regime disciplinar dependerá de 
requerimento circunstanciado elaborado 
pelo diretor do estabelecimento ou outra 
autoridade administrativa. 
OBS 02: A decisão judicial sobre inclusão 
de preso em regime disciplinar será 
precedida de manifestação do Ministério 
Público e da defesa e prolatada no prazo 
máximo de quinze (15) dias. 
• Visita do cônjuge, da 
companheira, de parentes e 
amigos em dias determinados; 
• Contato com o mundo 
exterior por meio de 
correspondência escrita, da 
leitura e de outros meios de 
informação que não 
comprometam a moral e os 
bons costumes. 
IV - isolamento na própria 
cela, ou em local adequado, 
nos estabelecimentos que 
possuam alojamento coletivo, 
observado o disposto no artigo 
88 desta Lei 
JUIZ 
V - inclusão no regime 
disciplinar diferenciado (RDD). 
 
 
 
 
4.3.5. RECOMPENSAS: 
Art. 56. São recompensas: 
✓ I - o elogio; 
✓ II - a concessão de regalias 
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pode acarretar sanções legais. 
 
 
Art. 60. A autoridade administrativa poderá 
decretar o isolamento preventivo do 
faltoso pelo prazo de até dez (10) dias. A 
inclusão do preso no regime disciplinar 
diferenciado, no interesse da disciplina e 
da averiguação do fato, dependerá de 
despacho do juiz competente. 
✓ III - suspensão ou restrição de 
direitos (artigo 41, parágrafo 
único); 
✓ IV - isolamento na própria cela, 
ou em local adequado, nos 
estabelecimentos que possuam 
alojamento coletivo, observado o 
disposto no artigo 88 desta Lei. 
✓ V - inclusão no regime disciplinar 
diferenciado. 
Art. 58. O isolamento, a suspensão e a 
restrição de direitos não poderão exceder 
a trinta dias, ressalvada a hipótese do 
regime disciplinar diferenciado. 
Não poderão exceder a trinta (30) dias: 
 
 
4. DO PROCEDIMENTO 
DISCIPLINAR: 
Art. 59. Praticada a falta disciplinar, 
deverá ser instaurado o procedimento 
para sua apuração, conforme 
regulamento, assegurado o direito de 
defesa. 
Parágrafo único. A decisão será 
motivada. 
 
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