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Tópico 04
Textos Científicos: Aspectos Metodológicos e Linguísticos
NOVA
A Construção do Conhecimento
Científico
1. Introdução
O conhecimento científico, diferentemente de outros saberes,
exige rigor em todas as suas etapas de construção, desde a
pesquisa empírica, aquela que chamamos de observação da
sociedade, ou, em palavras populares, a pulga atrás da orelha
que sempre nos incomodou.
Nesta lição, vamos pensar mais profundamente sobre a pesquisa
científica, abordaremos, principalmente, as formas de
construção e transmissão deste conhecimento que exige um
passo a passo rigoroso e específico. Para tanto, procuraremos
responder a algumas questões: como construímos este
conhecimento? Existe alguma regra (ou regras) para transmiti-
lo? Qual a padronização e a formatação que utilizamos? Algumas
respostas são específicas e concretas, outras, simplesmente,
dependem. Dependem da sua área de pesquisa, do seu objeto e
de outros fatores.
Todo cientista fica no laboratório?
Em algum momento você já deve ter se questionado se
os(as) cientistas são apenas aquelas pessoas que usam

13/05/2025, 21:49 A Construção do Conhecimento Científico
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Começaremos com a introdução da construção do conhecimento
científico, seguiremos com a explicação sobre os fatores
fundamentais para construí-lo e, por fim, apresentaremos as
formas de chegar a este conhecimento e como podemos divulgá-
lo.
Vamos juntos percorrer este caminho tortuoso e maravilhoso
que é a busca pelo conhecimento científico. Ao final da lição, nos
jaleco e microscópio dentro de um laboratório. Esta
visão é para lá de simplista, né?
Com a diversidade de plataformas digitais que temos, o
conhecimento científico de todas as áreas começou a ser
disseminado para além do laboratório. Além disso, esta
visão de ser, geralmente, um cientista homem, com
óculos e jaleco, pode ser facilmente desfeita com uma
simples pesquisa no Youtube, por exemplo.
Te convidamos a conhecer o trabalho da cientista PhD
em física Gabriela Bailas, que trabalha, principalmente,
no combate às Fake News propagadas pela internet.
Veja a matéria abaixo:
https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/20
23/08/04/em-canal-com-400-mil-inscritos-fisica-
combate-fake-news-na-ciencia.htm
Conheça também as cientistas Laura Marise e Ana
Bonassa, que também trabalham em prol da veracidade
das informações divulgadas.
https://revistagalileu.globo.com/sociedade/noticia/202
3/03/com-humor-e-linguagem-acessivel-dupla-
desbanca-fake-news-nas-redes.ghtml
13/05/2025, 21:49 A Construção do Conhecimento Científico
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https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2023/08/04/em-canal-com-400-mil-inscritos-fisica-combate-fake-news-na-ciencia.htm
https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2023/08/04/em-canal-com-400-mil-inscritos-fisica-combate-fake-news-na-ciencia.htm
https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2023/08/04/em-canal-com-400-mil-inscritos-fisica-combate-fake-news-na-ciencia.htm
https://revistagalileu.globo.com/sociedade/noticia/2023/03/com-humor-e-linguagem-acessivel-dupla-desbanca-fake-news-nas-redes.ghtml
https://revistagalileu.globo.com/sociedade/noticia/2023/03/com-humor-e-linguagem-acessivel-dupla-desbanca-fake-news-nas-redes.ghtml
https://revistagalileu.globo.com/sociedade/noticia/2023/03/com-humor-e-linguagem-acessivel-dupla-desbanca-fake-news-nas-redes.ghtml
sentiremos profissionais mais competentes e habilidosos em
nossa área de formação.
2. A Construção do
Conhecimento Científico
Podemos dizer que o conhecimento científico é o estudo, o
aprendizado, sobre um determinado fenômeno, por meio de
métodos, procedimentos e técnicas que empregamos (GIL,
2002; BARROS et al., 2017). Por meio dele, nos aprofundamos
sobre certo assunto, procuramos responder, por meio de
métodos sólidos, o porquê dos acontecimentos sociais,
biológicos, químicos, humanos, entre outros. Tudo isso de forma
racional e objetiva porque este conhecimento deve ter coerência
e concisão, além de gerar resultados concretos.
Você sabia?
O conhecimento científico não é a única forma de
conhecimento! Quando avaliamos o material disponível
na literatura, verificamos que o conhecimento pode ser
apresentado em quatro formas: conhecimento
popular, conhecimento filosófico, conhecimento
religioso e conhecimento científico. E, antes de
fazermos qualquer tipo de julgamento sobre esses outros
tipos de conhecimento, é importante ressaltar que, no
mínimo, a leitura desses outros tipos de conhecimento
pode nos trazer valiosas informações de cunho histórico,
político e religioso, que muitas vezes interferiram na
construção do conhecimento científico.

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Quando comparamos o conhecimento científico com o
conhecimento popular, verificamos que ambos procuram
alcançar um determinado resultado. A diferença entre eles
ocorre no modo de fazer e sistematizar. Vamos a um exemplo: o
conhecimento popular diz que o chá de espinheira santa é bom
para o estômago e que ajuda a evitar problemas digestivos.
Vemos que isto funcionou com a minha vó e com a sua. Este é
um tipo de conhecimento popular. Agora, como podemos
transformá-lo em um conhecimento científico?
Temos o ponto de partida de que com algumas pessoas este chá
funciona, esta é a primeira etapa. Em nossa observação, agora,
precisamos definir uma amostra para avaliarmos se este chá
funciona com a maioria das pessoas ou se foram apenas alguns
casos isolados. Verificaremos as propriedades da planta, faremos
um experimento com uma boa amostra de participantes e, em
seguida, sistematizaremos nossas informações.
Percebe? Partimos de um conhecimento popular para um
conhecimento científico. É importante ressaltar, contudo, que
um não anula o outro, podemos acreditar no conhecimento
popular. O que precisamos é tomar cuidado para não aplicarmos
em larga escala este conhecimento, já que não houve
experimentos robustos que comprovassem sua eficácia.
O senso comum na pesquisa científica

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No conhecimento científico, temos a hipótese, que é a afirmativa
prévia do problema de pesquisa. As hipóteses podem ser
comprovadas, refutadas ou rejeitadas durante a pesquisa, de
acordo com os experimentos científicos e a metodologia
estabelecida.
Até este ponto, de acordo com o que aprendemos sobre o
conhecimento científico e os demais tipos de conhecimento,
podemos concluir que ele é uma das formas que temos para
conhecer a realidade e alcançar a “verdade”. Porém, foi por meio
O senso comum na pesquisa científicaO senso comum na pesquisa científica
A importância da hipótese dentro do método
científico

A importância da hipótese dentro do método A importância da hipótese dentro do método ……
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https://www.youtube.com/watch?v=f-28weKtAjM
https://www.youtube.com/watch?v=XUEn24Bsy1Y
do conhecimento científico que vários avanços tecnológicos
ocorreram. Foi com esse tipo de conhecimento que o ser humano
pôde dispensar a utilização de animais como meio de transporte
individual e de cargas, descobriu novas tecnologias, a cura de
doenças e tantas outras evoluções.
Você sabia que a ciência também pode ser fatorde integração e adaptação cultural?
Uma prova disso é o uso da acupuntura pelos povos
ocidentais. O procedimento faz parte da Medicina
Tradicional Chinesa, mas tomou espaço como Terapia
Integrativa e Complementar (TIC) no Ocidente. Agora,
existem estudos que comprovam sua eficácia enquanto
TIC. Vale lembrar que a acupuntura deve ser tratada,
como o próprio nome já diz, como uma terapia
complementar, juntamente com outros tratamentos
químicos e fármacos orientados por médicos e
especialistas da região onde moramos.
Neste ponto, contudo, podemos concordar que é
possível aproveitar diversos conhecimentos culturais
para fazer da ciência um instrumento mais integrador e
que envolva a cultura de diversos países e povos.
Veja o artigo abaixo que elenca os usos da acupuntura
no Ocidente, tanto em tratamento de humanos como em
tratamento de animais.
https://www.scielo.br/j/cr/a/RDYHgzW8gQPp5zhn7Vy
trdJ/#

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https://www.scielo.br/j/cr/a/RDYHgzW8gQPp5zhn7VytrdJ/
https://www.scielo.br/j/cr/a/RDYHgzW8gQPp5zhn7VytrdJ/
Com todos os avanços científico-tecnológicos proporcionados
pelo conhecimento científico, devemos, então, colocá-lo no
centro da “verdade”, que resolve todos os conflitos e problemas
do ser humano? Quando fazemos esta pergunta, verificamos que
muitos de nós diriam que o ser humano é mais do que
simplesmente o resultado de experiências científicas,
transpondo o real material, em uma discussão que envolve
conhecimentos comuns, filosóficos e teológicos. Portanto, é
difícil estabelecer “rankings” de valores, mas é sempre possível
manter o respeito aos indivíduos que divergem nas linhas de
conhecimento.
Tipos de conhecimento
O conhecimento popular é baseado nas experiências pessoais
diante dos fenômenos a que o ser humano está exposto, sendo
transmitido nas suas gerações. Ou seja, conhecimento que é
transmitido “de pai pra filho”. Deste modo, esta forma de
conhecimento muitas vezes vem carregada de valores morais
daquela sociedade; é também subjetiva (de acordo com as
convicções do indivíduo), já que não procura a explicação, a
compreensão dos fenômenos em um conjunto de elementos –
concretos ou abstratos – organizados de forma sistemática.
Entretanto, não podemos dizer que é uma forma de
conhecimento inútil, uma vez que foi por meio desses
conhecimentos que vários processos criados pelos seres
humanos foram transmitidos e permitiram o sucesso da espécie
humana (por exemplo, o planejamento e plantio de vegetais, que
antes eram coletados na natureza).
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O uso de chás era inicialmente parte do conhecimento popular e, com
o passar dos anos, tornou-se parte do conhecimento científico
também.
O conhecimento filosófico é centrado em perguntas acerca
do indivíduo e da existência humana. Fazem parte do
conhecimento filosófico os estudos sobre ética, valores morais e
desenvolvimento da linguagem, por exemplo. O conhecimento
filosófico é envolto por perguntas e reflexões. Além disso, este se
preocupa com as projeções do futuro baseadas nas teorias, teses
e comportamentos de determinada época.
Para finalizar, podemos recorrer a Marconi e Lakatos (2022)
para explicar a diferença entre conhecimento filosófico e
científico.
O procedimento científico leva a circunscrever, delimitar,
fragmentar e analisar o que se constitui o objeto da
pesquisa, atingindo segmentos da realidade, ao passo que a
filosofia se encontra sempre à procura do que é mais geral,
interessando-se pela formulação de uma concepção
unificada e unificante do universo. Para tanto, procura
responder às grandes indagações do espírito humano e, até,
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O conhecimento religioso ou teológico não busca na
experimentação a explicação de fenômenos, pois neste tipo de
conhecimento os fenômenos têm base na vontade divina, que é
infalível e incontestável. É importante ressaltar aqui que, por
muitas vezes, apenas o Cristianismo é considerado
conhecimento religioso, entretanto, deve-se considerar, dentro
do conhecimento religioso, também outras doutrinas religiosas,
como Islamismo, Budismo, Hinduísmo e demais religiões.
busca as leis mais universais que englobem e harmonizem as
conclusões da ciência. (MARCONI; LAKATOS, 2022, p.5)
O conhecimento filosófico também é importante para a formação
profissional
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Exemplo de conhecimento religioso (Martinho Lutero afixando suas 95
teses).
Após vermos conteúdos sobre os diversos tipos de
conhecimento, podemos concluir que o conhecimento científico
é construído, inicialmente, pela criação de uma hipótese, que
teoriza como um determinado fenômeno observado é controlado
ou modulado. É muito provável que, com o pouco conhecimento
científico em determinada área, a hipótese inicialmente proposta
seja modificada, ou até mesmo descartada, pois se tratava de
algo previamente estudado. Portanto, durante a elaboração da
nossa hipótese, que vai nortear nosso projeto, é importante a
leitura de muitos artigos científicos, para que não acabemos
repetindo temas já batidos.
De acordo com o que agora sabemos sobre o conhecimento
científico, verificamos que os próximos passos envolvem os
experimentos que serão realizados para testar a nossa hipótese.
Uma vez testada, vamos comunicar os nossos resultados, para
que então essa informação obtida possa ser considerada como
conhecimento científico.
Pesquisa Científica.
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3. Fundamentação Teórica,
Objetividade e Sistemática
Já percebemos que o conhecimento científico é diferenciado dos
outros tipos de saber vistos. Vimos que para produzir ciência e
confeccionarmos relatos, relatórios, artigos e outros precisamos
de uma determinada organização e sistematização.
Para esclarecer estes pontos da escrita científica, vamos expor
alguns dos aspectos que devemos levar em consideração ao
escrever uma pesquisa. Neste ponto, sabemos que a escrita e a
linguagem científicas são diferentes das outras. Mas em que
sentido? O primeiro aspecto a ser destacado é a
fundamentação teórica. Nesta etapa, o pesquisador
procurará outros autores, fatos, dados que credibilizem o seu
ponto de vista. Este é, portanto, o pontapé para as outras etapas
que são a “mão na massa”. A fundamentação teórica é o
mapeamento, em que iremos, inicialmente, explorar o ambiente
para depois escrever nossos relatos.
Com isso, o segundo aspecto deste tipo de texto é a
objetividade, que nos ajudará a não abrir margem para o
duplo sentido, por exemplo. Textos ambíguos não são aceitáveis
no mundo da ciência. Em seguida, temos a sistemática, que é
como organizamos nosso texto e pensamento. Sabemos que para
que os escritos estejam bem formulados, precisamos de uma
organização prévia, e esta é chamada de sistemática.
Veja um resumo abaixo sobre os aspectos da escrita científica:
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Três pilares da escrita científica
Veremos aseguir os aspectos descritos detalhadamente.
Partiremos agora rumo ao primeiro aspecto da escrita científica:
a fundamentação teórica.
Fundamentação teórica
Esta parte da construção do conhecimento científico diríamos
que é a mais complicada e minuciosa. Depois que delineamos e
definimos um tema de pesquisa, é necessário que pesquisemos
sobre ele. É na hora da fundamentação teórica que
procuramos todos os estudos, sejam eles artigos, monografias,
dissertações ou até mesmo teses que deem base para nosso
ponto de vista.
Marconi e Lakatos (2003) destacam que na hora de
selecionarmos os temas, a leitura é essencial. É necessário
explorar, pesquisar em buscadores online, livros, sites de
universidades e outros. Entre todos estes fatores, o principal é
ler!
“A leitura constitui-se em fator decisivo de estudo, pois
propicia a ampliação de conhecimentos, a obtenção de
informações básicas ou específicas, a abertura de novos
horizontes para a mente, a sistematização do pensamento, o
enriquecimento de vocabulário e o melhor entendimento do
conteúdo das obras.” (MARCONI; LAKATOS, 2003, p. 19)
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Com base nesses registros, o pesquisador pode agora formular
ou refinar sua temática principal. Portanto, é na fundamentação
teórica que o pesquisador vai procurar todas as informações
disponíveis naquela área. É primordial que o pesquisador refine
sua pesquisa e selecione fontes confiáveis; sites generalistas e
colaborativos devem ser evitados. As melhores fontes de
pesquisa serão sempre os repositórios de universidades, sites de
órgãos públicos e repositórios de revistas científicas (Scielo, por
exemplo). Estas informações serão processadas, compreendidas
e acrescentadas às experiências do pesquisador.
Veja o resumo sobre a fundamentação teórica:
Esquema fundamentação teórica
Os aspectos de objetividade e sistemática nos ajudam a organizar
a nossa pesquisa na hora da escrita. Em seguida, veremos um
pouco sobre a objetividade, depois caminharemos para a
sistemática.
Objetividade
Se existe uma palavra que defina a escrita científica, esta seria
objetividade. A objetividade é observada em um texto quando
a linguagem é direta, sem desvios para considerações
desnecessárias, de forma que a argumentação está apoiada em
provas e conhecimento científico prévio.
Ao descrevermos a objetividade, às vezes fica difícil
compreender exatamente o que isso significa de forma real.
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Vamos a um exemplo: uma pesquisadora tem como objetivo
estudar sobre a influência da construção de ciclovias na
mobilidade urbana. A pesquisadora pode englobar também
como isso auxiliaria na fluidez do trânsito, já que não haveria
mais ciclistas circulando pelas vias. Mas, no decorrer da
pesquisa, começa-se a falar sobre os ônibus e a má qualidade do
transporte público. A autora ainda complementa a sua escrita
com um debate acerca de quem foi o prefeito que mais construiu
ciclovias na cidade.
Vários assuntos foram abordados e a pesquisa perdeu o foco, que
eram as ciclovias. É claro que uma pesquisa deve ser
interdisciplinar e ser bem contextualizada, mas devemos nos
atentar aos momentos em que faremos este tipo de conexão.
Neste sentido, falaremos agora um pouco mais acerca da
objetividade a partir de três principais características. A
precisão, que envolve o delineamento necessário da pesquisa,
sem desviá-lo. Falaremos sobre a clareza, que envolve o tipo de
linguagem a ser utilizada. Apesar de se tratar de uma pesquisa
científica, o pesquisador deve se responsabilizar por difundir a
informação de maneira acessível. O último aspecto abordado
será a impessoalidade, a maneira de narrar a sua pesquisa
sem que ela seja voltada para a primeira pessoa do singular,
“eu”, ou do plural, “nós”.
Princípios da objetividade.
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Ao escrevermos um texto referente às pesquisas realizadas,
devemos ter em mente que a construção do pensamento
científico não permite que saiamos do contexto proposto, a
escrita pode ficar confusa e podemos perder o foco. Não é à toa
que a primeira característica da objetividade que abordaremos é
a precisão. Por isso, mesmo que dominemos o assunto,
precisamos organizar nossas ideias a fim de evitar que o texto
fique prolixo e inacessível para o leitor.
Na precisão, é necessário nos preocuparmos com o uso dos
adjetivos, eles podem gerar dúvidas sobre os dados descritos.
Por exemplo, quando escrevemos que “é grande o número de
pessoas infectadas”, o “grande” é comparável com o quê? É
melhor escrever que “o número de pessoas infectadas é maior do
que foi observado no ano de 2023”, já que aqui podemos
quantificar a informação que é transmitida. Outro exemplo:
“recentemente, observou-se um aumento nos casos de
malária…”; este “recentemente” se refere a qual período de
tempo? O conceito de “recente” é subjetivo, não só ao sujeito,
mas também à área de estudo, e isto gera imprecisão na
informação, comprometendo a objetividade da pesquisa
científica.
Vale lembrar que em uma pesquisa científica os dados são
essenciais, já que são eles que darão credibilidade aos
experimentos. Portanto, os dados devem estar precisamente
descritos, não com um conceito de tempo subjetivo. Deve-se
colocar a data exata de início e de fim.
Novamente, a importância do vocabulário volta à tona neste
ponto. A inserção de palavras que não condizem com o real
significado delas pode comprometer completamente a
compreensão de uma determinada ideia que se queira
transmitir. Mais ainda, cada ramo da ciência tem termos
técnicos que conferem precisão àquilo que queremos descrever.
Portanto, o pesquisador deve recorrer a esses termos
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especializados, para que a precisão conceitual seja alcançada,
traduzindo-se com exatidão aquilo que desejamos transmitir,
que são nossas observações, medições e análises.
Neste sentido, veremos que a precisão se conecta à segunda
característica da objetividade, a clareza. Uma linguagem fluida
é pré-requisito para qualquer texto, e isto não é diferente quando
escrevemos um texto científico. No entanto, a clareza neste tipo
de escrita pode ser mais requisitada do que em prosas típicas,
como dissertações escolares e outros.
Na redação científica, não temos margem para duplo sentido, o
que significa que nossas ideias não podem ser ambíguas. Para
isso, é necessário que utilizemos o vocabulário adequado,
evitemos palavras que se tornam supérfluas e não acrescentem
nada ao texto.
A última característica da objetividade é a impessoalidade,
que anda de mãos dadas com ambas as características
apresentadas. Veremos que, ao tornamos nossa pesquisa
pessoal, centralizamos o estudo e deixamos de lado a linguagem
científica.
Entendemos que é comum ao pesquisador desenvolver algum
tipo de empatia com aquilo que se propôs a investigar, afinal, há
alguma motivação que o levou a pesquisar sobre tal assunto.
Contudo, ao pessoalizarmos o estudo por meio do uso de
expressões como “em meu estudo” ou “em minha pesquisa”,
individualizamos o conhecimento e excluímos os outros estudos
e referências utilizados para formar a pesquisa em questão.
Podemos substituir termos como “no meu projeto” ou “no meu
estudo” por expressões como “este projeto”, “este estudo”,a fim
de que nossa linguagem seja impessoal e siga o rigor científico.
É claro que se o nosso pontapé para pesquisar tal assunto foi
uma situação pessoal, poderemos colocar o nosso relato na
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justificativa e na etapa exploratória da metodologia de pesquisa,
por exemplo.
Veja um exemplo de justificativa com relato pessoal abaixo:
Este trabalho iniciou-se, primeiramente, por interesse da autora.
Desde o primeiro dia de graduação, o tema que mais a chamava a
atenção era jornalismo cultural. Com isso, surgiu a vontade de
pesquisar como o jornalismo cultural funcionava na cidade de Vila
Velha. A partir daí as investigações começaram e foram elas que
motivaram este trabalho. Ao acompanharmos dois veículos da
cidade, vimos que o jornalismo cultural não é especializado e que
não há literatura suficiente que abranja este assunto.
Portanto, este trabalho se justifica por oferecer uma investigação
robusta sobre o jornalismo cultural em Vila Velha, além de propor
uma alternativa aos veículos já existentes.
Veja um exemplo de etapa exploratória abaixo:
A primeira etapa metodológica desta pesquisa foi uma pesquisa
exploratória, que informalmente começou no início da graduação.
Para esta pesquisa, no entanto, começamos a fazer uma
observação mais aprofundada em janeiro de 2023, quando
separamos três reportagens culturais de três veículos online
diferentes, a fim de comparar a complexidade de cada um dos
textos acerca do cenário cultural canela verde.
Observe que nos parágrafos acima relatamos uma etapa pessoal
para continuar com dados consistentes acerca do tema de
pesquisa. Isto reflete, portanto, a importância da impessoalidade
no momento em que escrevemos um texto científico.
Após esta explicação acerca da objetividade, partiremos agora
para o aspecto da sistemática que também exige rigor na hora de
ser escrito.
Sistemática
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O próximo passo a ser considerado na formação do
conhecimento científico é a sistemática, a forma como
classificamos e organizamos os passos da nossa pesquisa,
seguindo os critérios utilizados dentro da ciência.
Já mencionamos que a sistemática é a maneira como
organizamos a nossa pesquisa. É primordial que pensemos na
estrutura quando formos escrever. Imagine um texto que comece
pela conclusão e não pela introdução. Estranho, não é?
Para explicarmos melhor esta etapa da escrita científica,
separamos três princípios da sistemática. Veremos, a seguir, a
coerência, a simplicidade e a concisão aplicadas na hora de
montarmos a nossa pesquisa.
Princípios da sistemática
Vale lembrar que os conceitos de clareza e precisão vistos
anteriormente são importantes para a sistemática, porém, é aqui
que a coerência se destaca. A coerência determina que nossas
ideias sejam apresentadas em uma sequência lógica e ordenada.
O recurso da coerência nos diz que um texto deve seguir a
ordem básica de introdução, desenvolvimento e conclusão. Além
disso, em um texto científico temos outros elementos que
perpassam esta formatação inicial. Veja o esquema abaixo:
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Estrutura coerente para um texto científico.
Após analisar a estrutura acima, veja que a redação científica
não deve começar sem uma apresentação do tema. Por exemplo,
pense em uma pesquisa sobre avaliação nutricional de crianças
de escolas públicas. Se o pesquisador começar a introdução pelos
autores utilizados, todo o restante da pesquisa ficará sem
sentido, certo? Devemos introduzir o tema inicialmente, para
depois colocar os referenciais teóricos.
Veja o trecho fictício escrito como primeiro parágrafo de uma
introdução:
“Os autores Silva e Marques (2011) concordam que a avaliação
nutricional é essencial para sugerir um acompanhamento acerca da
saúde das crianças de escolas públicas. Com base nisso, o resultado
desta pesquisa foi que 60% das crianças avaliadas estavam com
desnutrição ou com sobrepeso. Este dado nos chocou”.
Perceba que no exemplo não temos erros gramaticais, mas ele
não condiz com uma introdução que deveria abordar
inicialmente o tema da pesquisa, os fatores que ela abrangerá e
outros. É aí que a coerência entra, este recurso é o que nos faz
escrever os elementos certos na ordem correta. Não precisamos
nem falar que se atentar à coerência é primordial para que
tenhamos uma sistemática bem-feita.
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Outro conceito que se conecta à coerência na elaboração dos
nossos textos é a concisão. Observaremos que a concisão e a
simplicidade estarão diretamente atreladas, já que a primeira
pode ser definida como a habilidade de ser direto e curto quando
escrevemos um texto. Ser conciso é poder escrever em poucas
palavras temas complexos. Outra maneira de escrever um texto
conciso é diminuir as linhas de um parágrafo, afinal, podemos
facilmente nos perder em parágrafos muito longos.
Este é o ponto em que a concisão e a simplicidade se
encontram. Para que o texto seja fluido e atraente, ele deve ser
simples, com número de palavras e parágrafos razoável.
O uso incorreto de termos técnicos e do famoso “juridiquês”
utilizado por estudantes de Direito pode afastar as pessoas de se
interessarem pelo assunto tratado. Então, procure sempre
simplificar seu texto!
Antes de finalizarmos, uma dica: os perfis de redes sociais que
simplificam a teoria, como perfis de cientistas, advogados e
outros profissionais que procuram falar com um vocabulário
acessível, são boas referências acerca do tipo de linguagem de
que estamos falando.
Lembre-se apenas de checar suas fontes, procure seguir
profissionais que seguem os avanços tecnológicos e científicos.
Para que você não se confunda a respeito de onde encontrar boas
fontes científicas, veremos no próximo tópico onde encontrar
bons artigos, dissertações e teses. Além disso, daremos algumas
dicas sobre como selecionar artigos bons, analisar a metodologia
e outros elementos.
4. As Publicações Científicas
Nesta parte da lição, falaremos sobre as publicações científicas: o
que são, quais os tipos, a diferença entre elas e outras. Por fim,
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esclareceremos sobre onde podemos encontrá-las e como
podemos confiar nas informações contidas nas publicações.
Em primeiro lugar, é essencial perceber que saber interpretar e
selecionar publicações científicas é uma habilidade que todo
estudante de graduação precisa desenvolver,
independentemente da área. Mas, afinal, o que são publicações
científicas?
As publicações científicas são relatórios oriundos de pesquisas
realizadas por estudantes, professores e outros pesquisadores.
Estes relatórios podem ser em formato de monografias, ao final
de cursos de graduação e pós-graduação (especialização e MBA),
dissertações, ao final de cursos de Mestrado, ou teses, no caso de
Doutorado. Chamamos a atenção para a monografia que é feita
quando terminamos um curso de graduação ou pós-graduação
em níveis especialização e MBA. Este tipo de trabalho não é
necessariamente científico, já que pode ser apenas uma
ferramenta de finalização de um curso, sem a estrutura de uma
pesquisa,necessariamente. A monografia pode dar origem a
outras publicações, como um artigo científico, ou mesmo ser o
início da pesquisa de uma dissertação de mestrado.
Entre todas estas publicações podemos dizer que a mais
acessível são os artigos ou periódicos científicos, que
podem ser publicados por pesquisadores de qualquer nível,
dependendo da exigência imposta pela revista. Os artigos
científicos são relatórios mais curtos que descrevem uma
pesquisa realizada, seja ela de cunho experimental ou
bibliográfico.
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Tipos de produções científicas.
E então? Como as publicações científicas se diferenciam de
outras publicações?
Podemos listar algumas diferenças de uma publicação científica
para outras, em especial o artigo, já que tendemos a confundir
artigos científicos com outros tipos de artigo. Vamos agora para
as características encontradas somente em artigos científicos.
Um artigo científico é composto por um resumo que mostra
todas as informações de forma concisa – tema, principais
autores utilizados e objeto de pesquisa. Além disso, num
artigo encontramos a estrutura básica: introdução,
desenvolvimento e conclusão.
Da estrutura básica, a etapa diferenciada de um artigo
científico é o desenvolvimento, que pode envolver o tópico
“materiais e métodos”, quando falamos em pesquisas
experimentais e a descrição da metodologia, quando falamos
em outros tipos de pesquisas, como as descritivas e
bibliográficas.
Além disso, um artigo científico é feito por pesquisadores e é
oriundo de uma pesquisa.
Artigos científicos não expõem somente suas próprias
conclusões, são utilizadas referências clássicas e também
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contemporâneas para embasar o trabalho. Um artigo
científico sem referências e citações pode não ser uma boa
fonte de pesquisa.
Para finalizar, o ponto mais importante que diferencia um
artigo científico de qualquer outro tipo de artigo: a revisão!
Como em qualquer texto, temos a revisão textual do próprio
autor, mas também temos a chamada revisão por pares,
quando outros dois pesquisadores avaliam criticamente tudo
o que foi escrito, métodos utilizados, estrutura, referências e
pedem os ajustes necessários. Os ajustes podem envolver a
gramática ou problemas no desenvolvimento do experimento
e na metodologia.
Revisão por pares (peer review) e Revisão às cegas (blind review)
A revisão por pares é um momento importante para a publicação de
um artigo científico. Ela é feita por dois especialistas da área que
indicam como os ajustes deverão ser feitos e se o artigo será
publicado ou não. Neste processo, existe a técnica de revisão às
cegas (blind review), quando os avaliadores não conhecem o autor
do artigo submetido, o que evita a visão enviesada sobre a sua
aceitação ou rejeição.
Outro ponto curioso sobre a revisão por pares é que, caso não haja
consenso entre ambos, um terceiro especialista entra em jogo para
decidir os melhores rumos para aquela pesquisa.
Ah, é bom ressaltar que todos os revisores de artigos de revistas
científicas são voluntários.
Vemos então que, diferentemente de um artigo de opinião, os
artigos científicos passam por uma rigorosa revisão em todos os
sentidos. É isso que chamamos de “rigor científico”, presente nos
artigos. Com isso, utilizar artigos científicos, é uma ótima
maneira para embasarmos nossos trabalhos acadêmicos.
A seguir, vamos explicar sobre como encontrar e como escolher
boas fontes científicas.
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Onde encontramos boas fontes científicas?
Uma informação inédita neste tópico é que não podemos confiar
apenas em um artigo científico. Dentro do mundo da pesquisa,
temos o rigor científico e temos o chamado consenso
científico. O consenso científico é a conclusão em comum em
diversos artigos. Por exemplo: 6 artigos comprovam que o chá de
espinheira santa é bom para problemas gastrointestinais, todos
eles tiveram uma boa amostra e foram elaborados por autores
renomados; na contramão das pesquisas encontradas, apenas
um artigo fez uma pesquisa bibliográfica acerca da planta e não
teve resultados favoráveis ao chá. Em qual parte devemos
acreditar? Nos seis que praticamente chegaram à mesma
conclusão, ou na pesquisa bibliográfica que desfez os fatos já
comprovados acerca do chá?
Esta reunião de artigos se chama consenso científico. Isto
significa que você deve ler alguns artigos para tirar suas próprias
conclusões acerca do tema discutido.
A questão que levantamos agora é: onde podemos encontrar
boas fontes? Quando quisermos encontrar artigos científicos,
temos as revistas científicas, geralmente feitas por
universidades públicas e particulares. Estas revistas são
eletrônicas e seu acesso, na maioria das vezes, é gratuito. Para
que atendam públicos específicos, as revistas são segmentadas,
muitas vezes por curso ou por grande área, o que não significa
que pessoas de outras áreas não possam publicar nelas. As
seleções e publicações de tais documentos são feitas por edições,
cada uma com uma temática específica.
Qualis e Fator de Impacto
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Veja o exemplo de revista Geografares da Universidade Federal
do Espírito Santo (Ufes):
Exemplo de revista científica.
Esta revista é voltada para a Geografia, mas existem edições
multidisciplinares que permitem o envio de artigos que
abranjam a sua temática a partir de novos olhares e perspectivas.
Para encontrar artigos, também temos acesso aos repositórios
que podem ser gerais (com todas as áreas) ou específicos.
Vejamos o exemplo da Scielo – Scientific Eletronic Library:
Na hora de selecionar um artigo, dois fatores devem ser
levados em consideração: a classificação Qualis, que
define a qualidade daquela revista de acordo com a
Capes, e o fator de impacto do artigo – quantas vezes
aquela publicação foi citada.
Conheça mais sobre estes modos de avaliação:
https://www.biblioteca.ics.ufpa.br/arquivos/QUALIS-
rev_26_11.pdf
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https://www.biblioteca.ics.ufpa.br/arquivos/QUALIS-rev_26_11.pdf
https://www.biblioteca.ics.ufpa.br/arquivos/QUALIS-rev_26_11.pdf
Portal da Scielo – biblioteca eletrônica.
A biblioteca eletrônica Scielo abrange diferentes áreas e modelos
de trabalho, artigos, editoriais, resenhas. Por isso, sempre
procure analisar bem antes de mencionar uma pesquisa em seu
trabalho.
Para áreas mais específicas, como a da saúde, por exemplo,
temos o repositório Pubmed. Vejamos:
Portal Pubmed.
Todos estes portais possuem pesquisas aprofundadas e com boas
referências, mas precisamos sempre ler com olhar crítico para
avaliá-las da melhor maneira possível.
Você sabia que existem revistas chamadas
“revistas predadoras”?

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Veremos a seguir onde podemos encontrar teses e
dissertações para pesquisa.
Quando quisermos ler uma pesquisa mais aprofundada sobre
determinado assunto, devemos recorrer às teses (nível
doutorado)e dissertações (nível mestrado). Estas pesquisas
foram feitas por anos e nos transmitem um conhecimento
completo acerca das situações que procurarmos.
E onde podemos encontrá-las? Precisamos fazer uma pesquisa
no portal da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior) e filtrar as pesquisas que mais interessarem.
Veja:
Revistas bem-conceituadas de universidades ou
institutos de pesquisas são gratuitas para a publicação.
O autor submete, passa pelo processo de revisão e tem
seus artigos publicados. No entanto, existem as “revistas
predadoras”, que exigem um preço alto para a
publicação.
Você poderá notar que, após apresentar um trabalho em
congresso, por exemplo, receberá diversos e-mails de
revistas oferecendo a publicação. Estas são as revistas
que não possuem um processo seletivo severo e
publicam apenas pelo valor cobrado. Portanto, antes de
publicar, cheque a reputação das revistas, veja se ela não
te prejudicará mais do que ajudará.
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Portal da Capes – Teses e Dissertações
Assim como os artigos científicos, também podemos procurar
nos repositórios das próprias universidades. Veja o exemplo da
Collab UVV – o repositório de teses e dissertações da UVV:
Collab UVV – Repositório de Teses e Dissertações.
Para finalizar esta etapa do estudo, queremos sugerir um vídeo
que promete ensiná-lo a nunca mais ser enganado acerca das
informações científicas.
Nunca mais seja enganado – artigos científicos e
revisão por pares.

Nunca Mais Seja Enganado - Artigos CientíficNunca Mais Seja Enganado - Artigos Científic……
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https://www.youtube.com/watch?v=o63IjiXirBY
5. Conclusão
Nesta lição, abordamos diversos fatores que influenciam na
formação do conhecimento científico. Iniciamos com a
explicação acerca dos diferentes tipos de saber, o religioso, o
filosófico, o popular e, por fim, o conhecimento científico.
Procuramos esclarecer por meio de vídeos e exemplos o porquê
de o conhecimento científico ser o mais sistemático e aplicável a
grandes massas. Vimos também que a ciência busca, por meio de
experimentos, revisões e pesquisas, oferecer soluções concretas
para problemas sociais de qualquer natureza. Fechamos esta
parte do tópico com o destaque de que nenhum tipo de
conhecimento deve ser menosprezado ou rebaixado, mas que
somente o científico pode ser aplicado a todas as pessoas,
independentemente de cultura e outros fatores.
Na segunda parte da lição, aprendemos como devemos formar o
pensamento científico, para isso, abordamos três principais
aspectos da formação de tal conhecimento. Iniciamos pela
fundamentação teórica, em que se destacaram as características
da pesquisa exploratória, a leitura crítica e a compilação da
teoria. Em seguida, vimos, com muitos exemplos, o aspecto da
objetividade, com as características da precisão, da clareza e da
impessoalidade. Por último, destacamos a sistemática como
parte essencial da formação do conhecimento científico,
abordando a coerência, a simplicidade de linguagem e a
concisão.
Todas as partes desta lição estão diretamente conectadas e é por
isso que finalizamos com a explicação de onde encontrar as
melhores fontes científicas para compor seu trabalho com
credibilidade e consistência. Na última parte da lição,
procuramos definir os principais tipos de fontes, entre artigos,
teses e dissertações, e explicamos a finalidade de cada um.
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É importante perceber que todos os elementos aqui citados
devem fazer parte constante da sua trajetória acadêmica, já que
saber diferenciar trabalhos científicos é uma habilidade essencial
para qualquer estudante de graduação.
6. Referências
Barros. S.; Rosa, F.: Ribeiro, E. M. Princípios e técnicas para
elaboração de textos acadêmicos: Pensando na Pós-
Graduação. 1a edição. Salvador: UFBA, 2017. 120 p. ilust.
Gil, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4a edição.
São Paulo: Atlas, 2002.
Marconi, M.A.; Lakatos, E. M. Fundamentos de
metodologia científica. 5ª edição, São Paulo: Atlas, 2003.
Disponível em:
.
MARCONI, Marina de A.; LAKATOS, Eva M. Metodologia
Científica. Grupo GEN, 2022. E-book. ISBN 9786559770670.
Disponível em:
.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO (UFES).
Biblioteca Central. Normalização e apresentação de
trabalhos científicos e acadêmicos. Vitória, ES: A
Biblioteca, 2011.74 p. (e edições anteriores).
YouTube. (2020, setembro, 5). Mural Científico. Nunca mais
seja enganado – artigos científicos e revisão por pares. 21min.
Disponível em: 
13/05/2025, 21:49 A Construção do Conhecimento Científico
https://ceadgraduacao.uvv.br/conteudo.php?aula=a-construcao-do-conhecimento-cientifico-4&dcp=textos-cientificos-aspectos-metodologicos-e… 30/32
https://docente.ifrn.edu.br/olivianeta/disciplinas/copy_of_historia-i/historia-ii/china-e-india
https://docente.ifrn.edu.br/olivianeta/disciplinas/copy_of_historia-i/historia-ii/china-e-india
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786559770670/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786559770670/
https://www.youtube.com/watch?v=o63IjiXirBY
https://www.youtube.com/watch?v=o63IjiXirBY
Youtube. (2020, abril, 2). Thiago Rodrigues Pereira. O senso
comum na pesquisa científica. 7min24seg. Disponível em:
Youtube. (2020, agosto, 25). The best professor- Química
para universitários. A importância da hipótese dentro do
método científico. 3min12seg. Disponível em: .
Parabéns, esta aula foi
concluída!
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