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Unidade II
Unidade II
5 GOALBALL
5.1 A história
O goalball, um esporte emocionante e inclusivo, tem raízes profundas que remontam à necessidade 
de reabilitação para veteranos de guerra cegos. Sua história é marcada por inovação, determinação e, 
acima de tudo, criação de uma modalidade esportiva única destinada a atletas com deficiência visual.
Figura 25 – Atletas em jogo de goalball
Disponível em: https://tinyurl.com/52chedz4. Acesso em: 4 mar. 2024.
A história do goalball começou em 1946, quando dois fisioterapeutas, Hanz Lorenzen, da Áustria, e 
Sepp Reindle, da Alemanha, se uniram para desenvolver um esporte que proporcionasse a reabilitação 
física e mental para veteranos de guerra cegos. A ideia era criar algo que não apenas estimulasse a 
atividade física, mas também promovesse a competição e a inclusão.
O esporte nasceu em um centro de reabilitação para cegos em Potsdam, na Alemanha, onde os 
primeiros jogos foram realizados com o objetivo de melhorar as habilidades de orientação espacial, 
audição e tato dos participantes.
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ESPORTE ADAPTADO
Desenvolvido especificamente para pessoas com deficiência visual, o goalball é o único esporte 
paralímpico não adaptado.
Durante os Jogos de Toronto (1976), a modalidade foi apresentada como um esporte de alto 
rendimento. Um salto de grande importância que rendeu a oportunidade de entrar de vez na grade de 
programação paralímpica nos Jogos de Arnhem (1980) com a categoria masculina. A disputa feminina 
entrou quatro anos depois, na edição de Nova York (1984). Dois anos antes, em 1982, a modalidade 
passou a ser gerenciada pela IBSA.
Em 1985, o professor Steven Dubner, do Centro de Apoio ao Deficiente Visual (Cadevi), entidade 
de atendimento às pessoas cegas de São Paulo, apresentou a modalidade no Brasil. Entusiasmado, o 
professor Mário Sérgio Fontes levou para a Associação dos Deficientes Visuais do Paraná (Adevipar). 
No mesmo ano, foi realizado o primeiro jogo entre duas associações. Dois anos depois, em Curitiba, no 
Paraná, aconteceu o primeiro campeonato brasileiro, sob a supervisão do professor Mário Sérgio, 
presidente da antiga ABDC. Desde 2011, a modalidade é administrada pela Confederação Brasileira de 
Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).
O Brasil é uma das grandes forças da modalidade. A primeira participação brasileira em Jogos 
Paralímpicos aconteceu em Atenas (2004), com a equipe feminina. A partir daquele momento o esporte 
não parou de crescer no país, e as seleções foram ficando cada vez mais fortes. Nos Jogos Paralímpicos 
de Pequim (2008), as seleções masculina e feminina representaram o Brasil. O país começou a se tornar 
uma das grandes potências no ciclo 2009/2012.
Durante os Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara (2011) duas medalhas foram conquistadas – 
ouro no masculino e prata no feminino. Um ano depois, o time masculino conquistou a inédita medalha 
de prata nos Jogos Paralímpicos de Londres (2012).
Em 2014, na cidade de Espoo, Finlândia, a seleção masculina conquistou o título inédito do 
Campeonato Mundial ao vencer os donos da casa por 9 a 1. Quatro anos depois, o bicampeonato veio 
em Malmö, na Suécia, com a vitória por 8 a 3 sobre a Alemanha. Nessa edição, as mulheres também 
fizeram história com a primeira medalha em mundiais: o bronze. Nos Jogos Parapan-Americanos de 
Toronto (2015) e de Lima (2019), o Brasil foi campeão nas duas categorias, em duelos contra os Estados 
Unidos. Por fim, a seleção masculina garantiu o ouro inédito na Paralimpíada de Tóquio 2020. Com as 
seguidas conquistas, o país atingiu a liderança do ranking mundial no masculino. Atualmente, a seleção 
feminina é a quinta melhor do mundo.
5.2 Classificações
A classificação de atletas no goalball é um processo fundamental para garantir a equidade e justiça 
nas competições, levando em consideração a variedade de deficiências visuais dos participantes. O 
sistema de classificação no goalball é baseado em critérios específicos relacionados às habilidades 
funcionais dos atletas. O principal objetivo é criar equipes equilibradas, dando importância às limitações 
visuais de cada jogador para garantir uma competição justa.
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Unidade II
O goalball utiliza um sistema de classificação baseado nas categorias B1, B2 e B3, que refletem 
diferentes níveis de acuidade visual ou ausência completa de visão:
• B1: atletas completamente cegos ou têm perda total de visão. Eles usam uma venda nos olhos 
durante o jogo para garantir condições de igualdade.
• B2: atletas têm acuidade visual limitada, variando de uma visão muito baixa a uma visão razoável. 
Eles também usam vendas nos olhos durante a partida.
• B3: atletas têm acuidade visual um pouco melhor em comparação com os da B2, mas ainda 
apresentam limitação visual significativa. Vendas nos olhos também são usadas para garantir 
equidade na competição.
A classificação é realizada por uma equipe de classificadores treinados, que são profissionais com 
experiência em deficiências visuais e conhecimento específico do esporte.
Todas as classificações são realizadas por meio da mensuração do melhor olho e da possibilidade 
máxima de correção do problema. Durante o processo, os atletas são submetidos a avaliações que 
incluem testes de acuidade visual, percepção de luz, campo visual, entre outros.
Os classificadores observam como os atletas respondem a diferentes estímulos visuais e avaliam a 
habilidade funcional em relação às categorias B1, B2 e B3. O processo é cuidadoso e objetiva garantir que 
os jogadores sejam alocados corretamente em suas respectivas categorias, de acordo com as diretrizes 
estabelecidas pela IBSA.
A constante evolução do sistema de classificação visa aprimorar a precisão e a objetividade do 
processo, garantindo que o goalball continue sendo uma modalidade na qual atletas com diferentes 
níveis de deficiência visual possam competir em um ambiente justo e desafiador.
5.3 Regras
O goalball é jogado em uma quadra específica, com três jogadores em cada equipe. A bola, que tem 
guizos internos, é arremessada em direção ao gol adversário, sendo o som a principal ferramenta para 
que os jogadores localizem a bola e defendam o gol.
As partidas são caracterizadas por momentos intensos e estratégias elaboradas; os jogadores se 
movem rapidamente, lançando-se ao chão para bloquear e arremessar a bola. A dinâmica do jogo é 
única e desafiadora, destacando as habilidades auditivas, a coordenação e a comunicação entre os 
membros da equipe.
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ESPORTE ADAPTADO
Figura 26 – Quadra de goalball nos Jogos Paralímpicos de 2016
Disponível em: https://tinyurl.com/bdfduwrn. Acesso em: 4 mar. 2024.
O goalball é praticado em lugares fechados. A quadra tem as mesmas dimensões da quadra de 
voleibol (18 m de comprimento por 9 m de largura); o piso pode ser de madeira polida, sintético ou 
de outro material liso. Dos dois lados do campo estão as balizas, que têm 1,30 m de altura e ocupam 
a totalidade dos 9 m da linha final (Amorim et al., 2010). Todas as linhas do campo são marcadas em 
relevo, com um barbante preso ao solo com fita adesiva, o que permite que os atletas, por meio do tato, 
se localizem e realizem ações de defesa e ataque.
O campo divide-se em seis retângulos idênticos de 3 m de comprimento por 9 m de largura. Cada par 
de retângulos demarca três áreas de dimensões idênticas: área neutra, área de ataque ou de lançamento 
e área de defesa ou de equipe (Amorim et al., 2010).
A área de equipe é limitada pela linha de baliza; os atletas ficam posicionados nessa área durante 
as ações defensivas. A área de lançamento é onde os jogadores realizam os lançamentos. A área neutra 
compreende os dois retângulos centrais do campo e separa as áreas de atuação destinadas a cada 
equipe (Amorim et al., 2010).
O primeiro contato da bola com o solo, após o lançamento dos jogadores, deve acontecer 
obrigatoriamente até a linha que separa a área de ataque da área neutra, para que os defensores 
tenham tempo para ouvir e perceber a trajetória da bola lançada.Os jogadores apenas podem efetuar 
a defesa das bolas lançadas pelos adversários com parte do corpo em contato com a área em que estão 
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Unidade II
posicionados. Como a área de defesa é o principal ponto de referência para a orientação espacial dos 
jogadores, existem três linhas táteis diferenciando-as das demais áreas. Nessas linhas se posicionam o 
ala esquerdo, o pivô e o ala direito.
Cada equipe é composta de três jogadores e até três reservas. Antes, eram permitidas 
três substituições; atualmente, com a mudança da regra que começou a valer em 2012, é possível 
fazer quatro substituições. A primeira delas tem de ser feita no primeiro tempo (se o técnico desejar); 
caso não haja substituição no primeiro tempo, a equipe terá apenas três substituições restantes no 
segundo tempo. Três substituições podem ser realizadas no intervalo.
Ao entrarem em quadra, os atletas devem estar devidamente vendados para que não haja 
desigualdade de condições entre os que não enxergam e os que têm algum resíduo visual.
O jogo tem dois períodos de 10 minutos com um intervalo de 3 minutos entre eles. Cada equipe 
pode pedir até quatro tempos técnicos, com duração de 45 segundos cada um; o primeiro pedido deve 
ser feito no primeiro tempo.
As infrações invertem a posse de bola durante a partida. Elas são marcadas quando os jogadores não 
esperam a autorização do árbitro para lançar após qualquer interrupção da partida (premature throw – 
lançamento prematuro), quando jogam a bola para fora da quadra, ou ela retorna à meia quadra 
adversária ultrapassando a linha de centro (ball over – bola perdida).
O jogo pode ser interrompido se, entre outros casos, um jogador mexer na venda, se a reposição de 
bola demorar a acontecer; se alguma das linhas precisar ser retocada, ou se houver demasiado ruído no 
local do jogo.
 Observação
Durante todo o jogo a torcida deve permanecer em silêncio para não 
atrapalhar os atletas. O público pode (e deve) se manifestar somente 
quando há gols ou nos intervalos.
As balizas são feitas de material rígido. Os postes são redondos, não excedendo 15 cm de diâmetro, 
e devem ficar alinhados com a linha de gol e ser posicionados fora de campo (Amorim et al., 2010).
A bola é sempre lançada com as mãos. Ela é feita de borracha natural, mede cerca de 25 cm 
de diâmetro por 78,5 cm de circunferência e pesa cerca de 1.250 kg. É oca, tem guizos no seu 
interior e oito orifícios (quatro no hemisfério superior e outros quatro no inferior), cada um com 
aproximadamente 1 cm de diâmetro, para que os jogadores a possam localizar quando em movimento 
(Amorim et al., 2010).
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ESPORTE ADAPTADO
O goalball transcende as fronteiras esportivas. Ele serve como uma ferramenta de empoderamento, 
construindo a autoconfiança e promovendo a integração social. A comunidade do goalball é unida por 
uma paixão compartilhada, criando uma rede global de atletas, treinadores e entusiastas que buscam 
não apenas a excelência esportiva, mas também a promoção da inclusão e igualdade.
6 O FUTURO DOS JOGOS PARALÍMPICOS
6.1 Inserção de atletas paralímpicos nos Jogos Olímpicos
O esporte adaptado surgiu na década de 1940 e desde então nota-se a constante evolução científica 
e tecnológica que resultaram em mudanças nas regras esportivas, desenvolvimento da classificação 
funcional de cada modalidade e avanços nos equipamentos, como cadeira de rodas, próteses e outros 
materiais utilizados em treinamento e competições.
O esporte paralímpico brasileiro aposta cada vez mais na tecnologia para superar os limites 
dos atletas com deficiência, investindo na preparação deles, no estudo para melhoria da performance – 
nos aspectos físico, psicológico, fisiológico – e da biomecânica e no aprimoramento de equipamentos 
esportivos de alta qualidade. Esses fatores se devem à junção da ciência e da tecnologia no esporte, 
por meio da Academia Paralímpica Brasileira e das universidades.
Para a obtenção de bons resultados, sejam eles olímpicos ou paralímpicos, compreende-se que os 
conhecimentos científicos adquiridos para a melhoria da performance não podem deixar de aliar-se à 
ciência e à tecnologia.
Em contrapartida, não se pode deixar de analisar os altos custos dos materiais esportivos. 
Algumas iniciativas de universidades, do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), do Instituto Nacional 
de Tecnologia INT) e da Rede Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva vêm 
aprimorando e criando novos dispositivos para treinamento esportivo a baixo custo para usuários 
de cadeira de rodas, os quais podem ser utilizados também em clínicas de fisioterapia e academias 
(Almeida et al., 2014). O desenvolvimento de tecnologias pode significar, em muitos casos, a 
possibilidade da prática de uma modalidade esportiva.
No esporte paralímpico, são utilizados inúmeros tipos de tecnologia assistiva (TA), para modalidades 
e deficiências específicas. As TAs não se resumem a uso de dispositivos e a regras adaptadas, referem-se 
também a recursos, metodologias, estratégias e práticas. Pode-se perceber que as cadeiras de rodas e 
as próteses estão entre os principais objetivos da união entre ciência e tecnologia, principalmente para 
aprimorar o rendimento, sendo consideradas tecnologias-chave na maioria dos esportes paralímpicos 
(Silva; Alves, 2020).
Entretanto, vale questionar a efetividade do acesso das pessoas com deficiência a conceitos e 
aparatos de TA, bem como a seus direitos e às políticas públicas a elas relacionadas. Nessa perspectiva, 
ressalta-se que ainda são necessários maiores investimentos, incentivos e pesquisas na formação e 
preparação de atletas com deficiência, visando proporcionar-lhes inclusão e maior competitividade.
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Unidade II
6.2 Tecnologias assistivas no esporte paralímpico
Tecnologia assistiva ainda é um termo relativamente novo, utilizado para proporcionar recursos e 
serviços com a finalidade de ampliar funcionalidades de pessoas com deficiência, e assim promover uma 
vida independente e inclusiva (Bersch; Tonolli, 2006 apud Bersch, 2017).
A TA pode ser entendida como “um auxílio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional 
deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstâncias 
de deficiência ou pelo envelhecimento” (Bersch, 2017, p. 2).
O objetivo da TA é proporcionar maior independência à pessoa com deficiência, aumentando 
sua qualidade de vida e a possibilidade de inclusão social, por meio da melhoria da comunicação, da 
mobilidade, do aprendizado e do trabalho.
O conceito brasileiro de TA foi aprovado em 14 de dezembro de 2007 pelo Comitê de Ajudas 
Técnicas (CAT):
Tecnologia assistiva é uma área do conhecimento, de característica 
interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, 
práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada 
à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou 
mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade 
de vida e inclusão social (Brasil, Comitê de Ajudas Técnicas, ata VII, 2007 
apud Bersch, 2017).
A tecnologia torna a vida da população em geral mais fácil. Para as pessoas com deficiência, ela 
torna as coisas possíveis. A TA pode ser aplicada em tarefas básicas e mais complexas, possibilitando a 
melhoria do desempenho em diversos âmbitos, incluindo o paralímpico.
6.3 Esporte paralímpico: ciência e tecnologia
Segundo Almeida et al. (2014), a abordagem das questões relacionadas ao treinamento de alta 
performance abrange um conjunto de áreas como fisiologia, fisioterapia, psicologia, medicina, sociologia, 
marketing, engenharias, entre outras, pois se insere nas áreas biológicas, humanas e exatas, e assim 
alicerça a educação física na preparação de um paratleta para competições de forma mais adequada, 
além de fornecer a base para alcançar resultados mais favoráveis. Dessa forma, a incorporação de 
conhecimentos científicos aos esportes de alto rendimento mostra que não é maispossível a realização 
da excelência esportiva sem o suporte da ciência e da tecnologia.
As tecnologias, aliadas à ciência, contribuem para melhores resultados no treinamento de alto 
rendimento e permitem em muitos casos uma questão essencial: a possibilidade da prática esportiva 
(Almeida et al., 2014).
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ESPORTE ADAPTADO
De acordo com Burkett (2010 apud Cardoso et al., 2018, p. 715), a “tecnologia é um componente 
essencial para o esporte paralímpico”. Thompson e Vanlandewijck (2013 apud Cardoso et al., 2018, p. 715) 
destacam que “a tecnologia é um tópico importante no esporte paralímpico em função do acelerado 
crescimento de materiais utilizados na prática esportiva”.
A evolução tecnológica é ampla e gera diversidade nas instalações esportivas, nos equipamentos 
para treinamento e nas competições.
O crescimento do esporte paralímpico tem levado diversas empresas a investir em desenvolvimento 
tecnológico. Entre essas organizações, destaca-se a Bayerische Motoren Werke, a BMW, que, além de ser 
uma das maiores montadoras de veículos, tem investido no desenvolvimento da performance esportiva. 
A empresa renovou o acordo com o Comitê Paralímpico dos Estados Unidos antes dos Jogos do Rio de 
Janeiro, em 2016, para os quais desenhou e fabricou cadeiras de rodas para que fossem utilizadas pelos 
paratletas estadunidenses, com materiais mais leves possíveis.
Segundo Cardoso (2016), a equipe britânica de atletismo utiliza cadeiras fabricadas pela empresa 
BAE Systems, cujos equipamentos foram testados em seu laboratório na Inglaterra, onde passaram 
por provas em um túnel de vento que também é usado para testar aviões-caça da Força Aérea Real 
britânica, com a finalidade de verificar a eficiência aerodinâmica da postura sentada dos paratletas e a 
melhor posição nas diferentes situações da corrida.
Mais um esporte em que a tecnologia se faz presente é o ciclismo paralímpico. Nos Jogos Paralímpicos 
de Londres, em 2012, um ciclista britânico competiu com um novo modelo de prótese que dispensa o 
uso de tênis, pois o pedal adaptado se encaixa perfeitamente, e, assim, o atleta fica “anexado” à bicicleta, 
com uma aerodinâmica reforçada (Ferraz, 2022).
Outro esporte favorecido, segundo Cardoso et al. (2018), é o basquete em cadeira de rodas, no qual 
os assentos estão cada vez mais voltados para reduzir o risco de lesões e ampliar o conforto.
Há ainda um equipamento que vem sendo amplamente desenvolvido, tornando-se cada vez mais 
sofisticado para o desempenho esportivo: as próteses de membros inferiores, que são projetadas para 
armazenar energia, proporcionando maior eficiência na marcha ou corrida de um atleta com amputação 
(Cardoso et al., 2018).
Ainda segundo Cardoso et al. (2018), para os paratletas, a tecnologia não está restrita somente 
ao cotidiano, mas relaciona-se à possibilidade de atingir a excelência esportiva em sua modalidade. 
Nesse aspecto, a TA, por meio de próteses, órteses e outros equipamentos, desempenha um importante 
papel na carreira de um paratleta, pois, apesar de um elevado custo, pode aprimorar e auxiliar a alcançar 
resultados relevantes.
De acordo com o Centro Paralímpico Brasileiro (CPB) (2021), até 2030, dois bilhões de pessoas 
precisarão de pelo menos uma TA para exercer sua cidadania. Atualmente, apenas 10% da população 
tem acesso a essas tecnologias, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Muitas empresas têm 
trabalhado e inovado para melhorar e transformar a utilização destas tecnologias.
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Unidade II
 Saiba mais
Para compreender melhor o tema, leia o seguinte artigo:
MARQUES, R. F. R. et al. Esporte olímpico e paraolímpico: coincidências, 
divergências e especificidades numa perspectiva contemporânea. Revista 
Brasileira de Educação Física e Esporte, v. 23, n. 4, p. 365-377, out. 2009. 
Disponível em: https://tinyurl.com/42pny4ue. Acesso em: 21 mar. 2024.
7 MODALIDADES PARALÍMPICAS E A TECNOLOGIA ASSISTIVA
Para Parsons e Winckler (apud Cardoso et al., 2018, p. 714) “o Esporte Paralímpico caracteriza-se 
pela busca do rendimento máximo, do melhor desempenho em modalidades esportivas praticadas por 
pessoas em condições de deficiência, reconhecidas pelo International Paralympic Committee (IPC)”.
O IPC estabelece os princípios fundamentais referentes à evolução de equipamentos usados durante 
as competições.
7.1 Princípios fundamentais para evolução de equipamentos usados 
em competições
Quadro 1
Segurança Para o usuário, outros competidores, oficiais, 
espectadores e meio ambiente
Equidade Para que o atleta não tenha uma vantagem desleal
Universalidade Comercialmente disponível para todos e não apenas 
para determinados atletas ou países
Proeza física O desempenho humano é o esforço crítico, não o 
impacto da tecnologia e equipamentos
Algumas modalidades paralímpicas utilizam a TA como ponto-chave para a melhora do desempenho 
esportivo, possibilitando o treinamento de forma mais efetiva. Dessa maneira, a pessoa com deficiência 
pode enfrentar e transpor seus limites em prol do esporte, o que lhe proporciona tanto uma condição 
de satisfação pessoal quanto de inclusão social.
 Lembrete
A TA proporciona recursos e serviços com a finalidade de contribuir 
e ampliar funcionalidades de pessoas com deficiência, e assim promover 
uma vida independente e inclusiva; para um atleta paralímpico, possibilita 
a melhoria de desempenho.
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ESPORTE ADAPTADO
Contudo, a tecnologia empregada no alto rendimento ainda tem custo muito elevado, fazendo com 
que a maioria não consiga obter o material adequado, limitando sua utilização no contexto nacional. 
A título de exemplo, uma prótese do atletismo chega a custar por volta de 150 mil reais. Mesmo assim, 
os atletas brasileiros vêm obtendo bons resultados no esporte paralímpico, com muitas medalhas.
Atualmente existem 22 modalidades paralímpicas que fazem parte do programa de verão. Serão 
citadas apenas algumas, especialmente as que mais fazem uso da TA, apesar de que praticamente todas 
as utilizam de uma forma ou outra.
Atletismo
Ciclismo 
de pista
Levantamento 
de peso
Tênis de mesa
Badminton
Esgrima 
em cadeira 
de rodas
Natação
Canoagem
Hipismo
Taekwondo
Triatlo
Ciclismo 
de estrada
Judô
Tênis em 
cadeira de 
rodas
Vôlei 
sentado
Bocha
Goalball
Rúgbi em 
cadeira de 
rodas
Tiro 
com arco
Basquetebol 
em cadeira 
de rodas
Futebol 
de cinco
Remo
Tiro
Figura 27 – Modalidades paralímpicas
Adaptada de: https://tinyurl.com/3mxkmuya. Acesso em: 22 mar. 2024.
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Unidade II
7.2 A tecnologia assistiva no esporte: órteses e próteses
De acordo com Almeida et al. (2014), o que mais se detecta nos esportes paralímpicos é a 
utilização da cadeira de rodas e de próteses, e o principal objetivo da aplicação da ciência e da 
tecnologia é facilitar o manuseio desses equipamentos. Um exemplo é o corredor Oscar Pistorius, 
atleta paralímpico sul-africano que tem as pernas amputadas. Em testes realizados, houve a 
comprovação de que as próteses transformaram um atleta com deficiência física em um atleta 
extremamente eficiente quando comparado a atletas sem deficiência. Comparado aos atletas sem 
deficiência, Pistorius ingere um volume de oxigênio 17% menor. Segundo Almeida et al. (2014), 
Pistorius corre na mesma velocidade com menos oxigênio, pisa com mais frequência que um atleta 
olímpico, tem maior impulso por tempo, além de contar com retorno elástico da prótese, que 
também aumenta o movimento. Assim, atletas paralímpicos se tornam superatletas.
Segundo Almeida et al. (2014), pode-se tornar inteligentes os joelhos dos corredores com 
deficiência nos membros inferiores, com novas próteses de pernas apresentando tecnologias de 
software e hardware precisos. Foram apresentados modelos como a AC-leg, que permitem o uso 
de controle remoto para controlar a velocidade das passadas. Já o modelo power knee apresenta 
um sensor que ajusta automaticamente o movimento do joelho para o terreno em que se encontra 
o corredor, que pode ser uma escada, um plano inclinado;esse é um dos modelos mais utilizados 
para desporto.
Ainda de acordo com os autores, no salto em distância, as próteses contam com cilindros hidráulicos 
que permitem o movimento normal da flexo-extensão de joelhos, com o atleta controlando a 
velocidade; isso faz diminuir a perda de energia e otimiza toda a força para impulsionar o salto. 
A lâmina que forma o pé da prótese é composta de mais de 80 lâminas de fibra de carbono, sendo 
leves e flexíveis. No ciclismo, os atletas apresentam próteses que dispensam tênis na hora da prova; a 
prótese conecta-se ao pedal, fazendo com que o atleta fique “ligado” à bicicleta. Esses são alguns de 
muitos exemplos da presença das TAs nos esportes paralímpicos. Ressalta-se que características mais 
essenciais para os paratletas que utilizam prótese e cadeira de rodas são o conforto, a segurança e a 
durabilidade (Almeida et al., 2014). 
De acordo com Weyand et al. (2009), as próteses utilizadas pelo atleta Oscar Pistorius são 
semelhantes fisiologicamente às de um indivíduo com os membros inferiores não amputados (apesar 
de mecanicamente diferentes). Dessa forma, Pistorius se tornou o primeiro atleta biamputado a 
competir em Jogos Olímpicos, ao disputar os 400 m em Londres 2012.
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ESPORTE ADAPTADO
Figura 28 – Oscar Pistorius
Disponível em: https://tinyurl.com/4sv3f5f3. Acesso em: 4 mar. 2024.
Os dispositivos de TA melhoram o desempenho e a satisfação nas atividades paradesportivas, 
contribuindo para a performance do atleta paralímpico. Podemos destacar ainda o basquete 
em cadeira de rodas, que vem aumentando sua popularidade mundial nos últimos anos para 
indivíduos com lesão na medula espinhal, poliomielite, espinha bífida e amputação (Silva; Alves, 
2020). Além do basquete em cadeira de rodas, pode-se citar atletismo, rúgbi e tênis, ambos em 
cadeira de rodas.
8 DOPING PARALÍMPICO
8.1 História do doping
Doping é o uso de substâncias, drogas ou métodos ilícitos para melhorar o desempenho esportivo. 
Esses métodos artificiais podem aumentar a resistência do corpo e dão vantagens competitivas físicas e 
psicológicas em relação aos outros adversários de forma desonesta.
Essa prática de utilização de substâncias proibidas para melhorar o desempenho atlético tem uma 
história complexa que remonta aos primórdios do esporte organizado. A palavra doping não tem origens 
certa, mas é frequentemente atribuída ao termo dop, em africâner, que significa bebida alcoólica. 
Inicialmente, o termo era usado para descrever um método de melhorar o desempenho em eventos 
esportivos, fornecendo uma vantagem competitiva.
A história do doping é mais antiga do que os Jogos Olímpicos. Os gregos usavam cogumelos 
alucinógenos para aumentar sua performance desportiva. Os romanos empregavam desde cafeína até ópio.
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Unidade II
Há mais de 4 mil anos os chineses já conheciam o efeito estimulante do chá da planta machuang. 
Seu uso aumentava a produtividade no trabalho, a disposição dos guerreiros no combate e também a 
performance dos esportistas.
Ao longo das décadas, o doping evoluiu de práticas rudimentares para um desafio ético global, 
impactando atletas, organizações esportivas e o cenário esportivo em geral.
No final da década de 1920, a prática já era reconhecida, e a ameaça ao espírito esportivo tornou-se 
evidente. O uso de estimulantes como cafeína e estricnina era comum, e os primeiros casos de doping 
foram registrados em competições.
Nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, houve relatos sobre atletas que usaram anfetaminas para 
melhorar a energia e o foco. Essa foi uma das primeiras instâncias em que uma substância química foi 
associada ao aumento do desempenho atlético.
Figura 29 – É proibido o uso de substâncias químicas para aumentar o rendimento de atletas
Disponível em: https://tinyurl.com/mr3766dm. Acesso em: 4 mar. 2024.
Inicialmente, o doping carecia de regulamentação e controle efetivo. Atletas frequentemente 
recorriam a substâncias consideradas legalmente aceitáveis, como álcool e cafeína, para ganhar 
vantagens competitivas. A conscientização sobre os riscos à saúde e a necessidade de integridade 
esportiva começaram a crescer.
O COI desempenhou um papel crucial na regulamentação do doping. Em 1960, os Jogos Olímpicos 
em Roma marcaram a introdução de controles antidoping, mas as medidas eram incipientes e as 
punições limitadas. Na década de 1970, houve um aumento significativo no uso de esteroides 
anabolizantes, resultando em escândalos que abalaram a credibilidade do esporte.
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ESPORTE ADAPTADO
Os anos 1980 e 1990 foram marcados por escândalos de doping em grande escala, principalmente 
com o uso de substâncias proibidas no bloco oriental durante os Jogos Olímpicos.
O primeiro caso de doping relatado aconteceu em 1886, quando um ciclista inglês morreu de 
overdose em uma corrida em Paris.
Os Jogos de Atenas, em 1896, marcaram o aparecimento das “bolinhas”, esferas contendo diversas 
substâncias estimulantes como cocaína, efedrina e estricnina. Daí surgiu o termo “usar bola” como 
sinônimo de dopar-se.
Nas Olimpíadas de Berlim, em 1936, a política nazista da superioridade da raça ariana estimulava os 
atletas alemães à vitória e disseminou o uso de qualquer artifício que os levasse ao pódio. Antes e após 
esse evento, surgiram suspeitas de doping dos esportistas alemães.
Na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os cientistas alemães sintetizaram a anfetamina, que 
aumenta a acuidade visual e mental. Essa substância foi usada pelos pilotos de bombardeio noturnos. 
Os soldados alemães que atuavam no campo de batalha faziam uso de esteroides anabolizantes para 
aumentar a força e a agressividade. Essa iniciativa dos alemães, dopar seus soldados, foi descoberta 
fazendo experiências nos presos dos campos de concentração. A maioria dos soldados não sabia que 
estava recebendo essas substâncias para elevar o desempenho durante o combate; era receitada uma 
vitamina para os recrutas suportarem melhor os esforços da guerra.
O uso de eritropoetina (EPO) no ciclismo nas décadas seguintes também destacou as lacunas nos 
sistemas de detecção. Paralelamente, surgiram avanços tecnológicos em métodos de doping, tornando 
o cenário ainda mais desafiador para as autoridades.
Foi apenas após a morte de dois atletas, em 1960 e em 1964, por doping que o COI passou a 
controlar o uso desse tipo de substâncias no esporte. A partir de 1968, nas Olimpíadas do México, o 
exame antidoping passou a ser obrigatório.
À medida que as violações do doping aumentavam, os órgãos reguladores intensificaram os esforços 
para aprimorar os métodos de detecção e impor penalidades mais severas. Organizações antidoping 
foram estabelecidas para coordenar esforços globais contra o doping e promover a conscientização 
sobre os riscos associados. Um exemplo é Agência Mundial Antidoping (Wada), criada em 1999. Os 
primeiros testes antidoping foram introduzidos nos Jogos Olímpicos de Munique em 1972; no entanto, 
os métodos iniciais eram rudimentares e as punições eram limitadas.
O avanço da ciência trouxe novos desafios, como o doping genético, no qual atletas buscam 
vantagens manipulando os próprios genes. Isso adicionou uma camada de complexidade às questões 
éticas e às estratégias de controle antidoping.
78
Unidade II
O combate ao doping continua sendo uma batalha constante entre atletas que buscam uma 
vantagem competitiva e as organizações que tentam preservar a integridade do esporte. As penalidades 
tornaram-se mais rigorosas, e os esforços para educar atletas sobre os riscos e as consequências do 
doping são contínuos.
A história do doping esportivo é repleta de desafios éticos, escândalos e avanços tecnológicos. O esforço 
constante para manter a equidade e a integridade no esporte enfrenta novos desafios com o tempo, 
e a luta contra o doping continua a evoluir à medida que as práticas de detecção e a regulamentação 
são aprimoradas. O futuro do esporte depende do compromisso coletivo em promover uma competição 
justa e proteger os princípiosfundamentais que tornam o esporte uma expressão verdadeira 
do potencial humano.
8.2 A Agência Mundial Antidoping (World Anti-Doping Agency)
O uso de drogas que aumentam o desempenho cresceu nos anos 1970 e 1980. Foi então que uma 
iniciativa liderada pelo COI estabeleceu a Agência Mundial Antidopagem (Wada, sigla em inglês).
Criada em 1999, a Wada é uma agência internacional independente, composta e financiada 
pelo movimento esportivo e pelos governos do mundo, responsável por realizar o controle e testes 
antidoping dos esportistas. Suas ações são orientadas pelo Código Mundial Antidoping, composto 
de políticas antidoping, regras e regulamentos que atuam dentro de organizações esportivas e entre 
autoridades públicas.
Um componente importante do código é a lista de substâncias proibidas, atualizada anualmente. 
Substâncias ou práticas são consideradas para inclusão quando se enquadram em dois dos três 
seguintes critérios:
• Há evidência de que a substância ou prática tem o potencial de melhorar o desempenho esportivo.
• Há evidência de que o uso da substância ou prática ameaça potencialmente o atleta.
• A substância ou prática viola o espírito do esporte.
8.3 Substâncias e práticas mais usadas
Anabolizantes
Agem como anabólicos da testosterona, aumentam a massa muscular, a força, diminuem a sensação 
de fadiga e também controlam o peso.
Os esteroides anabólicos facilitam a recuperação de sessões de treinamento muito extenuantes, 
permitindo que os atletas treinem duro nos dias subsequentes. Esse benefício aguçou o interesse de 
atletas de quase todos os esportes. Geralmente são usados por corredores que precisam de explosão e 
força muscular, no atletismo e no levantamento de peso.
79
ESPORTE ADAPTADO
Hormônios
Os hormônios estão envolvidos na maioria dos processos fisiológicos e suas ações são relevantes 
para muitos aspectos do exercício e do desempenho esportivo.
Entre os anos 1950 e 1980, os agentes hormonais mais frequentemente utilizados pelos atletas 
foram os esteroides anabólicos. Na segunda metade da década de 1980, um novo recurso surgiu para 
substituí-lo, o hormônio do crescimento humano (hGH).
Outro hormônio que vem sendo muito utilizado é o EPO (eritropoetina). Secretado pelo rim, ele 
estimula a produção de eritrócitos (glóbulos vermelhos) na medula óssea. Dessa forma, aumenta a 
capacidade do sangue de transportar oxigênio, dando mais potência aos músculos para produzir energia. 
Geralmente é usado por atletas de resistência.
Betabloqueadores
Essas substâncias podem diminuir o ritmo cardíaco em esportes nos quais a ansiedade e o tremor 
podem comprometer o desempenho do atleta, como tiro com arco.
Movimentos corporais são detectados cada vez que o coração bate. Esse movimento é suficiente 
para afetar a mira de um atirador. A precisão nos esportes de tiro irá melhorar se o rifle puder ser 
disparado entre um batimento cardíaco e outro.
Os betabloqueadores são usados para manter as mãos mais firmes, alcançando maior eficácia.
Estimulantes
Essas substâncias estimulam o sistema nervoso central e podem até mesmo diminuir algumas 
atividades, como a sensação de fadiga e apetite. São usadas para aumentar a concentração e o estado 
de alerta do corpo.
As anfetaminas são as preferidas, por serem de fácil acesso. Os atletas antecipam a obtenção de 
energia e a motivação e sentem-se mais competitivos para correr mais rápido, saltar mais alto e adiar o 
início da fadiga ou exaustão completa.
Analgésicos narcóticos
São derivados do ópio e aliviam ou diminuem a sensação de dor; a mais conhecida é a morfina. Esse 
efeito pode levar um atleta a menosprezar uma lesão potencialmente perigosa, agravando-a.
80
Unidade II
Diuréticos
São utilizados para tratar a retenção de líquidos e para reduzir o peso, pois eliminam líquidos e 
diminuem o inchaço do corpo. Entre os que adotam essa prática estão os lutadores, os jóqueis e os ginastas.
Também são usados para mascarar e se livrar de outras drogas através da urina. Os atletas esperam 
que o líquido extra na urina dilua a concentração de drogas proibidas, o que diminui a probabilidade de 
detecção das substâncias ilegais em exames antidoping.
Drogas recreacionais
Esta classe tem sido amplamente utilizada por atletas tanto para a recreação como por suas possíveis 
propriedades de melhoria de desempenho. Essas drogas – como o álcool, a cocaína e a maconha – 
podem ocasionar o efeito contrário, prejudicando a performance do atleta.
Doping sanguíneo
Assim como o EPO, essa prática aumenta o número de glóbulos vermelhos no sangue, fornecendo 
mais oxigênio aos músculos e melhorando o rendimento do atleta.
Uma prática cada vez mais frequente para induzir essa produção é a transfusão de sangue. Se feita 
com o sangue do próprio atleta colhido com antecedência, é chamada de autóloga; quando o sangue é 
de outro indivíduo com o mesmo tipo sanguíneo, é homóloga.
O Código Mundial Antidopagem é baseado em princípios de risco estrito, ou seja, os atletas são 
responsáveis por quaisquer substâncias em seus corpos, até mesmo se não souberem. Por isso, todos os 
medicamentos, suplementos e alimentos devem ser cuidadosamente controlados pelos atletas.
Os testes para controle do doping são analisados em laboratórios acreditados pela Wada. Para 
identificar o uso de substâncias ou métodos proibidos, há cinco etapas.
1. Seleção dos atletas
Podem ser selecionados em competição ou fora dela. O atleta pode ser selecionado por sorteio, com 
base na classificação obtida ou em outro critério específico.
2. Notificação dos atletas
Quando o atleta for selecionado, um agente de controle de dopagem o acompanhará o tempo todo, 
desde o momento da notificação até o final do processo, evitando a fraude no exame.
81
ESPORTE ADAPTADO
3. Coleta das amostras
No momento da coleta, o agente também acompanha o atleta para ter uma visão direta do 
fornecimento de urina. É necessário fornecer 90 mililitros de urina, que será dividida em dois frascos: 
A e B. O primeiro é a prova e o segundo a contraprova, para ser realizado um novo exame, caso seja 
acusado o doping. No exame de sangue é feito o mesmo processo.
4. Análise da amostra
As amostras coletadas são enviadas a um dos laboratórios credenciados pela Wada. A amostra A 
será analisada de imediato e a amostra B ficará armazenada em local seguro, caso o resultado inicial 
seja contestado.
5. Resultado
Todo atleta que comete uma violação às regras antidopagem pode sofrer as punições previstas no 
Código Mundial Antidopagem. Casos comprovados, recusa em fornecer amostras ou outras violações 
previstas impõem ao atleta uma suspensão mínima de quatro anos. Em caso de reincidência, o atleta 
pode até mesmo ser banido do esporte.
8.4 Institucionalização do doping
Nos últimos anos, a Rússia recebeu destaque negativo na mídia por conta dos escândalos de doping. 
Foram realizadas denúncias de doping institucionalizado envolvendo atletas de todas as categorias 
do esporte. O governo incentivou o uso de substâncias ilegais, alterando os testes para promover a 
supremacia russa nas competições.
O ex-diretor do Laboratório Antidoping de Moscou, Grigory Rodchenkov, delatou o esquema; 
a Wada deu início às investigações e as denúncias foram comprovadas. A Rússia teve diversos 
de seus atletas suspensos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, e dos Jogos de Inverno de 
PyeongChang, em 2018.
Houve a preocupação de que o uso de substâncias ilegais também tivesse atingido o futebol. Todos 
os passos da Fifa são dados em comum acordo com Wada. Os jogadores são submetidos a análises de 
sangue e de urina.
 Observação
O atleta canadense Ben Johnson ganhou a medalha de ouro nas 
Olimpíadas de Seul, em 1988, e ficou conhecido como homem mais rápido do 
mundo após quebrar o recorde mundial nos 100 m rasos. Mas uma amostra 
de urina pós-competição acusou positivo para esteroides anabolizantes. 
Ele  foi destituído da medalha de ouro e suspenso por dois anos. Com 
reincidência em 1993, foibanido do esporte.
82
Unidade II
8.5 Automutilação ou boosting
Estrangular os testículos, colocar alfinetes neles, fraturar o dedão do pé, aplicar choques elétricos 
nas extremidades ou obstruir o cateter para levar a bexiga a seu limite viraram alternativas ao doping.
Essas práticas, denominadas boosting (da palavra impulsionar, em inglês), aumentam artificialmente 
o rendimento de atletas com lesões na medula espinhal e paralisia e insensibilidade nos membros 
inferiores. Seus corpos, apesar do esforço durante uma competição, não costumam reagir igual aos 
de esportistas com outras deficiências físicas e sofrem de hipotensão (o coração não acompanha a 
intensidade do exercício, diminuindo a capacidade física). Ao se lesionarem ou forçarem a bexiga, eles 
não sentem dor ou desconforto, mas seu corpo reage ao estímulo e aumenta a pressão arterial, levando 
mais oxigênio aos músculos e incrementando a resistência, o que pode aumentar em cerca de 10% o 
rendimento do atleta, especialmente em corridas de larga distância sobre cadeira de rodas.
O combate ao boosting, descoberto nos anos 1990 e proibido pelo CPI desde 1994, está mais 
rígido desde os Jogos Paralímpicos do Rio, após a instituição endurecer os parâmetros para detectá-lo. 
Anteriormente, eram considerados suspeitos e proibidos de competir os atletas que, após a medição da 
sua pressão sanguínea, mostravam níveis acima dos 180 mmHg (pressão arterial sistólica); atualmente, 
após a análise em profundidade de dados de 160 atletas durante vários anos, são investigados os 
resultados acima de 160 mmHg. Em termos gerais, considera-se que uma pessoa sofre de hipertensão 
a partir de 140 mmHg.
A falta de conhecimento e dados sobre o boosting deu margem para os atletas se esquivarem das 
restrições das autoridades. Em Pequim 2008 foram realizados 37 testes; em Londres 2012, outros 41, mas 
não foram registrados casos positivos, embora isso não signifique que essa prática não ocorreu. “Se um 
atleta sabe que tomando 10 copos de água vai dar positivo, ele vai beber 9,9. Por isso era importante 
reduzir a margem. Nos mundiais já percebemos que havia atletas que superavam os 160 mmHg, que 
é um nível incomum, e não necessariamente aportavam uma explicação razoável”, explica um dos 
médicos do CPI, o belga Peter Van de Vliet. “Além das provas médicas, estaremos atentos diante de 
atletas que mostrarem excessiva sudoração, estejam com atitude suspeita ou se mostrem alterados”, 
complementa Van de Vliet (Martín, 2016).
O boosting, que provoca um estado chamado hiperreflexia autônoma, pode ter consequências 
gravíssimas para o atleta, provocando acidentes cerebrovasculares e até a morte. Apesar dos riscos, 
uma investigação feita em parceria com a Wada e o Comitê Paralímpico com dados de 2007 e 2009 
constatou que cerca de 17% dos 99 atletas participantes do estudo tinham recorrido à prática para 
melhorar o rendimento durante treinos ou competições (Martín, 2016).
 Lembrete
A Wada é uma organização independente criada pelo CPI com o objetivo 
de coordenar a luta contra o doping.
83
ESPORTE ADAPTADO
As autolesões podem ter ainda mais adeptos e envolver até 30% dos atletas, disse o médico Andrei 
Krassioukov, principal estudioso da matéria. “Há uma desvantagem entre paralímpicos que têm pressão 
arterial normal e aqueles que não, e isso coloca um número significativo de atletas em desvantagem. 
Como médico entendo totalmente por que esses atletas estão fazendo isso, mas como cientista estou 
horrorizado”, explicou na época (Martín, 2016).
O atletismo, o ciclismo em bicicletas impulsionadas pelas mãos e o rúgbi em cadeira de rodas são as 
principais modalidades nas quais observa-se o boosting. No rúgbi, a pressão das sujeições dos atletas 
às cadeiras de rodas pode, involuntariamente, provocar os mesmos efeitos que as lesões autoinfligidas, 
o que dificulta detectar essa prática. Outras atividades, como a prática de sexo e queimaduras solares, 
podem também provocar um estado mais leve de hiperreflexia autônoma. “A prática só é punida se for 
intencional”, esclarece o doutor do CPI, que já foi treinador de rúgbi para atletas paralímpicos.
 Saiba mais
Assista aos seguintes vídeos para entender a história do doping:
HISTÓRIA do doping (parte 1). 2020. 1 vídeo (4 min). Publicado pelo 
canal Time Brasil. Disponível em: https://tinyurl.com/2ptt6ynk. Acesso em: 
26 mar. 2024.
HISTÓRIA do doping (parte 2). 2020. 1 vídeo (5 min). Publicado pelo 
canal Time Brasil. Disponível em: https://tinyurl.com/bxp9hcp6. Acesso em: 
26 mar. 2024.
Figura 30 – Controle antidoping na Alemanha
Disponível em: https://tinyurl.com/yeyjr25f. Acesso em: 4 mar. 2024.
84
Unidade II
A partir do exposto, verifica-se que a prática do doping é algo que acompanha o esporte desde os 
tempos mais antigos; contudo, a preocupação em fiscalizar e impedir essa prática desleal é recente. 
Esse descompasso entre o tempo de estrada da indústria do doping e a importância dada à fiscalização 
permitiu um alto grau de desenvolvimento de substâncias; por isso, percebe-se que os atuais mecanismos 
de controle antidoping ainda se encontram deficitários em proporção ao número de casos que surgem. 
Com o desenvolvimento e a evolução de novas tecnologias, esse problema tende a ser minimizado.
Ademais, é de extrema importância aliar as tecnologias com a educação, de forma que não haja 
somente sistemas de fiscalização, prevenção e punição, mas também aconteça a conscientização e 
a ampliação do conhecimento dos atletas. Nem sempre é possível detectar novas drogas, sendo 
fundamental educar os atletas e treinadores para evitar as substâncias proibidas com intuito de banir 
esse ato antiesportivo das competições.
Para conter o avanço da propagação do doping, algo que hoje pode ser considerado estrutural no 
esporte, urge a necessidade de mais investimentos em tecnologia. Essa é uma ferramenta primordial para 
construir sistemas mais eficazes de fiscalização e prevenção, principalmente em casos mais complexos 
como os de doping genético e doping tecnológico. Somente assim haverá mais justiça, assegurando 
direitos como o proposto pelo artigo 217 da Constituição Federal de 1988. Consequentemente, o crédito 
no esporte, hoje desacreditado pelos sucessivos escândalos devido à dopagem pelas quais tem passado, 
será retomado.
85
ESPORTE ADAPTADO
 Resumo
O esporte adaptado é uma categoria que proporciona a participação 
de atletas com deficiência física ou intelectual em diversas modalidades 
esportivas. Essa inclusão visa promover igualdade, superação e autonomia 
dos praticantes. Entre as modalidades mais reconhecidas, destaca-se o 
goalball, um esporte de equipe desenvolvido para pessoas com deficiência 
visual, no qual os atletas utilizam uma bola com guizos e competem com 
os olhos vendados.
A inserção de atletas com deficiência em competições de alto nível 
como os Jogos Paralímpicos representa um avanço significativo na quebra 
de barreiras e no reconhecimento do talento e esforço desses competidores. 
Essa integração amplia a visibilidade e aceitação do esporte adaptado 
em âmbito global.
As tecnologias assistivas nos esportes paralímpicos desempenham um 
papel crucial na maximização do desempenho dos atletas, proporcionando 
inovações como cadeiras de rodas especiais, equipamentos adaptados e 
tecnologias de treinamento personalizado.
Órteses e próteses são fundamentais para atletas com deficiências 
físicas, possibilitando a prática esportiva com maior eficiência e conforto. 
Esses dispositivos são personalizados para cada modalidade esportiva, 
auxiliando a locomoção e o desempenho atlético.
A história do doping no esporte paralímpico reflete desafios similares 
aos enfrentados no esporte para atletas sem deficiência. Regras 
rígidas foram estabelecidas para garantir a equidade e a integridade, 
assegurando que todos os competidores estejam em condições justas. A 
automutilação ou o boosting é uma questão ética que envolve o uso de 
técnicas para induzir lesões temporárias,visando melhorar o desempenho 
em competições paralímpicas. Essa prática é estritamente proibida e 
enfrenta medidas disciplinares severas, a fim de preservar a integridade e a 
segurança dos atletas.
O esporte adaptado continua a evoluir, promovendo a inclusão, 
quebrando estigmas e demonstrando a extraordinária capacidade dos 
atletas com deficiência. Essas histórias inspiradoras destacam a resiliência 
e determinação dos esportistas, que redefinem constantemente os limites 
do potencial humano no cenário esportivo inclusivo.
86
Unidade II
 Exercícios
Questão 1. Vimos nesta unidade que o goalball é um esporte emocionante e inclusivo, cujas origens 
estão relacionadas à necessidade de reabilitação de veteranos de guerra cegos. Sua história é marcada 
pela inovação, pela determinação e, acima de tudo, pela criação de uma modalidade esportiva única 
destinada a atletas com deficiência visual.
Figura 31
Disponível em: https://tinyurl.com/4hnrx3ba. Acesso em: 5 mar. 2024.
Em relação a esse esporte adaptado, avalie as afirmativas.
I – A quadra do goalball tem as mesmas dimensões da quadra de vôlei (9 m de largura por 18 m de 
comprimento); em cada lado da quadra, há um gol com 9 metros de largura e 1,30 m de altura.
II – As partidas de goalball têm dois tempos de 12 minutos cada, com três minutos de intervalo. Cada 
equipe conta com três jogadores titulares e três jogadores reservas.
III – No goalball, os atletas com deficiência visual das classes B1, B2 e B3 competem juntos. As 
classificações são feitas pela mensuração do melhor olho e pela possibilidade máxima de correção 
do problema.
87
ESPORTE ADAPTADO
É correto o que se afirma em:
A) I, apenas.
B) II, apenas.
C) III, apenas.
D) I e II, apenas.
E) I, II e III.
Resposta correta: alternativa E.
Análise da questão
As justificativas das afirmativas apresentadas na questão estão disponíveis no texto a seguir.
Goalball
Figura 32
Ao contrário de outras modalidades paralímpicas, o goalball foi desenvolvido exclusivamente para 
pessoas com deficiência visual. A quadra tem as mesmas dimensões das de vôlei (9 m de largura por 
18 m de comprimento). As partidas são realizadas em dois tempos de 12 minutos, com três minutos de 
intervalo. Cada equipe conta com três jogadores titulares e três reservas.
De cada lado da quadra, há um gol com 9 m de largura e 1,30 m de altura. Os atletas são, ao mesmo 
tempo, arremessadores e defensores. O arremesso deve ser rasteiro ou tocar pelo menos uma vez nas 
áreas obrigatórias. O objetivo é balançar a rede adversária.
88
Unidade II
A bola tem um guizo em seu interior para que os jogadores saibam sua direção. O goalball é um 
esporte baseado nas percepções tátil e auditiva, por isso, não pode haver barulho no ginásio durante a 
partida, exceto no momento entre o gol e o reinício do jogo e nas paradas oficiais. A bola tem 76 cm de 
diâmetro e pesa 1,25 kg.
Quadro 2
Deficiência Gênero Quadra
 Visual Masculino e feminino
 Mede 9 m x 18 m
 A rede tem 9 m x 1,3 m
Regras Time
O jogo é dividido em dois tempos de 12 minutos 
cada, com três minutos de intervalo
Todos os jogadores exercem, ao mesmo tempo, 
as funções de ataque e defesa
Há um guizo no interior da bola para emitir sons
 6 jogadores no total
 3 titulares e 3 reservas
Classes no goalball
Nesta modalidade, os atletas com deficiência visual das classes B1, B2 e B3 competem juntos. 
Todas as classificações são realizadas por meio da mensuração do melhor olho e da possibilidade 
máxima de correção do problema. Todos os atletas, independentemente do nível de perda visual, 
utilizam uma venda durante as competições para que todos possam competir em condições 
de igualdade.
B1. Cegos totais ou com percepção de luz, mas sem reconhecer o formato de uma mão a 
qualquer distância.
B2. Atletas com percepção de vultos.
B3. Atletas que conseguem definir imagens.
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE DESPORTOS DE DEFICIENTES VISUAIS. Goalball. São Paulo: CPB, [s.d.]. 
Disponível em: https://tinyurl.com/3jzvkpdh. Acesso em: 5 mar. 2024.
89
ESPORTE ADAPTADO
Questão 2. Leia o texto a seguir.
O que é tecnologia assistiva?
Conforme a Lei Brasileira de Inclusão, n. 13.146 de julho de 2015, tecnologia assistiva é definida 
como produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços 
que tenham como objetivo promover a funcionalidade, relacionada à atividade e à participação 
da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, visando à sua autonomia, independência, 
qualidade de vida e inclusão social.
Entre os recursos de tecnologia assistiva disponíveis para garantir, à pessoa com deficiência, igualdade 
de oportunidades diante dos desafios da vida, destacam-se as OPM.
BRASIL. Ministério da Saúde. O que é Tecnologia Assistiva?, Brasília, 18 nov. 2022. 
Disponível em: https://tinyurl.com/5n8s7x5t. Acesso em: 5 mar. 2024.
Em relação à tecnologia assistiva, avalie as asserções e a relação proposta entre elas.
I – A tecnologia assistiva é uma área do conhecimento independente, que se baseia exclusivamente 
na evolução tecnológica e em conhecimentos de engenharia, sem apresentar características 
interdisciplinares.
porque
II – O principal objetivo da tecnologia assistiva é proporcionar maior independência à pessoa com 
deficiência, aumentando sua qualidade de vida e sua possibilidade de inclusão social, por meio da 
melhora da comunicação, da mobilidade, do aprendizado e do trabalho.
Assinale a alternativa correta.
A) As asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II justifica a I.
B) As asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II não justifica a I.
C) A asserção I é verdadeira, e a II é falsa.
D) A asserção I é falsa, e a II é verdadeira.
E) As asserções I e II são falsas.
Resposta correta: alternativa D.
90
Unidade II
Análise das asserções
I – Asserção falsa.
Justificativa: a tecnologia assistiva:
[...] é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, 
metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à 
atividade e à participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando 
à sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social [...] (BRASIL – SDHPR. – Comitê de 
Ajudas Técnicas – ATA VII).
NÚCLEO ACESSAR. O que é tecnologia assistiva? Universidade Federal Rural da Amazônia, 22 mar. 2021. 
Disponível em: https://tinyurl.com/3f7emvu7. Acesso em: 5 mar. 2024.
Além disso, a tecnologia assistiva pode ser dividida em dois grandes grupos, apresentados 
a seguir.
Recursos de TA: todo e qualquer item, equipamento, componente, produto ou sistema fabricado 
em série ou sob medida utilizado para aumentar, manter ou melhorar as capacidades funcionais das 
pessoas com deficiência. Podem ser considerados recursos de TA desde artefatos simples como uma 
bengala, um talher adaptado ou um lápis mais grosso, até complexos sistemas computadorizados, desde 
que seu objetivo seja proporcionar independência e autonomia à pessoa com deficiência.
Serviços de TA: serviços que auxiliam uma pessoa com deficiência a selecionar, comprar, usar 
e avaliar os recursos de TA. Realizados por profissionais de diferentes áreas, incluindo os da área da 
saúde (terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, médicos), da educação (professores, 
monitores, profissionais do Atendimento Educacional Especializado), intérpretes de Libras, profissionais 
da área da informática e engenharia, dentre outros.
CONCEITO. Centro Tecnológico de Acessibilidade, Bento Gonçalves, 21 mar. 2021. 
Disponível em: https://tinyurl.com/3mew5esd. Acesso em: 5 mar. 2024.
II – Asserção verdadeira.
Justificativa: vimos que a tecnologia assistiva ainda é um termo relativamente novo, utilizado 
para proporcionar recursos e serviços com a finalidade de ampliar as funcionalidades de pessoas com 
deficiência e, desse modo, promover uma vida independente e inclusiva (Bersch; Tonolli, 2006apud 
Bersch, 2017). A tecnologia assistiva pode ser entendida como “um auxílio que promoverá a ampliação de 
uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e que se encontra 
impedida por circunstâncias de deficiência ou pelo envelhecimento” (Bersch, 2017, p. 2).
91
REFERÊNCIAS
Audiovisuais
HISTÓRIA do doping (parte 1). 2020. 1 vídeo (4 min). Publicado pelo canal Time Brasil. Disponível em: 
https://tinyurl.com/2ptt6ynk. Acesso em: 26 mar. 2024.
HISTÓRIA do doping (parte 2). 2020. 1 vídeo (5 min). Publicado pelo canal Time Brasil. Disponível em: 
https://tinyurl.com/bxp9hcp6. Acesso em: 26 mar. 2024.
Textuais
ALMEIDA, J. J. G. de et al. Esporte paralímpico: simbiose entre ciência e tecnologia? ComCiência, 
Campinas, n. 157, abr. 2014. Disponível em: https://tinyurl.com/yc4tt6z2. Acesso em: 26 mar. 2024.
AMORIM, M. et al. Goalball: uma modalidade desportiva de competição. Revista Portuguesa de Ciências 
do Desporto, Porto, v. 10, n. 1, p. 221-229, dez. 2010. Disponível em: https://tinyurl.com/y4bs5v6p. 
Acesso em: 26 mar. 2024.
ARAUJO, A. S. A importância da tecnologia assistiva no desenvolvimento do esporte paralímpico: 
o esporte como ferramenta de educação inclusiva. 2022. Dissertação (Mestrado em Tecnologias 
Emergentes na Educação) – Must University, Flórida, 2022.
BERSCH, R. Introdução à tecnologia assistiva. Porto Alegre: Assistiva/Tecnologia da Educação, 2017.
BMW fabrica cadeira de rodas de equipe norte-americana [para] competir em Paralimpíadas do Rio. 
Máquina do Esporte, São Paulo, 9 mar. 2016. Disponível em: https://tinyurl.com/5e8hs4hp. 
Acesso em: 26 mar. 2024.
BURKETT, B. Technology in Paralympic sport: performance enhancement or essential for performance? 
British Journal of Sports Medicine, v. 44, n. 3, p. 215-220, 2010.
CARDOSO, V. D. O desenvolvimento da carreira esportiva de atletas paraolímpicos brasileiros. 2016. 
Tese (Doutorado em Ciências do Movimento Humano) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 
Porto Alegre, 2016.
CARDOSO, V. D. et al. A tecnologia no esporte paralímpico. Pensar a Prática, Goiânia, v. 21, n. 3, 2018. 
Disponível em: https://tinyurl.com/2ruc526a. Acesso em: 26 mar. 2024.
COMITÊ PARALÍMPICO BRASILEIRO. Mobilidade para todos: conheça seis tecnologias assistivas que fazem 
a diferença. CPB, 8 fev. 2021. Disponível em: https://tinyurl.com/49fkm4x4. Acesso em: 26 mar. 2024.
DIEHL, R. M. Jogando com as diferenças: jogos para crianças e jovens com deficiência. São Paulo. 
Phorte, 2006.
92
FERRAZ, I. Paratletas apostam na tecnologia para superar seus limites. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 
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Informações:
www.sepi.unip.br ou 0800 010 9000

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