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CEDERJ - CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR A DISTÂNCIA DO 
ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
 
 
 
 
 
 
Curso: Engenharia de Produção 
Disciplina: Gestão da Manutenção 
Conteudistas: José Antonio Assunção Peixoto 
 e Leydervan de Souza Xavier 
Aluna: Renata Correa Oliveira de Paula Polo: Belford Roxo 
 
A observação das formas bióticas levou às concepções de redes e de sistemas, em 
momentos diversos da história da ciência. As concepções de redes e de sistemas 
foram usadas em outros campos para representar e interpretar muitos outros 
fenômenos. Na disciplina de Gestão da Manutenção, foram empregadas para discutir a 
natureza e o funcionamento das organizações sociais. Você poderia explicar se e por 
quê uma organização pode ser considerada um sistema? E, adicionalmente, se e por 
quê poderia ser considerada uma rede? Apresente sua resposta na forma de um texto 
argumentativo de até 200 palavras, com base nos conceitos citados. Valor (3,0) 
 
Resposta: Uma organização pode ser considerada um sistema porque é constituída 
por um conjunto de elementos interdependentes: pessoas, processos, recursos, 
tecnologias e normas, que interagem de forma organizada para alcançar objetivos 
comuns. Conforme a abordagem sistêmica apresentada no material, esses elementos 
operam como subsistemas (produção, manutenção, controle da qualidade, gestão), 
integrados por mecanismos de coordenação e retroalimentação, permitindo controle, 
avaliação de desempenho e melhoria contínua. Assim, o comportamento 
organizacional não pode ser explicado pela análise isolada das partes, pois “o todo é 
diferente da soma das partes”, característica central dos sistemas abertos, que 
mantêm trocas constantes com o ambiente e buscam homeostase e adaptação. 
Adicionalmente, a organização pode ser entendida como uma rede porque suas 
atividades se realizam por meio de múltiplas conexões dinâmicas entre nós: 
indivíduos, equipes, departamentos e organizações externas, articuladas por fluxos de 
informação, matéria e energia. Essas conexões não se limitam a estruturas 
hierárquicas formais, mas incluem relações informais e distribuídas no espaço e no 
tempo. A representação em rede evidencia a interdependência, a cooperação e a 
aprendizagem organizacional, especialmente em contextos de maior complexidade, 
digitalização e Indústria 4.0. Assim, sistema e rede são representações 
complementares para compreender e gerir organizações contemporâneas. 
 
Na sequência de seu argumento, haveria alguma distinção importante, ou vantagem 
em se usar uma representação sistêmica ou em rede para tratar de organizações? 
Apresente sua resposta na forma de um texto argumentativo de até 200 palavras, com 
base nos conceitos citados. Valor (3,0). 
 
Resposta: Há uma distinção relevante entre as representações sistêmica e em rede. A 
representação sistêmica é vantajosa quando o objetivo é compreender a organização 
a partir de estrutura, funções, fronteiras e mecanismos de controle. Ela permite 
identificar subsistemas (como produção, manutenção e qualidade), relações de causa 
e efeito, fluxos de entrada e saída e processos de retroalimentação, sendo útil para 
planejamento, padronização, definição de responsabilidades e avaliação de 
desempenho. Nesse enfoque, a organização é vista como um sistema aberto, 
orientado à estabilidade, ao controle e à melhoria contínua. 
Já a representação em rede destaca a organização como um conjunto de nós e 
conexões dinâmicas, formais e informais, enfatizando os fluxos de informação, 
conhecimento e interação entre pessoas, áreas e organizações externas. Sua principal 
vantagem está em captar a complexidade, a não linearidade e a adaptação, 
especialmente em contextos de desmaterialização dos processos, trabalho distribuído 
e aprendizagem organizacional. A rede torna visíveis relações de cooperação, 
influência e dependência que não aparecem claramente em estruturas hierárquicas. 
Enquanto a visão sistêmica favorece ordem, integração funcional e controle, a visão 
em rede amplia a compreensão da organização como fenômeno dinâmico, relacional e 
evolutivo. Ambas são complementares e necessárias para a gestão organizacional 
contemporânea. 
 
A concepção sistêmica aplicada às formas bióticas consideram que os sistemas mais 
simples apresentam propriedades fundamentas e os mais complexos, apresentam 
propriedades evolutivas. Se uma organização se modifica e evolui como este 
fenômeno poderia ser representado com base na teoria de sistemas? Seria possível 
fazer o mesmo com a concepção de redes? Apresente sua resposta na forma de um 
texto argumentativo de até 200 palavras, com base nos conceitos citados. Valor (4,0) 
 
Resposta: A evolução de uma organização pode ser representada de forma 
semelhante às formas bióticas. Sistemas mais simples apresentam propriedades 
fundamentais como fronteiras, funções, fluxos de entrada e saída, autonomia e 
interação com o ambiente. À medida que a organização cresce e se complexifica, 
emergem propriedades evolutivas, como diferenciação funcional, integração entre 
subsistemas, equifinalidade (não dependem de um único trajeto para atingir um 
objetivo), variedade de respostas e aprendizagem organizacional. Essa evolução pode 
ser representada por meio de modelos hierárquicos, ciclos de retroalimentação, 
indicadores de desempenho e pela ideia da helicoidal do conhecimento, que expressa 
transformações contínuas sem repetição idêntica de estados anteriores. 
A concepção de redes também permite representar esse fenômeno evolutivo, porém 
com outra ênfase. Em redes, a organização evolui pela ampliação do número de nós, 
pelo fortalecimento, enfraquecimento ou reconfiguração das conexões e pela 
formação de nós com alta concentração de conexões. O foco desloca-se da estrutura 
funcional para os padrões de interação, comunicação e cooperação, evidenciando 
processos informais, adaptações rápidas e reorganizações dinâmicas diante do 
ambiente. 
Assim, enquanto a abordagem sistêmica destaca a evolução estrutural e funcional, a 
abordagem em rede evidencia a evolução relacional. Ambas são compatíveis e 
complementares para representar organizações em transformação contínua. 
 
Referência bibliográfica 
 
PEIXOTO, José Antonio Assunção; XAVIER, Leydervan de Souza. Gestão da 
Manutenção. Rio de Janeiro: CEDERJ, 2020.

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