Prévia do material em texto
OMF 1 Profª M. Evódia de Sousa ROTEIRO DE AULA: SISTEMA ESQUELÉTICO = OSTEOLOGIA ATENÇÃO! Este material não deverá servir como fonte única para estudo; deverá ser utilizado apenas como um roteiro do que foi abordado em sala de aula, devendo ser complementado e aprofundado com as literaturas recomendadas abaixo e no cronograma de atividades, disponível no Cesmac online. Objetivo: Conhecer a morfologia dos ossos que compõem o esqueleto dos animais das principais espécies domésticas, considerando suas particularidades e diferenças entre espécies. ESQUELETO Funções: Tipos de esqueleto: - exoesqueleto - endoesqueleto DIVISÃO DO ESQUELETO: - Axial: - Apendicular (torácico e pélvico) - Esplâncnico Ossos do NEUROCRÂNIO Ossos do VISCEROCRÂNIO CRÂNIO: ESQUELETO APENDICULAR - TORÁCICO - PÉLVICO ESQUELETO ESPLÂNCNICO ou VISCERAL CLASSIFICAÇÃO MORFOLÓGICA DOS OSSOS: - OSSOS PLANOS - OSSOS LONGOS * OSSOS ALONGADOS - OSSOS CURTOS - OSSOS IRREGULARES - OSSOS PNEUMÁTICOS - OSSOS SESAMÓIDES COLUNA VERTEBRAL ❖ VÉRTEBRAS CERVICAIS ❖ VÉRTEBRAS TORÁCICAS ❖ VÉRTEBRAS LOMBARES ❖ VÉRTEBRAS SACRAIS ❖ VÉRTEBRAS CAUDAIS (COCCÍGEAS) COSTELAS ❖ COSTELAS ESTERNAIS (VERDADEIRAS) ❖ COSTELAS ASTERNAIS (FALSAS) *COSTELAS FLUTUANTES ESTRUTURA DOS OSSOS: Tecido ósseo: - células: osteoblastos, osteoclastos, osteócitos - matriz extra celular: parte orgânica, parte inorgânica - PTH - CT - VIT D PRINCIPAIS REGULADORES DO TECIDO ÓSSEO: Quais são as funções do CÁLCIO? TIPOS DE SUBSTANCIA ÓSSEA: - substancia óssea compacta - substancia óssea esponjosa Revestimento ósseo: - PERIÓSTEO * FOLHETO EXTERNO - FIBROSO * FOLHETO INTERNO – OSTEOGÊNICO - ENDÓSTEO Medula óssea: - MEDULA ÓSSEA VERMELHA - MEDULA ÓSSEA AMARELA - * MEDULA ÓSSEA GELATINOSA Vascularização óssea: ✓ Artéria nutrícia (através do forame nutrício no osso compacto): irriga o osso ✓ compacto e a medula óssea; ✓ Ramos dos vasos sanguíneos do periósteo: irrigam o osso compacto; ✓ Vasos sanguíneos da epífise e da metáfise: irrigam o osso esponjoso. Morfogênese do tecido ósseo; - Ossificação intramembranosa - Ossificação endocondral Tecidos associados aos ossos: ▪ Ósseo, ▪ cartilaginoso, ▪ conjuntivo denso, ▪ epitelial ▪ sanguíneo ▪ adiposo e nervoso Fórmula da coluna vertebral nas espécies domésticas: Número de ossos: - idade - raça - espécie - critérios de contagem Tipos de Cartilagem: 1- CARTILAGEM HIALINA: ◼ Possui aparência cristalina, translúcida; ◼ Presente: cartilagens articulares, cartilagens costais, cartilagens da traquéia, dos brônquios e grande parte da cartilagem do nariz e da laringe são do tipo hialina. As cartilagens hialina não-articulares têm tendência a se calcificarem. 2- FIBROCARTILAGEM: ◼ Constituída por feixes de fibras de colágeno; ◼ São mais resistentes; ◼ Presentes nas articulações intervertebrais. 3- CARTILAGEM ELÁSTICA: ◼ Parecida com a cartilagem hialina, porém é elástica; ◼ Raramente se calcifica; ◼ Presente na orelha. Elementos descritivos da superfície dos ossos: - projeções articulares: - projeções não articulares: - depressões articulares: - depressões não articulares: TERMINOLOGIA DAS SUPERFÍCIES ÓSSEAS - Superfícies ósseas articulares - Superfícies ósseas não articulares - Depressões, cavidades, aberturas ❑ BOVINO: C7 T13 L6 S5 Ca18-20 ❑ EQUINO: C7 T18 L5-7 S5 Ca15-21 ❑ PEQ. RUMINANTE: C7 T13 L6-7 S3 (4-5) Ca13-14 ❑ CARNÍVOROS: C7 T12-14 L6(7) S3 Ca 20-23 ❑ SUÍNO: C7 T13-16 L5-7 S4 Ca 20-23 ❑ GALINHA: C14 T7 L+S14 Ca6 SUPERFÍCIES ÓSSEAS ARTICULARES CABEÇA: Geralmente a extremidade de um osso longo frequentemente separada do corpo por um colo estreitado. Ex.: cabeça do úmero e do fêmur. CÔNDILO: Uma proeminência arredondada que se articula com outro osso. Ex.: côndilos femorais. FACE:Uma superfície articular. Ex.: face articular do rádio SUPERFÍCIES ÓSSEAS NÃO ARTICULARES CRISTA: Uma linha óssea proeminente, aguçada. Ex.: crista ilíaca ESPINHA: Uma projeção afilada. Ex.: espinha da escápula EPICÔNDILO: Uma pequena projeção localizada acima do côndilo. Ex.: epicôndilos do úmero LINHAS: Uma margem óssea suave. Ex.: linha áspera do fêmur. PROCESSO: Uma proeminência ou projeção. Ex.: processo mastóideo do osso temporal SUPERFÍCIES ÓSSEAS NÃO ARTICULARES TROCÂNTER: Um processo globoso, grande. Ex.: trocanter maior e menor do fêmur TUBEROSIDADE: Um processo globoso amplo. Ex.: tuberosidade ulnar TUBÉRCULO: Um nódulo ou um pequeno processo arredondado. Ex.: tubérculo maior e menor do úmero DEPRESSÕES, CAVIDADES, ABERTURAS FORAME: um “buraco”. Ex.: forame magno do osso occipital FOSSA: uma depressão frequentemente utilizada como superfície articular. Ex.: fossa infraespinhal FÓVEA: Uma cova, geralmente usada como fixação. Ex.: fóvea da cabeça do rádio, do fêmur MEATO: um canal. Ex.: meato acústico externo do osso temporal. DEPRESSÕES, CAVIDADES, ABERTURAS SEIO: espaço ósseo interno. Cavidade ou espaço oco. Ex.: seio frontal do osso frontal. SULCO: Uma goteira. Depressão alongada em forma de canaleta; são cavidades onde deslizam os tendões, acomodam um vaso ou um nervo. Ex.: sulco bicipital do úmero. CAVIDADE ARTICULAR: uma depressão óssea mais profunda. EX.: cavidade glenoide Referências utilizadas: GETTY, R. in SISSON / GROSSMAN. Anatomia dos Animais Domésticos. Rio de Janeiro: Interamericana, Guanabara Kogan 2 volumes, 1986. KÖNIG, H. E.; LIEBICH, H. Anatomia dos animais domésticos. Texto e atlas colorido. Aparelho locomotor. Porto Alegre: Artmed, 2011. DUKES. Fisiologia dos Animais Domésticos. 11ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 1993.