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SISTEMA CARDIOVASCULAr (Murilo B Pistoni)

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PUC-CAMPINAS MURILO BANDEIRA PISTONI TURMA LXV - MEDICINA 
SISTEMA CARDIOVASCULAR 
SISTEMA CARDIOVASCULAR 
CIRCULAÇÃO: 
 
• Nos pulmões: troca de CO2 e O2 
• No intestino: absorção de nutrientes 
• Em temperaturas baixas, a circulação sistêmica 
mantém a temperatura NORMATIVA focada em 
órgãos vitais → palidez cutâneo 
• Hipertermia leva a parada cardíaca 
FUNÇÕES DO SISTEMA CARDIOVASCULAR: 
• Distribuir os nutrientes absorvidos no intestino 
delgado e o oxigênio a todas as células 
• Retirar delas as excretas produzidas no 
metabolismo celular 
• Regulação da temperatura corporal 
• Comunicação humoral 
COMPOSIÇÃO 
• Formado por um órgão central → coração 
• Rede de vasos sanguíneos 
• Sangue 
• Linfa 
CORAÇÃO 
• 400g de massa 
• Localiza-se no mediastino 
• Constituído de musculo estriado cardíaco 
• Apresenta quatro cavidades internas → câmaras 
cardíacas. 
 
MIOCÁRDIO – MÚSCULO ESTRIADO CARDÍACO: 
 
Características: 
• Retículo sarcoplasmático menos desenvolvido 
• Túbulos T formam díades com cisternas terminais 
• Maior número de mitocôndrias 
• Células com um único núcleo, eventualmente 
binucleadas. 
PUC-CAMPINAS MURILO BANDEIRA PISTONI TURMA LXV - MEDICINA 
Tipos de células: 
• Cardiócitos contráteis → contrações efetivas 
• Cardiócitos mioendócrinos → fator natriurético 
atrial – ANF (desliga o sistema renina-angiotensina-
aldosterona) 
• Cardiócitos nodais → controle das contrações 
cardíacas 
VASOS SANGUÍNEOS 
 
• Artérias: paredes espessas, e saem do coração 
levando sangue 
• Veias: paredes delgadas, chegam no coração 
trazendo sangue 
• Capilares: Fazem as ligações entre veias e artérias. 
TIPOS DE CIRCULAÇÃO: 
 
• PEQUENA CIRCULAÇÃO: circulação pulmonar; o 
sangue é impulsionado do coração para os 
pulmões. 
• GRANDE CIRCULAÇÃO: circulação sistêmica; o 
sangue é impulsionado do coração para todo o 
corpo com a função de fazer chegar sangue 
oxigenado e nutrientes a todas as células. 
COMPLACÊNCIA OU DESTENSIBILIDADE 
ARTERIAL: 
 
HEMODINÂMICA: 
DÉBITO CARDÍACO 
Definição: quantidade de sangue que passa num 
determinado ponto da circulação num dado tempo 
(L/min ou mL/min). 
DC = FC x VS 
VARIÁVEIS: 
• Frequência Cardíaca (FC): número de batimentos 
por minuto; 
o Em uma pessoa normal em repouso, a 
frequência é de aproximadamente 70bpm 
• Volume Sistólico (VS): é o volume de sangue 
ejetado do coração a cada sístole (contração) 
ventricular. 
o Em uma pessoa normal em repouso, o 
volume sistólico é em média 
aproximadamente 70ml 
VALORES DO DC: 
• Repouso → 5 a 8 L/min 
• Atividade → 20 a 25 L/min 
 
 
 
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FLUXO SANGUÍNEO: 
 
• Pressão: força por unidade de área. 
• Resistência: impedimento ao fluxo (1/R = 
condutância – movimento sanguíneo) 
 
TIPOS DE FLUXO: 
• Laminar: velocidade constante e silencioso 
 
• Turbilhonar: sons audíveis e velocidade crítica 
 
LEI DE POISEUILLE – FLUXO EM TUBOS 
CILÍNDRICOS RÍGIDOS 
 
FLUXO LAMINAR X FLUXO TURBILHONAR: 
O número de REYNOLD: número adimensional usado 
em mecânica de fluidos para cálculo do regime de 
escoamento de determinado fluído sobre uma 
superfície: 
 
OBS.: o “frio na barriga” em momentos de estresse e 
adrenalina é o súbito deslocamento de sangue para o 
músculo, tendo em vista que o sangue e seu fluxo 
normal mantém a temperatura corporal normativa, o 
deslocamento momentâneo gera sensação de “frio”. 
ÁREA DE SECÇÃO TRANVERSAL E VELOCIDADE: 
O fluxo segue o Princípio da Continuidade da 
Hidrodinâmica: quando o fluxo através de um 
determinado segmento do sistema circulatório é 
constante – como deve ser para o fluxo contínuo – a 
velocidade é inversamente proporcional à área 
transversa do vaso. 
 
• O aumento da área decorre do aumento do número 
de vasos (capilares), no entanto, a velocidade do 
fluxo diminui pela baixa resistência das paredes 
desses vasos. 
 
 
 
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ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA CIRCULATÓRIO: 
 
CIRCUITOS EM SÉRIE E PARALELO 
• RESISTÊNCIA EM SÉRIE (A): Rs = R1 + R2 + R3 = ... + 
Rn 
o Resistência vascular periférica total 
• RESISTÊNCIA EM PARALELO (B): Rp = 1/R1 + 1/R2 + 
1/R3 + ... + 1/Rn 
o Resistência da ramificação dos vasos 
sanguíneos. 
 
Como consequência, não existe perda de pressão, e a 
resistência total é menor do que a resistência de 
qualquer um dos canais aferida separadamente. 
 
OBSERVAÇÃO: 
Nas arteríolas a resistência é maior do que nas artérias 
e capilares. Essa relação é particularmente importante 
no aumento da pressão, quando ocorre as ramificações 
pulmonares, uma vez que, um leve desajuste na pressão 
sanguínea da pequena circulação pode levar a 
consequências graves para o pulmão. 
FISIOLOGIA DA CIRCULAÇÃO: 
• Movimentos cardíacos: sístole (contração) e 
diástole (relaxamento) 
• Frequência cardíaca: é o número de vezes que o 
coração se contrai por unidade de tempo. 
• Pressão sanguínea: é a velocidade e a pressão que 
o sangue faz nas paredes dos vasos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CONTROLE NEURONAL DO SISTEMA 
CIRCULATÓRIO 
SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO SIMPÁTICO 
 
SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO 
PARASSIMPÁTICO: 
 
COMPARAÇÃO DAS VIAS SIMPÁTICAS E 
PARASSIMPÁTICAS 
 
NERVO VAGO (NC – X) 
 
• Inerva: tireoide, pulmão, coração, trato 
gastrointestinal etc. 
• A estimulação do nervo vago via choque libera 
acetilcolina no coração, diminuindo sua 
frequência; 
• O gânglio cervical superior (SNAS) é um gânglio 
que possui inervações que irão fazer o controle da 
contração do músculo liso da membrana 
nictitante, presente nos olhos em gatos, pássaros, 
lagartos... 
 
 
 
 
PUC-CAMPINAS MURILO BANDEIRA PISTONI TURMA LXV - MEDICINA 
ELETROFISIOLOGIA DO CORAÇÃO 
• A atividade elétrica do coração é o resultado do movimento dos íons (partículas ativadas, como sódio, potássio e 
cálcio) através da membrana celular. 
• As alterações elétricas registradas no interior de uma única célula resultam no que se conhece como potencial de 
ação cardíaco. 
DIFERENTES CURVAS DE POTENCIAIS DE AÇÃO CARDÍACOS: 
 
POTENCIAIS DE AÇÃO DE ÁTRIOS E VENTRÍCULOS: 
 
• O potencial de ação do nódulo sinoatrial é causado/ativado pela distensão do ventrículo direito! (cardiócitos 
nodais → pseudoneurônios. 
• Em 1 ocorre a rápida despolarização. 
• O momento 2 possui uma repolarização inicial e é conhecido como platô, se caracteriza pela entrada de Ca2+. 
Essa entrada permite que o coração se mantenha contraído mais um pouco, para uma ejeção correta de sangue 
no ventrículo. 
• Em 4 há a diástole. 
OBS: antes do momento 4, há o período refratário, no qual a bomba de sódio e potássio normaliza as concentrações 
de Na+ e K+, dentro e fora da célula.
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COMPLEXO ESTIMULANTE DO CORAÇÃO: 
O coração apresenta um sistema próprio para gerar um 
estímulo rítmico que é espalhado por todo o miocárdio. 
Esse sistema é constituído por dois nodos localizados no 
ÁTRIO, o nodo sinoatrial e o nodo atrioventricular, e 
pelo feixe atrioventricular. O feixe atrioventricular se 
origina do nodo do mesmo nome e se ramifica par 
ambos os ventrículos. 
O feixe atrioventricular é formado por células 
semelhantes às do nodo. Contudo, mais distalmente, 
essas células tornam-se maiores e adquirem uma forma 
característica. Elas são chamadas de células de Purkinje 
e contém um ou dois núcleos centrais e citoplasma rico 
em mitocôndrias e glicogênio. 
 
O sentido de fluxo informacional é: 
1. Estiramento da câmara atrial direita pelo influxo 
sanguíneo. 
2. Consequentemente, o Nodo Sinoatrial também é 
estirado gerando seu disparo do potencial de ação 
pela abertura de canais de Na+, despolarizando e 
enviando o impulso. 
3. O impulso vai para o Nodo Atrioventricular, quedesencadeia resposta pelo Feixe de His¸ 
inicialmente descendente pelo septo 
interventricular e posteriormente dividindo-se em 
direito e esquerdo; 
4. Os feixes se ramificam em Células de Purkinje, que 
ativam os cardiócitos; 
5. O coração então repolariza no sentido células de 
purkinje → feixe de His (atrioventricular) → nodo 
atrioventricular. 
OBS: há mais fibras e ramos do lado esquerdo do 
coração, devido a necessidade de força de impulsão 
sanguínea. 
 
CORTE HISTOLÓGICO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ELETROCARDIOGRAMA (ECG): 
Exame que avalia a atividade elétrica do coração, incluindo também a frequência e a regularidade dos batimentos, 
assim como dimensão e posição dos ventrículos, qualquer lesão ao coração, efeitos de medicamentos ou aparelhos 
para regular o coração. 
 
PRINCIPIOS DE UM REGISTRO 
ELETROCARDIOGRÁFICO: 
1. Em torno de uma célula conduzindo PA há 
correntes elétricas 
2. O fluxo destas correntes pelos tecidos cria 
gradientes de voltagem (ddp) 
3. Esses gradientes de voltagem podem ser 
registrados por eletródios extracelulares. 
4. Pode-se fazer um registro com uma fibra cardíaca 
individual com dois eletródios colocados em dois 
pontos ao longo da fibra. 
5. O eletrocardiógrafo registra a diferença de 
voltagem entre dois eletródios, que é representada 
por um vetor. 
a. Vetor é uma seta apontada para a direção 
do potencial elétrico gerado pelo fluxo de 
íons; a ponta da seta é voltada para a 
direção positiva 
 
 
 
COMO OS ELETRÓDIOS DO 
ELETROCARDIÓGRAFO DESENHAM UMA CURVA 
EM FUNÇÃO DO SENTIDO DA CORRENTE? 
 
 
 
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REGISTRO EXTRACELULAR DE UM POTENCIAL 
DE AÇÃO EM FIBRA CARDÍACA ISOLADA: 
 
A) Carga negativa no primeiro eletródio → deflexão 
positiva (onda de despolarização) 
B) Carga negativa nos dois eletródios (ddp = 0) 
C) Cauda do PA passando no segundo eletródio → 
deflexão negativa (onda de repolarização) 
D) Carga positiva nos dois eletródios (ddp = 0) 
REPRESENTAÇÃO DAS ONDAS: 
 
 
O eletrocardiograma normal é composto pela onda P, 
pelo complexo QRS e pela onda T. O complexo QRS 
apresenta com frequência, mas não sempre, três ondas 
distintas: a onda Q, a onda R e a onda S. 
• ONDA P: representa a despolarização dos 
átrios (contração ou sístole dos átrios) 
• Complexo QRS: representa a despolarização 
dos ventrículos (contração dos ventrículos) 
• Onda T: representa repolarização dos 
ventrículos (relaxamento dos ventrículos) 
OBS: há também a onda U, acontece depois da onda T 
e de menor tamanho, representando a repolarização 
tardia dos septos. Essa onda é dificilmente observada 
em aparelhos de ECG comum. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PUC-CAMPINAS MURILO BANDEIRA PISTONI TURMA LXV - MEDICINA 
REPRESENTAÇÃO DAS ONDAS CARDÍACAS 
DERIVAÇÕES CLÁSSICAS OU DE EINTHOVEN: 
• DI: 
+ braço esquerdo 
- braço direito 
• DII: 
+ perna esquerda 
- braço direito 
• DIII: 
+ perna esquerda 
- braço esquerdo 
 
DERIVAÇÕES UNIPOLARES AUMENTADAS: 
 
As derivações periféricas unipolares registram a 
diferença de potencial entre um ponto teórico no 
centro do triângulo de Einthoven, com um valor de 0, e 
os eletrodos em cada extremidade. 
PUC-CAMPINAS MURILO BANDEIRA PISTONI TURMA LXV - MEDICINA 
Estas derivações, inicialmente, foram denominadas VR, 
VL e VF. A letra V significa Vector, e as letras R, L e F 
representam direita, esquerda e pé (em inglês). 
Posteriormente foi adicionada a letra a minúscula, que 
significa amplificada (as derivações unipolares atuais 
são amplificadas com relação ao inicial). 
• aVR: potencial absoluto do braço direito. O vetor é 
em direção de -150º 
• aVL: potencial absoluto do braço esquerdo. O 
vetor aponta em direção a -30º 
• aVF: potencial absoluto da perna esquerda. O 
vetor aponta em direção de 90º 
DERIVAÇÃO PRECORDIAL 
 
 
 
 
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CÁLCULO DA FREQUÊNCIA CARDÍACA: 
Contar o número de complexos QRS em 3 segundos (15 
quadrados grandes) e multiplica por 20. 
• 1 Q grande tem 5 mm. Velocidade do papel = 25 
mm/s. (porque contar 15 quadradinhos?) 
 
• Para fazer cálculo precisa contar o número de 
complexos QRS em 3 seg., ou seja, 15 
quadradinhos e multiplicar por 20. 
• Sempre usar o 1º complexo QRS de referência que 
esteja sempre na borda esquerda do quadrado, 
mas nunca use o complexo QRS que estiverem na 
borda direita ou no meio do quadrado. 
 
EXEMPLO II: 60 BPM 
 
EXEMPLO III: 120 BPM 
 
EXEMPLO IV: 80 BPM 
 
ALGUMAS ALTERAÇÕES DO 
ELETROCARDIOGRAMA: 
TAQUICARDIA SINUSAL: 
Diminuição do intervalo entre os ciclos cardíacos; 
 
BRADICARDIA SINUSAL: 
Aumento do intervalo entre os ciclos cardíacos; 
 
BLOQUEIO SINUSAL: 
Marca passo para temporariamente pelo menos por 1 
ciclo; 
 
DÉBITO CARDÍACO E PRESSÃO ARTERIAL: 
Pressão arterial = débito cardíaco x resistência 
vascular periférica 
PA = DC x RVP 
• Relações de igualdade direta 
• Pressão de Pulso ou Diferencial (PP): PP = PS – PD 
• Pressão Arterial Média (PAM): PAM = (PP/3) + PD 
 
Exemplo: 120/80, PAM = 40/3 + 80 = 93,33 mmHg 
 
 
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O CICLO CARDÍACO E SUAS FASES: 
1. Sístole Atrial 
2. Contração Ventricular Isovolumétrica (ejeção sistólica rápida e ejeção sistólica lenta) 
3. Relaxamento Isovolumétrica (enchimento diastólico rápido e enchimento diastólico lento) 
4. Nova Sístole Atrial 
 
FUNÇÕES MECÂNICAS DO CORAÇÃO 
RELAXAMENTO DIASTÓLICO → ENCHIMENTO VENTRICULAR → VOLUME DIASTÓLICO (volume de sangue que cabe nos 
ventrículos = 130ml) 
CONTRAÇÃO SISTÓLICA → ESVAZIAMENTO VENTRICULAR → VOLUME SISTÓLICO (volume de sangue que sai dos 
ventrículos = 70ml) 
 
 
 
 
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FASE 00: DIÁSTASE (DIÁSTOLE TARDIA) 
Ambos os conjuntos de câmaras estão relaxados. 
Enchimento ventricular passivo. 
Estruturas Cardíacas Característica 
ATRIOS E VENTRÍCULOS DIÁSTOLE 
NÓDULO SINOATRIAL Não gera estímulo 
VÁLVULAS AV Abertas 
VÁLVULAS SL Fechadas 
VOLUME SANGUÍNEO 
VENTRICULAR 
Enchimento passivo 
(70% do volume 
ventricular) 
PRESSÃO SANGUÍNEA 
VENTRICULAR 
ESQUERDA 
Zero 
 
FASE 01: SÍSTOLE ATRIAL 
A contração atrial força uma pequena quantidade 
adicional de sangue para dentro dos ventrículos 
Estruturas Cardíacas Características 
VENTRÍCULOS Em diástole 
NÓDULO SINOATRIAL Gerou estímulo que se 
propaga pelos átrios 
VÁLVULAS AV Abertas 
VÁLVULAS SL Fechadas 
VOLUME SANGUÍNEO 
VENTRICULAR 
Enchimento total (100% 
do volume ventricular) 
PRESSÃO SANGUÍNEA 
VENTRICULAR 
ESQUERDA 
Aproximadamente 
20mmHg 
 
FASE 02: SÍSTOLE VENTRICULAR 
ISOVOLUMÉTRICA: 
A primeira fase da contração ventricular empurra as 
valvas AV que se fecham, mas não cria bastante 
pressão para abrir as valvas semilunares. 
Estruturas Cardíacas Características 
TIPO DE CONTRAÇÃO 
VENTRICULAR 
Isométrica 
VÁLVULAS AV Fecham-se 
VÁLVULAS SL Fechadas 
VOLUME SANGUÍNEO 
VENTRICULAR 
Inalterado 
PRESSÃO SANGUÍNEA 
VENTRICULAR 
ESQUERDA 
Aumenta (menos que 80 
mmHg) 
BULHA CARDÍACA 1ª bulha, fechamento 
das válvulas AV 
 
FASE 03: EJEÇÃO VENTRICULAR 
Com o aumento da pressão ventricular que ultrapassa 
a das artérias, as válvulas semilunares abrem-se e o 
sangue é ejetado. 
Estruturas Cardíacas Características 
TIPO DE CONTRAÇÃO 
VENTRICULAR 
Isotônica 
VÁLVULAS AV Fechadas 
VÁLVULAS SL Abrem-se 
VOLUME SANGUÍNEO 
VENTRICULAR 
Redução 
PRESSÃO SANGUÍNEA 
VENTRICULAR 
ESQUERDA 
120 mmHg 
BULHA CARDÍACA Não há bulha nesta fase 
PRESSÃO SANGUÍNEA 
NO ARCO AÓRTICO 
120 mmHg 
 
FASE 04: DIÁSTOLE VENTRICULAR 
ISOVOLUMÉTRICA 
Com o relaxamento dos ventrículos a pressão neles cai, 
o fluxo sanguíneo volta para dentro das válvulas 
semilunares que então se fecham 
Estruturas Cardíacas CaracterísticasTIPO DE RELAXAMENTO 
VENTRICULAR 
Isométrica 
VÁLVULAS AV Abertas 
VÁLVULAS SL Fecham-se 
VOLUME SANGUÍNEO 
VENTRICULAR 
Mínimo 
PUC-CAMPINAS MURILO BANDEIRA PISTONI TURMA LXV - MEDICINA 
PRESSÃO SANGUÍNEA 
VENTRICULAR 
ESQUERDA 
80 mmHg 
BULHA CARDÍACA 2ª bulha cardíaca, 
fechamento das válvulas 
SL 
PRESSÃO SANGUÍNEA 
NO ARCO AÓRTICO 
120 mmHg 
 
FASE 05: DIÁSTOLE VENTRICULAR 
Estruturas Cardíacas Características 
TIPO DE RELAXAMENTO 
VENTRICULAR 
Isotônica 
VÁLVULAS AV Abertas 
VÁLVULAS SL Fechadas 
VOLUME SANGUÍNEO 
VENTRICULAR 
Enchendo passivamente 
PRESSÃO SANGUÍNEA 
VENTRICULAR 
ESQUERDA 
Tende a zero 
BULHA CARDÍACA Não há bulhas nessas 
fases 
PRESSÃO SANGUÍNEA 
NO ARCO AÓRTICO 
80 mmHg 
➔ INÍCIO DE UM 
NOVO CICLO 
CARDÍACO 
BULHAS CARDÍACAS: 
 
• B1: (componentes vibratórios) 
o 1º) contração da musculatura vascular 
o 2º) tensão de fechamento das válvulas AV 
(mitral e tricúspide) 
• B2: fechamento das válvulas semilunares da aorta 
e da artéria pulmonar 
• B3: O componente vibratório é decorrente da 
passagem brusca do sangue dos átrios para os 
ventrículos, na fase de enchimento rápido. 
Quando o sangue, em alta velocidade atinge o 
ventrículo ainda constrito, provoca a vibração do 
próprio miocárdio, um som (a terceira bulha). = 
início da DIÁSTOLE! 
• B4 (bulha atrial): 
o De muita pequena intensidade e precede 
a B1, correspondendo quando audível, à 
pré-sístole ventricular; 
o É o ruído produzido pela contração + 
atrasada, pois a vibração da sístole atrial 
normalmente está incorporada na B1. = 
final da DIÁSTOLE! 
OBS.: a B4 depende da contração atrial. Portanto, não 
B4 em fibrilação atrial, pois o átrio NA se contrai, ele 
fibrila. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PUC-CAMPINAS MURILO BANDEIRA PISTONI TURMA LXV - MEDICINA 
EVENTOS DO CICLO CARDÍACO: 
 
1. O sangue flui continuamente das grandes veias para o átrio e do átrio para os ventrículos, sem a necessidade 
de contração atrial. Neste período de diástole cardíaca o ventrículo recebe 75% do volume sanguíneo a ser 
ejetado. 
2. A onde P causa contração do átrio e, portanto, um aumento da pressão arterial. 
3. Quando o átrio se contrai, após a onda P, 75% do sangue já está nos ventrículos. A contração atrial provoca um 
enchimento adicional do ventrículo de apenas 25% causando um aumento pequeno na pressão (a) bem como 
no volume ventricular. 
4. O complexo QRS induz contração ventricular, que aumenta muito a pressão no ventrículo provocando a saída 
do sangue dos ventrículos (queda do volume ventricular) 
5. O complexo QRS induz contração ventricular, que aumenta muito a pressão no ventrículo provocando a saída 
do sangue dos ventrículos (queda do volume ventricular). Até o início do próximo ciclo cardíaco o coração 
estará em diástole. 
6. Onda C: A contração ventricular causa um pequeno refluxo de sangue para o átrio e o abaulamento da válvula 
AV em direção aos átrios. Ambos os fatores causam um aumento na PA atrial 
 
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REGULAÇÃO DA ATIVIDADE CARDÍACA 
LEI DE FRANK STARLING 
• Estabelece que o coração, dentro dos limites 
fisiológicos, é capaz de ejetar todo o volume de 
sangue que recebe proveniente do retorno venoso. 
• Podemos concluir que o coração pode regular sua 
atividade a cada momento, seja aumentando o 
débito cardíaco, seja reduzindo-o, de acordo com a 
necessidade. 
 
CONTROLE DA ATIVIDADE CARDÍACA 
O controle da atividade cardíaca se faz tanto de forma 
intrínseca (nódulos) como também de forma extrínseca 
(neuronal) 
CONTROLE NEURAL DA P.A. 
CONTROLE PARASSIMPÁTICO: 
• Os neurônios pré-ganglionares vagais localizam-se 
no bulbo (núcleo motor dorsal do vago e núcleo 
ambíguo) 
• As fibras pós-ganglionares vão inervar, 
principalmente o nódulo sinusal, a musculatura 
atrial e o nódulo atrioventricular 
• Na descarga vagal os batimentos cardíacos caem e 
ocorre também a diminuição do débito cardíaco, a 
pressão diminui (PA=DC x RP) 
CONTROLE SIMPÁTICO: 
• Grupos neuronais bulbares (bulbo ventrolateral 
rostral e caudal) 
• O aumento da atividade simpática causa o 
aumento da frequência cardíaca e da força de 
contração, do tono arteriolar e nas vênulas 
• Como o aumento dos batimentos cardíacos 
aumenta o débito cardíaco e a resistência vascular 
periférica, a pressão aumenta (PA=DC x RP) 
REFLEXO BARORRECEPTOR: 
Sensíveis ao estiramento e estão localizados em vasos 
sanguíneos. 
SEIO CAROTÍDEO E AÓRTICO 
• Com o aumento da pressão arterial os 
pressorreceptores são submetidos ao estiramento, 
dando origem a potenciais de ação, ativando o 
núcleo do trato solitário (bulbo) – fibras do nervo 
glossofaríngeo e vago 
• Diminuição da atividade simpática.

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