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Prova Impressa GABARITO | Avaliação III - Desafio Profissional - Individual (Cod.:1627960) Peso da Avaliação 3,00 Prova 122878103 Qtd. de Questões 1 Nota 9,00 DESAFIO PROFISSIONAL DE TERAPIA OCUPACIONAL NAS DISFUNÇÕES FÍSICAS DO ADULTO E DO IDOSO Esta é a descrição do seu Desafio Profissional. Para que você possa desenvolver sua atividade e chegar à conclusão desta avaliação, é preciso baixar e salvar o Template Padrão Único em Word que está disponível no link ao final desta descrição. Para baixá-lo, clique em Arquivo > Criar uma cópia > Baixar uma cópia. Você só conseguirá editar o template depois de salvá-lo. Vamos adiante! Leia com atenção. Seja bem-vindo ao DESAFIO PROFISSIONAL DA DISCIPLINA DE TERAPIA OCUPACIONAL NAS DISFUNÇÕES FÍSICAS DO ADULTO E DO IDOSO. Aqui, você assume o papel de profissional responsável por analisar a situação, tomar decisões e propor soluções. É o momento de aplicar seus conhecimentos de forma prática e mostrar como lidaria com um desafio real. ETAPA 1 - Apresentação do Desafio Profissional. Paciente: Sr. José Carlos Menezes. Idade: 58 anos. Sexo: masculino. Estado civil: casado. Ocupação: pedreiro ativo (trabalhando na construção civil há 35 anos). Escolaridade: ensino fundamental incompleto. Histórico do acidente e condição atual: o Sr. José Carlos Menezes, 58 anos, um pedreiro experiente com uma longa carreira na construção civil, sofreu um acidente de trabalho há dois meses. Durante a montagem de um andaime, sem EPI, perdeu o equilíbrio e caiu de uma altura de aproximadamente 2 metros. A queda resultou em uma fratura por compressão leve na vértebra torácica baixa (T11). Esse trauma agudo exacerbou significativamente um quadro de hérnia de disco lombar (L5-S1) preexistente, que já lhe causava episódios esporádicos de dor e desconforto, mas que eram manejáveis com automedicação e não o impediam de realizar suas atividades laborais. Após a queda, o Sr. José Carlos foi imediatamente levado ao hospital, onde a fratura e a piora da hérnia de disco foram diagnosticadas. Devido à compressão nervosa acentuada e à dor intratável resultante da exacerbação da hérnia lombar, uma cirurgia de descompressão da coluna lombar foi realizada. Ele permaneceu internado por 15 dias, recebendo os primeiros cuidados para a fratura torácica (imobilização com colete tóraco-lombar) e recuperando-se da cirurgia lombar. VOLTAR A+Aumentar, Fonte Alterar modo de visualização 1 17/08/2026, 15:39 Avaliação III - Desafio Profissional - Individual about:blank 1/10 Queixa principal: o Sr. José Carlos relata dor intensa e persistente tanto na região torácica baixa, relacionada à fratura, quanto na região lombar, com irradiação significativa para o membro inferior direito (perna e pé), acompanhada de fraqueza muscular acentuada e parestesia. Ele expressa uma profunda frustração e desespero por não poder mais exercer sua profissão, que é seu principal meio de sustento. A dor e a imobilidade comprometem severamente sua capacidade de realizar atividades básicas e instrumentais. A dependência da esposa para tarefas simples, como se vestir e banhar-se, e a incerteza sobre o futuro profissional e financeiro de sua família têm gerado ansiedade, tristeza e uma queda drástica em sua autoestima. Ele também manifesta um medo considerável de novas quedas e de agravar ainda mais sua condição. Limitações funcionais observadas: Mobilidade do tronco: rigidez e dor significativas na coluna torácica e lombar, limitando a flexão, extensão e rotação do tronco, essenciais para a maioria das AVDs e AIVDs. Força muscular: redução acentuada da força muscular em membro inferior direito (grau 2/5), afetando a sustentação de peso e o equilíbrio. Equilíbrio e deambulação: compromisso severo do equilíbrio estático e dinâmico, dificultando a deambulação independente e aumentando o risco de quedas. Necessita de auxílio para se levantar e caminhar pequenas distâncias. Atividades de Vida Diária (AVDs): dificuldade extrema em tarefas como calçar meias e sapatos, tomar banho (devido à dificuldade de alcançar os pés e manter o equilíbrio), vestir-se (especialmente roupas que exigem flexão ou rotação do tronco) e manter a higiene pessoal de forma autônoma. Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVDs): incapacidade de realizar tarefas domésticas que exigem esforço físico (limpeza, organização), dirigir, fazer compras e, principalmente, qualquer atividade relacionada à sua ocupação laboral como pedreiro (levantar pesos, ajoelhar, usar ferramentas). Participação social: isolamento social devido à dificuldade de locomoção, dor e frustração com sua condição. Avaliação em terapia ocupacional: a avaliação em Terapia Ocupacional deve ser abrangente, utilizando a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) para uma visão biopsicossocial completa, considerando as interações entre a fratura, a hérnia de disco, a compressão nervosa, os fatores pessoais (idade, profissão, identidade ocupacional) e ambientais (acessibilidade da residência, suporte familiar, retorno ao trabalho). Serão aplicados instrumentos padronizados para mensurar: Nível de independência em AVDs/AIVDs: escala de Barthel e Medida de Independência Funcional (MIF), entre outras. Percepção da dor: escalas visuais analógicas ou numéricas de dor. Qualidade de vida e impacto ocupacional: questionários específicos para avaliar o impacto da dor e da limitação funcional na participação em atividades significativas e na qualidade de vida. Mobilidade e equilíbrio: testes de desempenho funcional como o Teste de Sentar e Levantar (Sit-to- Stand Test) e o Teste de Caminhada de 10 Metros. Identificação de fatores psicológicos: avaliação da ansiedade, depressão e medo de cair, que são comuns após traumas e cirurgias de coluna. Condução do caso: o plano de tratamento será estritamente centrado na ocupação e nas metas e valores do Sr. José Carlos, buscando sua máxima funcionalidade e bem-estar. ETAPA 2 - Materiais de referência (ambientação) para o Desafio Profissional. CAMPELO, G. da C. Terapia ocupacional nas disfunções físicas do adulto e do idoso. Florianópolis: Arqué, 2024. OLIVEIRA, H. T. de et al. O uso da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) por terapeutas ocupacionais em pesquisa: revisão integrativa. Research, Society and Development, [s. l.], v. 11, n. 13, 2022. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/35901. Acesso em: 1 fev. 2026. 17/08/2026, 15:39 Avaliação III - Desafio Profissional - Individual about:blank 2/10 https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/35901 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro: ABNT, 2020. PONTES, T.; POLATAJKO, H. Habilitando ocupações: prática baseada na ocupação e centrada no cliente na Terapia Ocupacional. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, [s. l.], v. 24, n. 2, p. 403-412, 2016. Disponível em: https://doi.org/10.4322/0104-4931.ctoARF0709. Acesso em: 5 fev. 2026. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de Atenção Básica nº 41: Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_trabalhador_trabalhadora.pdf. Acesso em: 5 fev. 2026. CAVALCANTE, A.; GALVÃO, C. R. C. Terapia Ocupacional: Fundamentação e Prática. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. (Minha Biblioteca) SCHUARTZ, P. et al. Ações de terapeutas ocupacionais na prevenção de quedas da pessoa idosa no domicílio: revisão integrativa da literatura (2017-2022). Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, [s. l.], v. 31, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2526- 8910.ctoAR270335261. Acesso em: 5 fev. 2026. CARLO, M. M. R. P. de; LUZO, M. C. M. Terapia Ocupacional: reabilitação física e contextos hospitalares. São Paulo:Roca, 2004. PELOSI, M. B., ALVES, A. C. J., MARTINEZ C. Formação em terapia ocupacional para uso da tecnologia assistiva: experiências brasileiras contemporâneas. São Carlos: EdFSCar, 2021. MAEMURA, L. M. et al. Avaliação de uma equipe multidisciplinar no tratamento da dor crônica: estudo intervencionista e prospectivo. BrJP, São Paulo, v. 4, n. 4, p. 327-331, out./dez. 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/brjp/a/dkMLdy4yxqFfnmnkPfR9tgm/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 5 fev. 2026. PEDRETTI, L. W.; EARLY, M. B. Terapia Ocupacional: capacidades práticas para disfunções físicas. 7. ed. São Paulo: Guanabara Koogan, 2015. FUCHS, M.; CASSAPIAN, M. R. A Terapia Ocupacional e a dor crônica em pacientes de Ortopedia e Reumatologia: revisão bibliográfica. Cadernos de Terapia Ocupacional da UFSCar, São Carlos, v. 20, n. 1, p. 107-119, 2012. Disponível em: http://dx.doi.org/10.4322/cto.2012.012. Acesso em: 5 fev. 2026. ETAPA 3 - Levantamento de conceitos teóricos (preencher no Template Padrão Único). ETAPA 4 - Aplicação dos conceitos teóricos ao Desafio Profissional (preencher no Template Padrão Único). ETAPA 5 - ETAPA AVALIATIVA - Redação do produto - Memorial Analítico (preencher no Template Padrão Único e, após a finalização, copiar e colar no campo de resposta a seguir). Chegou a hora de transformar todo o seu percurso investigativo em um texto claro, bem estruturado e objetivo. Você deverá desenvolver um Memorial Analítico. Ele será o produto final do Desafio Profissional, que será avaliado com nota de zero a dez e terá peso três na média final da disciplina de Terapia Ocupacional nas Disfunções Físicas do Adulto e do Idoso. Lembre-se: para baixar o Template Padrão Único do Desafio Profissional, clique no link a seguir e siga o passo a passo: clique em Arquivo > Criar uma cópia > Baixar uma cópia. Você só conseguirá editar o template depois de salvá-lo. 17/08/2026, 15:39 Avaliação III - Desafio Profissional - Individual about:blank 3/10 https://doi.org/10.4322/0104-4931.ctoARF0709 https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_trabalhador_trabalhadora.pdf https://doi.org/10.1590/2526-8910.ctoAR270335261 https://doi.org/10.1590/2526-8910.ctoAR270335261 https://www.scielo.br/j/brjp/a/dkMLdy4yxqFfnmnkPfR9tgm/?format=pdf&lang=pt http://dx.doi.org/10.4322/cto.2012.012 Bons estudos! Fonte: CAMPELO, G. da C. Terapia ocupacional nas disfunções físicas do adulto e do idoso. Florianópolis: Arqué, 2024. LINK DO TEMPLATE PADRÃO ÚNICO Resposta esperada Resumo do que você descobriu (1 parágrafo) – vale 1 ponto O estudante precisa resumir em até um parágrafo o que ele descobriu. O estudo de caso do Sr. José Carlos Menezes, um pedreiro de 58 anos, revela um severo impacto em seu desempenho e engajamento ocupacional, resultado de um acidente de trabalho que causou fratura vertebral e agravamento de hérnia de disco, com subsequente cirurgia. A condição comprometeu significativamente o componente físico da Pessoa (dor intensa, limitações de mobilidade, fraqueza e equilíbrio), impedindo-o de participar de ocupações de produtividade (sua profissão de pedreiro, fundamental para sua identidade e sustento) e de autocuidado (AVDs e AIVDs básicas), gerando dependência da esposa. Essas repercussões afetam profundamente os componentes afetivo (autoestima, ansiedade) e espiritual (sentido e propósito de vida) da Pessoa, enquanto o ambiente físico atual, não adaptado, atua como barreira. A intervenção da Terapia Ocupacional, centrada no cliente, buscará otimizar a interação entre a Pessoa, a Ocupação e o Ambiente, visando restaurar o desempenho e engajamento ocupacional do Sr. José Carlos, pautada em seus valores, crenças e prioridades, através da recuperação funcional, adaptação ambiental e ressignificação de suas ocupações. Contextualização do desafio (1 parágrafo): Quem? Onde? Qual a situação? – vale 0,5 ponto O estudante precisa contextualizar o desafio. Sr. José Carlos Menezes, um pedreiro de 58 anos com uma longa trajetória na construção civil, enfrenta um momento crítico em sua vida após um acidente de trabalho. Ele foi encaminhado ao Ambulatório de Reabilitação Física após uma queda que resultou em fratura vertebral torácica e exacerbação de uma hérnia de disco lombar preexistente, culminando em cirurgia. Atualmente, o paciente lida com dor crônica, limitações físicas severas que o impedem de retornar à sua ocupação laboral e de realizar de forma independente as atividades cotidianas em seu ambiente doméstico, gerando angústia, perda de autoestima e dependência de sua esposa. Análise (1 parágrafo): use de 2 a 3 conceitos da disciplina, mostrando como eles explicam a situação. Dê exemplos diretos e contextualizados – vale 2 pontos O estudante precisa usar conceitos da disciplina para explicar a situação. A situação do Sr. José Carlos pode ser integralmente compreendida através da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), que oferece uma perspectiva biopsicossocial de seu quadro. As fraturas e a hérnia de disco representam deficiências nas funções e estruturas do corpo, gerando dor intensa e restrições de mobilidade. Isso, por sua vez, limita severamente suas atividades diárias, como vestir-se e deambular, e o impede de participar de sua ocupação de pedreiro, configurando uma restrição de participação crucial para sua identidade. 17/08/2026, 15:39 Avaliação III - Desafio Profissional - Individual about:blank 4/10 https://www.uniasselvi.com.br/extranet/o-2.0/download/arqu_download.php?link=549786 Complementarmente, o Modelo Canadense de Desempenho e Engajamento Ocupacional (CMOP-E) ilumina a complexidade da interação entre Pessoa-Ambiente-Ocupação. O acidente atingiu o componente físico da Pessoa (dor, fraqueza, limitações), mas também profundamente o afetivo (ansiedade, tristeza, baixa autoestima) e o espiritual (perda de propósito ao não poder exercer a profissão). O ambiente antes compatível com suas ocupações (trabalho, AVDs, AIVDs) agora se tornou uma barreira, exigindo adaptações para permitir o engajamento em atividades significativas e restaurar seu desempenho ocupacional. Propostas de solução (até 2 parágrafos): o que você recomenda? Por quê? Qual teoria apoia sua ideia? – vale 3 pontos O estudante deverá propor uma solução. É importante que o plano de intervenção seja abrangente e centrado no cliente, Sr. José Carlos, fundamentado no Modelo Canadense de Desempenho e Engajamento Ocupacional (CMOP-E), que priorizará suas necessidades, valores e desejos como força motriz do processo. Inicialmente, a intervenção focará na recuperação funcional do paciente, englobando o manejo da dor crônica (torácica e lombar) com estratégias educativas e não farmacológicas, e a implementação de exercícios terapêuticos direcionados ao ganho de força muscular no membro inferior direito, melhora da amplitude de movimento da coluna (dentro dos limites seguros pós-cirúrgicos) e estabilização do tronco, além de treinamento de equilíbrio e estratégias para prevenção de quedas. Paralelamente, será crucial a promoção da independência em AVDs e AIVDs, por meio de técnicas compensatórias e o uso de dispositivos assistivos (como calçadeira de cabo longo, pinça pegador e bancos para banho), bem como a educação sobre economia de energia e proteção da coluna. Para otimizar a interação com o Ambiente, será realizada uma análise e modificação do espaço residencial, incluindo a instalação de barras de apoio, rampas portáteis, reorganização de móveis e ajuste da altura de assentos, além da introdução de tecnologias assistivas específicas para atividades domésticas, dentro do possível para a família. Adicionalmente, para abordar o impacto nos componentes afetivo e espiritual, será essencial um apoio psicossocial que ajude o Sr. José Carlos a lidar com a frustração, ansiedade e a perda da identidade ocupacional como pedreiro, facilitando a ressignificação ocupacional. Isso envolverá a exploração e treinamento para o desenvolvimento de novas habilidades oua adaptação das existentes, visando um possível retorno ao trabalho em uma função menos exigente fisicamente ou a exploração de novas atividades significativas (hobbies, trabalho voluntário), facilitando sua participação em atividades sociais e comunitárias adaptadas para restaurar a autoestima e o bem- estar emocional. Por fim, a educação do paciente e família será contínua, com orientação detalhada sobre sua condição, prognóstico, exercícios domiciliares e o uso adequado de dispositivos, envolvendo a esposa e outros familiares como auxiliares para oferecer suporte sem gerar dependência excessiva, garantindo um Ambiente de suporte para o engajamento do Sr. José Carlos em suas ocupações. Conclusão reflexiva (até 2 parágrafos): O que você aprendeu com essa experiência? – vale 2 pontos O estudante precisa chegar a uma conclusão. Esta experiência com o caso do Sr. José Carlos Menezes foi profundamente reveladora sobre a complexidade e a abrangência da prática da Terapia Ocupacional. Aprendi que uma disfunção física, como a fratura vertebral e a hérnia de disco, transcende a dimensão puramente biológica, impactando a Pessoa em seus componentes físico, afetivo e espiritual, e desestruturando suas ocupações mais significativas. A compreensão do Modelo Canadense de Desempenho e Engajamento Ocupacional (CMOP-E) e da CIF foi fundamental para perceber que a recuperação não se trata apenas de restaurar o movimento, mas de reorganizar toda uma vida – a identidade profissional, a independência nas atividades diárias e instrumentais, a autoestima e a dinâmica familiar. Fica claro que a intervenção deve ser 17/08/2026, 15:39 Avaliação III - Desafio Profissional - Individual about:blank 5/10 genuinamente centrada no cliente, pautada em seus valores e prioridades, buscando a ressignificação e o engajamento em ocupações que tragam propósito e sentido, e não apenas a restauração de funções. Percebi, de forma prática, a interconexão indissociável entre a Pessoa, o Ambiente e a Ocupação. O ambiente residencial do Sr. José Carlos, antes funcional, tornou-se uma barreira significativa após o acidente, exigindo adaptações para que suas ocupações pudessem ser realizadas com segurança e autonomia. A inclusão da família como co-terapeuta e a educação sobre a condição e as estratégias de suporte são igualmente cruciais para o sucesso a longo prazo, garantindo que o ambiente social também seja facilitador. Essa análise me fortaleceu na convicção de que o Terapeuta Ocupacional atua como um facilitador de vida, promovendo a participação plena e significativa do indivíduo em seu contexto, mesmo diante de desafios complexos, através de uma abordagem holística e constantemente adaptada. Referências (somente o que você realmente usou, incluindo o livro) – vale 0,5 ponto CAMPELO, Gabriela da Cruz. Terapia ocupacional nas disfunções físicas do adulto e do idoso. Florianópolis, SC: Arqué, 2024. 220 p. OLIVEIRA, H. T. de et al. O uso da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) por terapeutas ocupacionais em pesquisa: revisão integrativa. Research, Society and Development, v. 11, n. 13, e436111335901, 2022. Disponível em: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v11i3.35901. Acesso em: 01 fev. 2026. Pontes, T., & Polatajko, H. (2016). Habilitando ocupações: prática baseada na ocupação e centrada no cliente na Terapia Ocupacional/Enabling occupation: occupation-based and client centred practice in Occupational Therapy. Cadernos Brasileiros De Terapia Ocupacional, 24(2), 403–412. https://doi.org/10.4322/0104-4931.ctoARF0709 Autoavaliação (1 parágrafo): o que você percebeu sobre seu próprio processo de estudo? – vale 1 ponto O estudante deverá escrever a sua percepção sobre o processo de aprendizagem. Aqui, tudo o que o estudante escrever deverá ser considerado correto. Ele poderá descrever que sua experiência foi positiva e que aprendeu muito, poderá descrever que sua experiência foi ruim e que não conseguiu aprender muito, poderá descrever que sua experiência foi neutra pois já conhecia o conteúdo. É esperado que o aluno tenha desenvolvido a capacidade de aplicar modelos teóricos como o CMOP-E e a estrutura da CIF para analisar casos complexos de disfunção física de forma holística, compreendendo a interdependência entre a pessoa, o ambiente e a ocupação na determinação da funcionalidade e bem-estar do cliente. Além disso, espera-se que o aluno tenha internalizado a importância de uma abordagem centrada no cliente, baseada em evidências, e que considere os aspectos físicos, afetivos e sociais na elaboração de planos de intervenção eficazes. 17/08/2026, 15:39 Avaliação III - Desafio Profissional - Individual about:blank 6/10 Assim, a resposta esperada é: Meu processo de estudo para este caso do Sr. José Carlos Menezes foi, sem dúvida, um dos mais impactantes até agora. Aprofundar-me em um cenário tão real e multifacetado me permitiu transcender a memorização de conceitos e realmente exercitar o raciocínio clínico-ocupacional. Percebi que a Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), embora seja uma ferramenta de classificação, tornou-se um prisma pelo qual pude enxergar a situação do paciente de forma muito mais completa, indo além da "doença" para compreender as "deficiências", as "limitações de atividade" e as "restrições de participação" em sua vida. Não se trata apenas de uma fratura, mas de como essa fratura o impede de ser pedreiro, de sustentar a família, de realizar tarefas básicas, e como isso afeta sua própria percepção de si. A aplicação do Modelo Canadense de Desempenho e Engajamento Ocupacional (CMOP-E) foi igualmente reveladora. Entender o Sr. José Carlos como uma Pessoa complexa – com seus componentes físico, afetivo e, principalmente, espiritual (onde sua identidade de pedreiro residia) – e como ele interage com seu Ambiente e suas Ocupações, transformou minha perspectiva. A ideia de que "manejar a dor" não é suficiente; é preciso "ressignificar a ocupação" e "adaptar o ambiente" para que ele possa se engajar novamente em atividades significativas. Essa é a essência do que aprendi: a terapia ocupacional vai muito além de "consertar" uma parte do corpo. Ela se propõe a reconstruir o sentido da vida, a independência e a dignidade do indivíduo, sempre pautada em suas próprias prioridades. Essa experiência reforçou a importância de uma escuta ativa e da prática verdadeiramente centrada no cliente, onde o paciente é o protagonista da sua própria reabilitação. Referências CAMPELO, Gabriela da Cruz. Terapia ocupacional nas disfunções físicas do adulto e do idoso. Florianópolis, SC: Arqué, 2024. 220 p. OLIVEIRA, H. T. de et al. O uso da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) por terapeutas ocupacionais em pesquisa: revisão integrativa. Research, Society and Development, v. 11, n. 13, e436111335901, 2022. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/35901. Acesso em: 01 fev. 2026. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2020. Pontes, T., & Polatajko, H. (2016). Habilitando ocupações: prática baseada na ocupação e centrada no cliente na Terapia Ocupacional/Enabling occupation: occupation-based and client centred practice in Occupational Therapy. Cadernos Brasileiros De Terapia Ocupacional, 24(2), 403–412. Disponível em: https://doi.org/10.4322/0104-4931.ctoARF0709. Acesso em 05 fev. 2026. 17/08/2026, 15:39 Avaliação III - Desafio Profissional - Individual about:blank 7/10 BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de Atenção Básica nº 41: Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_trabalhador_trabalhadora.pdf. Acesso em: 05 fev. 2026. CAVALCANTE, A.; GALVÃO, C. R. C. Terapia Ocupacional: Fundamentação & Prática. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,2023. (Minha Biblioteca) Schuartz, P., Ferreira, A. L. A., Bernardo, L. D., Raymundo, T. M., & Palm, R. del C. M. (2023). Ações de terapeutas ocupacionais na prevenção de quedas da pessoa idosa no domicílio: revisão integrativa da literatura (2017-2022). Cadernos Brasileiros De Terapia Ocupacional, 31, e3526. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2526-8910.ctoAR270335261. Acesso em: 05 fev. 2026. DE CARLO, M. M. R. P.; LUZO, M. C. M. (Org.).Terapia Ocupacional: Reabilitação Física e Contextos Hospitalares. São Paulo: Roca, 2004. PELOSI, M. B., ALVES, A. C. J., MARTINEZ C. Formação em terapia ocupacional para uso da tecnologia assistiva: Experiências Brasileiras Contemporâneas. São Carlos: EdFSCar, 2021. MAEMURA, Leandro Monteiro; MATOS, Joenice de Almeida Ferreira; OLIVEIRA, Raissa Freitas de Paula; CARRIJO, Thiago Machado; FERNANDES, Tiago Vieira; MEDEIROS, Rodrigo Parente. Avaliação de uma equipe multidisciplinar no tratamento da dor crônica: estudo intervencionista e prospectivo. BrJP, São Paulo, v. 4, n. 4, p. 327-331, out./dez. 2021. DOI: 10.5935/2595-0118.20210060. Disponível em: https://www.scielo.br/j/brjp/a/dkMLdy4yxqFfnmnkPfR9tgm/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 5 fev. 2026. PEDRETTI, L. W.; EARLY, M. B. Terapia Ocupacional: Capacidades Práticas para Disfunções Físicas. 7. ed. São Paulo: Guanabara Koogan, 2015. FUCHS, Marilles; CASSAPIAN, Marina Redekop. A Terapia Ocupacional e a dor crônica em pacientes de Ortopedia e Reumatologia: revisão bibliográfica. Cadernos de Terapia Ocupacional da UFSCar, São Carlos, v. 20, n. 1, p. 107-119, 2012. DOI: 10.4322/cto.2012.012. Disponível em: http://dx.doi.org/10.4322/cto.2012.012. Acesso em: 5 fev. 2026. No parágrafo referente à autoavaliação, o estudante deverá escrever a sua percepção sobre o processo de aprendizagem. Aqui, tudo o que o estudante escrever deverá ser considerado correto. Minha resposta 17/08/2026, 15:39 Avaliação III - Desafio Profissional - Individual about:blank 8/10 Resumo: Neste trabalho, analisei o caso de um paciente adulto que sofreu um acidente de trabalho e ficou com dores fortes, fraqueza na perna e limitações físicas. Essa situação acabou tirando a independência dele nas tarefas simples do dia a dia e o afastou da sua profissão, gerando muita ansiedade. A Terapia Ocupacional entra para ajudar a devolver essa autonomia, adaptando a rotina, a casa e ajudando a planejar o retorno ao trabalho com segurança. Contextualização: O Sr. José Carlos tem 58 anos e trabalha como pedreiro há 35 anos. Ele caiu de uma altura de 2 metros por falta de EPI no trabalho, o que causou uma fratura na coluna (T11) e piorou uma hérnia na lombar (L5-S1) que precisou de cirurgia. Hoje ele sente muita dor, perdeu força na perna direita e tem medo de se movimentar e cair. Ele precisa da ajuda da esposa para coisas básicas, como tomar banho e se vestir, o que deixa ele muito triste e frustrado por não conseguir trabalhar e sustentar a casa. Análise: Para entender o caso dele, usei alguns conceitos da disciplina. O conceito de desempenho ocupacional mostra como a dor e a falta de força física atrapalham diretamente a realização das tarefas do dia a dia. O conceito de tecnologia assistiva e adaptação ambiental explica como pequenas mudanças e recursos simples na casa podem devolver a independência dele sem precisar dobrar a coluna. Já o conceito de reabilitação profissional ajuda a entender como o afastamento do trabalho mexe com a cabeça dele e com a sua identidade, mostrando que a terapia precisa olhar para a pessoa como um todo e não só para a lesão física. Proposta de solução: Como proposta de tratamento, recomendo o uso de recursos simples de tecnologia assistiva, como calçador de cabo longo, pinça de alcance, e a instalação de barras de apoio e uma cadeira de banho no banheiro. Isso permite que ele se vista e tome banho sozinho e com segurança. Também é importante ensinar técnicas de conservação de energia para ele aprender a se movimentar sem sobrecarregar a coluna, além de trabalhar o treino de equilíbrio para perder o medo de cair. Por fim, é essencial acompanhar o processo de reabilitação profissional junto ao INSS para adaptar as funções dele no trabalho e garantir um retorno seguro. Conclusão reflexiva: Com esse trabalho, aprendi que a Terapia Ocupacional vai muito além do problema físico, pois precisa olhar também para o lado emocional e social do paciente. Perder a independência de uma hora para outra afeta não só a pessoa, mas a família inteira. Ficou claro para mim que usar ideias práticas, adaptações fáceis e orientações certas no dia a dia faz uma diferença enorme para devolver a dignidade, a segurança e a vontade de seguir em frente. Referências: CAMPELO, G. da C. Terapia ocupacional nas disfunções físicas do adulto e do idoso. Florianópolis: Arqué, 2024. OLIVEIRA, H. T. de et al. O uso da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) por terapeutas ocupacionais em pesquisa. Research, Society and Development, v. 11, n. 13, 2022. PONTES, T.; POLATAJKO, H. Habilitando ocupações: prática baseada na ocupação e centrada no cliente na Terapia Ocupacional. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, v. 24, n. 2, p. 403-412, 2016. Autoavaliação: Fazer esse trabalho foi bem bacana para eu conseguir conectar a teoria com a prática. No começo achei meio complicado por conta de todos os detalhes do caso do paciente, mas conforme fui organizando os tópicos, consegui entender melhor o papel da Terapia Ocupacional. Percebi que evoluí no meu jeito de analisar a situação, pois não fiquei olhando só para a dor física, mas também para o impacto no trabalho e na vida emocional dele. Me sinto mais preparada e confiante com o que aprendi nessa disciplina. terapia_ocupacional_nas_disfun.pdfClique para baixar sua resposta Retorno da correção Olá, estudante! Sua resposta demonstra clareza na exposição dos principais impactos do acidente na vida do Sr. José Carlos, contextualizando bem o caso e os desafios enfrentados. O texto evidencia domínio de conceitos essenciais da Terapia Ocupacional, como desempenho ocupacional, tecnologia assistiva e reabilitação profissional, aplicando-os de forma pertinente ao contexto apresentado. As propostas de solução foram bem fundamentadas, contemplando adaptações ambientais, uso de tecnologia assistiva, técnicas de conservação de energia e acompanhamento para reinserção profissional, mostrando uma abordagem centrada no cliente e alinhada às teorias da área. A conclusão foi reflexiva e conectou teoria e prática, ressaltando a importância do olhar ampliado do terapeuta ocupacional. As referências estão adequadas, e a 17/08/2026, 15:39 Avaliação III - Desafio Profissional - Individual about:blank 9/10 autoavaliação mostra evolução no processo de aprendizagem. Em futuros desafios, sugerimos detalhar ainda mais a articulação entre os instrumentos de avaliação e os resultados esperados das intervenções propostas, para fortalecer a justificativa teórica. Lembre-se de toda vez que desenvolver um desafio profissional, seguir o template da atividade. Bons estudos! Imprimir 17/08/2026, 15:39 Avaliação III - Desafio Profissional - Individual about:blank 10/10