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unidade 1 - fundamentos da comunicacao

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Unidade 1
Fundamentos da Comunicação
Aula 1
Introdução à Comunicação
Introdução à Comunicação
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Dica para você
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Olá, estudante! Nesta videoaula, vamos explorar o fascinante mundo da comunicação.
Iniciaremos com os conceitos-chave que fundamentam a troca de informações e ideias em
diversos contextos. Em seguida, abordaremos os diferentes tipos de linguagem: a verbal, que
utilizamos diariamente através da fala e da escrita; a não verbal, composta por gestos,
expressões faciais e até mesmo o silêncio; e a multimodal, que combina diversas formas de
comunicação para criar mensagens mais ricas e dinâmicas. Para concluir, discutiremos as
funções da linguagem e como elas influenciam nossa comunicação. Prepare-se para uma aula
repleta de descobertas e reflexões que ampliarão sua compreensão sobre a comunicação no
mundo moderno. Vamos começar!
Ponto de Partida
Olá, desejamos boas-vindas!
Disciplina
COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
Com grande entusiasmo, damos início à nossa jornada de exploração sobre a Introdução à
Comunicação. Neste percurso, vamos desvendar os conceitos fundamentais que definem a
comunicação e suas diversas manifestações em nosso cotidiano. À medida que avançamos,
você descobrirá como a comunicação não se restringe apenas às palavras que trocamos, mas se
expande para incluir gestos, expressões, imagens e até sons, compondo um universo rico e
diversificado.
Vamos explorar juntos os três pilares que sustentam a comunicação: a linguagem verbal, que
utilizamos na fala e na escrita; a linguagem não verbal, que inclui todos os sinais, gestos e
expressões que acompanham nossas palavras; e a linguagem multimodal, que é a combinação
dessas formas em uma única mensagem, proporcionando uma comunicação ainda mais
completa e eficaz.
Além disso, aprofundaremos nosso conhecimento nas funções da linguagem – como a
referencial, emotiva, conativa, entre outras – que desempenham papéis essenciais para que a
comunicação seja não apenas eficaz, mas também significativa e impactante em qualquer
contexto.
Esta jornada não é apenas sobre aprender conceitos, mas sobre entender como esses elementos
influenciam nossa vida pessoal e profissional. Ao final deste estudo, você estará mais preparado
para navegar no complexo, mas fascinante, mundo da comunicação contemporânea.
Então, convidamos você a embarcar conosco nesta aventura de aprendizado, onde, juntos,
exploraremos o vasto universo das linguagens e seu papel crucial na sociedade moderna.
Estamos ansiosos para trilhar esse caminho ao seu lado. Bons estudos! Vamos começar?
Vamos Começar!
Fundamentos e conceitos da comunicação 
Caro estudante, você já parou para pensar por que a comunicação é tão fundamental em nossas
vidas? Desde o momento em que nascemos até o último dia, estamos constantemente
envolvidos em um fluxo contínuo de interações e trocas de significados. A comunicação, um
aspecto intrínseco do ser humano, é o alicerce sobre o qual construímos nossas relações,
compartilhamos nossas ideias e entendemos o mundo ao nosso redor.
A comunicação não é apenas uma habilidade desenvolvida, ela é uma característica essencial
que molda nossa experiência como seres sociais. Lev Vygotsky, um renomado psicólogo russo,
argumenta que a comunicação é crucial para o desenvolvimento cognitivo e social, afirmando
que "o pensamento é internalizado através da linguagem e da interação social" (Vygotsky, 1998).
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
Segundo Vygotsky (1998), a linguagem e a comunicação desempenham um papel central na
formação das capacidades cognitivas, pois é através delas que adquirimos conhecimento e
construímos nossa compreensão do mundo.
Para ilustrar visualmente a importância da comunicação na formação do pensamento e no
desenvolvimento social, consideramos a imagem a seguir, que mostra várias pessoas segurando
placas com diferentes expressões. Essa representação simbólica destaca como a comunicação
é essencial para a troca de ideias e para a construção de significados compartilhados. Assim
como Vygotsky (1998) argumenta que a linguagem e a comunicação são fundamentais para a
formação das capacidades cognitivas, a imagem reflete a diversidade e a riqueza das interações
comunicativas que moldam nossa compreensão do mundo. Cada placa na imagem representa
um aspecto da comunicação, reforçando a ideia de que, através da troca de informações e da
interação social, adquirimos conhecimento e construímos nossa realidade coletiva.
Figura 1 | Interações sociais. Fonte: Freepik.
 Outro importante teórico da comunicação, Paul Watzlawick, destaca que não se pode não
comunicar. Em sua obra, Watzlawick (2006) explora como cada ação, gesto e silêncio contribui
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para o processo comunicativo, reforçando a ideia de que a comunicação é uma constante, seja
explícita ou implícita. Para ele, até mesmo a falta de comunicação transmite uma mensagem, o
que enfatiza a importância de estarmos conscientes das múltiplas formas como nos
comunicamos. 
Outra pesquisadora sobre o silêncio é Orlandi (2007). No livro As formas do silêncio: no
movimento dos sentidos, Eni Puccinelli Orlandi explora a complexidade e a riqueza do silêncio
como um fenômeno comunicativo e semântico. Orlandi (2007) analisa o silêncio não como mera
ausência de palavras, mas como uma forma ativa e dinâmica que molda e é moldada pelo
contexto comunicativo. Ela propõe que o silêncio carrega significados profundos e
multifacetados, que são revelados através do movimento dos sentidos e das interações sociais.
A autora investiga como o silêncio pode funcionar como uma estratégia discursiva, um elemento
de resistência e um espaço de reflexão e construção de sentidos. Ao considerar o silêncio sob
múltiplas perspectivas, Orlandi oferece uma visão inovadora sobre a comunicação e a linguagem,
desafiando as concepções tradicionais e ampliando a compreensão dos processos de
significação.
A comunicação é também uma área de estudo fascinante para outros pesquisadores, como
Harold D. Lasswell, que desenvolveu o modelo de comunicação que examina "quem diz o quê,
em que canal, a quem e com que efeito" (Lasswell, 1983). Esse modelo ajuda a analisar como as
mensagens são transmitidas e recebidas, proporcionando uma compreensão mais profunda das
dinâmicas envolvidas no processo comunicativo.
Dessa forma, ao investigarmos o conceito de comunicação, estamos explorando muito mais do
que uma simples troca de palavras, estamos desvendando uma rede complexa de interações
humanas que molda nosso pensamento, nossas relações e nossa sociedade. À medida que
avançamos neste estudo, você descobrirá como a comunicação, em suas diversas formas e
contextos, é uma força vital que nos conecta e transforma continuamente.
Segundo Díaz Bordenave (1982), a comunicação não se restringe a um simples ato de
transmissão de informações. Em vez disso, é um processo dinâmico que envolve uma troca de
significados entre indivíduos, moldado por diversos fatores contextuais e culturais. Ele destaca
que a comunicação é uma construção social, onde as interpretações e os significados são
continuamente negociados e renegociados pelos participantes, resultando em uma
compreensão mútua. Logo, um dos conceitos-chave explorados por Díaz Bordenave (1982) é a
ideia de que a comunicação é um processo interativo. Ele defende que a comunicação não pode
ser compreendida apenas como uma transmissão unidirecional de mensagens. Em vez disso,
deve ser vista como um ciclo contínuo de feedback entre emissor e receptor, onde ambos
desempenham papéis ativos. Esse ciclo de feedback é crucial para a compreensão mútua e para
o ajuste das mensagens conforme as reações e respostas dos interlocutores,um simples e-mail até um discurso político.
Logo, dependendo do objetivo, da finalidade e do contexto, adaptamos nossa linguagem: 
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Figura 1 | Interações sociais diversificadas. Fonte: Freepik
De acordo com Bakhtin (2010), os gêneros possuem três elementos: conteúdo temático,
construção composicional e estilo. Vejamos na tabela a seguir cada um deles:
Elementos dos Gêneros  Descrição 
Conteúdo Temático 
Refere-se ao assunto ou tema principal
abordado no gênero. É o que o texto trata ou
discute. 
Construção Composicional 
Diz respeito à organização estrutural do
gênero, incluindo como o texto é organizado,
os elementos que o compõem (texto e
imagem) e sua sequência. 
Estilo 
Representa a maneira particular de expressão
do autor, incluindo a escolha de palavras, o
tom, a voz narrativa e outros aspectos
linguísticos que produzem sentidos no texto. 
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Tabela 2 | Os três elementos do gênero discursivo/textual. Fonte: adaptada de Bakhtin (2010). 
Agora que compreendemos os três elementos dos gêneros discursivos/textuais – conteúdo
temático, construção composicional e estilo –, é importante refletir sobre como esses aspectos
se aplicam diretamente às áreas de Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas,
Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Marketing.
Em um relatório de análise financeira, por exemplo, o conteúdo temático envolveria os dados e
insights econômicos; a construção composicional seria estruturada com gráficos, tabelas e uma
introdução seguida por conclusões; e o estilo demandaria uma linguagem técnica, clara e
objetiva, adequada ao público-alvo, que pode ser composto por investidores e gestores.
Já em uma campanha publicitária, o conteúdo temático poderia abordar a promoção de um novo
produto, a construção composicional incluiria a organização do texto com slogans, imagens e
chamadas para ação, enquanto o estilo precisaria ser persuasivo e criativo, alinhado ao público
específico e à marca. Dessa forma, ao dominar esses elementos, você estará mais bem
preparado para produzir textos e discursos eficazes e adequados ao contexto profissional de
suas respectivas áreas.
Cada esfera de atividade humana possui seus próprios gêneros discursivos, que são moldados
pelas exigências e convenções sociais de uma determinada cultura, assim como pelas normas
específicas de cada contexto (Bakhtin, 2010).
Esses gêneros discursivos são formas estruturadas de comunicação que variam de acordo com
a situação em que são usados, refletindo as expectativas e os padrões da sociedade em
diferentes áreas de atuação. Eles desempenham um papel essencial na forma como
organizamos e interpretamos a linguagem, adaptando-a às necessidades e normas de cada
contexto, seja em um ambiente acadêmico, profissional ou cotidiano (Bakhtin, 2010). A seguir,
apresentamos alguns exemplos para ilustrar essa diversidade: 
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Figura 2 | Infinidade de gêneros. Fonte: elaborada pela autora.
Assim, vemos que a análise dos gêneros discursivos/textuais não apenas nos permite explorar
as complexidades da comunicação humana, mas também nos ajuda a compreender melhor as
dinâmicas sociais e culturais que moldam e são moldadas pela linguagem. Essas dinâmicas se
expressam de forma distinta em cada contexto em que a linguagem é utilizada, sendo
profundamente influenciadas pelas esferas de atividade humana em que os gêneros se inserem. 
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Dentro de cada esfera de atividade humana, os gêneros discursivos/textuais se manifestam de
maneira única, refletindo as necessidades e práticas específicas desse contexto.
Sintetizando: Esferas de atividade humana são os diferentes contextos sociais, culturais e
profissionais onde a comunicação acontece, cada um com normas, práticas e finalidades
próprias. Exemplos incluem educação, trabalho, política, ciência e mídia. Em cada uma dessas
esferas, a linguagem é adaptada para atender às necessidades e expectativas específicas do
ambiente.
As esferas de atividade humana influenciam diretamente a forma como os gêneros
discursivos/textuais são moldados, adaptando-os às práticas e necessidades específicas de
cada contexto. No ambiente acadêmico, por exemplo, a comunicação tende a ser mais formal e
técnica, utilizando gêneros como artigos científicos e teses para apresentar argumentos e
pesquisas. Em contraste, no âmbito corporativo, a comunicação se realiza por meio de relatórios,
e-mails e reuniões, ajustados para atender aos objetivos e às práticas da empresa. Cada esfera,
portanto, determina a estrutura, a transmissão e a interpretação das mensagens (Bakhtin, 2010;
Marcuschi, 2001).
Compreender as esferas de atividade humana é essencial para entender por que certos gêneros
discursivos se desenvolvem de maneira particular e como eles atendem às necessidades
comunicativas e interativas de diferentes contextos. No ambiente acadêmico, os estudantes
frequentemente lidam com gêneros como ensaios, resenhas críticas e análises literárias, que
exigem uma linguagem formal e bem-estruturada.
A chegada da tecnologia digital introduziu uma nova esfera de atividade humana, oferecendo aos
estudantes novas formas de expressão e interação. Rojo (2004) observa que nas redes sociais e
plataformas on-line, os estudantes podem explorar gêneros como postagens de blog, vídeos de
análise literária e podcasts sobre temas culturais, proporcionando uma interação mais imediata e
dinâmica com um público amplo. Além disso, os museus on-line possibilitam visitas guiadas
interativas e análises críticas de obras de arte expostas digitalmente, oferecendo uma forma
inovadora de engajamento com a arte e a cultura.
A adaptação da linguagem ao objetivo, à finalidade e ao interlocutor é fundamental para uma
comunicação eficaz. Por exemplo, ao redigir um e-mail profissional, é essencial utilizar uma
linguagem formal e respeitosa, enquanto em uma conversa informal com amigos, a
comunicação pode ser mais descontraída e incluir gírias. Bakhtin (2010) destaca que essa
adequação linguística é vital para garantir que a mensagem seja compreendida conforme
desejado pelo interlocutor, permitindo uma conexão significativa e efetiva.
Finalizando, fica evidente que os gêneros variam de acordo com o contexto e as necessidades
comunicativas de cada esfera, mostrando que a linguagem é uma ferramenta dinâmica e
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multifacetada, capaz de se adaptar e evoluir conforme as demandas de diferentes grupos e
comunidades. 
Gêneros orais e escritos
Quando falamos sobre gêneros discursivos, é fundamental entender a diferença entre gêneros
orais e escritos, especialmente para aplicá-los de maneira eficaz em contextos profissionais
diversos, como os das áreas de Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas,
Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Marketing.
Os gêneros orais são aqueles que ocorrem na comunicação falada, como reuniões,
apresentações, entrevistas e discursos. Esses gêneros tendem a ser mais dinâmicos e
interativos, permitindo ajustes imediatos de acordo com as reações do interlocutor. Elementos
como entonação, ritmo de fala, gestos e performance desempenham um papel crucial na
transmissão da mensagem.
Por exemplo, em uma reunião de negócios, o administrador pode adaptar sua argumentação
conforme a receptividade dos outros participantes, utilizando gestos e entonação para enfatizar
pontos importantes, criando um impacto emocional e reforçando sua posição. Outro exemplo é a
entrevista jornalística, onde o entrevistador deve estar preparado para improvisar perguntas com
base nas respostas do entrevistado, mantendo a fluidez da conversa e ajustando a entonação
para demonstrar empatia ou desafio, conforme a necessidade da interação (Bakhtin, 2010;
Marcuschi, 2001).
Por outro lado, os gêneros escritos envolvem a produção de textos que são lidos, como
relatórios, artigos acadêmicos, peças publicitáriase e-mails corporativos. Esses gêneros exigem
uma maior atenção à estrutura, à clareza e à formalidade, já que o autor não pode contar com a
interação imediata para esclarecer ou ajustar a mensagem.
Em Ciências Contábeis, por exemplo, a redação de um relatório financeiro requer uma
organização lógica e detalhada dos dados, garantindo que a mensagem seja compreendida pelo
leitor, independentemente da presença do autor. No Marketing, a criação de um conteúdo para
uma campanha publicitária escrita deve ser concisa e impactante, utilizando elementos como
títulos chamativos e chamadas para ação, para captar a atenção do público-alvo.
A principal diferença entre esses gêneros está na forma como o texto é enunciado (transmitido)
e interpretado. Enquanto os gêneros orais são mais imediatos e suscetíveis a mudanças
contextuais, beneficiando-se de elementos como entonação e performance para complementar a
comunicação, os gêneros escritos necessitam de uma construção cuidadosa e muitas vezes
seguem normas e convenções específicas.
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TECNOLOGIA
Compreender essas distinções é essencial para produzir uma comunicação eficaz, seja em um
discurso motivacional, em uma estratégia de vendas ou em um relatório de desempenho
financeiro. Cada contexto profissional exige uma abordagem adequada e dominar tanto os
gêneros orais quanto os escritos prepara os estudantes para se destacar em suas respectivas
áreas.
Siga em Frente...
Características dos gêneros multimodais
Na comunicação, os textos podem ser classificados como monomodais ou multimodais,
dependendo dos recursos semióticos utilizados para transmitir a mensagem. Um texto
monomodal é aquele que utiliza apenas um modo de comunicação, como texto escrito ou oral.
Por exemplo, um relatório financeiro em Ciências Contábeis é frequentemente monomodal,
focando exclusivamente em texto escrito para transmitir informações contábeis de forma clara e
objetiva. Nesse caso, a comunicação depende unicamente da escrita para cumprir seu propósito.
Por outro lado, textos multimodais combinam dois ou mais modos de comunicação, como texto,
imagem, som e vídeo, para criar uma mensagem mais rica e abrangente. Segundo Rojo (2012, p.
18), a multimodalidade refere-se à “integração de diferentes modos semióticos na constituição
dos textos” e tem se tornado cada vez mais comum nos ambientes profissionais
contemporâneos. No contexto do Marketing, por exemplo, uma campanha publicitária
multimodal pode utilizar texto persuasivo, imagens impactantes e elementos sonoros ou visuais
em um vídeo promocional, proporcionando uma experiência mais envolvente e dinâmica para o
público (Rojo, 2012).
Antes de explorarmos as características dos gêneros multimodais, é importante entender que
esses gêneros representam uma forma complexa e dinâmica de comunicação que combina
diferentes modos de expressão (Rojo, 2012; Santaella, 2013).
A multimodalidade refere-se à integração de múltiplos recursos comunicativos, como texto,
imagem, áudio e vídeo, para criar uma mensagem mais rica e envolvente. Cada gênero
multimodal possui elementos específicos que contribuem para a sua eficácia comunicativa e
adaptação ao meio digital (Rojo, 2012; Santaella, 2013).
A seguir, a partir dos estudos de Marcuschi (2001), Rojo (2012), Santaella (2013) e do dicionário
de Mill (2018), detalharemos essas características, oferecendo uma visão abrangente sobre
como esses gêneros operam e como suas diversas dimensões contribuem para a transmissão e
a interpretação das mensagens em contextos variados:
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TECNOLOGIA
Integração de múltiplos modos: utiliza combinações de diferentes formas de comunicação,
como texto, imagem, áudio e vídeo, para transmitir a mensagem de maneira eficaz e rica.
Hibridismo: combina elementos de diferentes gêneros e formatos, resultando em uma
mescla de estilos e estruturas que atendem a diferentes propósitos comunicativos.
Interatividade: permite a interação do usuário com o conteúdo, como cliques em links,
visualização de vídeos e participação em discussões on-line.
Visualidade: o design visual é fundamental para transmitir a mensagem, incluindo a escolha
de cores, tipografia, layout e gráficos que ajudam na compreensão e no impacto do
conteúdo.
Sequenciamento: a organização dos elementos multimodais segue uma sequência lógica
que facilita a compreensão e o fluxo da mensagem, como a ordem das imagens e dos
textos em uma apresentação.
Contextualização: adapta os elementos multimodais ao contexto específico, considerando
o público-alvo, o meio de comunicação e o objetivo do texto.
Estímulo sensorial: engaja diferentes sentidos do usuário, como a visão e a audição, para
criar uma experiência mais completa e envolvente.
Multidimensionalidade: explora múltiplas dimensões de comunicação, como a
simultaneidade de textos e imagens, para enriquecer a mensagem e proporcionar
diferentes níveis de interpretação. 
Acessibilidade: considera a inclusão de recursos para tornar o conteúdo acessível a
diferentes públicos, como legendas em vídeos e descrições de imagens. 
Adaptação ao meio digital: aproveita as ferramentas e plataformas digitais para apresentar
e distribuir o conteúdo, como sites, aplicativos e redes sociais, utilizando suas
funcionalidades específicas
Dentre todos os conceitos apresentados, é pertinente aprofundarmos o Hibridismo. O conceito
de hibridismo se refere à combinação e mistura de elementos de diferentes gêneros discursivos
e formatos em um único texto ou produto multimodal. Essa característica é evidenciada quando
um gênero incorpora aspectos de outros gêneros para atender a propósitos comunicativos
variados.
Por exemplo, um vídeo institucional de uma empresa pode mesclar elementos de um relatório
técnico com um formato de anúncio publicitário. O relatório técnico oferece informações
detalhadas e análises, enquanto o estilo do anúncio é mais persuasivo e visualmente impactante.
A combinação desses estilos e dessas estruturas permite que a mensagem seja apresentada de
forma abrangente e adaptada aos objetivos específicos da comunicação.
Outro exemplo é um artigo de blog que integra trechos de entrevistas, gráficos informativos e
elementos de storytelling. Nesse caso, o texto utiliza o hibridismo para não só informar, mas
também engajar e manter o interesse do leitor, combinando características de reportagem,
análise e narrativa.
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TECNOLOGIA
Assim, o hibridismo permite uma flexibilidade na comunicação, possibilitando a criação de
conteúdos que atendem a múltiplos objetivos e se adaptam a diferentes contextos e audiências.
Santaella (2013, p. 62) destaca que a multimodalidade não é apenas a combinação de diferentes
modos de comunicação, mas sim a "integração de diferentes linguagens e mídias" para criar um
efeito sinérgico, onde o todo é maior do que a soma das partes. Na Publicidade e Propaganda,
um anúncio multimodal pode integrar texto, imagens, cores e logotipos, além de incluir trilhas
sonoras ou jingles, reforçando a mensagem da marca e criando um impacto mais duradouro no
consumidor. Já no Jornalismo, um gênero multimodal pode ser exemplificado por um artigo de
notícias on-line que combine texto escrito com vídeos, infográficos e galerias de fotos,
oferecendo uma experiência informativa mais completa e interativa.
Para os estudantes de Administração, a apresentação de um plano de negócios que combine
texto, gráficos, tabelas e até vídeos explicativos pode ser um exemplo de uso eficaz de
multimodalidade, ajudando a comunicar informações complexas de maneira clara e acessível.
Em Ciências Econômicas, o uso de apresentações multimodais em seminários ou conferências
pode incluir dados estatísticos representados por gráficos e infográficos, acompanhados de
análises escritas e orais, facilitando a compreensão e a retenção das informações pelo público.
Em suma, os gêneros multimodais oferecem uma abordagem mais versátil e eficaz para a
comunicação, especialmente em áreas profissionais,onde a clareza, a persuasão e o impacto
visual são essenciais. Ao combinar diferentes modos de comunicação, esses gêneros permitem
uma transmissão de informações mais completa, tornando-os ferramentas poderosas para
alcançar e envolver o público em diversos contextos.
Vamos Exercitar?
Caro estudante,
Chegamos ao final de nossa aula e esperamos que você tenha desfrutado da exploração dos
gêneros discursivos e suas diversas aplicações! No percurso, tivemos a oportunidade de nos
aprofundar em conceitos fundamentais que são essenciais tanto para o seu desenvolvimento
acadêmico quanto para a sua prática profissional.
Começamos com uma Introdução aos Gêneros Discursivos, em que entendemos como
diferentes formas de comunicação são moldadas pelos contextos e pelas finalidades
específicas. Essa base é crucial para que você possa interpretar e produzir textos e discursos de
maneira eficaz em diversas situações.
Em seguida, discutimos os Gêneros Orais e Escritos, analisando como cada tipo de gênero
desempenha um papel distinto em nossas interações. Compreender essas diferenças é
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TECNOLOGIA
fundamental para melhorar suas habilidades de comunicação, desde a elaboração de textos
acadêmicos até a apresentação de ideias em ambientes profissionais.
Finalmente, mergulhamos nas Características dos Gêneros Multimodais. Em um mundo cada vez
mais visual e interativo, saber como integrar texto, imagem e som pode transformar a forma
como você comunica e engaja seu público.
Esses conceitos não apenas ampliam seu repertório linguístico, mas também proporcionam
ferramentas valiosas para aprimorar sua comunicação em contextos variados. A aplicação
prática desses conhecimentos é essencial para se destacar no ambiente profissional e
acadêmico, onde a clareza e a eficácia na comunicação são cada vez mais valorizadas.
Agradecemos por sua participação e engajamento nesta aula. Esperamos que os insights
adquiridos hoje sejam úteis para suas futuras práticas e estudos. Continue explorando e
aplicando esses conhecimentos para alcançar novos patamares em sua jornada acadêmica e
profissional.
Saiba mais
Recomendamos enfaticamente a leitura do capítulo iniciado na página 67 do livro Introdução ao
pensamento de Bakhtin, escrito pelo professor pesquisador José Luiz Fiorin. Esse capítulo,
intitulado "Os gêneros do discurso", oferece uma abordagem profunda sobre a função social dos
gêneros nas diversas esferas de atividade humana. Ao explorar essa seção, você ganhará
insights valiosos sobre como os gêneros discursivos desempenham papéis fundamentais na
comunicação cotidiana e nas interações sociais. Essa leitura certamente enriquecerá seus
conhecimentos e sua compreensão sobre a linguagem e sua relevância no contexto humano.
Sugiro a leitura do artigo Multiletramentos na escola: uma entrevista com Roxane Rojo, escrito
por Roxane Rojo, Geam Karlos-gomes e Ana Maria da Silva, publicado na Educitec - Revista de
Estudos e Pesquisas sobre Ensino Tecnológico. Nessa entrevista, Roxane Rojo discute a
importância dos multiletramentos no contexto escolar, oferecendo insights valiosos sobre como
as práticas pedagógicas podem ser adaptadas para incorporar diferentes modalidades de leitura
e escrita em um ambiente cada vez mais digital. Essa leitura é fundamental para quem busca
compreender as novas demandas educacionais e a integração das tecnologias no processo de
ensino-aprendizagem.
Indicamos a leitura do Capítulo 4, seção 4.3 do livro Linguística textual, de Letícia Moraes Lima.
Nessa seção, intitulada "O trabalho com gêneros do discurso", você encontrará informações
valiosas sobre a diferenciação entre tipos textuais e gêneros discursivos, além de sua aplicação
prática nas diversas esferas sociais. Essa leitura contribuirá significativamente para a sua
Disciplina
COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
https://plataforma.bvirtual.com.br/
https://plataforma.bvirtual.com.br/
https://sistemascmc.ifam.edu.br/educitec/index.php/educitec/article/view/1998/866
https://plataforma.bvirtual.com.br/
compreensão das dinâmicas linguísticas e da relevância dos gêneros discursivos em contextos
reais de comunicação.
Referências
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. 5. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
FERRARI, P. Hipertexto, hipermídia: as novas ferramentas da comunicação digital. São Paulo:
Contexto, 2007.
KYRILLOS, L.; SARDENBERG, C. A.; GODOY, C. Comunicação e liderança: volume 2. São Paulo, SP:
Contexto, 2024.
KOCH, I. G. V. O texto e a construção dos sentidos. São Paulo: Contexto, 2011.
MARCUSCHI, L. A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização na escola. São Paulo:
Cortez, 2001.
MILL, D. (org.). Dicionário crítico de educação e tecnologias e de educação a distância.
Campinas: Papirus, 2018.
ROJO, R. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. 2. ed. São Paulo: Parábola Editorial,
2012.
ROJO, R. Pedagogia dos multiletramentos. In: ROJO, R.; MOURA, E. Multiletramentos na escola.
São Paulo: Parábola, 2010.
ROJO, R. Escola conectada: os multiletramentos e as TIC. São Paulo: Parábola, 2013.
SANTAELLA, L. Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo. São Paulo: Paulus,
2013.
SANTOS, A. C. dos. Teoria da comunicação. 1. ed. São Paulo: Contentus, 2020. E-book.
Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 26 ago. 2024.
VOLOCHÍNOV, V. Marxismo e filosofia da linguagem. 4. ed. São Paulo: Hucitec, 2017.
WATZLAWICK, P.; BEAVIN, J. H.; JACKSON, D. D. A pragmática da comunicação humana: um
estudo dos processos de interação. 3. ed. São Paulo: Cultrix, 2006.
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
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Aula 4
Comunicação Relacional
Comunicação Relacional
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para assistir mesmo sem conexão à internet.
Dica para você
Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua
aprendizagem ainda mais completa.
Olá, estudante! Bem-vindo à nossa videoaula sobre os aspectos essenciais da comunicação
eficaz. Iniciaremos com as habilidades de comunicação relacional, onde você aprenderá a
importância da empatia e da escuta ativa para construir e manter relacionamentos saudáveis e
produtivos. Em seguida, exploraremos os organizadores textuais, ferramentas cruciais para
estruturar suas ideias de forma clara e coerente, facilitando a compreensão do seu texto por
parte do leitor.
Por fim, abordaremos os marcadores discursivos, elementos que ajudam a guiar o leitor através
do seu texto, assegurando uma comunicação fluida e coesa. Prepare-se para aprimorar suas
competências e transformar a forma como você se comunica em diversos contextos. Vamos
começar esta jornada de aprendizado!
Ponto de Partida
Olá, desejamos boas-vindas!
É com grande entusiasmo que iniciamos nossa jornada pelo estudo sobre as habilidades de
comunicação relacional. Entender como construir e manter relações saudáveis e produtivas
através da comunicação é essencial para qualquer contexto profissional. Veremos como a
empatia, a escuta ativa e a clareza nas interações podem fortalecer suas conexões interpessoais
e impactar positivamente seus relacionamentos profissionais.
Disciplina
COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
Em seguida, abordaremos os organizadores textuais. Eles são as ferramentas que estruturam e
orientam a informação dentro de um texto, garantindo que suas ideias sejam apresentadas de
maneira lógica e coesa. Vamos explorar como utilizar eficazmente os organizadores textuais
para tornar seus escritos mais claros e eficazes, facilitando a compreensão do leitor.
Por último, vamos examinar os marcadores discursivos. Esses pequenos elementos têm um
grande impacto na fluidez e na coesão do texto, ajudando a conectar ideias e orientar o leitor
através da sua argumentação. Vamos ver como empregá-los para melhorar a coesão e a clareza
dos seus textos, tornando suascomunicações ainda mais convincentes.
Prepare-se para aprimorar suas habilidades e transformar a forma como você se comunica e
organiza suas ideias. Esta aula está repleta de insights valiosos que vão beneficiar sua prática
profissional e acadêmica. Portanto, convidamos você a embarcar nessa aventura de descobertas
e aprendizado, onde exploraremos juntos o rico universo das linguagens e sua influência em
nossa sociedade moderna. Estamos ansiosos para compartilhar essa jornada de conhecimento
com você.
Bons estudos! Vamos começar?
Vamos Começar!
Habilidades de comunicação relacional
De acordo com Fernandes (2004), Cândido (2016), Fischer (2008), Knapp e Hall (2016), Matos
(2014) e Souza (2013), as habilidades de comunicação relacional referem-se às competências
que permitem uma comunicação eficaz e construtiva nas interações interpessoais. Essas
habilidades envolvem não apenas a troca de informações, mas também a construção e
manutenção de relacionamentos positivos e produtivos. Elas são fundamentais em contextos em
que a qualidade das relações humanas impacta diretamente os resultados, como em ambientes
de trabalho, negociações, atendimento ao cliente e liderança, e em contextos sociais e familiares.
Leia a imagem a seguir: 
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Figura 1 | Comunicação relacional. Fonte: Freepik.
Ao observarmos a imagem de uma mesa de reunião, podemos refletir sobre a Comunicação
Relacional e seu papel crucial em ambientes colaborativos. A comunicação relacional é a base
sobre a qual construímos e mantemos nossos relacionamentos profissionais. Em uma reunião
como a da imagem, a habilidade de comunicar-se efetivamente é essencial para garantir que
todos os participantes estejam alinhados e engajados.
Nessa interação, habilidades como empatia, escuta ativa e assertividade são fundamentais. A
empatia permite que você compreenda e valorize as perspectivas dos outros, enquanto a escuta
ativa assegura que você esteja verdadeiramente atento ao que está sendo dito, evitando mal-
entendidos e promovendo uma comunicação mais clara. A assertividade, por sua vez, ajuda a
expressar suas próprias ideias e necessidades de forma clara e respeitosa, contribuindo para um
ambiente de diálogo produtivo.
Além disso, uma boa comunicação relacional facilita a construção de relações de confiança e
respeito mútuo, aspectos essenciais para uma colaboração eficaz. Em reuniões, isso significa
que as ideias e os feedbacks são trocados de forma construtiva, levando a soluções mais
criativas e decisões mais informadas.
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Portanto, ao refletir sobre a imagem da reunião, pense em como essas habilidades de
comunicação relacional podem ser aplicadas no seu dia a dia profissional para melhorar a
colaboração e fortalecer seus relacionamentos de trabalho. Essas competências são
indispensáveis para o sucesso em qualquer ambiente colaborativo e ajudam a criar um ambiente
de trabalho mais harmonioso e eficiente.
Alguns exemplos de habilidades de comunicação relacional, de acordo com as pesquisas de
Fernandes (2004), Cândido (2016), Fischer (2008), Knapp e Hall (2016), Matos (2014) e Souza
(2013), incluem: escuta ativa, empatia, feedback construtivo, assertividade, resolução de
conflitos, comunicação não verbal, construção de relacionamentos e negociação e persuasão.
Vejamos cada um:
Escuta ativa: capacidade de ouvir atentamente o que o outro está dizendo, demonstrando
interesse e compreensão. Isso envolve prestar atenção não apenas às palavras, mas
também ao tom de voz e à linguagem corporal.
Empatia: habilidade de entender e compartilhar os sentimentos do outro, mostrando que
você valoriza suas perspectivas e emoções.
Feedback construtivo: competência de dar e receber feedback de maneira que contribua
para o crescimento e o desenvolvimento, sem causar conflitos ou ressentimentos.
Assertividade: capacidade de expressar suas opiniões, desejos e sentimentos de maneira
clara e direta, sem ser agressivo ou passivo.
Resolução de conflitos: habilidades para mediar e resolver desentendimentos ou disputas
de forma colaborativa e respeitosa.
Comunicação não verbal: compreensão e uso eficaz de sinais não verbais, como gestos,
expressões faciais e posturas, para reforçar a mensagem verbal.
Construção de relacionamentos: habilidade de criar e manter conexões positivas e
confiáveis com outras pessoas, baseada em respeito mútuo e confiança.
Negociação e persuasão: capacidade de influenciar e convencer os outros de maneira ética
e respeitosa, mantendo boas relações.
Antes de explorarmos exemplos práticos, é importante que você, como estudante, compreenda a
relevância das habilidades de comunicação relacional no seu futuro profissional. Essas
habilidades não se limitam a uma simples troca de informações; elas envolvem a capacidade de
construir e manter relações eficazes e construtivas. Em qualquer campo de atuação, seja
Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Jornalismo, Publicidade e Propaganda
ou Marketing, a forma como você se comunica pode influenciar significativamente seus
resultados e o ambiente ao seu redor.
Habilidades como escuta ativa, empatia, feedback construtivo e resolução de conflitos não
apenas melhoram sua capacidade de trabalhar em equipe e gerenciar relacionamentos, mas
também são essenciais para criar um ambiente de trabalho positivo e produtivo. Ao aplicar essas
competências no contexto de sua futura profissão, você será capaz de interagir de forma mais
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eficaz com colegas, clientes e parceiros, o que contribuirá para seu sucesso e crescimento
profissional. Vamos agora analisar como essas habilidades podem ser aplicadas de maneira
prática em diferentes áreas de estudo e profissões. 
1. Administração
- Escuta ativa: em uma reunião de equipe, um administrador utiliza a escuta ativa para
entender as preocupações dos membros e assegurar que todos tenham a chance de
contribuir com suas opiniões. Isso ajuda a tomar decisões mais informadas e a promover
um ambiente de trabalho colaborativo.
- Resolução de conflitos: quando surgem desentendimentos entre departamentos, um
administrador atua como mediador para resolver a situação de forma pacífica e eficiente,
buscando uma solução que beneficie todas as partes envolvidas.
2. Ciências Contábeis
- Feedback construtivo: um contador fornece feedback detalhado a um colega sobre a
precisão dos relatórios financeiros, destacando áreas de melhoria sem criar um clima de
tensão. Isso ajuda a melhorar a qualidade do trabalho e promove um ambiente de
aprendizado contínuo.
- Comunicação não verbal: em uma apresentação de auditoria para um cliente, o contador
utiliza gestos e expressões faciais para enfatizar pontos importantes e garantir que a
informação seja compreendida claramente.
3. Ciências Econômicas
- Empatia: durante uma entrevista para uma pesquisa de mercado, um economista
demonstra empatia ao compreender as preocupações dos entrevistados sobre as
condições econômicas, ajustando as perguntas para obter respostas mais precisas e
valiosas.
- Negociação e persuasão: em uma negociação sobre políticas econômicas com diferentes
stakeholders, um economista utiliza habilidades de persuasão para apresentar suas
propostas de forma convincente, mantendo uma abordagem respeitosa e colaborativa.
4. Jornalismo
- Escuta ativa: um jornalista usa a escuta ativa durante uma entrevista, ajustando suas
perguntas com base nas respostas do entrevistado para obter uma cobertura mais
completa e precisa dos eventos.
- Construção de relacionamentos: ao estabelecer contato com fontes e especialistas, um
jornalista constrói relacionamentos sólidos e confiáveis que facilitam a obtenção de
informações exclusivas e relevantes para suas reportagens.
5. Publicidade e Propaganda
- Assertividade: em reuniões com clientes, um profissional de publicidade expressa suas
ideias e estratégias de forma clara e direta, defendendo suas propostas sem desconsiderar
as opiniões dosclientes.
- Comunicação não verbal: durante uma apresentação de campanha publicitária, o
especialista utiliza uma linguagem corporal confiante e uma apresentação visual
impactante para reforçar a mensagem e captar a atenção dos clientes.
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6. Marketing
- Feedback construtivo: um especialista em marketing oferece feedback construtivo aos
membros da equipe sobre a eficácia de uma campanha, apontando áreas de sucesso e
oportunidades para melhorias sem desmotivar a equipe.
- Negociação e persuasão: ao negociar contratos com parceiros de mídia, o profissional de
marketing aplica técnicas de persuasão para obter condições favoráveis, enquanto mantém
uma relação profissional e respeitosa com os parceiros.
Estudante, esses exemplos ilustram como as habilidades de comunicação relacional são
essenciais em diversos contextos profissionais e ajudam a construir interações eficazes e
produtivas. Integrar essas competências no cotidiano acadêmico e profissional prepara você
para se destacar em sua futura carreira e contribuir de maneira significativa para sua área.
Em resumo, as habilidades de comunicação relacional são essenciais para qualquer interação
que envolva a construção e manutenção de relacionamentos, seja em contextos profissionais,
pessoais ou sociais. Elas ajudam a criar um ambiente de comunicação aberta e respeitosa, onde
as necessidades e os interesses de todos os envolvidos são considerados.
Organizadores textuais
Para começar nossa discussão sobre organizadores textuais, é fundamental entendermos como
eles desempenham um papel crucial na construção e na clareza de um texto. Organizadores
textuais são ferramentas que ajudam a estruturar as ideias e informações de forma lógica e
coesa, facilitando a compreensão e a fluidez da leitura. Eles funcionam como "guias" que
orientam o leitor através do texto, destacando a relação entre diferentes partes e assegurando
que a mensagem seja transmitida de maneira eficiente.
Com a imagem a seguir, veremos como esses elementos se manifestam na prática e como
podem ser aplicados para melhorar a organização e a eficácia dos seus textos. Vamos explorar
juntos como utilizar esses organizadores para aprimorar a clareza e a coesão dos seus trabalhos
acadêmicos e profissionais. Iniciemos nosso diálogo sobre os organizadores textuais com a
imagem a seguir:
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Figura 2 | A seleção lexical indica caminhos. Fonte: Shutterstock.
Pela imagem, metaforicamente, podemos asseverar que os organizadores textuais são
semelhantes às setas do GPS que indicam a rota do nosso texto. Assim, se a coesão é uma
“cola” entre as palavras e frases e atua na parte micro, os organizadores atuam na parte macro,
auxiliando, dessa forma, na construção dos sentidos da direção do texto. Sobre essa temática,
Maingueneau (1996, p. 170) destaca que a função dos organizadores textuais é "estruturar a
linearidade do texto, organizá-lo em uma sucessão de fragmentos complementares que facilitam
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o tratamento interpretativo". Alguns marcadores: primeiro; depois; em seguida; por um lado; por
outro lado; às vezes; outras vezes; em primeiro lugar; em segundo lugar; por último; finalizando;
dentre outros. Vamos ver alguns exemplos relacionados ao mundo do trabalho?
Exemplo 1: “Primeiramente, gostaríamos de agradecer a todos pelo trabalho árduo durante o ano.
Em seguida, vamos discutir os planos para o próximo trimestre.”
Nessa frase, "primeiramente" e "em seguida" são organizadores textuais que ajudam a estruturar
uma reunião de negócios. "Primeiramente" indica o início da expressão de gratidão e
reconhecimento, enquanto "em seguida" sinaliza a transição para a próxima agenda da reunião.
Esses organizadores auxiliam na organização do discurso e na clareza da comunicação durante
a reunião de trabalho.
Exemplo 2: “Por um lado, podemos lançar o produto no mercado imediatamente e aproveitar a
demanda atual. Por outro lado, devemos considerar a concorrência e a qualidade do produto
antes de tomar uma decisão.”
Nesta frase, "por um lado" e "por outro lado" são organizadores textuais usados em uma
discussão de tomada de decisão no mundo corporativo. "Por um lado" introduz um ponto de vista
ou argumento, enquanto "por outro lado" apresenta uma perspectiva alternativa ou contraponto.
Esses organizadores ajudam a destacar diferentes aspectos de uma decisão e a avaliar os prós e
contras, promovendo a clareza na deliberação.
Siga em Frente...
Marcadores discursivos
Os marcadores discursivos, também conhecidos como marcadores de discurso, são elementos
que ajudam a organizar e sinalizar o fluxo do discurso. Eles não têm uma função gramatical
específica, mas são usados para guiar a interação, estruturar o discurso e fornecer pistas sobre o
andamento da conversa ou do texto. Exemplos comuns incluem palavras e expressões como
"bem", "então", "mas", "ou seja", "por exemplo", e "de fato".
Quanto às funções dos marcadores discursivos, temos:
Orientação do discurso: ajuda a orientar o ouvinte ou leitor sobre o andamento da
argumentação ou narrativa.
Conexão de ideias: facilita a conexão entre ideias e partes do texto ou do discurso.
Gerenciamento da interação: em contextos orais, pode indicar que o locutor está esperando
uma resposta ou que está mudando de tópico.
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Quanto aos marcadores discursivos continuadores, eles estão presentes em todos os tipos de
texto, inclusive nos orais. Curiosamente, esses elementos não são previstos nas gramáticas
normativas e são, muitas vezes, estigmatizados, considerados como vícios de linguagem ou
erros gramaticais no dia a dia.
Marcuschi (1989) observou que, em textos orais, como numa conversação, utilizamos
naturalmente diversos marcadores discursivos. Para ele, esses marcadores estão associados à
nossa necessidade de expressão emocional em diferentes situações de comunicação. No
cotidiano, é frequente o uso de expressões como "e então" e "depois" nas nossas conversas, pois
elas servem para orientar o ouvinte quanto à sequência dos eventos ou acontecimentos que
estamos compartilhando. Vejamos um exemplo de uma sentença de um texto do gênero
científico: “E, então, o semioticista Claude Zilberberg deixa claro a sua preferência pela
sintagmática na formulação da teoria tensiva”.
No exemplo, o enunciador faz o uso de marcadores discursivos continuadores (“e, então”), que
podem “operar o ‘amarramento’ de porções textuais” e dar ao texto “uma feição semelhante à da
fala” (Koch, 2008, p. 87).
Para Schiffrin (1987), os marcadores discursivos contribuem para a coerência do discurso de
uma forma geral, já que eles:
(a) Dão pistas e coordenadas do contexto. Exemplo: “Durante a reunião com a equipe de venda, o
gerente de projetos destacou que, conforme já informado anteriormente, na última apresentação,
teremos prêmios para os funcionários que se destacarem na área de vendas". Estudante, observe
que foram citadas pistas, tais como “Durante a reunião com a equipe de vendas”, apresentando
quando ocorreu o fato. Temos, ainda, quem enunciou, “o gerente de projetos”, bem como temos o
fato de esse gerente retomar algo dito em outra situação, “conforme já informado anteriormente”,
ou seja, está se referindo a informações compartilhadas durante uma apresentação anterior. Isso
tudo ajudou a equipe a entender as pistas e coordenadas do contexto, indicando que ele estava
se referindo a informações compartilhadas em outro momento, mas agora retomadas. Isso
ajudou a equipe a entender a base de conhecimento na qual ele estava construindo sua
discussão.
(b) Indicam a presença de enunciados adjacentes, tanto para o falante quanto para o ouvinte.
Exemplo: Enquanto apresentava o relatório financeiro, o contador disse: "Conforme mencionado
na seção de receitas, a lucratividade aumentou este trimestre". A expressão "conforme
mencionado" indicou a presença de enunciados adjacentes, referindo-se à parte anterior dorelatório e tornando mais claro para os ouvintes onde encontrar as informações relevantes.
(c) Indicam os enunciados adjacentes entre os discursos – anterior e posterior. Exemplo: No e-
mail ao cliente, o vendedor escreveu: "Como discutimos na última conversa telefônica, estamos
comprometidos em atender a todos os prazos". Nessa frase, "como discutimos" indica os
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enunciados adjacentes entre a conversa telefônica anterior e a promessa atual. Isso estabelece
uma ligação clara entre as interações anteriores e a atual.
Como você pode perceber, os marcadores discursivos funcionam como uma cola, que liga as
partes soltas e dão continuidade ao texto. Nesse sentido, o linguista brasileiro Marcuschi (2001)
argumenta que inclusive a pausa, o aumento ou a diminuição do tom da voz e a entonação
podem ser considerados como marcadores discursivos.
Para encerrar a discussão sobre os marcadores discursivos, é importante destacar que esses
elementos, embora muitas vezes sutis, desempenham um papel crucial na clareza e na eficácia
da comunicação. Eles ajudam a estruturar o discurso, orientando o leitor ou ouvinte através das
nuances e direções da conversa ou texto. Além disso, os marcadores discursivos contribuem
para a construção de um diálogo mais natural e envolvente, facilitando a interação e promovendo
uma compreensão mais profunda das ideias apresentadas. Ao dominar o uso adequado desses
recursos, é possível aprimorar significativamente a qualidade da comunicação, tornando-a mais
coesa, fluida e acessível.
Vamos Exercitar?
Caro estudante, é hora de refletir sobre os conceitos que exploramos. No decorrer de seus
estudos você estudou as habilidades de comunicação relacional, aprendendo a importância de
construir relacionamentos eficazes por meio da empatia e da escuta ativa. Essas habilidades são
fundamentais no mundo do trabalho, onde a capacidade de interagir de forma construtiva pode
determinar o sucesso em equipes e na gestão de projetos.
Passamos também pelos organizadores textuais, ferramentas indispensáveis para estruturar e
organizar suas ideias de maneira clara e lógica. No ambiente profissional, uma comunicação
bem-estruturada não só melhora a compreensão das informações, mas também demonstra
profissionalismo e facilita a colaboração entre colegas.
Finalmente, abordamos os marcadores discursivos, que ajudam a conectar e orientar o fluxo de
informações no texto. No mundo do trabalho, o uso adequado desses elementos pode aprimorar
a clareza e a persuasão em relatórios, apresentações e correspondências.
Integrando essas habilidades e ferramentas, você estará mais bem preparado para enfrentar os
desafios da comunicação no ambiente profissional, transmitindo suas ideias com clareza e
eficiência. Continue desenvolvendo essas competências e aplicando-as em suas práticas diárias
para se destacar em sua carreira.
Saiba mais
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Para aprofundar sua compreensão sobre a organização e coesão textual, sugerimos a leitura da
seção "Formas de articulação textual" do livro Introdução à Linguística Textual, de Ingedore V.
Koch. Essa parte do livro, que abrange as páginas 84 a 102, oferece uma visão detalhada das
estratégias e técnicas que garantem a fluidez e a coerência em diferentes tipos de textos. Nesse
trecho, Koch explora como as diferentes formas de articulação textual contribuem para a
construção de um texto bem-estruturado. Você aprenderá sobre os mecanismos que permitem
que as ideias se conectem de maneira lógica e clara, facilitando a compreensão e a efetividade
da comunicação escrita. Não perca a oportunidade de explorar esses conceitos e aplicar o
conhecimento adquirido para elevar a qualidade de seus textos.
Recomendamos a leitura do artigo Marcadores discursivos e multifuncionalidade: atuações
textuais de itens voltados para a interação. Esse artigo explora a atuação de um grupo específico
de marcadores discursivos interacionais, conhecidos como Requisitos de Apoio Discursivo
(RADs). A partir de uma perspectiva funcionalista, o texto descreve a multifuncionalidade desses
itens, destacando suas funções no plano textual. Essa leitura é essencial para quem deseja
aprofundar o conhecimento sobre os aspectos interacionais e textuais dos marcadores
discursivos, uma área ainda pouco explorada em estudos acadêmicos.
Recomendamos a leitura do Capítulo 1 "Fundamentação Teórica", da dissertação de mestrado de
D. H. S. Fonseca, intitulada Ferramentas de comunicação relacional e o CRM na promoção da
satisfação e fidelização de clientes. Nesse capítulo, disponível nas páginas 4 a 24, o autor
explora os conceitos fundamentais de comunicação relacional e Customer Relationship
Management (CRM), oferecendo uma base sólida para compreender como essas ferramentas
são aplicadas para aumentar a satisfação e a fidelização de clientes. Essa leitura é essencial
para quem deseja aprofundar seus conhecimentos em estratégias de relacionamento com o
cliente e gestão de CRM.
Referências
CÂNDIDO, . A Feedback e comunicação: como promover diálogos produtivos. São Paulo: Atlas,
2016.
FERNANDES, C. A escuta e o diálogo na comunicação humana. São Paulo: Summus Editorial,
2004.
FERRARI, P. Hipertexto, hipermídia: as novas ferramentas da comunicação digital. São Paulo:
Contexto, 2007.
FISCHER, . A. Comunicação, conflito e negociação. São Paulo: Editora Gente, 2008.
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788572448819/
https://periodicos.ufsc.br/index.php/workingpapers/article/view/1984-8420.2020v21n1p197/43859
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https://ubibliorum.ubi.pt/entities/publication/47cd0664-0667-414c-9748-2a87e061ccff
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KNAPP, . L.; HALL, J. A. Comunicação não verbal na interação humana. 6. ed. São Paulo: Martins
Fontes, 2016.
KOCH, . G. V. As tramas do texto. São Paulo: Lucerna, 2008.
KYRILLOS, .; SARDENBERG, C. A.; GODOY, CComunicação e liderança: volume 2. São Paulo, SP:
Contexto, 2024.
MAINGUENEAU, D. A análise do discurso. 2. ed. São Paulo: Contexto, 1996.
MARCUSCHI, . A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização na escola. São Paulo:
Cortez, 2001.
MATOS, . R. Construção de relacionamentos e comunicação efetiva. Rio de Janeiro: Elsevier,
2014.
MAXIMIANO, . C. A. Comportamento organizacional: comunicação e assertividade. São Paulo:
Atlas, 2012.
ROJO, R. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. 2. ed. São Paulo: Parábola Editorial,
2012.
SANTAELLA, L. Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo. São Paulo: Paulus,
2013.
SANTOS, A. C. dos. Teoria da comunicação. 1. ed. São Paulo: Contentus, 2020. E-book.
Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 26 ago. 2024.
SCHIFFRIN, D. Discourse Markers. Cambridge: Cambridge University Press, 1987. 
SOUZA, .A. de. Negociação e persuasão: estratégias e táticas para a comunicação eficaz. São
Paulo: Saraiva, 2013.
VOLOCHÍNOV, V. Marxismo e filosofia da linguagem. 4. ed. São Paulo: Hucitec, 2017.
WATZLAWICK, .; BEAVIN, J. H.; JACKSON, D. D. A pragmática da comunicação humana: um
estudo dos processos de interação. 3. ed. São Paulo: Cultrix, 2006.
Aula 5
Encerramento da Unidade
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Videoaula de Encerramento
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Dica para você
Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua
aprendizagem ainda mais completa.
Olá, estudante! Nesta videoaula, você vai aprofundar seus conhecimentos sobre os fundamentos
da comunicação, explorando a linguagem verbal, não verbal e multimodal, além da coesão e
coerência na construçãode textos. Esses conteúdos são essenciais para sua vida acadêmica e
para a prática profissional, pois irão aprimorar suas habilidades de comunicação, garantindo
clareza e eficácia na troca de mensagens em diversos contextos. Prepare-se para aplicar esse
conhecimento no seu dia a dia! Vamos juntos nessa jornada!
Ponto de Chegada
Olá, estudante! Ao concluir esta unidade da disciplina “Comunicação e Linguagem”, é importante
refletir sobre a competência desenvolvida ao longo deste curso: “Analisar os fundamentos da
comunicação, compreendendo e diferenciando as funções da linguagem, tipos de linguagem
(verbal, não verbal e multimodal) e a estrutura dos gêneros discursivos, aplicando esse
conhecimento na construção de textos coesos e coerentes em diversos contextos”.
Nessa jornada, você se aprofundou em conceitos essenciais que são a base para uma
compreensão sólida da comunicação. Começamos com a introdução aos fundamentos da
comunicação, onde você explorou conceitos-chave, como a linguagem verbal, não verbal e
multimodal, e as funções da linguagem. Entender essas funções e modalidades é crucial para
analisar como as mensagens são transmitidas e interpretadas em diferentes contextos.
Avançando para a construção textual, você aprendeu sobre coesão e coerência e a importância
dos articuladores textuais na estruturação de textos claros e organizados. A habilidade de criar
textos coesos e coerentes é fundamental para garantir que a comunicação seja eficaz e que o
leitor compreenda a mensagem de maneira precisa.
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A exploração dos gêneros discursivos e textuais ofereceu uma visão sobre as diferentes formas
de comunicação, tanto orais quanto escritas, e como esses gêneros se adaptam às suas
finalidades e contextos específicos. Ao estudar as características dos gêneros multimodais, você
entendeu como a combinação de diferentes modos de comunicação pode enriquecer a
mensagem e atender a diversas necessidades discursivas.
Na parte sobre comunicação relacional e interpessoal, você desenvolveu habilidades práticas
para melhorar suas interações comunicativas. O uso de organizadores textuais e marcadores
discursivos foi abordado para ajudar a estruturar a comunicação de forma eficaz, promovendo
clareza e compreensão nas interações pessoais e profissionais.
À medida que refletimos sobre o conteúdo estudado, é evidente que o desenvolvimento de uma
compreensão profunda da comunicação e da linguagem não apenas enriqueça sua capacidade
de análise textual, mas também melhora suas habilidades de comunicação em diversos
contextos. A competência adquirida permitirá a você interpretar e construir mensagens de forma
eficaz, ajustando-se a diferentes gêneros e situações comunicativas.
O conhecimento dos fundamentos da comunicação, a habilidade de criar textos coesos e
coerentes e a compreensão das diferenças entre gêneros discursivos são habilidades essenciais
que serão valiosas em sua vida acadêmica e profissional. Essas competências facilitam a
adaptação a diferentes contextos comunicativos e a expressão clara de ideias e intenções.
Mediante o exposto, prossiga desenvolvendo, ainda mais, as habilidades e os conhecimentos
adquiridos, enriquecendo sua capacidade de se comunicar de forma eficaz e apropriada em
diversos contextos.
É Hora de Praticar!
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para assistir mesmo sem conexão à internet.
Mariana é gerente de uma equipe de marketing em uma grande empresa de tecnologia.
Recentemente, dois membros de sua equipe, João e Ana, entraram em um conflito devido a
divergências sobre a melhor abordagem para uma campanha publicitária. João acredita que a
campanha deve seguir uma linha mais tradicional, focando em mídias impressas e televisão,
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enquanto Ana defende uma abordagem digital inovadora, utilizando redes sociais e
influenciadores.
O conflito entre João e Ana começou a afetar o clima da equipe, com outros membros se
posicionando a favor de um ou de outro. Mariana percebeu que o problema estava prejudicando
a produtividade e a colaboração dentro da equipe. Ela decidiu intervir para mediar a situação e
buscar uma solução que atendesse aos interesses de todos.
Ao reunir João e Ana para uma conversa, Mariana precisou utilizar suas habilidades de
comunicação relacional para gerenciar o conflito de forma eficaz. Ela sabia que precisaria ser
empática, ouvir atentamente os pontos de vista de ambos e encontrar uma forma de conciliar as
diferenças, mantendo o foco nos objetivos da empresa.
Diante dessa situação, reflita sobre as habilidades de comunicação relacional que Mariana pode
utilizar para mediar o conflito entre João e Ana. Quais estratégias de escuta ativa, empatia,
assertividade e negociação ela pode aplicar para garantir que a equipe volte a trabalhar de forma
harmoniosa e produtiva? Se você fosse Mariana, como conduziria essa mediação para garantir
que ambos os lados se sintam ouvidos e respeitados e para que o conflito seja resolvido de
maneira construtiva?
Objetivando promover uma reflexão sobre como os conceitos e as habilidades adquiridos na
unidade da disciplina de "Comunicação, Ciência a Tecnologia", juntos, vamos refletir sobre:
Como as habilidades desenvolvidas na comunicação relacional, textuais e marcadores
discursivos, podem influenciar suas interações e negociações no ambiente de trabalho?
Diante da situação de conflito na equipe de marketing, Mariana precisará utilizar várias
habilidades de comunicação relacional para mediar a situação de forma eficaz. Aqui está uma
análise detalhada de como ela pode aplicar essas habilidades:
1. Escuta ativa: Mariana deve começar a reunião ouvindo atentamente tanto João quanto Ana.
Ela precisa garantir que ambos tenham a oportunidade de expressar suas opiniões sem
interrupções. Durante a escuta, Mariana deve prestar atenção ao que está sendo dito, ao
tom de voz e à linguagem corporal dos dois, demonstrando que está genuinamente
interessada em entender suas perspectivas.
2. Empatia: Mariana deve mostrar que entende as preocupações de ambos. Ao reconhecer os
sentimentos de João e Ana, ela pode expressar empatia dizendo algo como: "Eu entendo
que essa campanha é importante para vocês e que cada um tem uma visão forte sobre a
melhor abordagem. Quero que saibam que valorizo suas opiniões".
3. Feedback construtivo: durante a conversa, Mariana pode oferecer feedback construtivo ao
destacar os pontos fortes de ambas as abordagens. Ela pode dizer a João que a sua
experiência em campanhas tradicionais é valiosa, enquanto ressalta que a visão inovadora
de Ana pode trazer novos resultados para a empresa. Ela deve evitar criticar diretamente
qualquer um dos lados e, em vez disso, focar no potencial de crescimento e aprendizado
que a situação oferece.
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4. Assertividade: Mariana deve ser clara e direta ao expor suas expectativas para a resolução
do conflito. Ela pode afirmar: "Precisamos chegar a um consenso que beneficie a
campanha e a empresa como um todo. Vamos encontrar uma solução que combine o
melhor das duas abordagens".
5. Resolução de conflitos: para mediar o conflito, Mariana pode propor uma solução
colaborativa, como combinar elementos das duas propostas. Ela pode sugerir a realização
de uma campanha que utilize tanto mídia tradicional quanto digital, explorando os pontos
fortes das duas estratégias. Ao fazer isso, ela promove uma solução onde ambos os lados
contribuem e se sentem valorizados.
6. Comunicação não verbal: durante a mediação, Mariana deve utilizar uma linguagem
corporal aberta e receptiva. Manter contato visual, acenar com a cabeça e adotar uma
postura relaxada pode ajudar a criar um ambiente de confiança e respeito.
7. Construção de relacionamentos: Mariana deve reforçar a importância do trabalho em
equipe e da colaboração para alcançaro sucesso. Ela pode lembrar João e Ana de que,
apesar das diferenças, eles têm um objetivo comum: criar a melhor campanha possível
para a empresa.
8. Negociação e persuasão: Mariana pode negociar um meio-termo que incorpore aspectos
das duas abordagens. Ela pode persuadir ambos os lados a cederem um pouco em suas
posições para chegar a uma solução que seja vantajosa para a empresa e mantenha a
harmonia na equipe.
Sintetizando, Mariana deveria conduzir a mediação com foco na colaboração e no respeito
mútuo. Após ouvir as preocupações de ambos, ela deveria propor uma solução que combine as
duas abordagens, garantindo que João e Ana se sintam ouvidos e que suas contribuições sejam
reconhecidas. Isso não só resolveria o conflito, mas também fortaleceria os laços dentro da
equipe e promoveria um ambiente de trabalho mais coeso e produtivo.
Na imagem a seguir, você encontrará um esquema visual que ilustra as principais habilidades de
comunicação relacional, centrado na ideia de "Comunicação Relacional". No centro da imagem, o
termo "Comunicação Relacional" está destacado, simbolizando o núcleo das interações
humanas eficazes.
À esquerda, uma seta direciona para as habilidades relacionadas à comunicação assertiva e
empática:
Escuta ativa: importância de ouvir com atenção e compreender o outro.
Empatia: habilidade de se colocar no lugar do outro, entendendo suas emoções e perspectivas.
Feedback construtivo: oferecer críticas e sugestões de forma a promover o crescimento e o
desenvolvimento pessoal.
Assertividade: capacidade de expressar opiniões e sentimentos de forma clara e direta,
mantendo o respeito mútuo.
À direita, outra seta aponta para as competências voltadas para a resolução de conflitos e
construção de relacionamentos:
Resolução de conflitos: estratégias para mediar e solucionar desentendimentos de forma
colaborativa.
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Comunicação não verbal: uso eficaz de gestos, expressões faciais e posturas para reforçar a
comunicação verbal.
Construção de relacionamentos: criação e manutenção de conexões positivas e confiáveis com
outras pessoas.
Negociação e persuasão: habilidades para influenciar e convencer de maneira ética e respeitosa.
Esta imagem serve como um guia visual para entender como essas habilidades se inter-
relacionam e contribuem para uma comunicação eficaz em diferentes contextos.
Desejamos que este objeto de aprendizagem instigue você a finalizar seus estudos desta
unidade, compreendendo que as ações comunicativas serão úteis tanto na esfera acadêmica
como no mundo do trabalho.
Até a próxima unidade!
Figura 1 | Habilidades de comunicação relacional. Fonte: elaborada pela autora.
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. 5. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
CÂNDIDO, M. A. Feedback e comunicação: como promover diálogos produtivos. São Paulo: Atlas,
2016.
FERNANDES, C. A escuta e o diálogo na comunicação humana. São Paulo: Summus Editorial,
2004.
FERRARI, P. Hipertexto, hipermídia: as novas ferramentas da comunicação digital. São Paulo:
Contexto, 2007.
FISCHER, T. A. Comunicação, conflito e negociação. São Paulo: Editora Gente, 2008.
KNAPP, M. L.; HALL, J. A. Comunicação não verbal na interação humana. 6. ed. São Paulo:
Martins Fontes, 2016.
KYRILLOS, L.; SARDENBERG, C. A.; GODOY, C. Comunicação e liderança: volume 2. São Paulo, SP:
Contexto, 2024.
KOCH, I. G. V. A coesão textual. 19. ed. São Paulo: Contexto, 2019.
MARCUSCHI, L. A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização na escola. São Paulo:
Cortez, 2001.
MATOS, F. R. Construção de relacionamentos e comunicação efetiva. Rio de Janeiro: Elsevier,
2014.
MAXIMIANO, A. C. A. Comportamento organizacional: comunicação e assertividade. São Paulo:
Atlas, 2012.
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TECNOLOGIA
MILL, D. (org.). Dicionário crítico de educação e tecnologias e de educação a distância.
Campinas: Papirus, 2018.
ROJO, R. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. 2. ed. São Paulo: Parábola Editorial,
2012.
SANTAELLA, L. Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo. São Paulo: Paulus,
2013.
SANTOS, A. C. dos. Teoria da comunicação. 1. ed. São Paulo: Contentus, 2020. E-book.
Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 26 ago. 2024.
SOUZA, R. A. de. Negociação e persuasão: estratégias e táticas para a comunicação eficaz. São
Paulo: Saraiva, 2013.
VOLOCHÍNOV, V. Marxismo e filosofia da linguagem. 4. ed. São Paulo: Hucitec, 2017.
WATZLAWICK, P.; BEAVIN, J. H.; JACKSON, D. D. A pragmática da comunicação humana: um
estudo dos processos de interação. 3. ed. São Paulo: Cultrix, 2006.
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https://plataforma.bvirtual.com.br/garantindo assim
uma comunicação eficaz.
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Díaz Bordenave (1982) também enfatiza a importância do contexto na comunicação. Ele
argumenta que o significado de uma mensagem não pode ser totalmente compreendido fora do
contexto em que é emitida e recebida. O contexto inclui não apenas o ambiente físico, mas
também o contexto cultural, social e emocional dos participantes. Assim, o mesmo conteúdo
pode ter significados diferentes dependendo das situações e das percepções dos indivíduos e
das circunstâncias envolvidas.
Outro ponto importante abordado pelo autor é a noção de que a comunicação é uma ferramenta
poderosa para a construção e manutenção das relações sociais. Através da comunicação, as
pessoas estabelecem vínculos, negociam identidades e criam consensos. Em um nível mais
amplo, a comunicação é essencial para o funcionamento de instituições e sociedades,
facilitando a cooperação e a coordenação de ações coletivas.
Outro autor relevante para dialogarmos sobre a comunicação e a interação é Mikhail Bakhtin. Em
sua obra Estética da criação verbal, Bakhtin (2010) aborda a comunicação e a interação de uma
forma profunda e inovadora, destacando a importância da dialogicidade na construção do
significado. Para Bakhtin (2010), a comunicação não é um ato isolado, mas um processo
dinâmico e interativo, em que a interação entre diferentes vozes e perspectivas é fundamental
para a criação de sentidos.
Principais pontos sobre comunicação e interação em Bakhtin:
1. Dialogicidade: Bakhtin introduz o conceito de "dialogicidade" para descrever a natureza
interativa e dialogal da comunicação. Ele argumenta que o discurso é sempre um diálogo,
envolvendo uma multiplicidade de vozes e pontos de vista. Cada ato de comunicação é
uma interação entre diferentes perspectivas, que contribuem para a construção do
significado.
2. Polifonia: em seus estudos, Bakhtin também explora a ideia de "polifonia", referindo-se à
coexistência de múltiplas vozes e opiniões dentro de um texto ou discurso. Ele vê a
polifonia como um reflexo da complexidade das interações humanas, em que as diferentes
vozes não são simplesmente sobrepostas, mas interagem e se entrelaçam, criando um
campo rico de significações.
3. Heteroglossia: outro conceito central é o de "heteroglossia", que se refere à diversidade de
estilos e formas de discurso presentes em qualquer comunicação. Bakhtin argumenta que
a linguagem é cheia de diferentes formas de expressão e que essas formas variam de
acordo com os contextos sociais e culturais. A interação entre essas formas linguísticas
enriquece a comunicação e a compreensão.
4. Responsividade: Bakhtin também enfatiza que o discurso é sempre responsivo, isto é, ele
responde a outros discursos e contextos. A comunicação é, portanto, um processo
contínuo de resposta e adaptação, em que cada ato comunicativo é uma resposta a
interações passadas e um convite para futuras interações.
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5. Contexto social e histórico: para Bakhtin, o contexto social e histórico desempenha um
papel crucial na comunicação. Ele acredita que o significado é construído não apenas pelas
palavras e estruturas linguísticas, mas também pelo contexto cultural e social em que a
comunicação ocorre. A interação entre o contexto e o discurso molda a compreensão e o
significado.
Em resumo, Bakhtin vê a comunicação como um processo interativo e dialogal, em que múltiplas
vozes e contextos se encontram para criar significados dinâmicos e multifacetados. Sua análise
destaca a importância da interação e da diversidade na construção do discurso e na
compreensão do significado.
Com a crescente integração das novas mídias na vida cotidiana, as dinâmicas comunicativas
estão em constante transformação. Díaz Bordenave (1982) destaca que, embora as tecnologias
digitais ofereçam oportunidades inéditas para o compartilhamento de informações, elas também
introduzem desafios significativos, como a privacidade, a sobrecarga informacional e a
fragmentação das interações. Esses desafios podem impactar a eficácia da comunicação e a
construção de consensos, dificultando a compreensão mútua.
Nesse contexto, é fundamental compreender que os atos de comunicação não se limitam à
simples troca de mensagens, mas envolvem um ciclo complexo de interpretação e feedback
entre emissor e receptor. Os atos comunicativos, que vão desde interações cotidianas até trocas
mais elaboradas em plataformas digitais, ilustram a natureza interativa, contextual e social da
comunicação. Assim, ao explorar esses aspectos, podemos aprimorar nossas práticas
comunicativas e enfrentar os desafios de um mundo cada vez mais interconectado e mediado
por tecnologias.
Os atos de comunicação são as ações concretas através das quais indivíduos trocam
informações e significados. Esses atos envolvem não apenas a transmissão de uma mensagem,
mas também a interpretação e o feedback, formando um ciclo de interação entre emissor e
receptor. O conceito abrange uma ampla gama de comportamentos e contextos, desde simples
conversas cotidianas até complexas interações digitais.
De acordo com Díaz Bordenave (1982), os atos de comunicação referem-se a qualquer ação que
tenha como objetivo a troca de significados entre indivíduos. Esses atos ocorrem de várias
formas e em diferentes contextos e são fundamentais para o estabelecimento e a manutenção
das relações interpessoais e sociais. Vejamos alguns exemplos de atos de comunicação:
Atos de comunicação  Exemplos 
Fala e conversação  Duas pessoas conversando em uma cafeteria
sobre seus planos para o final de semana. 
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Escrita  Um e-mail enviado a um colega de trabalho
para discutir o andamento de um projeto. 
Comunicação não verbal 
Um olhar de desaprovação durante uma
reunião, que comunica discordância sem o uso
de palavras. 
Comunicação digital 
Uma pessoa enviando uma mensagem de
texto para confirmar uma reunião via
WhatsApp. 
Comunicação corporal 
Durante uma apresentação, o palestrante
utiliza gestos para enfatizar pontos
importantes e manter a atenção do público. 
Tabela 1 | Atos de comunicação. Fonte: adaptada de Díaz Bordenave (1982). 
Mediante o exposto, vemos que os atos de comunicação são essenciais porque permitem a
troca de informações, a resolução de problemas e a construção de relacionamentos. Eles são o
meio pelo qual compartilhamos conhecimentos, expressamos emoções e coordenamos
atividades. Além disso, a compreensão eficaz dos atos de comunicação pode melhorar a
qualidade das interações interpessoais e profissionais, reduzindo mal-entendidos e promovendo
uma colaboração mais eficiente. 
Linguagem verbal, não verbal e multimodal
 
A comunicação é um processo complexo que envolve diferentes formas de linguagem. Para
entender melhor como nos comunicamos no dia a dia, é essencial explorar três tipos principais
de linguagem: verbal, não verbal e multimodal. Cada uma dessas formas de linguagem
desempenha um papel único na transmissão de informações e na interação humana. Vejamos
algumas definições:
A linguagem verbal refere-se à comunicação que ocorre através de palavras, seja na forma falada
ou escrita. Ela é a forma mais explícita de comunicação, na qual os significados são transmitidos
através de vocabulário, gramática e sintaxe (Fiorin, 2010; Marcuschi, 2001). Na comunicação, a
escolha das palavras, a gramática e a clareza são fundamentais para garantir que a mensagem
seja compreendida corretamente.
Exemplo prático:
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Falada: uma reunião de trabalho onde os membros da equipe discutem o progresso de um
projeto.
Escrita: um artigo acadêmico que apresenta uma pesquisa sobre a importância da
comunicação nas organizações.
A linguagem não verbal envolve a comunicação sem o uso de palavras. Inclui gestos, expressões
faciais, postura, movimento corporal, contato visual, entonação e outros elementos que
transmitem significados. Estudos mostram que grandeparte da comunicação interpessoal é não
verbal, o que torna essencial para profissionais de todas as áreas entender e interpretar essas
nuances (Fiorin, 2010; Marcuschi, 2001). 
Exemplo prático:
Gestos: um palestrante que utiliza gestos com as mãos para enfatizar pontos importantes
durante uma apresentação.
Expressão facial: um professor que sorri enquanto explica um conceito difícil, transmitindo
empatia e apoio aos estudantes. 
A linguagem multimodal integra múltiplas formas de comunicação simultaneamente,
combinando elementos verbais e não verbais. Isso pode incluir texto, imagem, som, vídeo e
gestos, criando uma comunicação mais rica e eficaz (Fiorin, 2010; Marcuschi, 200; Rojo, 2012). 
Exemplo prático:
Apresentação em PowerPoint: uma apresentação que combina texto, gráficos e vídeos para
ilustrar um relatório de vendas anual.
Redes sociais: um post no Instagram que usa uma imagem atraente acompanhada de uma
legenda descritiva e emojis, para comunicar uma mensagem de maneira impactante.
Linguagem  Definição  Exemplo prático 
Verbal (falada e escrita) 
Comunicação que pode ser
estruturada por meio da
palavra, seja falada ou escrita. 
Falada: discussão em uma
reunião de trabalho. 
Escrita: artigo acadêmico. 
Não verbal (gestos,
expressões faciais) 
Comunicação através de
movimentos corporais,
expressões faciais, etc. 
Gestos com a mão em uma
apresentação, sorrisos de um
professor ao apresentar um
conceito. 
Multimodal  Combinação de diferentes
formas de comunicação. 
Apresentação em PowerPoint
com texto, gráficos e vídeos. 
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Tabela 2 | Resumo dos tipos de linguagem. Fonte: adaptada de Fiorin (2010), Marcuschi (2001) e
Rojo (2012). 
Esses diferentes tipos de linguagem ilustram como a comunicação pode ser rica e multifacetada,
envolvendo mais do que apenas palavras. Ao mudar o foco para funções da linguagem,
examinaremos como essas formas de comunicação influenciam e são integradas na produção
dos sentidos da comunicação presentes nos textos.
Siga em Frente...
Funções da linguagem
Vamos pensar juntos sobre como nos comunicamos no dia a dia. Quando você manda uma
mensagem para um amigo, conversa com um professor ou até mesmo lê um livro, vários
elementos entram em ação para que a comunicação aconteça de forma eficaz. Esses elementos
são como as engrenagens de uma máquina: cada um tem sua função, mas todos trabalham
juntos para que a mensagem seja compreendida (Jakobson, 1987). Conhecer esses elementos é
essencial para entender como a comunicação se dá em diferentes contextos, seja na sala de
aula, no trabalho ou nas interações cotidianas. Os elementos da comunicação são: Emissor,
Receptor, Mensagem, Canal, Código e Contexto. Vejamos cada um deles.
Emissor: é a pessoa ou entidade que cria e envia a mensagem. O emissor é responsável por
escolher as palavras, o tom e a forma como a mensagem será transmitida. Exemplo: quando um
professor explica um conceito, ele é o emissor.
Receptor: é a pessoa ou o grupo que recebe e interpreta a mensagem. O receptor decodifica a
mensagem de acordo com seu entendimento e contexto. Exemplo: um estudante que escuta a
explicação do professor é o receptor.
Mensagem: é o conteúdo que está sendo transmitido. A mensagem pode ser uma ideia, uma
informação, um sentimento, entre outros. Exemplo: a explicação do professor sobre um conceito
específico é a mensagem.
Canal: é o meio pelo qual a mensagem é enviada e recebida. Pode ser verbal, escrito, visual,
auditivo, entre outros. Exemplo: uma aula presencial usa a fala e o quadro como canais de
comunicação.
Código: é o conjunto de sinais ou símbolos usados para criar a mensagem. Esse código precisa
ser conhecido tanto pelo emissor quanto pelo receptor para que a comunicação seja eficaz.
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Exemplo: a língua portuguesa é o código usado na comunicação entre um professor e seus
estudantes.
Contexto (Referente): é o ambiente ou a situação em que a comunicação ocorre. O contexto
influencia a interpretação da mensagem. Exemplo: o contexto de uma aula universitária pode ser
formal, afetando o modo como o professor se comunica com os estudantes.
Figura 2 | Elementos da comunicação. Fonte: adaptada de Jakobson (1987). 
 Agora que entendemos os elementos básicos que compõem o processo de comunicação, é hora
de explorar as funções da linguagem, que nos ajudam a compreender como esses elementos
são utilizados de diferentes maneiras para alcançar diversos objetivos na comunicação. Cada
função da linguagem destaca um aspecto particular do processo comunicativo, mostrando como
a linguagem pode ser usada para informar, expressar sentimentos, influenciar, entre outras
coisas. Vamos, então, aprofundar nosso entendimento dessas funções e estudar como elas se
manifestam no nosso dia a dia.
Roman Jakobson, um linguista e teórico da comunicação, identificou seis funções principais da
linguagem: Função Referencial, Função Emotiva ou Expressiva, Função Conativa ou Apelativa,
Função Fática, Função Metalinguística, Função Poética. Cada uma associada a diferentes
aspectos da comunicação e ao papel que a linguagem desempenha em uma mensagem,
ajudando, assim, a entender os diferentes propósitos da comunicação e como a linguagem pode
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ser usada de maneiras variadas para atender a diferentes necessidades e contextos. Vejamos
cada uma delas. 
1. Função Referencial ou Informativa: focada na informação que está sendo transmitida.
- Exemplo: quando dizemos "Hoje é sexta-feira", estamos apenas passando uma
informação. A mensagem está centrada no conteúdo.
- Usos comuns: noticiários, textos científicos, relatórios.
2. Função Emotiva ou Expressiva: centrada no emissor e na expressão de sentimentos ou
emoções.
- Exemplo: "Estou tão feliz hoje!". Aqui, a importância está em como o emissor se sente.
- Usos comuns: diários pessoais, discursos emocionais, conversas pessoais.
3. Função Apelativa ou Conativa: direcionada ao receptor e busca influenciar o
comportamento ou a ação do ouvinte.
- Exemplo: "Por favor, feche a porta.". Essa função visa provocar uma resposta ou ação.
- Usos comuns: publicidade, comandos, pedidos, ordens.
4. Função Fática: voltada para o canal de comunicação, sua principal função é iniciar, manter
ou encerrar uma conversa.
- Exemplo: "Alô? Está me ouvindo?". Aqui, o foco é verificar se o canal de comunicação está
funcionando.
- Usos comuns: cumprimentos, despedidas, verificações de som ou sinal.
5. Função Metalinguística: refere-se ao código da linguagem, ou seja, usa a própria linguagem
para explicar algo sobre ela mesma.
- Exemplo: "A palavra 'gato' se refere a um felino.". Aqui, a linguagem explica a si mesma.
- Usos comuns: dicionários, gramáticas, explicações sobre o significado das palavras.
6. Função Poética: centrada na mensagem e na forma como ela é transmitida, valorizando o
estilo e a estética da linguagem.
- Exemplo: "O amor é fogo que arde sem se ver." (Camões). Aqui, a atenção está na beleza e
na forma das palavras.
- Usos comuns: poesia, músicas, slogans publicitários. 
Cada função da linguagem é usada para um propósito específico na comunicação. Entender
essas funções ajuda a identificar a intenção por trás das palavras e a usar a linguagem de
maneira mais eficaz, dependendo do contexto e do objetivo comunicacional (Jakobson, 1987).
Agora, vamos refletir juntos sobre como a linguagem desempenha diferentes funções
dependendo do contexto em que é utilizada. Cada função da linguagem tem um propósito
específico e é aplicada em situações distintas do nosso cotidiano, seja ao ler uma notícia,
assistir a uma propaganda ou até mesmo quando conversamos com alguém no elevador. Para
facilitar nosso entendimento, observe a tabela a seguir, pois correlaciona as funções da
linguagem com exemplos práticos de seu uso. Isso nos ajudará a reconhecer essas funções em
diferentes contextos de uso real.
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Funções da linguagem  Contextosde aplicação 
Referencial  Notícias, reportagens, verbetes
enciclopédicos. 
Emotiva 
Diários, cartas pessoais, postagens em redes
sociais, textos que expressam sentimentos e
emoções pessoais. 
Apelativa  Propagandas, ordens, instruções, discursos
persuasivos. 
Fática  Conversas cotidianas, saudações, checagem
de comunicação ("Alô?", "Está me ouvindo?"). 
Metalinguística  Explicações gramaticais, definições de termos,
discussões sobre a linguagem. 
Poética  Poesia, slogans publicitários, textos literários e
artísticos. 
Tabela 3 | Contexto de aplicação das funções da linguagem. Fonte: adaptada de Jakobson
(1987). 
Estudante, você pode pensar em outros exemplos que se encaixam em cada uma dessas
funções? Que tal refletir sobre como você mesmo utiliza essas funções em diferentes
momentos, seja em um e-mail formal, uma conversa entre amigos ou ao criar um post nas redes
sociais? Entender essas funções nos permite não apenas melhorar nossa comunicação, mas
também interpretar com mais clareza as mensagens que recebemos.
Vamos Exercitar?
Caro estudante, ao longo desta unidade, embarcamos em uma jornada essencial pela Introdução
à Comunicação, explorando seus conceitos fundamentais e as diversas formas pelas quais ela
se manifesta em nossas vidas. Começamos desvendando os conceitos-chave da comunicação,
compreendendo como a troca de informações é muito mais do que simplesmente palavras,
envolvendo intenções, contextos e interpretações que dão sentido ao que comunicamos.
Aprofundamos nosso estudo sobre a linguagem verbal, não verbal e multimodal, entendendo que
a comunicação vai além do texto e da fala. Percebemos como gestos, expressões faciais,
imagens e sons compõem uma teia rica e complexa, em que cada elemento tem seu papel na
construção do significado. Analisamos, ainda, as funções da linguagem – referencial, emotiva,
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conativa, fática, metalinguística e poética – e como elas operam em diferentes situações para
criar efeitos específicos e direcionar a comunicação.
Ao concluir esta unidade, você teve a oportunidade de refletir sobre a importância de cada
elemento que compõe a comunicação e como eles interagem para formar uma mensagem clara
e eficaz. Essas habilidades são essenciais não apenas para o entendimento teórico, mas
também para a aplicação prática em diversas áreas, desde a vida cotidiana até o ambiente
profissional.
Esperamos que os conhecimentos adquiridos aqui sirvam como base sólida para suas futuras
explorações no campo da comunicação, permitindo que você aplique essas ferramentas de
maneira crítica e criativa em sua trajetória acadêmica e profissional. Estamos confiantes de que,
com essa base, você estará preparado para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades
que surgirem em sua jornada.
Saiba mais
Indicamos a leitura das páginas 1 a 11 do livro Neurocomunicação e comunicação não verbal
aplicada à gestão de pessoas, de Luciléia Silveira dos Santos Godoi. Nessas páginas iniciais, a
autora aborda conceitos fundamentais, como a definição de comunicação e a importância da
comunicação não verbal no contexto organizacional. Essa leitura é essencial para entender como
a comunicação não verbal influencia as interações no ambiente de trabalho e como ela pode ser
aplicada de forma estratégica na gestão de pessoas, contribuindo para a melhoria das relações
interpessoais e o sucesso organizacional.
Estudante, proceda a leitura das páginas 22 a 25 do livro Discurso e narrativa política, de Manon
Garcia. Nessas páginas, a autora explora os elementos essenciais da comunicação e as funções
da linguagem, oferecendo uma análise detalhada de como esses conceitos são aplicados no
discurso político. A leitura é fundamental para aprofundar a compreensão dos mecanismos que
sustentam a comunicação política e como eles são utilizados para moldar narrativas e
influenciar a opinião pública. Este conteúdo será especialmente útil para aqueles que desejam
entender o papel da linguagem nas estratégias políticas contemporâneas.
Recomendamos a leitura das páginas 24 a 31 do livro A linguagem da propaganda, de Antônio
Sandmann. Nesse trecho, o autor discute as funções apelativa e estética da linguagem,
destacando como elas são empregadas de maneira eficaz na propaganda para persuadir e
engajar o público. A análise oferecida por Sandmann é crucial para entender como os elementos
linguísticos são utilizados na criação de mensagens publicitárias que capturam a atenção e
influenciam as emoções dos consumidores. Esta leitura será especialmente útil para quem
busca aprimorar suas habilidades na interpretação e criação de textos publicitários.
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Referências
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. 5. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
DÍAZ BORDENAVE, J. E. O que é comunicação? São Paulo: Brasiliense, 1982.
FERRARI, P. Hipertexto, hipermídia: as novas ferramentas da comunicação digital. São Paulo:
Contexto, 2007.
FIORIN, J. L. Para entender o texto. São Paulo: Ática: 2002.
KYRILLOS, L.; SARDENBERG, C. A.; GODOY, C. Comunicação e liderança: volume 2. São Paulo, SP:
Contexto, 2024.
KOCH, I. G. V. A coesão textual. 19. ed. São Paulo: Contexto, 2019.
LASSWELL, H. D. A estrutura e a função da comunicação na sociedade. In: BRYSON, L. (org.). A
comunicação das ideias. São Paulo: Edições 34, 1983. p. 37-51.
MARCUSCHI, L. A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização na escola. São Paulo:
Cortez, 2001.
ORLANDI, E. P. As formas do silêncio: no movimento dos sentidos. São Paulo: Editora Unicamp,
2007.
ROJO, R. Pedagogia dos multiletramentos: diversidade cultural e de linguagens na escola. In:
ROJO, R.; MOURA, E. (orgs.) Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola Editorial, 2012.
SANTOS, A. C. dos. Teoria da comunicação. 1. ed. São Paulo: Contentus, 2020. E-book.
Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 26 ago. 2024.
WATZLAWICK, P.; BEAVIN, J. H.; JACKSON, D. D. A pragmática da comunicação humana: um
estudo dos processos de interação. 3. ed. São Paulo: Cultrix, 2006. 
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos
superiores. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
Aula 2
Comunicação e a Construção Textual
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Comunicação e a Construção Textual
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Dica para você
Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua
aprendizagem ainda mais completa.
Olá, estudante!
Seja bem-vindo a mais uma etapa do nosso aprendizado em comunicação! Nesta videoaula,
vamos nos aprofundar em elementos essenciais para a produção de textos claros e bem
organizados: a coesão e a coerência. Vamos entender como esses conceitos estruturam nossos
textos e garantem que a mensagem seja transmitida de forma clara e eficaz.
Além disso, exploraremos os articuladores textuais, que funcionam como conexões vitais entre
as ideias, mantendo a fluidez e a lógica da comunicação escrita. E, para fechar com chave de
ouro, aplicaremos esses conhecimentos na prática, estruturando textos coesos e coerentes –
habilidades indispensáveis para qualquer contexto profissional. Vamos juntos nessa jornada de
aprendizado e aperfeiçoamento? Estou ansioso para compartilhar este conteúdo com você.
Vamos começar!
Ponto de Partida
Olá, desejamos boas-vindas!
Com grande entusiasmo, iniciamos nossa jornada para explorar elementos cruciais da escrita
eficaz e da comunicação clara: a coesão e a coerência. Nesta aula, vamos mergulhar no conceito
de coesão, que une as ideias de um texto de forma harmoniosa,e na coerência, que assegura
que tudo faça sentido dentro do contexto. Também vamos desvendar o papel dos articuladores
textuais, aqueles elementos que conectam as partes do texto, garantindo fluidez e clareza na
comunicação.
Ao final deste estudo, você estará preparado para estruturar textos coesos e coerentes,
habilidades essenciais para sua vida acadêmica e profissional. Vamos embarcar juntos nessa
aventura de aprendizado? Estamos ansiosos para começar! Bons estudos! Vamos começar?
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Vamos Começar!
Conceito de coesão e coerência 
Estudante, você consegue distinguir coesão e coerência? Esses conceitos são essenciais para
escrever textos claros e eficazes.
Coesão refere-se à maneira como as partes do texto são conectadas por meio de elementos
linguísticos. Koch (2010, p. 18) destaca que a "coesão textual se refere a todos os processos de
organização que garantem (ou tornam recuperável) uma conexão linguística significativa entre
os elementos presentes na superfície do texto". Kleiman (2004, p. 48-49) complementa,
afirmando que a coesão é um conjunto de elementos que "criam conexões dentro do texto,"
desempenhando um papel essencial na relação entre as diferentes partes e contribuindo para a
formação de um significado global. Esses elementos coesivos incluem repetições, substituições,
pronominalizações e o uso de dêiticos. Eles ajudam a construir um cenário coeso com um
número restrito de elementos. Em resumo, a coesão refere-se à maneira como palavras, as
frases e os parágrafos estão conectados dentro do texto, sendo alcançada por meio do uso
eficaz de elementos linguísticos, como pronomes, conjunções, advérbios e repetições.
Coerência, por outro lado, está relacionada à forma como essas partes se integram para formar
um sentido global e coeso. Para entender melhor esses conceitos, imagine um iceberg flutuando
no oceano. Acima da superfície da água, você vê apenas uma pequena parte do iceberg,
enquanto a maior parte permanece oculta abaixo da água. Essa imagem ilustra bem a diferença
entre coesão e coerência textual. A coesão é como a parte visível do iceberg: envolve os
elementos linguísticos que conectam palavras e frases de maneira clara e direta, garantindo que
o texto flua bem e seja facilmente compreendido. Analisemos a imagem a seguir:
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Figura 1 | Iceberg. Fonte: Freepik.
No entanto, assim como a maior parte do iceberg está abaixo da superfície, a coerência é a base
invisível que dá sentido ao texto como um todo. A coerência assegura que todas as partes do
texto estejam logicamente conectadas e que as ideias se encaixem para formar uma mensagem
clara e consistente. Sem coerência, mesmo o texto mais coeso pode parecer desconexo e
desordenado, pois falta uma estrutura subjacente que mantenha o texto significativo.
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Diante disso, assim como um iceberg é composto tanto pela parte visível quanto pela submersa,
um texto eficaz depende tanto da coesão quanto da coerência. A coesão garante que as partes
do texto estejam corretamente conectadas através de elementos linguísticos, enquanto a
coerência assegura que essas partes se relacionem de maneira lógica e significativa. Para criar
um texto que seja tanto claro quanto compreensível, é crucial prestar atenção a ambos os
aspectos. A metáfora do iceberg nos ajuda a visualizar como a combinação da coesão visível e
da coerência subjacente é essencial para a construção de textos bem estruturados e
impactantes.
Resumo: Coesão é a parte visível do iceberg, representando as conexões diretas entre as
palavras e frases. Coerência é a parte submersa, que mantém a estrutura lógica e o sentido
global do texto.
Agora, dando prosseguimento, vamos explorar isso com exemplos de coesão adequada e
inadequada. Primeiro, vejamos um exemplo de coesão adequada: "O carro estava estacionado na
esquina. Ele pertencia a João". Nesse caso, a coesão é efetiva porque o pronome "ele" refere-se
claramente ao "carro", estabelecendo uma conexão lógica entre as duas frases. Em contraste,
considere este exemplo de coesão inadequada: "O carro estava estacionado na esquina. Maçãs
são uma fruta deliciosa". Aqui, a coesão falha porque a segunda frase não tem relação lógica
com a primeira, resultando em uma falta de fluidez e compreensão no texto. 
Esses exemplos demonstram a importância da coesão na união das partes do texto, que
constitui a microestrutura textual. Quando a coesão é bem aplicada, as ideias se conectam de
maneira lógica e fluida, tornando o texto mais claro e compreensível. Por outro lado, uma coesão
inadequada pode tornar o texto desconexo e fragmentado.
Sintetizando:
Coesão refere-se à forma como os elementos dentro de um texto estão conectados para
garantir uma leitura fluida e lógica. Ela é alcançada por meio do uso de elementos
linguísticos que ligam palavras, frases e parágrafos. Exemplos de elementos coesivos
incluem:
Pronomes: para evitar repetições (ex.: "O carro estava estacionado. Ele era azul").
Conjunções: para unir frases e ideias (ex.: "Além disso, a pesquisa foi concluída").
Advérbios: para indicar relações de tempo ou modo (ex.: "Recentemente, a situação
mudou").
Repetições: para reforçar ideias (ex.: "A tecnologia é essencial. A tecnologia transforma
nosso dia a dia").
Coerência, por outro lado, refere-se à integração lógica das ideias no texto, garantindo que
todas as partes se encaixem para formar uma mensagem clara e consistente. A coerência
assegura que as ideias se conectem de maneira a construir um sentido global. 
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Resumo: Coesão é sobre a ligação direta e fluida entre as partes do texto, enquanto coerência
é sobre como essas partes se relacionam para criar um sentido global e coeso.
Compreender a coesão e coerência é apenas o início; agora, vamos explorar como os
articuladores textuais aprimoram ainda mais a conexão e fluidez do seu texto. 
Articuladores textuais
Articuladores textuais são elementos essenciais que ajudam a conectar e integrar as partes de
um texto, desempenhando um papel crucial na coesão e na coerência. Eles funcionam como
"pontes" entre ideias, facilitando a fluidez da leitura e garantindo que as informações sejam
apresentadas de maneira lógica. Articuladores como conjunções (ex.: "e", "mas"), locuções
conjuntivas (ex.: "portanto", "no entanto") e advérbios de ligação (ex.: "ademais",
"consequentemente") são exemplos de como podemos estruturar nossos textos para que, além
de estarem bem conectados, apresentem uma sequência de ideias clara e coerente. 
Para melhor entendimento dos articuladores textuais, que são os elementos coesivos, observe a
imagem a seguir: 
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Figura 2 | No texto, as escolhas lexicais produzem sentidos. Fonte: Freepik.
A imagem anterior tem o objetivo de chamar a sua atenção, estudante, para a tessitura do texto.
Dito com outras palavras, no texto, conforme vamos selecionando palavras e estas se conectam
com as demais, os sentidos são, paulatinamente, construídos. Juntas, como peças de um
quebra-cabeça, vamos tecendo os significados e moldando ao contexto, à finalidade e ao
objetivo interacional. 
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ATENÇÃO: Os articuladores textuais são considerados elementos coesivos e, portanto, estão
diretamente relacionados à coesão textual. 
Os articuladores textuais, como pronomes, conjunções, advérbios e expressões de transição,
desempenham um papel crucial na criação de ligações entre diferentes partes do texto,
assegurando que ele tenha uma estrutura fluida e compreensível. Eles ajudam a manter a
continuidade e a clareza, facilitando a conexão lógica entre frases e parágrafos. Eles operam em
diferentes níveis, desde o nível global do texto, passando pelo nível entre os parágrafos e
períodos, até o interior das próprias orações. 
Os articuladores agem estabelecendo uma conexão lógica entre as frases, os períodose os
parágrafos (Fávero, 2000). Koch (2019, p. 129) os denomina de articuladores discursivos-
argumentativos, "são responsáveis pela orientação argumentativa dos enunciados que
introduzem". Os articuladores textuais podem ser classificados de acordo com a sua
funcionalidade:
Aditivos  bem como; igualmente; ainda etc. 
Alternativos  ou... ou; opcionalmente; em alternativa etc. 
Contrastivos  mas; todavia; no entanto etc. 
Concessivos  ainda que; não obstante etc. 
Temporais  desde que; por enquanto; ao mesmo tempo
etc. 
Finais  a fim de; com o objetivo de; de forma a etc. 
Comparativos  mais/menos do que; assim como; tal como
etc. 
Causais  dado que; visto que; uma vez que etc. 
Condicionais  contanto que; a não ser que; se etc. 
Consecutivos  tal... que; tão... que; por isso etc. 
Conclusivos  em conclusão; por isso; então etc. 
Completivos  que; para; se etc. 
Confirmativos  por exemplo; a ilustrar; documentando etc. 
Figura 1 | Articuladores. Fonte: Lima (2017, p. 113). 
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Esses elementos coesivos são essenciais para a coesão textual porque ajudam a garantir que as
partes do texto estejam logicamente conectadas e que o leitor possa seguir o raciocínio de
maneira fluida. Sem a utilização adequada de articuladores textuais, um texto pode parecer
desorganizado e difícil de seguir, resultando em uma comunicação menos eficaz. Portanto, ao
estudar sobre coesão, é fundamental compreender o papel dos articuladores textuais e como
eles contribuem para a clareza e continuidade do texto. Vamos ver um exemplo?
Exemplo: “Publiquei esse artigo na década de 1980, mas hoje ele seria refutado pelas revistas
científicas.”
Na frase, o “mas” tem um valor contrastivo entre uma informação dada na primeira sentença e a
informação nova. No exemplo, o enunciador revela que a publicação do artigo só foi possível
naquela época e não seria possível no contexto atual. O articulador discursivo contribui para a
progressão do texto, ao abrir espaço para uma nova informação pelo contraste.
Para ajudar na sua compreensão, observe que os elementos coesivos incluem pronomes,
conjunções, advérbios, sinônimos, expressões de retomada e palavras de transição. Vamos ver
exemplos práticos para aprofundar seu entendimento, baseados nos estudos de Fávero (2002),
Koch (2010; 2019) e Marquesi et al. (2017):
Pronomes: referem-se a substantivos mencionados anteriormente, evitando repetições.
Exemplo: "João adora futebol. Ele joga todos os sábados."
Conjunções: conectam ideias ou partes de uma frase. Exemplo: “Gosto de estudar, mas
também gosto de me divertir.”
Advérbios: modificam verbos, adjetivos ou outros advérbios e indicam circunstâncias.
Exemplo: “Ela cantou lindamente.”
Sinônimos: palavras com significados semelhantes que evitam repetições. Exemplo: “Ela é
muito gentil. Ela é extremamente amigável.”
Expressões de retomada: lembram o leitor de informações anteriores. Exemplo: “Como
mencionado anteriormente, o projeto está em andamento.”
Palavras de transição: indicam a relação entre ideias ou partes do texto. Exemplo:
“Primeiramente, vamos discutir o problema. Em seguida, apresentaremos uma solução.”
Você provavelmente usa muitos desses elementos de coesão em suas redações do dia a dia
para melhorar a clareza e a compreensão do texto, criando conexões entre suas partes e
tornando-o mais coeso. Mas o que dizer sobre a coerência?
Koch (2010, p. 21) afirma que "a coerência está intimamente relacionada à capacidade de atribuir
um sentido ao texto". Além disso, Koch e Travaglia (2010, p. 37) ressaltam que "um texto se
tornará incoerente se o produtor não souber ajustá-lo à situação, levando em consideração a
intenção comunicativa, objetivos, destinatário, regras socioculturais, entre outros elementos da
situação e recursos linguísticos. Caso contrário, o texto será coerente." Portanto, um texto é
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considerado coerente quando todas as suas partes se conectam e formam um todo coeso,
semelhante às peças de um quebra-cabeça.
Vamos refletir juntos? Por exemplo, em um jantar formal com a família de um amigo, espera-se
que a conversa seja respeitosa e adequada ao contexto. Discutir tópicos informais, como festas
de fim de semana, nesse ambiente, tornaria a conversa incoerente, pois não se alinha à situação.
A coerência textual, portanto, depende de considerar a intenção da comunicação, o público-alvo,
as normas sociais e culturais, além dos recursos linguísticos empregados, para garantir que o
texto seja apropriado e faça sentido dentro do contexto em que é apresentado. Em outras
palavras, a coerência está ligada à macroestrutura textual. Quando todos esses elementos estão
alinhados, o texto é considerado coerente (Koch; Travaglia, 1995; Kleiman, 2004; Koch, 2011).
Para assegurar a eficácia na comunicação e garantir que um texto transmita sua mensagem de
maneira clara e compreensível, é crucial entender a importância dos fatores de textualidade.
Esses fatores são elementos fundamentais que contribuem para a construção e a percepção de
um texto coerente e coeso. Ao integrar aspectos como a intenção comunicativa, a adequação ao
público-alvo e o alinhamento com normas sociais e culturais, os fatores de textualidade ajudam a
moldar a estrutura e a fluidez do texto. Esses elementos não apenas influenciam a clareza da
mensagem, mas também asseguram que o texto seja apropriado e relevante para o contexto em
que é apresentado. Compreender e aplicar esses fatores é essencial para a elaboração de textos
eficazes em qualquer área profissional (Koch, 2010; Koch e Travaglia, 2010; Koch, 2011).
Os fatores de textualidade são essenciais para garantir que um texto seja eficaz na transmissão
de sua mensagem. Os fatores de textualidade são sete:
Coesão;
Coerência;
Intencionalidade;
Aceitabilidade;
Informatividade;
Intertextualidade.
Dando prosseguimento em nossos estudos, vamos explorar cada um desses fatores e como eles
se aplicam ao mundo do trabalho em diferentes áreas: 
1. Coesão: trata-se da utilização de elementos linguísticos que conectam as partes do texto,
como conjunções e pronomes. A coesão assegura que as ideias se conectem e fluam de
maneira harmoniosa. No contexto da comunicação empresarial, um e-mail bem estruturado
utiliza coesão para garantir que as informações sejam transmitidas claramente e de forma
compreensível.
- Exemplo prático: em um e-mail de acompanhamento de projeto, o uso de pronomes e
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conectivos é fundamental para ligar os pontos discutidos nas mensagens anteriores e
garantir que o destinatário compreenda a sequência das informações.
2. Coerência: refere-se à lógica e clareza no desenvolvimento das ideias dentro de um texto.
Um texto coerente organiza e conecta as ideias de forma que facilita a compreensão e
evita contradições. No ambiente corporativo, um relatório de administração deve
apresentar informações de maneira coerente para garantir que todos os dados e
recomendações se alinhem com o objetivo estratégico da empresa.
- Exemplo prático: em um relatório de análise financeira, a coerência é crucial para garantir
que os dados apresentados e as conclusões tiradas estejam logicamente interligados,
ajudando na tomada de decisões informadas.
3. Intencionalidade: refere-se ao objetivo comunicativo do autor e ao esforço para transmitir
uma mensagem clara e eficaz. No ambiente de trabalho, é essencial que documentos como
propostas de negócios ou apresentações sejam elaborados com clareza de intenção para
que os objetivos sejam facilmente compreendidos.
- Exemplo prático: ao preparar uma apresentação para uma reunião de vendas, a
intencionalidade é importante para garantir que o público entenda claramente as metas da
apresentação e como os produtos ou serviços podem atender às necessidades deles.
4. Aceitabilidade: relaciona-se com a expectativa do leitor/interlocutor e a capacidade do
texto de atender a essas expectativas. Um texto deve ser compreendido e aceitopelo
público-alvo. No mundo corporativo, isso significa que relatórios e comunicações internas
devem considerar o conhecimento prévio e as expectativas dos colegas e superiores.
- Exemplo prático: um plano de marketing deve ser elaborado com a aceitação do público-
alvo em mente, garantindo que a proposta seja relevante e compreendida por stakeholders
com diferentes níveis de familiaridade com o assunto.
5. Situacionalidade: diz respeito ao contexto no qual o texto é inserido, determinando se o
conteúdo é apropriado para a situação comunicativa. Em qualquer ambiente de trabalho, a
pertinência do texto para a situação específica é vital para sua eficácia.
- Exemplo prático: um comunicado de crise deve ser adaptado ao contexto da situação
emergencial, abordando diretamente os problemas e oferecendo soluções claras e
pertinentes para os funcionários e stakeholders afetados.
6. Informatividade: avalia a capacidade do texto de apresentar novas informações em relação
ao conhecimento prévio do leitor/interlocutor. No ambiente corporativo, é importante que
relatórios e apresentações equilibrem informações conhecidas e novas, oferecendo
insights valiosos.
- Exemplo prático: em um relatório anual, a informatividade se reflete na capacidade de
apresentar novos dados e análises que adicionem valor ao que já é conhecido, ajudando na
formulação de estratégias futuras.
7. Intertextualidade: refere-se à presença de referências a outros textos, que podem adicionar
profundidade e contexto ao novo texto. No ambiente profissional, isso pode envolver a
citação de estudos anteriores ou relatórios anteriores para reforçar argumentos ou
apresentar uma perspectiva histórica.
- Exemplo prático: em um artigo de jornal sobre tendências econômicas, a intertextualidade
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pode ser utilizada ao citar relatórios econômicos anteriores ou dados históricos para
fornecer uma análise mais robusta e fundamentada. 
Enfim, esses fatores de textualidade ajudam a garantir que a comunicação no ambiente de
trabalho seja clara, eficaz e adaptada às necessidades do público-alvo. Ao considerar cada um
desses fatores, os profissionais podem melhorar a qualidade de seus textos e a eficácia de sua
comunicação.
Siga em Frente...
Estruturação de textos coesos e coerentes
A estrutura dos textos coesos e coerentes na prática é uma habilidade fundamental,
independentemente da área de atuação e resulta em desenvolver competências e habilidades
que permitem escrever de maneira clara e eficaz, isso em todas as áreas de atuação, por isso
vamos explorar o que esses conceitos significam e como aplicá-los em diferentes áreas (Koch,
2010; Koch e Travaglia, 2010; Koch, 2011).
A coesão e a coerência são aspectos fundamentais para a construção de um texto claro e eficaz.
A coesão pode ser entendida como o tecido que une as palavras e frases, garantindo que as
partes de um texto se conectem de maneira lógica e fluida. Ela é responsável pela ligação entre
os elementos do texto, utilizando recursos como conjunções, pronomes, advérbios e sinônimos
para assegurar a continuidade das ideias. Em outras palavras, a coesão opera no nível "micro" do
texto, cuidando das conexões internas entre as frases e os parágrafos, de modo que o leitor
possa seguir o fluxo de pensamento sem interrupções (Koch, 2010; Koch e Travaglia, 2010; Koch,
2011).
Por outro lado, a Coerência diz respeito ao sentido global do texto, ou seja, ao nível "macro". Ela
garante que todas as partes do texto contribuem para uma mensagem clara e compreensível,
respeitando a lógica interna e a consistência temática. A coerência é o que permite ao leitor
compreender o objetivo do texto e captar a mensagem como um todo. Enquanto a coesão se
preocupa com a estrutura interna e as ligações entre as partes, a coerência assegura que essas
partes, juntas, façam sentido no contexto maior do texto. Assim, ambos os aspectos – a coesão
e a coerência – são essenciais para criar uma comunicação escrita que seja não apenas bem-
estruturada, mas também significativa e clara (Koch, 2010; Koch e Travaglia, 2010; Koch, 2011).
Logo, entender a capacidade de um texto de oferecer novas informações e insights é crucial em
qualquer campo, pois impacta diretamente a eficácia da comunicação e a tomada de decisões. A
seguir, exploraremos como essa habilidade se manifesta em plano de negócios em
Administração, parecer contábil em Ciências Contábeis, estudo sobre o impacto das políticas
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monetárias em Economia, matéria investigativa em Jornalismo, análise de mercado em
Marketing e redação de um anúncio publicitário em Publicidade e Propaganda. Cada exemplo
destacará a importância de equilibrar informações conhecidas e novas para proporcionar valor
real ao público-alvo.
Exemplo em Administração: em um plano de negócios, ao descrever as etapas para o
lançamento de um novo produto, a coesão é vital para que o leitor entenda a sequência das
ações. Expressões como "primeiramente", "em seguida" e "por fim" ajudam a conectar as
etapas e a dar clareza ao processo. 
Exemplo em Ciências Contábeis: ao redigir um parecer contábil, a coesão assegura que as
análises financeiras sejam compreensíveis. Conectores como "portanto", "assim" e
"consequentemente" podem ser usados para explicar a relação entre os números
apresentados e as conclusões tiradas, garantindo que o raciocínio flua de maneira clara. 
Exemplo em Ciências Econômicas: na elaboração de um estudo sobre o impacto das
políticas monetárias, a coesão é essencial para ligar as causas aos efeitos. Palavras e
expressões como "devido a", "como resultado" e "em consequência" ajudam a conectar as
ações de política monetária aos seus efeitos na economia, criando um texto mais fluido e
fácil de entender. 
Exemplo em Jornalismo: em uma matéria investigativa, a coesão é fundamental para
amarrar todas as partes da história. Conectores como "além disso", "por outro lado" e "no
entanto" ajudam a criar uma narrativa coesa, ligando os diferentes aspectos investigados e
facilitando a compreensão do leitor. 
Exemplo em Marketing: ao redigir uma análise de mercado, a coesão ajuda a conectar as
diferentes seções do documento, como análise SWOT, segmentação de mercado e
estratégia de posicionamento. Usar conectores como "com base nisso", "dessa forma" e
"consequentemente" facilita a transição entre as ideias, garantindo que o leitor compreenda
como cada parte da análise contribui para as recomendações finais. 
Exemplo em Publicidade e Propaganda: na redação de um anúncio publicitário, a coesão
garante que todos os elementos do texto trabalhem juntos para reforçar a mensagem
principal. Se você está destacando as vantagens de um produto, o uso de pronomes como
"isso" ou "estes" pode ajudar a manter o foco nas qualidades mencionadas anteriormente,
evitando repetições desnecessárias e mantendo o texto dinâmico. 
Agora, dando continuidade, que tal explorarmos a coerência? Lembre-se que a coerência é
fundamental para garantir que um texto seja compreendido de maneira fluida e lógica. Ela
assegura que todas as partes do texto estejam conectadas de forma que facilite a compreensão
do leitor, utilizando vários fatores como elementos linguísticos, conhecimento de mundo,
inferências e contexto (Koch, 2010; Koch e Travaglia, 2010; Koch, 2011).
Vamos aos exemplos?
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Exemplo em Administração: imagine que você, como administrador, precisa elaborar um relatório
sobre a implementação de uma nova estratégia de marketing. Para garantir a coerência, é
essencial usar elementos linguísticos, como conectores e transições, que liguem o aumento de
vendas com a otimização dos custos. O relatório deve mostrar como a estratégia de marketing
pode influenciar positivamente as vendas e, consequentemente, ajudar a reduzir os custos. O
conhecimento de mundo do leitor sobre estratégias de marketing e sua aceitabilidade das
informações apresentadas são fundamentais para que o texto faça sentidoe seja convincente.
Exemplo em Ciências Contábeis: em um relatório financeiro, ao analisar a lucratividade de uma
empresa, a apresentação deve ser clara e lógica. Use elementos linguísticos, como conectores
(por exemplo, "primeiramente", "em seguida"), para garantir que as receitas e despesas estejam
bem interligadas. A informatividade do relatório depende de como as despesas são
apresentadas em relação às receitas, o que ajuda o leitor a fazer as inferências corretas sobre a
lucratividade. O contexto da análise financeira também deve ser considerado para que o leitor
compreenda a relevância dos dados apresentados.
Exemplo em Ciências Econômicas: ao escrever um artigo sobre inflação, organize o conteúdo
seguindo uma sequência lógica: causas, efeitos e políticas de controle. Use conectores e
elementos linguísticos para amarrar as diferentes seções do texto. O conhecimento de mundo
sobre inflação e políticas econômicas, combinado com a focalização em aspectos específicos
da inflação, ajuda a manter a coerência. A intencionalidade do artigo deve ser clara desde o
início, garantindo que o leitor entenda o propósito do texto e como cada parte contribui para a
argumentação.
Exemplo em Jornalismo: na produção de uma reportagem, a coerência é crucial para garantir
uma narrativa compreensível. Apresente o contexto primeiro, depois discuta as mudanças
propostas e, finalmente, as implicações. A intertextualidade pode ser útil para conectar a nova
política pública com eventos anteriores ou contextos relevantes, ajudando o leitor a entender a
importância e o impacto das mudanças. Utilizar elementos linguísticos apropriados e manter
uma estrutura clara também facilita a aceitabilidade da informação pelo público.
Exemplo em Marketing: ao desenvolver um plano de marketing, todas as ações propostas devem
estar alinhadas com o objetivo de aumentar o engajamento nas redes sociais. A informatividade
do plano depende de como as ações são detalhadas e explicadas em relação ao objetivo geral.
Utilize elementos linguísticos para garantir que todas as partes do plano estejam conectadas e
que o leitor compreenda como cada ação contribui para o objetivo. O conhecimento partilhado
sobre estratégias de marketing digital e a intencionalidade do plano são fundamentais para a
eficácia da comunicação.
Exemplo em Publicidade e Propaganda: na criação de uma campanha publicitária, a coerência
assegura que a mensagem principal seja clara. Se a campanha promove um produto por suas
qualidades ecológicas e também pelo preço acessível, explique como esses aspectos estão
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relacionados. O uso de elementos linguísticos e conectores ajuda a manter a coesão. A
intertextualidade pode conectar a campanha a outras iniciativas ecológicas, reforçando a
mensagem. A aceitabilidade do público e o conhecimento partilhado sobre produtos
sustentáveis devem ser considerados para garantir que a mensagem seja bem recebida e
compreendida.
Sintetizando: a coesão e coerência são pilares essenciais para a criação de textos claros e
eficazes, seja na academia, no ambiente corporativo ou na mídia. Um texto coerente
apresenta suas ideias de forma organizada e lógica, enquanto a coesão garante que essas
ideias estejam bem-conectadas e fluam suavemente de uma para a outra.
Mediante o exposto, independentemente de você estar escrevendo um relatório em
administração, um parecer contábil, um artigo econômico, uma reportagem jornalística, uma
campanha publicitária ou um plano de marketing, dominar a coesão e a coerência permitirá que
suas mensagens sejam compreendidas e valorizadas pelos leitores.
A prática dessas habilidades de estruturar os textos coesos e coerentes, juntamente com uma
revisão minuciosa, é essencial para produzir textos que não apenas atendam às exigências do
mundo do trabalho, mas também se destaquem pela clareza, objetividade e finalidade em dado
contexto.
Vamos Exercitar?
Caro estudante, chegamos ao fim de mais uma etapa em nossa jornada de conhecimento, onde
exploramos conceitos essenciais para a construção de textos eficazes e claros. Nesta aula, você
teve a oportunidade de aprofundar seu entendimento sobre Coesão e Coerência, dois pilares
fundamentais para a elaboração de textos que fazem sentido e fluem naturalmente. Discutimos
como a coesão, atuando no nível micro do texto, utiliza articuladores textuais – como
conjunções, pronomes e advérbios – para conectar ideias e garantir que as frases e os
parágrafos estejam harmoniosamente ligados. Já a coerência, operando no nível macro,
assegura que o texto como um todo tenha um sentido claro e consistente, alinhando-se ao
objetivo comunicativo e ao contexto em que é produzido.
Ao longo deste estudo, você também pôde perceber a importância da estruturação de textos
coesos e coerentes, reconhecendo que, para comunicar eficazmente, é preciso ir além da
escolha correta das palavras. É necessário considerar como as partes do texto se relacionam
entre si e como elas contribuem para uma mensagem global compreensível e relevante.
Esperamos que esse conhecimento adquirido seja um diferencial em sua prática acadêmica e
profissional, capacitando-o a produzir textos que não apenas informam, mas também envolvem e
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convencem seu público. Que sua trajetória continue sendo marcada pelo domínio dessas
habilidades, tão cruciais em qualquer área de atuação. Estamos ansiosos para ver como você
aplicará esses conceitos em suas futuras realizações.
Saiba mais
Para complementar seus estudos, sugerimos a leitura das páginas 14 a 20 do livro Estudantes no
espelho: coesão e coerência textuais, de Ivan Vale de Sousa. Nessas páginas, o autor explora de
forma envolvente e acessível os conceitos de coesão e coerência textuais, oferecendo exemplos
práticos que vão ajudar você a reconhecer e aplicar esses elementos essenciais em suas
próprias produções escritas. Esse conteúdo é uma excelente oportunidade para você aprimorar
suas habilidades de escrita e compreender melhor como construir textos mais claros e
conectados. Aproveite essa leitura para se enxergar como um autor em constante evolução e
veja como suas palavras podem fazer a diferença na comunicação escrita.
Recomendamos a leitura do artigo O modo de organização do discurso argumentativo e o
emprego de articuladores textuais em artigo de opinião, tendo em visa que ele oferece uma
análise detalhada de como o modo de organização do discurso argumentativo e o uso de
articuladores textuais influenciam as estratégias de construção argumentativa e a articulação
textual em artigos de opinião. A leitura é fundamental para compreender as técnicas utilizadas
na elaboração de argumentos convincentes e na estruturação coerente de textos, sendo
especialmente útil para quem deseja aprimorar suas habilidades na escrita argumentativa.
Você já parou para pensar na importância das palavras e frases que conectam as ideias em um
texto? Como elas ajudam a guiar o leitor de um ponto a outro, garantindo que a mensagem seja
clara e coerente? Para aprofundar sua compreensão sobre esses elementos essenciais da
escrita, recomendamos a leitura do Capítulo 6 "Marcas de articulação na progressão textual:
articuladores textuais" do livro As tramas do texto, de Ingedore V. Koch. Nesse capítulo, Koch
explora o fascinante mundo dos articuladores textuais – aquelas palavras e expressões que
desempenham um papel crucial na organização e fluidez do texto. Você vai descobrir como
esses pequenos elementos são grandes responsáveis por assegurar que as suas ideias se
conectam de maneira lógica e compreensível.
A leitura desse capítulo vai além de apenas entender a teoria, ela irá equipá-lo com ferramentas
práticas para aprimorar a coesão e a clareza na sua própria escrita. Ao dominar o uso dos
articuladores textuais, você será capaz de construir textos mais eficazes e impactantes,
ajudando seus leitores a seguir seu raciocínio com facilidade.
Referências
Disciplina
COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIAhttps://plataforma.bvirtual.com.br/
https://plataforma.bvirtual.com.br/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788572448482/
FÁVERO, L. L. Coesão e coerência textuais. São Paulo: Ática, 2000.
FÁVERO, L. L.; KOCH, I. G. V. Linguística textual: introdução. São Paulo: Cortez, 2002.
FERRARI, P. Hipertexto, hipermídia: as novas ferramentas da comunicação digital. São Paulo:
Contexto, 2007.
KYRILLOS, L.; SARDENBERG, C. A.; GODOY, C. Comunicação e liderança: volume 2. São Paulo, SP:
Contexto, 2024.
KOCH, I. G. V. Introdução à linguística textual: trajetória e grandes temas. São Paulo: Contexto,
2019.
KOCH, I. G. V. A coesão textual. São Paulo: Contexto, 2010. 
KOCH, I. G. V.; TRAVAGLIA, L. C. A coerência textual. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2010.
KOCH, I. G. V. O texto e a construção dos sentidos. São Paulo: Contexto, 2011.
KLEIMAN, A. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. Campinas: Pontes, 2004.
MARQUESI, S. C.; PAULIUKONIS, A. L.; ELIAS, V. M. Linguística textual e ensino. São Paulo:
Contexto, 2017.
SANTOS, A. C. dos. Teoria da comunicação. 1. ed. São Paulo: Contentus, 2020. E-book.
Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 26 ago. 2024.
Aula 3
Gêneros Discursivos/Textuais na Comunicação
Gêneros Discursivos/Textuais na Comunicação
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Dica para você
Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua
aprendizagem ainda mais completa.
Olá estudante! Nesta videoaula, vamos explorar juntos como a linguagem, em suas diversas
formas, se entrelaça e influencia nossa comunicação diária. Você descobrirá a importância dos
gêneros discursivos/textuais e como eles moldam a forma como interagimos e expressamos
nossas ideias. Também abordaremos os gêneros orais e escritos, analisando suas
particularidades e como cada um deles desempenha um papel crucial em diferentes situações
comunicativas.
Para completar, exploraremos as características dos gêneros multimodais, que combinam
elementos visuais, textuais e sonoros para criar formas inovadoras de comunicação. Prepare-se
para enriquecer sua prática profissional e ampliar suas habilidades comunicativas. Vamos
começar!
Ponto de Partida
Olá, desejamos boas-vindas!
Estamos entusiasmados para iniciar nossa exploração sobre o universo dos gêneros discursivos
e suas aplicações no mundo real. Nesta aula, vamos abordar conceitos essenciais que não
apenas enriquecerão seu conhecimento acadêmico, mas também terão um impacto significativo
em sua prática social e profissional.
Vamos começar com uma introdução aos gêneros discursivos/textuais, em que você descobrirá
como diferentes formas de comunicação, sejam elas faladas, escritas ou multimodais, são
moldadas por contextos e propósitos específicos. Entender esses gêneros é crucial para
interpretar e criar enunciados de maneira eficaz, seja em uma apresentação de trabalho, na
elaboração de textos acadêmicos ou na interação diária.
Em seguida, exploraremos os Gêneros Orais e Escritos, analisando como cada um deles
desempenha um papel distinto em nossas interações sociais e profissionais. Saber como utilizar
adequadamente esses gêneros pode transformar a forma como você se comunica, facilitando a
transmissão de ideias e a construção de relacionamentos.
Para concluir, vamos nos aprofundar nas características dos gêneros multimodais, pois vivemos
em uma era em que a combinação de texto, imagem e som é cada vez mais comum e
compreender como esses elementos se integram é fundamental para criar conteúdos
impactantes e envolventes.
Disciplina
COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
Esses conhecimentos são essenciais não apenas para aprimorar suas habilidades
comunicativas, mas também para se destacar em um mundo onde a comunicação eficaz é um
diferencial em qualquer campo de atuação. Prepare-se para uma aula enriquecedora, onde
exploraremos juntos como os gêneros discursivos influenciam nossa comunicação e interagem
com as tecnologias que moldam nossa sociedade.
Estamos prontos para começar essa jornada de descobertas com você!
Bons estudos! Vamos começar?
Vamos Começar!
Introdução aos gêneros discursivos/textuais
Estudante, como a comunicação influencia a forma como você se expressa no dia a dia? Você já
parou para pensar em como adaptamos nossa linguagem para diferentes situações e públicos?
Em um e-mail para o chefe, você escreveria da mesma forma que em uma mensagem para um
amigo? Essas questões são fundamentais para entendermos como adequamos nossas
mensagens/interações, de acordo com o objetivo, a finalidade e o contexto em que estamos
inseridos.
Diante disso é que a introdução aos gêneros discursivos é um aspecto fundamental para
entender como a linguagem é utilizada em diferentes contextos comunicativos. Nesse texto,
gêneros discursivos e gêneros textuais serão utilizados como sinônimos, referindo-se às
diferentes formas de expressão que estruturam e organizam a comunicação em diversas
situações. Esses gêneros são categorias que ajudam a definir a função, a estrutura e o propósito
dos textos, permitindo-nos identificar e analisar como a linguagem é moldada e adaptada às
necessidades de cada contexto.
Ao explorar os gêneros discursivos/textuais, abordaremos como eles são configurados e como
desempenham papéis específicos na comunicação, influenciando a forma como interpretamos e
produzimos mensagens em variados cenários sociais e profissionais (Bakhtin, 2010; Marcuschi,
2001).
Afinal, como nos comunicamos? Parece uma pergunta simples, mas quando nos aprofundamos
nesse questionamento, percebemos que a comunicação é uma atividade complexa e
multifacetada. Koch (2011, p. 2) assevera que nos comunicamos via textos, a autora destaca que
“[...] textos são resultados da atividade verbal de indivíduos socialmente atuantes, na qual estes
coordenam suas ações no intuito de alcançar um fim social, de conformidade com as condições
sob as quais a atividade verbal se realiza”.
Disciplina
COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
Já Bakhtin (2010) pontua que os textos são enunciados relativamente estáveis, que se
concretizam por meio dos gêneros discursivos ou textuais. Marcuschi (2008), destaca que os
gêneros discursivos/textuais podem ser organizados em diferentes tipos textuais:
Narração  Conto, fábula, lenda, novela, narração, tirinha,
música e história em quadrinhos. 
Descrição 
Relato de experiência vivida, relato de
viagem, testemunho, currículo, notícia,
reportagem, crônica esportiva, ensaio
biográfico e blog. 
Argumentação 
Texto de opinião, diálogo argumentativo,
carta do leitor, carta de reclamação,
deliberação informal, debate regrado e
comentários na internet. 
Exposição 
Seminário, conferência, artigo, entrevista,
resumos de textos expositivos, relatório
científico, infográfico, postagens em redes
sociais, imagens, dança, memes e mapas. 
Injunção 
Instruções de montagem, receita, regras de
jogo, regulamento, instruções de uso e
tutorial. 
Tabela 1 | Gêneros organizados em diferentes tipos de textos. Fonte: adaptada de Marcuschi
(2008).
Bakhtin (2010) destaca que os gêneros discursivos/textuais emergem das necessidades
humanas e estão intrinsecamente ligados às práticas sociais. Eles se adaptam e evoluem ao
longo do tempo, refletindo as mudanças nas formas de comunicação e nas atividades humanas.
Esses gêneros circulam em esferas de atividades humanas diferenciadas, abrangendo desde os
contextos mais íntimos até os mais públicos.
Assim, vemos que os gêneros discursivos ou textuais são padrões ou modelos de textos que
utilizamos em diferentes situações de comunicação para expressar nossas ideias, opiniões e
sentimentos. Eles são moldados pela finalidade comunicativa, pelo contexto de uso e pelo
público-alvo e podem variar amplamente, desde

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