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13/04/2011 1 Universidade de Federal de São Paulo Introdução à Economia Eduardo Luiz Machado Aula Passada... 2 • Lei da escassez; • Questões Econômicas fundamentais; • O que / quanto produzir? • Como produzir? • Para quem produzir? • Áreas de Conhecimento; • Método em Economia. 13/04/2011 2 1. Breve introdução a história do pensamento econômico; 2. Fundamentos de Microeconomia (Cap. 2). • O que é o mercado? • Como ele funciona? Objetivos de Hoje! 3 Evolução do Pensamento Econômico 4 13/04/2011 3 Retrospecto do pensamento econômico • Marco inicial: – A Riqueza das Nações, 1776, obra de Adam Smith, estudo abrangente de várias questões econômicas: preços, comércio exterior, rendimentos das classes sociais 5 • Grécia Antiga: – Xenofonte (440-335 A.C.): termo economia – Aristóteles (384-322 A.C.): • princípio que deve regular as trocas: necessidade atendida pelo bem • natureza da moeda • Roma: – visão prática dos eventos econômicos; – Sistema de direitos individuais; – Juros tabelados ou controlados por decreto; Pré-clássicos 6 13/04/2011 4 • Idade Média – Agostinho (354-430): • Valor das coisas se dá pelo prazer gerado pela sua posse e usufruto, mais do que pela satisfação de necessidades (visão subjetivista do valor econômico) – Tomas de Aquino (1225-1274): • Ênfase nas necessidades ou desejos humanos em face da escassez para a determinação do valor; • Discussão sobre preço justo; • Introduziu concepção aristotélica de abstração e silogismo para o conhecimento; • Desconsiderou as diferenças entre necessidade e prazer; Pré-clássicos 7 • Idade Média • Geraldo Odonis (1290-1349): – Além da escassez/disponibilidade dos bens, o trabalho humano é um importante componente para o valor custo de produção Pré-clássicos 8 13/04/2011 5 • Mercantilismo – Política econômica tinha dois objetivos: • usar os recursos da nação para tornar o Estado poderoso política e militarmente; • Substituir a Igreja na assistência aos pobres – Problema da época: • Insuficiência de dinheiro em circulação para disseminar as trocas • Solução proposta: metalismo ou bulionismo – a busca de acúmulo de ouro e prata dentro do país Pré-clássicos 9 • Como acumular metais preciosos? – Através da exploração econômica das colônias americanas; – Ações para promover o saldo positivo no comércio externo primeira formulação do que chamamos de “Balanço de Pagamentos” Misselden (1623) Mercantilismo 10 13/04/2011 6 • Novo problema: o acúmulo de metais preciosos (moeda) acabou levando à alta dos preços • Visão embrionária da Teoria Quantitativa da Moeda (Hume, Locke) Mercantilismo 11 • William Petty: – Ênfase no empirismo (influência de Francis Bacon) e reação à economia escolástica de visão aristotélica e dedutivista; – Separação da ciência da moral • também uma reação contrária à questão de moral e ética na análise econômica anterior – Combateu a idéia de ”preço justo” – Concebeu idéias iniciais de que preço (impessoal) é o reflexo da interação entre oferta e demanda no mercado Mercantilismo 12 13/04/2011 7 • Escola de pensamento econômico francês (séc. XVIII). Fisiocracia significa etimologicamente "governo da natureza" ou "lei da natureza” – Dividiu a sociedade em classes sociais – A riqueza de um país era originária do que era originário da terra = setor agrícola é o único setor produtivo da economia – Crítica aos impostos excessivos cobrados da população para a manutenção de gastos extravagantes da corte e de guerras – Proposta: redução do papel do Estado • “laissez-faire, laisser-passer”, livre iniciativa. Clássicos - Fisiocratas 13 • François Quesnay : médico da corte de Madame Pompadour e Luis XV • Obra: Tableau Économique – mostrava esquematicamente as relações entre as classes econômicas e setores da sociedade e o "fluxo de pagamentos" entre elas – Criou o conceito de equilíbrio econômico Fisiocratas 14 13/04/2011 8 • “A Riqueza das Nações” (1776) • Metáfora da “mão invisível”, ou seja, cada indivíduo, ao buscar seu interesse próprio, levaria a uma situação de bem- estar geral Clássicos – Adam Smith (1723-1790) 15 • Hipótese básica: tendência inata do ser humano às trocas • Origem da riqueza das nações: o trabalho humano (teoria do valor-trabalho) • Aumento da produtividade do trabalho aumenta a riqueza • Fatores que aumentam a produtividade do trabalho: – Divisão de trabalho • Destreza profissional; • Economia de tempo na execução do trabalho; • Aperfeiçoamento/invento de novas técnicas – Ampliação dos mercados Adam Smith 16 13/04/2011 9 • Ênfase na livre-iniciativa; • Teoria das Vantagens de Comércio Absolutas no Comércio Internacional; • Teoria do Valor-Trabalho; – Conceitos de “valor de troca” e de “valor de uso”;” trabalho produtivo” e “improdutivo” Adam Smith 17 Clássicos – David Ricardo (1772-1823) • Todos os custos se reduzem ao custo do trabalho (Teoria do Valor-Trabalho); • Acumulação de capital é acompanhada por aumento populacional e aumento da renda da terra; • Teoria da Renda da Terra e origem da teoria dos rendimentos decrescentes. 18 13/04/2011 10 David Ricardo • Teoria da Renda da Terra e origem da teoria dos rendimentos decrescentes. – Relação econômica que afirma que à medida que se utilizam unidades adicionais de trabalho, mantendo-se constantes os recursos naturais e os outros fatores, a produção total aumenta, mas a partir de certo ponto a produção marginal tende a decrescer • A renda da terra é determinada pela produtividade das terras mais 19 • Tendência à taxa declinante dos lucros pode ser amenizada por inovações tecnológicas na agricultura e abertura do comércio exterior • Teoria das Vantagens Relativas no Comércio Exterior: – Cada país deve se especializar na produção do bem em que tem vantagem relativa, liberando recursos produtivos para esse setor = especialização na produção David Ricardo 20 13/04/2011 11 • Exemplo: – Portugal tinha vantagem absoluta (horas de trabalho empregadas) na produção de vinho e tecido, enquanto Inglaterra tinha vantagem absoluta apenas na produção de tecido; – Com a especialização e troca, ambos podem consumir mais tanto de vinho como tecido, pela liberação de fatores de produção antes empregados nas duas atividades David Ricardo 21 • Teoria do excesso populacional: – Enquanto a população crescia em progressão geométrica, a produção de alimentos crescia em progressão aritmética Clássicos - Thomas Malthus (1766-1834) 22 13/04/2011 12 Thomas Malthus • Proposta de solução do problema do excesso populacional: – adiamento dos casamentos; – limitação voluntária dos nascimentos nas famílias pobres; – aceitava guerras e fenômenos naturais para controle populacional 23 • Formulou a chamada “Lei de Say” – lei de tendência da economia • “A oferta cria sua própria procura”: a produção gera uma renda ( dos trabalhadores e empresários) que será gasta na compra de bens e serviços Clássicos - Jean Baptiste Say (1768-1832) 24 13/04/2011 13 • Sintetizador do pensamento clássico – principal livro texto de economia utilizado na transição do período clássico para o neo-clássico • Incorpora elementos institucionais, vantagens e restrições a uma economia de mercado; • Afirma que enquanto a produção é determinada por aspectos ou leis de natureza física, a distribuição é determinada por aspectos sociais e históricos; Clássicos - John Stuart Mill (1806-1873) 25 Karl Marx • Karl Marx sistematizou a teoria do valor da mercadoria ao defini-la como sendo portadora simultaneamente de valor de uso e valor de troca. – Determinação do último se encontra no tempo de trabalho socialmente necessário para produzir a mercadoria • “Teoria do valor-trabalho”; • Principal Contribuição – exploração do trabalhador pelo dono do capital através da mais-valia (parte do trabalho realizado pelo trabalhador);26 13/04/2011 14 Em Resumo: Clássicos Fisiocratas: François Quesnay (Tableau Economique) Adam Smith: Mão invisível - todos os agentes buscam maximizar seu lucro, promovendo o bem- estar da comunidade David Ricardo: rendimento da terra é determinado pela produtividade marginal Marx: o empresário se apropria das horas de trabalho excedentes, que surgem na forma de mais-valia 27 28 Linha do tempo das idéias econômicas A partir de 1500 Mercantilismo MUN, MALYNES, PETTY, DAVENANT, COLBERT Fisiocracia QUESNAY, TURGOT Classicismo SMITH, MALTHUS, RICARDO, SAY, MILL, BENTHAM, SENIOR 1700 1725 1750 1775 1800 1825 1850 1875 1900 1925 1950 1975 2000 Socialismo utópico OWEN, FOURIER, SAINT-SIMON Marxismo e socialismo MARX, BLANC, KINGSLEY Crescimento e desenvolvimento HARROD, DOMAR, SOLOW, SCHUMPETER, NURKSE, LEWIS, SCHULTZ Precursores: Outras escolas Concorrência imperfeita SRAFFA, CHAMBERLIN, ROBINSON Novo classicismo FRIEDMAN, LUCAS, BECKER Marginalismo e neoclassicismo JEVONS, MENGER, VON WIESER, VON BÖHM-BAWERK, EDGEWORTH, CLARK, MARSHALL Economia matemática WALRAS, LEONTIEF, VON NEUMANN, MORGENSTERN, HICKS Economia monetária WICKSELL, FISHER, HAWTERY Economia keynesiana KEYNES, HANSEN, SAMUELSON Pós-keynesianos Novos keynesianos Economia do bem-estar PARETO, PIGOU, VON MISES, LANGE, ARROW, BUCHANAN Institucionalismo VEBLEN, MITCHELL, GALBRAITH Historicismo alemão ROSCHER, SCHMOLLER, WEBER Nova Economia Internacional KRUGMAN Nova Teoria Desenvolvi- mento SEN Fonte: Brue (2005) Escolas essencialmente receptivas aos seus predecessores Escolas essencialmente contrárias aos seus predecessores Escolas nos quais alguns contribuintes são receptivos e outros contrários aos seus predecessores 13/04/2011 15 Neoclássicos David Hume: Teoria Quantitativa da Moeda a renda nominal da sociedade é a multiplicação do estoque total da moeda pela sua velocidade de circulação Alfred Marshall: Teoria Marginalista maximização de utilidade por parte do consumidor e maximização do lucro por parte do produtor Se contrapôs as idéias de Marx, Seria a utilidade marginal da mercadoria que determinaria o seu valor monetário. 29 Keynesianos John Keynes: Teoria Geral do Emprego, Juro e Moeda - privilegia aspectos macroeconômicos - mostra que em situações de crise a realização de investimentos por parte do Estado pode evitar dificuldades ainda maiores. Hicks: Análise IS-LM - junção do lado real e do lado monetário da economia 30 13/04/2011 16 Keynesianos X Monetaristas Keynesianos enfatizam o uso da política fiscal Monetaristas enfatizam o uso da política monetária - Milton Friedman: revisão da TQM - Lucas e Sargent: Expectativas Racionais 31 Novos Clássicos e Novos Keynesianos Novos Clássicos: - Edward Prescott: modelos de ciclo real Novos Keynesianos - George Akerlof: o papel das normas - Fisher e Taylor: rigidez nominal de preços e salários 32 13/04/2011 17 Funcionamento do Mercado Oferta e Demanda • Mercado é um grupo de compradores e vendedores de um dado bem ou serviço. • Os termos oferta e demanda referem-se ao comportamento de interação dos indivíduos nos mercados: – Compradores Demanda – Vendedores Oferta – Oferta e demanda são as forças que movem as economias de mercado. 34 13/04/2011 18 35 • Demanda (ou procura) é a quantidade de determinado bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir, em um dado período de tempo. • Não representa uma compra efetiva, mas a intenção de comprar a determinados preços. • A escala de demanda indica quanto (quantidade) o consumidor pode adquirir, dadas várias alternativas de preços de um bem ou serviço. Análise da Demanda de Mercado 36 Fundamentos da Teoria da Demanda Baseia-se na Teoria do Valor Utilidade. Dada uma Renda Dados os preços de mercado Consumidor Ao demandar um bem ou serviço Busca maximizar a utilidade (satisfação) que atribui ao bem ou serviço. Análise da Demanda de Mercado 13/04/2011 19 Teoria Elementar da Demanda • A teoria da demanda é derivada de hipóteses sobre a escolha do consumidor entre diversos bens que seu orçamento permite adquirir. • Dado um nível de renda, o consumidor procurará distribuir seu orçamento (renda) entre os diversos bens e serviços de forma a alcançar a melhor combinação possível, ou seja, aquela que lhe trará maior nível de satisfação. 37 38 Utilidade Total Utilidade Marginal Aumenta quanto maior a quantidade consumida do bem Satisfação adicional obtida pelo consumo de mais uma unidade do bem É decrescente porque o consumidor vai saturando-se desse bem, quanto mais o consome. Teoria do Valor Utilidade 13/04/2011 20 39 Utilidade Total e Utilidade Marginal Utilidade Total Quantidade Consumida Utilidade Marginal Quantidade Consumida t mag U U q 40 Paradoxo da Água e do Diamante Por que a água, sendo mais necessária, é tão barata, e o diamante supérfluo, tem preço tão elevado ? Água Grande Utilidade Total Baixa Utilidade Marginal (encontrada em abundância) Diamante Grande Utilidade Marginal (escasso) 13/04/2011 21 41 • Riqueza (e sua distribuição) • Renda (e sua distribuição) • Preço do bem • Preço dos outros bens • Fatores climáticos e sazonais • Propaganda • Hábitos, gostos, preferências dos consumidores • Expectativas sobre o futuro • Facilidades de crédito (disponibilidade, tx. juros, prazos) Variáveis que afetam a Demanda 42 qd i = f( pi , ps , pc , R, G): Função Geral da Demanda qd i = quantidade procurada (demandada) do bem i pi = preço do bem i ps = preço dos bens substitutos ou concorrentes pc = preço dos bens complementares R = renda do consumidor G = gostos, hábitos e preferências do consumidor Obs.: Para estudar o efeito de cada uma das variáveis, deve-se recorrer à hipótese coeteris paribus. Variáveis que afetam a Demanda 13/04/2011 22 Hipótese coeteris paribus... • Para estudar a influência de cada fator sobre a demanda é necessário fazer uma simplificação, que é considerar cada efeito, cada variável, separadamente, fazendo a hipótese de que tudo o mais permaneça constante. • Assim, considerando que a quantidade demandada depende apenas do preço do bem: Tudo o mais permanecendo constante d i iq f p 43 44 Relação entre a quantidade demandada e o preço do próprio bem Supondo ps , pc , R e G constantes Lei Geral da Demanda0 d i i q p d i iq f p 13/04/2011 23 Lei Geral da Demanda A lei da demanda estabelece que, tudo o mais mantido constante (cœteris paribus), a quantidade demandada de um bem aumenta quando o preço do bem diminui (relação inversa). 45 Quantidade Demandada… …é o total do bem que os compradores desejam e podem comprar. 46 13/04/2011 24 Relação entre a quantidade demandada e preço do bem Normalmente, relação inversa entre o preço do bem e a quantidade demandada deste bem. Quando o preço do bem cai, este fica mais barato em relação a seus concorrentes e, portanto, os consumidores deverão aumentar seu desejo de comprá-lo. Além disso, quando o preço do bem cai, o agente fica mais rico em termos reais, e aumenta suas demandas. Logo: Px Dx Px Dx 47 Curva de Demanda… …é uma linha negativamente inclinada que mostra a relação entre o preço do bem e a quantidade demandada desse bem que o consumidor está disposto a adquirir em certo período de tempo, tudo o mais constante. 48 13/04/2011 25 Curva de Demanda Linear $3.00 2.50 2.00 1.50 1.00 0.50 21 3 4 5 6 7 8 9 10 1211 Preço Qtde. 0 Preço Qtde 0.00 12 0.50 10 1.00 8 1.50 6 2.00 4 2.50 2 3.00 0 49 qd i = a – b.pi qd i = 12 – 4pi Demanda de Mercado Demanda de Mercado é a soma das demandas individuais de um dado bem ou serviço. Graficamente, as curvas de demanda individuais são somadas horizontalmente para obter a curva de demanda do mercado. 50 mercado consumidores individuais1 para i 1,2,3,... n i D d n 13/04/2011 26 Mudança na Quantidade Demandada versus Mudança na Demanda Mudança na Quantidade Demandada Movimento ao longo da curva de demanda. Originada por uma mudança no preço do bem. 51 52 Relação entre a quantidade demandada e o preço do próprio bem. Efeito preço total: Efeito substituição Efeito renda O bem fica mais barato relativamente aos concorrentes, fazendo com que a qantidade demandada aumente. Com a queda do preço, o poder aquisitivo do consumidor aumenta, e a qtd. demandada do bem deve aumentar. 13/04/2011 27 Mudanças na Quantidade Demandada 0 D1 Preço do chocolate Quantidade de chocolate Um imposto que aumenta o preço do chocolate provoca um movimento ao longo da curva de demanda. A C 20 2.00 $4.00 12 53 Mudança na Quantidade Demandada versus Mudança na Demanda Mudança na Demanda Um deslocamento da curva de demanda, para a esquerda ou para a direita. Causado por uma mudança em um determinante diferente do preço. 54 13/04/2011 28 Mudanças na Demanda 0 D1 Preço Qtde. D3 D2 Aumento na demanda Redução da demanda 55 56 Relação entre a demanda de um bem e renda do consumidor (R) qd i = f( R ) Supondo pi , ps , pc e G constantes 13/04/2011 29 Em relação à renda dos consumidores, há três situações distintas: Bem Normal: Tipo de bem cuja quantidade demandada varia diretamente a variações na renda do consumidor, coeteris paribus. Ex.: carne de primeira Bem de Consumo Saciado: Dada uma variação na renda do consumidor, a quantidade demandada não se altera, coeteris paribus. Ex.: demanda de alimentos básicos, como o açúcar, sal, arroz Bem Inferior: Tipo de bem cuja quantidade demandada varia inversamente a variações na renda do consumidor, coeteris paribus. Ex.: Passagem de ônibus, carne de segunda 57 Renda do Consumidor - Bem Normal $3.00 2.50 2.00 1.50 1.00 0.50 21 3 4 5 6 7 8 9 10 1211 Preço do sorvete Qtde. de sorvete 0 Aumento na demanda Um aumento na renda… D1 D2 58 qd i R > 0 13/04/2011 30 Renda do Consumidor – Bem Inferior $3.00 2.50 2.00 1.50 1.00 0.50 21 3 4 5 6 7 8 9 10 1211 Preço da tubaína Qtde. de tubaína 0 Decréscimo na demanda Um aumento na renda… D1D2 59 qd i R