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27/08/2024
VIROLOGIA
Aula cedida por Prof. Dra. Nayara Belo
Adaptada por Prof. Gessica Rodrigues 
AGRAVOS E IMUNIDADE EM SAÚDE ANIMAL
DEFINIÇÃO
Os vírus são agentes 
infecciosos acelulares que, 
fora das células hospedeiras, 
são inertes, sem 
metabolismo próprio, mas 
dentro delas, seu ácido 
nucléico torna-se ativo, 
podendo se reproduzir.
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TAMANHO 
DOS 
VIRUS
CURIOSIDADES
ICTV: Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus
• + de 40.000 vírus isolados de bactérias, plantas, animais e alocados em 7 
ordens, 96 famílias, 420 gêneros e 2618 espécies
• No oceano há́ cerca de 1030 vírus
Pithovirus sibericum
• Vírus com grande nucleocitoplasmatico
• Vírus DNA, 610 Kb
467 proteínas diferentes
• 1,5 μm (microscópio óptico)
• Hospedeiro: Acanthamoeba
• Descoberto vírus gigante congelado há mais de 30 mil anos na Sibéria
Mamutes e neandertais
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• Possuem um envoltório protéico que 
protege o material genético 
denominado capsídeo.
• O capsídeo pode ou não ser revestido 
por um envelope lipídico derivado das 
membranas celulares.
• Possuem ácido nucléico - DNA de fita 
dupla ou simples e RNA de fita dupla 
ou simples.
CARACTERÍSTICAS
• São parasitas intracelulares 
obrigatórios.
• Multiplicam-se dentro de células 
vivas usando a maquinaria de 
síntese das células.
• Não possuem metabolismo. Toda 
energia que utilizam provém da 
célula hospedeira.
CARACTERÍSTICAS
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ESTRUTURA E REPLICAÇÃO VIRAL
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A estrutura viral não é tão complexa quanto à das 
células, sendo constituídas basicamente de ácido nucléico e proteína: 
• Ácido nucléico: Os vírus contêm, em geral, apenas um tipo de ácido 
nucléico, DNA e/ou RNA.
• Capsídeo: envoltório proteico que contém o ácido nucléico. O capsídeo 
tem uma simetria característica.
Estrutura dos vírus
ESTRUTURA DOS VÍRUS
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ESTRUTURA DOS VÍRUS
ESTRUTURA DOS VÍRUS
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Replicação Viral
• Os vírus só se reproduzem no interior de uma célula hospedeira.
• O ácido nucléico dos vírus possui somente uma pequena parte dos genes 
necessários para a síntese de novos vírus.
• As demais enzimas necessárias para a síntese proteica, de ribossomos, 
RNAt, RNAm e ATP são fornecidas pela célula hospedeira, portanto, os 
vírus necessitam da via metabólica da célula para replicarem-se.
• Os efeitos da multiplicação viral nas células hospedeiras variam de 
pequenas alterações no metabolismo celular até lise celular.
REPLICAÇÃO VIRAL
Para que ocorra a replicação viral é 
necessário:
• Acessibilidade à célula alvo; 
• Susceptibilidade: existência de receptores 
para o vírus;
• Permissividade: presença de fatores 
celulares que permitam a replicação viral 
eficiente;
• Resposta imune: pode determinar o 
estabelecimento, eliminação ou persistência 
da infecção (nº part)
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ETAPAS DA REPLICAÇÂO
1- ADSORÇÃO (ADESÃO)
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1- ADSORÇÃO
Vários tipos de receptores:
1. Translocação: quando há passagem 
direta da partícula viral através da 
membrana celular.
2. Endocitose mediada por receptor: 
vírus envelopados e vírus não 
envelopados.
3. Fusão: somente para vírus envelopados
2- PENETRAÇÃO
Entrada do 
vírus na 
célula
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1. Translocação: passagem direta da 
partícula viral através da membrana celular.
2- PENETRAÇÃO
2. Endocitose mediada por receptor: vírus envelopado
2- PENETRAÇÃO
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2. Endocitose mediada por 
receptor: vírus não envelopado
2- PENETRAÇÃO
3. Fusão
2- PENETRAÇÃO
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2- PENETRAÇÃO
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• Série de eventos que ocorrem 
após a penetração.
• O genoma viral fica livre no 
citoplasma ou no núcleo da 
célula para o processo de 
replicação viral.
3- DESNUDAMENTO
4- EXPRESSÃO GÊNICA
• Formação de novas cópias do genoma viral
• Síntese das proteínas virais: é o evento 
central na replicação dos vírus 
-Enzimas associadas ao genoma;
-Proteínas de capsídeo; 
-Glicoproteínas de envelope.
• Formadas a partir dos processos de 
transcrição e tradução.
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4- EXPRESSÃO GÊNICA
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5- REPLICAÇÃO DO GENOMA
• Formação de novas cópias do genoma viral 
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5- REPLICAÇÃO DO GENOMA
5- REPLICAÇÃO DO GENOMA
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6- MONTAGEM
• Consiste na reunião de todos os componentes necessários para a formação 
de um vírus maduro em um determinado local da célula;
• Sítio de montagem depende do sítio de replicação dentro da célula e do 
mecanismo pelo qual o vírus é liberado:
• Na maioria (nem todos) vírus RNA a montagem ocorre no citoplasma;
• Na maioria (nem todos) vírus DNA a montagem ocorre no núcleo;
• Pode ocorrer simultaneamente com o processo de maturação.
7- LIBERAÇÃO
Pode ocorrer via:
Lise celular: vírus 
não envelopados;
Brotamento por 
Membranas 
Celulares Internas 
(Exocitose): vírus 
envelopados;
Brotamento pela 
Membrana 
Citoplasmática: 
vírus envelopados.
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7- LIBERAÇÃO
7- LIBERAÇÃO
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7- LIBERAÇÃO
1) Adesão ou 
adsorção: vírus se 
fixa à bactéria. 2) Penetração: o DNA é 
injetado na bactéria.
3) Replicação do 
genoma: união do DNA 
do vírus ao da bactéria. 
O DNA viral assume 
comando, ocorrendo 
duplicação de DNA viral 
sucessivas à custa de 
substâncias da bactéria.
4) Montagem de novos 
vírus: ribossomos bacterianos 
efetuam síntese de proteínas 
virais, ocorrendo o 
agrupamento de proteínas e 
material genético virais
Reprodução Viral
5) Liberação novos vírus.
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Influenza – Gripe (RNA) 
HIV – Imunodeficiencia (RNA) 
 
• Retrovírus são vírus que possuem o material genético RNA + uma 
enzima chamada Transcriptase Reversa, capaz de transformar o RNA 
viral em DNA viral.
• Retrovírus não são vírus que possui apenas o RNA, tem que ter a 
enzima.
RETROVÍRUS
Retrovírus
• Os vírus orienta a produção da molécula de RNA, que por sua vez, 
comanda tanto a síntese de proteína com a síntese de novas moléculas 
de RNA viral. Já nos retrovírus, o RNA sintetiza uma molécula de DNA 
que penetra no núcleo da célula hospedeira, ligando ao DNA da célula.
Retrovírus
Reprodução Viral
RETRO (para trás) devido a capacidade de
transformar a partir do RNA, um DNA, processo
inverso ao que normalmente acontece na
transcrição.
-Enzima - Transcriptase reversa.
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Para estudarmos a replicação viral 
vamos analisar a replicação do 
bacteriófago, parasita intracelular de 
bactérias.
Bacteriófago
Replicação Viral
Os bacteriófagos possuem dois tipos de reprodução:
Ciclo lítico: termina com a lise e a morte da célula hospedeira.
Ciclo lisogênico: a célula hospedeira permanece viva.
Ciclo 
Lítico
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• Adsorção e penetração: Proteínas do HIV se
acoplam a receptores linfócitos T CD4 e com a ajuda
da enzima transcriptase reversa, há a produção DNA
viral a partir do RNA.
• Replicação e montagem: molécula de DNA se aloja
ao núcleo da célula hospedeira e incorpora ao DNA
hospedeiro e inicia-se processo de transcrição
(formação de RNA-m) e tradução (formação de novas
proteínas).
• Liberação de novos vírus: lise da célula hospedeira.
Ciclo Lítico - Retrovírus
Reprodução Viral
Ciclo Lisogênico
• O processo é semelhante ao ciclo lítico, porém o DNA do fago se insere ao 
DNA bacteriano.
• O vírus é agora chamado de profago.
• Toda vez que a bactéria replicar seu cromossomo o DNA do profago também 
é replicado, permanecendo latente nas células filhas.
Cromossomo 
bacteriano Genoma 
viralO DNA viral pode ser 
removido do 
cromossomo bacteriano 
e iniciar um ciclo lítico.
Genoma 
viral
Genoma 
viral
Ciclo Lítico
No ciclo lisogênico as células não 
morrem e os vírus neste caso são 
chamados de temperados.
Reprodução Viral
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DNA do fago
Cromossomo 
bacteriano
Ciclo lítico Ciclo 
lisogênico
O fago multiplica-se 
na bactéria 
hospedeira
Ocasionalmente, o profago solta-se do cromossomo bacteriano e 
inicia um ciclo lítico
A célula é lisada 
liberando os 
fagos
A bactéria se 
reproduz 
normalmente, 
copiando o profago 
e transmitindo-o às 
células-filhas
Ou
As sucessivas 
divisões celulares 
geram uma população 
de bactérias 
portadoras do profago
Genoma 
viral
Ciclo Lítico e 
Lisogênico
Reprodução Viral
Reprodução Viral
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Reprodução Viral
 Consequências do ciclo lisogênico
• Células contendo o genoma viral (profago) são imunes à
reinfecção por um fago da mesma espécie.
• As células hospedeiras podem vir a apresentar novas
características
• Permite a transdução bacteriana (tipo de reprodução sexuada em
bactérias)
Genoma 
viral
Vias de penetração no hospedeiro
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DIAGNÓSTICO 
VIROLÓGICO
• Métodos Diretos:
Microscopia eletrônica;
Cultivo celular;
Ovos embrionados.
• Métodos Indiretos:
Imunofluorescência direta (IFD) ou indireta (IFI)
ELISA;
Hemoaglutinação;
Western-Blot;
Reação de polimerase em cadeia (PCR);
Imunocromatográfico*
DIAGNÓSTICO 
VIROLÓGICO
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DÚVIDAS??
Profª M.V. Esp. Gessica Rodrigues
gessica.rodrigues@ulife.com.br
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